EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Ensino Médio Biologia 2012 Governador do Estado de Pernambuco EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS Secretário de Educação do Estado ANDERSON STEVENS LEÔNIDAS GOMES Secretária Executiva de Desenvolvimento da Educação ANA COELHO VIEIRA SELVA Secretária Executiva de Gestão de Rede MARGARETH COSTA ZAPONI Secretário Executivo de Educação Profissional PAULO FERNANDO VASCONCELOS DUTRA Gerente de Políticas Educacionais de Jovens, Adultos e Idosos CLAUDIA MENDES DE ABREU Chefe de Unidade da Educação Jovens, Adultos e Idosos MARIA CÂNDIDA SÉRGIO Equipe Técnica/Pedagógica da Unidade da Educação de Jovens, Adultos e Idosos - UEJAI CLAUDIA MENDES DE ABREU MARIA CÂNDIDA SÉRGIO ANAIR SILVA LINS E MELLO CÉLIA CRISTINA DE SIQUEIRA CAVALCANTI VERAS DANIELLE DA MOTA BASTOS DANUBIA CHARLENE DA SILVA DIEGO BRUNO BARBOSA FELIX ENILDO LUIZ GOUVEIA GUSTAVO HENRIQUE DA SILVA LIMA JANDY FEITOSA CARLOS DA SILVA JOSINETE FERREIRA DE ABREU MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA MONICA DIAS DO NASCIMENTO ROBERTO DE CARVALHO VENTURA ROSA MARIA DE SOUZA LEAL SANTOS THIAGO DE OLIVEIRA REIS MARQUES FREIRE VERÔNICA LUZIA GOMES DE SOUSA Coordenação MARIA CÂNDIDA SÉRGIO GEJA - Chefe da Unidade da Educação de Jovens, Adultos e Idosos - UEJAI Equipe de elaboração MARIA DE FÁTIMA DE ANDRADE BEZERRA Técnica Pedagógica da Gerência de Políticas Educacionais do Ensino Médio (GPEM). RITA PATRÍCIA ALMEIDA DE OLIVEIRA Técnica Pedagógica da Gerência de Políticas Educacionais do Ensino Médio (GPEM). ROBERTO DE CARVALHO VENTURA Técnico Pedagógico da Gerência de Políticas Educacionais de Jovens, Adultos e Idosos (GEJA). SUELI TAVARES DE SOUZA SILVA Técnica Pedagógica da Gerência de Políticas Educacionais do Ensino Médio (GPEM). VALDERÊS DA CONCEIÇÃO DO MONTE Técnica Pedagógica da Unidade de Desenvolvimento do Ensino da Gerência Regional de Educação Metropolitana Sul. VERÔNICA LUZIA GOMES DE SOUSA Técnica Pedagógica da Gerência de Políticas Educacionais de Jovens, Adultos e Idosos (GEJA). Revisão DANIELLE DA MOTA BASTOS ROSA MARIA DE SOUZA LEAL SANTOS DIEGO BRUNO BARBOSA FELIX APRESENTAÇÃO A Secretaria de Educação de Pernambuco – Gerência de Políticas Educacionais de Jovens, Adultos e Idosos (GEJA) – voltada para a garantia de uma Educação na perspectiva da formação ao longo da vida para aqueles(as) que não tiveram oportunidade em idade própria, em situação de privação de liberdade e pela inclusão sociocultural, apresenta as Orientações TeóricoMetodológicas (OTM) com a finalidade de subsidiar o processo de reorganização curricular das escolas que atendem os estudantes da EJA. Em sua organização, este documento seleciona algumas orientações metodológicas e conteúdos como sugestões para o trabalho do(a) professor(a) em sala de aula, contribuindo para a prática pedagógica no Ensino Fundamental e Ensino Médio da EJA. Assim, as metodologias apontadas buscam atender às necessidades e às especificidades desses estudantes, bem como às condições de trabalho dos(as) professores(as). Neste cenário, a oferta de um ensino de qualidade aos jovens, adultos e idosos é uma necessidade urgente para contribuir com a elevação da escolaridade para que esses estudantes possam ter melhores chances de inserção no mundo do trabalho e no seu contexto sociocultural. Para tanto, a construção das Orientações Teórico-Metodológicas tomou como referência os documentos oficiais que norteiam os princípios da modalidade, tais como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, Nº 9.394/96, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos: Parecer Nº 11/2000 CNE 1/2000, Resolução CNE – CEB 1/2000, Base Curricular Comum do Estado de Pernambuco – BCC, Parâmetros Curriculares para a EJA e as Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Nesse processo, é importante salientar a participação dos(as) técnicos(as) de ensino das dezessete Gerências Regionais de Educação, da Gerência de Políticas da Educação Infantil e Ensino Fundamental, da Gerência de Políticas Educacionais para o Ensino Médio, da Gerência de Políticas Educacionais de Jovens, Adultos e Idosos, dos Coordenadores(as) da EJA das dezessete Gerências Regionais de Educação e dos Educadores de Apoio que atuam na EJA no estado. Foram contribuições qualitativas e quantitativas ao longo desse processo que resultaram neste documento – em versão preliminar, mas que já apresenta a identidade da referida modalidade de ensino – elemento que contribui para o currículo e para a prática pedagógica. Entendendo-se a relevância deste trabalho coletivo, as OTM representam um avanço para o nosso Estado, possibilitando aos(às) professores(as) mais um instrumento de apoio e possibilidades na reorganização curricular para a EJA. Assim, esperamos contribuir para reflexões e discussões no interior da escola a serem realizadas pelos sujeitos educativos, no intuito de que a prática pedagógica seja de fato uma ação voltada para o exercício da cidadania dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos. GERÊNCIA DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE JOVENS, ADULTOS E IDOSOS Claudia Mendes de Abreu INTRODUÇÃO “A procura incessante pela descoberta da origem da vida, quando ela se inicia, como mantê-la e prolongá-la e, talvez, imortalizála, são enigmas que a humanidade quer desvendar através do estudo das Ciências Naturais”. Sueli Tavares, Fátima Andrade e Verônica Gomes O desenvolvimento científico e tecnológico tem contribuído para melhorar o ambiente em que vivemos, através das relações que o homem estabelece com a Ciência, a Tecnologia e a Sociedade, e estas nunca estiveram tão evidentes como nas últimas décadas. Desde o início das civilizações, a Ciência sempre despertou fascínio e interesse no homem. Este fato pode ser observado a partir da descoberta do fogo e, nos dias atuais, do desvendamento do genoma humano. Neste sentido, a estrutura da molécula do DNA, o deciframento do genoma e as invenções tecnológicas (microscópio, avião, lâmpada, computador, internet) são exemplos de descobertas científicas. Segundo DUCHSL (1994), a Ciência corresponde a um processo dinâmico e perecedouro dos saberes científicos, nos quais sua transitoriedade, sua natureza histórica e cultural permitem a compreensão das relações estabelecidas entre a organização, o desenvolvimento da ciência e a produção tecnológica. No âmbito escolar, os estudantes percebem que fenômenos naturais e temáticas de caráter ético estão presentes em seu cotidiano, permitindo e adequando a utilização destes conhecimentos, às suas necessidades e, consequentemente, à melhoria da sua qualidade de vida. Desse modo, a disciplina Ciências, pela sua natureza, deve contribuir para a formação do estudante de forma significativa, propiciando ao estudante da Educação de Jovens e Adultos interagir e consolidar, na sua vivência, os conteúdos e assuntos abordados em sala de aula, oportunizando o contato com os processos de produção do conhecimento científico. Desta forma, o componente curricular Ciências desenvolve, no estudante, dois aspectos importantes em sua formação escolar: a alfabetização científica e o desenvolvimento de uma postura crítica e consciente. Em relação à alfabetização científica, esta permite que os mesmos estabeleçam relação entre os conteúdos apreendidos (conhecimentos científicos e tecnológicos) e as utilizações e aplicações no seu dia a dia. No que diz respeito à formação de uma postura crítica e consciente, os estudantes devem emitir juízo de valor, a partir de discussões de caráter ético sobre aspectos ligados à acessibilidade destes conhecimentos e aos efeitos que estes têm na vida de todas as classes sociais. Sendo assim, o ensino de Ciências Naturais, na EJA, contribui para a melhoria da qualidade de vida dos estudantes, a partir da compreensão que têm da sua própria organização biológica, dos espaços que ocupam no ambiente e na sociedade, possibilitando interferir nesses processos dinâmicos, através de uma ação mais coletiva. Dito de outro modo, espera-se que os estudantes desta modalidade de educação, ao se apropriem dos conhecimentos da química, da física e da biologia e de suas tecnologias (saberes didáticos científicos), desenvolvam uma sensibilização voltada para uma responsabilidade socioambiental e ética, condição imprescindível para formação de um cidadão crítico e participativo. Contudo, esses conteúdos didáticos corroboram com SELBACH et al. (2010), quando comentam que “Aprender Ciências é importante para se construir certezas, para se encarar o presente com coragem e o futuro com esperanças”. Estas transformações poderão ser perceptíveis pelo professor, a partir das mudanças das atitudes cotidianas dos estudantes. No ensino de Ciências Naturais, a abordagem dos conteúdos didáticos tem acontecido, de forma fragmentada e compartimentalizada (utilizando-se de estratégias didáticas, tais como: pesquisa de campo, confecções de murais e incursão pedagógica), distante da realidade dos estudantes. Neste sentido, com a finalidade de superar estes desafios, o professor de Ciências da EJA, na sua prática pedagógica, deve considerar a natureza da disciplina, as necessidades e especificidades deste público em relação ao aprender e os conteúdos científicos deste componente curricular, partindo, por exemplo, de indagações, como superar a fragmentação desta disciplina abordando de forma contextualizada e prazerosa estes conhecimentos? Que estratégias metodológicas poderão ser utilizadas para realizar esta finalidade? Com esses questionamentos, os professores desta modalidade de educação deverão aguçar a curiosidade e a participação ativa destes atores sociais, devendo tornar a aula dinâmica e interativa, propiciando a articulação e o envolvimento de todos na construção do conhecimento. Neste contexto, a aprendizagem em Ciências, na EJA, tem um perfil de redescoberta, ou seja, os estudantes realizam releituras e novas interpretações de mundo com base nas suas vivências e convivências, diferentemente dos estudantes da modalidade regular, na qual a aprendizagem acontece a partir da exploração do mundo, descobrindo o universo. Diante do exposto, Angotti e Delizoicov (1994) consideram básicas as seguintes habilidades de Ciências Naturais, que devem perpassar todas as competências a serem desenvolvidos com maior empenho nas aulas: Observação | Habilidade para direcionar o olhar, contemplando de forma global o objeto a ser analisado. Classificação | Habilidade para estabelecer relação entre o objeto estudado com outros, segundo a sua semelhança e diferença. Registro e tomada de dados, construção de tabelas | Habilidade para organizar dados em forma de tabelas. Análise | Habilidade para se aprofundar na reflexão sobre o comportamento do objeto de estudo. Síntese | Habilidade para sintetizar o conhecimento produzido, a partir do tema estudado. Aplicação | Habilidade para transpor o conhecimento adquirido para as esferas vividas pelo estudante, resultando em amadurecimento e na prática das habilidades citadas anteriormente e do seu uso na vida cotidiana. Assim, o presente documento tem a finalidade de orientar e subsidiar os professores de ciências que atuam na EJA, uma vez que esta modalidade de ensino apresenta estudantes com características próprias e diferenciadas dos alunos da modalidade regular, que possuem objetivos e metas distintas. Outro aspecto a considerar, é que o documento apresenta também a intencionalidade de ajudar o(a) professor(a) a elaborar o seu planejamento, seus planos de aulas diários e refletirem as suas práticas, além de promover a atualização de conhecimentos pedagógicos, relacionados, principalmente, à transposição de saberem específicos (acadêmicos) em conhecimentos didáticos. ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS ORIENTAÇÕES TEÓRICO – METODOLÓGICAS Educação de Jovens e Adultos | I Módulo OBJETIVO: Compreender como se deu a evolução dos seres vivos desde os coacervados, a célula, até os seres vivos mais complexos do meio ambiente, considerando as leis genéticas e o equilíbrio ecológico e sua influência no bem estar social e na saúde humana. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES l l l l l l l Conhecer os níveis de organização estruturais, em Ecologia, diferenciando cadeias e teias alimentares, reconhecendo o fluxo energético entre as relações alimentares. Construir a noção de saúde, levando em conta as condições biológicas, tais como sexo, idade, fatores genéticos e os condicionantes sociais, econômicos, ambientais e culturais como nível de renda, escolaridade, estilos de vida, estado nutricional, possibilidades de lazer, qualidade de transporte, condições de saneamento. Reconhecer os mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a manifestação de características dos seres vivos. Compreender o papel da evolução na produção de padrões, processos biológicos ou na organização taxonômica dos seres vivos. Analisar os reinos Monera, Protista, Fungi, Plantae e Animal na perspectiva das suas contribuições para a saúde. Compreender os mecanismos básicos da hereditariedade, da expressão e da transmissão dos caracteres hereditários, a partir das leis mendelianas. Reconhecer a importância dos trabalhos de Lamarck e Darwin na contribuição para a compreensão da evolução. 1. Eixo Estruturante: INTERAÇÃO ENTRE OS SERES VIVOS Conhecimento dos conceitos estruturantes da Ecologia e a importância desses na preservação do meio ambiente. l Identificação das interações alimentares entre os seres vivos através do estudo das cadeias e teias em um ecossistema l 7 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - BIOLOGIA 2. Eixo Estruturante: QUALIDADE DE VIDA DAS POPULAÇÕES HUMANAS l Construção do conhecimento científico sobre saúde, associado ao conhecimento do senso comum, levando em consideração as condições biológicas, sociais, ambientais e culturais dos Jovens, Adultos e Idosos. 3. Eixo Estruturante: IDENTIDADE DOS SERES VIVOS l Importância do Método Científico na compreensão do estudo da vida, evidenciando as diversas subdivisões da Biologia; l Reconhecimento das teorias que envolvem a origem da vida (formação dos primeiros seres vivos) e os processos evolutivos dos coacervados e a primeira célula. 4. Eixo Estruturante: DIVERSIDADE DA VIDA Compreensão da evolução a partir dos diferentes reinos, incluindo os vírus, como uma forma particular de vida, contemplando os seres vivos de importância médica e econômica para os seres vivos. l 5. Eixo Estruturante: TRANSMISSÃO DA VIDA, ÉTICA E MANIPULAÇÃO GÊNICA l Compreensão dos mecanismos básicos da hereditariedade, de expressão e transmissão dos caracteres hereditários, a partir das leis mendelianas. 6. Eixo Estruturante: ORIGEM E EVOLUÇÃO DA VIDA l Reconhecimento da importância dos trabalhos de Lamarck e Darwin na contribuição para a compreensão da evolução. ORIENTAÇÕES TEÓRICO – METODOLÓGICAS Educação de Jovens e Adultos | II Módulo OBJETIVO: Reconhecer os tipos de relações ecológicas, identificando os fatores que regulam as populações e determinam as características de um ecossistema, bem como o aparecimento de diferentes tipos de doenças, levando em consideração as condições socioeconômicas e hereditárias, compreendendo a organização celular, anatômica e fisiológica dos seres vivos e o processo de adaptação pela ação da seleção natural. 8 ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES l l l l l l Compreender os processos ecológicos que contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas, reconhecendo as relações entre os seres vivos de uma comunidade e a ecologia de suas populações. Relacionar as condições socioeconômicas à qualidade de vida das populações humanas como fator determinante de diversos tipos de doenças, com ênfase na criança e no idoso. Compreender a célula como unidade básica dos seres vivos, identificando a variação entre os diferentes tipos de células, suas estruturas e funções, e as etapas das divisões celulares e sua importância. Compreender os princípios morfológicos e fisiológicos que se aplicam aos seres vivos, evidenciando a filogenia anatômica e fisiológica dos diferentes reinos. Analisar aspectos genéticos do funcionamento do corpo humano relacionados ao funcionamento dos antígenos e aos anticorpos (os grupos sanguíneos e suas incompatibilidades, transplantes e doenças autoimunes), identificando os diferentes tipos de heranças genéticas de acordo com a localização dos genes nos cromossomos. Elaborar explicações sobre a evolução das espécies, considerando os mecanismos de mutação, recombinação gênica e seleção natural. 1. Eixo Estruturante: INTERAÇÃO ENTRE OS SERES VIVOS l Conhecimento e compreensão dos principais tipos de relações ecológicas intraespecíficas e interespecíficas entre os seres vivos; l Compreensão dos fatores que regulam o tamanho de populações biológicas, reconhecendo a tendência de crescimento das populações humanas, compreendendo os riscos da explosão demográfica, discutindo e formando opinião sobre controle de natalidade, planejamento familiar e sociedade sustentável; l Compreensão do conceito sobre sucessão ecológica e das principais tendências observadas no decorrer dela, como aumentos da biomassa, da estabilidade e da biodiversidade, identificando as características e localização dos principais ecossistemas brasileiros. 9 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - BIOLOGIA 2. Eixo Estruturante: QUALIDADE DE VIDA DAS POPULAÇÕES HUMANAS l Percepção da relação que existe entre as condições socioeconômicas com a qualidade de vida das populações humanas, enfatizando a criança e o idoso, como fator determinante para o aparecimento de diversos tipos de doenças. 3. Eixo Estruturante: IDENTIDADE DOS SERES VIVOS Reconhecimento da célula como unidade básica dos seres vivos, identificando a variação entre os diferentes tipos de células, suas estruturas e funções, compreendendo a importância e as etapas das divisões celulares e da dinâmica da célula no processo de envelhecimento humano. l 4. Eixo Estruturante: DIVERSIDADE DA VIDA Compreensão da filogenia, nos diferentes reinos, e sua importância para o entendimento da anatomia e fisiologia dos seres vivos. l 5. Eixo Estruturante: TRANSMISSÃO DA VIDA, ÉTICA E MANIPULAÇÃO GÊNICA l Conhecimento dos aspectos genéticos do funcionamento do corpo humano relacionados ao funcionamento dos antígenos e anticorpos (grupos sanguíneos e transplantes), bem como as doenças autoimunes, identificando os diferentes tipos de heranças genéticas apresentadas pelo indivíduo. 6. Eixo Estruturante: ORIGEM E EVOLUÇÃO DA VIDA l Elaboração das explicações sobre a evolução das espécies, considerando os mecanismos de mutação, recombinação gênica e seleção natural. ORIENTAÇÕES TEÓRICO – METODOLÓGICAS Educação de Jovens e Adultos | III Módulo OBJETIVO: Reconhecer os elementos químicos da natureza, destacando a importância destes nutrientes para os seres vivos, nos diferentes biomas brasileiros com conhecimento de sua sustentabilidade, compreendendo a importância da ética no uso da biotecnologia para promover a saúde e a 10 ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS qualidade de vida e os fatores que condicionam a variabilidade gênica na evolução. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES l l l l l l l l Traçar o circuito de determinados elementos químicos como o carbono, o oxigênio e o nitrogênio, colocando em evidência o deslocamento desses elementos entre o mundo inorgânico (solo, água, ar) e o mundo orgânico (tecidos, fluidos, estruturas animais e vegetais). Perceber que o desenvolvimento sustentável de uma sociedade só será possível com a redução das desigualdades sociais, com políticas voltadas para a vulnerabilidade da criança e do idoso, propondo soluções para os problemas ambientais. Correlacionar os dados de saneamento com os da mortalidade infantil e a saúde do idoso, estabelecendo a relação entre a dinâmica dos seres patogênicos com as condições ambientais e sócio-econômico-culturais, reconhecendo os vetores de doenças, bem como os mecanismos eficazes de seu controle. Compreender a importância das substâncias nutritivas, suas contribuições para o desenvolvimento dos seres vivos e da prevenção de doenças, reconhecendo, também, a importância das substâncias químicas em reações bioenergéticas e estruturais no organismo vivo, bem como suas fontes e as consequências no organismo em decorrência de sua carência e excesso no metabolismo, principalmente, da criança e do idoso. Reconhecer as principais características da fauna e da flora dos grandes biomas terrestres, especialmente dos brasileiros. Diferenciar os diversos processos de mutações, ligações gênicas e mapeamento cromossômico e suas referidas implicações na determinação dos fenótipos. Compreender que as variações genéticas são influenciadas por diversos fatores e contribuem para a evolução das espécies. Reconhecer os avanços biotecnológicos, sobretudo os genéticos para o melhoramento na qualidade de vida e na contribuição do processo de longevidade do Idoso, levando em consideração os valores bioéticos. 11 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - BIOLOGIA 1. Eixo Estruturante: INTERAÇÃO ENTRE OS SERES VIVOS l Reconhecimento do comportamento cíclico dos elementos químicos que constituem as substâncias orgânicas, representando, através de esquemas, as etapas fundamentais dos ciclos da água, do carbono, do nitrogênio, do oxigênio e do fósforo. l Compreensão da importância do desenvolvimento sustentável em uma sociedade para que ocorra a redução das desigualdades sociais, propondo soluções para os problemas ambientais com base nos conhecimentos científicos. 2. Eixo Estruturante: QUALIDADE DE VIDA DAS POPULAÇÕES HUMANAS Entender a importância de uma boa alimentação, habitação, saneamento básico e tratamento de água na prevenção de doenças, reconhecendo seus vetores e os mecanismos eficazes de seu controle para a diminuição da mortalidade da criança e para a saúde do idoso. l 3. Eixo Estruturante: IDENTIDADE DOS SERES VIVOS Compreensão das substâncias químicas da célula para o desenvolvimento dos seres vivos, reconhecendo a importância destas substâncias nas reações bioenergéticas e estruturais em decorrência de sua carência e excesso. l 4. Eixo Estruturante: DIVERSIDADE DA VIDA l Reconhecimento das principais características da fauna e da flora dos grandes biomas terrestres, especialmente dos brasileiros. 5. Eixo Estruturante: TRANSMISSÃO DA VIDA, ÉTICA E MANIPULAÇÃO GÊNICA l Conhecimento e compreensão dos diversos processos de mutações, ligações gênicas, herança ligada ao sexo, mapeamento cromossômico, e suas referidas implicações na determinação dos fenótipos; l Reconhecimento da importância dos avanços biotecnológicos através dos seguintes temas: enzimas de restrição, DNA recombinante, clonagem, células tronco, projeto genoma, terapia gênica e aconselhamento genético, tão disseminados na área da biotecnologia, a fim de se informar sobre os benefícios e os riscos de sua aplicação. 12 ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS 6. Eixo Estruturante: ORIGEM E EVOLUÇÃO DA VIDA l Compreensão das variações genética influenciadas por diversos fatores que contribuem para a evolução das espécies. 13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio PCN+: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais - Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC – Secretaria de Educação Média e Tecnológica (SEMTEC), 2002. 144p. BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível em: <www.portal.mec.gov.br> Acesso em 06 de fev. 2012. PERNAMBUCO. Secretaria de Educação, Cultura e Esportes. Subsídios para organização prática pedagógica nas escolas: Ciências e Biologia/ Secretaria de Educação, Cultura, e Esportes de Pernambuco. Recife: SECE, 1992. 1. CURRÍCULO – CIÊNCIAS E BIOLOGIA. 2. Programa 1992. Ciências e Biologia. 3. Proposta Educacional, 1992. SUGESTÕES PARA O PROFESSOR SITES http://www.biomania.com.br http://www.drauziovarella.com.br http://www.jornaldomeioambiente.com.br http://www.nationalgeographic.com http://www.portalsaofrancisco.com.br http://revistaescola.abril.com.br/ http://revistaeducacao.uol.com.br/ http://www.saudegratuita.com.br http://www.sucen.sp.gov.br http://www.geneticanaescola.com.br/ http://www.cdcc.usp.br/exper/medio/ http://www2.uol.com.br/sciam/ LIVROS AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Fundamentos da Biologia Moderna. Volume Único. São Paulo: Moderna, 1998. BARROS, I. C. L.; PORTO, K. C.; CHAMIXAES, C. B. C. B.; MARIZ, G. Manual de Práticas de Criptógamos. Recife: Ed. Universitária, 1990. BOLSANELLO, A. Grande Manual de Biologia. São Paulo: Cone, 1996. CARVALHO, W. Biologia em Foco. v. 2. São Paulo: FTD, 2003. CARVALHO, W. Biologia em Foco. v. 3. São Paulo: FTD, 2003. CUNHA, P.; MONTANARI, V. Evolução do Bicho-Homem. 2. São Paulo: Ed. Moderna, 1996 (Desafios). DE ROBERTS, E. D. P. Bases de Biologia Celular e Molecular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1985. FACCHINI, F. (tradução de Rosa Visconti Rono e Sophia Visconti). Origem e Evolução – O homem. São Paulo: Moderna, 1997. FERRI, M. G.; MENEZES, N. L.; MONTEIRO, W. R. Glossário ilustrado de Botânica. São Paulo: Nobel, 1989. GEWANDSZNAJDER, F.; LINHARES, S. Biologia Hoje. v. 2. 7. São Paulo: Ed. Ática 1998. GEWANDSZNAJDER, F.; LINHARES, S. Biologia Hoje. v. 3. 7. São Paulo: Ed. Ática, 1998. GOWDAK, D. Biologia. Volume 2 e 3. São Paulo: FTD, 2003. JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Biologia Celular e Molecular. Rio de Janeiro: Guanabara: Koogan, 1997. KRASILCHIK, M. Práticas de Ensino de Biologia. São Paulo: Edusp, 2004. LESSA, O. Dicionário Básico de Biologia. Rio de Janeiro: Ed. Ciência Moderna, 2007. LOPES, S. Bio. Volume Único. São Paulo: Ed. Saraiva, 2004. MOISÉS, H.; SANTOS, T. Biologia. São Paulo: Nova Cultural, 1993. PAULINO, W. R. Biologia. Volume Único. São Paulo: Ed. Ática, 2004. PEREIRA, A. B; PUTZKE, J. Ensino de Botânica e Ecologia – Proposta Metodológica. Porto Alegre: Sagra- D. C. Luzzatto, 1996. REVISTAS EDUCAÇÃO. São Paulo: Ed. Segmento, publicação Mensal. ÉPOCA. Rio de Janeiro: Ed. Globo, 2003 Publicação Semanal. GALILEU. Rio de Janeiro: Ed. Globo, 2007 – 2009. Publicação Mensal GLOBO CIÊNCIAS. Rio de Janeiro: Ed. Globo, 2006. Publicação Semanal. STO É: São Paulo: Ed. Três, 2003. Publicação Semanal. NATIONAL GEOGRAPHIC – Brasil. São Paulo: Ed. Abril, 2007 – 2009. Publicação Mensal. REVISTA NOVA ESCOLA. São Paulo: Ed. Abril, 1985-2008. Publicação Mensal REVISTA SUPER INTERESSANTE. São Paulo: Ed. Abril, 1987-2008. Publicação Mensal. IMAGEM EM MOVIMENTO: FILMES, DVD, DOCUMENTÁRIOS ENTRE OUTROS ANNAAUD, J.J. A guerra do fogo. [Filme - DVD]. Produção de Michael Gruskoff, Denis Heroux, John Kremeny; direção de Jean-Jacques Annaaud; intérpretes: Evereth McGill, Ron Perlman, Nameer El-Kadi e outros; roteiro de Gérard Brach, J. H. Rosny; música de Philippe Sarde. Canadá, França, Estados Unidos: Fox Vídeo, 1981. 1 DVD (100 min). CAPRA, B. Ponto de mutação. [Filme – DVD]. Produção de Adrianna A. J. Cohen, Robin Holding, Klaus Lintschinger, Stephanne Moore; direção de Bernt Capra; intérpretes: Liv Ullmann, Saw Waterston e John Heard e outros; roteiro: Floyd Byars, Fritjof Capra; música de Philip Glass. Estados Unidos: Cannes Home Vídeo, 1991. 1 DVD (112 min). LEONARD, A. A história das coisas. [Filme – vídeo]. Produção de Free Range Studios; direção de Annie Leonard. 2006. 1 DVD (20min). LUND, K. Bilú e João. [Filme – vídeo]. Produção de Kátia Lund, Caio Gullane, Fabiano Gullane, Débora Ivanov, Ricardo Aidar; direção de Kátia Lund. São Paulo, nas ruas de São Paulo, 2005. 1 DVD (15 min). MILLER, G. O óleo de Lorenzo. [Filme – DVD]. Produção de George Miller; direção de George Miller; intérpretes: Nick Nolte, Susan Sarandon, Peter Ustinov e outros; roteiro: Nick Enright, George Miller; música de Willie Thurlow. Estados Unidos: Universal Pictures, 1992. 1 DVD (135 min). NICCOL, A. Gataca. [Filme – DVD]. Produção de Danny De Vito; direção de Andrew Niccol; intérpretes: Ethan Hawke, Uma Thurman, Jude Law e outros; roteiro de Andrew Niccol; música de Micharl Nyman. Estados Unidos: Columbia Pictures, 1997. 1 DVD (106 min). WALKER, L.; JARDIM, J.; HARLEY, K. Lixo extraordinário. [Filme – vídeo]. Produção de Angus Aynsley e Hank Levine; direção de Lucy Walker. Rio de Janeiro, Jardim Gramacho, 2009. 1 DVD (99 min). EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Ensino Médio Física 2013 Governador do Estado de Pernambuco EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS Secretário de Educação do Estado JOSÉ RICARDO WANDERLEY DANTAS DE OLIVEIRA Secretária Executiva de Desenvolvimento da Educação ANA COELHO VIEIRA SELVA Secretária Executiva de Gestão de Rede CECÍLIA MARIA PEÇANHA ESTEVES PATRIOTA Secretário Executiva de Educação Profissional PAULO FERNANDO VASCONCELOS DUTRA Gerente de Políticas Educacionais de Jovens, Adultos e Idosos CLAUDIA MENDES DE ABREU Chefe de Unidade da Gerência da Educação de Jovens e Adultos MARIA CÂNDIDA SÉRGIO Equipe Técnica/Pedagógica da Unidade de Educação de Jovens, Adultos e Idosos - UEJAI CLAUDIA MENDES DE ABREU MARIA CÂNDIDA SÉRGIO ANAIR SILVA LINS E MELLO CÉLIA CRISTINA DE SIQUEIRA CAVALCANTI VERAS DANIELLE DA MOTA BASTOS DANUBIA CHARLENE DA SILVA NASCIMENTO DIEGO BRUNO BARBOSA FELIX ENILDO LUIZ GOUVEIA GUSTAVO HENRIQUE DA SILVA LIMA JANDY FEITOSA CARLOS DA SILVA JOSINETE FERREIRA DE ABREU MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA MARIA JULIANI LOUREIRO BURICHEL MONICA DIAS DO NASCIMENTO ROBERTO DE CARVALHO VENTURA ROSA MARIA DE SOUZA LEAL SANTOS THIAGO DE OLIVEIRA REIS MARQUES FREIRE VERÔNICA LUZIA GOMES DE SOUSA Coordenação MARIA CÂNDIDA SÉRGIO GEJA - Chefe da Unidade da Educação de Jovens, Adultos e Idosos - UEJAI Equipe de elaboração SUZANA MARIA DE CASTRO LINS Técnica Pedagógica da Gerência de Políticas Educacionais do Ensino Médio (GPEM). Revisão DANIELLE DA MOTA BASTOS ROSA MARIA DE SOUZA LEAL SANTOS DIEGO BRUNO BARBOSA FELIX ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS ORIENTAÇÕES TEÓRICO – METODOLÓGICAS Educação de Jovens e Adultos | I Módulo OBJETIVO: Compreender os conceitos e as aplicações das leis de Newton aos diversos movimentos mecânicos de um determinado móvel, bem como as ideias de espaço e movimento relativo, trabalho e lei de conservação da energia e suas aplicações no dia a dia. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES l l Compreender os movimentos de coisas que observamos, identificando seus “motores” ou as causas desses movimentos, sejam carros, aviões, animais, objetos que caem, ou até mesmo as águas do rio ou o movimento do ar. Lidar com aspectos práticos, concretos, macroscópicos que propiciem a compreensão de leis e princípios de regularidade, expressos nos princípios de conservação de energia de forma mais perceptível. 1. Eixo Estruturante: FENOMENOLOGIA COTIDIANA Identificação dos diferentes movimentos que se realizam no cotidiano e suas grandezas, tais como distâncias, percursos, velocidade, massa, tempo etc., percebendo características comuns e formas de sistematizálos. l Reconhecimento de que as modificações nos movimentos são consequências de interações entre corpos. l 2. Eixo Estruturante: VARIAÇÃO E CONSERVAÇÃO DA QUANTIDADE DE MOVIMENTO l Reconhecimento da conservação da quantidade de movimento linear e angular a partir de situações concretas como quedas, colisões, jogos, movimento de carros, entre outros. l Reconhecimento das causas da variação de movimentos, associando as intensidades das forças ao tempo de duração das interações, compreendendo, por exemplo, que na colisão de um automóvel o airbag aumenta o tempo de duração da colisão para diminuir a força de impacto 5 EDUCAÇÃO JOVENS E ADULTOS - FÍSICA l sobre o motorista. Utilização da conservação da quantidade de movimento e identificação de forças ou torque para fazer análises, previsões e avaliações de situações práticas que envolvem movimentos. 3. Eixo Estruturante: ENERGIA E POTÊNCIA ASSOCIADAS AOS MOVIMENTOS l Identificação das formas e transformações de energia associadas aos movimentos reais, avaliando o trabalho envolvido e o calor dissipado, como, por exemplo, em uma freada ou em uma derrapagem. l Quantificação das mudanças e da potência disponível ou necessária, estimando, por exemplo, o combustível gasto para subir uma rampa ou a potência do motor de uma escada rolante. 4. Eixo Estruturante: TRABALHO, ENERGIA E MOVIMENTO Reconhecimento do trabalho realizado por uma força e dos tipos de forças conservativas e não conservativas. l Identificação de situações aplicadas à energia potencial gravitacional e à potencial elástica. l Reconhecimento do princípio de conservação da energia mecânica. l Aplicação do impulso de uma força para a variação da quantidade de movimento. l ORIENTAÇÕES TEÓRICO – METODOLÓGICAS Educação de Jovens e Adultos | II Módulo OBJETIVO: Compreender variações climáticas e ambientais, refletindo sobre o som, a imagem, buscando a convivência apropriada com os meios tecnológicos desenvolvidos na atualidade e demonstrando competência para lidar com fontes de energia, processos e propriedades térmicas de diferentes materiais. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES l Compreender como se formam as imagens, utilizando representações do espectro eletromagnético para relacionar a luz com outros tipos de radiação e a propagação retilínea da luz para explicar a formação de 6 ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS l l l sombras, eclipses, fases da lua e situações do cotidiano. Empregar os conceitos de objeto e imagem real, virtual e impróprio(a) na determinação gráfica e algébrica de imagens produzidas por espelhos planos, esféricos. Discutir a variação da velocidade da luz com a frequência, em meios transparentes e homogêneos, para analisar a dispersão por um prisma, a formação do arco-íris e utilizar o processo de determinação de imagens formadas por lentes convergentes e divergentes. Reconhecer o som como exemplo de onda mecânica que propaga energia, tendo suas características descritas em termos de comprimento de onda, frequência, velocidade de propagação, intensidade sonora, bem como compreender alguns fenômenos sonoros como a reverberação, o eco e suas aplicações tecnológicas. 1. Eixo Estruturante: CONCEITOS DE TEMPERATURA E CALOR, DILATAÇÃO TÉRMICA DOS MATERIAIS l Diferenciação entre temperatura e calor com base em escalas termométricas. l Observação da dilatação térmica dos materiais como: aumento de temperatura e cálculo das dilatações volumétricas, superficiais e lineares dos corpos. 2. Eixo Estruturante: TRANSMISSÃO DE CALOR E MUDANÇAS DE ESTADOS FÍSICOS l Compreensão dos conceitos de calor sensível, calor latente, capacidade térmica, calor específico, como também das mudanças de estados físicos e do diagrama de fases. l Identificação dos diversos tipos de transmissão de calor: condução, convecção e irradiação. 3. Eixo Estruturante: ESTUDO DOS GASES Compreensão da teoria cinética dos gases. l Identificação das transformações gasosas particulares: isotérmica, isobárica, isocórica e adiabática. l Compreensão das leis da termodinâmica. l 7 EDUCAÇÃO JOVENS E ADULTOS - FÍSICA 4. Eixo Estruturante: FORMAÇÃO DA IMAGEM E PROPAGAÇÃO DO SOM l Compreensão dos Conceitos Básicos de Óptica Geométrica – Princípios da Óptica Geométrica, raio de luz, formação de sombra e penumbra. l Diferenciação entre reflexão e refração da luz, leis da reflexão e da refração; espelhos planos e esféricos; formação das imagens. l Compreensão do movimento harmônico simples, conceito de onda; classificação das ondas; comprimento de onda, frequência, período e amplitude de uma onda, ondas sonoras e efeito Doppler. ORIENTAÇÕES TEÓRICO – METODOLÓGICAS Educação de Jovens e Adultos | III Módulo OBJETIVO: Estudar os fenômenos elétricos e magnéticos, compreendendo os conceitos de força elétrica, campo elétrico, carga elétrica, potencial elétrico, trabalho, energia elétrica e a movimentação de cargas elétricas, aplicando-os em dispositivos eletromagnéticos utilizados no cotidiano, além de relacionar os modelos atômicos conhecidos e compreender a radiação do corpo negro na discussão do mundo quântico. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES l l l l l l l Compreender o conceito de eletrização e seus diversos tipos. Entender os conceitos de força elétrica, campo elétrico, carga elétrica, potencial elétrico, trabalho e energia elétrica. Compreender a movimentação de cargas elétricas. Aplicar o modelo de um sólido para identificar bons e maus condutores de eletricidade. Representar circuitos elétricos simples através de esquemas, empregando os símbolos convencionais, identificando os equipamentos que utilizam tais circuitos. Calcular tensões, correntes e resistências a que são submetidos elementos constituintes de circuitos simples encontrados no cotidiano, relacionando o efeito Joule com a dissipação térmica que ocorre em circuitos resistivos. Estimar o consumo diário/mensal de energia elétrica em KWh, a partir da potência nominal dos aparelhos disponíveis e do tempo médio de 8 ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS l l funcionamento dos mesmos. Compreender os efeitos da corrente elétrica cuja ação acarreta problemas biológicos, o que conduz ao uso de meios de segurança como para-raios, aterramento e blindagem. Compreender o funcionamento da bússola a partir de interações com o campo magnético da Terra, a relação entre o fluxo magnético e o campo magnético na geração de eletricidade e suas aplicações para a construção de motores elétricos. 1. Eixo Estruturante: ENERGIA ELÉTRICA – CAMPOS, FORÇAS E CARGAS ELÉTRICAS l Compreensão de carga elétrica e sua conservação. l Identificação de condutores e isolantes. l Identificação dos diferentes processos de eletrização. l Compreensão da Lei de Coulomb. l Compreensão dos conceitos de campo elétrico e linhas de força. 2. Eixo Estruturante: TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EM CIRCUITOS ELÉTRICOS l Compreensão das grandezas físicas no estudo dos circuitos elétricos: diferença de potencial; corrente elétrica e sua intensidade, resistência elétrica e potência elétrica. l Aplicação das Leis de Ohm. l Compreensão dos Geradores Elétricos e Receptores Elétricos. l Identificação e aplicação dos diversos tipos de circuitos elétricos. 3. Eixo Estruturante: GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA A PARTIR DA TRANSFORMAÇÃO DE DIVERSOS TIPOS DE ENERGIA l Compreensão de campo magnético e linhas de indução a partir de fontes de campo magnético. l Identificação do campo magnético em condutores retilíneos (experimento de Oersted), em espiral e ou solenóide. l Identificação da força magnética numa carga elétrica, força magnética num condutor retilíneo e força magnética entre dois condutores retilíneos e paralelos. 9 REFERÊNCIAS BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio PCN+ Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais - Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília/DF: MEC – Secretaria de Educação Média e Tecnológica (SEMTEC), 2002. 144p. __________. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental PCN Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997. PERNAMBUCO. Subsídios para organização da prática pedagógica nas escolas: Ciências e Biologia/ Secretaria de Educação, Cultura, e Esportes de Pernambuco. Recife: SECE, 1992. SUGESTÕES PARA O PROFESSOR SITES http://revistaescola.abril.com.br/ http://www.cdcc.usp.br/exper/medio/ http://revistaeducacao.uol.com.br/ http://www2.uol.com.br/sciam/ LIVROS AUSUBEL, D.; NOVAK, J.; HANESIAN, H. Psicologia Educacional. 2 ed. Rio de Janeiro: Interamericana, 1980. BASTOS, H. F. B. N.; ALBUQUERQUE, E. S. C. de; MAYER, M. e ALMEIDA, M. A. V. de. Methodological approaches to prepare teachers for the implementation of interdisciplinary practice. In LENOIR, Y.; REY, B. e FAZENDA, I. (orgs.) Les fondements de l´interdisciplinarité dans la formation à l´enseignement. Sherbrooke, Canadá: Éditions du CRP, 2001. BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN + Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC; SEMTEC, 2002. CACHAPUZ, A.; PRAIA, J. F. e JORGE, M. P. Ciência, educação em ciência e ensino das ciências. Lisboa: Ministério da Educação, 2002. ISBN 972-783083-8 CALÇADA, C. S.; SAMPAIO, J. L. Física Clássica – Eletricidade, São Paulo: Atual, 1985. CARVALHO A.; GIL PEREZ, D. Formação de Professores de Ciências, São Paulo: Editora Cortez, 1995. COLL, C. Psicologia e currículo, São Paulo: Ática, 1997. EINSTEIN, A.; INFELD, L. A evolução da física. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. GREF, Grupo de Reelaboração do Ensino da Física. Física 3. São Paulo: EDUSP, 1993. HERNANDEZ, F.; VENTURA, M. A Organização do currículo por projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998. PERNAMBUCO. SAEPE. Recife: SEDUC, 2002. PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. VYGOTSKY, L. A Formação Social da Mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1988. REVISTAS SÃO PAULO. Educação. Ed. Segmento, publicações mensais. A Revista Brasileira de Ensino de Física - RBEF - é uma publicação de acesso livre da Sociedade Brasileira de Física (SBF) Época. Rio de Janeiro: Ed. Globo, publicações semanais. Globo Ciências. Rio de Janeiro: Ed. Globo, publicações semanais. Galileu. Rio de Janeiro: Ed. Globo, publicações mensais. Isto é: São Paulo: Ed. Três, publicações semanais. Nova Escola: São Paulo: Ed. Três, publicações semanais. IMAGEM EM MOVIMENTO: FILMES, DVD, DOCUMENTÁRIOS ENTRE OUTROS CAPRA, B. Ponto de mutação. [Filme – DVD]. Produção de Adrianna A. J. Cohen, Robin Holding, Klaus Lintschinger, Stephanne Moore; direção de Bernt Capra; intérpretes: Liv Ullmann, Saw Waterston e John Heard e outros; roteiro: Floyd Byars, Fritjof Capra; música de Philip Glass. Estados Unidos: Cannes Home Vídeo, 1991. 1 DVD (112 min). EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Ensino Médio Química 2013 Governador do Estado de Pernambuco EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS Secretário de Educação do Estado JOSÉ RICARDO WANDERLEY DANTAS DE OLIVEIRA Secretária Executiva de Desenvolvimento da Educação ANA COELHO VIEIRA SELVA Secretária Executiva de Gestão de Rede CECÍLIA MARIA PEÇANHA ESTEVES PATRIOTA Secretário Executivo de Educação Profissional PAULO FERNANDO VASCONCELOS DUTRA Gerente de Políticas Educacionais de Jovens, Adultos e Idosos CLAUDIA MENDES DE ABREU Chefe de Unidade de Educação de Jovens, Adultos e Idosos MARIA CÂNDIDA SÉRGIO Equipe Técnica/Pedagógica da Unidade de Educação de Jovens, Adultos e Idosos - UEJAI CLAUDIA MENDES DE ABREU MARIA CÂNDIDA SÉRGIO ANAIR SILVA LINS E MELLO CÉLIA CRISTINA DE SIQUEIRA CAVALCANTI VERAS DANIELLE DA MOTA BASTOS DANUBIA CHARLENE DA SILVA NASCIMENTO DIEGO BRUNO BARBOSA FELIX ENILDO LUIZ GOUVEIA GUSTAVO HENRIQUE DA SILVA LIMA JANDY FEITOSA CARLOS DA SILVA JOSINETE FERREIRA DE ABREU MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA MARIA JULIANI LOUREIRO BURICHEL MONICA DIAS DO NASCIMENTO ROBERTO DE CARVALHO VENTURA ROSA MARIA DE SOUZA LEAL SANTOS THIAGO DE OLIVEIRA REIS MARQUES FREIRE VERÔNICA LUZIA GOMES DE SOUSA Coordenação MARIA CÂNDIDA SÉRGIO GEJA - Chefe da Unidade da Educação de Jovens, Adultos e Idosos - UEJAI Equipe de elaboração JUCIENE MOURA DO NASCIMENTO Técnica Pedagógica da Gerência Regional de Educação Metropolitana Norte. MARIA HELENA CARNEIRO DE HOLANDA Técnica Pedagógica da Gerência de Políticas Educacionais do Ensino Médio - GPEM. MARIANA DANTAS MAGALHÃES FUGIY Técnica Pedagógica da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco – Escola Aberta – SEDE/PE. Revisão DANIELLE DA MOTA BASTOS DIEGO BRUNO BARBOSA FELIX ROSA MARIA DE SOUZA LEAL SANTOS ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS ORIENTAÇÕES TEÓRICO – METODOLÓGICAS Educação de Jovens e Adultos | I Módulo OBJETIVO: Compreender a importância da química e suas diversas aplicações, diferenciando e identificando as substâncias e suas propriedades, reconhecendo os fenômenos que ocorrem na natureza e aplicando de modo consciente e reflexivo os conhecimentos adquiridos na construção de uma sociedade sustentável. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES l l l l l l l l l l Compreender conceitos, leis e princípios da Química, prevendo e entendendo o comportamento físico-químico dos elementos, substâncias e materiais nos mais diversos meios de cultura e manipulação. Compreender os aspectos históricos da Química e suas relações com os contextos culturais, socioeconômico, socioambiental e político. Reconhecer o papel do conhecimento químico no desenvolvimento tecnológico atual e em diferentes áreas para resolver problemas sociais. Fazer uso das linguagens científica e matemática aplicadas à Química. Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos de transformação, da produção tecnológica e das manifestações científicas. Caracterizar os materiais ou substâncias químicas e identificar as etapas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua obtenção ou produção. Compreender a existência de substâncias moleculares como a água, explicando suas propriedades peculiares tão importantes para a vida neste planeta. Reconhecer a ocorrência de transformações químicas no dia-a-dia e no sistema produtivo através de evidências macroscópicas (mudanças de cor, desprendimento de gás, mudanças de temperatura, formação de precipitado, emissão de luz, etc.), da formação de novos materiais (produtos) com propriedades distintas dos de partida (reagentes). Conhecer algumas técnicas de utilização de vidrarias e equipamentos de laboratório. Utilizar a tabela periódica como ferramenta na compreensão dos 5 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - QUÍMICA l l l l elementos químicos. Reconhecer a ocorrência, obtenção e aplicação de alguns elementos químicos bem como a importância econômica dos metais. Reconhecer as principais fontes de emissão dos gases responsáveis pela intensificação do efeito estufa, pelo aumento da acidez de chuvas, pela depleção da camada de ozônio e reconhecer que a poluição atmosférica está relacionada com o tempo de permanência, a solubilidade dos gases poluentes, assim como com as reações envolvendo estes gases. Relacionar os fenômenos de efeito estufa e de aquecimento global aos conceitos físico-químicos. Identificar variáveis relevantes de um experimento ou fenômeno e selecionar os instrumentos necessários para a realização ou interpretação do mesmo. 1. Eixo Estruturante: Propriedades e Transformações das Substâncias e dos Materiais l Introdução ao conhecimento químico: importância e contribuições. l Compreensão dos conceitos básicos em Química: matéria e energia, estados físicos da matéria e misturas, desdobramentos de misturas e estrutura atômica. l Identificação e compreensão das transformações químicas por meio das propriedades das substâncias processos de separação de materiais. 2. Eixo Estruturante: Modelos de Constituição Conhecimento da Estrutura Atômica: modelos atômicos, número atômico, número de massa, semelhanças atômicas, distribuição eletrônica por níveis e subníveis. l Identificação dos elementos na tabela periódica – grupo, família, classificação em metais, não metais e gases nobres, número atômico, massa atômica e configuração eletrônica. l Compreensão das propriedades das substâncias e dos materiais em função das interações entre átomos, moléculas e íons. l 3. Eixo Estruturante: Funções Químicas Compreensão, conceituação, classificação, formulação e nomeação das l 6 ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS principais funções inorgânicas (ácidos, bases, sais e óxidos). 4. Eixo Estruturante: Reações Químicas e Estudo dos gases Reconhecimento de reações químicas. l Classificação das reações químicas - síntese, decomposição, simples troca e dupla troca. l Balanceamento das equações – método das tentativas. l Compreensão das transformações gasosas. l ORIENTAÇÕES TEÓRICO – METODOLÓGICAS Educação de Jovens e Adultos | II Módulo OBJETIVO: Ler, compreender e interpretar textos científico-tecnológicos assim como diferentes formas de representação (tabelas, gráficos, símbolos, expressões etc.), compostos por conceitos químicos, identificando e buscando nas fontes de informações, a obtenção de conhecimentos que possibilitem a contínua atualização técnica, científica e tecnológica. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES l l l l l l l Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas (tabelas, gráficos, imagens, entre outros), para tomar decisões e enfrentar situações-problema que envolvam conceitos químicos. Relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente. Aplicação dos conhecimentos adquiridos em situações-problema do cotidiano, envolvendo os diferentes tipos de interações e avaliando soluções. Compreender que há calor envolvido nas transformações de estado físico e transformações químicas. Reconhecer a relação entre a alimentação e a produção de energia. Associar efeito estufa com a queima de combustíveis fósseis e conhecer os processos físico-químicos que o provocam. Prever a espontaneidade de reações químicas através de cálculos físico7 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - QUÍMICA l l l l l l l l l químicos. Construir conceitos para a compreensão de transformações químicas que ocorrem com o envolvimento de energia elétrica, assim como as maneiras como os seres humanos delas se utilizam. Avaliar as implicações sociais e ambientais das transformações químicas que ocorrem com o envolvimento de energia elétrica e os impactos ambientais causados pelo descarte de pilhas galvânicas e baterias. Construir e retomar conceitos de maneira integrada para analisar como os seres humanos interagem com o meio ambiente (o que dele retiram e o que nele introduzem) a fim de refletir sobre atitudes que podem ser tomadas para se garantir um desenvolvimento sustentável e ético. Identificar o impacto das tecnologias associadas às ciências naturais bem como aos fenômenos radioativos na vida pessoal, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social. Analisar, de forma qualitativa ou quantitativa, situações-problema referentes a perturbações ambientais, identificando fonte, transporte e destino dos poluentes, reconhecendo suas transformações. Prever efeitos nos ecossistemas e no sistema produtivo e propor formas de intervenção para reduzir e controlar os efeitos da poluição ambiental. Compreender o comportamento dos diferentes tipos de soluções. Entender como ocorrem as trocas de energia nas reações químicas. Analisar a noção corrente de energia relacionada aos problemas de degradação ambiental, discutindo suas causas e soluções técnicas. 1. Eixo Estruturante: Dispersões e Soluções Definição, classificação, diferenciação, cálculo das diferentes formas de expressão das concentrações das soluções. l Reconhecimento das soluções, suspensões e emulsões nas misturas usadas no dia a dia. l Conhecimento das Noções de Estequiometria: conceitos básicos e leis ponderais. l 2. Eixo Estruturante: Energia Identificação das formas de variação de energia nas transformações químicas. l Identificação da produção de energia térmica em transformações l 8 ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS l l l l l l l químicas e nucleares. Compreensão do conceito de calor, trabalho, processos endotérmicos, exotérmicos e Entalpia. Compreensão do conceito de Energia de Gibbs: critério de espontaneidade e cálculo da constante de equilíbrio. Identificação dos fatores que influenciam a velocidade de uma reação. Aplicação das transformações que ocorrem com o envolvimento de eletricidade, explicando o funcionamento das pilhas e dos processos de eletrólise e suas implicações para o estudo da corrosão. Reconhecimento dos fenômenos radiativos (fissão e fusão). Caracterização e identificação da natureza das radiações alfa, beta e gama, observando sua energia e alcance. Verificação dos efeitos das radiações alfa, beta e gama sobre o organismo humano e investigação sobre os riscos e os benefícios implicados no uso dessas partículas pelo homem. ORIENTAÇÕES TEÓRICO – METODOLÓGICAS Educação de Jovens e Adultos | III Módulo OBJETIVO: Reconhecer os aspectos químicos relevantes na interação individual e coletiva do ser humano com o ambiente, avaliando criticamente a aplicação do conhecimento em química, tendo em vista o diagnóstico e o processamento de questões sociais e ambientais, reconhecendo os limites éticos envolvidos na pesquisa e na aplicação do conhecimento científico e tecnológico. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES l l l l Avaliar vantagens e desvantagens do uso de diferentes tipos de combustíveis e de energias: combustíveis fósseis, biomassa, energia solar, movimento de ventos e de águas (hidrelétricas e marés), oxidação (queima) de gás hidrogênio. Reconhecer o petróleo como fonte de combustíveis fósseis e seu uso como fonte esgotável de energia. Associar o aquecimento global à queima de combustíveis fósseis. Identificar os compostos orgânicos e classificá-los de acordo com a função 9 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - QUÍMICA l l l orgânica a qual pertencem. Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade no gênero, na etnia, na idade, a diversidade sociocultural e econômica. Reconhecer isômeros planos e espaciais, suas características e implicações biológicas e industriais. Diante da diversidade da vida, analisar, do ponto de vista biológico, físico ou químico, padrões comuns nas estruturas e nos processos que garantem a continuidade e a evolução dos seres vivos. 1. Eixo Estruturante: Propriedade dos Compostos de Carbono – Introdução a Química Orgânica l Classificação dos compostos representativos das funções orgânicas quanto à cadeia carbônica – normal, ramificada, saturada, insaturada, alifática, cíclica, alicíclica, aromática, homogênea, heterogênea. l Caracterização, identificação e nomenclatura dos Hidrocarbonetos. l Avaliar as potencialidades da utilização dos recursos naturais, como o petróleo, gás natural e outros, analisando as relações entre esses recursos e os impactos do seu extrativismo sobre a natureza. 2. Eixo Estruturante: Funções Orgânicas l Caracterização, identificação das estruturas químicas dos hidrocarbonetos, alcoóis, fenóis, aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos, éteres, ésteres, aminas, amidas, nitrocompostos e compostos halogenados. 3. Eixo Estruturante: Isomeria l Caracterização e identificação dos isômeros planos, geométricos e ópticos. 4. Eixo Estruturante: Bioquímica Caracterização e identificação das estruturas químicas: carboidratos, lipídeos e proteínas, vitaminas e na produção de materiais e substâncias. l 10 REFERÊNCIAS BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: Ensino Médio. v. 4. Brasília: MEC/Semtec, 1999. CANTO, E. L.; PERUZZO, F. M. Química na abordagem do cotidiano. v. 1. São Paulo: Moderna. 2011. LISBOA, J. C. F. Ser Protagonista Química. v. 1. São Paulo: Editora SM, 2011. LOPES, A. C. Reações Químicas: Química Nova na Escola, v.2, 1995. MACHADO, A. H.; MORTIMER, E. F. Química. v. 1. São Paulo: Scipione. 2011. MOL, G. S. et al. Química para a nova geração: Química cidadã. v. 1, Editora Nova Geração, 2011. REIS, M.; Química, Meio Ambiente, Cidadania, Tecnologia. v. 1. São Paulo: FTD, 2011. SUGESTÕES PARA O PROFESSOR SITES ABC da Energia http://www.abcdaenergia.com Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro http://www.bibvirt.futuro.usp.br Canal Futura http://www.futura.org.br Eletronuclear http://www.eletronuclear.gov.br Museu de Ciência e Tecnologia-PUC-RS http://www.mct.pucrs.br Mendel Museu http://www.muni.cz/muzeu Museu Dinâmico de Ciência e Tecnologia http://www.museudinamico.ufjf.br Recicloteca http://www.recicloteca.org.br Instituto Nacional de Ciência (NIH) – EUA http://www.cc.nih.gov Estação Ciência – USP http://www.eciencia.usp.br Espaço Ciência http://www.eciencia.pe.gov.br Ciência Hoje On-Line http://www.cienciahoje.uol.com.br Pesquisa de Ciências http://crispassinato.wordpress.com/hq/ Escola Interativa http://www.escolainterativa.com.br/canais/18_vestibular/estude/quimi/or g/qui_org_lnk.asp Sociedade Brasileira de Química http://www.sbq.org.br Science @ Nasa http://science.msfc.nasa.gov Página da Divisão de Ensino de Química da Sociedade Brasileira de Química. Acesso à Revista Química Nova na Escola - é possível imprimir artigos em PDF: http://www.rossetti.eti.br/dicuser/index2.asp Dicionário de Química para consulta on-line. http://www.cfq.org.br Tabelas periódicas online: http://www.merck.com.br/quimica/tpie/index.htm http://www.quimica.matrix.com.br/artigos/tabela/tabela.html http://www.quimica.matrix.com.br/artigos/nuclear/introducao.html LIVROS CAPRA, F. A Teia da Vida. São Paulo: Cultrix, 1996. CHASSOT, A. Alfabetização Científica: Questões e Desafios Para a Educação, Ijuí: Ed. Unijuí, 2000. ______. Educação Consciência. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2003. DIAS, G. F. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 1992. MORTIMER, E. F.; Machado, A. H. Química para o ensino médio: volume único. São Paulo: Scipione, 2002. ROMANO FILHO, P. et al. Gente cuidando das águas. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2002. SILVA, R. R. da; MATSUNAGA, R. T.; FARIAS, S. B.; SANTOS, S. M. de O.; DIB, S. M. F. Química e Sociedade, Química: coleção Nova Geração, módulos 1, 2, 3 e 4, suplementados com o Guia do Professor. São Paulo: Nova Geração, 20032004. PARADIDÁTICOS ABDALLA, M.C. Bohr: o arquiteto do átomo. São Paulo: Odysseus, 2003. BAINES, J. Chuva ácida. São Paulo: Scipione, 1993. ______. Preserve a atmosfera. São Paulo: Scipione, 1995. BRANCO, S. M. Energia e meio ambiente. São Paulo: Moderna, 1992. ______. Água: uso, origem e preservação. São Paulo: Moderna, 1993. ______. Meio ambiente em debate. São Paulo: Moderna, 2002. ______. Natureza e agroquímicos. São Paulo: Moderna, 2003. BRANCO, S. M. e MURGEL, E. Poluição do ar. São Paulo: Moderna, 1995. CANTO, E. L. Minerais, minérios, metais: de onde vêm? Para onde vão? São Paulo: Moderna, 1998. ______. Plástico: bem supérfluo ou mal necessário? São Paulo: Moderna, 1995. CAVINATO, V. M. Saneamento básico. São Paulo: Moderna, 1992. CHAGAS A.P. Ferramentas do Químico. Química Nova na Escola, v.5, 1997. ______. 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