Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 48/179 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo PROGRAMAS DE CONTROLE E MONITORAMENTO 8.2.1 Plano de Gestão Ambiental Este plano procura, além de estruturar medidas que minimizem os impactos causados pela rotina de implantação e de operação da Base Portuária do E&P do Espírito Santo, estruturar também medidas que potencializem aspectos encontrados na região, principalmente através da proposição do trabalho em parceria com os governos e a sociedade civil local. A implantação irá requerer do Empreendedor uma estrutura gerencial que garanta que as técnicas de proteção, manejo e recuperação ambiental mais indicadas para cada situação da obra e da operação, voltadas para os meios físico, biótico e socioeconômico, sejam aplicadas e que disponha de condições operacionais adequadas para a implantação e o acompanhamento dos programas ambientais compensatórios e de monitoramento, além dos voltados para o desenvolvimento regional. Os programas ambientais propostos necessitam ser implementados de uma forma integrada, na medida em que os diversos fatores ambientais e o uni verso social a que se dirigem apresentam forte inter-relação. Deverá ser realizada a integração dos diferentes agentes responsáveis pela implantação de cada programa, de modo a assegurar a harmonia entre as ações que estarão sendo desenvolvidas. A criação de uma estrutura gerencial destina-se a garantir que as medidas de controle, mitigação, compensação e potencialização ambiental sejam bem Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 49/179 aplicadas e que o acompanhamento dos programas ambientais seja bem conduzido. Esta estrutura deverá ser integrada, porém independente das obras e da operação do empreendimento, de forma que possa realizar a gestão entre os diferentes agentes internos e externos, empresas contratadas, consultoras e instituições públicas e privadas, de forma a garantir ao empreendedor a segurança necessária para o cumprimento total das normas e a legislação ambiental vigente, além de poder transformar este empreendimento em um agente indutor do desenvolvimento regional. Objetivos gerais O Plano de Gestão Ambiental tem como objetivo dotar o empreendimento de mecanismos eficientes que garantam a execução de todos programas que integram as ações planejadas para controlar, minimizar ou maximizar, monitorar e compensar os impactos gerados, de forma a manter um elevado padrão de qualidade ambiental na implantação e operação do empreendimento. Visa também a realização de ações que potencializem o desenvolvimento regional, por meio do apoio a ações de responsabilidade social. A viabilização desse plano depende da constituição de um sistema de informações de gestão ambiental, que mantenha a memória do empreendimento e permita a visão conjunta de todos os indicadores da auditoria, dos registros de ocorrências e das informações repassadas. Estruturação Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 50/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Para atender a estas premissas, propõe-se que o Plano seja estruturado em grupos de programas, integrados e acompanhados por um único sistema de auditoria para os diversos programas e subprogramas através da adoção de medidas integradas que possam responder a mitigação, eliminação ou potencialização dos diversos impactos apontados. Os grupos de programas reunirão as atividades que tenham afinidade conforme os locais em que serão realizados, os períodos ou o tipo de atividades que os programas demandarão. Esta divisão dos grandes objetivos do plano atendeu primeiramente aos programas legalmente obrigatórios como o Grupo de Programas de Comunicação Integrada que terá duas vertentes: a primeira voltada para comunicação social que acompanhará todas as ações ambientais e a segunda específica de educação ambiental. A maioria das atividades contidas nos programas obrigatórios está concentrada no Grupo de Programas de Gestão Ambiental, que atenderá as duas fases do empreendimento, por meio de programas como de monitoramento da biota e de controle dos impactos diretos da fase de implantação de obra e da operação da Base Portuária. Também há programas específicos voltados para risco e para a melhoria da qualidade ambiental do trabalhador. Tendo em vista a natureza deste empreendimento, foram incluídos dois grupos de programas específicos relativos à situação particular verificada para a implantação e operação da Base Portuária. O primeiro foi criado o Grupo de Programas de Gestão de Áreas Costeiras que deverá concentrar todas as atividades ambientais relativas ao meio marinho e à costa, elementos que merecem uma concentração de esforço de integração gerencial visto que o empreendimento em análise é um porto, com concentração de interferências Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 51/179 neste território, seja no meio físico (hidrodinâmica e morfologia praial) no meio biótico (quelônios) ou no meio socioeconômico (comunidades tradicionais de pesca e atividades turísticas). Em segundo lugar foi criado o Grupo de Programas de Apoio à Parcerias, voltados para o setor público e a sociedade civil organizada, visando o apoio a estruturação de ações corretivas e preventivas de maior alcance ou complexidade, principalmente pelas alterações previstas na dinâmica urbana e populacional. Para finalizar temos o Programa Compensatório, de cunho obrigatório legal, que deverá preferencialmente atender a recuperação da Bacia do Rio Benevente. O plano foi então dividido nos grupos de programas como se segue: PROGRAMA DE AUDITORIA AMBIENTAL - PAA GRUPO DE PROGRAMAS DE COMUNICAÇÃO INTEGRADA - PCI GRUPO DE PROGRAMAS DE GESTÃO AMBIENTAL - PGC GRUPO DE PROGRAMAS DE GESTÃO DE ÁREAS COSTEIRAS PGC GRUPO DE PROGRAMA DE APOIO A RESPONSABILIDADE SOCIAL - PRS PROGRAMA COMPENSATÓRIO – PCO Estruturação Esquemática dos Programas Ambientais Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca AÇÕES DE Pág. 52/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL PROGRAMA DE AUDITORIA AMBIENTAL PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO INTEGRADA PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL PROGRAMA DE GESTÃO DE ÁREAS COSTEIRAS PROGRAMA COMPENSATÓRIO PROGRAMA DE APOIO A AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL Programa 01: Auditoria Ambiental (PAA) Componente ambiental afetado: geral para todos os componentes Fase do empreendimento em que as ações deverão ser implementadas: Implantação e operação do empreendimento Caráter: preventivo com alta efetividade Agente executor: este programa deve ser executado pela PETROBRAS Cronograma de execução das medidas: Deverá ser diário e permanente, durante a implantação e operação Este programa será vinculado diretamente ao processo diretivo do Plano de Gestão Ambiental, devendo ser responsável pela disponibilidade de informações relativas á todos os programas ambientais implementados ou em implementação, Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 53/179 possibilitando a agilidade no processo de tomada de decisão para a obtenção do melhor resultado ambiental nas ações de implantação e operação da Base Portuária. O Programa de Auditoria Ambiental será regido pela Resolução CONAMA nº 306, de 05 de julho de 2002. Esta norma visa constituir os requisitos mínimos e o termo de referência para a realização de auditorias ambientais, objetivando avaliar os sistemas de gestão e de controle ambiental nos portos organizados e instalações portuárias, plataformas e suas instalações de apoio e refinarias, tendo em vista o cumprimento da legislação vigente e do licenciamento ambiental. 8.2.1.1 Grupo de Programas de Comunicação Integrada (PCI) Este conjunto de programas terá dois componentes principais, o primeiro voltado para a comunicação e aproximação com a sociedade que terá caráter permanente e de integração com todos os demais programas definidos para o empreendimento. Este permeará as principais atividades das fases de implantação e operação do empreendimento, informando e conscientizando a sociedade regional e mesmo os agentes de outras localidades sobre o cotidiano das obras e das operações e os fatos marcantes relacionados com a Base Portuária. O segundo grupo de programas está voltado para a educação ambiental, tendo foco um público mais direcionado, conforme definido para cada ação que será realizada. Programa 02: Comunicação Social e Aproximação com a Sociedade Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 54/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Componente ambiental afetado: todos do meio socioeconômico Fase do empreendimento em que as ações deverão ser implementadas: fases de implantação e de operação, considerando período prévio à implantação. Caráter: terá caráter essencialmente preventivo e alta efetividade. Agente executor: deverá ser executado pela PETROBRAS, sempre buscando parcerias com entidades e órgão locais, assim como, com empresas contratadas. Cronograma de execução: o cronograma deve contemplar um período anterior ao início das obras de construção (fase de implantação), seguir durante esta fase, até o final das obras e enquanto a Base Portuária estiver operante. Sempre respeitando as necessidades em cada fase. a) Objetivo Geral Informar a comunidade incluída na área de influência do empreendimento sobre as atividades que serão realizadas durante a implantação e a operação da Base Portuária do E&P no Espírito Santo. b) Objetivos Específicos Criar uma estrutura de diálogo com as comunidades de pescadores e outros grupos tradicionais, presentes na área de influência direta do empreendimento, por meio de suas associações e/ou outras formas de organizações da sociedade civil locais. Estabelecer relacionamento com empresas de comunicação de massa de abrangência local e regional para a divulgação das atividades e andamento do projeto da Base Portuária. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 55/179 Apoiar as demais atividades de implantação e operação no que diz respeito à relação com a comunidade local. Como por exemplo, na divulgação de campanhas de mobilização de mão de obra e etapas de implantação com alto potencial de impactos. Criar uma via de relacionamento com a comunidade e órgão governamentais, com a finalidade de desenvolver projetos de desenvolvimento local e regional apoiados em processos participativos. Transmitir informações ao público interno através de informativos próprios, apoiando ações de prevenção de acidentes de trabalho, educação ambiental e qualquer outra pertinente aos trabalhos internos. c) Atividades, Metas e Indicadores I. Folhetos Informativos Atividade: O desenvolvimento e distribuição de folhetos informativos é uma estratégia de comunicação direta, com foco nas comunidade diretamente atingidas por ações relacionadas com as etapas de implantação e operação do empreendimento. Meta: Comunicar 100% das comunidades diretamente afetadas por atividades deste empreendimento. Indicador: Número de folhetos distribuídos com relação à área e habitantes atingidos e feedback da comunidade por meio de contatos via e-mail, telefonemas e outros. II. Boletins Informativos Atividade: Publicação de informativos periódicos a serem distribuídos entre as empresas de comunicação locais e na página web da entidade. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 56/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Meta: Inicialmente o material deve ter periodicidade mensal, podendo diminuir sua freqüência a partir do início das operações à medida em que forem sendo atendidas as necessidades do próprio empreendedor, assim como da demanda social. Indicador: A repercussão das informações divulgadas na mídia local servirá de indicador. A quantidade e qualidade de veiculação dos informativos distribuídos pela PETROBRAS retratarão a qualidade do relacionamento entre a empresa e os meios de comunicação de massa locais. III. Reuniões com Pescadores Atividade: Reuniões periódicas com representantes de comunidade de pescadores e outras associações relacionadas com atividades econômicas tradicionais. Meta: As reuniões devem acontecer a partir da obtenção da licença de implantação do empreendimento, junto ao órgão responsável. Reuniões semestrais até a operação e anuais durante a operação da Base, devem estar incorporadas ao cotidiano das atividades administrativas e operacionais. Indicador: O indicador para esta atividade será a presença da maioria dos representantes convidados, com o preenchimento de formulários e listas de presença. IV. Reuniões com Organizações da Sociedade Civil e Orgãos Governamentais Atividade: Reuniões com representantes de diferentes setores da sociedade (associações de bairro, grupos escolares, órgãos governamentais e outros interessados) devem servir para identificar as expectativas e anseios da sociedade, assim como para o esclarecimento de determinado tema específico, Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo relacionado com o grupo identificado. Deve Programa de Controle e Monitoramento 8.2 servir também Pág. 57/179 para o desenvolvimento de propostas de programas que visem o desenvolvimento sustentável local. Meta: As reuniões devem acontecer anualmente, contando com a participação de diferentes entidades. De acordo com o desenvolvimento de metas e ações, deve-se estabelecer uma periodicidade própria para atender as necessidades identificadas. Indicador: O indicador para esta atividade será a presença da maioria dos representantes convidados, com o preenchimento de formulários e listas de presença. A criação de ações em parceria entre instituições presentes é uma meta e ao mesmo tempo indicador desta atividade. d) Público alvo O público alvo das ações que integram o Programa de Comunicação Social é essencialmente caracterizado pela Área de Influência Direta, estabelecida para o presente estudo de impactos ambientais, que abrange toda a área do município de Anchieta.. Porém, algumas ações, caso consideradas essenciais, poderão ser aplicadas em toda a Área de Influência Indireta, incorporando os municípios de Iconha, Guarapari, Alfredo Chaves e Piuma. e) Metodologia Os trabalhos relacionados a este programa devem cumprir uma metodologia que se inicia no conhecimento do público alvo e posterior interação com este, seguido de processos de acompanhamento e revisão de métodos. Os trabalhos Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 58/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo devem considerar as seguintes etapas, sendo adaptadas às necessidades de cada grupo: Identificação do público alvo: identificar associações da sociedade civil, empresas e órgão governamentais, assim como o nome e contato de seus representantes. Identificação de empresas de comunicação locais: servirá como uma ferramenta para os trabalhos de assessoria de imprensa e divulgação dos boletins informativos periódicos. Agendamento de reuniões: o agendamento dos encontros deve respeitar a disponibilidade dos convidados e considerar a acessibilidade ao local escolhido. Preenchimento de formulários: é fundamental para documentar o encontro e registrar o aporte de cada participante, assim como para identificar aspectos que possam orientar trabalhos posteriores. Desenvolvimento de Produtos de Comunicação: material deverá ser produzido pelo departamento de comunicação da empresa empreendedora com ou sem o apoio de empresa contratada, de acordo com suas capacidades operacionais. f) Inter-relação com Outros Programas e Projetos O Programa de Comunicação Social deve servir e apoiar estrategicamente as demais atividades desenvolvidas pela empresa no que tange ao relacionamento com a comunidade. Ou seja, a partir de uma proposta de envolvimento da sociedade civil nas decisões e relativas ao andamento das ações, a fim de causar o menor impacto à comunidade, todos os departamentos devem contar com a Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 59/179 possibilidade de consultar a população e adequar suas atividades. Da mesma maneira, deve-se focar na comunicação interinstitucional a fim de que sejam desenvolvidas ações conjuntas com departamentos de prevenção de acidentes, meio ambiente, engenharia, recursos humanos e outros. g) Cronograma a) Folhetos Informativos A aplicação desta ferramenta deve atender as necessidades identificadas antes durante e depois da implantação do empreendimento. Acompanhando o cronograma de obras b) Boletins Informativos As informações devem chegar às comunidades atingidas cerca de três meses antes do início das ações de implantação. Seguindo periodicamente durante esta etapa, podendo reduzir sua periodicidade com o início das operações. c) Reuniões com São fundamentais que aconteçam antes de iniciadas Pescadores as ações de implantação, de modo que sirvam para adequar os cronogramas de obra às necessidades desta categoria, respeitando a sazonalidade da pesca. d) Reuniões com É importante que estes encontros se iniciem antes Organizações da das ações de implantação, para que qualquer Sociedade Civil e Orgãos imprevisto e desentendimento sejam resolvidos Governamentais precocemente. Programas 03 e 04: Programas de Educação Ambiental Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 60/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Componente ambiental afetado: todos do meio socioeconômico Fase do empreendimento em que as ações deverão ser implementadas: fases de implantação e de operação, considerando período prévio à implantação. Caráter: terá caráter essencialmente preventivo e efetividade variável, podendo ser alta em uma perspectiva de longo prazo. Agente executor: deverá ser executado pela PETROBRAS e/ou empresa contratada, sempre buscando parcerias com entidades e órgão locais, assim como, com empresas terceirizadas. Cronograma de execução das medidas: o cronograma deve contemplar um período anterior ao início das obras de construção (fase de implantação), seguir durante esta fase até o final das obras e enquanto a Base Portuária estiver operante, sempre respeitando as necessidades e a conjuntura presente em cada fase. De acordo com as Orientações Pedagógicas do IBAMA para a Elaboração e Implementação de Programas de Educação Ambiental no Licenciamento de Atividades de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural, anexo ao Termo de Referência para Licenciamento das Atividades de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural, o Programa de Educação Ambiental deverá garantir a participação dos diferentes atores sociais, afetados direta ou indiretamente pela atividade objeto do licenciamento, em todas as etapas do processo. Deverá, ainda, proporcionar meios para produção e aquisição de conhecimentos e habilidades e contribuir para o desenvolvimento de atitudes, visando a participação individual e coletiva na gestão do uso sustentável e na Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 61/179 conservação dos recursos ambientais, bem como, na concepção e aplicação que afetam a qualidade ambiental (meio físico natural e sociocultural). Deve ser elaborado seguindo os princípios básicos da educação ambiental, definidos no art. 4º da Lei 9.795/99, apresentado a seguir: I -_ o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo; II - a concepção do meio [ambiente] em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural sob o enfoque da sustentabilidade; III - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade; IV -_ a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais; V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo; VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo; VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais; VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural. Deverá ainda, considerar os objetivos fundamentais da educação ambiental, explicitados no art. 5º da referida Lei, a saber: I -_ o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos; II - a garantia de democratização das informações ambientais; III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social; Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 62/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania; V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade; VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia; VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade. Para atingir os resultados esperados, conforme os princípios estabelecidos, os trabalhos de educação ambiental serão divididos em duas frentes, cada qual com objetivos e público específicos. Esta estratégia de ação tem como finalidade dirigir da melhor forma possível as ações, a fim de alcançar melhores resultados. Especial atenção será dada aos temas relacionados com a ocupação no meio marinho, implantação de novas habitações e serviços informais e dinâmica populacional. Sendo assim, teremos: Programa de Educação Ambiental para as Comunidades e; Programa de Educação Ambiental para os Trabalhadores da Obra. Programa 03: Educação Ambiental para as Comunidades Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 63/179 a) Contextualização Por tratar-se de uma planta de operações essencialmente logísticas, não havendo emissões significativas de poluentes, inerentes a seus processos, as grandes preocupações quanto à qualidade do meio ambiente estarão concentradas na prevenção de riscos de acidentes, incluindo acidentes de trânsito. Por outro lado, as mudanças populacionais, em questão de crescimento e diversidade cultural, devem trazer consigo alterações no meio ambiente urbano, e consequentemente no convívio e nas inter-relações. E é sobre estes temas principais que devem transitar as ações de educação ambiental dirigidas às comunidades atingidas pela implantação e operação da Base Portuária. De modo geral, as ações devem ser planejadas para abranger toda a população incluída dentro da Área de Influência Indireta, ou seja, os municípios de Anchieta, Guarapari, Alfredo Chaves, Piuma e Iconha. b) Justificativa As questões a serem trabalhadas deve m seguir as preocupações citadas acima, no sentido de diminuir conflitos e aproveitar potencialidades identificadas. Da mesma maneira, a articulação das ações com outros programas desenvolvidos pela própria PETROBRAS ou entidades civis e da administração pública deve ser incentivada. Independente mente de outras estratégias, a articulação com entidades de ensino fundamental e médio deverá existir, para a construção de um relacionamento com a comunidade, através de uma visão de cuidado com o meio ambiente. As instalações do empreendimento deverão estar preparadas para a visitação do público para a realização de trabalhos de educação ambiental. A construção Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 64/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo de um espaço para a recepção de visitas guiadas é fundamental para mostrar à comunidade a disponibilidade de diálogo e a transparência nas operações. c) Objetivos Gerais Desenvolver uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos. d) Objetivos Específicos Incentivar a participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania; Fortalecer a cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade. Estimular o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social; Estimular o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural. e) Ações Os trabalhos que envolvem o Sub-Programa de Educação Ambiental para as Comunidades devem estar baseados em reuniões com representantes das organizações identificadas para desenvolvimento de propostas de trabalho e adequação do programa de educação ambiental às necessidades do grupo, bem Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 65/179 como na aplicação de formulários de pesquisa e de avaliação dos trabalhos, com a proposta de atualizar as ações de acordo com anseios e necessidades. Como estratégia principal de ação, devem ser desenvolvidas cartilhas de educação ambiental destinadas a diferentes grupos, orientando os trabalhos de educação ambiental, de forma a vincular as ações da Base Portuária com o meio ambiente local, natural e urbano. f) Metodologia Identificar entidades e organizações civis que servirão de base para as ações de educação ambiental, assim como listar as instituições de ensino fundamental e médio. Desenvolvimento de materiais de trabalho e dinâmicas adaptadas à proposta de trabalho adequada a cada grupo; Todos os encontros promovidos por ações relacionadas ao Programa de Educação Ambiental deve ser formalizado com listas de presença, assim como formulários de avaliação e reconhecimento dos participantes. Todos os trabalhos devem passar por processos de avaliação e remodelagem atendendo às necessidades apresentadas para alcançar as metas e objetivos propostos. Programa 04: Educação Ambiental para os Trabalhadores da Obra a) Contextualização A principal preocupação quanto aos trabalhos realizados com os trabalhadores da obra, seguem a mesma vertente adotada no programa de Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 66/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo educação ambiental para a comunidade, que é a redução de riscos de acidentes, incluindo os acidentes de trânsito, assim como as mudanças estruturais que ocorrerão nos municípios afetados. A grande diferença é a maneira como os temas serão abordados, já que, neste caso, estará sendo trabalhada a “causa” dos impactos, ou seja, as diversas atividades e ações a serem realizadas pelos trabalhadores em diferentes etapas das obras e operações. As atividades de educação ambiental deste programa se limitaram ao público vinculado ao empreendimento, considerando-se trabalhadores de empresas terceirizadas e prestadoras de serviço. b) Justificativa As questões a serem trabalhadas devem seguir as preocupações citadas acima, no sentido de diminuir conflitos e aproveitar potencialidades identificadas. Da mesma maneira a articulação das ações com outros programas desenvolvidos pela própria PETROBRAS ou entidades civis e da administração pública deve ser incentivada. As ações junto aos trabalhadores das obras devem estar focadas no respeito às tradições locais, valorização do ambiente natural, assim como a interpretação do meio, além de procedimento de segurança relacionados com as operações. c) Objetivos Gerais Desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 67/179 d) Objetivos Específicos Incorporar aos processos de ensino -aprendizagem realizados com os trabalhadores das obras, treinamentos e orientações técnicas, entre outros , a vertente da educação ambiental, trabalhando temas relativos ao meio ambiente natural e tradições locais. e) Metodologia A metodologia utilizada deve enfatizar recursos didáticos que incentivem a reflexão e a participação dos trabalhadores, como por exemplo, estudos de caso, trabalhos em grupo e dinâmicas, gerando posturas pró-ativas em relação ao ambiente de trabalho, aos ecossistemas e às comunidades locais. A carga horária prevista deverá ser compatível com o desenvolvimento dos temas propostos para cada etapa ou módulo do Projeto. O componente deverá prever ações específicas de capacitação, para as fases de instalação, operação e desativação do empreendimento. Neste sentido, todo o efetivo de profissionais envolvidos deverá receber para cada uma destas fases, as informações necessárias ao bom entendimento das interfaces existentes, entre as atividades desempenhadas e seus impactos efetivos e potenciais. f) Ações As ações deste componente devem sempre trabalhar situações concretas da realidade do mundo do trabalho do empreendimento e do seu entorno, incluindo no conteúdo programático dos processos de ensino-aprendizagem, a descrição do meio ambiente físico, biótico e antrópico local, a apresentação dos impactos decorrentes da atividade e a forma de minimizá-los, o gerenciamento de resíduos, Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 68/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo noções de conservação de energia, noções sobre legislação ambiental, incluindo a Lei N 9.605/98 e procedimentos de contenção de vazamentos e combates a derrames de óleo e outros. Além destes aspectos cognitivos, as ações de capacitação deverão abordar, também, os aspectos éticos na relação sociedade natureza (ser humano - natureza e ser humano - ser humano), fortalecendo os laços de solidariedade, respeito a diferença e, assim, criando uma convivência social positiva. 8.2.1.2 Grupo de Programas de Gestão Ambiental (PGA) Na etapa de implantação, as atividades associadas às obras devem ser acompanhadas por procedimentos ambientais que permitam verificar, regularmente, a execução de ações incorretas (não conformidades), tanto no aspecto ambiental, como, por exemplo, a supressão descontrolada de vegetação e a indução de processos erosivos; quanto no aspecto social, como por exemplo, as interferências no cotidiano da população. Na operação da Base Portuária, os procedimentos ambientais deverão ter continuidade, com foco no treinamento do pessoal e na manutenção preventiva dos equipamentos para que não ocorram não-conformidades nas diferentes ações que serão realizadas, mantendo-se assim os impactos ambientais como de baixa magnitude. Atenção especial deverá ser dada ao ambiente marítimo no entorno do porto. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 69/179 Programa 05: Controle de obras Componente ambiental afetado: Fauna terrestre; Flora, Biota Aquática Marinha; Quelônios; Recursos Minerais; Qualidade do Ar, Qualidade da Água, Dinâmica Populacional; Fase do empreendimento em que as ações deverão ser implementadas: Implantação Caráter: preventiva e corretiva, cuja efetividade varia desde baixa à alta, em relação à ação impactante Agente executor: este programa deve ser executado pelas empresas contratadas para execução das obras solidariamente com a PETROBRAS Cronograma de execução das medidas: Deverá ser uma atividade cotidiana e permanente durante a implantação Este programa apresenta as diretrizes básicas a serem empregadas durante a Fase de Implantação do empreendimento, as quais serão implementadas pela equipe responsável pela supervisão ambiental das obras pelo agente executor (PETROBRAS). As atividades de todas as ações da obra afetam diretamente os meios físico, biótico e socioeconômico. Justamente, por isso, são apresentadas a seguir as principais medidas que irão minimizar, mitigar ou compensar os impactos causados pelas atividades das obras. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 70/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Ações de Controle de Obras: controle e monitoramento ambiental geral das obras, visando garantir a implementação das outras medidas. Umedecimento das vias de tráfego: medida que visa evitar a diminuição da qualidade do ar. Construção de passagens de fauna, lombadas, cercamento e outras medidas de construção: tem o objetivo de evitar o atropelamento de fauna. Controle de ruídos, vibrações e iluminação : visa evitar o afugentamento de fauna. Criação de Caminhos exclusivos para pedestres durante as obras: medida que visa proteger a vegetação praiana e de restinga de serem constantemente pisoteadas. Racionalização dos recursos naturais pelo projeto: medida que visa evitar a diminuição da disponibilidade de recursos naturais utilizados nas obras. Incorporação do controle da emissão de luz na especificação técnica do processo construtivo: medida que visa proteger o ciclo reprodutivo dos quelônios. A seguir, com o detalhamento técnico deste programa, as ações, procedimentos e aspectos relacionados às medidas supra-citadas serão apresentados. Detalhamento Técnico: Procedimentos Convencionais na Construção Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 71/179 O conjunto das obras principais, acessórias e de apoio para a implantação do empreendimento, podem provocar, entre outros, os impactos listados a seguir: Erosão Assoreamento Perdas de vegetação Produção de resíduos e efluentes Produção de poeira e resíduos Estes impactos normalmente causam instabilidade em taludes, alterações da fauna e flora e incômodos às comunidades vizinhas, entre outros aspectos, contribuindo significativamente para a degradação e poluição do solo, água e ar. Considerando o desenvolvimento das obras, é responsabilidade do empreendedor e, solidariamente, do construtor minimizar ou mitigar os danos ambientais durante todas as atividades de construção, de forma a preservar, tanto quanto possível, as condições naturais da paisagem. A intervenção deverá ser restrita às áreas necessárias, sendo posteriormente restabelecidas, da maneira mais aproximada às condições originais, aquelas passíveis de recomposição, através de processos de reconformação dos terrenos, revegetação, obras de drenagem e de estabilização de encostas, etc. O construtor deverá implementar, também, procedimentos ambientais para minimizar derramamentos de combustíveis e lubrificantes, para o tratamento e destinação adequada dos efluentes gerados nos canteiros (esgotos) e nas áreas de concretagem e para a contenção das poeiras emitidas durante os processos de obra. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 72/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo A seguir, são apresentados os principais aspectos de controle ambiental relevantes para os diversos componentes do empreendimento e as ações que deverão ser consideradas durante a sua implantação. Aspectos de Controle Ambiental para o Desenvolvimento das Obras Deverão ser tomados cuidados com a implantação das estruturas, minimizando-se as alterações na conformação original do terreno e a produção de bota-fora; Os materiais escavados que forem utilizados em aterros deverão atender a um adequado planejamento construtivo para se evitar a necessidade de estoques intermediários e minimizar o uso de áreas como bota-fora; Nos aterros deverão ser utilizados materiais estáveis e compactados de modo a reduzir, ao mínimo, os riscos de deformação a longo prazo, visando impedir o surgimento dos processos de erosão regressiva; O uso de produtos para evitar e minimizar a retração e o aparecimento de fissuras no concreto, deverá ser feito de forma criteriosa e controlada, devendo ser tomados todos os cuidados com o transporte e manipulação destes produtos a fim de se evitar a contaminação de solos e dos corpos d’àgua; A mão-de-obra disponível local deverá ser utilizada bem como a compra de insumos básicos deverá ser, na medida do possível, feita nas localidades situadas próximas às frentes de trabalho e canteiros, objetivando maximizar os benefícios sócio-econômicos na região de implantação do empreendimento; Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 73/179 Deverão ser previstas cercas, em locais específicos e previamente identificados, onde ocorra a maior densidade de pessoas e para a proteção específica de áreas protegidas, especialmente relativas á desova de tartarugas marinhas; Definir soluções de drenagem, extravasão e proteção que considerem a minimização e eliminação de problemas de erosão e assoreamento; Todas as superfícies expostas, dos cortes e aterros em solo, deverão ser protegidas contra as ações erosivas de agentes naturais (chuvas e ventos) em princípio por camadas de materiais granulares, com fragmentos de diâmetros apropriados ou poderão ser previstos revestimentos dos taludes de corte e /ou aterros com espécies vegetais nativas ou aclimatadas à região; Deverá ser elaborado código de conduta visando atingir todos os trabalhadores envolvidos na obra, com a finalidade de conscientizar quanto aos aspectos ambientais e disciplinar o comportamento dos trabalhadores junto às comunidades da área de influência direta do empreendimento. Sub- Programa 5.1: Gerenciamento de Resíduos Sólidos Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 74/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo As obras do empreendimento em questão implicam na execução de diversas atividades, que geram vários tipos de resíduos, desde inertes até aqueles que deverão receber disposição final em local adequado. O correto gerenciamento de resíduos constituiu-se em um conjunto de recomendações e procedimentos que visam, de um lado, reduzir a um mínimo a geração de resíduos, e de outro lado, traçar as diretrizes para o manejo e disposição daqueles resíduos e materiais perigosos, ou tóxicos, de forma a minimizar seus impactos ambientais. Tais procedimentos e diretrizes deverão estar incorporados às atividades desenvolvidas diariamente pelo construtor, desde o início das obras. O objetivo básico deste programa é assegurar que a menor quantidade possível de resíduos seja gerada durante as obras de construção do empreendimento, e que estes resíduos sejam adequadamente coletados e dispostos de forma a não resultar em emissões de gases, líquidos ou sólidos que representem impactos significativos sobre o meio ambiente. Este programa estabelece as diretrizes para os procedimentos a serem elaborados pelo construtor, que serão submetidos à aprovação dos responsáveis pela gestão ambiental do empreendimento. O gerenciamento ambiental dos resíduos sólidos está baseado nos princípios da redução na geração, na maximização da reutilização e da reciclagem e na sua apropriada disposição. Os resíduos sólidos deverão ser dispostos em aterros controlados, de acordo com as normas federais, estaduais e municipais em vigor e os resíduos perigosos se destinarão à reciclagem ou disposição em aterros especiais. Este programa abrange a execução das seguintes ações: Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 75/179 Previsão dos principais resíduos a serem gerados, com estimativas iniciais de suas quantidades; Levantamento prévio à obra, dos aterros e locais adequados para a disposição dos resíduos previstos; Elaboração de um plano de redução da geração, reciclagem e manejo/disposição de resíduos; Manejo de resíduos durante as obras conforme as especificações do plano; Inclusão no programa de treinamento ambiental dos trabalhadores, dos aspectos de manejo de resíduos; Fiscalização contínua sobre as atividades geradoras de resíduos durante as obras; A principal meta a ser atingida é o cumprimento das legislações ambientais federais, estaduais e municipais vigentes, seja no tocante aos padrões de emissão quanto no tocante à correta e segura disposição de resíduos não inertes ou perigosos. Também deverá estar alinhado com a normativa corporativa da PETROBRAS para o tratamento de resíduos, que deverá ser integrada no termo de referência da obra O Gerenciamento de Resíduos Sólidos deverá seguir os parâmetros definidos nas normas a seguir elencadas: Lei nº 9.966, de 28 de abril de 2000 Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 76/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências. A Lei nº 9.966/00 prevê a obrigação de todo Porto Organizado, Instalação Portuária e plataforma, bem como suas instalações de apoio, de disporem instalações ou meios adequados para o recebimento e tratame nto dos diversos tipos de resíduos e para o combate da poluição, assim como a obrigação de elaborar manual de procedimento interno para o gerenciamento dos resíduos de poluição e para a gestão dos diversos resíduos gerados ou provenientes das atividades de movimentação e armazenamento de óleo e substâncias nocivas ou perigosas. A Lei em pauta torna obrigatórias as auditorias ambientais bienais, garantida pela primeira vez expressamente na legislação federal em questão, e não apenas pelas resoluções do CONAMA, constitui emprego saudável do dispositivo, especialmente na atividade portuária, a qual merece atenção especial. Resolução CONAMA nº 002, de 22 de agosto de 1991 Dispõe sobre as cargas deterioradas ou fora de especificação e o seu grande potencial de gerar danos ambientais Referido Diploma determina que as cargas deterioradas, contaminadas, fora de especificação ou abandonadas serão tratadas como potenciais fontes de risco para o meio ambiente, sendo que o importador, o transportador, o embarcador ou agente que os represente, responderão solidariamente pelas ações de prevenção, Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 77/179 controle, tratamento e disposição final dos resíduos gerados por essas cargas, salvo previsão específica de responsabilidade em contrato. Resolução CONAMA nº 005, de 05 de agosto de 1993 Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários. Esta Resolução aplica-se aos resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários. Competirá aos estabelecimentos já referidos o gerenciamento de seus resíduos sólidos, desde a geração até a disposição final, de forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública. Resolução CONAMA nº 23, de 12 de dezembro de 1996 Dispõe sobre as definições e o tratamento a ser dado aos resíduos perigosos, conforme as normas adotadas pela Convenção da Basiléia sobre o controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos perigosos e seu Depósito. Resolução CONAMA nº 275, de 25 de abril de 2001 Padrão de cores para a classificação dos resíduos. A referida Resolução classificou os resíduos com o seguinte padrão de cores: AZUL: papel/papelão; VERMELHO: plástico; VERDE: vidro; AMARELO: metal; PRETO: madeira; LARANJA: resíduos perigosos; BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde; ROXO: resíduos radioativos; MARROM: Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 78/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo resíduos orgânicos; CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação. Resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de 2002 Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. A Resolução CONAMA n°307/2002 visa à necessidade de implementação de diretrizes para a efetiva redução dos impactos ambientais gerados pelos resíduos oriundos da construção civil. São considerados resíduos da construção civil para força dessa resolução os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metra lha. Resolução nº 362, de 23 de junho de 2005 Dispõe sobre o recolhimento, coleta e destinação final de óleo lubrificante usado ou contaminado. A resolução acima designa que todo óleo lubrificante usado ou contaminado deverá ser recolhido, coletado e ter destinação final, de modo que não afete negativamente o meio ambiente e propicie a máxima recuperação dos Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 79/179 constituintes nele contidos, responsabilizando o produtor, o importador e o revendedor de óleo lubrificante acabado, bem como o gerador de óleo lubri ficante usado, pelo recolhimento do óleo lubrificante usado ou contaminado. Resolução CONAMA nº 401, de 04 de novembro de 2008 Estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá outras providências. Referida resolução determina que as pilhas e baterias, nacionais e importadas, usadas ou inservíveis, recebidas pelos estabelecimentos, deverão ser, em sua totalidade, encaminhadas para destinação ambientalmente adequada, de responsabilidade do fabricante ou importador. Resolução RDC ANVISA nº 342, de 13 de dezembro de 2002 Instituir e aprovar o Termo de Referência, em anexo, para elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos a serem apresentados a Anvisa para análise e aprovação. Política Nacional de Resíduos Sólidos Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 80/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo A Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Esta Lei considera resíduos sólidos o material, a substância, o objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semi-sólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível. A PNRS congrega o conjunto de princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações adotados pelo Governo Federal, isoladamente ou em regime de cooperação com Estados, Municípios ou particulares, com vistas à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos. Deverá ser ressalvada a ordem de não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. Sub- Programa 5.2: Gerenciamento de Efluentes O Programa de Gerenciamento de Efluentes tem por objetivo garantir que a coleta, tratamento e descarte das águas servidas e dos efluentes gerados durante as obras sejam realizados de forma adequada, evitando contaminação do ambiente, em especial de solos e dos corpos d`água. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 81/179 Este programa ainda se justifica em virtude da necessidade de se adotarem critérios e condições técnicas para implantação de um projeto de sistemas básicos para o tratamento e destinação final dos efluentes líquidos sanitários, oleosos, pluviais das áreas dos canteiros e frente de obras e respectivas instalações de apoio particularmente durante a etapa de implantação do empreendimento. A coleta e tratamento adequado dos efluentes gerados durante a implantação do empreendimento evitarão a contaminação do ambiente, além de evitar riscos à saúde dos trabalhadores empregados na obra. O planejamento de instalação dos canteiros será feito considerando a necessidade de coletar, tratar e descartar de forma segura e ambientalmente correta às águas, conforme determinam as normas da ABNT (NBR 7.229/93 e NBR 13.969/97) e atendendo aos padrões de emissões estabelecidos na Resolução CONAMA nº 357/2005. A área de abrangência deste programa constitui-se da Área Diretamente Afetada – ADA, onde estarão localizados os pontos de geração de efluentes, bem como os sistemas de controle e tratamento. O programa de gerenciamento de efluentes consiste no dimensionamento adequado dos sistemas de coleta e tratamento de efluentes, evitando contaminação do meio ambiente, em especial do solo, dos cursos d´água e do lençol freático. A metodologia de atuação do programa consiste em premissas as quais visam minimizar os impactos, e, quando possível, evitá-los, aos recursos hídricos onde o empreendimento será implantado, a saber: Garantia de lançamento de efluentes que não agridam os recursos hídricos superficiais e subterrâneos, incluindo também o solo e que Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 82/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo também atendam as legislações nacionais e estaduais, bem como os padrões próprios da PETROBRAS (que deverão ser integrados ao termo de referência da obra); Adoção de ações corretivas em caso de acidentes ou falhas operacionais; Para tratamento dos efluentes sanitários, preferencialmente deverá ser buscada a integração da rede da obra com a rede pública existente no entorno. Caso esta alternativa não seja viável, deverão ser construídas instalações de fossas sépticas/filtro anaeróbio, nos canteiros de obras; e sanitários químicos, nas frentes de trabalho; O dimensionamento dos sistemas sanitários será feito a partir da definição precisa do número de trabalhadores em cada uma das frentes de trabalho; Os efluentes oleosos serão tratados em sistemas compactos de separação de água/óleo (SAO). O óleo coletado será armazenado em bombonas. Os efluentes líquidos tratados nas diversas caixas separadoras serão analisados e, se adequados, serão descartados em corpos receptores. Não será permitida a infiltração de água oleosa no solo; Todo pessoal envolvido nas obras deve estar atentos a eventuais alterações na qualidade dos corpos de água receptores, bem como para derramamentos ou vazamentos de produtos químicos; Para efluentes caracterizados pelo aporte de águas pluviais durante o período de obras, sua execução deverá ser priorizada no período de seca. Além disso, ainda complementando esta medida, sempre que Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 83/179 necessário, deve-se providenciar a instalação de pequenas bacias de sedimentação que têm como objetivo diminuir a velocidade do fluxo de água e retenção de parte da carga sólida carreada pelos efluentes pluviais. O Programa de gerenciamento de efluentes deverá está em conformidade com as normas abaixo comentadas: Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005 Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. A Resolução CONAMA n° 357 foi efetuada levando-se em conta, a importância da classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesa de seus níveis de qualidade, avaliados por condições e padrões específicos, de modo a assegurar seus usos preponderantes e a necessidade de enquadrar os corpos de água não se baseando necessariamente no seu estado atual, mas nos níveis de qualidade que deveriam possuir para atender às necessidades da comunidade, que é a saúde e o bem-estar humano, bem como o equilíbrio ecológico aquático, não devem ser afetados pela deterioração da qualidade das águas. Resolução CONAMA nº 397, de 3 de abril de 2008 Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 84/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Altera o inciso II do § 4o e a Tabela X do § 5o, ambos do art. 34 da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA nº 357, de 2005, que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Subprograma 5.3: Gerenciamento de Emissões Atmosféricas Para o monitoramento da qualidade do ar está prevista a instalação de uma rede de medição de Particuladas Totais em Suspensão – PTS para avaliação sistemática da qualidade do ar da região. Esta rede tem como objetivo principal a avaliação do desempenho dos equipamentos de controle de poluição do local antes da intervenção, durante as obras e durante a operação, de forma a garantir o atendimento aos limites máximos de emissão estabelecidos pela legislação ambiental. Os dados levantados serão disponibilizados em relatórios e os modelos de dispersão gerados fornecerão subsídios para instalação de outras estações de medição da qualidade do ar, que indicarão o atendimento aos padrões de qualidade do ar, bem como a localização dos melhores pontos fixos para o controle e monitoramento. Deverá ser estruturada junto ao órgão licenciador, a proposta para a localização dos pontos para as estações de monitoramento da qualidade do ar e de parâmetro meteorológicos, bem como as características dos seus equipamentos. Caberá a Petrobras a aquisição, instalação, operação e manutenção dos equipamentos que compõem a rede proposta. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 85/179 Deverá ser elaborado mensalmente relatórios de monitoramentos da qualidade do ar com parâmetros meteorológicos sendo compilados e avaliados Este programa será realizado pela Petrobras e estará vinculado aos Programas de Orientação Técnica e da Segurança Industrial e Saúde do Trabalhador. Para sua efetivação, poderão ser adquiridos equipamentos de amostragem e medições ou poderá ser contratada uma empresa terceirizada que desenvolverá as medições. Subprograma 5.4: Gerenciamento de Ruídos, Vibrações e Luz Ação: Controle de ruídos e vibrações De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o principal problema relacionado a audição em escala mundial é a perda auditiva devido a exposição continua a níveis de ruídos elevados. O ruído proveniente de obras de construção civil, decorrentes do aumento de circulação de veículos e da operação de maquinas e equipamentos, contribui significativamente para o incomodo das populações, tendo por conseqüência diversos fatores , entre eles doenças psicossomáticas. Vibrações também, a depender da intensidade da emissão, podem ocasionar prejuízos, principalmente de ordem estrutural. Esta ação tem por objetivo geral o acompanhamento e, se necessário, a mitigação dos ruídos e vibrações gerados pela construção e operação da Base Portuária do E&P nos limites do terreno e junto à vizinhança, a fim de assegurar a manutenção da qualidade de vida das populações afetadas. Além disso, ela apresenta os seguintes objetivos específicos: Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 86/179 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Monitorar o nível de ruído e vibração no entorno: Acompanhar a implantação e avaliação das medidas mitigadoras propostas no EIA, e; Propor, eventualmente, medidas mitigadoras complementares. Esta ação tem por meta fazer com que, nas áreas habitadas, os níveis de ruído e vibrações emitidos pelo empreendimento atendam às legislações ambientais sonoras em vigor e, consequentemente, não provoquem incomodo para a população do entorno, de forma a assegurar a qualidade acústica local. A metodologia para esta ação é o monitoramento e o controle dos ruídos e vibrações nas seguintes etapas previstas para instalação e operação da Base Portuária E&P: terraplanagem, serviços preliminares, construções civis, montagem eletromecânica, partida e operação. Durante a fase de implantação, as soluções a serem adotadas para minimizar o impacto do ruído sobre a população consistem no controle do ruído na fonte, em intervenções no caminho de propagação e em intervenções no local dos receptores. A mitigação do ruído da fonte deve ser priorizada, quando possível, por apresentar resultados mais efetivos, uma vez que reduz a emissão de níveis elevados de ruído e a exposição sonora em todos os receptores. Premissas para o controle de ruído na fonte As atividades mais ruidosas deverão ser programadas em período do dia e da semana menos sensíveis ao ruído. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 87/179 As máquinas e equipamentos devem ser escolhidos considerando a tecnologia mais silenciosa para realização das tarefas. Esta recomendação deve ser considerada na hora de alugá-los. Os equipamentos devem estar em boas condições de utilização, ou seja, com a manutenção e lubrificação em dia, assim como a proteção de segurança e de meio ambiente. Os operadores dos equipamentos devem ser instruídos para utilização, ou seja, com a menor potência necessária para a tarefa a ser realizada. O número de máquinas e equipamento ruidosos em funcionamento simultâneo no local deverá ser reduzido (duas máquinas e/ou equipamento similares em funcionamento produzem 3 dB acima daquele produzido por uma única maquina e/ou equipamento). As fontes estacionárias mais ruidosas devem ser tratadas acusticamente e localizadas o mais longe possível das regiões sensíveis. A circulação dos caminhões deverá ser planejada (rota, horários) para produzir o mínimo de incomodo nas populações vizinhas. Premissas para o controle de ruído no caminho de propagação: Barreiras acústicas temporárias de madeira deverão ser instaladas entre as máquinas e/ou equipamentos ruidosos e os receptores; As atividades mais ruidosas deverão ser executadas o mais distante possível dos receptores críticos. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 88/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Premissas para o controle de ruído nos receptores Estabelecer canal de comunicação com a população na área de influência acústica do empreendimento, para informá -la com antecedência sobre o período de execução da obra e a consequente elevação dos níveis de ruído. Com relação ao ruído emitido na área de influência indireta, recomenda-se que os trajetos e os horários de movimentação dos veículos sejam escolhidos de tal forma a evitar a sobrecarga da capacidade das vias e, consequentemente, o aumento do nível de ruído nesta área. Durante a fase de operação, deverão ser feitas medições ao longo da entrada onde terá o maior fluxo de veículos , assim como na entrada do porto, de forma a identificar os níveis de ruídos aferidos, se compatíveis ou superiores àqueles prognosticados neste estudo. Neste caso, medidas mitigadoras deverão ser implementadas. Assim sendo, recomenda-se a ação de identificação do fabricante com relação às máquinas e equipamentos e os limites de ruídos indicados pelo fabricantes, a fim de selecionar aqueles dotados de tecnologia mais silenciosa. Esta ação compreende, resumidamente, as seguintes atividades: Solicitação dos dados de emissão acústica do equipamento ao fabricante (nível de potência sonora por faixa de oitava ou em dB (A). Nível de pressão sonora em dB (A) a 1 metro de distância da carcaça da máquina/equipamento; Verificação da emissão sonora do equipamento adquirido; Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 89/179 Solicitação ao fabricante de alternativas de tratamento acústico adicional, caso necessário. Adequação do equipamento às especificações estabelecidas de acordo com as condições locais. Caberá ao empreendedor a realização do monitoramento descrito acima, bem como a adoção de todas as medidas de controle que se fizerem necessárias. Ação: Controle de iluminação Na fase de implantação deverá ser contratado pela e mpresa construtora um estudo luminotécnico para adequação das instalações deste (Medida 35: Incorporação de medidas no termo de referência das obras), limitando a emissão de luz na Praia do Além, conforme Portaria IBAMA/MMA n°11/95, que restringe a instalação de qualquer ponto luminoso que ocasione intensidade luminosa superior a ZERO LUX, numa faixa compreendida entre alinha de maior Baixa-mar até 50m acima da linha de maior preamar do ano (maré de sizída) em área de nidificação. A Base de incidência de luz para a região está definida neste EIA pela realização de medições no local, estando de acordo com a portaria citada acima. Além do projeto que indique a emissão de zero lux na área da Praia do Além, a contratada para as obras deverá realizar medições mensais na faixa de areia da praia, conforme a metodologia apresentada neste EIA, para orientar a operação da mesma durante a implantação. Para a fase de operação o projeto jê está conforme o estudo de luminotécnica realizado, que atendeu a portaria do IBAMA. A PEtROBRAS também deverá realizar medições na praia, para manter conforme a sua Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 90/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo operação. A periodicidade destas deverá ser acordada com o projeto TAMAR. Os estudos de luminotécnica realizados neste EIA estão no anexo 2.4.2.4.2.5-1. Sub-Programa 5.5: Monitoramento da Qualidade do Solo e da Água O monitoramento da qualidade do solo e da água é um sub -programa a ser executado durante toda a fase de implantação, tendo em vista as intervenções previstas para a área do Pré-embarque Terrestre. Este sub-programa foi proposto em razão de possíveis riscos de contaminação (em caso de acidentes) da água e do solo locais, podendo impactar a qualidade ambiental da Lagoa de Ubú, que, atualmente, corresponde a um ponto de lazer e recreação da comunidade local, devendo ser preservada sua saúde ecológica. Assim, o objetivo geral é garantir a íntegra qualidade da água e do solo da Lagoa de Ubú, em todas as suas dimensões e escala temporal. Como objetivos específicos, temos: Garantir que os processos de eutrofização não sejam desencadeados ao longo da Lagoa de Ubú. Preservar a mata ciliar da lagoa a fim de evitar pontos de assoreamento e carreamento de solo inconsolidado para dentro do ambiente, causando a diminuição da qualidade fótica. Preservar a qualidade do sedimento de fundo da lagoa para que não sejam formados ambientes anóxidos, os quais poderão gerar impactos secundários na biota local. Será de responsabilidade da Contratante realizar este monitoramento podendo subcontratar demais profissionais adequados para tais atividades, Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 91/179 quando necessário, e de garantir a análise e a avaliação dos resultados durante toda a execução da obra. Este monitoramento deverá se iniciar na primeira semana em que ocorram as primeiras atividades de intervenção no Pré-embarque Terrestre. Ele ocorrerá em campanhas trimestrais e deverão ser analisados os mesmos parâmetros que foram diagnosticados para a qualidade da água no diagnóstico deste estudo, que são: - Parâmetros Inorgânicos: Profundidade, Temperatura, Salinidade, Turbidez, pH, Oxigênio Dissolvido, Cor aparente, Resíduos Sedimentáveis, Sólidos Dissolvidos Totais, Sólidos Suspensos Totais e Sólidos Totais. - Metais: Arsênio, Cádmio, Cobre, Ferro Total, Manganês, Mercúrio, Níquel e Zinco. - Compostos não metálicos: Cloretos, Fósforo Total, Nitratos, Nitritos, Nitrogênio Amoniacal Total e Orto-Fosfato Solúvel. - Agregados Orgânicos: DBO, DQO, Óleos e Graxas, Surfactantes Aniônicos e Carbono Orgânico Total. - Ensaios Biológicos e Microbiológicos: Clorofila-a, Coliformes Tolerantes e Escherichia coli. Para este monitoramento, serão considerados 2 (dois) pontos amostrais específicos. O primeiro ponto, BA01, está presente no mapa de malha amostral da Figura 5.2.3.1.2 do tópico 5.2.3 Qualidade da Água, porém, a inserção de mais um ponto de monitoramento torna-se necessário. O local mais adequado, a critério da equipe executora do estudo, deverá estar do lado oposto ao ponto BA01 na Lagoa de Ubú, em profundidade aproximada sendo, portanto, um ponto mais próximo da faixa costeira. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 92/179 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa 06: Gerenciamento de Riscos Componente ambiental afetado: Dinâmica urbana e logística industrial; Fauna terrestre; Qualidade da Água; Quelônios; Biota Aquática Límnica; Biota Aquática Marinha; Qualidade dos Sedimentos Marinhos; Atividades Produtivas; Lazer e turismo; Dinâmica populacional; Comunidade de pescadores. Fase do empreendimento em que as ações deverão ser implementadas: Implantação e Operação Caráter: preventiva e de alta efetividade Agente executor: deve ser executado pela PETROBRAS e solidariamente pelas empresas contratadas para execução das obras e operação da Base Portuária Cronograma de execução das medidas: Deverá ser uma atividade cotidiana e permanente durante a implantação e operação O Plano de Gerenciamento de Riscos – PGR – descreve a metodologia para a estruturação e execução do projeto, sendo parte integrante do Estudo de Análise de Riscos – EAR – realizado para a Base Portuária do E&P no Espírito Santo. O presente PGR foi elaborado de acordo com a Norma Técnica CETESB P4.261 de Maio/2003 conforme o Item 9, designado como “Gerenciamento de Riscos”, sub-item 9.2 “Programa de Gerenciamento de Riscos I” - Empreendimento de Médio e Grande Porte. Como parte integrante do PGR, baseado no termo de referência utilizado, destacam-se as seguintes atividades: Informações sobre Segurança do Processo; Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 93/179 Revisão dos Riscos de Processos; Gerenciamento de Modificações; Manutenção e Garantia da Integridade de Sistemas Críticos; Procedimentos Operacionais; Capacitação de Recursos Humanos; Investigação de Incidentes; Plano de Ação de Emergência (PAE); Auditorias do Programa. A PETROBRAS tem uma preocupação para o atendimento às Exigências Normativas, no cumprimento da Legislação e obrigações correspondentes à Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Comunidade como parte integrante de seu negócio e são itens intitulados na sua Política de Gestão. O sistema de Gestão Integrada é certificado dentro dos conceitos das normas ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001, com base normativa de trabalho da Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho. Além dos requisitos legais, são também observados pelo empreendimento outros requisitos aplicáveis à organização, dos quais se destacam: Regulamentos e Normas Técnicas relacionadas ao meio ambiente, em especial aquelas emitidas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, reconhecida como foro nacional de normatização. Considerando que algumas Normas da ABNT são referenciadas em leis ou resoluções e, portanto, passam a ser obrigatórias; Normas Regulamentadoras emitidas pelo Ministério do Trabalho, sobre saúde ocupacional e segurança no trabalho; Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 94/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Outras Normas correlacionadas aos aspectos ambientais específicos da empresa; Acordos assumidos voluntariamente pela Organização. Todas as atividades previstas no programa e demais decisões são pautadas pelo diálogo com os diferentes públicos, dentre os quais convém mencionar: empregados, acionistas, investidores, clientes, fornecedores, setor público, sindicatos, Organizações Não-Governamentais (ONG’s) e sociedade civil. Maiores detalhes são apresentados nos documentos complementares deste EIA, ou mais especificamente, no Plano de Gerenciamento de Riscos. Sub-programa 6.1: Plano de Gerenciamento de Riscos Este deve apresentar os aspectos relativos à segurança das operações realizadas na Base Portuária assim como os procedimentos operacionais de manutenção, treinamento e capacitação de técnicos e operadores, com procedimentos de resposta a emergências e a devida análise de riscos, visando o perfeito Gerenciamento dos Riscos Humanos e Patrimoniais, atendendo não somente a população intrínseca a suas atividades, mas também a comunidade onde está situada e seus clientes. Considerando que a Base Portuária do E&P no Espírito Santo contemplará as áreas de Pré-embarque Marítimo, Pré-embarque Terrestre e Retroárea, os riscos a serem gerenciados compreendem o cenário utilizado para os serviços de armazenagem e movimentação de derivados de petróleo e insumos em geral. Na Área do empreendimento não há unidades de produção, geração ou processamento envolvendo substâncias tóxicas, combustíveis da Classe II ou Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 95/179 inflamáveis. Entretanto há de se considerar a presença de produtos químicos cujas características específicas podem apresentar riscos em caso de vazamento acidental (depósito de materiais). Os riscos correspondentes às Instalações da Base Portuária estão diretamente ligados à possibilidade de algum tipo de vazamento de produto químico, com risco de contaminação, incêndio ou explosão. Dessa forma, a PETROBRAS conta com um Programa de Manutenção Preventiva e Corretiva, além de seguir todas as Normas referentes a este tipo de instalação, as quais são as bases para os Projetos Mecânicos e de Processo, em todas as modificações. Desta forma, qualquer alteração na instalação ou nos equipamentos pertencentes às Instalações são resguardados em seus aspectos de segurança e meio ambiente. Ressalta-se que maiores detalhes são apresentados no item 6 deste EIA, que aborda as questões pertinentes à Análise de Riscos e o respectivo Plano de Gerenciamento de Riscos. Sub-programa 6.2: Plano de Emergência Individual O Plano de Emergência Individual estará em conformidade com a Resolução CONAMA nº 398, de 11 de junho de 2008, que dispõe sobre o conteúdo mínimo do Plano de Emergência Individual para incidentes de poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional, originados em portos organizados, instalações portuárias, terminais, dutos, sondas terrestres, plataformas e suas Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 96/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo instalações de apoio, refinarias, estaleiros, marinas, clubes náuticos e instalações similares, e orienta a sua elaboração. Em seu art. 1°, institui que os portos organizados, instalações portuárias, terminais, dutos, plataformas, as respectivas instalações de apoio, bem como sondas terrestres, refinarias, estaleiros, marinas, clubes náuticos e instalações similares deverão dispor de plano de emergência individual para incidentes de poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional, na forma desta resolução. O PEI irá contemplar os procedimentos e ações de resposta para incidentes de poluição por óleo nas águas sob jurisdição nacional, bem como as medidas para a redução dos riscos e ações que visam manter a instalação operando, ao longo do tempo, garantindo os padrões de mínimos de segurança. O programa deve ser concebido de modo a permitir intervenção imediata, sob quaisquer situações relacionadas a derrames de produtos derivados de petróleo no mar, promovendo uma resposta rápida das equipes de intervenção. As prioridades na execução das medidas de controle e combate para os cenários acidentais possíveis são avaliadas a partir dos seguintes critérios: Segurança do pessoal; Segurança da instalação; Resposta ao incidente (controle e combate à emergência). De modo a avaliar a necessidade de disponibilização de recursos para atendimento aos cenários acidentais e, visando orientar a aplicação gradativa destes recursos e as ações a serem desenvolvidas, as emergências são classificadas em níveis leve, médio e elevado impacto de risco. Subprograma 6.3: Plano de Ação de Emergência Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 97/179 O Plano de Ação de Emergência – PAE – determina procedimentos de resposta a emergências e define as responsabilidades e ações dos principais envolvidos (empresa), tendo como objetivo estabelecer procedimentos claros e abrangentes sobre as ações no âmbito do empreendimento denominado Base Portuária do E&P no Espírito Santo, na ocorrência de incêndio, explosão, vazamento de líquidos ou gases e acidentes, visando proteger pessoas e evitar e/ou minimizar os danos à propriedade, ao meio ambiente, à comunidade e/ou pela interrupção das atividades operacionais. O referido programa é baseado na documentação, estudos e proposições no âmbito do Licenciamento Ambiental do empreendimento, elaborados com referência aos procedimentos estabelecidos pelo IBAMA e PETROBRAS. Dessa forma, visa: Minimizar os efeitos de emergências sobre os funcionários, sobre as empresas vizinhas, a comunidade e sobre o meio ambiente; Conter perdas de produtos e danos à propriedade ao seu mínimo; Estimular exercícios regulares de treinamento (ensaios) e atualizações planejadas para garantir a sintonia permanente deste plano. Este plano é parte integrante do PGR e estabelece as diretrizes necessárias para atuações nestas situações emergenciais e deve atender às Normas abaixo referenciadas: NR-23 da Portaria 3.214/78 - Proteção contra incêndios; NBR 14276 - Programa de brigada de incêndio; NBR 14725 - Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos – FISPQ; Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 98/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo CETESB - P.4.261 Manual de Orientação para a Elaboração de Estudos de Análise de Riscos. São Paulo; PETROBRAS – N-2644 – Critérios para elaboração de Planos de Contingência; Decreto Estadual Nº 2125 – Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico. Espírito Santo. Sub-programa 6.4: Manual de Procedimentos Internos para o Gerenciamento de Riscos ]Reúne as ações necessárias para a elaboração do manual de procedimentos internos para o gerenciamento de riscos, a ser executado entre a emissão da licença de implantação e a de operação, sendo obrigatório para a base Portuária em sua fase de Operação. Este material deverá ser sistematizado por equipe de especialistas em gestão de risco, tendo em vista os subsídios gerados pela análise de risco para esta atividade, os padrões da PETROBRAS relativos a este assunto e a experiência acumulada de atividades desempenhadas em outros terminais portuários da empresa, ser transformado em produto editável em meio físico e eletrônico e ser incorporado como ferramenta de trabalho para o treinamento de todo o pessoal envolvido com as operações da Base Portuária, dentro do programa de SMS. Programa 07: Segurança, Meio Ambiente e Saúde – SMS do Trabalhador Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 99/179 Componente ambiental afetado: Dinâmica populacional (municipal regional/ geração de emprego/mão-de-obra) Fase do empreendimento em que as ações deverão ser implementadas: Implantação e Operação Caráter: preventiva e com alta efetividade. Agente executor: este programa deve ser executado pela PETROBRAS e solidariamente pelas empresas contratadas para implantação e operação da Base Portuária Cronograma de execução das medidas: Deverá ser uma atividade cotidiana e permanente durante a implantação e operação. A PETROBRAS busca integrar Segurança, Meio Ambiente e Saúde – SMS, consolidando os princípios relacionados a este tema aos processos de planejamento e gestão da Companhia. Para tal, a Companhia conta com uma equipe multidisciplinar, responsável por avaliar os aspectos de todas as atividades desenvolvidas, buscando identificar oportunidades de melhoria e atendimento à legislação aplicável e aos seus procedimentos. As operações da empresa são executadas de acordo com os procedimentos estabelecidos, utilizando instalações e equipamentos adequados, inspecionados e em condições de assegurar o atendimento às exigências de segurança, meio ambiente e saúde. Nesse contexto, são implementados programas de segurança e saúde visando identificar, avaliar e gerenciar os riscos inerentes às atividades da empresa, de modo a evitar a ocorrência de acidentes, assegurar a minimização Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 100/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo de seus efeitos e buscar a melhoria contínua do seu desempenho em segurança, meio ambiente e saúde. O principal objetivo do Programa de Segurança, Meio Ambiente e Saúde – SMS do Trabalhador é proporcionar a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, através da eliminação ou minimização dos riscos, visando à preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores envolvidos em todas as fases do empreendimento. Como objetivos específicos, este programa deverá Identificar e caracterizar antecipadamente os riscos; avaliar os agentes detectados e passíveis de provocar danos à saúde ou à integridade física do trabalhador; estabelecer controle efetivo dos meios aplicados na prevenção de acidentes ou doenças, monitorando e verificando as alterações ou situações dos agentes (físicos, químicos e biológicos) ou novas situações que se apresentem no ambiente de trabalho e, que de alguma forma, estejam ou possam vir a provocar danos à saúde e à integridade física dos trabalhadores; registrar e divulgar apropriadamente os dados e as informações levantadas, conscientizando os empregados sobre os riscos a que estão submetidos e suas respectivas medidas de controle. realizar campanhas de divulgação dos prazos para realização dos exames médicos periódicos. O desenvolvimento e a execução do Programa de Segurança, Meio Ambiente e Saúde do Trabalhador serão baseados no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA e no Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional – PCMSO, acompanhados pelos respectivos planos de ação. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 101/179 O PPRA é considerado como parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas do empreendimento no campo da preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores, através da integração com o PCMSO, e deverá conter, no mínimo, a seguinte estrutura: a) Planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; b) estratégia e metodologia de ação; c) forma de registro, manutenção e divulgação dos dados; d) periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. O inventário de riscos à saúde identificados no PPRA subsidia a elaboração do PCMSO, em particular na definição dos exames complementares necessários, condutas a serem adotadas e a emissão do Atestado de Saúde Ocupacional ASO. Os dados dos relatórios do PCMSO proporcionam informação, realimentam o processo de avaliação de riscos e favorecem a avaliação da eficácia das medidas de controle implantadas, através da definição de indicadores de desempenho reativos relacionados ao registro de doenças ocupacionais. As metodologias aplicadas a cada meta estão descritas a seguir: Metodologia para o alcance das metas relacionadas à Segurança a) Percentual de atendimento de metas do Plano de Ação do PPRA: Promover o aperfeiçoamento constante da Equipe de SMS da Unidade, com treinamentos e cursos relacionados à Higiene Ocupacional; Realizar reuniões periódicas para análise do andamento das ações constantes no Plano; Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 102/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Garantir a utilização de profissional qualificado para a coordenação das ações; Divulgar através de palestras, cartazes e outros meios de comunicação os riscos identificados no ambiente de trabalho; Quando não for possível o controle do risco na fonte, garantir a correta especificação e distribuição na forma gratuita dos EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual. b) Limite máximo admissível para a Taxa de Freqüência de Acidentes com afastamento: Divulgar através de palestras, cartazes e outros meios de comunicação os riscos identificados no ambiente de trabalho; Quando não for possível o controle do risco na fonte, garantir a correta especificação e distribuição na forma gratuita dos EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual. c) Percentual de Produtos com FISPQ disponível na Unidade: Garantir que os produtos químicos manipulados na unidade contenham FISPQ. Solicitar a entrega das FISPQ aos fabricantes. Metodologia para o alcance das metas relacionadas à Saúde a) Percentual de ASOs válidos: Incentivar a realização no tempo previsto dos Exames considerados ( admissional, Periódico, Mudança de Função, Retorno ao Trabalho e Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 103/179 Demissional), através de campanhas de conscientização e abordagem direta dos trabalhadores pelos gerentes imediatos. b) Taxa de Incidência de Doença Ocupacional (TIDO): Garantir a realização das avaliações ambientais dos riscos físicos, químicos e biológicos presentes nos ambientes de trabalho e previstas no Plano de Ação; Comunicar ao trabalhador os riscos ambientais existentes em seu local de trabalho e as medidas preventivas para o seu controle; Realizar reuniões periódicas para análise do andamento das ações constantes no Plano; Garantir a utilização de profissional qualificado para a coordenação das ações; Implementar mecanismos que preservem a saúde da força de trabalho, buscando assegurar-lhe, sempre que necessário, diagnóstico precoce, atendimento imediato, interrupção de exposição, limitação de dano e reabilitação. A tabela abaixo apresenta os indicadores de segurança e saúde, com as respectivas metas a serem alcançadas, esclarecendo -se que cada PPRA integrante do programa será elaborado de acordo com a fase do empreendimento. A realização das diversas ações estabelecidas nos Planos de Ação dos PPRA’s serão consideradas para o atendimento das metas. SEGURANÇA Indicador Percentual de atendimento de metas do Plano Revisão 00 05/2011 Identidade do Indicador (metas cumpridas/met as planejadas) Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Meta Acompanhamento Consolidação dos Resultados 100% das ações planejadas para o ano analisado mensal anual João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 104/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 de Ação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA Limite máximo admissível para a Taxa de Freqüência de Acidentes com Afastamento TFCA Percentual de Produtos com Ficha de Informação de Seguranç a de Produtos Químicos FISPQ disponível na Unidade Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo x100 n.º de acidentes com afastamento/mi lhão de hh de exposição A Unidade de Negócio ou Serviço deve explicitar neste item a meta negociada anualmente no Painel de Desempenho Estratégico- PDE. mensal anual (n.º de produtos com FISPQ disponível/ n.º total de produtos)x 100 >90% mensal anual Meta Acompanhamento Consolidação Dos Resultados > 85% mensal anual 1,5 mensal anual SAÚDE Indicador Percentual de ASOs válidos Limite máximo admissível para a Taxa de Incidência de Doença Ocupacional TIDO Identidade Do Indicador Número de ASOs com prazo de validade ≤ 365 dias, no período considerado, dividido pelo efetivo ativo na data da medição, multiplicado por 100. Número de casos novos de doença ocupacional no período dividido pelo número de empregados no meio do período, multiplicado por 1000. Acompanhamento e Avaliação: Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 105/179 A Unidade responsável pelo empreendimento definirá o acompanhamento e a avaliação do Programa, estabelecendo os Ciclos de Verificação, os quais, sempre que possível, serão alinhados com os ciclos de verificação já existentes no Sistema de Gestão da Unidade. Resultados esperados: O resultado esperado é o cumprimento dos objetivos propostos nesse Programa, com o alcance das metas estabelecidas para os indicadores propostos, contribuindo para a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores frente aos riscos ambientais identificados nos ambientes de trabalho do empreendimento. A análise da implementação das ações propostas no Programa e o alcance das metas serão realizados anualmente, conforme estabelecido nas NRs correspondentes, sendo previsto o envio de relatórios anuais ao IBAMA. Atendimento à Requisitos Legais e/ou outros requisitos: A apresentação do presente Programa no âmbito do EIA/RIMA para o licenciamento ambiental da Base Portuária do E&P no Espírito Santo se faz em atendimento à Portaria Conjunta MMA/IBAMA nº 259, publicada no Diário Oficial da União, Seção 1, em 10/08/09 e republicada com alterações, em 13/08/09. No momento da elaboração do presente estudo não foi possível definir a central sindical a qual o sindicato representativo da categoria majoritária está filiado, de forma a atender ao disposto no parágrafo único do Art. 2º da Portaria Conjunta MMA/IBAMA n.º 259/09. Deste modo, assim que a informação estiver disponível esta será incorporada ao processo de licenciamento.” Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 106/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Esta informação deve ser enviada ao IBAMA assim que estiver disponível, pois a Conjunta MMA/IBAMA nº 259/09 prevê um prazo de 30 dias após o recebimento do Programa pela central sindical para que esta se manifeste, ressaltando-se que a exigibilidade deste Programa, devidamente detalhado, atenderá ao requerimento da Licença de Instalação para o empreendimento. Abaixo são citadas algumas normas relacionadas, com destaque para aquelas que já integram a Política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, as quais são obrigatoriamente observadas para a implantação e operação dos empreendimentos do E&P. Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE Política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras; PP-0V3-00007 – Procedimento para implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA; Norma Petrobras- N-2691 – Exames Médicos Ocupacionais. Programa 08: Monitoramento da Biota Terrestre Componente ambiental afetado: Flora, Fauna Terrestre Fase do empreendimento em que as ações deverão ser implementadas: Implantação e operação Caráter: Preventivo Agente executor: O monitoramento deverá ser executado por especialistas nos diferentes componentes do meio por meio de empresas prestadoras de serviços na área ambiental. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 107/179 Cronograma de execução: O monitoramento deverá ser executado antes do início das obras de implantação e perdurar, no mínimo, por 5 anos após o início das operações. Parâmetros: Deverão ser considerados a riqueza (número de espécies), composição de espécies e, quando possível, a abundância ou densidade dos diferentes componentes do meio biótico. Parâmetros adicionais poderão ser utilizados em complementação, como tamanho, peso, etc. Malha amostral: Deverá ser dada ênfase nas áreas de vegetação nativa dentro da área de influência do empreendimento, especialmente aquelas já amostradas no diagnóstico, priorizando as áreas de maior interferência do empreendimento, e áreas de maior importância biológica e ecológica. Métodos de coleta e análise das amostras: Deverão ser empregados os métodos apresentados na fase de diagnóstico, restringindo-se, quando for o caso, ao método mais eficiente para o grupo focal escolhido. Periodicidade das amostragens: No caso da fauna, deverão ser executadas quatro amostragens por temporada de monitoramento, concentradas preferencialmente nos períodos mais apropriados em termos de número de espécies e indivíduos, de modo a maximizar a obtenção de informação. No caso da flora, deve ser contemplada, pelo menos, 1 (uma) campanha anual. Detalhamento técnico: Este programa terá como objetivo acompanhar mudanças sofridas pela biota terrestre em decorrência da implantação e operação do empreendimento. O monitoramento destas mudanças pode se dar em termos da avaliação da Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 108/179 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo ocorrência, abundância, composição de espécies e/ou pela avaliação de características individuais como tamanho, peso ou outros parâmetros relevantes. Dada a impossibilidade de se monitorar todos os componentes da biota, deverão ser selecionados grupos focais dentro de flora, artrópodes, herpetofauna, mastofauna e ornitofauna para a execução deste programa. Na fase de diagnóstico do estudo de impacto, foram identificadas espécies e grupos de espécies cujas características favorecem sua utilização para fins de monitoramento. Além das espécies/grupos que respondem negativamente aos diferentes impactos (incluindo espécies ameaçadas), poderão ser empregadas aquelas que respondem positivamente, como “indicadores reversos” (incluindo a fauna sinantrópica). Os programas de resgate e inventário de fauna e flora poderão trabalhar de modo integrado e complementar este programa. Maiores detalhamentos são apresentados nos sub-programas abaixo. Sub-programa 8.1: Monitoramento da Flora O Sub-programa de Monitoramento da Flora busca obter informações sobre as mudanças nos componentes ambientais da flora durante o período de instalação do empreendimento, garantindo um conhecimento da estrutura das comunidades florísticas locais e das intervenções necessárias para implantação do empreendimento. A área destinada à implantação do empreendimento esta situada em localidade que integra o Domínio Morfoclimático da Mata Atlântica, mais especificamente, considerando-se as subdivisões da Floresta Atlântica, pertence à sub-região da Bahia, que abrange 120.954 Km², de Sergipe ao Espírito Santo, e Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 109/179 caracteriza-se por apresentar elevado nível de endemismo de espécies. Consequentemente, trata-se de uma área prioritária para ações de conservação, sobretudo diante da drástica redução de sua cobertura florestal original (83%), hoje restando apenas cerca de 12%. O referido sub-programa possui caráter preventivo, cujo principal objetivo é comparar a dinâmica florestal, em especial as condições ecológicas e biológicas das formações vegetais no entorno da área de estudo, em cenário pré e pós implantação do empreendimento. Desta forma, o cronograma para o monitoramento da flora deve obedecer as etapas de implantação e operação do empreendimento, iniciando as atividades deste sub-programa ainda durante a implantação. Para obtenção deste resultado, deve ser realizado o estudo fitossociológico em determinados pontos definidos com base no estudo para o diagnóstico de flora e análise de impactos. Esta malha amostral deve priorizar as áreas de maior interferência do empreendimento, e áreas de maior importância biológica e ecológica, como APPs, grandes áreas preservadas e corredores ecológicos. A periodicidade das campanhas de ve obedecer as etapas de implantação e operação do empreendimento, contemplando pelo menos 1 (uma) campanha anual. Os dados coletados receberão os seguintes tratamentos estatísticos: esforço e efetividade amostral, cálculo da densidade total e relativa, análise de similaridade, equitatividade, análise da variação espacial e temporal da diversidade (índice de Shannon) e cálculo da riqueza de espécies. Desta forma, obtêm-se dados quantitativos e qualitativos da interferência do empreendimento para a biota local. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 110/179 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Os impactos previstos para a implantação e operação do empreendimento, associados ao referido monitoramento, baseiam-se principalmente no aumento do fluxo de pessoas, que ocasionará a extração de recursos florestais como bromélias e orquídeas, na perda de habitas vinculado ao crescimento populacional e nas atividades de supressão de vegetação, além da instalação de equipamentos. As medidas relacionadas aos impactos supracitados e ao próprio sub-programa concentram-se na criação ou preservação de áreas protegidas, em especial as áreas dentro da Estação Ecológica do Papagaio, que encontram-se degradadas. A execução deste sub-programa será de responsabilidade da Petrobrás, e deve ter interface com os Programas de Recuperação de Áreas Degradadas, Programa de Compensação Ambiental e Programa de Controle de Supressão de Vegetação, Programa de Educação Ambiental e Resgate de Flora, além do Programa de Monitoramento da Biota Terrestre – Sub-programa de Monitoramento da Fauna Terrestre e Programa de Resgate da Fauna Terrestre. Sub-programa 8.2: Monitoramento da Fauna Terrestre A aplicação deste subprograma atende à especificação da resolução CONAMA 01/86, que estabelece que o Estudo de Impacto Ambiental deve conter programas de acompanhamento e monitoramento dos impactos positivos e negativos sobre a fauna. Diferentes aspectos do empreendimento levarão a impactos diretos e indiretos na fauna, como atropelamento, aumento da competição com a fauna do entorno, aumento do isolamento funcional de populações, exclusão de recursos e Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 111/179 perda de hábitat. O acompanhamento desse conjunto de impactos através de amostragens ao longo do tempo é necessário para se verificar os reais efeitos do empreendimento sobre a biota, e para se buscar maneiras de minimizar tais impactos. Na fase de implantação, os impactos na fauna terrestre serão concentrados em ações da construção que geram emissão de ruídos e vibrações, supressão de hábitat e aumento no fluxo de veículos, resultando em afugentamento, atropelamento, exclusão de recursos, a umento da competição com a fauna do entorno, isolamento funcional de populações e mortalidade. Já na fase de operação, os impactos concentram-se na emissão de ruídos e vibrações (inclusive por não conformidades) causando afugentamento da fauna, e no aumento do fluxo de veículos gerando atropelamento e isolamento funcional de populações. O programa de monitoramento da fauna terrestre possui interface com os programas de controle de obras e educação ambiental para as comunidades. O monitoramento da fauna deverá se pautar principalmente nos aspectos citados para que a avaliação consiga relacionar diretamente os impactos ao empreendimento, como, por exemplo, com a condução de um monitoramento da fauna atropelada. A implementação do programa deverá se dar antes da implantação do empreendimento e deverá perdurar após o início das operações por tempo suficiente para que padrões de resposta da biota às interferências estejam consolidados. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 112/179 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa 09: Monitoramento da Qualidade da Água Componente ambiental afetado: Qualidade da Água (próximo ao Pré-embarque Marítimo). Fase do empreendimento em que as ações deverão ser implementadas: Fase de implantação e operação. Caráter: preventivo e efetividade alta. Agente executor: PETROBRAS, com possível parceria com demais empresas. Cronograma de execução: Fase de implantação (quadrimestral) e operação (semestral). A realização do monitoramento da qualidade físico-química da água marinha, como programa de caráter mitigador servirá para avaliar o grau de interferência das movimentações náuticas próximo a praia do Além e do lançamento de poluentes, sendo avaliados os parâmetros ambientais tanto durante quanto após a implantação da Base Portuária. A qualidade da água é um fator fundamental para a integridade dos ambientes costeiros, já que estas informações levantadas serão interpretadas juntamente com os dados da biota, pois ambos estão inteiramente relacionados. O objetivo geral deste monitoramento é analisar a qualidade da água do ambiente marinho por meio de diversos parâmetros ambientais a fim de evitar processos de contaminação e poluição aquática. Como objetivos específicos deste estudo, destacamos Verificar se a qualidade química da água está sofrendo alterações significativas ao longo do tempo próximo do Pré-embarque Marítimo. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 113/179 Observar se a poluição por material orgânico causará processos de eutrofização no local, principalmente no ponto de monitoramento próximo do lançamento do emissário submarino. Para a realização deste monitoramento será utilizada a legislação brasileira, na qual a Resolução CONAMA nº 357, de março de 2005, e a Resolução CONAMA 274 de Novembro de 2000 regem as principais premissas. Abrangida nessas resoluções está a avaliação da qualidade físicoquímica da água e a presença de outras substâncias, como metais, nãometais, agregados orgânicos e ensaios microbiológicos. De forma geral, os seguintes parâmetros deverão ser analisados na água: - Parâmetros Inorgânicos: Profundidade, Temperatura, Salinidade, Turbidez, pH, Oxigênio Dissolvido, Cor aparente, Resíduos Sedimentáveis, Sólidos Dissolvidos Totais, Sólidos Suspensos Totais e Sólidos Totais. - Metais: Arsênio, Cádmio, Cobre, Ferro Total, Manganês, Mercúrio, Níquel e Zinco. - Compostos não metálicos: Cloretos, Fósforo Total, Nitratos, Nitritos, Nitrogênio Amoniacal Total e Orto-Fosfato Solúvel. - Agregados Orgânicos: DBO, DQO, Óleos e Graxas, Surfactantes Aniônicos e Carbono Orgânico Total. - Ensaios Biológicos e Microbiológicos: Clorofila-a, Coliformes Tolerantes e Escherichia coli. Os procedimentos de análise de cada parâmetro estão descritos no diagnóstico do presente estudo., os quais foram usados no estudo de diagnóstico ambiental. Para os parâmetros físico-químicos da água (temperatura, pH, turbidez, OD e salinidade) aconselha-se o uso de um perfi lador de coluna d’água, Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 114/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo conhecido como CTD, o qual deve ser devidamente calibrado antes da coleta pelo fabricante e por laboratórios especializados. Os pontos de coleta e avaliação da qualidade deverão ser os mesmos descritos no tópico 5.2.3 Qualidade da Água, porém, serão descartados os pontos CP06, CP07, CP08, CP09 e CP10, os quais estão muito afastados do Préembarque Marítimo. Aconselha-se a inclusão de mais 1 (um) ponto de monitoramento no meio da ilha de Pré-embarque Marítimo, ao lado oposto ao ponto de monitoramento CP02, próximo dos quebra-mares. As coordenadas de localização dos pontos já existentes se encontram no tópico 5.2.3 Qualidade da Água. A frequência de monitoramento deve ser realizada em duas fases distintas, onde a primeira será durante as obras (fase de implantação) e a segunda posteriormente às obras, já na fase operacional da Base Portuária do E&P. Durante a fase de implantação o monitoramento deverá ser inicializado a partir da primeira semana, e seguindo posteriormente de 4 em 4 meses, devido aos riscos inerentes de poluição aquática, pelas consequências já citadas das obras no Píer de Apoio e Pré-embarque Marítimo. Já durante a fase de operação, o monitoramento pode ser mais espaçado temporalmente, com o levantamento devendo ser realizado de 6 em 6 meses, avaliando adequadamente a qualidade da água nos ambientes costeiros. Para o fim da etapa de monitoramento aconselha-se após dois estudos semestrais de amostragens de campo, observando-se a qualidade da água. Cada estudo deve ser disc utido com os resultados do estudo anterior, devendo este já estar finalizado e revisado pela contratante. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo A contratante deverá ser a Programa de Controle e Monitoramento 8.2 responsável direta pelo Pág. 115/179 programa de monitoramento, avaliando criteriosamente os resultados encontrados e propondo correções e análises devidas. Está a cargo da contratante o critério de escolha da equipe executora, podendo contratar especialistas técnicos para o levantamento de campo e análise dos resultados, cobrando a entrega final dos estudos no período máximo de 4 (quatro) meses durante a fase de implantação da obra, e de 6 (seis) meses durante a fase de operação. Programa 10: Resgate de Fauna Componente ambiental afetado: Fauna terrestre Fase do empreendimento em que será implementado: Implantação Caráter: Preventivo Agente executor: O resgate de fauna deverá ser executado por especialistas nos diferentes componentes da fauna, por meio de contratação de empresas prestadoras de serviços na área ambiental. Cronograma de execução: O resgate deverá ser iniciado antes da sup ressão da vegetação e continuar até o final do processo de terraplanagem. Malha amostral: O resgate deverá ser realizado nas áreas onde houver supressão de vegetação. Métodos de coleta: Deverão ser utilizados apetrechos apropriados para captura dos diferentes componentes da fauna, como laços, ganchos e puçás. Os animais capturados deverão ser colocado em caixas específicas. Detalhamento técnico: Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 116/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo O objetivo do Programa de Resgate de Fauna é o acompanhamento das atividades de supressão da vegetação na etapa de instalação do empreendimento e a execução de captura e destinação da fauna. A perda de hábitats e recursos pela supressão florestal preconizam ações de reconhecimento, resgate e destinação de componentes da fauna terrestre, especialmente aqueles que não conseguiriam se deslocar em um curto espaço de tempo. Além de possuir um caráter de “salvamento” de indivíduos da fauna, este programa propicia também a amostragem de espécies não registradas anteriormente, possuindo interface direta com o programa de monitoramento. Esse programa deverá ocorrer previamente e simultaneamente à supressão de vegetação, e ser conduzido em conjunto com o programa de controle de supressão de vegetação e resgate de flora. Programa 11: Controle de Supressão de Vegetação e Resgate de Flora Componente ambiental afetado: Flora Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação Caráter: ocorrem de forma preventiva e corretiva, cuja efetividade varia desde baixa à alta, em relação à ação impactante Agente executor: este programa deve ser executado pela Petrobrás, podendo ser firmada uma parceria para encaminhamento do material coletado ao viveiro florestal da Prefeitura e à viveiristas locais. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 117/179 Cronograma de execução das medidas: Deve obedecer as etapas de implantação do empreendimento, mais especificamente antes dos trabalhos de supressão da vegetação. Os maiores pontos de supressão de vegetação nativa relacionados à implantação do empreendimento estão localizados nas áreas adjacentes à estrada de acesso, próximo à Lagoa de Ubú. A planta do empreendimento visa o mínimo possível de supressão de vegetação nativa para minimização de impactos. A vegetação nativa existente na Retroárea será preservada, mantendo ilesas as APPs – Áreas de Preservação Permanente das nasce ntes e corpos d’água, salvo por pequenas supressões nas extremidades dos fragmentos florestais, visando apenas a melhor utilização da planta industrial. Serão suprimidos também, 2 (dois) pequenos fragmentos florestais isolados em meio à pastagem, que já se encontram alterados pela fragmentação. Na estrada de acesso encontra -se a maior área que será suprimida, objetivando a interligação entre a área de pré-embarque com a Retroárea. O ponto mais crítico deste percurso em relação à supressão encontra-se na área próxima à Lagoa de Ubú, onde existe atualmente vegetação secundária classificada como estágio inicial à médio de sucessão, de acordo com resultados apresentados no diagnóstico de flora (item 5.3.3), com efeito borda muito evidente pela fragmentação provocada pelo acesso existente e pelas atividades industriais do entorno. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 118/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo No pré-embarque, contíguo à Lagoa de Ubú em sua face sul e oeste, será preservada a formação nativa correspondente à APP da referida Lagoa, sendo que a supressão ocorrerá apenas nos limites centrais da área onde atualmente é dominado por espécies arbóreas isoladas, dentre nativas e exóticas, cuja área é classificada como vegetação secundária em estágio inicial de regeneração. O desmatamento desordenado, mesmo que ocorra em pequena escala e em fragmentos isolados, pode provocar alguma mudança no ecossistema afetado. O Programa de Controle de Supressão de Vegetação e Resgate de Flora está diretamente vinculado aos impactos previstos nos estudos realizados e terá como escopo descrever as situações que irão provocar a retirada da vegetação e orientar quanto aos procedimentos cabíveis necessários para a minimização dos impactos na flora local, resultantes da implantação do empreendimento, de forma preventiva e corretiva. O cronograma deste programa deve obedecer as etapas de implantação do empreendimento, mais especificamente antes dos trabalhos de supressão da vegetação. Terá como ponto inicial a abordagem de dois aspectos de extrema importância: os diagnósticos ambientais da área de influê ncia do empreendimento e os impactos e suas medidas mitigadoras, minimizando, de forma enfática, os conflitos previstos para um cenário futuro pós-implantação do empreendimento. O referido programa terá como principais objetivos: Minimizar os impactos diretos e indiretos, mesmo que ínfimos, no equilíbrio dinâmico da biota local oriundo da etapa de limpeza e desmatamento; Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 119/179 Orientar a supressão da vegetação visando o menor impacto à flora remanescente e, ainda promover o recolhimento de material vegetal para futura recomposição nas áreas a serem recuperadas; Interface com o Diagnóstico de flora (item 5.3.3), para definição dos estágios sucessionais que serão suprimidos, e do material que será resgatado; Interface com o Salvamento de Germoplasma, no sentido de obter o aproveitamento máximo de material de reprodução, das matrizes a serem suprimidas; Interface com o Programa de Salvamento da Fauna, quando das ações de desmatamento, otimizando a captura e salvando espécimes; Execução da supressão de vegetação, obedecendo aos preceitos legais. Anteriormente ao inicio dos serviços de corte de árvores e remoção de vegetação, deverá ser promovido o resgate de germoplasma dos componentes das formações vegetadas em cada uma das áreas de supressão indicadas no projeto. Esta etapa do programa inicia-se com um levantamento fitossociológico com suficiência amostral, buscando o conhecimento das áreas que serão suprimidas. A partir de então, tem-se os dados necessários para traçar diretrizes para a definição da metodologia a ser adotada. Os procedimentos relativos ao resgate do germoplasma devem ser feitos por especialistas e o material deverá ser tratado, acondicionado e conservado em ambiente adequado até o seu retorno a campo, nas áreas degradadas a serem recuperadas, na própria região. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 120/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo O resgate do germoplasma consistirá na coleta de material de propagação vegetativa das espécies de interesse, em virtude da importância ecológica dos indivíduos, cujo perfil foi estabelecido em levantamento fitossociológico e na realização do Diagnóstico de Flora, com a intenção de preservar a diversidade genética. A biodiversidade inclui a diversidade genética das espécies e os diversos processos ecológicos dos quais elas participam. A perda desse patrimônio decorrente de atividades antrópicas é, portanto, uma das principais causas da redução da qualidade ambiental em ecossistemas naturais. Assim, são necessárias medidas que contribuam para a diminuição da perda de variabilidade genética para execução de atividades que visem o salvamento de parte da biodiversidade vegetal das áreas a serem suprimidas. O resgate de germoplasma tem como principais objetivos: Minimizar a perda de genótipos de espécies identificadas como prioritárias para conservação (espécies raras, ameaçadas de extinção, endêmicas e as de primeira referência para a região). Coletar, armazenar e re-introduzir em área destinada à conservação permanente e/ou de recuperação ambiental, parcela significativa da comunidade de epífitas, herbáceas e arbóreas que forem detectadas na ADA do empreendimento. Garantir a efetividade do resgate da flora a partir do monitoramento das populações e indivíduos resgatados em todas as fases do resgate. Estas fases incluem a remoção do indivíduo resgatado da ADA do empreendimento, seu acondicionamento e sua re-introdução em área pré-concebida. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 121/179 Resgate de indivíduos adultos e plântulas da ADA. Resgate de sementes e frutos das espécies inseridas na ADA. Resgate de sementes e frutos das espécies inseridas nas áreas adjacentes a ADA. Subsidiar projetos de reconstituição de flora e recuperação de áreas degradadas. Criação de caminhos exclusivos para pedestre, orientando quanto ao deslocamento em áreas adjacentes a formações vegetacionais. Quanto aos indicadores serão utilizadas as espécies mais sensíveis como espécies ameaçadas de extinção e raras. Também devem ser selecionadas espécies arbóreas indicadores, levando em conta a riqueza e a diversidade de espécies arbóreas reconhecidas como raras ou raríssimas no estudo de impacto ambiental do empreendimento. As ações de resgate da flora e salvamento do germoplasma serão executadas ao longo do período das obras, iniciando-se com antecedência ao início das atividades de supressão. O período deve ser prolongando após o início da instalação das estruturas do empreendimento e durante a operação. Os impactos previstos para a implantação e operação do empreendimento, associados ao Controle de Supressão de Vegetação e Resgate de Flora, baseiam-se principalmente na perda de habitats, perda do banco de sementes e plântulas, exclusão de populações focais e perda de vegetação praiana e de restinga. As medidas relacionadas aos impactos supracitados e ao próprio programa concentram-se na criação ou preservação de áreas protegidas, em especial as áreas dentro da Estação Ecológica do Papagaio que encontram-se degradadas, resgate de flora e germoplasma, cujas diretrizes são apresentadas Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 122/179 neste Programa de Controle e Monitoramento 8.2 programa, inventário Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo da flora, que subsidiará os trabalhos de monitoramento de flora, educação ambiental, incluindo a criação de caminhos exclusivos para pedestres durante o período de obras e destinação de material coletado à viveiro florestal. Neste caso poderá ser firmada uma parceria para encaminhamento do material coletado ao viveiro florestal da Prefeitura e à viveiristas locais. Este programa deve ser vinculado aos Programas de Recuperação de Áreas Degradadas, Programa de Compensação Ambiental, Programa de Monitoramento de Biota Terrestre – Sub-programa de Monitoramento de Flora e Sub-programa de Monitoramento de Fauna Terrestre, Programa de Resgate da Fauna e Prevenção, Programa de Educação Ambiental e Controle de Processos Erosivos. Programa 12: Mitigação de Interferências Ocasionadas no Sistema Viário Componente ambiental afetado: Transporte ( transporte público (serviço), mobilidade/tráfego, acessibilidade e transito) Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação Caráter: preventivo com alta efetividade Agente executor: PETROBRAS e empresas contratadas para a execução das obras, com responsabilidade solidária Cronograma de execução das medidas: Deve ser continuado durante a fase de implantação Devido a intensificação do fluxo de veículos pesados para o transporte de carga, materiais e insumos necessários para implantação do empreendimento, Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 123/179 poderá comprometer as condições locais de acessibilidade e trafegabilidade durante a etapa de implantação. As interferências no sistema viário na área de entorno das obras deverá ser diminuída devido á implantação da via de acesso exclusiva e do viaduto sobre a Rodovia do Sol. O objetivo é evitar e mitigar impactos advindos de transporte de material e insumos para as obras a partir das seguintes ações: Planejar o uso das vias de acesso aos canteiros; Manter a comunidade local ciente sobre o uso das vias; Manter as condições de tráfego das vias; Manter a segurança das vias para pedestres, usuários e meio ambiente; Semestralmente, ou quando necessário, será elaborado e encaminhado o plano de transporte para trajetos extremos, a ser aprovado pela autoridade de trânsito local apontando para informações como: Tipo de carga; Principais horários; Quantidade de veículos por unidade de tempo; Proposta de sinalização; Proposta de redutores de velocidade. O planejamento observará o mínimo de distúrbios às comunidades, considerando que: O transporte de material pesado para os canteiros será realizado, preferencialmente, fora do horário de pico; Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 124/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Não é previsto o estabelecimento de pontos de cargas e descargas nas vias de acesso. No caso de necessidade desta atividade, os pontos serão apresentados em projeto devidamente aprovado; Não é prevista a interrupção parcial ou total das vias, de modo que está assegurado o acesso a todas as propriedades nas áreas dependentes dos trechos utilizados. No caso de eventualidade onde ocorra necessidade de interrupção, serão previstas alternativas de acesso bem como será realizada uma campanha de comunicação social local intensa, avisando data, local e horário da interrupção; As autoridades locais deverão ser avisadas quanto aos planejamentos de trajetos externos à obra, sendo que qualquer mudança no plano será avisada com antecedência mínima de três dias. Periodicamente, deverá ser preparado material informativo a ser encaminhado à comunidade local, dando ciência sobre o plano de mitigação e interferências no sistema viário durante o período de implantação do empreendimento. Antes do início da instalação dos canteiros, deverá ser realizada uma vistoria prévia e manutenção nos trechos, em especial nos trechos compartilhados com a comunidade. Serão realizadas manutenções periódicas nas vias de acesso. Qualquer dano causado pelo tráfego de pessoal, veículos, etc; às vias e outros recursos existentes deverão ser reparados pelo empreendedor. As vias de acesso serão objeto de monitoramento de processos erosivos. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 125/179 Todos os trechos de vias públicas utilizadas pelo empreendimento na fase de implantação será devidamente sinalizado de acordo com a etapa da obra; Nas proximidades de área de passagem de pedestres, ou próximo às paradas de ônibus, deverá ser instalado redutor de velocidade; Todos os locais sujeitos ao acesso de veículos serão sinalizados, garantindo os bloqueios ao tráfego onde necessário e a segurança de passantes; As velocidades máximas admissíveis serão adequadas às áreas atravessadas, de modo a evitar acidentes de qualquer tipo com pessoal envolvido ou não nas obras; Não deverá ser permitida operação de carga e descarga ou de paradas de veículos ao longo das vias. No caso de pane no veículo, deve ser providenciado, com máxima presteza, o transbordo do material e do veículo, para prosseguimento da viagem; Os veículos serão mantidos em bom estado de conservação de forma que se garantam as condições de segurança de seus ocupantes e das cargas, evitando transtornos decorrentes de quebras e enguiços durante sua utilização. Especial atenção será dada a manutenção dos sistemas de freios, direção e injeção de combustível; Não deverá ser permitida operação de veículos com sistema de abafamento de ruídos ou sistemas de lacre danificados ou com emissões gasosas acima dos padrões regulamentados; Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 126/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo A emissão de poluentes ou ruídos deverá observar os limites previstos na legislação vigente; Todos os veículos próprios, fretados e contratados para utilização na obra, deverão apresentar pintura ou adesivo identificando-os claramente como pertencentes à obra ou a seu serviço; Programa 13: Prevenção e Controle de Processos Erosivos Componente ambiental afetado: Qualidade da Água; Paisagem (Geologia e Geomorfologia); Qualidade do Solo Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação Caráter: preventivo com alta efetividade Agente executor: este programa deve ser executado pela PETROBRAS, solidariamente com as empresa contratada para a execução das obras Cronograma de execução das medidas: O cronograma deste programa deve obedecer as etapas de implantação, concentrado na etapa de terraplenagem. Para a implantação do empreendimento haverá a necessidade de supressão de vegetação, movimentação de terra, execução de cortes e aterros e aberturas de vias de acesso e circulação. Estas atividades expõem os solos e favorece a ação dos processos erosivos que, por sua vez, causam a perda das camadas superficiais do solo, o aumento no aporte de sedimentos para corpos d’água e até prejuízos ao próprio empreendimento. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 127/179 O objetivo deste programa é apresentar diretrizes para a prevenção e controle dos processos erosivos oriundos das operações inerentes ao empreendimento. O controle preventivo dos processos erosivos relacionados ao empreendimento deve ser conduzido pelo empreendedor, tendo como base as seguintes diretrizes: Proteção vegetal: recobrimento com vegetação adaptada as condições ambientais regionais de todos os sítios que apresentarem solo exposto sujeito a concentração de águas, tais como taludes de cortes e aterros, saídas de drenagens artificiais e caminhos de serviços. As margens dos cursos d’água diretamente afetados pelo empreendimento devem receber atenção especial na preservação e/ou recuperação da sua mata ciliar, a fim de prevenir a erosão marginal e o assoreamento desses corpos d’água; Implementação de elementos mitigadores: implantação de um eficiente sistema de drenagem que vise a captação, condução e dissipação das águas superficiais. Estudos e ações para a implementação desses elementos deve constar no plano de drenagem do empreendimento; Cadastro e recuperação de feições erosivas: deve ser realizado o cadastro e a recuperação das feições erosivas na área do empreendimento e seu entorno. A recuperação pode ser realizada a partir de técnicas de engenharia (feição erosiva em estágio avançado) ou por técnica de reflorestamento e estabilização dos processos erosivos (feição erosiva em estágio inicial). Sugere-se também o Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 128/179 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo monitoramento das feições erosivas recuperadas e/ou estabilizadas até que se observe a sua inatividade. Com a aplicação desse programa espera-se uma série de benefícios, como a proteção do solo frente aos eventos pluviais, conservação dos cortes e aterros, diminuição no aporte de sedimentos para os corpos d’água, controle da erosão marginal dos corpos d’água e melhoria na qualidade paisagística. Programa 14: Gerenciamento de Alojamento Componente ambiental afetado: Dinâmica urbana e logística industrial (pressão sobre a infra-estrutura existente, habitação relação de vizinhança(ruído e vibração) Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação Caráter: preventivo com alta efetividade Agente executor: PETROBRAS e empresas contratadas para a execução das obras, com responsabilidade solidária. Deve também haver parceria com as prefeituras municipais regionais. Cronograma de execução das medidas: Deve ser continuado durante a fase de implantação. Este Programa visa principalmente à adaptação do cotidiano do alojamento de trabalhadores com a rotina da dinâmica urbana regional, procurando integrar o grupo de trabalhadores imigrantes temporários para Anchieta e cidades do entorno às relações cotidianas dos moradores. Procura, portanto, integrar ações que atuam no meio socioeconômico, relativos a elementos de dinâmica urbana e Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 129/179 populacional. Esta integração passa por medidas de controle de aspectos sanitários e por medidas educacionais voltadas para os trabalhadores e também de medidas de controle voltadas para os empregadores. Outros programas deverão trabalhar de forma integrada com este, especialmente os relativos ao Grupo de Programas de Comunicação Integrada, contribuindo para as diversas formas de alojamento que poderão ocorrer, seja em edificações novas construídas especificamente para esta intervenção, seja nos diversos estabelecimentos de hospedagem existentes na região. Outro componente importante deste programa será a integração da normatização de vigilância sanitária e de SMS desde a publicação de editais de contratação de obras, atribuindo esta obrigação inclusive para eventuais terceiros que venham a ser subcontratados para esta intervenção. Para isso, a PETROBRAS deverá utilizar a normatização já praticada e de forma integrada com seus agentes de SMS, especialmente aqueles que participam deste processo de EIA e procurar aperfeiçoar e personalizar esta normatização para o caso específico da Base Portuária. As principais medidas relacionadas a este programa são: ações de educação ambiental para os trabalhadores, ações de educação voltadas para SMS, ações de comunicação social e ações de controle e fiscalização, dentro do escopo contratual. Este programa deverá perdurar durante toda a fase de implantação do empreendimento e terá como parceiros as prefeituras locais, a área de especificação técnica de contratações da PETROBRAS e as empresas contratadas para a execução das obras. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 130/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa 15: Capacitação de Mão de Obra Componente ambiental afetado: Dinâmica populacional (municipal regional/ geração de emprego/mão-de-obra) Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação Caráter: preventivo com alta efetividade Agente executor: PETROBRAS e empresas contratadas para a execução das obras, com responsabilidade solidária. Cronograma de execução das medidas: Deve ser continuado durante a fase de implantação. Este programa estará direcionado para os trabalhadores diretamente envolvidos com as obras de implantação da Base Portuária, visando principalmente que estes possam através de um processo de qualificação técnica específica e também de educação como um todo alterar seu padrão de qualificação, podendo resultar em um processo continuado de qualificação de pessoal morador da região e também trabalhadores contratados de outras localidades. As principais medidas relacionadas a este programa são: ações de educação ambiental para os trabalhadores, ações de educação voltadas para SMS e aplicação de cursos específicos de qualificação profissional através da formação de parcerias com instituições especializadas. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 131/179 Para este programa a PETROBRAS terá como parceiros instituições técnicas especializadas em formação de mão de obra e as empresas contratadas para a execução das obras. Programa 16: Recuperação de áreas Degradadas Componente ambiental afetado: Flora, Fauna terrestre, Paisagem (Geologia e Geomorfologia) e Qualidade do Solo. Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação e operação do empreendimento Caráter: ocorrem de forma preventiva e corretiva, cuja efetividade varia desde baixa à alta, em relação à ação impactante Agente executor: Deve ser executado pela Petrobrás, com parceria aos demais programas ambientais, Cronograma de execução das medidas: o referido programa deve obedecer as fases de implantação e operação do empreendimento. A paisagem na área destinada à implantação do empreendime nto apresentase descaracterizada, devido, principalmente, à substituição da cobertura florestal original por pastagens e a introdução de plantios comerciais. Conforme apresentado no Programa de Controle de Supressão de Vegetação e Resgate de Flora, a área destinada à implantação do empreendimento caracteriza-se pelos fragmentos florestais remanescentes que serão preservados e pela pequena área a ser suprimida. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 132/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo O Programa de Recuperação de Áreas Degradadas deve ser iniciado desde a implantação desenvolvidas do empreendimento pelos demais devido programas à interface relacionados, com as como atividades resgate de germoplasma e paisagismo. Tem como objetivos definir diretrizes e ações corretivas e preventivas, por meio de técnicas efetivas de recuperação necessárias à recomposição e reabilitação das áreas degradadas pela implantação do empreendimento, apresentando as técnicas e metodologias a serem utilizadas, de acordo com plano definido para o uso do solo, bem como identificar, analisar e recomendar a adoção de medidas preventivas e recuperadoras de proteção ao meio ambiente e que assegurem a execução adequada das obras de implantação do empreendimento. Deve ser aplicado nas áreas que compreendem àquelas utilizadas para instalações industriais, áreas de apoio à obra e estrada de acesso. O Programa deverá, ainda, promover a adequada recuperação das áreas de estudo de forma a: Promover a recuperação de taludes de corte e aterro, a fim de, juntamente com o sistema de drenagem, prevenir os processos erosivos. Deve ainda promover a restauração ou a recuperação florestal, se possível, das áreas destinadas às estruturas de apoio à construção, como canteiros de obras; Promover a restauração ou a recuperação florestal, se possível, das áreas destinadas ao Projeto Paisagístico e estrada de acesso através de introdução de espécies arbóreas nativas regionais; Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 133/179 Recuperar as áreas alteradas em decorrências de obras, supressão da vegetação, exposição da superfície pelas atividades de implantação do empreendimento e taludes de corte e aterro. As áreas diretamente afetadas pela implantação do empreendimento necessitam de atividades e medidas mitigadoras, direcionadas à recuperação ou restauração da paisagem. Devem ser utilizadas metodologias que garantam a recuperação e restauração das coberturas vegetais. As áreas alvo de recuperação e restauração estarão sujeitas aos procedimentos adequados, contemplando a construção de sistemas drenantes, reutilização de solo de decapeamento estocado e práticas de cultivo e manejo de gramíneas para pastagem, que viabilizem a recuperação das áreas de taludes. Deverão se metas deste programa: Recuperar os taludes de corte e aterro com gramíneas e espécies leguminosas; O aproveitamento de solo orgânico e materiais vegetais estocados após a supressão da vegetação. Restaurar as áreas apresentadas no Projeto Paisagístico e estrada de acesso; Efetuar o plantio de espécies arbóreas nativas regionais; Promover o Projeto Paisagístico Funcional através de ilhas de vegetação; Avaliar a possibilidade de utilização do material coletado durante as atividades de resgate de germoplasma, conforme Programa de Controle de Supressão de Vegetação e Resgate de Flora; Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 134/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Redução de processos erosivos e do carreamento de carga sólida pelas chuvas para os cursos d’água, o que resultará em melhoria da qualidade das águas superficiais, tanto nos aterros necessários para implantação dos taludes, quanto nas áreas utilizadas para apoio da obra. O PRAD deve também possibilitar a conectividade de ilhas de vegetação, com técnica ou metodologia conhecida como “trampolim ecológico”. Esta promove a consolidação de ilhas que facilitam o deslocamento da fauna e possibilita o aumento do fluxo gênico entre os fragmentos e os indivíduos neles inseridos. As atividades de recuperação de áreas através de plantio de espécies arbóreas nativas regionais deverá ser integrado ao Projeto Paisagístico das áreas do empreendimento, além da estrada de acesso que ligará a Retroárea e o Préembarque terrestre. Além desta integração ao Paisagismo, o material coletado no resgate de germoplasma, apresentado no Programa de Controle de Supressão de Vegetação e Resgate de Flora, poderá ser utilizado para compor o PRAD, através da introdução de mudas coletadas na região de influência. Este programa deve ser vinculado ao Programa de Compensação Ambiental, Programa de Monitoramento de Biota Terrestre – Sub-programa de Monitoramento de Flora e Sub-programa de Monitoramento de Fauna Terrestre e Programa de Prevenção e Controle de Processos Erosivos. Sub-programa 16.1: Projeto de Integração Paisagística O projeto paisagístico tem por objetivo geral apresentar orientações e metodologia para a implantação do Projeto Paisagístico na Retroárea, Área de Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pré-Embarque Terrestre e Pré-Embarque Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Marítimo, Anel Pág. 135/179 Logístico, Estacionamento, Terminal Portuário e Ilha de Atracação do empreendimento portuário. Apresenta dois grandes objetivos específicos, apresentar condições para a implantação de cerca viva (cortinas verdes) nos limites do empreendimento e formar e apresentar conceitos doutrinários para subsidiar o desenvolvimento do Projeto Paisagístico, com relação aos valores culturais e ambientais, aplicando os conhecimentos e diretrizes de normas técnicas. O projeto em questão está apresentado detalhadamente em Anexo. Programa 17: Controle da Poluição na Movimentação de Cargas e Operação Portuária Componente ambiental afetado: Atividades produtivas; comunidades tradicionais; Dinâmica populacional; Dinâmica urbana e logística industrial; Lazer e turismo; Serviços públicos essenciais; Qualidade da Água, Qualidade do Ar, Qualidade dos sedimentos limnicos, Qualidade dos sedimentos marinhos; Biota aquática límnica; Biota aquática marinha; Fauna terrestre; Quelônios Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Operação Caráter: preventivo com alta efetividade Agente executor: PETROBRAS e empresas contratadas para a operação das obras, com responsabilidade solidária. Cronograma de execução das medidas: Deve ser continuado durante a fase de operação. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 136/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Este programa está voltado para a fase de operação do empreendimento e tem como foco a principal atividade que será exercida na base que é a logística em seu componente de transporte. O controle da poluição será exercido através do monitoramento constante dos veículos e embarcações que operam na Base bem como dos equipamentos de movimentação interna para transporte de mercadorias que operarão nos três sítios do empreendimento. O fluxo de veículos pesados, destinados para a movimentação de produtos e insumos para as operações offshore e também de rejeitos diversos originados nas bases oceânicas para o processamento na Base deverá alterar a demanda pelo sistema viário regional, com intensificação nas áreas de entorno dos sítios de produção. Um segundo vetor deste programa estará no apoio á conservação, manutenção e sinalização do sistema viário, especialmente no trajeto desde a BR 101, no trevo de acesso à Ubu, em Jabaquara até a Retroárea na Estrada do Limão. Este vetor poderá ser complementado pelo apoio a ações estratégicas para melhoria no sistema viário regional, bem como nos serviços de transporte coletivo, que serão tratados de forma integrada à este programa dentro do Grupo de Programas de Apoio às Ações de Responsabilidade Social. O objetivo operacional é comum ao processo de implantação, ou seja, evitar e mitigar impactos advindos do aumento do fluxo de transporte: Planejar o uso das vias de acesso aos sítios de produção, especialmente à Retoárea Manter a comunidade local ciente sobre o uso das vias; Manter as condições de tráfego das vias; Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 137/179 Manter a segurança das vias para pedestres, usuários e meio ambiente; Os veículos serão mantidos em bom estado de conservação de forma que se garantam as condições de segurança de seus ocupantes e das cargas, evitando transtornos decorrentes de quebras e enguiços durante sua utilização. Especial atenção será dada a manutenção dos sistemas de freios, direção e injeção de combustível; Não deverá ser permitida operação de veículos com sistema de abafamento de ruídos ou sistemas de lacre danificados ou com emissões gasosas acima dos padrões regulamentados; A emissão de poluentes ou ruídos deverá observar os limites previstos na legislação vigente; Todos os veículos próprios, fretados e contratados para utilização na operação, deverão apresentar pintura ou adesivo identificando-os claramente como pertencentes aos serviços logísticos da Base. As autoridades locais deverão ser avisadas quanto ao eventual planejamentos de trajetos externos ao comumente utilizado (especialmente no percurso entre a Retroárea e o Pré-embarque terrestre Periodicamente deverá ser preparado material informativo a ser encaminhado à comunidade local, dando ciência sobre o plano de mitigação e interferências no sistema viário nas operações da base. O padrão de controle de poluição na operação do empreendimento atenderá a normatização interna corporativa da PETROBRAS, adaptada para a realidade de Ubú. Estes procedimentos deverão ser sistematizadas em um manual de operação e prevenção de riscos. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 138/179 8.2.1.3 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Grupo de Programas de Gestão de Áreas Costeiras (PGC) Este conjunto de programas foi pensado de forma integrada, tendo em vista ser a Base um empreendimento portuário, portanto com maiores interferências no meio marinho e na costa. Pretende-se que o gerenciamento integrado de programas com características distintas, porém incidentes sobre um mesmo território permita a sinergia entre eles, mantendo-se a qualidade ambiental voltada para a comunidade como um todo, destacando-se a comunidade tradicional pesqueira e os usuários deste espaço para turismo e lazer. Para isso, será fundamental garantir o controle de possíveis processos erosivos que venham a ocorrer devido a construção do quebra-mar e também a integridade da fauna aquática na região, especialmente dos quelônios. Programa 18: Monitoramento de Morfologia Praial Componente ambiental afetado: Dinâmica costeira Fase do empreendimento que deverá ser implementado: Fase de implantação e operação Caráter: preventivo e efetividade alta. Agente executor: PETROBRAS, com possível parceria com demais empresas. Cronograma de execução: Fase de implantação (bimestral) e operação (semestral). O programa de monitoramento de morfologia praial, como parte integrante do grupo de programas de gestão de áreas costeiras (PGC), é um programa de Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 139/179 caráter mitigador e fundamental para avaliar os impactos costeiros inerentes às obras de construção do Pré-embarque Marítimo e providenciar as intervenções físicas necessárias para mitigar estes impactos. Segundo o diagnóstico ambiental levantado para a região de Anchieta, a praia do Além será o ambiente mais degradado com a implantação da Base Portuária, com fortes processos de erosão e acresção costeira, comprometendo até o setor viário local. A fim de avaliar esses impactos espaço-temporalmente, foi proposto o programa de monitoramento de morfologia praial, o qual consiste basicamente no levantamento de perfis planialtimétricos e análise granulométrica de sedimentos superficiais. As alterações hidrodinâmicas, principalmente a direção e altura da incidência de ondas na costa, é o fator principal para as alterações morfológicas. A principal característica observada ao longo do processo de alteração morfodinâmica é a transformação do perfil praial, no qual a praia torna -se mais íngreme, com a remoção do berma inferior e maior desenvolvimento do berma superior, além do perfil tornar-se mais curto em extensão. Esse processo é característico em locais de erosão costeira, como o que será desenvolvido na porção sul da praia do Além. Na porção norte, onde se espera o processo de acresção e engordamento natural, ocorrerá o maior desenvolvimento do berma inferior e inclinação mais suave do perfil praial. Em ambos os casos a confirmação do estado morfodinâmico será dada com a análise granulométrica, onde geralmente encontram-se sedimentos mais grosseiros em áreas de erosão, e sedimentos de granulometria média e fina predominante em locais de acresção. O objetivo geral é monitorar a estabilidade da linha de costa e os efeitos da mitigação costeira proposta, analisando principalmente se processos de erosão e/ou acresção costeira estarão presente sazonalmente. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 140/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Como objetivos específicos temos: Observar se as medidas mitigadoras estarão proporcionando estabilidade costeira para a praia do Além. Identificar processos erosivos e/ou de acresção costeira. Analisar se os resultados granulométricos estarão condizentes com os perfis planialtimétricos levantados. As principais considerações que devem ser avaliadas no programa de monitoramento são seus aspectos espaço-temporal de levantamento de dados, considerando a construção do Píer de Apoio, o qual representará uma das medidas de proteção costeira. Deste modo, o início do monitoramento deverá ser feito com uma semana de antecedência do início das obras de implantação do empreendimento na faixa costeira, com a construção do pier de apoio, representando uma medição controle do estado natural da praia logo antes da execução das obras. Durante esta fase, o monitoramento deve seguir o cronograma de obras, com levantamentos planialtimétricos e análise granulométrica dos sedimentos em períodos de 2 em 2 meses, a partir do primeiro levantamento, acompanhando de modo preciso todas as alterações que estiverem ocorrendo na praia do Além, mesmo que seja paralelamente às obras de intervenção na faixa de areia. Após o término das obras de construção do píer de apoio e construção do Pré-embarque Marítimo, o monitoramento do estado morfológico deverá ser realizado em períodos de 6 em 6 meses, observando a estabilidade do equilíbrio costeiro em relação à orientação da linha de costa e ausência de processos de erosão e acresção natural. Recomenda-se que esse período semestral abranja os períodos secos e chuvosos para a região de Anchieta, preferencialmente os meses de agosto/setembro e dezembro/janeiro, Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 141/179 respectivamente, para, desta forma, as análises serem completas em dois períodos extremos. Ressalta-se que todos os estudos de monitoramento devam estar finalizados até o início da campanha seguinte, para que as análises ocorram continuamente. O fim do período de monitoramento se dará quando os perfis praiais semestrais mostrarem estabilidade da faixa costeira, não demostrando riscos de erosão e/ou acresção, obedecendo ao fato de que devem ser feitos no mínimo 4 (quatro) levantamos semestrais. Deverão ser levantados 8 (oito) perfis planialtimétricos ao longo da praia do Além, três na célula ao sul e três na célula central, e mais dois na célula praial mais ao norte, como mostram as linhas em vermelho da Figura 8.2.1.3-1, obedecendo localizações próximas ao empreendimento. Independente das atividades de engenharia, como a própria construtibilidade, aterro hidráulico e dragagem, o monitoramento deverá ser contínuo, analisando se as intervenções artificiais de proteção da costa estão realmente tendo efeitos, podendo comprovar os resultados de modelagem numérica hidrodinâmica feita na região. As análises granulométricas devem ser realizadas em amostras coletadas espacialmente ao longo dos perfis, preferencialmente a cada 2 metros partindo do berma superior, até a cota de -1.5m, já debaixo d’água. O levantamento de dados deverá ser feito com o mesmo critério embasado no estudo de morfologia praial da praia do Além presente no diagnóstico ambiental. Os perfis planialtimétricos deverão utilizar um Nível Topográfico e GPS (Global Position System), além de um marco oficial de referencia, para o qual durante o diagnóstico foi utilizado o MG01. As seções devem ser devidamente niveladas a poligonal de apoio, enquanto as coordenadas das estacas devem ser referidas ao Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 142/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Datum WGS-84 e as cotas altimétricas referidas ao Nível de Redução (NR) do IBGE para a área. Para as análises granulométricas, as amostras devem ser secas em estufa elétrica regulada para 1100ºC, sendo cada amostra posteriormente submetida ao processo de destorroamento, homogeneização e quarteamento. Além da estufa, deverá ser utilização uma balança eletrônica de precisão, um jogo de peneiras e vidraria com produtos químicos diversos. As peneiras servirão para separar as amostras por classes granulométricas, pesando cada fração com o auxílio da balança. Segundo a Americam Society for Testing and Materiais – ASTM, deverão ser retiradas as peneiras 5, 10, 18, 35, 60, 120 e 230, onde serão definidas as partículas mais grosseiras do sedimento, bem como a fração passada na peneira de nº 230 (0,0625mm), composta por finos (silte e argila). A contratante deverá ser a responsável direta pelo programa de monitoramento, avaliando criteriosamente os resultados encontrados e propondo correções e análises devidas. Está a cargo da contratante o critério de escolha da equipe executora, podendo contratar especialistas técnicos para o levantamento de campo e análise dos resultados, cobrando a entrega final dos estudos no período máximo de 2 (dois) meses durante a fase de implantação da obra, e de 6 (seis) meses durante a fase de operação. O monitoramento praial deverá indicar os momentos de marco para a possível execução das obras mitigadoras para os impactos previstos na praia do Além. Para isso a PETROBRAS deverá ter contratado ou a pronta contratação das obras do segundo enrocamento previsto para a estabilidade da praia e para o engordamento de praia. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 143/179 Para a realização do engordamento, será necessário o licenciamento ambiental prévio da dragagem da área de empréstimo.. A concatenação de ações de monitoramento e a realização de obras de mitigação será a parte mais importante na realização deste programa, que se estenderá pela fase de implantação desde o início das intervenções do quebra-mar na praia e deverá se estender até que o monitoramento comprove a estabilização da praia do Além na nova situação, com o porto offshore implantado. Apontamos abaixo as principais ações de monitoramento e realização de obras de mitigação a serem integradas, na ordem preliminarmente definida: - Início do monitoramento do perfil praial. - Detalhamento do projeto das intervenções físicas de mitigação do impacto na praia do Além. - Licenciamento ambiental da área de empréstimo para extração de areia - Construção do pier de apoio, caracterizado como elemento mitigador do impacto na configuração da praia do Além. - Contratação dos serviços de construção do segundo enrocamento na praia e das obras de engordamento praial. - Execução de etapas das obras de mitigação desde que apontadas como necessárias no monitoramento da praia do Além. - Finalização das obras do quebra-mar do porto offshore - Execução de etapas das obras de mitigação desde que apontadas como necessárias no monitoramento da praia do Além. - Finalização do monitoramento, quando observada a estabilização da praia do Além. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 144/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Figura 8.2.1.3-1: Localiz ação aproximada dos perfis planialtimétricos que deverão ser realizados para o monit orament o da morfologia praial ao longo da praia do Além. Programa 19: Qualificação Urbanística do Espaço do Píer de Apoio Componente ambiental afetado: Dinâmica urbana e logística industrial (pressão sobre a infra-estrutura existente, habitação relação de vizinhança(ruído e vibração) Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação e Operação Caráter: corretivo com alta efetividade Agente executor: PETROBRAS, Prefeitura Municipal de Anchieta organizações da sociedade civil local Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 e Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 145/179 Cronograma de execução das medidas: Deve ser iniciado na fase de implantação com a definição do programa de uso do espaço, realização de projetos técnicos e licenças necessárias para a execução das obras, além da obtenção do financiamento para tal. A execução da intervenção será durante a etapa de operação. A mitigação do provável impacto costeiro, devido a construção da ilha artificial em frente à Praia do Além, será realizada pela construção de uma estrutura de atracação que terá utilidade no apoio à construção da própria ilha. Esta construção, com configuração transversal à Praia do Além, possuindo patamar que possibilita o acesso em toda a sua extensão e um cais com aproximadamente 100m de extensão e calado aproximado de cinco metros em sua extremidade, apresenta-se como uma oportunidade para desenvolvimento de atividades sociais e econômicas atualmente presentes na região. Reforça esta afirmativa o fato de este pier de apoio ser fundamental para a fase de implantação e praticamente não ter utilidade na fase de operação havendo, portanto a disponibilidade de utilização pública deste espaço. Para potencializar esta possibilidade, este programa propõe a instalação de um processo participativo que vise à definição de um programa de uso e de um projeto urbanístico de qualificação da área construída e seu entorno imediato, criando-se assim uma estrutura de interesse para a comunidade local. A comunidade pesqueira local poderá ter neste pier uma estrutura de apoio para a carga e descarga de suas embarcações, reivindicação observada neste estudo. As atividades turísticas poderão dispor de uma estrutura de apoio, para ancoradouro de embarcações de passeio, ponto de apoio logístico para roteiros Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 146/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo de turismo regional, pesca esportiva e mesmo como mirante, entre outros usos possíveis a serem definidos publicamente. Esta intervenção deverá ser composta primeiramente pela formalização de um instrumento jurídico entre a Prefeitura de Anchieta e a PETROBRAS e outros órgãos que se considerem como intervenientes. Este documento legal visará principalmente a realização conjunta de um processo de consultas públicas para a definição do programa de uso; a realização por parte da PETROBRAS de um projeto urbanístico que atenda ao programa definido, além de projetos complementares e o processo de licenciamento necessário para a implantação da intervenção urbanística. Para a efetiva implantação das obras relativas a este projeto, a PETROBRAS e a Prefeitura poderão definir no termo de convênio as possíveis formas de financiamento e as responsabilidades relativas ao processo construtivo, partindose de princípios de participação conjunta e integrada na efetivação deste empreendimento. As principais medidas relacionadas a este programa são: apoio a ações de comunicação social, apoio a conselhos municipais e organizações da sociedade civil, execução do conjunto de estudos e projetos técnicos para a intervenção proposta, apoio a obtenção do financiamento para execução da intervenção. Este programa deverá ser iniciado na fase de implantação do empreendimento e concluído durante as operações. Terá como parceiro principal a Prefeitura de Anchieta e também poderá contar com parcerias de outras instituições públicas e privadas. Programa 20: Apoio ao Turismo Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 147/179 Componente ambiental afetado: Dinâmica urbana e logística industrial (pressão sobre a infra-estrutura existente, habitação relação de vizinhança (ruído e vibração) Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação e Operação Caráter: preventivo com média efetividade Agente executor: PETROBRAS, prefeituras da região e organizações da sociedade civil setorial Cronograma de execução das medidas: Deve ser iniciado na fase de implantação e continuar na operação, As atividades relacionadas ao turismo poderão passar por um processo de transformação que acompanhará a alteração da dinâmica urbana e populacional, principalmente com aumento do turismo de negócios (que acompanhará novas atividades como a implantação e operação da Base) e provavelmente com alteração no atual turismo de veraneio visto que a nova rotina urbana regional perderá parte de suas características de calma e tranqüilidade e talvez até venha a ser dinamizado tendo em vista a maior quantidade de população circulando rotineiramente na região. Este programa procurará integrar esta nova dinâmica aos agentes turísticos tradicionais da região e, se necessário, atrair novos agentes com a proposição de parcerias para a hospedagem, alimentação e mobilidade de pessoal que frequentará a Base, por exemplo. Procurará também por ações de parceria com o Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 148/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo poder público e com a sociedade civil organizada promover a qualificação deste setor da economia. As principais medidas relacionadas a este programa são: ações de apoio à dinamização de conselhos ligados ao setor público e organizações da sociedade civil do setor turístico, e apoio a parcerias que visem à realização de atividades promocionais do setor. Outro grupo de medidas importantes estará na comunicação social e aproximação com a sociedade, através da articulação de colaboradores internos para a participação em atividades voltadas para a responsabilidade social, especialmente a realização de fóruns internos que acompanhem as discussões deste setor da economia, como processos de conferências públicas e atuação em conselhos setoriais. Outros programas deverão estar integrados a este como o Grupo de Programas de Comunicação Social Integrada, Programa de Qua lificação do Porto de Apoio e também programas voltados para a qualidade ambiental e dinamização cultural. Este programa deverá ser iniciado na fase de implantação do empreendimento e poderá ter caráter permanente durante as operações da Base Portuária. Terá como parceiro principal a Prefeitura de Anchieta e outras da região, especialmente Guarapari pela dinamização local deste setor econômico e também poderá contar com parcerias de outras instituições públicas e privadas. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 149/179 Programa 21: Apoio ao Desenvolvimento de Comunidades Tradicionais de Pesca Componente ambiental afetado: Comunidade de pescadores (comunidade de recursos pesqueiros); Dinâmica urbana e logística industrial (pressão sobre a infra-estrutura existente, habitação relação de vizinhança(ruído e vibração); Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação e Operação Caráter: preventivo com média efetividade Agente executor: PETROBRAS, prefeituras da região e organizações da sociedade civil setorial Cronograma de execução das medidas: Deve ser iniciado na fase de implantação e continuar na operação, apoiando ações definidas pelas partes As atividades relacionadas às comunidades tradicionais do setor pesqueiro poderão ter sua dinâmica alterada devido à nova dinâmica urba na e populacional na região. Parte dos pescadores poderá ser atraído para novas atividades econômicas, poderá ocorrer a pressão do mercado imobiliário sobre suas moradias tradicionais, além da diminuição de área para pesca, principalmente no entorno da Base. Este programa visa reunir, de forma integrada, um conjunto de medidas mitigadoras visando a manutenção desta atividade tradicional na região e, potencializadoras, visando de forma mais ousada a ampliação desta. Para isso deverá procurar a integração com o poder público local e com as organizações Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 150/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo deste setor para definir em parceria como apoiar ações de dinamização da pesca local. Algumas medidas de caráter prático e direto poderão ser tomadas como a realização de parcerias para o consumo direto da produção de pescado regional pelos empreendedores nas fases de implantação e operação, além do incentivo a este consumo por parte dos colaboradores diretamente envolvidos nas atividades da Base Portuária. Programas em fase de experimentação ou de ações iniciais voltados para os pescadores da região, especialmente aqueles que já tem a participação da PETROBRAS, deverão ser incentivados. As principais medidas relacionadas a este programa são: ações de apoio à dinamização de conselhos ligados ao setor de pesca e organizações da sociedade civil do setor pesqueiro, e apoio a parcerias que visem à realização de atividades promocionais do setor. Outro grupo de medidas importantes estará na comunicação social e aproximação com a sociedade, através da dinamização de colaboradores internos para a participação em atividades voltadas para a responsabilidade social, especialmente a realização de fóruns internos que acompanhem as discussões deste setor da economia, como processos de conferências públicas e atuação em conselhos setoriais. Outros programas deverão estar integrados a este como o Grupo de Programas de Comunicação Social Integrada, Programa de Qualificação do Porto de Apoio e também programas voltados para a qualidade ambiental e dinamização cultural. Este programa deverá ser iniciado na fase de implantação do empreendimento e ter caráter permanente durante as operações da Base Portuária. Terá como parceiro principal a Prefeitura de Anchieta e outras da Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 151/179 região e também poderá contar com parcerias de outras instituições públicas e privadas. Para a parceria com a Prefeitura de Anchieta deverá ser dada atenção ao apoio e possível operacionalização comercial do Projeto de Maricultura da Espécie Beijupirá, que poderá atender especialmente aos pescadores artesanais que utilizam embarcações a remo, localizados em Ubu e Parati e que terão sua principal área de pesca ocupada pela zona de operação do empreendimento. Programa 22: Apoio ao Monitoramento de Quelônios na Praia do Além Componente ambiental afetado: Quelônios Fase do empreendimento que deverá ser implementado: Fase de implantação e operação. Caráter: preventivo e efetividade alta. Agente executor: PETROBRAS e instituição a ser apoiada por esta. Cronograma de execução: Contínuo a partir da fase de implantação. As tartarugas marinhas são um dos componentes do meio biótico impactados pelo empreendimento, possuindo sítios de desova e alimentação na área diretamente afetada e nas áreas de influência direta e indireta. O devido apoio ao monitoramento de quelônios na região servirá para intensificar as pesquisas de presença dos animais na região, além de garantir com maior qualidade sua preservação. O objetivo principal consiste em apoiar ações, já existentes na região, de monitoramento de adultos e ninhos das tartarugas marinhas, de modo que seja Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 152/179 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo possível quantificar os efeitos presumidos da instalação e operação do empreendimento sobre esses quelônios. Como objetivos específicos, este programa irá: Procurar trazer melhorias para a qualidade do monitoramento dos animais na região; Buscar soluções para o aumento do esforço de monitoramento de campo, caso seja necessário. Garantir que seja feita uma correta e precisa avaliação da presença de quelônios na praia do Além. Este programa deverá ser executado antes da implantação do empreendimento e deverá perdurar por tempo suficiente para que padrões de resposta da biota às interferências estejam consolidados. Este programa deverá trabalhar de forma integrada com programas de educação ambiental para os trabalhadores e para a comunidade, no sentido de se conscientizar sobre a necessidade de conservação desta e de outras espécies, e do ambiente marinho como um todo. Apresenta também relação direta com o programa de monitoramento da biota aquática e todos seus subprogramas. Programa 23: Monitoramento da Biota Aquática – bioindicadores e ecotoxicologia Componente ambiental afetado: Biota aquática marinha; Biota aquática límnica Fase do empreendimento que deverá ser implementado: Fase de implantação e operação. Caráter: preventivo e efetividade média. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 153/179 Agente executor: PETROBRAS, em parceria com demais empresas. Cronograma de execução: Contínuo a partir da fase de implantação. Para a biota empreendimento límnica, os impactos decorrentes da instalação do foram relacionados sempre a processos envolvendo o carreamento de sedimentos aos cursos d’água e aumento da turbidez da água das lagoas, com consequente diminuição da fotossíntese nesse meio. O monitoramento da biota límnica, apresenta interface com o programa de monitoramento da prevenção e controle de processos erosivos. Na fase de operação do empreendimento, foram identificados impactos potenciais na biota aquática causada por lançamento crônico de pequenas quantidades óleo na água e do derramamento de substâncias tóxicas por não conformidade na execução das operações (acidentes). Em ambos os casos, as ações de monitoramento e testes de toxicidade deverão ser conduzidos para se verificar contaminação da biota. Há o risco de introdução de espécies exóticas no ambiente marinho na fase de operação do empreendimento, tanto por água de lastro quanto por elementos da fauna bioincrustados nas embarcações, devendo o monitoramento contemplar os componentes dessa biota, particularmente no subprograma relacionado à malacofauna. Quelônios e cetáceos presentes nas áreas de influência do empreendimento poderão ser afetados diretamente pela operação do empreendimento devido ao abalroamento pelas embarcações. O monitoramento poderá incluir indícios de atropelamento entre os parâmetros de avaliação de mortandade destes animais. O objetivo deste programa será avaliar os efeitos decorrentes da implantação e operação do empreendimento sobre a biota aquática, abrangendo os principais Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 154/179 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo grupos da região, como por exemplo, os organismos bentônicos, a carcinofauna, malacofauna e ictiofauna. Como objetivos específicos, este programa irá: Avaliar os critérios biológicos como ocorrência, composição de espécies e abundância dos grupos de organismos no ambiente límnico e marinho. Identificar possíveis alterações nos padrões biológicos citados e suas prováveis causas. Assim como especificado para a biota terrestre, o monitoramento pode se dar em termos da avaliação da ocorrência, abundância, composição de espécies e/ou pela avaliação de características individuais dos componentes afetados. Deverão ser selecionados grupos focais dentro da biota aquática para a execução deste programa, alguns dos quais identificados na fase de diagnóstico do estudo de impacto. Além das espécies/grupos que respondem negativamente aos diferentes impactos (incluindo espécies ameaçadas), poderão ser empregadas aquelas que respondem positivamente, como “indicadores reversos” (incluindo espécies exóticas). Dentro da biota aquática marinha, três subprogramas serão referência para a condução do programa de monitoramento nesse meio: subprograma de monitoramento de ictiofauna, subprograma de monitoramento de cetáceos e quelônios e subprograma de monitoramento da carcinofauna e malacofauna. Esses subprogramas contem componentes importantes da biota marinha tanto do ponto de vista ecológico quanto econômico, e deverão ser executados de modo integrado. Todos os subprogramas tem potencial de interrelacionamento propiciado pela logística necessária à sua execução e pelo compartilhamento de muitas variáveis Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 155/179 de influência. Além da congruência interna, há grande potencial de interface dos subprogramas com diversos programas, como o monitoramento da água do mar, apoio ao monitoramento de quelônios (apresentado acima), controle de obras e apoio ao desenvolvimento de comunidades tradicionais de pesca. Um exemplo dessa integração poderá ocorrer através do monitoramento de um impacto normalmente tido como positivo: a colonização das novas estruturas pela fauna marinha após a implantação do empreendimento. Esse impacto deverá ser monitorado para sua caracterização adequada e possível potencialização e integração com outros programas. Na avaliação de impactos, foram identificadas na fase de implantação do empreendimento interferências sobre a biota aquática marinha relacionada particularmente à construção de estruturas: aterro do pré-embarque marítimo, passarela de acesso ao pré-embarque marítimo e píeres de atracação e quebramar para abrigar o Pré-embarque Marítimo. Essas diferentes ações poderão causar impactos diversos, desde a diminuição da fotossíntese por aumento de sedimentos em suspensão, afugentamento de fauna devido a emissão de ruídos, vibrações e luz até a mortalidade direta, devendo ser monitorada por meio de indicadores como os identificados no estudo de diagnóstico do meio biótico. Durante a fase de implantação o monitoramento pode ser feito quadrimestralmente, enquanto que na fase de operação poderá ser feito semestralmente. Possuindo um término quando ao menos 4 (quatro) estudos semestrais tiverem sido completados. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 156/179 8.2.1.4 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Grupo de Programas de Apoio a Ações de Responsabilidade Social (PRS) Estes programas que deverão acontecer de forma integrada visam principalmente a inserção da PETROBRAS enquanto instituição, como apoiadora na participação do cotidiano socioeconômico da região em que esta está implantando a Base Portuária. A principal razão para que a instituição se integre a este cotidiano está na provável alteração da dinâmica urbana e populacional que a dinamização das atividades produtivas provocará na região. Esta alteração deverá provocar impactos de crescimento urbano e o aumento da demanda por serviços públicos com riscos de desordenamento do crescimento urbano e piora no atendimento de serviços públicos à população. Para acompanhar este processo de alteração nestas dinâmicas e procurar intervir no sentido de que estas não provoquem impactos prejudiciais à sociedade e por consequência a própria qualidade da operacionalidade da Base Portuária, a PETROBRAS deverá procurar participar nos fóruns que acompanham as principais ações de planejamento e execução de ações que procuram implantar as infraestruturas e equipamentos urbanos e também a operacionalidade dos serviços urbanos. Este acompanhamento poderá ocorrer principalmente através da participação sistemática de agentes próximos da PETROBRAS em conselhos ligados ao setor público e a órgãos da sociedade civil organizada. Também a partir da articulação na própria empresa de processos participativos ligados aos diferentes setores da sociedade civil, acompanhando Mauro Scazufca a evolução das João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es principais Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 questões Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 157/179 socioeconômicas e ambientais da região. Esta participação sistemática poderá indicar ações para o apoio direto da PETROBRAS em parceria com outras instituições públicas ou privadas em projetos que tenham capacidade de estruturar o desenvolvimento regional, seja em questões setoriais seja territoriais. Este grupo de programas é formado por: Programa de Apoio à Estruturação de Ações de Planejamento Urbano e Regional; Programa der Apoio à Estruturação de Ações de Fiscalização; Programa de Apoio à Estruturação de Ações de Desenvolvimento Cultura. Estes programas poderão obter melhores resultados se houver a integração da PETROBRAS com outros grandes empreendedores que estão instalados ou em processo de instalação na região. Programa 24: Apoio à Estruturação de Ações de Planejamento Urbano e Regional Componente ambiental afetado: Saneamento básico integrado (resíduos, efluentes, drenagem, abastecimento de água); Serviços públicos essenciais ( saúde, educação, segurança); Comunidade de pescadores ( comunidade de recursos pesqueiros); Transporte ( transporte público (serviço), mobilidade/tráfego, acessibilidade e transito); Receitas públicas; Dinâmica urbana e logística industrial (pressão sobre a infra-estrutura existente, habitação relação de vizinhança(ruído e vibração); Dinâmica populacional ( municipal regional/ geração de emprego/mão-de-obra) Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação e Operação Caráter: preventivo com baixa efetividade Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 158/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Agente executor: PETROBRAS, prefeituras da região e organizações da sociedade civil da região Cronograma de execução das medidas: Deve ser iniciado na fase de implantação e continuar na operação, conforme ações acordadas entre as partes. Este programa visa principalmente o apoio a ações do poder público local relativos ao desenvolvimento de infraestruturas, equipamentos urbanos e dinamização de serviços públicos para a adaptação da dinâmica territorial caracterizada por um ritmo cadenciado de desenvolvimento a uma aceleração deste ritmo, com relação nas atividades diretas e indiretas da Base e também ao processo de industrialização regional que se anuncia. Deverá ocorrer uma maior demanda por habitação, por saneamento integrado, mobilidade urbana além dos serviços urbanos essenciais como saúde, educação, segurança e assistência social. De forma freqüente a resposta do setor público a estas demandas acontece de forma descompassada, resultando em falta de oferta de serviços e principalmente em crescimento urbano desordenado. Será importante a aproximação entre o setor público e a PETROBRAS, de forma institucional e por incentivo da participação direta de seus colaboradores, em processos participativos como conselhos do setor público e fóruns de discussão da sociedade civil, onde poderão surgir iniciativas de parcerias, com apoio deste empreendedor. Além dos conselhos ligados ao poder público, pode-se apontar como importantes parceiros para este programa o grupo organizacional da Agenda 21 de Anchieta, voltada para o âmbito local, que poderá incorporar esta temática ao seu cotidiano de discussão, e o CONDESUL, para o âmbito regional, que apesar Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 159/179 de em fase de implantação, também poderá incorporar esta temática, expandindo-a para os municípios vizinhos. Outros programas deverão estar integrados a este como o Grupo de Programas de Comunicação Social Integrada e Programa de Qualificação do Porto de Apoio, Este programa deverá ser iniciado na fase de implantação do empreendimento e ter caráter permanente durante as operações da Base. Terá como parceiro principal a Prefeitura de Anchieta e outras da região e também poderá contar com parcerias de outras instituições públicas e privadas. Programa 25: Apoio à Estruturação de Ações de Desenvolvimento Cultural Componente ambiental afetado: Patrimônio histórico e cultural Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: Implantação e Operação Caráter: preventivo com média efetividade Agente executor: PETROBRAS, prefeituras da região e organizações setoriais da sociedade civil Cronograma de execução das medidas: Deve ser iniciado na fase de implantação e continuar na operação, conforme ações acordadas entre as partes. A região tem nas tradições relativas à população voltada para as atividades de pesca uma importante contribuição para sua dinâmica cultural. Outras comunidades também desempenham este papel, especialmente descendentes de Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 160/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo italianos, estabelecidos na zona rural, realizando atividades agrícolas. As festas religiosas também merecem destaque. Este programa propõe o apoio por parte do empreendedor a atividades culturais, especialmente aquelas que tenham relação com as tradições locais, como festas comemorativas de efemérides locais, festas religiosas relacionadas à passagem de Anchieta pela região entre outras. Também o apoio à cozinha regional e às diversas formas de manifestação através do artesanato. A definição das diversas atividades a serem apoiadas pela PETROBRAS deverá estar conforme com decisões colegiadas tomadas em conjunto com conselhos setoriais de cultura dos governos locais ou com entidades da sociedade civil com tradição nesta área. O apoio também poderá ser dado diretamente através da vinculação entre os diversos itens de compra do empreendedor e de sua cadeia direta de produção com produtos de culinária e artesanato local. Este programa deverá ter caráter permanente, podendo se iniciar na fase de implantação, e intensificado na fase de operação do empreendimento.Nesta fase poderão ser realizados programações de médio e longo prazo que possam estruturar atividades culturais tradicionais da região. Os principais parceiros para a realização deste programa serão as prefeituras da região e entidades locais voltadas para o setor cultural. Este programa deverá ser integrado a outros voltados para o apoio de setores específicos, como o de apoio ao turismo e apoio às comunidades pesqueiras. 8.2.1.5 Programa Compensatório (PC) Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 161/179 Programa 26: Compensação Ambiental - SNUC Componente ambiental afetado: todos Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: pós-operação Caráter: corretivo Agente executor: Deve ser executado pela PETROBRAS, com parceria aos demais programas ambientais. Cronograma de execução das medidas o referido programa deve obedecer as fases de operação do empreendimento. As medidas compensatórias legais para a implantação do empreendimento serão baseadas, principalmente nas seguintes legislações: ◦ Lei Federal n° 9.985, de 18 de julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC); ◦ Decreto Federal n° 4.340, de 22 de agosto de 2002, que regulamenta os artigos da Lei do SNUC e dá outras providencias; ◦ Decreto Federal n° 6.848, de 14 de maio de 2009, que altera e acrescenta dispositivos para o decreto citado anteriormente, pra regulamentar a compensação ambiental. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - SNUC, instituído pela Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2000, determina em seu artigo 36 que: Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 162/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 “Art. Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo 36. Nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, assim considerado pelo órgão ambiental competente, com fundamento em estudo de impacto ambiental e respectivo relatório - EIA/RIMA, o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral, de acordo com o disposto neste artigo e no regulamento desta Lei. § 1° O montante de recursos a ser destinado pelo empreendedor para esta finalidade não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento, sendo o percentual fixado pelo órgão ambiental licenciador, de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento. § 2° Ao órgão ambiental licenciador compete definir as unidades de conservação a serem beneficiadas, considerando as propostas apresentadas no EIA/RIMA e ouvido o empreendedor, podendo inclusive ser contemplada a criação de novas unidades de conservação. § 3° Quando o empreendimento afetar unidade de conservação específica ou sua zona de amortecimento, o licenciamento a que se refere o caput deste artigo só poderá ser concedido mediante autorização administração, e Mauro Scazufca a do órgão unidade por sua afetada, mesmo que não João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es responsável Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 163/179 pertencente ao Grupo de Proteção Integral, deverá ser uma das beneficiárias da compensação definida neste artigo.” Portanto, de acordo com as determinações do SNUC e suas regulamentações, o empreendedor deverá destinar recursos financeiros da ordem de 0 a 0,5% do valor do investimento, o qual será destinado a implantação ou conservação de Unidades de Conservação de Proteção Integral. A mesma lei estabelece ainda que, ao órgão ambiental licenciador, caberá determinar o montante de recursos e a aplicação desse recurso em unidade de conservação já existente ou nova, a ser acordado entre o órgão e o empreendedor. O Programa de Compensação Ambiental Legal visa a indicação para a aplicação desses recursos, uma vez que a decisão final de sua aplicação é de responsabilidade do órgão ambiental competente. Este programa terá como objetivo a orientação quanto à necessidade de atendimento ao artigo 36 da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, conforme citado anteriormente, regulamentado pelo Capítulo VIII do Decreto nº 4.340, de 22 de agosto de 2002, com nova redação dada pelo Decreto nº 6.848, de 14 de agosto de 2002. Uma vez definida a razão e destinação do recurso, traçam-se as sugestões, definidas a seguir: Elaboração de um plano de proteção para a unidade de conservação que receber o recurso; Implementação de um centro de visitantes; Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 164/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Demarcação e sinalização das divisas da unidade de conservação que receberá o recurso; Para o cálculo do valor da compensação Ambiental, que definirá a porcentagem do recurso a ser destinado, utiliza -se a fórmula: CA = VR x GI, onde: CA = Valor da Compensação Ambiental; VR = somatório dos investimentos necessários para implantação do empreendimento, não incluídos os investimentos referentes aos planos, projetos e programas exigidos no procedimento de licenciamento ambiental para mitigação de impactos causados pelo empreendimento, bem como os encargos e custos incidentes sobre o financiamento do empreendimento, inclusive os relativos às garantias, e os custos com apólices e prêmios de seguros pessoais e reais; e GI = Grau de Impacto nos ecossistemas, podendo atingir valores de 0 a 0,5%. Considerando-se que a previsão de investimento é de R$ 1.500.000.000,00 (um e meio bilhão de reais), a compensação dentro desta previsão deverá ser de R$ 7.500.000,00 (sete milhões e quinhentos mil reais). Aplicando-se a fórmula de cálculo contida no conforme Decreto Nº 6.848/2009, que altera e acrescenta dispositivos ao Decreto N° 4.340/2002, Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 165/179 chega-se ao índice de 2,05% sobre o valor do investimento, logo o índice a se aplicar será o máximo previsto em lei. Este valor é obtido devido ao cálculo do Impacto Sobre a Biodiversidade (ISB), visto que todas as grandezas contidas neste cálculo intermediário são diferentes de zero, o que levará automaticamente o índice de compensação ambiental para um valor maior que 0,5%, conforme demonstrado abaixo: Impacto Sobre a Biodiversidade (ISB) Índice de Magnitude Índice de Biodiversidade 1 Índice de Abrangência 1 Impacto Sobre a Índice de Biodiversidade Temporalidade (0 a 0,25 %) 1 1 2 Para este cálculo, obtido por somatória simples dos índices apontados, foram considerados os seguintes parâmetros, contidos no decreto regulamentador: ◦ Índice de Magnitude - Pequena magnitude do impacto ambiental negativo em relação ao comprometimento dos recursos ambientais; ◦ Índice de Biodiversidade - Biodiversidade se encontra medianamente comprometida; ◦ Índice de Abrangência - Impactos limitados a um raio de 5 km; ◦ Índice de Temporalidade - Imediata: até 5 anos após a instalação do empreendimento; A Influência em Unidade de Conservação (0 a 0,15%), foi considerada dentro do parâmetro mínimo devido a sobreposição da influência do empreendimento em um quesito, a saber: Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 166/179 ◦ Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo G5: zonas de amortecimento de unidades de conservação = 0,05%. Apesar de não ser constatado o comprometimento de áreas prioritárias (ICAP) no cálculo final, a resultante sempre será maior que 0,5, devido ao exposto acima. Abaixo, apresentamos a demonstração do cálculo final do índice para compensação ambiental, obtida através da soma simples dos fatores que determinam o grau de impacto. Grau de Impacto Influência em Impacto Sobre a Comprometimento de Unidade de Biodiversidade Área Prioritária Conservação Grau de Impacto 2 0 0,05 2,05 Programa 27: Programa Compensatório (nascentes e mata ciliar da bacia do Rio Benevente) Componente ambiental afetado: Biota Aquática Límnica, Biota Aquática Marinha, Qualidade da Água e Recursos Hídricos. Fase do empreendimento em que deverão ser implementadas: implantação e operação do empreendimento. Caráter: preventivo, com exceção das medidas relacionadas à captação de água bruta no rio Benevente,conforme tabela de impactos. Agente executor: Deve ser executado pela Petrobrás, com parceria aos demais programas ambientais. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 167/179 Cronograma de execução das medidas: o referido programa deve obedecer as fases de implantação e operação do empreendimento. Este programa foi estruturado com base na mitigação dos efeitos adversos sobre o meio ambiente decorrentes da supressão de áreas para a implantação do empreendimento, baseando-se na Lei Federal nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006, que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, e dá outras providências. Esta Lei n° 11.428/2006, em seu Art. 17 apresenta as seguintes definições: Art. 17 ”O corte ou a supressão de vegetação primária ou secundária nos estágios médio ou avançado de regeneração do Bioma Mata condicionados Atlântica, à autorizados compensação por esta ambiental, na Lei, ficam forma da destinação de área equivalente à extensão da área desmatada, com as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidrográfica, sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica, e, nos casos previstos nos arts. 30 e 31, ambos desta Lei, em áreas localizadas no mesmo Município ou região metropolitana. § 1° Verificada pelo órgão ambiental a impossibilidade da compensação ambiental prevista no caput deste artigo, será exigida a reposição florestal, com espécies nativas, em área equivalente à desmatada, na mesma bacia hidrográfica, sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 168/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo § 2° A compensação ambiental a que se refere este artigo não se aplica aos casos previstos no inciso III do art. 23 desta Lei ou de corte ou supressão ilegais.” O Decreto nº 6.660/2008 regulamentou essa legislação, definindo as características das áreas a serem recuperadas. A definição das áreas objeto de recuperação provenientes deste programa foram definidas de acordo com diretrizes da SEMEAR – Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, objetivando -se a recuperação das APPs – Áreas de Preservação Permanente do rio Benevente e seus principais afluentes. A foz do rio Benevente está localizada em Anchieta, onde se situa um dos maiores manguezais do Espírito Santo, protegido pela Estação Ecológica de Papagaio, conforme apresentado no Diagnóstico de Unidades de Conservação e demais áreas protegidas. A referida unidade de conservação e demais áreas ao longo do rio Benevente passa por um processo de ocupação desordenada, que provoca o desmatamento e retirada da vegetação ciliar do rio e de seus afluentes. A compensação nestas áreas, aliada à parceria com proprietários de áreas adjacentes ao rio, permitirá, a longo prazo, obter benefícios ambientais como o aumento da vazão do rio, a melhoria da qualidade da água e consequentemente de todos os recursos relacionados. A proteção das matas ciliares está associada a: Escoamento adequado das águas da chuva; Estabilidade das margens e barrancos de cursos d'água; Ciclo de nutrientes existentes na água, entre outros. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 169/179 O cômputo da área a ser suprimida, em relação às aplicações dispostas na Lei n° 11.428/2006 e Decreto nº 6.660/2008, definirá a área a ser recuperada através de plantio de indivíduos arbóreos nativos regionais. Os impactos previstos para a implantação e operação do empreendimento, associados ao Programa Compensatório (nascentes e mata ciliar da bacia do Rio Benevente), estão relacionados, principalmente, à biota aquática líminica e marinha, à qualidade da água e recursos hídricos em geral. As medidas relacionadas aos impactos supracitados e ao próprio programa concentram-se principalmente no monitoramento da qualidade da água, além de ações de monitoramento do sedimento em suspensão, treinamento de pessoal e monitoramento para aplicação de normatização existente e recuperação e reflorestamento de áreas degradadas. Este Programa deve ter duração estimada para toda a etapa de implantação do empreendimento. Os trabalhos de recuperação devem ser acompanhados, se possível, por parcerias com os gestores da unidade de conservação beneficiada e pela sociedade civil organizada. Programa 28: Programa de Monitoramento de Resíduos Sólidos e de Efluentes Líquidos na Fase de Operação. (Programa novo – capítulo 8) Componente ambiental afetado: Qualidade do solo; qualidade da água; qualidade do sedimento; saneamento básico integrado (resíduos, efluentes, drenagem, abastecimento de água). Fase do empreendimento em que as ações deverão ser implementadas: Fase de operação. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 170/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Caráter: preventivo e efetividade alta. Agente executor: PETROBRAS, com possível parceria com demais empresas. Cronograma de execução: Contínuo na fase de operação. Este programa tem como principal objetivo monitorar as formas de atuação, normas e procedimentos para o manuseio de resíduos e efluentes na operação da Base Portuária, procurando garantir os procedimentos que constituem a forma corporativa da empresa para lidar com estas questões. Parte-se do princípio de que o monitoramento da operação com resíduos sólidos e efluentes líquidos desde a coleta, tratamento e destinação final fazem parte das ações corporativas da PETROBRAS em todas as suas áreas de atuação. Considerando-se a grande quantidade de procedimentos operacionais institucionalizados pela empresa nestas ações e a realidade distinta de cada sítio operacional, uma das principais medidas deste monitoramento será o treinamento dos trabalhadores com atuação direta nestas ações para que sejam identificados os padrões diretamente relacionados com o cotidiano de trabalho. Estes procedimentos poderão ser sintetizados em manuais específicos para operação com resíduos e efluentes na Base Portuária, integrando os diferentes procedimentos institucionais e a prática do trabalho, configurando-se material em linguagem adequada para o uso cotidiano nas áreas operacionais e também base para as ações de monitoramento. Quanto aos resíduos sólidos este Programa propõe: A Base Portuária deverá seguir no manuseio com estes resíduos os procedimentos definidos no SIGRE (Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos) Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Pág. 171/179 descrito na caracterização do empreendimento deste estudo ambiental e que tem como diretrizes principais: Gerar o mínimo possível de resíduos sólidos; Devolver ao fabricante, reaproveitar, reutilizar e reciclar o máximo possível dos resíduos gerados; Avaliar a substituição de produtos ou insumos de processo por outros que gerem menor quantidade de resíduos ou resíduos de menor periculosidade; Buscar as melhores tecnologias de tratamento de resíduos, técnica e economicamente viáveis, de forma a prevenir poss íveis danos ao meio ambiente e à saúde humana considerando inclusive a diretriz da NT IBAMA 08/08 sobre qualificação da disposição final; Proceder à disposição final adequada, de acordo com as normas legais vigentes, de todos os resíduos gerados e não reciclados; Registrar as informações de geração, recebimento e disposição final de resíduos no SIGRE - Sistema de Gerenciamento de Resíduos e; Aprimorar continuamente os procedimentos listados nos itens anteriores. Estes procedimentos deverão incluir o manuseio com os resíduos gerados nas atividades da Base Portuária e também com as ações em uma das atividades fim desta, que é a denominada logística reversa. Nesta atividade a Base Portuária tem como missão o transporte desde o porto, a separação (previamente realizada nas bases marítimas), o acondicionamento e a destinação final destes resíduos para locais previamente licenciados pelos geradores do mesmo, ou seja, as unidades de produção e exploração marítima. Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 172/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Para o monitoramento destes procedimentos operacionais, além do SIGRE, deverão ser seguidos principalmente o seguinte: Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010), descrita no Sub- Programa 5.1: Gerenciamento de Resíduos Sólidos; procedimentos diversos incorporados ao SIGRE 1. Todos os resíduos após coleta 1 Documentos de referência PG-2E D-00083 - Padrão Gerencial da Petrobras que aprova o Manual do Sistema de Gestão de Seguranç a, Meio Ambiente e Saúde do E&P - SERV PP-0V3-00013 – Padrão Pet robras de Gestão de Res íduos PG-0V3-00005 – Pagráo Gerencial da Petrobras paea a Gestão de SMS / Diretriz 5 - Operação e Manutenção - Manual do Operador do SIGRE Convenções internacionais MARPOL - Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição Causada por Navios NORMAM 01 - Normas da Aut oridade Marítima para Embarcaç ões Empregadas na Navegação de Mar Aberto NORMAM 07 - Normas da Aut oridade Marítima para Atividades de Inspeção Naval Notas Técnicas Nota Técnica CGPEG/DILIC/IBAMA N° 08/08 (NT IBAMA 0 8/08) - apresenta as diretrizes do IBAMA para implementação do Projeto de Controle da Poluição (P CP) das Unidades Marítimas e para apresentação das metas e dos relatórios, nos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de exploração e produç ão de petróleo e gás. Normas ABNT NBR 10004 - Resíduos sólidos – Classificação NBR 10005 - Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de res íduos sólidos NBR 10006 - Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos NBR 10007 - Amostragem de resíduos sólidos NBR 7500 - Identificação para o Transporte Terrestre, Manuseio, Movimentação e Armazenamento de produtos NBR 7501 - Transporte de produtos perigosos - Terminologia NBR 7503 - Ficha de emergência e envelope para o transporte terrestre de produt os perigosos Características, dimensões e preenchimento. NBR 11174 - Armazenamento de resíduos classes II (não inertes) e III (inertes ) NBR 13221 - Transporte Terrestre de Res íduos NBR 13463 - Coleta de res íduos sólidos NBR 12807 - Resíduos de serviço de saúde NBR 12809 - Manuseio de resíduos de serviç os de saúde. NBR 12235 - Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos. NBR 10157 - Aterros de resíduos perigosos – Critérios para projetos, construção e operaç ão Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 173/179 são dispostos na Central de Resíduos para que sejam caracterizados, separados conforme classificação dos resíduos sólidos e semi-sólidos, de acordo com a ABNT NBR 10004:2004 e transportados para disposição final, por empresa subcontratada devidamente licenciada no órgão competente. A PETROBRAS realiza o monitoramento de todo o processo, através do SIGRE, inclusive dos atestados quanto à deposição final dos mesmos em local licenciado para tal. O monitoramento destes procedimentos terá como base os diferentes processos de manuseio dos resíduos sólidos, conforme descritos na caracterização do empreendimento. Os principais grupos de acondicionamento de resíduos, descritos na caracterização do empreendimento e que deverão ser objeto de monitoramento são: Sucatas metálicas – deverão ser separadas em lotes para procedimentos de leilão; Outras sucatas – deverão ser separadas em lotes comuns para diferentes destinações de reciclagem; NBR 8418 - Apresentação de projetos de aterros de res íduos industriais peri gosos. NBR 11175 - Incineração de resíduos sólidos perigosos – Padrões de desempenho NBR 11564 - Embalagem de produtos perigosos - Classes 1, 3, 4, 5, 6, 8 e 9 – Normas PETROB RAS N-2350 - Classificaç ão, Armazenamento temporário, transporte, tratamento e disposição de resíduos industriais e comerciais. N-2622 - Critérios básicos para o gerenciamento de resíduos industriais. N-2645 - Critérios para elaboração de plano de gerenciamento de resíduos. Padrões PETROB RAS PG-2E6-00018 - Plano Diretor de Resíduos da UN-ES PP-3ED-00572 - Plano de Resposta a Emergência da US -TA/TA RV PG-2E D-00087 - SMS - Diretrizes para o Trat ament o de Anomalias na US-TA PLA-HS QE- 001 - PGRS - Plano de Gerenciamento de Res íduos Sólidos – CPVV Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 174/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Lixo comum – deverá ser destinado diariamente a local licenciado; Resíduos com incrustação de TENORM (radioativo) – deverão ser separados em área especialmente construída e operacionalizada conforme determinação e controle da CNEM (Comissão Nacional de Energia Nuclear) Tratamento e disposição final A fase de tratamento e disposição final é definida pelo encerramento do controle do resíduo pela Ficha de Controle e Disposição de Resíduos - FCDR, onde se garante a rastreabilidade por gerador (plataforma) e se inicia o controle pelo MR (Manifesto de Resíduo), em cumprimento a DZ-1310 – FEEMA. Quando da geração do MR, os resíduos são compostos por lotes oriundos, na maioria das vezes, de várias plataformas que operam na Bacia de Campos. O monitoramento deverá controlar a emissão, arquivamento e forma de controle sobre os MR, documento exigido conforme definido pela DZ 1310 do Órgão Ambiental Estadual – FEEMA. Quanto aos efluentes líquidos este Programa propõe: Monitorar as operações de manuseio das infraestruturas e dos equipamentos que fazem a coleta, tratamento e destinação final dos efluentes líquidos, subdivididos em dois sistemas independentes na coleta e tratamento e integrados na destinação final, conforme descrito na caracterização do empreendimento e resumido abaixo: Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 175/179 Sistema de tratamento de efluentes sanitários, que deverá promover a coleta e tratamento das águas usadas pelos operadores e colaboradores da Base Portuária em seu cotidiano, como águas servidas em cozinhas e banheiros. Para este sistema, além das redes secundárias haverá um coletor tronco interligando a Retroárea e o Pré-embarque Terrestre, encaminhando os efluentes para a estação de tratamento de esgotos (ETE) localizada neste último sítio. O Préembarque Marítimo terá sistema independente constituído de fossa e filtro. O monitoramento será principalmente quanto às operações de manutenção dos equipamentos para evitar possíveis vazamentos e quanto a destinação adequada do lodo gerado na ETDI. Sistema de tratamento de efluentes industriais, também descrito na caracterização do empreendimento, será composto de canaletas que deverão conter estes efluentes, localizadas nas áreas de provável incidência dos mesmos e que deverão direcionar estes quando das lavagens destes locais ou quando das chuvas (áreas descobertas) para caixas de separação com capacidade de armazenagem de “água oleosa”. A interligação entre os sítios de produção será através de caminhões específicos que farão a sucção e deposição do líquido separado em local apropriado na estação de tratamento de efluentes líquidos (ETDI), também localizada no Pré-embarque Terrestre. O monitoramento além de verificar a manutenção do sistema, será sobre as atividades operacionais de transporte destes efluentes e destinação final do material retido nas caixas de separação em locais adequados para receber resíduos industriais. A destinação final dos efluentes (domésticos e industriais) após tratamento será realizada através de interceptor oceânico, fixado na passarela de interligação Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca Pág. 176/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo entre as áreas de pré-embarque, com lançamento em local pré-definido nos estudos ambientais, devido a melhor condição de dispersão da pluma no mar. O monitoramento, além de verificar a manutenção da tubulação na passarela , deverá ser integrado a outros programas previstos neste Plano Ambiental, como de controle da qualidade da água e dos sedimentos, para atestar a conformidade da qualidade do efluente lançado, tendo como parâmetro as resoluções CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005 e Resolução CONAMA nº 397, de 3 de abril de 2008, descritas no Sub- Programa 5.2: Gerenciamento de Efluentes (de obras). 8.2.2 Matriz Síntese dos Programas Ambientais A seguir apresenta-se a matriz que sintetiza o inter-relacionamento entre os programas apresentados e os impactos considerados médios e altos neste estudo, possibilitando uma análise direta entre ambos. Mauro Scazufca João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Meio Programa de Comunicação Integrada Impacto Programa de Gestão Ambiental Programa de Gerenciamento Costeiro Alteração de identidade cultural Programa Programa de Responsabilidade Social X Alteração do perfil dos usuários de laz er e turismo X Alteração nos padrões de atendimento dos serviços públicos X Aumento da concorrência com estabelecimentos tradicionais X X Aumento de atividades produtivas e de lazer X Aumento de população à procura de trabalho e renda X Aumento do assoreamento no estuário do rio Benevente Meio socioeconômico Pág. 177/179 X X Des valorização, es vaziamento e restrição no uso de territórios X Diminuição de espaços de lazer e turismo de veraneio X Diminuição de geração de trabalho e renda X Diminuição de recursos pesqueiros X X X X X X X Gentrificação da população loc al X Geração de trabalho e renda X Intensificação de tráfego, deterioraç ão da paviment ação e falta de oferta de transporte público X X Melhoria na ofert a de comércio e serviços na região Melhoria na qualidade da mão de obra regional X X X X X Melhoria no padrão de atendiment o dos serviços públicos X Melhoria nos resultados empresariais (turismo de negócios) X Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es X Mauro Scazufca Compensatório Pág. 178/179 Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Estudo de Impacto Ambiental Base Portuária E&P no Espírito Santo Ocupação de territórios formais e urbanizados X Ocupação de territórios informais X Perturbação nas relações de vizinhança X X X X Potencialização de tradições culturais Redução da disponibilidade hídrica X X Alteração da dinâmica sedimentar X X X X Alteração da geomorfologia da linha de costa X Alteração da topografia do terreno X Alteração nos padrões de qualidade da água do mar X Alteração nos padrões de qualidade do sedimento marinho X Aumento da turbidez da água e diminuição da camada fótica X Aumento do assoreamento no estuário do rio Benevente X Aumento no aporte de sedimentos fluviais X Meio físico X Cont aminação de águas superficiais X X X Cont aminação do sedimento marinho X Cont aminação dos sedimentos límnicos X Criaç ão de zonas de sombra de baixo hidrodinamismo próximo da praia do Além X Diminuição da disponibilidade do recurso mineral X Diminuição na qualidade do ar X Erosão marginal dos cursos d'água X X Redução da disponibilidade hídrica X Mauro Scazufca X X João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 Revisão 00 05/2011 Estudo de Impacto Ambiental X no Espírito Santo Base Portuária E&P Afugentamento de fauna Atropelamento de Cetáceos e Quelônios X Programa de Controle e Monitoramento 8.2 Pág. 179/179 X Atropelamento de fauna X X Aumento da competição com a fauna do entorno X Aumento do isolamento funcional de populações X Bioacumulação e/ou biomagnificaç ão X X X X Cont aminação por óleo X Meio biótico X Diminuição da fotoss íntese X Exclusão de populaç ões foc ais X X Introdução de espécies exóticas X X X Mortalidade de animais X X Perda de abrigos de fauna terrestre sinantrópica X Perda de banco de sement es e plântulas X Perda de hábitat X Perda de vegetação praiana e de restinga X Perturbação sobre o ciclo de vida de quelônios X Recrutamento de fauna X X Revisão 00 05/2011 Relatório MA-PBR AS-BP ESEIA-EP-0169-11 João Acácio G . O. N eto / Irani D elciste Gonç alv es Mauro Scazufca