Análise CEPLAN Recife, 17 de junho de 2013 Temas que serão discutidos na XIII Análise Ceplan: A economia nos primeiros meses de 2013: • Mundo; • Brasil; • Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe especial: construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco; Perspectivas 2013. 1. A economia em 2013 1. A economia em 2013: Mundo 1. A economia em 2013: Mundo O CONTEXTO 1. Sinais de retomada gradual da economia mundial, embora persistam sinais de instabilidade na esfera financeira; 2. Na Zona do Euro persistem dificuldades de superação da crise fiscal de alguns países, assim como a vigência de elevados patamares de desemprego, sobretudo na faixa etária mais jovem; 3. Estados Unidos com sinais ainda tímidos de recuperação visíveis a partir do crescimento anualizado do PIB, da geração de empregos e das indicações do FED com relação a mudanças na política monetária; 4. Países emergentes continuam crescendo num ritmo maior que as economias avançadas, porém China apresenta processo de redução do ritmo de expansão; 5. Na esfera financeira mantém-se ambiente de cautela e de expectativa com relação aos movimentos do FED. Valorização do dólar causa realinhamento de outras moedas. 1. A economia em 2013: Mundo Tendência de moderada retomada da economia mundial, destacando reação gradual da Zona do Euro, sinais de reaquecimento dos EUA e continuidade da expansão da China, embora num ritmo menor Mundo e Regiões Selecionadas¹: Variação do PIB real – (%) – 2008 - 2015 1. A economia em 2013: Mundo Tendência de manutenção da taxa de desemprego, com discreta queda em 2015. Persistem alta taxas de desocupação em alguns países da Zona do Euro Mundo e Regiões Selecionadas¹ : Taxa de desemprego aberto – (%) - 2008 - 2015 Áreas selecionadas 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Economias Avançadas 5,8 8,0 8,3 7,9 8,0 8,2 8,1 7,7 EUA 5,8 9,3 9,6 8,9 8,1 7,7 7,5 6,9 Zona do Euro 7,6 9,6 10,1 10,2 11,4 12,3 12,3 11,9 Brasil 7,9 8,1 6,7 6,0 5,5 6,0 6,5 6,5 China 4,2 4,3 4,1 4,1 4,1 4,1 4,1 4,1 Alemanha 7,6 7,7 7,1 6,0 5,5 5,7 5,6 5,6 França 7,8 9,5 9,7 9,6 10,2 11,2 11,6 11,4 Itália 6,8 7,8 8,4 8,4 10,6 12,0 12,4 12,0 11,3 18,0 20,1 21,7 25,0 27,0 26,5 25,6 Espanha Fonte: World Economic Outlook, abril 2013 - FMI, Elaboração CEPLAN, Nota: Os dados são observados de 2007 a 2011 para todos os países e grupos agregados. Para os outros anos, os dados são estimados. 1. A economia em 2013: Mundo 1. O crescimento da economia mundial deverá apresentar discreto aumento em 2013 (3,2%) e gradual expansão em 2014 (4%) e 2015 (4,4%) (FMI). Retomando níveis próximos a 2010. 2. As hipóteses sobre as quais estão baseadas estas previsões: a) Continuidade dos impulsos ao crescimento advindos das economias emergentes, com China mantendo crescimento elevado, embora num patamar menor do que nos anos anteriores; b) Atenuação dos riscos da economia dos EUA; c) Previsão de retomada gradual do crescimento econômico da Zona do Euro a partir de 2014; 3. Desemprego nos países avançados mantém patamar de 8,1% até 2014, com taxas ainda elevadas em alguns países europeus; 4. Melhoria da economia americana e eventuais mudanças na política monetária americana, causam valorização do dólar e por conseguinte geração de menor liquidez internacional. 1. A economia em 2013: Brasil 1. A economia em 2013: Brasil Retomada de crescimento do PIB trimestral a partir do segundo trimestre de 2012. Brasil: Taxa de crescimento do PIB trimestral com respeito ao mesmo período do ano anterior - (%) - I trimestre de 2010 ao I trimestre de 2013 1. A economia em 2013: Brasil Retomada, em parte, explicada por recuperação do investimento. Na contramão, as exportações, em queda, quase anulam o avanço do investimento Brasil: Taxa de crescimento do PIB em relação ao mesmo período do ano anterior – (%) 1º trimestre de 2012 e de 2013 Setor de atividade Agropecuária 1º tri. 2012 1º tri. 2013 -8,5 17,0 Indústria 0,1 -1,4 Serviços 1,6 1,9 PIB a preços de mercado 0,8 1,9 Consumo das famílias Consumo da administração pública Formação bruta de capital fixo Exportação de bens e serviços Importação de bens e serviços (-) 2,5 2,1 3,4 1,6 -2,1 3,0 6,6 -5,7 6,3 7,4 Fonte: IBGE - Elaboração Ceplan Nota: (1) Refere-se ao crescimento com respeito ao mesmo período do ano anterior 1. A economia em 2013: Brasil Quebra da tendência esboçada a partir de 2012 face à desaceleração do consumo e seu efeito no PIB. Notar que o investimento mantém a recuperação, enquanto as exportações aprofundam queda Brasil: Taxa de crescimento do PIB em relação ao trimestre imediatamente anterior (%) - 4° tri. de 2012 e 1º tri. de 2013 Setor de atividade Agropecuária 4º tri. 2012 1º tri. 2013 -6,1 9,7 Indústria 0,0 -0,3 Serviços 0,7 0,5 PIB a preços de mercado 0,6 0,6 Consumo das famílias Consumo da administração pública Formação bruta de capital fixo Exportação de bens e serviços Importação de bens e serviços (-) 1,0 0,1 0,6 0,0 1,3 4,6 6,1 -6,4 8,4 6,3 Fonte: IBGE - Elaboração Ceplan Nota: (1) Com ajuste sazonal 1. A economia em 2013: Brasil Inflação atinge o topo da meta, não dá sinais de refluir, exigindo aperto monetário maior. Brasil: IPCA Acumulado nos últimos 12 meses - (%) - jan/10 a mai/13 1. A economia em 2013: Brasil Tendência recente de desvalorização cambial, com prováveis efeitos inflacionários Brasil: Índice da taxa de câmbio real – (%) – ago/10 a abr/13 1. A economia em 2013: Brasil Mudanças nas grandes economias e persistência da inflação, pressionam Copom a retomar ativismo no front monetário. Brasil: Taxa Selic – (% a.a) – 2000-2013 1. A economia em 2013: Brasil Reduz-se a entrada de IED para níveis incompatíveis com o financiamento do saldo do balanço de transações correntes. Brasil: Investimento Estrangeiro Direto (líquido) – US$ (milhões) – Jan/Abr 2009 Jan/Abr 2012 1. A economia em 2013: Brasil Saldo comercial poderá alcançar déficit no final do ano, agravando a situação do Balanço de Pagamentos. Brasil: Saldo da Balança Comercial – US$ (milhões) – 2002-2013¹ 1. A economia em 2013: Brasil Saldo de transações correntes poderá alcançar R$ 70 bilhões em 12 meses em maio, em torno de 3,0% do PIB. Brasil : Saldo da Balança de Transações Correntes (BTC) - US$ (bilhões) - 2000-2013¹ Síntese da Conjuntura: Brasil 2013 Síntese da Conjuntura: Brasil 2013 • Abandono do tripé: metas inflacionárias, de manutenção do superávit primário e câmbio flexível; • Tentativas frustradas de estímulo ao consumo e à demanda via desonerações tributárias; • Desfecho: pressão inflacionária, expectativa de desvalorização, num contexto de volta à restrição de liquidez internacional; • Perda de atratividade de recursos externos, medido pelo menor fluxo de IED; • Tendência de déficit comercial e de recrudescimento do déficit em transações correntes; • Fortes restrições à retomada do crescimento (mais inflação, juros maiores, perda de competitividade) 1. A economia em 2013: Nordeste 1. A economia em 2013: Nordeste Pernambuco perde ímpeto junto com Ceará e Bahia nivelando-se ao crescimento brasileiro. Brasil, Bahia, Ceará e Pernambuco: Crescimento do PIB - (%) - primeiro trimestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior Área Geográfica Ceará PIB Agropecuária Indústria Serviços 1,9 -5,5 4,1 2,3 Pernambuco 33,9 0,2 1,4 Brasil 1,9 1,9 17,0 -1,4 1,9 Bahia 1,5 -4,3 3,2 0,9 Fonte: IBGE, IPCE-CE, SEI-BA, CONDEPE/FIDEM-PE. Elaboração CEPLAN. Nota: (1) Refere-se ao crescimento com respeito ao mesmo período do ano anterior 1. A economia em 2013: Nordeste Apesar da seca e da baixa ponderação o crescimento da agropecuária foi decisivo para o crescimento da economia pernambucana. A industria foi mal e os serviços tiveram baixo desempenho. Brasil e Pernambuco: Crescimento do PIB - (%) - primeiro trimestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior Setor de atividade BR Agropecuária 17,0 PE 33,9 Indústria -1,4 0,2 Transformação -0,7 -2,5 Construção civil -1,3 0,6 Produção e distribuição de eletricidade, gás e água (SIUP) 2,6 5,9 1,9 1,4 Comércio Transporte, armazenagem e correio 1,2 0,9 0,3 4,5 Interm. financ, seguros, prev. complem. e serv. Relacionados 1,5 Atividades imobiliárias e aluguel 1,9 Administração, saúde e educação públicas 2,2 0,8 Outros serviços 2,6 1,5 Valor adicionado a preços básicos 1,8 1,9 Impostos líquidos sobre produtos 2,4 1,9 PIB a preços de mercado 1,9 1,9 Serviços Fonte: IBGE; CONDEPE/FIDEM-PE. Elaboração CEPLAN. Nota: (1) Refere-se ao crescimento com respeito ao mesmo período do ano anterior 1,9 1. A economia em 2013: Nordeste A economia de Pernambuco apresentou desempenho negativo no primeiro trimestre de 2013 em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Brasil e Bahia tiveram melhor desempenho embora as taxas tenham sido tímidas. Brasil, Pernambuco e Bahia: Crescimento do PIB - (%) - primeiro trimestre de 2013 em relação ao quarto trimestre do ano anterior Área Geográfica Bahia² PIB Brasil² 1,5 0,6 Pernambuco³ -3,0 Fonte: IBGE, IPCE-CE, SEI-BA, CONDEPE/FIDEM-PE. Elaboração CEPLAN. Nota: (1) Refere-se ao crescimento com respeito ao mesmo período do ano anterior (2) com ajuste sazonal (3) valores a preços de março de 2013 inflacionados pelo IGP-DI 1. A economia em 2013: Nordeste Revertendo quadro de 2012, a indústria de transformação do Nordeste cresceu nos quatro primeiros meses de 2013 abaixo da taxa média brasileira, sob a influência da taxa negativa registrada em Pernambuco. Ceará e Bahia cresceram acima da taxa brasileira. Brasil, Nordeste, Bahia, Ceará e Pernambuco: Crescimento da produção industrial – (%) - Acumulado de Janeiro a Abril de 2013 Área Geográfica Bahia Indústria Indústria geral extrativa 4,9 1,3 Indústria de transformação 5,1 Ceará 2,9 - 2,9 Brasil 1,6 -6,5 2,1 Nordeste 1,2 1,1 1,2 Pernambuco -0,9 - -0,9 Fonte: IBGE - PIM. Elaboração CEPLAN. Nota: Crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior. 1. A economia em 2013: Nordeste Em Pernambuco o comércio varejita desacelera , sinalizando menor crescimento do consumo das famílias em decorrência de maior endividamento e inflação. Brasil e Estados do Nordeste: Crescimento médio mensal do comércio varejista ampliado – (%) – Acumulado de Janeiro a Abril de 2013 1. A economia em 2013: Nordeste Primeiro quadrimestre de 2013 com tendência de elevação da taxa de desemprego aberto do conjunto das RMs em relação ao mesmo período de 2012 . RMR seguiu a mesma tendência RMR e Total das RMs: Evolução da taxa de desemprego aberto – (%) – Jan/Abr 2012 e Jan/Abr 2013 1. A economia em 2013: Nordeste Embora a RMR mantenha o menor rendimento médio entre as principais metrópoles do Brasil, registrou a maior variação nos primeiros quatro meses de 2013 em relação a igual período de 2012 RM’s: Rendimento médio real das pessoas ocupadas – Em R$ - Média de Jan/Abr 2012 e Média de Jan/Abr 2013 Área Geográfica Média de Jan/Abr 2012 (Em reais) Média de Jan/Abr 2013 (Em reais) Variação (%) Recife - PE 1.321,16 1.387,47 5,0 Porto Alegre - RS 1.721,22 1.787,83 3,9 Belo Horizonte - MG 1.770,65 1.832,23 3,5 São Paulo - SP 1.934,99 1.988,71 2,8 Total das áreas 1.829,80 1.861,54 1,7 Rio de Janeiro - RJ 1.914,03 1.945,06 1,6 Salvador - BA 1.616,76 1.450,86 -10,3 Fonte: PME-IBGE.Elaboração CEPLAN. Nota: (1) Valores a preços de abril de 2013. (2) Trabalhadores ocupados exclusive os não-remunerados. 1. A economia em 2013: Nordeste Crescimento do emprego formal sinaliza desaceleração no Nordeste. A variação do estoque nos primeiros meses de 2013 foi menor do que a taxa verificada no Brasil. Pernambuco cresceu abaixo da média regional e brasileira Brasil, Nordeste e Estados: Estoque de empregos formais¹ – estoque em abr/11, abr/12 e abr/13 Área Geográfica Estoque de Estoque de Estoque de emprego emprego emprego de de Abr/2011 de Abr/2012 Abr/2013 Taxa de Crescimento (%) 2012/2011 Taxa de Crescimento (%) 2013/2012 575.953 612.062 627.457 6,3 2,5 Ceará 1.340.819 1.413.507 1.448.016 5,4 2,4 Brasil 45.061.146 47.121.142 48.208.208 4,6 2,3 Piauí 380.763 398.620 406.614 4,7 2,0 Sergipe 373.758 388.370 396.081 3,9 2,0 8.041.802 8.486.693 8.621.151 5,5 1,6 574.568 592.482 601.676 3,1 1,6 1.530.941 1.644.784 1.669.890 7,4 1,5 639.121 678.604 687.032 6,2 1,2 2.181.312 2.295.601 2.321.668 5,2 1,1 444.567 462.663 462.717 4,1 0,0 Paraíba Nordeste Rio Grande do Norte Pernambuco Maranhão Bahia Alagoas Fonte: CAGED/RAIS - MTE. Elaboração Ceplan ¹Série ajustada incorpora as informações declaradas fora do prazo 1. A economia em 2013: Pernambuco Dados de abril de 2013 indicam que o baixo crescimento dos empregos formais em Pernambuco deve-se à diminuição importante do ritmo de adição de empregos na construção civil e sobretudo a retração das contratações na indústria de transformação Pernambuco: Estoque de empregos formais por setor¹ – estoque em abr/12 e abr/13 Setor de Atividade Serviços Industr de Utilidade Pública Estoque de emprego em abr/12 Estoque de emprego em abr/13 Taxa de Crescimento (%) 14.393 15.449 7,3 2.537 2.706 6,7 40.177 41.887 4,3 Comércio 288.272 298.199 3,4 Servicos 528.778 541.337 2,4 Construção Civil 155.111 157.915 1,8 1.644.784 1.669.890 1,5 411.434 411.342 0,0 204.082 201.055 -1,5 Extrativa mineral Agropecuária, extr vegetal, caça e pesca Total Administração Pública Indústria de transformação Fonte: CAGED/RAIS - MTE. Elaboração Ceplan ¹Série ajustada incorpora as informações declaradas fora do prazo Síntese da Conjuntura: Nordeste 2013 Síntese da Conjuntura: Nordeste 2013 Nos primeiros meses de 2013, e em comparação com o mesmo período do ano anterior, a economia do Nordeste e a de Pernambuco cresceram num ritmo próximo ao do Brasil. Este quadro confirma tendência do ano de 2012 de certo arrefecimento em relação aos anos anteriores: • • • • • • PIB de PE e CE cresceram igual a taxa do Brasil (1,9%), BA (1,5%). Destaque negativo regional para agropecuária sob o efeito de forte estiagem, e em Pernambuco para desempenho industrial; A economia encolheu 3,0% em termos reais comparada com o último trimestre de 2012; O varejo mantém-se aquecido, com 6 estados, incluindo PE, crescendo acima do Brasil, A taxa de desemprego da RMR apresentou elevação, um pouca a abaixo da tendência verificada no conjunto das principais metrópoles do Brasil; Fato positivo de PE foi o aumento do rendimento médio da RMR acima da média das metrópoles analisadas pela PME-IBGE; Emprego formal em PE com sinais de diminuição do ritmo de crescimento, causado pela diminuição do crescimento das contratações na construção civil e indústria de transformação Informe especial: construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Crescimento do PIB da Construção Civil muda de curso na meta de da última década, apresentando crescimento robusto. Brasil, Nordeste, Pernambuco: Valor Adicionado Bruto da Construção Civil e Taxa de crescimento real anual – Em R$ milhões – 2000, 2005 e 2010 2010 Taxa (%) de crescimento real anual 2005/2000 Taxa (%) de crescimento real anual 2010/2005 Taxa (%) de crescimento real anual 2010/2000 138.976 182.477 0,1 5,6 2,8 21.114 20.304 31.913 -0,8 9,5 4,2 3.117 2.830 4.938 -1,9 11,8 4,7 Área Geográfica 2000 2005 Brasil 138.273 Nordeste Pernambuco Fonte: Contas Regionais do Brasil - 2010/IBGE Nota: Valores a preços de 2010 ajustados pelo deflator implícito do VAB da Indústria da Construção regionalizado. 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Pernambuco em termos de desempenho da Construção Civil descola-se da crescimento do setor no País. Brasil e Pernambuco: Número índice do valor adicionado bruto da indústria da construção civil – (%) – 2002-2010 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco De 1998 até 2004 Construção Civil perdeu gravitação no PIB pernambucano, mas se recupera na segunda metade da década. . Pernambuco: Participação da Construção Civil no Valor Adicionado bruto – (%) – 1995 e 2010 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Este crescimento da Construção Civil no Estado reflete-se no pujante crescimento do emprego formal, conduzindo a um aumento relevante na participação do setor no estoque de emprego formal. Brasil, Nordeste, Pernambuco e RMR: Estoque de emprego formal da Construção Civil – 2002 e 2012 Área Geográfica Brasil 2002 2012 1.106.350 2.821.069 Taxa (%) de crescimento médio anual 2012/2002 9,8 Brasil, Nordeste, Pernambuco e RMR: Participação da construção civil no estoque de emprego formal – (%) – 2002 e 2012 Área Geográfica Brasil 2002 2012 3,9 6,0 208.486 622.138 11,6 Nordeste 4,3 7,3 Pernambuco 44.897 151.000 12,9 Pernambuco 4,8 9,0 RMR 37.443 125.911 12,9 RMR 5,9 11,3 Nordeste Fonte: RAIS-CAGED/MTE. Elaboração Ceplan Fonte: RAIS-CAGED/MTE. Elaboração Ceplan 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco O emprego formal cresceu mais nas atividades de edificação e infraestrutura, refletindo a concentração das atividades do setor. Pernambuco: Distribuição do estoque de emprego forma e estabelecimentos por grupo de atividade na construção civil – 2011 Atividade Econômica Construção de Edifícios Construção de Rodovias, Ferrovias, Obras Urbanas e Obras de Arte Especiais Obras de Infra-Estrutura para Energia Elétrica, Telecomunicações, água, Esgoto e Transporte por Dutos Construção de Outras Obras de InfraEstrutura Número de Percentual de Estabelecimentos Participação 2.134 51,3 Número de Percentual de Empregos Participação 52.817 36,5 259 6,2 31.231 21,6 171 4,1 5.836 4,0 450 10,8 29.676 20,5 Demolição e Preparação do Terreno Instalações Elétricas, Hidráulicas e Outras Instalações em Construções 135 3,2 2.688 1,9 441 10,6 7.918 5,5 Obras de Acabamento Outros Serviços Especializados para Construção 232 5,6 3.454 2,4 337 8,1 100,0 11.025 7,6 100,0 Construção Civil 4.159 Fonte: RAIS Estabelecimento 2011 / MTE. Rais Vínculo/ MTE. Elaboração CEPLAN. 144.645 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco O foco da indústria da construção deslocou-se de edificações para a infraestrutura. Pernambuco: : Distribuição do estoque de emprego formal por grupo de atividade na construção civil – 2000-2011 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco O forte crescimento da massa salarial da construção civil reflete tanto o dinamismo do emprego quanto o aumento dos rendimentos do pessoal ocupado. Pernambuco: Índice da massa salarial da construção civil e total da economia – 20022011 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Novas fontes de financiamento estimularam mais as aquisições do que a reforma ou ampliação de imóveis. Brasil, Nordeste, Pernambuco: Financiamentos imobiliários para aquisição e construção a preços constantes – Em R$ (mil) – 2004 e 2012 Área Geográfica Brasil Nordeste Pernambuco 2004³ Construção¹ 2.381.031.991 100.835.250 6.830.306 Aquisição² 2.745.550.018 91.353.058 8.709.895 Fonte: Estatísticas Básicas-SBPE-SFH/BACEN. Elaboração: Banco de Dados-CBIC. Notas: ¹Imóveis residenciais e comerciais. ²Construção, material de construção e reforma ou ampliação ³ Valores a preços de dezembro de 2012 inflacionados pelo INCC 2012 Total 5.126.582.009 192.188.308 15.540.201 Construção¹ 28.086.332.539 3.430.540.071 693.700.219 Aquisição² 54.690.647.923 6.151.008.341 961.183.084 Taxa (%) de crescimento médio anual 2012/2004 Total Construção¹ Aquisição² Total 82.716.159.971 36,1 45,3 41,6 9.581.548.412 55,4 69,2 63,0 1.654.883.303 78,2 80,0 79,2 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Custo por m² é crescente, mas em Pernambuco se situa abaixo da média nacional e regional. Brasil, Nordeste, Pernambuco: Número índice do custo médio nominal por m² – (%) – jan/05 - mai/13 Brasil, Nordeste e Estados Custo médio m² - moeda corrente (Reais) mai/13 Área Geográfica Paraíba mai/13 827,4 Maranhão 826,7 Brasil 826,3 Alagoas 789,3 Bahia 780,8 Nordeste 776,5 Piauí 771,3 Ceará 755,8 Sergipe 751,2 Pernambuco 746,7 Rio G. do Norte 723,1 Fonte: IBGE - Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civ il 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Pernambuco se situa na posição seis no ranking nacional dos preços de venda por m² de apartamentos anunciados na Internet. Cidades selecionadas: Preço médio anunciado do m² – R$ –mai/13 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Em termos de variação os preços por m² em Recife se apresentam com crescimento medianamente moderado (8,8% em 12 meses até Abril). Cidades selecionadas: Variação mensal e anual dos Índices FipeZap – (%) – mai/13 Fonte: Índice FipeZap maio de 2013. 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Mais recentemente, a inflação da construção civil se situa acima da média mas acompanhando as variações no nível geral de preços. Brasil: INCC acumulado nos últimos doze meses – (%) – 2005 e 2013 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Enquanto o custo por m² é crescente a área média dos novos imóveis residenciais é cadente. RMR: Vendas de imóveis residenciais por área privativa – m²/unidade – 2003 e 2012 Ano Unidades m² m²/unidade 2003 2.380 247.766 104,1 2004 1.896 183.945 97,0 2005 2.315 229.758 99,2 2006 2.347 220.475 93,9 2007 2.922 264.507 90,5 2008 4.507 369.718 82,0 2009 5.912 432.704 73,2 2010 8.458 606.822 71,7 2011 5.176 379.738 73,4 2012 7.238 467.350 64,6 Fonte: IVV - UEP/FIEPE. Elaboração Ceplan 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco A tendência do IVV é crescente refletindo um mercado em aquecimento. RMR: Índice de Velocidade de Vendas para Imóveis Residenciais – (%) – 2002 e 2013 2. Construção civil e mercado imobiliário em Pernambuco Mais recentemente a variação do produto da construção civil desacelera acompanhando a tendência brasileira mas se situando acima dela. Brasil e Pernambuco: Taxa de crescimento trimestral do valor adicionado da construção civil – (%) – 2011, 2012 e 2013 Síntese do Informe Especial Conclusões 1. A construção civil retoma crescimento , contribuindo para melhorar o desempenho econômico do Estado, situando-o acima da média nacional; 2. O setor vem sendo um importante absorvedor de mão de obra formal, contribuindo para ampliar a massa salarial e o consumo local; 3. Mercado imobiliário está aquecido com custo por m² crescente e área média cadente; Perspectivas 2013 Expectativas dos agentes econômicos atuantes no país Perspectivas 2013 Para o nível de emprego, a expectativa dos agentes econômicos é de que o quadro tende a melhorar nos próximos meses. Mesmo que o comportamento observado tenha revelado declínio nos meses iniciais de 2013 Brasil: IAEmp eTotal de Pessoal Ocupado - Com ajuste sazonal – (%) – jul/08 – mai/13 Perspectivas 2013 Também para o desemprego os agentes econômicos esperam melhoria do quadro nos próximos meses. Mesmo com a taxa de desemprego apresentando modesta tendência a aumentar Brasil: ICD e Taxa de Desemprego - Com ajuste sazonal – (%) – jul/08 – mai/13 Perspectivas 2013 O índice de confiança da atividade industrial que vinha caindo nos meses iniciais de 2013 melhora em maio, acompanhando índice da situação atual Brasil - Índices da Indústria - Fonte IBRE/FGV Perspectivas 2013 Também na Construção Civil, o Índice de Confiança melhora em maio sinalizando positivamente para os próximos meses e refletindo a melhora na situação atual Brasil - Índices da Construção - Fonte IBRE/FGV Perspectivas 2013 Já a confiança do comércio arrefeceu modestamente em maio, seguindo certo pessimismo observado desde o inicio de 2013 Brasil - Índices do Comércio - Fonte IBRE/FGV Perspectivas 2013 para Pernambuco Em maio, o empresariado da industria de PE revela visão positiva do futuro próximo situando-se em posição acima da média nacional. Os que atuam na Construção civil, no entanto, se mantém otimista mas num patamar abaixo do que se observou em abril. Fonte: Índice de confiança do empresário industrial/FIEPE Perspectivas 2013 para Pernambuco Em maio, o empresariado do setor serviços de PE também revela visão positiva do futuro próximo, com expectativa em maio superior à que se observara em abril. Vale destacar que as expectativas registradas em 2013 são em patamares inferiores aos observados nos anos anteriores Fonte: Sondagem de serviços - CONDEPE/FIDEM;IBRE/FGV Perspectivas 2013 Conclusão : • A conjuntura mais adversa dos primeiros meses de 2013 não impede que se espere melhoras nos próximos meses; • Segundo as expectativas atuais, 2013 continua sinalizando que será melhor que 2012, apesar das ameaças advindas do ambiente mundial e das dificuldades e tensões internas (algumas ampliadas pelo quadro político); • Pernambuco acompanha o Brasil com expectativas de melhora no quadro dos próximos meses. OBRIGADO! 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