2ª edição
Marco Couto
O câncer de próstata é uma
doença masculina, mas não é só aos
homens que eu quero falar.
O papel das mães, filhas,
esposas e irmãs tem sido
imprescindível no combate ao
preconceito com relação ao
tratamento dado a essa enfermidade
que tem at ing ido proporções
significativas no Rio Grande do Sul
em comparação a outros estados.
Deputado Gilmar Sossella
Nesse sentido, a presente
cartilha pretende levar às famílias
gaúchas informações básicas sobre o
câncer de próstata, métodos de diagnóstico e de tratamento.
Leia com atenção e divulgue a importância do exame do toque. A
sua participação pode salvar uma vida.
Forte abraço
Deputado Carlos Gomes
Líder da Bancada do Partido Republicano Brasileiro (PRB)
Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de
próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, atrás apenas
do câncer de pele não-melanoma. É o sexto tipo mais comum no mundo e o
mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de
cânceres.
Entre as justificativas para o aumento nas taxas de incidência no
Brasil, estão, entre outros fatores, a evolução dos exames, o
aperfeiçoamento dos sistemas de informação do país e o aumento na
expectativa de vida. No mundo inteiro, três quartos dos casos ocorrem a
partir dos 65 anos.
Adriana Pereira
Em 2008, o número de mortes no Brasil chegou a 11.955. Uma
pesquisa realizada pelo Instituto revelou que em 2008 e 2009 a taxa de
mortalidade por incidência de câncer de próstata a cada 100 mil homens
teve média de 68,72 casos na região sul do país. Em segundo lugar, ficou a
região sudeste, com incidência de 63,17. O Rio Grande do Sul é o estado
mais atingido pela doença, com a média de 80,63 mortes a cada 100 mil
homens. Em seguida vem o Rio de Janeiro com 77,93 casos. Já o Paraná
Audiência pública debateu alternativas para o combate ao câncer de próstata
3
Adriana Pereira
segue em terceiro lugar com a média de 65,16
mortes por causa da doença.
Em julho de 2010, uma audiência
pública realizada na Assembleia Legislativa
por iniciativa do deputado Carlos Gomes (PRB)
debateu os rumos para o combate à doença no
Estado. Com o tema Câncer de próstata - sinais,
Deputado Carlos Gomes
sintomas e prevenção de uma doença curável, a
audiência promovida pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente contou
com a presença de profissionais da área da saúde, representantes do Poder
Executivo Estadual, além de instituições e entidades envolvidas no
combate à doença.
Entre as contribuições do encontro, destacou-se a decisão pela
elaboração da presente cartilha como material de apoio à campanha
realizada pela Associação dos Amigos das Pessoas com Câncer
(AAPECAN). A publicação do material faz parte de um conjunto de ações
voltadas à prevenção do câncer de próstata no Rio Grande do Sul. A partir
da distribuição gratuita do material, pretende-se levar ao conhecimento da
população as principais informações envolvendo a doença, formas de
prevenção e de tratamento. É necessário lembrar que o conteúdo da
cartilha pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Por isso,
procure sempre a avaliação de um médico de sua confiança.
Bancada do Partido Republicano Brasileiro (PRB)
Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
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A próstata é uma pequena glândula localizada na parte baixa do
abdômen masculino e tem o tamanho de uma noz. Ela fica logo abaixo da
bexiga e à frente do reto. Com o formato de uma pequena maçã, a próstata
envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na
bexiga é eliminada.
A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os
espermatozóides, liberado durante o ato sexual. A proximidade com a
bexiga é que faz com que os sintomas das doenças prostáticas estejam
diretamente relacionados com o ato de urinar.
Por ser uma glândula, a próstata é afetada pelos hormônios sexuais
masculinos. Esses hormônios estimulam a atividade da próstata e a
substituição de células que sofrerem destruição.
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O câncer da próstata surge quando as células do órgão passam a se
dividir e a se multiplicar de forma desordenada, levando à formação de um
tumor. A maioria desses tumores cresce de forma tão lenta que não chega a
dar sintomas durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem. Alguns,
no entanto, podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros
órgãos e podendo levar à morte.
O câncer de próstata é incomum em homens com menos de
cinquenta anos, mas a partir dessa idade ele se manifesta com maior
frequência, alcançando maior incidência no grupo acima de 75 anos. Entre
esses homens, 60 a 75% têm essa doença de uma forma ou outra, mas em
geral manifestada de forma bem suave, com baixo grau de malignidade.
A incidência do câncer de próstata é maior em membros da mesma
linhagem sanguínea, como pais e filhos. Nesse caso, a doença pode incidir
mais cedo, a partir dos 40 anos.
Os tumores podem ser identificados em fases iniciais por meio do
toque retal com o uso do dedo do médico, verificação da dosagem do PSA
sanguíneo e pelo ultra-som transretal da próstata.
O Antígeno Prostático Específico (PSA, na sigla em inglês) é uma
enzima que, embora possa ser encontrada em células das glândulas
parótidas, mamárias e do pâncreas, apresenta níveis sanguíneos que
resultam exclusivamente da sua produção ao nível da próstata. Esse
fenômeno transforma o PSA em sinalizador das doenças prostáticas,
especialmente do câncer de próstata, cujas células produzem cerca de dez
vezes mais PSA do que o tecido benigno.
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Mas a dosagem elevada de PSA não pode, por si só, dar certeza de
diagnóstico de câncer de próstata. Da mesma forma, sua taxa reduzida
não elimina a possibilidade de câncer – daí a necessidade da realização
do exame de toque retal.
Como a maioria dos cânceres se inicia muito próximo da parte
externa de próstata, em geral é possível senti-los em um exame de toque
retal (dada a proximidade da próstata com o reto). Trata-se de um
procedimento indolor que permite ao médico identificar também outras
lesões na região, tais como tumores localizados na porção terminal do
intestino grosso.
Devemos lembrar, também, que cerca de 20% das vezes, o câncer de
próstata se inicia na parte interna da próstata. A maioria dos pacientes com
esse diagnóstico apresenta próstata perfeitamente normal ao exame de
toque retal, o que não levantaria nenhuma suspeita de câncer. Nesse caso, o
câncer é detectado pelo exame de sangue e uma posterior biópsia da
próstata, a fim de revelar o carcinoma.
Já o exame de ultra-som transretal é realizado com uma sonda em
forma de bastão, protegida por um preservativo, que é introduzida no reto
do paciente. Na ultra-sonografia transretal com biópsia, a única diferença
reside no fato de que uma agulha é acoplada à sonda, de forma que possa
extrair pequenos fragmentos da próstata para exame. A fim de evitar que
haja dor, a mucosa do reto é anestesiada com xilocaína tópica antes da
realização desse exame.
O diagnóstico definitivo de câncer de próstata pode ser feito apenas
por exame microscópico do tecido retirado da próstata.
As tomografias e raios X dos ossos são exames geralmente feitos
quando já foi estabelecido um diagnóstico de câncer, ou é altamente
suspeito. É utilizado para verificar se o câncer ainda está confinado dentro
da próstata e é, portanto, provavelmente curável, ou se ele se propagou para
fora da próstata.
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Para o câncer de próstata ser diagnosticado enquanto ainda é
potencialmente curável, o exame de sangue PSA e um exame de toque retal
da próstata devam ser feitos anualmente em todos os homens acima dos
quarenta anos, reduzindo essa idade para aqueles que tenham pai ou
irmão em que o câncer foi diagnosticado antes dos sessenta anos.
Ainda não há uma forma que previna o câncer da próstata de
maneira garantida. No entanto, sabe-se que a adoção de hábitos saudáveis
de vida é capaz de evitar o desenvolvimento de certas doenças, entre elas o
câncer. Assim, é importante:
?
fazer no mínimo 30 minutos diários de atividade física
?
ter uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais
?
reduzir a quantidade de gordura na alimentação
principalmente a de origem animal
?
manter o peso adequado
?
reduzir o consumo de álcool
?
não fumar
Os fatores já confirmados associados ao aumento do risco de
desenvolvimento do câncer de próstata são a idade e a história familiar.
A grande maioria dos casos ocorre em homens com mais de 50 anos
e naqueles com história de pai ou irmão com câncer de próstata antes do 60
anos. Mas há também outros fatores em estudo, como a dieta, embora ainda
não haja confirmação científica.
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No início, o câncer de próstata não tem nenhuma manifestação que
seja percebida pelo paciente. Só aparece no exame de Toque Retal e no
exame de sangue conhecido como PSA. Em estado mais adiantado, poderá
apresentar sintomas como:
?
presença de sangue na urina
?
necessidade frequente de urinar, principalmente à noite
?
jato urinário fraco
?
dor ou queimação ao urinar
A presença de um ou mais destes sintomas não significa que você
esteja com câncer, pois várias doenças podem ter sintomas
semelhantes. Por isso, é fundamental a visita ao seu médico, para
esclarecimento, tão logo os sintomas surjam. Essa é a melhor forma
para se chegar ao diagnóstico precoce do câncer da próstata.
O tratamento deve ser feito em função do estágio da doença, e pode
ser resumido em duas situações básicas: uma delas é o câncer de próstata
localizado, que é detectado com o PSA baixo (abaixo de dez) e nódulo
palpável ao toque retal.
Nesses casos, verifica-se que a cápsula da próstata está
completamente íntegra e o tumor está confinado nesta cápsula.
Para esse estágio, ao fazer-se um exame de dosagem da Fosfatase
Ácida e uma de Cintilografia Óssea (ver glossário), os níveis se mostrarão
dentro dos limites da normalidade. Trata-se de um tumor curável por meio
de cirurgia, radioterapia e braquiterapia (método de irradiação pelo qual
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são colocadas sementes radioativas diretamente dentro do tumor, sem
atingir estruturas normais próximas, estando indicado no tratamento de
câncer de próstata em fase inicial e também para próstatas com menos de
40 gramas, em que o paciente não apresenta dificuldade para urinar.
No outro extremo está o câncer de próstata avançado, em que o
PSA se encontra acima de 30 ng/ml, a fosfatase ácida pode estar elevada, a
cintilografia óssea revela lesão decorrente de uma metástase óssea e isso
caracteriza um tumor em fase avançada. Para esse caso não há mais
métodos de tratamento curativo, apenas paliativos, dos quais o mais
utilizado é a terapia hormonal, uma vez que o câncer de próstata cresce
estimulado pelo hormônio masculino, a testosterona.
Quando o tumor não responde mais à terapia hormonal, lança-se
mão da quimioterapia.
O exame de toque
retal é necessário,
pois existem casos
em que o PSA e a
Ultrassonografia
não conseguem
dar o diagnóstico
de câncer de
próstata.
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Doenças da Próstata
O diagnóstico e o tratamento das
doenças benignas e malignas da próstata
estão em constante evolução. Nos últimos anos,
surgiram novas modalidades, como o PSA, o
PSA ultrassensível, o ultrassom e a
Ressonância Nuclear Magnética, o que tem
permitido melhores imagens da próstata.
Terapias minimamente invasivas para
hiperplasia prostática benigna recebem
grande atenção e estão sendo utilizadas em
condições comuns. Embora a estratégia de
tratamento do câncer de próstata não tenha
mudado dramaticamente, a ótima aplicação dos métodos de tratamento
existentes continua a ser debatida.
A incidência de câncer de próstata no Rio Grande do Sul é uma das
mais altas do país, o que justifica uma atenção especial ao tema.
O diagnóstico feito antes das manifestações clínicas só é possível se o
paciente fizer exames periódicos a partir dos 40 anos. O diagnóstico precoce
permite tratamento curativo. O diagnóstico tardio não permite a cura da
doença.
Dr. Mirandolino Batista Mariano
Chefe do Serviço de Urologia da ISCMPA
11
?
A detecção do câncer de próstata no estágio inicial da doença possibilita
um tratamento eficaz, prevenindo complicações, visto que, nessa fase,
há um grande percentual de cura mediante radioterapia ou cirurgia,
além da maior eficiência das outras formas de controle.
?
Nos indivíduos que fazem exames uma vez por ano, os tumores da
próstata são diagnosticados em fases realmente iniciais, com PSA
abaixo de dez. Nesses casos, há grande probabilidade de cura completa
mediante tratamento cirúrgico ou com radioterapia.
?
A partir dos quarenta anos, todo homem deve procurar anualmente um
médico urologista para fazer uma avaliação clínica da próstata, mesmo
que esteja se sentindo bem e não tenha história de câncer na família. A
Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que nessa faixa etária,
além do exame de toque retal, todo homem realize, também, um exame
de sangue para identificar o nível de PSA, substância que, quando
elevada, pode indicar problemas prostáticos.
?
Para homens que têm antecedentes familiares de câncer de próstata, a
prevenção deve começar mais cedo, antes dos 40 anos, devendo incluir o
exame de toque retal e o da dosagem de PSA no sangue, anualmente.
?
Uma característica clínica importante do câncer de próstata é que seus
sintomas aparecem muito tardiamente, ou seja, quando a neoplasia
atinge a cápsula prostática. Os sintomas característicos de problemas na
próstata, como dor e dificuldade para urinar, são causados pelo
aumento de volume da próstata e que, via de regra, estão relacionados a
alterações benignas dessa glândula.
Não há sintomas para o câncer de próstata em fase inicial.
Mas é nesse estágio que o tratamento da doença resulta em cura.
Cuide-se e faça os seus exames periodicamente.
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Adenoma – tumor em que as células formam estruturas glandulares
reconhecíveis.
Antígeno prostático específico (PSA) – proteína recentemente
identificada que é produzida por células da próstata, tanto benignas
quanto por malignas.
Aspiração prostática – remoção por sucção de amostras de tecido celular
da próstata com uma agulha especialmente desenvolvida, que fica presa a
uma seringa.
Biópsia – remoção e exame, em geral microscópico, de tecido do corpo
humano vivo para estabelecer diagnóstico preciso.
Braquiterapia – método de irradiação em que se colocam sementes
radioativas diretamente dentro do tumor, sem atingir estruturas normais
adjacentes. O procedimento é indicado no tratamento de câncer de
próstata em fase inicial.
Câncer – tumor celular cujo curso natural é a morte do paciente. As células
de câncer, diferente das células de tumor benigno, têm propriedades de
invasão e metástase.
Câncer metastático – câncer que se disseminou para fora dos limites do
órgão ou estrutura da qual se originou.
Câncer prostático – câncer que se origina na próstata; quase sempre,
dentro das glândulas da próstata.
Carcinoma – crescimento maligno de novas células epiteliais que tendem
a infiltrar nos tecidos a seu redor e causar aumento da metástase.
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Carcinoma prostático oculto – carcinoma da próstata não diagnosticado
do qual não se suspeita. É descoberto por acaso após cirurgia da próstata
para hiperplasia benigna da próstata ou biópsia feita por causa de um alto
nível de PSA. Também é conhecido como câncer de próstata em estágio A.
Células de Leydig – células dos testículos que produzem testosterona.
Cintilografia – técnica de exame que permite a visualização de órgão
interno pelo mapeamento automático da distribuição espacial de isótopos
radioativos dentro do corpo.
Cistoscopia – exame visual do trato urinário por meio de um
Cistoscópio – instrumento utilizado para examinar o interior da bexiga
urinária e uretra.
Enucleação – retirada de um órgão, tumor, etc., de forma que ele saia
inteiro, como uma castanha é retirada de sua casca.
Escroto – bolsa que contém os testículos e seus órgãos acessórios.
Espermatozóide – gameta masculino produzido pelos testículos. É o
elemento gerador do sêmen, que fertiliza o óvulo.
Estadiamento – processo em que vários exames são feitos para
determinar se um câncer prostático ainda está confinado na próstata ou se
ele se disseminou para fora dela.
Exame de toque retal da próstata – exame em que o médico coloca um
dedo indicador no reto do paciente com o propósito de apalpar a próstata.
Exame de urina – análise e exame físico, químico e microscópico da urina.
Exame urodinâmico – exame que avalia de forma quantitativa as duas
principais funções da bexiga, armazenamento e evacuação da urina.
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Fosfatase ácida – enzima produzida pela próstata.
Fosfatase alcalina – enzima produzida pelo fígado, ossos e outras
estruturas.
Glândula – agrupamento de células especializadas em produzir ou
excretar materiais não relacionados às necessidades normais de seu
metabolismo.
Graduação (carcinoma prostático) – determinação do grau de
malignidade baseada na aparência microscópica.
Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) – multiplicação anormal, não
maligna, do número de células normais em tecido prostático.
Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP) – crescimento anormal da
próstata decorrente do aumento do tamanho das células que a constituem,
diferente da hiperplasia, que é a multiplicação dessas células.
Hipertrofia funcional (da bexiga) – crescimento muscular dentro da
bexiga em resposta ao crescimento do tecido da hiperplasia benigna da
próstata, que torna mais difícil esvaziar a bexiga. O fortalecimento
muscular verdadeiro da bexiga chama-se trabeculação.
Hormônios – substâncias responsáveis pelas características sexuais
secundárias; nos homens, principalmente a testosterona.
Hormônios masculinos – hormônios andrógenos; consistem em
androsterona e testosterona.
Lesão – machucado ou ferimento.
Lesão blástica – aumento de densidade óssea vista em raios X quando há
uma nova formação óssea extensa decorrente de destruição cancerosa.
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Lesão lítica – diminuiçõa da densidade óssea vista em raios X quando
houve destruição do osso pelo câncer.
Massagem prostática (esvaziamento prostático) – procedimento de toque
retal em que o dedo indicador do médico massageia com força os dois
lóbulos laterais da próstata com o objetivo de obter as secreções dessa
glândula. Essas secreções saem através da uretra.
Metástase – disseminação da doença (câncer) de um órgão ou estrutura
para outro ou para uma área distante do local onde o câncer se originou.
Noctúria – necessidade frequente de urinar que acorda o paciente durante
a noite.
Orquiectomia – remoção cirúrgica de um ou de dois testículos
(orquiectomia bilateral).
Próstata – glândula do corpo do homem que circunda o gargalo da bexiga
e a primeira porção da uretra logo que esta sai da bexiga. Sua função
principal é produzir a maior parte do fluido no qual os espermatozóides
saem do corpo. Também provê material nutriente para os espermatozóides
durante seu transporte. A próstata é composta de tecido fibroso, muscular e
glandular; é a glândula que produz o fluido prostático.
Transuretral – abordagem cirúrgica através da uretra para aliviar os
sintomas da HBP.
Raios X – vibrações eletromagnéticas de ondas curtas que penetram, até
certo ponto, na maioria das substâncias, revelando presença e posição de
fraturas ou corpos estranhos. Elas também tornam algumas substâncias
fluorescentes, permitindo que o tamanho, o formato e o movimento de
vários órgãos possam ser observados.
Ressonância magnética – exame similar à tomografia computadorizada,
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em que imagens de cortes transversais são obtidas. O paciente não é
exposto à radiação de íons e não se conhece riscos relacionados a ela.
Sêmen – secreção espessa e esbranquiçada do órgão reprodutivo
masculino; composta de espermatozóides em seu plasma nutriente e de
secreções da próstata, das vesículas seminais e de várias outras glândulas.
Tecido – grupo de células especializadas similares e unidas para executar
uma função em particular.
Tecido da próstata – substância da próstata, composta de tecido fibroso ou
conectivo, muscular e glandular.
Terapia com estrógeno – uso de estrógeno para abaixar o nível de
andrógenos na circulação até o nível de correspondente ao obtido pela
castração; usada no tratamento paliativo contra o câncer de próstata.
Terapia hormonal – redução do hormônio masculino até o nível
correspondente ao obtido pela castração; usada como paliativo contra o
câncer de próstata.
Testosterona – principal hormônio masculino na circulação sanguínea.
Tomografia – produção de imagem bidimensional representando os raios
gama emitidos por um isótopo radioativo concentrado em um tecido
específico do corpo.
Tomografia Computadorizada – exame de imagem que combina raios X e
tecnologia computadorizada para gerar a imagem de um corte transversal.
Túbulos seminíferos – túbulos microscópicos dentro dos testículos em
que os espermatozóides são produzidos.
Ultrassom (ultrassonografia) – técnica para visualização de estruturas
profundas do corpo que utiliza gravação de ecos de ondas de ultrassom
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enviadas para os tecidos. O ultrassom é um exame de imagem não invasiva
que detecta massas dentro do corpo e diferencia as císticas das sólidas.
Também é utilizada para auxiliar na execução de biópsias da próstata.
Uretra – canal através do qual a urina passa da bexiga para fora do corpo. A
partir do gargalo da bexiga, apresenta subdivisões anatômicas.
Uretra prostática – porção da uretra entre o gargalo da bexiga e o esfíncter
uretral externo. Localiza-se dentro da próstata.
Urologista – médico especializado no tratamento médico e cirúrgico de
doenças do trato urinário de homens e mulheres e do aparelho reprodutor
masculino.
Fale com as pessoas que você conhece
sobre o câncer de próstata!
Você pode salvar uma vida. As mulheres falam mais facilmente
sobre câncer de mama para alcançar a cura. Mas infelizmente, o
câncer de próstata tem tirado a vida de milhares de homens de
maneira silenciosa. A informação é a principal arma no
combate ao câncer. Use-a!
Fontes
Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (AAPECAN)
Instituto Nacional de Câncer (INCA)
ROUS, Stephen N.; tradução de Adriana B. M. Ament.
Guia completo da próstata: informação médica sobre sintomas e tratamento. 1ª ed. São Paulo: Gaia, 2010.
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A Comissão de Saúde e Meio Ambiente agradece a iniciativa da
Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (AAPECAN) por levantar o
debate e a reflexão no Parlamento gaúcho sobre as ações que envolvem o
combate e a prevenção do câncer de próstata no Rio Grande do Sul.
Unidade Bento Gonçalves
Rua: Avai , 136
Bairro: Maria Goretti
Tel: 54 – 3055.9400
Unidade Caxias do Sul
Rua: José de Carli , 833
Bairro: Universitário
Tel: 54 – 3026.9546
Unidade Pelotas
Rua: Barão de Santa Tecla , 821
Bairro: Centro
Tel: 53 – 3027.7610
Unidade Porto Alegre
Rua: Carlos Von Koseritz , 979
Bairro: Higienópolis
Tel: 51 – 3014.9500
Unidade Farropilha
Rua: Rui Barbosa , 30
Bairro: Centro
Tel: 54 – 3035.1900
Unidade Rio Grande
Rua: Moron , 536
Bairro: Centro
Tel: 53 – 3035.2829
Unidade Lagoa Vermelha
Rua: Bento Gonçalves , 91
Bairro: Centro
Tel: 54 – 3358.3456
Unidade Lajeado
Rua: Pedro Albino Muller , 123
Bairro: Americano
Tel: 51 – 3714.2523
Unidade Santa Cruz
Euclides Kliemann, 686
Bairro: Arroio Grande
Tel: 51 – 3056.9500
Unidade Santa Maria
Rua: Antonio Lozza , 46
Bairro: Nossa Sra de Lourdes
Tel: 55 – 3025.9400
Realização: Bancada do Partido Republicano Brasileiro (PRB)
Elaboração: Gabinete deputado Carlos Gomes
Revisão de conteúdo: Dr. Mirandolino Batista Mariano (CREMERS 5914)
Criação e promoção da campanha: AAPECAN
Projeto gráfico: Sâmella Moreira e Douglas Sanson Cadini
Jornalista responsável: Karine Bertani MTB/RS 9427
Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Bancada do Partido Republicano Brasileiro (PRB)
Praça Marechal Deodoro, 101, 5º andar – 505
Cep 90010-300 – Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3210 1991 / (51) 3210 1992 / (51) 3210 1143
Fax: (51) 3210 1131
E-mail [email protected]
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Cartilha - Próstata 3