PÓS-GRADUAÇÃO – Gestão Eficaz de Obras e Projetos
Coordenador: Carlos Russo
Análise Econômica /
Orçamento e Controle de Custos
1
www.companhiadoscursos.com.br
Professor: Ibanês Paganella
Versão 2 - 2009
Contato: [email protected] – Tel.:(31)9234-2653 (24hs)
CURRÍCULO RESUMIDO DO PROFESSOR
Ibanês Paganella é Mestre em Administração Estratégica pela FEAD / MG, com especialização em Gestão
de Projetos pela FGV, é graduado em Ciências Econômicas pela FMU / SP.
Possui experiência de 15 anos em empresas nacionais e internacionais na área de custos e formação de
preços, gestão de projetos, gestão de suprimentos, elaboração de projetos, gestão financeira e gestão de
logística nos setores da construção civil e empreendimentos, mineração, setores industriais, de varejo,
agrícola e de serviços. Vivência internacional em países como Argentina, Chile, México e Venezuela na
elaboração e implantação de projetos, empreendimentos e na gestão e redução custos operacionais. Atua
fortemente na área de empreendedorismo.
Algumas empresa nas quais atuou e/ou atua: LIDER Construtora / Cirela Incorporações / ASA
Empreendimentos / Camargo Correa Cimentos / Cimentos Lafarge / Votorantin Cimentos e Celulose / ALL
Logística / Bimbo do Brasil/ / AMBEV / CVRD - Companhia Vale do Rio Doce / Pirelli Pneus / Blausiegel
Ind. Farmacêutica / Klabin Papéis/ / Grupo BRASIF / Grupo Sonae / Grupo Júlio Simões / Seven Boys
Alimentos / Unilever (HPC/Foods) / Aracruz Celulose / Localiza / Fidelys Valores / TACOM Tecnologia /
Niquini Transportes ,entre outras.
Professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação, ministrando as disciplina : Gestão de
custos e Formação de Preços / Gestão de Projetos / Gestão Financeira / Projetos de Investimentos /
Análise de Investimentos / Administração Financeira e Orçamentária Básica e Avançada / Matemática
Financeira / Custos Logísticos / Gestão de Transporte / Gestão logística / Orientação de trabalhos de
conclusão.
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EMENTA e BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
EMENTA:
Apresentar conceitos de orçamento: origem dos dados para composição unitária de custos,
sistemas de informações da obra e registro de indicadores de uso dos recursos físicos da empresa;
orçamento segundo a ABNT, orçamento executivo ou operacional, orçamento como simulação da
execução da obra; Sistemas de acompanhamento e controle do realizado: físico e financeiro;
Sistemas de controle de custos.
BIBLIOGRAFIA:
Dubois, Alex. Gestão de Custos e Formação de Preços. Editora Atlas.
GOLDMAN, P. Introdução ao Planejamento e Controle de Custos na Construção Civil. Editora PINI
MATTOS, Aldo Dórea. Como Preparar Orçamentos de Obras. Editora PINI
ROSS, S. WESTERFIELD, R.; JAFFE, J. Administração Financeira. Editora Atlas.
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Alinhamento Inicial
Como geralmente acontece o empreendimento:
Arquitetônico
Fundação
Land Bank
Estrutural
Hidráulico
Elétrico
Arquitetos
SPDA
Incêndio
Telefonia
Realiza por estimativa – Base Histórica
Projetistas /
Terceiros
1º Cotação com fornecedores no mercado
2º Consolidação das cotação e Negociação
Orçamentista
Engenheiro
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Diretores / Acionistas
Controladoria
Analise da Viabilidade (BDI)
x Mercado
Conceito Inicial
Você sabe calcular CUSTOS ?
Calma!!! NÃO é calculo, é conceito.
Se você entender os conceitos referentes a custos diretos, custos indiretos, custos fixos e
custos variáveis, você saberá fazer o custeio de qualquer empreendimento.
Depois é só entender o BDI / LDI = Benefícios e Despesas Indiretas / Lucratividade e
Despesas Indiretas – fácil, fácil...
Pronto!! Você encontrou o preço do seu empreendimento.
Preço = Custos Diretos + BDI
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Conceitos Iniciais
6
Conceito Inicial
Custos x Preço
Custos = Valor de todos os recursos consumidos
Valor de mercado = Preço + X
Mercado
Mercado demandante: terá a comodidade e tranquilidade de iniciar por
Custo + Lucro = Preço
Mercado ofertante: você provavelmente irá iniciar por
Preço – custos = Lucro
7
Conceito Inicial
Como chegar ao custeio principal – analítico e ao preço do empreendimento:
Dimensionar - Caso você mesmo faça o dimensionamento, deverá utilizar o que você
aprendeu na graduação ou ainda ter o TCPO como base de referência.
Cotar – Realizar duas ou mais cotações de fornecedores do mercado.
Questionar – Você mesmo ou sobre o resultado e/ou a sua gerência/diretoria sobre os
valores e suas alocações – principalmente no que se refere ao custo indireto.
No custo direto você deve questionar o projetista se “por ventura” não foi colocada uma
“gordurinha” no cálculo do dimensionamento.
Mercado – Porque será!!!
Seu diferencial como profissional:
profissional:
Analisar - O custo de uma forma diferente, incluindo os custos com processos e analisar
detalhadamente a produtividade ou perdas de cada fase do empreendimento.
Estar BEM informado - Quem detém a informação detém o poder.
8
Conceito Inicial
Impacto Direto
A elaboração da orçamentação, do custeio total e do BDI, bem como
sua gestão eficiente ao longo da realização do empreendimento, irá
afetar diretamente a gestão financeira do empreendimento assim
como o seu final/resultado esperado.
Iremos analisar na disciplina de Gestão Financeira do Empreendimento, em outra
oportunidade, bem como a viabilidade financeira do mesmo; porém o nosso custo...
9
Conceitos Financeiros
10
Conceito Financeiro
Modelo básico do fluxo de caixa de uma construtora ou do empreendimento, onde podemos
analisar o resultado de cada negócio isoladamente.
E os custos, onde estão ?
FLUXO DE CAIXA DA EMPRESA
FLUXO DE CAIXA
2008
2009
2010
2011
2012
Total
Anual
Resultado Operacional
Receita Bruta
Impostos Indiretos
6.788.754
(581.826)
7.218.141
(618.315)
7.674.872
(657.115)
8.160.700
(698.371)
8.677.487
(742.242)
38.519.954
(3.297.868)
7.703.991
(659.574)
Receita Líquida
6.206.928
6.599.826
7.017.758
7.462.329
7.935.246
35.222.086
7.044.417
(1.412.444)
(2.122.821)
(654.625)
(467.225)
(4.657.115)
(1.530.563)
(2.254.767)
(714.809)
(490.697)
(4.990.835)
(1.625.302)
(2.400.952)
(779.813)
(515.541)
(5.321.607)
(1.727.447)
(2.550.265)
(850.767)
(542.130)
(5.670.609)
(1.835.154)
(2.717.430)
(928.217)
(570.599)
(6.051.402)
(8.130.910)
(12.046.235)
(3.928.231)
(2.586.192)
(28.715.438)
(1.626.182)
(2.409.247)
(785.646)
(517.238)
(5.743.088)
1.549.813
1.608.990
1.696.151
1.791.720
1.883.844
6.506.647
1.301.329
(1.038.188)
(114.494)
731.162
(66.974)
(4.168.424)
(548.471)
1.789.753
(1.357.389)
(833.685)
(109.694)
357.951
(271.478)
(108.546)
548.471
(21.709)
109.694
Custos Diretos - Fixos
Custos Diretos - Variáveis
Custos Indiretos
Despesas Fixas e Variáveis
Total dos Custos
EBITDA
Resultado não Operacional
Amortização da Dívida
Depreciação
EBIT
Juros da Dívida
Base de IR/CSS ajustada -30%
IR/CSSL
(+) Depreciação
Resultado Final
11
Sobre
(651.604)
(108.494)
789.715
(453.559)
(23.713)
108.494
444.651
(732.077)
(108.494)
768.419
(373.085)
9.984
(3.395)
108.494
500.433
(822.489)
(108.494)
765.168
(282.674)
55.407
(18.838)
108.494
572.150
(924.066)
(108.494)
759.159
(181.097)
105.669
148.194
(35.927)
108.494
(50.386)
114.494
650.630
728.296
872.289
174.458
R. Liquida
18,47%
2,48%
Conceito Financeiro
Receita Bruta = Preço médio da unidade x Quantidade de unidades comercializadas
Impostos Diretos = Impostos que impactam diretamente a receita bruta tais como:
ICMS/ PIS/ COFINS/
ISSQN/ Simples/ IPI)
Receita Líquida = Receita Bruta – Impostos diretos, o que sobra para cobrir os gastos;
Custos Diretos do empreendimento = Gastos dedicados do empreendimento, podendo ser fixos ou
variáveis, dependendo do projeto. Ex.: pessoal, e.elétrica, água, aluguéis, combustível etc.
Custos Indiretos I do empreendimento = Gastos compartilhados do projeto, mas que não estão
totalmente dedicados ao projeto. Ex.: engenheiro que compartilha responsabilidades com outro projeto.
Custos Indiretos II – Refere-se ao overhead da construtora/empresa e pode estar acima do EBITDA
quando o objetivo for de remuneração do corporativo.
EBITDA = (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) ou Lucro Antes dos Juros,
Impostos sobre o Lucro, Depreciação e Amortização. - (Resultado Operacional do Projeto)
Resultados Financeiros (Resultado não operacional)
Depreciações = Conta contábil para fina de abatimento do IR/CSSL
Receitas Financeiras = Originadas de fontes não rotineiras de receitas do empreendimento. Ex.: Juros,
multas, venda esporádica de algo que não seja o negócio do empreendimento
Saídas Financeiras = Originadas de pagamentos financeiros, tais como juros, multas, amortização, taxas etc.
LAIR = Lucro antes do Imposto de Renda (O sócio/ Leão/ Lad...)
IR/ CSSL = Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro
LL = Tão sonhado Lucro Liquido ( UFFFFA!!!)
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Terminologias Contábeis
Algumas das terminologias mais usuais:
• Gastos: sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço
qualquer
• Investimento: gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuros
períodos
• Custos: gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços
• Despesas: bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas
• Desembolso: pagamento do bem ou serviço
• Perda: bem ou serviço consumido de forma anormal (Ex.: inundação, incêndio)
• Desperdício: é o gasto excedente pelo mal aproveitamento dos recursos
• Depreciação: Vida útil do bem ou ativo
Custo x Despesas x Investimento x Perda x Desperdício
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Definição dos Custos
14
Conceito Básico
Custos... Afinal, o que é isto?
15
Definição de Custos
São essencialmente medidas monetárias dos
sacrifícios com os quais uma organização tem
que arcar, a fim de atingir seus objetivos
Ou todos os recursos consumidos que
geraram gastos.
16
Razões da Gestão de Custos
17
•
Determinação do lucro: Conhecendo o detalhamento dos seus custos, você
consegue definir com segurança o seu lucro.
•
Controle dos gastos: Controle e gestão detalhada dos gastos ocorridos na
construtora, no empreendimento e no seu negócio, através das comparações
entre previsto e realizado.
•
Tomada de decisões: No que diz respeito ao empreendimento e até mesmo a
continuidade da empresa (o que, quanto, como, onde e quando construir, qual
preço do serviço ou do empreendimento, escolha entre realizar o
empreendimento por conta própria ou terceirizar).
Definições de Custos
Classificação em Relação ao EMPREENDIMENTO
•
Custos Diretos: diretamente incluídos no cálculo do empreendimento e estão somente
dedicados a este empreendimento.
Ex.: Insumos diretos, mão-de-obra direta, perfeitamente mensuráveis de maneira objetiva.
CD = Quantidade Utilizada x Custo Unitário
•
Custos Indiretos: necessitam de algum cálculo para serem distribuídos ou
identificados no empreendimento.
Ex.: Equipe técnica (engenheiros/ mestres/ encarregados), equipe de apoio (almoxarifado, apontador), equipe de suporte,
contas gerais da obra (mobilização/ desmobilização do canteiro/ taxas e emolumentos, entre outras).
CI = Total dos custos não diretos
Custo total ou utilização ou...
CUSTO TOTAL DA EMPRESA = CUSTO DIRETO DOS EMPREENDIMENTOS + CUSTOS
INDIRETOS que estão dentro do empreendimento ou no Corporativo
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Autor: Dubois, Alexy
Classificação dos Custos
Classificação em Relação ao Volume de Produção
•
Custos Fixos: os valores são os mesmos, qualquer que seja o volume construído.
Ex.: Locação de equipamentos/ Mestre de Obras/ Engenheiro/ E. Elétrica etc.
$
Valor
Quantidade
Produzida
Custos Fixos
•
Custos Variáveis: os valores se alteram em função do volume construído.
Ex.: Tijolo/ Areia/ Horas extras/ E.Elétrica...
$
Valor
Obs.: Várias contas estarão repetidas
Quantidade
Produzida
Custos Variáveis
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Autor: Dubois, Alexy
Classificação dos Custos
E ainda:
•
Custos Mistos: são aqueles que variam em função da produção, possuindo também a
sua parcela de fixo.
Ex.: Energia elétrica da betoneira / Aluguel de máquina fixo + hora / salário mais prêmio de produção.
Custo Total = CF + CV
(podendo ser Direto ou Indireto)
$
Valor
Custo Total
Custo Fixo
Custo Variável
QTD
20
Autor: Dubois, Alexy
Custo Unitário
Custo Unitário (Cu)
•
Custo Unitário: É obtido dividindo-se o Custo total do item dividido pela QTD total (Cu).
Cu = CT / Qtd
Ex. Cu do Cimento (Kg) = R$ 23,00 (custo do saco) = R$ 0,46 por Kg
50 Kg
21
Autor: Dubois, Alexy
Síntese dos Custos
1) Custo Direto da Obra + Custo Indireto (Rateio) = Custo Total
Será alocado no BDI
Cuidado com os conceitos
2) Custo Direto da Obra + BDI = Preço de Venda
22
Autor: Dubois, Alexy
Classificação de Despesas
Despesas: São gastos que a empresa apresenta para usufruir de algum rendimento, como,
por exemplo, na área de vendas. Atenção: pode ser próprio ou terceirizado.
• Fixas: Gastos relacionados à administração de vendas
Ex.: Aluguel / seguro / IPTU
• Variáveis: Gastos gerados em função do volume de vendas
Ex. : Comissões/ bonificações/ frete de entrega. Outro exemplo é a despesa financeira com Amortização/
Juros/ duplicatas.
Pergunta:
Despesa com Marketing – ela é fixa ou variável ?
Onde estão classificadas as despesas (BDI)?
23
Autor: Dubois, Alexy
Orçamentação e Gestão
24
Custo do serviço
contratado
Seleção,
negociação e
contratação dos
empreiteiros
Elaboração
do
orçamento
final
Mão-de-obra
valor definitivo
Programação da compra de
recursos onerosos
Engenheiro
Autoriza;cão para
pagamento
Obra
Alocação de
custos à
atividades e a
objetos de
custos
Custo de
atividades e
produtos
Geração de
indicadores para
controle de
custos
Evolução física
da obra (formal)
Desempenho
global do
empreendimento
Composições
unitárias
Eficiência na
realização dos
processos
Avaliação da produção
Pagamentos de
empreiteiros
25
Lançamento
dos Gastos no
Plano de Contas
Realização de
compras de
materiais
Agência
Financiadora
Proposta
financiamento
Custos alocados
no PC
Autorização
para compra
Forma contratada de liberação
dos pagamentos
Obra
Emissão da OC
materiais simples
Orçamento
consolidado
Codificação dos gastos
pelo plano de contas
Deliberação sobre
a compra de
materiais caros
Codificação dos gastos
pelo plano de contas
Diretoria
Departamento
Financeiro
Elaboração do
Cronograma
FísicoFinanceiro
Empreiteiros da Obra
Programa de liberação de
recursos ou contra-proposta
Contra-proposta
para contratação
Informações de
geradores de custo
consumo de material
Valor orçado
pelo empreiteiro
Materiais:
custo orçado
Orçamentista
Disponibilidade
de recursos
Mão-de-obra
orçada
Empreiteiro
Orçamentista
Diretoria
Engenheiro
Planejamento
Orçamento
• Nível de detalhamento variável
• Diferentes formas de modelagem (critérios de apropriação)
• Influência da incerteza e variabilidade:
– Grau de definição do produto
– Condições locais: sub-solo, mercado etc.
– Variabilidade no processo (produtividade, duração)
26
Modelagem dos Custos – Nível de detalhamento
Un.
Programa de
necessidades
por aluno, por leito, etc.
Espaço
Elemento
por m2, por m3
por elemento
funcional
Serviço
Projeto
detalhado
Processo ou Operação
Recursos
27
materiais
m.o., etc.
O que é gestão de custos e orçamento
A gestão de custos e viabilidade econômica engloba várias fases:
1) Orçamento, que pode ser:
a) Estimativa
b) Orçamento Preliminar
c) Orçamento analítico ou detalhado
2) Precificação do empreendimento
3) Análise de viabilidade econômica
a) Operação do canteiro
b) Terraplanagem/construção
4) Operacionalização (logística)
5) Acompanhamento e controle dos custos
a) Contabilização dos gastos
6) Fechamento do resultado
28
Gestão tradicional x Gestão em sistemas de produção flexíveis
Gestão Tradicional
o Produção de um orçamento tão precisa quanto possível
o Execução da obra dentro dos parâmetros estabelecidos
Gestão em sistemas de produção flexível
o Custo
é
definido
a
partir
da
definição
gradual
do
produto
(empreendimento) e do processo (construção).
o Trade offs de custos devem ser avaliados constantemente; o que
importa é o resultado final.
Visão sistêmica da cadeia de valor no decorrer da gestão de custos.
29
Atributos do Orçamento
A composição de custos NÃO é uma fria composição de números tirada de um
manual. Por mais que seja rígida na orçamentação, ela deve retratar a
realidade do projeto. Por se tratar de um estudo realizado com antecedência,
haverá sempre margem para incerteza.
Analisaremos os atributos por Aproximação, Especificidade e Temporalidade
Aproximação
Atenção os perfeccionistas ou detalhistas:
detalhistas Todo orçamento é aproximado.
O orçamentista sabe que não irá acertar o valor em cheio do orçamento, mas
sabe que deverá ficar próximo do calculado ou, pelo menos, abaixo.
30
Atributos do Orçamento
Custos com Mão-de-obra
Produtividade: quando se admite um pedreiro, você deve estimar a
produtividade para que possa ser calculado o custo mais aproximado da
sua obra. Ex.: Um pedreiro gasta 1h para fazer 1m2 de alvenaria de boco
cerâmico; através desta informação será calculado o custo.
Salário base (sindicato) ou maior + encargos sociais e trabalhistas +
benefícios – O percentual que incide sobre o custo de MDO, levará em
conta as premissas de incidência de acidente, demissões, faltas
justificadas, entre outros. Quanto? Veremos logo a seguir.
31
Atributos do Orçamento
Custo com Materiais
Preço dos Insumos: Dependerá muito da negociação da área de suprimentos ou de você
mesmo, porém você não tem a garantia que o CUSTO dos insumos continuará até o final
da obra, tem? Resposta: Depende.
Impostos: Os impostos irão impactar o preço do seu empreendimento, bem como os
impostos embutidos nos materiais irão impactar o custo da obra. Ex.: ICMS ou ISSQN.
Perda: O percentual de perda e desperdício é arbitrado para cada insumo. Se você estimar
uma perda baixa demais o seu orçamento pode estourar no final da obra e seu lucro, caso
o risco não cubra, pode ir para o lixo. E se você considerar a mais que a base histórica ou
dimensionada?
Reaproveitamento: Consiste na quantidade de vezes que o insumo pode ser reutilizado. E,
então, como considerar este valor na próxima obra ou nesta mesma, se o material já foi
utilizado pela obra anterior?
32
Atributos do Orçamento
Custos com Equipamentos
Custo hora: Este custo irá depender dos parâmetros de cálculo, como a vida
útil do equipamento, sendo que este mesmo parâmetro irá influenciar no
custo de manutenção e operação do mesmo.
Ex. Uma escavadeira que custa R$ 450.000,00.
Qual é o seu custo hora do imobilizado? E o seu custo de manutenção hora, qual
seria?
Que informação você precisa para responder estas perguntas?
Produtividade: quando se assumi que a escavadeira irá escavar 50m3 por
hora há uma incerteza, porém esta produtividade irá influenciar no custo por
1m3 escavado. Dependerá da disponibilidade mecânica, coeficiente de
utilização e empolamento. Quanta incerteza!
Custos Variáveis: quais seriam?
33
Atributos do Orçamento
Custos Indiretos
Pessoal: Salários + encargos + benefícios com equipe administrativa e
equipe de apoio.
Despesas gerais: Contas de água, energia elétrica, telefone, carro locado,
equipamentos locados, seguro, frete etc.
Imprevistos: É preciso prever um adicional para gastos extras. Ex.: retrabalho
por causa da chuva, por falta de qualidade, entre outros. Quanto?
34
Atributos do Orçamento
Especificidade
Os custos das obras serão impactados conforme:
Empresa: O orçamento será impactado diretamente pela política da empresa,
quantidade de coordenação, quantidade de veículos disponibilizados para o canteiro
de obra, grau de terceirização das obras, necessidade de empréstimos entre outros.
Condições locais: Clima, relevo, vegetação, profundidade do lençol, acesso aos
fornecedores e matéria-prima, entre outros.
Temporalidade
O custo da obra será diretamente influenciada pelo seu temo de duração.
35
Flutuação do preço dos insumos ao longo do tempo
Alteração de impostos e encargos sociais
Evolução dos métodos construtivos
Cenários financeiros
Condições meteorológicas
Atributos do Orçamento
Considerações
Orçamento possuirá um nível de detalhamento variável
Diferentes formas de modelagem
Influência da incerteza e variabilidade
Grau de definição do produto
Condições locais da obra
Variabilidade do processo
36
Etapas do Orçamento
37
Etapas do Orçamento
1) Leitura e interpretação do projeto e especificação técnica
As obras, na sua grande maioria, têm uma série de plantas preparadas pelos projetistas.
São projetos arquitetônicos de calculo estrutural, instalação elétrica, hidrossanitárias, gás,
incêndio, paisagismo etc.
2) Leitura e interpretação do edital
O edital é o documento que rege a licitação e que define as regras do projeto.
3) Visita Técnica
A vista técnica ao local da obra deve ser feita, obrigatoriamente, para que o orçamento
tenha sucesso, quando, possivelmente, deverão ser analisados locais de acesso,
localização da obra, terreno de circulação etc.
4) Identificação dos serviços
Devem-se analisar todos os serviços que estão inclusos na sua elaboração.
38
Etapas do Orçamento
5) Levantamento quantitativo de serviços
Cada serviço identificado precisa ser quantificado. O levantamento é uma das principais
atribuições do orçamentista, caso o projetista não o forneça.
6) Discriminação dos custos diretos (está dentro)
São aqueles que estão diretamente associados aos serviços de campo, ou seja, o custo
orçado dos serviços levantados.
A composição do custo tem a seguinte origem:
a) Custos Unitários: definir o custo unitário de cada item com base na mensuração
feita. Ex.: Kg de ferro, m3 de concreto, unidade de tijolos etc.
b) Custo por verba: quando o serviço não pode ser traduzido em unidades
mensuráveis. Ex.: Paisagismo, terceirização da fase, sinalização etc.
Fonte: A empresa pode usar composições de custos próprias ou usar como referência o TCPO – Pini.
39
Etapas do Orçamento
7) Discriminação dos custos Indiretos (está fora)
São custos que não estão diretamente associados aos custos da obra, ou seja, é todo custo
que necessita de um forma de RATEIO para ser identificado.
Exemplos:
Equipe técnica (engenheiros/mestres/encarregados)
Equipe de apoio (almoxarifado/apontador)
Equipe de suporte (secretária/vigia)
Contas
gerais
da
obra
emolumentos, entre outras).
40
(mobilização/desmobilização
do
canteiro/taxas
e
Etapas do Orçamento
8) Cotação de preços
Coleta de preço no mercado local (ou não) dos insumos da obra, tanto dos custos diretos
quanto dos indiretos.
9) Definição dos custos de Mão-de-obra
Deve ter como base os salários locais acordados com os sindicatos, mais os encargos
sociais e benéficos para cada função. Importante: Cuidado com a produtividade mesmo
que ela não seja aparente.
10) Definição da Lucratividade
Com base na expectativa dos acionistas, este item levará em conta o mercado no qual o
empreendimento está inserido.
41
Etapas do Orçamento
11) BDI / LDI
Benefícios e despesas indiretas ou Lucratividade e despesas indiretas: refere-se a uma
taxa adicional ao custo DIRETO de uma obra para cobrir as despesas indiretas que o
construtor tem, mais o risco do empreendimento, as despesas financeiras incorridas,
os tributos incidentes na operação e eventuais despesas de comercialização. O lucro
do empreendedor e o seu resultado são frutos de uma operação matemática baseada
em dados objetivos envolvidos em cada obra.
42
Estudo das
condicionantes
Etapas do Orçamento
Edital
Projeto
Especificações
Visita técnica
Fechamento do
orçamento
Composição de custos
Identificação dos serviços
43
Levantamento de quantitativo
Custo direto
encargos
Custo indireto
Cotação de preços
encargos
Cotação de preços
Composições de custos
Lucro
Impostos
Preço de venda
BDI
Grau de Detalhamento
44
Grau de Detalhamento
• Estimativa de Custo
• Orçamento Preliminar
• Orçamento Analítico ou Detalhado
• Orçamento Operacional
45
Estimativa de Custos – Avaliação por m2
Estimativa de Custos
Usada quando não existe projeto detalhado ou para se ter uma noção do valor a ser
gasto no empreendimento.
Fontes destes valores:
– Valores históricos da empresa
– Comparação com custos similares
– Índices de custo por m2
•
46
Fonte pode ser utilizada – (CUB/ m2) Custo unitário Básico
CUB - Custo Unitário Básico
• Representa o custo da construção por m2 de cada um dos padrões de
imóvel estabelecidos.
• CUB é calculado com base na NBR 12.721:2006 que define projetospadrão como:
“Projetos selecionados para representar os diferentes tipos de edificações, que
são usualmente objeto de incorporação para construção em condomínio e
conjunto de edificações, definidos por suas características principais:
a) número de pavimentos;
b) número de dependências por unidade;
c) áreas equivalentes à área de custo padrão privativas das unidades autônomas;
d) padrão de acabamento da construção;
e) número total de unidades”.
CUB – Indica o valor
Índice CUB – indica a variação
47
CUB – Sinduscon do seu estado
Jan/2009
48
CUB – Sinduscon do seu estado
Jan/2009
49
Estimativa de custos: fatores a considerar
50
•
Itens incluídos no indicador
•
Padrão da edificação
•
Tipologia da edificação
•
Duração da obra
•
Critérios para medição de áreas
•
Tecnologia construtiva utilizada
•
Outros
Estimativa por etapa
Os índices serão apenas referenciais de mercado. Abaixo, exemplo de
uma edificação residencial de 2.400 m2 de área construída, o valor
estimado do custo por etapa.
Fonte: Construção e Mercado/ 2006
51
Estimativa de custo por etapa de obra ou por grandes elementos
Elem entos
Participação (% )
Instalaçõe s do canteiro
Instalaçõe s
25
P lanos horizontais
30
P lanos verticais
40
G ran d e s E lem e n to s
Pa rt %
1 . Se rv iç os inic ia is
3 ,60 %
2 . F und aç õe s
0 ,73 %
3 . Su per - es tr utur a
27 ,39 %
4 . Ve da ç ões v e rtic ais
4 ,15 %
5 . Es q uad rias
4 ,90 %
6 . Ins t. hid ro -s a nit ár ia s
5 ,36 %
O u tro s ...
T ot al do C us to D ire to
52
5
10 0,0 0%
Orçamento por grandes elementos
•
Calcula-se o custo de alguns grandes elementos da obra a partir de
indicadores de consumo.
– Por exemplo: volume de concreto por m2
•
A partir de macro-indicadores de custo (por exemplo, custo do concreto
por m3), calcula-se o custo total do elemento.
•
Com base na participação percentual dos grandes itens (dados históricos),
faz-se uma estimativa global do custo da obra.
53
Exemplo de macro-índice
Iconc (m3/m²)
Volume de concreto por m2
0,30
0,20
0,10
0,00
Convencional
Pré-Laje
Máximo
0,20
0,13
Mínimo
0,10
0,03
Média
0,15
0,09
Densidade de paredes
20,0
DP(%)
15,0
10,0
5,0
0,0
54
Residencial
Comercial
Misto
Máximo
15,7
17,4
14,3
Mínimo
8,9
6,7
10,3
Média
12,2
11,2
12,2
Orçamento Analítico
55
•
Efetuado a partir de composições de custos e cuidadosa pesquisa de
preços dos insumos
•
Obra é dividida em serviços
•
Leva em consideração mão-de-obra, material e equipamentos
•
Tendem a predominar os critérios relacionados a elementos e
suprimentos, com pequena influência da configuração do sistema
de produção
•
Permite realizar orçamento com conhecimentos limitados da produção
Orçamento Analítico: estrutura básica
Orçamento detalhado do CUSTO DIRETO
Código
3.
3.1.
3.2.
3.3.
4.
4.1.
4.2.
56
Item
ESTRUTURA
Formas
Armaduras
Concreto
Alvenaria
Alvenaria 15cm
Alvenaria 25cm
Un Quant. Custo
m2
Kg
m3
m2
m2
Total
Orçamento Analítico: principais problemas
• Existem muitos arbítrios nas composições de custo:
– Algumas composições são pouco utilizadas
– Total de homens-hora tende a ser super-estimado
• Não é seguro para apoiar a tomada de decisão referente ao
planejamento da produção, seleção de tecnologias, contratação de
sub-empreiteiros.
57
Orçamento Operacional
• Custos são obtidos a partir do planejamento da produção.
• Custos de mão-de-obra e materiais são apresentados
separadamente:
– Diferentes critérios de medição
– Unidades de compra usual
• Podem ser colocadas faixas de variação para as quais os
custos unitários não variam.
• Cálculos do custo de equipamentos são explicitados.
58
Exemplo: Escavação Mecânica x Escavação Manual
•
Apoio à tomada de decisão quanto ao uso de métodos contrutivos
em termos de seus reflexos globais em custos.
Escavação mecânica
$
Escavação
manual
Tempo
59
Implicações no prazo,
utilização de
equipamentos,
dimensionamento de
equipes, transtornos no
canteiro
Orçamento operacional: custos indiretos e fixos
•
Devem ser explicitados
•
Podem ser de três tipos:
– Variam em função do tempo
• Por exemplo: aluguel de grua, salário do mestre e engenheiro etc.
– São resultados de eventos: por exemplo, custos de mobilização e
desmobilização.
– Variam em função de valores: faturamento (impostos), folha de
pagamento (leis sociais).
60
Analítico x Operacional
•
61
Analítico
– Preço de serviços;
– Estimativa de custo é feita
com base no projeto;
– Não reflete a maneira pela
qual o trabalho é conduzido
no canteiro;
– Desconsidera o fator tempo
(processo envolvido na
fase de execução).
•
Operacional
– Custo de um serviço (considera
tempo de produção);
– Parte-se do planejamento da
produção;
– Envolve conceito de operações;
– Identificam-se as atividades e
outras variáveis que possuem
influência direta no custo;
– É mais detalhado;
– Melhor comunicação entre
custeio e setor da produção.
Exemplo: Serviços de alvenaria
•
62
Analítico
– Blocos e=14cm
– Blocos e=19cm
•
Operacional
– São orçados os painéis de
alvenaria conforme
planejamento de execução
• Consideram-se as
dificuldades particulares.
• Mais flexível a mudanças
de projeto e produção
Orçamento Operacional: Principais Dificuldades
63
•
Poucos arquitetos disponibilizam informações suficientemente
detalhadas;
•
Consagração da utilização do orçamento convencional;
•
Certa rigidez imposta ao programa de obra devido à alocação de
custos pré-determinados;
•
Exige maior esforço do que o orçamento convencional;
•
Necessidade da realização de projetos e planejamento da
produção antes do orçamento operacional.
Considerações: Orçamento Analítico e Operacional
•
A distinção entre o orçamento operacional e o convencional não
precisa ser radical
– A simples introdução do conceito de operação no orçamento
convencional
Ou
– A distinção entre os custos relativos ao tempo e os custos
proporcionais à quantidade pode trazer importantes benefícios à
integração entre orçamento e planejamento e controle da
produção.
64
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Orçamento - Companhia dos Cursos