ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE ANÁLISE DE MODELOS DE GESTÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO BRASIL Georgina Marafante Sá1, Maria Auxiliadora Soares Padilha2 Universidade Federal de Pernambuco/[email protected] 1 Universidade Federal de Pernambuco/[email protected] 2 Resumo - Este texto visa analisar modelos de gestão de EAD em universidades públicas brasileiras objetivando mapear as instituições que iniciaram a oferta de cursos pela UAB, identificar seus tipos e modelos de gestão e analisar limites e possibilidades de gestão nessa modalidade. A partir de análise documental levantouse as seguintes categorias: posição da EAD no organograma da universidade, organização do sistema acadêmico, documentos que norteiam a EAD na instituição, estrutura organizacional. A análise refletiu a gestão da EAD nas instituições mapeadas. Com os dados realizou-se uma caracterização da gestão das instituições pesquisadas, o levantamento de especificidades de gestão de cada instituição no contexto da EAD e sugeriu-se possíveis modelos de gestão considerando limites e possibilidades que as instituições se deparam no trabalho com a EAD. Para concluir, acredita-se que para um gestor em EAD criar condições para a realização de um bom programa de formação a distância, deve planejar e organizar adequadamente todo o sistema de funcionamento das etapas e, também, deve dirigir/coordenar e controlar todos os fatores envolvidos no fluxo das atividades dos cursos de EAD. Enfim, precisa gerir o seu dinâmico e complexo processo de formação. Palavras-chave: Educação a Distância; Universidades Públicas; Gestão da Educação a Distância. Abstract - This text aims to analyze the existing distance education/learning (DL) management models in Brazilian public universities, in order to map the institutions that started offering DL courses, identifying the types and models of existing DL management and analyze its limits and possibilities in this learning modality. Starting from documents analysis, categories were created such as: DL position in the university's organizational chart, academic system organization, documents that guide the DL in the institution, organizational structure. The analysis reflected how is the DL management in the mapped institutions. With this informations, a characterization of the management of these institutions was made, management specificities in the context of DL in each institution was raised and possible management models was suggested, considering limits and possibilities that the institutions face when working with DL. Finishing, it is believed that for a DL manager to create conditions to achieve a good distance formation program, he should plan and organize properly all the steps working system, and also, he should direct/coordinate and control all involved factors in DL activities flow. At last, he needs to manage it's dynamic and complex formation process. Keywords: Distance Management. Education, Public 1 Universities, Distance Education ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 1. Introdução A expansão da Educação a Distância (EAD), atrelada ao investimento do governo federal nesta modalidade para ampliação da oferta do ensino superior, tem gerado muitas pesquisas sobre a modalidade. Muitos pontos estão sendo discutidos e investigados, tais como o uso das tecnologias da informação e comunicação (TICS) para o processo de aprendizagem em ambientes virtuais, a qualidade da docência na EAD e as políticas para oferta, regulação e avaliação da EAD, entre outros. Contudo, ainda são poucas as pesquisas a respeito da gestão da EAD pelas instituições públicas de ensino que ofertam cursos nessa modalidade de ensino. Segundo a ABED (2010), a implantação de um curso de EAD exige que as instituições preocupem-se com diversos aspectos, como o atendimento de alunos e professores do ponto de vista administrativo e pedagógico, e esses pontos são primordiais para a permanência do aluno no curso. Observase, contudo, que a estrutura atual das universidades públicas brasileiras não contempla vários dos pressupostos teóricos/práticos da Educação a Distância. Pimentel (2006) afirma que a universidade que não atende ao trabalho com EAD, e está diante de uma encruzilhada: ou se desenvolve como uma instituição com valor para a sociedade, por sua tarefa de produção e reflexão acerca do conhecimento, ou se resigna a ficar como está. A última condição significaria morrer pouco a pouco. Para Castro e Ladeira (2012), o surgimento de instituições ou unidades de EAD nas universidades implicarão um alinhamento das estratégias organizacionais aos modos particulares de organização requeridos pelo modelo de ensino aprendizagem a distância. A consequência pode ser a necessidade de adoção de um modelo de gestão. Diante desse contexto, o objetivo deste estudo foi analisar os modelos de gestão de EAD existentes em universidades públicas brasileiras, com o intuito de mapear as instituições que iniciaram a oferta de cursos pela UAB, identificar seus tipos e modelos de gestão e analisar limites e possibilidades de gestão nessa modalidade. Posto isso, justifica-se a necessidade de compreensão da análise de gestão da EAD em universidades públicas no Brasil para a estruturação das instituições que não se adequaram a possibilidade de ampliação do conhecimento. Além disso, esta análise poderá ajudar as instituições no desenvolvimento de instrumentos de gestão de EAD e incentivar a integração e a convergência entre o modo de trabalho tanto na educação presencial quanto a distância, consolidando o entendimento de uma abordagem profissional de gestão, a qual pressupõe, além de infraestrutura tecnológica, um planejamento eficaz, dinâmico e adequado frente às demandas que têm necessidade de atendimento. 2. A Legislação e a Gestão de EAD no Brasil Na legislação Brasileira a definição para EAD, conforme consta no decreto 5.622 (BRASIL, 2005), é que “a educação a distância é a modalidade educacional na qual a mediação didáticopedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos”. Moore e Kearsley (1996) caracterizam o ensino a distância como o tipo de método de 2 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE instrução em que as condutas dos docentes acontecem à parte das discentes, de tal maneira que a comunicação entre o professor e o aluno possa se realizar mediante textos impressos, por meios eletrônicos, mecânicos ou por outras técnicas. Para a estruturação dos cursos superiores na modalidade a distância foi criado o documento “Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância”, estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) em 2003 e atualizado em 2007 (BRASIL, 2007). É importante ressaltar que, embora não tendo força de lei os Referenciais são indicados como indicadores importantes para a definição dos cursos pelas instituições ofertantes e das avaliações dos mesmos pelos órgãos competentes. No Decreto 5.622/2005 (BRASIL, 2005), no Capítulo I, Das Disposições Gerais, havia previsão dos referenciais, como descrito abaixo: Art. 7º Compete ao Ministério da Educação, mediante articulação entre seus órgãos, organizar, em regime de colaboração, nos termos dos arts. 8o, 9o, 10 e 11 da Lei no 9.394, de 1996, a cooperação e integração entre os sistemas de ensino, objetivando a padronização de normas e procedimentos para, em atendimento ao disposto no art. 80 daquela Lei: I - credenciamento e renovação de credenciamento de instituições para oferta de educação a distância; e II - autorização, renovação de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos ou programas a distância. Parágrafo único. Os atos do Poder Público, citados nos incisos I e II, deverão ser pautados pelos Referenciais de Qualidade para a Educação a Distância, definidos pelo Ministério da Educação, em colaboração com os sistemas de ensino. Os referenciais defendem que a educação a distância pode ser organizada de várias formas não existindo um modelo único. Entretanto, um ponto deve ser comum: a compreensão de EDUCAÇÃO como fundamento primeiro, antes de se pensar no modo de organização: A DISTÂNCIA (BRASIL, 2007). Essa afirmação pode suscitar compreensões de que instituições de qualquer tipo, ou seja, sem condições e conhecimentos necessários, se organizem e ofertem cursos a distância. Nos referenciais (BRASIL, 2007), item VII, é relatado sobre a gestão acadêmicoadministrativa de um projeto de curso a distância, descrevendo que a criação do curso deve estar integrada aos demais processos da instituição, portanto, é de fundamental importância que os estudantes de um curso a distância, geograficamente distantes, tenham as mesmas condições, serviços e suportes que os alunos que estudam na modalidade presencial. Rumble (apud SILVA et al, 2011) aponta que a gestão não se limita a certas categorias de empresa, mas sim a uma atividade comum a todas organizações, e o ensino não é uma exceção. Buscando por informações acerca da EAD, não identificam-se passagens que versam sobre parâmetros de gestão de EAD, nos quais as instituições poderiam se basear, como descreveremos a seguir. No decreto 5.622/2005 (BRASIL, 2005) no Capítulo I, Das 3 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE Disposições Gerais, do que se trata a Educação a Distância: Art. 3o A criação, organização, oferta e desenvolvimento de cursos e programas a distância deverão observar ao estabelecido na legislação e em regulamentações em vigor, para os respectivos níveis e modalidades da educação nacional. § 1o Os cursos e programas a distância deverão ser projetados com a mesma duração definida para os respectivos cursos na modalidade presencial. § 2o Os cursos e programas a distância poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados pelos estudantes em cursos e programas presenciais, da mesma forma que as certificações totais ou parciais obtidas nos cursos e programas a distância poderão ser aceitas em outros cursos e programas a distância e em cursos e programas presenciais, conforme a legislação em vigor. Como é possível observar, não há menção de como essas instituições devem se organizar e também não existe referência a nenhum modo de gestão específica para implantação da EAD. Fica claro em relação a duração dos cursos, que sejam similares ao presencial e a integração dos sistemas presencial e a distância. Percebe-se que desde o início da legibilidade da modalidade a distância, na Lei Nº 9.394/1996 (BRASIL, 2006), não aparecia a forma de gestão para a EAD, dando autonomia para as instituições, conforme descrito abaixo em um artigo desta lei. Art. 53. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às universidades, sem prejuízo de outras, as seguintes atribuições: I - criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior previstos nesta Lei, obedecendo às normas gerais da União e, quando for o caso, do respectivo sistema de ensino. Na busca por algum documento que norteasse sobre a gestão da EAD, o decreto 5.773/2006 (BRASIL, 2006), no Capítulo II, Da Regulação, Subseção V, Do Credenciamento Específico para Oferta tem a seguinte instrução: Art. 26. A oferta de educação a distância é sujeita a credenciamento específico, nos termos de regulamentação própria. § 1o O pedido observará os requisitos pertinentes ao credenciamento de instituições e será instruído pela Secretaria de Educação Superior ou pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, conforme o caso, com a colaboração da Secretaria de Educação a Distância. § 2o O pedido de credenciamento de instituição de educação superior para a oferta de educação a distância deve ser instruído com o comprovante do recolhimento da taxa de avaliação in loco e documentos referidos em regulamentação específica. § 3o Aplicam-se, no que couber, as disposições que regem o credenciamento e o recredenciamento de instituições de educação superior (BRASIL, 2006). A norma exige o credenciamento das Instituições de Ensino Superior, mas não há citação sobre a forma de organizar a gestão. Para Lessa (2011), deve-se entender que EAD é uma outra modalidade de educação e que tem que ser realizada com qualidade e controle legal 4 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE e institucional. Entretanto, acredita-se que também deve haver cuidado com as especificidades da modalidade, não somente no tocante às questões didático-pedagógicas, como também de sua gestão. O Decreto nº 6.303/2007 (BRASIL, 2007), mesmo alterando dispositivos dos decretos 5.622/2005 e 5.773/2006 não faz menção sobre gestão EAD. Na pesquisa documental realizada, foi possível identificar na Portaria 1.050, de 7 de novembro de 2007 (BRASIL, 2007b), onde a extinta Secretaria de Educação a Distância (SEED) em parceria com o Instituto Anísio Teixeira (Inep) apresentou os instrumentos de avaliação do Inep para credenciamento de instituições de nível superior e seus polos de apoio presencial, para oferta da modalidade de educação a distância. A portaria apresenta algumas categorias de avaliação: organização institucional para educação a distância, corpo social e instalações físicas. Na categoria Organização Institucional para Educação a Distância existe um indicador chamado de Plano de Gestão para a Modalidade da EAD, mas nada se demonstra a este respeito, apenas aparece como exigência para avaliação. Para Lessa (2011), a EAD no Brasil surge como uma das melhores opções para inclusão social, e para a melhoria quantitativa e qualitativa do processo educacional; tudo isso face à limitação do sistema educativo convencional, também denominado de tradicional e de presencial, de responder as demandas pleiteadas pela evolução da sociedade e dos processos de comunicação. Portanto, para compreender adequadamente a implementação da EAD do ponto de vista legal no Brasil, faz-se necessário entender sua evolução, levando em consideração o que está descrito nos Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância (BRASIL, 2007), que utiliza-se das instituições já consolidadas no ensino presencial para implementação da EAD. Segundo Costa (2012), no Brasil foram implementadas políticas e estratégias que culminaram na adoção de um sistema que busca integrar as instituições de ensino superior públicas, com larga experiência no ensino presencial, para oferta de cursos na modalidade a distância, fazendo com que a mesma instituição ofereça duas modalidades, o que é chamado por Peters (apud COSTA, 2012 p.282) de dual mode. O Ministério da Educação (MEC) chamou a ação de implementação de cursos superiores das instituições de ensino superiores públicas (federais e estaduais) na modalidade a distância de Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). A UAB foi criada com a finalidade de expandir e interiorizar a educação superior pública e gratuita no país, sendo estabelecida pelo Decreto n. 5.800, de 8 de junho de 2006 (BRASIL, 2006b). Chaves (apud COSTA 2012, p. 283) pontua que um dos importantes desafios da UAB é sua consolidação em termos de sistema nacional. A seu ver não se trata de mais um projeto de governo, “mas de uma oportunidade para as instituições de ensino superior do país criarem, democraticamente, as condições para implantação e perenização da modalidade de educação a distância no Brasil”. Já para Pereira (2008), a criação da UAB e os estímulos que estão sendo gerados para promover um crescente envolvimento das instituições públicas de educação superior com a EAD são medidas importantes no campo das políticas públicas no país. 5 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE A gestão da EAD pelas universidades públicas brasileiras é mais do que preconiza os referenciais de qualidade para educação superior a distância (BRASIL, 2007), ou seja, a tradução das aulas presenciais no ambiente virtual de aprendizagem (AVA). A estruturação do modelo presencial, na maioria das vezes não cabe dentro da modalidade a distância. A existência de uma estrutura pensada para as instituições promoverem a EAD é importante, para que as ações deliberadas pelo governo sejam eficientes e eficazes na sua proposta inicial. Neste sentido, Moore e Kearly (1996) afirmam que os modelos para o desenvolvimento de um sistema de educação a distância, em geral, são estruturados a partir de algumas condições como prospecção das necessidades dos alunos, prospecção de fontes de conteúdo, formulação de um projeto instrucional, formas de entrega de conteúdo, formas de interação e da criação de ambiente de aprendizagem. 3. Percurso Metodológico Considerando os objetivos definidos acima a abordagem dessa pesquisa é qualitativa, visto que buscou-se analisar os modelos de gestão de EAD em universidades públicas brasileiras. Segundo Godoy (2005), a pesquisa qualitativa enquanto exercício de pesquisa, não se apresenta como uma proposta rigidamente estruturada. Ela permite que a imaginação e a criatividade levem os investigadores a propor trabalhos que explorem novos enfoques. Quanto ao tipo de pesquisa, realizou-se um estudo exploratório, que segundo Gonsalves (2001, p.64) é caracterizada pelo desenvolvimento e esclarecimento de ideias, com o objetivo de oferecer uma visão panorâmica, uma primeira aproximação a um determinado fenômeno que é pouco explorado. O Ministério da Educação (MEC) vem se empenhando para implementar e ampliar a oferta dos cursos na modalidade a distância no país, mas a legislação e as diretrizes vigentes para essa modalidade se mostram inadequadas em relação a gestão da EAD. Os documentos legais que regem a EAD não apresentam avanço em relação a gestão, é necessária uma reflexão por parte dos legisladores sobre as características da modalidade de ensino a distância para a evolução da mesma buscando o modelo de gestão mais adequado. Pode-se considerar, que para esta situação, alguns pontos contribuíram como a estrutura atual das universidades que não se preocupam com as especificidades práticas e teóricas da EAD, o modo e a maneira que EAD foi implementada nas IES e a falta de adesão por parte dos membros integrantes das universidades. Pimentel (2006) alerta que embora a implantação da EAD nas universidades seja positiva, corremos o riscos de tomar decisões às pressas, sem uma visão integrada e refletida, sem uma percepção da perspectiva histórica, sem clareza suficiente de objetivos e sem uma inserção mais estratégica o que pode trazer sérios danos à credibilidade e à potencialidade da EAD. Para definir o campo empírico deste estudo, realizou-se um mapeamento das universidades públicas brasileiras que se destacam na oferta de cursos a distância. Para isso, considerou-se: a) as primeiras Instituições que aderiram ao Edital 1/2005 – SEED/MEC; b) apenas instituições que efetivaram a implantação do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB); c) instituições que já possuem experiência com cursos a distância de graduação, 6 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE considerando também a reorferta dos seus cursos; d) as com maior quantidade de polos nos quais são ofertados os cursos; e) localização, abrangendo uma instituição de cada região do País. A opção por estas instituições foi baseada no pioneirismo das mesmas em relação à oferta de cursos de graduação a distância no país, ou seja, as que primeiramente se propuseram a ofertar a modalidade em questão. Entende-se que as instituições estão consolidadas, pois passaram pela implementação antes que outras instituições, desta forma podem nos oferecer indicadores para uma futura construção de modelos de gestão em EAD. Para atingir o objetivo desse estudo, foram identificados os modelos que estas IES utilizam e analisados limites e possibilidades de gestão. No resultado do edital de 2005, foram selecionadas 34 (trinta e quatro) instituições de ensino superior que tinham previsão para oferta dos cursos em setembro de 2007. De acordo com a análise realizada a partir das informações disponibilizadas nos sites das Universidades, da CAPES, e no Edital UAB 1, observou-se que apenas 12 (doze) Universidades Públicas Brasileiras efetivaram os cursos aos quais aderiram no referido edital. Dentre estas, existem duas universidade que iniciaram seus cursos anteriormente ao edital, são elas a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a Universidade Federal de Tocantins (UFT). Para fins de investigação e após mapeamento, atendendo aos critérios descritos anteriormente, as instituições nas quais este estudo se aprofundou são: Região Norte Nordeste Centro – Oeste Sudeste Sul Nome da Instituição Universidade Federal do Tocantins Universidade Federal de Sergipe Universidade de Brasília Universidade Federal de São Carlos Universidade Federal de Pelotas Sigla Efetivação na UAB UFT 2006 UFS 2007 UNB 2007 UFSCAR 2007 UFPEL 2007 Tabela 1 – IES investigadas por região e o ano de efetivação de seus cursos na UAB. Fonte: própria autora A Universidade Federal do Tocantins, apesar de ter iniciado antes dos editais, foi escolhida para contemplar a região norte do País, além de atender todos os outros critérios. Ressalta-se que para análise documental foram acessadas somente informações de domínio público disponibilizados nos sites do MEC, CAPES, UAB e dos sites das próprias universidades em questão para a coleta de dados. Os documentos pesquisados foram: organogramas de apresentação na universidade, ou 7 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE seja, a que setor está ligada, diretamente, a EAD na universidade; organização acadêmica dos alunos, mapeando quais sistemas possibilitam o aluno a ter acesso a sua informação acadêmica; documento de criação do setor EAD; documentos que comprovem a participação acadêmica nas decisões da gestão EAD; organograma da equipe; modelo do curso e documento de criação dos cursos. Após uma primeira análise dos documentos, optou-se por uma análise temática. Segundo Minayo (2000) a análise temática ou categorial, consiste em operações de desmembramento do texto em unidades (categorias), segundo reagrupamentos analógicos. Para a escolha das categorias este estudo se baseou na afirmação de Pimentel (2006, p. 56) “fazer EAD não se trata de mera adoção da modalidade educação distância, é fundamental contemplar no planejamento institucional e no desenho de cada curso ou programa aspectos pedagógicos que orientem sua estrutura, seus objetivos e os valores que pretendem alcançar”. Além disso, a necessidade de participação da comunidade acadêmica nas ações que irão ser desenvolvidas nas modalidades de ensino também será levada em consideração. Posto isso, as categorias definidas a partir do campo teórico e que ajudou a responder ao objetivo deste estudo em relação aos modelos de gestão de universidades públicas e seus limites e possibilidades foram: 1. Posição no organograma da Universidade; 2. Organização do Sistema Acadêmico; 3. Documentos que norteiam a EAD na instituição; 4. Estrutura organizacional - equipe; 5. Modelo do Curso; 6. Projeto Político e Pedagógico (PPP) dos Cursos. A seguir, apresenta-se a análise dessas categorias, à luz do campo teórico estudado e dos documentos acima mencionados. Para tal foi realizada uma análise documental. 4. Resultados e Discussão: Neste tópico apresenta-se, a partir do objetivo proposto, a análise dos modelos de gestão de EAD existentes em universidades públicas brasileiras, com o intuito de mapear as instituições que se destacam na oferta de cursos a distância, identificando os tipos de modelo de gestão de EAD existentes e analisando os limites e possibilidades de gestão nessa modalidade. De acordo com o estudo realizado, as categorias foram definidas a partir dos critérios apresentados na metodologia deste estudo e, com os documentos coletados nos sites das universidades, chegou-se aos seguintes resultados: 4.1. Posição no organograma da Universidade A Universidade Federal do Tocantis (UFT) possui em sua estrutura a Diretoria de Tecnologias Educacionais (DTE), criada em 2006, tem como objetivo difundir e democratizar a educação superior. A Universidade Federal de Sergipe (UFS) tem em sua organização o Centro de Educação Superior a Distância (Cesad), criado em 1998, tendo como missão garantir o processo pessoal de construção da aprendizagem, desenvolvendo habilidades, competências, atitudes e valores necessários a sua formação profissional. A Universidade de Brasília (UNB) possui em sua estrutura a Diretoria de Ensino de Graduação a Distância e Gestão da Informação (DEGD), criado em 1961, tem como missão o emprego das tecnologias na educação de forma democrática e criativa. A Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) tem em sua estrutura a Secretaria 8 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE Geral de Educação a Distância (SEaD), criada em 2007, um órgão de apoio acadêmico que tem por finalidade executar as políticas, apoiar o desenvolvimento e a implementação de ações, garantir a qualidade educacional e do material didático, mediante propostas educacionais inovadoras e integração de novas tecnologias de informação e comunicação, em especial na modalidade a distância. A Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), possui em sua estrutura o Centro de Educação a Distância (CEAD), é um órgão da instituição que tem por atribuições coordenar, co-orientar e co-executar atividades de ensino, pesquisa e extensão ligadas à área da EAD. Em relação a vinculação da EAD nas instituições, das 5 (cinco) universidades que participaram da pesquisa, 3 (três) estão vinculadas diretamente ao gabinete do reitor, denominado por uma das universidade de administração geral. Em outra instituição, a EAD está vinculada a Pró-Reitoria de Graduação. Na última é uma unidade administrativa própria. Acredita-se que a localização dos setores relativos a EAD estando inseridos nos órgãos de maior hierarquia dentro da instituição, se dá pelo fato dos procedimentos de implantação requerem atenção especial, o fato do pioneirismo requer cuidados que precisam ser acompanhados de perto. Outro fator que contribui para a localização é a falta de uma política que insira a EAD dentro da estrutura organizacional que tende a absorver apenas o ensino presencial. Para Moore e Kearsley (1996), modelos para o desenvolvimento de um sistema de educação a distância, em geral, são estruturados a partir de algumas condições como prospecção das necessidades dos alunos, prospecção de fontes de conteúdo, formulação de um projeto instrucional, formas de entrega de conteúdo, formas de interação e da criação de ambientes de aprendizagem. Para isso, seria necessário que as instituições realizem estudos anteriores, verificando o perfil de seus alunos, as perspectivas dos professores, a formação continuada pedagógica e técnica para atuação e planejamento de práticas em EAD. Duas outras instituições nas quais a EAD não está vinculada ao gabinete do reitor, apresentam em sua estrutura uma equipe multidisciplinar definida e sólida experiência em educação superior. Um aspecto que poucos profissionais da EAD se preocupam é em conhecer as particularidades das instâncias que oferecem essa modalidade de educação. Embora de extrema importância para os gestores, trata-se de um assunto comumente relevado a um segundo ou terceiro plano. Embora Rumble (apud MILL, 2009, p.3) considere o modelo autônomo/independente melhor do que os modelos mistos e em rede, o mencionado aproveitamento da estrutura de funcionamento da instituição-mãe, a criação de um sistema de educação a distância vinculado a outra instituição já consolidada conta, também, com a representação social que a sociedade tem dessa instituição de ensino presencial. Isto é, o sistema de educação a distância pode se beneficiar da reputação e do prestígio (renome, know-how e marketing) do qual já goza a instituição mantenedora. 4.2. Organização do Sistema Acadêmico Todas as 5 (cinco) universidades apresentam em seu site informações sobre o sistema acadêmico. Mesmo assim, as informações não foram suficientes para sabermos se os alunos de EAD estão inseridos dentro do sistema. 9 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE Considera-se como sistema acadêmico o software responsável pelo controle acadêmico da instituição. Nestes sistemas normalmente o docente pode preencher seu diário de classe, lançar notas, consultar o calendário. Já os alunos conseguem visualizar a trajetória acadêmica, realizar atualização de dados e solicitar alguns documentos. A presença de um sistema para gerenciar as informações dos discentes é importante, pois de forma ágil e segura, garante o acesso às informações pessoais contidas no sistema, inclusive resguardando os aspectos de sigilo. Para as instituições, o sistema acadêmico contribui com a racionalização e redução dos custos operacionais, armazenagem da documentação dos discentes e do acompanhamento da evolução do aluno ao longo do curso, inclusive podendo fornecer subsídios para possíveis ajustes no decorrer do processo de ensino e aprendizagem. Além da possibilidade de articulação com os demais sistemas que são utilizados na EAD. A educação a distância com qualidade é cara e trabalhosa. Envolve equipes de profissionais e tecnologias que garantam a interlocução, o trabalho em grupos, a reflexão e a descoberta de caminhos novos e diferenciados de aprendizagem individual e coletiva. Ela possibilita a gestão individual de espaço e tempo, para os alunos acessarem os conhecimentos e aprenderem, respeitando seus ritmos e limitações (KENSKI, 2007 p. 82). 4.3. Documentos que norteiam a EAD na instituição Para Pimentel (2006), a EAD pedagogicamente se caracteriza como uma metodologia inovadora que poderá provocar uma mudança estrutural nas universidades, desde que o processo de institucionalização faça parte do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da universidade e nele esteja claro que tipo de EAD se pretende institucionalizar. Ao visitar os websites dos cursos, verificou-se que há poucas informações sobre documentos que norteiam o trabalho com a EAD. Procuramos, além do PDI, portarias, trecho de atas, resoluções ou quaisquer outros documentos que indicassem parâmetros para o trabalho de gestão em EAD. Considera-se importante este tipo de documentação, pois permite o planejamento e a execução das ações pertinentes a EAD. Não se pode excluir a possibilidades da existência destes materiais, mas os mesmos não estão disponíveis nos websites das instituições. Dentre as 5 (cinco) instituições, foi identificada apenas uma que não tinha nenhum tipo de documentação de EAD no seu website. Percebe-se que as 4 (quatro) restantes tinham pelo menos em um documento as diretrizes institucionais para a EAD, e o mais comum é o PDI. O PDI, de umas das instituições chamou a atenção, particularmente, pois apresentava trecho relativo a motivação para fazer EAD. 4.4. Estrutura organizacional - equipe Segundo os Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância (BRASIL, 2007), na educação a distância há uma diversidade de modelos, que resulta em possibilidades diferenciadas de composição dos recursos humanos necessários à estruturação e funcionamento de cursos nessa modalidade. Este mesmo documento explica que em qualquer que seja a opção de modelo 10 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE estabelecida, os recursos humanos devem configurar uma equipe multidisciplinar com funções de planejamento, implementação e gestão dos cursos a distância, onde as três categorias profissionais, docentes, tutores e técnicos administrativos, devem estar em constante qualificação, e estes são essenciais para uma oferta de qualidade (BRASIL, 2007). Não há especificação de qual deve ser a formação da equipe nos referenciais, mas já sinaliza para as necessidades da equipe para fomentar a EAD. Identificou-se em todas as instituições pesquisadas a presença de equipes tanto pedagógica, quanto tecnológica e de pessoal técnico administrativo, atendendo as exigências dos referenciais. Para Moran et al. (2012), o ensino de qualidade envolve muitas variáveis, dentre elas uma organização que congregue docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente; bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais. 4.5. Modelos dos Cursos Foi observado que as cinco universidades atendem às exigências do edital da UAB contemplando o modelo semipresencial, ou seja, ao modelo blendend-learning, ou simplesmente b-learning, onde o processo de aprendizado inclui, também, situações presenciais. Com o b-learning os alunos têm momentos presenciais e a distância, ganhando liberdade e flexibilidade para organizar seus estudos. Podemos considerar como um modelo híbrido, onde as cargas horárias dos cursos devem necessariamente ter encontros nos polos de apoio presencial. Para Mateus e Orvalho (apud PADILHA, 2012, p. 17), o b-learning, não só oferece novas e inovadoras metodologias pedagógicas combinadas, mas também tornou-se uma abordagem efetiva e motivadora para os alunos dos cursos a distância devido a diversidade de instrumentos de Tecnologia de Informação e Comunicação. Encontra-se nos sites das universidades diferentes modelos de distribuição de calendários para os encontros presenciais, tais como: na apresentação do calendário dos cursos já existentes os encontros definidos durante o ano; no link notícias da instituição havia notas sobre atualização dos calendários; no espaço dos cursos no website reservado à EAD da instituição com link denominado encontro presencial; e por fim até na apresentação geral dos cursos. Considera-se que os momentos presenciais possibilitam uma troca de experiência e integração entre alunos e a equipe do curso, além da realização de trabalho de campo e a humanização da relação entre os envolvidos. A informação disponibilizada para o aluno é importante, pois podem se programar para as atividades. As desvantagens identificadas deste modelo são os custos, a organização de datas com todos os indivíduos para os encontros presenciais e o fato de alguns estudantes quererem estudar de forma independente e com horários e prazos definidos por ele. 4.6. Projeto Político Pedagógico dos Cursos O planejamento e a gestão dos cursos EAD precisam passar necessariamente pela observação do contexto, pelo levantamento do público alvo para a sua estruturação e pela adaptação das estratégias pedagógicas. Todos estes fatores irão subsidiar a estruturação do projeto 11 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE pedagógico. Segundo os Referencias de Qualidade para Educação Superior a Distância “o projeto político pedagógico deve apresentar claramente sua opção epistemológica de educação, de currículo, de ensino, de aprendizagem, de perfil que deseja formar” (BRASIL, 2007, p.8). Em relação à disponibilidade dos projetos pedagógicos, identificou-se que em 2 (duas) universidades, as informações são restritas apresentam apenas a organização curricular que integra o projeto pedagógico. Estas informações estão no website do curso. Em uma instituição não há qualquer tipo de informação sobre organização ou projetos dos cursos. As poucas informações dificultam aos alunos saberem quais as concepções pedagógicas que estas instituições defendem. Diferentemente do exposto acima, outras 2 (duas) instituições possuem no website dos seus cursos todo o projeto pedagógico inclusive, suas versões antigas e novas, mostrando uma preocupação com a progressão dos cursos das referidas instituições. Para Coll (apud PADILHA 2012, p. 34) o currículo é um elo entre a declaração de princípios gerais e sua tradução operacional, entre a teoria educacional e a prática pedagógica, entre o planejamento e a ação, entre o que é prescrito e o que realmente sucede nas salas de aula. 5. Considerações Finais O documento do Ministério da Educação Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância destaca a importância do processo de gestão para o desenvolvimento de um bom sistema de educação a distância (Brasil, 2007). Já foi dito que a gestão da EAD, assim como a gestão em outros tipos de organização, precisa contemplar os aspectos de planejamento, organização, direção e controle do processo – considerando a disponibilidade de recursos materiais, físicos, técnicos ou humanos. Portanto, para um gestor em EAD criar condições para a realização de um bom programa de formação a distância, deve planejar e organizar adequadamente todo o sistema de funcionamento das etapas e, também, deve dirigir/coordenar e controlar todos os fatores envolvidos no fluxo das atividades dos cursos de EAD. Enfim, precisa gerir o seu dinâmico e complexo processo de formação. Observa-se que com o surgimento do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), houve um aumento significativo no número de vagas na educação superior contribuindo com o acesso à educação pela população. No entanto, em relação a gestão da EAD, pode-se afirmar que é necessário atentar aos pontos discutidos nestes trabalho, a fim de que seja possível garantir a oferta de educação superior de qualidade. Buscar compreender o contexto social brasileiro também faz parte desta reflexão, o Brasil com sua grandiosidade carrega números inexpressivos em relação a um bom nível de educação da sociedade. A realidade é que existem diferenças sociais degradantes, e é necessária a adoção de políticas que busquem a melhora da educação nas duas modalidades a longo prazo, presencial e a distância. Este estudo visa contribuir para a reflexão da gestão da EAD pensando nas suas características. Sabe-se que para a continuidade do processo de implementação da modalidade a distância na IES é preciso uma gestão adequada à modalidade para manter a infraestrutura e as condições adequadas para os cursos. As modalidades presencial e a distância precisam estar integradas, cada uma com suas características, mas atreladas aos objetivos de oferecer educação superior de qualidade. Repensar também o processo de implementação da EAD dentro das próprias 12 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE instituições, é necessidade básica para o crescimento da modalidade. A participação de toda a comunidade acadêmica e mudanças nas políticas internas é condição de sobrevivência para a modalidade. Não é uma tarefa fácil, mas não é impossível. O estabelecimento de ações internas como o planejamento pode facilitar a gestão da EAD nas IES. Este estudo proporcionou a compreensão de parte das atividades de gestão das instituições pioneiras que ofertam cursos a distância. Sendo assim, indica-se a mais pesquisas na área, buscando acompanhar o desenvolvimento da EAD na educação superior com o objetivo de melhoria mesma. Se a meta é evoluir esse é um desafio a vencer. Referências ABED (Org.). Censo ead.br: relatório analítico da aprendizagem a distância no Brasil 2010. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. BRASIL. Lei n. 9. 394, 20 de dezembro de 1996, estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Presidência da República. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf. Acesso em 25 jul. 2012. ______. Decreto n. 5.800/2006. Dispõe sobre o sistema Universidade Aberta do Brasil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 de jun. 2006. ______. Decreto n. 5.622, 19 de dezembro de 2005, Regulamenta o art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Presidência da República. Disponível em : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20042006/2005/decreto/D5622.htm Acessado em 9 set. 2012. ______. Decreto n. 5.773, 9 de maio de 2006, dispõe sobre o exercício das funções, de regulação, supervisão, e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no sistema federal de ensino. Presidência da República. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20042006/2006/decreto/d5773.htm Acessado em 28 set. 2012 ______. Edital nº 1, de 20 de dezembro de 2005. Chamada Pública para Seleção de Polos Municipais de Apoio Presencial e Cursos Superiores de Instituições Federais de Ensino Superior a Distância para o Sistema UAB. Diário Oficial da União, Brasília DF, 20 dez. 2005. ______. Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância. Brasília, DF, ago. 2007. Disponível em http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/legislacao/refead1.pdf. Acesso em 25 jul. 2012. ______. Decreto n. 6.303. Presidência da República. 12de dezembro de 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/decreto/D6303.htm Acessado em 28 set. 2012 ______. Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior. CAPES/MEC Disponível em: <www.capes.gov.br>. Acesso em: 14 set. 2012. CASTRO, J. M.; LADEIRA, E. S. Gestão e Planejamento de Cursos a Distância no Brasil: Um Estudo de Casos Múltiplos em Três Instituições de Ensino Superior. Revista Gestão e 13 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE Planejamento, Salvador - BA, v. 10, n. 2, p.229-247, dez. 2009. Semestral. COSTA, M. L. F. História e Políticas Públicas para o Ensino a Distância no Brasil: o programa Universidade Aberta do Brasil em questão. HISTEDBR On - Line, Campinas, n. 45, p.281-295, mar. 2012. COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR (CAPES). Universidade Aberta do Brasil (UAB). Disponível em www.uab.capes.gov.br Acesso em 17.09.12 GODOY, A. S. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. Rev. adm. empres. [online]. 1995, vol.35, n.3, pp. 20-29. GONÇALVES, E. P. Conversas sobre iniciação a pesquisa científica. Campinas: Alinea, 2001. 80 p. KENSKI, V. M. Educação e Tecnologias: O Novo Ritmo da Informação. 2. ed. Campinas SP. Papirus, 2007. 141 p. LESSA, S. C. F. Os reflexos da legislação de educação a distância no Brasil. Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância, Aracaju - SE, Vol. 10 . 2011 p.1-12. Disponível em: <http://www.abed.org.br/revistacientifica/_brazilian/edicoes/2011/2011_Edicaov10.htm>. Acesso em: 14 set. 2012. MORAN, J. M. et al. Novas tecnologias e mediações pedagógicas. 19. ed. Campinas, SP: Papirus, 2012. 173 p. MILL, D. et al. Gestão da educação a distância (ead): noções sobre planejamento, organização, direção e controle da ead. Disponível em: <http://www.ufsj.edu.br/portal2repositorio/File/vertentes/Vertentes_35/daniel_mill_e_outros.pdf>. Acesso em: 27 set. 2012. MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 7. ed. São Paulo: Hucitec, 2000. 269 p. MOORE, M.; KEARSLEY, G. Educação a Distância: uma Visão Integrada [tradução Roberto Galman]. São Paulo: Thomson Learning, 2007. PADILHA, M. A. S. Relatório de Pesquisa: Avaliação de Cursos de Graduação na Modalidade a Distância: Considerando critérios mais flexíveis. Recife - Pe. CNPq, 2012. 94 p. PEREIRA, J. M. Políticas públicas de educação no Brasil:: a utilização da EAD como instrumento de inclusão social. Journal of technology: management & Innovation, Santiago, Chile, p. 44-55. 05 jul. 2008. PIMENTEL, N. M.. Educação aberta e a distância: Análise das políticas públicas e da implementação da educação a distância no ensino superior do Brasil a partir das experiências da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Aberta de Portugal. 2006. 193 f. Tese (Doutorado) - Curso de Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianopolis, 2006. 14 ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE Disponível em: <http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/15031>. Acesso em: 14 ago. 2012 SILVA, A. et al. Modelos Utilizados pela Educação a Distância: uma síntese centrada nas instituições de ensino superior brasileiras. Gual, Florianópolis, v. 4, n. 3, p.153-169, set/dez. 2011. 15