Comunicação Oral 11º Encontro de Pesquisa em Educação da Região Sudeste – 2013 Eixo temático: - Pesquisa, Artes, Mídias e Educação TÍTULO: ALGUNS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ENFRENTADOS PELO GESTOR Autor: Luiz Ramires Neto Doutorando em Educação Faculdade de Educação da USP E-mail: [email protected] Resumo Em franca expansão no Brasil, a Educação a Distância (EAD) busca se consolidar como modalidade legítima no atual cenário brasileiro, visando a democratização do ensino. Para tal, tem aprimorado sua reflexão sobre os diversos aspectos que envolvem esta prática educacional. Atenção tem sido dada também ao gerenciamento dos projetos de formação que se valem da EAD. Neste trabalho, são elencados alguns elementos que – ao ultrapassar o mero âmbito técnico-administrativo – colaboraram para favorecer o êxito de tais iniciativas, assegurando sua qualidade pela adequada integração da equipe de trabalho, com foco na atuação do profissional por ela responsável. Palavras-chave: Educação a distância; papel do gestor; qualidade; democratização. Introdução A presente pesquisa traz alguns resultados referentes ao papel do gestor que podem resultar no sucesso, consolidação e expansão de projetos em Educação a Distância (EAD), no qual se destaca a importância da integração e harmonização dos diversos elementos que compõem esta modalidade de ensino, dos quais depende diretamente sua qualidade. Trata-se de uma investigação realizada no âmbito do curso de Planejamento, Implementação e Gestão de Educação a Distância (Pigead), ministrado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e que foi realizada em paralelo com o meu Doutorado em Educação junto à Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). A mesma insere-se num contexto mais amplo que visa descrever e comparar os esforços de EAD com o ensino presencial de nível superior. No horizonte do esforço investigativo, delinearam-se alguns objetivos específicos, a saber: a) descrever sucintamente o que é EAD e apontar suas especificidades; b) identificar as competências necessárias ao gestor de EAD; c) levantar possíveis entraves na tarefa da gestão; e d) estabelecer alguns nexos entre a formação e a atuação específica de um gestor, a partir de seu percurso educacional e profissional prévio. A título de justificativa, entende-se que a EAD é parte importante do cenário educacional brasileiro, oficializada pela LDB 9394 de 1996. A modalidade em seus primórdios organizou cursos livres e de formação continuada, tendo posteriormente chegado à graduação e pósgraduação, através da UAB – Universidade Aberta do Brasil. Contudo, para que atinja o sucesso, o papel do gestor de EAD é fundamental. Requer planejamento, procedimentos e atribuições distintas do gestor de cursos presenciais. Colabora no desenho de um projeto, viabilizando sua execução. Cuida do ambiente e recursos necessários para atuação dos demais envolvidos. Neste trabalho, busca-se refletir sobre esta função do ponto de vista de seus requisitos técnicos e das trajetórias de formação. Metodologia O ponto de partida foi um levantamento da bibliografia e de documentos que tratam especificamente da questão da gestão de EAD, fazendo uma breve revisão da literatura e examinando principalmente obras e artigos que dedicados à qualidade das iniciativas. Foi feito também um questionário versando sobre a trajetória e o envolvimento dos cursistas participantes do grupo de TFC com relação ao seu contato anterior e motivação para realizar uma formação em EAD, sua formação inicial e pós-graduação, atuação na área (se houvesse) e expectativas em relação ao futuro. A seguir, para proceder a análise, utilizouse o acervo de leituras comuns de onde foi extraída a fundamentação teórica, enriquecida para os dados colhidos a partir do questionário, com uma abordagem que remeteu ao conceito de capital cultural, tal como elaborado pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu. Entrelaçou-se assim uma perspectiva de algumas características que são fundamentais no exercício da função, vistas à luz de possibilidades que se potencializam através da formação continuada. Fundamentação Teórica I. A EAD como instrumento de democratização de ensino no Brasil e principais características definidoras para essa modalidade de ensino De início, é preciso ressaltar que nossa civilização entrou em novo estágio de desenvolvimento tecnológico que levaram a mudanças no processo de aprendizagem. Surgem novos elementos – tidos como mais eficientes – para realizar velhos processos, entre eles, o mundo virtual e o ciberespaço. Não se trata de modificações de elementos anteriores, mas de uma nova realidade que Moore e Kearsley (2007) retratam em sua visão integrada da EAD. O uso intensivo da tecnologia de informação e comunicação são ferramentas que democratizam a educação superior. Reconhecida desde a LDB 9394 (1996) como modalidade de ensino, os dados do Censo EAD realizados pela ABED revelam crescimento constante nos últimos anos. Há críticas que quanto à qualidade da EAD. Como no caso do ProUni, no ensino online o desempenho dos alunos vêm comprovando a eficácia desta modalidade educacional. No tocante à formação docente inicial Lück (2008) e Lapa (2007) ressaltam os ganhos advindos com o incremento na dialogicidade proporcionada pelas TIC, inclusive de caráter intercultural e aberta ao mundo (Gadotti, 2001). Promove-se assim o encontro com a cibercultura, que está a modificar tanto a sociedade quanto a escola (Levy, 1993, 1999; Negroponte, 1995). Do ponto de vista sociológico, há uma revolução em curso no tocante às novas possibilidades de transmissão do capital cultural, não pensadas originalmente por Bourdieu (1998) sobre o tema, com a incorporação de novas habilidades e competências técnicas. II. O papel do gestor e as competências necessárias para uma gestão de qualidade Ainda em fase de consolidação, a EAD exige do seu gestor uma nova concepção de ensino, estando a diversidade cultural dos públicos-alvo, cada qual com suas particularidades, no centro das preocupações. A gestão torna-se complexa porque é preciso conhecer todas as etapas do processo. Lidando com pessoas, deve propor e proporcionar a inter-aprendizagem, sobretudo mediando a relação entre o pedagógico e o administrativo. Imprescindível ao gestor é o planejamento acompanhado de avaliação permanente das etapas desenvolvidas, para que sejam revistas e corrigidas em tempo hábil. III. As dificuldades e entraves surgidos na implementação de um curso a distância e suas possíveis soluções Não há dúvida de que em EAD, as inovações acarretam um número proporcional de obstáculos. Por isso, a boa gestão antecipa problemas e proões soluções, o que requer planejamento e organização de todos os recursos utilizados no processo, que devem ser de alto padrão como alertam Garbini e Daines (2009). Um risco que potencializa o fracasso de um curso em EAD é o isolamento do cursista, seja por dificuldade no manejo da tecnologia, seja por falta de familiaridade com o tema tratado. Este é o típico caso de diferença substantiva em relação ao ensino presencial, onde o contato com os outros alunos e com o professor é constante e regular. Já na EAD, um cursista corre o risco de não alimentar a comunicação com os colegas, descontinuando as tarefas. Kobayashi e Testa (2007) exprimem o papel do tutor neste acompanhamento e as função deste devem ser supervisionadas pelo gestor, verificando se o ambiente é de fato acolhedor, onde a postura amigável do tutor é imprescindível. Advertem ainda Okada, Alves e Barro (2009) ser preciso provocar a interação para que o uso intensivo da tecnologia seja amenizado, havendo interação harmônica. A EAD impulsionada pelo seu gestor pode ser uma ruptura com os modelos tradicionais, centrados no docente como o único e absoluto detentor do conhecimento a ser meramente “transmitido” aos alunos. É necessário chegar à autoformação, superando a heteroformação, como lembra Orestes Preti (1998), cujos pressupostos básicos são a flexibilidade e a reflexividade. O gestor funciona, assim, como uma espécie de “maestro de orquestra” cuja função é manter a equipe unida, atenta e coesa em torno de seus objetivos, facilitando a comunicação interna, mediando conflitos inerentes à convivência humana, numa busca permanente por melhoria a partir de avaliações regulares ao longo do processo e incentivando a tomada de iniciativas e o uso da criatividade por parte da equipe como um todo. Análise dos Dados Nessa parte do trabalho, analisaram-se as respostas obtidas por meio de questionário entre os cursistas participantes do grupo. De modo sucinto, as perguntas versaram sobre os seguintes: - Você se considera um educador? - Como e quando se interessou pela temática da Educação a Distância? - Por que você decidiu fazer o curso (Pigead)? - Que envolvimento você tinha com o tema antes? - Teve alguma experiência concreta de atuação profissional? - Como tem sido o curso? - Pretende atuar em EAD? De que forma? A análise incidiu sobre as disposições, segundou Bourdieu (1998), que os indivíduos apresentam em função de suas condições de vida, não apenas econômicas, mas também culturais e portanto, educacionais. Junto com isso, importa indagar a importância da apropriação das TIC para o acúmulo de capital cultural no momento atual. Como sugerem diversos autores, a nova realidade tecnológica não traz por si só nenhuma inovação educacional. Além disso, numa época de acesso explosivo ao saber científico, dada sua multiplicidade e quase “infinidade”, é impossível ao indivíduo dar conta do todo, daí a importância do trabalho cooperativo. Cabe ao gestor cumprir um papel de integrador dos diversos esforços particulares. Entre eles inclui-se – e com destaque – os próprios cursistas que são o destino de qualquer empreendimento educativo. O atual grupo de TFC caracteriza-se por virem todos da área de Humanidades. Buscam novos conhecimentos, mas não abrem mão da certificação representada por uma instituição de renome. Investem fortemente na sua formação continuada, dado que parece ser recorrente na EAD. Notou-se também uma propensão à pesquisa e um interesse quanto a uma sempre possível melhoria da educação, em âmbito geral, na qual se engajam. A tecnologia aparece como elemento que pode galvanizar transformações de curto, médio e longo prazo. Dois integrantes do grupo já tiveram experiências em EAD e a formação recebida no PIGEAD parece intensificar seu capital para que prossigam nesta direção. Os outros três elementos mostram-se totalmente abertos e atentos a oportunidades futuras, ressaltando-se o fato de que uma dessas pessoas estará engajada em capacitações a serem oferecidas via UAB junto à rede municipal de São Paulo. Considerações Finais Evidencia-se que a educação, por si só, não alavanca novas conquistas na trajetória de indivíduos e grupos, pois há um complexo entrelaçamento entre o processo formativo inicial (na família, seguido pela escola básica), a origem e a posição de classe, que leva a portas que se abrem ou fecham como oportunidades de ascensão social. Dito de outro modo, a EAD – tal qual o ensino presencial – ao cumprir seu papel de transmitir capital cultural de forma incorporada, objetiva e institucional (cf. Bourdieu, 1998), assume uma postura crítica em relação à real democratização da educação em nosso país. Tal tarefa se coloca de maneira crucial ao gestor, uma vez que em suas mãos reside a coerência interna de um projeto desta natureza. Contudo, Lück (2008), recorrendo a Antonio Nóvoa, fala excesso de retórica política que esconde a pobreza das políticas públicas. A questão não é gerencial, afirma a autora, lembrando que a grande maioria dos especialistas destaca a centralidade do professor na educação, porém pouco se reflete sobre deficiência dos programas de formação docente inicial. E aqui está imbricado o gestor de EAD, pois 1) administrar um sistema educacional é de suma importância, mas não se pode deduzir daí que a boa gestão sozinha resolverá os muitos impasses com os quais se defronta; 2) a centralidade do professor não há como ser negada, mas no âmbito da EAD ela perpassa também o papel do tutor, cuja precariedade das atuais condições de trabalho em nada colabora para o sucesso dos empreendimentos; 3) como já foi assinalado anteriormente, o mero uso da tecnologia não garante a melhoria das práticas pedagógicas, o que significa que o gestor também necessita exercitar o permanente questionamento em prol da qualidade dos cursos; 4) por fim, embora a educação seja um campo profissional de grande envergadura, a falta de união entre seus atores e atrizes é fator que compromete seu avanço, podendo aqui o gestor ser o estimulador do diálogo interna e externamente à instituição. A título de conclusão, pode-se afirmar que a consulta à literatura especializada em gestão de EAD tende a sugerir que esta função apresenta um desempenho que se assemelha a uma espécie de “cérebro”, cujo propósito precípuo seria a direção e o controle dos diversos componentes de um organismo. No entanto, a reflexão aqui proposta revelou que se trata muito mais do “coração”, capaz de imprimir significado e dar vida a projetos que, justamente por serem educacionais, nos dizem respeito e nos afetam como seres humanos. Em suma, um modo de inteligência que requer, antes de tudo, muita abertura e sensibilidade. Desfaz-se assim uma possível - mas talvez e quem sabe, arraigada – visão de que atuar como gestor de EAD seja pura e simplesmente uma tarefa tecnocrática, cujas decisões são pautadas única exclusivamente por um racionalismo frio e calculista. Ao contrário, intui-se um conjunto de atitudes que envolvem atenção, cuidado, envolvimento, reciprocidade. Eis o grande desafio. Referências ABED. Site da Associação Brasileira de Educação a Distância: www.abed.org.br (acessado em setembro de 2013). ABRAEAD. Anuários Brasileiros Estatísticos de Educação Aberta e a Distância, disponíveis no site www.abraead.com.br publicados até 2008 pelo Instituto Cultural e Editora Monitor. Acessado em setembro de 2013. ALVES, L.; BARROS, D.; OKADA, A. (org). Moodle: estratégias pedagógicas e estudos de caso. Salvador: Eduneb, 2009. ARBEX, D.; BITTENCOURT, . Estratégias para o desenvolvimento de um ambiente virtual de aprendizagem: um estudo de caso realizado na unisul virtual. In: Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância. São Paulo: ABED, 2007. Disponível em: http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2007/2007_Estrategias_para_o_ desenvolvimento_de_um_ambiente_virtual_Dafne_Arbex.pdf. BOURDIEU, Pierre. Os três estados do capital cultural. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio (org.). Escritos de educação. Petrópolis: Editora Vozes, 1998. 2ª ed. BRASIL (CAPES). Site da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior: www.capes.gov.br (acessado em setembro de 2013). BRASIL (MEC). Site do Ministério da Educação: http://portal.mec.gov.br/index.php (acessado em setembro de 2013). _______(INEP). Site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira: http://portal.inep.gov.br/ (acessado em setembro de 2013). DIAS, P. Hipertexto, hipermédia e media do conhecimento: representação distribuída e aprendizagens flexíveis e colaborativas na Web. Revista Portuguesa de Educação, v. 13, n. 1. p. 141-167, 2000. _______ . Processos de aprendizagem colaborativa nas comunidades online. In: SILVA, A. D.; GOMES, M. J. G. (Eds.). E - learning para e – formadores. Guimarães: TecMinho/Gabinete de Formação Contínua, Universidade do Minho. p. 21-31, 2004. ______. Comunidades de Conhecimento e Aprendizagem Colaborativa. In: Seminário Redes de Aprendizagem, Redes de Conhecimento. Lisboa. Comunicação, 2001. Disponível em: www.prof2000.pt/users/mfflores/teorica6_02.htm. Acesso em: 22 jun. 2013. ______. Da e-moderação à mediação colaborativa nas comunidades de Aprendizagem. Educação, Formação e Tecnologias, v. 1, n. 1. p. 4-10, 2008. Disponível em: http://www.moodle.ufba.br/file.php/8936/Revistas/Da_emodera_o_media_o_colaborativa_nas_comunidades_de_aprendizagem.pdf. GADOTTI. M. Um legado de esperança. São Paulo: Cortez, 2001. GARBINI, R. T.; DAINESE, C. A. Complexidade da gestão em EAD. Disponível em http://www.abed.org.br?congresso2010/cd/352010000655.pdf KOBAYASHI, M. C. M.; TESTA, A. G. B. Projetos de trabalho e tecnologia: uma proposta de articulação entre o ensino e a realidade. Mimesis, Bauru, v. 29, n. 2, p. 57-67, 2008. LAPA, A. “Por uma abordagem da educação a distância que propicie uma formação crítica do sujeito”, trabalho apresentado à 30ª Reunião da ANPED, realizada em Caxambu, MG, 2007. Disponível em http://www.anped.org.br/reunioes/30ra/trabalhos/GT16-3580--Int.pdf. ________. “Introdução à educação a distância”. Florianópolis: UFSC, 2008. Disponível em http://www.libras.ufsc.br/hiperlab/avalibras/moodle/prelogin/adl/fb/logs/Arquivos/textos/intr o_ead/Intro_EAD_pdf_.pdf. LEVY, P. As novas tecnologias da inteligência. São Paulo: Editora 34, 1993. _______. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. LITTO, F. M.; FORMIGA, M. M. M. Educação a distância: o estudo da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil. 2009. LÜCK, E.H. Educação a distância: contrapondo críticas, tecendo argumentos. In: Revista Educação. Porto Alegre, v. 31, nº 3, p. 258-267, set./dez., 2008. MERCADO, L. P. L. Dificuldades na Educação a Distancia online. Universidade Federal de Alagoas, 2007. Disponível em http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/55200761718PM.pdf. MOORE, M.; KEARSLEY, G. Educação a distância: uma visão integrada. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2007. MOREIRA, B. C. M.; SAFANELLI, A.; CARDOSO, J. M. R. e BATTIST, P. Gestão acadêmica na educação a distância: desafios e práticas. X Congresso Internacional sobre Gestión Universitaria en América do Sul - Balance y Prospectiva de la Educación Superior en el marco de los Bicentenarios de América del Sul, 2010. Disponível em <http://www.inpeau.ufsc.br/wp/wp-content/BD_documentos/coloquio10/152.pdf>. NEGROPONTE, N. A vida digital. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. PALLOFF, R. M.; PRATT, K. Construindo comunidades de aprendizagem no ciberespaço: estratégias eficientes para a sala de aula on-line. Tradução Vinícius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2002. PRETI, O. Autonomia do aprendiz na educação a distância. Cuiabá: UFMT/NEAD, 1998. Disponível em www.nead.ufmt.br/publicacao/download/Autonomia_-_Oreste_I07.doc. Acesso em setembro de 2013. RIBEIRO, L.O.M.; TIMM, M.I. e ZARO, M.A. Gestão de EAD: A Importância da Visão Sistêmica e da Estruturação dos CEADs para a Escolha de Modelos Adequados. CINTEDUFRGS, v.5.Nº 1, Julho 2007. SALMON, G. E-Atividades el factor clave para una formación en línea activa. Espanha, Barcelona: Editora UOC, 2004. SOARES, L. J. G. A educação de jovens e adultos: momentos históricos e desafios atuais. Revista Presença Pedagógica, v. 2, n, 11, set-out, 1996.