III ENCONTRO DA ANPPAS
23 a 26 de maio de 2006
Brasília, DF
Desenvolvimento Local sob a ótica do Turismo Rural na
Agricultura Familiar: um estudo de caso em São José dos
Pinhais, PR.
Ângelo Benjamim Costa Tadini Júnior
Equipe do Turismo Rural na Agricultura
Familiar / Serviço Social Autônomo
Ecoparaná
Letícia Bartoszeck Nitsche
UFPR Bolsista Capes, Colaboradora da
Equipe do Turismo Rural na Agricultura
Familiar do Ecoparaná
Tami Szuchman
Equipe do Turismo Rural na Agricultura
Familiar / Serviço Social Autônomo
Ecoparaná
Ciente do advento do Turismo Rural na Agricultura Familiar – TRAF como uma atividade
promissora para a melhoria da qualidade de vida de comunidades de agricultores distribuídas no
território nacional, o presente trabalho busca indicadores de que está se experimentando o
desenvolvimento local gerado por projetos que envolvem este tipo de turismo e se estes
benefícios podem ser realmente mensurados. A área de estudo são os roteiros turísticos
“Caminho do Vinho”, localizado no município de São José dos Pinhais e “Caminhos do
Guajuvira” localizado no município de Araucária, ambos na Região Metropolitana de Curitiba
Estado do Paraná. Diante da coleta de dados combinando a pesquisa qualitativa e quantitativa e a
observação participante, buscou-se a interface entre o referencial teórico às informações de
campo. Constatou-se assim a necessidade de se identificar indicadores que possam traduzir
melhor os benefícios desta atividade, como o aumento da produção agrícola, a agregação de
renda, geração de emprego, melhorias da infra-estrutura local, resgate da cultura local, entre
outros.
1. Desenvolvimento Local sob a ótica do Turismo Rural na Agricultura Familiar
Com foco nos pequenos agricultores que descobrem o turismo como complemento de
renda para suas atividades tradicionais, o presente estudo tem o intuito de investigar as
transformações geradas em comunidades compostas por agricultores familiares, considerando,
tanto o âmbito social e cultural, quanto o ambiental e econômico.
Diante da formação de uma nova concepção de desenvolvimento rural, constata-se a
presença do turismo como uma atividade relevante que vem interagindo neste processo de forma
crescente. Considerado como uma atividade não agrícola, o turismo vem mostrando seu
potencial, proporcionando reflexos na economia, no uso dos recursos naturais e nos aspectos
culturais.
O turismo rural tem sido considerado uma forma de buscar experiências alternativas ao
turismo de massa, sendo importante compreender os processos que envolvem o surgimento desta
atividade e a dinâmica dos destinos rurais, como espaços diferenciados, em oposição aos
massificados, geralmente aliados ao chamado turismo de “sol e praia” (FERNANDO VERA et
al, 1997, p. 18)
Este tipo de turismo propõe a aproximação do visitante à realidade do meio rural
incluindo-o como participante na formação deste novo mundo rural, o qual é visto por Flores e
Macedo (1999, p.04) como “um território de produção e consumo da sociedade urbano-industrial,
onde o campo passa a caracterizar-se como uma referencia de ‘um bom lugar de viver’. Surgem
novas oportunidades de exploração, como o lazer associado ao convívio com o meio ambiente
natural, a exemplo de hotéis-fazenda, turismo ecológico, artesanato rural, da agroindústria
familiar, dentre outros”.
Neste cenário, é fundamental enfocar as famílias de agricultores que vivem da produção
agrícola e vêm experimentando o turismo como uma alternativa de incremento ao árduo trabalho
do campo, valorizando os saberes locais e a cultura rural. Aponta-se então, uma tendência para a
pluriatividade, ou seja, membros da família passam a exercer atividades não-agrícolas (Estudos
realizados pelo Projeto Rurbano - Núcleo de Economia Agrícola do IE/Unicamp), ligadas ao
comércio, educação, serviços, administração pública entre outras, combinados aos membros que
trabalham na produção rural. Dentre estas atividades o turismo começa a aparecer entre os
serviços de alimentação, hospedagem, venda de produtos, comércio, eventos etc.
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Desta forma, o conceito de turismo rural está ligado ao aspecto produtivo deste meio,
assim é reconhecido pelo Ministério do Turismo (2004) como “o conjunto de atividades turísticas
desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a
produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade”.
Sob este enfoque as atividades de turismo rural estão intrinsecamente ligadas à produção
rural, contudo também podem manifestar-se indiretamente, por meio de representações deste
processo produtivo.
O aprofundamento destas relações de produção rural com o turismo evidencia o
trabalhador do campo como um dos principais sujeitos no desenvolvimento do turismo rural.
Dentro desta perspectiva, o Ministério do Desenvolvimento Agrário apóia a atividade definida
por Turismo Rural na Agricultura Familiar – TRAF (2004):
A atividade turística que ocorre na unidade de produção dos agricultores familiares que mantêm as
atividades econômicas típicas da agricultura familiar, dispostos a valorizar, respeitar e compartilhar seu
modo de vida, o patrimônio cultural e natural, ofertando produtos e serviços de qualidade e proporcionando
bem estar aos envolvidos.
Chama a atenção o reconhecimento desta atividade pelo poder público federal, criando
políticas públicas como as linhas de crédito específicas para o turismo do Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF, bem como o desenvolvimento do Programa
Nacional de Turismo Rural na Agricultura Familiar PNTRAF e o incentivo à criação de redes
como a Rede TRAF.
O turismo rural se apresenta como atividade de relevância no processo de
desenvolvimento local, pois possui como fundamento, o envolvimento da população, a
preservação do meio ambiente bem como alternativas na geração de emprego e renda.
Segundo Flores e Macedo (1999, p.08):
Os componentes operacionais para a implantação de um novo paradigma de desenvolvimento rural na
lógica do desenvolvimento local para a agricultura familiar no chamada novo mundo rural devem abranger,
de forma estratégica, participativa e adensada, o conjunto das atividades que viabilizem a produção, a
distribuição/comercialização e o consumo, no contexto das relações sociais de produção dos complexos
sistemas de produção em uso pelos agricultores e seus familiares. O enfoque central é dado no agricultor
familiar e no seu proativo envolvimento no processo de desenvolvimento.
Pelo exposto, vislumbra-se o TRAF como uma atividade promissora que venha a
contribuir para o desenvolvimento local, gerando a melhoria da qualidade de vida de agricultores
familiares, porém são escassos dados que comprovem estes benefícios.
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Assim sendo, o presente trabalho investiga o roteiro turístico “Caminho do Vinho” no
município de São José dos Pinhais/PR e o “Caminhos do Guajuvira” no município de
Araucária/PR, procurando desvendar as seguintes hipóteses:
•
Os projetos de turismo rural na agricultura familiar são propulsores do desenvolvimento
local;
•
É possível mensurar os benefícios dos projetos de turismo rural na agricultura familiar.
O enfoque metodológico para a realização da pesquisa é a modalidade de estudo de caso,
eleito com o intuito de investigar a ocorrência do TRAF na localidade sob os pontos de vista dos
diversos atores envolvidos. Entrevistas semi-estruturadas e levantamento de dados primários
foram realizados junto a Prefeitura Municipal (Departamento de Turismo), Emater/PR,
agricultores familiares e comunidade da área dos roteiros turísticos, além de observação
participante a campo.
Para efeito de pesquisa adotou-se como “agricultor familiar” a denominação oficial do
Ministério de Desenvolvimento Agrário – MDA para os beneficiários do Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF:
(...) os produtores rurais, inclusive remanescentes de quilombos e indígenas, que atendam
aos seguintes requisitos:
-
sejam proprietários, posseiros, arrendatários, parceiros ou concessionários da reforma
agrária;
-
residam na propriedade ou em local próximo;
-
detenham, sob qualquer forma, no máximo 4 módulos fiscais de terra, quantificados
conforme a legislação em vigor, ou no máximo 6 módulos quando se tratar de
pecuarista familiar;
-
o trabalho familiar deve ser a base da exploração do estabelecimento.
2. Estudo de caso: São José dos Pinhais e Araucária, PR
A partir das premissas teóricas sobre turismo rural na agricultura familiar (TRAF) e
desenvolvimento local foram levantadas informações e realizadas constatações in loco em duas
propostas de turismo da Região Metropolitana de Curitiba, buscando discutir as hipóteses da
pesquisa.
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O roteiro turístico “Caminho do Vinho” localiza-se na Colônia Mergulhão, formada por
moradores de origem italiana, os quais vivem de uma economia baseada na agricultura. A
concepção deste roteiro se deve ao Plano de Desenvolvimento Turístico do município, iniciado
em 1998. O “Caminho do Vinho” tem como eixo principal a Rua João Bortolan ou “Estrada do
Mergulhão”, local onde já ocorria a tradicional comercialização de vinho artesanal nas diversas
propriedades rurais, antes de ser identificado como potencial turístico.
De acordo com pesquisas anteriores (NITSCHE, L.; SZUCHMAN, T., 2004) a
participação da agricultura familiar entre os empreendimentos deste roteiro é de 64%, ou seja,
dos 28 empreendimentos, 18 são de agricultores familiares.
Além disto, identifica-se que nos demais empreendimentos, que não puderam ser
enquadrados nos critérios do PRONAF, o vínculo com a ruralidade está explícito agregando valor
à temática da agricultura de base familiar.
Quanto aos resultados da presente pesquisa, podemos afirmar que revelaram indicadores
de desenvolvimento local gerado pelo turismo. O principal deles está relacionado ao sucesso do
projeto, percebido pela satisfação dos seus participantes, pois do contrario, não se justificaria a
atual mobilização desta população para o desenvolvimento da atividade turística. Motivados pelo
andamento do projeto, 19 empreendimentos permanecem no roteiro desde o seu lançamento em
1999, os quais se somam a mais 09 que aderiram mais tarde e se mantém até hoje.
Dados da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo do município, registram uma
produção de vinho da Colônia Mergulhão de aproximadamente 80.000 litros durante o ano de
1999. Para o ano de 2005, a Emater/PR estimou uma produção superior a 350.000 litros. Ou seja,
em seis anos, a produção de vinho da colônia aumentou mais de 400%.
Nas entrevistas, muitos agricultores afirmaram que de 2004 para 2005 a produção dobrou,
e que para 2006 deveriam aumentar novamente os parreirais, uma vez que em alguns agricultores
não produziram uva o suficiente para atender o crescimento da produção de vinho.
O êxito do projeto também se confirma sob a vertente da demanda turística, que tem
aumentado significativamente, pois segundo o Departamento Municipal de Turismo (Secretaria
Municipal da Indústria, Comercio e Turismo – São José dos Pinhais) em 1999, aproximadamente
300 pessoas/mês visitavam o roteiro, passando para 10.000/mês estimados durante o ano de 2005.
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Informações da Secretaria Municipal da Industria, Comércio e Turismo acusam um gasto
médio de R$ 10,00 por pessoa para o ano de 1999, ampliando-se para R$ 25,00/pessoa ou pelo
menos R$ 50,00 por família em 2005.
Acredita-se que todo este processo se sustenta pela geração de renda, apesar da
dificuldade de coletar mais dados quantitativos que mensurem a renda atribuída ao turismo em
moeda real (R$). No entanto, a pesquisa revelou informações qualitativas que compensaram de
modo satisfatório a escassez de dados estatísticos:
- Realização de investimentos por parte dos agricultores familiares em infra-estruturas de
receptivo para exposição e venda de produtos ou espaço para servir refeições (seja adaptando
instalações existentes ou construindo novas), ampliação de tanques de piscicultura, entre outras
instalações;
- Realização de investimentos em equipamentos agrícolas, para atender a crescente
demanda da produção de vinho e uva;
- Cultivo de uvas pelas comunidades vizinhas para fornecer aos produtores da Colônia
Mergulhão;
- Participação mais ativa nas festas locais, como oportunidade para venda de produtos;
- Diversificação da produção rural, onde antes havia apenas o resultado imediato da
produção agrícola, hoje encontramos produtos transformados e artesanato comercializados para
os turistas.
O turismo agregou valor ao produto, já que a venda ocorre diretamente ao consumidor
final, sem a figura do “intermediário”. Sartor (1981, p.19) explica esta dinâmica econômica
desencadeada pela inserção do turismo no meio rural:
O turismo, ao atrair a presença do consumidor ao local de produção, gera efeitos de redistribuição dos
valores que ingressam na localidade, por meio dos vários componentes que integram o produto turístico. O
fator localizante do turismo, provocado pelo deslocamento do consumidor à fonte de produção, e não pela
remessa das mercadorias, gera, também, o efeito multiplicador. Isto é, provoca o surgimento de novas
unidades produtoras, diretas ou indiretas, ampliando a estrutura do produto turístico.
Entre os agricultores do Caminho do Vinho este efeito multiplicador é evidente na
comercialização de outros produtos, antes restritos ao consumo familiar como verduras frescas,
sucos, conservas, geléias, queijos, pães etc.
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O desenvolvimento local aqui percebido, em uma concepção mais ampla, não decorre
estritamente da geração de renda, pois a melhoria da qualidade de vida também abrange outras
perspectivas, como a cultural que se destacou neste estudo de caso.
Registramos a recuperação de casarios históricos, a preocupação em resgatar o folclore
através da criação de um grupo de dança folclórica italiana, (Cuore d’Italia), o interesse em
aprender o idioma de origem por meio da contratação de professor de italiano mantido pela
comunidade. As festas locais também passaram a ter uma maior participação desta comunidade,
não só devido ao interesse de comercializar produtos, mas pelo mérito de expô-los e exibir suas
manifestações folclóricas e artísticas, inclusive estendendo-se a eventos fora do município.
O orgulho da comunidade em relação às suas origens também se manifesta na composição
do espaço, como a praça na entrada da colônia, implantada em área particular doada e através da
eleição de símbolos e marcas para o projeto, como a “pipa com torneiras” (barril de
armazenagem do vinho), que se transformou em um monumento localizado na rótula de acesso
ao roteiro.
Por outro lado foram levantados alguns aspectos negativos como a ocorrência de assaltos
em alguns empreendimentos. Outro aspecto preocupante colocado é o sentimento de invasão
emitido pelos proprietários, provocado por determinados visitantes ao arrancarem frutas e
verduras sem permissão ou sem os cuidados necessários.
Outro projeto analisado é o “Caminhos de Guajuvira”, por sua vez uma proposta
implantada no município de Araucária/PR em 2004, planejada a partir de 2002. Apesar de este
município ter sua imagem fortemente vinculada à atividade industrial, o roteiro turístico citado
possui como temática, o próprio rural, focado na vida das famílias do campo.
Neste roteiro é indiscutível a participação da agricultura familiar, pois 09 dos 10
empreendimentos se enquadram nos critérios do PRONAF para agricultura familiar.
Como parte deste modo rural de viver é perceptível a herança étnica polonesa, presente na
arquitetura das casas, na gastronomia, no trato com a terra e seus produtos, bem como no
linguajar e nas características físicas daqueles que recebem os visitantes. A produção de flores,
frutas e transformados se destacam no roteiro.
Pode-se detectar que a comunidade encontra-se interessada pelo turismo, acreditando na
melhoria da renda familiar, sendo que os produtores rurais demonstram que ainda é cedo para
falar sobre aumento de renda, mas a expectativa é positiva em relação a esta nova atividade.
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Foram levantados também alguns investimentos realizados pelos proprietários, ligados a
melhoria de estruturas para receptivo, como a aquisição de mobiliário para servir alimentação e a
construção de locais cobertos para venda e degustação de produtos artesanais.
Pequenas alterações no ambiente rural podem ser notadas por aqueles que conheciam o
Distrito de Guajuvira antes do advento do turismo, sobretudo em relação à estética dos espaços
residenciais e coletivos através de uma maior elaboração dos jardins das casas, cultivo de hortas,
plantio de frutíferas e de plantas medicinais.
Pode-se declarar que foram alcançados indicadores de desenvolvimento local, já que de
acordo com Cavaco (1996, p. 98) esta forma de desenvolvimento se assenta na revitalização e
diversificação da economia, capaz de atrair e ocupar a população potencialmente ativa, com êxito
econômico, profissional e social, valorizando produções, renovando habitações e as aldeias e
assegurando melhores condições de vida.
Considerações finais
O estudo destes dois roteiros turísticos constituídos preponderantemente de agricultores
familiares permitiu mostrar que o turismo tem contribuído para o desenvolvimento local com
intervenções positivas em aspectos econômicos, culturais e sociais, confirmando-se a primeira
hipótese da pesquisa. Evidencia-se que a renda gerada pelo turismo provoca um efeito
multiplicador que incide na auto-estima dos agricultores, promovendo os demais resultados
favoráveis à melhoria da qualidade de vida das comunidades.
Quanto à mensuração de dados, a pesquisa foi esclarecedora no sentido de mostrar a
relevância de indicadores qualitativos para demonstração de resultados, uma vez que o TRAF é
um tipo de atividade que movimenta a propriedade familiar como um todo, sendo difícil
identificar índices de forma isolada. Contudo, ressaltamos a necessidade de combinar estas
informações com dados quantitativos como renda familiar gerada pelo turismo, gasto médio do
turista, número de visitantes/mês, perfil do visitante, comércio, entre outros.
A atividade do Turismo Rural na Agricultura Familiar vem despontando como alternativa
viável ao desenvolvimento local sendo que as diversas experiências pelo Brasil demonstram que
a atividade tem boa capacidade de resposta a investimentos públicos e privados.
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Esta ramificação do turismo rural tem especificidades que vão além da questão
econômica, é uma atividade de grande potencial de inserção de faixas da população comumente
pouco expressivas na composição da renda familiar, como idosos, jovens e mulheres.
Para que a atividade possa se desenvolver de forma a se consolidar como geradora de
emprego e renda nas áreas rurais dos municípios brasileiros é preciso que o poder público tanto
nas esferas federal, estadual quanto municipal reconheça esta atividade como diferenciada e
demandante de políticas públicas específicas.
Parece também pertinente que se estabeleçam parâmetros adequados para levantamentos
estatísticos, diferenciando a produção rural da urbana, de forma a tornar possível uma
quantificação dos resultados da atividade visando incentivar investimentos na mesma.
As secretarias e departamentos responsáveis pelo turismo nos municípios têm uma
participação efetiva na manutenção e incentivo destes projetos, contanto também com apoiadores
locais, estaduais e federais, apesar disto, há também uma preocupação no sentido de garantir a
sustentabilidade da proposta. Assim sendo, estimula-se que a gestão dos roteiros ocorra de forma
independente do poder público.
Referências
CAVACO, C. Turismo Rural e Desenvolvimento Local. In: Turismo e Geografia: reflexões
teoricas e enfoques regionais. Org. RODRIGUES, Adyr. São Paulo: Hucitec, 1996.
FERNANDO VERA, J. (coord.); LÓPEZ PALOMEQUE, F.; MAUEL J. MARCHENA;
SALVADOR ANTON. Análisis territorial del turismo: uma nueva geografía del turismo. Ed.
Ariel S. A., Barcelona, 1997.
FLORES, M. X.; MACÊDO, M.M. Novos rumos do desenvolvimento rural. XXXVII
Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural: Foz do Iguaçú, 1999.
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO. Plano Safra 2004/2005. Brasília, 2004.
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO; MINISTÉRIO DO TURISMO.
Programa Nacional de Turismo Rural na Agricultura Familiar. Brasília, 2004.
MINISTÉRIO DO TURISMO. Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo Rural no
Brasil. Brasília, 2004.
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NITSCHE, L.; SZUCHMAN, T. Agricultura Familiar: potencial para um turismo sustentável.
In: I ENCONTRO NACIONAL DE TURISMO COM BASE LOCAL, 8., 2004, Curitiba. Anais
do evento. 1 CD-ROM.
SARTOR, L. F. Turismo rural: uma alternativa de produção. Porto Alegre: Escola superior
de Teologia São Lourenço de Brindes, 1981.
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Desenvolvimento Local sob a ótica do Turismo Rural na