CATALOGO DOS GOVERNOS
QUE TEM TIDO A PROVINCIA DO MARANHÃO
DEPOIS DE PROCLAMADA A INDEPENDÊNCIA
Em 28 de Julho de 1823
ORGANIZADO PELO
DR. CEZAR AUGUSTO MARQUES
Este importante catálogo foi preparado pelo historiador Dr. Cezar Augusto Marques, datado
de 11 de Outubro do 1866. Abaixo, segue o texto original, sempre em itálico, ao qual
acrescento algumas notas biográficas e genealógicas. Ainda, como contribuição ao valioso
trabalho do Dr. Cezar Marques, acrescento ao final do texto, a continuidade dos
governantes do Maranhão, até o final do Império (1889) - mantendo-se o mesmo formato
apresentado pelo Dr. Marques - como forma de complementar o trabalho, finalizando assim
um Catálogo dos Governos do Maranhão no Império.
Carlos Eduardo de Almeida Barata
1.º Governo provisorio. O advogado provisionado Miguel Ignacio dos Santos Freire Bruce,
presidende. 0 padre Pedro Antonio Pereira Pinto do Lago, secretário. O capitão Antonio
Raimundo Pereira de Burgos, e os cidadãos Lourenço de Castro Belford, Josè Joaquim Vieira
Belford, Antonio Joaquim Lamagner Galvão, e Fabio Gomes da Silva Belford. Tomou posse a
8 de Agosto de 1823.
Notas: Junta Provisória eleita em 07.08.1823, e instalada no dia seguinte,
08.08.1823.
1.
Miguel Ignacio dos Santos Freire Bruce, advogado provisionado – citado
adiante (3.º presidente). Tomou posse no dia nove pelas dez horas da manhã,
servindo de secretário Lourenço Belford, cujo cargo depois passou ao padre
Pedro do Lago.
2.
Pedro Antonio Pereira Pinto do Lago, padre. Foi Deputado à Assembléia
Geral pelo Piauí, na 1.ª Legislatura, de 08.05.1826 a 03.09.1829.
3.
Antonio Raimundo Pereira de Burgos, capitão. Foi acusado de haver
sediciosamente maquinado a deposição da Junta do Governo Civil da província
do Maranhão, com o fim de triunfar as idéias republicanas. Um dos seus
acusadores foi o Capitão Francisco Antonio da Costa Barradas.
4.
Lourenço de Castro Belford, coronel, eleito pela Capital. Filho de Bernardo
Pereira de Castro e de Rosa Maria Belford. Casado a 30.11.1790, com sua
prima Francisca Inácia Belford, natural de São Luiz, Manranhão, filha de
Ricardo Belford e de Esméria Maria de Jesus.
5.
José Joaquim Vieira Belford, comendador, eleito pela Capital. Casado com
Rita Tavares.
6.
Antonio Joaquim Lamagner Galvão, filho de Antonio José Galvão e de
Joana Maria Lamagnière. Casado com Francisca Teresa de Carvalho, filha de
Antonio de Carvalho Pinto e Souza e de Lourença Maria Cantanhede. Com
geração.
7.
Fabio Gomes da Silva Belford, nascido cerca de 1792, em São Luiz,
Manranhão – Comendador. Filho do capitão Felipe Marques da Silva e de
Inácia Maria Freire. Casado a 02.06.1816, no Oratório da Fazenda de D.
Inácia Maria Freire Marques, na freguesia de N.S. do Rosário do Itapicuru,
Maranhão, com Olímpia Amália-de Macedo, filha do coronel Roberto Joaquim
de Macedo e de Francisca Maria Freire.
2.º Junta provisoria. O advogado provisionado Miguel Ignacio dos Santos Freire Bruce,
presidente. O cidadão José Lopes de Lemos, secretario. O arcipreste Luiz Maria da Luz e Sá,
e os cidadãos José Joaquim Vieira Belford, Antonio Joaquim Lamagner Galvão, Rodrigo Luiz
Salgado de Sá Moscoso, e Sysnando José de Magalhães. A 29 de Dezembro de 1823.
Notas: 2.ª Junta Provisória eleita na forma da lei de 01.10.1821. Tomou posse a
29.12.1823.
Miguel Ignacio dos Santos Freire Bruce, advogado provisionado
José Lopes de Lemos
Luiz Maria da Luz e Sá, arcipreste,
José Joaquim Vieira Belford – citado acima.
Antonio Joaquim Lamagner Galvão, citado acima.
Rodrigo Luiz Salgado de Sá Moscoso, Capitão Mor, falecido em 1835. Filho
do capitão José Salgado de Sá e Moscoso e de Luiza Micaela de Silva . Sobre o
capitão Rodrigo Luiz, escreveu Anamaria Vieira: “Deposto e deportado Burgos,
e porque também à terra não mais houvesse regressado o Capitão-mor Sá
Moscoso, ficou Bruce praticamente dono da situação, já que igualmente
derribados de suas posições, a um só golpe os Belford. Não obstante apenas
aguardasse sua patente para tomar posse do cargo de Presidente da
Província, para que o nomeara o Imperador, teria ele de enfrentar oposição
cada vez mais forte, acusado agora de ter idéias liberais e manter
entendimentos com os revolucionários da Confederação do Equador”, diz
Mário M. Meireles. “Ninguém brigava pela república e sim pela ambição de
governar”, sentenciava com razão Cochrane, forçoso é admitir. Com geração
do seu casamento a 25.05.1807, em São Luís, Maranhão, com Luiza Rita
Gomes de Souza, falecida a 18.06.1851, filha do mestre de campo José
Antonio Gomes de Souza e de Luiza Maria da Encarnação.
Sisenando José de Magalhães
3.º Presidente, o advogado provisionado Miguel Ignacio dos Santos Freire Bruce. A 9 de
Julho de 1824.
Notas: Foi nomeado a 25.11.1823, tomando posse a 10.07.1824. De origem
escocesa, era porém natural do Maranhão, e faleceu por volta de 1834. Foi educado
na Inglaterra. Na qualidade de Presidente da Província (citado adiante), aí deu o
juramento do projeto da constituição brasileira a 14.05.1824. Sofreu, neste cargo,
acusações e foi deposto pelo almirante Cochrane a 25 de dezembro de 1823 e
enviado com outros, a 4 de janeiro do ano seguinte, para o Rio de Janeiro, onde se
justificou. Foi absolvido pelo tribunal da Casa da Suplicação. Cochrane nomeou para o
seu lugar Manuel Silva Lobo.
4.º Presidente interino nomeado por Lord Cochrane. O cidadão Manoel Telles da Silva
Lobo. A 25 de Dezembro do 1824.
Notas: Foi nomeado na forma da lei de 20.10.1823, tomando posse a 26.12.1824.
Lord Cochrane, por seu ofício de 25.12.1824 disse que nomeou Silva Lobo, vicepresidente ou presidente interino, e suspendeu da presidência o advogado Bruce até
decisão de Sua Majestade. Em 10.03.1825, Lord Cochrane estabeleceu a lei militar
dentro da ilha de São Luiz até a chagada das instruções de Sua Majestade “por lhe
constar que diversas pessoas conspiravam para efetuar a prisão de Lobo”.
Nascido na Bahia e falecido em Coroatá, Maranhão, a 01.02.1855. Coronel de
Milícias, reformado por decreto imperial no posto de brigadeiro. Por outro decreto de
11.07.1841, assinado por José Clemente Pereira, foi cassado o decreto de sua
reforma com a promoção. Foi quem substituiu o presidente da Província do
Maranhão, Miguel Bruce, deposto por lord Cochrane a 25.12.1824. Representou o
Maranhão na primeira legislatura ordinária, de 08.05.1826 a 03.09.1829.
5.º Vice-presidente, como presidente da câmara municipal, o Dr. Joaquim José
Sabino. A 6 de Julho de 1825.
Notas: Permaneceu à frente do governo por apenas um dia.
Nome completo: Joaquim José Sabino de Resende Faria e Silva, natural do
Porto, Portugal, e faleceu cidadão brasileiro em 11.1843, no Maranhão. Bacharel em
Direito pela Universidade de Coimbra. Exerceu a advocacia, por alguns anos, em
Lisboa, servindo, depois, o cargo de secretário do Governo da capitania do Maranhão,
de onde não saiu mais. Entrou depois para a classe da magistratura, chegando a
ocupar a cadeira na relação de São Luiz, para a qual foi nomeado a 01.08.1839.
Comendador da Ordem de Cristo. Casado com Josefa Adelaide Belfort.
Pais de:
I-1.
Maria Adelaide Belfort Sabino, casada com António Ferreira Pinto Basto Júnior,
nascido a 16.01.1802, filho de António Ferreira Pinto Basto e de Joana Rita
Margarida da Costa.
6.º Vice-presidente, o Dr. Patricio José de Almeida e Silva. A 7 de Julho de 1825.
Notas: Foi nomeado na forma da lei de 20.10.1823, tomando posse a 07.07.1825.
Natural do Maranhão, e falecido a 21.12.1847, no Rio de Janeiro. Bacharel em
Cânones. Foi Senador pelo Maranhão, de 08.05.1827 a 21.12.1847.
7.º Presidente o tenente-coronel d'Artilharia, Pedro José da Costa Barros. A 31 de Agosto
de 1825.
Notas: Tomou posse a 31.08.1825.
Nascido a 07.10.1779, na Vila de Aracati, Ceará, e falecido a 20.10.1839, no Rio de
Janeiro. Filho do Mestre de Campo Pedro José da Costa Barros, natural de Ponte de
Lima - Portugal - chamado "o Velho", para distinguir do filho homônimo – e de
Antonia de Souza Braga, natural do Recife – Pernambuco.
Foi, ainda, Presidente da Província do Ceará (17.04.1824 a 29.04.1824). Achando-se
neste cargo a 29.04.1824, foi obrigado, em virtude de queixas levadas à câmara
municipal da capital pelo capitão-mór José Pereira Filgueiras, a deixá-lo a instâncias
de uma comissão da mesma câmara, o que fez, protestando contra a violência que
lhe era feita. Foi deputado nas cortes de Lisboa. Deputado Constituinte pelo Ceará
(1823), e Senador pelo Ceará (1827-1839). Ministro da Marinha (15.11.1823 a
18.11.1823). Oficial da Ordem do Cruzeiro e Cavaleiro da Ordem de Cristo, e valido
do Imperador D.Pedro I.
8.º Vice-presidente, o cidadão Romualdo Antonio Franco de Sá. A 1 de Março de 1827.
Notas: Foi nomeado na forma da lei de 20.10.1823, tomando posse a 27.02.1827.
9.º Presidente, o marechal de campo Manoel da Costa Pinto. A 28 de Fevereiro de 1828.
Notas: Foi nomeado a 24.12.1827, tomando posse a 28.02.1828.
Nascido a 27.08.1780, em Lisboa, e falecido a 03.03.1852, no Rio de Janeiro sepultado no cemitério de São Francisco Xavier.
Cursou as aulas de matemática e ciências sendo admitido no exército de Portugal
como 2.º tenente do regimento de artilharia n. 1, por decreto de 27.09.1802. Foi
promovido a 1.º tenente em 24.01.1802, a capitão, ainda em 1807, a sargento-mor
em 12.08.1809, a tenente-coronel graduado em 17.12.1811, a tenente-coronel em
09.01.1816 com graduação de coronel, a coronel em 26.10.1817, a brigadeiro
graduado em 18.03.1822, a brigadeiro em 12.10.1824, a marechal de campo
graduado em 12.10.1827, a marechal de campo em 24.01.1828, e a tenente-general
graduado em 12.09.1837.
Foi lente nos regimentos de artilharia n. 1 de Portugal e da cidade do Rio de Janeiro,
e da Academia Militar. Por decreto de 12.08.1809 foi incumbido da composição do
tratado de artilharia teórica e prática que deveria ensinar na mesma academia.
Fez parte da expedição que partiu do Rio de Janeiro, em 1817, contra os rebeldes de
Pernambuco. Foi nomeado inspetor da artilharia em 22.04.1821, quartel-mestre da
Corte e província do Rio de Janeiro, em 06.11.1822, deputado da junta de direção
dos estudos da Academia Militar em 05.03.1823, deputado intendente da junta da
fazenda dos arsenais do exército, fábricas e fundições em 3.09.1826 e presidente da
Província do Maranhão em 24.12.1827.
Em 19.08.1842 foi transferido, por doente, para 3.ª Classe do Exército (Laurenio
Lago)
10.º Presidente, o desembargador Candido José de Araujo Vianna. A 14 de Janeiro de
1829.
Notas: Foi nomeado a 17.09.1828, tomando posse a 14.01.1829.
Cândido José de Araújo Viana, Visconde e Marquês de Sapucaí, nascido a 15.09.1793,
na freguesia de Nossa Senhora do Pilar (3.º, 135v), Vila Nova Lima, (atual Cidade de
Nova Lima), Congonhas de Sabará, Minas Gerais - bat. 21.09, e falecido a
23.01.1875, na Rua do Conde d'Eu n.º 144, no Rio de Janeiro. Foi sepultado, no dia
seguinte, em jazigo do Cemitério de São Francisco de Paula (Catumbi), tornado
perpétuo, na sessão do dia 9 de Novembro de 1875, em gratidão aos seus serviços.
Por ocasião do seu batizado e, durante algum tempo, assinava-se CANDIDO
CARDOSO CANUTO DA CUNHA. Aos 13 anos de idade, passou a chamar-se, com o
consentimento de seu pai, Candido José de Araújo Viana.
Magistrado. Em 1816 seguiu para Portugal, a fim de seu matricular no Curso jurídico
da Universidade de Coimbra, o que fez a 16 de Outubro de 1816. Bacharel em Direito
a 09 de Junho de 1821. Foi aprovado por todos os professores em "Procedimento e
Costumes”; recebeu “muito bom” de um professor e “bom” de sete em Merecimento
Literário, e aprovado por todos em Prudência, Probidade e Desinteresse.
Ajudante das ordenanças do termo de Sabará, por despacho do príncipe regente,
pouco depois rei D. João VI (09/02/1815). Bacharel em Direito, pela Universidade de
Coimbra (09/06/1821). Provedor de Capelas e resíduos do termo e Comarca de
Sabará, Minas Gerais, por nomeação de 17/11/1821. Juiz de fora de Mariana, Minas
Gerais, por decreto de 19/12/1821. Deputado à Constituinte por Minas Gerais, de
03/05/1823 a 11/11/1823. Reconduzido para o lugar de Juiz de Fora de Mariana
(10/11/1825). Deputado à Assembléia Geral Legislativa, na 1ª Legislatura, por Minas
Gerais, de 08/05/1826 a 03/09/1829. Foi dispensado do lugar que servia para entrar
no exercício de Desembargador da Relação de Pernambuco ou Maranhão, por Decreto
de 17/10/1826. Nomeado Presidente da Província de Alagoas a 13/11/1826.
Desembargador Ordinário da Relação de Pernambuco, por Alvará de 17/05/1827.
Nomeado Presidente da Província do Maranhão a 17/09/1828. Deputado à
Assembléia Geral Legislativa, na 2ª Legislatura, por Minas Gerais, de 03/05/1830 a
06/10/1833. Desembargador da Relação da Bahia a 04/10/1832. Ministro da Fazenda
e Ministro da Justiça no 3º Gabinete da Regência Trina Permanente. Deputado à
Assembléia Geral Legislativa, na 3ª Legislatura, por Minas Gerais, de 03/05/1834 a
15/10/1837. Presidente da Câmara dos Deputados - RJ, em 1838. Deputado à
Assembléia Geral Legislativa, na 3ª Legislatura, por Minas Gerais, de 03/05/1838 a
28/10/1839. Senador por Minas Gerais, de 13/04/1840 a 23/01/1875. Ministro do
Império, no 2º Gabinete do II Império (D. Pedro II), de 23/03/1841 a 19/01/1843.
Desembargador da Relação do Rio de Janeiro. Nomeado Ministro do Supremo
Tribunal de Justiça, por Dec. De 22/05/1846. Secretário do Conselho de Estado em
1851. 12º Presidente do Senado, de 04/01/1851 a 07/05/1854. Aposentado a
12/09/1860.
Teve mercê do Hábito da Ordem de Cristo, por Decreto de 12/10/1826. Oficial da
Imperial Ordem do Cruzeiro (18/10/1829). Conselheiro efetivo da Casa Real por
Carta de 29/01/1833. Nomeado Mestre de Literatura e de Ciências positivas do
Imperador, D.Pedro II, a 11/01/1837. Sócio fundador do Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro, desde 01/12/1838. Teve mercê do Hábito da Ordem da Rosa a
18/07/1841. Gentil Homem da Imperial Câmara antes de 1844. 9. Eleito presidente
perpétuo do Instituto Histórico, a 12/08/1847. Conselheiro de Estado Extraordinário
(2º Conselho), a 14/09/1850. Visconde de Sapucaí, com grandeza, a 02/12/1854.
Nomeado Conselheiro de Estado Ordinário, a 20/08/1859. Nomeado testemunha do
casamento de Imperador, a 12/12/1864. Cavaleiro da Ordem da Rosa a 23/05/1871.
Elevado a Marquês De Sapucaí a 15/10/1872. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Fidalgo
da Casa Imperial. Moço Fidalgo da Casa Real. Dignatário da Ordem de Cristo.
Dignatário da Ordem da Rosa. Dignatário da Imperial Ordem do Cruzeiro. Grã Cruz
da Ordem da Legião de Honra da França. Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada do
Valor. Lealdade e Mérito, de Portugal. Grã-Cruz da Ordem de São Januário de
Nápoles. Grã-Cruz da Ordem da Ernestina da casa Ducal de Saxe Coburgo Gotha.
Grão Mestre honorário do Grande Oriente do Vale do Lavradio (Maçonaria). Grande
do Império (Fonte: Carlos Eduardo de Almeida Barata – Os Presidentes do Senado no
Império, 1997).
Casado a 22.05.1822, no Rio de Janeiro, com Ana Efigênia Vieira de Castro Ramalho,
nascida em 1807, em Cedofeita, Porto, Portugal, e falecida a 08.09.1876, na rua
Príncipe dos Cajueiros nº 192, no Rio de Janeiro. Sepultada no dia seguinte, no
Cemitério de São Francisco de Paula (Catumbi), sendo exumada e recolhida ao
carneiro perpétuo nº 6.800 de seu marido. Filha de Luiz de Siqueira Ramalho e de
Ana Angélica de Castro.
Pais de:
I-1.
Américo José de Araújo Viana, nasc. a 03.03.1823, no Rio de Janeiro, e fal. a
31.08.1839, no Rio de Janeiro - sepult. na Igreja de São Francisco de Paula
I-2.
Candido José de Araújo Viana, bat. a 11.03.1824, em Mariana (Sé), Minas
Gerais, e fal. a 28.10.1891, no Rio de Janeiro. Sepultado no dia seguinte no
Cemitério de São Francisco de Paula (Catumbi). Moço Fidalgo da Casa
Imperial. Em 1867, residia na praça Onze de Junho, 26, e, em 1876, residia
com seu pai, à rua do Engenho Novo, Rio de Janeiro. Casado a 22.04.1841,
no Rio de Janeiro, com Antonia Carlota da Câmara de Bitencourt, nasc. em
1824, em Minas Gerais, e fal. a 22.05.1903, no Rio de Janeiro, filha de Luiz
José Fernandes de Oliveira e de Maria Madalena da Camara. Com geração.
I-3.
Maria Cândida de Araújo Viana, bat. a 02.02.1825, em Mariana, Minas Gerais
(Sé de Mariana), e fal. a 22.07.1904, no Rio de Janeiro. Sepultada no
Cemitério do Caju. Dama da Cote. Residente, em 1867, na rua do Resende,
35A e, em 1876, na rua do Príncipe dos Cajueiros, nº100. Casada a
02.02.1856, no Rio de Janeiro, com Carlos Honório de Figueiredo, nasc. em
1823, no Recife (Sacramento da Boa Vista), Pernambuco, e fal. a 27.06.1881,
na rua Senador Pompeu, 192, Rio de Janeiro. Sepultado no Cemitério do Caju.
Bacharel em Direito pela Academia de Olinda, em 1843. Filho de Joaquim
Bernardo de Figueiredo e de Isabel Joaquina de Souza. Com geração.
I-4.
Ernesto Augusto de Araújo Viana, nasc. a 11.07.1827, no Rio de Janeiro
(Engenho Velho), e fal. a 16.05.1861, no Rio de Janeiro, vítima de
tuberculose, na Rua do Rocio Pequeno, 28. Sepultado no Cemitério do Caju.
Casado a 19.07.1851, no Rio de Janeiro, em residência da mãe da noiva, com
Mariana Luiza da Cunha Vasconcelos, bat. a 15.05.1824, no Rio de Janeiro, e
fal. a 05.05.1895, no Rio de Janeiro, na rua Clara de Barros, 2-A - sepult. no
Cemitério do Caju. Filha de João Inácio da Cunha, barão e visconde de
Alcântara, senador e Ministro do Supremo Tribunal, e de Violante Maria Luiza
de Vasconcelos. Com geração.
I-5.
Manuel de Araújo Cunha, nasc. em 1829, em São Luiz do Maranhão, e fal. a
07.05.1882. Bacharel em Letras na 6.ª Turma do Colégio Pedro II, em 1848.
Bacharel em Direito pela Academia de São Paulo, em 1853. Juiz da
Provedoria. Desembargador. Moço Fidalgo da Casa Imperial. Casado a
24.11.1861, no Rio de Janeiro, com sua prima Joana de Araújo Coutinho
Viana, nasc. em 1846, no Rio de Janeiro, e fal. a 27.12.1921, no Rio de
Janeiro, filha de João de Araújo Coutinho Viana e de Maria José da Silva Leite.
Com geração.
I-6.
Januária Leopoldina de Araújo Viana, nasc. a 20.09.1833, no Rio de Janeiro, e
fal. a 01.05.1861, no Rio de Janeiro, solteira. Sepultada no Cemitério de São
Francisco de Paula (Catumbi).
I-7.
Constança Maria de Araújo Viana, nasc. a 27.05.1837, no Rio de Janeiro (São
José), onde fal. a 04.09.1855 – sepultada no Cemitério do Catumbi, em 4 de
Setembro, em jazigo, carneiro número 3867.
I-8.
Constança Mariana de Araújo Viana, nasc. a 27.05.1837, no Rio de Janeiro
(São José), e fal. a 04.09.1855, no Rio de Janeiro, no estado de solteira.
Sepultada no Cemitério de São Francisco de Paula (Catumbi).
11.º Presidente, o desembargador Joaquim Vieira da Silva e Sousa. A 13 de Outubro de
1832.
Notas: Foi nomeado a 13.08.1832, tomando posse a 13.10.1832. Foi nomeado pela
Regência a 29.11.1831, ficando sem efeito a Carta de 24 de setembro do mesmo
ano, que o despachou para igual cargo no Rio Grande do Norte. Constando que se
descaminhara a carta supra, mandou a Regência assar outra em 13.08.1832.
Nascido a 12.01.1800, na Vila do Rosário, Maranhão, e falecido a 23.06.1864, na rua
dos Remédios, onde residia, em São Luiz, Maranhão. Filho do brigadeiro Luiz Antônio
Vieira da Silva e de Maria Clara Gomes de Souza.
Matriculado no curso de Direito da Universidade de Coimbra [31.10.1817], recebendo
o grau de bacharel a 21.06.1822. Membro da primeira Câmara Independente do
Maranhão (13.08.1823). Juiz de Direito e de Ausentes em São Luiz (1824). Juiz de
Fora de Fortaleza [29.11.1825]. Provedor da fazenda dos Defuntos e Ausentes,
resíduos e Capelas [03.08.1825]. Ouvidor da Província do Ceará [18.10.1829].
Desembargador da Relação do Maranhão [02.12.1839 – posse a 06.02.1840].
Presidente da Relação do Maranhão [Noms. 28.10.1853, 11.09.1856, 20.09.1859 e
13.03.1863]. Deputado da Junta do Comércio do Maranhão [30.11.1850]. Ministro do
Supremo Tribunal de Justiça [01.03.1864], cargo em que se aposentou. Deputado à
Assembléia Geral Legislativa, pelo Maranhão [1834-37 e 1838-41]. Senador do
Império, pelo Maranhão [Nom. 27.09.1859: 1860-1864] – foi, antes, eleito senador
pelo Espírito Santo, o que não aceitou sob a alegação de falta de idade constitucional
para o cargo. Presidente da Província do Rio Grande do Norte [Nom. 24.09.1831] e
da Província do Maranhão [Nom. 13.08.1832]. Ministro de Estado do Império [1835].
Ministro de Estado da Marinha [1835]. Ministro de Estado da Guerra [1835].
Comendador da Ordem de Cristo [02.10.1840]. Conselheiro do Império [26.07.1841].
Sócio honorário da Academia Imperial de Medicina. Fidalgo Cavaleiro [19.03.1855].
Comendador da Ordem de Cristo (Fonte: Barata e Cunha Bueno, Dicionário das
Famílias Brasileiras, Tomo I, Volume II, 1999).
12.º
13.º
14.º
15.º
Deixou geração do seu cas., a 16.07.1827, com Colomba de Santo Antônio Gaioso,
falecida em agosto de 1888, filha do Tenente-coronel Raimundo José de Souza Gaioso
e de Ana de Souza Gaioso.
Pais de:
I-1.
Luiz Antonio Vieira da Silva, Visconde de Vieira da Silva, nascido a 02.10.1828
, e bat. em 12.04.1829, em casa de seus pais, Fortaleza, Ceará, e falecido em
3 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, na rua General Caldwell 21, aos
61 anos de idade, e sepultado no cemitério do Caju. Formado em Direito, foi
Presidente da província do Piauí, Senador pela província do Maranhão e
Ministro de Estado no 35º Gabinete, onde ocupou as pastas da Marinha e da
Guerra. Visconde de Vieira da Silva com grandeza, por decreto de 05.01.1889.
Casado com Maria Gertrudes da Mota de Azevedo Corrêa viscondessa de
Vieira da Silva, nascida em 1836, e falecida a 06.11.1911, no Rio de Janeiro,
com a idade de 75 anos. Foi sepultada no Cemitério de São Francisco Xavier,
também chamado de cemitério do Catumbi. Filha de Joaquim da Mota de
Azevedo Corrêa e de Maria Gertrudes. Com geração.
Vice-presidente, o cidadão Manoel Pereira da Cunha. A 17 de Março de 1834.
Notas: Foi nomeado na forma da lei de 20.10.1823, tomando posse a 17.03.1834.
Vice-presidente, o cidadão Antonio José Guim. A 3 de Maio de 1834.
Notas: Antonio José Quim, tomando posse a 03.05.1834, permanecendo apenas dois
dias no governo.
Vice-presidente, o juiz de direito Raimundo Filippe Lobato. A 5 de Maio de 1834.
Notas: Tomou posse a 05.05.1834.
Nascido em 1798, em Alcântara, Maranhão, e falecido em 05.1851, em São Luiz,
Maranhão. Filho de Felipe Nery Lobato. Matriculado no curso de Direito da
Universidade de Coimbra, a 23.12.1818. Bacharel em Leis a 22.06.1822. Bacharel em
Cânones a 26.07.1822. Formatura a 07.07.Foi Ouvidor na província da Paraíba e
desembargador da relação do Maranhão. Casado, com geração.
Pais de:
I-1.
João Climaco Lobato, nascido a 06.08.1829, no Maranhão – Bacharel em
Ciências Sociais e Jurídicas pela faculdade do Recife, Pernambuco. Magistrado.
Promotor Público, Juiz Municipal, Procurador Fiscal do tesouro, etc.
Vice-presidente, o cidadão Antonio José Guim. A 30 de Outubro de 1834.
Notas: Antonio José Quinn, por moléstia do antecedente, retornou ao governo,
tomando posse pela 2.ª vez, a 30.10.1934.
Em 11.10.1823, solicita a confirmação da carta patente promovendo-o no posto de
alferes da Companhia de Infantaria de Linha da Província do Maranhão.
16.º presidente, o senador Antonio Pedro da Costa Ferreira. A 21 de Janeiro de 1835.
Notas: Foi nomeado a 03.10.1834, tomando posse a 21.01.1835.
Antonio Pedro da Costa Ferreira, nascido a 26.12.1778, em Alcântara, Maranhão, e
falecido a 18.07.1860, no Rio de Janeiro, RJ. Bacharel em Cânones. Deputado,
senador e Presidente da Província do Maranhão. Deputado à Assembléia Geral pelo
Maranhão, em duas legislaturas: 2.ª, de 03.05.1830 a 06.10.1833; e 3.ª, de
3.05.1834 a 01.10.1834. Senador pelo Maranhão, de 10.06.1837 a 18.07.1860. Foi
agraciado, a 02.12.1854, com o título de Barão com honras de grandeza de Pindaré.
Filho do Tenente-Coronel Ascenso José da Costa Ferreira e de Maria Teresa Ribeiro.
Foi casado com sua prima Francisca da Costa Ferreira.
17.º Vice-presidente, o juiz de direito Joaquim Franco de Sá. A 25 de Janeiro de 1837.
Notas: Foi nomeado a 17.02.1836, tomando posse a 25.01.1837.
Senador Joaquim Franco de Sá, nascido a 25.12.1807, em Alcântara, Maranhão, e
falecido a 10.11.1855. Filho do ex-presidente da província do Maranhão Raimundo
Antônio Franco de Sá (citado acima) e de Estela Francisca da Costa Ferreira.
Juiz, jornalista e político. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Academia de
Olinda - ano de 1832. Deputado Geral pelo Maranhão (1841-1847). Presidente da
Província da Paraíba, por nomeação de 25 de Maio de 1844. Vice-Presidente (1837) e
Presidente da Província do Maranhão, em 1846. Senador do Império, por nomeação
de 31 de Março de 1849. Foi casado com sua prima Lucrécia Rosa da Costa Ferreira.
18.º Presidente, o capitão do mar e guerra Francisco Bibiano de Castro. A 3 do Maio de
1837.
Notas: Foi nomeado a 15.02.1837, tomando posse a 03.05.1837.
Francisco Bibiano de Castro, nascido em 1789, e falecido em 1851.
19.º Presidente, o cidadão Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo. A 3 de Março de
1838
Notas: Foi nomeado a 16.10.1837, tomando posse a 03.03.1838.
Foi presidente das províncias de Alagoas, nomeado a 04.06.1833, admistrando de
02.09.1833 a 14.12.1834; do Maranhão, de 03.03.1838 a 03.03.1839 e de
Pernambuco em duas ocasiões: a primeira, na qualidade de Vice-Presidente,
nomeado a 01.04.1835, administrando de 11.04.1835 a 01.06.1835; e na segunda,
nomeado Presidente a 13.12.1836, administrando de 01.02.1837 a 02.12.1837.
20.º Presidente, o tenente-coronel d'engenheiros Manoel Felizardo de Sousa Mello. A 3 de
Março 1839
Notas: Foi nomeado a 20.12.1838, tomando posse a 03.03.1839.
Nascido a 05.12.1805, no Rio de Janeiro (Campo Grande), e falecido a 17.08.1866,
no Rio de Janeiro - sepultado no cemit. de São João Batista. Filho do sargento-mor
Manuel Joaquim de Souza e de Luiza Maria de Jesus.
Militar, professor, jornalista, magistrado e político. Conselheiro, capitão de
engenheiros, depois tenente-coronel. Formado em matemática pela Universidade de
Coimbra, nomeado lente substituto da Academia Militar da Corte, foi sucessivamente
promovido até o posto de brigadeiro. Foi redator do Correio Official da Província de
São Pedro que circulou de 1834 a 1835 em Porto Alegre.
Foi deputado geral, presidente das províncias do Ceará (então Major), nomeado a
16.10.1837, administrando de 16.12.1837 a 15.02.1839; do Maranhão (então
Capitão), nomeado a 20.12.1838, administrando de 03.03.1839 a 7.02.1840; de
Alagoas (então Doutor, Capitão), nomeado a 02.07.1840, administrando de
18.07.1840 a 25.03.1842; de São Paulo (então Doutor, Capitão), nomeado a
04.11.1843, administrando de 25.11.1843 a 22.08.1844; e Pernambuco, nomeado a
26.10.1858, administrando de 06.12.1858 a 27.01.1859. Ministro da Marinha, e da
Guerra (Gabinete de 29.09.1848). Senador do Império do Brasil de 1849 a 1866.
Casado a 10.10.1827, no Rio de Janeiro, em casa do pai da noiva, com Francisca
Matilde das Chagas, nascida a 18.08.1800, no Rio de Janeiro (ou Francisca Candida),
e falecida a 09.03.1870, no Rio de Janeiro, na rua dos Barbonos 39 - sepultada no
Cemitério de São João Batista, filha do marechal Francisco das Chagas Santos e de
Joana Matilde de Figueiredo.
Pais de:
I-1.
Joana Candida de Souza e Melo, nasc. cerca de 1828, no Rio de Janeiro.
Casou duas vezes: a primeira, em 1849, no Rio de Janeiro, com Antonio José
Cupertino do Amaral, nascido cerca de 1825, e falecido antes de 1867 –
Comendador; e, a segunda, a 06.07.1867, no Rio de Janeiro, com o Doutor
João Maria Lopes da Costa.
I-2.
Emília Leopoldina de Souza e Melo, nascida em 1837, no Rio de Janeiro. Onde
faleceu a 11.03.1896 - sepultada no cemitério de São João Batista. Casada a
25.05.1854, no Rio de Janeiro, em casa do pai da noiva, com o Conselheiro
Dr. José Maria Lopes da Costa, nascido a 30.11.1830, no Rio de Janeiro, bat.
a 26.12., no oratório da Fazenda do Bangu, e falecido a 25.04.1889, no Rio de
Janeiro. Foi agraciado, sucessivamente, com os títulos de barão de Piraquara
(08.03.1880), e barão com honras de grandeza (18.01.1882). Filho do
sargento-mor José Maria Lopes da Costa e de Francisca Balbina de Souza.
21.º Presidente, o coronel Luiz Alves de Lima. A 17 de Fevereiro de 1840
Notas: Foi nomeado a 12.12.1839, tomando posse a 07.02.1840.
Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, nascido a 25.08.1803, no Porto da Estrela,
freguesia de São Nicolau de Suruí, Província do Rio de Janeiro, em casa de seu avô
materno, e falecido a 07.05.1880, na fazenda Santa Mônica, Província do Rio de
Janeiro. Filho do tenente-general Francisco de Lima e Silva, Barão da Barra Grande, e
de Mariana Cândida de Oliveira Belo.
Oficial do Exército. Primeiro Praça [22.11.1808]. Alferes [12.10.1818]. Tenente
[02.01.1821]. Capitão [22.01.1824]. Major [02.12.1828]. Tenente-Coronel
[12.09.1837]. Coronel [02.12.1839]; Brigadeiro [18.07.1841]. Marechal de Campo
[20.08.1842]. Tenente-General [03.03.1852]. Marechal do Exército. Ajudante de
Campo de S.M. o Imperador. Conselheiro de Estado e de Guerra [1858]. Senador do
Império [RS-1846]. Presidente das Províncias do Maranhão [1840] e Rio Grande
do Sul [1842 e 1851]. Presidente do Conselho de Ministros [1856, 1861 e 1875].
Ministro da Guerra [1855, 1861 e 1875]. Veador.
Comendador da Imperial Ordem de Cristo. Comendador da Ordem de São Bento de
Aviz [12.10.1827]. Grã-Cruz da Imperial Ordem de S. Bento de Aviz [11.09.1842].
Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa [18.10.1829]. Grã-Cruz efetiva da Imperial
Ordem da Rosa [28.08.1866]. Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro
[17.02.1824]. Grã-Cruz do Cruzeiro [03.03.1868]. Grã-Cruz Ordem de Pedro I
[26.12.1868]. Medalha de Ouro da Guerra da Independência [Bahia]. Medalha de
ouro do Exército em operações no Estado Oriental do Uruguai [26.06.1852]. Medalha
comemorativa da Rendição de Uruguaiana [1866]. Medalha de Mérito Militar
[20.02.1869].
Agraciado sucessivamente com os títulos de barão de Caxias, por Decreto de
18.07.1841, Carta Imperial de 31.07.1841 - Registrado no Livro 7.º de Registro de
Leis, Alvarás e Cartas, fls. 172; conde de Caxias, por Designação de 25.03.1845,
Carta Imperial de 02.04.1845 - Registrado no Livro 7.º de Registro de Leis, Alvarás e
Cartas, fls. 204A; marquês de Caxias, por Decreto de 26.06.1852, e, finalmente,
duque de Caxias [23.03.1869].
Membro da Maçonaria: Iniciado em 1841 [RJ}, Soberano Grande Comendador do
Supremo Conselho [1847]. Membro Efetivo do Supremo Conselho do Passeio [1861]
e Grão mestre Honorário do Grande Oriente do Brasil.
Deixou numerosa descendência do seu cas., a 26.01.1833, no Rio, com Ana Luiza
Carneiro Viana, Anicota, nascida a 30.12.1816, no Rio de Janeiro, RJ, onde faleceu a
23.03.1874, filha do desembargador Paulo Fernandes Viana e de Luiza Rosa Carneiro
da Costa - patriarcas da família Carneiro Viana, do Rio de Janeiro.
Pais de:
I-1.
Luiza do Loreto Viana de Lima, baronesa grandeza de Santa Mônica, nascida a
05.12.1833, no Rio de Janeiro, e falecida a 22.04.1902, na Fazenda
Machadinha, em Quissamã, então Município de Macaé. Casada a 29.09.1853,
no Rio de Janeiro [São José], em residência do pai da noiva, o então Marquês
de Caxias, com seu primo Francisco Nicolau Carneiro Nogueira da Gama,
nascido a 28.09.1832, no Rio de Janeiro, e falecido a 22.10.1885, em
Caxambu, Minas Gerais. Sepultado, no dia seguinte, no Cemitério de São
Francisco de Paula (Catumbi), em carneiro perpétuo nº 95, de sua
propriedade. Proprietário da Fazenda da Concórdia, na povoação do
Desengano, Freguesia de Nossa Senhora da Glória, Valença. Moço Fidalgo da
Casa Imperial. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Comendador da Ordem de
Cristo. Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa,
de Portugal. Cavaleiro-Comendador da Ordem de São Gregório Mágno, por
mercê de S.S. Papa Leão XIII, de 18.01.1882. Foi agraciado, a 01.04.1882,
com o título de Barão de Santa Mônica, com honras de grandeza. Filho de
Manuel Jacinto Nogueira da Gama, Marquês de Baependi, e de Francisca
Mônica Carneiro da Costa.
I-2.
Ana do Loreto Viana de Lima, nascida a 24.06.1836, no Rio de Janeiro, e
falecida a 22.09.1884, na Chácara da Concha. Macaé, RJ - faleceu antes da
concessão do título ao seu marido. Casada a 02.07.1853, no Rio de Janeiro
(cerimônia celebrada na residência do pai da noiva), com Manuel Carneiro da
Silva, nascido a 19.04.1833, em Quissamã - Macaé - Rio de Janeiro, e falecido
a 18.09.1917, na Fazenda Machadinha, Quissamã. Comendador da Ordem da
Rosa. Um dos fundadores da Cia. Engenho Central de Quissamã. Agraciado
com o título de Visconde de Ururaí, a 21.02.1888.
I-3.
Luiz Alves de Lima, nascido a 17.12.1847, no Rio de Janeiro, onde faleceu a
18.06.1862.
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