Dirtttr-Proprit tAri»
Sérgio Aeury Momos
CIRCULAÇÃO
SEMANAL
&
Uma voz livre em sue defesa
^ N 0 4 - N9 86
REDAÇAO E OFICINAS:- Rua São José,
31 - Vila Gonzaga - Cx. Postal 34 —
SANTA CRUZ DO RIO PARDO, 6 DE
MAIO
DE
1.981 ^
Sta. Cruz completa 111 anos
Na festa de aniversário, os balões de Truffi foram o ponto alto do espetáculo
Santa Cruz
do
Rio
rardo comemorou no último
dia 3,
111 anos de vida.
Pela primeira vez na
sua
história, 3 de maio torna
-se a data oficial de sua
fundaçao, pois
anterior­
mente o acontecimento era
comemorado em 20 de janei
ro.
Ao contrário
dos
anos anteriores, a festa
agradou a pooulaçao, e as
apresentações dos
baloes
do comendador Truffi des­
pertaram maior atençao.
0 comendador Truffi
e sua equipe fizeram
uma
apresentaçao inédita
em
todo o pais: pela primei­
ra vez houve o lançamento
simultâneo de oito baloes
e tambem o lançamento
de
asas-deltas
através
dos
próprios aparelhos.
Segundo Truffi,
o
maior perigo deste espor­
te e a aterrisagem, e dis
se ele que os baloes pode
rao se transformar
no
transporte aéreo do futu-*(
ro, devido â crise do com
bustível.
A reportagem da TV
Globo e do jornal
DEBATE
foram convidadas pelo co­
mendador para
sentir
as
emoçoes de um voo num balao .
©
REPORTAGEM NA PÁGINA
REC ITAL
FOI
DE
UM
“ QUINHO”
-5-
DESTAQUE
SU CESSO
A INDUSTRIA DE
SANTA CRUZ
EM DEBATE
f e u i n/ s j L L ^
Leia na página 4, entrevistas
com os empresários ZILLO SUZUKI (a
cima) e CELSO ZAIA (abaixo).
Como parte integrande dos festejos comemo
rativos do 1119 aniversário de S. Cruz, tivemos
na noite do dia 2 , um recital de canto a cargo
do jovem santacruzense JOSE FRANCISCO FERREIRA,
mais conhecido como "Quinho".
0 recital de música clássica agradou
a
platéia, que lotava completamente as dependenci
as do auditório do Instituto de Educaçao.
PÃGINA -5-
Neste número o
lançamento do
suplemento
DEBATE Cultural
-2-
opinião
D EBATE
Trabalhar mais... “Et Caetera”
G.M.V
A ordem do
dia
e
trabalhar mais. É hora de
consumir menos. De poupar,
também.
0 condutor-mor
da
economia, de batuta e m pu
nho, rege, entre persuad^
do e intrépido, as finan­
ças nacionais; alvitra
â
distância, a receita para
a direção dos problemas 1
domésticos da família bra
sileira: o quanto
traba­
lhar, o quanto
produzir,
o que consumir, o que pou
par.
Praza aos Ceus v en­
ça o Pais as dificuldades,
desta vez!
De inicio a
campa­
nha sobressaltou
o povo
temeroso: trabalhar mais,
produzir mais,
consumir
menos (!), poupar
o
que
der. Nada obstante, tran-,
quilizou-se logo a p o pul£
çao ante â realidade
do
compromisso, cientifican­
do-se de que a exortaçao
governamental nao predes­
tinaria senao 19% da
Na-
çao, ou seja, apenas
os
ricos que, segundo um eco
nomista chegado em esta­
tística, nao vao alem de
trinta mil, abarcando 75%
da renda brasileira.
É evidente que nada
tem a poupar a
maioria;
trabalhar, ela
trabalha,
sim, e o faz, do d e a l b a r ’
do dia ao lusco-fusco, em
troca de salarios pobres,
produzindo
tudo
quanto
lhe permitem as
forças.
Poupar? Podem
faze-lo
o
borra-botas, o bóia-fria,
o biscateiro, o jornaleiro, coitados, massacrados
da luta penosa, de mesqui
nha recompensa, reduzidos
â expressão mais
simples
como trabalhadores, merce
da crudelissima
inflaçao
"Inês de Castro"
"a que
depois de morta foi
rai­
nha"? Merecem, antes, pro_
tegidos por uma benévola
açao governativa. A clas­
se media, o pessoal do co
mércio e da industria
e
da agricultura, o funcio­
nalismo,
o
trabalhador
das capitais e do interi­
DEMOCRACIA,
A
CONTRA
JOSÉ APARECIDO
Varias autoridades,
em manifestações .devida­
mente cobertas pela gran­
de imprensa, e até jo r n a ­
listas que têm acessos
ã
colunas
dos
jornais
de
maior circulação no país,
defendem a elaboração, aprovação e promulgação de
uma lei anti-terror!
£
bom lembrar que o o
país
não tem problemas de sep£
ratismo ou de racismo. P £
lo menos a ponto de
se­
rem notados...
No caso
das a u t o r i d a d e s ,tudo bem.
Elas falam em Democracia,
mas querem exatamente
o
oposto. Jã não lhes
bas­
tam a Lei de Segurança Na
cional, de Imprensa,
dos
Estrangeiros e outras?
No caso dos
jo r n a ­
listas que estão escreve^
do em favor da
tal
lei,
or, detentores de ordena­
dos desgastados, sem pre­
sente n em futuro,
dão
quanto em si comporta,sem
condiçoes de participação
no movimento do dr.
Del­
fim.
0 brasileiro (o bra
sileiro e b o n z inho!),
dõ
modesto obreiro ao médio
empresário,
do
si m p l e s 1
barnabe ao garboso execu­
tivo, paciente, desprendi
do, dignifica o
trabalho
-eficiente e meritório-,
Haja visto
o
progresso
que ai esta, que nao caiu
do ceu. Que e obra sua.
A propaganda
dos
quatrocentos e tantos jor
nais, abiscoitando
quase
um (1 ) bilhão
de cruzei­
ros parece irrele v a n t e ,ao
menos na relaçao da soada
das trombetas, a nao
ser
que impressione mordomias
que a populaçao lastima e
verbera.
A campanha, contem­
pla-a de longe a Naçao acabrunhada nas
endêmicas
dif ic u l d a d e s .
MELHOR
0
ARMA
TERROR
um equívoco.
Mais tarde
eles vão ver. 0 terror só
pode ser combatido efici­
entemente com Democsacig^
Qualquer um deles. De e s ­
querda ou de direita.
As
autoridades que falam em
lei anti-terror ou
estão
equivocadas ou estão
pe­
dindo um
instrumento
a
mais de opressão.
Elas
precisaram de lei especi­
al para liquidar com
os
atentados de 68-69?
Na verdade, quem d£
fende a lei
anti - terror
estã apenas despistando,e
esse não é o caso de
al­
guns jornalistas.
£ uma
tentativa de esconder
as
origens do mal, bem apon­
tadas pelo jornalista HéJ io Fernandes:
"Os terroristas
—
disse ele
—
estao
nos
Doi-Codi". Em cada 100 cj_
vis, 200 não entendem
de
bombas. 0 governo, se qui_
ser, chega aos terroristas
mais cedo do que se imag_i_
na. E pode n e u t r a 1izã-los
para s e m p r e ,definitivame£
te, se criar condições re_
ais para a Democracia.
Um regime democrãtj_
co pleno nao dã lugar p a ­
ra essa espécie de gente.
Só o governo, ainda sujej_
to ã pressão dos facistas
ou gerentes de interesses
estrangeiros no país, nao
vi, ou não quer, o
cami­
nho certo para
liquidar
com o terrorismo.
JOSÉ APARECIDO ê repórter
especial da "FOLHA DE SÃO
PAULO", ex-vice~presidente do Sindicato dos J o m a
listas e atual membro dõ
Conselho Fiscal da Enti_
dade...
SANTA CRUZ DO RIO PARDO
i UMA JOVEM CIDADE DE 111 AN O S...
NO T R A B A L H O
CERTEZA
SANTA
NOS
DE
DE
NOSSOS
DIAS
CRUZ
DO
CONFIAMOS
FILHOS,
Sta. Cruz do Rio P a r d o , 6 de Maio do 1.941
FERNANDO
0
BALÃO
MORAIS
FUROU
Os paulistas que, no último domingo, deixaram 1
de ver o video tape do jogo do Sao Paulo para assisti
rem ao programa "Canal Livre" (dia 26/0*0, perderam ,
e certo, a oportunidade de apreciar os gols de
Everton^ e Serginho. Mas não devem estar arrependidos
da
opçao. Quem ficou com a televisão ligada na TV Bandei
rantes, que exibia o excelente "Canal Livre",
teve
o privilegio de conhecer melhor quem é o atual gover­
nador de Sao Paulo, sr. Paulo Maluf, que foi o e n t r e ­
vistado daquela noite.
Não que ele apareça pouco na televisão e que
portanto, uma oportunidade como essa seja rara
Ao
contrario, a estampa pouco simpatica do atual inquili
no do Pa 1acio dos Bandeirantes ja cansou a p a c i ê n c i a 1
dos paulistas, não só por suas "qualidades", mas priri
cipalmente pela insistência com que a tevê (principal
mente a TV (Contra)CuItura a exibe.
Ocorre que a máquina oficial de propaganda, de­
vidamente lubrificada com os anúncios pagos pelo bol­
so do contribuinte, vem vendendo, há exatos dois anos,
uma imagem do sr. Salim Maluf como a de um estadista,
um homem preparado para o debate político ("uma verda
deira raposa" já disse um bajulador mais cínico).
Em
síntese, o que os blotas júniors e alex periscinottos
vem tentando vender é a imagem de um homem ã altura 1
do cargo que ocupa, o de governador de São Paulo.
Somos obrigados a reconhecer que a desmistifica
ção dessa propaganda não vinha sendo fácil. Até agora
o governador, salvo raras exceções, só se dispunha
a
participar de debates com a "imprensa" dócil, do tipo
"Monologo Nacional", ou seja, o que se viu até a g o r a 1
foram muito mais bate-papos entre compadres, com per­
guntas e respostas previamente ensaiadas, do que v er­
dadeiras entrevistas. Isto para não falar, é claro,na
intragável churumela montada aos sábados em todos
os
canais de TV do Estado (cujas contas até hoje o
sr.
Maluf se recusa a dizer quem p a g a ) , onde só ele fala.
No domingo, entretanto, o governador se viu di­
ante de um pelotão de democratas (jornalistas ou não),
comprometidos apenas com a liberdade de bem informar.
Habituado a responder apenas ãs perguntas que lhe in­
teressam (e até a ameaçar tirar o emprego dcerepórte­
res mais
insistentes), o sr. Salim Maluf foi obriga­
do a se desnudar.
De nada adiantou o "veto" imposto pelo entrevi^
tado a dois nomes que participariam do programa
(os
jornalistas Mino Carta e Flávio Rangel). Literalmente
acuado por homens como Sebastiao Nery, Almir Pazzian£
to, Joelmir Betting, Carlos Chagas e Roberto D'Avila,
entre outros, o governador tentou de tudo: desconver­
sou, mudou de assunto, fugiu ao debate. Com o
rosto
coberto de suor, diante da absoluta serenidade
dos
entrevistadores , o sr. Salim Maluf perdeu, de
cara,
a melhor arma de que dispõe: a arrogância.
0 que se viu foi o que realmente é: um homem
1
oco, vazio, despreparado política e culturalmente pa­
ra o posto que abiscoitou através de seiscentos votinhos obtidos sabe Deus como. A indigência de
idéias
que Sua Excelencia exibiu reafirmou, uma vez mais,
a
velhíssima máxima de Lincoln, segundo a qual
ninguém
engana todos durante todo o tempo. E desmentiu
os
que imaginam que a televisão é, em si, um instrumento
contra a inteligência e contra os interesses p o p u l a ­
res. Quando bem usada (como o foi pela equipe do "Ca­
nal Livre") ela é, ao contrário, uma arma a serviço 1
da maioria.
Há alguns anos um velho jornalista dizia que o
regime que aí está não resistiria a quinze minutos de
plena liberdade de imprensa. Vale a paráfrase: f i c o u 1
provado que o sr
Paulo Salim Maluf não resiste a 60
minutos de bom jornalismo.
FERNANDO MORAIS' é Vice-Presidente do Sindicato
dos
Jornalistas de São Paulo e Deputado Estadual (PMDB) -
A.
MELHORES...
RIO
Lima
PARDO
Automóveis
EM V O C E . , «
COMPRA
a m a i » mo
E VENDA
DE V E Í C U L O S
ie
NOVOS
E
USADOS,, .
0 PONTO DE ENCONTRO
A D A U T O e LAUR1NDO PEO O R ER
DOS BONS NEGÕC I0S ...
EMPACOTADORA
COMPRA
DOS
E VENDA
DE
PRODUTOS
CEREAIS
PEGORER
POR
ATACADO
VENHA
TOMAR
UM C A F É Z I N H O
CONOSCO..,
Av. Tiradentes, 1070 - FONES 72-1638
e 72-1336 SANTA CRUZ DO RIO PARDO - SP.-
.Jo a q u i m
de
Souza
Campos,
I00
—
FONE
72-1329
S . C . R.PARDO
LEIA NESTE NÚMERO "SUPLEMENTO CULTURAL"!
DEBATI.
•• 1 0 /1 . 981
suplemento
CULTURAL
DEBATE
-
LEÔNIDAS CAMARINHA
Não custa olhar paia o passado como exemplo paia o presente...
H.C.A.
Antes dêle
uma cidade
fria, desengonçada, descalça,
poeirenta, na sêca, lamacenta 1
nas chuvas, dir-se-ia uma
mu­
lher desmanzelada, suja e descai
belada. Madornava preguiçosa
a
beira de um rio de águas
par­
das, de repente... manipulada 1
pelas mios de um mago,
acor­
dou, enfeitou-se, calçou vastos
e sinuosos sapatos pretos, cre£
ceu-lhe uma linda cabeleira ve£
de, florida na primavera, dadivosa de sombra, assim engalana­
da, faceira e bonita t o r n o u - s e
a "Jóia da Sorocabana".
0 mago? Ei- 1o,
Leônidas'
Camarinha, o maior homem públi­
co de Santa Cruz do Rio Pardo,
brilhante e auspicioso exemplo1
para os políticos que lhe suce­
deram, mas...
A Educação Moral e Cívica,
disciplina que se estuda
nos
1?s e 2?s graus de nossos s ist£
ma escolar têm como uma de suas
finalidades lembrar e cultuar os
grandes vultos de nossa
Pátria
— a cidade também é
Pátria,
todas têm a sua História e
na
História de Santa Cruz e
nos
anais da Assembléia Legislativa
Estadual, Leônidas Camarinha ocupa lugar de especial relevo ,
portanto merecedor de nosso re£
peito, de nossa admiração e de
nossos agradecimentos por
tudo
o que nos fêz e nos deixou.
Rememorá-lo sempre e espe
ciai mente no mês de fevereiro e
mantê-lo vivo em nossa lembran­
ça. Rememorá-lo na epoca
que
vivemos, tão carente de verda­
deiras expressões políticas
é
de necessidade imperiosa.
Há
na cidade uma praça com o
seu
nome; não basta, ela é
muda ,
nao diz a ninguém o que r e p r e ­
senta para Santa Cruz o
homem
que lhe emprestou o nome, mi stér se faz que o recordemos com
o calor de nossas palavras nes­
ta primorosa edição de "DEBATE"
comemorativa da nova data
de
nascimento da cidade. E s q u e c ê -lo no evento em foco seria
um
contrasenso, pois não se enten­
de a História de Santa Cruz sem
Leônidas Camarinha.
Nasceu o nosso biografado
na então Vila do Espírito Santo
do Turvo a 13 de fevereiro
de
1.902. Fez o curso primário nes
ta cidade, continuou os estudos
em São Paulo, diplornando-se pe
la Escola de Comércio "XV
de
Novembro".
Em 1.922 retornou a
Santa Cruz, aqui foi comercian­
te, exercendo também a
função
pública de 2? tabelião.
Pres­
tou exame perante o Tribunal de
Justiça do Estado, obtendo
a
sua carta de advogado provisionado.
Em 1.930-31 foi Promo­
tor Público da Comarca.
Políti co mi 1itante,
tornou-se chefe do Partido Republi
cano local; em 1 . 9 3 5 foi eleito
vereador.
Em 1.938 foi nomea00 nelo anlão Interventor Fede­
ral do Estado de São Paulo, Dr.
Adhetcar de Berros, pr
San,a Cruz, ca roo que exerceu '
4 ' -•
1.947 foi elei­
to deputado, sendo o represen tante desta região na
Assem­
bléia Legislativa Estadual. Foi
um dos signatários da Consti tuj_
ção Paulista desse ano,
pois
como constituinte teve eficien­
te desempenho em sua elaboração.
Com o prestígio político1
já assegurado se reelegeu depu­
tado estadual cinco vezes
con­
secutivas, cargo que desempe- 1
nhou com brilhantismo durante ‘
vinte anos.
Foi presidente das
mais importantes comissões téc­
nicas da Assembléia Legislativa,
de uma delas, da Comissão
de
Divisão Administrativa e Judi ciária exerceu a presidência d£
rante dez anos.
E de relevan­
te justiça que se mencione
os
seus assessores; quando prefei­
to de Santa Cruz foi assessora­
do por um dos mais brilhantes 1
advogados da é p o c a , Dr.
Odilon
Bueno,
na Assembléia Legi slatj_
va pelo Prof. Albino Melo
de
Oliveira, um dos grandes
mes­
tres do ensino em Santa Cruz.
Não custa olhar para
o
passado como exemplo para o fu­
turo. Leônidas Camarinha repre­
senta o passado a ser imitado .
Tudo nos diz que o notável pol_í
tico, principalmente nos
dias
que se sucedem, tornou-se
o
grande esquecido dos políticos*
situacionistas desta cidade.
Fala-se que a História
é
a mestra da vida - infelizmente
os nossos atuais homens públi cos não aprenderam ou esquece —
ram a lição dada e deixada
aos
pósteros pelo prefeito e deputa
do que fêz de uma cidade
com
ares de vila uma cidade
moder­
na.
Leônidas Camarinha, homem
de personalidade marcante, dedi
cou tôda sua vida a política, a
da esfera municipal, também
á
estadual.
Em ambos os setores1
a sua atenção esteve sempre vol
tada para a cidade de sua querencia, que também é a nossa» 1
Santa Cruz revive em quase tudo
que tem a lembrança saudosa
de
seu remodelador.
Político de visão ampla,
governou Santa Cruz numa época
que está bem distante no tempo,
porém, administrou vislumbrando
o futuro. A sua gestão munici pal transcorreu durante o perío
do da 2a. Grande Guerra Mundial,
epoca difícil, assim
mesmo do
tou Santa Cruz dos requisitos T
básicos que possibilitaram
o
seu desenvolvimento.
Vejamos:
1. Construiu no início de
seu governo municipal, como me­
dida prioritária, o serviço de
agua e esgoto, agora entregue ã
Sabesp;
2. Pavimentou a cidade
e
Santa Cruz foi a primeira do es
tado a ser asfaltada;
3. Providenciou a constru
çao de pontos no perímetro
ur­
bano de S. C r u z ;
4. Amigo do ver d e , arbori
zou a cidade;
5. Remodelou o cemitério1
loca 1;
6 . Remodelou o jardim pú­
blico;
7- Construiu o campo
aviação, como conseqüência
Vasp operava noSta cidade
de
a
com
uma linha aerea para transporte
de passageiros er.tre Santa Cruz
e São Paulo;
8 . Conseguiu « instalação
da Escola Normal Oficja j em $
C r u z , assim como a do "urso Ginasi a 1 ;
9. Tem seu nome i
te ligado ã construção da atu~
a I Santa Casa de Mi ser icórd a •
10. Foi o idealizador
da
construção do atual prédio
0%
Clube dos Vinte;
11. Foi um dos fundadores1
da Radio Difusora desta cidade;
12. Em sua gestão munici pal criou várias escolas primá­
rias municipais;
13. Assegurou a cont inui d£
de da circulação do jornal
"A
Cidade"; também por sua inicia­
tiva fundou-se outro em S.Cruz:
"A Fôlha".
Ainda na cidade grande,co
mo deputado estadual, pensando1
na cidade pequena que fizera de
sabrochar qual uma flor, acabou
transformando-a numa jóia:
14. Criou em Santa Cruz a
Delegacia de Saúde.
15. Instalou na cidade
o
Dispensário de Tuberculose;
16. Construiu com verbas 1
próprias a Maternidade "D.
Ma­
ria P. Gonçalves";
17. Em atendimento á agri­
cultura criou a Casa da Lavoura;
18. Criou o Instituto
de
Educação em S. Cruz, também os
cursos clássico e científico;
19. Criou várias comarcas *
e distritos dotando-os de esco­
las, estradas e assistência mé­
dica;
20. Incluiu no Plano Rodo­
viário do Estado a ligação Ipau
çú-Santa Cruz-Bauru;
Bem meus amigos,
é
um
tanto magoado que chego ao
fim
desta crônica-política-biográfi
ca, pois termino falando
da
morte do homem que tanto fez pe
la nossa querida cidade de San­
ta Cruz do Rio Pardo.
Leônidas Camarinha
fale­
ceu em São Paulo a 23 de agosto
de 1.9 7 1 , aos 69 anos de idade.
Está enterrado no cemitério de
sua então "Jóia da Sorocabana",
e com sua morte Santa Cruz per­
deu um homem que, em vida dedi­
cou- lhe um grande amor...
Aí moças pobres
de Tiinha cidade
b n ç a l o l_.__d£ Mello
vejam quanta ~i8teza
essas moças da
riha cidade
carregam no coraç^
essas moças pobres
essas moças f e ia s
essas moças e n v elh ec id as
a n te s do tempo
são as moças dos sítios
dos sábado8 nas vilas
empregadas domesticas
dos parque8 e circos
sempre longe do centro
onde servem as senhoras
durante dias anos e vidas
sempre sonhando músicas
do rádio e da televisão
nas paredes dos quartos
vejam quanta tristeza
essas moças• carregam
nesse carnaval do povo
nessa festa inventada
tristezas tristezas
e a tristeza maior:
saber que o sorriso
que nesse momento reluz
ainda será o mesmo dos filhos
vejam todos
fa z e n d e iro s tra p a c e iro s
com erciantes e c a ix e ir o s
TOOOS
A/O
05 M £ S £ S
D E Ô s l T E
vejam todos
quanta t r i s t e z a c arre g a n
no coração
essas moças de minha c id a d e !
DEBATE
-4- economia
A
INDÚSTRIA
Para esta edição, conversamos com os anpresários santacruzenses CELSO ZAIA (diretor de Cafeeira '
Brasília Ltda.), e ZILD3 SUZUKI (diretor de Máquinas'
Suzuki S/A).
|
Nas entrevistas, pudemos sentir que realmente
S. Cruz do Rio Pardo, a exemplo do Brasil, passa por
una séria crise nos dias atuais.
Os empresários queixaram-se também da demora na
instalação do distrito industrial, há anos prometido'
pela administração municipal.
CELSO Z A IA ACHA OUE
DISTRITO INDUSTRIAL DEMOROU MÍITO
DEBATE - Quando foi funda
da a Cafeeira Brasília?
CELSO - A fundação
foi
feita em 1.964 e inicial­
mente havia sociedade com
o grupo Pegorer. E m 1.967
ocorreu a abertura
desta
sociedade, ficando a fir­
ma sob
responsabilidade
dos irmãos Zaia: Celso,He^
lio e Angelo.
DEBATE - Quais
sao
as
perspectivas atuais
para
a industria?
^
à
CELSO - A nossa indústr^
esta em ritmo de cre
mento, mas com tende
ue
a se estabilizar,
q u£
jã estamos at i n g i n
que
la faixa de trab
acrepretendíamos,
a frendito que daqu
seria uma
te, a indust
que e hocontinuidad
je em di Trasil
vive
DEBATE ? recessão.
A
uma
rasília
está
Caf ee
esta crise?
sec.
Sem duvida;
acho
recessão atingiu t£
país,
inclusive
o
) ramo (arroz),apesar
ser um produto de priira necessidade.
DEBATE - No caso de nossa
cidade,
as perspectivas
sao boas para a i n s t a l a çao de industrias?
CELSO - Nao digo que haja
facilidades, mas se h o u ­
ver maior apoio do
Poder
Executivo, S. Cruz
seria
uma cidade para comportar
mais industrias.
Talvez
falte realmente um pouco
mais de incentivo por par
te das autoridades munici
pais. Mao de obra, por e
xemplo existe, mas o que
falta é serviço: a cidade
JOSÉ
CARLOS
passa por uma CArse úe
pregos. A c a f o A ra Brasí­
lia teve, n o / ^ t a n t o » um
aumento
d < / jfuncionários,
pois
e s t / s atualmente
55 «ymentos.
com
•uai seria a sai
DEBATE
S.
Cruz
da paj
_ . se industríar ar raP 1<^amentee
- Sem duvida, a in£
tyftçao de um distrito in
trial, que no m e u ponro de vista deveria
ter
saído hã muito mais tempo.
A nossa empresa hoje, te­
ria u m pouco de dificulda
des para mudar-se para um
distrito industrial, pois
o nosso investimento
na
cidade jã é grande.
Mas
se isto tivesse sido fei­
to hã alguns anos, atrãs,
nos seriamos os primeiros
i n t e r e s s a d o s . ..
DEBATE - Com quais cerea­
is a empresa trabalha?
CELSO - So trabalhamos can
benefício de arroz. A em­
presa estã funcionando em
ritmo
acelerado,
dia
(100%) e noite (50%). N o £
sa produção e de 1.500 sa
cos beneficiados por dia.
Quanto ao aumento de p ro­
dução, isto so depende de
vendas.
DEBATE - A nossa região e
propícia para
o plantio
de arroz?
CELSO - Acho que
o plan­
tio de arroz na região,em
termos comerciais, prati­
camente nao tem mais con­
dições, porque dedicou-se
ã cana e pastagens...
Quanto a qualidade do ar­
roz, ultimamente a prefe­
rencia do consumidor
re­
cai sobre o arroz agulhinha, do Rio Grande
do
Sul.
NASCIMENTO
CAMARINHA
ENGENHEIRO CIVIL
PERCILA
MACHADO C A M A R I N H A
ARQUITETO
Rua Cons. Antonio Prado,
1026 - S.C.R.PARDO - SP.
ATENÇAO:- NAO DEIXE AUMENTAR 0 PREÇO D E SUA ASSINA t U R A . .. RENOVE-A 0 QUANTO ANTES: Cr$ 600,00
IM O B ILIÁ R IA
PROGRES S O
SANTACRUZENSE
S/C
LTDA.
creci 18080
VENDA E ADMINISTRAÇÃO
DE INOVEIS COM ASSISTÊN­
CIA JURÍDICA...
FONE
72-1880
Rua Euzébio de Queiroz
SANTA CRUZ DO RIO PARDO - SP. -
Sta. Cruz do Rio Pardo, 6 de Maio de 1.981
SANTACRUZENSE
SUZUKI: "DEVEMOS REAGIR À CRISE”
DEBA<E - Zillo Suzuki, co
mo/começou a indústria Mj[
inas Suzuki S/A?
ILL0 - A industria Suzu­
ki tem seu berço numa p a ­
tente que o sr. Michiyoshi
tirou numa ocasião, e s t u ­
dando o sistema de benefí
cio de arroz que até en”
tão era feito com dois
1
discos de pedra.
Essa m
venção consistia no desca
camento de arroz
através
de roletes de borracha.No
início ele fabricava este
rolete
apenas
para a d a £
tação
nas
demais
mãqui
nas que existia,
porque
Suzuki ainda não fabrica­
va máquinas.
Sem dúvida
nenhuma esta
invenção 1
trouxe uma
inovação
no
campo de benefício de a r ­
roz. A fabricação de mãqui
nas completas ocorreu por
volta de 1 .9 5 6 ,
havendo
boa receptividade no m er­
cado brasileiro. Na déca­
da de 60 iniciamos então,
as primeiras perspectivas
para vendas no exterior e
hoje operamos em toda
a
América do Sul e Central.
DEBATE - Qual
o conceito
de Máquinas Suzuki no e x ­
terior?
ZILLO - A questão do c on­
ceito merece uma ilustra­
ção: obviamente como e n ­
genheiro, não posso negar
que a tecnologia brasi!e_i_
ra encontra-se bastante a_
trazada. Mas acontece que
descobri no exterior
que
vender máquinas
depende
do povo que a consome,
e
Maquinas Suzuki se impôs1
no mercado internacional1
porque, apesar de possuir
uma tecnologia menos a v a £
çada, seus equipamentos 1
são de fácil manejo.
DEBATE - A empresa fabri­
ca máquinas para
outros
cerea is?
ZILLO - Outrora
fizemos
máquinas até para café
e
amendoim, mas com o adve£
to da soja, atualmente es_
tamos especializados
so­
mente em máquinas de ben£
fício de arroz, e recent£
mente estamos pesquisando
a respeito da mamona e do
guaraná. Esta última
é
mais uma consulta particu
lar da Companhia Antarctj_
ca Paulista, e a m a m o n a 1
visando o programa
próóleo.
DEBATE - Como está a e m ­
presa nesta crise econorm_
ca em que vive o país?
ZILLO - No meu ponto
de
vista, é uma questão
de
conviver e saber combater
a situação, nao sendo p e£
si mista.
Nós estamos e x ­
portando, mas sem e n t r a r 1
em a v e n t u r a s ,sempre medi£
do nossos passos. Se
o
mercado persistir durante
um ou dois anos favorável
ã nossa máquina, entao
1
sim, nós vamos ter certe­
za de que devemos
expan­
di r. Agora, existem aque­
les que estão
realmente
sofrendo com a crise, is­
to é, fábrica
demasiada­
mente grande com produção
ociosa, porque não há c o£
sumo suficiente. Será mes
mo que não há consumo ou
é uma questão
de
atacar
novos mercados? Se a ques
tao é de ordem tecnológi­
ca, dever-se-ia
avançar
tecnologicamente para
atingir esta fatia de m e r ­
cado. 0 que há, me parece
que é uma certa
acomoda­
ção do empresariado e por
outro lado, o
excessivo
paternalismo do governo.
DEBATE - Com a c r e s cente1
alta do dólar, a e xporta­
ção é realmente bem mais
1ucrat iva?
Z1LL0 - Errôneo no
meu
ponto de vista. Nós esque
cemos que o dólar
sobe1
desvalorizando o
nosso
cruzeiro. Devemos sim,tr£
balhar para que o cruzei­
ro se e s t a b i 1 ize.
DEBATE - Falandp de Santa
Cruz do Rio Parílo: a cid£
de é propícia para a ins­
talação de indústrias?
ZILLO - Acho que não exis
te o problema de ser p ro­
pícia ou não...
Toda
e
qualquer cidade que se d£
senvolveu criou uma infr£
-estrutura
naturalmente
em torno de seu
próprio
desenvolvimento. Os pode­
res municipais devem
se
preocupar para que a cid£
de ofereça condições
ás
várias empresas. Os polos
industriais que c o n h e c e ­
mos não foram planejados;
surgiram primeiro
pelas
próprias indústrias,
em
torno das quais foi feita
a infra-estrutura.Sobre a
possibilidade de S. Cruz*
ser um polo industrial no
futuro, trata-se de
uma
problemática de iniciati­
va dos poderes municipais.
Realmente, dentro dos meus
contatos com vários empr£
sários, muitos manifestaram-se preocupados em sair
da capital, tendo em vis­
ta a mão-de-obra, matéri£
-prima, etc.
Se a m a n h ã 1
for formada uma
comissão
para fazer este estudo,t£
nho certeza que
teremos
mais indústrias em
Sta.
Cruz.
DEBATE - Seria o caso de
instalação urgente de
um
distrito industrial?
ZILLO - Máquinas
Suzuki
tem interesse direto
na
instalação do distrito i£
dustrial, mesmo porque em
bora deva ser comedida
a
expansão de qualquer
in­
dústria, hoje
precisamos
expandir nossa empresa.No
terreno em que
estamos
instalados já é b a s t a n t e 1
difícil e precisamos de á
reas maiores em outros 1o
cais, principalmente
que
sejam de caráter industri
ai.
DEBATE - Você acha que
a
crise do comércio
santacruzense pode aumentar?
ZILLO - Esta crise do c o ­
mércio é uma questão
de
poder aquisitivo. A pouca
oferta de emprego
influi
na circulação de dinheiro
na cidade, então a crise
que reclamam nossos comer
ciantes é evidente,
por­
que o nível de vendas caiu
assustadoramente.
Mas é
diante da adversidade que
o homem cresce,
porque1
quando se fala que a ciêji
cia avança dezenas
de anos na guerra em
relação
a tempo de paz, é uma ve_r
dade nua e crua... Nós d£
vemos reagir e crescer,l£
tar para vencer esta
si­
tuação1
. ...
DEBATE - A sua empresa tem
planos imediatos de expa£
são? Ela está
apostando
no distrito industrial?
ZILLO - Sim, temos planos
imediatos para expandir a
firma, porque aumentou o
volume de vendas no exte­
rior, e que não temos co£
dições de atender
devido
ao potencial limitado de
produtividade.
Sobre o
distrito industrial, fi Z£
mos vários contatos
com
os poderes públicos de S.
Cruz, mas
infelizmente
não conseguimos nenhum p£
sicionamento mais
concr£
to. Então, a saída
seria
comprar um terreno na área semi-urbana e
insta­
lar a indústria, mas exi£
te aí uma questão de sen­
timento: ficaríamos em S.
Cruz, por causa do
berço
e do amor
que
sentimos1
por esta cidade...
Mas
em números frios, ás
ve­
zes é interessante
apli­
car em outros centros que
ofereçam melhor condição.
Em suma: se tiver que com
prar terreno e construir,
e qualquer outra
cidade
oferecer terrenos gratui­
tamente, com incentivo de
impostos, é evidente que
aí os números não enganam
ninguém: teríamos que sair
desta cidade... 0 que im­
pede até o presente mome£
to é realmente este
amor
que sentimos pela cidade!
ÓTICAS E RELOJOARIA UNIVERSAL LTDA.
NACIONAL
6nc,s
RELÕGI0S
ÓCULOS,
JÓIAS,
TUDO
d i g i t a i s
a l i a n ç a s
,
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P ELO MELHOR
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COLECIONE TODOS OS MESES:
"DEBATE
CULTURAL"
SUPLEMENTO MENSAL DO
A N O I - N .° 1
M A Í O D E 19 8
RECORDAÇÕES OE DMA CIOAlE CENÍEKARE
No aniversário de Santa Cruz do Rio
Pardo, lançamos hoje o primeiro número des­
te suplemento cultural, que circulará men­
salmente .
Nesta página, brindamos
os
leito­
res com algumas fotos
historias
de Santa
Cruz antiga.
À esquerda, vemos em primeiro plano,
o antigo prédio da cadeia publica, localiZ£
da onde hoje situa-se o Clube dos XX
(nes­
te prédio também funcionava o Forum). Logo
abaixo, vemos as fotos da estaçao ferroviá­
ria e do cinema local (onde hoje é a Prefei^
tura Municipal).
bjpmoteca
ti. 11 ií'
;,*1# 1 w
f i f t
I
Abaixo, uma foto que muitos sentirão*
saudades: a antiga igreja matriz,
demolida
há anos atrás.
à direita, vemos acima aspecto da Pr£
a da República, destacando-se o posto
de
gasolina, hoje de propriedade de Joao Valéio Ladeira.
No centro, uma foto tirada do
coreto da Praça da República, onde vemos ao
undo o prédio da Camara Municipal.
Mais
abaixo, uma foto onde aparecem as duas anti_
gas pontes sobre o rio Pardo.
II
i
IIII
———
LEIA
TAMBÉM
NESTE
NUMERO
1I
1
1
*
3
e
1
M
a
O PRIMEIRO JORNAL DE
SANTA CRUZ
Em 1.902 foi fundado o
primeiro jornal
em
Santa
Cruz: "0 CORREIO DO SERTÃO",
tendo como seu diretor, An­
tonio Galvio.
As vezes cômico,
ora
violento, o jornal
deixou
sua marca na história
de
nossa ci dade...
PAGI NA -2-
LEÔNIDAS CAMARINHA
Na página - 5 - , um artigo de H.C.A. so
bre quem foi LEÔNIDAS CAMARINHA, um político
que transformou Santa
Cruz
do Rio Pardo
na
"Joia da Sorocabana " .
E
maI S:
C I N E M A - U m a R e v i s ã o N e c e s s á r i a .......................... -3
V i r g u l a s , O r a Vírgulas.' ( M a t e m á t i c a ) ................... -4A t é Q u e a M o r t e n o s S e p a r e ? ( f i c ç ã o ) ................... - 6
s u p le m e n to
- 2 - DEBATE
CELSO
FLEURY
MORAES
C U LTU RAL
'A i •; / 1 .
98 I
0 PRIMEIRO JORNAL DE SANTA CRUZ
Com o enfraquecimento das
terras no Vale do Paraíba,
em
fins do século passado, os
ba­
rões do café procuraram
novos
lugares para desenvolver
suas
culturas. Nossa região, possui­
dora de terras férteis, foi uma
das escolhidas por esses cafeicultores, que para cã v i eram ejc
pulsando os que se dedicavam a
uma agricultura de subsistência.
C om a vinda dessa
gente
houve um maior progresso e tam­
b é m acompanhado de um correspoii
dente aumento de violência.
Acompanhando esse novo
’
despertar surge e m 1.902 o pri­
meiro jornal da nossa cidade.
Santa Cruz do Rio Pardo era en­
tão chamada de Princesa do Ser­
tão e a estrada de ferro Soroca_
bana havia parado e m Cerquei
Cesar. Para se ir a S. Paulo
mava-se um trole (carruagem
tica, tocada a cavalos)
Cerqueira e lã se apanha
trem que demandava a
, f 1 902
E m 11 de março *
numero
sai publicado o p
semana do CORREIO DO SERT
eresses
da
rio dedicado aos
4 paginas,
zona sertanej“"
sso na
Rua
0 jornal era
ao havia numera
Antonio Prad
seu diretor foi
çao das
que trouxera
a
Antonio
Itapetininga.
primeiro numero cri
o estado deplorável '
ruçao publica e m
Santa
Enquanto outras cidades 1
Faxina, Botucatu, Tatui,So
a, Sao Roque, etc.,
ja
suiam seus grupos escolares,
S. Cruz contava apenas c om uma
unica escola do sexo feminino e
já existiam 300 crianças de am­
bos os sexos e m idade escolar ,
carentes de instrução. No júri,
sob a presidência do Dr.
J oa­
quim Gomes Pinto, sendo p r o m o ­
tor o Dr. José A m adeu Cesar
e
escrivão Francisco de Vasconcel
los, foi julgado José de
Goes
Lima, pronunciado por ter assas
sinado
duas praças do destaca­
mento de Ilha Grande (Ipauçú) .
Defendido pelo Dr. Frederico
’
Carr Ribeiro, foi absolvido por
8 votos; foi também julgado Sal
vador Gonsalves Lopes e A u g u s t £
nho Lopes por terem, no
dia
8 de março de 1900, ferido gra­
vemente o Dr. Constante T r e v i san. Tamb é m foram absolvidos por
unanimidade.
Aliás, e m
todos
os julgamentos noticiados
pelo
Correio do Sertão dificilmente'
alguém era condenado por homicí
dio.
Ma parte comercial
destacava-se a
propaganda da Casa
do Lista
0 jornal publicava um no­
ticiário variado, com transcri­
ção de diversos diários da capi
tal e dava-se particular a t e n çao as constantes queixas
dos
moradores contra as formigas
'
sauvas, cuja erradicação
seria
da responsabilidade da
Camara
Municipal.
Na parte comercial desta­
cavam-se as propagandas da Ca­
sa do Lista ("Tonico Lista"),na
Rua da Ponte Nova, com variado*
sortimento de vinhos,
licores,
perfumar ias, ferragens, silhoes,
etc.
Eraclito Sandano,
na
Vila Nova, possuia zima fábrica*
de cerveja, e m fr/frte a a
loja
do Sr. Israel Machado.
Joaquim
Ribeiro Marque/ possuia um H o ­
tel Familiar/lo Largo da Liber­
dade (atual^taça Leonidas
Ca­
marinha)
destacava que
"o
prédio ficava no ponto mais sau
dável d» localidade e tendo seus
q u a r y » janelas e ar suficiendo hotel descortinava - se
rindo panorama".
Zeferino
tas era cirurgião dentista ,
plomado pela Escola de Farmá­
c i a do Estado de Sao Paulo, com
16 anos de prática. Fazia obturaçoes de dentes "de qualquer *
especie, desde a mais cara
até
a mais barata" e na Funilaria '
Paulista, de Francisco Aloe
&
Filho, podia-se comprar lanter­
nas para iluminaçao de
frentes
de casas na noite de Sexta-fei­
ra Santa.
A funilaria
ficava
na Rua Coronel Emidio Piedade.
0 Jornal criticava os
abusos das eleiçies
feitas a bico de pena.
0 Correio do Sertão criti
cava com veemência as violênci­
as cometidas pelo Dr. Francisco
Sodré, presidente da Camara M u ­
nicipal e chefe político daque­
la epoca. Também criticava
os
abusos das eleições, feitas
a
bico de pena.
Na ediçao de
6
de junho de 1.903, número
64,
nota-se que o resultado
das
eleições tinha sido: Para Sena­
dor Gustavo de Godoy, 2 77
vo­
tos; para Deputado H. de
Frei­
tas, 277 votos; para Vereadores
F. E. Martins Ribeiro e Godofre
do F. Negrão, também c om
27 7
votos cada. 0 diretor do
jor­
nal fez um comentário ironico '
sobre o resultado e escreve que
havendo 3 vagas para a
câmara
so elegeram 2 vereadores.
Antonio Galvao também com
batia a influência nefasta
dos'
políticos no tribunal do
jun,
a opressão dos poderosos, o es­
tado lastimável das ruas,
os
animais soltos, a violência p o ­
licial, etc.
Aliás, o
prõprio diretor foi uma vez
alvo
de arbitrariedade do Delegado '
de Polícia, conforme relata
em
seu número 43, de 10 de janeiro
de 1.903.
Antonio Maríaní
es­
creveu ao diretor do Correio agradecendo a atitude do diretor
do jornal em defender-a Sra. Co
lomba Mariani, da violência p o ­
licial. Aquela senhora, acompa­
nhada de familiares, transitava
com uma carroça em rua que esta
va em reparos e foi destratada^"
por um funcionário
municipal,
'Visivelmente embriagado".
0
diretor do jornal partiu e m de­
fesa da senhora Colomba,
que
havia sido presa (mais tarde
'
foi solta) quando o delegado, '
Fernando Eugênio, aos berros, '
prendeu Antonio Galvao, que tam
bém nao ficou muito tempo deti­
do.^ Houve uma série de manifes
taçoes de repúdio â atitude
áã
autoridade triculenta e o fato
foi inclusive noticiado no jor­
nal Fanfulla, da Capital.
M primeira elelçâe
para vereadores fel
em 15 de novembro
de 1876.
Com a aboliçao da escrava
tura houve necessidade de
i m~
portar— se mao de obra estrangei
ra e a colonia italiana foi
~ã
que mais se destacou eu
nossa
Santa Cruz daqueles anos.
Lê-se no "Correio do Sertão" noti
ciãrio variado sobre a Itália i"
inclusive publicou-se por algum
tempo uma "Sezione Italiana",as
sinada por Serchio, o qual
se^
queixava da falta de um corres­
pondente consular italiano
na
região, para defender os
inte­
resses dos colonos e também p e ­
dia a formaçao de uma entidade*
de socorro mútuo. Quando
havia
alguma manifestaçao popular era
comum sairem âs ruas pessoas
'
com as bandeiras brasileira
e
italiana.
A data da reunifi­
cação italiana era comemorada '
com festas e hasteamento
das
bandeiras dos dois países.
Havia oito advogados
em
S. Cruz nos idos de 1.902,
o
que indica a quantidade
de
açoes que já se impetrava.
0
primeiro número dá o nome des ses profissionais: Arlindo Viei
ra Paes, Cleophano Pitaguary de
Araújo, Olympio Rodrigues
Pimentel, Heitor Gambara,
José
Amadeu Cesar, Fernando Eugênio*
M. Ribeiro, Frederico Carr
Ri­
beiro e Joao Castanho de Almei­
da.
Eram médicos Ernesto Tor
res Cotrim e Francisco
Sodré.
Os farmacêuticos eram Manoel An
t o m o de Oliveira, Baltazar
de
Abreu Sodré e Antonio
Sanches
Pitaguary.
Zeferino de
Bretas, Damaso Duarte da Silva
e
Júlio Estevam de Sant*Ana eram
os dentistas e Estevam de
Re­
zende, Antonio Bernardino Ribe£
ro, José Nestor de França e
e
Constante Trevisani eram os en­
genheiros e agrimensores.
0
vigário da paroquia era
Fran cisco Bottí e o ministro
da
Igreja Evangélica Presbiteriana
era Othoniel Mota.
Este último
tornou-se famoso filõlogo e h i £
toriador brasileiro, membro
da
Academia Paulista de Letras
e
autor de várias obras,
tendo
também lecionado filologia
na
Faculdade de Filosofia Ciências
e Letras da Universidade de Sao
Paulo.
As professoras das la.
e
2a. escolas públicas eram Evangelina Gentil e Ana Posidonia '
Marques. No Colégio N. S.
do
Amparo era professora
Augusta
Pinto Ferreira e José
Ferrei­
ra Nene era professor de musi­
ca.
Na ediçao de 24 de março
de 1.902, assinado por
0.
M.
(Otoniel Mota) foi publicado
o
soneto
CHR0M0
Elle chega da queimada, _
Com foice e enxada na mao;
Na fronte meio avincaâa
Há uns laivos de carvão.
Procura a rede e, empunhada,
A viola, as notas vão,
Perdendo-se na quebrada,
Gemendo na solidão.
Uiva triste o jaguapoca,
Rufa no testo a pipoca
Zumbe a chaleira fervente,
E o café vem na tigela
De lista azul e amarella
Soltando um fumo indolente.
(Testo é uma "tampa
de
barro ou de ferro, para
vasi­
lhas" - apud Novo Dicionário da
Língua Portuguesa, de Aurélio*
Buar q u e ) .
Na ediçao de 2 de agosto*
de 1.902, número 21, há u m arti
go assinado com X, sobre a fundaçao de Santa Cruz.
Ali
se
diz que o primeiro habitante que
aqui.veio residir foi o sertane
jo Manoel Francisco, que
fez
doaçao de terreno suficiente pa
ra o patrimonio da Igreja e que
muito combateu os indígenas fe­
rozes que por aqui existiam. De
pois de alguns anos, atendendoT
a convites do sertanejo,
para
ca vieram vários outros e nessa
ocasiao o Padre Joao D o m i n g u e s ’
Figueira, vizinho de Manoel
'
Francisco, muito concorreu para
o desenvolvimento da povoaçao .
0 Pe. Joao Domingues fez um ran
cho de pau a pique, coberto com
taquaras sobrepostas, em terre­
no do patrimonio e este
rancho
ainda existia em 1.878,
data
em que o referido padre jã era
vigário desta paroquia.
Santa
Cruz foi elevada â categoria de
freguesia em 1.872, por t r a b a ­
lho de Joaquim Manoel de And r a ­
de, que era o fazendeiro
mais
abastado do município.
Foi
elevada â categoria de vila em
1.876, tendo sido neste
mesmo
ano elevado o município ã cate­
goria de Termo, com foro
civil
e conselhos de jurados.
A primeira eleição
para
vereadores foi em 15 de outubro
de 1.876, sendo eleitos Joaquim
Manoel de Andrade, Luiz Antonio
Rodrigues, Luiz A. Braga,
Joao
B. Figueira, Fírmino Manoel Ro­
drigues, Manoel C. da Silva
e
Claivdino J. Marques. - Em
1.876
foi criada agência postal e em
1.884 foi elevada â categoria '
de comarca.
0 diretor do Jornal
reclamava da
tedentlna nas
proximidades da cadela
Havia relato de fatos cu­
riosos nas páginas do "Correio"
Não existia água encanada e di£
riamente alguns presos da
ca­
deia pública transportavam ^ as
barricas com fezes para jogá-las
no rio Pardo. 0 diretor do jor­
nal queixava-se da fedentina
que existia nas proximidades da
cadeia e que era principalmente
mais sentida em dias de
juri,
pois o forum ficava em cima da
cadeia.
Antonio Barreto,
leitor
do "Correio", em sua edição
(
31 de outubro de 1.903,
na
suplemento
M A I O /1.981
CULTURAL
DEBATE
-3-
o jornal teve que encerrar suas
atividades nesta cidade e trans
feriu-se para Avaré, de
onde,
através da via f é r r e a , poderia*
ampliar a sua penetraçao.
«ecçao livre escreve "A Um
Fi_
lante Cacete: Declaro que,
de
hoje em d e a n t e , nao dou e
nem
empresto este jornal a quem
1
quer que seja.
Quem quizer ler
j o r n a l , faça como eu: tome
uma
assignatura, para nao encommojdar pessoa alguma. 6 favor
nao
me pedir, e nao será atendido".
0 último número é de
31
de dezembro de 1.903, numero 94
e há até uns versinhos sobre
o
fato:
Triste Verdade
Santa Cruz da um passo â reta—
(guarda
Para na senda do progresso de-
Naquela época mudavase facilmente de
nome
( scmdar
Voltando a ser recanto ignorado
Porque o Correio do Sertão 'vai
(lhe faltar.
Ê que infelizmente o nosso meio
Não serve inda p 'ra ter um tal
(Correio
Mudava-se de nome facil m e n t e . Na ediçao de 24 de
maio
de 1.902, Pedro Custódio decla­
ra que daquela data e m diante 1
passaria a assinar Pedro
Gon­
çalves Guimaraes...
(assinado X)
As cópias xerocadas
des­
te j o r n a l , que foi extraordiná­
rio na época, nao só pela verda
de dos seus a r t i g o s , beleza
e
correção da i m p r e s s ã o ,
como
também pela linha seguida
pelo
seu diretor Antonio G a l v a o , en­
contram-se na Biblioteca
do
"Leônidas do Amaral Vieira",sob
a guarda do bibliotecário, Prof.
Hélio Castanho.
Chamava-se "cometa" aque­
le que nao pagava suas c o n t a s . .
Na ediçao de 26 de julho
de
1.902 está "Pedido a um Cometa:
o abaixo assignado pede a
um
sr. Cometa o especial favor
de
vir ou mandar pagar-lhe, quanto
a n t e s , a quantia de 24$500
de
pasto e milho; do contrário tra
rá a publico o seu nome e a li­
geireza com os devidos
pontos
nos ii.
Por hoje só este
avi­
so. (a) Joaquim Ferreira da Sil_
va Lopes".
É obra para ser estudada*
a fundo, pois é o único retrato
daquele tempo conturbado.
Uma revisão neces%ja
Dizia-se que a herva
bo­
tão curava picada de c o b r a s ,mas
certamente a verdade era outra,
pois há várias noticias de
ca­
sos de morte motivadas
pelas
picadas dos r é p t e i s . A
secçao
livre era ás vezes violenta,ccm
forme se vê na ediçao de
16
de maio de 1.903:
"Ao Advogado
Bacharel Frederico Carr
Ribei­
ro: A Casa Lidgerwood está, fe­
lizmente, livre das suas
gar­
ras. Findou a causa, cessou
o
efeito. Morto o carneiro, a c a ­
bou-se a la.
Acabada a
gali­
nha, acabou-se o resguardo.
Vá
advogar no Inferno, que lá tal­
vez encontreis parceiros.
Ou
entao podeis ir para o reino de
deus B a c c h o , do qual és o mais
fervoroso devoto.
0 que nao
podeis e continuar a viver
en­
tre as pessoas limpas e
hones
t a s , n e m tam pouco, exercer
a
nobre profissão de advogado.(a)
Joaquim José Ferreira Telles."
0 cinema, entendido não como obra de
s
comercialização, mas como um produto capaz de r e P 1
o processo histórico e as visoes que cada homem tÓ-lr
momento artístico, cultural e social em que esta ii?°
rido , vem pedindo , constantemente uma revisão de
si!
problemática básica: quem e o maior responsável
poi
essa reorganização do mundo real , produzindo as
ima­
gens que frequentemente nos impressionam?
Com a falta da ferrovia ,
DEBATE
SUPLEMENTO
D
CULTURAL
DO
JORNAL
"D E B A T E "
P U B L IC A Ç Ã O MENSAL
-----------
I R E T 0 R - P R 0 P R IE T Â R 1 0 : -
Sérgio
M A IO DE 1 . 9 8 1
Fleurv
REDAÇÃO E O F I C I N A S : - R u a SÃ o J o s é , 3 1 ,
SANTA CRUZ D0 R IO PARDO - SP -
Moraes
Caixa
Postal 34
COLABORADORES:
Celso
Fleury
berto
Domingues,
de
Viveiros,
Junqueira,
Paulo
César
Moraes,
Maria
Gonçalo
Gentil
Hélio
de
Luiz
Marques
C o s t a .■.
Castanho
Fátima
de
Almeida,
Moraes,
Mello,
Valio,
de
L u iz
Magali
Luiz
Adal­
Sérgio
Ferreira
Carlos
Seixas
1
,
A transformação do cinema em industria provo cou uma distorção de valores, colocando-se como figura
de destaque e importância de uma produção a figura ca­
rismática ou n ã o , do ator ou atriz.
A superficiali­
dade com que são vistas as fitas ou a intensa campanha
publicitária, baseadas em personalidades com as quais *
o público pode alcançar, identificação, aparecem
como
responsáveis pelo despreparo do espectador.
Ao nos
prepararmos para assistir a um filme, a nossa primeira
preocupação e, invariavelmente, a presença de determi­
nados nomes que garantam, com sua presença, o nível da
produção exibida.
Infelizmente tal disposição
nos
leva a erros de avaliação e, não poucas vezes,
somos1
ludibriados na nossa boa fé e , é claro, no nosso
bol­
so, já tantas vezes vítima inocente dos belos
olhos
que nos fitam na tela.
0 que realmente interessa e garante o nível de
qualquer produção é a presença de uma intuição criado­
ra representada pelo diretor. Ele e que garantirá, com
sua capacidade, a visão das cenas projetadas.
Ele
é que manej ará ^o ator, transformando-o na personagem *
desejada; ele e que orientará o cenógrafo, o ilumina d o r , os pesquisadores de época , os figurinistas.
Um
péssimo ator pode se transformar nas mãos de um grande
diretor ; o contrário também oc o r r e , e, não poucas
ve­
zes, um bom ator pode ser levado a um péssimo desempe­
nho, devido ã presença de um diretor incapaz Ue domi­
nar o mundo que cria.
Quando se buscam os valores de uma f^ta deve-se evitar uma valorização calcada em artistas que n a ­
da mais são do que a reprodução de uma mente criadora *
a dirigi-los e a manejá-los como marionetes obedientes
a seus desejos.
0 estrelismo é um mal. Cabe ao espectador sele
cionar seus filmes e assumir uma posição crítica
dõ
que vê, baseado no trabalho de uma presença, apenas aparentemente oculta, mas que se revela em cada
fala,
em cada a ç ã o , em cada m o m e n t o , em cada grande ou peque
na interpretação:
o diretor.
A.
D.
s u p le m e n to
-4-
C U LTU R AL
DEBATE
M A I O / 1 .981
M A TEM Á TIC A
A p l i c a n d o a regra prática temos 0-1. Não podemos tirar
de zero e temos de início de igualar as casas. Ficará ent ã o
VÍRGULAS,
72,0
| 3,6
0000
ORA
um
20
1n t e 1ro
n?
VÍRGULAS!
Prova
regra prática da divisão:
1- 1 = 0
real
regra pratica da multiplicação:
Os alunos que iniciam o curso do s e g undo grau, apresentam ,
g e r almente, d i f i c u l d a d e s nas contas de m u i t i p l i c a ç a o e
divisão ,
p r i n c i p a l m e n t e naq u e l a s e m que e n t r a m vírgulas. T a m b e m e comum en
contrai— se alunos q u e se e m b a r a ç a m diante de uma conta de
divi­
são de 30 por 48, p o r exemplo. A c h a m q u e é i m p o s s í v e 1 tò 1 o p e r a ­
ç ã o o n d e o d i v i d e n d o (30) é m e n o r q u e o d i v isor (48), Q u a n d o
se
e n c o n t r a m d i a n t e de uma divisão, o n d e p r e c i s a m \guafar as casas e
a c e r t a r a p o s i ç ã o da vírgula, a s i t u a ç ã o fica p i o / a i n d a .
Seria
mais fácil se os alunos a p r e n d e s s e m uma regra p n A i c a , que a c a b a ­
ria com essa dificuldade. Assim, por e x e m p l o ^ / s t a operaçao:
1+0 =
18
“P P
O u t r o exemplo:
18,0
| 64
5,2
Prova
ncomoç^ nios c o m a vi rgula.
Mais
riamos
+
12,8
Te-
um e x e m p l o
pois da v í r gula no d i v i d e n d o
hã depois da v í r gula no divi
a diminuição
'
2 - 1
Daí, t o m a-se
o nüirero q u e e / tr^m o s - 291 (cociente) e colocamos
avírgula após o p r i m e i r o / e r o ^
esquerda, ou seja,
con t a - s e
uma casa da d i r eita para / s9 uerda e e n c o n t r a r e m o s
9,1
Para
tiplicamos o c o c i e n t e pelo
tirarmos a prova
d i v isor
e
na m u l t i p l i c a ç ã o s o m a m - s e as casas após
vírgula e e n c o n t r a r e m o s duas)
teremos
a
^
30
Fi nal
1,5
1-0
=
uma vírgula e
zero
1
Seria útil se esta regra prática fosse introduzida a
par­
tir dos 39s ou 4?s anos do pri m e i r o grau. Este m é t o d o já foi apli
c a d o e m classes de 5a* e 6 a. séries do 19 grau e 19 anos do
se~
g u n d o grau e os alunos m o s t r a r a m - s e superiores em operações deste
tipo aos colegas de outras séries.
MARIA DE FÃTIMA MORAES
EEPSG rtPedro Leme Brisolla Sobrinho
IPAUÇO
8,73
c
8 ,75
6
Bai x a n d o - s e o zero c o n tinuamos a divisão agora 30 por 6 e por fim
usamos a regra prática 1- 0=1 e teremos o resultado 1 , 5 no c o c i e n ­
te.
to teremos q u e a c e r t a r as casas de a c o r d o
com
,75, duas c a s a s , logo 0 , 0 2 (resto) e s o m a n d o - s e
r e s u l t a d o da m u l t i p l i c a ç ã o iremos e n c o n t r a r
Para som a r m o s
as do di vi den
este número
9:6
Se q u i s e r m o s c o n t i n u a r a o p e r a ç ã o colocaremos
no d i v i d e n d o
9 0 | 6
8,73
Teremos então
resto
18,0
=
27
05
12,8
5,2
4.1
X 0,2
0,3 _
o p e r a ç ã o s e m nos
poderia
regra pratica da divisão 1-0=1. A p l i c a n ­
do a regra prática colocamos 0 na frente
do 2 e teremos então 0 , 2 ( c o c i e n t e ) .
real:
64
x
A g o r a , c o n t a r e m o s q u a n t a s casas
(8 ,7 5 ) e e n c o n t r a r e m o s duas; quai
sor (0,3) e a c h a r e m o s uma. F.
18 : 64
De inicio colocamos uma vírgula e um zero, porque 18 não
d i v idir 64 e faremos a o p e r a ç ã o esque c e n d o a vírgula.
1? CASO
Faríamos
=
1
m
nome do pão
que é o d i v i d e n d o p r o c u r a d o
a o p e r a ç ã o ficará
►7,50 L.0,03-
hei,
da s e g u i n t e m a n eira
1 (regra p r á tica da divisão)
deus?
ce ta v e n d o a b o a - m e n i n a - d e n t r o - d o - o n i b u s - d e n t r o - d a - a v e n i d a
se b e n z e r e m - n o m e-do-pai
q u a n d o p a s s a d e f r o n t e a igreja
dentro-da-avenida-cheia-de-onibus-cheios-de-boas-meninas?
hei, deus?
/
Pro v a
/
real
29,1
0,3
8,73
0,02
"8775“
8,73
29 CASO
T o m a r e m o s a d i v i s ã o de 87,5 p o r 0,03* A g o r a temos no
divi­
sor um n ú m e r o c o m duas cas a s após a v í r gula (0 ,0 3 ) e no d i v idendo
uma s o m e n t e (87,5)• T o m a n d o - s e o p r i m e i r o caso teremos 1 - 2,
po­
rém não p o d e m o s tirar 1 de 2 , pois nesse c a s o teríamos n ú m e r o n e ­
gativo, q u e p e r t e n c e aos n ú m e r o s inteiros. F i c aremos e n t ã o
com
os n ú m eros nat u r a i s positivos. De início teremos de igualar
as
casas
o_
i _
87,50 I 0,03
e f a r emos a d i v i s ã o sem nos p r e o c u p a r m o s
remos a p l i c a r uma regra prática
c o m as v í r g u l a s ,
pois
I 0.03
87,50
2 - 2 = 0 , logo nao teremos q u e c o l ocar
nhuma v í r g u l a no cociente. T r a t a - s e
um n ú m e r o inteiro.
2916
27
05
20
ne­
de
2
Pro v a
real:
2916
87,48
87,50
87, 4 8
LU IZ
Como no c a s o anterior, acerta^
mos o resto para somar v í r g u ­
la d e b a i x o de vírgula.
0,02
0,03
ce ta ven d o a p i c a r e t a nas maos d o s homens
q u e r e n d o m a t a r p e c a r p i c a r m e n t e s e m prol de mais demais?
hei, deus?
ce tã v e n d o a p i s c i n a che i a d * a g u a
(e a á g u a faltando no n o r d e s t e . . . ) ?
hei, deus?
p o i s é . ..
hei, deus?
>
cê tã ven d o os m e n i n o s que c i r c u l a m pelas ruas
exp u l s o s q u e f o r a m dos círculos, inícios e meios,
e q u e enfim, c o n t r a 0 Fim, v i v e m fugindo "das mor t e s " ?
hei, deus?
cê tã v e n d o a q u elas m u l h e r e s que ã v e n d a / q u e p o r q u a l q u e r renda
se v e s t e m d e s v e s t e m inv e s t e m o corpo no suor do abraço
forçado/amado/castigado
p o r u m p r a t o de comida e u m tabefe do ble f e tatuado
(mecenas d a (des) Ilusão apaixonante)
dessa nossa puta-de-Vida?
hei, deus?
nao. d 3 m a i s p r a a c r e d i t a r em I g ualdade/Liberdade/Fraternidade I
É v i v e r o u m o r r e r .1
E m nome do Pao, dos Filho s / E s p í r i t o s Santos da Terra.
Amém
F i n a l m e n t e a o p e r a ç ã o ficará assim:
87, 5 0
27
05
| 0,03
2916
2- 2=0 (regra prática da divisão)
20
0,02
P rova
x 2916
0,03
87,48
rea 1:
+
87,48
0,02
87,50
0+ 2 = 2
(regra prática
tipli cação)
da mu_l_
A regra p t á t i c a para a d i v i s ã o de decimais nada mais é
do
que o inverso da regra p r á t i c a da m u l t i p l i c a ç ã o de decimais e mes/
rap qyç se a*#mente
s zeros no. di v i d endo para que a con ta-chegue
:
.vírgula n o cocJ en
Ve­
jam o s o u t r o $ exemplos:
72
3,6
72
r
3,6
V
SÉRGIO
DE
V IV E IR O S
•• 1 0 /1 . 981
suplemento
CULTURAL
DEBATE
-
LEÔNIDAS CAMARINHA
Não custa olhar paia o passado como exemplo paia o presente...
H.C.A.
Antes dêle
uma cidade
fria, desengonçada, descalça,
poeirenta, na sêca, lamacenta 1
nas chuvas, dir-se-ia uma
mu­
lher desmanzelada, suja e descai
belada. Madornava preguiçosa
a
beira de um rio de águas
par­
das, de repente... manipulada 1
pelas mios de um mago,
acor­
dou, enfeitou-se, calçou vastos
e sinuosos sapatos pretos, cre£
ceu-lhe uma linda cabeleira ve£
de, florida na primavera, dadivosa de sombra, assim engalana­
da, faceira e bonita t o r n o u - s e
a "Jóia da Sorocabana".
0 mago? Ei- 1o,
Leônidas'
Camarinha, o maior homem públi­
co de Santa Cruz do Rio Pardo,
brilhante e auspicioso exemplo1
para os políticos que lhe suce­
deram, mas...
A Educação Moral e Cívica,
disciplina que se estuda
nos
1?s e 2?s graus de nossos s ist£
ma escolar têm como uma de suas
finalidades lembrar e cultuar os
grandes vultos de nossa
Pátria
— a cidade também é
Pátria,
todas têm a sua História e
na
História de Santa Cruz e
nos
anais da Assembléia Legislativa
Estadual, Leônidas Camarinha ocupa lugar de especial relevo ,
portanto merecedor de nosso re£
peito, de nossa admiração e de
nossos agradecimentos por
tudo
o que nos fêz e nos deixou.
Rememorá-lo sempre e espe
ciai mente no mês de fevereiro e
mantê-lo vivo em nossa lembran­
ça. Rememorá-lo na epoca
que
vivemos, tão carente de verda­
deiras expressões políticas
é
de necessidade imperiosa.
Há
na cidade uma praça com o
seu
nome; não basta, ela é
muda ,
nao diz a ninguém o que r e p r e ­
senta para Santa Cruz o
homem
que lhe emprestou o nome, mi stér se faz que o recordemos com
o calor de nossas palavras nes­
ta primorosa edição de "DEBATE"
comemorativa da nova data
de
nascimento da cidade. E s q u e c ê -lo no evento em foco seria
um
contrasenso, pois não se enten­
de a História de Santa Cruz sem
Leônidas Camarinha.
Nasceu o nosso biografado
na então Vila do Espírito Santo
do Turvo a 13 de fevereiro
de
1.902. Fez o curso primário nes
ta cidade, continuou os estudos
em São Paulo, diplornando-se pe
la Escola de Comércio "XV
de
Novembro".
Em 1.922 retornou a
Santa Cruz, aqui foi comercian­
te, exercendo também a
função
pública de 2? tabelião.
Pres­
tou exame perante o Tribunal de
Justiça do Estado, obtendo
a
sua carta de advogado provisionado.
Em 1.930-31 foi Promo­
tor Público da Comarca.
Políti co mi 1itante,
tornou-se chefe do Partido Republi
cano local; em 1 . 9 3 5 foi eleito
vereador.
Em 1.938 foi nomea00 nelo anlão Interventor Fede­
ral do Estado de São Paulo, Dr.
Adhetcar de Berros, pr
San,a Cruz, ca roo que exerceu '
4 ' -•
1.947 foi elei­
to deputado, sendo o represen tante desta região na
Assem­
bléia Legislativa Estadual. Foi
um dos signatários da Consti tuj_
ção Paulista desse ano,
pois
como constituinte teve eficien­
te desempenho em sua elaboração.
Com o prestígio político1
já assegurado se reelegeu depu­
tado estadual cinco vezes
con­
secutivas, cargo que desempe- 1
nhou com brilhantismo durante ‘
vinte anos.
Foi presidente das
mais importantes comissões téc­
nicas da Assembléia Legislativa,
de uma delas, da Comissão
de
Divisão Administrativa e Judi ciária exerceu a presidência d£
rante dez anos.
E de relevan­
te justiça que se mencione
os
seus assessores; quando prefei­
to de Santa Cruz foi assessora­
do por um dos mais brilhantes 1
advogados da é p o c a , Dr.
Odilon
Bueno,
na Assembléia Legi slatj_
va pelo Prof. Albino Melo
de
Oliveira, um dos grandes
mes­
tres do ensino em Santa Cruz.
Não custa olhar para
o
passado como exemplo para o fu­
turo. Leônidas Camarinha repre­
senta o passado a ser imitado .
Tudo nos diz que o notável pol_í
tico, principalmente nos
dias
que se sucedem, tornou-se
o
grande esquecido dos políticos*
situacionistas desta cidade.
Fala-se que a História
é
a mestra da vida - infelizmente
os nossos atuais homens públi cos não aprenderam ou esquece —
ram a lição dada e deixada
aos
pósteros pelo prefeito e deputa
do que fêz de uma cidade
com
ares de vila uma cidade
moder­
na.
Leônidas Camarinha, homem
de personalidade marcante, dedi
cou tôda sua vida a política, a
da esfera municipal, também
á
estadual.
Em ambos os setores1
a sua atenção esteve sempre vol
tada para a cidade de sua querencia, que também é a nossa» 1
Santa Cruz revive em quase tudo
que tem a lembrança saudosa
de
seu remodelador.
Político de visão ampla,
governou Santa Cruz numa época
que está bem distante no tempo,
porém, administrou vislumbrando
o futuro. A sua gestão munici pal transcorreu durante o perío
do da 2a. Grande Guerra Mundial,
epoca difícil, assim
mesmo do
tou Santa Cruz dos requisitos T
básicos que possibilitaram
o
seu desenvolvimento.
Vejamos:
1. Construiu no início de
seu governo municipal, como me­
dida prioritária, o serviço de
agua e esgoto, agora entregue ã
Sabesp;
2. Pavimentou a cidade
e
Santa Cruz foi a primeira do es
tado a ser asfaltada;
3. Providenciou a constru
çao de pontos no perímetro
ur­
bano de S. C r u z ;
4. Amigo do ver d e , arbori
zou a cidade;
5. Remodelou o cemitério1
loca 1;
6 . Remodelou o jardim pú­
blico;
7- Construiu o campo
aviação, como conseqüência
Vasp operava noSta cidade
de
a
com
uma linha aerea para transporte
de passageiros er.tre Santa Cruz
e São Paulo;
8 . Conseguiu « instalação
da Escola Normal Oficja j em $
C r u z , assim como a do "urso Ginasi a 1 ;
9. Tem seu nome i
te ligado ã construção da atu~
a I Santa Casa de Mi ser icórd a •
10. Foi o idealizador
da
construção do atual prédio
0%
Clube dos Vinte;
11. Foi um dos fundadores1
da Radio Difusora desta cidade;
12. Em sua gestão munici pal criou várias escolas primá­
rias municipais;
13. Assegurou a cont inui d£
de da circulação do jornal
"A
Cidade"; também por sua inicia­
tiva fundou-se outro em S.Cruz:
"A Fôlha".
Ainda na cidade grande,co
mo deputado estadual, pensando1
na cidade pequena que fizera de
sabrochar qual uma flor, acabou
transformando-a numa jóia:
14. Criou em Santa Cruz a
Delegacia de Saúde.
15. Instalou na cidade
o
Dispensário de Tuberculose;
16. Construiu com verbas 1
próprias a Maternidade "D.
Ma­
ria P. Gonçalves";
17. Em atendimento á agri­
cultura criou a Casa da Lavoura;
18. Criou o Instituto
de
Educação em S. Cruz, também os
cursos clássico e científico;
19. Criou várias comarcas *
e distritos dotando-os de esco­
las, estradas e assistência mé­
dica;
20. Incluiu no Plano Rodo­
viário do Estado a ligação Ipau
çú-Santa Cruz-Bauru;
Bem meus amigos,
é
um
tanto magoado que chego ao
fim
desta crônica-política-biográfi
ca, pois termino falando
da
morte do homem que tanto fez pe
la nossa querida cidade de San­
ta Cruz do Rio Pardo.
Leônidas Camarinha
fale­
ceu em São Paulo a 23 de agosto
de 1.9 7 1 , aos 69 anos de idade.
Está enterrado no cemitério de
sua então "Jóia da Sorocabana",
e com sua morte Santa Cruz per­
deu um homem que, em vida dedi­
cou- lhe um grande amor...
Aí moças pobres
de Tiinha cidade
b n ç a l o l_.__d£ Mello
vejam quanta ~i8teza
essas moças da
riha cidade
carregam no coraç^
essas moças pobres
essas moças f e ia s
essas moças e n v elh ec id as
a n te s do tempo
são as moças dos sítios
dos sábado8 nas vilas
empregadas domesticas
dos parque8 e circos
sempre longe do centro
onde servem as senhoras
durante dias anos e vidas
sempre sonhando músicas
do rádio e da televisão
nas paredes dos quartos
vejam quanta tristeza
essas moças• carregam
nesse carnaval do povo
nessa festa inventada
tristezas tristezas
e a tristeza maior:
saber que o sorriso
que nesse momento reluz
ainda será o mesmo dos filhos
vejam todos
fa z e n d e iro s tra p a c e iro s
com erciantes e c a ix e ir o s
TOOOS
A/O
05 M £ S £ S
D E Ô s l T E
vejam todos
quanta t r i s t e z a c arre g a n
no coração
essas moças de minha c id a d e !
DEBATE
CULTURAL
FICÇÃO
ATE QUE A MORTE NOS SEPARE?
A tarde chuvosa e sombria
serviu de pano de fundo para os
funerais do m eu querido
amigo
Jose Braga. Ele jã estava viuvo
ha alguns 5 anos e dizem
que
sua morte foi estranha.
Tinha
um casal de filhos, mas jã casa.
dos, v i v i a m em S. Paulo as suas
próprias vidas e nao ligavam
1
muito para o pai. José Braga era
professor de português e muito
estimado pelos seus alunos e co
legas pela sua alegria e bonda­
de .
No meu escritório tiro os
sapatos, acendo um cigarro e co
meço a rememorar os fatos
que
antecederam ao triste fim
do
m eu "amicus emeritus", expres sao latina que costumãvamos tro
car nos intervalos das aulas
Quando Jose Braga veio
balhar em no s s a escola, em rpfo
çao de Santa Fe do S u l , e l e / 3a
tinha lã seus 43 anos. Seu» ca“
belos começavam a pratea y e no
seu bigode ralo também £ obser^
vava alguns traços d a s ^ eves
que os anos vao j o g A » ° e m cima
da gente.
Era casado nXn Vitoria
Ferreira, m u l h e ^ / ° n ^-t a *
pele
morena, olhos v / d e s , enfim c o ­
mo os c o l e g a s ^ 2* ^ P or^
tras
dele "mulher^® P ra n i n g u é m b o ­
tar d e f e i t o / Viviam felizes.Vjl
tória era/ki*161- dominadora,man
dona
m a / ° Braga Sempre
dava
de contornar a mandoni
osa e fazia lã das sula-se em aventuras extra
is, mas sempre
muitoT
r e t a m e n t e . Dizia, nao
sei
por ironia ou verdade,
que
fcodo h o m e m tem necessidade
de
trair sua esposa de vez em quan
do, pois quando o faz sempre vol
ta mais reanimado, r e m o ç a d o , em
hora haja sempre u *a pontinha "r
de remorso. C om o tempo,
dizia
ele, a gente vai afundando o re
morso e renovando o amor.
Bom
sujeito esse Braga!
Ha 5 anos porem, sua espo
sa Vitória faleceu num acidente
de automóvel. Ia dirigindo para
Ourinhos quando um caminhao
de
cana perdeu a direção e chocou­
-se frontaleente com o Pass,at *
que dirigia. A morte foi instan
tanea e o Braga ficou arrasado.
Contou-me, alguns dias depois ,
como amava a esposa e como sen­
tia sua falta. Ate me disse, a_s
sim n um ar de saudade:
"Imagi­
ne voce, que ela sempre me
di­
zia que se morresse antes
de
m i m viria puxar minhas pernas I
Ah, se isso pudesse mesmo acon­
tecer, ate que gostaria".
0 tempo tudo apaga e após
alguns meses jã tinha voltado '
ao Braga a sua alegria contagiante. Arrumou uma senhora
para
zelar pela sua casa e tomava re
feições no hotel da avenida. Vi
dinha do interior, trabalho, dT
v e r s õ e s , algumas'viagens
nas
ferias e muita leitura para aju
dar a passar o tempo.
Ficou
assim alguns 3 anos e meio.
De
vez em quando metia-se em algu­
ma aventura galante, mas sempre
com discrição e só comentava co
migo, seu amigo mais íntimo.
Hã aproximadamente u m ano
notei que o Braga estava
meio
jururu, coisa estranha nele. Um
dia convidei-o para
jantarmos
no Barrica e perguntei-lhe
o
porque da sua tristeza. Percebi
que ele nao se sentia muito
a
vontade para contar-me as
coi­
sas íntimas que deveriam estar-lhe azucrinando a alma. Insis­
ti e ele se abriu:
"Voce conhece a A u r o r a , a
quela desquitóda bonitona
que
mora na esquina abaixo da minha
casa? Pois e, quando a Vitória*
era viva/éla sempre me
punha
uns olh/res gulosos, mas
nunca
tive ç^ortunidade de avançar. *
Àgorí, que estou desimpedido,tra
tei/de corresponder ao seu c h a ~
o. Marquei um encontro
com
a e fomos para o Castelinho .
udo bem, ela muito perfumada e
atraente, eu embalado e tal.Che
gamos la, quando ja estavamos *
prontos para tudo, a luz do quar
to se apagou. E u estava s entado”
e senti u o tremendo puxao
nas
minhas pernas que me derrubou *
da cadeira. Imaginei que
fosse
brincadeira da Aurora e ate
1
brinquei c om ela - h e i e nao
me
puxe, pra que tanta pressa?
—
Mal acabei de falar a Aurora deu
u m bruto dum berro dizendo
que
a l guém a estava esbofeteando
e
tambem puxando suas pernas. Ela
estava na cama, longe da minha
cadeira e quando voltou a
luz
so me restou vestir-me e voltar.
Estou arrasado. Nao sei a
que
atribuir isso. A Aurora
disse
que nunca mais vai sair
comi­
go".
Imaginei que talvez
ele
estivesse trabalhando demais, *
dei-lhe os conselhos habituais *
e me esqueci. A vida continuou*
seu ritmo do interior. 0
Braga
porem, nao conseguia recuperar *
a alegria anterior. Convidava-o
para irmos ao cinema, aos
clu
b e s , bater um papo no Pingao. T
Ele ia, mas no fundo dos
olhos
notava-se que a luz interna es­
tava se a p a g a n d o . AÍ eu me preo
cupei e insisti para que
ele
fosse procurar um médico.
Pode
ria ser efctafa ou coisas
assim
que acometem os professores.
Procurou um especialista*
e m Bauru, fez os check-ups usu­
ais, gastou mais do que podia e
voltou com um monte de receitas.
Parece que as vitaminas e tôni­
cos fizeram alguma melhora,pois
alegrou-se mais.
Jã faz um ano houve um es
cãndalo que abalou o meu amigo *
Braga profundamente. A
vizinha
de sua casa era casada, sem fi­
lhos, com um viajante de botas.
0 homem nao vivia bem cora a es­
posa e passava mais tempo fora.
A m u l h e r , trintona ajeitada,deu
de conversar com o Braga e papo
vai, papo vem, Braga combinou *
visitã-la enquanto o marido es­
tivesse lã pelo Paranã.
Noite
alta, cidade adormecida, lã vai
o Braga para a casa da vizinha *
(chamava-se Helena).
Jã estava
de cuecas, pronto para a acome­
tida, quando u m frio glacial in
vade o quarto. Braga vé o espec
tro de sua falecida mulher, que
lhe diz iradamente:
"Cachorro sem vergonha, *
ainda continua me traindo? E s p £
re que eu vou lhe mostrar!"
Braga saiu de cuecas
em
C -F .M .
desabalada carreira, pulando
a
cerquinha na frente da
casa
e
infelizmente os
componentes da
banda do Exedil, que tinham ido
dar uma demonstração em Assis *
iam p a s s a n d o . Foi um e s c â n d a l o '
completo. A vizinha m u d o u - s e , *
Braga tirou licença-prémio
e
foi descansar lã perto de
Ubatuba.
Depois v o l t o u , mas jã era
outro homem. Cansado, envelheci
do, pouco falava. Quando estãva
mos no saguao da escola e passa
va alguma mulher
cujas
formas
exuberantes fartavam os olhos e
comentãvamos sobre
a natureza
dadivosa, Braga fazia-se de d e ­
sentendido e olhava na direção
oposta.
Fui c om ele
falar com o
vigãrio, pois Braga
continuava
insistindo que o espírito de sua
finada mulher vivia
lhe per s e ­
guindo. 0 padre Esteves
procu­
rou acalmã” lo e disse mesmo que
os laços ipatrimoniais só valiam
durante a vida e que o Braga de_
via estar tendo alucinações, ex
cesso de trabalho, enfim as des
culpas costumeiras. Braga nao
se contentou. Procurou o Centro
Espírita Saulo e Maria.
Houve
sessões e desceram os espíritos
habituais, mas
a Vitória
nao
conseguiu se c o m unicar.
"Que
sina a minha! Viuvo, ainda po­
dendo usar minhas energias
e
perseguido pelo fantasma da rai­
nha mulher! Até
quando,
meu
Deus???"
E m janeiro deste
ano, o
Braga me procurou, mais animado:
"Olhe, recebi uma carta de
uma
antiga colega de faculdade, óti^
ma aluna de latim e ela
sempre
teve um que comigo. Vou escrever-lhe em latim e marcar um en
contro com ela e m ,S. Paulo. De£
ta vez minha mulher nao vai
me
encher a paciência, pois
além
de ela nao saber latim eu ainda
irei disfarçado de mulher".
Foi a ultima vez que
vi
o Braga. Soube, d e p o i s , que mor
reu afogado numa praia de S. V ^
cente. Estava acompanhado
por
uma m u l h e r , que disse estar com
ele jã fazia uma semana e que
um dia foram nadar no mar quan­
do ele começou a g r i t a r : "Larassim
gue do meu pé, Vitória,
nao consigo n a d a r , vou me afo _ tti
B
^
—
_
"Nao sei quem é essa Vitó
ria e nao consigo entender como
isso aconteceu,
pois
o Braga
sempre foi bom nadador".
0 corpo foi
transportado
para aqui e seu féretro foi mui
to concorrido, tendo havido ate
oraçoes ao pé da sepultura. Es­
tranho era notar que apesar da
morte violenta a feiçao do Bra­
ga parecia irradiar um ar de s£
tisfaçao... Impressão minha?
DEBATE
C(JL
TU
N" 2
J
U
N
H
O
u o
JJ
DEBATE
Sta. Cruz do Rio fardo, 6 d<: Maio de 1.981
local -5
balões foram a atração
vV t
um acontecimento inédito:
"É a primeira vez na Amé­
rica do Sul que 8 baloes
sao lançados
simultanea­
mente. Também pela pri meira vez neste Continen­
te ferram lançados 4 para
quedistas e 3 asas-deltas
de um balao1.'.
W fl
FESTIVAL
FOI
A exibição, que es­
tava programada para o do
mingo (3), foi feita dois
dias antes, devido ao ex­
celente tempo,
e
fo­
ram convidados para sen­
tir as emoçoes de
um
voo num balao, o diretor*
de ‘'DEBATE1' e a
equipe
cinematográfica da
TV
Globo.
Antes do inicio do
espetáculo, entrevistamos
o Comendador Truffi,
que
disse praticar este espor
te há 11 anos,
estando
com 1.600
horas
de voo.
Truffi disse
que
a sua equipe é uma "esco­
la de balonismo, com
20
pilotos e inclusive possue a primeira
mulher
da América do Sul que pra
tica este esporte.*"
Segundo o C o m e n d a ­
dor, a exibição em Santa
Cruz do Rio Pardo
trouxe
MAQUINAS
PEREZ
& CIA.
AZES
-€>
d-
V
I
FAÇA SEU PRODUTO RENDER MAIS...
/
LTDA.
DO VOLANTE
Também despertou muita curiosidade na
população, a exibição dos "Azes do Volante",
com a equipe de Euclides Pinheiro.
O espetáculo ocorreu domingo (03) de
manhã e foi um patrocínio da Panema Veículos,
concessionária Chevrolet em nossa cidade.
CRISTOVAO
Balança para pesar caminhões
até 30 toneladas...
VARGAS
0 _ r e c i t a l t e v e na s u a p r i m e i r a
parte
c o m p o s i ç õ e s de S c a r l a t t i , G l u c c k , M a r t i n i , D u
r a n t e , C a c c i n i , M a s s e n e t e R e s p i g h i e na
se
g u n d a o b r a s de M i g n o n e , M a r c e l o T u p y n a m b á , 1
Vi 11a L o b o s e N e p o m u c e n o .
A segunda parte fez-nos voltar
aos
t e m p o s do B r a s i l s e r e s t a , d a s m o d i n h a s c h e i ­
as de e n c a n t o p e l a m u l h e r a m a d a , a n s e i o s
de
n a m o r a d o s o b o luar da n o s s a t e r r a . 0 reci —
tal a g r a d o u e m c h e i o e foi u m g r a n d e
prazer
r e v e r o Q u i n h o a g o r a na t r i l h a da m ú s i c a e r >u
dit a .
P a r a b é n s ao José e e s p e r a m o s tornar a
o u v i - l o ainda d e n t r o em breve, e ã Prefeitu-ra e E s c o l a de S e g u n d o G r a u , n o s s o s c u m p r i m e n t o s p e l a e x c e l e n t e i d é i a da p r o m o ç ã o .
0 Comendador Truffi
é conhecido internacional
mente e em sua
opinião,
com a crise
do petrõle<\
o balao será, sem dúvida,
o transporte aéreo do fu­
turo:
"Logo começarao a
aparecerem os dirigíveis,
transportando cargas
e
passageiros."
Comércio de café e cere.-s
Maquinas de beneficiar café e arroz
SUCESSO..,
Com a platéia quase lotada e composta
p r i n c i p a l m e n t e de j o v e n s , o r e c i t a l do
Qui­
nho agra do u p lenamente.
Costumamo-nos
re­
c o r d a r do J o s é q u a n d o a i n d a c a n t a v a n a s m i s ­
sas o u n o s c a s a m e n t o s l o c a i s d a n d o u m b r i l h o
sempre maior com sua voz firme e bonita.
Segundo ele, a prá­
tica do balonismo é muito
segura, e "o maior perigo
ocorre na descida, quando
o balao pode sofrer
al­
gum arraste".
0
balao*
é acionado com gás propano e nao há perigo de in­
cendiar- se.
SÃO
QU I N H O
C o m o p a r t e i n t e g r a n t e d o s f e s t e j o s co
m e m o r a t i v o s do 111° a n i v e r s á r i o de S.
Cruz,
t i v e m o s na n o i t e do d i a 2 , um r e c i t a l de c a n
to a c a r g o d o j o v e m s a n t a c r u z e n s e J o s é F r a n ­
c i s c o F e r r e i r a , a c o m p a n h a d o ao p i a n o
pelo
p i a n i s t a R a f a e l C a s a l a n g u i d a , no a u d i t ó r i o 1
do I n s t i t u t o de E d u c a ç i o .
Truffi, que é a pes
soa que mais possue baloes
no mundo todo, disse que
sua Escola de
Balonismo
está aberta a todos os in
teressados, "dos
18 aos
80 anos".
Nas comemoraçoes do
1119 aniversário de Santa
Cruz do Rio Pardo, o esp£
táculo que mais agradou a
populaçao foi a exibição
da equipe de
balonistas
do Comendador Truffi.
DE
Empacotamento de arroz "ELIANNE" e VARGAS PEREZ
ANUNCIE N0 "DEBATE"!
----
PR0CURE-N0S!...
Av. Cel. Clementino Gonçalves, 1351 - FONE 72-1451
EM RIO PRETO, JUIZ
PARABÉNS A SANTA CRUZ QUE
FEZ 111 ANOS E A VOCÊ
QUE PODE COMPRAR 0 SEU
VOLKSWAGEM “OK”
AGORA NA S A S E L ,
0
VALE ATÉ
CRUZEIROS
^0
M IL
SEU CARRO USADO
A MA IS,
NA COMPRA DE UM N O V O . . .
F AC A - N O S
Vérsír'
UMA V I S I T A . . . .
SÜSEL
VEÍCULOS E MOTORES LTDA.
RUA MARECHAL
FONES
BITENC0URT,
72-1784
SANTA CRUZ D0
RIO
e
N?
555
72-1775
PARDO
-
SP -
CONDENA ALTA DE IMP0STO PREDIAL...
0 juiz de Direito**
da 4a. Vara Cível de
Sao
José do Rio Preto, Eucli­
des Leonardi, concedeu li
minar ao mandado de segu­
rança impetrado pelo ad­
vogado Rubens Tedeschi Ro
drigues contra o aumento*
do IPTU (imposto territo­
rial predial urbano),
em
nome do proprietário Pe­
dro César Curti.
Segundo explicou Te
deschi, os aumentos dos T
impostos fixados pela pre
feitura daquela cidade sao
ilegais, ferindo a pró­
pria legislaçao municipal
específica, que preve au­
mentos de acordo com
as
variações das ORTNs.
Os aumentos dos im­
era
postos foram fixados
das
até 300 por cento e
por
taxas em até 1.000
cento, embora a legislaçao
também para esses casos ,
determine o acompanhamen­
to das ORTNs, cuja variaçao media no ano passado*
foi de 50,76%.
A liminar concedida
ao advogado foi a primei­
ra entre cinco açoes
do
mesmo tipo...
D EBATE
- 6 - r e g io n a l
Sta. Cruz do Rio Pardo, 6 de Maio de
i 981
N O TÍC IA S DE BERNARDINO DE CAMPOS
HOSPITAIS
"Nada mais lógico
e
justo afirmarmos
que
a
saúde tem um papel impor­
tantíssimo dentro
de
um
país". Dentro desse
pen­
samento
verdadeiro,
as
pessoas que vivem
dentro
deste país que se diz nos_
so e que é chamado Brasil,
não recebem
e não conhe­
cem o verdadeiro signifi­
cado desta pequena
pala­
vra.
É de
se
estranhar
que se destine
absurdas
verbas para usinas nuclea
res e a verba para a saú­
de seja tio pouca, deixa_n
do os nossos hospitais
e
consequentemente
o
povo
em situações precárias,co
mo esta que está o corren­
do em nossos dias.
Para
que
houvesse
um maior conhecimento des
ta triste realidade, DEBA
TE foi entrevistar a Irma
Maria Amato (conhecida co
mo Irma Valéria), respon­
sável pela Santa Casa J e ­
sus Maria José, em Berna_r
d ino de Campos.
DEBATE - Poucas
pessoas
têm o conhecimento de como
está a verdadeira
situaçáo dos hospitais, talvez
por isso que existem tan­
tas críticas aos h ospita­
is, sendo que
voces
nao
sáo culpados pela
situaçáo. E realmente
isto
o
que acontece?
IRMÃ MARIA - Sim, é
isso
mesmo que ocorre;
as p e £
soas pensam
que
todo es
se
atendimento
defici t£
rio é culpa dos hospitais,
o que nao é verdade.
A
culpa é do governo que nao
está assumindo a importajn
cia que tem a saúde.
DEBATE - Existe alguma a_s
sociaçáo entre
os hos p i ­
tais para iniciar uma lu­
ta conjunta?
IRMÃ - Existe. Há 2
anos
foi fundada a
Federaçáo
das Misericórdias, que abrange todas as Stas. C a ­
sas. Inclusive no dia
1?
de Maio haverá uma Ass e m ­
bléia Geral
Extraordiná­
ria com as lideranças de_s
ta f e d e r a ç á o , onde se d e ­
cidirá por uma
paralização ou n a o , de
todos
os
hospitais que mantém
-um
convênio com o INAMPS
e
FUNRURAL.
DEBATE - Quais seriam
as
principais reivindicações?
IRMÃ - Aquelas
realmente
de urgência, como
pedir
ao ministro da
Previdên­
cia Social, que as verbas
acompanhassem a atual in­
flação. Nossa verba
para
alimentação, reméd ios , p m
dutos como esparadrapo,a£
godão, e t c . , nao é sufici
ente, isso porque comp r a ­
mos de capitalistas, c om­
pramos no comércio; é de
tudo isso que surge o aten
dimento deficitário
que
ocorre hoje em dia. Exis­
te também o pedido de m o ­
dificar o decreto do pre­
sidente Figueiredo no sen
tido de que os
reajustes
fossem feites nos
meses
de abril e novembro e não
nos meses de maio e dezern
bro, como havia sido pro­
posto pelo d' -eto. A di­
ferença do reajuste repr£
senta um prejuízo irrecu­
perável para os hospitais
já que em 1 ano os hospi­
tais ficariam com um pre­
juízo equivalente a 2 m e ­
ses de inflação.
DEBATE - Não sendo atend_i_
das as reivindicações, exi ste mesmo a poss ib i1 id£
de de uma para 1 ização?
PODEM
IRMÃ - Se os nossos pedi­
dos não forem atendidos,
nós vamos parar com o atendimento de pessoas que
tenham convênio com
o
INAMPS e F U N R URAL...
Só
atenderemos em caso de ur
gência.
DEBATE - Em meio a
esta
crise, como se explica es
te hospital estar em
re­
formas?
IRMÃ - Isto é uma inicia­
tiva particular nossa, um
esforço muito g r a n d e . .. 1
Nós estamos nos
sacrifi­
cando rezudindo a mão
de
obra, dobrando o
horário
de serviço e ãs
vezes
o
trabalho de 2 pessoas
é
feito apenas por uma. Es­
tamos fazendo o máximo de
economia e nisto a Promo­
ção Social vêm auxiliando
muito p o u c o . ..
DEBATE - Como fica a
si­
tuação do povo, se
essa
p a r a 1ização ocorrer?
IRMÃ - 0 povo é quem real
mente vai ser prejudicado
com tudo isso; é ele quem
já está sendo prejudicado
com o atual sistema de am
paro â saúde que aí esta 1
É o povo que tem que g ri­
tar contra
uma estrutura
que nao está funcionando,
e é importante que se to­
me consciência de que os
hospitais não são os c ul­
pados pelo impasse. L
mos isso porque
estamos
ao lado do povo.1...
Nós
temos que aprender a
lu­
tar por nossos direitos!
PARAR
0 NOTICIÁRIO DE BERNARDINO DE CAMPOS É FEITO POR PAU­
LO CÉSAR COSTA, CORRESPONDENTE EXCLUSIVO DO "DEBATE"'
NAQUELA C I D A D E . ..
CLUBE
IGARAPÉ
EM
RÍTMO
DE
D I N A M I S M O , ,,
A Sociedade Recreativa de Igarapé parece
tomar
u m novo impulso e a nova diretoria promete fazer
um
bom trabalho durante o período de administração.
A diretoria recém-empossada tem ã frente
Jair
Ribeiro de A ndrade (presidente), Jurandir José Lopes
(l9 V i c e - P r e s . ) , Antonio Baliego (29 V i c e - P r e s . ) , Mau
rício Birello (l9 T e s o u r e i r o ) , Ariindo Cadamuro
(29
T e s o u r e i r o ) , Azael Lino (l9 secretário), e Antonio Al
bino Cogo (29 Secret á r i o ) .
Uma parte da programação deste ano já está ela­
borada. Haverá bailes nos dias 9 de maio (conjunto
’
"Posseti B o y s " ) , 6 de junho (grupo folclórico Imperi­
al - baile s h o w ) 18 de julho ("New M o d e m Boud")
e
5 de setembro (grupo "Habeas C o r p u s " ) .
A programação inclui a abertura do clube duran­
te a ^semana, com jogos e recreações durante as noites
T a m b é m houve acordo entre a diretoria e a antiga equi
p e "Schizophenic" para a realização, todos os sábado?
e f e r i a d o s , de brincadeiras dançantes.
A atual diretoria também p romete que até julho
será construída u ma quadra de areia onde será possível
realizar partidas de "vola" (vôlei de praia).
PRESTAÇÃO DE CONTAS NOS AUTOS DA FALÊNCIA DE PANIFICA
DORA NIPO BRASILEIRA LTDA. - NOS TERMOS DO ARTIGO 69
"CAPUT" DA LEI FALIMENTAR - PROC. N. 275/79 - 2? CAR­
TÓRIO:
A T I V O
A P U R A D O
1? Leilão fls. 163/164 - comprovante de depósito fls.
183........................................ Cr$ 1*5.200,00
29 Leilão fls. 200 e comprovante de depósito
fls.
2 0 1 ........................................ Cr$ 10.000,00
Juros acrescidos em Caderneta Poupança J u d i e •a I.....
..................................... Cr$ 01.2A0.68 <
Correção Monetária 11 "
11........... C r$ 06. 369,96
Total ap u r a d o .......Ti Cr$ 62.010,6A
P A S S I V O
L I Q U I D A D O
£ ré dj_tos_T_ra£aJ_h_i_s_ta_s:
Na reunião do
dia
1? a que se refere a Irmã
M a r i a , a Federação das M_i_
seri córdi as
decidiu
dar
um prazo de 30 dias
para
que os ó r g ã o s /responsáveis
tomem providências.
Genésio Augusto - fls. 2 1 5 .............
Cr$ 08.200,00
Adauto Martelozo - fls. 216 ............. Cr$ 05.200,00
Aparecido da Silva fls. 2 2 A ............ Cr$ 02.000,00
C réd it£ £refe Çenc ij*l£
Fazenda Nacional - fls. 17A e 185 - comprovante de pa
gamento ãs fls. 23 2 . . . . ................. Cr$ 11. 3 A5,0?
Encargos e dívidas da Massa^:
Reuniões do Legislativo
No mes
passado,
a
Camara Municipal
de
Ber
nardino de Campos aprovou
por unanimidade uma moçao
de aplausos ao governador
Paulo Maluf pela
atitude
de exoneraçao do superin­
tendente do DER, Dr.
Arthui Luciano de Oliveira.
Como se sabe, o
prefeito
de B e m a r d i n o Alencar Lo­
pes da Silva e os vereado^
res vinham criticando a a_
tuaçao do ex-superínten dente nesta região.
A Camara voltou
a
se reunir no último
dia
3, e no inicio da sessão,
o presidente da Edil idade
Jaime Abras recusava-se a
dar leitura a uma indica­
ção do vereador Jair Ribe£
ro de Andrade. O vereador
Jair insistiu na
leitura
de sua indicaçao e chegou
a compara-la com
varias
outras indicações que
ja
haviam sido feitas. Em apoio ao seu colega, o v e ­
reador Sebastiao
Gonçal­
ves Pinheiro citou o reg£
mento interno e disse que
a indicacao havia
sido
feita na forma regimental.
Fi n a l m e n t e ,
Jaime
Abras reconheceu o equivo_
co e desculpou-se perante
todos os vereadores.
A indicaçao de Jair
Ribeiro de Andrade pedia
ao prefeito municipal,
a
substituição dos funciona^
rios que trabalham com as
motoniveladoras do munici_
pio.
Era sua justificati­
va, o vereador
afirmou
que
"os func.ipnãrios supra-citados nao tem u m mi
nimo de
conhecimento
de
escoamento d 'agua e curva
de nível e fazem ura abaulamento
de sp topo rei, ona 1
nas estradas, e devido ao
escoamento d'agua, levara
ã formaçao de
vassorocas
em suas margens.
Como se
isso nao bast a s s e , esses
funcionários causam um vejr
dadeiro desperdício de oleo diesel devido ao p o u ­
co aproveitamento da m a ­
quina".
Após a leitura
da
indicaçao,
o
vereador
Jair Ribeiro < ■-i> o ou ;ue
"nao é o indivíduo
que
trabalha com a máquina
o
verdadeiro cu l p a d o ;
a
culpa maior e do
sistema
que nao oferece para este
funcionário condiçoes p a ­
ia um melhor trabalho.fa£
vez haja
necessidade
de
uma melhor orientaçao
e
de cursos especializados".
Em aparte, o verea­
dor Flãvio Gomes
sugeriu
um supervisor e o verea­
dor Argemiro
Bernardino
lembrou que existem maqui_
nas da Prefeitura que es­
tão andando sem b r e q u e , o
que ja causou alguns aci­
dentes.
Agora perguntamos:como pode' o operador
de
uma maquina continuar ar­
riscando a própria vida e
a dos trausentes?
Apela­
mos ã sensibilidade
do
prefeito Alencar Lopes da
Silva, para que o
mesmo
tome providencias e
que
não tenhamos amanha
que
lamentar alguma desgraça!
Custas Processuais de fls. 203-V9 dos autos principa­
is......................................... Cr$ 32.922,80
Custas Processuais dos feitos apensados - fls. 226...
........................................... Cr$ 03.082,00
Imposto de Renda retido na fo n t e .......
Total
—
Cr$ 00.060,00
liquidado....... Cr$ 62.810,64
C O N C L U S Ã O
—
Ativo a p u r a d o
-....................
Passivo liquidado.. ........ ............
Ativo existente
Cr$ 62.810,64
l-r$ 6 2. S iú ,6 m
Cr$ 00.000,00
São estas as contas que tinha a prestar
Santa Cruz do Rio Pardo, 1A de abril de 1.981.DR,
CIRO
CAMILO
DOS
SANTOS
-
ADVOGADO
- Procurador do Sindico -
S E N S A C IO N A L
A/O
/ 6 A A A CE
A/A O
a
r
c
SOM:
a
m
.
POSS
B A ILE
Sta. Cruz do Rio Pardo, 6 de Maio de 1.981
EDITAL
DE C I T AÇ AO
da
dos interessados incertos e ignorados, nos autos
Açio de Usucapião requerida por Jose Alves de Mira e
sua mulher Suzana Lara Mira, com o prazo de 30 dias.0 Doutor Cândido Pedro Alem Junior, Juiz de Di­
reito desta cidade e comarca de Santa Cruz
do
Rio Pardo, Estado de São Paulo, etc. . .
FAZ SABER, que está em andamento perante
este
Juízo e 29 Cartório, os termos de uma Ação de Usucapj^
ao n? 17/81, requerida por JOSÉ ALVES DE MIRA e
sua
mulher SUZANA LARA MIRA, brasileiros, proprietários ,
casados entre si no regime de comunhão de bens, ante­
rior à Lei n? 6.515/77, portadores em comum do CPFMF
sob n? 319 725 708-0Á, residentes à Rua 21 de Abril ’
n? 244, na cidade de Ipauçú, nesta comarca, os quais
alegam na inicial o segui nte:- "Que adquiriram de Josias da Silva Guidio e sua mulher Santa Caetano Gui dio, por escritura pública de cessão de desistência e
transferência de direitos e posse, lavrada no C a r t ó *
rio do Registro Civil de Ipauçú, livro de notas
n?
79, fls. 96, em 11-08-1965, um terreno urbano
com
plantação de laranja (pés velhos e sem produção), si­
tuado ã Rua Elias Leme Brizola da Silva, antiga
Rua
29 de Maio, em Ipauçú, lado par medindo 22,00 metros
de frente por 99,00 metros da frente aos fundos, con­
frontando pela frente com a referida via pública
em
22.00 metros; pelos fundos com José Alves de Mira, R£
sa Paula Correa e Francisco Alves da Silva em
22,00
metros; pelo lado esquerdo de quem olha para o imóvel
com Francisco Eloy, espólio de Pedro Portela,
Luiz1
Carlos Aparecido de Paula e Genésio Cavezzale
em
99.00 metros; e pelo lado direito confronta com espó­
lio de Domingos Pedraci, Milton Betti e Adelino Ramos
de Souza, medindo também 99,00 metros. Que somando-se
o tempo dos posseiros, atuais e anteriores, atinge ma
is de 20 anos de posse m a n s a , pacífica pública e com
"ânimus domini" e que provada a posse e não contesta­
do o pedido ou contestado for julgado improcedente,re
querem declare Vossa Excelência, por sentença,
seu
domínio sobre o imóvel acima descrito, servindo a se£
tença de título para matrfcula-transcrição no R e g i s ­
tro Geral de Imóveis desta comarca1.1. FAZ SABER
MAIS
que, foi designado o dia 05 de agosto de 1.9 8 1,
ãs
13:30 horas, para a audiência de Justificação.
As­
sim sendo pelo presente edital ficam os interessados'
incertos e ignorados citados para os termos da ação ,
contestá-la querendo no prazo legal de 15 dias, contja
dos a partir da intimação do r. despacho que declarar
justificada a posse, cientificados de que não
sendo
contestada a ação, se presumirão aceitos como v e r d a ­
deiros os fatos articulados pelo aut o r , ficando
por
outro lado, intimados para participarem da audiência'
acima designada. Dado e passado nesta çi dade e comar­
ca de Santa Cruz do Rio Par d o , aos 26 de março
de
1.981. Eu, (ilegível), Escri vã-Interi na, escrevi.CÂNDIDO PEDRO ALEM JUNIOR
— Juiz de Di rei to —
EDITAL DE CITAÇAO
dos interessados ausentes,
incertos e desconhecidos'
nos autos da Ação de Usu­
capião requerida por MA­
RIA RICARDINA DE ANDRADE'
e OUTROS, com o prazo de
30 (trinta) dias.0 Doutor CÂNDIDO PEDRO
ALEM JUNIOR, Juiz
de
Direito desta cidade e
comarca de S. Cruz do
Rio Pardo, Estado
de
São Paulo, etc. . . FAZ SABER que está em
andamento perante este Juí
zo e Cartório do 19 Ofí cio, os termos de uma Ação de Usucapião, requeri
da por MARIA RICARDINA Dl
ANDRADE, brasileira, viú­
va, lavradora, C I C .......
152.157.258/53 e OUTROS ,
residentes no Bairro Dou­
rado, município de Bernar
di no de Campos, os quais
alegam na petição inicial
o seguinte:-"Que vêm,
há
mais de 20 (vinte)
anos
por si e seu antecessor '
JOÃO SEVERIANO DE ANDRADE,
marido, pai e sogro
dos
requerentes, sem interru£
çao nem oposição, possuin
do mansa e paci f icamenteT
como suas, uma gleba
de
terras, situada no municí
pio de Bernardino de Campos-SP, denominada "Sítio
Bela Vista I", localizado
no Bairro Dourado, com a
área de 19,^^1123 alquei­
res paulistas ou 97 ha 09
a 75,19 ca, ou ainda 970.
**75,19m2, dentro das se­
guintes divisas, medidas'
e confrontações: "0 perí­
metro inicia-se no marco'
MP que está cravado junto
ã cerca de confrontação '
com a Fazenda São Pedro 1
(de Di ná Benvinda Alencar
Ferreira de Camargo), daí
segue rumo SW 15910'00''e
distância de 2 3 5 ,91m. até
o ponto 1, divisando
em
cerca com a referida
fa­
zenda. Do ponto 1, deflete ã esquerda seguindo ru
mo SE 529 92' 2 3 " e disr
tãncia de 8l3,25m. até o
ponto 2, confrontando com
as terras de José Carvalho
e Joaquim Carvalho até o
ponto 3. Do ponto 2 segue
rumo SE 59925'12" e distân
cia de 531,93m. ate o pon
to 3, cravado ã margem es
querda do Córrego Dourada
Daí a confrontação seg u e '
o Córrego abaixo até
o
ponto 9 em 199,00m. tendo
o Córrego como divisa
e
como confrontantes neste'
trecho as terras dos srs.
DEBATE
Joao Moises da Costa-Espo
lio de Antonio Rodrigues'
da Costa e Pedro Moisés da
Costa e Antonio Moisés da
Costa. Do ponto 9 defletindo ã esquerda segue o
rumo NW 55?^2135" e distáji
cia de 970,Olm. até o poji
to 5, confrontando com as
terras de Avelino Antonio
Tosta até o ponto 7Do
ponto 5 deflete ã direita
seguindo rumo NE 39916110"
e distância de 80,27m.até
o ponto 6; daí deflete â
direita seguindo com rumo
SE 57991'35" edistância'
de^976,77m. até o ponto 7.
Daí_a confrontação segue
o Córrego Dourado abaixo'
até o ponto 8 em 955,00 me
tros, tendo o Córrego co­
mo divisa e como confron­
tantes neste trecho as ter
ras de Pedro Moisés da Cos
ta e Antonio Moisés^
da
Costa, Joaquim Moisés
da
Costa e as de José G o m e s '
da Silva. Do ponto 8 de­
flete â esquerda seguindo
rumo NW 75936' 17" e di_s tãncia de 339,25m. até o
ponto 9, confrontando com
as terras de João Suei. 1
Daí segue rumo NW 669 2 3 1
10" e d i s t i n c i a de 9 2 0 , 9 6
m. até o ponto MP,
con­
frontando com terras
de
Maria Ricardina de Andra­
de, fechando assim o perí
metro, tudo conforme plan
ta e memorial descritivo,
cadastrada no INCRA
sob
n9 628.018.003, com b e n ­
feitorias constantes
da
planta. Que cultivou,ref£
ridas terras, nela haven­
do atualmente pastagens e
plantações s u a s , possuin­
do-as com "ânimus domini"
e pagando todos os impos­
tos. A referida gleba NÃO
ESTA TRANSCRITA em
nomç
de ninguém.
FAZ
SABER'
MAIS, que foi designado o
dia 03_de novembro
de
1981, ás 13:OOhs., na sa­
la de audiências do Ediff
cio do Forum local,
sito
â Avenida^Si1va J a r d 1m,pa
ra a aud[ência de JUSTIFT
CAÇÃO prévia da posse. As_
sim pelo presente edital,
ficam todos os eventuais'
interessados, ausentes,in
certos e desconhecidos, ~
citados para querendo,res
ponderem aos termos da _"r
presente Ação, acompanhá- la até final , sob
pena
de Revelia, cientificados
de que não sendo contesta
da a a ç ã o , no prazo
dê
15 (quinze) dias contados
da intimação do despacho'
que declarar justificada'
a posse, se presumirão ace itos como verdadeiros '
os fatos articulados pelos
requerentes (artigo
285
do CPC) , ficando os citan
dos intimados dos demais*1”
prazos e termos processu­
ais (art. 9 ^ 2 - II-§ 19 do
CPC), bem como para inter
virem na audiência referi
da. Santa Cruz do R. Par­
do, 20 de abril de 1981 .
Eu, José Barbagalo de A n ­
drade, Escrevente Autori­
zado, conferi, dou fé
e
ass ino.
CÂNDIDO PEDRO ALEM JUNIOR
Juiz de Di rei to
CIRURGIÃO DENTISTA:
dr.
DANILO DA
SILVA
CASTANHO
ATENDE DIA E NOITE
DE 2a. A 6a.
CONSULTÕRIO:- AV. TIRA
DENTES, 1102
—
SCRPARDO - SP-
Editais -7EDITAL
DE
CITAÇÃO
de dona LUIZA GONZAGA DO AMARAL RIBEIRO, ou seus su­
cessores, com o prazo de trinta (30) d i a s .0 Doutor Cândido Pedro Alem Junior, Juiz de Di­
reito desta.comarca de Santa Cruz do Rio Pardo,
Estado de Sao Paulo, e t c . . . FAZ SABER a dona Luiza Gonzaga do Amaral Ribei­
ro, brasileira, viúva, do lar, residente na Capital do
Estado,^bem como a seus eventuais sucessores, que por
este Juízo e 19 Cartório se processam os termos
de
uma Notificação requerida por Manoel de Freitas
de
Mendonça, brasileiro naturalizado, casado, agricultor,
residente em Quinta do S o l , PR., o qual alega que, em
data de 2 0 / n o v e m b r o / K 980, o Espolio de Joaquim Ribei
ro de Oliveira, através de sua representante legal, "r
sra. Luiza Gonzaga do Amaral Ribeiro, em peti tório as
si nado pelo Dr. Ciro Camilo dos Santos, seu procura -~
dor judicial, deu e n t r a d a n a comarca de Engenheiro
'
Beltrão, Pr. de notificação judicial ã pessoa do ora
not if ican t e , alegando em síntese que o referido
se­
nhor, "sem autor izaçao de quem quer que seja e de ma­
ne ira abusiva, esbulhando a posse do requerente, in­
fringindo assim dispositivo legal previsto no direito
de propriedade, recusando-se a desocupá-lo; que não é
verdade que o ora not if icante seja invasor, grilheiro^
posseiro ou tenha praticado esbulho e isso porque
o
finado Joaquim Ribeiro de Oliveira, ant e s , é óbvio,de
morrer, vendeu a propriedade cogitada ao not if ican t e ;
que embora o contrato particular de compra e venda
1
firmado entre o Senhor Joaquim e o sr. Manoel,não tegha.sinal ou outro qualquer indício da outorga uxória,
e publico e notorio, consoante se pode ver pelos docjj
mentos 9 e 10, que a esposa do indigitado sr. Joaquim
Ribeiro de Oliveira tinha total conhecimento da reaIi
zação do negócio, bem como, havia dado a sua anuência*
para_a referida transação; que o documento de n9 1-A
só nao traz a assinatura e a conseqüente anuência
da
mulher do "de cujus" por uma falha e pelo desconheci­
mento de quem datilografou aludido documento; no e n ­
tanto, ta[ omissão, nao pode anular o negócio,
porque
segundo já se disse a sra. Luiza Gonzaga do Amaral Ri
beiro tinha pleno conhecimento da realização da venda
do imóvel de 9,61 alqueires; além de estar sabendo que
seu marido estava a vender a propriedade, concordou 1
com a venda; os documentos de n9s S e 10 alicerçam es
sa afirmação; que como se não bastasse o sr. Manoel *1”
deu mais do que Cr$ 220.000,00 ao sr. Joaquim, confo£
me se pode constatar pelos documentos de n9s 2/6,
em
razao da compra que realizara; que "ad argumentandum*
tantum", partindo do a b s urdo, mesmo que v iessemos aceitar a não realização da venda do imóvel rural, ou
o não consentimento de dona Luiza, ainda assim, o sr.
M a n o e l , ora Noti f icante não poderia ser considerado '
como esbulhador, grileiro, posseiro ou invasor; E is­
to porque o m e s m o (Sr. Manoel) comprou os direitos do
sr. Sebastião Carvalho de Oliveira, decorrente do con
trato de arrendamento levado a efeito com o sr.
Joa­
quim Ribeiro de Oliveira - veja-se documento n9 9 -p£
gando2 o sr. Manoel de Frente de Mendonça, ao sr. Se­
bastião a importância de Cr$ 55-000,00; Assim sendo ,
havendo notícias, não confirmada por falta de elemen­
tos, do falecimento da requerida, é expedido o presen
te edital, para que seja a mesma dona Luiza Gonzaga *r
do Amaral Ribeiro, de início qualificada, bem como se
us eventuaisherdeiros e sucessores, notificados
dos*
termos da a ç ã o , "para que os mesmos saibam que o sr.
Manoel de Freitas de Mendonça, tem conhecimento de tc>
dos os seus direitos e não concorda, não aceita a ve­
xatória e indevida denominação de esbulhador, e,
em
razão disso não pode concordar com a desocupação
do
imóvel rucal a "toque de caixa", principalmente p o r ­
que tem varios f iInos pequenos e mulher para tratar;a
mantença de sua família e tirada das colneitas, resuj_
tado das plantações que faz no sítio, ainda agora to­
da a área está coberta de soja, numa repetição do que
vem ocorrendo há mais de tres anos; a propriedade
é
s u a ; comprou e pagou por ela; resta a legalização que
a Justiça havera de concretizar". Passado nesta cida­
de de Santa Cruz do Rio Pardo, aos 23 de março
de
1.981. Eu, José Barbagalo de A n d r a d e , Escrevente Auto
rizado , escrevi.CÂNDIDO PEDRO ALEM JUNIOR
Juiz de Di rei to
M Á Q U I N A S
S U Z U K I
£ ,
FÃBRICA: Rua José Zacura, 223 - FONES 72-1533
e
72-1321 - SANTA CRUZ DO RIO PARDO - SP.ESCRITÕRIO EM SÃO PAULO:-Av. Senador Queiroz,498,
FONES 227-9930 e 229-1794 — S. PAULO —
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- IRMÃOS ZAIA Rua Euzebio de Queiroz, 799 - FONE 72-1161 - NESTA -
rp
DEBUTE
ANO 4
- N9
86
SANTA CRUZ DO RIO PARDO,
6 DE
D
MAIO
DE
1.981
S
Muito boa a programaçao
dos festejos do 1119
E X P L O S O E S N O R.? O U L N l'KOJ
aniversário da cidade,mas
A U T O R f P A D L b D I Z E M Q U E MJ_
alguma coisa deverá
ser
f (T A R E S E 5 T A V A M
APENAS !
corrigida para o prõximo
( DESMONTANDO A BOMBA "LI— V
ano... 0 som ali no palan
que em frente á Prefeitu­
ra, estava horrível e tam
bem houve apresentações ~r
no mesmo horário: enquan­
7
£
to se ouvia Quinho cantar
no "Leônidas A. Vieira" ,
S. c/?vz.
AQUf
tM
ouvia-se uma batucada no
ginásio de e s p o r t e s .
É
C/Al
VEFEA OOF
O
so questão de acertar
o
h o r á r i o !.. .
PDS
PESO
-oOoF L /) 6 F A N T E , T * M 6 E M (,
0 proprietário des­
te jornal deu uma volti A FENAS "ZAlfFESTA YA *
nha de b a l a o , mas
manda
avisar que foi a convite *
ÚàSOL/AYA
do Comendador T r u f f i , nao
se utilizou de mordomia 1
a l g u m a ! ...
-oOoHá tantos saopaulinos tristes por essas v i ­
zinhanças. Nao há de
ser
nada minha g e n t e , para
o
prõximo ano talvez o Coringao consiga levantar o
animo da g a l e r a . ..
.<=«“ 1 T
J
-oOcMuitas suspeitas nas bombas que explodiram no Rio-Centro. Tomara que
desta
vez se chegue aos culpados e e tratar demandá-los
para as grades por uma boa tem
p o r a d a ! !!... A impunidade favorece o crime!...
-oOo0 ministro Roberto
Campos sentiu na própria carne a insegurança que a t i n g e ’
os paulistanos. É b em capaz que os seus agressores sejam logo trancafiados,
mas
se fosse um mortal comum
o caso ficaria para as traças...
-oOoUm vereador do PDS local solicitou
que a Bíblia Sagrada fosse introduzida 1
em cada sessão da Camara M u n i c i p a l ... Como
disse certa vez o ex-secretário
de
segurança publica: "Carrego numa das maos a Bíblia e na outra meu C o l t - 3 8 11...
-oOoA Camara Municipal de Santa Cruz vai ser refo r m a d a . .. Será que a reforma 1
vai começar pelos próprios v e r e a d o r e s ? ??
A Prefeitura de S. Cruz deveria cuidar mais das
ruas e terrenos baldios.
No caso das r u a s , por exem­
plo, ali perto da Panema Veículos um verdadeiro mata­
gal está crescendo ao lado das calçadas... Quanto aos
terrenos a b a n d onados, uma suge s t ã o : a Prefeitura deve
ria proceder a limpeza dos mesmos e enviar a conta pa
ra os proprietários...
-oOoChico Minhoca entrou na redaçao com um lindo par
de botinas compradas na fábrica do compadre Cícero...
Sentou-se no sofá e colocando os pés na mesínha
de
c e n t r o , sentenciou: "Agora estou estudando o espiri tismo, e n c a r n a ç a o , perisp í r i t o , Allan K a r d e k , Emmanuel e outros mais. Tudo muito certo, mas apenas
uma
coisa me intriga".
Todos nos inclinamos para
ouvi -lo m e l h o r . AÍ o Chico Minhoca acendeu um cigarrinho
de palha de fumo goiano, deu uma baforada para o
ar
e falou: "Voces sabem que existem espíritos de luz e
eu gostaria de saber se eles usam luz baixa quando se
cruzam". Os palavrões que se ouviram sao impublicávei s . ..
JORGE ARAÚJO
VER EA D O R DO PMDB
6
SAÚDA
0 POVO
POR
OCASIAO
DO
llI9 A N I V E R S Á ­
R I O DA C I D A D E , E N S E J A N D O À SANTA
CRUZ DO
R ! 0 PARDO, D I AS M E L H O R E S E UM F U T U R O
PROM ( S S O R , .e
NÂO PERCAMS
EM J U N H O ,
NÚMERO
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