QUARTA-FEIRA 5 NOVEMBRO 2014 www.imobiliario.publico.pt
SUPLEMENTO COMERCIAL
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HÁ OPORTUNIDADES
QUE SÓ APARECEM
UMA VEZ
TEMOS MAIS
DE 650 IMÓVEIS
EM CAMPANHA ATÉ
30 NOVEMBRO 2014
Prepare a sua casa para o frio
Este ano o frio vem mais tarde, mas caminhamos já para
o inverno e está ainda a tempo de preparar a sua casa
para as temperaturas mais baixas que se avizinham.
Neste especial dedicado ao aquecimento, apresentamos
propostas e soluções para aquecer as casas, e ainda os
diferentes tipos de sistemas de aquecimento e fontes de
energia que podem ser utilizadas para um aquecimento
mais eficiente. p10 a P15
CRÉDITO: PHOTOGRAPHEE.EU (SHUTTERSTOCK)
Uma casa portuguesa,
com certeza!
Ao longo dos últimos dez anos o que mudou nas casas portuguesas,
e o que as torna diferentes das demais? A IKEA Portugal responde de modo
original a esta pergunta, com uma exposição comemorativa que arrancou
na passada quinta-feira no MUDE, em Lisboa. p04
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Este suplemento é parte integrante do jornal PÚBLICO e não pode ser vendido separadamente
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02 Opinião IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014
O importante é transformar Retoma mas
as cidades em locais onde com cautela
possamos viver melhor
Luís Lima
O
nosso sector não
está na origem dos
problemas que afligem o país e pode
ser uma solução para podermos retomar o crescimento. Há muito que a procura no nosso sector é determinante. Há muito que acabou o tempo em que a
oferta ditava o mercado, oferecendo-se de forma quase irrecusável a
uma procura que tinha acesso ao
crédito e que estava a descobrir o
que realmente procurava em matéria de habitação.
Há uma mudança de paradigma
no sector. Reabilitamos e arrendamos mais do que construímos e
vendemos, por ser esta a solução
mais sustentável e também a mais
fiável para que o sector continue a
ser um dos pilares da Economia e
um refúgio para o investimento e
para a poupança.
O comboio da reabilitação dos
centros urbanos, necessariamente impulsionado por um mercado
de arrendamento urbano que, infelizmente não está ainda a responder como desejaríamos, pode
ainda cativar poupanças e investimentos. Claro que o mercado do
arrendamento urbano tem outra dinâmica em regiões específicas bem
identificadas, onde, por exemplo,
o mercado do turismo residencial
de qualidade, tenha pernas para
andar, mas esta certeza não deve
desmobilizar a nossa atenção para
problemas existentes no sector, em
especial em algumas periferias de
grandes áreas urbanas.
Alguma oferta imobiliária em
localizações satélites de centros
urbanos que atraíam populações
pode estar (e está mesmo) a merecer menor atenção da procura
num fenómeno que não é exclusivamente justificado pelas dificuldades de acesso ao crédito, embora esta questão também conte e
muito. Se pudéssemos transformar
os imóveis em móveis, e transportá-los das localizações menos procuradas para as mais procuradas,
muitos destes problemas não se
colocavam. Mas isso é impossível,
não podemos colocar rodinhas ou
patins nos imóveis que têm menos
procura.
Podemos e devemos equacionar
estas questões, cuja complexidade
e importância exige o empenho do
Estado (leia-se Governo), num debate descomplexado que poderia
ter sido, entre nós, desencadeado na passada sexta-feira, dia 31
de Outubro de 2014, primeiro Dia
Mundial das Cidades, data instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Dezembro do ano
passado.
Aplaudo, por isso, uma declaração a propósito desse dia, que a
União das Cidades Capitais IberoAmericanas (U.C.C.I) emitiu em
Madrid lembrando que “a cidade,
a polis, criadora da democracia é
hoje, mais do que nunca, uma verdadeira escola de diálogo, de consenso e de convivência” e que deve
ser preservada “através da legitimidade democrática que é atribuída
aos dirigentes dos grandes núcleos
urbanos do mundo” perspectivando-se num quadro “de um desenvolvimento mundial, harmonioso,
sustentável e solidário.
Como lembrou a U.C.C.I, o que
importa, neste segundo decénio
do que denominámos «Século das
Cidades», é gerir a transformação
das nossas cidades com e para os
habitantes, e liderar os processos
que nos conduzam ao objectivo de
oferecer a oportunidade de viver
melhor e com mais justiça.
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e
do Imobiliário de Língua Oficial
Portuguesa
[email protected]
Henrique
de Polignac
de Barros
O
ano de 2014 foi um
ano de retoma e
espera-se que 2015
venha a ser um ano
de consolidação. O
mercado imobiliário está em rota
ascendente, com os recentes regime de captação de investimento
estrangeiro permitido arrecadar
cerca de mil milhões de euros, com
91% desse valor (mais de 850 milhões de euros) realizado na compra de imóveis.
A APPII adaptou-se a esta vaga de
investimento e temos vindo a proporcionar aos nossos promotores
imobiliários o contacto directo com
os investidores estrangeiros. Aliás, a
APPII, como o seu próprio nome indica, reúne os mais importantes promotores e investidores imobiliários,
sendo por isso um local privilegiado
para a concretização de negócios entre estes players do mercado.
Os recentes números do investimento estrangeiro e as estimativas de
que poderão duplicar até ao fim do
próximo ano têm conferido enormes
expectativas para o futuro. Porém,
devemos agir com cautela e evitar
precipitadas euforias. A situação
económico-financeira dos portugueses é ainda muito frágil. A crise
que atravessámos teve características
sistémicas, tendo paralisado, quase
completamente, sectores como o do
imobiliário.
Para ultrapassarmos uma crise com estas proporções devemos
adoptar uma postura de consolidação e uma retoma com características estruturais, que seja sólida,
duradoura e que represente um
crescimento sustentado. É da maior
importância não começar a legislar
em contraciclo, não devendo o Estado castigar com exageradas cargas
fiscais o sector imobiliário, sob pena
de rapidamente se inverterem os sinais de recuperação.
Devemos continuar a apostar no
investimento estrangeiro, considerando que 20% dos 75 mil imóveis
transaccionados em 2014 foram vendidos além-fronteiras. É, contudo,
chegado o momento de ajustarmos
os regimes como o “Golden Visa”
às novas necessidades do país (não
afastando os investidores), devendo
descentralizar-se o investimento a
todo o território nacional, bem como
prever-se novas formas de obtenção
de vistos, conjugando a aquisição de
imóveis com a realização de obras de
reabilitação (note-se que são necessários ainda cerca de 30 mil milhões
de euros para reabilitar Portugal).
Temos ainda de procurar novas
formas de captação de investimento estrangeiro, que sejam igualmente eficazes. Na verdade, não tendo
Portugal uma enorme quantidade
de recurso naturais para exportar,
o nosso maior recurso terá de ser
a capacidade de nos adaptarmos e
conseguirmos encontrar soluções,
no caso, novas formas para atrair
mais investimento.
Continua a ser urgente apostar-se
na simplificação e desburocratização
dos nossos licenciamentos, tornando
Portugal um país friendly dos investidores.
Uma retoma estrutural implicará
ainda canalizar financiamento também a quem proporciona o produto imobiliário. Ora, se a aposta do
Governo tem sido a reabilitação, há
que estimular sectores de actividade como o da construção e do imobiliário e não sobrecarregá-los com
exageradas cargas fiscais (relembrese que a reabilitação é ainda uma ténue realidade, pois representava há
bem pouco tempo apenas 6,5% do
sector da construção em Portugal,
enquanto que a média europeia é
de 36,8%).
Presidente da Direcção
Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários
[email protected]
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IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014 Empreendimento 03
Entreposto espera atrair mais famílias
para o Lux Tavira este ano
Localizado em Luz de Tavira, este empreendimento é sobretudo pensado para segunda
habitação e especialmente vocacionado para famílias
Ana Tavares
O facto de ser “family friendly”, com
quatro piscinas de adultos e quatro
de crianças, entre outras valências,
é precisamente um dos fatores distintivos do empreendimento habitacional Lux Tavira, localizado em
Tavira, mais concretamente em Luz
de Tavira. Dirigido sobretudo ao mercado de segunda habitação, com foco
nas classes média e média-alta, o Lux
Tavira está atualmente comercializado em cerca de 30% e a Entreposto Gestão Imobiliária, empresa que
promoveu e está a comercializar o
empreendimento, espera este ano
reforçar as vendas. “Em 2014, e com
a retoma que se tem sentido, as vendas encontram-se acima do estimado quer com clientes nacionais quer
estrangeiros (sobretudo ingleses)”,
começa por dizer Duarte Guerreiro,
Diretor Geral da empresa, avançando que “atendendo aos inúmeros
contactos potenciais estabelecidos,
esperamos até final do ano que as
vendas venham mesmo a superar o
inicialmente previsto”. Isto depois
de um ano (2013) em que a conjuntura macroeconómica resultou em
“pouca procura no mercado imobiliário”, o que influenciou também
os resultados das vendas do Lux
Tavira, que de acordo com Duarte
Guerreiro, “foram menos positivos
do que o esperado pela empresa”.
Concluído no verão de 2012, o
Lux Tavira combina 48 moradias e
12 apartamentos, com áreas entre
120 e 417 m2 em tipologias que variam de T2 a T3. Além das piscinas
para crianças e adultos, o empreendimento integra amplas áreas verdes
ENTREPOSTO
O Lux Tavira combina 48 moradias e 12 apartamentos
e funciona em regime de condomínio
fechado, tendo as moradias boxes
individualizadas para duas viaturas.
A sua localização, confinante com o
Parque Natural da Ria Formosa e integrada em ambiente rural, garante
um fácil acesso às praias integradas
neste parque natural, além de estar
próximo de cinco campos de golfe
e dispor de vistas de mar e da Ria
em todas as tipologias. Além disso,
“a possibilidade de rentabilização
do imóvel através de exploração do
alojamento local já implementado”
é apontado por Duarte Guerreiro
como um outro fator diferenciador
do Lux Tavira, que aposta ainda em
“excelentes acabamentos”. As casas,
disponíveis a partir de 190.000 euros, integram soluções de domótica e
estão totalmente equipadas, podendo ainda ser adquiridas já mobiladas.
O Lux Tavira tem uma área bruta
de construção de 17.500 m2, tendo
assinatura do arquiteto João Carepa. A Entreposto Gestão Imobiliária
investiu cerca de 15 de milhões de
euros neste projeto.
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4 Atualidade IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014
Uma casa portuguesa,
com certeza!
Ao longo dos últimos dez anos o que mudou nas casas portuguesas, e o que as torna diferentes das demais?
A IKEA Portugal responde de modo original a esta pergunta, com uma exposição comemorativa
Susana Correia
Sabia que 62% dos portugueses são
proprietários de casas e que 42% vivem num apartamento desenhado
para 2 ou 3 pessoas? E que se fossemos desenhar a casa “média” dos
portugueses esta teria um espaço
útil de 96,91 m² e sete divisões? Segundo a IKEA, a casa típica portuguesa tem dois quartos, uma sala
com um espaço de refeição, uma
casa de banho, uma cozinha e despensa, e é o local onde passamos a
maior parte do nosso dia, em média
15 horas por dia.
“A Vida em Casa – 10 anos IKEA
em Portugal” é a exposição que está patente até ao próximo dia 30 de
novembro no MUDE, com entrada
gratuita e que “nasce no contexto
da comemoração da primeira década de IKEA em Portugal”, contou
Ana Teresa Fernandes, Diretora de
Comunicação da marca no nosso país. Presente na inauguração, a responsável salientou que “somos uma
marca que faz do estudo da vida de
uma casa a sua grande prioridade.
Tudo aquilo que lançamos, que mostramos, é fruto de horas de estudo
exaustivo”. Até porque, lembrou, “a
nossa casa é o reflexo do que fazemos em sociedade. Por isso, mesmo
que todos nós tenhamos as mesmas
rotinas básicas - dormir, levantar, co-
FOTOS: IKEA
mer, tomar banho – a forma como as
fazemos é diferente de país, para país. E essa informação é fundamental
para nós, para melhor dirigirmos a
nossa oferta às necessidades de cada país”.
“A chegada da IKEA ao nosso país representou uma profunda transformação nos lares portugueses”,
salientou, por seu turno, a diretora
do MUDE, Bárbara Coutinho também presente no evento. A seu ver,
a chegada da marca sueca de mobiliário e decoração trouxe aquilo que
considera ser “a democratização do
design em Portugal, com um maior
número de famílias a contactar diretamente com o design e a atentar na
funcionalidade dos elementos da sua
casa”. Daí que esta exposição pretenda sobretudo mostrar “como mudaram os nossos hábitos de viver a casa
nestes dez anos”.
A marca está presente em Portugal
com três lojas (Matosinhos, Alfragide
e Alverca) e uma quarta a caminho
(Loulé), com um centro comercial
(Mar Shopping, em Matosinhos) e
três fábricas (Paços de Ferreira).
Portugueses são os que
cozinham e arrumam mais
Todos os dias 69% das famílias portuguesas cozinha o seu jantar. “A cultura de cozinhar está-nos enraizada e,
embora para nós seja algo banal, isso
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distingue-nos do resto do mundo, e
nota-se por exemplo nas compras
que gostamos de fazer para a cozinha.” Ainda assim, há hábitos que
têm vindo a mudar, como é o caso
das compras mensais – que têm vindo
a perder peso, fazendo com que cada
vez mais os portugueses prefiram um
frigorífico maior em detrimento de
mais espaço na dispensa.
Portugal é também um dos poucos países onde o bidé continua a
existir nas casas de banho, sendo esta uma divisão onde tipicamente se
dá preferência a soluções de organi-
Todos os dias 69%
das famílias portuguesas
cozinham o seu jantar.
Embora 67% dos portugueses
tenham uma mesa de jantar na
sala, a esmagadora maioria opta
apenas por a utilizar cerca de
duas a três vezes por ano.
Em Portugal, 70% dos
convidados que visitam
o wc nas nossas casas
irá abrir as portas dos armários
para ver o que contêm.
zação para majorar a utilização do
pouco espaço disponível, mantendo-o o mais arrumado possível. Um
pormenor importante, sobretudo
quando sabemos que 70% dos convidados que visitam esta divisão nas
nossas casas irá abrir as portas dos
armários, para ver o que contêm.
De acordo com os designers da
IKEA, “a sala é o espelho da casa e
uma das divisões mais importantes
do lar, onde nós passamos em média quatro horas por dia” e, como
tal, a maioria dos portugueses é fã
de ter a sala “geralmente muito organizada”. Talvez por isso, embora
67% dos portugueses tenham uma
mesa de jantar nesta divisão, a esmagadora maioria opta apenas por
a utilizar cerca de duas a três vezes
por ano. Uma situação que os responsáveis da marca sueca gostaria
de alterar, apostando forte no lançamento de propostas que motivem
os pais dos mais novos a transformar essa área num palco para as
brincadeiras e atividades da pequenada, alterando a ideia, comum no
nosso país, que o quarto é a zona
destinada para as crianças brincarem e, ao mesmo tempo, fomentar
mais o convívio entre os membros
da família. Em todo o caso, adverte a responsável da marca, “nestes
dez anos observámos que a forma
como as famílias organizam a sua
casa quanto têm filhos pequenos
mudou bastante. Mas, um dos nossos desafios em Portugal continua
a ser, precisamente, a de trazer as
crianças para o centro da casa”.
Já o quarto, “além de ser uma área
por vocação privada, é também um
verdadeiro universo de arrumação
e organização das casas portuguesas. É incrível como as nossas famílias conseguem aproveitar todos os
espaços disponíveis nesta divisão
para arrumar e organizar objetos,
desde roupa a eletrónica”. Até porque, cada vez mais, os quartos são
em simultâneo áreas de descanso e
de escritório.
Outro dos desafios da IKEA em
Portugal é o de convidar os portugueses a viver mais as suas varandas e terraços. “É curioso que
num país com tantas horas de sol
como o nosso, que a maioria das
pessoas se limite a usar a varanda
como um espaço para tarefas domésticas como estender a roupa,
por exemplo; ao invés de as usar
como um lounge de lazer. E isso é
algo que gostaríamos de mudar”.
HÁ OPORTUNIDADES
QUE SÓ APARECEM UMA VEZ
MÊS DAS OPORTUNIDADES
TEMOS MAIS DE 110 IMÓVEIS EM CAMPANHA ATÉ 30 DE NOVEMBRO
DE 2014 NO SUL DO PAÍS. CONSULTE O CATÁLOGO DOS IMÓVEIS EM
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06 Oportunidades IMOBILIÁRIO 05 NOVEMBRO 2014
Beja Maior abertura da Banca
tem dinamizado mercado imobiliário
A procura de imóveis habitacionais no distrito de Beja tem vindo a crescer neste último ano, o que se deve,
de acordo com agentes do mercado, à maior abertura da Banca.
JOSÉ MANUEL (TURISMO DE PORTUGAL)
Mercado
“Na área habitacional, na vertente
de compra, notamos um forte aumento de procura que, em percentagem considerável, atribuímos à
constatação de que a Banca volta a
mostrar interesse em acompanhar o
setor” diz Célia Rato, Sócia Gerente
da Medibeja, ao Público Imobiliário. Jorge Barão, Sócio Gerente da
BJ Imobiliária, partilha a mesma
opinião, confirmando que “de facto, há uma procura de imóveis habitacionais muito superior ao ano
passado”, uma evolução que também atribui “a uma maior abertura
dos Bancos à concessão de crédito
à habitação”. Contudo, o cenário é
agora diferente: “há mais facilidade
no acesso ao crédito do que no ano
passado, mas o nível de exigência é
bastante superior ao que acontecia
nos últimos anos”, diz este profissional, que destaca ainda “uma maior
confiança dos consumidores” como
um outro fator a impulsionar esta
procura.
Um dos bancos ativos no distrito é o Millennium bcp, que tem
apostado na dinamização de venda de imóveis no distrito de Beja,
em conjunto com os seus parceiros
imobiliários, estando em curso neste último período do ano a campanha “Mês das Oportunidades”, que
“prevê condições especiais para a
aquisição dos imóveis que possuímos em carteira neste distrito”, comenta Ramiro Gomes, Responsável
Vendas - Grandes Imóveis Sul deste
Banco. Além dos preços “bastante
competitivos” a que os imóveis são
colocados em campanha, o Banco
aposta na oferta de “boas condições
de financiamento” para os imóveis
adquiridos no âmbito do “Mês das
Oportunidades”. Neste distrito estão em campanha um total de 36
imóveis, dos quais 23 dizem respeito
a habitação, distribuindo-se entre
moradias e apartamentos nas tipologias T1 a T5, com valores médios
de comercialização em torno dos
53.000 euros. Ainda integrados na
campanha, que decorre até 30 de
novembro, estão alguns armazéns e
espaços para comércio com valores
entre 21.000 e 641.000 euros, além
de dois terrenos rústicos com áreas
de entre 0,4 e 17 hectares, conforme
detalhou Ramiro Gomes. O responsável acredita assim “na concreti-
Mértola (Distrito de Beja)
zação de bons negócios até final do
ano”, explicando ainda que além dos
preços promocionais a que os imóveis são colocados em campanha e
das condições de financiamento, os
compradores destes imóveis com o
selo “Mês das Oportunidades” poderão ainda ter um desconto adicional
de 5% no preço, se a escritura for
realizada até 31 de dezembro”.
Preços continuam a descer
Apesar do impulso sentido na procura, os preços das casas na capital
de distrito, a cidade de Beja, mantêm-se em queda. “A circunstância
de o mercado habitacional se encontrar excessivamente abastecido faz
com que os preços sofram tremenda
pressão de baixa, tendência que se
mantém estável e não dá sinais de
modificação”, considera Célia Rato,
da Medibeja. Os dados mais recentes
(2º trimestre de 2014) da Confidencial Imobiliário colocam a descida
dos preços das casas no concelho
de Beja em torno de 2,9% quando
comparados com o mesmo período
de 2013.
Também Jorge Barão nota que os
Beja aposta no
empreendedorismo
O Instituto Politécnico de Beja
criou uma incubadora para
apoiar empreendedores e
estimular a criação de novas
empresas e entidades sem
fins lucrativos, a Incubadora
IPBeja. O objetivo é apoiar os
empreendedores ao longo do
processo de desenvolvimento
de ideias de negócio, com
especial foco em setores
inovadores e com potencial
de crescimento. Além disso,
a incubadora pretende
ainda incentivar e facilitar
a implementação destas
empresas e entidades “num
ambiente potenciador do seu
sucesso”, contribuindo, desta
forma, para a promoção de
atividades de transferência e
valorização do conhecimento
como forma de impulsionar
o desenvolvimento
socioeconómico da região.
Recorde-se que dados
da IGNIOS, referentes à
constituição e insolvências de
empresas em Portugal, dão
conta de que nos primeiros
nove meses deste ano foram
constituídas 300 novas
empresas no distrito de Beja,
um período em que foram
declaradas insolventes 24
empresas. Isso quer dizer que
nascem 12 novas empresas
por cada uma insolvente neste
distrito, um rácio bastante
acima da média nacional que é
de 5 para 1.
preços das casas “retrocederam”,
embora considere que estão agora
“em valores mais sensatos”. O profissional sublinha que a descida é
especialmente evidente no mercado
de casas usadas, já que “não existem
praticamente casas novas em oferta”, tendo em conta que a construção tem estado “parada”.
Nos imóveis não residenciais – nomeadamente escritórios, lojas e armazéns -, os dados da Confidencial
Imobiliário contabilizam uma recuperação dos preços, com uma evolução positiva nos três segmentos no
2º trimestre de 2014 no distrito de
Beja. Apenas os armazéns revelam
uma ligeira contração homóloga dos
preços (-0,1%), embora apresentem
uma melhoria face aos -1,6% registados no trimestre anterior.
Imóveis rústicos
mantêm atratividade
Um distrito com forte atividade agrícola e rural, Beja apresenta dinâmica
também na vertente do imobiliário
rústico. “No setor não habitacional,
notamos um aumento de procura
para a compra de prédios rústicos”,
sublinha Célia Rato, da Medibeja.
Também Jorge Barão comenta que
o aumento de procura face ao ano
passado se fez igualmente sentir nos
imóveis rústicos, sobretudo os que
se destinam à atividade agrícola”.
Este é, aliás, o segmento que regista maior interesse por parte do
público estrangeiro, essencialmente
e uma vez mais por motivos ligados
à prática da atividade agrícola, já
que o mercado de segunda habitação, quer para nacionais quer para
estrangeiros, apesar de existir, tem
“pouca expressão”. “No setor rústico há procura frequente por parte de estrangeiros”, diz Célia Rato,
acrescentando que “é de crer que
se mantenha este interesse dadas
as boas perspetivas agrícolas da zona”. Também o Millennium bcp, que
tem vindo a dinamizar a sua carteira imobiliária nesta região, destaca a importância do setor agrícola
no mercado imobiliário. “A venda
dos nossos imóveis a particulares
e principalmente a grupos económicos tem proporcionado outra
dinâmica na implantação de novas
empresas, criando novos postos de
trabalho e envolvendo a população
em novos projetos, com principal
destaque para a atividade agrícola”,
refere Ramiro Gomes.
IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014 Oportunidades 07
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Imobiliário Beja
Preços das casas caem 2,9% em Beja
De acordo com o Índice Confidencial Imobiliário, em Beja os preços das
casas têm seguido uma tendência descendente, apresentando no 2º
trimestre de 2014 uma quebra trimestral de -0,6%. Em termos homólogos a
perda apresentou-se mais acentuada, atingindo -2,9%.
Já no caso do imobiliário comercial, tanto no segmento relativo a indústria
como no de lojas comerciais os preços subiram no 2º trimestre de 2014
face ao trimestre anterior, nomeadamente 0,6% e 1,3%. Face ao período
homólogo em 2013, as lojas comerciais apresentaram também no 2º
trimestre de 2014 uma subida de preços, sendo que no caso do sector
industrial se observou uma ligeira quebra (0,1%).
Preço de imóveis
Habitação (Índice Ci)
Concelho Beja (2005=100)
110
Imóveis em
Campanha com
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até 30/11/2014*
PRÉDIO MISTO T4
Refª: 22164
Preço: € 421.000
Concelho: Alvito
Freguesia: Alvito
Localização: Monte da Ucharia
Área: 350 m2
Ano: 2008
Classificação Energética: G
105
100
95
90
1.º Trim. 2006
2.º Trim. 2014
Lojas (Índice Corporate Ci)
Distrito Beja (2005=100)
100
96
MORADIA T2
Refª: 22047
Preço: € 50.000
Concelho: Beja
Freguesia: Baleizão
Localização: Rua José Vargas, 63
Área: 93 m2
Ano: 1951
Classificação Energética: E
92
88
84
80
1.º Trimestre 2006
2.º Trimestre 2014
Industrial (Índice Corporate Ci)
Distrito Beja (2005=100)
110
MORADIA T5
Refª: 22428
Preço: € 185.000
Concelho: Cuba
Freguesia: Cuba
Localização: Vargo de Baixo
Área: 364 m2
Ano: 2007
Classificação Energética: D
105
MORADIA T3
Refª: 55232
Preço: € 32.000
Concelho: Ourique
Freguesia: Ourique
Localização: Av 25 de Abril 45-49
Área: 123 m2
Ano: 1951
Classificação Energética: F
100
95
90
85
1.º Trimestre 2006
Fonte: Ci/LardoceLar.com, Ci/Lojas.com.pt e Ci/industrial.com.pt
2.º Trimestre 2014
*Acresce 5% de desconto
para imóveis escriturados
até 31/12/2014
08 Atualidade IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014
Estrangeiros são quem mais
compra na Avenida da Liberdade
Os estrangeiros são os principais compradores de produtos de luxo na avenida da Liberdade, em Lisboa,
gastando, em média, 871 euros. Até final do ano 5 novas marcas abrem espaços nesta artéria
Ana Tavares
São principalmente de origem brasileira, chinesa, russa e angolana os
principais compradores estrangeiros de bens de luxo na avenida da
Liberdade, que nos últimos anos
tem vindo a reconquistar a sua posição como destino de compras e de
turismo. De acordo com a JLL, que
realizou um estudo que analisa em
detalhe o comércio de rua em Lisboa
e que se foca em cinco clusters, incluindo a avenida da liberdade, este
é atualmente “o destino de compras
de luxo em Portugal”, um segmento
cuja “procura é feita essencialmente
por estrangeiros”. A consultora refere que os estrangeiros que compram
na avenida da Liberdade gastam, em
média, 871 euros, tendo neste momento ao seu dispôr cerca de 60
marcas ao longo dos 1.000 metros
de comprimento da avenida. E até
final do ano, outras cinco abrirão
portas, nomeadamente a Fendi Casa Collection, Guess, Boutique dos
Relógios Plus, Hugo Boss e Hackett,
o que elevará para 10 o número de
aberturas este ano. Em 2013, foram
11 as marcas a abrir lojas nesta avenida que muitos comparam aos famosos Champs Élysées e que conta
já com sete das dez marcas de luxo
com maior presença na Europa.
Da parte dos lojistas, não existem
dúvidas quanto à importância desta localização. “Atualmente quem
quiser estar próximo do turismo
sempre crescente na cidade e tenha
um proposta vencedora junto deste
target tem de estar presente nesta
avenida”, diz Ronald Brodheim, do
Grupo Brodheim, que representa
JLL
A renda na avenida da Liberdade
ronda os 75€/m2/mês
marcas como a Timberland’s, Tod’s,
Guess, Furla, Burberry e Betrend.
Também Ricardo Torres, administrador da Torres Joalheiros, que comercializa diversas marcas de luxo,
comenta que “para quem quer atingir turistas com poder de compra”,
a avenida da Liberdade “é a localização de eleição na cidade de Lisboa.
Já possui a maior concentração de
luxo disponível, tem bons acessos,
parqueamentos suficientes, serviços
de muito boa qualidade, desde hotelaria a clínicas de saúde e bem-estar,
bem como excelente imobiliário”.
Ricardo Torres destaca ainda que
nem só de estrangeiros se faz a avenida. “Também recebemos clientes
premium portugueses oriundos da
área de vizinhança próxima, de escritórios, clinicas e outros que normalmente não frequentam muito
as grandes superfícies e que vêem
na avenida da Liberdade um espaço onde acabam por ter tudo e com
um atendimento necessariamente
especial”.
O estudo Lisbon Street Shopping
sublinha que a procura por parte
das grandes marcas internacionais
tem crescido nos últimos anos neste
destino, onde 53% dos lojistas presentes são atualmente de origem
estrangeira. Esta procura tem feito aumentar a lista de espera para
conseguir um espaço, encontrandose atualmente disponíveis cerca de
4.800 m² de áreas comerciais nesta
avenida, uma disponibilidade que a
JLL considera baixa e que, associada
à crescente procura, deverá ter um
impacto em alta nas rendas prime,
que se situam atualmente nos 75 euros/m²/mês.
A ALP, instituição centenária dedicada à defesa intransigente do
direito de propriedade, oferece
aos proprietários de imóveis um
conjunto integrado de soluções na
área da Gestão.
Os serviços de Gestão de Imóveis
da ALP asseguram, com elevado sentido de responsabilidade e
transparência, Assistência Jurídica,
Gestão Técnica e Gestão Administrativa deste importante sector da
actividade imobiliária.
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IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014 Eficiência Energética 09
Projeto “A Sua Casa a Sua Energia”
convida 2.000 famílias a participarem
O projeto visa contribuir para identificar os comportamentos dos cidadãos que mais
influenciam os consumos energéticos nas habitações portuguesas.
DR
O projeto “A Sua Casa a Sua Energia ” é uma iniciativa de referência
nacional na promoção da eficiência energética no setor residencial
que visa contribuir para identificar
os comportamentos dos cidadãos
que mais influenciam os consumos
energéticos nas habitações portuguesas.
A prioridade é apoiar as famílias
portuguesas, residentes em qualquer ponto do território nacional, a
terem um consumo de energia mais
eficiente e, assim, contribuir para a
redução da sua fatura energética.
Pretende-se com a iniciativa incentivar o consumo responsável de
energia, demonstrando que para tal
não é necessário afetar os padrões
de qualidade de vida e o nível de
conforto nas nossas habitações.
COMO FUNCIONA?
Todos os participantes no “A Sua
Casa a Sua Energia ”, receberão
acompanhamento especializado
por parte de uma equipa técnica,
o que permitirá, mensalmente, receber um relatório com medidas de
eficiência energética desenhadas especificamente para cada habitação
aderente.
Esse relatório individualizado resulta da análise dos dados e informações recolhidas junto dos participantes (ex: dados de consumo
energético, informações sobre a
habitação, informações do Certificado Energético da habitação, etc.).
Com base nestas informações são
identificadas medidas de eficiência
energética específicas ao contexto
de cada família, sendo as mesmas
convidadas a implementá-las com
o apoio da equipa do projeto que
acompanha e quantifica as poupanças alcançadas.
Adicionalmente, o projeto disponibilizará uma plataforma online,
onde o participante encontra um
conjunto de medidas simples e eficazes que contribuirão para a redução
da fatura energética. Neste portal são
ainda registados os dados históricos
de consumo de cada participante,
bem como a sua evolução no perfil
de consumo ao longo do projecto,
podendo comparar o seu consumo
energético com o dos demais participantes com agregados familiares
similares ao seu.
“A Sua Casa a Sua Energia” é financiado no âmbito do Plano de
Promoção da Eficiência no Consumo de energia elétrica aprovado pela ERSE- Entidade Reguladora dos
Serviços Energéticos que beneficia
da oportunidade para colocar em
prática a experiência e competência
de uma equipa altamente qualificada
composta pelos seguintes parceiros:
o IST-Instituto Superior Técnico (Coordenador), a ADENE – Agência para
a Energia, a ISA - Intelligent Sensing
Anywhere e a Portugal Telecom.
COMO PARTICIPAR?
O projeto está a convidar 2000 famílias a participarem, bastando para isso que se inscrevam a partir de
Outubro através do site http://casaenergia.pt.
www.adene .pt
MUDE-SE PARA UM MUNDO MAIS VERDE.
INFORME-SE HOJE SOBRE A CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA.
10 Aquecimento IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014
Leroy Merlin propõe soluções
de conforto de forma eficiente
Tornar as casas portuguesas mais confortáveis, permitindo ainda poupar energia, é o mote
do conjunto de ações desenvolvidas pela Leroy Merlin a pensar no inverno
Susana Correia
A pensar no inverno e nas melhores soluções de aquecimento para
aumentar o conforto nas casas dos
portugueses e, ao mesmo tempo,
conseguir poupar na fatura energética, a Leroy Merlin acaba de lançar o seu mais recente Catálogo de
Conforto (2014/2015). A marca reúne neste novo catálogo produtos e
soluções de isolamento, ventilação
e tratamento do ar, aquecimento
central, aquecimento elétrico fixo
e aquecimento móvel, além de soluções de ar condicionado e ainda
aquecimento a lenha ou pellets.
Uma das apostas deste catálogo é
também a apresentação de várias
dicas de poupança, com o objetivo
de “ajudar o consumidor a escolher
a melhor opção de aquecimento,
sempre ciente das vantagens energéticas que poderá obter”.
Esta é aliás também a lógica que
norteia o microsite que a Leroy Merlin criou especialmente para esta
temática do aquecimento. Disponível em aquecimento.leroymerlin.pt,
este suporte online pretende “ajudar a encontrar a solução de aquecimento mais adequada a cada casa
ou a cada divisão da casa”, apostando num interface que permite
uma interação bastante intuitiva e
quase lúdica. De forma rápida, o
site constrói uma casa, na qual o
utilizador pode visitar as diversas
divisões e perceber que tipo de solução de aquecimento poderá ser
mais adequada para o uso do espaço, apresentando-se as vantagens
e desvantagens associadas a cada
tipo de aquecimento, assim como
dicas sobre temperaturas ideais em
cada divisão, calcular a potência calorífica necessária a cada casa, e a
fonte de energia mais adequada. “A
A pensar no inverno
e nas melhores
soluções de
aquecimento para
aumentar
o conforto nas casas
dos portugueses e,
ao mesmo tempo,
conseguir poupar
na fatura energética,
a Leroy Merlin acaba
de lançar o seu mais
recente Catálogo
de Conforto
consequência direta da chegada das
temperaturas baixas é o crescimento do consumo energético. E com
um aquecimento eficiente, é possível aliar conforto e poupança no seu
lar”, sublinha a Leroy Merlin. Neste
microsite, o utilizador poderá ainda
solicitar um projeto de aquecimento à equipa da Leroy Merlin e aceder
diretamente ao novo Catálogo de
Conforto.
Outra novidade é a possibilidade
de comprar agora pellets online, a
partir deste site, um tipo de combustível alternativo à lenha. Os pellets
de madeira são um tipo de lenha,
geralmente produzidos a partir da
serradura da madeira, que é depois
comprimida. Têm a vantagem de ser
uma “solução ecológica e renovável, económica, de fácil transporte
e armazenamento, e que além disso,
permite um alto poder calorífico”,
remata a Leroy Merlin.
LEROY MERLIN
Conseguir um
aquecimento
mais eficiente
Pedagogia em 3 passos:
1: ISOLAR
40% de poupança de energia
com aplicação de isolamento
térmico.
Isolar bem a habitação permite
economizar no aquecimento
no inverno e na refrigeração
no verão, garantindo uma
temperatura agradável durante
todo o ano com menos custos
2: VENTILAR
20% de poupança de energia
com um sistema de ventilação
mecânica controlada (VMC).
Ventilar a casa é essencial
sobretudo se estiver bem
isolada. Uma boa ventilação é
indispensável para garantir uma
boa renovação do ar viciado sem
desperdício de calor.
3: AQUECER
Até 55% de poupança de energia
com a substituição do seu
sistema de aquecimento.
Optar por soluções de
aquecimento mais eficientes
e/ou que utilizem energia
renovável permite realizar um
maior poupança de energia.
Com um aquecimento eficiente, é possível aliar conforto e poupança em casa
IMOBILIÁRIO 05 NOVEMBRO 2014 Aquecimento 11
Sabe qual o melhor sistema
de aquecimento para a sua casa?
Climatizar uma casa com vista ao aquecimento implica
recorrer aos mais diversos equipamentos, quer fixos quer
móveis. Sabe qual o mais indicado para a sua casa?
Será um irradiador a óleo, um convector ou um termoventilador? Um
aquecedor a gás? Um sistema de
aquecimento central ou ar-condicionado? Fixos ou móveis, apresentamos-lhe em seguida alguns exemplos
e fatores a considerar na escolha de
equipamentos de climatização tradicionais e que têm como fonte de
energia o gás ou a eletricidade, com
base nas dicas e sugestões da Quercus no âmbito do projeto EcoCasa.
Lançado há cerca de 10 anos, este
projeto tem o objetivo de ajudar os
portugueses a pouparem energia nas
suas casas, reduzindo emissões e melhorando o conforto.
Sistemas Móveis
unidade interior
unidade exterior
Aplicabilidade: Respondem sobretudo a necessidades de aquecimento
localizado e são de fácil mobilidade.
Irradiadores a óleo: A sua capacidade de aquecimento depende do
seu tamanho e potência e atualmente
têm também outras funcionalidades
que proporcionam um maior conforto e adaptabilidade.
Irradiadores de infravermelhos:
Produz um calor intenso muito rapidamente, mas de uma forma muito
localizada, pelo que não é indicado
para grandes áreas.
Convectores: Alguns possuem uma
ventoinha que mistura o ar aquecido
com o ar ambiente, aquecendo a divisão mais rapidamente. Podem ser
utilizados por longos períodos, mas
deve considerar-se o nível de ruído
produzido.
Termoventiladores: Aquecem
rapidamente o ambiente mas con-
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nas bombas de calor Daikin
Altherma e beneficie de
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a 31 de Janeiro de 2015, na compra da
bomba de calor Daikin Altherma de alta
temperatura.
somem muita energia. Não tendo
termoestato, podem sobreaquecer,
recomendando-se a sua utilização
por curtos períodos de tempo. Podem produzir ruído.
Aquecimento de halogéneo: São
equipamentos verticais que possuem
um movimento oscilatório para distribuir o calor, tendo no entanto um
elevado consumo energético.
Braseiras e escalfetas: Devido à sua
reduzida potência, são indicadas para conseguir um aquecimento localizado, sendo normalmente utilizadas
para aquecer os pés.
Aquecedores a Gás (Catalíticos):
Deve considerar-se um sistema de segurança para que o aparelho se desligue automaticamente se existir uma
concentração excessiva de gases da
combustão e/ou se a chama se apa-
FREE IMAGES
gar acidentalmente. A área aquecida
deve também ser ventilada.
Sistemas Fixos
Aplicabilidade: Destinados a aquecimento (e em alguns casos arrefecimento) previamente definido em
determinadas áreas da habitação. De
instalação fixa e permanente.
Sistema Central (gás ou elétrico):
O aquecimento central é constituído
basicamente pelo gerador de calor
(a caldeira), os emissores de calor
para o ambiente (os radiadores),
o sistema de transporte da energia para os radiadores (que foi
transformada na caldeira) e o
sistema de controlo. É importante equacionar bem a sua
localização na casa, para tirar um maior partido desse
mesmo aquecimento.
Acumulador de Calor:
Este sistema de aquecimento está projetado
para tirar proveito do tarifário bi-horário, ao acumular calor durante o período de vazio,
tornando-se assim mais económico
para o utilizador. Não precisa de préinstalação e liga-se a uma tomada de
uso geral.
Ar condicionado: Atualmente existem modelos que produzem tanto ar
frio como ar quente, para além da função de desumidificar o ar ambiente.
É FÁCIL DESCOBRIR
QUANTO VAI POUPAR
ESTE INVERNO COM
A DAIKIN
12 Aquecimento IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014
Soluções para aquecimento
central Daikin Altherma
com campanha especial
As bombas de calor Daikin Altherma, soluções desta marca para o fornecimento de aquecimento
e água quente sanitária, têm neste outono e inverno condições especiais de aquisição
FOTOS: DAIKIN EUROPE
Ana Tavares
A Daikin está a apostar na criação de
condições “muito especiais” para a
aquisição das suas bombas de calor
Daikin Altherma de alta temperatura, uma solução para o aquecimento
central e para a produção de água
quente sanitária. De acordo com a
marca, esta solução, que pode implicar apenas “uma fácil substituição
da caldeira existente”, vai permitir
obter poupanças de até 70% da fatura energética, um resultado especialmente atrativo na “altura do ano
em que mais pensamos no sistema
de aquecimento da nossa casa e na
elevada fatura energética associada”.
Precisamente para “promover
esta elevada eficiência energética”
das bombas de calor Daikin Altherma, a marca preparou uma Campanha de Aquecimento, no âmbito da
qual foi desenhado um conjunto de
condições apetecíveis para adquirir
“as melhores soluções para aquecimento central e produção de água
quente sanitária” neste outono e
inverno.
De acordo com a Daikin, as bombas de calor Daikin Altherma são
equipamentos de “comprovada
elevada eficiência energética e fiabilidade”, além de proporcionarem
o máximo conforto no fornecimento
de aquecimento e água quente sanitária. Trata-se de equipamentos que
tanto poderão ser instalados em novas habitações, como no âmbito de
remodelações e substituições de caldeiras, ou ainda para projetos com
necessidade de produção de grandes
volumes de água quente sanitária,
como é o caso de ginásios, pensões,
lares, hotéis, entre muitos outros.
A gama Daikin Altherma existe em duas versões, uma de baixa
temperatura com produção de água
quente até 55ºC, que poderá também fornecer arrefecimento, e outra
de alta temperatura com produção
de água quente até 80ºC, ideal para
substituição de um sistema tradicional de aquecimento. Em traços gerais, “a muito abrangente gama das
bombas de calor Daikin Altherma,
e a sua modularidade, conduzem,
quem projeta, instala ou quem irá
usufruir do sistema, a um número
sem limite de soluções, permitindo
uma perfeita integração em qual-
Bomba de calor
Daikin Altherma
As bombas de calor Daikin
Altherma de alta temperatura
permitem obter poupanças
de até 70% da fatura energética.
Trata-se de uma solução
para o aquecimento central
e para a produção de água
quente sanitária
quer que seja o projecto ou aplicação, e proporcionando o máximo
conforto com uma reduzida fatura
energética”, frisa a marca.
Com mais de 50 anos de atividade, a Daikin, especializada em climatização, aposta forte na eficiência
energética, através do desenvolvi-
mento de várias soluções de refrigeração e aquecimento, flexíveis e
adaptáveis a cada caso, utilizando
tecnologia de ponta de origem japonesa. A empresa, que atua nas
fases de projeto, desenvolvimento
e fabrico de tecnologias de aquecimento e arrefecimento,
desenvolve equipamentos
que cumprem todos os requisitos necessários para
garantir um elevado nível
de eficiência energética,
maximizando o conforto e
a qualidade do ar interior
dos edifícios, sem esquecer
a redução da fatura energética. O objetivo da Daikin
é que estas soluções acrescentem valor aos imóveis,
e permitam poupanças
reais através de custos de
instalação e funcionamento
reduzidos, com rápido retorno
do investimento efetuado.
IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014 Aquecimento 13
Climate Wizard: a “evolução
industrial do ar começou“
Ciclicamente, surgem pontos de viragem que alteram as coisas para sempre e estabelecem novas normas
para a indústria para os anos seguintes. O Climate Wizard, da Seeley International, é um destes pontos de viragem
Ciclicamente, surgem pontos de viragem que alteram as coisas para
sempre, uma nova forma de fazer
as coisas que estabelece novas normas para a indústria para os anos seguintes. O Climate Wizard, da Seeley
International, é um destes pontos
de viragem.
Em quase 40 anos, a Seeley International, tem sido sinónimo de novas e inovadoras tecnologias “e este
é o desenvolvimento mais emocionante atualmente”, nota a empresa
a propósito do novo equipamento
Climate Wizard. Trata-se de uma nova maneira de arrefecer que “não se
compara com nada feito até agora.
Pela primeira vez, podemos arrefecer os climas mais quentes do mundo e reduzir radicalmente o uso de
energia. Irá mudar a maneira como o
mundo encara o ar condicionado”.
O que é o Climate Wizard?
Climate Wizard
Climate Wizard é uma tecnologia de
arrefecimento completamente nova,
um equipamento de ar condicionado
por evaporação indireta do ar com
alto rendimento. Usa os mesmos
princípios que o arrefecimento por
evaporação direta, pelo que não adiciona humidade no ambiente à medida que vai arrefecendo. Isto significa
que o rendimento de arrefecimento
do Climate Wizard “pode desafiar os
melhores sistemas de ar condicionado”, usando até uns 80% menos de
energia. Para a Seeley International
“estas não são somente excelentes
noticias para a redução nos custos de
exploração, refletidos nas facturas de
eletricidade mensal, como também
para a proteção de meio ambiente”.
Indiferente ao calor que possa estar
no exterior, Climate Wizard usa idên-
tica quantidade de energia ao mesmo
tempo que debita ar “incrivelmente” fresco no interior. Isto ocorre em
contraste direto com os sistemas de
ar convencionais, os quais requerem
maior quantidade de energia à medida que aumenta a temperatura no
exterior. As capacidades de redução
de custos através do uso do Climate Wizard são tanto maiores quanto
mais elevada for a temperatura exterior nas épocas mais quentes do ano.
Ao mesmo tempo, o rendimento
do Climate Wizard também aumenta
quando a temperatura sobe, denotando uma vez mais um completo
contraste com os de ar condicionado
convencionais. Além disso, não adiciona humidade ao ar frio que impulsa no interior do edifício, pelo que
“poderá desfrutar de um estupendo
ar fresco e arrefecido naturalmente”.
14 Aquecimento IMOBILIÁRIO 5 NOVEMBRO 2014
Aquecer a sua casa com as energias
renováveis também já é possível
Além dos equipamentos tradicionais a gás e eletricidade,
é hoje possível aquecer a sua casa com sistemas que utilizam
as energias renováveis e alternativas
São disso exemplo os painéis solares térmicos e a biomassa. Conheça algumas destas fontes de
acordo com as dicas da Quercus
no âmbito do projeto EcoCasa.
“Sensibilizar e dar soluções concretas para modificar comportamentos na gestão, renovação ou
aquisição de um casa ou do seu recheio” são objetivos deste projeto.
lizado aproveitando os painéis solares para aquecer a água de uma
piscina ou no pré-aquecimento de
uma casa de férias, durante o período em que esta está desabitada.
A utilização de painéis solares térmicos no aquecimento ambiente
deve ser feita com um sistema de
piso radiante, pois estes sistemas
não precisam de água tão quente e têm um melhor rendimento.
Painéis solares térmicos
São uma boa opção de investimento para o aquecimento das águas
sanitárias. Quanto a aquecimento
ambiente, pode não ser economicamente viável por ser necessário
adquirir um número superior de
painéis que serão utilizados poucos
meses durante o ano. Nesse caso,
o investimento poderá ser rentabi-
nomizando matéria-prima e tendo
uma irradiação de calor muito superior às de queima aberta.
No sistema a pellets (funciona como um recuperador de calor): utiliza biomassa, sob a forma de granulado da madeira, os pellets, que
resultam da limpeza de florestas e
das sobras da indústria da madeira.
Um exemplo é a salamandra.
Solar térmico + Biomassa
Biomassa
Pode ser utilizada no aquecimento
ambiente através das seguintes de
lareira com recuperador de calor
ou um sistema a pellets.
Na lareira com recuperador de
calor, este último torna o uso da lareira mais racional ao permitir uma
queima controlada da madeira, eco-
Este sistema misto é mais vantajoso para fazer o aquecimento
ambiente em relação a um sistema apenas solar térmico, pois
beneficia de outra fonte de energia renovável disponível em qualquer altura, nomeadamente no
período noturno em que o solar
térmico precisa sempre de apoio.
Bomba de calor
geotérmica
FREE IMAGES
As bombas de calor geotérmicas
não são sistemas que utilizam
energias renováveis, pois
precisam sempre de energia
elétrica para funcionarem. No
entanto, devido aos elevados
rendimentos energéticos
que estes equipamentos
atingem, tornam-se uma
solução a considerar quando
se pretende aquecer/arrefecer
uma habitação. Estes sistemas,
abastecidos por eletricidade,
utilizam a temperatura estável
do subsolo e/ou dos lençóis
de água subterrâneos para
aquecer ou arrefecer uma casa
ou um edifício. O tipo de solo e
a existência ou não de lençóis
de água determinarão a sua
eficiência. Usando o processo
de refrigeração, as bombas de
calor de subsolo aproveitam a
energia térmica armazenada
no subsolo e/ou nos lençóis de
água subterrâneos e transferemna para a habitação ou viceversa. Este sistema assegura
também o aquecimento das
águas sanitárias.
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Prepare a sua casa para o frio