UNIDADE BARREIRO
GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA NAS ORGANIZAÇÕES:
Análise de custos:
Impacto no resultado econômico empresarial
Andréia Moreira Leite
Djalma Pinheiro de Oliveira
Eduardo de Assis Noman
Márcio Antônio Correia Senna
Rogério Afonso de Rezende
Belo Horizonte
2008
Andréia Moreira Leite
Djalma Pinheiro de Oliveira
Eduardo de Assis Noman
Márcio Antônio Correia Senna
Rogério Afonso de Rezende
GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA NAS ORGANIZAÇÕES:
Análise de custos:
Impacto no resultado econômico empresarial
Trabalho acadêmico apresentado ao Curso
de Ciências Contábeis da Faculdade Novos
Horizontes, como requisito parcial para
aprovação nas disciplinas do 5º período.
Orientador: Profº Robson Lopes de Abreu
Belo Horizonte
2008
"Atitudes são mais importantes do que fatos”.
(Karl Menninger)
RESUMO
Este trabalho vem, através de pesquisas das informações literárias e de
campo e com estudo de caso, destacar a importância da análise de custos como um
dos pilares de sustentabilidade e rentabilidade. A análise de custos tornou-se uma
ferramenta fundamental no controle e gestão da lucratividade das empresas.
Busca ainda demonstrar que, através desta análise pode o gestor verificar e
acompanhar a evolução dos custos de seus produtos e a margem de contribuição de
cada um, objetivando alcançar as metas fim da organização.
Tem a possibilidade de verificar ainda os estreitamentos de produção, sejam
eles materiais ou profissionais, sendo que sua solução possibilita a empresa
trabalhar muito próximo do custo ideal.
SUM ÁRIO
1 INTRODUÇÃO
1.1 Justificativa
1.2 Problema
1.3 Objetivo
1.4 Metodologia
2
2
3
3
3
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 História dos Custos
2.2 A Evolução da Contabilidade x Contabilidade de Custos
2.3 Mercados Atuais da Gestão de Custos
2.4 O Papel do Contador Gerencial e dos Custos
2.5 Os Custos
2.5.1 Custos Fixos
2.5.2 Custos Variáveis
2.5.3 Custos Diretos e Indiretos
2.6 Métodos de Custeio
2.6.1 Custeio Por Absorção
2.6.2 Custeio Variável
2.7 Custo x Rentabilidade
4
4
5
6
6
7
7
7
8
8
9
10
3 ANALISE DE DADOS
12
4 CONCLUSÃO
20
5 ENTREVISTA
21
Bibliografia
1. INTRODUÇÃO
O objetivo desse estudo de pesquisa consiste na elaboração do Projeto
Interdisciplinar para o 5º período do curso de Ciências Contábeis da Faculdade
Novos Horizontes, unidade Barreiro em Belo Horizonte – MG.
Visa mostrar a importância de uma Análise de Custos e o impacto no
resultado econômico de uma empresa.
1.1-
JUSTIFICATIVA
Até pouco tempo a preocupação com uma maior e mais eficaz política de
custos não era sentida. A abertura comercial, a globalização, a forte concorrência
interna e principalmente externa, vem fazendo do empresário, cada vez mais, uma
pessoa preocupada com o seu lucro e acima de tudo com a qualidade do bem ou
serviço que se dispõe a oferecer ao mercado.
O mercado acirrado e em crescente evolução exige que o empresário seja
mais cuidadoso com seus custos e tenha sempre a noção exata do que pode
conseguir aplicando a política de custos sob a pena de não conseguir se firmar no
cenário econômico de modo geral.
É importante para um gerenciamento eficaz que a empresa tenha o
conhecimento real do impacto de uma política de custos na tomada de decisão.
Precisa-se ter o cuidado de investir certo e na hora certa, fazendo com que a
empresa sempre siga por caminhos mais lucrativos e capazes de oferecer produtos
e serviços de qualidade inquestionáveis e acima de tudo passíveis de uma
rentabilidade satisfatória.
Uma política de custos bem elaborada torna a atividade empresarial repleta
de alternativas onde se podem mensurar mais acertadamente os pontos a serem
trabalhados e, assim, evitar distorções e conseqüentemente resultados negativos.
Sabe-se que há empresas que não conseguem se adequar às novas perspectivas
do mercado por motivos quase sempre operacionais ou até mesmo por falta de uma
Política de Inovação e acima de tudo, uma visão mais empresarial.
1.2 – PROBLEMA
Como a análise de custos contribui para o planejamento do resultado de um
empreendimento?
1.3
- OBJETIVO
1.3.1 – Objetivo Geral
Investigar a importância de uma análise dos custos para o resultado
empresarial.
- Objetivos Específicos
1.3.2
•
Identificar os pontos cruciais para a análise dos custos.
•
Identificar o impacto de uma análise de custos no resultado.
1.4 METODOLOGIA
Pesquisas em livros, periódicos, revistas, jornais e um estudo de caso com
as primícias de absorver informações e relatos através de entrevista com
profissional contábil, tendo o objetivo da validação prática do impacto no resultado
econômico da análise de custos.
2-Desenvolvimento
2.1– História dos Custos
É requisito necessário a qualquer entidade o conhecimento sobre seus custos
para melhor tomada de decisões para orientação e direcionamento do negócio.
Por isso verifica-se na literatura esta preocupação em mensurar tais custos deste
o inicio dos tempos e se acentuando na época da Revolução Industrial inglesa.
Conforme relata Guerreiro (2006 pág. 5)
O avanço tecnológico e a expansão industrial da época forma
acompanhados de significativos avanços no campo dos controles gerenciais
dos negócios, demandando maior uso e aperfeiçoamento das informações
contábeis. Do pondo de vista dos procedimentos de custos, os relatos
evidenciam a utilização pelas empresas de diferentes procedimentos de
custeio, mas todos com a filosofia próxima ao método de custeio por
absorção ou custeio total.
Também se vê nos Estados Unidos, no inicio do século XX, uma preocupação
com uma maior informação sobre custos, com intuito de melhor gerenciar as
entidades. Descreve Guerreiro (2006 pág. 6).
O período entre o final do século dezenove e o inicio do século vinte foi
marcado por um movimento cientifico - administrativo de novas idéias e
abordagens para o gerenciamento e controle das atividades, centrando o
foco de atenção na eficiência. Pra que os engenheiros e administradores
pudessem gerenciar as fábricas com maior eficiência e produtividade, eles
necessitavam de informações sobre os custos de produção.
O quadro atual, com a globalização, alto desenvolvimento tecnológico e
atuação em um ambiente fortemente concorrencial, tem levado as entidades a um
aprofundamento da gestão de custos na tentativa de maximização de resultados,
visto que no momento atual, a sobrevivência empresarial não passa apenas por
aumento de preços dos produtos, mas de uma adequação mercadológica, onde
única e exclusivamente devem ser seguidas as normas ditadas pelo mercado.
2.2- A Evolução da Contabilidade versus Contabilidade de Custos
Segundo os autores Hansen e Mowen (2003) a história de sistemas contábeis
se estende até 10.000 anos atrás. As primeiras civilizações elaboraram sistemas
contábeis com o desenvolvimento do comércio. Sistemas contábeis mais
sofisticados foram exigidos quando o comércio cresceu e as transações se tornaram
mais complexas.
Estudos
demonstram
que
as
raízes
da
contabilidade
estendem
profundamente na história. Desde a Pré-história há relatos da necessidade sumaria
de técnicas contábeis. Por exemplo, as pedras eram símbolos usados por
fazendeiros para contarem e manterem um registro de seus bens.
No final do século XV, o comércio extensivo fez com que os proprietários de
produtos precisassem de um sistema mais sofisticado para acompanhar as
numerosas trocas econômicas. Assim surge o método da escrituração contábil por
partidas dobradas, o qual foi um passo importante para o desenvolvimento de
sistemas contábeis.
Com advento da Revolução Industrial, onde as manufatura doméstica passa
para as fábricas movidas por energia. Exige um desenvolvimento maior de um
sistema contábil-financeiro, é nesse cenário que se inicia o desenvolvimento da
contabilidade de custos.
É no século XX em um cenário de recessão econômica, junto com a
ascensão rápida da competição internacional, nota-se uma redução às margens de
lucro. Neste momento passa ser fundamental o custeio preciso de produtos, assim
como o aumento no controle de custos para as tomadas de decisões
administrativas.
2.3- Mercados atuais da Gestão de Custos
A competição Global, o desenvolvimento na comunicação e as grandes
melhorias nos transportes, trouxeram para as empresas grandes quanto às
pequenas oportunidades de concorrência global, entrando neste meio à empresa
precisa manter um padrão mais alto de qualidade e produtividade. Assim sendo,
informações contábeis são requeridas para o controle de custos, melhorias da
produtividade e avaliação da rentabilidade.
Crescimento do Setor de Serviços a grande concorrência neste setor, tem
feito com que as empresas adaptem seus custos para sobreviverem. Fazendo com
que os seus gestores tomem a consciência de usarem informações contábeis para o
planejamento, o controle e as tomadas de decisões. Com isso o setor de serviços
aumentará sua demanda por informações de gestão de custos.
Avanços na Tecnologia da Informação, com a automação as informações
aumentaram em quantidade e o acesso mais facilitado. Possibilitando aos usuários
destas informações uma análise eficiente das informações armazenadas. Isto, por
sua vez, implica que as ferramentas para análise devem ser poderosas.
2.4- O Papel Atual do Contador Gerencial e de Custos
É de responsabilidade do Contador gerencial e de custos a geração de
informações financeiras necessárias pela empresa para relatórios internos e
externos. Assim, coletar, processar e relatar informações é responsabilidade deste
profissional. Que muito ajudará os gerentes nas suas atividades de planejamento,
controle e tomadas de decisão.
Planejamento é a atividade administrativa formulada detalhadamente de
ações para se realizar um objetivo em particular. (Hansen e Mowen, pág 39).
Por exemplo, uma empresa pode ter o objetivo de aumentar a sua
rentabilidade a curto prazo ao melhorar a qualidade total de seus produtos.
Ao melhorar a qualidade do produto, esta deve ser capaz de reduzir sucata
e retrabalho, diminuir o número de reclamações de clientes e a quantia de
trabalho de garantia, reduzir os recursos atualmente designados para a
inspeção, e assim por diante, dessa forma aumentando a rentabilidade. Mas
como isso será realizado? O plano desenvolvido pode incluir trabalhar com
fornecedores para melhorar a qualidade de matérias-primas que chegam,
estabelecer círculos de controle de qualidade e estudar defeitos para
determinar a sua causa.
Controle consiste no monitoramento em processos de implementação de
um plano com suas devidas ações corretivas quando se fizerem
necessárias. Normalmente, o controle é conseguido mediante feedback.
Feedback é informação que pode ser usada para avaliar ou corrigir as
etapas que estão sendo feitas para implementar um plano.
Tomada de Decisão é poder escolher entre alternativas competitivas o que é
melhor para a organização. É nesse momento que o planejamento e o controle se
envolvem, para tomada de decisões é necessário escolher entre objetivos e
métodos competitivos para cumprir.
2.5–Os Custos
Para iniciar, deve-se conhecer a classificação dos custos desenvolvidos por
uma entidade.Hoje se tem uma classificação, definida pela literatura, como Custos
Fixos e Custos Variáveis e Custos Diretos e Indiretos.
2.5.1 – Custos Fixos
De modo geral, pode-se traduzir como Custos Fixos aqueles que não
guardam relação direta com os produtos produzidos, ou seja, não apresentarão
variações quando houver variação no volume de produção.
Normalmente estes custos estão relacionados com a estrutura física principal
da entidade, como por exemplo: aluguel da fábrica, gastos da administração
(salários, telefone, luz, material de limpeza, etc).
Em Guerreiro (2006, pág.17) tem-se a seguinte definição:
É classificado como custo fixo o valor dos recursos consumidos que não
guardam estreita correlação com o volume de produção e vendas. Quando
o volume de produção e vendas aumenta – dentro de um determinado
intervalo – o custo fixo permanece de certa forma indiferente. Os custos
fixos são diretamente correlacionados com algum elemento da estrutura, por
exemplo, edifícios, maquinas, contratos de prestação de serviço, espaço
físico ou pessoas.
Martins (2006, pág. 50) também define:
Por outro lado, o aluguel da fabrica em certo mês é de determinado valor,
independente de aumentos ou diminuição naquele mês do volume
elaborado de produtos. Por isso, o aluguel é um Custo Fixo.
2.5.2 – Custos Variáveis
Uma perspectiva para Custos Variáveis seria aqueles que sofrerão variações
de acordo com o volume de produção, pois estão intrinsecamente ligados ao produto
ou serviço a ser produzido.
Define Martins (2006 pág. 49).
Por exemplo, o valor global de consumo dos materiais diretos por mês
depende diretamente do volume de produção. Quanto maior a quantidade
produzida, maior seu consumo. Dentro, portanto, de uma unidade de tempo
(mês, neste exemplo) o valor do custo com tais materiais varia de acordo
com o volume de produção; logo, materiais diretos são Custos Variáveis.
Guerreiro (2006, pág. 16), também define.
É classificado como custo variável o valor dos recursos consumidos que
guardam estreita correlação com o volume de produção e vendas. Quando
o volume de produção e vendas aumenta, o custo aumenta; quando o
volume de produção e vendas diminui, o custo também diminui.
2.5.3 – Custos Diretos e Indiretos
Estão também relacionados com a produção, sendo que os Custos Diretos
são aqueles que podem ser alocados diretamente à produção, ficando claro a sua
utilização na composição do produto. Pode-se citar, por exemplo, a matéria prima,
mão-de-obra direta, energia elétrica da unidade produtiva.
Martins (2006, pág. 48) define:
...Podemos verificar que alguns custos podem ser diretamente apropriados
aos produtos, bastando haver uma medida de consumo (quilogramas de
materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão-de-obra
utilizadas e até quantidade de força consumida). São os Custos Diretos com
relação aos produtos.
Já os Custos Indiretos, são aqueles que, apesar de comporem a planilha final,
não agem sobre o mesmo diretamente, não havendo a possibilidade de definir
claramente o percentual de sua participação na composição do produto.
Sobre isto, disserta Guerreiro (2006 pág. 20).
Os custos diretos são aqueles que podem ser identificados objetivamente
com um objeto de interesse, sem a necessidade de uso de critérios de
alocação. Os custos indiretos, por sua vez, são aqueles que não podem ser
objetivamente identificados com determinado objeto.
2.6– Métodos de Custeio
Por ser o gerenciamento dos custos peça fundamental no desempenho das
entidades, desenvolveu-se dois métodos de custeio visando embasar e facilitar a
gestão de custos: O Custeio Por Absorção e o Custeio Variável. Guerreiro (2006)
2.6.1-Custeio por Absorção
Um dos métodos de custeio utilizados, o custeio por absorção busca distribuir
pela produção de um determinado período todos os custos da entidade. Este tipo de
visão vem salientar a parte financeira, buscando de forma direta apresentar o
resultado operacional de um determinado ciclo.
Martins (2006, pág.37) define:
Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens
elaborados, e só os de produção: todos os gastos relativos ao esforço de
produção são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos.
Encontra-se em Guerreiro (2006. Pág. 21) a seguinte descrição:
O método de custeio denominado de custeio por absorção é aquele que distribui
todos os custos de produção de um período, sejam fixos ou variáveis, direitos ou
indiretos, às quantidades de produtos fabricados. O custeio por absorção está
relacionado com a visão financeira da contabilidade, cuja ênfase é a avaliação dos
estoques e o atendimento a normas e princípios contábeis.
Um dos problemas apresentados por este método está no critério de rateio
dos custos fixos, pois a alocação dos mesmos é feita por métodos subjetivos,
definidos pela entidade. Em caso de entidades que trabalhem com um mix de
produtos, este método pode se apresentar equivocado no momento de se atribuir a
um ou outro produto seu percentual de custos fixos, ou ainda uma sub ou super
avaliação, o que poderá modificar sensivelmente o custo final.
Alem disto, por fazer parte do custo do produto, o custo fixo influência
também no valor unitário final de cada produto, podendo apresentar uma distorção
entre valores comparados, principalmente em época de baixa produção ou
ociosidade, aumentando consideravelmente o custo unitário total.
Quanto a isto, comenta Guerreiro (2006 pág.23):
Como conseqüência da utilização do custeio por absorção,
fundamentalmente em função da alocação dos custos fixos aos produtos,
observa-se que o custo unitário do produto fica impactado por dois fatores(i)
pelo critério de rateio utilizado para alocação de custos fixos aos produtos e
(ii) pelo volume de produção no período.
2.6.2– Custeio Variável
Este sistema busca alocar à produção apenas os custos variáveis pertinentes
à mesma. Isto permite aos gestores verificarem as variações de custo
exclusivamente voltadas ao produto, sem influência dos custos fixos e independente
dos volumes de produção.
Para melhor entendimento, pode ser também contextualizado como:
...É aquele que distribui apenas os custos variáveis de produção às
quantidades de produtos produzidos no período. Os custos fixos de
produção não fazem parte do custo do produto e são tratados como gastos
de período da mesma forma que as despesas administrativas, comerciais e
financeiras. Tendo em vista que os custos fixos não são rateados aos
produtos, o custo unitário do produto não sofre o impacto das oscilações de
critérios de rateio e das oscilações do volume de produção e vendas.
(GUERREIRO, 2006, P.24).
Com este método se obtém o valor da Margem de Contribuição, valor este
que é considerado o “lucro bruto” da entidade, devendo seu resultado cobrir os
demais custos da entidade e ainda proporcionar lucros. Guerreiro (2006)
Para Guerreiro (2006, p.24) a Margem de Contribuição “corresponde à receita
de vendas menos as despesas variáveis de venda e menos os custos varáveis dos
produtos vendidos”.
Para Martins (2006, pág. 179) Margem de Contribuição “é a diferença entre o
preço de venda e o Custo Variável de cada produto”;
2.7- Custos x Rentabilidade
A utilização dos diferentes métodos de custeio influência na análise da
rentabilidade dos produtos.
A rentabilidade pode ser definida como a remuneração do capital de sócios ou
acionistas em um determinado período. Serve ainda de análise de desempenho da
empresa.
Morante (2007, pág.40) assim define:
Todo negócio deve render, aos sócios ou acionistas, o merecido reembolso
ao capital empregado.
É a máxima do capitalismo. Ninguém faz diferente. O problema que se
apresenta aos gestores financeiros é dimensionar a possibilidade de
lucratividade de um negócio.
Porem é necessário saber mensurar a rentabilidade, não através de seu valor
absoluto em um determinado período, mas executar uma análise criteriosa para
definir o grau de rentabilidade de um negócio.
Iudicibus (1998, pág. 110) descreve:
De maneira geral, portanto, devemos relacionar um lucro de um
empreendimento com algum valor que expresse a dimensão relativa do
mesmo, para analisar quão bem se saiu à empresa em um determinado
período.
Mas independente dos cálculos de rentabilidade, deve-se ter ciência que a
mesma é fortemente influenciada pelos custos empresariais, principalmente pelas
formas como o custo é atribuído aos produtos.
Diversos autores defendem que a utilização do custeio por absorção gera um
impacto distorcido na visão da rentabilidade, uma vez que traz para os produtos os
custos
fixos,
gerando
resultados
negativos
em
determinados
períodos,
principalmente quando existe um maior volume de vendas.
Guerreiro (2006, pág 30) relata:
A explicação para que o resultado apurado pelo método de custeio por
absorção incorreto deve-se ao fato do método estocar despesas fixas de
produção. Quando se produz mais que se vende, as despesas fixas de
produção são “guardadas” no estoque não influenciando o resultado do
mês. No mês em que o volume de vendas é maior que o volume de
produção, as despesas fixas que estão estocadas “deságuam” do estoque
para o resultado do mês. Assim, a tendência desse método é apresentar
sempre resultados menores nos períodos nos quais os volumes de vendas
são maiores que os volumes de produção.
Por isto coexiste um consenso geral que o método que espelha melhor o
resultado das empresas é o custeio variável, pelo fato do mesmo agregar ao produto
apenas os custos intrinsecamente ligados à linha de produção, deixando os custos
fixos para serem lançados diretamente no resultado operacional, não influenciando
no valor final do custo unitário.
Para estruturar este pensamento tem-se o seguinte entendimento:
A mecânica do método de custeio variável é extremamente simples. O custo
do produto é apenas o custo variável e as despesas fixas de produção não
são alocadas aos produtos. As despesas fixas de produção, juntamente
com as despesas administrativas, são levadas para apuração do resultado
do mês. (GUERREIRO 2006, pág. 32).
3- Análise de Dados
As decisões referentes a custos em uma empresa são específicas. Variável
de empresa para empresa. Cada uma deve primeiro definir em qual seu objetivo e
uma forma de atuar. Na indústria (transformam as matérias-primas), o objetivo é
focar os custos indiretos. No comércio o sistema é diferente.
Ao fazer um planejamento de redução de custos deve-se considerar muito o
ramo de sua atividade, a legislação e fatores específicos da empresa.
A abertura do mercado internacional permitiu uma outra opção às empresas,
a importação. Sendo assim, uma empresa passa ter uma outra opção de obtenção
de produtos.
Para que se possa demonstrar como decisões baseadas na análise de custos
influenciam na rentabilidade, apresenta-se a Demonstração do Resultado de
Exercícios e o Balanço Patrimonial, de uma indústria de eletrodomésticos de grande
porte instalada na região metropolitana de Belo Horizonte, da qual não poderá se
divulgar a razão social a pedido dos administradores da mesma que, gentilmente,
nos forneceram os dados.
Observe-se então o caso desta indústria que apresenta as seguintes
demonstrações financeiras:
Industria Analisada S/A
Demonstração de Resultados
No Mês
DISCRMINAÇÃO
Real
Vendas Brutas
IPI Faturado
Acumulado
Ano Anterior
R$000
%
R$000
10.846 135
806 10
mar/08
Real
%
9122 133
559
8
Ano Anterior
R$000
%
28.735 137
1.939
9
R$000
%
25519 133
1474
8
Deduções de Vendas
2.024 25
1725 25
5.745 27
4914 26
Vendas Liquidas
8.013 100
6838 100
21.051 100
19131 100
Custo das Vendas
5.751 72
4834 71
15.217 72
12887 67
Lucro Bruto
2.262 28
2004 29
5.834 28
6244 33
Desp. Comerciais
1.110 14
1393 20
3.263 16
4002 21
Desp Administrat
Desp Tributárias
Depreciações
Lucro Operacional
Desp(Rec)Financeiras
270
3
232
3
2.137 27
254
4
2
182
3
464
-1.409 -18
-57
-1
157
829
4
750
4
2.508 12
746
4
2
527
3
-1.230
-6
219
1
332
4
316
5
1.051
5
925
5
Juros/Var.Mont.Pass
0
0
0
0
0
0
0
0
Dev.Duvidosos
0
0
0
0
0
0
0
0
-1.731 -22
-361
-5
-2.258 -11
-682
-4
Lucro Antes do IR/CS
Provisao IRPJ
0
0
0
0
0
0
0
0
Provisao CSLL
0
0
0
0
0
0
0
0
Lucro Liquido
-1.731 -22
-361
-5
-2.258 -11
-682
-4
Industria Analisada S/A
BALAN ÇO PATRIMONIAL
Real
DISCRMINAÇÃO
R$000
Disponivel
03/2008
Inicio Exerc
%
R$000
%
332
1
274
1
Aplicaçõe Financeiras
1
0
1
0
Duplicatas a Receber
18.702
32
18.721
37
Duplicatas Descontadas
-1.691
-3
-3.867
-8
Estoques e Almoxarifados
12.737
22
10.442
21
Out Creditos e Desp a Amortizar
14.449
24
9.867
20
Ativo Circulante
44.530
75
35.438
70
312
1
293
1
Ativo Permanente
14.312
24
14.585
29
Ativo Permanente e Longo Prazo
14.624
25
14.878
30
ATIVO
59.154
100
50.316
100
8.773
15
10.887
22
27.543
47
19.970
40
Obrigações Sociais
1.078
2
1.004
2
Obrigações Fiscais
10.222
17
10.268
20
0
0
0
0
Outras Contas a Pagar
14.384
24
8.452
17
Passivo Criculante
62.000
105
50.581
101
1.368
2
1.562
3
Obrigações Sociais
0
0
0
0
Obrigações Fiscais
5.498
9
5.627
11
Exigivel a Longo Prazo
6.866
12
7.189
14
11.007
19
11.007
22
379
1
379
1
1.285
2
1.285
3
-20.125
-34
-20.125
-40
Resultado do Exercicio
-2.258
-4
0
0
Patrimonio Liquido
-9.712
-16
-7.454
-15
PASSIVO
59.154
100
50.316
100
Realizavel a Longo Prazo
Fornecedores
Financiamentos
Imposto e Renda e Contr.Social
Financiamentos
Capital Social
Reservas de Capital
Reservas de Reavalização
Lucros(Prejuizos) Acumulados
Nas demonstrações acima, os custos constituem 53,02% do valor das
vendas. O impacto nos resultados são sentidos na mesma proporção. Significa, a
grosso modo, que a empresa produz dois produtos para ficar com apenas um.
Considerando que a forma de apuração utilizada é o custeio variável. E que a
composição do custo de cada produto é feita a partir do preço de cada insumo e do
valor da mão de obra e do aproveitamento de alguns beneficiamentos da própria
indústria, reaproveitamento de sobras de matéria prima, por exemplo, os dados
apontam para uma necessidade de diminuição dos custos.
Optando-se
pela
industrialização
existem
vários
fatores
a
serem
considerados, como a manutenção da estrutura, e a de pessoal (encargos
trabalhistas). Mas estes custos também não são dispensados no caso de se obter o
produto com importação ou até mesmo com terceirização.
A alternativa de analisar os custos e procurar outras opções para lucratividade
começa a ser constituída neste percentual elevado, passa pela necessidade de se
evitar o engessamento da indústria e termina na necessidade de se obter lucros.
A análise de custos pode identificar os custos gerados pelos processos na
organização. O objetivo é verificar se estes gastos são superiores ou inferiores às
receitas da empresa, o que se traduz por prejuízo ou lucro do exercício. As
empresas se interessam em elaboração essa análise para diversas situações,
estabelecer níveis de produção, contratar o pessoal necessário, por exemplo. Mas o
que move uma organização é sua vocação para o lucro.
No caso acima, existem situações que podem ser estudadas e avaliadas
buscando melhora nos resultados. Em verificações junto à empresa, através de
conversa com os analistas de custos, constatou-se que a mesma não adota a
metodologia de custo padrão.
Custo Padrão é conceituado como o custo ideal, ou seja, é aquele que otimiza
o máximo dos materiais e de mão-de-obra para se produzir um determinado produto.
Vê-se em Martins (2003 pág.315).
Muitas vezes é entendido como sendo o Custo Ideal de produção de um
determinado bem ou serviço. Seria, então o valor conseguido com o uso dos
melhores materiais possíveis, com a mais eficiente mão-de-obra viável a
100% da capacidade da empresa, sem nenhuma parada por qualquer
motivo, a não ser as já programadas em função de uma perfeita
manutenção preventiva, etc.
A utilização do Custo Padrão permite comparações entre o considerado ideal
e o que realmente vem sendo executado pela empresa. Com isto, a empresa poderá
levantar suas deficiências e trabalhá-las de forma a se aproximar do custo padrão.
Martins (2003, pág.316) descreve que “Seu grande objetivo, portanto, é fixar
uma base de comparação entre o que ocorreu de custo e o que deveria ter ocorrido”.
Alem do custo padrão pode ainda a empresa utilizar-se de outro sistema que
também trabalha com comparações entre o ocorrido e o ideal que é o Orçamento
Empresarial.
Esta é uma ferramenta capaz de auxiliar no controle de custos. O orçamento
empresarial tem por objetivo projetar as despesas e receitas de um determinado
período, para pode avaliar os resultados futuros, verificando quais serão as
necessidades da empresa e as variações patrimoniais que deverão ser executadas
para atingir melhores os objetivos.
Vê-se em Fernandes (2005 pág. 18):
O orçamento visa, através de um planejamento adequado, prever ou
projetar para um período predeterminado, as receitas e despesas dentro de
uma visão realista, tentando reproduzir antecipadamente a operação da
empresa, apurando seu fluxo de caixa, definindo os recursos e projetando o
resultado do exercício e seu balanço patrimonial.
Também define Lunkes (2007 pág. 28): Assim, o orçamento pode ser definido
como um plano dos processos operacionais para um determinado período. Ele é
uma forma representativa dos objetivos econômico-financeiros a serem atingidos
pela organização.
Importante que o orçamento elaborado pela empresa esteja embasado dentro
da maior realidade possível. Para tanto é necessário a montagem de um orçamento
dinâmico, que reflita a realidade atual e exata dos valores. Portanto, em
determinadas situações, faz-se necessário à utilização de indexadores econômicos
que buscam atualizar os valores orçados, trazendo-os para mais próximo do
momento presente, evitando-se distorções que influenciem na tomada de decisões.
Fernandes (2005, pág. 32) afirma:
De nada adiantaria projetarmos um orçamento cujo valor fosse estático,
tomando como base uma unidade monetária que refletisse números do
momento em que tal orçamento fosse elaborado. A realidade brasileira nos
impõe um tratamento mais elaborado no sentido de permitir que os valores
sejam atualizados no tempo com vistas a tratarmos todas as peças do
orçamento o mais perto possível os valores reais em que os custos, as
despesas e as receitas ocorrem. Para tanto, necessário se faz projetarmos
os índices inflacionários para o ano orçamentário e aplicarmos tais
projeções, mensalmente, nas diversas contas, a fim de compensarmos os
riscos das desvalorizações monetárias.
Com isto pode-se verificar que, de posse de um orçamento, a empresa
conseguirá visualizar seus custos, inclusive com projeções de aumento ou
diminuição da produção, e com estes dados confrontados com a receita orçada,
fazer uma análise previa dos resultados, quantificando o lucro obtido com cada
produto podendo, com antecedência, trabalhar várias situações com o custo,
visando elevar a margem de contribuição de cada um, buscando a máxima
otimização dos objetivos.
As aberturas do comércio externo (globalização) pedem diversas análises
antes da decisão de produzir ou importar. Uma utilidade latente da análise de custos
nos dias atuais.
Identificar os impactos dos custos e expandir possibilidades de lucro em cada
produto pode ajuda a construir resultado na empresa.
Veja-se o exemplo da indústria que está sendo analisada neste trabalho, que
produz e importa o mesmo produto. A produção se deve ao o compromisso de não
deixar seus clientes desprovidos de produtos, caso ocorra um problema na
exportação e também pelo seu papel social de empregador. A importação decorre
da atração do custo, que se apresenta mais viável.
Para obter a forma mais lucrativa e preciso elaborar o custo operacional da
produção do produto nacional. Considerando todos os elementos de composição.
Aqui não há análise de utilização de mão-de-obra e de capital e maquinário. Foram
observadas duas opções de obter o produto de diferentes formas, um com a
produção e o outro com a importação.
O produto nacional apresenta a seguinte composição:
PRODUTO NACIONAL
Descrição
Tota l
Chapas
105,79
Parafusos
1,83
Motor
58,63
Cabeação
6,35
Chaves Eletricas
7,57
Plasticos de Injeção
7,12
Embalagens e Manuais
11,56
Outros
5,70
Custos Indiretos
40,82
TOTAL GERAL
245,37
Fonte: Indústria Analisada S/A
Estes valores são alocados diretamente ao produto e constituem o produto já
formado e embalado.
Em contra partida a empresa em contado com fornecedores internacionais
obtém os seguintes custos para importação:
PRODUTO IMPORTADO
Descrição
FOB
Despesas de Desembaraço
Frete Internacional
TOTAL GERAL
Fonte: Industria Analisada S/A
Total
152,39
46,18
39,90
238,47
Realizando um comparativo entre os custos de fabricação e os custos de
importação tem-se o seguinte resultado
QUADRO ANÁLISE COMPARATIVA
PRODUTO NACIONAL
PRODUTO IMPORTADO
DIFERENÇA
%
TOTAL GERAL
245,35
TOTAL GERAL
238,47
6,88
2,80%
Fonte: Indústria Analisada S/A
A lucratividade do produto importado é de 2,80% (dois vírgula oitenta por
cento) superior ao produto nacional produzido.
Após esta análise, a indústria decidiu pela importação, uma vez que este
procedimento apresentou maior rentabilidade e lucratividade. Ainda sim se pode
notar a preocupação com o desabastecimento, uma vez que a empresa decide,
além de importar, em continuar com sua produção mensal, visando claramente
sanar problemas com o processo de importação ou desabastecimento que possam
ocorrer.
A Análise de Custos neste caso permite utilizar adequado tanto raciocínio
objetivo da lucratividade quanto o raciocínio cultural do sentido nacionalista, para a
clara demonstração da viabilidade financeira e mercadológica de seus projetos e
objetivos da empresa.
4 – Conclusão
O princípio fundamental da análise de custos é garantir a comparação das
informações e permitir conhecimento da capacidade da empresa.
A correta
aplicação dos métodos e conhecimentos de custo dão uma razoável garantia de que
a empresa pode obter lucro. Os critérios não são uniformes em relação às demais
empresas – o que permite competição em elas. Ao adotar o seu critério a entidade
faz a opção em ser lucrativa ou não. Seria impossível fazer quaisquer prognósticos
de rentabilidade se não existisse a análise de custos.
Os investidores buscam
assegurar que não estão arriscando e sim planejando seus rendimentos futuros e
equivalentes.
A garantia da lucratividade de uma empresa pode ser estar na elaboração de
seu planejamento, na condução da política de custos e na forma que analisa seus
relatórios de custos.
As empresas devem desenvolver um negócio planejado, independentemente
do ramo de atividade ou do porte, ficou provado que o conhecimento da real
capacidade e agilidade em mensurar esse potencial é que permite que os objetivos
sejam alcançados.
As Perspectivas de fracassos nos negócios são menores quando as
providencias são tomadas com base em análise competentes para demonstrar onde
e quando os prejuízos podem ocorrer. E qual a capacidade, baseado em
experiências e validação de números, o negócio terá de atingir.
O mercado é competitivo e atitudes responsáveis acompanhadas de técnicas
apropriadas permitem as empresas desenvolver de forma rentável suas atividades.
As estratégias devem reservar um espaço para análise do custo do negócio e valor
do retorno. Quando se tem um controle do investimento e do retorno, o negócio
apresenta-se preparado para desafios e tende a torna-se muito mais interessante. É
salutar que os administradores direcionam o planejamento da empresa, e todas
diretrizes para a lucratividade tornando a análise de custo uma ferramenta
insubstituível.
5 - Entrevista
Senhor Delcides Carneiro de Oliveira Neto analista de custo á 22 anos.
Atualmente empregado da indústria que foi analisada neste trabalho.
1- O senhor acredita que o caminho para se obter lucratividade é focar
diminuição de custos?
Os empresários por um período só pensavam em diminuir custos. Hoje, a
tendência é expansão de mercado e consolidação das marcas. A questão custos foi
mal difundida. Muitos produtos perderam qualidade. Acredito que o ideal é minimizar
ao máximo seus custos, mas o lucro é um objetivo que depende de outros fatores.
2- Então...Qual a contribuição da análise de custos para a lucratividade?
Análise de custos é uma ferramenta administrativa muito importante, mas não
interfere nos fatores externos, que hoje são os grandes inimigos da lucratividade. A
empresa necessita ter um controle de custos bem estruturado, senão perde para ela
mesmo. Contribui permitindo uma auto análise e permitindo antecipar decisões.
3- Qual análise o senhor faz do impacto dos custos na lucratividade?
Vejo os custos como um mal necessário. Não adianta ficar bitolado em
eliminar custos. Seu produto pode sair perdendo. O ideal é ter consciência de seu
limite. Aí a análise de custos é fundamental. Tem de ser feita por pessoa que
conheça a teoria e as particularidades da empresa. O impacto é o espelho de como
a empresa trata essa questão. Muitos consideram custos como apenas meio de
manipular impostos.Neste caso perde-se a essência.Depende muito da política da
empresa.
4- Existe a possibilidade de uma análise de custos mudar determinada política
na empresa?
Se o gerente tem visão, é bem possível. Considere que a empresa sofre
influências externas, muitas vezes, um estudo interessante não é percebido em
curto prazo. E a maioria dos empresários é imediatista. O planejamento de custos é
uma dificuldade enorme para as empresas. Mas o ideal é ter sempre uma porta
aberta para orientação.
5- Com a abertura do mercado externo, as empresas brasileiras foram forçadas
a enxugar suas estruturas. Qual a influência disto na lucratividade da empresa.
A possibilidade de importar e exportar deixou um nicho muito bom no
mercado brasileiro. O problema é que as empresas nacionais não têm
competitividade.
Competitividade se consegue com planejamento e investimento. Muitas
empresas enxugaram a estrutura mais por necessidade, do que por planejamento.
Perderam potencial competitivo. Não vejo diminuir como solução. Tudo deve ser
feito com Planejamento e ter objetivo definido. Por que não expandir? Criar algo
novo para mobilizar a estrutura seria uma ótima solução.
Ainda não ví uma empresa lucrando só por enxugamento.
6- O senhor crê na possibilidade de uma empresa que tenha custos altos ser
lucrativa?
A lucratividade está mais relacionada á maneira como a empresa suporta
seus custos. Por isso é importante ter controle do impacto dos custos na economia
da empresa. Não imagine que as empresas mais lucrativas são as que têm menores
custos. Sãos as que entendem melhor suas necessidades, seus processos e
conseguem fazer isto funcionar a seu favor.
7- Como a lucratividade está relacionada ao controle de custos?
A relação é muito próxima. Se não há uma política de controle de custos, sua
lucratividade está comprometida. O problema que vejo é condicionar os lucros ao
controle de custos. Tudo depende da política da empresa e da análise a ser feita.
8- Dentro do contexto empresarial dos dias atuais, o senhor recomenda que
tipo de análise de custos?
Eu recomendo uma análise da empresa de uma forma geral e de suas
pretensões. A partir disto, começar uma reengenharia nos processos classificado -os
por prioridade e visando maximizar qualidade, que nos dias de hoje é lucro. E
eliminar desperdícios com muita responsabilidade.
9- Que recomendações o senhor faz as empresas que buscam opções de
lucratividade.
Recomendo estruturar suas perspectivas em cima de uma planejamanento de
custos e de uma análise do nicho de mercado a seguir. Conhecer-se bem através de
uma análise detalhada dos custos de seu processo e inteligência para flexibilizar
suas capacidade e competências de acordo com as tendências.
REFERÊNCIAS
FERNANDES, Rogério Mario. Orçamento Empresarial. Uma abordagem conceitual
e metodológica com pratica através de simulador. Belo Horizonte, Editora UFMG,
2005.
GUERREIRO Reinaldo. Gestão do Lucro. São Paulo, Atlas, 2006.
HANSEN, Don R e Mowen, Maryanne M. Gestão de Custos. Contabilidade e
Controle 2003 – Thomson Learning.
IUDICIBUS, Sergio de. Análise de Balanços. São Paulo, Atlas, 1998.
LUNKES, Rogério João. Manual de Orçamento. 2. ed. São Paulo, Atlas, 2007.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo, Altas, 2006.
Morante, Antonio Salvador. Análise das Demonstrações Financeiras. São Paulo,
Atlas, 2007.
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GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA NAS ORGANIZAÇÕES