APRESENTAÇÃO
Uma produção da Querosene Filmes com coprodução e distribuição da
Universal Pictures, “Superpai”, novo longa de Pedro Amorim, é uma comédia
cheia de ação, quase toda passada durante uma única noite, em que tudo pode
acontecer – e acontece. Um evento cercado de expectativa, o reencontro de
amigos da adolescência depois de muitos anos, acaba se transformando em
uma aventura inesperada e cheia de reviravoltas, que valoriza a amizade e a
família, sem deixar de rir de ambas.
Pedro Amorim e Ricardo Tiezzi adaptaram o roteiro que narra a história de
um jovem pai, Diogo, vivido por Danton Mello, ainda não totalmente à vontade
no papel de provedor da família. Convidado para o reencontro da turma da
escola, enxerga a possibilidade de reviver tempos de glória, que incluem um
grupo de parceiros de balada e a gata que ele desejou mas com quem não
conseguiu ficar. Como de costume em ocasiões ansiosamente aguardadas, as
coisas não saem exatamente como Diogo planejara.
O texto ágil, o humor contemporâneo e as situações que se desencadeiam
de forma quase nonsense ganham brilho com um elenco que se encaixa
com perfeição à trama. Dani Calabresa, Antonio Tabet e Thogun Teixeira
completam o núcleo de amigos de Diogo, e Monica Iozzi interpreta Mariana,
a esposa. Participações especiais reforçam o tom irreverente do filme:
Rafinha Bastos, Danilo Gentili, Nicole Bahls, Paulinho Serra e Juliana Didone.
SUPERPAI 2
ÍNDICE
4
SINOPSE / FICHA
TÉCNICA / ELENCO
14
THOGUN TEIXEIRA
5
DIRETOR
16
MÔNICA IOZZI
8
DANTON MELLO
18
PARTICIPAÇÕES
ESPECIAIS
10
ANTONIO TABET
21
ROTEIRO
12
DANI CALABRESA
22
PRODUCÃO E
DISTRIBUIÇÃO
SUPERPAI 3
SINOPSE
ELENCO | FICHA TÉCNICA
| Querosene Filmes
Nos tempos de escola, Diogo era o
PRODUÇÃO
cara. Mesmo quando metia a turma
COPRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
numa encrenca, seu carisma bastava
| Pedro Amorim
PRODUTORES | João Queiroz, Justine Otondo, Guilherme Keller e David Gerson
PRODUÇÃO EXECUTIVA | Justine Otondo
ROTEIRO ORIGINAL | Benji Cosgrove e Corey Palmer
ROTEIRO ADAPTADO | Ricardo Tiezzi e Pedro Amorim
COLABORAÇÃO DE ROTEIRO | Rafinha Bastos e Camila Raffanti
ELENCO | Danton Mello, Thogun Teixeira, Antonio Tabet, Dani Calabresa, Lukas Brombini, Erik
para manter os amigos por perto. Vinte
anos se passaram e Diogo, casado
com Mariana e pai do pequeno Luca, já
não é mais o mesmo. As noites de farra
e bebedeira parecem tão distantes
quanto sua última ida à academia.
A festa dos 20 anos de formatura da
escola é sua grande chance de dar
a volta por cima e resgatar a antiga
moral. Mas a noite promete ser longa.
Diogo terá de provar para os amigos e
família que ainda é o cara.
| Universal Pictures
DIRETOR
Chung, Mônica Iozzi, Paulinho Serra, Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Martha Nowill, Lulu Pavarin,
Nicole Bahls e Juliana Didone
| Gustavo Hadba
DIREÇÃO DE ARTE | Margherita Pennacchi
TRILHA ORIGINAL | Lucas Marcier e Fabiano Krieger
MONTAGEM | Danilo Lemos e Pedro Amorim
FOTOGRAFIA
SUPERPAI 4
DM
por um tema que havia pensado originalmente para um
longa-metragem:
DIRETOR
PEDROAMORIM
Lançando seu segundo longa-metragem,
Pedro Amorim firma-se no cinema,
seguindo uma sólida carreira no mercado
audiovisual: trabalhou como editor em
“O Caminho das Nuvens” e “Olga”,
além de ter dirigido as séries “Mothern”
(GNT), “Quase Anônimos” (Multishow)
e “O Homem da Sua Vida” (HBO), com
texto de Juan José Campanella. Depois
do sucesso de “Mato Sem Cachorro”
(2013), Pedro volta à comédia com
“Superpai” e conta sobre suas escolhas
para o filme.
SUPERPAI 5
PEDRO AMORIM
Como surgiu o projeto de ‘Superpai’?
Como se deu a escolha do elenco?
O projeto começou inicialmente nos Estados Unidos com um roteiro escrito por dois
americanos, Benji Crosgrove e Corey Palmer, chamado “DeadbeatDad”. O projeto nunca
foi para a frente pois o roteiro era extremamente politicamente incorreto e o personagem
principal era controverso demais. David Gerson, um dos produtores do filme, levou o roteiro
para a Universal Pictures International para ver se eles tinham interesse em desenvolvê-lo no
Brasil, um mercado que é conhecido por abraçar as comédias. A Universal topou o desafio
e, através de pessoas que já conheciam o meu trabalho em séries de TV e que já tinham visto
“Mato Sem Cachorro”, indicaram meu nome para a direção do filme. Li o roteiro americano
e logo de cara percebi que o filme tinha potencial, se fosse bem adaptado. Por coincidência
a Universal indicou a Querosene Filmes, que é uma produtora onde tenho grandes amigos,
para tocar o filme no Brasil. Isso facilitou muito o andamento do projeto, pois temos uma
relação de confiança muito grande e um entendimento muito claro e sintonizado de que tipo
de filme nós queríamos fazer.
Como o personagem do Diogo é muito “sem noção” e inconsequente, ele corria o sério
risco de virar um babaca. Por isso escolhemos o Danton Mello, que é um ator extremamente
carismático e trouxe uma doçura fundamental para a empatia do personagem. Para o núcleo
familiar nós convidamos a Mônica Iozzi, que faz a mulher dele. Essa é a estreia de Monica no
cinema, e ela surpreendeu a todos com sua interpretação ágil e naturalista. O filho de Diogo,
interpretado pelo Lukas Brombini, foi escolhido pela ingenuidade de seu olhar. Os amigos
de Diogo tinham que ser aqueles amigos de longa data que todo mundo tem, amigos do
colégio. Os mais sinceros e impiedosos, que vão te sacanear se você falar alguma besteira,
que nunca vão deixar barato, mas são sempre leais à amizade. A Dani Calabresa, o Antonio
Tabet e o Thogun Teixeira possuem a sinceridade ácida que esses personagens precisavam
ter. Sem medo de sair da zona do conforto.
O que norteou a criação do roteiro com o Ricardo Tiezzi?
Manter o DNA do roteiro original: a história de um homem que um dia foi o cara mais festeiro
da escola, mas que agora leva uma vida sem graça com sua família e tem a possibilidade
de reviver as glórias do passado mais uma vez. A adaptação do roteiro foi um processo
extremamente colaborativo, tanto da parte técnica como do próprio elenco. Inicialmente ele foi
traduzido pelo Fábio Danesi, depois teve uma segunda adaptação, feita pelo Rafinha Bastos
e a Camila Raffanti. Além dos elementos óbvios que tiveram que ser traduzidos para o Brasil,
coube a mim e ao Ricardo Tiezzi tapar os buracos, construir cenas, tornar o Diogo menos
“FDP” criando um arco de desenvolvimento claro para o seu personagem. Toda essa profusão
de ideias foi mantida em ordem pelo Guilherme Keller, que assinou a supervisão do roteiro e
também é um dos produtores do filme. Elenco e equipe contribuíram muito na construção dos
diálogos e na formulação das piadas. O processo foi realmente muito colaborativo.
Qual o maior desafio do filme?
Encontrar o garoto que pudesse interpretar o Jaspion! A minha única exigência é que ele tinha
que saber falar coreano de verdade. A Marcia Godinho e a Raphaela Barcalla fizeram um trabalho
incrível para achar essa criança na vasta comunidade coreana de São Paulo. E ele foi realmente
um achado! Um garoto com uma inteligência cênica ímpar que conquistou todo mundo.
Você trabalhou novamente com Danilo Gentili e Rafinha Bastos, e trouxe para o set
a Dani Calabresa e o Antonio Tabet. O que te leva a apostar nessa nova geração do
humor brasileiro?
Em primeiro lugar, eles me fazem rolar de rir! Depois, eles são criadores inteligentíssimos.
Como o processo mais importante do cinema para mim é a colaboração, é fundamental que a
gente possa contar com pessoas que potencializem as suas ideias de forma surpreendente.
SUPERPAI 6
PEDRO AMORIM
Qual dos personagens de ‘Superpai’ você era na época da escola: o nerd durante horas seguidas. E, para piorar, em “Superpai” filmamos quase tudo de noite e o
responsável, o bonitinho atentado ou o tarado?
metabolismo da criança funciona de dia. Então tínhamos que fazer um plano de filmagem
Eu era bem parecido com o Diogo na época do colégio (risos)!
onde a gente sempre priorizava as cenas do elenco infantil, independentemente de
qualquer coisa. Era um quebra-cabeça difícil.
Você é pai e conhece muitos outros. Existem muitos pais como o Diogo ou ele é
A maior parte do filme se passa em uma única noite. Que dificuldades isso trouxe
apenas uma caricatura?
para as filmagens?
Acho que muitos pais caem nessa rotina, em que o casamento esfria por causa do tempo,
filhos, falta de dinheiro e perspectiva. Você se afasta dos seus amigos. Mas isso não quer
dizer que você deixou de amar esses seus amigos e a sua família. O importante é achar
uma maneira de oxigenar essa rotina, deixá-la instigante. O filme levanta essa bandeira.
São vários os desafios de filmar uma história que se passa em uma única noite. E o
mais difícil nesse filme era manter a continuidade como um todo. Mas principalmente
a continuidade de figurino, de luz, das condições meteorológicas e de atuação. Nós
Filmar com crianças e animais sempre traz pesadelos aos produtores e diretores, filmamos durante seis semanas, quase tudo fora de ordem por causa de logística. E
pelos muitos imprevistos que podem acontecer no set. No seu primeiro filme um durante o filme inteiro os personagens passam por várias situações de ação onde o
dos protagonistas foi um cachorro e agora você encarou o desafio de filmar com figurino pega fogo, se rasga todo, se molha etc. Sem contar na escalada emocional
duas crianças. Quais os cuidados necessários?
de interpretação dos personagens do começo da noite até a alvorada do dia seguinte.
Filmar com ambos requerem um preparo e atenção especiais. Você não pode filmar
Para a gente não se perder, organização e ensaios foram fundamentais.
SUPERPAI 7
DM
por um tema que havia pensado originalmente para um
longa-metragem:
ELENCO
DANTON MELLO
Aos 10 anos, Danton Mello fez sua
estreia como o pequeno Cuca da
novela “A Gata Comeu” (1985). A
partir daí, o ator emendou trabalhos,
sempre recebendo diversos elogios do
público e da crítica. Foram mais de 30
produções para a televisão, incluindo
minisséries e seriados. Mineiro de
Passos, ganhou projeção no cinema
com “Benjamim” (2003), de Monique
Gardenberg, inspirado em romance
de Chico Buarque. Nos últimos anos,
estreou as comédias “Vai que Dá Certo”
e “O Concurso” e agora vive o pior pai
do mundo em “Superpai”.
SUPERPAI 8
DANTON MELLO
O Diogo tem atitudes muito questionáveis como pai. Qual sua opinião sobre ele?
Acho que muitos pais vão se identificar. Na verdade, não são atitudes questionáveis; ele é
um cara que pensa em outras coisas, um cara mais relaxado. Ele não é um pai ruim, ele é
um pai desatento! Sabe que tem a mulher por perto, então não se preocupa com em saber
qual é a alergia que o filho tem, entende? É um cara acomodado.
A gente tinha muitas cenas à noite, então tínhamos que lidar com o cansaço delas. Em
uma das vezes, tínhamos que gravar com o garoto que vive o Jaspion dentro de um carro
e ele não dava a fala nunca. Olhamos e ele estava dormindo, criança apaga, né?
Recentemente você estrelou ‘Vai que Dá Certo’ e ‘O Concurso’. É uma coincidência
ou você vem de fato buscando estrelar comédias?
O filme te remeteu a alguma situação enfrentada na paternidade? E você chegou a É uma coincidência! Foi engraçado: começou com o teatro, depois veio o seriado e então
o cinema. É muito gostoso e eu fico feliz porque nunca estudei! A minha escola é a vida,
conversar sobre o personagem com as suas filhas?
Não, não comentei com elas. Mas me lembrei de algumas coisas e umas delas era isso:
saber o remédio que elas tomam. Passei por isso muitas vezes! Elas vinham para a minha
casa ficar comigo e toda hora eu tinha que ligar para a mãe delas para saber estes detalhes
importantes: são quantas gotas mesmo? Quantos quilos ela tem mesmo (risos)? Quando
vi isso, falei: “Putz, não sou só eu!”. Conversando com amigos, percebi que muita gente
vai se identificar.
Como é contracenar com duas crianças? O fato de você ter começado a atuar
ainda na infância te ajuda a lidar com elas no set?
Comecei com a idade deles, mais novo até, e eu me lembro de ser muito bem cuidado.
Quando tem criança no set, tento cuidar como se fossem meus filhos, como se fosse eu
ali pequeno trabalhando. E são duas crianças lindas, o Pedro Amorim realmente acertou
muito. São duas crianças incríveis, fizeram muito bem os papéis.
As crianças criaram alguma situação inusitada no set?
cresci fazendo isso então tudo para mim é um aprendizado. É importante me tornar um
ator com um leque amplo, podendo fazer de drama à comédia e trabalhar com grandes
nomes, como o Lucio Mauro Filho, o Fabio Porchat e o Bruno Mazzeo. Fico atento a todos
para aprender e colocar tudo em prática nos meus trabalhos. De trabalhar com grandes
comediantes. Eu não me considero um comediante, sou um ator que faz comédia. Acho
que comediante tem o pensamento ágil, tem uma coisa que eu não tenho, o improviso.
Eu cresci respeitando o texto. Surgiram muitas coisas durante todas as comédias, mas
talvez uma coisa minha. Acho muito bacana estar vivendo esse momento.
Quais serão seus próximos trabalhos?
Acabei de lançar a segunda temporada do “Tá no Ar”, humorístico do Marcius Melhem e
do Marcelo Adnet. Depois de “Superpai”, lanço em abril “Esperança é a Última que Morre”,
outra comédia, do Calvito Leal. Tem alguns projetos de cinema também para rodar no
segundo semestre, mas nada fechado.
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DM
por um tema que havia pensado originalmente para um
longa-metragem:
ELENCO
ANTONIO TABET
Desde 1996, ainda como estudante de
Comunicação Social da UFRJ, Antonio
Tabet já se dedicava ao gênero que
o alçou ao sucesso. Junto a colegas,
ele criou uma coluna de humor que
se profissionalizou e deu origem a um
dos blogs mais acessados do país –
hoje com cerca de 500 mil visitantes
diários. O sucesso do “Kibe Loco” foi tão
grande que o humorista ficou conhecido
pela alcunha. Hoje, Tabet é um dos
fundadores e integrantes do canal “Porta
dos Fundos”, ao lado de Fabio Porchat
e Gregório Duvivier, que faz sucesso
com esquetes de comédia na internet.
Sua trajetória nos cinemas está apenas
começando, mas também é promissora:
este ano ele estreia “Superpai”
e se prepara para lançar mais quatro
longas-metragens antes do aguardado
filme do “Porta dos Fundos”.
SUPERPAI 10
ANTONIO TABET
Sua trajetória é curiosa: de publicitário, você se tornou blogueiro e redator,
passou a atuar em esquetes de humor e agora está iniciando carreira no cinema.
De que forma aconteceu essa transição? Você imaginava que a sua carreira
fosse tomar esse rumo?
O filme mostra diferentes tipos encontrados nas escolas: o nerd responsável, o
bonitinho festeiro e o tarado, por exemplo. Com qual deles você se identificou mais
ao lembrar da sua época de colégio? Que tipo de estudante você foi?
Foi muito natural. Eu já tinha feito teatro, mas a minha preferência pelos textos me tirava a
habilidades esportivas ou para me aproximar das garotas. Quando descobri que o humor
obrigação de estar nessa linha de frente. Uma vez, o (diretor) Ian SBF fez questão que eu
abriria essas portas, investi nele desde cedo.
Posso dizer que comecei Nando e terminei César. Era mais tímido, reservado e não tinha
atuasse em um dos quadros do “Porta dos Fundos” e o retorno dele e do público foram
Esse filme reuniu representantes de uma mesma geração de humoristas que
surgiram em iniciativas diferentes e bem-sucedidas como o ‘CQC’, o ‘Comédia
admiro. Atuar, para mim, não tem cara de ofício. Não bato ponto. É divertido! Fico feliz
MTV’ e, no seu caso, o ‘Kibe Loko’ e o ‘Porta dos Fundos’. Houve muita troca sobre
que tenha acontecido há pouco tempo porque consigo equilibrar com mais maturidade as
humor e trabalho no set?
muito bons. Continuei e gosto porque normalmente trabalho com pessoas queridas e que
consequências do êxito atuando.
Não trocamos ideias no set porque o ritmo às vezes não permite, exceto com a Dani
O que você achou da sua primeira experiência no cinema? É diferente de atuar Calabresa e o Danton, com quem convivi por mais tempo. Sempre fui fã especialmente
para internet?
deles dois. Aprendi muito com o Danton no set, um dos caras mais profissionais que já vi
Não muito. A diferença está em volta. Como no “Porta dos Fundos” nós praticamente
e ri tudo que podia com a Dani.
fazemos “cinema” para internet, a atuação não muda. O que muda é a estrutura, mas não
Quais seus próximos projetos para o cinema?
me senti intimidado em nenhum momento.
Como você define seu personagem, o César?
Devo aparecer em mais quatro longas antes do filme do “Porta”. Fiz participações em
“Divã a 2”, “Tamo Junto” e serei o vilão do policial “Boletim de Ocorrência”.
O César é aquele amigo escroto que todo mundo ama, mas de quem você nunca
vai ganhar um cartão de Natal porque ele acha que isso é coisa de babaca. Ele tem
sentimentos, mas esconde.
SUPERPAI 11
DM
por um tema que havia pensado originalmente para um
longa-metragem:
ELENCO
DANI CALABRESA
Grande representante feminina no
universo do humor, Daniella Maria
Giusti Adnet teve sua primeira aparição
no programa “Pânico na TV”, na Band,
e logo depois integrou o elenco do
humorístico “Sem Controle”, do SBT.
Em 2008, ela entrou na MTV e a
emissora foi responsável por alguns
de seus maiores sucessos, como o
“Furo MTV” e o “Comédia MTV”.
Recentemente, Dani voltou ao canal
de origem e integrou a bancada do
“CQC”; agora, se prepara para a estreia
do novo “Zorra Total”, repaginação do
humorístico da Rede Globo. Criada nos
palcos, ela agora se aventura pela sétima
arte e estreia três filmes este ano.
SUPERPAI 12
DANI CALABRESA
Como você se envolveu com o projeto ‘Superpai’?
Fui chamada e disse “sim” (risos)! Recebi um roteiro do
“Superpai” em março de 2013 e a ideia era começar a filmar
no fim do ano. Eu ria sozinha lendo o roteiro, mas sabia que
não poderia me comprometer porque eu já estava envolvida
com outra comedia chamada “A Esperança é a Ultima que
Morre”, para o fim de 2013. Aliás, o Danton estava no elenco!
Quando a gente terminou de filmar, o Danton me contou que
tinha sido chamado para fazer “Superpai” e me disse que o
diretor Pedro Amorim queria que eu participasse do filme. Aí
fiquei feliz porque vi que ele ainda não tinha sido feito e eu
poderia participar! Foi destino.
Que referências você usou para compor a Júlia?
No cinema rola uma criação coletiva porque primeiro recebi
o texto e vi que ela era porra louca e parecia ser um dos
meninos. Aí conversei com o diretor e as figurinistas e vi
que eles queriam que a Júlia tivesse um visual mais “dark”,
quase gótica (risos). Adorei interpretar uma personagem que
fala o quer, diz palavrão e se envolveu com a escola toda
na adolescência. Acho engraçado ela ir ao encontro tanto
tempo depois com um visual pesado, toda de preto e com
um certo mau humor (risos).
Quem você era na época da escola? A menina bonita,
a nerd, a tímida?
A mais tímida do mundo (risos)! Não conseguia dar “oi”
para as pessoas! Queria me esconder atrás da minha mãe e
morria de vergonha de chegar atrasada e ter que entrar na
sala de aula quando todo mundo já estava lá dentro. Sofria
muito por besteira. O teatro me libertou e me ajudou muito,
porque eu adorava criar situações divertidas para brincar
em casa com a minha irmã Fabi e a gente fazia várias cenas
para os meus pais. Sempre amei me maquiar, inventar
personagem e imitar as pessoas. Descobri na aula de teatro
que isso era bom.
Você mantém amizade com os amigos de escola?
Tenho amizade com alguns amigos da escola. Mas
como não moro mais em Santo André, a gente não se
encontra muito. Graças ao whatsapp mato as saudades
de vários amigos.
Como foi a experiência de trabalhar com o Danton, o
Tabet e o Thogun?
Foi uma delícia! Parecia que a gente tinha estudado juntos
no colégio (risos). A gente ria muito filmando, tinha acabado
de filmar com o Danton e a gente se deu super bem, ele é um
doce. Super tranquilo, profissional e um ator muito talentoso.
Já conhecia o Antonio Tabet, mas nunca tinha trabalhado
com ele. A gente teve muitos ataques de riso juntos, ele é
hilário e faz piada o tempo todo. A gente riu até fazendo
cena de “pegação”. O Thogun eu conheci nos ensaios do
“Superpai”, e ele é super aberto e carinhoso, todo mundo se
enturmou muito rápido. Foi realmente uma delícia participar
do “Superpai”!
Você acha que os homens estão mais participativos na
vida dos filhos ou ainda existem muitos Diogos por aí?
Existem os prestativos, mas existem vários Diogos. Que
são caras divertidos mas, sem a mulher por perto, perdem
a noção e não sabem nem onde tem papel higiênico na
própria casa (risos).
Como é a sua relação com o cinema, gosta do set? Já
tem outros projetos na área?
Estou amando fazer cinema! Entrei no teatro com cinco
anos, comecei a escrever texto de humor para personagem
e esquete em 2005, fiz stand up em 2006, entrei na TV em
2007 e em 2010 fiz minha primeira participação no cinema
num filme lindo da Bruna Lombardi e do Ricceli (“Onde
Está a Felicidade?”). Fiquei apaixonada por fazer cinema!
Filmamos de madrugada, dormimos de dia, mas é uma
experiência maravilhosa! Este ano vão estrear outros dois
filmes que participei, além de “Superpai”: “A Esperança é
a Última que Morre” com o Danton, Rodrigo Sant´Anna
e Katiuscia Canoro; e “Desculpe o Transtorno”, com os
queridos Gregório Duvivier e Clarice Falcão.
SUPERPAI 13
DM
por um tema que havia pensado originalmente para um
longa-metragem:
ELENCO
THOGUNTEIXEIRA
Com 40 filmes no currículo, entre
curtas e longas, o ator Thogun Teixeira
contabiliza 10 anos de carreira e
trabalhos com repercussão internacional.
Formado em direção e roteiro pela AICAcademia Internacional de Cinema,
iniciou a carreira no documentário “Fala
Tu”, com direção de Guilherme Coelho.
Em 2006, estreou na TV no elenco
principal da série “Filhos do Carnaval”,
com direção de Cao Hamburger, exibida
pela HBO. No cinema, atuou na franquia
“Tropa de Elite”, em “Bruna Surfistinha”
e “O Palhaço”, entre tantos outros. Agora
planeja se dedicar a carreira de rapper e
conquistar ainda mais espaço na mídia.
Em “Superpai”, ele é Nando, um homem
tímido e sensível que age como
anjo da guarda da galera.
SUPERPAI 14
THOGUN TEIXEIRA
Como surgiu o convite para participar do filme?
O convite foi feito pelo Pedro Amorim, que já queria trabalhar comigo no filme anterior dele, “Mato Sem Cachorro”,
mas não pude na época. Ele disse que me queria no filme para fazer uma personagem que é bem diferente de tudo
que eu já tinha feito, um “coxinha”! Perguntei o que era um “coxinha” e ele me explicou que era um cara sofisticado,
presidente de uma companhia e o cara mais rico do filme. Daí eu falei “Opa, vam’bora”.
E como foi ser dirigido pelo Pedro Amorim?
Trabalhar com o Pedro deu super certo porque ele é um cara focado, generoso com o ator, um cara que realmente
sabe dirigir, que constrói a personagem junto com o ator. Quando é desta forma fica bem mais fácil trabalhar, né?
O roteiro inicial era traduzido do modelo americano e o Pedro deixou a gente criar em cima dele. Tabet, eu e Dani
pudemos ajustar o roteiro e o filme à nossa identidade, mesmo que estivéssemos interpretando um personagem.
O “Superpai” realmente virou uma grande família. Até hoje o elenco continua junto, seja brincando, saindo para se
divertir ou trocando uma ideia.
Além de ator, você também é rapper, como estão os planos na área musical?
Agora todo mundo é MC, né? Então vou tentar conquistar mais ainda meu espaço. Mas estou focado em um projeto
pessoal, na pré-produção de um filme que deve ser lançado em 2016. Estamos entrando em contato com o elenco e
buscando investimento... Enquanto isso, estou me preparando para a adaptação do livro “O Escaravelho do Diabo”,
da Lúcia Machado, que chega aos cinemas ainda em 2015.
SUPERPAI 15
DM
por um tema que havia pensado originalmente para um
longa-metragem:
ELENCO
MÔNICA IOZZI
Formada em artes cênicas pela
Unicamp, Mônica Iozzi começou
sua carreira no teatro e ficou
nacionalmente conhecida em 2009,
ao vencer o concurso que escolheu
o oitavo integrante do programa
“CQC”, da Rede Bandeirantes. Em
2014, a atriz deixou o canal e migrou
para a Rede Globo, onde se tornou
repórter do “Big Brother Brasil 14”. No
mesmo ano, Mônica teve sua primeira
experiência no cinema ao participar
das gravações de “Superpai”.
Atualmente, a atriz integra o elenco
da telenovela “Alto Astral”, da Rede
Globo, com a personagem Scarlett.
SUPERPAI 16
MÔNICA IOZZI
Como surgiu o convite para participar do filme?
O Danilo Gentili, que é meu amigo, já tinha feito “Mato sem
Cachorro” com o Pedro e quando soube que ele estava
procurando o elenco para fazer parte de “Superpai”,
brincou: “Sabia que a Mônica é atriz?”. O Pedro gostou
da ideia e me mandou o roteiro. Eu adorei e aceitei o
convite para participar.
o personagem juntos, o que foi muito parecido com
meu trabalho no teatro, em que todo mundo dá palpite,
complementa o personagem do outro. Tudo que eu sugeri
para a Mariana o Pedrou aceitou, como a história de ser
viciada em calmantes. Afinal, para essa mulher aturar
o marido precisa ter alguma muleta, não é possível um
homem desses! O Pedro gostou da ideia e a Mariana virou
a mulher que passa o filme todo com gotas e comprimidos.
Foi o seu primeiro trabalho em cinema, o que achou
Como foi fazer parte deste elenco ao lado da Dani, do
da experiência?
Danton, do Thogun e do Tabet? Era um set divertido?
Fiquei apaixonada, quero fazer isso para o resto da minha
vida e já tenho outros dois filmes pela frente. Depois que
terminei “Superpai” fiz a “Comédia Divida”, dirigida pelo
Toni Venturi, que conta a história de uma jornalista que
vende a alma para o diabo para ficar famosa. E agora, no
final deste ano, já começo a trabalhar em um filme que
ainda não tem nome definido, mas que é baseado na
personagem do Angeli, a Mara Tara.
Como você se preparou para fazer a personagem?
Acho que existem muitas Marianas pelo mundo. No final
das contas, muitas mulheres acabam segurando a barra
de cuidar mais do filho, de leva-lo para a escola, de
pensar em remédio, etc. Poquíssimos pais são loucos,
inconsequentes e irresponsáveis como o Diogo, mas
ainda assim quem segura a barra são as mulheres. Por
isso não achei tão difícil encontrar exemplos próximos da
Mariana. Como o Pedro é muito aberto, a gente construiu
ELENCO
Eu e Dani já éramos muito amigas. O meu último ano
no “CQC” coincidiu com o primeiro ano dela, então já
tínhamos a experiência de trabalhar juntas. Mas como
as nossas personagens não contracenavam, a gente
infelizmente só se encontrou no set em dois dias de
gravação. Mas nesses dois dias nos divertimos muito.
Sem dúvidas, ela é a melhor comediante mulher do Brasil,
eu sou muito fã e estar com ela é sempre uma alegria.
O Thogun não é uma pessoa, é um evento! Quando ele
chega, você percebe que ele chegou. Não só pelo tamanho
dele, mas porque ele está sempre animado. Se não está
brincando, ele está cantando ou abraçando alguém.
Depois de “Superpai”, fizemos a “Comédia Divina” juntos
e foi mais uma vez uma maravilha trabalhar com ele. Já o
Kibe – que eu não consigo chamar de Antonio ou Tabet
– é um cara que sou fã desde que conheci seu trabalho
no “Porta dos Fundos”. Ele tem um humor que é muito
interessante porque faz tudo de uma maneira séria, nada
é escrachado, e justamente isso que o faz engraçado.
Ele e a Dani juntos são sensacionais. O Danton foi uma
alegria na minha vida. Era meu primeiro filme, ele sabia
que eu estava nervosa e foi muito companheiro, sempre
me deu muitas dicas. Ficamos amigos de verdade depois
das filmagens. Além dos quatro, o Luka, que faz o meu
filho, é a criança mais deliciosa do planeta. Eu falei para
ele “Quero ter um filho como você”.
Qual personagem você era na época da escola: a
garota bonita, a nerd, a tímida, a esportista?
Considerando os personagens do filme, eu me aproximava
mais do Diogo mesmo! Eu era bem “bagacerinha”. Queria
ser amiga de todo mundo, menos dos que sacaneavam
as pessoas. Todo menina quer ser a mais bonita da
escola, mas quando a gente não consegue apela para ser
a mais engraçada. Acho que Dani e eu compartilhamos
este sentimento. Eu sempre gostei muito de gente, de
me dar bem com as pessoas. Essa coisa de ser a mais
“bagaceirinha”, a que tinha menos pudores, me ajudou
muito na época da escola.
SUPERPAI 17
PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
RAFINHA BASTOS
Jornalista, comediante e ator, Rafinha Bastos ficou conhecido como
apresentador e repórter dos programas “CQC” e “A Liga”, e, atualmente, pela
apresentação do talk-show “Agora É Tarde”, exibidos pela TV Bandeirantes.
Como ator, participou de três temporadas da série “Mothern”, exibida pelo
GNT, e indicada ao International Emmy Awards 2007, na categoria Drama
Series. Por sua atuação como o personagem Marcelo, Rafinha Bastos
recebeu o troféu de Melhor Ator no prêmio Jovem Brasileiro. No cinema,
traz no currículo os longas “Copa de Elite” (2014) e “Mato Sem Cachorro”
(2013). Atuou no média-metragem feito para Internet “O Segredo do Molho”
(2014). Em 2013, lançou pelo canal FX “A Vida de Rafinha Bastos”, a terceira
série brasileira mais assistida do ano. Atualmente, desenvolve projetos de
cinema e televisão.
PAULINHO SERRA
Paulinho Serra foi diretor da companhia de humor “Deznecessários”, atuou
na novela “Duas Caras”, “Pânico na TV” e na MTV, mas ficou conhecido
na internet, com mais de 30 milhões de visualizações, com o personagem
Traficante Gay. O trabalho lhe rendeu o convite para atuar ao lado de Luiz
Fernando Guimarães e Fernanda Torres no longa “Os Normais 2”. Atualmente
está na TV com o seriado “Fredy e Lucy”, exibido no Multishow. No YouTube
possui o canal de humor “Amada Foca”. Além da participação em “Superpai”,
Paulinho também integra o elenco de dois longas que serão lançados ainda
no primeiro semestre de 2015: “Um Homem Só” e “Mundo Cão”.
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PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
DANILO GENTILI
Apresentador de TV e ator, Gentili é proveniente da comédia stand up e atua em
diversas áreas: é também publicitário, escritor, roteirista e cartunista. Lançada
em 2013, a comédia “Mato sem Cachorro” marca sua estreia no cinema.
Descoberto nos palcos de stand up, foi convidado para uma participação na
primeira temporada do programa “CQC”, da TV Bandeirantes, em 2008, onde
encarnou o Repórter Inexperiente. Transitou por diversos quadros da atração
e ganhou destaque por suas ousadas incursões ao Congresso Nacional.
Em 2011 assumiu o comando de seu programa solo, o “Agora é Tarde” e
alavancou a audiência da Band em 200%. Estreou em 2014 o programa
“The Noite com Danilo Gentili”, no SBT. Vice-líder isolado desde a estreia, o
programa atinge, por diversas vezes, o primeiro lugar no Ibope de São Paulo.
A série “Politicamente Incorreto” estreou em setembro de 2014, no canal FX,
e foi a primeira grande empreitada do humorista na TV por assinatura. Para
2015, Danilo Gentili lançará o livro “Guia Politicamente Incorreto do Humor
e está em pré-produção do filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”,
inspirado em seu livro homônimo.
NICOLE BAHLS
Formada em Jornalismo, Nicole Bahls nasceu em Londrina, em 15 de
novembro de 1985. Reconhecida por ter sido uma das assistentes do
programa “Pânico na TV” – que hoje é exibido pela Rede Bandeirantes como
“Pânico na Band” – Nicole já foi “Musa do Brasileirão”, concurso organizado
pelo “Globo Esporte” e pelo “Caldeirão do Huck”, representando o time
Paraná Esporte Clube. Ex-modelo da agência Ford, também ganhou, em
2010, o concurso de Musa do Verão por meio de uma votação no site Globo.
com. Participou do reality show “A Fazenda” e tem uma grife de roupas de
ginástica e diversos produtos licenciados com seu nome. Em 2013, retornou
ao “Pânico na Band”, onde realiza cobertura de eventos e festas, ao lado
dos humoristas da atração.
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PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
JULIANA DIDONE
Gaúcha, Juliana Didone tem 30 anos e se prepara para um ano com projetos no
cinema e nas TVs aberta e paga. Iniciou sua carreira como modelo, mas logo trilhou
seu caminho como atriz. Sua estreia na TV aconteceu aos 18 anos, em 2002, na novela
“Desejos de Mulher”, na TV Globo. Nela, fez a modelo Tati, que sofria de um distúrbio
alimentar. Entre 2003 e 2010, integrou o elenco das novelas “Mulheres Apaixonadas”,
“Malhação”, “O Profeta”, “Paraíso Tropical”, “Negócio da China”, “Passione” e “Aquele
Beijo”, todas da Rede Globo. Em 2013, Juliana participou de sua primeira novela na TV
Record, “Pecado Mortal”, de Carlos Lombardi, onde interpretou as gêmeas Maria Clara
e Leila Vergueiro. No mesmo ano, atuou na série “Surtadas na Yoga”, do GNT. No final
de 2014, integrou o elenco do especial “O Manual Prático da Melhor Idade”, exibido
pela Record e se prepara para estrear, em março, a próxima novela da emissora, “Os
Dez Mandamentos”. Em 2015, Juliana poderá ser vista na série “O Hipnotizador”, do
canal pago HBO. No cinema, a atriz participou dos longas “Colegas”, que levou o
Kikito de Melhor Filme no Festival de Gramado de 2012, e “Meu Passado Me Condena
– O Filme”, em 2013. No mesmo ano estreou no Festival de Cinema do Rio “Memória
Tangerina”, produção autoral de Dodô Azevedo.
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ROTEIRO | RICARDO TIEZZI | PEDRO AMORIM
Tramas envolvendo um grupo de amigos que se mete nas mais absurdas situações
tornaram-se praticamente um subgênero dentro do humor, desde longas como “O Clube
dos Cafajestes” (1978), “Porky’s” (1982), e “Curtindo a Vida Adoidado” (1986) ao sucesso
recente de franquias como “American Pie” e “Se Beber não Case”. A comédia “Superpai”
traz o sarcasmo e picardia presentes nestas comédias ao universo brasileiro, a partir de
uma recriação do roteiro original americano.
Tudo começou com o roteiro escrito por Benji Crosgrove e Corey Palmer, chamado
“Deadbeat Dad”. Devido ao humor politicamente incorreto, o longa-metragem, que seria
protagonizado por Jack Black, nunca saiu do papel nos EUA. David Gerson, um dos
produtores do filme, decidiu levar o projeto até a Universal Pictures International que
viu no Brasil um espaço para o lançamento do filme. Era a hora de juntar uma equipe à
altura do projeto.
Conhecido por seu trabalho em séries de TV e na comédia “Mato sem Cachorro”, Pedro
Amorim foi convidado para dirigir o longa-metragem e ajudar na adaptação do roteiro.
“Quando li o original americano, percebi logo de cara que o filme tinha potencial se fosse
bem adaptado”, lembra o diretor.
Fábio Danesi traduziu o roteiro, posteriormente reescrito por Camila Raffanti e Rafinha
Bastos – que também está no elenco da comédia. Ficou sob a responsabilidade de Pedro,
em parceria com Ricardo Tiezzi, construir cenas para unificar a história e transformar o
protagonista (Danton Mello) em um personagem mais carismático. Todas as ideias foram
coordenadas por Guilherme Keller, que assinou a supervisão do roteiro e é também um
dos produtores do filme.
“O maior desafio foi colocar uma mensagem por trás daquela história tão escrachada.
Mudamos o final, que prometia muito, mas não entregava. Isso mudou bastante a estrutura
do filme. A partir daí, sem perder aquele humor radical, conseguimos transformar o
protagonista em um cara com mais coração. Os valores familiares que o filme mostra
não existiam no original e foram todos inseridos na adaptação”, conta Tiezzi, que usou
filmes como “Superbad – É Hoje” (2007) e “Se Beber Não Case” (2009) como referências.
Assim foi construída a história de Diogo, um homem sem grandes perspectivas que leva
uma vida monótona ao lado da família, mas vê em uma festa a possibilidade de reviver
seus tempos áureos de colégio, quando era “o cara” da sua turma. Nomes como Antonio
Tabet, Dani Calabresa e Thogun Teixeira também compõem o elenco e ajudaram a criar
a história. “Os atores contribuíram muito na construção dos diálogos e na formulação
das piadas. Foi um processo bastante colaborativo”, conclui Pedro.
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PRODUCÃO | DISTRIBUIÇÃO
A Querosene Filmes é uma produtora de cinema que tem o objetivo
de criar, desenvolver e produzir projetos originais e comercialmente
competitivos. Características essenciais para que seus filmes possam,
além de conquistar espaço no mercado interno, participar do concorrido
mercado internacional. Para tanto, desde seu lançamento no final de
2009, a produtora vem estabelecendo parcerias através de coproduções
nacionais e internacionais. Com três filmes já finalizados e outros quatro
projetos em andamento, todos eles com parceiros estrangeiros e perfil
internacional, a Querosene pretende se posicionar no mercado como uma
produtora atenta não só a qualidade artística como também ao resultado
comercial alcançado por suas produções.
Divisão da Universal Studios e parte da NBC Universal, a Universal
é uma das empresas líder em desenvolvimento, produção e
comercialização de mídia, entretenimento e notícias em escala global.
Com valioso portfólio de notícias e entretenimento, a companhia
também opera em produções significativas na televisão e possui um
dos parques temáticos mais renomados em âmbito mundial. A NBC é
uma empresa da Comcast Corporation.
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