A INFLUÊNCIA DA DANÇA NO EQUILÍBRIO CORPORAL DE DEFICIENTES VISUAIS Cristiane Aparecida Carvalho Silva Graduandos em Educação Física pelo Unileste-MG [email protected] Graziele Machado Ribeiro Graduandos em Educação Física pelo Unileste-MG [email protected] Ricardo José Rabelo Mestre em Educação Física pela Universidade de Brasília Docente do curso de Educação física do Leste de Minas Gerais Unileste-MG [email protected] RESUMO O objetivo do presente estudo foi verificar a influência da dança no equilíbrio estático e dinâmico de deficientes visuais. Em um universo de 70 deficientes visuais, foram selecionados para compor a amostra 30 voluntários de ambos os sexos, sendo subdivididos em dois grupos, um grupo experimental (GE, n=15) composto por 11 cegos e 4 com baixa visão, que foram submetidos a um programa de dança durante 08 semanas com 02 aulas semanais de 50 minutos de duração. O grupo controle (GC, n=15) composto por 8 cegos e 7 com baixa visão, foram submetidos a um programa de atividades manuais. Para avaliar o equilíbrio dinâmico foi utilizado o teste da trave de equilíbrio e para mensurar o equilíbrio estático foi utilizado o teste do quatro ambos de acordo com protocolo proposto por Rosadas(1991). Os dados foram analisados através da estatística descritiva, baseando-se no teste t de Student para amostras independentes com grau de significância p< 0,05. A coleta dos dados se deu em dois momentos no pré - teste antes de iniciar o programa de dança e no pós - teste após as 8 semanas do referido programa. Ao comparar os dois grupos no pré-teste observou-se que os dois grupos GE e GC são estaticamente iguais, no pós-teste comprovou-se que o grupo GE obteve um ganho significativo no equilíbrio estático e dinâmico. Concluindo-se com base nos resultados obtidos neste estudo que a dança proporcionou um ganho significativo tanto no equilíbrio estático quanto no dinâmico dos deficientes visuais do grupo experimental. Portanto mais estudos devem ser realizado sobre o assunto, devido às limitações encontradas para obter um grupo homogêneo. Palavras chaves: Dança. Equilíbrio Corporal. Deficiência Visual. 1 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física, Ipatinga, Unileste-MG , v.3, n.1, Fev./Jul. 2008. ABSTRACT: The objective of this present study is to verify the influence of dance into the static balance and dynamic of a person with visual deficiency. Among 70 volunteers, there were selected 30 volunteers from both sexes to compound the pattern, being subdivided into two groups, one dance practitioner (GE, n=15) and the other practitioner of manual activities (GC, n=13). To evaluate the dynamic balance was use an impediment test of balance according with the protocol of Rosadas (1991), and to measure the static balance was use the test of having the person do a 4 with their body according to the same protocol. The facts were analyzed through the half descriptive static and standard deviation, based on the test t of the student for independent patterns with a significant grade p< 0, 05. Comparing both groups there was a significant difference on the static balance, it was notice that both groups were equals in the static and dynamic balance. It was notice that in pos test the group GC to GE were significant better in the static and dynamic balance. In front of what was expose it concludes that the dance influence significantly the static and dynamic balance of group GE in relation to GC. Key words: Dance. Body balance. Visual deficiency. INTRODUÇÃO A deficiência visual é uma limitação que pode anular ou reduzir a capacidade de ver, abrangendo vários graus de acuidade visual, permitindo várias classificações da redução da visão (FREITAS; CIDADE, 1997). A deficiência visual varia conforme as limitações, permitindo assim diferentes classificações: a proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2001), a classificação Educacional e a classificação Esportiva (IBSA, 2000; OLIVEIRA FILHO, s.d). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (2001), para definir as classes deve-se observar os seguintes dados: a cegueira é definida como acuidade visual inferior à 3/60 ou campo visual baixo no melhor olho e com a melhor correção; já a baixa visão é definida como acuidade visual entre 3/18 e 6/60 no melhor olho e com a melhor correção. Essas classificações são divididas em cinco categorias, sendo que na categoria 1, as pessoas apresentam acuidade visual de 6/18 até 6/60; a categoria 2, acuidade visual de 6/60 até 3/60; a categoria 3, com acuidade visual de 3/60 até 1/60. Nessas três categorias estão as pessoas consideradas com baixa visão; a categoria 4, são as pessoas com acuidade visual de 1/60 até a percepção luminosa; a categoria 5, não apresenta percepção luminosa, sendo essas duas últimas categorias consideradas como cegueira (OLIVEIRA FILHO, s.d). A classificação esportiva já utiliza a separação dos atletas em 3 grupos: B1, B2, B3, sendo que o emprego da letra “B” refere-se ao termo “Blind”, cuja tradução em português significa cego. No primeiro grupo B1, ficam as pessoas que não tem percepção luminosa até as que percebem um vulto colocado a sua frente, mas não conseguem distinguir a forma desse vulto; no segundo grupo B2, ficam as pessoas que apresentam resíduo visual com capacidade para definir o formato de uma mão até a acuidade visual de 2/60 (metros) ou campo visual de até 5 graus; no terceiro grupo B3, ficam as pessoas que apresentam acuidade visual entre 2/60 e 6/60 (metros) ou campo visual entre 5 e 20 graus (OLIVEIRA FILHO, s.d.). Segundo a classificação educacional utilizam-se os termos: pessoa cega é aquela que apresenta acuidade visual menor que 3/60 (metros), no melhor olho e 2 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física, Ipatinga, Unileste-MG , v.3, n.1, Fev./Jul. 2008. com a melhor correção, compreendendo desde a ausência total de luz até a perda de projeção da luz; e a pessoa com baixa visão é aquela que apresenta acuidade visual entre 6/18 e 3/60 (metros) no melhor olho e com a máxima correção, assim essas pessoas apresentam dificuldade em desempenhar tarefas visuais, mesmo com prescrição de lentes corretivas, entretanto podem aprimorar sua capacidade de realizar tais tarefas com a utilização de estratégias visuais compensatórias (OLIVEIRA FILHO, s.d). A deficiência visual pode ser de causas congênitas ou adquiridas. A congênita é a deficiência visual (parcial ou total) instalada antes dos 5/6 anos de idade, e com essa perda não ocorrerá formação de imagens que ficam engramadas na memória. Com a perda adquirida as imagens estarão presentes independentemente da perda posterior. Estas diferenças transparecem nas experiências vividas pelas pessoas, pois a carga de imagens, recebidas ou não, formam o mundo próprio de cada pessoa (HUGONNIER, 1989 apud FIGUEIREDO,1997). Segundo Miller (1967) apud Mosquera (2000) a deficiência visual afeta mecanicamente a marcha, devido à perda de dados sensoriais necessários para distribuir temporalmente os passos, empobrecendo o equilíbrio e provocando uma deficiência nos reflexos de proteção. De acordo com Freitas e Cidade (1997), os deficientes visuais apresentam também as seguintes defasagens: equilíbrio falho, locomoção dependente, expressão corporal e facial escassas, coordenação motora deficiente, lateralidade e direcionalidade não estabelecidas, falta de iniciativa para ações motoras, problemas posturais, apresentando ainda defasagem no desenvolvimento social, afetivo, cognitivo e psicomotor. No início do desenvolvimento sensório motor, a organização da ação está relacionada à atuação do sistema visual e proprioceptivo, que depende da elaboração, da organização e da qualidade das experiências sensório-motoras vividas. Em virtude da pouca movimentação, a pessoa com perda visual pode mostrar-se tensa e insegura em relação aos movimentos do corpo e ao ambiente, prejudicando a formação de reações de equilíbrio e deslocamento no espaço (BRUNO,1993 apud VALLA,2006). O equilíbrio é o sentido básico para manter o domínio do corpo, dando sustentação através da gravidade, forças internas, fatores internos e externos. As forças internas são as contrações musculares e as externas advêm da gravidade ou fator externo (MOSQUERA, 2000). O equilíbrio é base para todo movimento e é influenciado por estímulos visuais, táteis, cinéticos e vestibulares, e freqüentemente é definido como equilíbrio estático ou dinâmico. “O equilíbrio estático” é habilidade de o corpo manter-se em certa posição estacionária, “o equilíbrio dinâmico” é a habilidade do indivíduo manter-se na mesma posição, quando em movimentos de um ponto a outro (GALLAHUE; OZMUN, 2003). Na fase maturacional pré-natal, o equilíbrio é um mecanismo de grande importância, pois uma criança com a visão normal consegue desenvolver seus mecanismos sensoriais, já a criança com deficiência visual é afetada mecanicamente devido à falta de estímulos externos, internos, musculares e genéticos que surge nessa fase. É na infância que se iniciam os estímulos, é comum que a criança cega seja negligenciada pelos pais interferindo nos estímulos que a mesma recebe. A falta de estimulação poderá acarretar dificuldades na mobilidade, coordenação motora, equilíbrio, agilidade e no deslocamento por isso se faz necessário a estimulação desde a infância até a idade adulta, para uma maior autoindependência do deficiente visual. 3 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física, Ipatinga, Unileste-MG , v.3, n.1, Fev./Jul. 2008. HALL (1981) apud FIGUEIREDO (1997) ressalta ser a visão a responsável pela maioria das informações por nós recebidas, sobretudo nos primeiros anos da vida, já que o nosso mundo é visualmente objetivo. E ressalva ainda que a ausência da visão, tanto quanto a ausência da audição limitam a capacidade de aprender. Segundo Rosadas (1991) as crianças seriamente lesionadas têm dificuldades na área do equilíbrio por terem um cérebro despreparado para gerar informações adequadas, ou músculos incapazes de atuar contra a força da gravidade. E afirma que o equilíbrio é um dos sentidos básicos que permite o ajustamento do homem ao meio, e junto com a coordenação tornam-se requisitos básicos para a vida social do homem. O desenvolvimento do equilíbrio através da atividade física se faz necessário para o deficiente visual desde a infância até a idade adulta, devido suas limitações físicas, motora, psicológicas, afetivas, postural e dificuldades na lateralidade, consciência corporal e no equilíbrio. A dança pode ser um auxílio do desenvolvimento do equilíbrio, pois proporciona aos deficientes visuais formas de sustentação do corpo numa amplitude de movimento de acordo com as suas capacidades físicas, buscando sua auto– independência e aperfeiçoando a sua autoconfiança e auto-estima. Segundo Fernandes (1981), o equilíbrio na dança deve ser de forma a conservar o corpo imóvel compreendendo a estabilidade dificultada dos deficientes visuais. Segundo Garcia e Simon (s.d) apud Cintra (2002) a dança como recurso educacional tem o objetivo de desenvolver movimentos rítmicos, a coordenação, a harmonia e o controle dos movimentos, melhorando a postura, estimulando os proprioceptores, as reações de equilíbrio, criando habilidades motrizes básicas e artísticas. O enfoque deste estudo foi como a dança através do ritmo do forró influência o equilíbrio estático e dinâmico de deficientes visuais. O forró tem à origem bastante controversa, inicialmente designava apenas o local onde aconteciam os bailes, só mais tarde passou a ser também um gênero musical, tendo como seu maior divulgador o músico Luis Gonzaga (MORAES, s.d). A dança estimula as pessoas mostrar suas capacidades e potencialidades, através da prática da mesma, os deficientes visuais podem apresentar uma melhora no domínio de suas capacidades físicas, cognitiva, intelectuais e emocionais, proporcionando sua auto-independência e domínio do próprio corpo. METODOLOGIA Esta pesquisa foi do tipo experimental sendo que no universo de 70 deficientes visuais pertencentes a um projeto desenvolvido em uma escola do município de Ipatinga-MG, para compor a amostra foram selecionados aleatoriamente 30 voluntários na faixa etária de 12 a 60 anos de ambos os sexos. A amostra heterogênea foi devido às dificuldades encontradas para selecionar um grupo com uma determinada faixa etária e que enquadrasse dentro dos critérios de seleção da amostra. Esta foi dividida em dois grupos. Grupo experimental (GE) composto por 15 voluntários, sendo 11 cegos e 4 com baixa visão, que foram submetidos a um programa de dança durante 08 semanas com 02 aulas semanais com 50 minutos de duração com 02 aulas semanais com 50 minutos de duração. O grupo Controle (GC), composto por 15 voluntários sendo 8 cegos e 7 com baixa visão, os quais foram submetidos a um programa de atividades manuais. O instrumento utilizado para avaliar o equilíbrio corporal estático foi o Teste do Quatro, adaptado por Rosadas (1991). Para avaliar o equilíbrio dinâmico utilizou4 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física, Ipatinga, Unileste-MG , v.3, n.1, Fev./Jul. 2008. se o Teste de Passeio na Trave também adaptado pelo mesmo autor. Para avaliações dos testes o autor adaptou códigos e pontuações de acordo com a execução dos mesmos, sendo para o teste o estático: NF= Não Fez - valor 13 pontos; EI= Equilíbrio Instável – valor 21pontos; EE= Equilíbrio Estável – valor 26 pontos. Para o teste dinâmico: NF= 5 pontos; EI= 25 pontos; EE= 30 pontos. A coleta dos dados se deu em dois momentos o pré-teste antes de iniciar o programa de dança e o pós-teste após as 8 semanas do referido programa. Os dados coletados durante a realização da pesquisa foram tratados pela estática descritiva. Para a comparação entres os grupos foi utilizado o teste “t” de student para amostras independentes com nível de significância de p<0,05.Os resultados são apresentados em forma de tabela. Como cuidado ético foi solicitado permissão à Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Ipatinga-MG, e também à direção da escola. Aos voluntários maiores e aos responsáveis pelos menores de idade foi enviado um termo de consentimento livre e esclarecido explicando os objetivos do estudo, os possíveis riscos e benefícios, solicitando permissão para participação na pesquisa bem como utilização e publicações dos resultados. A participação foi voluntária e anônima tendo, os mesmos, liberdade para participar ou desistir a qualquer momento. Como critério de exclusão não foi relacionado no grupo amostral os voluntários que apresentaram problemas motores e neurológicos, os que não obtiveram 80% de freqüência nas aulas e os que, dentro da classificação educacional utilizada pela escola, não se enquadraram nas classificações de cega ou baixa visão. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os dados foram analisados de forma descritiva, e vêm a seguir com a apresentação das características da amostra e os resultados encontrados durante as aulas de dança e atividades manuais. Tabela 1- Comparação do pré-teste do grupo experimental (GE) e controle (GC) praticantes de dança e atividades manuais no teste da trave de equilibro e no teste do quatro. TESTE Trave de Equilíbrio Quatro Pré-teste (GE) Pré-teste (GC) x 14,33 S 10,32 x 13 16 4,39 15,66 P (valor) S 10,14 0,72 3,90 0,83 *p<0,05 Na tabela 1 pode-se observar que ao comparar os dois grupos observou-se no pré-teste que as médias são estaticamente iguais com (p>0,05). Tanto o grupo GE e GC partiram do mesmo parâmetro no equilíbrio estático e dinâmico, não havendo diferença entre eles. 5 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física, Ipatinga, Unileste-MG , v.3, n.1, Fev./Jul. 2008. Tabela 2- Comparação do pós-teste do grupo experimental (GE) e controle (GC) praticantes de dança e atividades manuais no teste da trave de equilibro e no teste do quatro. TESTE Trave de Equilíbrio Quatro * p<0,05 Pós-teste (GE) Pós-teste (GC) x 28,33 24,33 x 6,33 14,06 S 2,43 2,43 S 5,16 2,81 P (valor) 0,000 0,000 Através dos dados obtidos na tabela 2 observou-se que em relação as médias, houve uma melhora significativa do GE, podendo assegurar que o programa de dança influenciou significativamente no equilíbrio estático e dinâmico dos deficientes visuais. De acordo com estudo realizado por Valla (2006) com um deficiente visual, submetido a um programa de aula de sapateado, foi encontrado também em seus resultados uma evolução na qualidade dos movimentos melhorando o equilíbrio, locomoção na rua, evitando quedas, tornando-se mais independente. Tabela 3- Comparação do pré - teste e pós - teste dos praticantes de atividades manuais no teste da trave de equilíbrio e no teste do quatro. TESTE Trave de Equilíbrio Quatro Pré-teste (GC) Pós-teste (GC) P (valor) x 13 S 10,14 x 6,33 S 5,16 0,551 15,66 3,90 14,06 2,81 0,694 * p<0,05 Na tabela 3 quando comparado o GC no pré-teste e pós-teste pode-se observar que no teste da trave de equilíbrio e no teste do quatro não houve uma diferença significativa no nível de p<0,05, demonstrando que o programa de atividades manuais não influenciou no equilíbrio estático e dinâmico dos deficientes visuais. Tabela 4- Comparação do pré-teste e pós-teste dos praticantes de dança no teste da trave de equilíbrio e no teste do quatro. TESTE Trave de Equilíbrio Quatro * p<0,05 Pré- teste (GE) Pós-teste (GE) P( valor) x 14,33 S 10,32 x 28,33 S 2,43 0,000 16 4,39 24,33 2,43 0,000 Na tabela 4 podemos observar que os resultados apontam uma evolução estatisticamente significativa do grupo GE nos testes de passeio na trave e no teste do quatro indicando uma evolução no nível do equilíbrio estático e dinâmico. 6 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física, Ipatinga, Unileste-MG , v.3, n.1, Fev./Jul. 2008. Souza et al. (2006) ao estudar o equilíbrio corporal de 10 crianças com deficiência visual, submetidos a um programa de ginástica artística, observaram melhora significativa no equilíbrio corporal, e também resultados positivos no desenvolvimento global, na socialização e na cooperação. No estudo realizado por Golin (s.d), investigou-se qual o significado que a dança tem para a vida do deficiente visual, constatando-se que dança transmite alegria, amor e felicidade, proporcionando uma melhor consciência corporal, contribuindo na socialização, autoconfiança, promovendo inclusão social. Esses estudos demonstraram uma correlação com esta pesquisa, deixando constatar que a atividade física proporcionada pela dança influenciou de forma significativa o equilíbrio estático e dinâmico dos deficientes visuais, que começaram estatisticamente iguais no pré-teste,sendo que no pós-teste o GE obteve uma maior diferença significativa em relação ao GC. CONCLUSÃO Com base nos resultados obtidos neste estudo podemos comprovar que a dança proporcionou um ganho significativo no equilíbrio estático e dinâmico dos deficientes visuais do grupo experimental. Através da prática da dança de salão, ritmo de forró, concluímos que os deficientes visuais obtiveram um maior autocontrole do seu corpo no espaço, e ainda melhora nos aspectos psicológicos e sociais. Portanto mais estudos devem ser realizados sobre o assunto, devido às limitações encontradas para compor um grupo homogêneo. REFERÊNCIAS CINTRA, Rosana Carla Gonçalves. Educação especial x dança: um diálogo possível. Campo Grande: UCDB, 2002. 85p. FERNANDES, José Luís. O treinamento desportivo: procedimento, organização, métodos. 2. ed. Rev. e ampliada. São Paulo: EPU, 1981. 148p FIGUEREIDO, Valéria Maria Chaves. Olhar para o Corpo que Dança: Um sentido para a pessoa portadora de deficiência visual.1997.121f. Dissertação (Curso de Mestrado em Artes) Unicamp, Campinas. FREITAS, Patrícia Silvestre de; CIDADE, Ruth Eugênia Amarante. Noções sobre educação física e esporte para pessoas portadoras de deficiência: uma abordagem para professores de 1º e 2º grau. 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