Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico – SEPLAN
Secretaria Executiva Adjunta de Políticas Setoriais – SEAPS
Departamento de Políticas para o Setor Terciário – DPST
Análise Conjuntural
Segmento Comercial de Manaus
Maio
2012
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Omar José Abdel Aziz
Governador do Estado do Amazonas
José Melo de Oliveira
Vice-Governador do Estado do Amazonas
Airton Ângelo Claudino
Secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico
Ronney Cesar Campos Peixoto
Secretário Executivo de Planejamento e Desenvolvimento Econômico
Appio da Silva Tolentino
Secretário Executivo Adjunto de Políticas Setoriais
Departamento de Políticas para o Setor Terciário
Francisco Antônio Carlos Neto – Chefe do DPST
Autoria:
TIF Francisco Antonio Carlos Neto – Técnico de Incentivos Fiscais
Econ .e Engº M.Sc. Nilson Pimentel. – Técnico de Incentivos Fiscais
Equipe Técnica:
TIF Francisco Antonio Carlos Neto – Técnico de Incentivos Fiscais
Econ.e Engº M.Sc. Nilson Pimentel. – Técnico de Incentivos Fiscais
Fernanda Lopes – Acadêmica de Economia - Estagiária
Kelly Camila dos Santos – Acadêmica de Economia – Estagiária
Janaina Gouveia – Acadêmica de Relações Internacionais – Estagiária
Publicação: SEPLAN
Texto: Pesquisa, Elaboração, Redação e Revisão
TIF Francisco Antonio Carlos Neto
Econ. e Engº. M.Sc. Nilson Pimentel
Pesquisa e Informática
Estagiária –Fernanda Lopes – Acadêmica de Economia
Estagiária – Kelly Camila dos Santos – Acadêmica de Economia
Estagiária – Janaina Gouveia – Acadêmica de Relações Internacionais
Editor: Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico - SEPLAN
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CEP 69.020-060
Manaus – Amazonas
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Sumário
1. Introdução ............................................................................................................... 04
2. O Segmento Comercial de Manaus ......................................................................... 05
2.1. Composição Geral .............................................................................................. 05
2.2. Análise da Conjuntura do Comércio .................................................................. 06
2.3. Análise dos Resultados ...................................................................................... 11
3. Identificação dos Aspectos Positivos e Desfavoráveis ........................................... 19
3.1.
Aspectos que Impulsionam as Atividades Comerciais na Cidade de Manaus. . 19
3.2.
Aspectos Desfavoráveis ao Desenvolvimento das Atividades Comerciais
em Manaus ....................................................................................................... 19
4. Proposições ou Recomendações para o fortalecimento da Atividade Comercial
no Amazonas ........................................................................................................... 20
5. Considerações Finais ............................................................................................... 20
6. Referências .............................................................................................................. 22
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1. Introdução
O chamado Setor Terciário da economia corresponde aos segmentos do Comércio e de
Serviços, que juntos empregam um grande contingente de mão-de-obra. É nesse setor que melhor se
pode observar os efeitos da revolução técnico-científica na qualificação da mão de obra. O mesmo
Setor se apresenta de forma revigorada nesses tempos de crescimento da economia brasileira,
notadamente o segmento COMÉRCIO, tanto na atração de novos investimentos, quanto na absorção
de mão de obra, com a geração de novos postos de trabalho, inclusive no que diz respeito aos
Programas Jovem Aprendiz e Primeiro Emprego.
Na estrutura econômica do estado do Amazonas, o COMÉRCIO, representa um dos pilares que
sustentam as atividades empresariais de maior aderência a economia regional, principalmente, na
cidade-estado Manaus, como o Centro regional que converge e concentra todos os grandes
investimentos nesse segmento.
Desde o final do século passado, o Comércio de Manaus, vem demonstrando crescimento nas
modalidades de varejo e atacado, principalmente, nos últimos dez anos com o ritmo acelerado de
desconcentração e descentralização experimentado pelo segmento, face à dinamicidade de suas
atividades em contraponto com o crescimento urbano desordenado da capital.
Visto pelo crescimento das atividades empresariais formais do segmento, o que se observa
nessa última década é o espraiamento das atividades comerciais, saindo do centro antigo de Manaus,
para as novas fronteiras periféricas urbanas e suburbanas mais densamente povoadas ou identificadas
como zonas de concentração residencial condominial de classe média, promovendo uma
desconcentração espacial do comércio varejista de Manaus. Nota-se, também, que alguns centros
comerciais e da cadeia de redes de supermercados, tem se deslocados para esses espaços urbanos da
capital.
Por suas características econômicas de dinamicidade em suas atividades diversas, o Comércio é
o segmento econômico, junto com a Indústria da Construção Civil, que mais capacidade possui de
responder aos estímulos de crescimento das variáveis econômicas de emprego e renda, assim como,
apresenta-se como maior indutor de crescimento da Receita Tributária estadual, por formatar junto
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com a sociedade todos os eventos socioeconômicos que marcam o calendário da manifestação cultural
de um povo, via crescimento do consumo de bens econômicos pelos contribuintes.
2. O Segmento Comercial de Manaus
2.1. Composição Geral
Segundo o Censo Empresarial da Cidade de Manaus, elaborado pelo SEBRAE/AM, em 2010, o
número total de negócios na cidade de Manaus, correspondeu a 50.570 empreendimentos, envolvendo
Comércio, Serviços e Indústria, dentre outros segmentos. Desse total, o segmento do Comércio
representou 46,6% dos estabelecimentos pesquisados, ou seja, 23.577 negócios.
A distribuição espacial, dos empreendimentos do Comércio, por zonas administrativas da
cidade de Manaus, mostrou-se mais intensa na Zona Sul com 25% (5.894 negócios) e na Zona Leste
com 24,34% (5.738 negócios), seguidas pelas Zonas Norte com 23,34% (5.502 negócios); Zona Oeste
com 11,23% (2.647 negócios); Zona Centro-Sul com 8,77% (2.067 negócios) e Zona Centro-Oeste
com 7,33% (1.729 negócios).
Os três principais tipos de Comércio identificados na pesquisa foram: Mercearias e Armazéns
Varejistas com 31,0% (7.345 negócios); Comércio Varejista de Artigos de Vestuário e Complementos
com 10,1% (2.404 negócios); e Comércio Varejista de Hortifrutigranjeiros com 6,0% (1.416 negócios)
do total de empreendimentos do comércio.
O faturamento bruto anual de cerca 73,7% (17.471) dos negócios de Comércio alcançou o
valor máximo de até R$ 36.000,00. Na faixa de R$ 36.001,00 a R$ 120.000,00, se encontravam 11,7%
(2.765) dos negócios, entre R$ 120.001,00 e R$ 240.000,00 estavam 2,9% dos empreendimentos (694)
e acima de R$ 2.040.001,00, apenas 1,0% (245) dos negócios, dentre outros. Em cada 4 negócios
pesquisados, 3 foram de micro porte.
A maior parte dos estabelecimentos 62%, ou seja, (14.700) negócios possuíam, em 2010, entre
1 a 4 pessoas trabalhando. Na faixa de 5 a 9 pessoas, foram 6,9% (1.626) e, entre 11 a 19 pessoas
3,3% (771). Com 500 ou mais pessoas foram apenas 0,1%, ou seja, (12) negócios, dentre outros.
Levando-se em conta 100% do seguimento pesquisado. A quantidade média de pessoas ocupadas por
cada negócio foi de 5 pessoas. Em termos de tempo de atuação da empresa em Manaus, o segmento do
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Comércio, possuía, em 2010, (6.699) negócios, com mais de 10 anos de existência, representando
28,3% do total. Com até 2 anos de duração foram identificados (7.168) negócios 30,2% do total
pesquisado.
A distribuição dos fornecedores dos empreendimentos ocorreu do seguinte modo: Mercado
local – (71,2%); Mercado Regional – (14,4%); Mercado Nacional – (13,5%); e Mercado Internacional
– (1,8%).
Os tipos de formalização de Comércio, identificados, pela pesquisa SEBRAE, foram pela
ordem: firmas individuais – 59,5% (4.508) negócios; firmas LTDA –33,8% (2.563) negócios e de
Sociedade Anônima 1,1% (86) negócios, levando-se em considerando apenas os empreendimentos de
Comércio formalizados correspondente ao percentual de 59,5%;
Os bens ofertados pelo Comércio da Cidade de Manaus representam uma variedade
segmentada com os seguintes produtos:
Bens
Duráveis:
Móveis
e
Utilidades
Domésticas,
Móveis
e
Decoração;
Cine/Foto/Som/Informática/Instrumentos; Óticas; Informática; Instrumentos Musicais; Relojoarias;
Bens Semi-Duráveis: Vestuário; Tecidos e Calçados; Livraria; Papelaria; Material de
Escritório; Artigos Desportivos.
Bens Não–duráveis: Supermercados; Farmácias; Drogarias e Perfumarias; Combustíveis
e Lubrificantes;
Comércio Automotivo: Concessionária de Veículos; Auto Peças e Acessórios;
Material de Construção.
2.2. Análise da Conjuntura do Comércio
No tocante ao desempenho do Comércio algumas variáveis econômicas são determinantes para
seu crescimento, como por exemplo, o volume e as condições de crédito disponíveis na economia:
Estes fatores exercem grande influência no desempenho do segmento varejista.
Os grandes desafios para impulsionar o setor concentram-se atualmente na redução das taxas de
juros bancárias e diminuição da inadimplência. Com isso, a disponibilidade de um sistema crediário
próprio e a utilização do canal de venda eletrônico colocam as empresas que a utilizam em condição
diferenciada, em relação às outras do setor, que ainda não os possuem na medida em que diminuem
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sua dependência em relação às condições de empréstimos do setor bancário. Ao concluir o Censo
empresarial de Manaus, estudo do panorama atual da situação dos negócios de diversos gêneros, o
SEBRAE constatou um grande número de empresas da capital amazonense atuando na informalidade .
Para os empresários que aceitaram participar da pesquisa, as maiores dificuldades foram a burocracia e
a falta de capital de giro para investir em novas tecnologias.
O crescimento do consumo da população, haja vista, o aumento da classe média e o resgate e
aparecimento de parcela da população para dentro do mercado de consumo, identificada como classe
„C‟, é sensível às oscilações dos índices econômicos, principalmente da inflação, aumento das taxas de
juros e da restrição ou aumento de oferta de crédito.
Algumas empresas comerciais acreditam que o mercado permanecerá aquecido, com aumentos
dos níveis salariais, medidas adotadas por autoridades econômicas do governo, quanto à redução dos
níveis de inflação e, assim como o crescimento populacional. Isso possibilitará o crescimento do
consumo em termos gerais, bem como, o aumento dos gastos com vestuário, alimentos e outros bens
duráveis e não-duráveis. Sendo necessário destacar situações oriundas da ambientação externa,
derivadas de reflexos da crise econômica financeira mundial que podem de algum modo, alterar o
cenário atual, como já ocorreu em 2008/2009.
Para demonstrar a importância da participação do segmento comercial na receita tributária do
ICMS, observou-se que o COMÉRCIO apresenta-se como um dos principais agentes contributivos na
arrecadação do ICMS estadual, conforme demonstrado nos quadros a seguir:
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Tabela 1 – Participação da Arrecadação do ICMS, do Setor Comércio, em Relação à
Receita Tributária Total do Estado do AM
Arrecadação Por Setor Econômico 2011/2012*
Arrecadação do ICMS –
Receita Tributária
(1)
Comércio
Participação Mensal %
Variação %
(2)
2011
Meses
Janeiro
2011
2012
2011
2012
2011
2012
2011
2012
498.332.518
503.335.023
195.257.218
226.067.392
39,18
44,91
-
-
177.566.943
182.727.434
192.965.922
197.116.992
202.130.773
204.673.642
235.620.304
228.305.602
212.238.146
213.283.060
236.811.927
2.478.697.963
em ( R$1,00)
177.793.432
179.065.579
220.728.155
229.141.380
37,49
36,06
40,45
37,08
38,71
38,14
41,69
41,93
38,23
35,65
39,81
38,70
34,01
35,48
37,45
40,60
-9,06
2,91
5,6
2,15
2,54
1,26
15,12
-3,1
-7,04
0,49
11,03
-
-21,35
0,71
23,26
3,81
Fevereiro 473.627.561 522.693.876
Março
506.682.877 504.656.335
Abril
477.105.885 589.264.161
Maio
531.614.890 564.277.995
Junho
522.158.753
Julho
536.706.756
Agosto
565.109.870
Setembro 544.515.510
Outubro
555.202.359
Novembro 598.278.020
Dezembro 594.807.209
Total
6.404.142.208
Fonte: SEFAZ – 2011/2012 - Valores Nominais
(*) Dados relativos aos cinco primeiros meses do ano
(1) Participação % da Arrecadação do ICMS - Comércio, de cada mês, em relação a Receita Tributária Total, do mesmo mês.
(2) Variação % da Arrecadação do ICMS - Comércio, de cada mês, em relação ao mês imediatamente anterior
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Tabela 2 – Participação da Arrecadação ICMS - do Setor Comércio, em Relação à Arrecadação
Total do ICMS do AM
Arrecadação Por Setor Econômico 2011/2012*
Arrecadação Total do ICMS
Arrecadação do ICMS –
Comércio
Meses
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Total
Participação Mensal
(1).
%
Variação %
(2)
2011
2012
2011
2012
2011
2012
2011
2012
468.304.665
482.778.898
482.258.825
457.727.303
533.261.167
517.100.542
195.257.218
177.566.943
182.727.434
192.965.922
197.116.992
202.130.773
204.673.642
235.620.304
228.305.602
212.238.146
213.283.060
236.811.927
226.067.392
177.793.432
179.065.579
220.728.155
229.141.380
41,69
39,24
39,99
42,54
40,98
43,85
41,52
44,27
44,97
42,23
38,84
42,74
46,82
36,86
39,12
41,39
44,31
-9,06
2,91
5,6
2,15
2,54
1,26
15,12
-3,1
-7,04
0,49
11,03
-21,35
0,71
23,26
1,03
452.515.843
456.907.806
453.589.203
480.991.651
460.992.634
492.929.600
532.280.841
507.635.746
502.576.173
549.132.237
554.120.246
5.911.976.645
2.478.697.963
41,93
Fonte: SEFAZ – 2011/2012 - Valores Nominais (R$1,00)
(*) Dados relativos aos quatro primeiros meses do ano
(1) Participação % da Arrecadação do ICMS - Comércio, de cada mês, em relação a Arrecadação Total do ICMS, do mesmo mês.
(2) Variação % da Arrecadação do ICMS - Comércio, de cada mês, em relação ao mês imediatamente anterior.
2.3 Análise dos Resultados
No tocante à Arrecadação do ICMS do Comércio, em valores absolutos do ano 2011 e de 2012,
observa-se queda no mês de fevereiro, em relação ao mês de janeiro, retomando crescimento em março
e abril, e em maio voltando a suplantar janeiro. Pode-se atribuir essa retomada do crescimento à
participação de dois fatores principais: Programa Liquida Manaus e Promoções do Dia das Mães,
eventos realizados para estimular às vendas nos meses de abril e maio, respectivamente.
No tocante a Arrecadação Total do ICMS, em valores absolutos de 2012, verifica-se declínio
do mês de maio, em relação a abril, atribuído ao fenômeno das cheias do rio Amazonas, que
inundaram diversas ruas do centro de Manaus e, consequentemente, lojas e depósitos de mercadorias,
ocasionando perdas de produto e a queda do faturamento comercial.
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Análise da Tabela 1
Em termos relativos à Tabela 1, apresenta o comportamento do Setor Comércio, relacionado à
Arrecadação do Total do ICMS/Receita Tributária Total do Estado, no ano de 2011 e nos primeiros
cinco meses do ano de 2012, onde se observa que no ano de 2011, o mês de setembro, apresentou
maior participação percentual mensal (41,93%) e o de novembro, a menor, respectivamente 41,93% e
35,65%. Já em 2012, verificou-se o mês de janeiro com a maior participação percentual mensal, com
44,91%, pois ainda estava estimulado pelas datas comemorativas do final do ano de 2011 e liquidação
do estoque.
Análise da Tabela 2
Em termos relativos, à Tabela 2 apresenta o comportamento do Setor Comércio, relacionado à
Arrecadação do ICMS Comércio/Arrecadação Total do ICMS, no ano de 2011, onde se tem o mês de
setembro obtendo a maior participação percentual mensal, com 44,97 % e o de novembro, a menor,
com 38,84%, representando um importante desempenho na arrecadação estadual e a relevância desse
Setor para a economia amazonense. E nos primeiros cinco meses do ano de 2012, verificou-se que o
mês de janeiro obteve a maior participação percentual mensal, com 46,82 %.
Também, observando-se as informações da pesquisa/censo empresarial elaborado pelo SEBRAE
em 2010, constata-se que as principais atividades do segmento comercial pesquisadas na cidade de
Manaus, apresentaram como destaque, em termos pontuais, um maior número de empreendimentos. É
o caso de mercearias e armazéns varejistas que agregam, cerca de 7.345 empresas, representando
31% do universo pesquisado, como se pode observar na tabela a seguir:
Tabela 3 - Principais Atividades de Comércio por Quantidades e Participação %
Ramos de Atividades
Quantitativo
Participação
Relativa %
Mercearias e Armazéns Varejistas
7.345
31
Comércio Varejista de artigos do vestuário e
complementos
2.404
10,1
Comércio varejista de hortifrutigranjeiros
1.416
6
Comércio varejista de bebidas
1.310
5,5
Comércio varejista de Carnes-açougues
1.084
4,6
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Lojas de variedades (exceto lojas de
Departamento ou magazines)
906
3,8
Comércio varejista de artigos de armarinho
770
3,2
Comércio varejista de materiais de
construção em geral
725
3,1
Comércio varejista de peças e acessórios
novos p/autos
436
1,8
Comércio varejista de produtos farmacêuticos
s/manipulação de fórmulas
382
1,6
Comércio de calçados
Comércio varejista de balas/bombons e
semelhantes
Outras atividades de comércio
251
205
1,1
0,9
6.478
27,3
23.713
100
Total
Fonte: Censo Empresarial SEBRAE-2010
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Tabela 4 - Variação percentual mensal e anual segundo o nível de empregos, folha de pagamento
e estoque, por ramo de atividade, Manaus – AM
Grupos/Subgrupos de Atividade
Nível de Empregos por
Ramo de Atividade
Mai/12
Mai/12
Abr/12
Mai/11
COMÉRCIO VAREJISTA EM GERAL
BENS DURÁVEIS
LOJAS DE DEPARTAMENTOS
MÓVEIS E UTILIDADES DOMÉSTICAS
MÓVEIS E DECORAÇÕES
LOJAS DE UTILIDADES DOMÉSTICAS
CINE-FOTO-SOM /ÓTICAS/INFORMATICA
INSTRUMENTOS/MUSICAIS, CD´S/FITAS
CINE-FOTO-SOM
ÓTICAS
INFORMATICA
LIVRARIA, PAPELARIA E MATERIAL DE
ESCRITÓRIOS
ARTIGOS DESPORTIVOS
BENS NÃO DURÁVEIS
SUPERMERCADOS
FARMÁCIAS, DROGARIAS E PERFUMARIA
COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES
COMÉRCIO AUTOMOTIVO
CONCESSIONÁRIO DE VEÍCULOS
AUTOPEÇAS E ACESSÓRIOS
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Fonte:
IFPEAM-Sondagem
Conjuntural
Fones: (92) 2126-1211
do
Estoque por Ramo
de Atividade
Mai/12
Mai/12
Fev/12
Mai/11
-0,22
0,00
0,00
0,00
0,00
-0,90
0,09
0,00
1,11
1,18
-0,91
-2,35
-0,36
-0,56
-0,36
-2,65
-2,46
-4,75
6,42
1,08
-0,02
-5,17
-96,10
-6,61
5,66
17,17
12,43
-92,86
21,55
26,67
0,00
1,09
-0,60
7,61
-9,08
20,46
-8,72
-20,08
9,75
4,63
0,00
INSTRUMENTOS MUSICAIS, CD´S/FITAS
RELOJOARIA E JOALHERIA
BENS SEMIDURÁVEIS
VESTUÁRIO
TECIDOS
CALÇADOS
Folha de Pagamento
por Ramo de Atividade
Mai/12
Mai/12
Abr/12
Mai/11
1,11
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-5,80
-7,49
4,91
-1,33
-2,62
-3,39
14,08
8,35
-0,36
-0,07
-50,85
4,03
-0,74
-0,36
-0,01
-0,11
-4,75
-16,52
-6,88
-62,55
-12,71
-2,34
-0,26
-4,65
5,42
-8,39
8,63
23,52
-9,84
11,66
2,20
5,40
6,95
3,93
35,04
100,01
6,62
-74,15
10,55
17,90
14,19
17,52
67,93
0,00
-0,26
-3,86
-13,30
-14,74
16,54
0,00
-0,83
-1,91
0,00
-2,35
-0,48
-2,41
0,90
-0,26
-0,44
-0,72
-0,19
0,56
0,07
-2,19
4,42
-8,14
-4,08
-10,61
1,21
6,45
20,60
36,69
9,66
-0,36
-0,36
-0,36
-0,36
-0,21
da
-5,34
-2,8 4
-4,75
-2,31
-7,14
Cidade
1,30
10,79
-3,68
15,10
3,17
de
9,28
20,19
44,93
14,21
16,58
Manaus
0,00
1,40
0,00
2,61
0,00
0,00
0,00
3,33
-0,30
-3,43
Comércio
Varejista
E-mail: [email protected]
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Ocorreram pequenas variações mensais nos grupos, porém, se comparado ao
mesmo mês do ano passado, observa-se uma acentuada variação no Nível de Empregos por
Ramo de Atividade, no grupo de calçados (semi-duráveis), com aumento de 14,08%. Quanto
a Folha de Pagamento, a maior variação foi no grupo de Instrumentos musicais CD‟s/fitas,
com o decréscimo de 62,55%, em relação ao mesmo mês do ano anterior. No que se refere ao
Estoque por Ramo de Atividade, destaca-se o grupo de Ótica, com aumento de 100,01%, em
relação ao mesmo período do ano anterior.
14
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Tabela 5 - Variação percentual mensal e anual segundo o faturamento bruto e as vendas
brutas, por ramo de atividade, Manaus – AM
Faturamento bruto por ramo
de atividade
Grupos/Subgrupos de Atividade
Mai/12
Abr/12
Mai/12
Abr/11
Vendas brutas por ramo de
atividade
Mai/12 Ab/12
Mai/12
Abr/11
COMÉRCIO VAREJISTA EM GERAL
2,99
5,20
2,94
5,20
BENS DURÁVEIS
5,39
-0,59
5,39
-0,47
16,26
98,94
16,26
98,94
2,41
-0,05
2,41
0,01
1,27
-4,10
1,27
-4,10
2,66
0,85
2,66
0,92
10,53
-3,61
10,53
-3,31
13,95
86,80
13,95
86,80
7,26
9,38
7,26
9,38
10,89
0,89
10,89
1,55
11,47
-65,39
11,47
-65,39
14,77
-1,50
1,67
0,77
-1,23
-6,15
-1,38
2,03
3,40
22,57
14,77
-1,53
1,62
0,77
-1,23
-6,15
0,27
4,77
3,40
22,57
-17,69
-24,65
-17,69
-24,65
0,86
7,75
4,73
-24,63
10,89
11,17
0,86
7,79
4,73
-24,63
10,89
11,17
13,23
6,50
13,33
6,50
1,51
23,79
1,51
23,79
4,14
18,93
4,13
9,53
-6,73
47,56
-6,73
47,56
7,32
12,13
7,31
0,97
3,68
16,82
3,40
16,51
LOJAS DE DEPARTAMENTOS
MÓVEIS E UTILIDADES DOMÉSTICAS
MÓVEIS E DECORAÇÕES
LOJAS DE UTILIDADES DOMÉSTICAS
CINE-FOTO-SOM /ÓTICAS/INFORMATICA
INSTRUMENTOS/MUSICAIS, CD´S/FITAS
CINE-FOTO-SOM
ÓTICAS
INFORMATICA
INSTRUMENTOS MUSICAIS, CD´S/FITAS
RELOJOARIA E JOALHERIA
BENS SEMIDURÁVEIS
VESTUÁRIO
TECIDOS
CALÇADOS
LIVRARIA, PAPELARIA E MATERIAL DE
ESCRITÓRIOS
ARTIGOS DESPORTIVOS
BENS NÃO DURÁVEIS
SUPERMERCADOS
FARMÁCIAS, DROGARIAS E
PERFUMARIA
COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES
COMÉRCIO AUTOMOTIVO
CONCESSIONÁRIO DE VEÍCULOS
AUTOPEÇAS E ACESSÓRIOS
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Fonte: IFPEAM - Sondagem Conjuntural do Comércio Varejista de Manaus
Fones: (92) 2126-1211
E-mail: [email protected]
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Visto os dados constantes na Tabela 6 e no Gráfico 11, que dispõe sobre o percentual
da forma de pagamento, verifica-se que a forma mais usada no período pesquisado foi a de
vendas à vista com a porcentagem de 56,9% para o comércio Varejista em geral, com
destaque para bens não duráveis com 77,6% dessas vendas. As vendas mediante pagamento
com cartão de crédito assumem a 2ª posição com 28,0% seguida por outras formas de
pagamento com 15,1%, como: convênio, cheque pré-datado, vendas a prestação e empenho,
dispostas nessa mesma tabela.
16
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Tabela 6 - Percentual segundo a forma de pagamento das vendas por ramo de atividade,
Manaus – AM
Forma de pagamento (%)
Item
Grupos/Subgrupos de Atividade
A vista
Cartão de
Crédito
Outros
COMÉRCIO VAREJISTA EM GERAL
56,9
28,0
15,1
1
BENS DURÁVEIS
48,3
31,1
20,6
1.1
LOJAS DE DEPARTAMENTOS
90,9
6,1
3,0
1.2
MÓVEIS E UTILIDADES DOMÉSTICAS
48,1
38,8
13,1
1.2.1
MÓVEIS E DECORAÇÕES
54,0
43,1
2,8
1.2.2
LOJAS DE UTILIDADES DOMÉSTICAS
46,8
37,8
15,4
1.3
36,4
25,0
38,6
1.3.1
CINE-FOTO-SOM/ ÓTICAS/ INFORMATICA
INSTRUMENTOS/ MUSICAIS, CD´S/ FITAS
CINE-FOTO-SOM
69,6
30,4
0,0
1.3.2
ÓTICAS
62,4
35,1
2,5
1.3.3
INFORMATICA
49,0
39,4
11,7
1.3.4
INSTRUMENTOS MUSICAIS, CD´S/FITAS
30,5
21,2
48,3
1.4
RELOJOARIA E JOALHERIA
59,0
41,0
0,0
2
BENS SEMIDURÁVEIS
55,2
37,1
7,7
2.1
VESTUÁRIO
54,8
42,8
2,4
2.2
TECIDOS
61,0
13,7
25,3
2.3
CALÇADOS
71,2
28,8
0,0
2.4
44,2
38,5
17,3
2.5
LIVRARIA, PAPELARIA E MATERIAL DE
ESCRITÓRIOS
ARTIGOS DESPORTIVOS
57,8
32,2
0,0
3
BENS NÃO DURÁVEIS
77,6
21,1
1,3
3.1
SUPERMERCADOS
74,9
25,1
0,0
3.2
FARMÁCIAS, DROGARIAS E PERFUMARIA
63,6
30,7
5,6
Fones: (92) 2126-1211
E-mail: [email protected]
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3.3
COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES
85,2
14,8
0,0
4
COMÉRCIO AUTOMOTIVO
38,8
13,7
47,5
4.1
CONCESSIONÁRIO DE VEÍCULOS
30,3
0,9
68,8
4.2
AUTOPEÇAS E ACESSÓRIOS
55,4
38,5
6,1
5
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
57,2
40,7
2,0
Fonte: IFPEAM- Sondagem Conjuntural do Comércio Varejista de Manaus
Fones: (92) 2126-1211
E-mail: [email protected]
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Gráfico 11
Percentual segundo a forma de pagamento das
vendas por ramo de atividades - Maio/2012
Bens Duráveis
Bens Semiduráveis
À vista
Bens Não Duráveis
Cartão de Crédito
Outros
Comércio Automotivo
Material de Construçãp
0
10
20
30
40
50
Fonte: IFPEAM- Sondagem Conjuntural do Comércio Varejista de Manaus
60
70
80
90
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3. Identificação dos Aspectos Positivos e Desfavoráveis
3.1 Aspectos que Impulsionam as Atividades Comerciais na cidade de Manaus

Crescimento do Mercado Consumidor, relativo ao crescimento populacional da capital
em cerca de 1.802.014 habitantes, conforme Censo 2010-IBGE;

Benefícios Fiscais que favorecem as importações de bens, referidos na Legislação dos
Incentivos Fiscais do Amazonas;

Apoio Institucional por parte dos Governos Estadual e Municipal em projetos do
segmento comercial que possibilitam alavancar as vendas em datas do calendário festivos, tais
como: Liquida Manaus, Carnaval, Retorno à Escola, Mês das Noivas, Dia das Mães, Dias dos
Namorados, Festas Juninas, Festival de Férias, Dias dos Pais, Semana da Pátria, Dia das
Crianças, Aniversário de Manaus, festa da República, período Natalino;

Nível de estoque apresentou variação positiva de 17,17% na comparação com maio de
2012;

Vendas brutas do comércio varejista de Manaus apresentaram variação positiva de
5,20%, na comparação com maio de 2012;
3.2 Aspectos desfavoráveis para o Comércio em Manaus

Reflexos da crise econômica internacional;

Falta de crédito para Capital de Giro a juros compatíveis com a estrutura dos
empreendimentos;

Falta de Estrutura e Espaço Físico adequados;

Falta de infraestrutura na área comercial de Manaus, tais como: Transporte público,
estacionamento, banheiros públicos, calçadas, segurança pública, limpeza pública,
iluminação;

Complexo e demorado desembaraço aduaneiro (Porto e Aeroporto)
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4. Proposições ou Recomendações para o Fortalecimento da Atividade
Comercial no Amazonas

Apoiar os Programas e Campanhas Promocionais promovidas pelas Instituições do
Comércio – A participação financeira do Governo, para essas campanhas, estimula o consumo
da população manauense fazendo com que o volume de vendas cresça.

Para Manaus turística, o Governo do estado e Prefeitura Municipal devem formatar
parceria para buscando uma nova concepção urbanística
para o centro histórico da cidade,
incluindo a Feira da Manaus Moderna e suas áreas contíguas, o porto de transportes regional,
carga e descarga.

Localização adequada das atividades informais (camelôs), contribuindo para a limpeza
do centro da cidade.

Gestão pública quanto à melhoria no sistema de desembaraço aduaneiro fiscal no porto
e aeroporto.
5. Considerações Finais
Considerando os índices constantes da pesquisa: Sondagem Conjuntural do Comércio
Varejista de Manaus, elaborada pela IFEPEAM, em maio de 2012, no tocante às variáveis de
faturamento, vendas brutas, índice de emprego, folha de pagamento e nível de estoques,
estabeleceu-se um cenário comparativo com mês de abril do mesmo ano e também com o
mesmo mês do ano anterior, verificando – se as seguintes tendências:

Faturamento e Vendas Brutas – Vendas brutas do comércio varejista de Manaus
apresentaram variação positiva de 5,20%, na comparação com maio de 2012;

Índice de Emprego – Índice de emprego no mês de maio de 2012 apresentou variação
negativa de 0,90% na comparação com maio de 2011;
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E-mail: [email protected]
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
Forma de Pagamento – Pagamento a vista representou 56,9% das vendas do mês de
maio;

Folha de Pagamento – Folha de pagamento apresentou variação negativa de 2,65%
quando comparada a maio de 2011;
Na análise em relação aos grupos de atividade, observa-se que em todos predomina o
pagamento a vista, com destaque para os bens não duráveis com 77,6%. Na análise da
sondagem do comércio varejista de Manaus no mês de maio, com base em abril deste ano,
quase todos os ramos de atividade avaliados apresentaram variação negativa em seus índices,
as exceções foram o faturamento e as vendas brutas.
O índice geral de emprego apresentou variação negativa de 0,22% na comparação com
abril de 2012, no entanto, apesar de ficar no negativo, o valor foi melhor que o observado no
mês passado, quando o índice alcançou declínio de 0,83%. No entanto, na comparação com
maio de 2011, o índice sofreu variação negativa de 0,9%, em parte devido ao comércio de
materiais de construção, que caiu 3,43%.
A folha de pagamento apresentou variação negativa tanto na comparação com abril
deste ano, quanto na comparação com abril do ano passado, com índices de 0,91% e 2,65%
respectivamente.
O nível de estoque ficou quase estável, com ligeira queda de 0,02% na comparação
com o mês passado, no entanto, na comparação com o mesmo período do ano passado, o
índice apresentou variação positiva de 17,17%, com destaque para o comércio de bens não
duráveis e automotivos, que apresentaram índices de 20,6% e 20,19% respectivamente. “O
importante nesse indicador é a empresa estar preparada para atender todos os clientes, sem
imobilizar demais o seu capital, mas, ao mesmo tempo, ter estoques que possam garantir as
vendas e repor os produtos para o consumo do dia-a-dia”, avaliou o assessor de Economia do
IFPEAM, José Fernando Pereira.
Na análise geral, observou-se estabilidade nas contratações em relação ao último mês,
no entanto, as vendas e o faturamento bruto aumentaram tanto na comparação com o último
mês, quanto na comparação com o mesmo período do ano passado.
Fones: (92) 2126-1211
E-mail: [email protected]
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6. Referências
Pesquisa de Intenção de Compra e Confiança do Consumidor – IFPEAM
Sondagem Conjuntural do Comércio Varejista da Cidade de Manaus – IFEPEAM
Dados Estatísticos da Associação Comercial do Amazonas da Federação do Comércio
do Estado do Amazonas – FECOMÉRCIO e do Clube dos Diretores Lojistas de
Manaus CDLManaus .
Dados Estatísticos da Secretaria de Estado da Fazenda - SEFAZ
Fones: (92) 2126-1211
E-mail: [email protected]
Download

Análise Conjuntural do Comércio Varejista de Manaus