A
PUBLICIDADE
E
PROPAGANDA
COMO
FERRAMENTA
PARA
O
DESENVOLVIMENTO DO ARBORISMO NO TURISMO DE AVENTURA DO
CEARÁ
Daniel Maldonado de Albuquerque Lima1
Carlos Eugênio de Alencar Araripe Furtado2
RESUMO
O turismo de aventura é o setor do turismo que mais tem obtido ascensão no mundo. Isso se
deve ao fato do interesse crescente da população pela prática de atividades de aventura,
favorecendo a busca por várias regiões do país e o aparecimento de empresas com
profissionais especializados na operação e condução desse tipo de atividade. Este projeto teve
por finalidade demonstrar a importância da publicidade e propaganda como ferramenta para o
desenvolvimento do arborismo no turismo de aventura do Estado do Ceará. É uma pesquisa
exploratória e bibliográfica, de cunho descritivo, tendo sido realizado um estudo das
características da população, para identificar o perfil do usuário do turismo de aventura.
Buscou-se conhecer os mecanismos a serem utilizados para o crescimento desse ramo do
turismo e os benefícios a serem proporcionados para o público. A principal diferença entre o
turismo e o mercado tradicional está na maneira que se observa e entende-se o conteúdo que
está inserido nos atrativos, além da forma de abordar e envolver o público alvo. Para tornar o
arborismo uma atividade mais conhecida e praticada em nosso estado, será necessário investir
mais em divulgação, ressaltando-se a necessidade de associar as técnicas publicitárias ao
desenvolvimento econômico dessa atividade.
Palavras-chave: Turismo de aventura. Arborismo. ABETA
RESUMEN
El turismo de aventura es el sector del turismo que más viene obteniendo ascensión en el
mundo. Esto es debido al interés creciente de la población por la práctica de actividades de
aventura, fomentando la búsqueda por distintos destinos en el país y el surgimiento de
empresas con profesionales especializados en la operación y realización de dicha actividad.
Este proyecto tiene como objetivo enseñar la importancia de la publicidad y propaganda como
herramienta para el desarrollo del arbolismo en el turismo de aventura del Estado de Ceará. Es
una investigación exploratoria y bibliográfica mediante trabajo descriptivo, habiendo sido
realizado un estudio de las características de la población, con el fin de identificar el perfil del
usuario del turismo de aventura. Se buscó conocer los mecanismos que se utilizarán para el
crecimiento de esta rama del turismo y los beneficios que se proporcionarán al público. La
principal diferencia entre el turismo y el mercado tradicional está en la forma de ver y
entender el contenido que está insertado en los atractivos, además de la forma de abordar e
involucrar el mercado meta. Por lo tanto, para convertir el arbolismo una actividad más
conocida y practicada en nuestro estado, será necesario invertir más en la publicidad,
_________________________________________
1
Aluno do Curso de graduação em comunicação social com habilitação em publicidade e propaganda da
Faculdade Integrada do Ceará.
2
Professor orientador, jornalista, publicitário, Mestre em Administração de Empresas, com ênfase em
marketing.
2
resaltándose la necesidad de asociar las técnicas publicitarias al desarrollo económico de esta
actividad.
Palabras clave: Turismo de Aventura. Arbolismo. ABETA
1 INTRODUÇÃO
A procura pelo inexplorado e desconhecido é característica inata ao ser humano.
Por isso, a cada dia o homem tem visto nas atividades de aventura uma maneira de sair dos
padrões urbanos e vivenciar nos ambientes naturais um sentimento de bem estar e qualidade
de vida, algo intrínseco a esse tipo de atividade.
Segundo Uvinha (2005), o crescente interesse da população mundial pela prática
de atividades de aventura tem trazido mudanças significativas nas estratégias de
planejamento, promoção e gestão do turismo de aventura. Isso tem favorecido a diversificação
e revigoração de vários destinos no país, com o aparecimento de profissionais e empresas
especializadas para a operação e condução dessas atividades.
As questões técnicas, mercadológicas e éticas que envolvem o turismo de
aventura mostram a necessidade de referenciais teóricos e metodologias operacionais que
orientem todo o processo, desde sua estruturação à operacionalização e conclusão das
atividades.
A indústria do turismo, assim chamada por vários autores que querem se referir
aos diversos negócios associados ao ramo, tem sido capaz de demonstrar grande potencial
para promover o desenvolvimento sócio-econômico, em que todas as modalidades de turismo
têm sido extremamente valorizadas, dentre as quais o turismo de aventura.
Entendido como uma atividade associada ao ecoturismo, o turismo de aventura,
atualmente, possui características estruturais e consistência mercadológica próprias.
Conseqüentemente, seu crescimento vem adquirindo novo leque de opções, possibilidades e
questionamentos que precisam ser compreendidos para a viabilização e qualificação do
segmento.
Para Farah (2005), na sociedade contemporânea, o turismo de aventura está cada
vez mais em voga, sendo considerado um dos segmentos que apresenta maior crescimento
mundial. Porém, o crescimento rápido desse mercado não acompanhou necessariamente os
3
padrões de qualidade e eficiência na prestação de serviços ao consumidor, o que contribui
para o aumento do número de acidentes durante a prática de tais atividades.
Além dos riscos inerentes à prática, outro ponto relevante é o fato de parte
significativa dessas atividades oferecidas no mercado gerarem impactos ambientais negativos,
sendo eles de ordem natural, sociocultural e econômica. Diante dessa realidade, faz-se
necessário promover o ordenamento e a normalização, delimitando parâmetros para a
organização, orientando assim as iniciativas, visando a estimular o desenvolvimento e
contribuindo para melhoria da qualidade da atividade turística de aventura.
Conforme dados oriundos da Organização Mundial de Turismo (OMT), o turismo
de aventura, dentro do segmento viagens, é o setor que mais cresce no mundo, com percentual
de 20% ao ano, em comparação aos 8% ao ano de outros setores do turismo. Uvinha (2005).
Ressalte-se assim a tendência de fortalecimento do setor de turismo de aventura
juntamente com o crescente movimento observado na mídia em geral, tendo a publicidade e
propaganda um papel significativo e determinante no desenvolvimento do turismo de
aventura.
Apesar da crescente popularização dessa atividade e da abertura de novos
empreendimentos, o ramo tem sofrido a mesma taxa de falência de outros tipos de negócios.
Menos de 10% sobrevivem aos três primeiros anos. Por isso, faz-se necessário conhecer os
principais mecanismos a serem utilizados para o crescimento desse ramo turístico, os
benefícios proporcionados para o público alvo no estado do Ceará e como traçar ações que
influenciem nas suas expectativas, percepções e decisões de compra do serviço e produto.
Este trabalho tem como objetivo geral investigar os principais interesses do
consumidor pela busca das atividades de aventura, especificamente o arborismo, além de
compreender com mais detalhes como a atividade em questão é conhecida e praticada pelos
cearenses, favorecendo um melhor entendimento e uma melhor compreensão sobre o universo
relativo a essa atividade no contexto turístico e publicitário.
Aliado ao objetivo geral exposto, o presente trabalho tem por objetivos
específicos: (i) relacionar os conceitos que compõem o contexto do turismo de aventura e do
marketing esportivo; (ii) identificar o perfil do público que busca a prática dessa atividade de
aventura, no que se refere a alguns valores e visões de mundo, de sociedade e de si; e (iii)
descrever o processo decisório na compra de produtos relacionados a esse turismo e dos
segmentos oriundos do seu interesse.
O presente trabalho constituiu-se de uma pesquisa exploratória e bibliográfica de
cunho descritivo. Foram levadas em consideração as características da população para
4
identificar o perfil do usuário do turismo de aventura, a caracterização da cadeia produtiva do
processo referente à temática, o nível de conhecimento das pessoas, processo de compra,
satisfação e imagem do segmento em questão, o arborismo.
2 MARKETING E PROMOÇÃO
Para entender o significado de marketing, é ideal partir da definição clássica da
literatura mercadológica. Em 1960, a Associação Americana de Marketing definiu-o como “o
desempenho das atividades comerciais que dirigem o fluxo de bens e serviços do produtor ao
consumidor ou usuário” (LAS CASAS, 2009, p.2).
Hoje, compreende-se que esta definição não é completa, pois satisfaz apenas ao
aspecto operacional da administração de marketing, não englobando o composto de
comunicação, em que todos os aspectos de comunicação com o mercado devem ser
planejados. Zela refere-se ao marketing como “nada mais do que o ato de conhecer o mercado
de atuação de uma organização, para posteriormente oferecer, de forma inovadora e criativa,
os produtos e serviços que esse mercado deseja” (ZELA, 2002, p.28).
Segundo Furtado (2011), não existe empresa sem cliente e a manutenção dos
clientes, no atual contexto, é que vai possibilitar à empresa subsistir. O conhecimento, o
estabelecimento de uma relação com o cliente, seja ele qual for, é fundamental para a
sobrevivência da empresa. Em 2004, a Associação Americana de Marketing redefiniu
marketing:
É uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a
comunicação e a entrega de valor para o cliente, bem como a administração do
relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público
interessado. (LAS CASAS, 2009, p.7).
Dentre as ferramentas disponíveis para a prática do marketing, uma tem especial
interesse para este estudo - a promoção. Segundo Kotler (1998), a promoção é um dos quatro
principais elementos do mix de marketing de uma empresa. As ferramentas mais importantes
de promoção são: a propaganda, a promoção de vendas, as relações públicas e a venda
pessoal. Estas funcionando juntas para atingir os objetivos de comunicação da empresa.
5
Para Pitts e Stotlar (2002), a promoção deve passar por três etapas a serem
coordenadas pelos profissionais de marketing na seguinte ordem: chamar a atenção do
consumidor, transmitir uma mensagem, informar os ouvintes e levar a pessoa a consumir o
produto. Cabe às empresas esportivas selecionar um tipo específico de promoção ou forma de
comunicação com base nos objetivos, que passam por estabilizar a imagem da empresa,
reposicionar a imagem de um produto deficiente, criar consciência para novos produtos,
alertar para vendas especiais e informar sobre onde se localiza sua empresa.
De acordo com Kotler e Armstrong (1998), ao elaborar as comunicações de
marketing, o comunicador deve compreender as etapas do desenvolvimento de comunicação
eficiente, entre elas a de identificar o público-alvo e suas características, depois definir a
resposta desejada seja ela conhecimento, simpatia, preferência, convicção ou compra. Em
seguida, deve-se escolher uma mensagem elaborada com conteúdo, estrutura e forma
eficiente. A mídia deve ser selecionada para canais de comunicações pessoais e impessoais. A
mensagem deve ser transmitida por uma fonte com credibilidade e finalmente deve ser feita
uma coleta quanto ao retorno do público, observando a percentagem do mercado que adquiriu
percepção do produto ou serviço, experimentou-o e está satisfeito no processo. Por fim deve
decidir como destinar o orçamento disponível para o mix de promoção.
3 MARKETING ESPORTIVO
Marketing esportivo é “o conjunto de ações voltadas à prática e à divulgação de
modalidades esportivas, clubes e associações, seja pela promoção de eventos e torneios ou
através do patrocínio de equipes e clubes esportivos”. (STOTLAR e DUALIB, apud DIAS,
COSTA, et al. 2009, p.3).
O entendimento inicial de marketing esportivo leva a crer que:
O esporte vem sendo usado para lançar novos produtos e aumentar a empatia do
consumidor em relação a uma empresa, até mesmo para minar a liderança regional
de uma marca. No princípio os objetivos eram apenas institucionais. À medida que
os resultados da estratégia foram aparecendo através do fortalecimento da imagem
da empresa, novos caminhos vêm sendo descobertos. (MELO NETO; CARVALHO
apud DIAS; COSTA, et al. 2009, p.3).
6
Observa-se que “o marketing esportivo refere-se à aplicação específica dos
princípios e processos do marketing a produtos de esporte (times, ligas, eventos entre outros)
e aos produtos não esportivos que tem associação com o esporte (bebidas, serviços de telefone
de longa distância e outros)”. (STOTLAR; DUALIB apud DIAS; COSTA, et al. 2009, p.3).
Para Dias (2009), nos últimos tempos, o brasileiro tem praticado mais esportes ou
algum tipo de atividade física. Essa mudança de hábitos serviu como diretriz para os
empresários que querem investir no esporte como forma de buscar novos mercados, atingir
um público-alvo, ou mesmo trabalhar sua marca junto aos consumidores ou futuros
consumidores.
O marketing esportivo tem como objetivos:
Aumentar o reconhecimento do público, reforçar a imagem corporativa, estabelecer
identificação com segmentos específicos do mercado, combater ou antecipar-se a
ações da concorrência, envolver a empresa com a comunidade, conferir
credibilidade ao produto com a associação à qualidade e emoção do evento
(BERTOLDO apud DIAS; COSTA, et al, 2009, p.5).
Percebem-se outros objetivos do marketing esportivo: analisar os concorrentes, os
consumidores e o mercado em geral; desenvolver estratégias de promoção; fortalecer a
imagem da marca da empresa ou produto; escolher as melhores mídias a serem usadas para
obter-se retorno espontâneo; entrar e conquistar novos mercados e ter na comunicação uma
ferramenta estratégica.
Entende-se que “as vantagens do marketing esportivo relacionam projeção da
marca, simpatia junto ao público e à mídia, visual direto do produto, sem custos,
rejuvenescimento da imagem da empresa e venda de produtos com a marca da equipe e do
patrocinador” (BERTOLDO apud DIAS; COSTA, et al, 2009, p.6).
Dessa forma, observamos que o marketing esportivo é um produto e, por isso,
objeto de trabalho de todas as ferramentas que compõem o marketing mix.
Esse mix de marketing esportivo são compostos por cliente do serviço de esporte
(indivíduos, corporações, jogadores e investidores), produto esportivo (jogos,
eventos, competições, regras, merchandise e uniformes), preço do esporte (emissão
de ingressos, tempo gasto, despesas de mídia e receita com merchandise), promoção
esportiva (patrocínio, publicidade, promoções de vendas e investimento corporativo)
e ponto-de-venda ou distribuição esportiva (cobertura de mídia, estágios, emissão de
ingressos e viagem) (SACCHETTIN apud DIAS; COSTA, et al, 2009, p.6).
7
4 PUBLICIDADE NO CONTEXTO DO ARBORISMO
O termo publicidade é derivado de público, do latim publicus, e se refere à
qualidade do que é público. Expressa assim, o ato de vulgarizar, de tornar público um fato,
uma ideia. Já a propaganda é definida como a propagação de princípios e teorias,
“Disseminação de ideias, informação ou rumores com o fim de auxiliar uma instituição, causa
ou pessoa” (SANT’ANNA, 1998, p.75).
Sant’Anna (1998, p.76) atenta para o fato de que a publicidade possui algumas
características inerentes a sua atividade: a) a publicidade torna conhecido um produto, um
serviço ou uma empresa; b) seu intuito é despertar nos consumidores o desejo pela coisa
anunciada, ou criar prestígio ao anunciante; c) faz isso abertamente, sem encobrir o nome e
intenções do anunciante; e d) os anúncios são matérias pagas.
Para Sant’Anna (1998, p.76), a publicidade é o grande meio de comunicação de
massa, com a finalidade de fornecer informações, desenvolver atitudes e provocar ações
benéficas para os anunciantes de forma veloz, econômica e volumosa em relação a quaisquer
outros meios. Portanto, é equivocada a ideia de que a única finalidade da publicidade é vender
determinada mercadoria ou serviço. Sua função vai além. A qualidade no produto ou serviço,
apresentação do bem, preço competitivo, dentre outros, são quesitos inerentes a essa e outras
atividades e ferramentas do marketing - seria difícil por si só a publicidade atingir na sua
plenitude os objetivos almejados.
De acordo com Sant’Anna (1998, p.77), a publicidade é uma das maiores forças
da atualidade. Ela impulsiona a indústria, o comércio e várias outras atividades, além de
influenciar bastante o desenvolvimento nacional em todos os aspectos. O autor afirma ainda
que a publicidade e a propaganda vendem, educam e estimulam o progresso. O crescimento
da produção em nosso país está intimamente ligado ao aumento das vendas de produtos e
serviços, determinado pelo efeito da publicidade.
Deve-se adequar as mídias existentes, atualmente, ao público capaz de interessarse pelo produto ou serviço anunciado e com capacidade financeira para comprá-la. A escolha
da mídia correta deve levar em consideração o grupo consumidor, a natureza da mensagem, a
forma mais apta a expressá-la, e a verba disponível para a campanha.
Relacionam-se as mídias mais eficientes para informar os entrevistados, sobre
viagens para contato com a natureza e para a aventura que se enquadram no perfil do
consumidor. Inicialmente cita-se a televisão por ser muito real e convincente, dá movimento,
8
ação e vida à mensagem. Sua desvantagem recai sobre o preço, e seu elevado custo de
produção. Por fim, a mensagem vive apenas no momento em que é transmitida.
Podem ser citadas as mídias eletrônicas no contexto da internet, tais quais os
blogs, websites, sites de compra coletiva e redes sociais de relacionamento (facebook, orkut,
myspace, twitter). As redes sociais permitem o compartilhamento de informações,
conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns, como também
proporcionam a comunicação direta entre as pessoas através de opiniões sobre seus produtos e
serviços.
Segundo a revista “Pequenas Empresas e Grandes Negócios”, dados de uma
pesquisa realizada pelo Altimer Group e Wetpaint para a revista Business Week com as 100
empresas mais valiosas ao redor do globo mostraram que os empreendimentos que investem
em mídias sociais apresentam melhores resultados e obtiveram um crescimento médio em
torno de 18% em um ano, enquanto aquelas que investiram pouco nas redes tiveram queda de
6%, em média, em suas receitas no mesmo período.
Os sites de compra coletiva permitem oferecer ofertas especiais que não estão
disponíveis em outro lugar, proporcionando oportunidades de fazer um bom negócio às
empresas. Permite agilidade nos processos de negócios e aumentam o trabalho colaborativo,
criando um conhecimento coletivo da empresa. Possibilita alcançar consumidores que não se
atingiriam em condições normais, e fazê-los conhecer o seu produto ou serviço em promoção
para eventualmente, adquirir outros produtos e serviços. O prazo de utilização da oferta é
mais longo, diferentemente do prazo de venda, que geralmente dura apenas um dia. Além
disso, a exposição da marca nos anúncios é interessante, bem como a possibilidade de se
conquistar novos clientes.
De acordo com a Oficina da Net (2011), as empresas não lucram necessariamente
com a venda de seus produtos, mas com a oportunidade que elas possuem de poderem
divulgar seu empreendimento, seu negócio, sua marca. Assim, após os clientes usufruírem da
grande oferta, a empresa sempre espera que este mesmo cliente volte para adquirir seus
produtos novamente.
Há também as revistas especializadas, que têm maior circulação, geralmente em
todo o território nacional. Seus anúncios são de melhor aparência e qualidade gráfica que o
jornal: possuem vida mais longa; são lidas mais devagar, permitem textos mais longos; têm
maior porcentagem de leitores por número. Como limitações, não têm a maleabilidade dos
jornais, os anúncios devem ser preparados com muita antecedência e em se tratando de
campanhas estritamente locais, tornam-se um grande desperdício.
9
E, por fim, e menos eficiente, temos os jornais, guias impressos sobre os destinos
de aventura, e-mail marketing, rádio, ações em shopping centers, parques públicos, busdoor
ou outdoor e mensagens pelo celular.
O outdoor se caracteriza por ser percebido de passagem nas vias públicas, pelo
seu tamanho e cores, exerce impacto sobre o público e, pela repetida exibição, consegue
influir, fixar uma mensagem breve e veicular uma impressão. É uma publicidade para as
massas, vista indiscriminadamente por todos.
O jornal tem como característica positiva seu alcance a qualquer público, é
maleável, pois pode ser inserido, trocado ou cancelado de um momento para outro, é de ação
rápida e intensa. Porém, possui algumas limitações, pois é lido às pressas, possui vida curta,
baixa qualidade gráfica e sua circulação é quase que exclusivamente local.
O busdoor oferece intensidade de exposição proporcional ao trânsito da região.
Possui grande amplitude de cobertura, pois por menor que seja o trajeto de um coletivo, ele
percorrerá vários bairros de interesse estratégico do anunciante, além de boa adequação à
verba, porque o investimento do anunciante é proporcional a área que ele pretende atingir, ou
seja, totalmente flexível.
5 TURISMO DE AVENTURA
A definição de Turismo de Aventura passou por conceitos flexíveis ao longo dos
anos. O senso comum nos diz que se trata de uma atividade estritamente econômica, o turismo
passeia por diversos segmentos de estudo com facilidade, dada sua complexidade e suas
relações entre os elementos que o formam.
Do ponto de vista conceitual, existem várias abordagens sobre as atividades
turísticas de aventura. A linha econômica entende o turismo como fator de desenvolvimento
da área de destino firmando sua análise na oferta e demanda, no câmbio e no balanço de
pagamentos, empregos etc. A linha sociológica acredita que o turismo é uma manifestação do
comportamento diferenciado dos indivíduos ao se interessarem pelos costumes, hábitos,
tradições e estilos de vida das populações visitadas. A geografia definirá o turismo quanto aos
seus aspectos espaciais, determinado pelos fluxos das viagens, a dispersão do
desenvolvimento, o uso da terra e as modificações do meio físico.
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“A segmentação do turismo dá ao mercado e aos órgãos públicos responsáveis
ferramentas para o estabelecimento de diretrizes e estratégias que possam especificar a área de
abrangência de cada uma das atividades” (ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo, 2009,
p.28). Definindo seus tipos de turismo por meio da análise da oferta no território.
“O vocábulo aventura é passível de mais de uma interpretação e vai variar de
acordo com a definição que o leitor terá do termo, que por si só também pode ter significados
diferentes. As reações ao termo podem ir do medo ao entusiasmo, por isso, a possibilidade de
diversas interpretações” (ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo, 2009, p.29).
De acordo com o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2001), o vocábulo
aventura deriva-se do latim, adventura, que significa “o que vai acontecer a alguém”, “o que
há por vir”. Remete a resultados incertos, expectativa e descoberta. O desconhecimento da
conclusão final da atividade motiva os praticantes, e, os recompensa com o desafio que reside
no benefício da experiência em si.
Pode ser uma experiência solitária, de fuga do ritmo cotidiano de vida ou um
momento para enfrentar riscos, medos e desafios. A aventura está, portanto, ligada mais às
percepções mentais e emocionais dos indivíduos do que as suas capacidades físicas, mas
requer engajamento.
Segundo Ferreira, apud ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo (2009),
significa “experiências arriscadas e incertas, traduzindo a atração pela novidade e o desafio”.
Desde a década de 80, várias reflexões têm sido realizadas sobre o conceito de Turismo de
Aventura (TA).
“Turismo de aventura são os movimentos turísticos decorrentes da prática de
atividades de aventura de caráter recreativo e não competitivo”. (Ministério do Turismo,
2008). Os movimentos turísticos são entendidos como os deslocamentos e estadas que
pressupõem a efetivação de atividades consideradas turísticas. Já as práticas de aventura de
caráter recreativo e não competitivo pressupõem determinados esforços e riscos controláveis,
podendo variar de intensidade conforme a exigência de cada atividade, capacidade física e
psicológica do turista.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), também elaborou um
conceito de atividades de Turismo de Aventura.
São aquelas atividades oferecidas comercialmente, usualmente adaptadas das
atividades de aventura, que tenham o caráter recreativo e, ao mesmo tempo,
envolvam riscos avaliados, controlados e assumidos”. Podendo ter suas atividades
conduzidas em ambientes naturais, rurais ou urbanos e frequentemente têm como
uma de suas origens os esportes na natureza (ABNT, 2006, p.31).
11
6 ATUALIDADE – QUADRO GERAL
O Turismo de Aventura está diretamente ligado à busca pela profissionalização.
“A fase de crescimento da demanda pelos serviços e, consequentemente, do número de
ofertantes movimentou e deu corpo ao setor, mas também trouxe sérias decorrências, como
alguns acidentes com turistas” (ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo, 2009, p.60).
O turismo de aventura vive um momento crucial em sua história. Há estabilidade,
reconhecimento institucional e massa crítica suficientes para discutir diretrizes, entretanto o
mercado passa por um processo de seleção natural dos prestadores de serviço. “Depois do
crescimento vertiginoso, muitos empreendedores vêm deixando o mercado”. (ABETA;
BRASIL. Ministério do Turismo, 2009). Os empresários assistem à entrada das grandes
operadoras de turismo convencional no ramo de turismo de aventura e encontram clientes
atentos aos acidentes.
Do ponto de vista político, o Turismo de Aventura conquistou um espaço e firmouse como segmento econômico, mas precisa urgentemente de consolidar a
regulamentação/padronização, a capacitação e a certificação (há quem ressalte ainda
a necessidade de fiscalização), que estão em processo final de construção e
consolidação (ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo, 2009, p.61).
7 PERSPECTIVAS DO MERCADO
O turismo de aventura apresenta hoje um grande número de destinos com
características diversificadas e distribuídos em todas as regiões do País.
O Turismo de Aventura no Brasil tem hoje como principais ameaças a falta de
preparo por parte dos empreendedores e de padronização dos serviços, a dificuldade
de manutenção e expansão das empresas e também a transformação, ainda incipiente
do turismo de aventura em turismo de massa. Essa mudança foi ocasionada pela
recente entrada no mercado de grandes operadoras, que, nem sempre, propiciam
ganhos às comunidades locais e concentram o poder de mercado nas mãos de
poucos. (ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo, 2009, p.68).
Os desafios são muitos e as saídas podem ser resumidas nas palavras:
normalização, certificação, concessão e sustentabilidade.
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Com a criação do Ministério do Turismo (MTUR), a EMBRATUR teve sua
missão voltada para realizar a promoção, o marketing e o apoio à comercialização dos
produtos turísticos brasileiros no exterior. Diversas ações são desenvolvidas com a
participação em feiras internacionais de turismo, captação e promoção de eventos, abertura de
escritórios brasileiros de turismo (EBT), apresentação dos destinos brasileiros a operadores
internacionais e visita a destinos referência para identificação das melhores práticas turísticas.
Estas, levaram a criação do projeto benchmarking com intuito de organizar visitas técnicas de
especialistas e operadores brasileiros a destinos reconhecidos por sua excelência turística, a
fim de identificar as melhores práticas sob o ponto de vista estratégico e operacional, visando
ao aprimoramento dos serviços, à qualidade e à competitividade dos produtos brasileiros.
8 ARBORISMO COMO PRODUTO DE TURISMO DE AVENTURA
Tomando como base a definição da ABNT NBR 15500, temos que arborismo ou
arvorismo é a locomoção por percursos em altura instalados em árvores ou outras estruturas,
com diferentes níveis de dificuldade, conhecido também como: tree rope courses, canopy
tour, canopy walking, canopy bridge tour, challenge ropes courses, high ropes courses,
parcours d´aventure.
No final da década de 90, registra-se, no Brasil, o surgimento de algumas
atividades de arborismo instaladas por tempo determinado, geralmente focadas no
treinamento empresarial.
O primeiro registro de percurso de arborismo com o uso de técnicas de segurança
adequadas e estruturado como atividade de Turismo de Aventura é no ano de 2001, na cidade
de Brotas, no interior do estado de São Paulo. A operadora Alaya Expedições lança o primeiro
percurso de arborismo chamado Verticália. Em seguida, na cidade de Campos do Jordão,
também em São Paulo, a operadora Altus monta seu primeiro percurso de arborismo.
Nesse mesmo período também se registra a construção de uma passarela de
arborismo contemplativo no Eco Parque de Uma, na região de Ilhéus, no estado da Bahia.
Logo depois, o estado de São Paulo ganharia um percurso contemplativo no Parque das
Neblinas, na Serra do Mar, na região de Bertioga. Apesar dessa modalidade de percurso não
ter se desenvolvido na mesma velocidade que o percurso acrobático, ela apresenta grande
potencial de desenvolvimento principalmente em roteiros ecoturísticos.
13
Em 2005, foi lançado o primeiro percurso indoor para eventos (principalmente em
shopping centers). Hoje existem centenas de percursos de arborismo acrobáticos e dezenas de
percursos contemplativos, espalhados por todo o Brasil. Alguns lançamentos imobiliários já
se promoveram usando este tipo de instalação e muitos resorts hoteleiros também os incluíram
nas suas instalações fixas. Isso ilustra o sucesso da atividade e a sua pertinência no cenário de
Turismo de Aventura e Natureza no Brasil, desde então, a atividade expandiu-se pelo país,
sendo um inovador meio para a contemplação das matas e ecossistemas.
Diferentemente da maioria das atividades de Turismo de Aventura, o arborismo
não depende de um ambiente natural – montanhas, cachoeiras, cavernas e florestas. Os
circuitos podem ser construídos, o que permite a expansão da atividade até mesmo em centros
urbanos. Os locais mais conhecidos onde se encontram eventos e instalações de arborismo no
Brasil são: Nova Friburgo e Rio de Janeiro-RJ, São Paulo e Campos do Jordão-SP, BrotasGO, Camboriú-SC, Guarapari-ES, Bonito-MS, Viamão-RS, Foz do Iguaçu-PR, Monte Verde
e Andradas-MG.
Segundo a ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo (2009), estima-se em cerca
de 200 o número de parques de arborismo no Brasil, onde mais da metade está no estado de
São Paulo.
A maioria destes circuitos está situada em centros de aventura. Entretanto, existem
também hotéis, fazendas, resorts e parques urbanos onde esta atividade está extremamente
desenvolvida. Em relação à profissionalização da atividade, os ofertantes diferem quanto à
formação específica para aventura e à adoção de práticas de segurança. Há empresas
altamente profissionalizadas, com padrões de atendimento e segurança estabelecidos e
consolidados e um enorme número de empresas que vivem desse mercado.
O número de percursos construídos em cinco anos mostra certa febre da atividade. O
arborismo teve uma fase de modismo. Atualmente, a abertura de novos circuitos
continua, porém em menor velocidade. O crescimento ainda existente na oferta
impulsiona a demanda, permitindo que mais pessoas tenham acesso à atividade.
(ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo, 2009, p.79).
O arborismo atrai famílias e grupos de jovens. Em vários circuitos existem trechos
próprios para crianças. “Apesar da crescente popularização dessa atividade e da abertura de
novos empreendimentos, estes têm sofrido, a mesma taxa de falência que outros tipos de
negócios. Menos de 10% sobrevivem aos três primeiros anos após sua inauguração”
(ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo, 2009, p.79).
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9 ATIVIDADES DE AVENTURA E O ARBORISMO NO CEARÁ
Fortaleza foi apontada pela Associação Brasileira de Agentes de Viagem –ABAVcomo um dos destinos mais procurados no Brasil. O turismo de aventura começa a se
desenvolver, de fato, em 2001 e tem como ponto forte a diversidade de ambientes que
propicia diversas práticas durante todo o ano (ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo,
2009, p.136).
As principais atividades de turismo de aventura desenvolvidas em nosso estado
são: turismo fora de estrada com veículo 4x4 e bugues, kitesurfe, windsurfe, cicloturismo,
caminhada, parapente, asa delta, mergulho, cachoeirismo, escalada, arborismo, rapel e
tirolesa.
Falta divulgação das atividades relativas ao turismo de aventura, em detrimento
do sol e da praia, que permanecem, prioritariamente, sendo divulgados e vendidos e a
concorrência da informalidade gera discrepância de preços em alguns segmentos. O Ceará é
um dos poucos destinos que tem atividade de aventura massificada, o turismo fora-de-estrada
com bugues é um dos cartões postais do Ceará, que, por pressão do poder público, tem se
organizado em associações, com vistas a melhoria da qualidade dos serviços e as práticas de
segurança.
As arrecadações geradas aos cofres do estado através das atividades de aventura
fomentaram melhorias de infraestrutura, incluindo a abertura de novas vias de acesso,
pavimentação das estradas, indicações de sinalização, aproveitamento de mão de obra local e
acesso de investimento aos empresários.
O destino cearense carece do desenvolvimento de produtos em turismo de
aventura, onde as atividades realizadas com profissionalismo e segurança podem ser motivo
para que um maior número de turistas busque o estado, não apenas motivados por um
programa a mais em busca de sol e praia. Segundo ABETA; BRASIL. Ministério do Turismo
(2009), foram encontradas 57 empresas envolvidas com turismo de aventura no estado, o que
faz com que o Ceará figure em 10º lugar na relação empresas/habitantes entre os 15 destinos
brasileiros pesquisados.
A prática do arborismo no Ceará ainda se encontra em sua fase embrionária, haja
vista que apenas seis parques de aventura contemplam esta atividade. Destes, somente quatro
estão em franco funcionamento.
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10. PERFIL DO TURISTA DE AVENTURA E ECOTURISTA BRASILEIRO
Pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e
Turismo de Aventura - ABETA (2010), em convênio com o Ministério do Turismo, divulgada
em março de 2010 revela dados fundamentais para traçarmos com precisão o perfil do usuário
do turismo de aventura, especificamente o do arborismo.
Foram entrevistados 904 turistas de aventura e ecoturistas atuais e potenciais.
Segundo o critério de classificação econômica brasileira, 30% dos entrevistados são da classe
A, 56% da classe B e 10% da classe C. Identificou-se também que as pessoas das classes A e
B viajam mais e estão também mais propensas ao turismo de aventura e ao ecoturismo. A
amostra foi composta de 50% do gênero masculino e 50% do gênero feminino; sendo 38%
com idade entre 18 e 29 anos, 15% entre 30 e 39 anos, 27% entre 40 e 49 anos e 20% entre 50
e 59 anos. Houve uma predominância de solteiros com 48%, 42% são casados/união estável e
10% são divorciados/viúvos.
A elevada escolaridade é um traço marcante nesse público, em que 4% têm o
Ensino Médio incompleto; 22% concluíram o Ensino Médio; 31% têm superior incompleto;
27% concluíram curso superior e 13% são pós-graduados com especialização, mestrado ou
doutorado. Dos entrevistados 72% acham que nos últimos anos a qualidade da prestação de
serviços nas atividades na natureza melhorou muito no Brasil e 73% afirmam que o fato de o
prestador de serviços ser certificado por alguma entidade, influencia na decisão de contratá-lo.
As formas mais eficientes de se encontrar informações sobre viagens de aventura
no Brasil para os entrevistados estão empatadas estatisticamente: conteúdo na internet 62% e
TV 57%, na segunda posição com 42% as revistas especializadas. O terceiro e último grupo,
menos eficiente, com 31% é formado por jornais, 26% guias impressos sobre os destinos de
aventura, 17% e-mail marketing, 15% rádio, 12% dicas de comunidades na internet, 8% ações
em shopping center/ parques públicos, 6% busdoor ou outdoor e 5% mensagens pelo celular.
Devido à rotina de trabalho, correria e estresse, os brasileiros desejam fugir do dia
a dia e resgatar o prazer da vida, voltando às suas origens, ou seja, retornando à infância. A
viagem permite satisfazer essas duas grandes necessidades contemporâneas. A pesquisa
mostra que para os entrevistados, viajar é fugir. Quando viajamos, voltamos a ser crianças,
podemos brincar muito e não temos obrigações (não como as do cotidiano). A viagem dá a
sensação de liberdade, e ser livre é não precisar decidir. Voltar a ser criança é se deixar levar.
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O elevado envolvimento das crianças com atividades indoor – os shoppings
centers, TV, videogame, internet e a prática de esportes em quadras e academias tem
distanciado as crianças da natureza e da prática de atividades ao ar livre. Os carrinhos de
rolimã deram lugar a jogos virtuais ou em pistas de concreto. A elevada taxa de urbanização e
a violência urbana também contribuem para o enclausuramento das famílias.
Dedicar uma estratégia de comunicação e de produtos específicos para as crianças
é, também, prioritário para o segmento, pois as crianças incentivam os pais para os destinos e
atividades que as encantam. Os pais acompanham os filhos para satisfazê-los. Dessa forma, se
as crianças têm experiências positivas em suas viagens, se interagem com a natureza e nela
praticam atividades prazerosas, além de levarem consigo os pais, desejarão, no futuro,
resgatar esses momentos; voltar a ser criança. Futuramente quando tiverem filhos,
completarão esse ciclo.
10%
4%
30%
Classe A
Classe B
Classe C
Classe D
56%
Gráfico 1 - Classificação Econômica
20%
38%
18 a 29 anos
30 a 39 anos
40 a 49 anos
50 a 59 anos
27%
15%
Gráfico 2 - Faixa etária
17
13%
4%
23%
Ensino Médio Incompleto
Ensino Médio
Superior Incompleto
Superior Completo
28%
Pós-graduados
32%
Gráfico 3 - Escolaridade
11 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo objetivou investigar os aspectos publicitários ligados as
atividades de aventura no estado do Ceará, principalmente o arborismo, informando suas
definições, seus conceitos e suas particularidades, procurando associar as técnicas
publicitárias ao desenvolvimento econômico da atividade em questão.
Os objetivos propostos identificaram os aspectos motivacionais de compra, assim
como o perfil do consumidor do turismo de aventura. A partir dessa identificação, serão
traçados objetivos e metas mais eficientes, para poder lançar no mercado a venda de serviços
e produtos ligados à atividade em questão.
Os termos que circundam o turismo de aventura mostram que algumas expressões
devem ser banidas do glossário desse segmento: adrenalina, frio na barriga e esporte radical
remetem, pois, a medo e desconforto. São para os esportistas radicais e não, para o turista
potencial e nem para o atual.
Adotar a expressão turismo de natureza para abranger o de aventura e ecoturismo,
não parece uma boa alternativa. Muito próximo ao ecoturismo, essa designação carece do que
o turismo de aventura tem na sua essência, o lúdico. O turismo de aventura perderia atributos
que já estão associados a si, extremamente positivos e coerentes com as necessidades
contemporâneas dos brasileiros, cuja satisfação é proporcionada através da oportunidade de
uma viagem.
18
Seria mais eficiente assumir a identidade do turismo de aventura e do ecoturismo,
dando-lhes uma comunicação coerente com seu caráter lúdico, onde pode ser desfrutado em
grupos heterogêneos ou entre famílias. Esta eficiência dar-se-ia através de uma identidade
própria e consolidada, norteando as estratégias de comunicação das empresas envolvidas no
setor e as obrigaria a desenvolver produtos alinhados com a identidade do segmento estudado.
Através do estudo identificou-se algumas diretrizes que poderão nortear as
estratégias de comunicação ao desenvolvimento desses produtos e serviços no estado: i)
mostrar os benefícios do turismo de aventura e ecoturismo ao cliente de forma clara e
objetiva; ii) apresentação das características regionais e pitorescas que servirão como atrativos
para o desenvolvimento de novos empreendimentos na região; iii) destacar as possibilidades
que são oferecidas através das experiências vivenciadas no contacto direto com a natureza; iv)
divulgar as belezas naturais da região, suas atrações culturais e históricas, suas comidas
típicas, seu artesanato, hotéis e pousadas; v) apresentar o impacto positivo que as atividades
trarão para a população e o desenvolvimento da região; vi) assegurar uma prática de forma
segura e prazerosa; vii) estimular atitudes e atividades ecologicamente corretas e viii) mostrar
a possibilidade da acessibilidade e prática a pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida.
O perfil do turista evidenciou um cliente jovem de espírito, que gosta de divertirse, descobrir novos lugares e compartilhar experiências inesquecíveis com outras pessoas.
Decorrente desse perfil deve-se procurar mostrar tudo isso nas fotos que serão divulgadas
através dos meios de comunicação. Observou-se que o turismo de aventura possui
características marcantes como o acolhimento, a energia e o espírito jovem. Tais
características podem ser transmitidas através das cores, intensidade da luz e imagem. A luz
deve ser intensa e quente, com isso, transmitir energia e entusiasmo. O acolhimento está
associado ao cuidado e ao conforto. É importante avaliar sempre se as imagens transmitem a
sensação de bem-estar, como também, evitar imagens de isolamento, insegurança e
competição. Ressalta-se que é primordial incluir pessoas de diferentes idades e perfis.
Aprendeu-se que há muitas definições possíveis para comunicação. Entretanto,
comunicação pode ser sinônimo de compartilhamento, e assim, compartilhar seria possibilitar
aos possíveis clientes um leque muito amplo de sensações, emoções, percepções e
conhecimentos que aparecem naturalmente quando alguém interage com um ambiente natural.
A comunicação deve ter como propósito final fazer com que o público alvo tenha
nas ferramentas da comunicação um entusiasmo, uma degustação virtual, expectativas quase
palpáveis, das experiências que os aguardam quando efetivamente comprarem os produtos ou
serviços.
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REFERÊNCIAS
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Belo Horizonte: Ed. dos autores, 2009. Série Aventura Segura.
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