Boas Práticas de Gerenciamento de Resíduos Sólido no Setor Portuário Brasileiro Perspectiva Ambiental na Proposição do Uso de Indicadores de Sustentabilidade Thales Fernandes do Carmo1 Márcio Giannini Pereira2 Marcos Aurélio Vasconcelos de Freitas3 Resumo: Portos são estruturas fundamentais para a economia e estilo de vida dos dias de hoje. No entanto, os portos brasileiros ainda enfrentam diversos desafios, inclusive na gestão ambiental praticada nestas instituições. Cabe destaque para os problemas ligados ao gerenciamento de resíduos sólidos, uma das principais questões da atualidade. Com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) em 2010, o tema passou a contar com um quadro legal moderno, mas com dificuldades para ser posto em prática, inclusive no setor portuário. Neste sentido, os indicadores são ferramentas importantes, visto que colaboram significativamente para a geração de conhecimento, suporte para a tomada de decisão e indução à melhoria contínua. O presente estudo visa a proposição de indicadores para avaliar a adequação de portos à PNRS e às boas práticas de gerenciamento de resíduos. Considerando a vivência de campo, recomendações da literatura e a contribuição de especialistas, foram propostos seis indicadores baseados em 29 perguntas. A metodologia foi testada no Porto do Forno (RJ). Observou-se a aderência dos indicadores, visto que o resultado correspondeu ao observado em campo, além de ter evidenciado características não captadas anteriormente e apontado as melhorias necessárias. 1 - Thales Fernandes do Carmo – Mestre em Planejamento Energético. Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG/COPPE/UFRJ). (21) 3938-8258 Ramal: 230 [email protected] 2 - Márcio Giannini Pereira – Doutor em Planejamento Energético. Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG/COPPE/UFRJ) (21) 9-9584-2111 [email protected] 3 - Marcos Aurélio Vasconcelos de Freitas – Doutor em Economie de l Environnement. Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG/COPPE/UFRJ). (21) 3938-8258 Ramal: 236 [email protected] 1 1. Introdução A navegação é uma das mais antigas atividades da humanidade (MACIEL, 2005) e apresenta elevada importância, sobretudo nos últimos trinta anos (JACCOUD e MAGRINI, 2014). O setor portuário é fundamental para esta atividade, visto que nos portos ocorre o câmbio de passageiros e mercadorias da navegação para os demais modais de transporte. Em 2011, 8,7 bilhões de toneladas de mercadorias foram transportadas por via marítima, o que corresponde a 80% do comércio mundial (UNCTAD, 2012). No cenário brasileiro, os portos movimentaram 928,4 milhões de toneladas em 2013 (LABTRANS, 2014a). Deste montante, 61,3% é composto por granéis sólidos e 23,7% por granéis líquidos (LABTRANS, 2014a), o que reflete o perfil econômico do país. Ainda acerca de 2013, 63,66% da movimentação foi realizada por entes privados (LABTRANS, 2014a), presentes no setor desde 1993. Diversos obstáculos são enfrentados no setor, como por exemplo a elevada burocracia (DE VALOIS, 2009), sobreposição de regulamentações de esferas de governo e pastas distintas (KAISER et al., 2013) e, sobretudo, a escassez de recursos (GOULARTI FILHO, 2007). Além disso, é necessário promover a adequação do setor às demandas ambientais, visto que já há casos no Brasil em que desempenho ambiental foi decisivo para a concorrência entre portos (CUNHA, 2006). No plano internacional, destacam-se na gestão ambiental os portos tutelados pela European Seaports Organisation (ESPO), que já superaram as deficiências estruturais e podem se dedicar ao manejo das questões ambientais (IVIG, 2014). Uma das maiores preocupações ambientais da atualidade se refere ao manejo de resíduos sólidos (INSTITUTO ETHOS, 2012). O Brasil gera mais de 61 milhões de toneladas de resíduos por ano (ABRELPE, 2013), que, se mal manejados, ocasionam impactos como contaminação dos corpos hídricos, difusão de vetores de doenças (MUCELIN e BELLINI, 2008) e perdas econômicas dado o não aproveitamento destes materiais (CESAR, 2005). Ademais, cabe ressaltar que a qualidade do gerenciamento de resíduos é um bom indicador da qualidade de gestão praticada em uma instituição (CESAR, 2005). Visando a melhoria do quadro atual, é recomendável a integração entre os diferentes níveis de governo, a iniciativa privada (FILHO et al., 2000) e a população (GODOY, 2013). Também é importante realizar o planejamento (EPA, 2002), a coleta de dados (ABRELPE, 2013) e o investimento na redução da geração (MASSOUD et al., 2003). O principal marco acerca do gerenciamento de resíduos no Brasil foi a promulgação da Lei Federal nº 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Destacam-se algumas inovações como o aproveitamento energético, o uso de instrumentos econômicos e a instituição da logística reversa (BRASIL, 2010). 2 Para este estudo, há especial interesse nos resíduos gerados em instalações portuárias e embarcações. Além trazerem perigos à sociedade, seu volume tende a crescer com o desenvolvimento do setor (CESAR, 2005), reforçando assim a necessidade de gerenciamento (DE VALOIS, 2009). Em 2012, 22 dos principais portos brasileiros geraram 58.491 toneladas de resíduos, além de 3.784.534,89 m³, majoritariamente compostos por resíduos de construção civil e os resíduos perigosos. Não há valores de conversão que permitam realizar a análise integrada destes valores (IVIG, 2014). De acordo com quadro discutido até então, é notório o potencial de contribuição dos indicadores, entendidos como um dado visando a mensuração de um fenômeno (CIFRIAN et al., 2009) ou a representação de um atributo de um sistema (VAN BELLEN, 2002). Os indicadores podem mensurar dados quantitativos ou qualitativos, sendo este proeminente quando há carência de informações (PEREIRA, 1999). No desenvolvimento de indicadores, devem ser buscados atributos como facilitação da tomada de decisão (PERIS-MORA et al., 2005), transparência (VAN BELLEN, 2002), simplicidade (FIRJAN, 2008) e adaptabilidade (PERIS-MORA et al., 2005). Devem também ser evitados erros comuns como a agregação excessiva de informações, impossibilidade de ação mediante análise dos resultados e subjetividade na atribuição de pesos (VAN BELLEN, 2002). No cenário portuário brasileiro, pode-se citar como experiência com indicadores o Sistema de Desempenho Portuário (SDP), acerca da operação e custos (DE VALOIS, 2009) e o Índice de Desempenho Ambiental (IDA), que conta com 38 questões sobre temas ambientais (ANTAQ, 2012d). No âmbito acadêmico, CESAR (2005) propõe indicadores para resíduos portuários com base na Norma ISO 14.001, enquanto DE VALOIS (2009) recomenda a adição de indicadores ambientais ao SDP. Já SILVA (2014) criou três conjuntos de indicadores com diferentes níveis de complexidade. Em plano internacional, A ESPO possui dois indicadores ambientais, o Port Performance Indicators: Selection and Measurement (PPRISM) (ESPO, 2012) e o Self Diagnosis Method (SDM), sendo este consideravelmente mais simples (IVIG, 2014). Vale ainda citar o caso dos indicadores Cantábria, na Espanha (CIFRIAN et al., 2010), voltados para a gestão, geração e para o cumprimento plano de resíduos da região. Dado o exposto, em decorrência da importância do setor portuário para o desenvolvimento do país, da magnitude das questões ambientais, sobretudo das referentes aos resíduos sólidos, e do potencial de contribuição dos indicadores, justifica-se a relevância do presente estudo. Objetiva-se assim a proposição de indicadores para avaliar a adequação dos portos aos preceitos da PNRS e às boas práticas de gerenciamento de resíduos sólidos. 3 2. Metodologia A proposta metodológica a seguir foi baseada nas recomendações da literatura, nas vivências de projeto ligado ao tema resíduos portuários e na contribuição de especialistas. Com base nestes conteúdos, objetivou-se a elaboração de uma ferramenta completa quanto ao objeto de análise, sucinta, de rápida aplicação e útil para autoavaliação dos gestores portuários, aprimorando a gestão ambiental praticada neste setor. Neste processo, é pertinente delimitar a ferramenta (PEREIRA, 1999). Estes indicadores objetivam avaliar a adequação dos portos aos conceitos da PNRS e às boas práticas de gerenciamento de resíduos. Será dada ênfase na parte pública do setor portuário, visto que esta requer mais melhorias, além de influenciar os demais atores atuantes no espaço do porto. Os indicadores serão baseados em perguntas estritamente qualitativas, dada a dificuldades dos portos brasileiros de gerar dados quantitativos em volume e qualidade suficiente (SILVA, 2014). As perguntas empregadas serão de resposta fechada, o que agiliza o uso da ferramenta e diminui a variação no instrumento (PEREIRA, 1999). Esta foi uma estratégia também empregada no IDA (CEFTRU e ANTAQ, 2011a). O envio das informações para uso dos indicadores foi feito por meio de uma plataforma digital, cujo acesso é controlado pelo uso de uma conta e senha para cada usuário. A informatização da metodologia torna mais ágil seu emprego e ajuda a difundir a metodologia. Baseados nos princípios recentemente discutidos, foram definidas 29 perguntas que, reunidas, resultaram em 1 indicador geral e 5 indicadores específicos. 2.1. Atribuição de valores às perguntas e respostas Estas perguntas apresentam importâncias distintas, e assim, foi estabelecida uma consulta a um conjunto de especialistas de diversas formações para atribuir pesos. Trata-se de uma maneira de reduzir a subjetividade, problema recorrente na elaboração de indicadores (VAN BELLEN, 2002). Consultas como esta também foram realizadas no IDA (ANTAQ, 2012c) e no PPRISM (ESPO, 2012). No presente estudo, as 29 perguntas foram enviadas para cerca de 50 possíveis colaboradores de entidades governamentais, centros de pesquisa, empresas e portos, que poderiam classificar as questões com notas entre 0 e 3. A nota zero apontava que a pergunta deveria ser excluída do questionário, deixando-o mais sucinto. Isto ocorreria caso ao menos metade das opiniões apontasse a necessidade de exclusão. Já as respostas 1, 2 e 3 indicariam que a pergunta deveria ser mantida, classificando-as em diferentes níveis de importância. Foram obtidas 31 respostas, e 2 respondentes relataram não possuir vivência com os temas "portos" e "resíduos sólidos", e assim, foram excluídos do levantamento. Portanto, restaram 29 opiniões acerca das 29 perguntas. 4 No que se refere ao peso das respostas possíveis em cada questão, inicialmente, foram listadas as situações possíveis de serem observadas nos temas abordados. As opções foram organizadas em ordem de qualidade de gestão, de modo que o respondente pudesse observar os cenários opostos, o gradiente entre eles e o valor semântico de cada opção. Esta construção foi baseada no modelo LIKERT (1932 apud PEREIRA, 1999). Isto posto, foi necessário definir uma relação numérica entre as opções de resposta. Assim, ao escolher uma alternativa menos adequada, o porto receberia uma nota final menor. Foi escolhida a escala intervalar, na qual a diferença de valores entre as opções deve ser regular (PEREIRA, 1999). Em cada pergunta a resposta referente a situação completamente adequada recebia um valor de 1,00. Em função desta, as demais respostas possíveis recebiam pontuações de acordo com a Tabela 1. Tabela 1: Pontuação das respostas possíveis em cada pergunta, balizadas em função da melhor situação possível. Pontuação Classificação da resposta 1 0,75 0,5 0,25 0 Situação completamente adequada Situação superior à adequada Situação adequada Situação inferior à adequada Situação completamente inadequada 2.2. Perguntas utilizadas no questionário O passo seguinte consistiu em agrupar as perguntas em temas, medida também observada no estudo de Cantábria (CIFRIAN et al., 2010), no IDA (CEFTRU e ANTAQ, 2011a) e na proposição de CESAR (2005). As cinco categorias encontram-se dispostas na Tabela 2, sendo a última facultativa, uma vez que nem todo porto efetua retirada de resíduos de embarcação. Nesta tabela também se encontram as perguntas, que são o núcleo central desta proposição. 5 E. Resíduos de embarcação D. Armazena mento e retirada C. Redução da geração e destinação B. Controle da informação e capacitação A. Recursos para gestão de resíduos Categoria Tabela 2: Lista de perguntas e suas respectivas categorias. Questão 1. Quantos funcionários estão alocados exclusivamente para a gestão ambiental no Porto? 2. Quais equipamentos são utilizados para o gerenciamento de resíduos no Porto? 3. Nos últimos dois anos, houve a adoção de alguma tecnologia para o aprimoramento do gerenciamento de resíduos no Porto? 4. O Porto já buscou soluções integradas com outras organizações (empresas, associações e afins), com o intuito de viabilizar soluções mais sustentáveis para o gerenciamento de resíduos sólidos? 5. Qual a situação atual do Porto em relação ao processo de licenciamento ambiental? 6. O Porto possui um Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRS)? 7. As empresas que atuam no Porto estão cadastradas no Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos; 8. Os manifestos de transporte de resíduos gerados no porto são armazenados? 9. O Porto armazena todos os certificados de destinação final de seus resíduos? 10. O Porto pesa todos os resíduos que gera? 11. O Porto torna público os dados acerca de sua geração de resíduos? 12. O Porto possui iniciativas de capacitação continuada de seus funcionários, focadas no tema de resíduos sólidos? Considere apenas as iniciativas que estão em prática há mais de seis meses. 13. O Porto desenvolve atividades de educação ambiental (EA) focadas na temática de resíduos, tendo como público-alvo os funcionários do Porto e as comunidades situadas em seu entorno? Considere apenas as atividades ocorridas nos últimos seis meses. 14. Nos últimos dois anos, como foi a atuação do Porto em relação à pesquisa ligada ao tema resíduos sólidos? 15. O Porto classifica os resíduos? 16. O Porto realiza a coleta seletiva para todos os tipos de resíduos gerados? 17. O Porto tem programas continuados visando a redução da geração de resíduos devidamente implantados? 18. Em relação ao resíduo oriundo de operação, quais destas iniciativas o Porto executa? 19. Qual a destinação aplicada para cada tipo de resíduo gerado no Porto? 20. O Porto faz o reuso de algum de seus resíduos em atividades internas? Entende-se por reuso o aproveitamento sem que ocorra a transformação biológica, física ou físicoquímica (PNRS). 21. O Porto realiza a reciclagem de seus resíduos, empregando-os em outra atividade ocorrente no próprio Porto? A reciclagem pode ser definida como o aproveitamento após a modificação de propriedades biológicas, físicas, ou físico-químicas dos resíduos, visando sua transformação em insumos ou produtos (PNRS). 22. Para a compra de produtos a serem utilizados no Porto, ocorre a preferência por materiais reciclados? 23. O Porto já desenvolveu algum tipo de iniciativa visando o aproveitamento energético de seus resíduos sólidos? 24. Em relação aos coletores de resíduos do Porto. 25. O Porto possui central de resíduos adequada, segundo as normas NBR 11.174/1990 (armazenamento de resíduos classe II) e NBR 12.235/1992 (resíduos perigosos)? 26. Como é feita a retirada da maior parte dos resíduos do Porto? 27. O procedimento de retirada de resíduos de embarcação é acompanhado por funcionários da equipe de meio ambiente do Porto? 28. O Porto dispõe de autoclave e incinerador em funcionamento, visando, respectivamente, a inertização e descaracterização dos resíduos de embarcação? 29. Os procedimentos de descaracterização são empregados em todos os resíduos descarregados no Porto? 6 Conforme citado, a pontuação de cada pergunta foi dada pela média da opinião dos colaboradores, sendo o resultado deste processo observado na Tabela 3. Este procedimento também serve como uma validação do questionário utilizado. Isto porque em nenhum dos casos foi determinada a exclusão das perguntas, o que já aponta a qualidade e a pertinência do instrumento. No total, houve apenas 4,52% de notas 0, ao passo que em 51,25% dos casos a pergunta foi considerada como muito relevante. Nº 6 19 Tabela 3: Pontuação média das perguntas, segundo respostas dos colaboradores. Pontos Nº Pontos Nº Pontos Nº 2,97 2,52 2,24 9 21 28 2,9 2,48 2,24 26 27 11 Pontos 2 1,93 16 2,72 7 2,45 2 2,17 22 1,76 25 2,69 17 2,45 4 2,17 29 1,76 10 2,66 1 2,41 3 2,14 14 1,38 15 2,66 12 2,41 18 2,1 5 2,55 13 2,34 24 2,07 8 2,55 20 2,31 23 2 A pergunta mais relevante é a relativa ao PGRS (nº6), seguida da destinação de resíduos (nº 19) e da coleta seletiva (nº 16). Já entre as menos relevantes estão a de pesquisa sobre resíduos (nº 14), a relativa aos procedimentos de descaracterização (nº 29) e a preferência por compra de materiais recicláveis (nº 22). A pergunta sobre licenciamento (nº 5), quantidade de funcionários para gestão ambiental (nº 1), plano de gerenciamento de resíduos (nº 6) e sobre resíduos de embarcação (nº 27, nº 28 e nº 29) também são abordadas no IDA (ANTAQ, 2012d). Outras questões guardam alguma similaridade, embora não sejam focadas em resíduos sólidos (nº 11, 12 e 13). Isto mostra aderência desta proposta, visto que a está parcialmente em acordo com a principal iniciativa sobre o tema no país, embora tenha diferenças de enfoque substanciais. Por exemplo, o presente estudo não aborda a relação da Administração Portuária com outros entes, visto que pode ser aplicado com qualquer envolvido no setor. 2.3. Cálculo Os procedimentos de cálculo representam a transformação da entrada de dados qualitativos é em informações quantitativas de variáveis contínuas. Conforme já abordado, são seis indicadores, sendo um a Nota Global (NG) e os outros cinco específicos para cada um dos temas anteriormente abordados. De acordo com o procedimento citado na Tabela 1, uma resposta considerada como minimamente adequada tem o valor de 0,5. Este valor é multiplicado pela pontuação da pergunta, dada pela média da opinião dos colaboradores, disponível na Tabela 3, conferindo assim o ponto obtido por questão. Apenas a questão 19 apresenta uma breve distinção no seu procedimento de cálculo, sendo o valor desta dado pela média do valor obtido em seus 20 subitens. 7 A Nota Global é composta pela soma dos pontos obtidos em todas as 29 perguntas, sendo em seguida convertida para valores percentuais. Este dado, o mais importante da análise, representa a adequação geral do porto à PNRS e às boas práticas no gerenciamento de resíduos sólidos. Como uma resposta minimamente adequada ocasiona um valor de 0,5, o objetivo básico do uso destes indicadores é a obtenção de uma nota superior a 50%. Vale lembrar que caso o porto não realize retirada de resíduos, as últimas três perguntas (categoria E) não serão consideradas. PEREIRA (1999) aponta que a média é um bom descritor final, visto que reduz as dimensões frequentemente observadas em um dado qualitativo, e ainda torna a informação versátil para usos futuros. Neste estudo, optou-se pela média ponderada, de modo a incluir no procedimento de cálculo a vivência dos 29 colaboradores. No caso dos indicadores específicos, voltados para cada uma das cinco categorias, o procedimento de cálculo é exatamente idêntico ao da Nota Global. Diferem apenas as questões a serem consideradas, estando esta informação disponível na Tabela 2. Pretendese com a divisão em temas que o respondente tenha acesso ao dado detalhado, sendo assim facilitada a atuação em campos específicos. 2.4. Apresentação dos resultados Considerando a importância da interface para um indicador (VAN BELLEN, 2002), foi elaborada para a apresentação dos resultados a ficha de resposta, concebida de modo a ser sucinta, simples e que induzisse à melhora contínua. Na primeira página, consta o cabeçalho, a Nota Global, a comparação com a Nota Global anteriormente obtida, a classificação da Nota Global em um gráfico de velocímetro contendo quatro seções e a categorização das 29 respostas concedidas em uma escala de adequação. A comparação da Nota Global atual com a anterior visa induzir o porto à melhoria ao longo do tempo, recurso este também empregado no estudo de Cantábria (CIFRIAN et al., 2010). O gráfico no formato de velocímetro objetiva fornecer ao usuário uma informação rápida e de percepção intuitiva acerca do estado do porto. O uso de ícones de fácil compreensão foi também empregado no trabalho de CIFRIAN et al. (2010). Por fim, a classificação das respostas foi concebida com o intuito de apontar ao gestor o número de situações onde é preciso melhorar, desconsiderando o peso de cada questão. PEREIRA (1999) relata a necessidade deste tipo de apresentação de dado de modo a realçar quais respostas foram menos fornecidas. A apresentação dos dados por categoria consiste em uma versão simplificada da seção referente à Nota Global. Constam apenas a pontuação obtida, o gráfico de velocímetro, e a evolução comparada à nota anterior. Este conteúdo encerra a primeira página da ficha de resposta. 8 Na segunda página em diante, há uma abordagem por pergunta cujo porto não respondeu da maneira completamente adequada. Nesta parte, podem ser observadas as perguntas onde não houve êxito pleno, as respostas fornecidas e as respostas ideais. Deste modo, esta segunda parte da ficha de resposta não tem um tamanho fixo, diferindo da página principal. Embora não sejam indicadores em si, a apresentação por pergunta proporciona vantagens. Objetiva-se que o porto tenha uma breve instrução sobre qual o procedimento adequado para a situação dada, e assim, possa iniciar a busca pelo aperfeiçoamento. É também um modo de manter o acesso ao dado qualitativo, apesar do tratamento quantitativo, conforme recomendação de PEREIRA (1999). 2.5. Porto do Forno De modo a testar a proposta metodológica desenvolvida ao longo deste estudo, ocorreu a aplicação desta no Porto do Forno, situado na cidade de Arraial do Cabo (RJ), nas coordenadas geográficas 22º58’20” S e 42º 00’50” O (MERCO SHIPPING MARÍTIMA, 2008). A localização do Porto pode ser observada na Figura 1. Figura 1: Localização do Porto do Forno no em relação a costa brasileira (esquerda) e em relação a cidade de Arraial do Cabo (RJ). Fonte: GOOGLE, 2015. Apresentou uma movimentação de cargas de apenas 162 mil toneladas em 2014 (LABTRANS, 2015). Este montante é 89% composto por granéis, 4% por produtos siderúrgicos e 7% por itens como carga de apoio e contêineres, (LABTRANS, 2015). É possível que o Porto venha sofrendo uma alteração no perfil de movimentação, havendo crescimento de movimentações de suporte à atividade offshore, tendência esta prevista anos atrás (MERCO SHIPPING MARÍTIMA, 2008). No Porto do Forno, todo o gerenciamento de resíduos do Porto e de embarcações é realizado pela FOCCO Desenvolvimentos Ambientais (FOCCO, 2015), que repassa ao Porto um percentual de suas receitas por ter a exclusividade na prestação de serviços ligados a este âmbito. As respostas ao questionário foram fornecidas pelo gestor de resíduos do Porto, funcionário da empresa FOCCO. 9 3. Resultados e discussão Os resultados a seguir refletem a realidade do gerenciamento de resíduos no Porto do Forno no primeiro semestre de 2015. O conteúdo será apresentado em função da divisão observada na ficha de resposta. É importante lembrar que, como este é o primeiro uso do Porto do Forno, não será possível analisar todos os campos relativos à evolução do gerenciamento, que se baseia na comparação com respostas anteriores. 3.1. Resultado Geral O Porto do Forno obteve 75,13 pontos no indicador principal deste estudo, a Nota Global. Deste modo, o patamar mínimo de adequação (50%) foi confortavelmente superado. A Figura 2 demonstra a classificação deste resultado no gráfico de velocímetro e a contagem de respostas fornecidas por tipo. Figura 2: Apresentação da Nota Global segundo o gráfico de velocímetro e frequência das respostas concedidas pelo Porto do Forno. É possível perceber que, pela nota superior a 75%, o gerenciamento de resíduos no Forno e seu respeito à PNRS podem ser classificados como Completamente Adequados (seção verde). No entanto, como a nota ainda dista do valor de 100%, há melhorias a serem feitas. Na Figura 2 observam-se ainda as respostas foram concedidas pelo Porto. Em 20 dos 29 casos, foi fornecida a resposta mais adequada possível, ao passo que em 22 casos a resposta era ao menos minimamente adequada (75,86% das respostas). Assim, é necessário empreender melhorias em 7 itens (24,13%). Estes resultados condizem com o observado em visita ao Porto do Forno, que é possivelmente um dos mais adequados do setor público portuário do país. O fato de a metodologia de análise o classificar como completamente adequado era esperado, e aponta a pertinência dos indicadores. Ademais, este resultado pode ser explicado por fatores como o tamanho reduzido do Porto do Forno e a cessão do gerenciamento para uma empresa especializada. Todavia, é preciso aprofundar a amostragem e análise acerca destes temas. 10 3.2. Resultado por Categoria O resultado dos indicadores por categoria encontra-se na Figura 3, que representa outro recorte da primeira página da ficha de resposta. Figura 3: Resultados obtidos pelo Porto do Forno em cada categoria. Na referida figura, é possível constatar o bom desempenho na categoria A, Recursos para gestão de resíduos. Esta apresenta 5 questões, das quais 4 foram respondidas de acordo com o melhor cenário possível. Obteve-se assim 81,01 pontos, situação tida como completamente adequada. Isto aponta que o Porto possui recursos em nível bastante satisfatório para realizar o gerenciamento, como por exemplo uma equipe de meio ambientem em tamanho adequado. Já no indicador da categoria B, controle da informação e capacitação, o Porto obteve uma nota de 79,31 pontos, mais uma vez atingindo o patamar de completamente adequado. Das 10 questões, 7 foram respondidas de acordo com o melhor cenário possível. Assim, pode-se afirmar que há geração e transmissão de informações de modo bastante apropriado para subsidiar a ocorrência do gerenciamento e cumprimento das demandas legais. Cabe salientar a ocorrência regular da capacitação dos funcionários contemplando a temática resíduos sólidos. No indicador da categoria C, Redução da geração e destinação, o Porto atingiu sua menor nota em toda a análise, com 59,1 pontos. Este resultado é considerado como "superior ao adequado", se referindo assim ao patamar mínimo de aprovação (50%). É possível afirmar as medidas de redução e de destinação estão minimamente adequadas, mas ainda há espaço para melhorias. Dentre as 8 questões, apenas 4 foram respondidas da melhor maneira possível, sendo um dos casos a averiguação da possibilidade de aproveitamento energético dos resíduos, o que sem dúvida é uma posição vanguardista no setor. Dando sequência a análise, no indicador D, Armazenamento e retirada, o Porto do Forno obteve a pontuação máxima, colocando-o como completamente adequado. Isto demonstra a total preocupação da equipe responsável pelo gerenciamento de resíduos com as estruturas para retenção temporária e com os trâmites para retirada. Constam apenas três 11 questões neste bloco, todas respondidas de acordo com o melhor cenário possível. Destaca-se a adequação da central de resíduos às normas vigentes. Por fim, o último grupo de perguntas trata dos resíduos de embarcação, tendo o Porto do Forno obtido a nota de 66,67 pontos, desempenho superior ao adequado. Assim, há um manejo adequado, mas é recomendado aprimorar alguns aspectos. Este indicador possui três questões, das quais duas foram respondidas da melhor maneira possível. Por exemplo, todos os resíduos de embarcação são descaracterizados. 3.3. Resultado por pergunta Visando colaborar para a melhoria da realidade do Porto, constam na Tabela 4 as nove perguntas em que o Porto não obteve a pontuação máxima. Estas representam o distanciamento entre a Nota Global obtida e a nota máxima possível. 2,45 Tabela 4: Perguntas respondidas de maneira distinta da ideal no Porto do Forno. Tema Abordado pelas Perguntas 4. Busca por soluções integradas visando soluções mais sustentáveis para o gerenciamento de resíduos sólidos. 7. Regularização de empresas no Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos. 1,93 11. Publicação de dados acerca de sua geração de resíduos. 2,34 13. Educação ambiental sobre resíduos abordando funcionários e comunidade do entorno. 2,72 16. Abrangência da coleta seletiva. 2,90 19. Destinação dos resíduos gerados no Porto. 2,31 20. Reuso dos resíduos no Porto. 1,76 22. Compra preferencial por materiais reciclados. 2,00 28. Presença de autoclave e incinerador. Pontos 2,17 Nas questões 4 e 11 o respondente optou por não opinar (valor de resposta igual a 0,00), sendo então importante relatar que nem todas as questões ambientais do Porto cabem à FOCCO. Assim, houve perda integral dos pontos nestas questões. Este cenário também se deu nas perguntas 20, 22 e 28, nas quais o Porto escolheu a resposta menos adequada (valor 0,00), e assim, perdeu os pontos possíveis nas referidas questões. Em relação a de nº 28, cabe salientar que o Porto possivelmente utiliza estruturas de terceiros, o que atenua a não conformidade diagnosticada. Já nas questões 7, 13, 16 e 19, são observáveis alguns avanços, embora ainda sejam necessárias melhorias significativas. Assim, houve perdas entre 50% e 75%, em decorrência do valor das respostas fornecidas. No que se refere a questão 7, a PNRS aponta que apenas as empresas que geram e operam resíduos perigosos devam estar cadastradas, indicando assim a necessidade de revisão desta pergunta. 12 4. Considerações finais De acordo com a análise conjunta de todos os resultados, é possível constatar um bom desempenho do Forno. Dada a boa impressão observada na visita de campo, poder-se-ia esperar até mesmo uma nota ainda mais alta. No entanto, por meio do uso desta ferramenta, foram percebidas algumas características que podem escapar a outras formas de compreensão do gerenciamento. Isto demonstra a capacidade destes indicadores de evidenciar detalhes. Neste sentido, visando o alcance de uma nota ainda mais elevada, cabem melhorias pontuais como expandir as atividades de Educação Ambiental e divulgar os dados sobre resíduos do porto. Há, por outro lado, alguns esforços consideráveis e relevantes a serem empreendidos, como a implantação do reuso e da coleta seletiva. Considerando já ter ocorrido no país a decisão de escolha de porto para operação com base em critérios ambientais (CUNHA, 2006) e a tendência do Porto de Forno de atuar como suporte para atividades offshore (MERCO SHIPPING MARÍTIMA, 2008), é possível que este bom desempenho no gerenciamento seja um fator de destaque para a referida instituição. Isto se torna especialmente relevante se considerado que CESAR (2005) aponta que a qualidade do gerenciamento de resíduos é, na realidade, um bom indicativo sobre a gestão como um todo. No mais, o emprego destes indicadores em uma ocasião prática revelou também a necessidade de melhorias na própria ferramenta. A mais importante delas é a revisão de algumas questões como a de nº 7 e 28. Além disso, é importante apontar meios de tornar ainda mais simples esta análise, visto que a elevada quantidade de perguntas pode afastar usuários. São pertinentes medidas como descartar as questões menos relevantes ou eliminar as que apresentem algum nível de redundância. Esta reflexão também suscita as possibilidades de estudos futuros. Um deles é a adaptação destes indicadores para uso na iniciativa privada que compõe o setor portuário, visto que esta parcela movimenta cerca de dois terços do total de cargas transportadas (LABTRANS, 2014a). Em um cenário futuro, também pode ser necessário desenvolver indicadores quantitativos que complementem esta análise. Havendo a aplicação destes indicadores em mais portos e ocorrendo o uso contínuo, diversas outras questões podem ser respondidas. Por exemplo, pode-se averiguar se determinado marco legal produziu efeitos significativos sobre o gerenciamento de resíduos em portos, ou se o desempenho neste âmbito está atrelado a fatores como quantidade de recursos financeiros disponíveis. Em posse de respostas como estas é possível reformular estratégias e promover as melhorias no setor. Ademais, o uso contínuo de indicadores traz diversas vantagens, sendo por isso recomendado pela ESPO (2003). Por fim, de acordo com as proposições e discussões aqui ocorridas, espera-se que este estudo colabore para o desenvolvimento da gestão portuária no país. Mais importante, 13 almeja-se ter contribuído para a consolidação dos portos como integrantes de um modal de transporte de bom desempenho ambiental, empreendendo assim a modernização necessária ao setor. Agradecimentos Dado o suporte de terceiros para a elaboração deste estudo, agradece-se ao Sr. Zied Abdala Warrak (FOCCO) pela concessão das respostas sobre o Porto do Forno, aos colaboradores que contribuíram para o desenvolvimento do questionário e à equipe do IVIG pela transformação dos indicadores em uma versão digital. 5. Bibliografia ABRELPE - Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Resíduos Sólidos: Manual de Boas Práticas no Planejamento. São Paulo, 2013. Disponível em: <http://www.ambiente.sp.gov.br/cpla/files/2013/03/Manual-Boas-Praticas.pdf>. Acesso em: 29 Abr. 2013. ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Questionário Índice de Desempenho Ambiental – IDA Para Instalações Portuárias. Brasília: 2012d. Disponível em: <http://www.antaq.gov.br/portal/PDF/MeioAmbiente/IDA_Formulario30Out2012.doc> Acesso em: 01 nov. 2014, 19:19. BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Disponível em: < http://www.abinee.org.br/informac/arquivos/lei12305.pdf>. Acesso em: 21 Mai. 2013, 18:35. CEFTRU - Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes e ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Metodologia de Cálculo do Índice de Qualidade de Gestão Ambiental em Portos Organizados: Relatório 1 − Indicadores de gestão ambiental em portos: o estado da arte e proposta inicial de um sistema de indicadores de avaliação da qualidade da gestão ambiental portuária. Brasília, Distrito Federal, 2011a. CESAR, G. M., 2005. A Gestão de Resíduos em Atividades Portuárias : um Estudo das Oportunidades de Melhorias. Dissertação de M.Sc. Centro Universitário SENAC, São Paulo, SP, Brasil. CIFRIAN, E., ÁLVAREZ, M., VIGURI, J., et al. "Environmental Management Strategies: Developing a Set of Indicators as a Decision-Making Support in Waste Policy". 8th World Congress of Chemical Engineering, Montreal, Quebec, Canadá, 23-26 Agosto de 2009. CIFRIAN, E., COZ, A., VIGURI, J., et al. "Indicators for Valorisation of Municipal Solid Waste and Special Waste". Waste and Biomass Valorization, v. 1, n. 4, p. 479–486, Out. 2010. CUNHA, I. A. "Fronteiras da Gestão: os Conflitos Ambientais das Atividades Portuárias". Revista de Administração Pública, v. 40, n. 6, p. 1019–1040, Dez. 2006. 14 DE VALOIS, N. A. L, 2009. Proposição do Uso de Indicadores Ambientais na Avaliação de Desempenho de Portos Brasileiros. Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. EPA - Environmental Protection Agency. Solid Waste Management: A Local Challenge With Global Impacts. Washington, BiblioGov, 2002. ESPO - European Sea Ports Organization. PPRISM: Port Performance Indicators: Selection and Measurement. Bruxelas, Capital, 2012. Disponível em: <http://pprism.espo.be/LinkClick.aspx?fileticket=-sv7LYCzIJs%3D&tabid=3555>. Acesso em: 27 Mar. 2013, 15:07. ESPO - European Sea Ports Organization. Environmental Code of Practice. Bruxelas, Capital, 2003. Disponível em: <http://www.espo.be/images/stories/Publications/codes_of_practice/ESPOEnvironmentalCodeofPractice2 004.pdf>. Acesso em: 23 Mar. 2013, 14:47. FILHO, E. DE C. C., FERREIRA, C. P., DUARTE, V. L. "Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Terminais Portuários Brasileiros: Diagnóstico Situacional". XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, 3-8 de Dezembro de 2000. FIRJAN - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Manual de Indicadores Ambientais: Instrumentos de Gestão Ambiental. Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: <http://www.firjan.org.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=2C908CE9234D9BDA0123531DA28 A21B0>. Acesso em: 2 Abr. de 2013, 16:44. FOCCO. Empresa. Disponível em: <http://www.foccoda.com.br/empresa.php>. Acesso em: 25 Fev. 2015, 16:28. GODOY, M. R. B. "Dificuldades Para Aplicar a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil". Caderno de Geografia, v. 23, n. 39, p. 12, Fev. 2013. GOOGLE. Mapa eletrônico da região do Porto do Forno. Informações obtidas por meio do programa Google Earth. 2015. Acesso em 31 jul. 2015, 11:22. GOULARTI FILHO, A. "Melhoramentos, Reaparelhamentos e Modernização dos Portos Brasileiros: A Longa e Constante Espera". Economia e Sociedade, v. 16, n. 3, p. 455–489, Dez. 2007. INSTITUTO ETHOS. Política Nacional de Resíduos Sólidos: Desafios e Oportunidades para as Empresas. São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: <http://www3.ethos.org.br/wpcontent/uploads/2012/08/Publica%C3%A7%C3%A3o-Residuos-Solidos_Desafios-eOportunidades_Web_30Ago12.pdf>. Acesso em: 22 Abr. 2013, 22:00. IVIG - Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais. Guia de Boas Práticas Portuárias. 1ª ed, Rio de Janeiro, 2014. JACCOUD, C., MAGRINI, A. "Regulation of Solid Waste Management at Brazilian Ports: Analysis and Proposals for Brazil in Light of the European Experience". Marine Pollution Bulletin, v. 79, n. 1-2, p. 245–53, Fev. 2014. KAISER, I. M., BEZERRA, B. S., CASTRO, L. I. S. "Is the Environmental Policies Procedures a Barrier to Development of Inland Navigation and Port Management? A Case of Study in Brazil." Transportation Research Part A: Policy and Practice, v. 47, p. 78–86, Jan. 2013. LABTRANS - Laboratório de Transportes e Logística. Portal Webportos - Movimentação de cargas em portos brasileiros. 2014a. Disponível em: <http://odin.labtrans.ufsc.br/webportos/Brasil/Boletim>. Acesso em 14 mai. 2014, 14:44. LABTRANS - Laboratório de Transportes e Logística. Portal Webportos - Porto do Forno. 2015. Disponível em: < http://odin.labtrans.ufsc.br/webportos/InstalacaoPortuaria/Cargas/9>. Acesso em: 25 Fev. 2015, 13:52. 15 MACIEL, M. D. F, 2005. Gestão de Resíduos Sólidos Gerados por Navios e Terminais de Containeres: o Caso do Porto do Rio de Janeiro. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. MASSOUD, M., EL-FADEL, M., ABDEL MALAK, A. "Assessment of Public Vs Private MSW Management: A Case Study". Journal of Environmental Management, v. 69, n. 1, p. 15–24, Set. 2003. MERCO SHIPPING MARÍTIMA. Atualização do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto do Forno. Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: <http://www.portodoforno.com.br/fiscalizacao/PDF/PDZporto-do-forno-relatorio-final.pdf>. Acesso em: 23 Fev. 2015, 19:05. MUCELIN, C. A., BELLINI, M. "Lixo e Impactos Ambientais Perceptíveis no Ecossistema Urbano". Sociedade & Natureza, v. 20, n. 1, p. 111–124, Fev. 2008. PEREIRA, J. C. R. Análise de Dados Qualitativos - Estratégias Metodológicas para as Ciências da Saúde, Humanas e Sociais. 1 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1999. PERIS-MORA, E., DIAZ OREJA, J. M., SUBIRATS. A., et al. "Development of a System of Indicators for Sustainable Port Management". Marine Pollution Bulletin, v. 50, n. 12, p. 1649–60, Dez. 2005. SILVA, V. G., 2014. Sustentabilidade em Portos Marítimos Organizados no Brasil: Discussão Para Implantação de um Sistema de Indicadores de Desempenho Ambiental. Dissertação de M.Sc. COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. UNCTAD - United Nations Conference on Trade and Development. Review of Maritime Transport 2012. Nova York, 2012. Disponível em: < http://unctad.org/en/PublicationsLibrary/rmt2012_en.pdf>. Acesso em: 12 Nov. 2013, 20:58. VAN BELLEN, H. M, 2002. Indicadores de Sustentabilidade: Uma Análise Comparativa. Dissertação de M.Sc. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil. 16