UNIDADE BARREIRO GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA NAS ORGANIZAÇÕES: Análise de custos: Impacto no resultado econômico empresarial Andréia Moreira Leite Djalma Pinheiro de Oliveira Eduardo de Assis Noman Márcio Antônio Correia Senna Rogério Afonso de Rezende Belo Horizonte 2008 Andréia Moreira Leite Djalma Pinheiro de Oliveira Eduardo de Assis Noman Márcio Antônio Correia Senna Rogério Afonso de Rezende GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA NAS ORGANIZAÇÕES: Análise de custos: Impacto no resultado econômico empresarial Trabalho acadêmico apresentado ao Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Novos Horizontes, como requisito parcial para aprovação nas disciplinas do 5º período. Orientador: Profº Robson Lopes de Abreu Belo Horizonte 2008 "Atitudes são mais importantes do que fatos”. (Karl Menninger) RESUMO Este trabalho vem, através de pesquisas das informações literárias e de campo e com estudo de caso, destacar a importância da análise de custos como um dos pilares de sustentabilidade e rentabilidade. A análise de custos tornou-se uma ferramenta fundamental no controle e gestão da lucratividade das empresas. Busca ainda demonstrar que, através desta análise pode o gestor verificar e acompanhar a evolução dos custos de seus produtos e a margem de contribuição de cada um, objetivando alcançar as metas fim da organização. Tem a possibilidade de verificar ainda os estreitamentos de produção, sejam eles materiais ou profissionais, sendo que sua solução possibilita a empresa trabalhar muito próximo do custo ideal. SUM ÁRIO 1 INTRODUÇÃO 1.1 Justificativa 1.2 Problema 1.3 Objetivo 1.4 Metodologia 2 2 3 3 3 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 História dos Custos 2.2 A Evolução da Contabilidade x Contabilidade de Custos 2.3 Mercados Atuais da Gestão de Custos 2.4 O Papel do Contador Gerencial e dos Custos 2.5 Os Custos 2.5.1 Custos Fixos 2.5.2 Custos Variáveis 2.5.3 Custos Diretos e Indiretos 2.6 Métodos de Custeio 2.6.1 Custeio Por Absorção 2.6.2 Custeio Variável 2.7 Custo x Rentabilidade 4 4 5 6 6 7 7 7 8 8 9 10 3 ANALISE DE DADOS 12 4 CONCLUSÃO 20 5 ENTREVISTA 21 Bibliografia 1. INTRODUÇÃO O objetivo desse estudo de pesquisa consiste na elaboração do Projeto Interdisciplinar para o 5º período do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Novos Horizontes, unidade Barreiro em Belo Horizonte – MG. Visa mostrar a importância de uma Análise de Custos e o impacto no resultado econômico de uma empresa. 1.1- JUSTIFICATIVA Até pouco tempo a preocupação com uma maior e mais eficaz política de custos não era sentida. A abertura comercial, a globalização, a forte concorrência interna e principalmente externa, vem fazendo do empresário, cada vez mais, uma pessoa preocupada com o seu lucro e acima de tudo com a qualidade do bem ou serviço que se dispõe a oferecer ao mercado. O mercado acirrado e em crescente evolução exige que o empresário seja mais cuidadoso com seus custos e tenha sempre a noção exata do que pode conseguir aplicando a política de custos sob a pena de não conseguir se firmar no cenário econômico de modo geral. É importante para um gerenciamento eficaz que a empresa tenha o conhecimento real do impacto de uma política de custos na tomada de decisão. Precisa-se ter o cuidado de investir certo e na hora certa, fazendo com que a empresa sempre siga por caminhos mais lucrativos e capazes de oferecer produtos e serviços de qualidade inquestionáveis e acima de tudo passíveis de uma rentabilidade satisfatória. Uma política de custos bem elaborada torna a atividade empresarial repleta de alternativas onde se podem mensurar mais acertadamente os pontos a serem trabalhados e, assim, evitar distorções e conseqüentemente resultados negativos. Sabe-se que há empresas que não conseguem se adequar às novas perspectivas do mercado por motivos quase sempre operacionais ou até mesmo por falta de uma Política de Inovação e acima de tudo, uma visão mais empresarial. 1.2 – PROBLEMA Como a análise de custos contribui para o planejamento do resultado de um empreendimento? 1.3 - OBJETIVO 1.3.1 – Objetivo Geral Investigar a importância de uma análise dos custos para o resultado empresarial. - Objetivos Específicos 1.3.2 • Identificar os pontos cruciais para a análise dos custos. • Identificar o impacto de uma análise de custos no resultado. 1.4 METODOLOGIA Pesquisas em livros, periódicos, revistas, jornais e um estudo de caso com as primícias de absorver informações e relatos através de entrevista com profissional contábil, tendo o objetivo da validação prática do impacto no resultado econômico da análise de custos. 2-Desenvolvimento 2.1– História dos Custos É requisito necessário a qualquer entidade o conhecimento sobre seus custos para melhor tomada de decisões para orientação e direcionamento do negócio. Por isso verifica-se na literatura esta preocupação em mensurar tais custos deste o inicio dos tempos e se acentuando na época da Revolução Industrial inglesa. Conforme relata Guerreiro (2006 pág. 5) O avanço tecnológico e a expansão industrial da época forma acompanhados de significativos avanços no campo dos controles gerenciais dos negócios, demandando maior uso e aperfeiçoamento das informações contábeis. Do pondo de vista dos procedimentos de custos, os relatos evidenciam a utilização pelas empresas de diferentes procedimentos de custeio, mas todos com a filosofia próxima ao método de custeio por absorção ou custeio total. Também se vê nos Estados Unidos, no inicio do século XX, uma preocupação com uma maior informação sobre custos, com intuito de melhor gerenciar as entidades. Descreve Guerreiro (2006 pág. 6). O período entre o final do século dezenove e o inicio do século vinte foi marcado por um movimento cientifico - administrativo de novas idéias e abordagens para o gerenciamento e controle das atividades, centrando o foco de atenção na eficiência. Pra que os engenheiros e administradores pudessem gerenciar as fábricas com maior eficiência e produtividade, eles necessitavam de informações sobre os custos de produção. O quadro atual, com a globalização, alto desenvolvimento tecnológico e atuação em um ambiente fortemente concorrencial, tem levado as entidades a um aprofundamento da gestão de custos na tentativa de maximização de resultados, visto que no momento atual, a sobrevivência empresarial não passa apenas por aumento de preços dos produtos, mas de uma adequação mercadológica, onde única e exclusivamente devem ser seguidas as normas ditadas pelo mercado. 2.2- A Evolução da Contabilidade versus Contabilidade de Custos Segundo os autores Hansen e Mowen (2003) a história de sistemas contábeis se estende até 10.000 anos atrás. As primeiras civilizações elaboraram sistemas contábeis com o desenvolvimento do comércio. Sistemas contábeis mais sofisticados foram exigidos quando o comércio cresceu e as transações se tornaram mais complexas. Estudos demonstram que as raízes da contabilidade estendem profundamente na história. Desde a Pré-história há relatos da necessidade sumaria de técnicas contábeis. Por exemplo, as pedras eram símbolos usados por fazendeiros para contarem e manterem um registro de seus bens. No final do século XV, o comércio extensivo fez com que os proprietários de produtos precisassem de um sistema mais sofisticado para acompanhar as numerosas trocas econômicas. Assim surge o método da escrituração contábil por partidas dobradas, o qual foi um passo importante para o desenvolvimento de sistemas contábeis. Com advento da Revolução Industrial, onde as manufatura doméstica passa para as fábricas movidas por energia. Exige um desenvolvimento maior de um sistema contábil-financeiro, é nesse cenário que se inicia o desenvolvimento da contabilidade de custos. É no século XX em um cenário de recessão econômica, junto com a ascensão rápida da competição internacional, nota-se uma redução às margens de lucro. Neste momento passa ser fundamental o custeio preciso de produtos, assim como o aumento no controle de custos para as tomadas de decisões administrativas. 2.3- Mercados atuais da Gestão de Custos A competição Global, o desenvolvimento na comunicação e as grandes melhorias nos transportes, trouxeram para as empresas grandes quanto às pequenas oportunidades de concorrência global, entrando neste meio à empresa precisa manter um padrão mais alto de qualidade e produtividade. Assim sendo, informações contábeis são requeridas para o controle de custos, melhorias da produtividade e avaliação da rentabilidade. Crescimento do Setor de Serviços a grande concorrência neste setor, tem feito com que as empresas adaptem seus custos para sobreviverem. Fazendo com que os seus gestores tomem a consciência de usarem informações contábeis para o planejamento, o controle e as tomadas de decisões. Com isso o setor de serviços aumentará sua demanda por informações de gestão de custos. Avanços na Tecnologia da Informação, com a automação as informações aumentaram em quantidade e o acesso mais facilitado. Possibilitando aos usuários destas informações uma análise eficiente das informações armazenadas. Isto, por sua vez, implica que as ferramentas para análise devem ser poderosas. 2.4- O Papel Atual do Contador Gerencial e de Custos É de responsabilidade do Contador gerencial e de custos a geração de informações financeiras necessárias pela empresa para relatórios internos e externos. Assim, coletar, processar e relatar informações é responsabilidade deste profissional. Que muito ajudará os gerentes nas suas atividades de planejamento, controle e tomadas de decisão. Planejamento é a atividade administrativa formulada detalhadamente de ações para se realizar um objetivo em particular. (Hansen e Mowen, pág 39). Por exemplo, uma empresa pode ter o objetivo de aumentar a sua rentabilidade a curto prazo ao melhorar a qualidade total de seus produtos. Ao melhorar a qualidade do produto, esta deve ser capaz de reduzir sucata e retrabalho, diminuir o número de reclamações de clientes e a quantia de trabalho de garantia, reduzir os recursos atualmente designados para a inspeção, e assim por diante, dessa forma aumentando a rentabilidade. Mas como isso será realizado? O plano desenvolvido pode incluir trabalhar com fornecedores para melhorar a qualidade de matérias-primas que chegam, estabelecer círculos de controle de qualidade e estudar defeitos para determinar a sua causa. Controle consiste no monitoramento em processos de implementação de um plano com suas devidas ações corretivas quando se fizerem necessárias. Normalmente, o controle é conseguido mediante feedback. Feedback é informação que pode ser usada para avaliar ou corrigir as etapas que estão sendo feitas para implementar um plano. Tomada de Decisão é poder escolher entre alternativas competitivas o que é melhor para a organização. É nesse momento que o planejamento e o controle se envolvem, para tomada de decisões é necessário escolher entre objetivos e métodos competitivos para cumprir. 2.5–Os Custos Para iniciar, deve-se conhecer a classificação dos custos desenvolvidos por uma entidade.Hoje se tem uma classificação, definida pela literatura, como Custos Fixos e Custos Variáveis e Custos Diretos e Indiretos. 2.5.1 – Custos Fixos De modo geral, pode-se traduzir como Custos Fixos aqueles que não guardam relação direta com os produtos produzidos, ou seja, não apresentarão variações quando houver variação no volume de produção. Normalmente estes custos estão relacionados com a estrutura física principal da entidade, como por exemplo: aluguel da fábrica, gastos da administração (salários, telefone, luz, material de limpeza, etc). Em Guerreiro (2006, pág.17) tem-se a seguinte definição: É classificado como custo fixo o valor dos recursos consumidos que não guardam estreita correlação com o volume de produção e vendas. Quando o volume de produção e vendas aumenta – dentro de um determinado intervalo – o custo fixo permanece de certa forma indiferente. Os custos fixos são diretamente correlacionados com algum elemento da estrutura, por exemplo, edifícios, maquinas, contratos de prestação de serviço, espaço físico ou pessoas. Martins (2006, pág. 50) também define: Por outro lado, o aluguel da fabrica em certo mês é de determinado valor, independente de aumentos ou diminuição naquele mês do volume elaborado de produtos. Por isso, o aluguel é um Custo Fixo. 2.5.2 – Custos Variáveis Uma perspectiva para Custos Variáveis seria aqueles que sofrerão variações de acordo com o volume de produção, pois estão intrinsecamente ligados ao produto ou serviço a ser produzido. Define Martins (2006 pág. 49). Por exemplo, o valor global de consumo dos materiais diretos por mês depende diretamente do volume de produção. Quanto maior a quantidade produzida, maior seu consumo. Dentro, portanto, de uma unidade de tempo (mês, neste exemplo) o valor do custo com tais materiais varia de acordo com o volume de produção; logo, materiais diretos são Custos Variáveis. Guerreiro (2006, pág. 16), também define. É classificado como custo variável o valor dos recursos consumidos que guardam estreita correlação com o volume de produção e vendas. Quando o volume de produção e vendas aumenta, o custo aumenta; quando o volume de produção e vendas diminui, o custo também diminui. 2.5.3 – Custos Diretos e Indiretos Estão também relacionados com a produção, sendo que os Custos Diretos são aqueles que podem ser alocados diretamente à produção, ficando claro a sua utilização na composição do produto. Pode-se citar, por exemplo, a matéria prima, mão-de-obra direta, energia elétrica da unidade produtiva. Martins (2006, pág. 48) define: ...Podemos verificar que alguns custos podem ser diretamente apropriados aos produtos, bastando haver uma medida de consumo (quilogramas de materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão-de-obra utilizadas e até quantidade de força consumida). São os Custos Diretos com relação aos produtos. Já os Custos Indiretos, são aqueles que, apesar de comporem a planilha final, não agem sobre o mesmo diretamente, não havendo a possibilidade de definir claramente o percentual de sua participação na composição do produto. Sobre isto, disserta Guerreiro (2006 pág. 20). Os custos diretos são aqueles que podem ser identificados objetivamente com um objeto de interesse, sem a necessidade de uso de critérios de alocação. Os custos indiretos, por sua vez, são aqueles que não podem ser objetivamente identificados com determinado objeto. 2.6– Métodos de Custeio Por ser o gerenciamento dos custos peça fundamental no desempenho das entidades, desenvolveu-se dois métodos de custeio visando embasar e facilitar a gestão de custos: O Custeio Por Absorção e o Custeio Variável. Guerreiro (2006) 2.6.1-Custeio por Absorção Um dos métodos de custeio utilizados, o custeio por absorção busca distribuir pela produção de um determinado período todos os custos da entidade. Este tipo de visão vem salientar a parte financeira, buscando de forma direta apresentar o resultado operacional de um determinado ciclo. Martins (2006, pág.37) define: Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção: todos os gastos relativos ao esforço de produção são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos. Encontra-se em Guerreiro (2006. Pág. 21) a seguinte descrição: O método de custeio denominado de custeio por absorção é aquele que distribui todos os custos de produção de um período, sejam fixos ou variáveis, direitos ou indiretos, às quantidades de produtos fabricados. O custeio por absorção está relacionado com a visão financeira da contabilidade, cuja ênfase é a avaliação dos estoques e o atendimento a normas e princípios contábeis. Um dos problemas apresentados por este método está no critério de rateio dos custos fixos, pois a alocação dos mesmos é feita por métodos subjetivos, definidos pela entidade. Em caso de entidades que trabalhem com um mix de produtos, este método pode se apresentar equivocado no momento de se atribuir a um ou outro produto seu percentual de custos fixos, ou ainda uma sub ou super avaliação, o que poderá modificar sensivelmente o custo final. Alem disto, por fazer parte do custo do produto, o custo fixo influência também no valor unitário final de cada produto, podendo apresentar uma distorção entre valores comparados, principalmente em época de baixa produção ou ociosidade, aumentando consideravelmente o custo unitário total. Quanto a isto, comenta Guerreiro (2006 pág.23): Como conseqüência da utilização do custeio por absorção, fundamentalmente em função da alocação dos custos fixos aos produtos, observa-se que o custo unitário do produto fica impactado por dois fatores(i) pelo critério de rateio utilizado para alocação de custos fixos aos produtos e (ii) pelo volume de produção no período. 2.6.2– Custeio Variável Este sistema busca alocar à produção apenas os custos variáveis pertinentes à mesma. Isto permite aos gestores verificarem as variações de custo exclusivamente voltadas ao produto, sem influência dos custos fixos e independente dos volumes de produção. Para melhor entendimento, pode ser também contextualizado como: ...É aquele que distribui apenas os custos variáveis de produção às quantidades de produtos produzidos no período. Os custos fixos de produção não fazem parte do custo do produto e são tratados como gastos de período da mesma forma que as despesas administrativas, comerciais e financeiras. Tendo em vista que os custos fixos não são rateados aos produtos, o custo unitário do produto não sofre o impacto das oscilações de critérios de rateio e das oscilações do volume de produção e vendas. (GUERREIRO, 2006, P.24). Com este método se obtém o valor da Margem de Contribuição, valor este que é considerado o “lucro bruto” da entidade, devendo seu resultado cobrir os demais custos da entidade e ainda proporcionar lucros. Guerreiro (2006) Para Guerreiro (2006, p.24) a Margem de Contribuição “corresponde à receita de vendas menos as despesas variáveis de venda e menos os custos varáveis dos produtos vendidos”. Para Martins (2006, pág. 179) Margem de Contribuição “é a diferença entre o preço de venda e o Custo Variável de cada produto”; 2.7- Custos x Rentabilidade A utilização dos diferentes métodos de custeio influência na análise da rentabilidade dos produtos. A rentabilidade pode ser definida como a remuneração do capital de sócios ou acionistas em um determinado período. Serve ainda de análise de desempenho da empresa. Morante (2007, pág.40) assim define: Todo negócio deve render, aos sócios ou acionistas, o merecido reembolso ao capital empregado. É a máxima do capitalismo. Ninguém faz diferente. O problema que se apresenta aos gestores financeiros é dimensionar a possibilidade de lucratividade de um negócio. Porem é necessário saber mensurar a rentabilidade, não através de seu valor absoluto em um determinado período, mas executar uma análise criteriosa para definir o grau de rentabilidade de um negócio. Iudicibus (1998, pág. 110) descreve: De maneira geral, portanto, devemos relacionar um lucro de um empreendimento com algum valor que expresse a dimensão relativa do mesmo, para analisar quão bem se saiu à empresa em um determinado período. Mas independente dos cálculos de rentabilidade, deve-se ter ciência que a mesma é fortemente influenciada pelos custos empresariais, principalmente pelas formas como o custo é atribuído aos produtos. Diversos autores defendem que a utilização do custeio por absorção gera um impacto distorcido na visão da rentabilidade, uma vez que traz para os produtos os custos fixos, gerando resultados negativos em determinados períodos, principalmente quando existe um maior volume de vendas. Guerreiro (2006, pág 30) relata: A explicação para que o resultado apurado pelo método de custeio por absorção incorreto deve-se ao fato do método estocar despesas fixas de produção. Quando se produz mais que se vende, as despesas fixas de produção são “guardadas” no estoque não influenciando o resultado do mês. No mês em que o volume de vendas é maior que o volume de produção, as despesas fixas que estão estocadas “deságuam” do estoque para o resultado do mês. Assim, a tendência desse método é apresentar sempre resultados menores nos períodos nos quais os volumes de vendas são maiores que os volumes de produção. Por isto coexiste um consenso geral que o método que espelha melhor o resultado das empresas é o custeio variável, pelo fato do mesmo agregar ao produto apenas os custos intrinsecamente ligados à linha de produção, deixando os custos fixos para serem lançados diretamente no resultado operacional, não influenciando no valor final do custo unitário. Para estruturar este pensamento tem-se o seguinte entendimento: A mecânica do método de custeio variável é extremamente simples. O custo do produto é apenas o custo variável e as despesas fixas de produção não são alocadas aos produtos. As despesas fixas de produção, juntamente com as despesas administrativas, são levadas para apuração do resultado do mês. (GUERREIRO 2006, pág. 32). 3- Análise de Dados As decisões referentes a custos em uma empresa são específicas. Variável de empresa para empresa. Cada uma deve primeiro definir em qual seu objetivo e uma forma de atuar. Na indústria (transformam as matérias-primas), o objetivo é focar os custos indiretos. No comércio o sistema é diferente. Ao fazer um planejamento de redução de custos deve-se considerar muito o ramo de sua atividade, a legislação e fatores específicos da empresa. A abertura do mercado internacional permitiu uma outra opção às empresas, a importação. Sendo assim, uma empresa passa ter uma outra opção de obtenção de produtos. Para que se possa demonstrar como decisões baseadas na análise de custos influenciam na rentabilidade, apresenta-se a Demonstração do Resultado de Exercícios e o Balanço Patrimonial, de uma indústria de eletrodomésticos de grande porte instalada na região metropolitana de Belo Horizonte, da qual não poderá se divulgar a razão social a pedido dos administradores da mesma que, gentilmente, nos forneceram os dados. Observe-se então o caso desta indústria que apresenta as seguintes demonstrações financeiras: Industria Analisada S/A Demonstração de Resultados No Mês DISCRMINAÇÃO Real Vendas Brutas IPI Faturado Acumulado Ano Anterior R$000 % R$000 10.846 135 806 10 mar/08 Real % 9122 133 559 8 Ano Anterior R$000 % 28.735 137 1.939 9 R$000 % 25519 133 1474 8 Deduções de Vendas 2.024 25 1725 25 5.745 27 4914 26 Vendas Liquidas 8.013 100 6838 100 21.051 100 19131 100 Custo das Vendas 5.751 72 4834 71 15.217 72 12887 67 Lucro Bruto 2.262 28 2004 29 5.834 28 6244 33 Desp. Comerciais 1.110 14 1393 20 3.263 16 4002 21 Desp Administrat Desp Tributárias Depreciações Lucro Operacional Desp(Rec)Financeiras 270 3 232 3 2.137 27 254 4 2 182 3 464 -1.409 -18 -57 -1 157 829 4 750 4 2.508 12 746 4 2 527 3 -1.230 -6 219 1 332 4 316 5 1.051 5 925 5 Juros/Var.Mont.Pass 0 0 0 0 0 0 0 0 Dev.Duvidosos 0 0 0 0 0 0 0 0 -1.731 -22 -361 -5 -2.258 -11 -682 -4 Lucro Antes do IR/CS Provisao IRPJ 0 0 0 0 0 0 0 0 Provisao CSLL 0 0 0 0 0 0 0 0 Lucro Liquido -1.731 -22 -361 -5 -2.258 -11 -682 -4 Industria Analisada S/A BALAN ÇO PATRIMONIAL Real DISCRMINAÇÃO R$000 Disponivel 03/2008 Inicio Exerc % R$000 % 332 1 274 1 Aplicaçõe Financeiras 1 0 1 0 Duplicatas a Receber 18.702 32 18.721 37 Duplicatas Descontadas -1.691 -3 -3.867 -8 Estoques e Almoxarifados 12.737 22 10.442 21 Out Creditos e Desp a Amortizar 14.449 24 9.867 20 Ativo Circulante 44.530 75 35.438 70 312 1 293 1 Ativo Permanente 14.312 24 14.585 29 Ativo Permanente e Longo Prazo 14.624 25 14.878 30 ATIVO 59.154 100 50.316 100 8.773 15 10.887 22 27.543 47 19.970 40 Obrigações Sociais 1.078 2 1.004 2 Obrigações Fiscais 10.222 17 10.268 20 0 0 0 0 Outras Contas a Pagar 14.384 24 8.452 17 Passivo Criculante 62.000 105 50.581 101 1.368 2 1.562 3 Obrigações Sociais 0 0 0 0 Obrigações Fiscais 5.498 9 5.627 11 Exigivel a Longo Prazo 6.866 12 7.189 14 11.007 19 11.007 22 379 1 379 1 1.285 2 1.285 3 -20.125 -34 -20.125 -40 Resultado do Exercicio -2.258 -4 0 0 Patrimonio Liquido -9.712 -16 -7.454 -15 PASSIVO 59.154 100 50.316 100 Realizavel a Longo Prazo Fornecedores Financiamentos Imposto e Renda e Contr.Social Financiamentos Capital Social Reservas de Capital Reservas de Reavalização Lucros(Prejuizos) Acumulados Nas demonstrações acima, os custos constituem 53,02% do valor das vendas. O impacto nos resultados são sentidos na mesma proporção. Significa, a grosso modo, que a empresa produz dois produtos para ficar com apenas um. Considerando que a forma de apuração utilizada é o custeio variável. E que a composição do custo de cada produto é feita a partir do preço de cada insumo e do valor da mão de obra e do aproveitamento de alguns beneficiamentos da própria indústria, reaproveitamento de sobras de matéria prima, por exemplo, os dados apontam para uma necessidade de diminuição dos custos. Optando-se pela industrialização existem vários fatores a serem considerados, como a manutenção da estrutura, e a de pessoal (encargos trabalhistas). Mas estes custos também não são dispensados no caso de se obter o produto com importação ou até mesmo com terceirização. A alternativa de analisar os custos e procurar outras opções para lucratividade começa a ser constituída neste percentual elevado, passa pela necessidade de se evitar o engessamento da indústria e termina na necessidade de se obter lucros. A análise de custos pode identificar os custos gerados pelos processos na organização. O objetivo é verificar se estes gastos são superiores ou inferiores às receitas da empresa, o que se traduz por prejuízo ou lucro do exercício. As empresas se interessam em elaboração essa análise para diversas situações, estabelecer níveis de produção, contratar o pessoal necessário, por exemplo. Mas o que move uma organização é sua vocação para o lucro. No caso acima, existem situações que podem ser estudadas e avaliadas buscando melhora nos resultados. Em verificações junto à empresa, através de conversa com os analistas de custos, constatou-se que a mesma não adota a metodologia de custo padrão. Custo Padrão é conceituado como o custo ideal, ou seja, é aquele que otimiza o máximo dos materiais e de mão-de-obra para se produzir um determinado produto. Vê-se em Martins (2003 pág.315). Muitas vezes é entendido como sendo o Custo Ideal de produção de um determinado bem ou serviço. Seria, então o valor conseguido com o uso dos melhores materiais possíveis, com a mais eficiente mão-de-obra viável a 100% da capacidade da empresa, sem nenhuma parada por qualquer motivo, a não ser as já programadas em função de uma perfeita manutenção preventiva, etc. A utilização do Custo Padrão permite comparações entre o considerado ideal e o que realmente vem sendo executado pela empresa. Com isto, a empresa poderá levantar suas deficiências e trabalhá-las de forma a se aproximar do custo padrão. Martins (2003, pág.316) descreve que “Seu grande objetivo, portanto, é fixar uma base de comparação entre o que ocorreu de custo e o que deveria ter ocorrido”. Alem do custo padrão pode ainda a empresa utilizar-se de outro sistema que também trabalha com comparações entre o ocorrido e o ideal que é o Orçamento Empresarial. Esta é uma ferramenta capaz de auxiliar no controle de custos. O orçamento empresarial tem por objetivo projetar as despesas e receitas de um determinado período, para pode avaliar os resultados futuros, verificando quais serão as necessidades da empresa e as variações patrimoniais que deverão ser executadas para atingir melhores os objetivos. Vê-se em Fernandes (2005 pág. 18): O orçamento visa, através de um planejamento adequado, prever ou projetar para um período predeterminado, as receitas e despesas dentro de uma visão realista, tentando reproduzir antecipadamente a operação da empresa, apurando seu fluxo de caixa, definindo os recursos e projetando o resultado do exercício e seu balanço patrimonial. Também define Lunkes (2007 pág. 28): Assim, o orçamento pode ser definido como um plano dos processos operacionais para um determinado período. Ele é uma forma representativa dos objetivos econômico-financeiros a serem atingidos pela organização. Importante que o orçamento elaborado pela empresa esteja embasado dentro da maior realidade possível. Para tanto é necessário a montagem de um orçamento dinâmico, que reflita a realidade atual e exata dos valores. Portanto, em determinadas situações, faz-se necessário à utilização de indexadores econômicos que buscam atualizar os valores orçados, trazendo-os para mais próximo do momento presente, evitando-se distorções que influenciem na tomada de decisões. Fernandes (2005, pág. 32) afirma: De nada adiantaria projetarmos um orçamento cujo valor fosse estático, tomando como base uma unidade monetária que refletisse números do momento em que tal orçamento fosse elaborado. A realidade brasileira nos impõe um tratamento mais elaborado no sentido de permitir que os valores sejam atualizados no tempo com vistas a tratarmos todas as peças do orçamento o mais perto possível os valores reais em que os custos, as despesas e as receitas ocorrem. Para tanto, necessário se faz projetarmos os índices inflacionários para o ano orçamentário e aplicarmos tais projeções, mensalmente, nas diversas contas, a fim de compensarmos os riscos das desvalorizações monetárias. Com isto pode-se verificar que, de posse de um orçamento, a empresa conseguirá visualizar seus custos, inclusive com projeções de aumento ou diminuição da produção, e com estes dados confrontados com a receita orçada, fazer uma análise previa dos resultados, quantificando o lucro obtido com cada produto podendo, com antecedência, trabalhar várias situações com o custo, visando elevar a margem de contribuição de cada um, buscando a máxima otimização dos objetivos. As aberturas do comércio externo (globalização) pedem diversas análises antes da decisão de produzir ou importar. Uma utilidade latente da análise de custos nos dias atuais. Identificar os impactos dos custos e expandir possibilidades de lucro em cada produto pode ajuda a construir resultado na empresa. Veja-se o exemplo da indústria que está sendo analisada neste trabalho, que produz e importa o mesmo produto. A produção se deve ao o compromisso de não deixar seus clientes desprovidos de produtos, caso ocorra um problema na exportação e também pelo seu papel social de empregador. A importação decorre da atração do custo, que se apresenta mais viável. Para obter a forma mais lucrativa e preciso elaborar o custo operacional da produção do produto nacional. Considerando todos os elementos de composição. Aqui não há análise de utilização de mão-de-obra e de capital e maquinário. Foram observadas duas opções de obter o produto de diferentes formas, um com a produção e o outro com a importação. O produto nacional apresenta a seguinte composição: PRODUTO NACIONAL Descrição Tota l Chapas 105,79 Parafusos 1,83 Motor 58,63 Cabeação 6,35 Chaves Eletricas 7,57 Plasticos de Injeção 7,12 Embalagens e Manuais 11,56 Outros 5,70 Custos Indiretos 40,82 TOTAL GERAL 245,37 Fonte: Indústria Analisada S/A Estes valores são alocados diretamente ao produto e constituem o produto já formado e embalado. Em contra partida a empresa em contado com fornecedores internacionais obtém os seguintes custos para importação: PRODUTO IMPORTADO Descrição FOB Despesas de Desembaraço Frete Internacional TOTAL GERAL Fonte: Industria Analisada S/A Total 152,39 46,18 39,90 238,47 Realizando um comparativo entre os custos de fabricação e os custos de importação tem-se o seguinte resultado QUADRO ANÁLISE COMPARATIVA PRODUTO NACIONAL PRODUTO IMPORTADO DIFERENÇA % TOTAL GERAL 245,35 TOTAL GERAL 238,47 6,88 2,80% Fonte: Indústria Analisada S/A A lucratividade do produto importado é de 2,80% (dois vírgula oitenta por cento) superior ao produto nacional produzido. Após esta análise, a indústria decidiu pela importação, uma vez que este procedimento apresentou maior rentabilidade e lucratividade. Ainda sim se pode notar a preocupação com o desabastecimento, uma vez que a empresa decide, além de importar, em continuar com sua produção mensal, visando claramente sanar problemas com o processo de importação ou desabastecimento que possam ocorrer. A Análise de Custos neste caso permite utilizar adequado tanto raciocínio objetivo da lucratividade quanto o raciocínio cultural do sentido nacionalista, para a clara demonstração da viabilidade financeira e mercadológica de seus projetos e objetivos da empresa. 4 – Conclusão O princípio fundamental da análise de custos é garantir a comparação das informações e permitir conhecimento da capacidade da empresa. A correta aplicação dos métodos e conhecimentos de custo dão uma razoável garantia de que a empresa pode obter lucro. Os critérios não são uniformes em relação às demais empresas – o que permite competição em elas. Ao adotar o seu critério a entidade faz a opção em ser lucrativa ou não. Seria impossível fazer quaisquer prognósticos de rentabilidade se não existisse a análise de custos. Os investidores buscam assegurar que não estão arriscando e sim planejando seus rendimentos futuros e equivalentes. A garantia da lucratividade de uma empresa pode ser estar na elaboração de seu planejamento, na condução da política de custos e na forma que analisa seus relatórios de custos. As empresas devem desenvolver um negócio planejado, independentemente do ramo de atividade ou do porte, ficou provado que o conhecimento da real capacidade e agilidade em mensurar esse potencial é que permite que os objetivos sejam alcançados. As Perspectivas de fracassos nos negócios são menores quando as providencias são tomadas com base em análise competentes para demonstrar onde e quando os prejuízos podem ocorrer. E qual a capacidade, baseado em experiências e validação de números, o negócio terá de atingir. O mercado é competitivo e atitudes responsáveis acompanhadas de técnicas apropriadas permitem as empresas desenvolver de forma rentável suas atividades. As estratégias devem reservar um espaço para análise do custo do negócio e valor do retorno. Quando se tem um controle do investimento e do retorno, o negócio apresenta-se preparado para desafios e tende a torna-se muito mais interessante. É salutar que os administradores direcionam o planejamento da empresa, e todas diretrizes para a lucratividade tornando a análise de custo uma ferramenta insubstituível. 5 - Entrevista Senhor Delcides Carneiro de Oliveira Neto analista de custo á 22 anos. Atualmente empregado da indústria que foi analisada neste trabalho. 1- O senhor acredita que o caminho para se obter lucratividade é focar diminuição de custos? Os empresários por um período só pensavam em diminuir custos. Hoje, a tendência é expansão de mercado e consolidação das marcas. A questão custos foi mal difundida. Muitos produtos perderam qualidade. Acredito que o ideal é minimizar ao máximo seus custos, mas o lucro é um objetivo que depende de outros fatores. 2- Então...Qual a contribuição da análise de custos para a lucratividade? Análise de custos é uma ferramenta administrativa muito importante, mas não interfere nos fatores externos, que hoje são os grandes inimigos da lucratividade. A empresa necessita ter um controle de custos bem estruturado, senão perde para ela mesmo. Contribui permitindo uma auto análise e permitindo antecipar decisões. 3- Qual análise o senhor faz do impacto dos custos na lucratividade? Vejo os custos como um mal necessário. Não adianta ficar bitolado em eliminar custos. Seu produto pode sair perdendo. O ideal é ter consciência de seu limite. Aí a análise de custos é fundamental. Tem de ser feita por pessoa que conheça a teoria e as particularidades da empresa. O impacto é o espelho de como a empresa trata essa questão. Muitos consideram custos como apenas meio de manipular impostos.Neste caso perde-se a essência.Depende muito da política da empresa. 4- Existe a possibilidade de uma análise de custos mudar determinada política na empresa? Se o gerente tem visão, é bem possível. Considere que a empresa sofre influências externas, muitas vezes, um estudo interessante não é percebido em curto prazo. E a maioria dos empresários é imediatista. O planejamento de custos é uma dificuldade enorme para as empresas. Mas o ideal é ter sempre uma porta aberta para orientação. 5- Com a abertura do mercado externo, as empresas brasileiras foram forçadas a enxugar suas estruturas. Qual a influência disto na lucratividade da empresa. A possibilidade de importar e exportar deixou um nicho muito bom no mercado brasileiro. O problema é que as empresas nacionais não têm competitividade. Competitividade se consegue com planejamento e investimento. Muitas empresas enxugaram a estrutura mais por necessidade, do que por planejamento. Perderam potencial competitivo. Não vejo diminuir como solução. Tudo deve ser feito com Planejamento e ter objetivo definido. Por que não expandir? Criar algo novo para mobilizar a estrutura seria uma ótima solução. Ainda não ví uma empresa lucrando só por enxugamento. 6- O senhor crê na possibilidade de uma empresa que tenha custos altos ser lucrativa? A lucratividade está mais relacionada á maneira como a empresa suporta seus custos. Por isso é importante ter controle do impacto dos custos na economia da empresa. Não imagine que as empresas mais lucrativas são as que têm menores custos. Sãos as que entendem melhor suas necessidades, seus processos e conseguem fazer isto funcionar a seu favor. 7- Como a lucratividade está relacionada ao controle de custos? A relação é muito próxima. Se não há uma política de controle de custos, sua lucratividade está comprometida. O problema que vejo é condicionar os lucros ao controle de custos. Tudo depende da política da empresa e da análise a ser feita. 8- Dentro do contexto empresarial dos dias atuais, o senhor recomenda que tipo de análise de custos? Eu recomendo uma análise da empresa de uma forma geral e de suas pretensões. A partir disto, começar uma reengenharia nos processos classificado -os por prioridade e visando maximizar qualidade, que nos dias de hoje é lucro. E eliminar desperdícios com muita responsabilidade. 9- Que recomendações o senhor faz as empresas que buscam opções de lucratividade. Recomendo estruturar suas perspectivas em cima de uma planejamanento de custos e de uma análise do nicho de mercado a seguir. Conhecer-se bem através de uma análise detalhada dos custos de seu processo e inteligência para flexibilizar suas capacidade e competências de acordo com as tendências. REFERÊNCIAS FERNANDES, Rogério Mario. Orçamento Empresarial. Uma abordagem conceitual e metodológica com pratica através de simulador. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2005. GUERREIRO Reinaldo. Gestão do Lucro. São Paulo, Atlas, 2006. HANSEN, Don R e Mowen, Maryanne M. Gestão de Custos. Contabilidade e Controle 2003 – Thomson Learning. IUDICIBUS, Sergio de. Análise de Balanços. São Paulo, Atlas, 1998. LUNKES, Rogério João. Manual de Orçamento. 2. ed. São Paulo, Atlas, 2007. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo, Altas, 2006. Morante, Antonio Salvador. Análise das Demonstrações Financeiras. São Paulo, Atlas, 2007.