Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil ÍNDICE O Perfil das Instituições de Belo Horizonte ..............................................................................1 Área geográfica de atuação .....................................................................................................1 Empregabilidade ......................................................................................................................4 Voluntariado .............................................................................................................................6 Formalização no Mercado de Trabalho....................................................................................9 Emprego Não-CLT .................................................................................................................11 Emprego - Localização...........................................................................................................12 Emprego - Voluntários............................................................................................................13 Emprego – Voluntários...........................................................................................................14 Porte medido por número de trabalhadores...........................................................................15 Comunicação .........................................................................................................................16 Parcerias ................................................................................................................................17 Fonte dos recursos.................................................................................................................19 Universo Pesquisado .............................................................................................................21 ANEXO I - Descrição das Áreas de Atuação .........................................................................81 ANEXO II - Descrição das Áreas de Atuação dos Voluntários ............................................109 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil O PERFIL DAS INSTITUIÇÕES DE BELO HORIZONTE Cicely Moitinho Amaral Eduardo Marcondes Filinto da Silva Jackson William Rosalino Área geográfica de atuação A área geográfica de atuação é uma dimensão relevante para conhecimento do Terceiro Setor. Aqui se procurou identificar o escopo da atuação das Instituições estudadas, procurando dimensionar a distribuição territorial dessas Instituições. As Instituições com escritório filial ou com sede na Cidade de Belo Horizonte podem estar atuando localmente, na Região Metropolitana, fora do Estado de Minas Gerais e, mesmo, em outros países. Considerando a dimensão territorial na atuação das Instituições, cerca de um quarto das Instituições (24%) atuam localmente no bairro onde se localizam, enquanto cerca de dois terços atuam na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Quando se controla a dimensão geográfica, aparecem alguns aspectos interessantes. As áreas de Saúde, Meio Ambiente, Emprego e Capacitação, Defesa de Direitos, Intermediários Filantrópicos, não aparentam apresentar uma vocação para uma atuação localizada no bairro onde situadas, enquanto áreas de Esporte e Lazer, Desenvolvimento e Habitação são mais ‘vocacionadas’ para atuação no bairro onde situadas. Cerca de um terço das Instituições (572 Instituições) operam na unidade pesquisada. No entanto, este percentual varia entre 19% na área de Meio Ambiente e 53% na área de Religião. Cerca de 40% das Instituições operam na sede da organização e, destas, 28% possuem imóvel próprio. Cerca de 12% das Instituições pesquisadas operam em locais alugados. 1 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições por área de atividade e área geográfica de atuação Limitada ao bairro onde se situa a unidade pesquisada Na região (vários bairros) ao entorno da unidade pesquisada Em outras Em outro De maneira regiões de Na Região estado abrangente na No interior do Metropolitana brasileiro ao Belo Horizonte cidade de Estado de fora do entorno de Belo entorno do Belo Minas Gerais da unidade Horizonte Estado de Horizonte Minas Gerais pesquisada Em outro estado De maneira brasileiro fora abrangente Em outro do entorno do no Brasil país todo Estado de Minas Gerais Sem atuação Ações específica de localizadas sem distribuição localização espacial específica Outra área geográfica não Número de especificada Instituições anteriormente PRINCIPAL ÁREA DE ATIVIDADE CULTURA 24,8% COMUNICAÇÃO E MÍDIA 23,1% ESPORTE E LAZER 42,2% EDUCAÇÃO E PESQUISA 24,5% SAÚDE 11,6% ASSISTÊNCIA SOCIAL 28,4% MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 9,7% DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 46,4% EMPREGO E CAPACITAÇÃO 3,3% DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 11,9% INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO 0,0% RELIGIÃO 24,4% SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 14,3% ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 25,0% OUTROS 29,1% Total de Instituições 24,4% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 24,0% 30,8% 33,3% 36,1% 15,8% 41,3% 22,6% 28,6% 16,7% 14,3% 11,1% 26,1% 21,4% 18,8% 21,8% 30,9% 12,4% 7,7% 4,4% 11,6% 14,7% 12,5% 12,9% 7,1% 6,7% 4,8% 11,1% 13,4% 21,4% 6,3% 9,1% 11,6% 30,2% 23,1% 28,9% 18,0% 17,9% 19,5% 19,4% 17,9% 20,0% 28,6% 22,2% 25,2% 39,3% 25,0% 27,3% 22,2% 26,4% 23,1% 22,2% 28,8% 49,5% 26,7% 41,9% 25,0% 56,7% 57,1% 55,6% 27,7% 57,1% 34,4% 34,5% 32,0% 29,5% 15,4% 11,1% 22,3% 30,5% 14,7% 35,5% 10,7% 33,3% 42,9% 44,4% 14,3% 53,6% 31,3% 23,6% 22,1% 12,4% 0,0% 0,0% 6,0% 6,3% 3,8% 12,9% 3,6% 3,3% 9,5% 0,0% 7,6% 3,6% 6,3% 7,3% 6,0% 3,9% 0,0% 2,2% 5,2% 3,2% 1,9% 12,9% 3,6% 6,7% 2,4% 0,0% 5,0% 0,0% 3,1% 5,5% 3,6% 18,6% 15,4% 2,2% 9,0% 18,9% 2,4% 25,8% 3,6% 20,0% 19,0% 0,0% 10,9% 7,1% 21,9% 16,4% 10,0% 9,3% 0,0% 2,2% 4,3% 3,2% 1,0% 3,2% 0,0% 6,7% 0,0% 0,0% 5,0% 0,0% 9,4% 3,6% 3,4% 3,9% 0,0% 0,0% 3,4% 2,1% 2,2% 3,2% 0,0% 3,3% 0,0% 11,1% 2,5% 7,1% 3,1% 0,0% 2,5% 1,6% 0,0% 0,0% 0,4% 0,0% 1,0% 3,2% 0,0% 3,3% 0,0% 0,0% 2,5% 0,0% 0,0% 1,8% 1,0% 1,6% 0,0% 0,0% 0,9% 1,1% 0,7% 9,7% 0,0% 3,3% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 3,1% 3,6% 1,1% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% T1 2 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições por área e local de atividade PRINCIPAL ÁREA DE ATIVIDADE Em locais da Em locais Em locais Na residência Em locais Em locais Na unidade Em outros Na sede da Número de parceria com Em diferentes cedidos pela não de dirigente da cedidos pelo cedidos por pesquisada locais Organização Instituições outras iniciativa localis determinados Organização poder público dirigente Organizações privada CULTURA 44,1% COMUNICAÇÃO E MÍDIA 15,4% ESPORTE E LAZER 42,2% EDUCAÇÃO E PESQUISA 33,9% SAÚDE 35,4% ASSISTÊNCIA SOCIAL 38,0% MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 54,8% DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 20,7% EMPREGO E CAPACITAÇÃO 60,0% DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 47,6% 55,6% INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO RELIGIÃO 37,8% SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 34,5% ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 50,0% OUTROS 42,9% Número de Instituições 39,0% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 13,4% 7,7% 6,7% 8,2% 9,4% 8,1% 12,9% 3,4% 13,3% 16,7% 0,0% 2,5% 10,3% 9,4% 12,5% 8,8% 20,5% 0,0% 13,3% 8,2% 5,2% 6,7% 25,8% 24,1% 23,3% 16,7% 0,0% 4,2% 31,0% 12,5% 7,1% 10,3% 1,6% 7,7% 6,7% 6,9% 2,1% 4,5% 3,2% 6,9% 6,7% 4,8% 11,1% 5,9% 3,4% 6,3% 1,8% 4,7% 10,2% 23,1% 17,8% 13,3% 13,5% 7,4% 19,4% 17,2% 20,0% 14,3% 33,3% 5,0% 10,3% 25,0% 14,3% 11,5% 10,2% 0,0% 4,4% 3,0% 6,3% 3,8% 9,7% 3,4% 6,7% 7,1% 22,2% 4,2% 10,3% 18,8% 1,8% 5,3% 3,9% 0,0% 0,0% 0,4% 3,1% 2,6% 12,9% 3,4% 0,0% 7,1% 0,0% 0,8% 0,0% 9,4% 1,8% 2,5% 34,6% 53,8% 42,2% 50,6% 44,8% 45,5% 19,4% 31,0% 43,3% 28,6% 33,3% 53,8% 48,3% 46,9% 26,8% 43,7% 9,4% 23,1% 13,3% 11,6% 12,5% 7,9% 22,6% 20,7% 6,7% 14,3% 11,1% 11,8% 10,3% 18,8% 10,7% 11,0% 27,6% 30,8% 22,2% 27,0% 25,0% 26,3% 22,6% 27,6% 26,7% 42,9% 33,3% 35,3% 41,4% 15,6% 28,6% 27,9% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% T2 3 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Empregabilidade As áreas do Terceiro Setor que mais empregam são as áreas de Educação e Pesquisa, com 40% do emprego na área de Belo Horizonte. A área de Assistência Social participa com 20% do total do emprego. Ainda são expressivas as áreas de Saúde, Emprego e Capacitação, com 14% e 11% do total, respectivamente. Apenas as quatro áreas somadas são responsáveis por quase 84% do total do emprego. As evidências encontradas na pesquisa permitem afirmar que as Instituições do Terceiro Setor em Belo Horizonte estavam empregando mais de 34 mil empregados no último dia de 2005. Sendo 682 Instituições que informaram ocorrência de vínculos trabalhistas nesse dia, estima-se em 50 empregados, em média, por Instituição. Este número não traz uma informação muito útil devido à dispersão de empregados que ocorre tanto entre Instituições quanto entre áreas de atividade principal. Apenas observando a dispersão entre áreas, notase que a média de empregados por Instituição varia de 4 vínculos na área de Sindicatos e Associações Profissionais para 448 vínculos na área de Comunicação e Mídia. Metade das Instituições das áreas de Cultura, Saúde, Meio Ambiente, Desenvolvimento e Habitação, Defesa de Direitos e Atuação Política, Religião, Sindicatos e Associações Profissionais, Organizações de Benefícios Mútuos e outras áreas de Atividade, empregavam 10 ou menos pessoas no último dia de 2005. A área de Emprego e Captação é a segunda mais importante no número de empregos por Instituição (média de 211 vínculos). Seguem, em importância, na média, as áreas de Educação e Pesquisa (média de 83 empregos por Instituição) e a área de Saúde (média de 79 empregos por Instituição). Empregos gerados por principal área de atividade Número de Total de ÁREA DE ATIVIDADE PRINCIPAL instituições empregos CULTURA 52 503 COMUNICAÇÃO E MÍDIA 4 1.793 ESPORTE E LAZER 17 274 EDUCAÇÃO E PESQUISA 163 13.588 SAÚDE 59 4.677 ASSISTÊNCIA SOCIAL 222 6.869 MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 13 90 DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 8 71 EMPREGO E CAPACITAÇÃO 18 3.792 DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 16 122 INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIAD 6 156 RELIGIÃO 37 547 SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 18 64 ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 18 1.309 OUTROS 31 497 682 34.352 Total Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 Média 10 448 16 83 79 31 7 9 211 8 26 15 4 73 16 50 Mediana 4 115 11 13 8 11 4 6 21 5 10 5 2 8 5 10 Desvio Padrão 12 743 22 375 205 122 11 8 600 9 45 28 5 147 32 237 T3 4 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Porte das Instituições por emprego - base 31/12/2005 PORTE POR EMPREGOS Micro - zero empregados Micro - de 1 a 9 empregos Pequeno - de 10 a 49 empregos Médio - de 50 a 99 empregos Grande - mais de 100 empregos Total Instituições 596 342 245 42 58 1.283 % 46,5% 26,7% 19,1% 3,3% 4,5% 100,0% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T4 A área de Meio Ambiente e Animais é a única área que apresenta uma participação inferior a 50% de seus empregados na atividade fim. Na média, as Instituições do Terceiro Setor alocam 72% de seus empregados para a atividade fim. As áreas de Organização de Benefícios Mútuos e Intermediários Filantrópicos são as áreas que mais alocam seus empregados à atividade fim. Próximo de 30% dos empregados, são alocados a atividades necessárias para possibilitar a produção dos serviços previstos na missão estatutária. Isto aparece mais nas áreas de Sindicato e Associações, Emprego e Capacitação e Religião. Foi explicado ao entrevistado que atividades fim se referiam àquelas atividades voltadas para a missão da Instituição. São as atividades que compreendem as atividades essenciais e normais para as quais a Instituição se constituiu. Total de empregados na atividade meio e atividade fim Total de Total de Número de empregados na empregados na Instituições atividade meio atividade fim respondentes PRINCIPAL ÁREA DE ATIVIDADE CULTURA 40,3% COMUNICAÇÃO E MÍDIA 20,1% ESPORTE E LAZER 33,7% EDUCAÇÃO E PESQUISA 26,0% SAÚDE 34,1% ASSISTÊNCIA SOCIAL 25,1% MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 52,0% DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 24,7% EMPREGO E CAPACITAÇÃO 41,6% DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 28,9% INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO 9,6% RELIGIÃO 44,2% SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 44,9% ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 6,1% OUTROS 28,3% Total 28,4% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 59,7% 79,9% 66,3% 74,0% 65,9% 74,9% 48,0% 75,3% 58,4% 71,1% 90,4% 55,8% 55,1% 93,9% 71,7% 71,6% 43 3 16 149 53 201 12 7 17 15 6 30 17 17 27 613 T5 5 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Voluntariado A área de Assistência Social lidera o Terceiro Setor na incorporação de voluntários em suas atividades. De todos os voluntários do Terceiro Setor de Belo Horizonte, 43% atuam na área de Assistência Social. As áreas de Saúde e Educação e Pesquisa vêm a seguir, absorvendo 19% e 11% do total de voluntários, respectivamente. As áreas de Comunicação e Mídia, Desenvolvimento e Habitação, Defesa de Direitos e Atuação Política, Sindicatos e Associações Profissionais e, Organização de Benefícios Mútuos absorvem, juntas, apenas 2,6% do total de voluntários observados, atuando no Terceiro Setor de Belo Horizonte. Já na média (número de voluntários por Instituição) sobressaem as áreas de Emprego e Capacitação, Saúde e, Intermediários Filantrópicos e Promoção de Voluntariado. Com as informações disponíveis não é possível dar uma explicação segura para a tendência do trabalho voluntário favorecer mais as áreas de citadas e menos as outras áreas. Todavia é possível que voluntários apareçam mais naquelas áreas onde a importância da atuação do Terceiro Setor é mais expressiva. Aparentemente, são essas áreas de maior presença de voluntários onde tanto o Primeiro Setor quanto o Segundo Setor teriam maiores dificuldades em solucionar problemas sociais aí existentes. Voluntários por principal área de atividade Número de Total de instituições voluntários CULTURA 46 958 COMUNICAÇÃO E MÍDIA 4 150 ESPORTE E LAZER 19 384 EDUCAÇÃO E PESQUISA 100 3.152 SAÚDE 44 5.421 ASSISTÊNCIA SOCIAL 196 12.527 MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 12 387 DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 10 141 EMPREGO E CAPACITAÇÃO 12 2.500 DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 17 205 INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO 5 522 RELIGIÃO 45 1.551 SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 7 88 ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 10 160 OUTROS 17 691 Total 544 28.837 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 PRINCIPAL ÁREA DE ATIVIDADE Média 21 38 20 32 123 64 32 14 208 12 104 34 13 16 41 53 Mediana 15 17 11 9 16 12 18 10 30 10 42 20 6 11 10 12 Desvio Padrão 20 46 27 117 600 288 40 14 333 8 106 42 17 18 124 255 T6 Foram registrados um total de cerca de 29 mil voluntários no Terceiro Setor de Belo Horizonte, distribuídos principalmente pelas áreas de Assistência Social, Educação e Pesquisa e Saúde . Mais de 70% dos voluntários atuando no Terceiro Setor estão nessas áreas. A área de Emprego e Capacitação também é relevante, na média. De todas as áreas, a mais importante é a área de Assistência Social que é responsável por 43% do total de voluntários de todo o Terceiro Setor, o que identifica uma distribuição muito desigual de voluntários entre áreas. 6 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil A distribuição de voluntários é muito desigual dentro de cada área. Tomando como ilustração a área de Assistência Social, existem 64 voluntários de assistência social, na média, em cada Instituição. Todavia, a mediana da distribuição é um quinto da média, isto é, 50% das Instituições contam com menos de 12 voluntários. Esta desigualdade também é notada pelo desvio padrão da distribuição que chega a quase cinco vezes o valor da média. Este nível de desigualdade na distribuição dos voluntários é geral em outras áreas. Todas as áreas apresentam uma média superior à mediana e um desvio padrão alto na distribuição. Existe um número maior de mulheres voluntárias atuando no Terceiro Setor de Belo Horizonte. De acordo com o levantamento, existem 62% de voluntárias e 38% de voluntários em 503 Instituições que responderam a este quesito de gênero. Distribuição de voluntários conforme sexo e principal área de atividade Total de Total de voluntários do voluntários do sexo masculino sexo feminino CULTURA 38,4% 61,6% COMUNICAÇÃO E MÍDIA 38,9% 61,1% ESPORTE E LAZER 42,0% 58,0% EDUCAÇÃO E PESQUISA 40,7% 59,3% SAÚDE 26,7% 73,3% ASSISTÊNCIA SOCIAL 34,3% 65,7% MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 54,2% 45,8% DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 57,1% 42,9% EMPREGO E CAPACITAÇÃO 34,7% 65,3% DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 64,5% 35,5% INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO 91,3% 8,7% RELIGIÃO 39,9% 60,1% SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS DE EMPREGADORES, DE EMPREGAD 42,4% 57,6% ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 60,7% 39,3% OUTROS 40,0% 60,0% Total 38,4% 61,6% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 PRINCIPAL ÁREA DE ATIVIDADE Total de voluntários Númro de instituições 914 150 355 2.008 1.183 8.907 372 141 945 162 522 1.286 88 152 686 17.871 44 4 17 94 38 183 11 10 10 15 5 40 7 9 16 503 T7 Voluntários do sexo masculino estão mais presentes nas áreas de Intermediários Filantrópicos, Defesa dos Direitos, Organização de Benefícios Mútuos, Desenvolvimento e Habitação e Meio Ambiente e Animais. Das 5 Instituições informantes de Intermediários Filantrópicos, 91,3% dos voluntários eram homens. É a única área com esta presença masculina tão expressiva. Voluntários do sexo feminino aparecem com maior expressão nas áreas de Saúde (73% dos voluntários são mulheres), Assistência Social (66% do sexo feminino) e Emprego e Capacitação (65% são mulheres). Qual é o valor do trabalho voluntário? Para obter uma estimativa deste valor, foi feita uma solicitação ao entrevistado no sentido de estimar quanto ele teria que despender em mão de obra para obter os serviços fornecidos pelos voluntários que atuavam em sua organização. Apenas 304 Instituições responderam ao quesito, totalizando um valor de 3,7 milhões de reais ao ano para um total de 13.610 voluntários. É possível estimar a média de R$ 271,00 reais/ano de contribuição monetária de cada voluntário. Por outro lado, na média, cada instituição informante teria captado um valor de R$ 12.141,00 pelos voluntários que incorpora. 7 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Total de recursos estimados anual captados com trabalho voluntário - base 2005 Número de instituições PRINCIPAL ÁREA DE ATIVIDADE CULTURA COMUNICAÇÃO E MÍDIA ESPORTE E LAZER EDUCAÇÃO E PESQUISA SAÚDE ASSISTÊNCIA SOCIAL MEIO AMBIENTE E ANIMAIS DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO EMPREGO E CAPACITAÇÃO DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO RELIGIÃO SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS OUTROS Total Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 27 2 9 57 18 123 6 5 9 8 4 21 4 2 9 304 Total de recursos estimados em Reais/ano 162.000 73.000 34.000 574.000 159.000 1.587.000 116.000 15.000 271.000 57.000 184.000 369.000 6.000 55.000 29.000 3.691.000 Total de voluntários 556 30 138 1.072 4.485 3.791 287 93 1.833 92 480 559 66 17 111 13.610 Recursos por voluntário em Reais/ano 291 2.433 246 535 35 419 404 161 148 620 383 660 91 3.235 261 271 T8 8 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Formalização no Mercado de Trabalho A Tabela “Distribuição das Instituições por principal área de atividade e outras categorias de profissionais empregadas para o cumprimento de suas missões”, apresentada a seguir, mostra o cenário de recursos humanos envolvidos no Terceiro Setor de Belo Horizonte, em 2005. Na última linha é mostrada a porcentagem de cada categoria de pessoal apontada, como envolvida nas atividades do Terceiro Setor (múltipla resposta). Distribuição das Instituições por principal área de atividade e outras categorias de profissionais empregadas para o cumprimento de suas missões PRINCIPAL ÁREA DE ATIVIDADE CLT Autônomos Estagiários Serviços terceirizados Voluntários Aprendizes Trabalho temporário Outras 38,9% 38,5% 29,5% 26,6% 21,9% 22,1% 35,5% 10,3% 41,4% 40,5% 22,2% 16,1% 24,1% 22,6% 28,6% 25,7% 21,4% 15,4% 22,7% 32,2% 27,1% 20,4% 38,7% 17,2% 27,6% 28,6% 11,1% 5,9% 13,8% 22,6% 17,9% 22,4% 26,7% 38,5% 20,5% 28,8% 28,1% 11,8% 32,3% 17,2% 17,2% 14,3% 44,4% 9,3% 31,0% 19,4% 17,9% 19,8% 52,7% 30,8% 61,4% 51,9% 54,2% 61,1% 45,2% 34,5% 51,7% 57,1% 77,8% 58,5% 24,1% 41,9% 46,4% 54,3% 8,4% 0,0% 2,3% 7,7% 5,2% 3,8% 6,5% 0,0% 3,4% 0,0% 0,0% 1,7% 0,0% 6,5% 3,6% 4,6% 10,7% 7,7% 9,1% 9,0% 3,1% 5,5% 9,7% 3,4% 17,2% 16,7% 0,0% 2,5% 0,0% 16,1% 1,8% 6,9% 4,6% 7,7% 4,5% 6,0% 8,3% 6,0% 6,5% 0,0% 10,3% 4,8% 0,0% 6,8% 10,3% 0,0% 8,9% 6,0% CULTURA 39,7% COMUNICAÇÃO E MÍDIA 30,8% ESPORTE E LAZER 38,6% EDUCAÇÃO E PESQUISA 70,0% SAÚDE 61,5% ASSISTÊNCIA SOCIAL 53,4% MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 41,9% DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 27,6% EMPREGO E CAPACITAÇÃO 62,1% DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 38,1% INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO 66,7% RELIGIÃO 31,4% SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 62,1% ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 58,1% OUTROS 55,4% Total 51,9% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 Não utilizou outras categorias 14,5% 7,7% 13,6% 13,3% 20,8% 18,3% 22,6% 37,9% 10,3% 14,3% 22,2% 28,8% 27,6% 32,3% 28,6% 19,3% T9 Entre 52% e 53,5% (ver Empregabilidade) das Instituições pesquisadas, apontaram a utilização de recursos humanos pertencentes à categoria de trabalhadores celetistas, isto é, trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Trabalhadores celetistas aparecem com mais freqüência nas áreas de Educação e Pesquisa, Saúde, Assistência Social e Emprego e Capacitação com cerca de um 84% do pessoal envolvido com vinculação pela CLT. Voluntários predominam no Terceiro Setor, com 54% das indicações de utilização deste tipo de mão-de-obra. Já, indivíduos com vinculação com Terceiro Setor se distribuem de modo razoavelmente homogêneo entre trabalhadores autônomos, estagiários e trabalhadores terceirizados. A carga horária destas categorias diferem entre si. Enquanto celetistas se comprometem, geralmente, a prestar até 44 horas semanais de serviço, os voluntários exercem a opção da carga horária, de acordo com suas conveniências. As áreas que menos contratam pela CLT são as áreas de Comunicação e Mídia, Desenvolvimento e Habitação e, Religião. Trabalhadores autônomos são mais freqüentes nas áreas de Emprego e Capacitação e Defesa de Direitos. São menos freqüentes nas áreas de Desenvolvimento e Habitação e Religião. As áreas que mais empregam estagiários são as áreas de Meio Ambiente e Animais e Educação e Pesquisa e as áreas que menos absorvem estagiários são as áreas de Intermediários Filantrópicos e Religião. 9 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil As áreas de Comunicação e Mídia, Intermediários Filantrópicos e Meio Ambiente, são as áreas que mais terceirizam seus serviços. Fazem pouco uso da terceirização as áreas de Religião e Assistência Social. As áreas que mais dependem de voluntários são as áreas de Esporte e Lazer, Assistência Social e Intermediários Filantrópicos e Promoção de Voluntariado. As áreas que menos dependem de voluntários são aquelas ligadas Sindicatos e Comunicação e Mídia. A distribuição razoavelmente homogênea de pessoal de variadas categorias, além de celetistas, nas Instituições do Terceiro Setor, sinalizam para um certo grau de informalidade nas relações trabalhistas neste setor da economia. É possível que esse panorama nas relações não formais do mercado de trabalho seja apenas um espelho do que ocorre em outros segmentos do mercado de trabalho brasileiro. 10 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Emprego Não-CLT O emprego de categorias de trabalhadores não-CLT é uma característica das Instituições menores. De acordo com o levantamento, próximo de 85% dos trabalhos de não-celetistas foram observados em Instituições micro (com receita menor que R$ 120.000,00) e pequenas (com receita entre R$ 120.000,00 e R$ 750.000,00). Cerca de 90% das Instituições, utilizam-se dos trabalhadores de que prestam serviços voluntários em micro e pequenas Instituições. Distribuição das Instituições por outras categorias profissionais utilizadas e porte segundo receita Outras categorias profissionais utilizadas MICRO - Até R$ 120.000 PEQUENO MÉDIO GRANDE HIPER - Acima Entre R$ Entre R$ Entre R$ de R$ 120.001 e R$ 750.001 e R$ 5.000.001 e 30.000.000 750.000 5.000.000 R$ 30.000.000 Autônomos 142 92 41 Estagiários 112 73 42 Serviços terceirizados 96 70 36 Voluntários 420 143 43 Aprendizes 23 18 7 Trabalho temporário 38 28 8 Outros 46 15 3 Não utilizou outras categorias 168 21 10 N.º de instituições 720 212 87 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 15 18 20 11 2 6 1 3 31 12 16 13 9 3 7 3 4 26 Total 302 261 235 626 53 87 68 206 1.076 T 10 Voluntários se concentram mais nas micro Instituições. Cerca de 59% dos voluntários pesquisados prestavam serviços em micro Instituições, enquanto apenas 1% prestam serviços nas Instituições maiores (hiper Instituições). A concentração de mão-de-obra não-CLT se acentua mais em algumas categorias nos estratos menores quando o porte é medido por número de empregados na Instituição. Cerca de 92% da mão-de-obra não-CLT prestam serviços nas micro e pequenas Instituições. Apenas nos casos de estagiários e aprendizes, as grandes empresas aparecem com alguma relevância. 11 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Emprego - Localização Grande parcela (60%) do emprego gerado pelo Terceiro Setor de Belo Horizonte se concentra na Região Centro Sul da cidade. Os 40% restantes se distribuem de forma razoavelmente homogênea nas outras regiões da cidade. As regiões Leste e Norte repartem, igualmente, 18% dos empregos, enquanto o restante está distribuído pelas outras regiões. Empregos gerados e distribuição regional de Belo Horizonte Número de Empregos REGIÃO Média Mediana Instituições gerados Barreiro 36 759 21 15 Centro Sul 254 20.836 82 8 Leste 104 3.036 29 8 Nordeste 31 644 21 11 Noroeste 71 2.997 42 6 Norte 41 1.564 38 13 Oeste 77 2.540 33 9 Pampulha 58 1.714 30 10 Venda Nova 15 396 26 11 Total 687 34.486 50 10 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 T 11 Nota-se razoável grau de concentração de tamanho dentro de cada região. Também há dispersão de tamanho entre regiões. Comparando a média de empregados por Instituição, nota-se que as maiores Instituições estão localizadas na Região Centro Sul, seguida pelas Regiões Noroeste e Norte. Comparando-se as medianas, observa-se que as Instituições com medianas maiores estão nas áreas de Barreiro, Norte, Nordeste, Venda Nova e Pampulha. Se queremos saber onde estão as Instituições menores, o melhor indicador é a mediana. Neste caso, são nas regiões Centro Sul, Noroeste, Leste e Oeste, onde está a grande parcela de Instituições pequenas. 12 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Emprego - Voluntários Mais de 70% dos voluntários atuam em pequenas Instituições. Cerca de 92% dos voluntários estão em Instituições micro e pequenas, isto é, a quase totalidade dos voluntários atua em Instituições com até 49 empregados. Observa-se também que a distribuição por tamanho das Instituições, que responderam, é idêntica à distribuição por tamanho dos voluntários. Voluntários de acordo com o porte referente a empregos Porte segundo Número de Média Mediana vínculo empregatício Instituições Micro - de zero a 9 empregos 389 53 12 Pequeno - de 10 a 49 empregos 121 53 10 Médio - de 50 a 99 empregos 11 82 23 Grande - mais de 100 empregos 20 56 37 Total 541 53 12 Total de voluntários* 20.459 6.419 898 1.116 28.892 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 * O total de voluntários é igual e 28.963, porém como nem todas as Instituições responderam a questão relativa a porte, o número apresentado é inferior à amostra. T 12 Considerando que apenas 7% dos voluntários estão atuando em Instituições de médio porte e maiores, vem de imediato a pergunta: por quê? Não foram levantados dados que permitem formular uma resposta. Apenas hipóteses podem ser adiantadas para futuras pesquisas. Em primeiro lugar, é possível que o grau de formalismo maior nas Instituições maiores, em associação com a pouca flexibilidade das normas trabalhistas, promovam uma barreira maior para entrada de voluntários nas grandes Instituições, em comparação com a entrada nas pequenas. Em segundo lugar, é possível que os custos administrativos envolvidos na absorção de voluntários, especialmente no que respeita à logística da integração dos voluntários em uma estrutura organizacional complexa sejam maiores nas Instituições maiores. Há outras hipóteses para serem investigadas, como algum viés nas preferências dos voluntários para Instituições menores que, em geral, são mais carentes de recursos. Quando se observa a distribuição dos voluntários dentro de cada estrato de tamanho, há dispersão elevada de voluntários entre as Instituições de cada grupo. Por exemplo, no estrato de micro Instituições, a média de voluntários por Instituição é 53, enquanto a mediana é 12. Isto significa que metade das Instituições nesse estrato conta com 12 voluntários ou menos. Neste estrato, assim como nos outros, não é conveniente tomar qualquer decisão tomando como indicador o número médio de voluntários. 13 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Emprego – Voluntários Foram 275 Instituições (amostra) que estimaram o valor dos serviços do trabalho voluntário para 2005. Em média, uma Instituição típica capta cerca de R$ 12 mil equivalentes em trabalho voluntário. O ganho maior médio fica com as grandes Instituições, embora como mencionado antes, elas não são grandes “empregadoras” de trabalho voluntário. A exemplo da distribuição por tamanho medido por número de empregados, também se observa a mesma dispersão dentro de cada estrato com a ocorrência de Instituições maiores com maior número de voluntários e muitas Instituições menores com uma média menor. Esta concentração ocorre em todos os estratos de receita, principalmente nas micro e nas média Instituições, onde os coeficientes de variação de 130 e 91,5%, respectivamente, são os maiores. Valor estimado dos recursos captados com trabalho voluntário Total de Frequência Média Mediana recursos MICRO - Até R$ 120.000 193 1.778.000 9.212 3.000 PEQUENO - Entre R$ 120.001 e R$ 750.000 55 734.000 13.345 5.000 MÉDIO - Entre R$ 750.001 e R$ 5.000.000 18 600.000 33.333 4.000 GRANDE - Entre R$ 5.000.001 e R$ 30.000.000 4 214.000 53.500 6.500 HIPER - Acima de R$ 30.000.000 5 170.000 34.000 3.000 Total 275 3.496.000 12.141 3.000 PORTE SEGUNDO FAIXA DE RECEITA Desv. Padrão 21.194 20.392 63.836 97.804 65.058 28.580 Coeficiente de variação 130,1% 52,8% 91,5% 82,8% 91,3% 135,4% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 T 13 14 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Porte medido por número de trabalhadores Aqui se procura responder qual o grau de associação entre o tamanho da Instituição e o uso de trabalhadores. Esta relação no Terceiro Setor de Belo Horizonte é claramente positiva. Quanto maior o volume de receita da Instituição maior o número de empregados, na média. Enquanto as micro Instituições, com receita de até R$ 120.000,00 empregam 10 trabalhadores na média, as maiores Instituições (tamanho hiper), com receita acima de 30 milhões de reais, empregam 443 empregados na média. Empregados por porte segundo faixa de receita PORTE POR FAIXA DE RECEITAS Instituições Total de empregados* Média de empregados Mediana de empregados MICRO - Até R$ 120.000 307 3.173 10 5 PEQUENO - Entre R$ 120.001 e R$ 750.000 175 2.887 16 12 MÉDIO - Entre R$ 750.001 e R$ 5.000.000 84 5.498 65 44 GRANDE - Entre R$ 5.000.001 e R$ 30.000.000 27 10.390 385 154 HIPER - Acima de R$ 30.000.000 21 9.299 443 100 Total 614 31.247 50 10 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 * 73 Instituições representando cerca de 3.200 empregos, não informaram o porte por receitas ou recursos T 14 Nos dois casos extremos, é grande a dispersão dos valores observados, isto é, no grupo de micro Instituições, enquanto a média é 10, há Instituições com menos de 5 ( 50% das Instituições ou menos). Esta dispersão é similar para as maiores Instituições (grande e hiper) mas, não é grande para pequenas e médias Instituições. Distribuição de empregados por atividade fim e atividade meio segundo faixa de receita Total de empregados Instituições PORTE POR FAIXA DE RECEITAS Atividade fim Atividade meio MICRO - Até R$ 120.000 274 1.749 952 PEQUENO - Entre R$ 120.001 e R$ 750.000 163 1.797 866 MÉDIO - Entre R$ 750.001 e R$ 5.000.000 76 3.960 1.209 GRANDE - Entre R$ 5.000.001 e R$ 30.000.000 21 5.833 3.544 HIPER - Acima de R$ 30.000.000 19 7.072 1.612 Total 553 20.412 8.182 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 * 65 Instituições representando cerca de 2.700 empregos, não informaram o porte por receitas T 15 Esta mesma associação é observada quando se controla a distribuição dos empregados das Instituições em atividade meio e em atividade fim. Enquanto se observa uma associação positiva entre tamanho e empregados por Instituição, quanto se olha apenas a distribuição dos empregados em atividade fim, não se observa a mesma associação no caso distribuição na atividade meio. As Instituições maiores (hiper) empregam menos trabalhadores, na média, do que as grandes, nas atividades meio. 15 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Comunicação Qual o grau de interação entre Instituições do Terceiro Setor? Procurou-se verificar se Instituições em área de atuação similar mantêm contato ou trocam experiências. O intuito é saber se ocorre alguma dinâmica criativa derivada da interação, semelhante ao que se observa em muitas áreas da atividade humana, especialmente aquelas ligadas ao desenvolvimento científico. Cerca de 70% das Instituições pesquisadas afirmaram conhecer e trocar experiências com outras Instituições, atuando na mesma área de atuação. Na verdade, são nas áreas de Educação e Pesquisa, Cultura, Saúde, Defesa de Direitos, Meio Ambiente e Religião onde esta interação está mais presente com mais de 70% das Instituições, de cada uma dessas áreas, declarando conhecer outras Instituições e trocar experiências entre si. Em todas as áreas de atividade ocorre uma proporção superior a 50% de Instituições que declaram conhecer outras Instituições e trocar experiências com elas. É possível inferir destes resultados que o Terceiro Setor de Belo Horizonte é mais um conjunto orgânico de Instituições que forma um corpo e, menos uma coleção de instituições não relacionadas. Distribuição das Instituições por principal área de atividade e interação com outras entidades da mesma área de atuação Sim, conhece e há Sim, conhece e não Não, não conhece PRINCIPAL ÁREA DE ATIVIDADE outras há troca de troca de Organizações. experiências etc. experiências etc. CULTURA 11,2% 15,2% 73,6% COMUNICAÇÃO E MÍDIA 63,6% 18,2% 18,2% ESPORTE E LAZER 54,8% 35,7% 9,5% EDUCAÇÃO E PESQUISA 14,0% 13,6% 72,4% SAÚDE 17,2% 10,8% 72,0% ASSISTÊNCIA SOCIAL 69,3% 15,6% 15,1% MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 72,4% 17,2% 10,3% DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 64,3% 21,4% 14,3% EMPREGO E CAPACITAÇÃO 60,7% 17,9% 21,4% DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 9,5% 11,9% 78,6% INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO 55,6% 44,4% 0,0% RELIGIÃO 18,6% 10,6% 70,8% SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 69,2% 19,2% 11,5% ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 54,8% 25,8% 19,4% OUTROS 66,7% 13,0% 20,4% Total 69,6% 16,4% 14,0% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% T 16 16 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Parcerias As áreas de Intermediários Filantrópicos, Cultura, Emprego e Capacitação e Defesa dos Direitos são áreas com alto índice de parcerias com o governo. Em geral, são fundamentalmente aquelas áreas que são financiadas pelo governo. É interessante observar que a área de Saúde que, a princípio, se espera grande envolvimento do governo, este não parece ocorrer. Na área de Assistência Social, 43% das Instituições declararam fazer parcerias com o governo, semelhante proporção existente para parcerias com a comunidade e próximo do número de parcerias com voluntários. É também expressivo o número de Instituições que não registram ocorrências de parcerias. Aparentemente são Instituições auto-suficientes que aparecem mais nas áreas de Religião, Sindicatos, Benefícios Mútuos, Esporte e Lazer e, Defesa de Direitos. Cerca de 15% do total das Instituições pesquisadas declaram não fazer parcerias. Não é expressivo o papel de empresas no envolvimento com Instituições do Terceiro Setor. Cerca de 27% das Instituições declararam constituir parcerias com empresas. A área de Emprego e Capacitação é a que mais se destaca nesse tipo de parceria. Cerca de 57% das Instituições da área de Emprego e Capacitação declaram manter parcerias com empresas. É pouco expressivo o número de Instituições com parcerias com empresas nas áreas de Esporte e Lazer e, Religião. Estranha é a participação, pouco relevante quando medida em relação às outras, das empresas como parceiras da área de Cultura (39,4%). A Comunidade participa de modo mais expressivo em parcerias com Instituições do Terceiro Setor. Cerca de 37% das Instituições, um número próximo dos 40% do governo, declaram manter parcerias com a Comunidade. É também interessante observar que este número supera aquele visto para empresas e se iguala ao número para voluntariado. O papel do Voluntário em parceria é tão importante quanto o papel da Comunidade, superior ao papel de Empresas e próximo do papel do Governo. Cerca de 34,5%, do total das Instituições de Belo Horizonte, declararam manter parcerias com voluntários. Destaque para a área de Saúde. Observou-se, também, o papel de ‘outros’ no envolvimento de parcerias com Instituições do Terceiro Setor. Cerca de 20% das Instituições declaram outras categorias de parceiros além daquelas especificadas acima. É um sinal de ocorrência de uma dispersão muito maior de parceiros em relação ao que se previra a priori. As Instituições pesquisadas declararam parcerias envolvendo outras organizações do Terceiro Setor da ordem de 27%, destacandose a área de Emprego e Capacitação, aparecendo com 66,7% das respostas neste setor de atividade. 17 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições por principal área de atividade e principais parceiros PRINCIPAL ÁREA DE ATIVIDADE Outras Governo (1º. setor) Empresas (2º. setor) Organizações do 3º. Setor CULTURA COMUNICAÇÃO E MÍDIA ESPORTE E LAZER EDUCAÇÃO E PESQUISA SAÚDE ASSISTÊNCIA SOCIAL MEIO AMBIENTE E ANIMAIS DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO EMPREGO E CAPACITAÇÃO DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO RELIGIÃO SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS OUTROS Total Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 53,5% 15,4% 31,1% 45,0% 30,1% 43,3% 43,3% 44,8% 53,3% 50,0% 66,7% 11,9% 27,6% 35,5% 38,2% 40,0% 39,4% 23,1% 8,9% 28,6% 29,0% 25,2% 46,7% 17,2% 56,7% 16,7% 33,3% 5,9% 27,6% 32,3% 40,0% 26,8% 27,6% 46,2% 13,3% 28,6% 24,7% 20,3% 46,7% 13,8% 66,7% 38,1% 22,2% 11,0% 31,0% 19,4% 27,3% 24,6% Igrejas (movimentos religiosos) 13,4% 7,7% 15,6% 25,1% 21,5% 33,7% 13,3% 24,1% 26,7% 4,8% 22,2% 40,7% 0,0% 22,6% 14,5% 25,3% Partidos políticos ou Cooperativas organizações sociais ou não partidárias 0,8% 7,7% 6,7% 0,9% 2,2% 1,5% 6,7% 3,4% 6,7% 7,1% 0,0% 0,0% 6,9% 12,9% 1,8% 2,3% 2,4% 7,7% 0,0% 3,0% 2,2% 1,7% 10,0% 3,4% 13,3% 7,1% 0,0% 2,5% 0,0% 6,5% 5,5% 3,0% Comunidade (sociedade) 29,1% 23,1% 33,3% 34,2% 32,3% 44,1% 40,0% 37,9% 33,3% 35,7% 44,4% 32,2% 24,1% 32,3% 36,4% 36,5% Técnicos A Organização especializados na realiza suas área de atuação da Outros Voluntários atividades SEM organização parceiros parceria com outras (atuando Organizações voluntariamente) 16,5% 0,0% 13,3% 13,4% 11,8% 11,9% 20,0% 0,0% 23,3% 16,7% 0,0% 7,6% 17,2% 9,7% 7,3% 12,3% 12,6% 0,0% 8,9% 19,9% 15,1% 14,3% 30,0% 13,8% 20,0% 9,5% 0,0% 5,9% 10,3% 29,0% 20,0% 14,8% 27,6% 15,4% 28,9% 33,8% 40,9% 38,7% 26,7% 20,7% 36,7% 33,3% 33,3% 36,4% 17,2% 38,7% 34,5% 34,5% 15,7% 15,4% 24,4% 11,3% 18,3% 11,1% 10,0% 13,8% 3,3% 21,4% 11,1% 30,5% 34,5% 22,6% 14,5% 15,5% T 17 18 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Fonte dos recursos Perguntou-se neste quesito quais eram as fontes de recursos das Instituições pesquisadas, dentro de uma dada amostra. Cada informante poderia declarar mais de uma fonte, gerando um número de respostas igual a 3.082, bem superior ao número de informantes (1.087 Instituições). Doações (doações de indivíduos e de empresas, doações de fundações nacionais, doações de institutos empresariais e outras instituições nacionais - bens para consumo ou financeiros), parecem se constituir em fonte de recursos mais freqüentes das Instituições de Belo Horizonte. Isto é válido tanto para micro e pequenas Instituições. Embora nas micro Instituições, tenha declarado o governo como fonte de recursos em 203 das menções, a presença do governo não é tão expressiva como se espera, sendo a menção referente a doações, mais que o dobro em relação às menções no governo. Distribuição das observações das fontes de recursos das instituições e porte segundo receita FONTES DE RECURSOS MICRO - Até R$ 120.000 PEQUENO - Entre MÉDIO - Entre R$ GRANDE - Entre HIPER - Acima de R$ 5.000.001 e R$ R$ 120.001 e R$ 750.001 e R$ R$ 30.000.000 30.000.000 750.000 5.000.000 Total Recursos de origem governamental 203 118 35 10 8 374 Doações (diferentes tipos de doadores) 562 221 70 11 17 881 Cobrança de taxas, contribuições, mensalidades 208 92 36 19 12 367 Venda de produtos ou serviços 89 45 23 13 10 180 Recursos de instituidores da Organização 91 32 9 2 2 136 Sorteios, bingos, quermesses, festas 191 58 14 2 3 268 Recursos de igrejas e congregações religiosas 99 31 13 3 1 147 Outras fontes de recursos Total de observações N.º de instituições 362 192 114 35 26 729 1.805 789 314 95 79 3.082 723 218 88 32 26 1.087 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 T 18 Cobranças de taxas e contribuições e sorteios, bingos, quermesses, festas são mais freqüentes, também, nas respostas das Instituições micro. Nas grandes e hiper Instituições, classificadas pelo porte segundo suas receitas em 2005, a distribuição das fontes de recursos é mais homogênea. Distribuição percentual da principal fonte de recursos e porte segundo receita PRINCIPAL FONTE DE RECURSOS MÉDIO - Entre GRANDE - Entre PEQUENO HIPER - Acima MICRO - Até R$ Entre R$ 120.001 R$ 750.001 e R$ R$ 5.000.001 e de R$ 30.000.000 120.000 R$ 30.000.000 5.000.000 e R$ 750.000 Total Recursos de origem governamental 67,4% 24,8% 5,5% 0,9% 1,4% 100,0% Doações (diferentes tipos de doadores) 76,2% 16,7% 4,8% 0,8% 1,6% 100,0% 100,0% Cobrança de taxas, contribuições, mensalidades 57,1% 21,7% 10,4% 7,5% 3,3% Venda de produtos ou serviços 35,7% 21,4% 19,6% 10,7% 12,5% 100,0% Recursos de instituidores da Organização 70,0% 20,0% 8,0% 2,0% 100,0% Sorteios, bingos, quermesses, festas 88,5% 7,7% Recursos de igrejas e congregações religiosas 81,1% 15,1% 3,8% Outras fontes de recursos 64,0% 20,9% 11,8% 2,4% 0,9% 100,0% 66,4% 20,2% 8,2% 3,0% 2,2% 100,0% Total de Instituições 3,8% 100,0% 100,0% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 T 19 19 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das respostas múltiplas das Instituições por fontes de recursos e porte segundo vínculos Pequeno - de Grande - mais Micro - de zero Médio - de 50 a FONTES DE RECURSOS 10 a 49 de 100 a 9 empregos 99 empregos empregos empregos Recursos de origem governamental 197 161 15 20 Doações 640 252 31 28 Cobrança de taxas, contribuições, mensalidades 252 99 27 27 Venda de produtos ou serviços 125 47 3 21 Recursos de instituidores da Organização 111 31 3 4 Recursos de igrejas e congregações religiosas 105 37 8 6 Sorteios, bingos, quermesses, festas 192 92 9 4 Outros 516 166 43 48 2.138 885 139 158 Total de observações Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 Total 393 951 405 196 149 156 297 773 3.320 T 20 Quando examinado o porte em relação a emprego, questiona-se o “por quê o governo estaria com tão poucas menções?” Aqui aparece mais uma questão para pesquisa com algumas hipóteses que adiantamos. Em primeiro lugar, o Terceiro Setor é pouco formal o que inviabiliza uma transação deste Setor com a burocracia complexa do governo. Uma outra razão é a falta de uma cultura de envolvimento do Terceiro Setor em ações patrocinadas pelo governo. Quando o porte é médio por vínculo empregatício, o governo continua inexpressivo, exceto nas pequenas onde ocorrem 41% de menções ao governo como fonte de recursos. Para as médias e grandes Instituições tornam-se freqüentes as citações de cobrança de taxas e contribuições como fontes de recursos. O que estaria explicando os resultados tão diferentes para a relação entre tamanho e fonte de recursos quando tamanho é medido por vinculo e não por receita? Distribuição percentual da principal fonte de recursos e porte segundo receita PRINCIPAL FONTE DE RECURSOS PEQUENO MÉDIO - Entre GRANDE - Entre HIPER - Acima MICRO - Até R$ Entre R$ 120.001 R$ 750.001 e R$ R$ 5.000.001 e de R$ 30.000.000 120.000 e R$ 750.000 5.000.000 R$ 30.000.000 Total Recursos de origem governamental 20,5% 24,8% 13,6% 6,3% 12,5% 20,2% Doações (diferentes tipos de doadores) 26,8% 19,3% 13,6% 6,3% 16,7% 23,4% Cobrança de taxas, contribuições, mensalidades 16,9% 21,1% 25,0% 50,0% 29,2% 19,7% Venda de produtos ou serviços 2,8% 5,5% 12,5% 18,8% 29,2% 5,2% Recursos de instituidores da Organização 4,9% 4,6% 4,5% Sorteios, bingos, quermesses, festas 3,2% 0,9% 4,2% 3,1% 4,6% 2,4% Recursos de igrejas e congregações religiosas 6,0% 3,7% 2,3% Outras fontes de recursos 18,9% 20,2% 28,4% 15,6% 8,3% 19,6% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% Total de Instituições 4,9% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 T 21 As doações têm importância nas micro Instituições, os recursos de origem governamental nas de pequeno porte, as cobranças de taxas, contribuições e mensalidades nas de médio e, principalmente, nas de grande porte, repetindo nas hiper e a estas, acrescentam-se a venda de produtos ou serviços. 20 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil UNIVERSO PESQUISADO ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS DE BELO HORIZONTE Unidades Cadastro original do Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte 3.281 Organizações com cadastro em duplicidade 323 Não selecionadas/não pertencentes ao Terceiro Setor 185 Universo potencial UP* UPC** 2.773 100,0% Organizações inoperantes/fechadas 111 4,0% Atuação informal 95 3,4% Outros motivos para não realização da pesquisa 51 1,8% Mudaram-se para fora de Belo Horizonte 41 Universo a pesquisar 1,5% 2.475 Organizações não localizadas 668 Universo da pesquisa de campo 89,3% 24,1% 1.807 65,2% 100,0% Responsável não localizado 346 12,5% 19,1% Não quiseram participar da pesquisa 118 4,3% 6,5% 1.343 48,4% 74,3% 22 0,8% 1,2% 1.321 47,6% 73,1% Questionários aplicados Questionários cancelados UNIVERSO PESQUISADO * UP = universo potencial ** UPC = universo da pesquisa de campo Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 22 Do universo potencial a ser pesquisado, cerca de 11% foram eliminadas por estarem fechadas ou inoperantes, por terem atuação informal (quer legal ou fiscal), por estarem atuando fora da cidade de Belo Horizonte (apesar do cadastro fiscal informar que se situavam em Belo Horizonte) e, por outros motivos. Muitas delas, cerca de 24%, não foram localizadas. Traçam-se, como hipóteses, as perspectivas de que tenham mudado de endereço, estarem “fechadas” mas, não formalmente e, dentre elas, a possibilidade de que tenham sido instituídas para um determinado fim ou recurso e que aquele tenha sido alterado e este não tenha tido continuidade. Do universo da pesquisa de campo, não foi possível localizar o responsável pela Instituição, para a elaboração da pesquisa, em cerca de 19% dos casos. Os pesquisadores de campo não conseguiram agendar uma entrevista por diversos motivos – agenda ou disponibilidade para uma entrevista, localizar o responsável pela Instituição, viagens do responsável e outros. Interessante notar, que cerca de 4% das Instituições não quiseram participar da pesquisa, indicando uma certa falta de transparência de suas atividades. 21 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição da Localização das Instituições Pesquisadas Segundo as regiões administrativas do Município de Belo Horizonte/MG 1.321 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 10% 9% 11% 6% 6% 15% 5% 4% 34% Centro Sul Leste Oeste Noroeste Norte Nordeste Barreiro Venda Nova Pampulha F 23 Das 1.321 Instituições pesquisadas, 34% ou 432 Instituições estavam situadas na região Centro e Centro Sul de Belo Horizonte, 15% ou 197 Instituições estavam situadas na região Leste, 11% ou 151 Instituições estavam situadas na região Oeste, 10% ou 137 Instituições estavam situadas na região Noroeste, ou seja, cerca de 70% das Instituições sem fins lucrativos de Belo Horizonte estavam situadas no Centro da cidade ou a seu redor. Foram pesquisadas, ainda, 124 Instituições ou 9% do total da região da Pampulha, 81 Instituições ou 6% do total da região Norte, 80 Instituições ou 8% do total da região Nordeste, 67 Instituições ou 5% do total da região do Barreiro e 52 Instituições ou 4% do total da região de Venda Nova. 22 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Tempo de colaboração do entrevistado e do principal executivo na Instituição 1.226 Instituições 23,8% 23,5% 14,8% 12,1% 11,4% 9,9% 8,9% 10,2% 8,5% 8,6% 7,8% 7,5% 7,3% 6,9% 7,8% 7,3% 7,3% 5,5% Até 1 ano 2 anos 3 anos 4 anos Entrevistado 5 anos 6 a 10 anos 11 a 15 anos 16 a 20 anos 5,8% 21 a 25 anos 5,1% 26 ou mais Principal Executivo F 24 Os gráficos referentes ao tempo de colaboração (junto à Instituição) do principal executivo e do entrevistado revelam estruturas muito parecidas. Isto deve-se ao fato de que o entrevistado era o principal executivo em alguns casos. Nota-se que, tanto para o entrevistado quanto para o principal executivo, a maioria das respostas concentram-se entre 6 e 10 anos de tempo de colaboração. 23 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Grau de instrução do entrevistado e do principal executivo 1.167 Instituições 64,2% 56,3% 23,6% 18,9% 8,7% 3,3% 0,3% 0,4% Analfabeto 0,9% 3,1% 1,5% 4.ª série incompleta 4.ª completa 2,2% 1,9% Ensino fundamental incompleto Entrevistado 2,5% 2,7% Ensino fundamental completo 5,2% 2,3% 2,2% Ensino médio incompleto Ensino médio completo Educação superior incompleto Educação superior completo Principal Executivo F 25 Como na questão anterior, os gráficos do entrevistado e do principal executivo são semelhantes. Observa-se que a maioria possui ensino superior completo, tanto para o entrevistado quanto para o principal executivo. Nota-se também que é expressivo o percentual daqueles que possuem ensino médio completo. 24 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Como foram instituídas/fundadas as Instituições Pesquisadas? 1.321 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 1% 20% 4% 1% 2% 72% Pessoa física - PF Pessoa jurídica - PJ PF + PJ Poder público - PP Outros formatos Não sabe/não informado F 26 As pessoas físicas foram as maiores instituidoras/fundadoras das Instituições sem fins lucrativos de Belo Horizonte, correspondendo a 72% (959 Instituições) do total de Instituições pesquisadas. Observou-se, entretanto, um movimento de instituição/fundação das Instituições sem fins lucrativos por pessoas jurídicas de cerca de 20% (261 Instituições). Quando em conjunto – pessoas físicas e pessoas jurídicas – estas representaram cerca de 4% (48 Instituições) do total pesquisado na formação de Instituições sem fins lucrativos na cidade de Belo Horizonte. O poder público isoladamente representou cerca de 1% das Instituições pesquisadas. Em outros formatos, representando cerca de 1%, encontravam-se pessoas físicas em conjunto com o poder público (5 Instituições), pessoas jurídicas em conjunto com o poder público (4 Instituições) e, pessoas físicas mais pessoas jurídicas em conjunto com o poder público (3 Instituições). Não souberam informar ou não informaram a origem de suas Instituições, 28 Instituições pesquisadas. 25 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Quando foram instituídas/fundadas as Instituições Pesquisadas? 1.226 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 367 276 273 110 86 46 Até 1949 Década de 50 68 Década de 60 Década de 70 Década de 80 Década de Entre 2000 e 90 2005 F 27 Desde a década de 50, a incorporação de novas Instituições tem sido crescente. A maioria das Instituições surgiu a partir da década de 80, atingindo o seu pico na década de 90. Observa-se que 75% das Instituições foram fundadas nos últimos vinte e cinco anos. Cabe salientar que entre 2000 e 2005, portanto em meia década, foram fundadas mais da metade (276 Instituições) das Instituições pesquisadas, do que em relação à década anterior. Isto sugere do ponto de vista estatístico que, se este ritmo se mantiver, teremos nestes primeiros dez anos, do novo milênio, um novo pico de criação de Instituições. 26 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Desde sua fundação a Instituição sofreu algum processo de descontinuidade? 1.270 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 6% 4% 90% A Organização não sofreu processos de descontinuidade de suas atividades A Organização está inativa Sofreu interrupção temporária F 28 A maior parte das Instituições (90% ou 1.138 Instituições) não sofreu qualquer processo de descontinuidade de suas atividades, indicando que há uma estabilidade razoável nas Instituições sem fins lucrativos. Dos 10% restantes, ou 132 Instituições, observa-se que houve descontinuidade em suas ações, sendo que 40% estão inativas e 60% sofreram interrupção temporária mas, continuaram suas atividades. 27 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Quais foram os motivos que levaram a Instituição a sofrer processo de descontinuidade de suas atividades? 128 observações em 79 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 80% 70% 69,6% 60% 50% 41,8% 40% 35,4% 30% 20% 15,2% 10% 0% Problemas financeiros e de falta de recursos Questões relativas a gestão Problemas com órgãos de fiscalização e tributários Outros motivos Problemas financeiros e de falta de recursos Questões relativas a gestão Problemas com órgãos de fiscalização e tributários Outros motivos F 29 O principal motivo que leva as Instituições a sofrerem processo de descontinuidade em suas atividades está ligado a problemas financeiros e falta de recursos. Dentre eles pode-se citar: falta de recursos materiais ou de capital, término de contratos ou convênios com o Governo e problemas financeiros. Nas questões relativas a gestão, segundo maior segmento apontado, engloba-se, principalmente, falta de conhecimentos gerenciais dos dirigentes, falta de estímulo dos associados ou dirigentes, conflitos entre associados ou dirigentes e falta de experiência ou conhecimento da área, concorrência de outras Instituições. O terceiro item mais apontado abarca problemas com órgãos de fiscalização, elevada carga tributária, demasiada burocracia legal e fiscal por ser uma Instituição formal. Em outros motivos, apresenta-se, entre outros o falecimento do(s) instituidor(es). 28 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Qual a Natureza Jurídica da Instituição pesquisada? 1.273 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 101; 8% 259; 20% 114; 9% 25; 2% 774; 61% Associação Sociedade civil sem fins econômicos (CC de 1916) Fundação Organização religiosa Autarquia e entidades de caráter público F 30 Conforme era esperado, a maior parte das Instituições são Associações (61%), enquanto 20% são Sociedades Civis, 9% são Instituições Religiosas, 8% são Fundações e 2% são Autarquias e outras Instituições de caráter público. Um dos motivos para este fato pode estar no artigo 5.º, inciso XVII da Constituição Federal que diz: “é de plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. Entretanto, Belo Horizonte, segue a média nacional de Instituições sem fins lucrativos em relação à sua natureza jurídica. 29 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Percepção do Entrevistado sobre a Natureza Jurídica da Instituição pesquisada 1.219 Instituições PERCEPÇÃO SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA ORGANIZAÇÃO PELO ENTREVISTADO Associação Fundação Organização Religiosa Sociedade Partido Político Cooperativa Social Instituto ONG Organização Beneficente Organização Filantrópica Organização Social OSCIP Total Percentual de acertos Associação Fundação Organização Religiosa Sociedade Partido Político Associação Fundação Organização religiosa 539 3 28 3 5 73 1 14 2 61 2 1 12 42 22 73 12 7 742 1 3 3 1 7 2 4 4 4 15 2 2 96 110 Sociedade civil sem fins econômicos 41 2 7 15 1 5 19 42 22 75 9 11 249 Partido político Autarquia Outra entidade de caráter público criada por lei 3 1 1 1 2 1 1 3 1 1 3 2 1 1 2 9 11 Total 603 81 98 22 2 9 39 94 51 175 25 20 1.219 72,6% 76,0% 55,5% 6,0% 50,0% Total Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 57,5% T 31 A percepção dos entrevistados acerca da Natureza Jurídica da sua Instituição parece estar um pouco distorcida. Nota-se um percentual de erros sobre esta percepção um pouco alto. Nas Associações, 72,6% dos entrevistados acertaram a Natureza Jurídica de suas Instituições, enquanto que nas Fundações o número foi um pouco maior (76,0%). Nas Instituições Religiosas e Partidos Políticos, o percentual é bem mais baixo, estando ao redor de 50% e nas Sociedades Civis a proporção é muito baixa (6,0%). A confusão pode estar, também, na classificação estatística da Comissão Nacional de Classificação – CONCLA, órgão colegiado diretamente subordinado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão que tem atuação, entre outras, especialmente no estabelecimento e no monitoramento de normas e padronização do Sistema de Classificação das Estatísticas Nacionais. Para a CONCLA ficou estabelecido que são “Instituições sem Fins Lucrativos”: 303-4 Serviço Notarial e Registral (Cartório); 304-2 - Instituição Social; 305-0 - Instituição da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip); 306-9 - Outras Formas de Fundações Mantidas com Recursos Privados; 307-7 - Serviço Social Autônomo; 308-5 - Condomínio Edilício; 309-3 - Unidade Executora (Programa Dinheiro Direto na Escola); 310-7 - Comissão de Conciliação Prévia; 311-5 - Instituição de Mediação e Arbitragem; 312-3 - Partido Político; 313-0 - Instituição Sindical; 320-4 - Estabelecimento, no Brasil, de Fundação ou Associação Estrangeiras; 321-2 - Fundação ou Associação Domiciliada no Exterior; 322-0 - Instituição Religiosa; 323-9 - Comunidade Indígena; 399-9 - Outras Formas de Associação. 30 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Principal Área de Atividade 1.313 Instituições ÁREAS DE ATIVIDADE PRINCIPAL ASSISTÊNCIA SOCIAL EDUCAÇÃO E PESQUISA CULTURA RELIGIÃO SAÚDE ESPORTE E LAZER DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS MEIO AMBIENTE E ANIMAIS EMPREGO E CAPACITAÇÃO DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS COMUNICAÇÃO E MÍDIA INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E VOLUNTARIADO OUTRAS ÁREAS NÃO ESPECIFICADAS Total Freqüência % 418 31,8% 233 17,7% 131 10,0% 119 9,1% 96 7,3% 45 3,4% 42 3,2% 32 2,4% 31 2,4% 30 2,3% 29 2,2% 29 2,2% 13 1,0% 9 0,7% 56 4,3% 1.313 100,0% Acum. % 31,8% 49,6% 59,6% 68,6% 75,9% 79,4% 82,6% 85,0% 87,4% 89,6% 91,9% 94,1% 95,0% 95,7% 100,0% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 32 Deve-se dar destaque a cinco áreas de atividades que contam com uma participação acima de 5,0%. A área de Assistência Social vem em primeiro, com uma fatia de 31,8% das 1.313 Instituições que responderam a questão, seguida de Educação e Pesquisa (17,7%), Cultura (10,0%), Religião (9,1%) e Saúde (7,3%). Juntas estas áreas perfazem um total de quase 76% do total das Instituições pesquisadas. 31 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Religião das Instituições cuja principal Área de Atividade seja Religião 112 Instituições Religião Freqüência Católica Apostólica Romana Espírita Igreja Evangélica Batista Outras Igrejas Evangélicas de Missão Outras Igrejas de Origem Pentescostal Evangélicos Testemunha de Jeová Igreja Evangélica Adventista Judaísmo Outras religiôes Sub-total Não sabe/não informado Total % 38 31,9 26 21,8 10 8,4 9 7,6 4 3,4 4 3,4 4 3,4 2 1,7 2 1,7 13 10,9 112 94,1 7 5,9 119 100,0 Válida % 33,9 23,2 8,9 8,0 3,6 3,6 3,6 1,8 1,8 11,6 100,0 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 33 Considerando apenas aquelas Instituições cuja principal área de atividade seja religião, observa-se predominância de quatro grupos religiosos: Católica Apostólica Romana (33,9% das Instituições válidas), Espírita (23,2%), Igreja Evangélica Batista (8,9%) e Outras Igrejas Evangélicas de Missão (8,0%). 32 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Em qual área geográfica (distribuição espacial) são realizadas as atividades da Instituição 2.238 observações em 1.311 Instituições Na Região Metropolitana de Belo Horizonte Na região (vários bairros) ao entorno da unidade pesquisada Limitada ao bairro onde se situa a unidade pesquisada De maneira abrangente na cidade de Belo Horizonte No interior do Estado de Minas Gerais Em outras regiões de Belo Horizonte fora do entorno da unidade pesquisada De maneira abrangente no Brasil todo Em outro estado brasileiro ao entorno do Estado de Minas Gerais – SP-RJ-ES-BA-GO-MS Em outro estado brasileiro fora do entorno do Estado de Minas Gerais Em outro país Sem atuação específica de distribuição espacial Outra área geográfica não especificada anteriormente Ações localizadas sem localização específica Freqüência 418 405 320 292 290 153 130 78 47 44 33 15 13 % 31,9% 30,9% 24,4% 22,3% 22,1% 11,7% 9,9% 5,9% 3,6% 3,4% 2,5% 1,1% 1,0% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 34 As respostas apresentadas a esta questão eram de múltipla escolha. Desta maneira, a Instituição poderia realizar as suas atividades no interior do Estado de Minas Gerais e, também, em outro país. De modo geral, as Instituições têm uma ação mais localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte (31,9% observações em 1.311 Instituições). Em proporção semelhante estão aquelas que atuam na região ao entorno da unidade pesquisada. Em nível menor, 24,4% das Instituições têm sua ação, também, limitada ao bairro onde se situa a unidade pesquisada, seguidas, em proporção quase igual, de Instituições cujo foco é a cidade de Belo Horizonte. As Instituições que atuam no interior do Estado de Minas Gerais também são significativas, totalizando 22,1% das Instituições. São poucas as Instituições que atuam fora do Estado. 33 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Onde são realizadas as atividades ou ações da Instituição 2.135 observações em 1.315 Instituições Freqüência Na unidade pesquisada Em diferente(s) local(is) Na sede da Organização Em local(is) da parceria com outra(s) Organização(ões) Em outro(s) local(is) Em local(is) cedido(s) pelo poder público Em local(is) cedido(s) pela iniciativa privada Em local(is) não determinado(s)/não-fixo(s) Em local(is) cedido(s) por dirigente(s) Na residência de dirigente da Organização 574 513 368 152 146 138 117 71 63 33 % 43,7% 39,0% 28,0% 11,6% 11,1% 10,5% 8,9% 5,4% 4,8% 2,5% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 35 Observa-se que 43,7% das respostas têm como local de atividade a própria unidade pesquisada, enquanto 28% utilizam a sede da Instituição, sugerindo que as Instituições têm um espaço físico onde possam realizar suas atividades. Quase 40% das Instituições apontaram que são diferentes os locais onde atuam. Locais cedidos pelo poder público e pela iniciativa privada estão num mesmo patamar, tendo uma expressão razoável. 34 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Quais são os principais parceiros da Instituição para o desenvolvimento de suas atividades? 3.072 observações em 1.314 Instituições Freqüência Governo (1º. setor) Comunidade (sociedade) Voluntários Empresas (2º. setor) Igrejas (movimentos religiosos) Outras Organizações do 3º. Setor A Organização realiza suas atividades SEM parceria com outras Organizações Outros parceiros Técnicos especializados na área de atuação da organização Cooperativas sociais ou não Partidos políticos ou organizações partidárias 520 477 451 349 329 320 202 193 162 39 30 % 39,6% 36,3% 34,3% 26,6% 25,0% 24,4% 15,4% 14,7% 12,3% 3,0% 2,3% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 36 Os principais parceiros das Instituições para o desenvolvimento de suas atividades são bem diversificados, sugerindo que as Instituições não dependem de uma única fonte. Podemos, contudo, citar cinco principais parceiros: Governo, apontado por 39,6% das Instituições, Comunidade (36,3%), Voluntários (34,3%), Empresas (26,6%) e Igrejas (25,0%). 35 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Conhecimento de outras Instituições com o mesmo público-alvo e a troca de experiências 1.216 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 14% 16% 70% Sim, conhece outras Instituições e HÁ TROCA de experiências Sim, conhece outras Instituições e NÃO HÁ TROCA de experiências Não, não conhece outras Instituições F 37 O gráfico revela que 70% das Instituições conhecem outras Instituições que atuam na mesma área e com o mesmo público-alvo e que trocam experiências. O número entretanto parece ser muito alto de tal modo que pode não corresponder à realidade. Segundo o mesmo gráfico, 16% das Instituições conhecem outras Instituições mas não ocorre troca de experiência e 14% delas afirmam não conhecer outras Instituições. 36 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Estrutura Organizacional Distribuição do número de membros do Órgão Superior da estrutura organizacional (Assembléia) 1.003 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 81 ; 8% 30 ; 3% 217 ; 22% 62 ; 6% 64 ; 6% 128 ; 13% 67 ; 7% 170 ; 17% 184 ; 18% 1 a 5 membros 6 a 10 membros 11 a 20 membros 21 a 30 membros 51 a 100 membros 101 até 1000 membros Acima de 1000 membros Indeterminado 31 a 50 membros F 38 Do total de respostas válidas (1.199) à questão “qual é o número de membros ou associados que participam do Órgão Superior da Instituição”, 196 informaram não ter, em sua estrutura organizacional, um Órgão Superior, equivalente a Assembléia Geral ou outra denominação. Das 1.003 que têm esse órgão na sua estrutura organizacional, a maior parte (18%) afirmou ter de 11 a 20 membros, enquanto 17% disseram ter de 6 a 10 membros e 13% possuírem de 1 a 5 membros. Estes três grupos juntos representam quase metade das Instituições. Os 30% restantes têm acima de 20 membros, enquanto 22% (217 Instituições) têm número indeterminado. Quanto menor o número de associados menor a possibilidade de se obter recursos dos mesmos. 37 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Estrutura Organizacional Distribuição do número de membros do Órgão Deliberativo da estrutura organizacional (Conselho de Administração ou equivalente) 607 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 79; 13% 26; 4% 10; 2% 24; 4% 206; 34% 262; 43% 1 a 5 membros 6 a 10 membros 11 a 20 membros 21 a 30 membros 31 a 50 membros Acima de 50 membros F 39 Do total de respostas válidas (1.157) à questão “qual é o número de membros ou integrantes do Órgão Deliberativo da Instituição”, 550 informaram não ter, em sua estrutura organizacional, um Órgão Deliberativo, equivalente a Conselho de Administração, Conselho Curador ou outra denominação. Das 607 Instituições que têm esse órgão na sua estrutura organizacional, 43% afirmaram possuir de 1 a 5 membros, ao passo que 34% disseram ter de 6 a 10 membros e 13% contam com um órgão de 11 a 20 membros. Estes três grupos representam 90% do total, enquanto o restante possui acima de 20 membros na sua estrutura. Apesar do levantamento realizado, achamos difícil que as Instituições (24) tenham mais de 50 membros no órgão deliberativo. Seria muito difícil a administração de Conselhos com mais de 50 membros. 38 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Estrutura Organizacional Distribuição do número de membros do Órgão de Gestão da estrutura organizacional (Diretoria ou equivalente) 1.040 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 459; 44% 59; 6% 522; 50% 1 a 5 membros 6 a 10 membros Acima de 10 F 40 Do total de respostas válidas (1.176) à questão “qual é o número de membros ou integrantes do Órgão de Gestão da Instituição”, 136 informaram não ter, em sua estrutura organizacional, um Órgão de Gestão, equivalente a Diretoria, Diretoria Executiva ou outra denominação. Das 1.040 que têm este órgão na sua estrutura organizacional, 50% afirmaram possuir de 1 a 5 membros na diretoria, enquanto 44% têm entre 6 e 10 integrantes e apenas 6% possuem mais do que 10 membros. 39 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Duração ou tipo do mandato do Órgão de Gestão 1.244 Instituições DURAÇÃO OU TIPO DO MANDATO Freqüência % % 55 4,4% 5,0% 1 ano 457 36,7% 41,4% 2 anos 291 23,4% 26,4% 3 anos 235 18,9% 21,3% 4 anos 40 3,2% 3,6% 5 anos 25 2,0% 2,3% Mais de 5 anos 1.103 88,7% 100,0% Sub-total 63 5,1% Mandato composto 63 5,1% Indeterminado 15 1,2% Vitalício 1.244 100,0% Total Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 41 Das 1.244 Instituições que responderam à questão relativa à duração do mandato do Órgão de Gestão, apenas 5,1% possuem mandato composto (indeterminado com vitalício ou, ainda, com alguma duração) e, ainda na mesma proporção, 5,1% disseram que a diretoria tem mandato indeterminado. Somente 1,2% das Instituições possui mandato vitalício. Se considerarmos apenas as Instituições que possuem mandato determinado e limitado, teremos 1.103 Instituições. Destas deve-se destacar que 41,4% possuem mandato de 2 anos, 26,4% possuem mandato de 3 anos e 21,3% têm mandato de 4 anos, Estes três grupos representam juntos quase 90% das Instituições, portanto, a maioria das Instituições possui mandato entre 2 e 4 anos. 40 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Há quanto tempo a diretoria exerce seu atual mandato 1.227 Instituições 100,0% 20,0% 100,0% 17,4% 17,2% 89,6% 87,7% 86,4% 16,0% 90,0% 80,0% 80,8% 77,5% 14,0% 70,0% 14,0% % de Instituições 68,0% 12,1% 60,6% 12,0% 60,0% 10,4% 9,5% 10,0% 50,0% 43,3% 8,0% 40,0% 7,3% 31,2% 6,0% 5,6% 4,0% 30,0% % Acumulada de Instituições 18,0% 20,0% 3,3% 14,0% 2,0% 2,0% 10,0% 1,3% 0,0% 0,0% Até 6 meses +6 a 12 meses +12 a 18 meses +18 a 24 meses +24 a 30 meses +30 a 36 meses +36 a 42 meses Percentagem de Instituições +42 a 48 meses +48 a 52 meses +52 a 60 +60 meses meses Acumulado F 42 O gráfico revela que 60,6% das Instituições estão no cargo de diretoria há pelo menos 2 anos. A distribuição dos segmentos que formam este grupo é razoavelmente igualitária. Contudo, quando passamos para os segmentos adiante (“mais de 24 a 30 meses” e “mais de 30 a 36 meses”), observamos uma queda brusca de participação. De modo geral, podese afirmar que pouco mais de três quartos das Instituições têm diretores que estão no cargo há cerca de 3 anos. Chama a atenção o percentual relativamente alto (10,4%) das Instituições que têm diretores que estão no cargo há mais de 5 anos. Conforme a tabela anterior, somente 2% das Instituições possuem mandato acima de 5 anos. Provavelmente, os diretores estão ultrapassando o tempo de mandato. 41 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Forma pela qual é renovado o cargo do órgão de gestão 1.320 observações em 1.221 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 135; 10% 196; 15% 74; 6% 79; 6% 4; 0% 30; 2% 802; 61% Eleição por meio de deliberação de órgão da estrutura organizacional Eleição pela comunidade Eleição aberta Nomeação Indicação Ocupante de cargo público Não há renovação F 43 Das 1.221 Instituições, apenas 30 delas ou 2% não ocorre renovação do cargo. A maioria das Instituições, isto é, 61% delas, elegem o cargo de diretoria via deliberação de órgão de estrutura organizacional. Em 15% das Instituições, a eleição é feita pela comunidade, 10% a eleição é aberta e em 6% ocorre nomeação. O restante dividi-se em indicação e ocupante de cargo público. 42 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Estrutura Organizacional Distribuição do número de membros do Órgão de Controle da estrutura organizacional (Conselho Fiscal ou equivalente) 1.174 Instituições 172; 19% 31; 3% 31; 3% 677; 75% 1a3 4a6 7a9 Acima de 10 F 44 Do total de respostas válidas (1.174) à questão “qual é o número de membros ou integrantes do Órgão de Controle”, 244 informaram não ter em sua estrutura organizacional um Conselho Fiscal e 19 afirmaram que o Órgão Deliberativo acumula as funções de controle interno. Das 911 que têm este órgão na sua estrutura, 75% informaram possuir de 1 a 3 membros, enquanto 19% têm entre 4 e 6 membros e somente 6% possuem mais do que 6 membros. 43 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Média, mediana e total de empregos gerados* 1.283 Instituições PORTE POR EMPREGOS Micro - zero empregados Micro - de 1 a 9 empregos Pequeno - de 10 a 49 empregos Médio - de 50 a 99 empregos Grande - mais de 100 empregos Instituições com empregados 596 342 245 42 58 1.283 Total % do total das Instituições 46,5% 26,7% 19,1% 3,3% 4,5% 100% Total de empregados Média Mediana 1.259 4.785 2.836 25.606 34.486 3,7 19,5 67,5 441,5 50,2 3 16 64 185 10 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 * A média e a mediana excluem as Instituições com zero empregados T 45 A tabela revela que pouco mais da metade das Instituições (53,5%) tinham empregados com vínculo empregatício em 31 de dezembro de 2005. Deste grupo, constatou-se que o número de empregos gerados é igual a 34.486 e que a média e mediana de empregados por Instituição são iguais a 50 e a 10, respectivamente. A diferença relativamente grande entre média e mediana deve-se a presença de algumas Instituições com muitos empregados e que acabam trazendo a média para um valor mais elevado. Analisando a tabela, notamos que quase 75% das Instituições são classificadas, por porte por número de empregados, como Micro, ou seja, possuem de 0 a 9 empregados, 19% são Pequenas, isto é, têm de 10 a 49 empregados, 3,3% possuem de 50 a 99 empregados e apenas 4,5% têm mais de 100 empregados. Contudo, apesar de ocuparem pouco menos do que 5% do total de Instituições, são as Grandes Instituições (mais de 100 empregados) que geram quase 75% dos empregos totais. Quase 14% dos empregos são gerados por Pequenas Instituições, 8,2% são gerados por Instituições Médias e somente 3,7% dos empregos são gerados por Instituições Micro. 44 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Porte das Instituições x Empregos Gerados 687 Instituições 400 40.000 350 35.000 300 30.000 250 25.000 200 20.000 150 15.000 100 10.000 50 5.000 0 EMPREGADOS INSTITUIÇÕES Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 0 Micro - de 1 a 9 empregos Pequeno - de 10 a 49 Médio - de 50 a 99 Grande - mais de 100 empregos empregos empregos PORTE POR EMPREGO Instituições com empregados Total de empregados F 46 O gráfico acima corrobora com a análise anterior: apesar de ocuparem uma fatia relativamente pequena, são as Grandes Instituições que mais geram empregos. As MicroInstituições ocupam elevada percentagem, mas geram uma quantia ínfima de empregos. 45 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição percentual de empregados em atividade meio e atividade fim 613 Instituições Número de Total de Total de empregados na empregados na Instituições atividade fim respondentes atividade meio ÁREA DE ATIVIDADE PRINCIPAL CULTURA COMUNICAÇÃO E MÍDIA ESPORTE E LAZER EDUCAÇÃO E PESQUISA SAÚDE ASSISTÊNCIA SOCIAL MEIO AMBIENTE E ANIMAIS DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO EMPREGO E CAPACITAÇÃO DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO RELIGIÃO SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS OUTROS Total Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 40,3% 20,1% 33,7% 26,0% 34,1% 25,1% 52,0% 24,7% 41,6% 28,9% 9,6% 44,2% 44,9% 6,1% 28,3% 28,4% 59,7% 79,9% 66,3% 74,0% 65,9% 74,9% 48,0% 75,3% 58,4% 71,1% 90,4% 55,8% 55,1% 93,9% 71,7% 71,6% 43 3 16 149 53 201 12 7 17 15 6 30 17 17 27 613 T 47 Nesta questão, foi solicitado às Instituições que distribuíssem o percentual de seus empregados, utilizados nas suas atividades fim e nas suas atividades meio. Seiscentas e treze Instituições preencheram corretamente esta questão. Destas, constatou-se que 71,6% dos empregados são utilizados na atividade fim e 28,4% são usados na atividade meio. Cultura, Esporte e Lazer, Saúde, Meio Ambiente e Animais, Emprego e Capacitação, Religião e Sindicatos ficaram um pouco abaixo da média total do percentual de empregados utilizados na atividade fim. Intermediários Filantrópicos e Promoção de Voluntariado e Instituição de Benefícios Mútuos ficaram bem acima da média total do percentual de empregados utilizados na atividade fim 46 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Categorias profissionais utilizadas pelas Instituições 1.315 Instituições CATEGORIAS Voluntários CLT Autônomos Estagiários Serviços terceirizados Trabalho temporário Outros Aprendizes Não utilizou outras categorias além de CLT Total de Instituições Freqüência 714 687 338 294 260 91 79 60 254 1315 % 54,3% 52,2% 25,7% 22,4% 19,8% 6,9% 6,0% 4,6% 19,3% 100,0% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 48 Voluntários foram a categoria profissional mais apontada pelas Instituições. Setecentas e catorze Instituições informaram utilizá-la na execução de suas atividades. Deve-se tomar, entretanto, um certo cuidado, pois isto não significa que seja a categoria mais utilizada, pois o regime de horas pode ser bem inferior ao de um empregado com vínculo empregatício (CLT), segunda categoria mais apontada pelas Instituições. Em terceiro e quarto lugar vem autônomos e estagiários, num mesmo nível percentual de Instituições (25,7% e 22,4%, respectivamente) e com quase um quinto do total de Instituições, aparece serviços terceirizados. Quase 20% das Instituições utilizam apenas celetista (empregado regido pela CLT), isto é, somente 214 Instituições valem-se somente do celetista na execução de suas atividades. 47 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições por faixa de voluntários 543 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 215; 40% 41; 8% 41; 8% 246; 44% 1 até 9 voluntários 10 até 49 voluntários 50 até 99 voluntários Mais de 100 voluntários F 49 Quinhentas e quarenta e três Instituições das 714 que utilizam voluntários, souberam precisar corretamente o número de voluntários que possuem. Destas 543, 40% informaram que possuem de 1 até 9 voluntários, ao passo que 44% afirmaram possuir de 10 até 49 voluntários. Juntas estas duas categorias perfazem 84% do total de Instituições. Instituições com “50 até 99 voluntários” e com “Mais de 100 voluntários” estão num mesmo nível do percentual de Instituições, isto é, 8% do total das Instituições cada uma. 48 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições por faixa de voluntários e o seu respectivo total 543 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 300 25.000 20.000 200 15.000 150 10.000 100 VOLUNTÁRIOS INSTITUIÇÕES 250 5.000 50 0 0 1 até 9 voluntários 10 até 49 voluntários 50 até 99 voluntários Mais de 100 voluntários Instituições com voluntários Total de voluntários F 50 O número total de voluntários utilizados é igual a 28.963 e como ocorre com os empregados celetistas, são as Grandes Instituições em termos de voluntários que mais empregam esta categoria. Quase 70% dos voluntários existentes são utilizados por Instituições que empregam mais de 100 voluntários, 18,7% são empregados por Instituições com 10 até 49 voluntários, 9,1% pertencem a Instituições com 50 até 99 voluntários e apenas 3,3% provém de Instituição com 1 até 9 voluntários. 49 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Média, mediana e total de voluntários 543 Instituições Faixa de total de voluntários 1 até 9 voluntários 10 até 49 voluntários 50 até 99 voluntários Mais de 100 voluntários Frequência Total 215 246 41 41 543 Média de Mediana de voluntários voluntários 4 5 22 20 64 60 486 155 53 12 Total de voluntários 966 5.430 2.627 19.940 28.963 T 51 Conforme os dois gráficos anteriores, constata-se o predomínio de Instituições com até 49 voluntários, contudo são as Instituições com mais de 100 voluntários que se utilizam mais esta categoria. Observa-se que a média e mediana de voluntários são iguais a 53 e 12, respectivamente. A discrepância entre as duas medidas deve-se à presença de algumas Instituições que possuem muitos voluntários e acabam trazendo a média para um valor mais alto. 50 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Voluntários com termo de adesão 543 Instituições Número de voluntário com termo de adesão 17.325 11.638 59,8% 40,2% Com termo de adesão Sem termo de adesão F 52 A Lei do Voluntariado, No. 9.608, de 18/02/98, estabelece em seu Art. 1º o que é considerado como trabalho voluntário: “Considera-se serviço voluntário, para fins desta Lei, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade. Parágrafo único: O serviço voluntário não gera vínculo empregatício nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.” No seu Art. 2º encontra-se a referência ao Termo de Adesão: “O serviço voluntário será exercido mediante a celebração de termo de adesão entre a entidade, pública ou privada, e o prestador do serviço voluntário, dele devendo constar o objeto e as condições do seu serviço.”. Como demonstrado no gráfico acima, 40,2% do total de voluntários, das 543 Instituições, podem apresentar algum risco de vínculo empregatício por não terem regularizado o termo de adesão. 51 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição do total de voluntários conforme o sexo e área de atividade 503 Instituições Total de Total de voluntários voluntários do do sexo masculino sexo feminino CULTURA 38,4% 61,6% COMUNICAÇÃO E MÍDIA 38,9% 61,1% ESPORTE E LAZER 42,0% 58,0% EDUCAÇÃO E PESQUISA 40,7% 59,3% SAÚDE 26,7% 73,3% ASSISTÊNCIA SOCIAL 34,3% 65,7% MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 54,2% 45,8% DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 57,1% 42,9% EMPREGO E CAPACITAÇÃO 34,7% 65,3% DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 64,5% 35,5% INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO 91,3% 8,7% RELIGIÃO 39,9% 60,1% SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 42,4% 57,6% ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 60,7% 39,3% OUTROS 40,0% 60,0% 38,4% 61,6% Total Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 ÁREA DE ATIVIDADE PRINCIPAL Númro de instituições 44 4 17 94 38 183 11 10 10 15 5 40 7 9 16 503 T 53 De modo geral, nota-se o preponderância do voluntários do sexo feminino. Pouco mais do que 60% dos voluntários são mulheres e somente 38,4% são homens. O percentual de homens é mais alto nas áreas de Meio Ambiente e Animais, Desenvolvimento e Habitação, Defesa de Direitos e Atuação Política, Intermediários Filantrópicos e Promoção de Voluntariado e Organizações de Benefícios Mútuos. O percentual de mulheres, por sua vez, é mais elevado em Cultura, Comunicação e Mídia, Esporte e Lazer, Saúde, Assistência Social, Emprego e Capacitação, Religião e Sindicatos e Associações Profissionais. 52 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das áreas de atuação dos Voluntários indicadas pelas Instituições 682 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 45,0% 41% 40,0% 40% 35,0% 30% 30,0% 27% 25,0% 24% 22% 20% 20,0% 17% 16% 15,0% 11% 9% 10,0% 5,0% 1% 0,0% Em Em Em Em Em Em atividades ligadas à assistência social atividades ligadas à cultura atividades esportivas e lazer Outras atividades da Organização atividades ligadas à cidadania e defesa dos direitos civis atividades ligadas à meio ambiente Em atividades ligadas à educação Em atividades ligadas à saúde Em atividades de apoio técnico e administrativo Múltiplas atividades dentro da Organização Em atividades ligadas à oportunidades de emprego e renda Não possui controle das atividades exercidas pelos voluntários F 54 Atividades de assistência social foi apontada por 41% (282) das Instituições como o maior setor de atuação dos voluntários, seguida por atividades ligadas à educação (40%). Trinta por cento das instituições afirmaram utilizar seus voluntários atividades de cultura, enquanto 27% informaram empregá-los em atividades ligadas à saúde e 24% informaram utilizá-los em atividades esportivas e de lazer. O restante das atividades dividem-se em atividades de apoio técnico e administrativo (22%), múltiplas atividades (17%), atividades ligadas à cidadania (16%), atividades ligadas à oportunidade de emprego e renda (11%) e atividades ligadas ao meio ambiente (9%). Somente 1% das Instituições afirmaram não possuir controle das atividades exercidas pelos voluntários. 53 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições por faixa de recursos obtidos com o trabalho voluntário – base 2005 304 Instituições Número de Instituições Faixa de arrecadação (R$) Massa de Recursos Média de Recursos Mediana de Recursos Total de voluntários Recursos por voluntário Até 1.000 94 94.000 1.000 1.000 4.951 Entre 1.001 e 2.000 44 88.000 2.000 2.000 890 19,0 98,9 Entre 2.001 e 5.000 69 259.000 3.754 4.000 1.672 154,9 Entre 5.001 e 10.000 28 219.000 7.821 8.000 645 339,5 Entre 10.001 e 50.000 52 1.188.000 22.846 17.000 2.595 457,8 17 1.843.000 108.412 75.000 2.857 645,1 304 3.691.000 8.851 2.000 13.610 271,2 Acima de 50.000 Total T 55 O trabalho voluntário, dependendo da Instituição, pode representar um fator de relevância no cômputo das suas fontes de recursos. Nesta questão foi solicitado ao entrevistado que mensurasse o valor estimado dos recursos obtidos pela Instituição com o trabalho voluntário durante o ano de 2005 (recursos não monetários) tendo por base o valor do salário mínimo e o número de horas mensais de trabalho. O total obtido foi de R$ 3.691.000. Observa-se que embora seja uma fatia pequena, as Instituições que contabilizaram mais de R$ 50.000 representam quase 50% do montante, seguidas pelas Instituições que contabilizaram de R$ 10.000 a R$ 50.000, que representaram 32,2% do total observado. Juntas elas perfazem pouco mais do que 80% do total observado. A última coluna da tabela fornece o recurso por voluntário. 54 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições por faixa de recursos obtidos em 2005 1.096 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 218; 20% 88; 8% 32; 3% 26; 2% 732; 67% Micro - de zero até R$120.000 Pequeno - entre R$120.001 e R$750.000 Médio - entre R$750.001 e R$5.000.000 Grande - entre R$5.000.001 e R$30.000.000 Hiper - acima de R$ 30.000.000 F 56 Observa-se que 67% das Instituições obtiveram, em 2005, receitas entre zero e R$ 120.000, ao passo que 20% obtiveram receitas entre R$ 120.001 e R$ 750.000. Estas duas categorias totalizam quase 90% das Instituições, indicando que a grande maioria das Instituições são Micro ou Pequenas Instituições, segundo o porte por receitas. Com 8% do total das Instituições aparecem as Instituições com receita anual entre R$ 750.001 e R$ 5.000.000, seguidas das Instituições com recursos entre R$ 5.000.001 e R$ 30.000.000 (3% do total) e finalmente tem-se as Instituições com receita acima R$ 30.000.000 (2% do total). 55 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Total, média e mediana de recursos arrecadados pelas Instituições em 2005 1.096 Instituições Porte segundo faixa de receita Freqüência Micro - de zero até R$120.000 Pequeno - entre R$120.001 e R$750.000 Médio - entre R$750.001 e R$5.000.000 Grande - entre R$5.000.001 e R$30.000.000 Hiper - acima de R$ 30.000.000 Total 732 218 88 32 26 1.096 Em Reais - base 2005 Massa de Média Mediana recursos 21.456.174 29.312 6.000 62.767.109 287.923 228.501 177.655.044 2.018.807 1.570.001 419.680.016 13.115.001 11.450.001 2.589.300.019 99.588.462 99.000.001 3.270.858.361 2.984.360 42.001 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 57 A maior parte dos recursos obtidos pelas Instituições pertencem às Hiper-Instituições que representam quase 80% do total das receitas, seguidas pelas Grandes Instituições, cujo valor de receita é igual a 13% do montante. As Médias Instituições, cujas receitas ficaram entre R$ 750.001 e R$ 5.000.000, representam no montante de receita 5%, ao passo que as Pequenas e Médias Instituições perfazem um total de 2% e 1%, respectivamente. O total de receitas geradas pelas Instituições foi de R$ 3.270.858.361, em 2005. A média e mediana são de R$ 2.984.360 e R$ 42.000. A grande diferença entre elas deve-se ao fato de que algumas Instituições com receitas muito elevadas trazem a média para um valor mais alto. 56 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições por principais fontes de recursos 1.248 Instituições FONTES DE RECURSOS Doações de indivíduos (bens para consumo ou financeiros) Recursos de origem governamental (convênios, subvenções, auxílios) Cobrança de taxas, contribuições, mensalidades Sorteios, bingos, quermesses, festas Doações de empresas (bens para consumo ou financeiros) Venda de produtos (bens e mercadorias) ou serviços Recursos de igrejas, cultos, paróquias e congregações religiosas Recursos de instituidores da Organização Outras fontes de geração própria de recursos Rendimentos de patrimônio ou de capital financeiro Patrocínios privados Cessão, comodato ou empréstimo de imóvel para as atividades da Organização Doações de fundações nacionais (bens para consumo ou financeiros) Associações de amigos da Organização Patrocínios de Leis de Incentivo à Cultura Doações de institutos empresariais e outras instituições nacionais (bens para consumo ou financeiros) Recursos de institutos ou ONG’s estrangeiras Outras fontes de recursos % 45,8% 32,9% 32,9% 24,3% 23,2% 16,3% 13,5% 12,3% 9,1% 7,3% 6,7% 5,4% 5,4% 5,0% 4,0% 3,7% 3,5% 24,1% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 58 Nesta questão foi pedido ao entrevistado que informasse as fontes de recursos da Instituição em 2005. Deve-se dar destaque a oito fontes. São elas: doações de indivíduos (45,8% das Instituições apontaram este recurso), recursos de origem governamental (32,9%), cobranças de taxas, contribuições, mensalidades (32,9%), sorteios, bingos, quermesses, festas (24,3%), doações de empresas (23,2%), venda de produtos e serviços (16,3%), recursos de igrejas (13,5%) e finalmente recursos de instituidores da Instituição (12,3%). 57 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições de acordo com a principal fonte de recursos 1.229 Instituições FONTE DE RECURSOS PRINCIPAL Recursos de origem governamental (convênios, subvenções, auxílios) Cobrança de taxas, contribuições, mensalidades Doações de indivíduos (bens para consumo ou financeiros) Venda de produtos (bens e mercadorias) ou serviços Recursos de igrejas, cultos, paróquias e congregações religiosas Recursos de instituidores da Organização Doações de empresas (bens para consumo ou financeiros) Sorteios, bingos, quermesses, festas Outras fontes de geração própria de recursos Patrocínios de Leis de Incentivo à Cultura Patrocínios privados Rendimentos de patrimônio ou de capital financeiro Associações de amigos da Organização Recursos de institutos ou ONG’s estrangeiras Recursos de agências financiadoras internacionais não-governamentais Doações de fundações nacionais (bens para consumo ou financeiros) Doações de institutos empresariais e outras instituições nacionais (bens para consumo ou financeiros) Recursos de fundações estrangeiras Outras fontes de recursos % 20,0% 19,3% 16,5% 5,4% 5,0% 4,9% 4,8% 3,0% 3,0% 2,4% 1,7% 1,5% 1,1% 1,0% 0,9% 0,8% 0,8% 0,7% 7,2% % acum. 20,0% 39,3% 55,8% 61,2% 66,2% 71,1% 75,9% 78,9% 81,9% 84,3% 86,0% 87,6% 88,7% 89,7% 90,6% 91,4% 92,2% 92,8% 100,0% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 59 Diferente da questão anterior, nesta pediu-se ao entrevistado que mencionasse a fonte de recursos de maior relevância para a Instituição, em 2005. As 5 principais foram: recursos de origem governamental com 20% das Instituições, seguida de cobranças de taxas, contribuições e mensalidades (19,3% das Instituições), doações de indivíduos (16,5%), vendas de produtos e serviços (5,4%) e finalmente recursos de igrejas, cultos, paróquias e congregações religiosas (5,0%). 58 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições de acordo com a condição do imóvel da unidade pesquisada 1.229 Instituições Freqüência IMÓVEL DO ESTABELECIMENTO PESQUISADO Próprio Alugado Emprestado Comodato Cedido por pessoa física ou por alguma empresa Cedido por órgão público Outra situação Divide espaço com outra Organização do 3º. Setor Divide espaço com outra Organização do 2º. Setor Permutado Total 489 248 152 88 74 74 52 27 15 10 1.229 % 39,8% 20,2% 12,4% 7,2% 6,0% 6,0% 4,2% 2,2% 1,2% 0,8% 100,0% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 60 Quase 40% das Instituições possuem imóvel próprio. Em 20,2% o imóvel é alugado, em 12,4% das Instituições, ele é emprestado. Nos casos em que o imóvel é cedido por pessoa física ou empresa, somente 6,0% das Instituições estão nesta situação. Também apenas 6,0% das Instituições têm o seu imóvel cedido por algum órgão público. 59 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Média e mediana de recursos investidos na atividade fim 923 Instituições Número de instituições CULTURA 88 COMUNICAÇÃO E MÍDIA 8 ESPORTE E LAZER 26 EDUCAÇÃO E PESQUISA 164 SAÚDE 65 ASSISTÊNCIA SOCIAL 308 MEIO AMBIENTE E ANIMAIS 21 DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO 17 EMPREGO E CAPACITAÇÃO 22 DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA 31 INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO 8 RELIGIÃO 78 SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS 21 ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS 29 OUTROS 37 923 Total Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte entre fevereiro e abril de 2006 ÁREA DE ATIVIDADE PRINCIPAL Média Ativ. Meio Ativ. Fim 34,0% 66,0% 31,3% 68,8% 24,2% 75,8% 26,5% 73,5% 24,7% 75,3% 24,1% 75,9% 29,5% 70,5% 16,7% 83,3% 31,5% 68,5% 24,9% 75,1% 26,9% 73,1% 39,0% 61,0% 30,2% 69,8% 32,8% 67,2% 30,9% 69,1% 27,7% 72,3% Mediana Ativ. Meio Ativ. Fim 30,0% 70,0% 20,0% 80,0% 10,0% 90,0% 20,0% 80,0% 15,0% 85,0% 16,5% 83,5% 20,0% 80,0% 0,0% 100,0% 25,0% 75,0% 10,0% 90,0% 30,0% 70,0% 32,5% 67,5% 30,0% 70,0% 10,0% 90,0% 10,0% 90,0% 20,0% 80,0% T 61 Nesta questão pediu-se ao entrevistado que distribuísse o percentual das receitas que era remetido para a atividade fim e quanto era dirigido para a atividade meio. Das 923 Instituições que responderam esta questão, concluiu-se que na média 72,3% da receita era distribuída para atividade fim e pela mediana, 80% dos recursos eram remetidos para a atividade fim, ou seja 50% das Instituições aplicaram 80% ou mais dos seus recursos nas suas atividades fim. Em geral todas as áreas se mantiveram próximas da média (percentual investido na atividade fim). Deve-se dar destaque à Religião, Cultura e Organização de Benefícios Mútuos que ficaram um pouco abaixo da média (percentual investido na atividade fim). Ficaram acima da média as áreas de Esporte e Lazer, Saúde e Desenvolvimento e Habitação 60 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Metodologia empregada pelas Instituições na análise dos resultados de suas atividades 1.193 Instituições 26; 2% 4; 0% 317; 27% 13; 1% 59; 5% 36; 3% 701; 62% Metodologia própria (desenvolvida internamente) Metodologia adaptada de terceiros Metodologia indicada por patrocinadores ou parceiros Metodologia indicada pelos seus beneficiários Metodologia importada do exterior Outra metodologia Não utiliza nenhuma metodologia F 62 A maior parte das Instituições (62%) contam com metodologia própria na avaliação de seus resultados. Cinco por cento delas valem-se de metodologias indicada por patrocinadores ou parceiros. Mas o que chama a atenção é fato de que 27% das Instituições não empregam nenhuma metodologia para o monitoramento de resultados de sua atuação, o que representa uma proporção muito alta e que pode indicar falhas de controle de gestão dos recursos. 61 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições conforme o controle dos resultados das atividades da Instituição 829 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 103; 10% 112; 11% 63; 6% 34; 3% 708; 70% Controles internos da Organização Diretamente pela fonte patrocinadora ou parceira Beneficiários Assessoria ou consultoria externa Outros F 63 Em 70% das Instituições o controle dos resultados das suas atividades é representado por controles internos da Instituição, ao passo que em 11% das Instituições, o controle é realizado pelas fontes patrocinadoras ou parceiras. Dez por cento das Instituições afirmaram que o controle é exercido pelos próprios beneficiários de suas ações e em apenas 6% o controle é exercido por assessoria ou consultoria externa. 62 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil A Instituição tem estimativa de quantos indivíduos beneficiou diretamente por meio de suas atividades em 2005? 825 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 27; 3% 109; 13% 48; 6% 641; 78% SIM NÃO NÃO TEM CONTROLE NÃO SABE F 64 A tabela revela que a maioria das Instituições (78%) possui estimativa de quantos indivíduos beneficiou diretamente por meio de suas atividades. Apenas três por cento delas afirmaram que não possuem qualquer estimativa e 13% delas informaram não possuir controle. 63 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Média, mediana e total de beneficiários atendidos, por porte segundo receita – base 2005 176 Instituições Média, Mediana e Total de Beneficiários atendidos por porte segundo receita* Identifica o porte segundo a receita Micro - de zero até R$120.000 Pequeno - entre R$120.001 e R$750.000 Médio - entre R$750.001 e R$5.000.000 Grande - entre R$5.000.001 e R$30.000.000 Hiper - acima de R$ 30.000.000 Total Número de Instituições Média de Mediana de Total de Recursos aplicados Recurso por Beneficiários Beneficiários Beneficiários na atividade fim beneficiário 62 57 30 17 10 176 36 180 964 4.909 36.470 2.782 25 115 650 3.131 14.250 100 2.262 10.264 28.932 83.446 364.698 489.602 2.840.781 13.147.547 47.349.312 176.585.506 980.805.007 1.220.728.153 1.256 1.281 1.637 2.116 2.689 2.493 Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 * Considerou-se apenas aquelas Instituições cujo valor gasto anualmente na atividade fim por beneficiário estivesse entre R$ 600 e R$ 84.000 T 65 Nesta questão pediu-se ao entrevistado que informasse quantos indivíduos a Instituição beneficiou diretamente por meio de suas atividades. Houveram muitos problemas de coerência nesta questão, o que obrigou a um corte no número de informações, baseado no gasto por beneficiário. Consideraram-se apenas aquelas Instituições cujo valor de receita aplicada na atividade fim, por beneficiário, estivesse entre R$ 600 e R$ 84.000 (valores anuais). Por meio deste corte, ficaram apenas 176 Instituições que beneficiaramm 489.602 indivíduos. Observa-se que as Hiper e Grande Instituições (tamanho baseado em receita) atendem a 74% e 17% dos beneficiários, respectivamente. Juntas elas perfazem um total de 92% do total dos beneficiários. Nota-se também que os recursos aplicados na atividade fim por beneficiário é crescente conforme o tamanho financeiro da Instituição. 64 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil A Instituição tem relação direta com o seu beneficiário 1.218 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 13% 21% 10% 56% Sim, todos Sim, a maioria Sim, alguns Não F 66 O número de Instituições que conhecem todos os seus beneficiários é bastante elevado, totalizando 56% das Instituições. Vinte e um por cento das Instituições afirmaram que conhecem a maioria do seu público-alvo, ao passo que 13% disseram conhecer apenas alguns e somente 10% informaram não conhecê-los. 65 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil A que órgãos a Instituição presta contas? 1.266 Instituições ÓRGÃOS, INSTITUIÇÕES OU PESSOAS A órgão interno da Organização Aos associados e/ou mantenedores A outros órgãos de governo (federal, estadual ou municipal) Aos doadores de recursos (bens ou financeiros) À comunidade onde está inserida A patrocinadores, financiadores ou parceiros (privados) Ao CNAS – CEAS Ao Ministério Público A beneficiários de suas ações Ao Ministério da Justiça – OSCIP e/ou UPF Ao Tribunal de Contas (União ou Estado) A outros órgãos, instituições ou pessoas não listadas acima Não presta contas ou dá transparência de suas atividades Freqüência 758 610 487 327 243 229 228 165 161 157 57 72 48 % 60,6% 48,8% 39,0% 26,2% 19,4% 18,3% 18,2% 13,2% 12,9% 12,6% 4,6% 5,8% 3,8% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 67 Cerca de 4% das Instituições não prestam contas de suas atividades. Sessenta por cento delas prestam contas a seus órgãos internos, 48,8% o fazem a seus associados e mantenedores, 39% delas prestam contas a órgãos do governo, 26,2% prestam contas a doadores de recursos, 19,4% o fazem à comunidade. O restante presta contas a patrocinadores, parceiros (18,3%), ao CNAS – CEAS (18,2%), Ministério Público (13,2%), beneficiários (12,9%), Ministérios da Justiça (12,6%), Tribunal de Contas (4,6%). 66 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Como são realizadas estas prestações de contas? 1.223 Instituições TIPOS DE RELATÓRIOS DE PRESTAÇÃO DE CONTAS Relatórios circunstanciados Modelos padronizados de órgãos públicos Folhetos ou folder explicitando as suas atividades Afixação na sede ou unidade da Organização Publicação de seus demonstrativos financeiros na imprensa Modelos padronizados de patrocinadores, financiadores ou parceiros Correspondência dirigida ou não Programa SICAP – Sistema de Cadastro e Prestação de Contas Propaganda na mídia Outros meios Freqüência 857 320 194 165 132 100 99 53 41 234 % 72,0% 26,9% 16,3% 13,9% 11,1% 8,4% 8,3% 4,5% 3,4% 19,6% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 68 A imensa maioria das Instituições (72%) presta contas via relatórios circunstanciados. Quase 27% delas prestam contas por meio de modelos padronizados de órgãos públicos, 16,3% o fazem por meio de folhetos, 13,9% prestam contas por meio de afixações desses relatórios nas sede ou unidade da Instituição e 11,1% valem-se de publicações de seus demonstrativos na imprensa. O restante dividi-se em modelos padronizados de financiadores (8,4%), correspondência dirigida (8,3%), programa SICAP (4,5%) e finalmente propaganda na mídia (3,4%). Outros meios além dos observados são utilizados por 20% das Instituições. 67 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil A Instituição é qualificada como OSCIP – Instituição da Sociedade Civil de Interesse Público 1.291 Instituições 49,7% 22,3% 11,9% 8,6% 6,8% 6,7% 5,2% 4,5% 2,0% Não é qualificada Não sabe o que é OSCIP Não, mas pretende se qualificar Não sabe se é ou não qualificada Sim, é qualificada como de OSCIP Municipal Sim, é qualificada como de OSCIP Federal Sim, é qualificada como de OSCIP Estadual Não e não pretende se qualificar Está em tramitação o processo F 69 O gráfico revela que uma grande parte das Instituições não é qualificada como OSCIP e que o desconhecimento sobre o que é OSCIP também é elevado. Cerca de 7% das Instituições informaram ser qualificadas como OSCIP Municipal, 6,7% informaram ser qualificadas como OSCIP Federal e 5,2% informaram ser qualificadas como OSCIP Estadual. 68 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Coerência na informação das Instituições sobre sua qualificação como OSCIP 1.291 Instituições Percepção acerca de sua qualificação como OSCIP Sim, é qualificada como de OSCIP Federal Sim, é qualificada como de OSCIP Estadual Sim, é qualificada como de OSCIP Municipal Não é qualificada Está em tramitação o processo Não, mas pretende se qualificar Não e não pretende se qualificar Não sabe o que é OSCIP Não sabe se é ou não qualificada Total Total 86 67 88 642 26 153 58 288 111 1.291 SIM, são de fato qualificadas 26 10 - Percentual de acerto 30% 15% 100% de erro 100% de acerto n/d - T 70 A análise da tabela revela que das Instituições que se dizem qualificadas como OSCIP Federal, apenas 30% são de fato pertencentes a esta categoria. O total de Instituições qualificadas como OSCIP Federal são 29, porém 26 souberam de fato informar corretamente a sua qualificação. A mesma análise mostra que das Instituições que se dizem qualificadas como OSCIP Estadual, somente 15% são de fato incluídas nesta categoria. O total de OSCIPs Estaduais é igual a 11 Instituições, contudo 10 de fato souberam informar corretamente sua qualificação. 69 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil A Instituição é qualificada como Organização Social – OS? 1.286 Instituições 44,6% 21,6% 15,6% 11,7% 10,0% 8,4% 6,1% 4,2% 0,9% Não é qualificada Não sabe o que é OS Sim, é qualificada como OS Municipal Não sabe se é ou não qualificada Sim, é qualificada como OS Estadual Sim, é qualificada como OS Federal Não, mas pretende se qualificar Não e não pretende se qualificar Está em tramitação o processo F 71 Como no gráfico anterior, uma grande fatia das Instituições informaram não ser qualificadas como OS e também não saber o que OS significa. Cerca de 10% informaram ser qualificadas como OS Estadual, e 8,4% informaram ser qualificadas como OS Federal, sendo que estas duas.não têm previsibilidade jurídica. 70 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Distribuição das Instituições conforme o órgão do qual fazem parte 1.287 Instituições Participa formalmente em algum dos órgãos indicados na tabela Não é registrada nem participa de nenhum Conselho ligado a órgão público (federal, estadual ou municipal) CM de Assistência Social Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS A Organização é credenciada como Entidade Beneficente de Assistência Social – CEAS, junto ao CNAS CM de Educação Conselho Tutelar (nível municipal) Conselho do Idoso de Belo Horizonte Orçamento Participativo (nível municipal) CM da Juventude CM de Alimentação Escolar CM de Pessoas Portadoras de Deficiência CM de Meio Ambiente CM de Defesa Social CM de Política Urbana Conselho Regional Popular (nível municipal) CM de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF e da Valorização do Magistério CM dos Direitos da Mulher Conselho Consultivo do Eixo Cultural Rua Bahia Viva Outro(s) Conselho(s) ligado(s) a órgão público (federal, estadual ou municipal) O entrevistado não sabe responder a esta questão Número de Instituições 510 369 270 188 135 116 77 69 52 43 40 31 26 22 21 16 16 5 246 104 % 39,6% 28,7% 21,0% 14,6% 10,5% 9,0% 6,0% 5,4% 4,0% 3,3% 3,1% 2,4% 2,0% 1,7% 1,6% 1,2% 1,2% 0,4% 19,1% 8,1% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 72 Quase 40% das Instituições não são registradas nem participam de nenhum Conselho ligado a órgão público, ao passo que 28,7% participam do Conselho Municipal (CM) de Assistência Social, 21% participam do Conselho Nacional de Assistência Social, 14,6% são credenciadas como Instituições Beneficentes de Assistência Social e finalmente 10,5% estão ligadas a CM de Educação. O restante tem percentual de Instituições inferior a 10%. 71 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Coerência da percepção da Instituição no registro junto a alguns órgãos 1.287 Instituições Participa formalmente em algum dos órgãos indicados na tabela Não é registrada nem participa de nenhum Conselho ligado a órgão público (federal, estadual ou municipal) CM de Assistência Social Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS A Organização é credenciada como Entidade Beneficente de Assistência Social – CEAS, junto ao CNAS CM de Educação Conselho Tutelar (nível municipal) Conselho do Idoso de Belo Horizonte Orçamento Participativo (nível municipal) CM da Juventude CM de Alimentação Escolar CM de Pessoas Portadoras de Deficiência CM de Meio Ambiente CM de Defesa Social CM de Política Urbana Conselho Regional Popular (nível municipal) CM de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF e da Valorização do Magistério CM dos Direitos da Mulher Conselho Consultivo do Eixo Cultural Rua Bahia Viva Outro(s) Conselho(s) ligado(s) a órgão público (federal, estadual ou municipal) O entrevistado não sabe responder a esta questão Número de São de fato Percentual Instituições qualificadas de acerto 510 369 230 62% 270 45 17% 188 99 53% 135 116 77 69 52 43 40 31 26 22 21 16 16 5 246 104 - Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 73 Quase 40% das Instituições não são registradas nem participam de nenhum Conselho ligado a órgão público, ao passo que 28,7% participam do Conselho Municipal (CM) de Assistência Social, 21% participam do Conselho Nacional de Assistência Social, 14,6% são credenciadas como Instituições Beneficentes de Assistência Social e finalmente 10,5% estão ligadas a CM de Educação. O restante tem percentual de Instituições inferior a 10%. 72 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil A Instituição é declarada de Utilidade Pública 1.281 Instituições 44,6% 34,0% 25,8% 22,0% 9,4% 7,0% 3,7% 3,5% 2,1% Sim, é declarada como de UP Municipal Sim, é declarada como de UP Estadual Sim, é declarada como de UP Federal Não é declarada como de UP Não, mas pretende ser declarada Não sabe se é ou não declarada de UP Está em tramitação o processo Não e não pretende ser declarada Não sabe o que é UP F 74 Ao contrário dos gráficos sobre OSCIP e OS, neste a maioria das Instituições afirmam ter o título de Utilidade Pública (UP). Observa-se que 44,6% das Instituições afirmam ter o título de UP Municipal, 34% afirmam ter o título de UP Estadual e 25,8% afirmam ter o título de UP Federal. Apenas 2,1% não sabem o que é o título de Utilidade Pública. 73 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Coerência na informação das Instituições sobre sua qualificação como UP 1.951 Instituições Percepção da Instituição sobre sua qualificação como UP Número de São de fato Instituições qualificadas Sim, é declarada como de UP Federal Sim, é declarada como de UP Estadual Sim, é declarada como de UP Municipal Não é declarada como de UP Está em tramitação o processo Não, mas pretende ser declarada Não e não pretende ser declarada Não sabe o que é UP Não sabe se é ou não declarada de UP Total 331 436 571 282 48 121 45 27 90 1951 212 5 - Percentual de acerto 64% 98% - T 75 Como observado nas tabelas anteriores o erro sobre o conhecimento das qualificações ou titulações de suas Instituições é alto. 74 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Principais problemas que a Instituição tem enfrentado no desenvolvimento de suas atividades 1.298 Instituições PROBLEMAS NO DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES Dificuldades na captação de recursos Escassez de recursos financeiros Falta de apoio de órgãos do governo Dificuldades na formação de parcerias Infra-estrutura ou instalações físicas Tributação excessiva (impostos, taxas e contribuições) Desconhecimento da legislação específica do Terceiro Setor Carência de treinamento e capacitação do pessoal Falta de apoio por meio de incentivos fiscais e/ou renúncia fiscal Equipamentos (falta de ou sub-dimensionado) Voluntários (rotatividade, controle etc.) Baixa qualificação profissional do pessoal ligado à Organização Público-alvo com conflitos Diversas Organizações para/na mesma causa, concorrendo entre si Desconhecimento da legislação em geral Outros problemas não listados acima Pode haver mas, não há problemas conhecidos na nossa Organização Não há problemas na nossa Organização Freqüência 751 575 316 261 201 168 151 116 112 106 96 76 50 46 43 155 58 66 % 57,9% 44,3% 24,3% 20,1% 15,5% 12,9% 11,6% 8,9% 8,6% 8,2% 7,4% 5,9% 3,9% 3,5% 3,3% 11,9% 4,5% 5,1% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 76 As principais dificuldades enfrentadas pelas Instituições parecem estar ligadas recursos financeiros e formação de parcerias. Quase 60% das Instituições afirmaram que a principal dificuldade enfrentada refere-se a dificuldades na captação de recursos, enquanto 44,3% informaram que o problema seria escassez de recursos financeiros, 24,3% disseram que a falta de apoio do governo é uma das principais dificuldades e 20,1% apontaram como um dos principais problemas a dificuldade de formação de parcerias. Outros problemas citados referem-se infra-estrutura, tributação, desconhecimento de legislação específica do Terceiro Setor, entre outras. 75 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Quais são os desejos imediatos da Instituição? 1.298 Instituições DESEJOS IMEDIATOS DAS INSTITUIÇÕES PESQUISADAS Receber doação de recursos financeiros permanentes Estabelecer alianças estratégicas e parcerias Melhorar a infra-estrutura/instalações físicas Receber doação de equipamentos Elaborar projetos e captar recursos de Incentivos fiscais A redução da carga tributária Ter voluntários que permaneçam na Organização Capacitação e treinamento de seus dirigentes Re-organizar a estrutura da Organização Procurar a identificação clara do público-alvo Trabalhar para a eliminação de conflitos entre associados/dirigentes da Organização Outro “desejo” não manifestado nos listados Não há “desejos” imediatos conhecidos na nossa Organização Freqüência 790 669 534 487 437 317 284 262 165 92 84 162 60 % 60,9% 51,5% 41,1% 37,5% 33,7% 24,4% 21,9% 20,2% 12,7% 7,1% 6,5% 12,5% 4,6% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 77 Como os principais problemas enfrentados pelas Instituições referem-se a dificuldades financeiras e formação de parcerias, logicamente os principais desejos delas ligam-se a eles. Em torno de 61% das Instituições declararam que receber doações de recursos financeiros permanentes é um dos principais desejos, seguido de estabelecer alianças estratégicas (51,5%), melhorar a infra-estrutura (41,1%), receber doações de equipamentos (37,5%), elaborar projetos e captar recursos de incentivos fiscais (33,7%) e redução de carga tributária (24,4%), entre outras. 76 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Com relação a este levantamento de dados, o que se pode prever para a Instituição? 1.285 Instituições DESCRIÇÃO Conhecer possíveis parceiros privados para nossas ações/atividades Pode melhorar nossa condição de subsistência Dar “publicidade” agregada de nossas ações/atividades Permitirá aos órgãos públicos delinear políticas públicas Permitirá aos órgãos públicos avaliar seus potenciais parceiros Permitirá aos órgãos públicos fiscalizar nossas ações/atividades Prover os possíveis financiadores de informações sobre atividades desenvolvidas pelas SFL Modificar nosso “modo de atuação” pelas questões formuladas – “chamamento à atenção” Vamos rever nossa estrutura de controles Pode piorar nossa condição de subsistência Não tenho expectativas Freqüência 698 543 504 478 432 234 228 145 69 22 156 % 54,3% 42,3% 39,2% 37,2% 33,6% 18,2% 17,7% 11,3% 5,4% 1,7% 12,1% Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 T 78 Grande parte das Instituições (54,3%) espera que com esta pesquisa seja possível conhecer parceiros privados para as ações da Instituição. Quarenta e dois por cento esperam poder melhorar a sua condição de subsistência, 39,2% esperam dar publicidade agregada sobre as ações da Instituição, 37,2% pretendem que órgãos públicos delineiem políticas públicas e 33,6% esperam que os órgãos públicos avaliem seus potenciais parceiros. 77 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Percepção do entrevistado acerca da pesquisa 1.302 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 19,1% 3,8% 5,1% 3,6% 0,8% 0,4% 67,1% Abrangente – as questões foram relevantes Não tem opinião formada Superficial – as questões foram irrelevantes Cansativa Longa mas, abrangente Longa mas, superficial Preferia não ter participado da pesquisa F 79 De modo geral as Instituições consideraram a pesquisa abrangente e relevante (67,1%), outras 19% consideraram-na longa mas abrangente e apenas uma fatia pequena considerou-a superficial ou irrelevante. 78 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Percepção do entrevistado acerca da pesquisa 1.302 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 1% 8% 91% Importante Insignificante (sem nenhum valor) Não tem opinião formada F 80 Novamente a imensa maioria (91%) das Instituições considerou a pesquisa importante e somente 1% acharam-na insignificante. 79 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Avaliação do pesquisador sobre a transparência das respostas do entrevistado 871 Instituições Fonte: Pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte/MG entre fevereiro e abril de 2006 2% 6% 92% Sim Não Não saberia responder F 81 Os pesquisadores de campo do Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte consideraram que 92% das Instituições pesquisadas (871 respostas) foram transparentes em suas respostas ao questionário apresentado. 80 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil ANEXO I Descrição das Áreas de Atuação FONTE: CEFEIS/FIPE GRUPO 1 – CULTURA – CÓDIGO 01 Organizações cujos objetivos sejam promover o entendimento do conjunto de características humanas que não são inatas, e que se criam e se preservam ou aprimoram através da comunicação e cooperação entre indivíduos em sociedade. Ou ainda, que busquem o entendimento do processo ou estado de desenvolvimento social de um grupo, um povo, uma nação, que resulta do aprimoramento de seus valores, instituições, criações, civilização, progresso. Que desenvolvam atividades ligadas ao desenvolvimento intelectual dos indivíduos: saber, ilustração, instrução; ou o aspecto da vida coletiva, relacionados à produção e transmissão de conhecimentos, à criação intelectual e artística. Que busquem a compreensão e o entendimento do conjunto complexo dos códigos e padrões que regulam a ação humana individual e coletiva, tal como se desenvolvem em uma sociedade ou grupo específico, e que se manifestam em praticamente todos os aspectos da vida: modos de sobrevivência, normas de comportamento, crenças, instituições, valores espirituais, criações materiais etc. Inclui: museus, planetários, programas e atividades de preservação histórica ou patrimonial; grupos ou serviços a artistas, atores, comediantes, escritores, ou escolas da humanidade; programas que promovam as expressões artísticas de grupos étnicos e da cultura, escolas de arte e de representação, estúdios e centros. Não inclui: serviços que promovam entendimento internacional e a manutenção de boas relações entre nações através de programas culturais (ver Atividades Internacionais), atividades de comunicação, educação, lazer e esportes. Cultura e Artes – código 0101 Código Atividade 010101 Eventos de caráter cultural 010102 Artes plásticas, visuais, arquitetura e artesanato Descrição Promoção, arrecadação de recursos, administração, organização de eventos nacionais e internacionais e serviços de agentes de artes de variedade, em um local geográfico específico. Produção, disseminação e exposição de artes plásticas, visuais, arquitetura e artesanato; inclui escultura, sociedades de fotografia, pintura, desenho, grafite, centros de design, associações de arquitetura, cerâmica. 81 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Código Atividade 010103 Escolas de Arte 010104 Arte de representar e cultura artística 010105 Bibliotecas 010106 Sociedades históricas, literárias e humanísticas 010107 Sociedades étnicas ou raciais 010108 Museus 010109 Arte popular e/ou folclórica Descrição Escolas e organizações que promovem a educação em uma variedade de disciplinas artísticas tais como escolas de pintura, cerâmica e outras. Centros e escolas de arte de performance, companhias e associações; inclui teatro, circos e representação circense, dança, balé, coreografia, teatro musical, ópera, orquestra, coral, orquestra e/ou coral sinfônico ou de câmara, grupos musicais e de composição de músicas, bandas. Bibliotecas de ciências, de medicina, de direito, acadêmicas e outras. Inclui as bibliotecas públicas, de colecionadores e arquivos de documentos históricos ou de documentação histórica, a gestão de bibliotecas de leitura, empréstimo e consulta de livros, revistas, filmes etc; bibliotecas volantes. Organizações ou grupos que promovem o estudo, ensino e apreciação da humanidade, a harmonização do ser humano, preservação de artefatos históricos (arqueologia), preservação do patrimônio cultural e artístico, comemorações de eventos históricos; inclui sociedades históricas, centros de estudo, centros de difusão, informação, o estudo, a pesquisa e treinamento logosóficos e outros, sociedades de literatura e poesia, associações de linguagem, filosofia, ética, promoção de leitura, memoriais de guerra, paz e de veteranos, restauração e preservação de edifícios de importância arquitetônica e histórica, fundos e associações comemorativas (por exemplo: 500 anos da Descoberta do Brasil). Organizações cujos programas promovem a expressão artística ou cultural, particularmente, de comunidades étnicas ou raciais ou da sua cultura. Por exemplo: centro de cultura hispânica. Museus em geral e especializados em arte, história, ciência, tecnologia e cultura, história natural, esportes, planetários, museus marítimos e outros. Organizações engajadas em promover a preservação do patrimônio da cultura popular e do folclore, em produzir ou representar formas de arte aprendidas informalmente e transmitidas em contextos específicos - como o étnico, religioso, lingüístico, ocupacional ou de grupos regionais. Outros de Cultura e Artes – código 0102 Outras organizações com propósitos múltiplos nas áreas da cultura e das artes ou não incluídas nos itens anteriores. 82 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 2 – COMUNICAÇÃO E MÍDIA – CÓDIGO 02 Organizações voltadas para a difusão de conceitos, imagens e mensagens em diferentes meios (filme/vídeo, livros e publicações, jornalismo, rádio/televisão, mídia). Os serviços de radiodifusão, compreendendo a transmissão de sons (radiodifusão sonora) e a transmissão de sons e imagens (televisão), a serem direta e livremente recebidas pelo público em geral. Comunicação e Mídia – código 0201 Código Atividade 020101 Veículos de comunicação 020102 Organizações de serviços de Radiodifusão no Brasil 020103 Organizações de radiodifusão comunitária Descrição Produção e disseminação de informação e comunicação; inclui rádio e estações de TV, publicação de livros, revistas, jornais, boletins, produção de filmes/vídeos e holografia. Organizações de serviços Radiodifusão no Brasil instituídas observado o disposto no Decreto de Nº 52.795 de 31 de Outubro de 1963, Lei 4117 de 27/08/1962, Decreto 2108 de 24/12/1996, Lei 9472 de 16/07/1997 e correlatas Os serviços de radiodifusão, compreendendo a transmissão de sons (radiodifusão sonora) e a transmissão de sons e imagens (televisão), a serem direta e livremente recebidas pelo público em geral, obedecerão aos preceitos da Lei nº 4.117, de 27 de agosto de 1962, do Decreto nº 52.026, de 20 de maio de 1963, deste Regulamento e das normas baixadas pelo Ministério das Comunicações, observando, quanto à outorga para execução desses serviços, as disposições da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Os serviços de radiodifusão tem finalidade educativa e cultural, mesmo em seus aspectos informativo e recreativo, e são considerados de interesse nacional, sendo permitida, apenas, a exploração comercial dos mesmos, na medida em que não prejudique esse interesse e aquela finalidade. São competentes para a execução de serviços de radiodifusão: a) a União; b) os Estados e Territórios; c) os Municípios; d) as Universidades; e) as Sociedades nacionais por ações nominativas ou por cotas de responsabilidade limitada, desde que ambas, ações ou cotas, sejam subscritas exclusivamente por brasileiros natos; f) as Fundações. Terão preferência para a execução de serviços de radiodifusão as pessoas jurídicas de direito público interno, inclusive universidades. É o serviço de Radiodifusão Sonora em Freqüência Modulada, operada em baixa potência e com cobertura restrita, outorgado a fundações e associações comunitárias, sem fins lucrativos, com sede na localidade de prestação do serviço. Outros de Comunicação e Mídia – código 0202 Outras organizações com propósitos múltiplos nas áreas da mídia e comunicação e não incluídas nos itens anteriores. 83 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 3 – ESPORTE E LAZER – CÓDIGO 03 Organizações que promovam atividades que contemplem exercícios físicos praticados com método, individualmente ou em equipes; e/ou atividades de lazer e recreação, voltadas tanto para um grupo quanto para indivíduos isoladamente. Lazer e Recreação – código 0301 Código Atividade 030101 Clubes esportivos 030102 Clubes sociais, de lazer e recreação 030103 Acampamentos de recreação e de esportes 030104 Outras organizações de lazer e de recreação Descrição Promoção de esporte para amadores, treinamento de esportes, treinamento físico, promoção e serviços de competições esportivas e eventos, clubes de caça e pesca, ligas esportivas e outras atividades esportivas. Promoção de facilidades de recreação e serviços para indivíduos, para grupos ou para a comunidade; inclui associações de recreação, clubes sociais, clubes de homens e/ou mulheres, academias de ginástica e de condicionamento físico. Ligas atléticas profissionais, associações atléticas de estudantes, instituições que promovem o esporte para o desenvolvimento da comunidade ou de inserção do indivíduo (crianças e adultos) na sociedade, parques e parquinhos de recreação, centros recreacionais para a comunidade. Outras organizações com propósitos múltiplos nas áreas de lazer e de recreação e não incluídas nos itens anteriores. Clubes de serviços – código 0302 Código Atividade 030201 Clube de serviços 030202 Outros clubes de serviços Descrição Organizações de sócios provendo serviços para seus membros, ou para comunidades locais. Por exemplo: Lions, Rotary Clube. Outros clubes de serviços tais como clube de funcionários de empresas, de classes profissionais, étnicas, grêmios etc. Outros de Esporte e Lazer – código 0303 Outras organizações com propósitos múltiplos na área de clubes de serviços e não incluídas nos itens anteriores. 84 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 4 – EDUCAÇÃO E PESQUISA – CÓDIGO 04 Organizações que desenvolvem os mais variados tipos de suporte a qualquer campo relacionado com a área de educação e de pesquisa acadêmica, são os componentes deste Grupo que descreve as áreas de atuação. Da mesma forma, integram o Grupo de Educação e Pesquisa as instituições voltadas para a área educacional através de atividades que estimulam o setor acadêmico - sejam elas formalmente constituídas com este objetivo ou visem apenas prestar assistência (exceto escolas de arte e de representação – ver Cultura e Artes), e ainda organizações que administram ou dão suporte a essas entidades envolvidas com o ensino. For fim, também são consideradas as instituições cujo propósito básico é o de promover oportunidades que permitam a conclusão da educação formal e possibilitem a sua continuidade; e organizações que oferecem serviços relacionados à educação para estudantes ou para as próprias escolas. Inclui: escolas de línguas e programas de leitura para crianças e adultos, serviços para aplicação de testes educacionais e vocacionais, programas de viagens escolares, programas de prevenção, grupos de pais/parentes e professores e outros programas desenvolvidos para aumentar a participação dos pais/parentes na escola. Pesquisas e estudos científicos, realizados nas mais diversas áreas do conhecimento e setores existentes, fazem parte deste Grupo de classificação. Educação de Primeiro e Segundo Graus – código 0401 Código 040101 Atividade Educação Elementar, Primária e Secundária Descrição Atividades educacionais exercidas em nível primário, secundário e elementar – primeiro e segundo grau ou ensino fundamental e médio de formação geral; que, também, desenvolvem projetos recreativos para crianças em idade pré-escolar, escolas de educação infantil ou préescola, que não sejam berçários ou creches (ver Assistência Social). Educação Superior – código 0402 Código Atividade 040201 Educação superior (nível universitário) 040202 Educação superior de pósgraduação Descrição Educação superior, provendo diplomas universitários, universidades, faculdades, escolas de administração, escolas de direito, escolas de medicina etc. São representados por cursos de mestrado, doutorado, pós-doutorado, especialização a graduados, MBA’s etc. 85 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Educação Alternativa, Técnica e de Adultos – código 0403 Código Atividade 040301 Escolas técnicas e vocacionais 040302 040303 Escolas de línguas Educação especial para alunos superdotados Educação para alunos com necessidades especiais auditiva, de visão, com necessidades especiais em aprendizagem e outras Escolas de prevenção e reformatórios Organizações que realizam testes vocacionais e educacionais Educação continuada para adultos 040304 040305 040306 040307 040308 Ensino à distância 040309 Organizações Estudantis Descrição Escolas técnicas e vocacionais, especializadas em educação para capacitação de indivíduos visando o trabalho;escolas de comércio;treinamento paralegal; escolas de secretariado etc. Ensino médio de formação técnica em geral como contabilidade, secretariado, industriais, comerciais, escolas de ensino normal (formação de professores), de habilitação ao magistério etc. Não inclui as escolas de capacitação e treinamento para inserção ou integração do indivíduo no mercado de trabalho (ver Emprego e Capacitação). Instituições engajadas em prover educação e treinamento em adição ao sistema de educação formal; escolas de educação continuada, cursos supletivos de primeiro e segundo graus, escolas noturnas da mesma atividade, promoção de alfabetização e programas de leitura, educação “compactada” ou intensiva de educação fundamental e de educação média, programas de educação de jovens e adultos do Ministério da Educação ou de programas estaduais ou municipais. Ensino por correspondência, tele-curso – radiodifusão, televisão e Internet (presencial ou não). Não importa o meio, caso esteja, este tipo de curso, inserido nas outras categorias – selecionar a categoria correspondente. Centros acadêmicos, grêmios de estudantes. Organizações de apoio às Instituições de Ensino Superior – código 0404 Credenciadas conforme a Lei No. 8.958, de 20/12/1994 e Portaria Interministerial MEC/MCT No. 2.089, de 08/11/1997. Outras Organizações de Apoio às Instituições de Ensino Superior – código 0405 Outras organizações de apoio às instituições de ensino superior ou de apoio a unidades de uma universidade, faculdade ou seus departamentos, não inseridas no contexto na Lei citada acima. Outras Instituições de Educação – código 0406 Outras organizações com propósitos múltiplos na área da educação. 86 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Pesquisa – código 0407 Código Atividade 040701 Pesquisa médica 040702 Ciência e tecnologia 040703 Ciência marinha/oceanografia Ciência botânica Astronomia Pesquisa espacial e de aviação Ciências sociais e estudos políticos 040704 040705 040706 040707 040708 Outras organizações de pesquisa Descrição Pesquisa no campo médico; pesquisa de doenças específicas, distúrbios ou de disciplinas médicas; institutos de pesquisa ou atividades que tenham como objetivo o avanço no conhecimento sobre doenças e sobre a medicina. Pesquisa em ciências naturais (física, matemática, química e biologia), engenharia e tecnologia, biotecnologia, geologia, anatomia humana/fisiológica e anatomia, iclusive, de animais. Organizações que promovem o estudo, ensino e pesquisa em uma ou mais áreas das ciências sociais, abrangendo antropologia/ciência comportamental, ciência política e sociologia; programas de pesquisas interdisciplinares como estudos sobre a população negra, estudos étnicos, estudos sobre a classe trabalhadora, estudos regionais e urbanos, da área política etc. Não estão incluídos os Partidos Políticos (ver Defesa de Direitos e Atuação Política). Outras organizações com propósitos múltiplos na área de pesquisa ou não incluídas nos itens anteriores. Outros de Educação e Pesquisa – código 0408 Outras organizações de educação e pesquisa ou não incluídas nos itens anteriores. 87 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 5 – SAÚDE – CÓDIGO 05 Organizações engajadas em atividades voltadas para a área de saúde, atuando das mais variadas formas; seja provendo cuidados medicinais básicos, serviços gerais ou especializados, administração e suporte de serviços ligados à saúde, tratamentos hospitalares, ou auxiliando em processos de reabilitação. Este grupo de classificação contém organizações que através da assistência à saúde promovem o bem-estar dos indivíduos, tratamentos genéricos, prevenção a doenças e reabilitação médica aos portadores de deficiência física. Também são levadas em conta as atividades de financiamento a tratamentos médicos, seguros de saúde, hospitais, asilos ou casas de convalescentes, além de outros tipos de tratamentos médicos básicos; saúde reprodutiva, fertilidade e serviços de planejamento familiar, serviços de saúde pública, disseminação de informação para controle de doenças e para prevenção, terapia ocupacional; cuidados relacionados à saúde mental e atendimento psiquiátrico, serviços de suporte à saúde por meio de bancos de sangue, bancos de órgãos, transporte médico de emergência, entre outros. Uma outra categoria de organizações que integra o grupo de Saúde é aquela que promove a prática de comportamento ético na área da saúde. Hospitais e Reabilitação – código 0501 Código Atividade Descrição 050101 Hospitais e atendimento de emergência 050102 Hospitais de reabilitação 050103 Ambulatórios hospitalares Tratamento e cuidados médicos realizados por hospitais gerais, especializados e de urgência médica a pacientes internados. Atividades exercidas em pronto-socorros com assistência 24 horas e com leitos “em observação”. Atividades de ambulância com atendimento 24 horas e com pessoal especializado. Não inclui os hospitais psiquiátricos. Terapias de reabilitação para indivíduos que sofrem danos decorrentes de problemas/alterações genéticas ou doenças que requerem extensivos tratamentos de fisioterapia. Outras formas de tratamento também são classificadas de acordo com este critério, assim como cuidados destinados a pacientes internados que apresentam a descrição feita. Sanatórios – código 0502 Código 050201 Atividade Tratamentos a pacientes internados Descrição Com doença de degeneração da saúde, doenças contagiosas, tratamento de internação assim como serviços de primeiros socorros, hospitais para deficientes físicos. 88 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Casas de Repouso e de Saúde– código 0503 Código 050301 Atividade Casas de Repouso e de Saúde Descrição Instituições equipadas para cuidados a pacientes internados convalescentes, atividades voltadas ao tratamento residencial, assim como serviços de cuidados básicos de saúde; lares para idosos, casas de repouso para deficientes físicos graves; clínicas de saúde. Saúde Mental e Pronto-Socorro Psiquiátrico – código 0504 Código Atividade 050401 Hospitais psiquiátricos 050402 Tratamento da saúde mental 050403 Pronto-socorro psiquiátrico 050404 Outras instituições 050405 Outras organizações com propósitos múltiplos na área de saúde mental Descrição Tratamentos e cuidados para pacientes internados devido a distúrbios mentais. Educação e tratamento de portadores de doença mental; centros comunitários de saúde mental, hospitais de internação em tempo parcial do paciente, centros de reabilitação, entre outras formas de se realizar tal tratamento. Centros de orientação e tratamento a pessoas com comprometimento mental de caráter hereditário, afetando o desenvolvimento intelectual e o comportamento do paciente - Síndrome do X-Frágil – ou de seus familiares. Aconselhamento e tratamentos externos a pacientes em situações de crises de saúde mental aguda; prevenção de suicídio, suporte a vítimas de agressões e abusos. Que promovem a orientação ou tratamento de dependência de drogas e álcool, depressão, esquizofrenia, TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo, distúrbio bipolar do humor e outras dependências ou transtornos. Outras organizações com propósitos múltiplos na área de saúde mental ou não incluídas nos itens anteriores. Outros Serviços de Saúde – código 0505 Código Atividade 050501 Saúde pública e educação sobre qualidade de vida 050502 Tratamento de saúde focado para clientes externos 050503 Serviços médicos de reabilitação 050504 Hospital-dia e centros de serviços de emergência 050505 050506 Terapia Ocupacional Centros de tratamento de problemas relacionados à fertilidade Descrição Promoção da saúde pública e de educação em saúde; fiscalização sanitária e de perigos sanitários potenciais (controle epidemiológico), treinamento e serviços de primeiros socorros, as atividades voltadas para o planejamento familiar. Organizações que provêm, fundamentalmente, serviços médicos a clientes externos, isto é, clínicas médicas, centros de vacinação. Tratamento terapêutico externo a pacientes; centros de tratamentos naturais, clínicas de yôga ou yoga, centros de terapia. Serviços para pessoas que necessitem de tratamentos imediatos; serviços de pronto-socorro e tratamentos de emergência de paramédicos, programas de traumas e choques, de ambulâncias e remoção, internações rápidas. 89 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Código Atividade 050507 050508 Educação sexual Controle de doenças sexualmente transmissíveis Outras organizações com propósitos múltiplos na área de serviços relacionados com saúde. 050509 Descrição Outras organizações com propósitos múltiplos na área de serviços relacionados com saúde ou não incluídas nos itens anteriores. Outros de Saúde – código 0506 Outras organizações de saúde, não incluídas nos itens anteriores. 90 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 6– ASSISTÊNCIA SOCIAL – CÓDIGO 06 Organizações ou Instituições provendo serviços humanitários e sociais para a comunidade ou para uma população-alvo. Trata-se de organizações que garantem o acesso aos bens e serviços sociais básicos com qualidade, para os destinatários da assistência social. As ações de tais instituições são implementadas tendo o âmbito familiar como seu principal referencial, visando o desenvolvimento integral dos beneficiados ao contribuir, independentemente da maneira que for, para a melhoria das condições de vida das populações excluídas do pleno exercício de sua cidadania. As organizações voltadas para ações emergenciais, conseqüentes dos mais variados tipos de acontecimentos (incêndio, chuvas que provocam alagamentos e deslizamentos de habitações, entre outros); assim como as preocupadas com captação, geração e manutenção de renda para comunidades carentes, integram também o Grupo de Assistência Social. Assistência e Promoção Social – código 0601 Código Atividade Descrição 060101 Prover bem-estar, serviços e cuidados às crianças 060102 Prover bem-estar e serviços aos adolescentes 060103 Serviços a famílias 060104 Ações de prevenção, habilitação, reabilitação e integração à vida comunitária de pessoas portadoras de deficiência Assistência aos idosos Amparo às crianças carentes, trabalhos de assistência social focados nas crianças, serviços de adoção, centros de desenvolvimento da criança, creches e berçários. Amparo a adolescentes carentes, atividades diretas com os adolescentes, serviços de prevenção à delinqüência, à gravidez precoce, abandono de escola, centros e clubes para adolescentes, programas de trabalho a adolescentes, escotismo e outros; como, por exemplo: ACM (Associação Cristã de Moços). Organizações que promovem a proteção à família, à infância, à maternidade, à adolescência e à velhice. Realizam serviços para famílias, educação de pais e da família, agências e serviços para mães e pais solteiros, assistência e proteção à violência na família, assistência a casais. Assistência aos deficientes físicos; através de hospitais outros que não sejam psiquiátricos, mas apresentem facilidades para o transporte e locomoção, recreação e outros serviços especializados. 060105 Organizações provendo tratamentos geriátricos; serviços de tratamento em hospitais, serviços de empregadas e enfermeiras, facilidades para transporte, recreação, programas de alimentação e outros serviços relacionados a cidadãos idosos (não inclui casas ou lares para idosos – ver Saúde). Serviços de auto-ajuda e outros serviços sociais pessoais. Programas e serviços de auto-ajuda e desenvolvimento; grupos de suporte, aconselhamento pessoal, aconselhamento financeiro e serviços de administração financeira. 91 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Código 060106 Atividade Descrição Outras organizações com propósitos múltiplos na área da assistência social Outras organizações com propósitos múltiplos na área da assistência social ou não incluídas nos itens anteriores. Emergências – código 0602 Código Atividade 060201 Prevenção, assistência e controle de desastres e de emergências 060202 Assistência a refugiados 060203 Outras organizações com propósitos múltiplos na área de assistência a emergências sociais. Descrição Organizações que trabalham na prevenção, previsão e controle, procurando amenizar os efeitos de desastres (enchentes, incêndios, maremotos, terremotos, tornados etc.) educando ou de outra maneira, preparando os indivíduos para reagir da melhor maneira possível aos efeitos dos desastres, ou provendo alívio para as vítimas desses desastres; inclui defesa civil, serviços de salvavidas etc. Organizações provendo alimentos, roupas, abrigo e serviços para refugiados e imigrantes. Outras organizações com propósitos múltiplos na área de assistência a emergências sociais ou não incluídas nos itens anteriores. Geração e Manutenção de Renda – código 0603 Código Atividade 060301 Geração e manutenção de renda 060302 Assistência material 060303 Outras organizações com propósitos múltiplos nas áreas de geração e manutenção de renda. Descrição Organizações que objetivem oferecer garantias de benefícios a pessoas portadoras de deficiência ou idosos que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. Inclui: as organizações que garantem o sustento financeiro e outras formas diretas de serviços para pessoas incapazes de se sustentar. Por exemplo: programa de renda-mínima. Organizações que ofertam comida, roupas, transporte e outras formas de assistência a comunidades de baixa renda ou de exclusão social; centros de distribuição de renda, roupas e alimentos. Outras organizações com propósitos múltiplos na área de geração e manutenção de renda ou não incluídas nos itens anteriores. Outros de Assistência Social – código 0604 Outras organizações de assistência social não incluídas nos itens anteriores. 92 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 7 – MEIO AMBIENTE E ANIMAIS – CÓDIGO 07 Organizações cujos programas têm como foco a preservação e proteção do meio ambiente, conservação, manejo, aproveitamento e desenvolvimento de recursos naturais (terra, vegetação, água, ar e energia), controle ou eliminação de substâncias tóxicas (também do tipo pesticidas) e radioativas, zelar por florestas naturais e jardins botânicos; desenvolver projetos de planejamento, embelezamento e conservação urbana e de espaços abertos; promover a educação e a difusão de informações a respeito do meio ambiente. As organizações ou atividades voltadas para o cuidado, a assistência, a proteção ou o entendimento da vida dos animais selvagens ou em extinção, tanto de animais domésticos quanto animais de criação, também fazem parte deste Grupo. Também integram o grupo de Meio Ambiente e Animais as organizações que tenham por objetivos pesquisar, incentivar o desenvolvimento e melhorar os recursos nutricionais, incluindo o setor de biotecnologia. No campo da agricultura e pecuária, integram o grupo: a obtenção de informações e tecnologias relacionadas com o desenvolvimento de novas cultivares; a obtenção de informações sobre práticas culturais adaptadas às características de cada cultura pesquisada; estudos sobre o controle de plantas daninhas, manejo integrado de pragas, fertilidade do solo e nutrição de plantas, avaliação de danos e controle de doenças e pragas; estudo de sistemas e práticas de conservação do solo; pesquisa sobre sistemas diversificados de produção agrícola; pesquisa na área de biotecnologia, nos mais diversos campos do setor agropecuário; difusão de tecnologia. Meio Ambiente – código 0701 Código Atividade 070101 Controle e redução da poluição 070102 Proteção e conservação dos recursos naturais 070103 Embelezamento do ambiente e aumento de áreas verdes Descrição Organizações que fomentam a despoluição do ar, da água, redução e prevenção da poluição sonora, controle da radiação, controle do despejo de resíduos perigosos e de substâncias tóxicas poluidoras do meio ambiente; que promovem programas de eliminação de resíduos, programas de reciclagem e que lidam com o aquecimento global do planeta. Conservação e preservação de recursos naturais; inclui terra, água, energia e vegetações de uso geral e aproveitamento público; políticas de conscientização sobre a limitação e o bom uso de tais recursos. Organizações que trabalham com a manutenção de jardins botânicos, cultivo de viveiro de plantas, programas de horticulturas e serviços de paisagem, campanhas de preservação de parques, lutam a favor do aumento das áreas verdes em lugares urbanos ou rurais, e programas de embelezamento das cidades e estradas; que promovem campanhas contra jogar lixo em lugares públicos etc. 93 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Código Atividade Descrição 070104 Treinamento, capacitação e disseminação de informações 070105 Outras organizações com propósitos múltiplos na área de meio ambiente. Organizações que se preocupam com o treinamento e a capacitação de recursos humanos com a intenção de disseminar informações sobre meio ambiente, e se voltam para a conscientização da população. Outras organizações com propósitos múltiplos na área de geração e manutenção de renda ou não incluídas nos itens anteriores. Animais – código 0702 Código Atividade 070201 Proteção e promoção do bem-estar dos animais 070202 Preservação e proteção de animais selvagens Preservação e proteção de animais em extinção Zoológicos e Aquários de exposição pública Serviços veterinários 070203 070204 070205 070206 070207 Treinamento de animais Outras organizações com propósitos múltiplos na área de proteção aos animais. Descrição Serviços de proteção de animais; abrigos de animais, sociedades e clubes de animais (como observadores de pássaros); preservação de viveiros de peixes e outras espécies aquáticas, principalmente, do mar. Preservação e proteção de animais selvagens; por meio de santuários, viveiros e abrigos. Preservação e proteção de animais em extinção; por meio de santuários, viveiros e abrigos. Hospitais, clínicas e serviços para animais domésticos, bichos de estimação e de criação. Outras organizações com propósitos múltiplos na área na área de proteção aos animais ou não incluídas nos itens anteriores. Nutrição, Alimentos e Agricultura – código 0703 Atividade Descrição 070301 Código Preservação de fazendas, conservação de solo e água 070302 De obtenção de informações e tecnologias 070303 Desenvolvimento de tecnologias para a agricultura e pecuária Com propósitos para a agricultura e pecuária, manejo de gado e outros programas agrícolas como irrigação, bancos genéticos de plantas de uso na agricultura de alimento; desenvolvimento de programas de nutrição animal. Relacionadas com o desenvolvimento de novas cultivares; a obtenção de informações sobre práticas culturais adaptadas às características de cada cultura pesquisada; estudos sobre o controle de plantas daninhas, manejo integrado de pragas, fertilidade do solo e nutrição de plantas, avaliação de danos e controle de doenças e pragas; estudo de sistemas e práticas de conservação do solo; pesquisa sobre sistemas diversificados de produção agrícola; pesquisa na área de biotecnologia, nos mais diversos campos do setor agropecuário; a difusão de tecnologia. Organizações voltadas para o desenvolvimento de tecnologias para a agricultura e pecuária. Outros de Meio Ambiente e Animais – código 0704 Outras organizações de meio ambiente, animais e nutrição, alimentos e agricultura, não incluídas nos itens anteriores. 94 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 8 – DESENVOLVIMENTO E HABITAÇÃO CÓDIGO 08 Organizações que promovem programas e prestam serviços para melhorar o bem-estar econômico e social da sociedade em geral, ou de comunidades específicas. Organizações que tenham por objetivo unificar, fortalecer e construir o espírito de comunidade com o intuito de promover a capacidade de sua organização, para melhorar a qualidade de vida da população; atividades centradas no desenvolvimento e melhoramento de serviços à comunidade através das associações de bairro ou de moradores. Uma forma específica de proporcionar o bem estar em questão, que integra este Grupo, é garantir moradia adequada para os indivíduos, famílias e para a comunidade a partir de desenvolvimento, construção ou reforma de moradias, abrigos e outras moradias temporárias não recreacionais; assim como, serviços para atender indivíduos e famílias na locação ou aquisição de propriedades. Desenvolvimento Econômico, Social e Comunitário – código 0801 Código Atividade Descrição 080101 Organizações de comunidades e de bairros 080102 Desenvolvimento econômico 080103 Desenvolvimento social Organizações que trabalham para melhorar a qualidade de vida da comunidade ou bairros, estimulando desenvolvimento local, cooperativas de pessoas pobres ou desprovidas de recursos, centros cívicos, associações de bairro ou de uma comunidade etc. Programas e serviços para melhorar a infra-estrutura e a capacidade econômica; construção de infra-estrutura como estradas, assistência técnica e consultoria administrativa, organizações rurais de desenvolvimento. Promoção de eventos de abrangência nacional ou internacional, relacionados com os segmentos de natureza, industrial, comercial, agrícola, de prestação de serviços, de atração e desenvolvimento turístico ou de pólos turísticos. Organizações que trabalham para melhorar a infra-estrutura e a capacidade institucional com o objetivo de aliviar problemas sociais e melhorar o bem-estar público em geral. 95 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Código Atividade 080104 Microcrédito e microfinanças 080105 Organizações de invasores ou intrusos Outras organizações com propósitos múltiplos ligadas ao desenvolvimento econômico, social e comunitário. 080106 Descrição As microfinanças representam um segmento do setor financeiro voltado para um público cujas necessidades não são propriamente atendidas pelas instituições tradicionais. O microcrédito é a concessão de crédito produtivo a microempreendedores e indivíduos cujo acesso a fontes regulares inexiste ou é restrito. Os clientes típicos de microfinanças são pessoas de baixa renda e microempreendedores, formais e informais, e cooperativas de produção e serviços, que não têm acesso às instituições financeiras formais. Em áreas rurais estes clientes são pequenos fazendeiros e indivíduos envolvidos em atividades geradoras de pequenas rendas. Nas áreas urbanas a gama de clientes é mais variada, incluindo pequenos lojistas, artesãos, vendedores ambulantes etc. No Brasil, até março de 1999, as ONGs que operavam com microfinanças estavam sujeitas à lei da usura, que impedia que qualquer instituição financeira não regulada cobrasse mais de 1% de juros ao mês. Isto era impeditivo para que as operações de microfinanças empreendidas por essas organizações se tornassem autosuficientes. A criação das OSCIPs, isentas da lei de usura, inserida numa motivação mais ampla, foi o primeiro passo em termos de regulamentação dado pelo governo com o objetivo de fazer com que estas ONGs operassem de maneira a tornar seus negócios de microfinanças auto-suficientes. As OSCIPs são organizações não governamentais sem fins lucrativos que, dentre várias características distintas das ONGs, têm autorização para mobilizar recursos externos para microfinanças. Fonte: http://www.bndes.gov.br/programas/sociais/microcredito_faq.asp Que se instalam em imóveis urbanos desocupados ou terras improdutivas. Outras organizações com propósitos múltiplos ligadas ao desenvolvimento econômico, social e comunitário ou não incluídas nos itens anteriores. Habitação – código 0802 Código Atividade 080201 Organizações de habitação 080202 Assistência à habitação 080203 Abrigos temporários 080204 Outras organizações com propósitos múltiplos ligadas a habitação e moradia. Descrição Desenvolvimento, construção, reforma, administração, arrendamento, financiamento e restauração de moradias. Organizações desenvolvendo pesquisas sobre habitação e moradia, serviços legais e outras assistências relacionadas. Organizações provendo abrigos temporários aos sem-teto; que amparam turistas, abrigos temporários, casas de recolhimento, albergues. Outras organizações com propósitos múltiplos ligadas a habitação e moradia ou não incluídas nos itens anteriores. 96 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Outros de Desenvolvimento e Habitação – código 0803 Outras organizações de desenvolvimento e habitação ou não incluídas nos itens anteriores. 97 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 9 – EMPREGO E CAPACITAÇÃO – CÓDIGO 09 Organizações cujos programas tenham por objetivo ajudar os indivíduos a encontrar e manter o emprego sustentável, a partir de treinamentos específicos, cursos de reciclagem profissional (re-treinamento), serviços de recolocação de emprego, reabilitação para o trabalho, estabelecimento de contato com possíveis empregadores. Emprego e Capacitação – código 0901 Código Atividade 090101 Programas de treinamento do trabalho 090102 Aconselhamento e reorientação profissional 090103 Reabilitação profissional e cursos intensivos Outras organizações com propósitos múltiplos ligadas a emprego e capacitação. 090104 Descrição Organizações provendo e dando suporte a programas de aprendizado, internatos para treinamento do trabalho, treinamento em serviço, outros programas de treinamento para indivíduos desempregados, programas que visam a profissionalização, o engajamento no mercado de trabalho e a reabilitação para o trabalho. Treinamento e reorientação profissional, aconselhamento para carreira, orientação legal, testes e outros serviços relacionados. Organizações que promovem o auto-sustento e a geração de renda através do treinamento e do emprego. Outras organizações com propósitos múltiplos ligadas a emprego e capacitação ou não incluídas nos itens anteriores. Outros de Emprego e Capacitação – código – 0902 Outras organizações de emprego e capacitação ou não incluídas nos itens anteriores. 98 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 10 – DEFESA DE DIREITOS E ATUAÇÃO POLÍTICA CÓDIGO 10 Organizações e grupos que trabalham para proteger e promover os direitos civis e outros direitos dos indivíduos, melhorando o relacionamento entre os grupos raciais, étnicos e culturais. Organizações que advogam os interesses políticos e sociais em assembléias específicas ou gerais, que oferecem serviços legais e promovem a segurança pública; protegem indivíduos vítimas de abusos, exploração ou que foram negligenciados pela sociedade. Organizações que tenham por objetivo a proteção da comunidade contra indivíduos antisociais, que prestam serviços de prevenção a crimes e delinqüência, fazem proposição de políticas públicas e leis, desenvolvem atividades para a reabilitação de infratores e exdetentos, promovem assistência legal a indivíduos e organizações. Outra forma de atuar pode ser através de estímulos a atuação política e a outras maneiras de fazer aflorar a cidadania dos indivíduos. Entidades de Defesa de Direitos Civis – código 1001 Código Atividade 100101 Associações civis 100102 Organizações de advocacia 100103 Associações de direitos civis 100104 Associações étnicas 100105 Organizações cívicas com propósitos de estimular e disseminar a cidadania Outras organizações, com propósitos múltiplos ligadas à defesa de direitos civis. 100106 Descrição Programas e serviços para encorajar e disseminar consciência dos deveres cívicos. Organizações para proteger os direitos e promover os interesses de grupos específicos – pessoas com deficiência, idosos, crianças e mulheres; das minorias, dos imigrantes etc. Organizações que trabalham para proteger e preservar as liberdades civis das pessoas e os direitos humanos. Organizações que promovem os interesses e prestam serviços específicos para grupos étnicos. Outras organizações, com propósitos múltiplos ligadas à defesa de direitos civis ou não incluídas nos itens anteriores. 99 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Serviços Jurídicos e de Proteção Legal – código 1002 Código Atividade 100201 Serviços legais 100202 Segurança pública e prevenção de crimes 100203 Reabilitação de infratores 100204 Suporte a vítimas 100205 Organizações de proteção ao consumidor 100206 Outras organizações com propósitos múltiplos ligadas a serviços jurídicos e de proteção legal. Descrição Serviços legais, assistência e aconselhamento para resolução de controvérsias e outras questões relacionadas, como assistência judicial e legal, tanto para indivíduos quanto para entidades. Serviços de prevenção de crimes e delinqüência, promovendo segurança pública e tomando medidas de precaução entre os cidadãos, de combate à criminalidade, à violência, tráfico e uso de drogas. Programas e serviços para reintegrar infratores e exdetentos; inclusive para os que passaram períodos incompletos na penitenciária, internato, programas de livramento condicional da pena e suspensão condicional, alternativas a prisão. Organizações que promovem serviços de proteção e prevenção a indivíduos vítimas de abusos, exploração ou que foram negligenciados pela sociedade, assim como serviços de aconselhamento a vítimas de crimes. Proteção aos direitos dos consumidores, melhoria do controle e da qualidade dos produtos, fiscalização do cumprimento das determinações legais relativa à defesa do consumidor; que desenvolve programas educativos, estudos e pesquisas na área de defesa do consumidor. Outras organizações, com propósitos múltiplos ligadas a serviços jurídicos e de proteção legal ou não incluídas nos itens anteriores. Entidades de Atuação Política – código 1003 Código Atividade 100301 Partidos Políticos 100302 100303 Comitês de partidos políticos Fundações ou Associações de partidos políticos Outras organizações com propósitos múltiplos ligadas a atuação política 100303 Descrição Atividades e serviços para dar suporte na colocação de candidatos específicos em cargos públicos; através de disseminação de informação, relações públicas e geração de fundos políticos. Fundações ou Associações instituídas por Partidos Políticos para a disseminação de suas idéias e ideais. Outras organizações, com propósitos múltiplos ligadas a serviços jurídicos e de proteção legal ou não incluídas nos itens anteriores. Outros de Defesa de Direitos e Atuação Política – código 1004 Outras organizações de defesa de direitos e atuação política, não incluídas nos itens anteriores. 100 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 11 – INTERMEDIÁRIOS FILANTRÓPICOS E PROMOÇÃO DE VOLUNTARIADO – CÓDIGO 11 Organizações cujo objetivo seja a promoção e a prática de doações de recursos, ou a promoção do voluntariado. Também fazem parte deste grupo as instituições que servem e representam instituições de caridade e de filantropia, assim como as entidades que proporcionam apoio e ajuda às organizações sem fins lucrativos por meio de contribuições (capital), desenvolvimento de programas ou projetos, organizações filantrópicas e organizações que promovem tanto a caridade quanto o trabalho voluntário. Intermediários Filantrópicos – código 1101 Código Atividade 110101 Fundos em ação 110102 Instituições de captação de recursos 110103 Instituições de serviço Descrição Fundações ou entidades privadas que realizam as atividades descritas acima; corporações de fundações, fundações comunitárias e fundações de direito público independente, que doam recursos a outras instituições sem fins lucrativos ou a causas sociais. Instituições que proporcionam apoio às organizações sem fins lucrativos por meio de contribuições (capital) para o desenvolvimento de programas ou projetos. Instituições que provêem recursos a outras organizações para que estas desenvolvam ações de interesse social ou coletivo. Instituições que apóiam financeiramente o desenvolvimento de pesquisas nas mais variadas áreas. Organizações cujo objetivo seja o de levantar fundos para distribuição de contribuições, que podem ser, por exemplo, fundos governamentais, coletivos ou estrangeiros. Organizações que têm como objetivos a prestação de serviços e a disseminação de informações, para as instituições sem fins lucrativos. Promoção de Voluntariado – código 1102 Código Atividade 110201 Promoção e suporte ao voluntariado 110202 Centros de voluntariado Descrição Organizações que recrutam, treinam, cadastram e encaminham voluntários para uma atuação efetiva, acabando por promover o voluntariado. Instituições que organizam a oferta e demanda de voluntários, procuram aumentar a visibilidade e o reconhecimento desse tipo de trabalho; que mobilizam e estimulam o voluntariado, que promovem a cultura do voluntariado. Instituições que proporcionam a infra-estrutura local de apoio ao voluntariado. Contribuem para a promoção, valorização e fortalecimento do voluntariado, para a melhoria da qualidade de vida em sua área de atuação, que pode ser uma cidade ou uma região. Que ajudam programas e instituições a aperfeiçoar a mobilização e gerenciamento de voluntários; que oferece oportunidades de intercâmbio de experiências para voluntários e instituições. 101 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Outros de Intermediários Filantrópicos e Promoção de Voluntariado código 1103 Outras organizações de intermediários filantrópicos e promoção do voluntariado ou não incluídas nos itens anteriores. 102 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 12 – ATIVIDADES INTERNACIONAIS – CÓDIGO 12 Organizações que têm por objetivos promover o entendimento internacional e a manutenção de boas relações entre nações; preservando a paz internacional e protegendo os interesses da segurança nacional. Tais objetivos podem ser buscados por instituições que trabalham na defesa dos direitos humanos, pela ajuda mútua ou por cooperação internacionais. Organizações promovendo o entendimento entre pessoas de diferentes países, ou com históricas experiências em também promover o desenvolvimento e bem-estar no exterior. Atividades Internacionais – código 1201 Código Atividade Descrição 120101 Programas culturais, de troca e de amizade 120102 Associações de desenvolvimento e assistência Organizações de assistência a situações de desastres internacionais Organizações de direitos humanos internacionais e da paz Programas e serviços desenvolvidos para encorajar o respeito mútuo e a amizade entre pessoas pertencentes a diferentes países; pode ser, por exemplo, intercâmbios culturais. Programas e projetos que promovem o desenvolvimento social e econômico no exterior. 120103 120104 120105 Organizações que coletam, canalizam e provêem ajuda para outros países durante períodos de desastre ou calamidade e emergência. Organizações que promovem e monitoram os direitos humanos e paz internacional. São consideradas as atividades de controle de armas e drogas, assim como resolução de conflitos internacionais. Outras organizações internacionais Outros de Atividades Internacionais – código 1202 Outras organizações de atividades internacionais ou não incluídas nos itens anteriores. 103 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 13 – RELIGIÃO – CÓDIGO 13 Organizações que têm por objetivos a promoção de crenças religiosas, serviços religiosos e rituais; que desenvolvem variadas formas de atividades relacionadas às diversas religiões existentes e instituições religiosas similares; associações relacionadas e auxiliares dessas organizações. Organizações que têm como propósitos o culto, o estudo, a pesquisa e o treinamento da religião e do sagrado, a administração de organizações religiosas ou a promoção de atividades religiosas. Organizações que têm como propósitos a construção, preservação e manutenção de templo e casas paroquiais, a celebração do culto religioso, a formação de clérigos e ministros, o ensino religioso, o sepultamento dos mortos e o culto de sua memória, bem como a administração do patrimônio da igreja, a remuneração de clérigos e ministros, dos funcionários e auxiliares eclesiásticos. Associações, Congregações e Organizações Religiosas – código 1301 Código Atividade 130101 Congregações e Igrejas 130102 Associações de congregações Descrição Igrejas, sinagogas, templos, mesquitas, santuários, conventos, seminários, sociedades missionárias e organizações similares promovendo crenças religiosas, praticando serviços religiosos e rituais. Inclui, por exemplo, as religiões católica romana e ortodoxa, protestantismo, judaísmo, islamismo, budismo, hinduísmo, evangélicas e outras. Não estão incluídas neste grupo as instituições ligadas à educação, hospitais e saúde, serviços de assistência social ou universidades de teologia (classificam-se em suas atividades principais descritas em outros grupos). OBSERVAÇÃO: VERIFICAR LISTA CONTENDO A CLASSIFICAÇÃO DAS RELIGIÕES AO FINAL DO ANEXO I. Associações auxiliadoras de congregações religiosas e organizações que têm por propósito dar suporte a crenças religiosas. Outros de Religião – código 1302 Código Atividade 130201 Organizações ligadas ao sagrado 130202 Outras organizações ligadas à religião, não incluídas nos itens anteriores. Descrição Faz parte desta classificação, também, as instituições esotéricas ou que promovem estudos, pesquisas, reuniões e divulgação do esoterismo. Outras organizações ligadas à religião ou não incluídas nos itens anteriores. 104 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 14 – SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS DE EMPREGADORES, DE EMPREGADOS, E DE AUTÔNOMOS – CÓDIGO 14 Organizações cujas atividades promovem os direitos e deveres de grupos econômicos ou sociais, de empregadores, de empregados e de profissionais, regularizando, defendendo e protegendo os interesses de uma determinada classe. Associações e Sindicatos Profissionais – código 1401 Código Atividade 140101 Sindicatos ou associações patronais 140102 Sindicatos ou associações de profissionais 140103 Sindicatos ou associações trabalhistas 140104 Outras associações de defesa de interesses coletivos de empregadores, empregados, profissionais e autônomos Descrição Organizações que trabalham para promover, regularizar e proteger os interesses dos empregadores, tais como: Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo e outros. Organizações de defesa de interesse de profissionais. Exercem atividades de registro, de regulamentação, de proteção e outros interesses de grupos de profissionais. Por exemplo: Ordem dos Advogados do Brasil, associações de médicos, de garçom, Conselho Regional de Economia, Sindicato dos Economistas, Conselho Federal de Contabilidade etc. Organizações que trabalham para promover, regularizar, proteger, defender os direitos e os interesses dos empregados, tais como, Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos, do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo, dos empregados metalúrgicos etc. Associações de Negócios – código 1402 Código Atividade Descrição 140201 Associações ou sindicatos de negócios 140202 Associações de comércio 1403 Outros Sindicatos e Associações Profissionais de Empregadores, de Empregados, e de Autônomos. Organizações que trabalham para promover, regularizar e proteger os interesses de classes especiais de negócios, tais como, associações dos manufatores, associações de fazendeiros ou ruralistas, associações de banqueiros, sindicatos, como, por exemplo, Sindivest - Sindicato das Indústrias de Vestuário etc. Organizações que têm por objetivo promover serviços para o desenvolvimento de negócios, tais como, câmaras de comércio, centros de convenção, ligas de comércio ou negócios. Outras organizações de atividades sindicais e associativas, não incluídas nos itens anteriores. 105 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 15 – ORGANIZAÇÕES DE BENEFÍCIOS MÚTUOS CÓDIGO 15 Organizações cuja atividade está focada na administração de programas de previdência social, fundos de pensão ou de aposentadoria e outros benefícios de interesse de seus membros, associados ou de empregados da instituição mantenedora. Várias dessas Instituições foram criadas por empresas para, por exemplo, administrarem os planos e programas de saúde dos empregados da empresa instituidora, os programas de empréstimos financeiros aos empregados etc. Enquadram-se, estas Instituições como Outras Organizações de Benefícios Mútuos. Entidades de Previdência Privada – código 1501 Organizações de previdência privada que têm por objeto instituir planos privados de concessão de pecúlios ou de rendas, de benefícios complementares ou assemelhados aos da previdência social, mediante contribuição de seus participantes, dos respectivos empregadores ou de ambos. Organizações classificadas, de acordo com a relação entre a entidade e os participantes dos planos de benefícios, como fechadas (quando acessíveis, exclusivamente, aos empregados de uma só empresa, ou de um grupo de empresas, as quais são denominadas patrocinadoras). Organizadas como sociedades civis ou fundações e sem fins lucrativos. Outras Organizações de Benefícios Mútuos – código 1502 Código Atividade 150201 Serviços no campo assistencial 150202 Organizações do tipo “fechada” 150203 Organizações familiares Descrição Em benefício de empregado e respectivos familiares ou mesmo de terceiros de empresa instituidora, mantenedora ou mantida; promoção de movimentos culturais e sociais da coletividade em geral e particularmente do seu quadro de colaboradores e familiares; concessão de bolsas de estudo em cursos de primeiro ou segundo graus, em cursos superiores para empregados e familiares; construir ou manter sede social, colônia de férias, clube recreativo e esportivo para empregados e familiares da instituidora; prestar assistência médica, hospitalar, farmacêutica e odontológica aos empregados e familiares da instituidora; proporcionar assistência alimentar, assistência jurídica; conceder empréstimos de emergência, fianças ou avais e prestar outras garantias a empregados e familiares da instituidora; etc. Cujas finalidades privilegiam exclusivamente um grupo específico de pessoas, como funcionários de uma determinada empresa (como regra a instituidora). Instituições que atingem somente uma parcela restrita de pessoas. Instituições cujo círculo de pessoas beneficiadas é restrito, como por exemplo, Instituições familiares ou cujos beneficiários fazem parte do quadro de pessoas de uma empresa. Destinadas a assegurar vantagens aos membros e descendentes de determinada família. 106 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Código Atividade 150204 Organizações cuja finalidade seja propiciar condições de bem-estar e a promoção social dos empregados da Instituidora Outras organizações de benefícios mútuos. 150205 Descrição E das demais empresas sob seu controle direta ou indiretamente, através de programas de benefícios. Outras organizações de benefícios mútuos ou não incluídas nos itens anteriores. 107 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil GRUPO 16 – OUTROS – CÓDIGO 16 Outros – código 1601 Qualquer organização cujas atividades não estão incluídas nos demais grupos. 108 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil ANEXO II Descrição das Áreas de Atuação dos Voluntários Em Atividades Ligadas à Educação • ajudar na iniciação à informática, culinária, corte e costura, jardinagem, horticultura, cenografia, fotografia, vídeo etc. • apoiar e participar de projetos que visam a melhoria da comunidade, desenvolvidos por professores e alunos • atender e recepcionar em creches, escolas ou outras entidades • atuar na vida da escola através das Associações de Pais e Mestres • auxiliar na orientação pedagógica de alunos carentes • compor mutirões de reforma e melhoria das escolas • contar histórias como motivação para a leitura • dar aulas de alfabetização e reforço escolar para jovens e adultos • desenvolver atividades relacionadas com bibliotecas • elaborar aulas para pessoas deficientes • integrar grupos que organizam atividades extracurriculares como oficinas de artesanato • orientar alunos com dificuldades de aprendizado • participar de grupos de estudos que abordam problemas e questões sociais • prestar aconselhamento psicossocial para crianças e/ou famílias • promover eventos como rifas, gincanas, leilões, bingos, que geram recursos para a melhoria da escola • realizar palestras educativas Em Atividades Ligadas à Cultura • ajudar na manutenção e expansão do acervo de bibliotecas públicas • ajudar na manutenção e restauração de igrejas, fortes, monumentos, na preservação de patrimônio histórico • animar clubes do livro e círculos de leitores para estimular o hábito e gosto pela leitura • contar histórias como forma de propagação cultural • criar e manter cineclubes e videoclubes • elaborar cursos, palestras, ciclos de debate, sobre temas culturais • organizar visitas guiadas a museus e exposições de arte • participar da constituição nos bairros, empresas, clubes e associações comunitárias de bandas de música, rodas de choro, corais, jograis etc • promover oficinas de teatro, dança, música, pintura, vídeo, escultura e outras formas de expressão artística Em Atividades Esportivas e Lazer • animação de festas e outros momentos de convívio para grupos de pessoas com poucas possibilidades de lazer • dar aulas de capoeira, artes marciais, yoga etc. • dar aulas de dança,ginástica e educação física para crianças carentes, jovens e idosos • elaborar diversas formas de recreação para a população carente • organizar passeios com crianças carentes, grupos de jovens ou pessoas idosas • promover jogos, torneios e campeonatos de diferentes modalidades esportivas com alunos de escolas e jovens de comunidades carentes • supervisionar equipes de futebol, vôlei, basquete etc. 109 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Em Atividades Ligadas à Saúde • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • acolher e encaminhar pacientes em postos de saúde comunitários acompanhar doentes internados em hospitais e apoiar seus familiares ajudar no funcionamento dos conselhos comunitários de saúde apoiar campanhas de saúde preventiva e ações de saúde familiar atender em domicílio pacientes soropositivos captar doadores de sangue contar histórias como forma de tratamento/entretenimento desenvolver e executar arte-terapia desenvolver e executar atividades de terapia ocupacional desenvolver e executar músico-terapia incentivar a formação de grupos de auto-ajuda a apoio mútuo organizar atividades recreativas e artísticas em hospitais orientar e treinar o uso adequado de medicação e equipamentos prestar acompanhamento para pacientes psiquiátricos prestar primeiros socorros em situações emergenciais promover assistência médica a pacientes que obtiveram alta hospitalar com fornecimento de remédios, cestas básicas etc. realizar atendimento gratuito a pacientes em consultórios privados nas mais diversas especialidades, como: clínica geral, pediatria, odontologia, oftalmologia, ginecologia, fisioterapia, fonoaudiologia, psicoterapia etc. telemarketing (orientar por telefone sobre enfermidades e prevenção) transportar pessoas com dificuldade de locomoção que precisam de assistência médica tratar e recuperar dependentes químicos visitar doentes crônicos em casa Em Atividades Ligadas à Assistência Social • • • • • • • • • • • • ajudar e atender crianças em situação de risco em creches, asilos, abrigos ou internatos ajudar na acolhida em casas-abrigo e apoio a mulheres vítimas de violência doméstica desenvolver pesquisa sobre a situação social de comunidades de baixa renda desenvolver trabalhos de amparo a crianças e adolescentes carentes desenvolver trabalhos para promover ações de prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas portadoras de deficiências desenvolver trabalhos para proteger a família, a maternidade, a infância, a adolescência e a velhice fazer leitura para deficientes visuais mapear as necessidades e auxiliar pessoas da terceira idade que vivem isoladas em casa ou com dificuldade de locomoção organizar atividades recreativas e culturais com pessoas portadoras de deficiências ou idosos orientar e auxiliar pessoas carentes preparar e distribuir refeições para famílias e pessoas que vivem na rua prestar apoio psicossocial à crianças portadoras de deficiências e à suas famílias 110 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Em Atividades Ligadas à Cidadania e Defesa dos Direitos Civis • acompanhar e apoiar a reinserção social e profissional de ex-presidiários • advogados e estudantes de direito que prestam assistência jurídica gratuita a pessoas necessitadas • auxiliar a família de pessoas presas • elaborar programas de formação profissional e atividades recreativas em penitenciárias • mobilizar moradores e participar de programas de policiamento comunitário • orientar e auxiliar pessoas carentes na obtenção e registro de documentos • participar da constituição de brigadas de bombeiros comunitários • participar de conselhos de defesa de direitos das mulheres, das populações negras, de pessoas portadoras de deficiências, idosos, portadores do vírus HIV e de outros grupos de vítimas de discriminação Em Atividades Ligadas à Meio Ambiente • • • • • • • • ajudar no controle da qualidade da água em mananciais, reservatórios, rios e córregos criar campanhas de conscientização desenvolver campanhas de preservação da fauna e flora elaborar campanhas de reciclagem de lixo, papel, vidro, plástico etc. integrar mutirões de limpeza de espaços públicos como praças, parques e jardins monitorar e denunciar ameaças de poluição ambiental promover atividades de educação ambiental em escolas, clubes e associações comunitárias replantar árvores, preservar espécies em extinção Em Atividades Ligadas à Oportunidades de Emprego e Renda • ajudar na integração de indivíduos no mercado de trabalho • auxiliar na organização de cursos profissionalizantes para jovens e adultos em áreas como informática, mecânica, manutenção de equipamentos elétricos, corte e costura, artesanato, hotelaria, cabeleireiro, maquiagem, carpintaria etc. • colaborar no empreendedorismo social • participar e incentivar programas de apoio à criação de micro-empresas 111 Diagnóstico do Terceiro Setor de Belo Horizonte – Perfil Em Atividades de Apoio Técnico e Administrativo • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ajudar na limpeza atuar como relações públicas atuar na manutenção em geral, realizar pequenos consertos captar recursos colaborar com a administração, em geral construção civil (conservar o espaço físico, o mobiliário etc.) desenvolver serviços de contabilidade desenvolver serviços de tradução distribuir material recebido em doação fazer assessoria de comunicação fazer assessoria técnica para obras de reforma ou construção na direção da Organização operar computador (planilhas, edição de textos, digitação etc.) organizar arquivos participar e elaborar propostas referentes a captação de recursos prestar auxílio através de atendimento telefônico prestar serviços profissionais especializados realizar apoios em geral (escritório, administração, contabilidade etc.) realizar consultoria em gestão e planejamento recepção/atendimento ao público trabalhar em secretaria trabalhar em tesouraria Em Outras Atividades da Organização • outras atividades desenvolvidas na Organização, não descritas neste Anexo 112