UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,
ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
TIAGO GABBI
ESTRUTURA DE SISTEMA DE CUSTOS E PREÇOS PARA
PRODUÇÃO INDUSTRIAL
IJUÍ/RS
2013.
TIAGO GABBI
ESTRUTURA DE SISTEMA DE CUSTOS E PREÇOS PARA
PRODUÇÃO INDUSTRIAL
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado no Curso de Ciências
Contábeis da UNIJUI, como requisito
parcial para obtenção do titulo de
Bacharel em Ciências Contábeis.
PROFESSORA ORIENTADORA: EUSÉLIA PAVEGLIO VIEIRA
IJUÍ (RS) Dezembro/2013
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RESUMO
Desde o seu surgimento a contabilidade tem como objetivo o controle dos
gastos, receitas, custos, e despesas. Com o acompanhamento do comportamento
destes itens, seus gestores visam melhorar os resultados da organização.
O
objetivo do presente estudo é estruturar um sistema de custos e analisar o preço
atual proporcionando informações para o gerenciamento da empresa na busca pela
solidificação no mercado agrícola. Realizou-se coleta de dados por meio da analise
de notas fiscais de compra de matéria-prima e de produtos acabados que fazem
parte do produto final, e ainda obteve-se por meio de conversas informais e por
observação, onde analisou-se os dados relevantes para a pesquisa. Com os dados
apurados, realizou-se a classificação dos custos pelos métodos de custeio por
absorção e variável. Chegando aos preços de venda, tanto pelo preço de venda
orientativo como ao realizado atualmente pela empresa e em comparação, pode-se
perceber que a empresa não atinge a sua margem de lucro esperada, e
consequentemente os resultados alcançados, são diferentes dos pretendidos.
3
LISTA DE QUADROS
Quadro 01: Diferenças entre Custeio Variável e Fixo ...............................................26
Quadro 02: Cálculo dos honorários administrativos ..................................................39
Quadro 03: Cálculo da depreciação ..........................................................................40
Quadro 04: Custos indiretos.......................................................................................41
Quadro 05: Custo por hora máquina..........................................................................44
Quadro 06: Cálculo do custo com mão de obra direta...............................................45
Quadro 07: Tempo de horas maquinas para fabricação de um equipamento..........46
Quadro 08: Aços utilizados na produção do guincho.................................................47
Quadro 09: Itens comprados prontos.........................................................................49
Quadro 10: Custeio por absorção..............................................................................50
Quadro 11: Custeio variável.......................................................................................50
Quadro 12: Preço de venda orientativo.....................................................................52
Quadro 13: Preço de venda mínimo..........................................................................52
Quadro 14: Margem de contribuição unitária – orientativo........................................53
Quadro 15: Margem de contribuição unitária – praticado..........................................53
Quadro 16: Ponto de equilíbrio contábil – Orientativo................................................54
Quadro 17: Ponto de equilíbrio contábil – Praticado..................................................54
Quadro 18: Margem de segurança operacional – Orientativo...................................55
Quadro 19: Margem de segurança operacional – Praticado.....................................55
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LISTA DE GRÁFICOS:
Gráfico 01: Custos Indiretos Fixos...........................................................................42
Gráfico 02: Custos Indiretos Variáveis ....................................................................43
Gráfico 03: Métodos de custeio................................................................................51
5
LISTA DE FIGURAS:
Figura 01: Fluxograma das atividades para a produção de um guincho...................37
6
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.............................................................................................................9
1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO .................................................................11
1.1. Tema ...................................................................................................................11
1.2. Caracterização da Organização .........................................................................11
1.3. Problema .............................................................................................................11
1.4. Objetivos .............................................................................................................12
1.4.1. Objetivo Geral .................................................................................................12
1.4.2. Objetivo Especifico .........................................................................................12
1.5. Justificativa..........................................................................................................13
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................14
2.1. Contabilidade ......................................................................................................14
2.2. Contabilidade de Custos .....................................................................................15
2.2.1. Classificação dos Custos ................................................................................16
2.2.2. Custos Patrimoniais.........................................................................................18
2.2.3. Custos com Pessoal .......................................................................................20
2.2.4. Custos Materiais .............................................................................................21
2.2.5. Sistema de Custeio por Ordem de Produção .................................................22
2.2.6. Métodos de Custeio ........................................................................................23
2.2.6.1.Método de Custeio por Absorção ..................................................................23
2.2.6.2.Método de Custeio Variável ..........................................................................24
2.2.7. Análise de Custo, Volume e Resultado ..........................................................26
2.2.7.1.Formação de Preço de Venda ......................................................................26
2.2.7.2.Formação de Mark-up ...................................................................................27
2.2.7.3.Margem de Contribuição ...............................................................................28
2.2.7.4.Ponto de Equilíbrio ........................................................................................29
2.2.7.5.Margem de Segurança Operacional .............................................................31
3. METODOLOGIA ..................................................................................................32
3.1. Classificação da Pesquisa ..................................................................................32
3.1.1. Quanto a Natureza ..........................................................................................32
3.1.2. Quanto aos Objetivos......................................................................................32
3.1.3. Quanto a Forma .............................................................................................32
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3.1.4. Quanto aos Procedimentos ............................................................................33
3.2. Coleta de Dados ................................................................................................34
3.3. Análise e Interpretação de Dados ......................................................................35
4. ESTUDO APLICADO............................................................................................36
4.1. Características da empresa ...............................................................................36
4.2. Mapeamento do processo de produção..............................................................36
4.3. Apuração dos custos indiretos............................................................................38
4.4. Apuração dos custos diretos...............................................................................43
4.5. Apuração da matéria prima.................................................................................47
4.6. Custeio por absorção..........................................................................................50
4.7. Custeio variável...................................................................................................50
4.8. Formação do preço de venda..............................................................................51
4.9. Margem de contribuição......................................................................................53
4.10. Ponto de equilíbrio............................................................................................54
4.11. Margem de segurança operacional...................................................................54
CONCLUSÃO............................................................................................................56
BIBLIOGRAFIA.........................................................................................................58
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INTRODUÇÃO
Atualmente a contabilidade vem se destacando no meio organizacional por
exercer função vital na gestão das entidades. Com as mudanças frequentes no meio
contábil, surge a necessidade da visualização de forma clara da situação
patrimonial, econômica e financeira das entidades, para permitir um maior
entendimento dos gestores. Esta ciência bem como o profissional desta área
necessita deter conhecimentos imprescindíveis à gestão organizacional, dando
ênfase aos controles das empresas nos mais variados segmentos da sociedade.
A contabilidade tem por meta o controle dos gastos, receitas, custos, e
despesas visando o acompanhamento do comportamento destes itens, no sentido
de melhorar os resultados da organização.
As industriais estão sempre em constantes transformações, batalhando cada
vez mais em busca da eficiência e produtividade. Para isso aliam-se nas
informações proporcionadas pela gestão de custos, onde os gestores retiram
informações preciosas para alcançarem o menor custo possível para seus produtos
e serviços, obtendo um retorno que possibilite a sua permanência no mercado
competitivo.
Neste contexto, o objetivo deste de trabalho de conclusão de curso é de
apresentar um sistema de Gestão de Custos e Formação de Preços na empresa Hj
Usinagem Ltda, localizada na cidade de Panambi (RS), revendo os custos de um de
seus produtos.
Nesse sentido, o capítulo um evidencia a delimitação do tema, questão de
pesquisa, objetivos e justificativa da escolha do tema em estudo.
O capitulo dois apresenta o referencial teórico que tem por base conceitos e
teorias usadas na aplicação do estudo prático, bem como a classificação do custos,
métodos de custeio, tanto por absorção como variável, a formação do Mark up, a
formação do preço de venda e ainda o ponto de equilíbrio e a margem de segurança
operacional.
Na seqüência, no capitulo três constam procedimentos metodológicos, o qual
norteou a realização do estudo prático com a classificação da pesquisa, coleta,
analise e interpretação de dados.
9
O quarto capítulo apresenta o estudo de caso aplicado, que realizou-se para
atender os objetivos gerais e específicos, assim como responder de forma
satisfatória a questão de pesquisa proposta neste estudo. Neste realizou-se a
correta classificação dos custos, levantado os custos pelos métodos de custeio por
absorção e variável, onde formou-se o Mark up e o preço de venda, e após,
encontrado o ponto de equilíbrio e a margem de segurança operacional.
E por fim, apresentam-se a conclusão e as referencias pesquisadas ao logo
do estudo visando à construção de um referencial teórico de forma a viabilizar a
realização deste estudo.
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1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO
1.1 Tema
A Ciência Contábil possui um campo muito amplo de atuação profissional, sendo
um deles a contabilidade de custos, tendo como objetivo coletar, processar e
analisar dados para auxiliar no processo de tomada de decisão. Nesse sentido,
escolheu-se a área de contabilidade de custos na produção industrial de uma
máquina de projetar reboco.
1.2 Caracterização Empresa
A empresa Hj Usinagem Ltda iniciou suas atividades no ano de 2010, constituída
por dois sócios e enquadrada no simples nacional. Inicialmente alugou uma parte de
um prédio com duas máquinas próprias, sendo que os sócios são responsáveis pelo
gerenciamento e pela operação das máquinas.
Atualmente é referência na área de automação industrial e serviços especiais na
área de usinagem. Conta com 16 colaboradores e apresenta um crescimento
satisfatório na visão dos sócios, por ser uma empresa muito jovem, tem um
faturamento mensal em torno de R$ 150.000,00 e esta enquadrada fiscalmente no
simples nacional.
1.3 Problema
A Contabilidade de custos conforme Padoveze (2003) objetiva avaliar, apurar e
identificar os custos de produção, para transformar em informações que facilitem a
gestão da empresa no processo de tomada de decisão.
Segundo Padoveze pode-se definir custos como “a mensuração econômica de
recursos (produtos, serviços e direitos) adquiridos para a obtenção e a venda dos
produtos e serviços da empresa. Em palavras mais simples, custo é valor pago por
alguma coisa.”
Neste contexto, a contabilidade de custos aplicada a atividade industrial,
especificado na produção de um guincho frontal fixo, tem uma importância
11
fundamental na analise da composição dos custos de produção, na formação de
preços orientativo, os quais são comparados com os preços praticados pelo
mercado, bem como na analise da margem de contribuição gerada, do ponto de
equilíbrio necessário, que são informações necessárias para a gestão da empresa
industrial.
Portanto, a empresa onde realizou-se o estudo, tem necessidade de saber se o
preço de venda utilizado no momento esta condizente com os custos gastos para a
fabricação do produto e gerando os resultados desejados para o crescimento dos
negócios, buscando um posicionamento neste segmento no mercado.
Neste sentido, questiona-se: de que forma a contabilidade de custos e a analise
de preços pode contribuir com informações para a gestão da empresa?
1.4 Objetivos
1.4.1 Objetivo Geral
Estruturar um sistema de custos que proporcione informações para o
gerenciamento da empresa na busca pela solidificação no mercado, na produção
industrial de um guincho frontal fixo.
1.4.2 Objetivos Específicos

Revisar a Bibliografia referente a custos, gestão de custos, métodos de
custeio.

Levantar o custo da mão-de-obra; matéria prima; despesas administrativas e
operacionais.

Apurar o custo total pelos métodos de custeio por absorção e variável.

Calcular o preço de venda orientativo e preço mínimo.

Avaliar preço de venda utilizado pela empresa e o preço de venda orientativo,
bem como os resultados.

Levantar as principais informações para a gestão da empresa.
12
1.5 Justificativa
A contabilidade e a gestão de custos têm contribuído muito na gestão das
empresas industriais no sentido de analisar os custos de produção e gerenciar a
formação de preços e os resultados por eles obtidos.
Para a empresa onde o estudo desenvolveu-se pode trazer muitas
contribuições no sentido de analisar se os custos atualmente calculados estão
coerentes com os que foram levantados e se os atuais preços estão gerando as
margens de resultado desejado.
Para a universidade e especialmente aos estudantes do Curso de Ciências
contábeis e áreas afins este estudo pode ser utilizado como uma fonte alternativa de
pesquisa na área de contabilidade de custos.
Para o acadêmico de Ciências Contábeis este estudo aprimorou os
conhecimentos específicos nesta área, oportunizando assim um futuro profissional
na área de custos industriais e a viabilização de novos equipamentos desenvolvidos
pelas indústrias da região.
13
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 Contabilidade
A contabilidade nasce com a própria civilização com a finalidade de o homem
ter conhecimento sobre as suas riquezas acumuladas. Pode ser entendida como
uma ciência, a qual estuda as mutações de um patrimônio. Em síntese a
Contabilidade através de suas técnicas, coleta os dados referentes as transações
das entidades, agrupa-os conforme as composições do patrimônio, e a partir daí
gera informações com características diferenciadas, com fins legais e fins gerenciais.
Basso (2005,p. 22) , descreve Contabilidade como:
Conjunto ordenado de conhecimentos, leis princípios e método de
evidenciação próprios, é a ciência que estuda, controla e observa o
patrimônio das entidades nos seus aspectos quantitativo (monetário) e
qualitativo (físico) e que, como conjunto de normas, preceitos e regras
gerais, se constitui na técnica de coletar, catalogar e registrar os fatos que
nele ocorrem, bem como de acumular, resumir e revelar informações de
suas variações e situação, especialmente de natureza econômicofinanceira.
Tem como objeto o patrimônio das entidades, sendo assim, possui um campo
de aplicação muito amplo, pois onde existir um patrimônio definido e delimitado,
haverá a necessidade de se fazer a contabilidade.
A contabilidade só tem sentido quando gera informação relevante ao
usuário, os quais são classificados nas seguintes categorias, segundo o tipo
de informação que demandam:
a) Administradores, diretores e executivos – uso da informação contábil no
processo decisório, contribuindo para que as decisões possam ser
tomadas com o maior grau de acerto possível;
b) Sócios e/ou acionistas – uso da informação contábil para certificarem-se
da real situação do patrimônio da entidade: segurança, lucratividade e
rentabilidade do investimento realizado na entidade;
c) Bancos, financiadores e investidores – informações patrimoniais,
econômicas e financeiras, com vistas a avaliar as reais garantias
oferecidas quando da concessão de empréstimos e de aplicações de
dinheiro na entidade;
d) Fornecedores – semelhantes aos bancos e financiadores, os
fornecedores realizam estudos sobre as demonstrações contábeis da
entidade para aquilatar a sua capacidade de liquidar obrigações e as
suas possibilidades de sucesso econômico, como condizentes do
credito;
e) Governos federal, estaduais e municipais – efetuam estudos sobre os
dados contábeis das empresas para o planejamento e o controle de
14
suas receitas tributaria, bem como das políticas macroeconômicas
(BASSO, 2005, p.26).
Neste sentido, a contabilidade gera informações para os mais diversos
usuários.
2.2. Contabilidade de Custos
A rentabilidade dos negócios vem através do aperfeiçoamento dos processos
administrativos. Para a realização desse objetivo é necessário cada vez mais a
presença de profissionais capacitados. Há tempos atrás a administração era feita de
forma intuitiva, onde muitos atingiam o sucesso, porém na atualidade, devido a alta
competitividade de mercado, a qualidade das informações gerenciais é de
fundamental importância para o sucesso da organização.
Segundo Martins (1998) a contabilidade de custos nasceu da contabilidade
financeira quando havia a necessidade de avaliar os estoques na indústria
especificamente. Anteriormente os produtos eram fabricados por artesões, sendo
que estes eram constituídos por pessoas físicas, que pouco se preocupavam com os
custos de seus produtos. Todavia, naquela época, o processo de produção era
muito semelhante ao processo artesanal, que entendia por custo basicamente a
matéria-prima e a mão-de-obra, que eram sem dúvida os mais relevantes.
A contabilidade de custos é uma atividade que se assemelha a um
processador de informações, que recebe (ou obtém) dados, acumula-os de
forma organizada, analisa-os e interpreta-os, produzindo informações de
custos para os diversos níveis gerenciais ( LEONE, 2000, p.21).
Por meio das informações geradas pela contabilidade de custos é que
podemos tomar as melhores decisões gerenciais.
Portanto, a contabilidade de custos coleta, classifica e registra os dados
operacionais das diversas atividades da entidade, denominados de dados
internos, bem como, algumas vezes, coleta e organiza dados externos. Os
dados coletados podem ser tanto monetários com o físicos. É neste ponto
que reside uma das grandes potencialidades da Contabilidade de Custos: a
combinação de dados monetários e físicos resulta em indicadores
gerenciais de grande poder informativo.
Na seqüência, a Contabilidade de Custos acumula, organiza, analisa e
interpreta os dados operacionais, monetários e físicos e os indicadores
combinados no sentido de produzir, para os diversos níveis de
15
administração e de operação, relatórios com as informações de custos
solicitados (VIEIRA, 2011, p.4).
A contabilidade de custos possui um vasto campo de atuação profissional,
sempre com ênfase ao gerenciamento das atividades da organização e nos
processos decisórios, oportunizando aos seus usuários, estabilidade e que sempre
estejam preparados para enfrentar com eficiência e agilidade os problemas que as
entidades possuem no cotidiano, permitindo assim um resultado satisfatório.
2.2.1 Classificação dos Custos
Muitos são os custos de uma empresa, por isso há uma classificação para
eles. Segundo Leone (2000) os custos estão classificados como indiretos e diretos.
A classificação dos custos da empresa, dos produtos, das operações, enfim,
do objeto que esta sendo examinado e analisado, em diretos e indiretos
destina-se a fornecer informações para a determinação do montante mais
realístico do custo desse objeto, bem como para o controle dos custos dos
centros de responsabilidade e, de modo geral, de todos os segmentos que
tiveram seus custos identificados e acumulados. Em resumo, o que quer
dizer é que a diferenciação entre custos diretos e indiretos é necessária
para o calculo mais realístico do custo de qualquer objeto, para a verificação
da rentabilidade e da eficiência das varias atividades da empresa (LEONE,
2000, p.58).
Segundo Wernke (2001), custos diretos são os gastos facilmente apropriáveis
às unidades produzidas, são aqueles que podem ser identificados como
pertencentes a este ou àquele produto. Por sua natureza, características próprias e
objetividade de identificação no produto são imputadas por medições objetivas ou
por controles individuais como a ficha técnica do produto, sem a necessidade de
rateios.
Para Leone (2000) custos diretos são aqueles custos (ou despesas) que
podem se
facilmente identificados com o objeto de custeio. São os custos
diretamente identificados aos seus causadores, ou seja, quem consumiu aquele
custo que se identifica com o produto vai ter que assumir o seu valor. Para que seja
feita a identificação, não há necessidade de rateio.
Ainda conforme Leone (2000) custos indiretos são os gastos que não podem
ser alocados de forma direta ou objetiva aos produtos ou a um grupo ou a outro
16
segmento ou atividade operacional, e caso sejam atribuídos aos produtos, serviços
ou departamentos, serão mediante critérios de rateio. São os gastos que a empresa
tem para exercer suas atividades, mas que não tem relação direta com um produto
ou serviço específico, pois se relacionam com vários produtos ao mesmo tempo. Às
vezes, por causa de sua não relevância, alguns custos são alocados aos objetos do
custeio através de rateios. Neste caso, adotando o rateio, os custos serão
considerados indiretos.
Custos fixos são aqueles que não variam com alteração no volume de
produção ou vendas.
São os custos, que em determinado período de tempo e em certa capacidade
instalada, não variam, qualquer que seja o volume de atividade da empresa.
Existem mesmo que não haja produção. Podem ser agrupados em: custo fixo
de capacidade–custo relativo às instalações da empresa, refletindo a
capacidade instalada da empresa, como depreciação, amortização etc.; custo
fixo operacional – relativo à operação das instalações da empresa, como
seguro, imposto predial etc. Exemplos clássicos de custos fixos podem ser
apresentados por meio dos gastos com alugueis e depreciação –
independentemente dos volumes produzidos, os valores registrados com
ambos os gastos serão os mesmos. É importante destacar que a natureza de
custos fixos ou variáveis esta associada aos volumes produzidos e não ao
tempo (BRUNI e FAMA, 2004,p.32).
Incluem também as despesas operacionais do negócio, se o mesmo for de
serviços, devem constar no orçamento inicial fornecido ao cliente.
A fim de que os resultados de cada serviço contratado, quando encerrado,
possam ser apropriadamente determinado, é imperativo que um sistema de
contas de controle seja mantido: vendas, mão-de-obra, compras e outras
despesas. A conta de compras deve ser separada por atividade, de forma a
permitir uma melhor aplicação dos custos.....A questão concernente ao
tratamento contábil dos serviços em execução não é tão complexa neste
tipo de atividade como o é nas atividades industriais.Isto porque, em sua
maioria, os serviços são executados rapidamente.A prática aceitável é não
antecipar lucros de serviços ainda em execução,a não ser no caso de
serviços de grande escala, cujos resultados(receitas e custos),
considerados significativos, tenham já ocorrido em sua maior parte. Neste
caso usa-se uma proporção para fins de apuração do resultado até aquele
determinado período (BOMFIM e PASSARELLI, 2006, p. 193-194).
Portanto, pode-se dizer que os custos fixos são aqueles que permanecem
inalterados, ou seja não têm vínculo com o aumento ou diminuição da produção,
17
comercialização e prestação de serviços, permanecendo no mesmo valor
independentemente do volume produzido.
Diferente dos custos fixos, os variáveis, são diretamente alterados conforme a
oscilação do volume produzido.
Custos variáveis são os que estão diretamente relacionados com o volume
de produção ou venda. Quanto maior for o volume de produção, maiores
serão os custos variáveis totais. São todos os valores consumidos ou
aplicados que têm seu crescimento vinculado à quantidade produzida pela
empresa. Têm seu valor determinado em função de oscilações na atividade
da empresa, variando de valor na proporção direta do nível de atividade
(WERNKE, 2001, p.14).
Bomfim e Passarelli (2006, p.194), define custos variáveis como:
o custo das mercadorias vendidas do Demonstrativo de Resultado deve
refletir os custos primários (materiais e mão-de-obra) somente dos serviços
completados, consistentes com a as receitas relatadas no mesmo período
.O estoque de materiais disponíveis ao final do período (no armazém, na
loja ou nos locais de prestação de serviço), deduzido do total das compras e
acrescido ao estoque inicial do período, é usado para determinar o custo
das mercadorias ou materiais consumidos nos serviços executados durante
esse mesmo período. Para determinar o custo de mão-de-obra nos
trabalhos completados, usa-se o saldo da conta de salários diferidos no
começo e no fim do período. Soma-se o custo de toda mão-de-obra paga
durante o período e, dessa soma, se deduz o total da conta de salários
diferido no início e o total pendente diferido no final do período. A mão-deobra pendente é o total de mão-de-obra paga ou reservada no final do
período, referente aos trabalhos em processo de execução e não faturados
até o final do período. Outros custos variáveis (como transporte, encargos
sociais, etc) são tomados por estimativa na elaboração do orçamento
preparado para o cliente, de forma que, quanto maior o trabalho, maior
parcela de alocação dessas despesas variáveis receberá, além da alocação
dos outros custos fixos operacionais.
Custos variáveis são aqueles que alteram conforme o volume produzido e o
tipo de produto fabricado. São utilizados para fins gerenciais, fornecendo
ferramentas que auxiliam no processo de gerenciamento da empresa.
2.2.2 Custos Patrimoniais
No custo Patrimonial temos a depreciação, que consiste na diminuição do
valor dos bens do ativo resultante do desgaste do uso podendo ser considera como
custo ou despesa.
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Conforme a Resolução CFC Nº. 1.136/08 depreciação é a redução do valor dos
bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou
obsolescência.
CRITÉRIOS DE MENSURAÇÃO E RECONHECIMENTO
3.
Para o registro da depreciação, amortização e exaustão devem ser
observados os seguintes aspectos:
(a) obrigatoriedade do seu reconhecimento;
(b) valor da parcela que deve ser reconhecida no resultado como decréscimo
patrimonial, e, no balanço patrimonial, representada em conta redutora do
respectivo ativo;
(c) circunstâncias que podem influenciar seu registro.
4.
O valor depreciado, amortizado ou exaurido, apurado mensalmente, deve
ser reconhecido nas contas de resultado do exercício.
5.
O valor residual e a vida útil econômica de um ativo devem ser revisados,
pelo menos, no final de cada exercício. Quando as expectativas diferirem
das estimativas anteriores, as alterações devem ser efetuadas.
6.
A depreciação, a amortização e a exaustão devem ser reconhecidas até
que o valor líquido contábil do ativo seja igual ao valor residual.
7.
A depreciação, a amortização ou a exaustão de um ativo começa quando
o item estiver em condições de uso.
8.
A depreciação e a amortização não cessam quando o ativo torna-se
obsoleto ou é retirado temporariamente de operação.
9.
Os seguintes fatores devem ser considerados ao se estimar a vida
útil econômica de um ativo:
a capacidade de geração de benefícios futuros;
o desgaste físico decorrente de fatores operacionais ou não;
a obsolescência tecnológica;
os limites legais ou contratuais sobre o uso ou a exploração do ativo.
(a)
(b)
(c)
(d)
10.
A vida útil econômica deve ser definida com base em parâmetros e
índices admitidos em norma ou laudo técnico específico.
11.
Nos casos de bens reavaliados, a depreciação, a amortização ou a
exaustão devem ser calculadas e registradas sobre o novo valor,
considerada a vida útil econômica indicada em laudo técnico específico.
12. Não estão sujeitos ao regime de depreciação:
(a) bens móveis de natureza cultural, tais como obras de artes, antigüidades,
documentos, bens com interesse histórico, bens integrados em coleções,
entre outros;
(b) bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos,
considerados tecnicamente, de vida útil indeterminada;
(c) animais que se destinam à exposição e à preservação;
(d) terrenos rurais e urbanos.
MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
19
13.
Os métodos de depreciação, amortização e exaustão devem ser
compatíveis com a vida útil econômica do ativo e aplicados
uniformemente.
14.
Sem prejuízo da utilização de outros métodos de cálculo dos encargos de
depreciação, podem ser adotados:
(a) o método das quotas constantes;
(b) o método das somas dos dígitos;
(c) o método das unidades produzidas.
15.
A depreciação de bens imóveis deve ser calculada com base,
exclusivamente, no custo de construção, deduzido o valor dos terrenos.
(RESOLUÇÃO CFC Nº1.136/08-NBC T 16.9).
A taxa de depreciação corresponde o percentual de depreciação a ser
lançado na escrituração entidade como custo ou despesa operacional, é definido
com base no tempo de vida útil dos bens, nas taxas de depreciação vigentes, e
observando a dedução do valor residual.
2.2.3 Custos com Pessoal
Dentre os custos com pessoal são dois os grupos de classificação da mão-deobra: mão-de-obra direta; mão-de-obra indireta. Mão-de-obra direta é aquela relativa
ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração. Se for
necessário rateio sob qualquer critério para distribuir o custo da mão-de-obra é
classificada como mão-de-obra indireta.
Segundo Martins (2001) podemos definir mão-de-obra direta como aquela
representada pelos trabalhadores envolvidos diretamente na elaboração de um
determinado tipo de bem entre os vários tipos que podem ser elaborados na
empresa, numa fábrica ou num setor. É a mão-de-obra cujo custo pode ser
apropriado diretamente a cada um dos diferentes tipos de bens em elaboração, no
momento da ocorrência do custo, ou seja, durante o ciclo produtivo da empresa.
Ainda conforme Martins (2001) pode-se definir Mão-de-obra Indireta como
aquela representada pelos trabalhadores ou outras categorias profissionais que não
estão envolvidos diretamente na elaboração de determinado tipo de bem, entre os
vários tipos em elaboração. É a mão-de-obra comum a vários tipos de bem em
produção, cuja parcela pertencente a cada tipo de produção ou função de custo é
impossível de ser determinada no momento de sua ocorrência. Conforme nosso
20
exemplo da padaria industrial, a mão de obra indireta corresponde ao pessoal de
limpeza, vigilância, gerente de produção, ou seja, quem está no suporte para que a
produção aconteça.
Para calcular o custo da mão-de-obra direta é preciso calcular qual o valor a
ser atribuído por hora de trabalho, baseado na legislação e no contrato de trabalho.
São direitos do trabalhador: repouso semanal remunerado, férias, 13º salário,
contribuição para o INSS, remuneração dos feriados, faltas abonadas, FGTS, e
outros garantidos por acordos ou convenções coletivas de trabalho das diversas
categorias profissionais.
2.2.4 Custos Materiais
Ao adquirir materiais para a fabricação de um produto, deve-se ter o cuidado
registrar todos os gastos necessários para que eles cheguem ao estabelecimento da
entidade compradora. A sua correta alocação é imprescindível, pois trata-se de um
dos componentes do cálculo do preço de venda.
De acordo com Martins (2001, p.124) podem-se dividir todos os problemas
existentes numa empresa com a relação de materiais em três campos:
- Avaliação; qual o momento a atribuir quando várias unidades são
comparadas por preços diferentes, o que fazer com os custos do
departamento de compras, como tratar o ICMS, como contabilizar as
sucatas.
- Controle; como distribuir as funções de compra, pedido, recepção e uso
por pessoas diferentes, como desenhar as requisições e planejar seu fluxo,
como organizar o “kardex”, como fazer a inspeção para verificar o efetivo
consumo nas finalidades para as quais foram requisitadas etc.
- Programação; quanto comprar, quando comprar, fixação de lotes
econômicos de aquisição, definição de estoques mínimos de segurança etc.
Conforme Bomfim e Passarelli (2006, p.95).O princípio contábil de Custo de
Aquisição determina que se incluam no custo dos materiais, todos os outros custos
decorrentes da compra, e que se deduzam todos os descontos e bonificações
eventuais recebidos.
Portanto todos bens produzidos e adquiridos ou os estoques com objetivo de
vendas e para consumo da própria entidade devem ser corretamente controlados, e
21
analisados para proporcionar melhores resultados na formação e composição dos
custos.
2.2.5 Sistema de Custeio por Ordem de Produção
O sistema de custo por de produção é mais adequado quando a firma tem um
processo produtivo não repetitivo e onde cada produto ou grupo de produtos é
diferente, atendendo às necessidades especificas de cada cliente. Utilizado
normalmente por empresas que fabricam produtos por encomenda ou realizam
serviços personalizados.
Segundo Leone (2000, p.235) Sistema de Custo por Ordem de produção é “o
sistema de custos que acumula e registra dados de operações das fabricas que
trabalham sob o regime de encomenda”.
Os custos diretos de material e mão-de-obra utilizados em uma determinada
ordem são alocados a partir de registros mantidos para este propósito. Os custos
indiretos são usualmente aplicados às ordens por taxas predeterminadas, tendo
como base horas de mão-de-obra direta.
O setor de planejamento e controle de produção abre uma ordem para
fabricar ou realizar determinada quantidade de produto ou serviço, e todos
os custos específicos que serão necessários para elaborar a quantidade
autorizada do produto ou serviço serão registrados e acumulados nessa
ordem de produção. Ao final, obtem-se todos os gastos daquela
autorização. Se for uma quantidade única, já terá o custo unitário do produto
ou serviço; se for um lote de produção, obter-se-á o custo unitário pelo
custo médio da ordem, considerando a quantidade do lote.
Normalmente o sistema de acumulação por ordem é utilizado por empresas
que fabricam produtos por encomenda ou fazem serviços personalizados.
Quando se recebe a encomenda, abre-se a ordem autorizando a produção
(PADOVEZE, 2005, p.82).
Cada ordem recebe um número ou código de barras, onde são incorridos
custos de material e ou mão-de-obra, relacionados com a ordem, onde ficam
registrados na conta produção em andamento.
22
2.2.6 Métodos de Custeio
A atribuição dos custos variáveis aos produtos é efetuada facilmente pelos
controles técnicos ou sistemas informatizados (lista de componentes do produto).
Quando se lida com custos fixos, porém, é necessário recorrer a métodos
específicos de custeamento.
2.2.6.1 Método de Custeio por Absorção
Esse método é o mais utilizado pelas empresas brasileiras, pois além de
respeitar os Princípios Fundamentais de Contabilidade, é aceito pela legislação
comercial e pela legislação fiscal. Segundo Leone (2000, p.242) o critério do custo
por absorção é aquele que inclui todos os custos indiretos de fabricação de certo
período nos custos de suas diferentes atividades industriais, sejam produtos,
processos ou serviços. O critério para tanto precisa recorrer a uma série de rateios
por causa dos custos comuns, de difícil identificação ou não relevantes. A finalidade
principal do critério é ter o custo total(direto e indireto) de cada objeto de custeio.
Este custo total se destina, entre outros fins, a determinar a rentabilidade de cada
atividade, a avaliar os elementos que compõem o patrimônio e a compor uma
informação significativa no auxílio à decisão de estabelecer os preços de venda dos
produtos ou dos serviços.
O custeio por absorção é aquele que faz debitar ao custo dos produtos
todos os custos da área de fabricação, sejam esses custos definidos como
custos diretos ou indiretos, fixos ou variáveis, de estrutura ou operacionais.
O próprio nome do critério é revelador dessa particularidade, ou seja, o
procedimento é fazer com que cada produto ou produção (ou serviço)
absorva parcela dos custos diretos e indiretos, relacionados a fabricação
(LEONE, 2008, p.242).
No método de custeio por absorção é possível atribuir parte dos custos
indiretos ao produto em fabricação através de critérios de rateio.
O custeio por absorção é empregado quando se deseja atribuir um valor de
custos ao produto, atribuindo-lhe também uma parte de custos indiretos.
Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos produtos, de
forma direta e indireta mediante critérios de rateios (WERNKE, 2001, p.20).
23
Custeio por Absorção é o método de custeio do estoque no qual todos os
custos de fabricação, variáveis e fixos, são considerados custos inventariáveis.
Como nos métodos de custeamento por absorção são utilizados os gastos
indiretos fixos, que, por sua característica básica, não são identificáveis
claramente aos produtos e serviços finais, há a necessidade de utilização
de procedimentos de distribuição desses gastos aos produtos, por meio de
algum critério a ser definido. O processo de distribuição de gastos indiretos
fixos aos produtos e serviços é mais comumente denominado rateio, sendo
utilizados também as denominações alocação ou apropriação de custos
indiretos aos produtos.
A palavra absorção é utilizada há muito tempo, basicamente em função da
idéia de que, após a apuração do custo unitário dos produtos e serviços
com os custos diretos e variáveis, há a necessidade de que os produtos e
serviços também “absorvam” os demais custos indiretos, para que se tenha
uma idéia do custo unitário total, ou seja, um valor de custo unitário com
todos os custos apropriados aos produtos e serviços (PADOVEZE, 2005,
p.79)
Segundo Wernke (2001, p. 36), as vantagens do custeio por absorção:
– atende à legislação fiscal e deve ser usado quando a empresa busca o
uso do sistema de custos integrado à Contabilidade;
– permite a apuração do custo por centro de custos, visto que sua aplicação
exige a organização contábil nesse sentido. Tal recurso, quando os custos
forem alocados aos departamentos de forma adequada, possibilita o
acompanhamento de cada área;
– ao absorver todos os custos de produção, permite a apuração do custo
total de cada produto.
Ainda conforme Wernke (2001, p.21) as desvantagens são:
A principal desvantagem do custeio por absorção consiste na utilização dos
rateios para distribuir os custos entre departamentos e ou produtos. Com o
nem sempre tais critérios são objetivos, podem distorcer os resultados,
penalizando alguns produtos e beneficiando outros.
2.2.6.2 Método de Custeio Variável
É um método conveniente no planejamento, controle e tomada de decisões
administrativas, pois neste método o lucro se move na mesma direção que o volume
de vendas, porém não é aceito pela legislação.
O custeamento variável é um critério usado para acumular os custos de
qualquer objeto ou segmento da empresa. Normalmente, o custeamento
variável é aplicado ao sistema de acumulação de custos das operações
fabris. O critério pode ser empregado quando o contador desejar determinar
o custo de qualquer outro segmento da empresa que não seja o da
produção.....O custeamento variável pode ser aplicado a qualquer sistema
24
de determinação de custos. Ele oferece vantagens quando aplicado ao
sistema de custeio por ordens de produção, por processo, pela
responsabilidade e, sobretudo, quando a estes sistemas é articulado o
sistema de custos estimados ou padronizados (LEONE, 2008, p.390-391).
Wernke destaca alguns pontos importantes para o método de custo variável:
- prioriza o aspecto gerencial ao enfatizar a rentabilidade de cada produtos
em as distorções ocasionadas pelos rateios de custos fixos aos produtos;
- não é aceito pela legislação tributária para fins de avaliação de estoques;
- não envolve rateios e critérios de distribuição de gastos, facilitando o
cálculo;
- exige uma estrutura de classificação rígida entre gastos de natureza fixa e
variável;
- com a elevação do valor dos custos fixos, não considerados neste método,
a análise de desempenho pode ser prejudicada e deve merecer
considerações mais acuradas;(WERNKE, 2001, p.21)
Como o custeio variável não atende as exigências da legislação ele age
assim como instrumento gerador de informações para melhor orientar no processo
gerencial.
Conforme Leone pode-se fazer um comparativo entre os dois métodos de
custeio apresentado no quadro a seguir:
25
Quadro 01
Diferenças entre Custeio Variável e Fixo
Custeamento variável
Custeamento por absorção
Classifica os custos em fixos e variáveis
Não há preocupação por essa classificação
Classifica os custos em diretos e indiretos
Também classifica os custos em diretos e
indiretos
Debita o segmento, cujo custo está sendo
apurado, apenas os custos que são diretos ao
segmento e variáveis em relação ao parâmetro
escolhido como base.
Debita o segmento, cujo custo está sendo
apurado, os seus custos diretos e também os
custos indiretos através de uma taxa de
absorção.
Os resultados apresentados sofrem influência
direta do volume de vendas.
Os resultados apresentados sofrem influência
direta do volume de produção.
É um critério administrativo, gerencial, interno
É um critério legal, fiscal, externo
Aparentemente sua filosofia básica contraria os
preceitos geralmente aceitos na contabilidade,
principalmente os fundamentos de “regime de
competência”.
Aparentemente, sua filosofia básica alia-se aos
preceitos contábeis geralmente aceitos,
principalmente do “regime de competência”.
Apresenta a Contribuição Marginal – diferença
entre as receitas e os custos diretos e variáveis
do segmento estudado.
Apresenta a Margem Operacional – diferença
entre as receitas e os custos diretos e variáveis
do segmento estudado.
O custeamento variável destina-se a auxiliar,
sobretudo, a gerencia no processo de
planejamento e tomada de decisões.
O custeamento por absorção destina-se a
auxiliar a gerência no processo de determinação
da rentabilidade e de avaliação patrimonial.
Como o custeamento variável trata dos custos
diretos e variáveis de determinado segmento, o
controle da absorção dos custos da capacidade
ociosa não é bem explorado.
Como o custeamento por absorção trata dos
custos diretos e indiretos de determinado
segmento, sem cogitar de perquirir se os custos
são variáveis ou fixos, apresenta melhor visão
para o controle da absorção dos custos da
capacidade ociosa.
Fonte: Leone (2008, p. 405)
2.2.7 Analise de custo, volume, resultado
2.2.7.1 Formação de Preço de venda
Um dos fatores mais importantes para uma empresa é determinar o preço de
venda, onde deve ser observado o mercado, o custo do produto e o lucro desejado,
possibilitando que seja o preço certo, e que satisfaça o mercado consumidor, bem
como dono do negócio.
Para determinar os preços de vendas de produtos e serviços é necessário o
uso de técnicas adequadas bem como o do pessoal especializado para assegurara
rentabilidade do negócio.
26
Com base nos dados de custos do produto a ser estimado e na política de
lucros da empresa, define-se um preço preliminar. Normalmente, a
composição desse preço é feita acrescentando-se uma determinada
porcentagem ao custo apurado para o produto. Essa porcentagemconhecida como mark-up –via regra inclui, além de tributos como ICMS, o
IPI e o PIS/COFINS, uma parcela para cobertura de despesas não
diretamente atribuíveis ao produto(como despesas de vendas,
administrativas e financeiras) e o nível de lucro pretendido. Quando se
utiliza o sistema de custeio direto, o mark-up deve compreender, ainda, um
fator destinado á absorção das despesas fixas de fabricação. Esse preço
preliminar é analisado em função das condições do mercado, do que se
conhece a respeito da mais provável estratégia de produto e de preços dos
principais concorrentes, do poder de compra dos possíveis consumidores
do produto e de outros fatores relevantes que possam afetar o desempenho
das vendas se o preço preliminarmente definido vier a ser praticado
(BOMFIM e PASSARELLI, 2006, p.446).
É indicado também, analisar o mercado, a concorrência e demais fatores
capazes de influenciar as decisões de preços da empresa, bem como definir
estratégias com base nos objetivos da organização. Desta maneira podemos
garantir uma definição de preços de forma criteriosa e livre de quaisquer influências
ou vícios comportamentais.
2.2.7.2 Formação do Mark-up
De acordo com Santos (1991) o mark-up é um índice aplicado sobre o custo
de um bem ou serviço para a formação do preço de venda. Mark-up também é
definido como sendo um valor adicionado ao custo. Usualmente expresso como um
percentual do preço de venda, ou ainda, como um aumento sobre um preço de
varejo originalmente estabelecido.
Segundo Bruni e Famá (2004, p. 341-342) existem duas formas para
encontrar o mark-up, que são: multiplicador, mais usual, representa por quanto
devem ser multiplicados os custos para se obter o preço de venda a praticar; e
divisor, menos usual, representa percentualmente o custo em relação ao preço de
venda. Conforme formulas a seguir.
Mark-up multiplicador
Mark-up = Preço de venda ou Mark-up=
Custo
1______________
1 – soma das taxas percentuais
27
Mark-up divisor
Mark-up =100 - soma das taxas percentuais
100
Independente do tipo de mark-up que utilizar para formar o preço devenda,
este terá o mesmo valor final. Isso significa que possuímos duas maneiras de
cálculo para chegar ao preço de venda.
2.2.7.3 Margem de Contribuição
A margem de contribuição é o valor contribuído por cada unidade para o
pagamento dos custos, despesas fixas e formar lucro, pode ser unitária quando a
contribuição é por unidade ou total quando sua contribuição é feita de diversos
produtos.
A margem de contribuição é o valor resultante da venda de uma unidade,
após deduzidos os custos e despesas variáveis associados ao produto
comercializado. Tal valor contribuirá para pagar os custos fixos da empresa
e gerar lucro.
Segundo o mesmo autor as vantagens e limitações da margem de
contribuição:
a) é um instrumento para avaliar a viabilidade de aceitação de pedidos em
condições especiais;
b) ajudam a administração a decidir que produtos devem merecer maior
esforço de venda ou colocados em planos secundários ou simplesmente
tolerados pelos benefícios de vendas que possam trazer a outros produtos;
c) são essenciais para auxiliar os administradores a decidirem se um
segmento produtivo deve ser abandonado ou não;
d) podem ser usadas para avaliar alternativas quanto a reduções de preços,
descontos especiais, campanhas publicitárias especiais e uso de prêmios
para aumentar o volume de vendas;
e) a margem de contribuição auxilia os gerentes a entenderem a relação
entre custos, volume, preços e lucros, fundamentando tecnicamente as
decisões de venda;
f) basear o cálculo dos preços de venda somente com dados da margem de
contribuição pode resultar em valores que não cubram todos os custos
necessários para manter as atividades a longo prazo;
g) é útil para tomada de decisões de curto prazo, mas pode levar o
administrador a menosprezar a importância dos custos fixos (WERNKE,
2001, p.42 e 44).
Conforme Vieira (2008, p.39), a margem de contribuição unitária é igual ao
preço de venda unitário do produto (PVu) menos seus custos variáveis unitários
(CVu) e despesas variáveis unitárias (DVu).
Então tem-se: MCu = PVu – CVu – DVu
28
A margem de contribuição total representa a parcela do preço que está
disponível para a cobertura dos custos fixos e para a geração do lucro.
Então tem-se: MC Total = MCu x Quantidade Vendida
O estudo da margem de contribuição é um elemento essencial que auxilia os
gestores processo de tomada de decisões no curto prazo.
2.2.7.4 Ponto de Equilíbrio
O Ponto de Equilíbrio é quando os custos se igualam as receitas, neste ponto
não se tem lucro nem prejuízo, pode-se dizer que é o nível da atividade.
De acordo com Leone (2008, p.447), “o Ponto de Equilíbrio é o ponto da
atividade da empresa em que não há lucros nem prejuízos o ponto de Equilíbrio
pode ser calculado matematicamente.”
PE=
Custo fixo total
Margem contribuição unitária
Entende-se que o Ponto de Equilíbrio é momento em que os custos de
produção e de vendas se empatam, onde a situação está equilibrada entre as
despesas totais e os custos totais em relação as suas receitas totais. Dessa maneira
pode-se identificar o volume de unidades necessárias para suprir os gastos fixos.
Dependendo da necessidade da empresa ou do gestor, o ponto de
equilíbrio possibilita adaptações que suprem as informações gerenciais não
possuídas. Essas adaptações originam tipos de ponto de equilíbrio distintos
que, se ajustam ás diversas situações de planejamento das atividades da
empresa. Por exemplo: em alguns casos é necessário fazer o estudo de
ponto de equilíbrio em valor e em outras situações é recomendável a
determinação do ponto de equilíbrio em unidades. As diversas variantes de
ponto de equilíbrio são elaboradas com a retirada de alguns fatores (custos
e despesas) da fórmula de cálculo, com a introdução do valor do lucro que
se pretende atingir ou pela inserção de pagamentos a serem efetuados no
período analisado. Em ambos os casos podem ser calculados em valor e
unidade.
1-Ponto equilíbrio contábil em unidades (PEC un.)
PEC un. = Custos fixos($)
29
Margem Contribuição unitária($)
Define o numero de produtos (peças, metros, quilos etc.) que devem ser
fabricados e vendidos para que o resultado seja zero(não haja lucro nem
prejuízo).Para determinar tal quantidade, divide-se o valor total dos custos
fixos($) pelo valor da margem de contribuição unitária($).Assim, cada
produto vendido ira cobrir, com sua margem de contribuição unitária, uma
parte dos custos fixos totais da empresa.
1-Ponto equilíbrio Contábil com valor (PEC valor)
PEC valor = Custos fixos ($)
Percentual da margem de contribuição (%)
O ponto de equilíbrio contábil em valor (PEC valor) representa qual o valor
mínimo (Em$) que deve ser vendido para que a empresa não tenha prejuízo
nem lucro. Esse tipo de ponto é usado quando: a)o numero de produtos
comercializados é muito grande, havendo dificuldades de se obter o mix de
produtos e suas quantidades; b)existem dificuldade de identificar os custos
e despesas fixas para cada produto.
2-Ponto equilíbrio financeiro (PE fin.) em quantidade
PE fin =Custos Fixos ($)-Depreciações ($)+Divida período ($)
Margem de contribuição
No ponto equilíbrio financeiro (PE fin.), calcula-se o nível de atividades
(querem unidades, quer em valor monetário) suficiente para pagar os custos
e despesas variáveis, os custos fixos (exceto a depreciação) e outras
dividas que a empresa tenha que saldar no período como empréstimos e
financiamentos bancários. A diferença é que nesse tipo exclui-se dos custos
fixos totais o valor relativo a depreciação.
3-Ponto de equilíbrio econômico (PE econ.)
PE econ.=Custos fixos ($)+lucro desejado($)
Margem contribuição unitária
A cobrança para o atendimento de metas de lucros obriga o gestor a
buscara informação de qual numero de unidade é necessário vender para
Alcançar o objetivo fixado pela diretoria da empresa. Exclui a variável lucro
desejado .
4-Ponto de equilíbrio mix(em unidades)
PE unidades (mix) =Custos fixos ($)
ΣMCUi x Xi
Σ(Xi)
Onde:
Σ= somatório
MCUi margem de contribuição unitária
Xi= volume previsto de venda por produto
As fórmulas apresentadas de ponto equilíbrio em unidades (quer contábil,
financeiro ou econômico) são aplicáveis a apenas um produto. Como a
maioria da empresa comercializa diversos produtos, a aplicabilidade de tais
fórmulas é restrita a poucas situações. Para essas empresas, a principal
dificuldade encontrada no cálculo do ponto equilíbrio é a diversidade de
produtos que compõem o mix ofertado e as conseqüências distintas nas
margens de contribuição de cada mercadoria.
Para encontrar o ponto equilíbrio em unidades (mix), é necessário duas
etapas. A primeira consiste em determinar o ponto equilíbrio total conforme
fórmula acima. Apos encontrar o numero total de unidades, calcula-se
quanto desse total refere-se aos produtos individualmente, considerando os
percentuais do volume total vendido.
4-Ponto de equilíbrio mix em valor
30
Para calcular o ponto mix em valor, basta multiplicar o ponto equilíbrio
mixem unidades de cada produto pelo respectivo preço de venda(WERNKE,
2001, p.50 a 55).
Através da determinação do Ponto de Equilíbrio permite-se avaliar a
empresaem relação ao nível de operação lucro/prejuízo zero, e a partir disso podese estabelecer metas para se afastar positivamente desse ponto.
2.2.7.5 Margem de Segurança Operacional
A margem de segurança operacional representa o volume de vendas que
ultrapassam o Ponto de Equilíbrio, ou seja, o lucro da empresa e expressa quanto às
vendas podem diminuir sem que a empresa incorra no prejuízo.
Conforme Leone (2008, p.p.433 e 434), quanto maior a margem de
segurança, melhor para a empresa. A margem Indica que a empresa terá
capacidades para produzir maiores lucros totais. Um nível de ponto de
equilíbrio muito perto do nível da capacidade máxima significa que a
empresa terá menor caminho a percorrer no sentido de lucros maiores. A
margem de segurança é calculada do seguinte modo:
Margem de segurança =Volume de unidade na – Volume no ponto
(em unidades)
Capacidade total de vendas de equilíbrio
Segundo Wernke (2001, p.62), “a margem de segurança é o volume de
vendas que supera as vendas calculadas no ponto de equilíbrio. Ou seja, representa
o quanto as vendas podem cair sem que haja prejuízo para a empresa”.
A margem de segurança pode ser vista como uma medida crua do risco, pois
existem eventos desconhecidos quando os planos são elaborados, podendo reduzir
as vendas abaixo do nível esperado. Então quanto maior for a margem de
segurança operacional menor será seu impacto devido a eventos inesperados de
redução de venda.
31
3. METODOLOGIA
3.1 Classificação da Pesquisa
3.1.1 Quanto a natureza
Este estudo classifica-se como pesquisa aplicada, pois o estudo realizou-se
por meio de um problema real de uma organização. Segundo Vergara (2004, p. 47)
a pesquisa classificada como aplicada “é fundamentalmente motivada pela
necessidade de resolver problemas concretos, tendo finalidade prática e motivada
basicamente pela curiosidade intelectual do pesquisador e situada sobre tudo no
nível da especulação”.
3.1.2 Quanto aos objetivos
O presente estudo se enquadra como pesquisa exploratória e descritiva, pois
a mesma apresenta a necessidade de descobrir esclarecimentos sobre o assunto
tratado.
Segundo Beuren (2010), este tipo de estudo se caracteriza principalmente
pela falta de conhecimento da temática do objeto abordado, tem por uma de suas
características a necessidade de descobrir esclarecimentos sobre o assunto tratado,
ou seja é uma conexão de conhecimentos específicos a um novo campo a ser
explorado.
3.1.3 Quanto a forma
A pesquisa classifica-se como qualitativa segundo Bogdan e Biklen (1994)
trata-se de uma investigação direta de uma fonte de dados no ambiente natural,
constituindo-se o pesquisador no instrumento principal. É uma pesquisa descritiva,
em que os investigadores, interessando-se mais pelo processo do que pelos
resultados, examinam os dados de maneira indutiva e privilegiam o significado.
Os dados recolhidos são designados por qualitativos, o que significa ricos
em pormenores descritivos relativamente a pessoas, locais e conversas, e
32
de complexo tratamento estatístico. As questões a investigar não se
estabelecem mediante a operacionalização de variáveis, sendo, outros sim,
formuladas com o objetivo de investigar os fenômenos em toda a sua
complexidade e em contexto natural (BOGDAN e BIKLEN, 1994, p. 16)
Em geral a pesquisa tem objetivo de destacar características que não são
observadas superficialmente, sendo necessário um conhecimento mais aprofundado
nos processos, pois na abordagem qualitativa não se pode numerar ou medir
unidades ou mesmo categorias homogêneas.
3.1.4 Quanto aos procedimentos
De acordo com Gil (2002) o elemento mais importante para a identificação de
um delineamento é o procedimento adotado para a coleta de dados. Assim, podem
ser definidos dois grandes grupos de delineamentos: aqueles que se valem das
chamadas fontes de “papel” e aqueles cujos dados são fornecidos por pessoas. No
primeiro grupo, estão a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental. No
segundo, estão a pesquisa experimental, a pesquisa ex-post facto, o levantamento e
o estudo de caso.
A pesquisa Bibliográfica é essencial para o desenvolvimento deste trabalho
pois é através dela que serão pesquisados em livros e artigos científicos.
A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado,
constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase
todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho dessa natureza, há
pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas.
Boa parte dos estudos exploratórios pode ser definida como pesquisas
bibliográficas. As pesquisas sobre ideologias, bem como que se propõem a
analise das diversas posições acerca de um problema, também costumam
ser desenvolvidas quase exclusivamente mediante fontes bibliográficas.(
GIL, 2002, p. 44)
O estudo também tem como característica utilizar uma fonte de pesquisa
documental que ainda não possui um estudo aprofundado e que ainda podem ser
reelaborados.
A pesquisa documental assemelha-se muito a pesquisa bibliográfica. A
diferença essencial entre ambas esta na natureza das fontes. Enquanto a
pesquisa bibliográfica se utiliza fundamentalmente das contribuições dos
diversos autores sobre determinado assunto, a pesquisa documental valese de materiais que não recebem ainda um tratamento analítico, ou que
33
ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa (GIL,
2002, p. 45)
Também enquadra-se como estudo de caso, pois tem um assunto como
objetivo da pesquisa e será realizado o detalhamento do mesmo. Segundo Vergara
(1997, p. 47) “Estudo de caso é o circunscrito a uma ou poucas unidades,
entendidas essas como uma pessoa, uma família, um produto, uma empresa, um
órgão publico, uma comunidade ou mesmo um país. Tem caráter de profundidade e
detalhamento. Pode ou não ser realizado no campo.”
Portanto, este estudo buscou na revisão bibliográfica os conceitos
necessários e o aprofundamento do conhecimento na área da contabilidade de
custos, e posteriormente foi levantado os dados para a estruturação do sistema de
custos e analise dos resultados por meio do estudo de caso em uma indústria de
maquinas.
3.2. Plano de coleta de dados
Os dados foram obtidos por meio de conversas informais, observação onde
analisou-se os dados relevantes para a pesquisa e através de observação não
participante.
A entrevista é um procedimento no qual você faz perguntas a alguém que,
oralmente, lhe responde. A presença física de ambos é necessária no
momento da entrevista, mas, se você dispõe de mídia interativa, ela se
torna dispensável. A entrevista pode ser informal, focalizada ou por pautas.
Entrevista informal ou aberta é quase uma “conversa jogada fora”, mas tem
um objetivo especifico: coletar os dados de você necessita. (VERGARA,
2004, p. 55)
Ainda foram realizadas coletas de dados por meio de analises de notas fiscais
de compra de matéria-prima e de produtos acabados que fazem parte do produto
final.
34
3.3. Plano de análise e interpretação dos dados
Após coletados todos os dados necessários para o desenvolvimento da
pesquisa, foram trabalhados os mesmos a fim de obter-se um raciocino conclusivo
para o problema proposto.
Baseado nas analises dos dados elaborou-se planilhas eletrônicas contendo
todos os custos necessários para chegar no produto final, para facilitar a
interpretação dos dados coletados afim de se chegar nos objetivos propostos.
35
4. ESTUDO APLICADO
Este item abrange o desenvolvimento prático do estudo realizado, contempla
os meios pelos quais os dados são coletados, estruturados e analisados, a fim de
obter-se a melhor resposta para a questão que norteia este estudo.
4.1 Características da Empresa
A empresa é gerenciada pelo sócio majoritário com o auxilio de seu gerente
comercial, os quais são responsáveis pelas vendas e negociações com os clientes,
onde é estipulado o preço e o prazo para entrega do mesmo.
Atualmente conta com 13 colaboradores, sendo 6 na parte de projetos e
administrativo, e 7 na parte de produção.
Todo o processo de industrialização do equipamento em estudo é realizada
dentro da empresa, não dependendo assim de terceiros para montagem do mesmo,
que é realizado em apenas um dia de serviço.
4.2 Mapeamento do processo de produção
Neste item é realizado o mapeamento de todo o processo produtivo de um
guincho hidráulico frontal produzido na Empresa Hj Usinagem Ltda no mês de
outubro de 2013.
O fluxograma da figura 01 a seguir, está representando as etapas de
produção do guincho.
36
Figura 01
Fluxograma das atividades para a produção de um guincho.
VENDA
Pedido de venda
COMPRAS
Pedido de compra
PROCESSOS
Lançamento em
estoque
Recebimento/confere
ncia
Rastramento
Abertura das ordens
de fabricação
FÁBRICA
Corte das MP
Usinagem
Emissão da NF
Montagem final
Pintura
Montagem/solda
Fonte: Dados conforme pesquisa
Primeiramente é realizada a venda do equipamento, após é gerado o pedido
de venda do mesmo. Com o pedido de venda em mãos o setor de compras realiza a
compra do todos os materiais necessários para a produção do equipamento,
conforme lista de materiais fornecidos através do projeto, todos os itens são
comprados mediante pedido de compra. Cabe ainda ao setor de compras monitorar
os produtos até a chegada à empresa.
Ao receber os materiais na empresa todos os itens são conferidos pelo líder
da fábrica por meio do pedido de compra emitido pelo setor de compras. Com todos
os materiais conferidos é realizado o lançamento dos mesmos para estoque. Após é
realizado a abertura das ordens de fabricação do mesmo.
Nas ordens de fabricação estão mencionados todos os processos
necessários para a fabricação do guincho. Todos os processos são iniciados no
37
setor de corte, onde são cortadas as chapas no plasma e as barras de tubos na
serra. As barras de tubos são encaminhadas para o setor de usinagem, onde são
realizados os processos de torneamento nos tubos redondos e o processo de
fresamento nos tubos retangulares.
Com os materiais cortados e usinados, passa para o setor de montagem e
solda dos conjuntos, que logo após são encaminhados para o setor de pintura.
Depois de pintados voltam para o setor de montagem onde é realizada a montagem
final do equipamento, onde são incluídos todos os itens comprados prontos. Em
seguida é emitida a nota fiscal.
4.3 Apuração dos custos indiretos
Neste item são levantados todos os custos indiretos necessários para a
produção de um guincho hidráulico frontal, como os honorários do pessoal da
administração, energia elétrica, agua, depreciação, seguros, enfim, todos os gastos
que não participam diretamente na produção do guincho.
No quadro a seguir temos os gastos com mão de obra indireta, que são todas
as pessoas que estão indiretamente envolvidas no processo de produção. Realizouse o calculo de todos os custos que tem-se na empresa, onde somando-se o salário
bruto com o adicional de insalubridade, e sobre este adicionando-se 8,33% sobre
férias, 8,33% sobre décimo terceiro salário, 2,78% correspondente a um terço sobre
férias, tendo assim um subtotal que a partir deste é somado 35,80% que são as
provisões correspondentes a admissões, demissões, atestados, multas rescisórias
que a empresa calcula sobre os funcionários, mais 8% que corresponde ao Fundo
de Garantia do Trabalhador.
38
Quadro 02
Calculo dos honorários administrativos
Honorários administrativos
Função
Salario
Bruto
Insalubridade
Subtotal
Gerente
2.300,00
Financeiro Fiscal
1.100,00
1.250,00
-
-
1.100,00
1.250,00
2.300,00
Projetista
Programador
Líder
1.450,00
1.250,00
2.000,00
179,52
179,52
179,52
1.629,52
1.429,52
2.179,52
Férias
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
13º sal
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
1/3 férias
2,78
2,78
2,78
2,78
2,78
2,78
1.313,84
1.493,00
1.946,30
1.707,42
2.603,22
35,80
35,80
35,80
35,80
8,00
8,00
8,00
2.798,78
2.455,27
3.743,43
Subtotal
Previsões
FGTS
2.747,12
35,80
35,80
8,00
Total
3.950,36
8,00
8,00
1.889,30
2.146,93
Total
16.984,07
Fonte: dados conforme pesquisa
Fazem parte dos custos indiretos todas as depreciações tanto das maquinas
como dos equipamentos. A empresa possui 2 tornos convencionais, 2 fresadoras
convencionais, 1 plasma CNC (comando numérico computadorizado), 2 aparelhos
de solda, 1 equipamento de pintura, 1 compressor de ar que é utilizado em toda a
fábrica, 1 serra e 1 veiculo.
Na parte de equipamentos a empresa possui 8 computadores no valor de R$
17.200,00, 1 impressora no valor de R$1.000,00, 2 nobreaks no valor de R$
1.000,00, 2 armários no valor de R$ 1.200,00, 8 mesas no valor de R$ 1.600,00, 10
cadeiras no valor de R$ 1.200,00, 2 sofás no valor R$ 2.000,00, ferramentas para
usinagem no valor de R$ 16.850,00, instrumentos de medição no valor de R$
10.250,00.
Para o calculo da depreciação foi considerado o custo dos equipamentos
conforme suas notas fiscais de compra, diminuindo o seu valor residual, o qual
39
levou-se em consideração o tempo de uso e o estado de conservação que os
mesmos se encontram. Com o valor a ser depreciado acertado, foi determinada a
taxa (vida útil do bem) conforme a legislação, ou menor, de acordo com o estado do
bem, dividindo o valor a ser depreciado pela taxa encontramos o valor da
depreciação anual, está dividida por 12 encontramos o valor a ser depreciado por
mês.
Quadro 03
Cálculo da depreciação
Valor do
bem
Cálculo da depreciação
Valor
Valor a ser
residual depreciado Taxa
Torno Strong
85.000,00
9.500,00
75.500
10
7.550,00
629,17
Torno Nardini
25.000,00
2.500,00
22.500
10
2.250,00
187,50
Fresa Strong
35.000,00
8.000,00
27.000
10
2.700,00
225,00
Fresa Veker
22.000,00
5.000,00
17.000
10
1.700,00
141,67
Plasma
170.000,00 17.000,00
Aparelho de
solda 01
5.600,00
500,00
Aparelho de
solda 02
5.600,00
500,00
Equipamento
pintura
1.000,00
Compressor de
ar
15.500,00 1.000,00
153.000
10
15.300,00
1.275,00
5.100
10
510,00
42,50
5.100
10
510,00
42,50
1.000
2
500,00
41,67
14.500
10
1.450,00
120,83
Bens
Maquinas e
equipamentos
Serra
Veículos
Total
Móveis e
Utensílios
Depreciação Depreciação
ano
mês
4.000,00
400,00
3.600
10
360,00
30,00
22.000,00
7.000,00
15.000
5
3.000,00
250,00
2.985,83
52.300,00
Total
-
52.300
5
10.460,00
871,67
871,67
Fonte: Dados conforme pesquisa
40
O quadro a seguir apresenta todos os custos indiretos mensais da empresa.
Quadro 04
Custos indiretos.
Custos Indiretos
Depreciações Máquinas e Equipamentos
Depreciações Móveis e Utensílios
Pró-labore c/encargos
Honorários administrativos
Energia
Telefone
Propaganda e Publicidade
Contratos terceirizados de serviços de limp.
Empréstimos
Seguros prédios e instalações
Agua
Consertos eventuais de maquinas
Aluguel
Manutenção veículo
Combustível
Transporte funcionários
Alimentação funcionários
Total
Fixos
2.985,83
871,67
4.120,00
16.984,07
Variáveis
1.605,00
648,00
950,00
280,00
8.200,00
250,00
68,00
700,00
3.770,00
37.181,57
200,00
350,00
1.120,00
600,00
6.521,00
Fonte: Dados conforme pesquisa
Como pode-se verificar no quadro anterior, a empresa possui seu custo
indireto fixo no valor total de R$ 37.181,57 o que representa 85,07% de seus custos
indiretos, como seus custos indiretos fixos é alto, seus custos indiretos variáveis são
baixos, mensalmente a empresa gasta R$ 6.521,00 em custos indiretos variáveis, o
que representa 14,93% do total de seus custos indiretos
Dentro dos custos indiretos fixos a empresa desembolsa mensalmente R$
2.985,83 em depreciação de máquinas e equipamentos o que representa 8,03% do
total dos custos indiretos fixos, em depreciação de móveis e utensílios gasta R$
871,67 representando 2,34%, com pró-labore desembolsa R$ 4.120,00 o qual
representa 11,08%, já com Honorários administrativos a empresa gasta R$
16.984,07 o que representa 45,68% do total de seus custos indiretos fixos mensais,
com empréstimos a empresa desembolsa R$ 8.200,00, o qual representa 22,05%,
41
com seguros são gastos R$ 250,00, ou seja menos de 1%, com aluguel são gastos
R$ 3.770,00 o que representa 10,14% do total dos custos indiretos fixos.
O gráfico a seguir mostra a distribuição dos custos indiretos fixos em
porcentagem.
Gráfico 01
Custos Indiretos Fixos
Custos Indiretos Fixos
Depreciação Máq e Equipamentos
Depreciação Móveis e Utensilios
Pro-labore c/encargos
Honorários administrativos
Empréstimos
Seguros de prédios e instalações
Aluguel
0,67%
10,14% 8,03%
2,34%
11,08%
22,05%
45,68%
Fonte: Dados conforme pesquisa
Nos custos indiretos variáveis, a empresa apresenta maior despesa em
energia, onde são gastos R$ 1.605,00 o que representa 24,61% do total dos custos
indiretos variáveis, o segundo maior desembolso é de transporte com funcionários,
onde são gastos R$ 1.120,00, ou seja, 17,18% e o item de menor impacto é a
despesa com água, onde a empresa desembolsa apenas R$ 68,00, ou seja, 1,04%
do total de seus custos indiretos variáveis.
O gráfico a seguir demonstra a distribuição dos custos indiretos variáveis em
porcentagem.
42
Gráfico 02
Custos Indiretos Variáveis
Custos Indiretos Variáveis
Energia
Telefone
Propaganda e Publicidade
Contratos terceirizados de serv limp
Água
Consertos eventuais máquinas
Manutenção veículo
Combustivel
Transporte funcionários
Alimentação funcionários
9,20%
24,61%
17,18%
9,94%
5,37%
3,07%
10,73%
1,04%
14,57%
4,29%
Fonte: Dados conforme pesquisa
Portanto, a partir do levantamento dos custos indiretos fixos e variáveis, é
necessário apurar os custos diretos de cada produto, os quais estão na sequencia.
4.4 Apuração dos Custos Diretos
Custos diretos são todos os custos gastos diretamente para a produção,
dentre eles tem-se os custos de matéria prima e mão de obra e custo hora máquinas
utilizadas para a produção do equipamento em estudo.
Para chegar no custo por hora de cada máquina foi somado a valor da
depreciação mais a manutenção e os consumíveis que cada máquina gasta
mensalmente para a produção, chegando assim ao custo total por mês, após foi
dividido pelas horas disponíveis para a produção, que são o mesmo número de
horas disponíveis pelos colaboradores, ou seja, 174,24 horas por mês, então
chegou-se ao valor por hora máquina. No quadro a seguir consta o demonstrativo de
todos os valores alocados para cada máquina.
43
Quadro 05
Custo por hora máquina
Custo por hora máquina
Máquinas e
Horas
equipamentos Depreciação Manutenção Consumíveis Total mês disponíveis Valor/hora
R$ 200,00
R$ 242,00
1071,17
174,24
R$ 6,15
Torno Strong
R$ 629,17
R$ 200,00
R$ 242,00
629,50
174,24
R$ 3,61
Torno Nardini
R$ 187,50
R$ 200,00
R$ 310,00
735,00
174,24
R$ 4,22
Fresa Strong
R$ 225,00
R$ 200,00
R$ 310,00
651,67
174,24
R$ 3,74
Fresa Veker
R$ 141,67
R$ 300,00
R$ 1.520,00
3095,00
174,24
R$ 17,76
Plasma
R$ 1.275,00
Aparelho de
solda 01
Aparelho de
solda 02
Equipamento
pintura
Serra
R$ 42,50
R$ 200,00
R$ 1.380,00
1622,50
174,24
R$ 9,31
R$ 42,50
R$ 200,00
R$ 1.380,00
1622,50
174,24
R$ 9,31
R$ 41,67
R$ 100,00
R$ 100,00
R$ 250,00
R$ 50,00
R$ 200,00
R$ 200,00
191,67
330,00
700,00
174,24
174,24
174,24
R$ 1,10
R$ 1,89
R$ 4,02
R$ 50,00
270,83
174,24
R$ 1,55
R$ 30,00
Veículos
R$ 250,00
Compressor de
R$ 120,83
R$ 100,00
ar
Fonte: Dados conforme pesquisa
Na sequencia constam os gastos com mão de obra direta, que são todas as
pessoas que estão diretamente envolvidas no processo de produção. Para fazer o
correto rateio, foi identificado no calculo dos salários o nome da máquina em que
cada um trabalha.
44
Quadro 06
Calculo do custo com mão de obra direta.
Fresa
Calculo do custo com mão de obra direta
Torno
Plasma
Montagem
Solda
Salario Bruto
1.412,52
Insalubridade
179,52
Subtotal
1.592,04
1.552,37
1.150,50
179,52
179,52
1.731,89
1.330,02
1.369,00
179,52
1.548,52
1.806,00
179,52
1.985,52
Serra
Pintura
1.150,50 1.100,00
179,52
179,52
1.330,02 1.279,52
Férias
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
13º salario
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
8,33
1/3 férias
2,78
2,78
2,78
2,78
2,78
2,78
2,78
1.901,53
2.068,57
1.588,58
35,80
35,80
35,80
Subtotal
Previsões
FGTS
8,00
8,00
Total
2.734,40 2.974,60
Horas
trabalhadas
174,24
174,24
Custo da hora
15,69
17,07
Fonte: Dados conforme pesquisa
8,00
2.284,37
174,24
13,11
1.849,55
35,80
8,00
2.659,66
174,24
15,26
2.371,51
35,80
8,00
3.410,22
174,24
19,57
1.588,58 1.528,26
35,80
35,80
8,00
8,00
2.284,37 2.197,64
174,24
13,11
174,24
12,61
Como visto no quadro anterior, realizou-se o cálculo de todos os custos que
se tem na empresa, onde somam-se o salário bruto com o adicional de
insalubridade, e sobre este adicionou-se 8,33% sobre férias, 8,33% sobre décimo
terceiro salário, 2,78% correspondente a um terço sobre férias, tendo assim um
subtotal, que a partir deste é somado 35,80% que são as provisões correspondentes
a admissões, demissões, atestados, multas rescisórias que a empresa calcula sobre
os funcionários, mais 8% que corresponde ao Fundo de Garantia do Trabalhador.
Para chegar ao custo gasto na produção de um guincho, foi somado o custo
da hora máquina, mais o custo com mão de obra de cada operador por maquina,
este multiplicado pelas horas utilizadas na produção chegou-se ao custo total por
máquina. O quadro seguinte demonstra o valor direto total gasto por máquina.
45
Quadro 07
Tempo de horas maquinas para fabricação de um equipamento
Máquinas
Custo da hora
Horas Utilizadas
Custo total
Torno Strong
6,15
1
6,15
Torno Nardini
3,61
1
3,61
Fresa Strong
4,22
1
4,22
Fresa Veker
3,74
1
3,74
Plasma
17,76
2
35,53
Aparelho de solda 01
9,31
1
9,31
Aparelho de solda 02
9,31
1
9,31
Equipamento pintura
1,10
1
1,10
Serra
1,89
1
1,89
Veículos
4,02
1
4,02
Compressor de ar
1,55
1
1,55
Total
Fonte: Dados conforme pesquisa
80,43
Conforme o quadro anterior, a empresa tem um custo total de R$ 80,43 para
a produção de um guincho, onde na máquina Torno Strong tem um custo de R$
6,15, pois é utilizada 1 hora da máquina, no outro torno são gastos R$ 3,61
utilizando o mesmo numero de horas, porém o seu valor de depreciação é menor,
por isso de custo ser menor. O mesmo ocorre nas fresas, onde é utilizada1 hora de
cada máquina e seus valores de depreciação são diferentes, onde uma apresenta
um custo de R$ 4,22 e a outra de R$ 3,74.
Para o plasma a empresa gasta R$ 35,53 em 2 horas de trabalho, com o
aparelho de solda 01 que é utilizada no processo de montagem, onde as peças são
posicionadas e ponteadas são gastos R$ 9,31, o mesmo ocorre no aparelho de
solda 02 onde é feito o processo de solda das peças, são gastos R$ 9,31 no mesmo
numero de horas. Para o processo de pintura são gastos R$ 1,10 em 1 hora de
trabalho, no processo de corte das peças realizado na serra são gastos R$ 1,89. Já
para o veículo é gasto R$ 4,02 em uma hora de uso, nesse tempo o veículo fica em
movimento por apenas 10 minutos, os outros 50 minutos ele fica parado. O
compressor de ar é utilizado por 1 hora, gastando R$ 1,55.
46
4.5 Apuração da matéria prima
No processo de fabricação de um guincho frontal fixo, são utilizados 56 tipos
de matérias primas, onde as mesmas são divididas em itens comprados prontos,
que são os que não sofrem nenhuma industrialização pela empresa, e os aços, que
são comprados na forma de chapas, tubos, perfis, vigas, ferros chatos e barras
redondas, estes os que sofrem alterações no processo de industrialização dentro da
empresa.
O quadro seguinte mostra todos os tipos de aços utilizados, bem como o peso
utilizado, o valor pago por quilo e o total gasto para a produção de um guincho.
Quadro 08
Aços utilizados na produção do guincho
Aços utilizados na produção do Guincho
Descrição da matéria prima
KG utilizados
VALOR KG
TOTAL
Tubo 80 X 120 X 6,30
185
R$ 3,97
R$ 734,45
Tubo 50 X 50 X 4,75
84
R$ 3,60
R$ 302,40
Viga "U" 101,60 X 6,27
12,27
R$ 3,46
R$ 42,45
Ferro chato 101,6 X 12,7
13,33
R$ 3,52
R$ 46,92
Aço Sae 1020 Ø 53,97
15,7
R$ 4,48
R$ 70,34
Tubo mecânico 127 X 20.70 X 120.00 X 90.00
24,15
R$ 9,06
R$ 218,80
Chapa 5/16"
9,33
R$ 2,90
R$ 27,06
Ferro chato 3/4 X 3"
4,77
R$ 3,30
R$ 15,74
Aço Sae 1020 Ø 50
1,03
R$ 4,50
R$ 4,64
Tubo 50 X 80 X 6,30
11,6
R$ 4,00
R$ 46,40
Aço Sae 1020 Ø 95
32,18
R$ 6,75
R$ 217,22
Tubo mecânico 101,6 X 85
21,02
R$ 9,06
R$ 190,44
Chapa 5/8"
2,96
R$ 2,72
R$ 8,05
Chapa 1/2"
69,72
R$ 2,52
R$ 175,69
Chapa 5/16"
49,79
R$ 2,60
R$ 129,45
Aço Sae 1020 Ø 25
3,57
R$ 3,04
R$ 10,85
Ferro chato 1/2 X 1.1/2"
0,75
R$ 3,77
R$ 2,83
Aço Sae 1020 Ø1 1/4"
3,1
R$ 3,92
R$ 12,15
Ferro chato 1/2 X 2"
6,88
R$ 3,61
R$ 24,84
Aço Sae 1020 Ø 1 1/2"
4,47
R$ 3,92
R$ 17,52
Ferro chato 1/2 X 2 1/2"
7,58
R$ 3,61
R$ 27,36
Perfil 'UDC' 40 X 50 X 140 X 3000
128
R$ 3,10
R$ 396,80
Total
Fonte: Dados conforme pesquisa
R$ 2.722,40
47
Conforme o quadro, a empresa gasta em aços R$ 2.722,40 para a fabricação
de um guincho hidráulico frontal.
O quadro a seguir mostra todos os itens comprados prontos, ou seja, os itens
que apenas são adicionados ao produto, sem sofrer nenhuma alteração.
48
Quadro 09
Itens comprados prontos
Itens comprados prontos
Quantidade Valor Unit.
Parafuso sext. 1" X 8" 8.8
ArruelaM 24
Porca autotravante1"
Cilindro hidraulico4" X 450mm
Cilindro hidraulico3" X 430mm
Porca 1 1/4" X 12 fios castelo
Arruela 1 1/4"
Contrapino 5/32 X 2"
Rolamento 6210 2RS FX ESF 50X90X20
Rolamento 33014 cônico 70X110X31
Retentor 85 X 110 X 12
Retentor 50 X 90 X 10
Anel elástico E-50
Roda agrícola. 5.5 X 16 ESP 9,5/ 6F 173,5
Pneu 700X 16 - 8 lonas
Camara de ar 650/700X16
Parafuso p/ roda C5NN 1107F
Porca p/ roda C5NN - 1012B
Pino trava 1/4 X 2"
Parafuso sext. M16 X 100 - 8.8
Porca M16
Arruela M16
Conexão curva 90° 3/4 X3/8"
Parafuso M16 X 60 - 8.8
Engate rápido 3/4"
Adaptador NPT 3/4 X 3/8"
Conexão M24
Esticador M16
Mangueira 3/8" x 2 tramas
Tinta azul zafira
Tinta amarelo Ipiranga
Tinta preto fosco
Tinta vermelho óxido
Corrente 9 mm
Total
7
16
8
1
1
4
4
4
6
2
2
6
2
2
2
2
12
12
2
2
4
4
3
4
4
4
1
2
42
3,6
7,2
0,5
2
5,64
R$ 11,30
R$ 0,82
R$ 2,50
R$ 650,00
R$ 480,00
R$ 9,15
R$ 1,28
R$ 0,25
R$ 35,00
R$ 35,00
R$ 10,00
R$ 19,00
R$ 2,10
R$ 120,00
R$ 359,00
R$ 39,50
R$ 1,50
R$ 0,60
R$ 6,60
R$ 3,18
R$ 0,40
R$ 0,18
R$ 12,00
R$ 2,09
R$ 25,00
R$ 11,00
R$ 35,00
R$ 22,00
R$ 10,24
R$ 13,31
R$ 13,00
R$ 17,77
R$ 9,73
R$ 13,30
Total R$
Total %
R$ 79,10
2,12%
R$ 13,12
0,35%
R$ 20,00
0,54%
R$ 650,00
17,43%
R$ 480,00
12,87%
R$ 36,60
0,98%
R$ 5,12
0,14%
R$ 1,00
0,03%
R$ 210,00
5,63%
R$ 70,00
1,88%
R$ 20,00
0,54%
R$ 114,00
3,06%
R$ 4,20
0,11%
R$ 240,00
6,44%
R$ 718,00
19,25%
R$ 79,00
2,12%
R$ 18,00
0,48%
R$ 7,20
0,19%
R$ 13,20
0,35%
R$ 6,36
0,17%
R$ 1,60
0,04%
R$ 0,72
0,02%
R$ 36,00
0,97%
R$ 8,36
0,22%
R$ 100,00
2,68%
R$ 44,00
1,18%
R$ 35,00
0,94%
R$ 44,00
1,18%
R$ 430,08
11,53%
R$ 47,92
1,28%
R$ 93,60
2,51%
R$ 8,89
0,24%
R$ 19,46
0,52%
R$ 75,01
2,01%
R$ 3.729,53 100,00%
Fonte: Dados conforme pesquisa
Conforme o quadro 08, o custo total dos materiais comprados prontos foi de
R$ 3.729,53, tendo como destaque, de valor mais expressivo nos pneus, onde
representa 19,25% do total dos itens comprados prontos.
49
4.6 Custeio por Absorção
Após o levantamento de todos os custos necessários para a produção do
guincho levantados, foi realizado o método de custeio por absorção, conforme o
quadro 09.
Quadro 10
Custeio por absorção
CUSTEIO POR ABSORÇÃO
Peça
MP
MOD
Custo máquina
CIF
CIV
CUSTO TOTAL
Guincho frontal
6.451,94
851,19
80,43
2.364,46
299,40
10.047,42
TOTAL
6.451,94 851,19
Fonte: Dados conforme pesquisa
80,43
2.364,46
299,40
10.047,42
Para chegar ao custo total pelo método de custeio por absorção, foi somado o
custo total com matéria prima, tanto em aços como em itens comprados prontos R$
6.451,94, mais o valor da mão de obra direta R$ 851,19, mais o custo indireto fixo
R$ 2.364,46, mais o custo indireto variável R$ 299,40, então chegamos ao custo
total de R$ 10.047,42.
4.7 Custeio Variável
Depois de encontrado o custo total pelo método de absorção, foi levantado o
custo total pelo método de custeio variável conforme o quadro 11.
Quadro 11
Custeio variável
CUSTEIO VARIÁVEL
Peça
MP
Guincho frontal
R$ 6.451,94
TOTAL
R$ 6.451,94
Fonte: Dados conforme pesquisa
MOD
Custo maquina
CIV
CUSTO TOTAL
851,19
80,43
299,40
R$
7.682,97
851,19
80,43
299,40
R$
7.682,97
Para encontrar o custo total pelo método de custeio variável, foi somado o
custo total da matéria prima de R$ 6.451,94, mais o valor total da mão de obra direta
50
de R$ 851,19, mais o valor do custo máquina de R$ 80,43, mais os custos indiretos
variáveis de R$ 299,40, onde chegamos ao custo total de R$ 7.682,97.
Gráfico 03
Métodos de custeio
Métodos de custeio
R$12.000,00
R$10.000,00
R$8.000,00
R$6.000,00
R$4.000,00
R$2.000,00
R$MP
MOD
Custo
maquina
Custeio por Absorção
CIF
CIV
CUSTO
TOTAL
Custeio Variavel
Fonte: Dados conforme pesquisa
Ao comparar os dois métodos de custeio, pode-se perceber que todos são
iguais, exceto o custo indireto fixo, onde no método de custeio variável não se
considera o custo indireto fixo por não fazer parte diretamente do produto, por isso
encontramos a diferença de R$ 10.047,42 do absorção para R$ 7.682,97 do
variável.
4.8 Formação do preço de venda
Após encontrados os custos totais pelos métodos de custeio por absorção e
variável, foi realizado o calculo do preço de venda orientativo, conforme o quadro 12.
51
Quadro 12
Preço de venda orientativo
Preço de venda orientativo dentro do estado
Simples
12%
Margem de lucro
20%
Comissão
5%
Total
37%
Mark Up
0.63
Preço de venda orientativo
Fonte: Dados conforme pesquisa
R$ 15.948,29
Como a empresa é optante pelo simples nacional, contribui mensalmente com
12% de suas vendas, para a permanência no mercado e crescimento da empresa
estimou-se uma margem de lucro de 20%, para os vendedores a empresa paga uma
comissão de 5%, o resultado da soma dos 3 itens, foi de 37%, logo então o markup
divisor é de 0,63. Dividindo o custo total do método de absorção pelo markup de
0,63 chegamos ao preço de venda orientativo do produto de R$ 15.948,29.
Com o preço de venda orientativo encontrado, foi calculado o preço de venda
mínimo, pois se tem a necessidade de saber até que preço a empresa pode vender
o seu produto sem acarretar prejuízo em curto prazo. O quadro 13 apresenta o
calculo.
Quadro 13
Preço de venda mínimo
Preço de venda mínimo dentro do estado
Simples
Margem de lucro
Comissão
12%
0%
5%
Total
17%
Mark Up
0.83
Preço de venda orientativo
Fonte: Dados conforme pesquisa
R$ 9.256,59
O preço mínimo de venda do guincho ficou em R$ 9.256,59, o que significa que
em tempos de crise a empresa pode vender o equipamento por esse valor, não é
recomendado vender, porém para não perder cliente, ou mercado a empresa pode
vender em curto prazo por esse preço.
52
4.9 Margem de contribuição
A margem de contribuição é o valor que sobra para a empresa cobrir seus custos
e despesas fixas e gerar o resultado, conforme o quadro a seguir:
Quadro 14
Margem de contribuição unitária - orientativo
PREÇO DE VENDA ORIENTATIVO
Produto
Preço de venda
CV
Guincho
15.948,29
Fonte: Dados conforme pesquisa
Desp. Var. 17%
7.682,97
2.711,21
Mcu
5.554,11
Para calcular a margem de contribuição unitário no preço orientativo, foi
descontado do preço de venda orientativo R$ 15.948,29 os custos variáveis R$
7.682,97 mais as despesas variáveis com vendas de R$ 2.711,21 que
correspondem aos 12% de imposto mais 5% da comissão, chegando a uma margem
de contribuição de R$ 5.554,11, ou seja, para cada guincho vendido ficara uma
margem de R$ 5.554,11 para cobrir as despesas fixas e formar o lucro.
No calculo da margem de contribuição praticada, foi realizado o mesmo
calculo, como o preço de venda praticado é menor que o orientativo, sua margem de
contribuição também é menor, onde que para cada guincho vendido fica uma
margem de apenas R$ 3.854,03.
Quadro 15
Margem de contribuição unitária - praticado
PRODUTO
GUINCHO
PREÇO DE VENDA PRATICADO
PREÇO DE VENDA
CV
DESP. VAR.
13.900,00
7.682,97
2.363,00
Mcu
3.854,03
Fonte: Dados conforme pesquisa
No quadro 15 pode-se perceber que o preço de venda praticado é menor que
o orientativo, com isso a empresa tem de vender mais unidades para poder chegar
ao resultado pretendido.
53
4.10
Ponto de equilíbrio
No quadro a seguir tem-se o calculo do ponto de equilíbrio.
Quadro 16
Ponto de equilíbrio contábil – Orientativo
PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL – ORIENTATIVO
PRODUTO
CF TOTAL
GUINCHO
Mcu
2,364.46
PE Un
5,554.11
PE R$
0.43
6,789.39
Fonte: Dados conforme pesquisa
Para calcular o ponto de equilíbrio contábil orientativo foi dividido o custo fixo
total R$ 2.364,46 pela margem de contribuição unitária R$ 5.554,11, então
chegamos ao valor de 0,43, ou seja, quando vender 43% do produto já atingiu o
ponto de equilíbrio contábil R$ 6.789,39.
Quadro 17
Ponto de equilíbrio contábil – Praticado
PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL – PRATICADO
PRODUTO
GUINCHO
CF TOTAL
Mcu
2,364.46
3,854.03
PE UN
PE R$
0.61
8,527.67
Fonte: Dados conforme pesquisa
No ponto de equilíbrio praticado pela empresa no momento, só se atinge o
ponto de equilíbrio quando vender 61% do equipamento, ou seja, para chegar ao
mesmo ponto de equilíbrio orientativo a empresa tem de vender 18% a mais de seu
produto.
4.11
Margem de segurança operacional
Com o ponto de equilíbrio encontrado, foi calculado a margem de segurança
operacional, conforme o quadro 17.
54
Quadro 18
Margem de segurança operacional – Orientativo
MARGEM DE SEGURAÇA OPERACIONAL - ORIENTATIVO
PRODUTO QTDE VENDIDA
QTDE NO PE MSO
MSO %
GUINCHO
1
0.43
0.57
57.43
MSO R$
9,158.90
Fonte: Dados conforme pesquisa
Considerando a venda de uma unidade pelo preço de venda orientativo, a
margem de segurança operacional é de 57,43%, a qual é considerada boa, pois no
produto com preço de venda R$ 15.948,29, R$ 9.158,90 é a margem de segurança
operacional.
Quadro 19
Margem de segurança operacional – Praticado
MARGEM DE SEGURAÇA OPERAIONAL - PRATICADO
PRODUTO QTDE VENDIDA
QTDE NO PE MSO
MSO %
SECADOR
1
0.61
0.39
38.65
MSO R$
5,372.33
Fonte: Dados conforme pesquisa
Ao analisar a margem de segurança operacional pelo preço de venda
praticado, pode-se perceber que sua margem diminuiu consideravelmente, pois
passou de 57,43% para 38,65%, ou seja, se a empresa diminuir suas vendas em
40%, já fechara com prejuízo.
55
CONCLUSÃO
Ao término deste trabalho, pode-se observar a importância da sua realização
para o crescimento intelectual, tanto pessoal como profissional, com ampliação dos
conhecimentos obtidos em sala de aula e colocado em prática neste estudo.
Na realização do estudo procurou-se demonstrar a importância dos controles
gerenciais, principalmente dos custos, das despesas e receitas em uma indústria de
maquinas e equipamentos, visando buscar um resultado que satisfaça as
expectativas do proprietário.
Primeiramente foi aprofundado os conhecimentos teóricos, visando a
obtenção de dados que pudessem auxiliar no prosseguimento do trabalho por meio
de pesquisas bibliográficas e assim responder a questão de pesquisa proposta, que
é de que forma a contabilidade de custos e a analise de preços pode contribuir com
informações para a gestão da empresa.
Os dados para o desenvolvimento da proposta inicial foram obtidos na
empresa estudada, sendo possível assim atingir os objetivos gerais e específicos,
bem como responder a questão de estudo no decorrer do quarto capitulo.
O atendimento dos objetivos da pesquisa foi possível, através dos dados
levantados na organização, onde realizou-se a classificação dos custos e despesas,
para então, identificar o resultado da organização para a fabricação do guincho
frontal fixo. Ficou claro que a correta interpretação dos dados coletados, assim como
a classificação dos mesmos, é de fundamental importância para chegar ao resultado
pretendido.
O calculo dos custos pelos métodos de custeio por absorção e variável, foram
fundamentais para a conclusão do trabalho, pois através deles chegamos ao preço
de venda orientativo e preço de venda mínimo. Que em comparação ao realizado na
empresa conclui-se que a empresa tem lucros com o valor de venda praticado, mas
não é o lucro esperado pelos gestores, sendo necessário o aumento do preço de
venda para chegar a margem de lucro esperada.
Entende-se que o estudo foi de fundamental importância para o acadêmico,
por permitir o contato com a prática em uma indústria, e para a empresa em razão
de mostrar que seu negocio não está atingindo o resultado pretendido.
56
Com isso o presente trabalho contribuiu para um melhor acompanhamento
dos custos, despesas, receitas, margem de contribuição e do resultado auxiliando no
processo de controle e gestão da empresa.
57
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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I Ijuí: Unijui, 2 semestre do curso Ciências Contábeis, 2008. 48p.
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59
Download

TCC TIAGO GABBI 2 - Biblioteca Digital da UNIJUÍ