ASBEA
Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura
ANÁLISE DE MERCADO DE ANGOLA
Com foco em Serviços de Arquitetura e Setor da Construção
Elisenda Piñol
Inteligência de Mercado
São Paulo - Brasil
Junho - 2010
Copyright © 2010 ASBEA • Todos os direitos reservados
2
SUMÁRIO
1. Introdução
3
2. Perfil de Angola
3
3. Visão geral do mercado angolano
4
4. Facilidade de fazer negócios em Angola: panorama geral
6
5. Caracterização e oportunidades do setor de serviços de
arquitetura, engenharia e construção civil
8
6. Legislação para o exercício da arquitetura em Angola
13
7. Conclusões e perspectivas
14
8. Fontes de Pesquisa
15
ANEXO I - Empresas construtoras brasileiras em Angola
16
Contatos
17
3
1. Introdução
Este estudo tem como objetivo apresentar um panorama do mercado de construção
e de serviços de arquitetura em Angola e prospectar, assim, as oportunidades que
os escritórios de arquitetura do Brasil podem ter para desenvolver negócios.
Conhecer o panorama econômico geral do país, identificar os principais atores do
mercado, as formas de atuação e possíveis barreiras de entrada no mercado local
são pontos importantes desenvolvidos neste estudo com o objetivo de visualizar
oportunidades e identificar uma estratégia de atuação.
2. Perfil de Angola
Angola localiza-se na costa sudoeste da África, limitada ao Norte com a República
Democrática (RDC) do Congo e a República do Congo; ao Leste com Zâmbia e RDC
e ao Sul com a Namíbia. Angola ocupa uma área de 1,2 quilômetro quadrado.
A capital é Luanda e está localizada no noroeste do país. As principais cidades do
país são, além de Luanda, Benguela, Lubango, Huambo e Malange.
Figura 1 - Mapa de Angola
Fonte: www.icex.es
4
Dados Socioeconômicos1:
•
Moeda: Kuanza
•
Inflação estimada (2008): 13,2%
•
PIB estimado (2008): US$ 79,7 bilhões
•
Crescimento da economia estimado (2008): 13,2%
•
Renda per capita estimada (2008): US$ 4.490
•
População (2008): 18 milhões de habitantes
Principais destinos das exportações angolanas (2008)2: China (32,9%); Estados
Unidos (28,7%); França (6%); África do Sul (4,5%); Canadá (4,1%), Brasil (3,9%).
Total exportado (2008): US$ 61,825 milhões.
Principais países-destino das importações angolanas (2008)3: Portugal (17,1%);
China (15,2%); Estados Unidos (11%); Brasil (10,2%); República da Coréia (6,6%).
Total importado (2008): US$ 21,232 milhões.
3. Visão geral do mercado Angolano
Angola é rica em recursos naturais, especialmente petróleo, sendo responsável por
mais de 90% das exportações do país. Desde 2002 Angola vem buscando
reconstruir a sua infraestrutura, diversificar a base produtiva e, sobretudo, encarar os
imensos desafios de superação de um quadro social marcado pela pobreza e
desigualdade.
O investimento estrangeiro direto tem sido o motor da expansão econômica do país.
O governo angolano promove ativamente o investimento estrangeiro por meio da
Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP)4.
A ANIP indica a construção e serviços afins, o desenvolvimento e gestão de
infraestruturas, turismo e hotelaria, entre outros setores com mais atrativos para o
investidor estrangeiro.
1
Brazil Trade Net. www.braziltradenet.gov.br
Brazil Trade Net. www.braziltradenet.gov.br
Brazil Trade Net. www.braziltradenet.gov.br
4
http://investinangola.com/port
2
3
5
Em 2007, segundo a Unctad, o investimento direto estrangeiro correspondia a cerca
de 20% do PIB angolano5.
A partir de 2003, a política externa brasileira tem como foco a expansão das
relações com os países africanos. Nesse sentido, Angola se destaca acima dos
outros países, sendo o maior receptor de investimentos brasileiros no continente. O
Brasil responde por 10% do PIB angolano.
Hoje em dia, dezenas de empresas brasileiras atuam em Angola, especialmente na
área de recuperação de infraestrutura.
A Petrobrás e a Construtora Norberto Odebrecht são exemplos já clássicos que
exemplificam a contínua expansão dos negócios brasileiros nesse país. O primeiro
shopping de Angola, o “Belas Shopping” é administrado por uma empresa baiana. A
presença brasileira é tão destacada que levou à criação da Associação de
Empresários
e
Executivos
Brasileiros
em
Angola
(Aebran)6
que
integra
principalmente e cuida dos interesses dos seus associados no mercado angolano.
Para o aprofundamento político e econômico do relacionamento bilateral é preciso
que o Brasil considere que os Estados Unidos, a China e Portugal já são os
principais parceiros e competidores de e por Angola.
Os laços entre Angola e Portugal continuam fortes, mesmo com a ascensão desses
novos parceiros. Angola é o maior destino das exportações portuguesas fora da
Europa.
Muitas empresas portuguesas instalaram-se em Angola, como reflexo da
predominância lusitana os laços nas exportações de produtos de construção civil.
A China tem uma forte atuação no continente africano, e, particularmente em
Angola, abrindo linhas de financiamento e participando com investimentos em
infraestrutura.
5
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Oportunidades de Negócios em Serviços Brasil e Angola,
Outubro 2009 – www.mdic.gov.br
6
www.aebran.com; Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola
6
A longa trajetória de cooperação técnica entre Brasil e Angola permite que o Brasil
adote, como diferencial de sua política comercial, a combinação entre negócios e
soluções de desenvolvimento institucional e social não oferecida pelos Estados
Unidos e pela China.
4. Facilidade de fazer negócios em Angola: panorama geral
No último relatório do Doing Business 2010
7
publicado pelo Banco Mundial, na
África Subsaariana 29 das 46 economias introduziram reformas em 2008/2009,
implementando um total de 67. Seguindo a tendência dos anos anteriores, quase a
metade das reformas na região concentrou-se em tornar mais fácil iniciar um
negócio ou importar e exportar (ver Tabela 1).
Tabela 1 - Reformas em 2008/09 que tornaram mais fácil fazer negócios em
Angola
Abrir um
negócio
Lidar com
alvarás de
construção
Empregar
trabalhadores
Registro
da
propriedade
Obtenção
de
crédito
Proteção
de
investidores
Pagar
Impostos
Comércio
entre
fronteiras
Cumprir
contratos
PAÍS
África do Sul
√
Angola
√
Brasil
√
Moçambique
√
Namíbia
√
√
√
Fonte: Banco de dados de Doing Business 2010. www.doingbusiness.com
√
√
√
√
√
√
De um total de 183 economias analisadas no relatório Doing Business 2010, Angola
ocupa o 169º do ranking, sendo que melhorou só um lugar de 2009 para 2010 e sua
classificação fica atrás da África do Sul, Namíbia e Moçambique (ver Tabela 2).
7
O DOING BUSINESS oferece, desde 2004, uma medida quantitativa de regulamentações para iniciar um negócio, lidar com
alvarás de construção, empregar trabalhadores, registrar a propriedade, obter crédito, proteger investidores, pagar impostos,
para importar e exportar, cumprir contratos e fechar um negócio. www.doingbusiness.org.
Fechar
um
negócio
7
Tabela 2 - Classificação sobre a facilidade de fazer negócios
Economia
Classificação 2010
Classificação 2009
África do Sul
34
32
Namíbia
66
54
Brasil
129
135
Moçambique
135
140
Angola
169
170
Fonte: Banco de dados de Doing Business 2010. www.doingbusiness.com
Por outro lado, as afinidades linguísticas e culturais entre Brasil e Angola constituem
um facilitador de negócios, porém as empresas brasileiras devem sempre ter em
perspectiva que Angola é um país cuja ordem institucional e organizacional (setor
privado e sociedade civil) ainda está em construção.
Sob esse aspecto, Angola é muito menos desenvolvida do que o Brasil ou outros
países africanos como a África do Sul e a Namíbia. Assuntos como a transparência
no relacionamento entre o setor privado e o poder público, a burocracia, a
corrupção, a confiabilidade dos quadros executivos e técnicos locais, a ética de
trabalho em relação à mão de obra em geral, e outros aspectos relevantes para a
avaliação do risco de entrada e operação de empresa no mercado angolano, são
desfavoravelmente avaliados diante dos outros países em desenvolvimento mais
alinhados com os padrões vigentes em sociedades industriais avançadas.
Ao pequeno e médio empreendedor, é altamente recomendável um exaustivo
mapeamento dos riscos e oportunidades envolvidos. É indispensável um estudo e
ter conhecimento da legislação local, normas e regulamentos relativos à natureza do
negócio (inclusive eventuais restrições à contratação de quadros e mão de obra
brasileira), identificação de parceiro angolano com portfólio adequado, extrema
atenção na contratação e treinamento de quadros locais e outras diligências
normalmente aplicáveis à inserção em qualquer mercado estrangeiro.
Neste sentido, a Aebran como associação pode ser um bom ponto de apoio e auxílio
para o empresário brasileiro.
8
A associação representa um bom indicativo da importante presença de empresas
brasileiras e do volume total de negócios dos associados (mais de meio bilhão de
dólares anuais);
além da diversidade das áreas em que atuam tais como a
construção civil, consultoria de engenharia e projetos.
5. Caracterização e oportunidades do setor de serviços de arquitetura,
engenharia e construção civil
O peso do setor da construção civil sobre o total do PIB angolano é relativamente
pequeno: 4,1% em 2007. Porém, considerando o peso do setor petrolífero, que é de
60% do PIB, o dado é relevante. Contudo, o setor da construção civil se apresenta
como um dos setores-chave para a reconstrução do país.
O programa do governo angolano aponta como pontos-chave a reconstrução
econômica e social do país, a recuperação de infraestruturas e a construção,
principalmente moradias e as reformas destas.
Há três dezenas de operações de financiamento do BNDES8 para Angola. Cerca da
metade dos projetos é para financiar a construção de rodovias por construtoras
brasileiras como a Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.
Além disso, há também financiamentos para bens e serviços diversos como a
construção da Hidrelétrica de Capanga, centros de pesquisa e tecnologia, entre
outros9.
As afinidades linguísticas e culturais e a proximidade política entre os governos de
Angola e do Brasil (há vários projetos de cooperação técnica e econômica firmados)
são fatores que favorecem a implantação e atuação de empresas brasileiras no
mercado angolano.
8
9
Banco Nacional de Desenvolvimento; www.bndes.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Oportunidades de Negócios em Serviços Brasil e Angola,
Outubro 2009 – www.mdic.gov.br
9
Porém, Portugal tem uma presença difusa em todos os setores de serviços em
Angola com a vantagem de uma afinidade linguística e cultural e de um
conhecimento profundo da realidade institucional angolana. A presença de
empresas do setor imobiliário e de consultorias de engenharia e arquitetura é forte.
Muitas vezes as empresas portuguesas atuam em parceria com empresas de outros
países da União Europeia, mais capacitadas em termos financeiros e tecnológicos.
De fato, a conexão portuguesa pode se mostrar instrumental para estudos de
arquitetura brasileiros com foco no mercado angolano, e constituir parcerias.
Os chineses, no setor de serviços de engenharia e construção civil, vêm se colocado
com muita agressividade. Vale destacar que Angola já é o mais importante parceiro
comercial da China na África, à frente da Nigéria e da África do Sul.
A China tem entrado com força e ênfase no mercado angolano da construção. A
grande disponibilidade de crédito e a disposição das empresas deste país, aliadas à
prioridade atribuída pelo governo angolano à recuperação e expansão da
infraestrutura no prazo mais curto possível, têm fomentado que empreiteiras
chinesas tenham vencido várias licitações envolvendo obras de grande porte, em
parte à custa dos interesses das empreiteiras brasileiras.
Por isso, o apoio do BNDES e do Banco do Brasil se faz indispensável para que as
empreiteiras brasileiras possam vir a recuperar a competitividade diante da
concorrência chinesa, e continuar aproveitando a boa reputação que as empresas
brasileiras já têm em Angola, tanto pela excelência técnica como pelo investimento,
contratação e capacitação de mão de obra angolana, o que não acontece com as
empresas chinesas.
Em Angola, as compras governamentais, juntamente com as aquisições das
empresas paraestatais, constituem a maior parte do mercado de serviços angolano
de interesse para as empresas estrangeiras.
Angola, como o Brasil, não é signatária do acordo da OMC10 sobre compras
governamentais. Assim, o governo publica os editais de licitação na imprensa local
10
OMC – Organização Mundial de Comercio; www.wto.org
10
e internacional 15 a 90 dias antes da recepção das propostas. Os formulários
necessários para participar do processo licitatório são disponibilizados pelo órgão da
administração direta ou indireta diretamente afeito ao objeto da licitação mediante o
pagamento
de
uma
taxa
não
reembolsável.
As
propostas
devidamente
documentadas são encaminhadas para avaliação do órgão interessado após o
depósito de uma caução.
Na percepção de muitas empresas, os prazos entre a publicação das convocatórias
e o encerramento das inscrições são exíguos e informações técnicas relevantes
para a elaboração de propostas competitivas não são prontamente disponibilizadas
para o público em geral.
Porém, nesse aspecto, têm ocorrido progressos em virtude do aprimoramento da
legislação.
O Setor de Promoção Comercial da Embaixada (Secom) também disponibiliza e
comunica periodicamente as licitações e concursos internacionais publicados pelo
governo e por empresas angolanas.
As empresas brasileiras de serviços de grande envergadura financeira e
reconhecida competência técnica não têm tido dificuldades extraordinárias para
contratar com o governo de Angola, a despeito de todas as maquinações da
concorrência estrangeira.
No entanto, é recomendável que os escritórios de arquitetura façam parceria com
empresas angolanas, ou participem de consórcios ou joint ventures envolvendo
empresa brasileira ou estrangeira de grande porte (frequentemente empresa
portuguesa).
O Centro de Apoio Empresarial (CAE)11 oferece orientação às empresas que
querem encontrar fornecedores locais qualificados e empresas parceiras angolanas
facilitando os contatos apropriados.
11
Centro Apoio Empresarial – CAE; www.caeangola.com
11
Cabe destacar os processos internacionais de construção em Angola que envolvem
a participação de empresas contratantes multinacionais e que dividem a execução
de obras, como aconteceu no projeto “Torres Atlântico” (dois edifícios, um
residencial e outro de escritórios) finalizado em 2007. Esse projeto teve a
participação da empresa EDI Architecture Incorportaion, norte-americana, como
responsável pela arquitetura e design. Pelas atividades de engenharia e construção
foram responsáveis as empresas Frank África, da África do Sul, Soares da Costa, de
Portugal, e Turner Construction International, dos Estados Unidos.
Outra peculiaridade do mercado a registrar é a atuação de empresas que não têm
na construção o seu negócio principal e que, diante das características do mercado
angolano, responsabilizam-se diretamente pela obra. A rede internacional de hotéis
Le Meridien é um exemplo.
Entre os planos do governo angolano, até o ano 2012, está o de resolver, em parte,
os problemas habitacionais existentes no país, sobretudo em moradias destinadas
às classes de baixa renda.
O forte crescimento econômico de Angola após 2002 e os efeitos da crise provocada
pela queda do preço do petróleo, têm influenciado para que o governo priorize a
diversificação da economia do país, sendo que o setor imobiliário pode ter uma
importante contribuição. Segundo Luís Carvalho Lima, presidente da Associação dos
Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (Apemip), o mercado
imobiliário angolano está numa fase (como acontece por todo o mundo) em que a
habitação para as classes de renda mais baixa está em crescimento, o que pode ser
uma excelente oportunidade, destacando, neste sentido, o programa estratégico do
governo angolano de construir um milhão de habitações nos próximos anos para a
população menos favorecida economicamente12.
Além disso, destaca que devido à situação da economia mundial cabe atuar com
cautela também no mercado angolano já que igualmente tem se ressentido. Porém,
este mercado é uma oportunidade para os construtores.
12
www.construir.pt
12
Enquanto o segmento da construção destinada às rendas média-alta e alta está
devagar, e segundo vários experts no mercado imobiliário angolano o ritmo de
crescimento acelerado não vai voltar, para o diretor-geral da Colliers International
Angola13, Nuno Serrenho, os grandes players do imobiliário angolano vão ter de se
reposicionar para encontrar respostas para as novas necessidades porque o
segmento da construção cara esgotará em breve.
Alguns
dos
mais
importantes
empreendimentos
imobiliários
em
Luanda,
normalmente edifícios de vários pisos, são colocados à venda por preços que
ultrapassam o milhão de dólares, havendo casos de dois a três milhões por
apartamento. Mas as classes com maior capacidade aquisitiva em Angola são
minoria e, como consequência, a sua demanda tem um limite.
Outros segmentos vão exigir construções com outras características, outros padrões
de construção e outras faixas de investimento econômico.
A expansão do turismo em Angola abre mais um nicho de mercado para as
empresas brasileiras de construção civil, engenharia e arquitetura, haja vista a
necessidade de melhoramento de aeroportos, expansão da rede hoteleira, etc.
O governo de Angola aponta o desenvolvimento do turismo como um grande
potencial para gerar riquezas no país. Há um grande investimento em infraestrutura,
saúde, educação e formação profissional. A consequência disto é a criação de
condições
reais
para
o
desenvolvimento
do
turismo.
Angola precisa capacitar sua mão de obra para atender aos altos padrões
internacionais e pode aproveitar a vasta experiência brasileira para isso.
A cooperação institucional entre Brasil e Angola na área turística progride a passos
largos. Em agosto de 2008, veio ao Brasil uma missão angolana para conhecer as
políticas e programas desenvolvidos pelo governo brasileiro em turismo e hotelaria.
13
Colliers International Angola; http://colliers.com
13
O governo angolano pretende utilizar a experiência brasileira e firmar acordo de
cooperação técnica.
6. Legislação para o exercício da arquitetura em Angola
Existem muitos arquitetos estrangeiros em atividade em Angola em consequência da
falta de recursos humanos com experiência no setor de arquitetura.
A prática dos mesmos não é, a priori, proibida, mas todos os projetos de arquitetura
para aprovação exigem a participação de um arquiteto inscrito na Ordem dos
Arquitetos de Angola e, o profissional estrangeiro, para poder se inscrever na Ordem
deve,
teoricamente,
ter
20
anos
de
residência
fixada
em
Angola.
Por isso, é absolutamente imprescindível a necessidade de se estabelecer parcerias
locais e, em relação ao reconhecimento dos diplomas, não é problemático para o
angolano que estudou no Brasil, mas não para o arquiteto estrangeiro que estudou
fora.
14
7 - Conclusões e perspectivas
A reconstrução e expansão da infraestrutura do país e o crescimento urbano,
permitem enxergar extraordinárias oportunidades no setor de serviços relativos à
engenharia, construção civil e arquitetura.
Cabe salientar que a maioria dos empreendimentos construídos na cidade de
Luanda são ainda para segmentos de mercado de renda alta, porém há uma
infinidade de oportunidades nos outros segmentos socioeconômicos.
Para responder às necessidades e demanda dos outros estratos socioeconômicos,
os construtores e promotores imobiliários vão ter que se posicionar também para
esse tipo de segmento oferecendo soluções e projetos arquitetônicos alternativos, o
que abre uma oportunidade para os escritórios de arquitetura brasileiros.
Destaca-se também o potencial turístico de Angola. O desenvolvimento e aposta do
governo na expansão do turismo podem ser vistos como um novo nicho de mercado
para os profissionais de arquitetura, além de construção e engenharia, pela
necessidade de melhoramento de aeroportos, rede hoteleira e outra infraestrutura
turística.
A distância física entre o Brasil e Angola e as diferencias culturais podem apresentar
alguns impedimentos na hora de fazer negócios em Angola o que requer um esforço
empresarial e institucional para a superação. É importante o apoio governamental à
internacionalização de empresas para facilitar esses negócios.
Cabe considerar a crescente concorrência de países que estão de olho no mercado
angolano, como a China que está entrando no país com tecnologia.
A conveniência de parcerias com empresas privadas angolanas deve ser
considerada na estratégia de acesso a esse mercado e pode servir de suporte para
conhecer as características do mercado assim como aspectos específicos técnicos,
culturais e legais. Devido à presença e experiência de empresas portuguesas no
mercado angolano também é recomendável fazer parcerias ou participar de
consórcios com elas.
15
8. Fontes de Pesquisa
Aebran - Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola www.aebran.com
ANIP – Agência Nacional para Investimento Privado – http://investinangola.com/port
Angola Global - www.angolaglobal.net
Ango Noticias - www.angonoticias.com
Apex Brasil – www.apexbrasil.com.br
BDM Engenharia e Consultoria - www.bdm.co.ao; Contato: Arq. Thomaz Ramalho
Braziltradenet – www.braziltradenet.gov.br
Câmara de Comércio e Indústria Portugal – Angola - www.cciportugal-angola.pt
Embaixada de Brasil em Angola http://homepage.mac.com/mpassibarros/infoger.htm
ICEX – www.icex.es
Minfin - Ministério das Finanças de Angola - www.minfin.gv.ao
Ministério de Comercio de Angola - www.minco.gov.ao
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Oportunidades de
Negócios em Serviços Brasil e Angola, Outubro 2009 – www.mdic.gov.br
Portal Governo de Angola - www.angola-portal.ao
Portugal Digital – www.portugaldigital.com.br
Revista Construir – www.construir.pt
Vida Imobiliária – www.vidaimobiliaria.com
16
ANEXO I - Empresas construtoras brasileiras
Camargo Corrêa S. A. – Angola
E-mail: [email protected]
Leonardo Bastos
Mello Júnior Angola
E-mail: [email protected]; [email protected]
Engenheiro Klinger Peixoto – Diretor
Egesa Engenharia
Tel: (244) 928493024
Contato: Rogério Murici
E-mail: [email protected]; [email protected]
Andrade Gutierrez
Tel: (244) 222405394
E-mail: [email protected]
Marcos Alexandre Silva – Diretor Comercial
Odebrecht Angola
Rua Eng. Pedro de Castro Van-Dunem “Loy”, S/N
Parque Emp. Odebrecht Luanda Sul - Luanda Angola
Tel: (244) 222678452
Queiroz Galvão S. A. – Sucursal Angola
Tel: (244) 222 32 51 53; (244) 222 32 59 53; (244) 222 32 83 85
Contato: Antonio Luiz Lucas da Silva Ferreira – Diretor Comercial
E-mail: [email protected]
Metroeuropa Construção e Engenharia S.A.
Tel: (244) 222334059
E-mail: [email protected]
Contato: José Tertuliano
17
Contatos
Embaixada do Brasil em Luanda
Av. Presidente Houari Bouedienne, 132. Miramar - Luanda
Tel: (244) 222441307 / 20100526
E-mail: [email protected]
www.brasemb-luanda.org
Secom Setor de Promoção Comercial
Aline Sambo
E-mail: [email protected] / [email protected]
Embaixada da República de Angola em Brasília
SHIS QL 6 Conjunto 5 Casa 1
71620-055 - Brasília
Tel: (61) 32482999 / 32484489
Fax: (61) 32481567
E-mail: [email protected]
www.embaixadadeangola.com.br
Representação Comercial de Angola no Brasil em São Paulo
Rua Cincinato Braga, 37
Edifício António Huespe Conj. 11, 1° andar
01333-011 – São Paulo
Tel: (11) 35157828
Fax: (11) 35157830
E-mail: [email protected]
www.rcomercialangola.com.br
Aebran – Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola
E-mail: [email protected]
www.aebran.com
18
ANIP - Agência Nacional para o Investimento Privado
Rua Cerqueira Lukoki, Nº 25, 9º andar
Edifício do Ministério da Indústria
Luanda - Angola
www.anip.co.ao
CAE - Centro de Apoio Empresarial
Largo Infante Dom Henrique, nº 29, 3º Andar, Apart: 5
Marginal, Luanda
Tel: (244) 928 810 781 / 912 648 085
Contato em Angola: Eunice Matias
Email:[email protected]
www.caeangola.com
IPGUL - Instituto de Planejamento e Gestão Urbana de Luanda
Largo da Ingombota, nº.19,
Ingombota – Luanda
Tel: (244) 222 339 130 / 923 500 940
Fax: (244) 222 391 240
Arquiteto Helder José
Diretor Geral
Email : [email protected] / [email protected]
www.ipgul.gpl.gv.ao
Feiras em Angola
Salão Imobiliário de Angola (SIMA), 1º Edição 06 – 09 maio 2010.
A primeira edição do SIMA contou com mais de quatro mil metros quadrados
destinados a oportunidades de investimento, imobiliário residencial, turístico e
comercial.
A feira é organizada pela FIL – Feira Internacional de Luanda em estreita parceria
com a Apima – Associação dos Profissionais Imobiliários de Angola e com a AIP-
19
CE/FIL – Associação Industrial Portuguesa/Feira Internacional de Lisboa, está
organizando a 1ª Edição do SIMA.
Constroi Angola, Feira Internacional de Construção, Obras Públicas e Materiais.
8º Edição, 14 – 17 outubro 2010.
A feira Constroi é de periodicidade anual e junta no espaço da Feira Internacional de
Luanda (Filda) os potenciais empreendedores do ramo da construção civil do país,
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ANÁLISE DE MERCADO DE ANGOLA Com foco em