O currículo no cotidiano e as ações da supervisão e orientação educacional Eliane Cristina Araujo Schneider1 Franciele Freitas da Silva 2 Joel Sidnei da Silva2 Lisiane Ferreira Machado2 Maria Cristina Camargo2 As considerações aqui apresentadas são fruto de estudos realizado na disciplina Ferramentas Didático- Metodológicas: currículo, planejamento e avaliação do curso de Pós Graduação em Orientação e Supervisão Educacional da FACOS– CNEC/Osório. Partindo de bases teóricas (ALVES, 2002; FERRAÇO, 2006; SACRISTÁN in MOREIRA, 2005; MALDANER E FOCESI, in FRANCISCO e SCHNEIDER, 2010) foram analisadas as concepções de currículo questionando-se a visão formal do mesmo, baseado na organização de disciplinas e conteúdos de forma prescrita, procurando avançar para discussão de um currículo integrado ao cotidiano escolar, contrapondo-se, assim, ao pensamento vigente. Essa nova proposta de currículo tem como base a ideia de rede, na qual os conteúdos cotidianos vão se interligando as matérias obrigatórias, sem seguir uma hierarquia de importância. Compreende-se que um currículo formal comporta a visão das disciplinas de forma compartimentada, enquanto que a visão de currículo na contemporaneidade pressupõe uma pluralidade de caminhos, no qual nenhum é privilegiado, nem subordinado a outros. Assim cabe destacar os cotidianos das escolas como pontos de partida e de chegada para se pensar o currículo, isto é, privilegiar temas nos quais os saberes formais serão incorporados. Pensar ‘os currículos’ de uma escola pressupõe, então, viver seu cotidiano, que inclui, além do que é formal e tradicionalmente estudado, toda uma dinâmica das relações estabelecidas. Para Sacristán (1995, p.86) “Currículo não é, portanto, declaração de áreas, conteúdos e metodologias e, sim, a soma de todo tipo de aprendizagens e de ausências que os alunos obtêm como consequência de estarem sendo escolarizados”. Diante da problemática apresentada, qual(ais) o(s) papel(eis) do Orientador e do Supervisor Escolar frente ao currículo? Reconhecendo que cada um 1 Docente ministrante da disciplina: Ferramentas didático metodológicas: currículo, planejamento e avaliação do curso de Pós-graduação em Supervisão e Orientação Educacional – FACOS/CNEC Osório 2 Acadêmico do curso de Pós-graduação em Supervisão e Orientação Educacional - FACOS/CNEC Osório possui as suas especificidades, e que uma das atribuições do Supervisor Escolar é a de coordenar o processo de construção e acompanhamento do currículo escolar; e do Orientador é articular as atividades pedagógicas de forma a privilegiar a dimensão e a aprendizagem efetiva de todos os envolvidos no processo educativo, diagnosticando a realidade do aluno, para redirecionar permanentemente o currículo, entendemos que a ação conjunta dos mesmos deve ser comprometida com a mudança partindo-se da problematização do currículo da escola, discutindo possibilidades de organização que partam da leitura do cotidiano das escolas e incluindo nos saberes e fazeres da mesma, temas como: sexualidade, ética, violência, saúde, drogas, relações interpessoais, política, vida, diversidade, entre outros, trazidos pelos alunos, além dos buscados pela escola em seus contextos de vida. Compreendemos que as ações do Supervisor e do Orientador precisam potencializar as possibilidades de reorganização dos currículos da escola e os conteúdos nela trabalhados convergindo para um mesmo fim que é a aprendizagem dos alunos através de um movimento dialógico e comprometido, na maioria das vezes possibilitados por ações coordenadas por esses profissionais.