Revista Hórus – Volume 4, número 1 ARTIGO DE REVISÃO HIP HOP: UMA MANIFESTAÇÃO CULTURAL COM INGREDIENTES PARA UMA VIDA SAUDÁVEL Vagner Batista Pinto1, Mara Laiz Damasceno 2 RESUMO O movimento hip hop é uma cultura urbana que se originou nos bairros suburbanos de Nova York apresentando em seu contexto a dança, a música e o grafite. A dança vem sendo cada dia mais utilizada como atividade física e cultural, por adeptos do movimento Hip Hop, presente em academias, instituições culturais, etc. Diante disso, este estudo teve como objetivo realizar uma revisão de literatura a fim de contextualizar as características no qual se insere o estilo hip hop e a importância da aptidão física para sua prática. O resultado do levantamento realizado permite inferir que o Hip Hop Dance pode auxiliar na melhora da aptidão física e da qualidade de vida dos que a praticam, além de enfatizar a importância de identificar o perfil físico desses dançarinos independente de serem profissionais ou não, e através das avaliações, contribuir na evolução dos treinamentos do Hip Hop podendo identificar quais aspectos podem ser melhorados, de acordo com as capacidades físicas necessárias para sua prática. Palavras-Chave: Aptidão física, Dança, Hip Hop. ABSTRACT The hip hop movement is an urban culture originated in suburban New York by presenting in it’s context dance, music and graffiti. The dance is being increasingly used as physical activity and culture, for fans of the Hip Hop movement, present in the academies, cultural institutions, etc. thus, this syudy has the aim to conduct, after a literature review to contextualize the features on wich fits the hip hop style and the importance of physical fitness for its practice. The result of the survey allows us to infer that the Hip Hop Dance can help improve physical fitness and quality of life of that practice, and emphasize the importance of identifying the physical profile of these dancers are independent professionals or not, and through assessments, contribute to the evolution of training in Hip Hop can identify which aspects can be improved, according to the physical capabilities needed for your practice. Keywords: Physical Fitness, Dance, Hip Hop INTRODUÇÃO Desde os primórdios, as antigas civilizações procuravam formas de expressar seus sentimentos dentro da sua realidade. Segundo Andrade (2000) “a dança em sentido geral é a arte de mover o corpo segundo certa relação entre tempo e espaço, estabelecida graças a um ritmo e uma composição coreográfica”. As várias formas de expressão sofreram mudanças ao longo dos anos desde seu surgimento devido à adaptação que tiveram a sua realidade no aspecto cultural, assim como, a própria dança. Segundo Haas e Garcia (2006), “essa visão deve estar alicerçada em diversas ações, para que cada um execute sua missão de acordo com valores, sonhos e transformações, numa atuação dinâmica e ativa na sociedade que está inserido”. O Hip Hop é um movimento cultural que engloba dentro de si uma variedade de expressões corporais e musicais que refletem ações transformadoras e expõe valores dos que o 1 Bacharel em Educação Física FAESO-Ourinhos-SP Bacharel em Educação Física FAESO-Ourinhos-SP e Mestranda Programa Associado de Pós-Graduação em Educação Física UEM/UEL. Bolsista da Fundação Araucária/SETI. [email protected] 2 208 Revista Hórus – Volume 4, número 1 ARTIGO DE REVISÃO praticam. Segundo Folcault (1985) as organizações intervêm, enquanto instituição social, nas relações de vida de cada indivíduo, para através da disciplinaridade e controle, manipulação e treinamento, torná-lo um membro da sociedade. Por se tratar de uma modalidade de dança presente nos Guetos das cidades que se utiliza de músicas específicas, roupas e linguagem que se identificam com a realidade da periferia das cidades, a dança de rua inserida na cultura hip hop se tornou praticamente uma “marca”, para alguns até religião ou estilo de vida. Com isso a prática do Hip Hop como atividade física se tornou muito constante nas periferias das cidades. Assim, o Hip Hop nos mostra uma construção cultural histórica que se reflete nesta forma de expressão corporal, que por sua vez, proporciona atividades e exercícios que podem melhorar a aptidão física e o desempenho na dança. Diante desta realidade, verificou-se a necessidade de investigar esta modalidade de dança, que vem sendo a cada dia mais incorporado como atividade física. MÉTODOS O presente estudo é uma revisão bibliográfica, sendo utilizados como fontes de pesquisa os bancos de dados Periódicos CAPES, Scielo, Google acadêmico, através de artigos científicos e livros de textos específicos do acervo da biblioteca da Faculdade Estácio de Sá de Ourinhos, tendo restringido as fontes entre os anos 1978 a 2009. MANIFESTAÇÃO CULTURAL: HIP HOP Segundo Haas e Garcia (2006) a dança é uma das manifestações artísticas mais antigas, que tem indícios de sua existência até mesmo antes das pinturas nas cavernas. Os primeiros indícios começaram nas comunidades tribais onde havia participação de todos, elas eram feitas em formas de rituais, o ritmo era simples e puro, era produzido por tambores, porém as emoções ali expressadas eram de alta profundidade emocional sendo realizados para adorar os seus deuses como o sol e a lua, para aumentar a fertilidade, para apressar as curas, ou seja, era expresso de acordo com cada setor emocional da vida deles. A dança é a única das artes antigas que depende unicamente do corpo e da vitalidade humana dispensando ferramentas, assim podendo cumprir sua função como instrumento de afirmação dos sentimentos e das experiências humanas, ela também era usada em casos de conquistas amorosas e em celebrações espirituais de caráter religioso, para a guerra e também em jogos. Está claro que essas danças pouco a pouco adquiriram o que poderíamos chamar de coreografia própria, ou seja, passos e gestos peculiares a cada uma, com significado próprio e que deveriam ser respeitados no contexto de cada cerimônia específica (FARO, 2004, p.15). 209 Revista Hórus – Volume 4, número 1 ARTIGO DE REVISÃO Para Haas e Garcia (2006) essas danças tribais evoluíram culturalmente para dois tipos coreográficos: “danças de cultura camponesa (popular, campesina ou de folclore) e danças de cultura senhoril (danças aristocráticas) para o divertimento da realeza e nobreza”. Depois da fase tribal vemos a dança no Egito com caráter sacro-religioso e recreativo eram danças funerárias, danças da colheita e danças acrobáticas (HAAS; GARCIA, 2006). Já na Grécia por se tratar de uma nação que tinha uma grande crença por mitos, lendas e deuses foi considerado o berço da arte ocidental, a dança tinha tanto caráter cívico quanto religioso, havia danças religiosas, danças dramáticas, guerreiras e funerárias (HAAS; GARCIA, 2006). Em Roma a dança não teve um poder tão expressivo artisticamente como nas civilizações do Egito e da Grécia por se tratar de um povo racionalista e intelectualizado sem muita imaginação, eles adoravam danças imitativas suas capacidades abstratas e imaginativas (HAAS; GARCIA, 2006). Os mesmos autores descrevem que na idade média a dança assim como outras artes sofreu condenações do cristianismo, a igreja cristã condenava essa forma artística que era associada a distúrbios emocionais, apesar da tentativa de proibição a dança nessa época foi usada como divertimento em forma de espetáculo. Com o movimento renascentista que surgiu na Itália, no século XV, e depois se propagou para toda Europa, a dança começa a adquirir determinadas regras de acordo com o gosto da nobreza. Para Haas e Garcia (2006) volta das danças teatrais que foram extintas anteriormente, a dança reapareceu no cenário das grandes cortes e palácios em formas mais complexas como a valsa que era executada em pares nos grandes bailes nos salões das cortes, com o tempo houve um estabelecimento de uma disciplina artística que originou o movimento do ballet clássico que criou um universo dentro do qual se desenvolveram outros gêneros como o sapateado, o swing, entre outros. No início do século XX, surgiram novas idéias em todas as áreas do conhecimento, inclusive, entre as artes cênicas. A necessidade de transformações, liberdade, idéias renovadoras e inovadoras foram o centro das atenções desse início de século (HAAS; GARCIA, 2006). A divulgação da dança de características técnicas no mundo influenciou uma mudança no sentido de expressão cultural onde originaram novos gêneros contemporâneos como, por exemplo, a Dança de Rua que está englobada na cultura Hip Hop. A cultura Hip Hop caracteriza-se como um veículo de informação de questões raciais, sociais e políticas, debates que estiveram sempre presentes na história do povo que a originou (TRIUNFO, 2000 apud VALDERRAMAS; HUNGER, 2007). 210 Revista Hórus – Volume 4, número 1 ARTIGO DE REVISÃO Para Valderramas e Hanger (2007) cultura Hip Hop, é composta por quatro elementos que são: O “Break dance” que é o dançarino de rua conhecido como B Boy e B.girls, o “ Dj” o disk-jockey que escolhe as músicas e faz o trabalho de mixagem, o “Mc” o mestre de cerimônias que é quem comanda com a locução e faz as músicas, o Rap que significa Ritmo e poesia e o “Grafite” que é a arte visual das ruas. De acordo com Popmaster Fabel (1999) a cultura que na época não era batizada, hoje conhecida como Hip Hop teve início na década de 70 nos guetos da cidade de Nova York, assim dentro da história do Hip Hop cada elemento tem sua própria terminologia que contribuiu para o desenvolvimento do movimento cultural. Para Cirino (2005) o nome Dança de Rua é um termo genérico dado pelos brasileiros por meio da expressão norte americana “street dance” que se refere especificamente aos bailarinos da “Broadway”, que durante a época da grande depressão dos Estados Unidos, se viram subitamente desempregados e foram dançar nas ruas, em troca de algum dinheiro. “Por haver, no bairro, brigas entre gangues na disputa de territórios, com agressões e mortes, um precursor do movimento cultural Hip Hop, Afrika Bambaataa, contribuiu para que as gangues resolvessem suas diferenças através da dança nas chamadas “batalhas”, disputas dançantes em que um dançarino “quebra” o outro, no sentido de disputar a movimentação (batalhas de break) dentro das Block Parties (festas de quarteirão), com isso a violência entre as gangues amenizava-se pouco a pouco” (VIANNA, 1997 apud VALDERRAMAS; HUNGER, 2007). Segundo Popmaster Fabel (1999) o DJ Kool Herc, veio da Jamaica para morar nos EUA trazendo as Block Parties no Bronx, um bairro negro de Nova York, trouxe com ele seus aparelhos de mixagem prolongando as batidas do break (a parte da música onde o ritmo percussivo se torna mais agressivo) usando dois toca discos, um mixer e dois discos iguais. Assim os DJs podiam passar de uma música para a outra recuando as batidas, com isso os dançarinos podiam criar e improvisar mais movimentos desfrutando da batidas mais prolongadas. Ainda Popmaster Fabel (1999) diz que algumas músicas eram tocadas do início ao fim sem interrupções, assim os dançarinos de break podiam reagir respondendo as melodias e as mudanças musicais. Para Haselbach (1989) a improvisação na dança “é um princípio de ensino, atenuante da pressão exercida pelo ensino acadêmico, álibi para um ensino exagerado e imitativo, um meio para alcançar o objetivo de uma coletânea de experiências”. Segundo José e Coelho (2004) “ao vermos o corpo em movimento percebemos a ação dos braços, pernas e músculos gerados pela ação da mente. É necessário, portanto, educar o movimento pela mente”. Com o surgimento do break houve uma divisão de modalidades e estilos dentro da dança de rua que 211 Revista Hórus – Volume 4, número 1 ARTIGO DE REVISÃO foi criada em diferentes cidades e ecoou como um grito de existência de uma nova forma jovem daquela época. No Brasil os responsáveis pela “Importação” do Street Dance o trouxeram dos EUA, lá aprendiam a dançar em pistas de grandes casas noturnas, bairros de maior concentração de brasileiros. Nelson Triunfo, entre 70 e 80, leva a dança do meio mais abastado, ao resto do país. Triunfo devolve o Break à rua, seu lugar e origem. Parte para o interior da Bahia, onde vira estrela, aos quinze anos, de seus bailes Soul. Depois em Brasília e ainda pra São Paulo em 1976, onde forma o grupo Black Soul Brothers (ALVES, 2004 apud VALDERRAMAS; HUNGER, 2007). No entnato, Cirino (2005) diz que no Brasil o Hip Hop chegou na década de 80 influenciada pela “Black músic” com o nome de “breack dance”, o termo “Hip Hop” ainda era desconhecido, o que logo se disseminou e seus praticantes apresentavam-se no centro velho de São Paulo na estação São Bento. Conforme o Brasil descobria videoclips, como os de Michael Jackson, e filmes, como “Flashdance”, ou ainda, a partir do momento em que a sociedade observou a nova informação, pelos canais oficiais, ou pela mídia de massa, suas barreiras e preconceitos perante a cultura e dança diminuíram (ROCHA et al., 2001 apud VALDERRAMAS; HUNGER, 2007). Segundo Alves (2001) o Hip Hop Dance (Break) dentro da cultura Hip Hop, constituída como um campo de expressão artística e possibilidade de criação num contexto de complexa urbanização e demarcado por uma dinâmica social. O Rap tem modificado a consciência e o comportamento dos diversos jovens negros, que aprenderam a trabalhar sua auto-estima, recolheram o valor da escolarização e ainda conseguiram fugir do mundo das violências e das drogas (ANDRADE, 1997 apud RUZENE, 2008, p.21). “Vários profissionais, então, passam a se utilizar dessa forma de expressão e trabalho físico, trazendo diversos estilos de aulas às academias como, Cardio-jazz, Cardiofunk, Low Funk, Street Dance, Funk-fitnees, Hip Hop, dentre outros nomes dado as aulas, derivadas desse movimento da cultura negra” (GONZAGA, 2000 apud VALDERRAMAS; HUNGER, 2007). TREINAMENTO FÍSICO POR MEIO DO HIP HOP A confiança aumentada na tecnologia diminui substancialmente a atividade física relacionada ao trabalho, bem como o gasto de energia necessário para atividades da vida diária. Embora o corpo humano seja planejado para movimentos e atividades físicas extenuantes, o exercício físico não faz parte do estilo de vida padrão (HEYWARD, 2004). 212 Revista Hórus – Volume 4, número 1 ARTIGO DE REVISÃO “Aptidão física significa, de uma forma geral a capacidade e o estado de rendimento do ser humano, assim como a disposição atual para uma determinada área de atuação”. (WEINNECK, 2003). Para Weineck (2003) a redução dos níveis de atividade física é o fator de risco número 1 para comprometimentos a saúde. Os gastos com sistemas de saúde sugerem que direta ou indiretamente devido redução do nível de atividade física habitual já ultrapassaram os limites do que é considerado financiável. A melhoria da saúde, devido ao aumento da prática de atividade física, manifesta-se em um reduzido índice de ocorrência de doenças na ordem de 50% em relação à média da população para aqueles praticam atividades esportivas (WEINECK, 2003, p. 39). O treinamento físico é um processo onde se faz o uso propositado de exercícios físicos para desenvolver e aprimorar as capacidades motoras que ajudam a melhorar o nível de desempenho em atividades musculares específicas. O exercício físico é uma repetição sistemática de movimentos que produzem reflexos de adaptação morfológica e funcional, como objetivo de aumentar o rendimento físico (BARBANTI, 2001). Para estabelecer um treinamento, seja ele no desporto ou em uma atividade como a dança devemos fundamentálos em seis princípios científicos de treinamento, definidos na literatura como: princípio da individualidade biológica, adaptação, sobrecarga, continuidade, interdependência volume e intensidade e reversibilidade (DANTAS, 2003). Neste contexto a dança é interpretada como uma importante forma de movimentação e exercício físico que potencializa as capacidades físicas melhora os sistemas funcionais e minimiza o risco de doenças geradas pela hipocinesia. Pesquisa de destaque envolvendo o nível de aptidão física de dançarinas clássicas de alto desempenho, que treinavam há mais de 6 anos, com cerca de 6 horas semanais, relatou classificação média, regular e baixa dentro dos padrões da normalidade para as capacidades físicas avaliadas com exceção da flexibilidade, que apresentou resultados superiores, o que já se esperava se tratando de bailarinas clássicas. Além disso, verificou-se que o não desenvolvimento adequado destas capacidades físicas pode comprometer à execução dos movimentos do ballet (PRATI; PRATI, 2006). No Hip Hop Dance executa-se movimentos de força, utilizando a resistência muscular dos membros superiores como: parada de mão, quedas ao chão, saltos mortais, roda, rodante entre outros. Já a resistência abdominal localizada auxilia nos movimentos que exigem a flexão dos quadris. A força explosiva dos membros inferiores auxilia na execução dos saltos e 213 Revista Hórus – Volume 4, número 1 ARTIGO DE REVISÃO saltitos, muito frequentes em coreografias de Hip Hop, que também tem como característica os incessantes deslocamentos rápidos utilizados nos desenhos coreográficos e nas formações dos dançarinos no palco. Nas coreografias de Hip Hop não se exige tanta flexibilidade quanto no ballet clássico mais essa capacidade é muito importante em qualquer modalidade de dança, ela auxilia nos movimentos de alta complexidade e que exigem expansão e contração deixando os movimentos mais limpos e perfeitos. A capacidade cardiorrespiratória bem desenvolvida é outro fator importante para suportar as inúmeras repetições de movimentos exigidas para melhor desempenho e técnica coreográfica, além de auxiliar na resistência da fadiga respiratória, fator que é determinante em uma coreografia. CONSIDERAÇÕES FINAIS Através do levantamento bibliográfico realizado, pode-se inferir que o Hip Hop Dance está presente nas academias, escolas e instituições culturais como atividade física e cultural, podendo auxiliar na melhora da aptidão física e da qualidade de vida dos que a praticam. É importante identificar o perfil físico desses dançarinos independente de serem profissionais ou não, e através das avaliações, contribuir na evolução dos treinamentos do Hip Hop podendo identificar quais aspectos podem ser melhorados, de acordo com as capacidades físicas necessárias para sua prática. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Flávio, Soares. Dança de Rua: Corpos em movimento na cidade Rio Claro: Unesp, 2001. ANDRADE, Dyone. Quem dança é mais feliz. Disponível http://br.geocities.com/quemdancaemaisfeliz/>. Acesso em:15 de maio.2008. em: < BARBANTI, V. J. Treinamento físico: bases científicas. São Paulo: CLR Balieiro, 1986. CIRINO, Marcelo. 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