ANÁLISE DESCRITIVA DO DIFERENCIAL DE SALÁRIOS ENTRE GÊNEROS NOS POLOS TECNOLÓGICOS DO SUL DO BRASIL Guilherme Cemin de Paula, UDESC, [email protected] Vanessa Grudtner, UDESC, [email protected] RESUMO Com base em dados descritivos referentes à remuneração, escolaridade e tempo no emprego, o artigo constata que, apesar de os polostecnológicosse caracterizarem por concentrar ocupações mais modernas que, em geral, não apresentam vantagens competitivas para homens em relação a mulheres – como a ocupação de analista de tecnologia da informação, destacada nesse trabalho– aparentemente, as mulheres ainda recebem, em média, um salário médio menor que o dos homens. Palavras-chave:discriminação de gênero, polos tecnológicos, analista de tecnologia da informação 1 Introdução Este artigo faz uma análise descritiva do diferencial de salário entre gênero nos polos de tecnologia da região sul do Brasil. Para tanto, utiliza-se como referencial a principal vertente da teoria do capital humano, onde a educação formal e o treinamento determinam as habilidades cognitivas do trabalhador, estabelecendo-se uma relação tecnicamente direta entre habilidade e produtividade. A partir daí, identifica discriminação no mercado de trabalho quando um grupo de indivíduos com mesma produtividade recebe salários diferentes ou tratamento diferenciado devido a características tais como a etnia, gênero, cor, religião, idioma, aparência física, etc.(BECKER, 1957). Pelo fato de as profissões ligadas à tecnologia serem relativamente novas e exigirem um elevado nível educacional, parece razoável supor que se trata de uma área onde o gênero não determina vantagem competitividade a qualquer trabalhador. Como normalmente as atividades tecnológicas são desenvolvidas por empresas ligadas a clusters – aglomerados industriais que associam universidades, empresas e governo, os chamados polos tecnológicos - optou-se por analisar a discriminação salarial nesse tipo de polo em comparação com uma ocupação bem característica dessa atividade, analista de tecnologia da informação. A pesquisa analisou somente os polos com grande concentração de trabalhadores empregados nas divisões 26 (fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos) e 62 (atividades dos serviços de tecnologia da informação) da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0, limitando-se a três polos em Santa Catarina: Blumenau, Florianópolis e Joinville; seis no Paraná: Curitiba, Londrina, Maringá, região Oeste e Sudoeste; e três no Rio Grande do Sul: Canoas, Caxias do Sul e Porto Alegre. Assim, foram coletados os dados referentes à escolaridade, idade e tempo no emprego de cada trabalhador para controlar a variável de salário. A próxima seção apresenta os referenciais teóricos e empíricos da análise de diferencial salarial entre gêneros. A seguir a seção três apresenta a metodologia empregada. A seção quatro apresenta os resultados e a seção cinco conclui o artigo. 2 Mercado de trabalho e determinação dos salários O referencial teórico básico sobre determinação dos salários é o modelo do mercado de trabalho neoclássico, que consiste numa abordagem microeconômica do mercado de trabalho na qual o salário é determinado da mesma forma que os preços nos mercados de bens e serviços, qual seja, a partir do equilíbrio entre demanda e oferta em num mercado concorrencial. Embora com plena fundamentação microeconômica, uma das principais críticas a essa abordagem dirige-se à necessidade do pressuposto de homogeneidade da força de trabalho quando se desdobra a análise microeconômica em uma formulação macroeconômica do mercado de trabalho. Respostas a esse tipo de crítica começaram a se estruturar com a emergência das teorias sobre capital humano a partir do trabalho seminal de (Becker, 1957), criando a possibilidade de se modelar, com fundamentação microeconômica, a determinação dos salários levando-se em conta a heterogeneidade da força de trabalho. O capital humano consiste no conjunto de habilidades dos trabalhadores, as quais diferem entre os indivíduos. Além disso, tal estoque de capital deriva de decisões individuais de investimento em educação e treinamento (BECKER, 1975). A principal vertente da teoria do capital humano parte do suposto de que a educação formal e o treinamento determinam as habilidades cognitivas do trabalhador e a partir daí, estabelece-se uma relação tecnicamente direta entre habilidade e produtividade. Tal vertente dá origem à chamada economia da discriminação. Identifica-se discriminação econômica no mercado de trabalho quando um grupo de indivíduos recebe salários diferentes ou tratamento diferenciado apesar de possuírem as mesmas habilidades e produtividade. Tal diferenciação pode estar associada a características como, etnia, gênero, cor, religião, idioma, aparência física, as quais estão dissociadas de produtividade (LOUREIRO (2003) apresenta uma resenha sobre a economia da discriminação). De fato, a modelagem da economia da discriminação se torna possível a partir da integração entre a teoria do capital humano e a análise estatística, inicialmente com o desenvolvimento das funções de salários de (MINCER, 1974) – ou funções mincerianas – que fornecem um escopo básico para avaliação quantitativa dos retornos da educação (ASHENFELTER AND ROUSE,1998) e para a mensuração do impacto da experiência profissional sobre o diferencial salarial entre grupos de trabalhadores (CARD AND KRUEGER, 1992). A decomposição de (OAXACA, 1973) e (OAXACA E RANSOM, 1994) é amplamente empregada na literatura da economia da discriminação por estimar as funções mincerianas para cada grupo separadamente, através da análise de regressão, e decompor o diferencial de média dos rendimentos entre grupos – ver, por exemplo, (GIUBERTI E MENEZES-FILHO, 2005) ou (JACINTO, 2005) para aplicações a casos brasileiros. 2.1 Sobre os polostecnológicos Os chamados clusters, ou aglomerados industriais, assumem um papel primordial no que diz respeito ao desenvolvimento de uma região, se tornando, assim, em nosso país, uma poderosa ferramenta de descentralização econômica. Os clusters costumam surgir naturalmente através de interações entre empresas, normalmente nascentes no mercado, e políticas de correção de imperfeições econômicas. Também é importante, nesse processo, o papel do governo na promoção de políticas de incentivo às pequenas e médias empresas através de subsídios fiscais e creditícios. Além da cooperação entre as empresas e do apoio do governo, outras instituições caracterizam os clusters e, normalmente, asseguram seu sucesso: universidades, centros de pesquisa e incubadoras de empresas. Isso pelo fato de os clusters estarem intimamente ligados à inovação (CARVALHO; CHAVES, 2007). Assim, mais especificamente, os polostecnológicos assumem essa descrição, por estarem ligados às inovações tecnológicas. O caso do Vale do Silício, na Califórnia, pode ser considerado o início da história dos polostecnológicos. Na literatura há uma aceitação geral de que este foi o modelo para as experiências com tecnologia por todo o globo (DEMATTOS, 1990) e (TAVARES, 1997). A região apresenta antecedentes históricos que remontam uma trajetória de inovação que vem desde o século XX e que se intensificou com a criação da base de alta tecnologia ao redor do Stanford Industrial Park em 1950 (CARVALHO; CHAVES, 2007). A trajetória do Vale do Silício se mostrou como um bom exemplo e, em regiões com semelhantes estruturas disponíveis – com mão-de-obra qualificada e infraestrutura avançada – foram surgindo novos casos de sucesso, como na França e no Reino Unido. No Brasil, o surgimento dos polos foi impulsionado pelo processo de reestruturação produtiva que aconteceu na década de 1990. Impulsionados por um grande esforço colaborativo entre Universidades, Empresas e Governo, numerosos polos surgiram e se estabeleceram, principalmente na região sudeste (TAVARES, 1997), sendo as primeiras experiências a de São de José dos Campos e a de Campinas. Existem atualmente vários aglomerados no Brasil, muitos dos quais estão na região sul. Em Santa Catarina, por exemplo, destaca-se o polo voltado à eletromecânica em Joinville, o polo associado à indústria têxtil na região de Blumenau, e o polo da indústria de software, na região da Grande Florianópolis. No Paraná, os principais clusters estão localizados na região metropolitana de Curitiba, voltados ao setor de telecomunicações, e em Maringá, nas confecções. No Rio Grande do Sul se destacam os clusters do Vale do Rio Pardo, na produção de fumo, de Porto Alegre, no setor de auto-peças, e em Caxias do Sul, no setor têxtil-malhas (CARVALHO; CHAVES, 2007). 3 Observações metodológicas O material utilizado nesse artigo provém da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho. É importante esclarecer que a RAIS registra o total de pessoas empregadas com carteira assinada, em regime celetista e estatutário, durante o ano de referência. Isso significa que se trata do registro do chamado emprego formal da economia. A RAIS utiliza a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, elaborada pelo IBGE, para classificar os dados quanto à ocupação de cada trabalhador e a atividade econômica onde este se insere. Essa classificação foi criada em dezembro de 1994 e é a classificação oficial de atividades utilizada pelo Sistema Estatístico Nacional e pela Administração Pública, para fins de cadastro e registros de pessoas jurídicas, estando em constante atualização, sendo a última a versão a CNAE 2.0 de 2007. A CNAE 2.0 tem em seus princípios a cobertura completa do universo representado, a definição de categorias mutuamente excludentes e a organização hierárquica das atividades, sendo detalhada por subclasses, definindo a atividade econômica em cinco níveis: seções, divisões, grupos, classes e subclasses. São 21 seções, 87 divisões, 285 grupos, 673 classes e 1301 subclasses. Todas são classificadas por um código acompanhado de uma denominação. Por exemplo, uma das atividades identificadas como características aos polostecnológicos é a de Customização de programas de computador. Sua classificação na CNAE 2.0 é destacada assim: Seção: J – Informação e comunicação Divisão: 62 – Atividades dos serviços de tecnologia da informação Grupo: 62.0 – Atividades dos serviços de tecnologia da informação. Classe: 62.04-0 – Consultoria em tecnologia da informação Subclasse: 62.09-0/00 – Customização de programas de computador Destacando que o dígito 0 no Grupo mostra que essa divisão não é dividida em Grupos, tendo o Grupo a mesma denominação da Divisão. Como nosso trabalho não se limita à análise das atividades de tecnologia da Informação, buscando trabalhar com o maior número de atividades que possam ser exercidas em um polotecnológico, para coletar os dados, além da Divisão 62, utilizamos, dentro da Seção C – Indústrias de transformação, a Divisão 26 – Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos. Assim, além das atividades relacionadas à tecnologia da Informação, englobamos, também, as relacionadas à indústria de transformação de produtos tecnológicos. Além de coletar as informações para os trabalhadores de todo o polo foi decidido destacar as informações relativas aos trabalhadores que exercem uma ocupação que, mais que as outras, dependa da escolaridade para ser exercida, e que, em tese, seja uma ocupação onde não deve haver um diferencial muito grande de salário por não haver nenhuma habilidade necessária que seja intrínseca aos homens para exercê-la. A ocupação de analista de tecnologia da Informação foi escolhida por ter uma área de atuação e formação focada em tecnologia, abrangendo profissionais que atuam como analista de desenvolvimento de sistemas, analista de redes e de comunicação de dados, analista de suporte computacional e analista de sistemas de automação, tendo formação superior primordialmente em sistemas de informação, ciência da computação ou engenharia da computação. Desta maneira, a grande maioria dos trabalhadores tem o ensino superior completo ou está por completar, uma vez que os polostecnológicos, por estarem ligados a universidades também empregam bastantes estagiários. A ocupação, também, além de ser uma das ocupações com maior amostra de trabalhadores com ensino superior nos polos em geral – um número que possibilita a aplicação de testes estatísticos –, é uma das que apresenta o maior número de mulheres. Outras fontes de dados para estudos do mercado de trabalho são a Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD) e a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), ambas elaboradas pelo IBGE, para centros urbanos brasileiros. Nesse caso, são dados amostrais desagregados, diferentemente da RAIS, que fornece dados populacionais e, por serem agregados, os salários são fornecidos em termos de média para as diferentes categorias. Além disso, outra fonte de dados é o Sistema de Contas Nacionais também do IBGE, que abrange empregadores, empregados, trabalhadores por conta própria e trabalhadores não remunerados. Embora os resultados e conclusões extraídas a partir de cada uma dessas fontes possam diferir em termos de valor absoluto, não há divergência quanto à tendência do comportamento dos dados apresentados por essas fontes (CARVALHO, 2003). A decisão a respeito da fonte de dados utilizada depende do tipo de investigação empreendida, uma vez que todos apresentam vantagens e desvantagens. Em nosso trabalho optamos pela RAIS principalmente pelo fato de que a PNAD não possui a abrangência geográfica necessária para possibilitar a análise dos vários polostecnológicos de cada estado do sul do país, que é nosso objetivo. E também pelo falo da principal desvantagem da RAIS ser quanto a abranger apenas do mercado formal de trabalho, o que não gera grandes distorções, uma vez que o mercado tecnológico é altamente formalizado. São diversos os polostecnológicos em cada um dos três estados que compõem o sul do país. Só na no Rio Grande do Sul, segundo a Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento tecnológico, são 24 polos. Decidimos, então, restringir nossa pesquisa aos maiores polos de cada região, definindo como referência para identificar o tamanho dos polos o número de trabalhadores empregados, dado que coletamos também na RAIS. Assim, delimitamos a pesquisa em três polos do Rio Grande do Sul, três de Santa Catarina e cinco do Paraná. No Rio Grande do Sul utilizamos a classificação dos Conselhos de Desenvolvimento Regional para selecionar os municípios. Assim, os principais polos encontrados foram o Metropolitano – que tem como cidade polo Porto Alegre –, o da Serra – onde a cidade polo é Caxias do Sul – e do Vale do Rio dos Sinos – onde Canoas é a cidade polo. Em Santa Catarina utilizamos a classificação das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Regional - SDR. Identificamos os seguintes polos como os mais representativos: SDR Grande Florianópolis, SDR Joinville e SDR Blumenau. No Paraná identificamos como sendo os maiores polos os de Curitiba, Londrina, Maringá, Oeste e Sudoeste, conforme apresentado do Panorama Setorial de tecnologia da Informação 2010, do Sebrae do Paraná (PEREIRA, 2010). 4 Perfil da força de trabalho empregada nos polostecnológicos da região sul Nesta seção apresenta-se o perfil da mão de obra empregada nos principais polos tecnológicos de cada um dos três estados da região sul, em termos de rendimento, escolaridade, idade e tempo no emprego. Tais resultados são resumidos pelas Tabelas A.1 a A.3 no Apêndice e permitem uma descrição comparativa da força de trabalho empregada nos polos das regiões selecionadas. Deve ser enfatizado, aqui, o caráter inédito dos dados, com uma análise específica para um importante setor da economia. Além disso, a descrição do perfil da força de trabalho com base nos dados obtidos se assemelha às descrições existentes na literatura para outras economias e atividades, como, por exemplo, (GIUBERTI E MENEZES-FILHO, 2005), (JACINTO, 2005) e (LOUREIRO, 2003). Por fim, deve-se ter em mente o cunho intermediário dessa descrição do perfil da mão de obra empregada, uma vez que se trata de um passo imediatamente anterior ao desenvolvimento da análise econométrica e possíveis conclusões sobre discriminação salarial. Seguindo a metodologia proposta, as variáveis selecionadas foram o salário-hora, o grau de escolaridade, a idade e o tempo no emprego dos empregados. O salário-hora é a variável endógena ao modelo econométrico proposto, já as demais variáveis são introduzidas no modelo para incorporar uma variável proxy substituta do capital humano - teoria inicialmente desenvolvida por (BECKER, 1975), seguida pelo desenvolvimento da metodologia para mensuração da discriminação (LOUREIRO, 2003). Mais especificamente, a partir dessa desfrição aqui apresentada pode se empregar, por exemplo, a a decomposição de (OAXACA, 1973) e (OAXACA E RANSOM, 1994), para se investigar a existência de discrimanação, como é feito por exemplo por JACINTO (2005) numa análise da indústria aviária da região sul do Brasil. Os dados aqui apresentados foram organizados de modo a estimar as funções de rendimento para os homens e as mulheres e identificar a existência de discriminação por gênero nos polos e permitem uma análise descritiva do perfil da mão-de-obra empregada nos polos A partir das Tabelas A.1 a A.3 do APÊNDICE, descrevemos o perfil dos trabalhadores da indústria de tecnologia em cada um dos três estados da região sul. Trata-se do perfil médio do estado, o qual é traçado com base nos dados para os respectivos polos regionais de cada estado. Assim, a Tabela A.1, para Santa Catarina, é construída a partir de tabelas similares para cada um dos três polos, Florianópolis, Blumenau e Joinville. Similarmente, a Tabela A.2 é obtida a partir de tableas similares para cada um os cinco polos do Paraná, que são os das regiões de Curitiba, Londrina, Maringá, região Oeste e Sudoeste. A Tabela A.3, estado do Rio Grande do Sul, é obtida a partir de dos polos regionais de Canoas, Caxias do Sul e Porto Alegre. Para cada uma das regiões metropolitanas nos polos regionais de cada estado, foi traçado o perfil da mão de obra empregada como uma média do polo todo e o perfil dos trabalhadores que atuam como analistas de tecnologia da Informação. Esses perfis foram traçados com base em 56.113 trabalhadores com pelo menos o primeiro grau incompleto, pertencentes a um desses principais polos tecnológicos da região sul do país, compostos por 33.896 homens e 22.217 mulheres. Deste total, aproximadamente 14,55% estão empregados na área de analista de tecnologia da Informação. Apesar de se esperar níveis semelhantes de salários, nos três polos regionais do Estado de Santa Catarina, tomados em conjunto, existem 13.129 trabalhadores em 2010, com participação feminina de 37%. O salário médio das mulheres nos polos regionais de Santa Catarina, considerando-se as 213 ocupações selecionadas, é cerca de 71% do salário dos homens. A mesma proporção se verifica para o salário por hora. Contudo, já para a ocupação específica de analista de TI, a diferença entre os rendimentos dos homens e das mulheres diminui, uma vez que o salário médio das mulheres é 88% do salário dos homens. A idade média dos homens e das mulheres é praticamente a mesma para o polo como um todo – cerca de 32 anos – e quando se observam apenas os analistas de TI, essa idade se reduz para cerca 30 anos, o que aponta para um grau de experiência aproximado, tanto por gênero quanto por ocupação, uma vez que a experiência advém com a idade dos indivíduos e o tempo no emprego, o qual tampouco é significativo. Então, uma possível explicação para um maior salário dos analistas de tecnologia da Informação seria dado pelo grau de escolaridade, uma vez que cerca de 90% desses trabalhadores possuem nível superior completo contra 43% dos demais trabalhadores dos polos de Santa Catarina. Porém esse argumento não pode ser estendido à diferença de gênero, já que 94% das mulheres possuem nível superior completo e apenas 89% dos homens, apontando para uma possível discriminação neste mercado. Nos polos regionais do Estado do Paraná estão registrados, no ano de 2010, 20.744 trabalhadores, sendo que 39,41% são mulheres. O salário-hora de uma trabalhadora é 84% do trabalhador, mas essa distância diminui bastante quando se consideram apenas os analistas de TI, onde o salário médio das mulheres é 94% do dos homens, apesar das mulheres também apresentarem um grau de instrução, em média, maior que o dos homens, como ocorre nos polos de Santa Catarina. Essa diferença se torna mais significativa quando comparada à média dos polos de ambos os estados, onde as mulheres apresentam salários menores, mas parcialmente explicado pelo menor grau de escolaridade. Nesse estado vale destacar o polo tecnológico de Londrina, o polo com o salário mais igualitário, para a ocupação de analista de TI, da região sul. Nele o salário dos homens é apenas 0,03 salários mínimos maior que o das mulheres. A diferença na variável idade e tempo no emprego não é relevante. Tampouco o grau de escolaridade feminino é absurdamente maior que o dos homens, 66% das mulheres têm o nível superior completo contra 59% dos homens, porém 16% das mulheres apresenta apenas o segundo grau completo contra 12% dos homens. Nos três polos tecnológicos regionais do Estado do Rio Grande do Sul estão registrados 22.240 trabalhadores, dos quais 41% são mulheres. O salário-hora das mulheres é, em média, 77,8% do salário de um trabalhador médio, proporção esta que sobe para 87,9% para profissionais atuantes como analistas de TI e ela também são em média um pouco mais jovens, com idade média de 34 anos, enquanto que os homens têm, em média, 33, 6 anos. Assim como nos outros dois estados, a idade média dos analistas de TI é menor, no caso do Rio Grande do Sul, são cerca de três anos. Os polos desse estado merecem uma análise mais detalhada por não serem muito homogêneos. Por exemplo, no polo de Canoas o salário das mulheres é 77,08% do dos homens, o que se justifica pelo fato de 73% de todos os trabalhadores com ensino superior completo serem homens, o que não ocorre com o analista de TI, que apesar da mulher ter 86,52% do salário dos homens sua escolaridade é semelhantes. Diferença que se assemelha à análise do polo de Porto Alegre, a não ser pelas mulheres apresentarem claramente um maior nível educacional. O polo de Caxias do Sul é o único polo da região sul do Brasil onde o salário das mulheres é mais elevado que o dos homens. Na ocupação de analistas de TI o salário das mulheres é, em média, 23% maior que o dos homens. A idade média das mulheres é de 32,63 anos e dos homens 28,05. As mulheres também têm nível de escolaridade mais alto e estão mais concentradas nas áreas de maior duração no emprego. Assim sendo, não termos como afirmar que todo esse respaldo de capital humano condiz realmente com seus salários. Quanto à escolaridade, atributo mais importante segundo a teoria do capital humano, em princípio, nos três estados, os homens têm escolaridade média acima das mulheres quando se consideram as 213 ocupações dos polos regionais. Por exemplo, considerando as populações masculina e feminina, as proporções daqueles que possuem nível superior completo e incompleto juntos são, respectivamente, 66,47% e 51,3% em Santa Catarina, 47% e 33,2% no Paraná e 54% e 38% no Rio Grande Sul. Note ainda que Santa Catarina possui a maior proporção de trabalhadores com esse grau de escolaridade do que os outros dois estados. No entanto, essa proporção se inverte quando se observam apenas os profissionais que atuam como analistas de TI: nos três estados a proporção de mulheres com nível superior completo é maior que a proporção dos homens. Por exemplo, no estado de Santa Catarina, do total de mulheres que atuam como analistas de TI, 93% possuem nível superior completo, enquanto que para os homens essa proporção é 82,9%. Cabe ressaltar que o Estado de Santa Catarina exibe a maior diferença salarial entre homens e mulheres e o Paraná, a menor diferença. Além disso, essa diferença é menor quando se tomam apenas os analistas de TI. 5 Conclusões Este artigo buscou encontrar, através de análise descritiva, indícios de que há discriminação entre gêneros nos polostecnológicos da região sul do Brasil. O que se constatou é que, considerando todos os trabalhadores dos polos dos três estados, os homens recebem em média um salário aproximadamente 29% maior que o das mulheres. Entretanto, como as mulheres possuem um nível de escolaridade mais baixo que o dos homens, somentea análise econométrica pode sugerir conclusões sobre a existência de discriminação nesse mercado. A diferença salarial é menor quando analisados apenas os dados para os analistas de TI, onde os homens ganham cerca de 10,77% a mais que as mulheres. Como, nesse caso, as mulheres possuem escolaridade média maior que a dos homens, há fortes indícios de que há discriminação nesse mercado. No entanto, a análise econométrica ainda se faz necessária para a mensuração da discriminação. 6 Referências ASHENFELTER, O. and ROUSE, A.B. Estimates of the economic return to schooling from a new sample of twins.QUARTERLY JOURNAL OF ECONOMICS, vol. 84, n. 5, p. 157-73, 1998. BECKER, G. The economics of discrimination. Chicago: University of Chicago Press, 1957. BECKER, G. Human capital.2nd edition. New York: Columbia University Press, 1975. CARD, D. and KRUEGER, A. Does school quality matter? Returns to education and the characteristics of public schools in the United States.JOURNA L OF POLITICAL ECONOMY, vol. 100, n.1, p. 1-40, 1992. CARVALHO, Soraia. S. M.; CHAVES, Catari V. 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APÊNDICE Tabela A.1 – Perfil da mão de obra nos polos de Santa Catarina em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego1: Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 5,55 3,86 4,93 6,58 5,81 6,39 Salário/Hora 16,72 11,88 14,93 19,62 17,32 19,05 Idade 32,65 31,12 32,08 30,69 30,28 30,59 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0063 0,0105 0,0078 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0190 0,0286 0,0225 0,0009 0,0000 0,0007 2º. grau incompleto 0,0379 0,0606 0,0463 0,0013 0,0013 0,0013 2º. grau completo 0,2721 0,3866 0,3146 0,0330 0,0187 0,0295 Superior incompleto 0,1944 0,1502 0,1780 0,0776 0,0401 0,0684 Superior completo 0,4703 0,3636 0,4307 0,8873 0,9399 0,9002 Até 2,9 meses 0,1073 0,1163 0,1106 0,0915 0,0628 0,0845 3 a 5,9 meses 0,1437 0,1543 0,1476 0,1852 0,2390 0,1984 6 a 11,9 meses 0,1841 0,1964 0,1887 0,1969 0,2443 0,2085 12 a 23,9 meses 0,1804 0,1693 0,1763 0,1418 0,1202 0,1365 24 a 35,9 meses 0,1183 0,0984 0,1109 0,1236 0,1215 0,1231 36 a 59,9 meses 0,1075 0,0998 0,1047 0,1049 0,1001 0,1038 60 a 119,6 meses 0,0881 0,0838 0,0865 0,0885 0,0641 0,0825 120 ou mais meses 0,0707 0,0818 0,0748 0,0676 0,0481 0,0628 8261 4868 13129 2306 0,6292 0,3708 1,0000 0,7548 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 1 Média das regiões de Florianópolis, Blumenau e Joinville- elaboração própria com base na RAIS, 2010 749 3055 0,2452 1,0000 1 Média das regiões de Florianópolis, Blumenau e Joinville- elaboração própria com base na RAIS, 2010 Tabela A.2 – Perfil da mão de obra nos polos do Paraná em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego2 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 5,02 4,17 4,69 5,69 5,38 5,63 Salário/Hora 15,51 13,16 14,59 17,62 16,63 17,43 Idade 33,41 33,31 33,37 29,89 30,43 29,99 1º. grau incompleto 0,0362 0,0231 0,031 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0383 0,0335 0,0364 0,0026 0,0000 0,0021 2º. grau incompleto 0,0668 0,0477 0,0593 0,0026 0,0000 0,0021 2º. grau completo 0,3882 0,5634 0,4572 0,0629 0,0542 0,0612 Superior incompleto 0,1361 0,0937 0,1194 0,1028 0,0629 0,0952 Superior completo 0,3343 0,2385 0,2966 0,8292 0,8829 0,8395 Até 2,9 meses 0,1122 0,1007 0,1076 0,1580 0,1453 0,1556 3 a 5,9 meses 0,1277 0,1202 0,1248 0,1544 0,1735 0,1580 6 a 11,9 meses 0,1905 0,2028 0,1954 0,1304 0,1171 0,1278 12 a 23,9 meses 0,1959 0,2324 0,2103 0,2040 0,1779 0,1990 24 a 35,9 meses 0,1177 0,1042 0,1124 0,1339 0,1302 0,1332 36 a 59,9 meses 0,1324 0,1199 0,1275 0,1135 0,1171 0,1142 60 a 119,6 meses 0,0707 0,0604 0,0667 0,0731 0,0976 0,0778 120 ou mais meses 0,0529 0,0593 0,0554 0,0327 0,0412 0,0343 Total de trabalhadores 12569 8175 20744 1956 Participação (%) 0,6059 0,3941 1,0000 0,8093 Escolaridade Tempo no emprego em meses 2Média das regiões Oeste, Sudoeste, Maringá, Londrina e Curitiba - elaboração própria com base na RAIS, 2010 461 2417 0,1907 1,0000 Tabela A. 3 – Perfil da mão de obra nos polos do Rio Grande do Sul em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego3 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 6,60 5,05 5,96 7,40 6,55 7,21 Salário/Hora 19,62 15,28 17,83 22,08 19,42 21,50 Idade 34,02 33,60 33,84 31,01 31,64 31,15 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0207 0,0366 0,0272 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0302 0,0649 0,0445 0,0014 0,0000 0,0011 2º. grau incompleto 0,0497 0,0645 0,0558 0,0029 0,0017 0,0026 2º. grau completo 0,3515 0,4505 0,3924 0,0670 0,0458 0,0623 Superior incompleto 0,2182 0,1718 0,1991 0,1682 0,1220 0,1581 Superior completo 0,3297 0,2117 0,2810 0,7606 0,8305 0,7759 Até 2,9 meses 0,1103 0,1145 0,1120 0,1211 0,1407 0,1254 3 a 5,9 meses 0,1036 0,0970 0,1009 0,1178 0,1237 0,1191 6 a 11,9 meses 0,1745 0,1696 0,1725 0,1677 0,1458 0,1629 12 a 23,9 meses 0,1753 0,1963 0,1840 0,1971 0,2000 0,1978 24 a 35,9 meses 0,1249 0,1103 0,1189 0,1235 0,1220 0,1232 36 a 59,9 meses 0,1242 0,1088 0,1179 0,1454 0,1203 0,1399 60 a 119,6 meses 0,0984 0,1122 0,1041 0,0822 0,0814 0,0820 120 ou mais meses 0,0887 0,0913 0,0898 0,0451 0,0661 0,0497 Total de trabalhadores 13066 9174 22240 2105 Participação (%) 0,5875 0,4125 1,0000 0,7811 Tempo no emprego em meses 590 2695 0,2189 1,0000 3Média das regiões de Porto Alegre, Canoas e Caxias do Sul - elaboração própria com base na RAIS, 2010 Tabela A.4– Perfil da mão de obra no polo de Florianópolis em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego4 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 5,81 3,92 5,06 7,48 6,62 7,33 Salário/Hora 17,73 12,31 15,59 22,55 19,77 22,05 Idade 33,46 31,25 32,59 32,21 32,96 32,34 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0081 0,0113 0,0093 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0181 0,0233 0,0202 0,0011 0,0000 0,0009 2º. grau incompleto 0,0425 0,0740 0,0549 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau completo 0,3611 0,5147 0,4218 0,0541 0,0314 0,0501 Superior incompleto 0,1622 0,1356 0,1517 0,0406 0,0262 0,0380 Superior completo 0,4081 0,2411 0,3421 0,9042 0,9424 0,9109 Até 2,9 meses 0,1141 0,1336 0,1218 0,0947 0,0628 0,0891 3 a 5,9 meses 0,1197 0,1353 0,1258 0,0688 0,0838 0,0714 6 a 11,9 meses 0,1848 0,1894 0,1866 0,2041 0,1990 0,2032 12 a 23,9 meses 0,1955 0,1836 0,1908 0,1995 0,1361 0,1883 24 a 35,9 meses 0,0993 0,0760 0,0901 0,1161 0,1885 0,1289 36 a 59,9 meses 0,1027 0,0866 0,0963 0,1094 0,1309 0,1132 60 a 119,6 meses 0,0832 0,0788 0,0815 0,0958 0,0785 0,0928 120 ou mais meses 0,1007 0,1168 0,1070 0,1116 0,1204 0,1132 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 4470 0,6049 4Elaboração própria com base na RAIS, 2010 2920 7390 887 0,3951 1,0000 0,8228 191 1078 0,1772 1,0000 Tabela A.5 – Perfil da mão de obra no polo de Blumenau em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego5 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 4,35 3,85 4,2 5,83 4,92 5,63 Salário/Hora 13,14 11,42 12,61 16,94 14,34 16,37 Idade 31,57 31,38 31,51 30,87 30,31 30,75 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0071 0,0145 0,0094 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0122 0,0369 0,0199 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau incompleto 0,0415 0,0615 0,0478 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau completo 0,1459 0,1834 0,1576 0,0095 0,0169 0,0111 Superior incompleto 0,2913 0,2248 0,2706 0,0757 0,0337 0,0665 Superior completo 0,5020 0,4787 0,4948 0,9148 0,9494 0,9224 Até 2,9 meses 0,0800 0,1085 0,0889 0,0789 0,1067 0,0850 3 a 5,9 meses 0,1231 0,0906 0,1130 0,1325 0,0618 0,1170 6 a 11,9 meses 0,1803 0,1801 0,1803 0,1325 0,1854 0,1441 12 a 23,9 meses 0,1697 0,1801 0,1729 0,1104 0,1854 0,1268 24 a 35,9 meses 0,1535 0,1219 0,1437 0,1593 0,1292 0,1527 36 a 59,9 meses 0,1424 0,1544 0,1461 0,1577 0,1573 0,1576 60 a 119,6 meses 0,1033 0,1130 0,1063 0,1451 0,1124 0,1379 120 ou mais meses 0,0476 0,0515 0,0488 0,0836 0,0618 0,0788 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 1974 0,6883 5Elaboração própria com base na RAIS, 2010 894 2868 634 0,3117 1,0000 0,7808 178 812 0,2192 1,0000 Tabela A.6 – Perfil da mão de obra no polo de Joinville em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego6 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 6,22 3,71 5,3 6,16 5,81 6,05 Salário/Hora 18,14 11,1 15,55 18,47 17,49 18,15 Idade 31,83 30,54 31,36 28,82 28,92 28,85 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0011 0,0047 0,0024 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0286 0,0361 0,0313 0,0013 0,0000 0,0009 2º. grau incompleto 0,0226 0,0228 0,0226 0,0038 0,0026 0,0034 2º. grau completo 0,1904 0,2040 0,1954 0,0280 0,0132 0,0232 Superior incompleto 0,1684 0,1271 0,1533 0,1210 0,0500 0,0979 Superior completo 0,5889 0,6053 0,5949 0,8459 0,9342 0,8747 Até 2,9 meses 0,1200 0,0750 0,1034 0,0981 0,0421 0,0798 3 a 5,9 meses 0,2251 0,2609 0,2382 0,3592 0,4000 0,3725 6 a 11,9 meses 0,1866 0,2296 0,2024 0,2408 0,2947 0,2584 12 a 23,9 meses 0,1547 0,1205 0,1421 0,1019 0,0816 0,0953 24 a 35,9 meses 0,1266 0,1404 0,1317 0,1032 0,0842 0,0970 36 a 59,9 meses 0,0815 0,0901 0,0846 0,0573 0,0579 0,0575 60 a 119,6 meses 0,0837 0,0731 0,0798 0,0344 0,0342 0,0343 120 ou mais meses 0,0220 0,0104 0,0178 0,0051 0,0053 0,0052 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 1817 0,6329 6Elaboração própria com base na RAIS, 2010 1054 2871 785 0,3671 1,0000 0,6738 380 1.165 0,3262 1,0000 Tabela A.7 – Perfil da mão de obra no polo de Curitiba em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego7 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 5,88 4,62 5,34 6,69 6,08 6,56 Salário/Hora 18,05 14,63 16,59 20,88 18,93 20,48 Idade 34,36 33,71 34,08 30,87 31,30 30,96 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0286 0,0164 0,0234 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0301 0,0229 0,0270 0,0029 0,0000 0,0023 2º. grau incompleto 0,0476 0,0415 0,0450 0,0036 0,0000 0,0028 2º. grau completo 0,3922 0,5820 0,4735 0,0364 0,0441 0,0380 Superior incompleto 0,1297 0,0898 0,1126 0,0650 0,0441 0,0607 Superior completo 0,3719 0,2474 0,3186 0,8922 0,9118 0,8963 Até 2,9 meses 0,1152 0,0945 0,1064 0,1820 0,1653 0,1786 3 a 5,9 meses 0,1217 0,1167 0,1196 0,1670 0,1928 0,1723 6 a 11,9 meses 0,1880 0,2062 0,1958 0,1113 0,1019 0,1094 12 a 23,9 meses 0,1861 0,2385 0,2085 0,1692 0,1625 0,1678 24 a 35,9 meses 0,1147 0,1027 0,1096 0,1199 0,1074 0,1173 36 a 59,9 meses 0,1375 0,1198 0,1299 0,1292 0,1267 0,1287 60 a 119,6 meses 0,0697 0,0538 0,0629 0,0778 0,0964 0,0816 120 ou mais meses 0,0670 0,0677 0,0673 0,0435 0,0468 0,0442 8807 6600 15407 1401 0,5716 0,4284 1,0000 0,7942 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 7Elaboração própria com base na RAIS, 2010 363 1764 0,2058 1,0000 Tabela A.8 – Perfil da mão de obra no polo de Londrina em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego8 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 3,05 2,35 2,86 2,76 2,73 2,76 Salário/Hora 9,03 7,43 8,60 8,09 7,98 8,07 32,22 32,67 32,34 27,10 27,32 27,14 Idade Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0771 0,0530 0,0707 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0530 0,0632 0,0557 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau incompleto 0,1652 0,0786 0,1423 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau completo 0,3416 0,4615 0,3734 0,1206 0,1600 0,1270 Superior incompleto 0,1424 0,1145 0,1350 0,2918 0,1800 0,2736 Superior completo 0,2207 0,2291 0,2229 0,5875 0,6600 0,5993 Até 2,9 meses 0,1023 0,1214 0,1074 0,1206 0,0800 0,1140 3 a 5,9 meses 0,1184 0,1162 0,1178 0,0700 0,0600 0,0684 6 a 11,9 meses 0,2121 0,2017 0,2093 0,1946 0,2200 0,1987 12 a 23,9 meses 0,2022 0,1966 0,2007 0,2724 0,2800 0,2736 24 a 35,9 meses 0,1369 0,1197 0,1323 0,2568 0,2600 0,2573 36 a 59,9 meses 0,1134 0,1111 0,1128 0,0311 0,0600 0,0358 60 a 119,6 meses 0,0863 0,0923 0,0879 0,0467 0,0200 0,0423 120 ou mais meses 0,0284 0,0410 0,0317 0,0078 0,0200 0,0098 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 1622 0,7349 8Elaboração própria com base na RAIS, 2010 585 2207 257 0,2651 1,0000 0,8371 50 307 0,1629 1,0000 Tabela A.9 – Perfil da mão de obra no polo de Maringá em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego9 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 3,00 2,36 2,81 3,99 3,06 3,91 Salário/Hora 10,5 7,2 9,5 11,82 8,87 11,57 31,00 31,95 31,28 28,37 29,71 28,48 Idade Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0334 0,0438 0,0364 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0721 0,1058 0,0820 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau incompleto 0,0857 0,0712 0,0815 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau completo 0,4097 0,5274 0,4443 0,1250 0,0000 0,1145 Superior incompleto 0,1366 0,0803 0,1200 0,0789 0,0000 0,0723 Superior completo 0,2625 0,1715 0,2358 0,7961 1,0000 0,8133 Até 2,9 meses 0,0964 0,1296 0,1061 0,0658 0,1429 0,0723 3 a 5,9 meses 0,1616 0,1131 0,1474 0,2237 0,0714 0,2108 6 a 11,9 meses 0,1753 0,1861 0,1785 0,1250 0,2143 0,1325 12 a 23,9 meses 0,2428 0,1934 0,2283 0,3618 0,2143 0,3494 24 a 35,9 meses 0,1267 0,1168 0,1238 0,0987 0,0714 0,0964 36 a 59,9 meses 0,1184 0,1478 0,1270 0,0658 0,1429 0,0723 60 a 119,6 meses 0,0645 0,0894 0,0718 0,0592 0,0714 0,0602 120 ou mais meses 0,0144 0,0237 0,0171 0,0000 0,0714 0,0060 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 1318 0,7063 9Elaboração própria com base na RAIS, 2010 548 1866 152 0,2937 1,0000 0,9157 14 166 0,0843 1,0000 Tabela A.10 – Perfil da mão de obra no poloda região Oeste em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego10 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 2,79 1,98 2,55 2,96 2,70 2,91 Salário/Hora 8,24 6,04 7,59 8,87 7,99 8,70 30,27 31,44 30,62 27,06 26,16 26,88 Idade Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0563 0,0865 0,0652 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0604 0,0817 0,0667 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau incompleto 0,0483 0,0721 0,0553 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau completo 0,3521 0,3413 0,3489 0,0990 0,0000 0,0794 Superior incompleto 0,1831 0,1202 0,1645 0,1683 0,1200 0,1587 Superior completo 0,2998 0,2981 0,2993 0,7327 0,8800 0,7619 Até 2,9 meses 0,1368 0,1058 0,1277 0,1188 0,0400 0,1032 3 a 5,9 meses 0,1811 0,1442 0,1702 0,1089 0,1200 0,1111 6 a 11,9 meses 0,1710 0,2115 0,1830 0,1683 0,0800 0,1508 12 a 23,9 meses 0,2012 0,2260 0,2085 0,2673 0,2000 0,2540 24 a 35,9 meses 0,1006 0,1250 0,1078 0,0693 0,2400 0,1032 36 a 59,9 meses 0,1449 0,0721 0,1234 0,1584 0,0400 0,1349 60 a 119,6 meses 0,0584 0,1106 0,0738 0,1089 0,2800 0,1429 120 ou mais meses 0,0060 0,0048 0,0057 0,0000 0,0000 0,0000 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 497 0,7050 10Elaboração própria com base na RAIS, 2010 208 705 101 0,2950 1,0000 0,8016 25 126 0,1984 1,0000 Tabela A.11 – Perfil da mão de obra no polo daregião Sudoeste em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego11 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 3,41 1,98 2,81 3,33 2,76 3,24 Salário/Hora 10,39 6,50 8,76 9,80 8,00 9,50 Idade 28,44 28,46 28,45 26,60 25,44 26,41 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0185 0,0342 0,0250 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0185 0,0470 0,0304 0,0222 0,0000 0,0185 2º. grau incompleto 0,0492 0,0684 0,0572 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau completo 0,4800 0,5769 0,5206 0,2667 0,1111 0,2407 Superior incompleto 0,2062 0,1581 0,1860 0,1333 0,1111 0,1296 Superior completo 0,2277 0,1154 0,1807 0,5778 0,7778 0,6111 Até 2,9 meses 0,1046 0,1496 0,1234 0,0222 0,0000 0,0185 3 a 5,9 meses 0,1169 0,2265 0,1628 0,1111 0,3333 0,1481 6 a 11,9 meses 0,2431 0,1410 0,2004 0,2889 0,1111 0,2593 12 a 23,9 meses 0,2308 0,2479 0,2379 0,2222 0,1111 0,2037 24 a 35,9 meses 0,0923 0,0598 0,0787 0,1333 0,1111 0,1296 36 a 59,9 meses 0,1262 0,1197 0,1234 0,1556 0,2222 0,1667 60 a 119,6 meses 0,0646 0,0556 0,0608 0,0444 0,1111 0,0556 120 ou mais meses 0,0215 0,0000 0,0125 0,0222 0,0000 0,0185 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 325 0,5814 11Elaboração própria com base na RAIS, 2010 234 559 45 0,4186 1,0000 0,8333 9 54 0,1667 1,0000 Tabela A.12 – Perfil da mão de obra no polo de Canoas em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego12 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 5,41 4,17 4,90 7,12 6,16 6,93 Salário/Hora 15,97 12,46 14,52 21,38 18,40 20,78 Idade 34,83 33,28 34,19 29,53 30,19 29,66 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0300 0,0378 0,0332 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0348 0,0602 0,0452 0,0016 0,0000 0,0013 2º. grau incompleto 0,0524 0,0614 0,0561 0,0065 0,0065 0,0065 2º. grau completo 0,3159 0,4708 0,3795 0,0783 0,0519 0,0730 Superior incompleto 0,2383 0,1955 0,2207 0,1746 0,1948 0,1786 Superior completo 0,3287 0,1743 0,2653 0,7390 0,7468 0,7405 Até 2,9 meses 0,1120 0,1250 0,1173 0,1387 0,1753 0,1460 3 a 5,9 meses 0,1152 0,1089 0,1126 0,1452 0,1429 0,1447 6 a 11,9 meses 0,1683 0,1692 0,1687 0,1599 0,1623 0,1604 12 a 23,9 meses 0,1923 0,2758 0,2266 0,1533 0,1623 0,1551 24 a 35,9 meses 0,1503 0,1130 0,1350 0,1060 0,0779 0,1004 36 a 59,9 meses 0,1307 0,0797 0,1098 0,2316 0,2013 0,2256 60 a 119,6 meses 0,0692 0,0619 0,0662 0,0538 0,0714 0,0574 120 ou mais meses 0,0620 0,0665 0,0638 0,0114 0,0065 0,0104 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 2501 0,5892 12Elaboração própria com base na RAIS, 2010 1744 4245 613 0,4108 1,0000 0,7992 154 767 0,2008 1,0000 Tabela A.13 – Perfil da mão de obra no polo de Caxias do Sul em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego13 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 4,99 3,61 4,25 4,33 5,32 4,64 Salário/Hora 14,86 10,73 12,64 12,57 15,42 13,47 Idade 32,91 31,67 32,24 28,05 32,63 29,51 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0427 0,0567 0,0503 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0372 0,1129 0,0780 0,0000 0,0000 0,0000 2º. grau incompleto 0,0855 0,0940 0,0900 0,0075 0,0000 0,0051 2º. grau completo 0,3060 0,4444 0,3805 0,0376 0,0161 0,0308 Superior incompleto 0,3535 0,1868 0,2638 0,3759 0,1129 0,2923 Superior completo 0,1751 0,1052 0,1374 0,5789 0,8710 0,6718 Até 2,9 meses 0,1075 0,0863 0,0961 0,1429 0,0645 0,1179 3 a 5,9 meses 0,0868 0,0656 0,0754 0,1504 0,0968 0,1333 6 a 11,9 meses 0,2143 0,1590 0,1845 0,1278 0,1129 0,1231 12 a 23,9 meses 0,1709 0,2423 0,2094 0,1654 0,1290 0,1538 24 a 35,9 meses 0,1110 0,0957 0,1028 0,1429 0,1613 0,1487 36 a 59,9 meses 0,1289 0,1223 0,1254 0,1504 0,1290 0,1436 60 a 119,6 meses 0,1626 0,2051 0,1855 0,1053 0,2258 0,1436 120 ou mais meses 0,0179 0,0236 0,0210 0,0150 0,0806 0,0359 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 1451 0,4617 13Elaboração própria com base na RAIS, 2010 1692 3143 133 0,5383 1,0000 0,6821 62 195 0,3179 1,0000 Tabela A.14 – Perfil da mão de obra no polo de Porto Alegre em termos de rendimento, gênero, escolaridade, idade e tempo no emprego14 Variável polo analista de TI Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Número de salários mínimos 7,18 5,74 6,63 7,83 6,91 7,63 Salário/Hora 21,38 17,48 19,87 23,32 20,51 22,71 Idade 33,97 34,26 34,08 31,97 32,07 31,99 Escolaridade 1º. grau incompleto 0,0146 0,0303 0,0207 0,0000 0,0000 0,0000 1º. grau completo 0,0279 0,0521 0,0372 0,0015 0,0000 0,0012 2º. grau incompleto 0,0432 0,0568 0,0485 0,0007 0,0000 0,0006 2º. grau completo 0,3686 0,4461 0,3985 0,0648 0,0481 0,0612 Superior incompleto 0,1911 0,1602 0,1792 0,1450 0,0936 0,1339 Superior completo 0,3546 0,2544 0,3159 0,7881 0,8583 0,8032 Até 2,9 meses 0,1103 0,1196 0,1139 0,1111 0,1390 0,1171 3 a 5,9 meses 0,1031 0,1026 0,1029 0,1023 0,1203 0,1062 6 a 11,9 meses 0,1698 0,1729 0,1710 0,1751 0,1444 0,1685 12 a 23,9 meses 0,1714 0,1586 0,1664 0,2200 0,2273 0,2216 24 a 35,9 meses 0,1201 0,1138 0,1177 0,1295 0,1337 0,1304 36 a 59,9 meses 0,1217 0,1136 0,1186 0,1060 0,0856 0,1016 60 a 119,6 meses 0,0962 0,1000 0,0977 0,0927 0,0615 0,0860 120 ou mais meses 0,1073 0,1189 0,1118 0,0633 0,0882 0,0687 9114 5738 14852 1359 0,6137 0,3863 1,0000 0,7842 Tempo no emprego em meses Total de trabalhadores Participação (%) 14Elaboração própria com base na RAIS, 2010 374 1733 0,2158 1,0000