UNIDADE 3 – REFLETINDO SOBRE AS MÍDIAS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
“A televisão me deixou burro,
muito burro demais.
Agora todas as coisas que eu penso
me parecem iguais.”
(Arnaldo Antunes, Marcelo Frommer e Toni Belotto1)
Apresentação
O uso de mídias em Educação remete às possibilidades de interação e
comunicação que podem ser potencializadas por recursos como internet,
computador,
TV,
materiais
impressos,
rádio,
programas
televisivos,
tele/videoconferências, etc. Logo, são muitos os recursos midiáticos que
podem
ser
utilizados
em
atividades
educativas,
cada
um
com
seu
encaminhamento, planejamento e objetivos diferenciados, que vão além da
disponibilidade do equipamento ou da definição de seu uso para determinada
aula.
Segundo Kenski (2006), pensar atividades que envolvam o uso de mídias
impressas é diferente de pensar no uso do rádio, de programas televisivos, de
vídeos ou das mídias digitais. Para a autora, um mesmo conteúdo sofre
alterações dependendo do recurso que foi escolhido e os suportes que dele
pode se beneficiar.
Assim, o que propomos nesta unidade são algumas reflexões acerca das
possibilidades educacionais oferecidas por essas diferentes mídias em cursos
na modalidade a distância.
Objetivos

Identificar e caracterizar as diferentes mídias para cursos de Educação a
Distância (EaD)

Refletir sobre o papel das mídias em projetos de EaD.

Discutir sobre a importância da comunicação e interação que as
diferentes mídias oportunizam.
1 ANTUNES, A.; FROMER, M.; BELOTTO, T. Televisão. Titãs. São Paulo: Continental, 1987. CD
Televisão.
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Para esta unidade, você precisará de dez horas que serão destinadas às
leituras e reflexões, à realização das atividades propostas, aos momentos de
interação com seus colegas e com seu professor-tutor e, ainda, à avaliação da
sua aprendizagem. É importante que a cada encaminhamento você registre
suas reflexões, pois precisará delas para a realização das atividades.
Conteúdos
•
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
•
Diferentes mídias em EaD.
•
Aplicações pedagógicas das mídias em EaD.
As tecnologias de Informação e Comunicação
Na perspectiva de um renomado filósofo francês, Gilbert de Simondon
(1969), o homem iniciou seu processo de humanização, ou seja, a
diferenciação de seus comportamentos em relação aos dos demais
animais, a partir do momento em que utilizou os recursos existentes
na natureza em benefício próprio. Pedras, ossos, galhos e troncos de
árvores foram transformados em ferramentas pelos nossos ancestrais
pré-históricos. Com esses materiais, procurava superar fragilidades
físicas em relação às demais espécies. Contava o homem primitivo
com duas ferramentas naturais e distintas das demais espécies: o
cérebro e a mão criadora (CHAUCHARD, 1972). Frágil em relação aos
demais animais, sem condições de se defender dos fenômenos da
natureza – a chuva, o frio, a neve... –, o homem precisava de
equipamentos que ampliassem suas competências. Não podia garantir
sua sobrevivência e sua superioridade apenas pela conjugação das
possibilidades do seu raciocínio com sua habilidade manual. A
utilização dos recursos naturais para atingir fins específicos ligados à
sobrevivência da espécie foi a maneira inteligente que o homem
encontrou para não desaparecer. (KENSKI, 2006)
É interessante observar que sempre que pensamos em tecnologia nossa
mente nos faz imaginar computadores e internet. Porém, com base no texto da
pesquisadora acima, você pôde perceber que a tecnologia não se restringe
apenas aos novos equipamentos e produtos. A tecnologia existe desde que o
homem primitivo começou a utilizar-se dos recursos naturais, para atingir fins
específicos ligados à sobrevivência. A evolução tecnológica confunde-se com a
evolução social do homem, ou seja, à medida que a humanidade evolui, novas
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tecnologias surgem, ampliando as possibilidades e os recursos.Mas a evolução
da tecnologia não se limita apenas ao uso dos novos equipamentos e produtos,
ela também altera comportamentos.
O homem transita culturalmente mediado pelas tecnologias que lhe
são contemporâneas. Elas transformam suas maneiras de pensar,
sentir, agir. Mudam também suas formas de se comunicar e de
adquirir conhecimentos. (KENSKI, 2006)
Olhe ao seu redor: Quais as tecnologias você consegue identificar? E no seu
trabalho, quais as tecnologias a você tem acesso e quais utiliza? Agora, tente
recordar como era sua vida há 10 ou 15 anos. Que mudanças significativas
você percebe? Registre suas reflexões no diário “Olhe ao seu redor...”, do
ambiente e-escola.
KENSKI, V. M. O que são tecnologias? Como convivemos com as tecnologias? In:_____.
Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Papirus, 2004.
Diferentes mídias em EaD
Em geral, quando nos referimos ao uso de mídias em projetos
educacionais, a nossa imaginação nos articula diretamente às mais
novas oportunidades tecnológicas de informação e comunicação, ou
seja, a internet e todos os seus desdobramentos e inovações.
Pensamos também no uso de programas televisivos, filmes e vídeos.
Outros meios – como o rádio, o jornal e todas as formas midiáticas
impressas etc. – ainda que conhecidos e utilizados em atividades de
ensino, não são tão fortemente destacados nas pesquisas e
publicações da área educacional. São muitas as mídias utilizadas em
atividades educativas. Assim como cada modalidade de ensino requer
o tratamento diferenciado do mesmo conteúdo – de acordo com os
alunos, os objetivos a serem alcançados, o espaço e tempo disponível
para a sua realização – cada um dos suportes midiáticos tem
cuidados e formas de tratamento específicas que, ao serem
utilizados, alteram a maneira como se dá e como se faz a educação
(KENSKI, 2005).
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Vários meios foram utilizados desde que a modalidade EaD se instalou no
Brasil, seja por meio do impresso, do rádio ou da TV. Os meios são as formas
como as informações chegam aos destinatários. Eles também podem ser
chamados de mídias que, em nosso texto, significa o suporte no qual pode-se
registrar as informações.
Podemos mencionar os cursos por correspondência – meio impresso.
Para estes cursos, o conteúdo era disponibilizado em jornais ou revistas, como
encartes, ou eram ofertados por centros de formação que ofereciam os cursos
em forma de apostilas. Normalmente, eram cursos técnicos, definidos por
temas, que tinham pouca ou nenhuma interação e foram bastante utilizados na
década de 1960. As pessoas realizavam as atividades de avaliação propostas e
as enviavam, via correio, à instituição. Essa instituição encaminhava o
fascículo
seguinte
aos
que
apresentassem
rendimento
satisfatório,
ou
solicitavam ao aluno que não havia atingido a média mínima que lesse
novamente o fascículo e refizesse as atividades. A Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos (Correios) teve importante contribuição nesse processo,
pois atingia todo o território nacional.
A partir de 1970, outros meios que já integravam a Educação a Distância
começaram a ser mais explorados com o rádio, a televisão, o videocassete e o
telefone. Porém, o auge da EaD se deu ao final da década de 1980 e início da
década seguinte com o uso do computador e da internet.
É natural que nos sintamos presos ao ensino presencial. Lá somos "obrigados"
a marcar presença. Nos cursos a distância, nosso compromisso é conosco
mesmo: se eu volto ou não ao fórum, se retomo uma discussão que propus, se
acompanho e interajo nas atividades ou se só cumpro com as postagens
obrigatórias. Essa participação, de certa forma, reflete meu compromisso com
a EaD, ou melhor, com a Educação como um todo.
Você já participou de cursos na modalidade a distância? Qual(is) o(s) meio(s)
utilizado(s)? Caso não tenha participado de cursos a distância, procure
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conversar com alguém que já tenha participado. Faça um contraponto em
relação ao curso que participou e este de tutoria que você está cursando
agora. Responda esta atividade no fórum “Eu e a Educação a Distância”.
KENSKI, V. M. Gestão e uso das mídias em projetos de Educação a Distância. Revista ECurriculum,
São
Paulo,
v.
1,
n.
1,
dez.
2005.
Disponível
em:
<http://www.pucsp.br/ecurriculum/artigos_v_1_n_1_dez_2005/vanikenskiartigo.pdf>.
As mídias na EaD
Recordando, a EaD é assim denominada por superar a distância física
entre o aluno e o professor. Ela acontece por meio de diferentes mídias:
impressa, rádio, televisão, telefone, fax, computador, internet, etc.
Moran (2000) em seu artigo “Ensino e aprendizagem inovadores com
tecnologias”,
afirma
que
hoje,
nós
professores,
temos
muitas
opções
metodológicas para organizar a comunicação com os alunos, seja no trabalho
presencial ou no virtual. Depende de cada docente integrar as várias
tecnologias e/ou procedimentos metodológicos que melhor se ajustem em
situações específicas.
Utilizamos as mídias o tempo todo, em diversas situações de nosso cotidiano.
E, no contexto educacional, quando planejamos uma aula (presencial ou a
distância), pensamos em como otimizar o seu uso?
Com quais tecnologias e mídias você se sente mais à vontade para ensinar?
Como estão contempladas em seu planejamento? Como foi essa experiência?
Considera que obteve resultados positivos? Responda essa atividade no fórum
“Mídias=Meios”, no nosso ambiente virtual de aprendizagem. Lembre-se de
interagir com as opiniões dos seus colegas.
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Material impresso
O material impresso é um recurso indispensável de apoio ao uso de
meios a TV e internet. Nele é possível encontrar todas as informações
referentes ao curso, sua organização, conteúdos e objetivos, além de ser o
principal meio para se chegar aos alunos situados em regiões isoladas, sem
acesso a recursos sofisticados.
Por isso,
No material impresso especificamente destinado à educação a
distância, é fundamental que se consiga estabelecer uma
comunicação de mão dupla. Para isso, o estilo do texto deve ser
dialógico e amigável: o autor tem de "conversar" com o aluno, criar
espaços para que ele expresse de sua própria maneira o que leu,
reflita sobre as informações patentes no texto e as das entrelinhas,
exercite a operacionalização e o uso dos conceitos e das relações
aprendidas e avalie a cada momento como está seu desempenho.
Isso significa dar ênfase mais à aprendizagem do que ao ensino,
buscando desenvolver um aprendiz ativo e seguro em relação ao
caminho percorrido (SALGADO, 2002).
Você concorda com o posicionamento da autora acima? Com o advento das
novas tecnologias da informação e da comunicação, podemos dispensar o
material impresso? Em relação aos cursos a distância, você acredita que
poderiam ser organizados sem uso de mídia impressa?
Após fazer suas reflexões sobre o material impresso, elabore um texto
apresentando suas considerações a respeito e envie-o ao seu professor-tutor,
através do e-mensagem ou por e-mail.
SALGADO, M. U. C. Materiais escritos nos processos formativos a distância. 2002.
Disponível em:<http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ead/eadtxt3a.htm>.
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Rádio
O rádio foi uma das primeiras mídias utilizadas na EaD, pois oferecia
baixo custo para aquisição, atingia quase todo o território nacional e,
praticamente, todas as pessoas dispunham de um aparelho desse em suas
casas.
Muitos
educadores
desconhecem
o
potencial
e
as
possibilidades
oferecidas pelo rádio na educação, especialmente, para o ensino a distância.
[...] o poder de penetração do rádio é muito grande. [...] alcança
96% do território nacional, a maior cobertura entre todos os meios
de comunicação, com público aproximado de noventa milhões de
ouvintes (JUNG, 2005, p. 13 apud SOUZA; SOUZA, 2007).
Você considera o rádio um meio de comunicação ultrapassado? Em suas aulas
já propôs atividades que envolviam o uso desse recurso? O que pensa sobre a
possibilidade do uso do rádio nos cursos do Programa de Formação Continuada
da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED)?
SOUZA, I. S.; SOUZA, C. A. O poder do rádio na era da educação a distância. In: Congresso
Internacional de Educação a Distância, 13, 2007, Curitiba. Disponível em:
<http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/53200713528PM.pdf>.
Televisão
A televisão, o cinema e o vídeo não são somente tecnologias de apoio,
são materiais audiovisuais que mexem com a sensibilidade das pessoas. Para
planejar a utilização dessas tecnologias, é preciso considerar os aspectos
positivos e negativos da utilização dessas mídias.
[...] os meios de comunicação audiovisuais – desempenham,
indiretamente, um papel educacional relevante. Passam-nos
continuamente informações, interpretadas; mostram-nos modelos de
comportamento, ensinam-nos linguagens coloquiais e multimídia e
privilegiam alguns valores em detrimento de outros.
A informação e a forma de ver o mundo predominante no Brasil
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provêm fundamentalmente da televisão. Ela alimenta e atualiza o
universo sensorial, afetivo e ético que crianças e jovens – e grande
parte dos adultos - levam a para sala de aula. Como a TV o faz de
forma mais despretensiosa e sedutora, é muito mais difícil para o
educador contrapor uma visão mais crítica, um universo mais
abstrato, complexo e na contramão da maioria como a escola se
propõe a fazer.
A TV fala da vida, do presente, dos problemas afetivos - a fala da
escola é muito distante e intelectualizada – e fala de forma
impactante e sedutora – a escola, em geral, é mais cansativa. O que
tentamos contrapor na sala de aula, de forma desorganizada e
monótona, aos modelos consumistas vigentes, a televisão, o cinema,
as revistas de variedades e muitas páginas da internet o desfazem
nas
horas
seguintes.
Nós
mesmos
como
educadores
e
telespectadores sentimos na pele a esquizofrenia das visões
contraditórias de mundo e das narrativas (formas de contar) tão
diferentes dos meios de comunicação e da escola (MORAN, 2002).
Você utiliza vídeos e/ou TV em suas aulas? O professor Moran, no texto
Desafios da televisão e do vídeo à escola, diz que para alguns educadores “a
TV somente entretém enquanto que a escola educa”. O que você pensa sobre
isso?
MORAN, J. M. Desafios da televisão e do
<http://www.eca.usp.br/prof/moran/desafio.htm>.
vídeo
à
escola.
Disponível
em:
Computador e internet
Almeida (2003) nos diz que a EaD, por meio dos ambientes digitais numa
perspectiva
de
interação
e
construção
colaborativa,
favorece
o
desenvolvimento de conhecimentos relacionados à produção escrita para
expressar o próprio pensamento, a leitura e a interpretação de textos,
hipertextos e ideias registradas por outros participantes.
Participar de um curso a distância em ambientes virtuais e
colaborativos de aprendizagem significa mergulhar em um mundo
virtual cuja comunicação se dá essencialmente pela leitura e
interpretação de materiais didáticos textuais e hipertextuais, pela
leitura da escrita do pensamento do outro, pela expressão do próprio
pensamento através da escrita. Significa conviver com a diversidade
e a singularidade, trocar ideias e experiências, realizar simulações,
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testar hipóteses, resolver problemas e criar novas situações,
engajando-se na construção coletiva de uma ecologia da informação,
na qual valores, motivações, hábitos e práticas são compartilhados
(ALMEIDA, 2003).
ALMEIDA. M. E. B. Educação a distância na internet: abordagens e contribuições dos
ambientes digitais de aprendizagem. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 2, p.
327-340, dez. 2003. Disponível em <http:www.scielo.br/pdf/ep/v29n2/a10v29n2.pdf>.
Vídeo e teleconferência
Cabe salientar que, apesar de o vídeo e a teleconferência não serem
considerados mídias, esses recursos estão aqui dispostos por utilizarem
diferentes mídias na sua aplicação e ainda, pela sua importância no
desenvolvimento de cursos na modalidade a distância.
Digamos que uma pessoa esteja em Curitiba proferindo uma palestra.
Simultaneamente, pessoas em outras cidades assistem à palestra pela TV,
interagindo com o palestrante e questionando via telefone (0800), e-mail ou
fax. A descrição acima se refere a uma videoconferência ou a uma
teleconferência?
A teleconferência consiste na geração via satélite de palestras,
apresentações de expositores ou aulas com a possibilidade de
interação via fax, telefone ou internet. O conferencista ou professor
faz sua apresentação de um estúdio de televisão. Fala "ao vivo" para
seu público-alvo, que recebe a imagem em um aparelho de televisão
conectado a uma antena parabólica sintonizada em um canal prédeterminado. Teleconferência por satélite é essencialmente uma via
de vídeo e uma via de áudio simultâneas, com a utilização de uma via
de áudio ou fax como retorno para perguntas ou opiniões. Possibilita
disseminar
informações
a
um
largo
número
de
pontos
geograficamente dispersos, já que o acesso via satélite beneficia as
comunicações em longa distância.
Das tecnologias utilizadas no ensino a distância, a videoconferência é
a que mais se aproxima de uma situação convencional da sala de
aula, já que, ao contrário da teleconferência, possibilita a conversa
em duas vias, permitindo que o processo de ensino/aprendizagem
ocorra em tempo real (online) e possa ser interativo, entre pessoas
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que podem se ver e ouvir simultaneamente. Devido às ferramentas
didáticas disponíveis no sistema, ao mesmo tempo em que o
professor explica um conceito, pode acrescentar outros recursos
pedagógicos, tais como gráficos, projeção de vídeos, pesquisa na
internet, imagens bidimensionais em papel ou transparências,
arquivos de computador, etc. O sistema permite ainda ao aluno das
salas distantes tirar suas dúvidas e interagir com o professor no
momento da aula, utilizando os mesmos recursos pedagógicos para a
comunicação.
Videoconferência é assim: uma tecnologia que permite que grupos
distantes, situados em dois ou mais lugares geograficamente
diferentes, comuniquem-se "face a face", através de sinais de áudio e
vídeo, recriando, a distância, as condições de um encontro entre
pessoas. A transmissão pode acontecer tanto por satélite, como pelo
envio dos sinais comprimidos de áudio e vídeo, através de linhas
telefônicas. (CRUZ; BARCIA, 2000).
Pelo texto, é possível perceber que a diferença entre a vídeo e a
teleconferência se dá no âmbito da interação, uma vez que a vídeo permite a
socialização entre todas as pessoas ao mesmo tempo: todos ouvem e falam
sem necessidade de troca de mensagens.
Esses recursos trazem grandes vantagens para a EaD, uma vez que
aproxima professores e alunos sem a necessidade do deslocamento, além de
alcançar grupos de pessoas dispersos e/ou afastados dos estabelecimentos
educacionais.
Em
contrapartida,
a
desvantagem
apresentada
por
essa
tecnologia é o alto custo para sua implementação, instalação e manutenção.
CRUZ, D. M., BARCIA, R. M. Educação a distância por videoconferência. Tecnologia
Educacional, ano XXVIII, n. 150/151, p. 3-10, dez. 2000. Disponível em
<http://penta2.ufrgs.br/edu/videoconferencia/dulcecruz.htm>.
Considerações finais
Ao final desta unidade, propomos uma reflexão importante: será que
todas essas mídias garantem realmente a interatividade em cursos a distância?
Enviar e-mail, abrir fóruns ou realizar chat sem propósito definido, garante
interatividade?
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Alguns
recursos,
dependendo
da forma
de interação,
necessitam
inclusive de agendamento prévio e organização de horários, em função das
diferentes regiões envolvidas.
Essas formas de interação podem ocorrer de duas maneiras:
assíncrona:
aquela que ocorre por meio de e-mail ou participação em
fóruns, ou seja, a comunicação não é em tempo real;
síncrona:
a que ocorre no chats ou seja, a comunicação que é feita
online, simultânea.
Assim, ao se propor cursos na modalidade a distância, é relevante
lembrar que, para cada recurso utilizado, é necessário saber exatamente qual
o objetivo proposto para essa utilização.
Existem diversos ambientes digitais interativos de aprendizagem, você já
utilizou algum deles? Essa utilização foi significativa para você? E para seus
alunos?
Para essa atividade, propomos que você planeje para seus cursistas um
encontro presencial com a utilização de uma das mídias que destacamos aqui.
Esboce um plano de trabalho para essa atividade. Seja criativo... encaminhe
sua atividade pelo diário “Plano de Trabalho”.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA. M. E. B. Educação a distância na internet: abordagens e contribuições dos
ambientes digitais de aprendizagem. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 2, p. 327-340,
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10 mar. 2007.
_____. Tecnologia e Educação a Distância: abordagens e contribuições dos ambientes
digitais e interativos de aprendizagem. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPED. Novo Governo. Novas
Políticas,
26,
2003,
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Caldas,
Minas
Gerais.
Disponível
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<http:www.anped.org.br/reunioes/26/trabalhos/mariaelizabethalmeida.rtf>. Acesso em: 10
mar. 2008.
CRUZ, D. M., BARCIA, R. M. Educação a distância por videoconferência. Tecnologia
Educacional, ano XXVIII, n. 150/151, p.3-10, jul/dez. 2000. Disponível em:
<http://penta2.ufrgs.br/edu/videoconferencia/dulcecruz.htm>. Acesso em: 10 mar. 2008.
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KENSKI, V. Gestão e uso das mídias em projetos de Educação a Distância. Revista ECurriculum,
São
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dez.
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MORAN, J. M. O vídeo na sala de aula. Comunicação e Educação. São Paulo, ECA-ed.
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_____.
Desafios
da
televisão
e
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vídeo
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SOUZA, I. S.; SOUZA, C. A. O poder do rádio na era da Educação a Distância. 2007. In:
Congresso Internacional de Educação a Distância 13, 2007, Curitiba, Paraná. Disponível
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VERAS, D. Material impresso na Educação a Distância: estratégias de concepção e
redação. Disponível em: <http://www.geocities.com/dauroveras/ead.htm>. Acesso em: 10
mar. 2008
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Módulo 04 – Refletindo sobre as mídias na Educação a Distância