ESTUDO PARA ELABORAÇÃO DA PLANILHA DE COMPOSIÇÃO DE CUSTOS MENSAIS À COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES NO MUNICÍPIO DE TAPEJARA Março, 2015 2 Sumário APRESENTAÇÃO ................................................................................................................. 3 1 CUSTOS............................................................................................................................. 6 1.1 Custos fixos.................................................................................................................. 6 1.1.1 Custos relacionados com a frota ............................................................................ 6 1.1.1.1 Depreciação do veículo ................................................................................... 7 1.1.1.2 Remuneração do capital relacionado com a frota ............................................ 7 1.1.1.2.1 Despesas administrativas ......................................................................... 7 1.1.1.3 Tributos ........................................................................................................... 8 1.1.1.3.1 IPVA ......................................................................................................... 8 1.1.1.3.2 Seguro obrigatório..................................................................................... 8 1.1.1.3.3 Seguro contra terceiros ............................................................................. 8 1.1.1.3.4 Licenciamento........................................................................................... 8 1.1.1.3.5 ISS ............................................................................................................ 8 1.1.1.3.6 PIS/Cofins ................................................................................................. 9 1.1.1.4 Custo da mão de obra ..................................................................................... 9 1.1.1.4.1 Mão de obra direta .................................................................................... 9 1.1.1.4.1.1 Coletores ............................................................................................ 9 1.1.1.4.1.2 Motorista........................................................................................... 10 1.1.1.4.1.3 Auxílio transporte.............................................................................. 10 1.1.1.4.2 Outros custos fixos mensais ................................................................... 10 1.2 Custos variáveis ......................................................................................................... 11 1.2.1 Custo por quilômetro percorrido (R$/km) ............................................................. 11 1.2.1.1 Custo mensal com óleo diesel ....................................................................... 11 1.2.1.2 Custo mensal com óleo lubrificante do motor ................................................ 12 1.2.1.3 Custo mensal com óleo da transmissão ........................................................ 12 1.2.1.4 Custo mensal com óleo hidráulico ................................................................. 12 1.2.1.5 Custo mensal com graxa ............................................................................... 12 1.2.2 Conjunto de rodagem........................................................................................... 13 1.2.3 Manutenção ......................................................................................................... 13 1.2.4 Custo por tonelada coletada ................................................................................ 13 PLANILHA DE CUSTOS MENSAIS – COLETA ................................................................... 15 3 APRESENTAÇÃO O município de Tapejara foi fundado em 09 de agosto de 1955 por meio da Lei estadual nº 2.667. De acordo com o IBGE (2014) esta localizada na zona de relevo do planalto médio, pertencente à mesorregião noroeste do Rio Grande do Sul e microrregião geográfica de Passo Fundo, esta a uma altitude média é de 658m do nível do mar. Conforme o IBGE (2014) o município tem uma população estimada para o ano de 2014 em 21.224 habitantes. De acordo com o Censo de 2010 neste ano existiam 19.250 habitantes. O que representa que o município esta ampliando a sua população em cerca de 2,5% ao ano. A população encontra-se distribuída em uma área territorial de 238,798 km², sendo que 94% é rural e 6% na zona urbana. No município a taxa de analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais (2010) era de 3,69 %. Em Tapejara a expectativa de vida ao nascer (2010) era de 75,23 anos, como um coeficiente de mortalidade infantil (2012) de 8,44 por mil nascidos vivos. Com um PIB per capita (2011) de R$ 29.441,00. Tapejara localiza-se entre 52º 07’ 27” e 51º 55’ 55” de longitude oeste, e 28º 01’ 23” e 28º 07’ 24” de latitude sul, de acordo com o IBGE (2014). Na figura 1esta apontada a sua localização. Figura 1 - Localização do Município de Tapejara, representado pelo ponto A. Tapejara Fonte: Elaborado pelo autor a partir do https://www.google.com.br/maps. 4 Suas principais vias de acesso é a RS 463 que vai para Coxilha, Passo Fundo, a RS 430 que encaminha ao Município de Charrua e a RS 467 que leva ao Município de Ibiaçá. A planilha de custos é parte integrante do processo de licitação para a compra de produto e serviços bem como para contratação de obras no serviço público, como mostra a Lei das Licitações (8.666), de 21 de junho de 1993, que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, e institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Na sua Seção III, Das Obras e Serviços, no seu art. 7º trata sobre as licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços. Aponta que tais procedimentos obedecerão ao disposto nesse artigo e, em particular, à seguinte sequência: I ─ projeto básico; II ─ projeto executivo; III ─ execução das obras e serviços. 1º. A execução de cada etapa será obrigatoriamente precedida da conclusão e aprovação, pela autoridade competente, dos trabalhos relativos às etapas anteriores, à exceção do projeto executivo, e que poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e dos serviços, desde que também autorizado pela administração. 2°. As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando: I ─ houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório; II ─ existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários. Para além da norma legal, que, por si, já justifica a necessidade deste estudo, é necessário compreender que, em meio uma realidade cada vez mais competitiva, as organizações visualizam no setor público uma boa oportunidade de prestarem serviços com qualidade. Nesse sentido, o gestor público passa a ter a necessidade 5 de instrumentos gerencias adequado à administração dos recursos utilizados na boa prática do serviço público. Consequentemente, as informações sobre os custos dos serviços prestados ou contratados pela administração pública assumem um papel relevante nesse contexto. Nesse sentido, este estudo tem por objetivo a elaboração da planilha de composição de custos mensais da coleta de resíduos sólidos domiciliares do Município de Tapejara, conforme solicitação da prefeitura municipal. Sua realização foi feita pelo economista Prof. Moisés Waismann. Para dar conta da elaboração deste estudo, foi definido o objeto de custeio para que se possa então montar a planilha de custos; depois, passou-se à coleta de dados, bem como à sistematização e análise de dados, com vistas à elaboração da planilha de custos e à construção do presente relatório. Os passos seguintes são a entrega do relatório de custos e sua apresentação. O trabalho está dividido, além desta apresentação em mais uma parte que mostra o estudo sobre custos. 6 1 CUSTOS Custos podem ser definidos como a soma dos insumos com mão de obra, energia, materiais, equipamentos e outros, necessários para realizar determinada atividade ou produção de bem. Dessa forma, conhecidos os preços dos fatores de produção, é possível determinar o custo total para se produzirem bens e serviços, sendo possível comparar o preço que se paga com o custo do bem ou serviço produzido. Para que possam ser apurados os custos de produção, é necessário classificar e apropriar os custos, a partir dos gastos necessários para a produção. Os custos podem ser classificados em fixos e variáveis. Os custos fixos englobam as despesas que não variam com o nível de atividade da empresa ou com o grau de utilização de equipamentos. Os custos variáveis são proporcionai s à utilização dos equipamentos. Há, ainda, a classificação dos itens de custos entre diretos e indiretos, em relação à atividade a qual se relacionam. Neste trabalho, a estimativa de custos operacionais dos serviços de coleta e transporte de resíduos é efetuada por meio de metodologias de custo padrão. Define-se como custo padrão aquele que resulta de dimensionamento dos fatores de produção, em termos constantes, relativamente a espécies, quantidades e valores aplicados em cada bem ou serviço. (LIMA, 1982). Para cada item de custo, é definido um coeficiente técnico unitário, que é multiplicado por um preço ou custo unitário daquele item. Exemplificando: no item correspondente a combustível, o coeficiente técnico é o consumo unitário (litros/km), que é multiplicado pelo preço unitário do combustível (R$/ litro). Dessa forma, tem-se o resultado do custo unitário do combustível por quilômetro rodado (R$/km). 1.1 Custos fixos Os custos fixos dizem respeito àqueles custos que são independentes da quantidade produzida. Se tiver ou não tiver coleta, por exemplo, incorrer-se-á no custo da equipe de coleta. 1.1.1 Custos relacionados com a frota Os seguintes custos pertencem a esse grupo: depreciação de veículos, remuneração do capital empregado nos veículos, seguros, IPVA, etc. 7 1.1.1.1 Depreciação do veículo A depreciação do veículo é um item de despesa de capital que consiste na perda de valor do veículo, ao longo do tempo. Essa perda de valor é decorrente tanto do desgaste, quanto da sua obsolescência. Alternativamente, pode-se afirmar que a depreciação corresponde à parcela do valor do veículo a ser reservada mensalmente, durante sua vida útil, para que, no término desse período, seu proprietário tenha reunido recursos que permitam substituí-lo por um veículo novo similar. Na prática, a depreciação não se dá de maneira linear ao longo da vida dos veículos e equipamentos. Pode-se perceber a curva de desvalorização do bem a partir de tabelas de preço apresentadas por revendas para cada tipo de veículo, dados seu ano de fabricação ou modelo. Note-se também a possível variação do valor residual do chassi ou dos equipamentos, em função de questões mercadológicas, como desequilíbrio entre oferta e procura, em determinados momentos. Neste estudo, optou-se por uma depreciação total, no final dos 5 anos de realização de serviços; de 80%, tanto para o chassi quanto para a caçamba, o equipamento tombador, bem como para os container, resultando em uma depreciação mensal de 1,333% sobre o total do valor empregado na compra do veículo e dos equipamentos. 1.1.1.2 Remuneração do capital relacionado com a frota A remuneração do capital visa a estabelecer o retorno ou a remuneração do capital alocado, na aquisição da estrutura necessária para execução das atividades. Essa remuneração pode ser entendida também como a necessária recomposição dos acréscimos de valor, que os bens adquiridos sofrem com o tempo, e que deverão estar disponíveis na hora da reposição dos mesmos. A remuneração mensal de capital foi fixada, neste trabalho, em 0,5% sobre o total do custo da compra do veículo e dos equipamentos. 1.1.1.2.1 Despesas administrativas Compreende os salários, encargos e benefícios concedidos aos serviços administrativos. Usou-se, como base de cálculo para as despesas administrativas, o total 8 gasto nas despesas operacionais, multiplicando pelo coeficiente 0,15, ou seja, 15% do total das despesas operacionais. 1.1.1.3 Tributos 1.1.1.3.1 IPVA O Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) é um imposto anual, e tem como fato gerador a propriedade do veículo. Segundo a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, a alíquota para caminhões é de 1%. Logo, para o cálculo do IPVA, usa-se como base o valor do veículo e multiplica-se pelo coeficiente 0,01 (1%). Transforma-se este valor anual em mensal, dividindo-o por 12. 1.1.1.3.2 Seguro obrigatório O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) é um seguro anual obrigatório para todos os veículos terrestres. Segundo o endereço oficial do Seguro DPVAT, o valor fixado para caminhões, inclusive os de coleta de lixo, é de R$ 110,38. Transforma-se esse valor anual em mensal, dividindo-o por 12. 1.1.1.3.3 Seguro contra terceiros O valor do seguro contra terceiros foi estimado em R$ 14.765,51. Transformase esse valor anual em mensal, dividindo-o por 12. 1.1.1.3.4 Licenciamento O custo do licenciamento do veículo corresponde ao custo da vistoria, ao custo do certificado de expedição e à taxa de licenciamento. O licenciamento é feito anualmente. Os preços foram informados pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS). 1.1.1.3.5 ISS O Imposto Sobre Serviços (ISS) é um imposto mensal municipal. No caso do serviço de coleta de lixo, no Município de Tapejara, a alíquota para o ISS é de 5% sobre o valor total da fatura mensal emitida. Para o cálculo, estima-se o valor total a ser cobrado em cada nota emitida, contra o Município, pelos serviços prestados ao longo do mês, englobando na mesma 5%, a título de reembolso pelo imposto a ser pago. 9 1.1.1.3.6 PIS/Cofins A alíquota para o Programa de Integração Social (PIS) é de 0,5% sobre o total da fatura mensal. Já a alíquota para a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) é de 3%. Somando-se os dois impostos, resultam 3,5% de alíquota. Para o cálculo desses impostos, engloba-se 3,5% do valor mensal da fatura no somatório de custos da planilha. 1.1.1.4 Custo da mão de obra O custo da mão de obra pode ser dividido em mão de obra direta e mão de obra indireta. A mão de obra direta é composta pelo grupo de trabalhadores diretamente relacionados com a atividade de recolhimento do lixo. A mão de obra indireta compreende as atividades administrativas e de apoio. 1.1.1.4.1 Mão de obra direta Compreendem os salários, encargos adicionais e benefícios concedidos (auxílio-transporte, etc.) aos motoristas e coletores. Para fins de estudo da composição de custos dos serviços de recolhimento de resíduos sólidos, foi estabelecida uma guarnição composta de um motorista, com a tarefa de conduzir o veículo coletor pelo roteiro preestabelecido para a coleta e quatro coletores, com a função de abastecer o equipamento compactador com os resíduos devidamente embalados, dispostos em local apropriado ao longo do itinerário da coleta, bem como operar o sistema de compactação do coletor. 1.1.1.4.1.1 Coletores O salário-base fixado para os coletores, segundo a Convenção Coletiva de Trabalho feita pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMP. DE ASSEIO, CONSERV, ZELADORIA, RECICL DE LIXO, LIMPEZA URB, AMBIENTAL E DE AREAS VERDES E EMP. DE SER TERCEIRIZADOS, abrangente ao Município de Tapejara, é de R$ 897,84. Foi também estipulado o adicional de insalubridade em 40% para esses trabalhadores. Sobre os custos com o salário mais a insalubridade, calculam-se os encargos sociais conforme descritos na Tabela 1 - Encargos sociais, no valor de 99,66%. 10 Tabela 1 - Encargos sociais Sobre salário base em horas (%) 13º salário Férias Descanso semanal remunerado NSS 20 00% SAT 3 00% 2 50% Sal. Educação NCR Senai Sesi Sebrae 5 80% FGTS (a partir de 01 01 2007) 8 00% Total Previdenciário Previdenciário s 13º Férias DSR SOMA Fonte: Elaboração própria a partir da legislação vigente em outubro de 2014 (%) 10 00% 13 33% 20 00% 39 30% 17 03% 99 66% Pode-se observar na Tabela – Encargos sociais, que dos 99,66%, 10% destinam-se ao adicional do 13° salário; 13,33% ao adicional de férias; 20% ao adicional do descanso semanal remunerado; 39,30% ao previdenciário (INSS, SAT, Sal. Educação, Incra/Senai e FGTS) e 17,03% são destinados ao previdenciário sobre 13° salário, férias e descanso semanal remunerado. 1.1.1.4.1.2 Motorista O salário-base fixado para os motoristas, segundo o SINDICATO DOS TRAB TRANSP CARGA,TRAB EMPR ONIB MUNIC INTERMUN INTEREST URB TUR FRET,TRAB EMP EST ROD,TRAB EMPTRANS ESC,TRAB DIF PF, que abrange o Município de Tapejara, é de R$ 1.093,87. O adicional de insalubridade estipulado para esses trabalhadores é de 20%. Os encargos sociais são os mesmos dos coletores, 99,66%. 1.1.1.4.1.3 Auxílio transporte Optou-se por utilizar o valor da tarifa de ônibus municipal do munícipio de Passo Fundo, tanto para todos os funcionários. 1.1.1.4.2 Outros custos fixos mensais Compreende os custos relacionados aos uniformes e EPIs. Tendo em vista a necessidade de manutenção da segurança e da boa apresentação dos trabalhadores envolvidos nas atividades contratadas pelo município e, sabendo-se do desgaste sofrido pelas peças que compõem o vestuário e os equipamentos de proteção individual, previu-se a reposição dos uniformes e dos EPIs de acordo com 11 a descrição a seguir. Foi estipulada a compra de uma camiseta por mês, para cada funcionário. Para as jaquetas, foi fixada a compra de uma jaqueta a cada 3 meses para cada funcionário. Para as calças, foi estipulada a compra de uma calça a cada 3 meses para cada funcionário. Foi estipulado, para as bermudas, a compra de uma a cada 3 meses, para cada funcionário. Para os bonés, foi estipulada a compra de uma unidade a cada 4 meses, para cada funcionário. Para as meias, foi estipulada a compra de um par de meias a cada mês, para todos os funcionários. No caso do tênis, que têm características específicas para trabalhadores na coleta de lixo, foi estipulada a compra de um par de calçados a cada quatro meses, sendo de uso exclusivo dos coletores. Para a proteção das mãos, foi definida a compra de um par de luvas por mês, para cada coletor da guarnição. Foi estipulado, para a proteção dos coletores nos dias chuvosos, a compra de uma capa de chuva a cada 6 meses. Para aumentar a segurança dos coletores, durante a execução dos serviços em dias com penumbra, os mesmos deverão utilizar sempre coletes reflexivos, tendo sido estipulada a compra de uma unidade a cada 4 meses, para cada um. 1.2 Custos variáveis Os custos variáveis dizem respeito àqueles custos que não dependem da quantidade produzida. Eles só existem se a coleta acontecer, como, por exemplo, o custo do combustível para a realização do percurso da coleta. 1.2.1 Custo por quilômetro percorrido (R$/km) Enquadram-se nessa categoria: combustíveis, óleos, lubrificantes, graxas, conjunto de rodagem (pneus, câmaras e protetores), além do custo da manutenção dos equipamentos. 1.2.1.1 Custo mensal com óleo diesel O preço do óleo diesel foi informado por postos de abastecimento do município de Tapejara. Para o cálculo mensal do custo de óleo diesel, foi usado o preço do óleo e multiplicado pelo número de quilômetros que o veículo coletor percorre em um mês. A quantia de quilômetros percorridos pelo veículo foi calculada com base nos dados disponibilizados pelo município. A partir de pesquisas realizadas e de dados fornecidos por empresas que realizam o serviço de coleta foi 12 estipulado um rendimento médio de 2 quilômetros por litro de óleo diesel para os veículos coletores. 1.2.1.2 Custo mensal com óleo lubrificante do motor O preço do óleo diesel foi informado por postos de abastecimento do munícipio de Tapejara. Para determinação dos gastos com a compra de óleo lubrificante para o motor a cada mês, foi definido o número médio de quilômetros, apontado pelos fabricantes, para que se realize a troca de óleo do motor e seja calculada a distribuição deste gasto sobre cada quilômetro rodado. Após, foi multiplicado esse valor pelo número de quilômetros rodados mensalmente pelo veículo para a execução da coleta. A quantia de quilômetros percorridos pelo veículo foi calculada com base nos dados disponibilizados pelo município. A partir de pesquisas realizadas, foi estipulado um consumo médio de 6 litros de óleo lubrificante para cada mil quilômetros rodados. 1.2.1.3 Custo mensal com óleo da transmissão O preço do óleo diesel foi informado por postos de abastecimento do município de Tapejara. Para o cálculo mensal do custo do óleo da transmissão, foi usado o preço do óleo e multiplicado pelo número de quilômetros que o veículo coletor percorre em um mês. A quantia de quilômetros percorridos pelo veículo foi calculada com base nos dados disponibilizados pelo município. A partir de pesquisas realizadas, foi estipulado um consumo médio de 0,85 litro de óleo de transmissão para cada mil quilômetros rodados. 1.2.1.4 Custo mensal com óleo hidráulico O preço do óleo diesel foi informado por postos de abastecimento do munícipio de Tapejara. Para o cálculo mensal do custo do óleo hidráulico, foi usado o preço do óleo e multiplicado pelo número de quilômetros que o veículo coletor percorre em um mês. A quantia de quilômetros percorridos pelo veículo foi calculada com base nos dados disponibilizados pelo município. A partir de pesquisas realizadas, foi estipulado um consumo médio de 10 litros de óleo hidráulico para cada mil quilômetros rodados. 1.2.1.5 Custo mensal com graxa O preço do óleo diesel foi informado por postos de abastecimento do 13 munícipio de Tapejara. Para o cálculo mensal do custo de graxa foi usado o preço da graxa, e multiplicado pelo número de quilômetros que o veículo coletor percorre em um mês. A quantia de quilômetros percorridos pelo veículo foi calculada com base nos dados disponibilizados pelo município. A partir de pesquisas realizadas, foi estipulado um consumo médio de 2 quilos de graxa para cada mil quilômetros rodados. 1.2.2 Conjunto de rodagem A pesquisa de preços de pneus foi feita com empresas que vendem pneus Passo Fundo. Para esse trabalho, optou-se por pneus radiais, por serem construídos com cinta de aço e possuírem maior resistência à perfurações, condição necessária face às condições, por vezes severas, de utilização tanto nos itinerários de coleta como nos locais de descarga. Esse tipo de pneu tem a vantagem de maior durabilidade, melhor aderência, maior eficiência nas freadas e acelerações e economia de combustível. No conjunto de rodagem, também estão inseridos câmaras de aro 20 e protetores de pneus. Mediante pesquisa, estipulou-se uma durabilidade de 35.000 quilômetros para o conjunto de rodagem. Para o cálculo mensal dos custos com pneus, foi usado o rendimento quilométrico estimado do conjunto de rodagem dividido pelo número de quilômetros rodados mensalmente. 1.2.3 Manutenção O custo com manutenção preventiva do veículo coletor, para os 5 anos, foi fixado em 85% do preço de aquisição do veículo. Para calcular, usou-se o valor de tabela para a compra do veículo e multiplicou-se pelo coeficiente 0,85 (85%). Para a distribuição mensal desses custos, foi dividido esse valor por 60 (60 meses). 1.2.4 Custo por tonelada coletada Somando todos os custos mensais de coleta, tanto fixos como variáveis, temse o custo mensal total. Dividindo esse custo pela média total de toneladas coletadas pelo município, tem-se o custo por tonelada coletada. A média de toneladas mensais coletadas pelo município foi calculada por meio de uma média das coletas dos últimos meses, dados divulgados pelo município. Os custos indiretos são os custos administrativos. Usou-se como base 15% do total de custos do transbordo. 14 A remuneração do capital visa a estabelecer o retorno ou a remuneração do capital investido, e foi fixada em 0,5% sobre o total dos custos referentes à destinação final. Os impostos e as taxas englobam os custos com ISS e PIS/Cofins. Seguem abaixo as planilhas de custos mensais referentes à coleta, ao transbordo e à destinação final. 15 PLANILHA DE CUSTOS MENSAIS – COLETA 1 - MÃO DE OBRA 1.1 - Mão de obra direta 1.1.1 - Motoristas Diurnos DISCRIMINAÇÃO Salário Normal Adicional de Insalubridade Soma Encargos Sociais Total por Motorista Total do Efetivo UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO hora SUBTOTAL 220 4,97 1.093,87 % 20 1.093,87 % 99,66 564,49 218,77 1.312,64 1.308,18 2.620,83 2 2.620,83 homem TOTAL 5.241,65 5.241,65 1.1.2 - Garis Diurnos DISCRIMINAÇÃO Salário Normal Adicional de Insalubridade Soma Encargos Sociais Total por Gari Total do Efetivo UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL hora % % homem 220 40 4,08 897,84 99,66 1.256,98 1.252,70 8 2.509,68 20.077,43 2.509,68 TOTAL 897,84 359,14 20.077,43 1.2 - Mão de Obra Indireta 1.2.1 - Encarregados Diurno D SCR M NAÇÃO UN DADE QUANT DADE PREÇO UN TÁR O SUBTOTAL Salário Normal hora 220 7 83 1 721 54 Soma Encargos Sociais Total por Supervisor Total do E e ivo % homem 1 721 54 1 715 69 99 66 1 TOTAL 3 437 23 3 437 23 3 437 23 3 437 23 1.2.3 - Técnico em Segurança do Trabalho Diurno D SCR M NAÇÃO UN DADE QUANT DADE PREÇO UN TÁR O SUBTOTAL Salário Normal Horas Ex ras Soma Encargos Sociais Total por Técnico Total do E e ivo hora hora % homem 220 0 11 36 17 05 2 500 00 0 00 2 500 00 2 491 50 4 991 50 99 66 1 TOTAL 4 991 50 4 991 50 4 991 50 16 1.2.5 - Gerente Operacional UNIDADE DISCRIMINAÇÃO Salário Normal Encargos Sociais Total de Gerente Operacional QUANTIDADE mês PREÇO UNITÁRIO 1 % SUBTOTAL 3.443,08 3.443,08 99,66 3.431,37 1 6.874,45 homem TOTAL 6.874,45 1.2.6 - Funcionário do Ecoponto DISCRIMINAÇÃO UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL Salário Normal Horas Extras Soma Encargos Sociais Total por funcionário Total do Efetivo hora hora 220 0 % 7,83 11,74 99,66 1.721,54 1.715,69 1 3.437,23 3.437,23 homem 3.437,23 TOTAL 1.721,54 0,00 3.437,23 1.3 - Vale Transporte DISCRIMINAÇÃO UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL Motoristas Garis vale vale 52 104 2,30 3,30 53,97 235,46 Supervisores Técnicos em Segurança do Trabalho Funcionário do Ecoponto vale 52 4,30 120,31 vale 52 5,30 125,60 vale vale 52 104 4,30 6,30 120,31 242,73 Gerente Operacional TOTAL 898,37 2 - UNIFORMES E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL DISCRIMINAÇÃO UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL TOTAL Camisetas unidade 1 30,00 30,00 Jaquetas Calças unidade unidade 1/3 1/3 54,00 45,00 18,00 15,00 Bermudas Bonés unidade unidade 1/3 1/4 33,00 3,00 11,00 0,75 Meias Tênis Luvas de proteção unidade unidade unidade 1 1/3 1 5,00 65,50 9,40 5,00 21,83 9,40 Capas de chuva Colete reflexivo unidade unidade 1/6 1/4 18,00 14,80 3,00 3,70 117,68 117,68 941,47 Total por operário Total para o efetivo homens 8 941,47 TOTAL DA DESPESA COM PESSOAL 45.899,32 17 3 - EQUIPAMENTOS 3.1 - Veículos Coletores 3.1.1 – Depreciação DISCRIMINAÇÃO Custo de aquisição dos chassis Custo de aquisição da 3 caçamba 30m Depreciação dos chassis (60 meses) Deprec. das caçambas (60 meses) Depreciação mensal dos v. coletores UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL unidade 2 240.000,00 480.000,00 unidade 2 42.000,00 84.000,00 % 80 480.000,00 384.000,00 % 90 84.000,00 75.600,00 mês 60 459.600,00 7.660,00 TOTAL 7.660,00 3.1.3 - Impostos e Seguros D SCR M NAÇÃO UN DADE QUANT DADE PREÇO UN TÁR O SUBTOTAL PVA unidade 2 585 00 1 170 00 Seguro Obriga ório Seguro con ra erceiros Impostos e seguros mensais unidade 2 110 38 220 76 unidade 2 14 765 51 29 531 02 mês 12 30 921 78 2 576 82 TOTAL 2 576 82 3.1.4 – Consumos D SCR M NAÇÃO Custo de óleo diesel km rodado Custo mensal com óleo diesel C. de óleo do mo or /1.000 km rodados Custo mensal com óleo do mo or C. de óleo da transmissão /1.000 km Custo mensal com óleo da ransmissão C. de óleo hidráulico 1.000 km Custo mensal com óleo hidráulico Custo de graxa 1 000 km rodados Custo mensal com graxa UN DADE QUANT DADE PREÇO UN TÁR O SUBTOTAL km/l 1 70 2 50 1 47 km 2 700 1 47 3 970 59 6 00 14 00 84 00 2 700 0 08 226 80 0 85 40 00 34 00 km 2 700 0 03 91 80 l/1.000 km 10 00 36 00 360 00 km 2 700 0 36 972 00 2 25 00 50 00 2 700 0 05 135 00 l/1.000 km km l/1.000 km kg/1.000 km km TOTAL 5 396 19 18 3.1.5 – Manutenção da Frota DISCRIMINAÇÃO UNIDADE Custo de aquisição dos chassis unidade Custo de aquisição das caçambas unidade Custo est. de manutenção (5 anos) % Custo mensal de manutenção mês QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL TOTAL 2 240.000,00 480.000,00 2 42.000,00 84.000,00 85 564.000,00 479.400,00 60 479.400,00 7.990,00 7.990,00 3.1.6 - Pneus e Câmaras DISCRIMINAÇÃO UNIDADE Custo do jogo de pneus 1000x20x16 10,00 R20 unidade Custo do jogo câmaras aro 20 unidade Custo do jogo completo / km rodado km/jogo Custo mensal com pneus e câmaras km QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL 10 1.372,00 13.720,00 10 120,00 1.200,00 14.920,00 0,43 0,43 1.150,97 35.000 2.700 TOTAL 1.150,97 3.2. - Remuneração do Capital Investido DISCRIMINAÇÃO Custo dos Veículos Coletores Remuneração mensal de capital UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL unidade 1 564.000,00 564.000,00 % 0,5 564.000,00 2.820,00 TOTAL 2.820,00 DISCRIMINAÇÃO Custo dos Veículos Coletores Remuneração mensal de capital UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL unidade 1 829.000,00 829.000,00 % 0,5 829.000,00 4.145,00 TOTAL 4.145,00 TOTAL DAS DESPESAS COM EQUIPAMENTOS 27.590,47 19 4 - ECOPONTO DISCRIMINAÇÃO Aluguel de imóvel 2 200m no centro da cidade Despesas gerais Despesa total UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO unidade unidade 1 1 1.660,00 200,00 mês 1 1.860,00 SUBTOTAL TOTAL 1.660,00 200,00 1.860,00 TOTAL DAS DESPESAS COM ECOPONTO 1.860,00 VALOR TOTAL DAS DESPESAS PESSOAL+EQUIPAMENTOS+ECOPONTO 75.349,80 5 - DESPESAS ADMINISTRATIVAS DISCRIMINAÇÃO Despesas administrativas mensais UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL % 2 75.349,80 1.507,00 TOTAL 1.507,00 VALOR TOTAL DAS DESPESAS ADMINSTRATIVAS 1.507,00 6 – TRIBUTOS DISCRIMINAÇÃO ISS PIS/CONFINS UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO SUBTOTAL % % 5,00 3,65 76.856,80 76.856,80 3.842,84 2.805,27 TOTAL 6.648,11 TOTAL DE TRIBUTOS TOTAL DE CUSTOS MENSAIS CUSTO POR TONELADA COLETADA CUSTO POR TONELADA DESTINADA CUSTO POR TONELADA COLETADA E DESTINADA 6.648,11 83.504,91 R$R$167,01 R$83,00 R$250,01