Orientações – Controle Externo – Auditor/TCU 2013 Cargo: Auditor/TCU 2013 – Remuneração inicial aproximada de R$ 16.000,00. Banca: CESPE/UnB. Conhecimentos Específicos CONTROLE EXTERNO: 1 – Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e Declaração de Lima. 2 – Sistemas de Controle na Administração Pública Brasileira (arts. 70 a 74 da Constituição Federal). 2.1 – Tribunais de Contas: funções, natureza jurídica e eficácia das decisões. 3 – Tribunal de Contas da União: natureza, competência e jurisdição. 3.1 – Organização. Julgamento e fiscalização. 3.2 – Lei Orgânica do TCU (Lei nº 8.443/1992). 3.3 – Regimento Interno do TCU (Resolução-TCU nº 155/2002). Matéria Controle Externo nos últimos concursos do TCU (Questões e gabaritos definitivos em anexo) TFCE/TCU-2012 (Objetivas 15/50 | Discursivas – 1/3) Auditor/TCU-2011 (Objetivas 13/100 | Discursivas – 1/3) TFCE/TCU-2009 (Objetivas - 15/50 | Discursivas – 1/3) TFCE/TCU-2007 (Objetivas - 15/50 | Discursivas – 1/3) Pessoal, seguem algumas sugestões para a matéria Controle Externo referente ao concurso Auditor/TCU-2013. Agosto/2013 | Abraços, Vitor Levi. CONTROLE EXTERNO BRASIL [email protected] Considerações preliminares: Olá pessoal, a matéria Controle Externo passou para os conhecimentos específicos, embora pareça que a mesma tenha sido valorizada, em minha opinião a consequência disso será a cobrança de uma quantidade menor de questões do que o normal, considerando haver outras 8 matérias no mesmo bloco de questões (100 questões para 9 matérias). Contudo, penso na possibilidade de uma questão discursiva acerca da matéria. Estudar os seguintes assuntos: Teoria Geral do Controle Externo (Tópico 1 e 2 do edital) O candidato deverá ler a Declaração de Lima, saber a relação dos Tribunais de Contas com os Poderes da República (Independência, Poderes, Equilíbrio), a diferença entre Auditoria Interna e Externa, e os detalhes sobre os Sistemas de Controle de Contas (Tribunais de Contas e Auditorias/Controladorias Gerais). Aconselharia também o estudo (pelo menos superficial) da história do controle público brasileiro, haja vista a cobrança do tópico “evolução” na Auditoria Governamental. ● Constituição de 1988 e o Controle Externo (Tópico 2 do edital) Já falei em outras oportunidades que considero o Controle Externo como um híbrido entre os Direitos Constitucional, Administrativo, Financeiro, Processual e a Auditoria Governamental, tendo em vista esse pensamento, sugeriria o estudo de todos os artigos da Constituição de 1988, em especial a dos arts. 1-35 (31), 3743, 70-75 e 165-169. Os artigos a mais sugeridos estão sendo exigidos nos conteúdos de outras matérias. ● Procurar e estudar com calma as passagens e os respectivos contextos do termo “de contas” na Constituição de 1988. Pressiona o (Ctrl+F) e busque o termo “de contas”. ● ● Entender as Súmulas Vinculantes (STF) 3, 5, 13 e 21. E súmula STF 347 x MS 25.888/2006 (Min. Gilmar Mendes). Estar em dia com as jurisprudências do TCU, STF e STJ (referentes ao TCU): 1) referente à possibilidade de responsabilização de agente privado sem a necessidade de haver solidariedade com agente público, 2) contas de governo x contas de gestão, 3) medidas cautelares, 4) determinação de suspensão de pagamentos x contratos, 5) Ministério Público de Contas, e outras. Saber vincular os principais princípios do direito constitucional e administrativo às situações de exercício do Controle Externo, alguns princípios importantes: devido processo legal, contraditório e ampla defesa, prestação de contas, simetria constitucional, entre outros. ● Normas especiais acerca do Tribunal de Contas da União (tópico 3) Apesar de detalhar assuntos importantes na Lei Orgânica do TCU (LO/TCU – Lei 8.443/1992) e no Regimento Interno do TCU (RI/TCU – Resolução-TCU 155/2002, última atualização em 2012), em seguido o edital abre a possibilidade de cobrança de qualquer parte tanto da LO/TCU, quanto do RI/TCU. Por isso aconselharia o candidato a ler todos os artigos dessas legislações (pelo menos de forma superficial), dando especial atenção aos assuntos Organização, Julgamento e Fiscalização. A seguir minha sugestão de leitura obrigatória (conhecimento mínimo): ● LO/TCU – Ler toda a lei RI/TCU – Arts. 1 ao 5 (Natureza, Competência e Jurisdição) RI/TCU – Arts. 6 ao 66 (Organização) RI/TCU – Arts. 188-A ao 265 (Atividade de Controle Externo, contemplando Julgamento e Fiscalização) *Ler os artigos citados nas passagens (inclusive de outras leis), por exemplo, o art. 8 do RI/TCU estimula a leitura dos arts. 58 a 64. Apesar de não estar explicito no edital, aconselharia também a leitura das INs TCU 71/2012 (Tomada de Contas Especial) e 63/2010 (Relatórios de gestão e Processos de Contas), esta última também cobrada na matéria Auditoria Governamental. ● TFCE/TCU-2012 (13/50 questões objetivas da matéria Controle Externo) Questões objetivas Acerca das características próprias do TCU, julgue os itens a seguir. 16 As decisões finais do TCU podem constituir-se em atos administrativos complexos. 17 Em observância ao princípio constitucional da independência dos poderes, as contas referentes à gestão financeira e orçamentária dos Poderes Legislativo e Judiciário não são incluídas nas contas prestadas anualmente pelo presidente da República, sobre as quais cabe ao TCU emitir parecer prévio. 18 O TCU adota, como sistema de controle de contas, o modelo germânico. A respeito da organização e do funcionamento do TCU, julgue os itens subsequentes. 19 O cargo de Procurador-Geral do TCU pode ser ocupado por procurador da República. 20 Na conjuntura vigente, um sistema centralizado para pagamento dos servidores aposentados do Poder Executivo não poderia incluir os servidores aposentados do TCU sem prévia autorização desse tribunal. 21 Se, em decorrência de declaração de impedimento para julgar determinado processo de contas, um auditor do TCU vier a substituir ministro desse tribunal, o auditor terá as mesmas garantias e impedimentos dos ministros do Superior Tribunal de Justiça, mas não os mesmos vencimentos ou vantagens destes. Considerando que, no exercício de sua missão institucional, o TCU realiza uma série de atividades de fiscalização nos órgãos sob sua jurisdição, julgue os itens que se seguem. 22 A fiscalização da renúncia de receitas não depende das prestações ou tomadas de contas nos órgãos responsáveis por esse ato e pode ocorrer no final do exercício, no momento do julgamento das contas dos órgãos. 23 Quando o dano ao erário provocado por determinada irregularidade na gestão de recursos públicos for inferior à quantia fixada anualmente pelo TCU, a tomada de contas poderá ser dispensada, a critério do TCU. 24 Uma vez reconhecida a incompetência do TCU em determinado processo de tomada de contas especial (TCE), pelo fato de o citado não estar sujeito à jurisdição do Tribunal, esse processo de TCE deverá ser extinto. 25 Se o TCU detectar irregularidade de que decorra dano ao erário e que não tenha sido objeto de tomada de contas especial (TCE) no curso do exercício financeiro vigente, a autoridade administrativa do órgão onde a irregularidade tiver ocorrido será considerada solidariamente responsável. As decisões do TCU estão submetidas a um rito estabelecido em lei e em seu regimento interno. Com relação a esse assunto, julgue os seguintes itens. 26 Considere que uma autoridade indicada como responsável em determinado processo de contas não more em Brasília e tenha nomeado procurador para agir em seu nome perante o TCU. Nessa situação, o procurador, mesmo no caso de não ser advogado, poderá praticar todos os atos processuais previstos em regulamento, incluindo o pedido de vista para retirar o referido processo das dependências do TCU. 27 Se, em determinado processo de contas, houver cinco pessoas indicadas como responsáveis, representadas por cinco procuradores diferentes, será dado, para cada procurador, o prazo de dez minutos para sustentação oral, desde que regularmente requerido. 28 Ao apresentar ao TCU denúncia de irregularidade cometida em órgão público federal, todo cidadão poderá obter certidão dos despachos e fatos apurados, porém somente quando o processo referente à denúncia estiver concluído ou arquivado. 29 Caso o TCU tome conhecimento de determinada irregularidade cometida em órgão público federal, o tribunal poderá determinar a instauração de TCE antes mesmo de decorrido o prazo de 180 dias do conhecimento dos fatos. 30 Se determinado gestor público tiver seu nome incluído no cadastro informativo dos débitos não quitados de órgãos e entidades federais (CADIN) em decorrência da realização de TCE e, posteriormente, o TCU considerar iliquidáveis as contas desse gestor, o seu nome deverá ser excluído do CADIN. TFCE/TCU-2012 – Controle Externo - Gabarito definitivo 16 - C 17 - E 18 - C 19 - E 20 - C 21 - C 22 - C 23 - E 24 - C 25 - E 26 - E 27 - E 28 - E 29 - C 30 - C Questão discursiva – 10 linhas Convém observar que o legislador especificou quem efetivamente seriam os sujeitos ativos e os sujeitos passivos do ato de improbidade administrativa. A legislação nos trouxe o que a doutrina especializada passou a chamar de agentes públicos equiparados, ou seja, todos aqueles que houverem praticado atos de improbidade contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de 50% do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nesses casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. A diferença, portanto, que reside entre essas duas espécies de sujeitos ativos, diz respeito, fundamentalmente, à extensão da sanção patrimonial a eles submetidos. C. H. Rodrigues da Silva. A responsabilização dos dirigentes de partidos políticos por atos de improbidade e a lacuna legal quanto à prescrição. In: Revista do Tribunal de Contas da União, Brasil, ano 41, n.º 116, set/dez/2009 (com adaptações). Considerando que o texto acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto respondendo à seguinte pergunta: Qual o papel do TCU na responsabilização de dirigentes de partidos políticos? Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: - a natureza jurídica dos partidos políticos; [valor: 4,50 pontos] - sanções que podem ser aplicadas. [valor: 4,50 pontos] Auditor/TCU-2011 (13/100 questões objetivas da matéria Controle Externo) Questões objetivas Julgue os itens a seguir, relativos às entidades fiscalizadoras superiores (EFSs) e à Declaração de Lima. 20 A Organização das Entidades Fiscalizadoras dos Estados partes do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), da Bolívia e do Chile, além de seus respectivos órgãos nacionais, admitidos como membros ativos, pode admitir, como membros associados, organizações supranacionais de controle e fiscalização dos recursos públicos, bem como EFSs dos países com expressão comunitária e organismos internacionais de crédito. 21 O fato de órgãos e entidades governamentais serem objeto do controle exercido por uma EFS não implica subordinação de tal maneira que eles possam isentar-se de responsabilidades em relação às suas operações e decisões. Se, entretanto, em vez de recomendações, a EFS emitir resoluções ou atos similares, o seu cumprimento se tornará obrigatório. 22 As obras públicas, em geral, por envolverem recursos consideráveis, requerem atenção especial, cabendo à EFS exclusivamente o controle da regularidade das despesas efetuadas. A avaliação dos resultados e a qualidade da execução das obras constituem responsabilidade exclusiva dos próprios contratantes. Julgue os próximos itens, referentes aos sistemas de controle na administração pública brasileira e ao TCU. 23 Caso sejam constatadas irregularidades nas contas do presidente da República, o TCU deverá emitir parecer prévio pela rejeição dessas contas, o que tornará o chefe do Poder Executivo inelegível para as eleições que se realizarem nos oito anos subsequentes à emissão da referida peça técnica. 24 A sustação da execução de contrato é um tipo de medida corretiva requerida pelo TCU, cabendo a decisão final exclusivamente ao Congresso Nacional, dada a sua natureza essencialmente política. Julgue os itens subsequentes, relativos à organização e ao funcionamento do TCU. 25 A supervisão exercida sobre as estatais, conforme estabelece o Decreto-lei nº 200/1967, constitui abordagem do controle que visa, entre outros aspectos, a garantia da autonomia administrativa, financeira e operacional dessas empresas, razão por que o seu orçamento é submetido a outros órgãos do Poder Executivo, e não ao Poder Legislativo. 26 A jurisdição do TCU estende-se aos sucessores de ex-dirigentes de entidades estatais que cometam irregularidades que resultem em prejuízo para os cofres públicos, até o limite do prejuízo apurado e não ressarcido, independentemente do patrimônio transferido. 27 Um parlamentar que deseje obter informações pormenorizadas acerca de auditoria realizada pelo TCU em determinado órgão da administração federal deverá requerer à comissão da respectiva Casa a aprovação da solicitação, que, então, poderá ser formalmente encaminhada ao TCU, para apreciação em caráter de urgência. 28 O presidente da República tem a prerrogativa de escolher livremente apenas um dos nove ministros do TCU, além de outros dois indicados em listas tríplices pelo próprio TCU, estando essas três escolhas sujeitas ao crivo do Senado Federal. 29 Caso a documentação contábil de determinada entidade seja roubada e seja impossível a sua recuperação ou a obtenção de informações apropriadas e suficientes sobre as operações dessa entidade, suas contas deverão ser consideradas iliquidáveis, e o processo correspondente, arquivado. A baixa da responsabilidade do administrador, entretanto, somente poderá ser dada após cinco anos da decisão terminativa do TCU. Julgue os itens a seguir com base no Código de Ética dos Servidores do TCU. 30 A recusa sistemática do servidor em participar de programas de atualização profissional promovidos pelo próprio TCU, incluindo-se os ministrados por outras instituições, à falta de justificativas plausíveis, fere o Código de Ética, configurando descumprimento de dever funcional. 31 O servidor do TCU regularmente inscrito na OAB poderá atuar, como advogado de outro servidor do TCU, em ação que envolva a própria instituição, desde que a prestação do serviço não envolva nenhum tipo de remuneração. 32 Não há impedimento ou suspeição em relação ao servidor do TCU que seja designado para efetuar diligência em entidade estatal vinculada a ministério onde ele tenha realizado auditorias pelo sistema de controle interno, desde que o servidor não tenha atuado como advogado, perito ou servidor do sistema de controle interno em processo envolvendo a citada entidade estatal. Auditor/TCU-2011 – Controle Externo - Gabarito definitivo 20 - X 21 - C 22 - E 23 - E 24 - E 25 - E 26 - E 27 - C 28 - C 29 - C 30 - C 31 - E 32 - C Justificativas de anulação do CESPE/UnB ITEM 20 — anulado porque a utilização do termo "experiência" no lugar do termo "expressão" prejudicou o julgamento objetivo do item. Questão discursiva – 20 linhas Texto I O TCU, com base nas diretrizes da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (INTOSAI), conceitua a auditoria operacional como o exame independente e objetivo da economicidade, eficiência, eficácia e efetividade de organizações, programas e atividades governamentais, com a finalidade de promover o aperfeiçoamento da gestão pública. A auditoria operacional vem merecendo atenção crescente nos trabalhos do tribunal, cuja atuação, hoje, transcende a mera verificação da regularidade das despesas públicas, que, por mais que se considere essencial, é insuficiente para efeito de avaliação do desempenho de uma entidade e de seus dirigentes. Texto II Uma instituição pública de ensino ofereceu cem vagas para um curso profissionalizante com duração prevista de dois anos, tendo sido todas preenchidas. A falta de disponibilidade de professores obrigou a instituição a recrutar profissionais em outras instituições ou localidades. Ao final do período de dois anos, metade dos alunos havia desistido do curso; do restante, a metade só concluiu o curso ao final de três anos. Dos formados, apenas a metade passou a atuar na área ou utilizou os novos conhecimentos na sua atividade profissional. Considerando as informações apresentadas no texto I, acima, discorra sobre o entendimento a respeito de economicidade, eficiência, eficácia e efetividade, e suas aplicações ao caso concreto apresentado no texto II. TFCE/TCU-2009 (15/50 questões objetivas da matéria Controle Externo) Questões objetivas As sindicâncias já instaladas no Senado incluem a que investiga as empresas que intermediavam empréstimos consignados para servidores e as auditorias do TCU sobre os contratos e a folha de pagamento da instituição. As cobranças da sociedade por mais transparência aumentam a pressão para que sejam divulgados todos os gastos da Casa. O Globo, 28/6/2009, p. 8 (com adaptações) Tendo os textos acima como referências iniciais e considerando o campo de atuação do TCU no Brasil dos dias atuais, julgue os itens de 16 a 20. 16 As auditorias mencionadas no primeiro texto inscrevem-se entre as competências do TCU, fixadas constitucionalmente, entre as quais está a de realizar, por iniciativa própria ou não, inspeções e auditorias de naturezas contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. 18 As auditorias que o TCU realiza no Senado Federal, conforme mencionado no primeiro texto, tornam-se necessárias porque, diferentemente do que ocorre com o Poder Executivo e em observância ao preceito constitucional da independência dos poderes, inexistem sistemas de controle interno no âmbito dos Poderes Legislativo e Judiciário. Julgue os próximos itens, relativos à atuação do TCU 38 A CF conferiu ao TCU a competência para julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, porém não atribuiu a esse tribunal competência para aplicar sanções aos responsáveis quando constatada a ocorrência de ilegalidade de despesa ou de irregularidade de contas, por se tratar de competência exclusiva do Congresso Nacional. 39 Apesar de ser órgão que auxilia o Poder Legislativo no controle externo, o TCU pode realizar, por iniciativa própria, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. 40 No exercício de suas competências constitucionais, o TCU deve observar, em todo e qualquer procedimento, o princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa. Com relação à natureza, competência e jurisdição do TCU, julgue os seguintes itens. 41 As funções exercidas pelo TCU situam-se no âmbito do controle externo, como um dos aspectos da fiscalização da administração pública, prerrogativa constitucional do Poder Legislativo. 42 A função corretiva exercida pelo controle externo manifesta-se por meio de atos tais como a sustação imediata de contratos considerados irregulares, que deve ser comunicada ao Congresso Nacional, para que este determine as medidas cabíveis. Acerca da organização e do funcionamento do TCU, julgue os itens a seguir. 43 Do terço dos ministros do TCU cuja escolha incumbe ao presidente da República, apenas um é de sua livre escolha, pois os demais são indicados entre os auditores e os membros do Ministério Público junto ao tribunal. 44 O TCU, ainda que na qualidade de órgão auxiliar do Congresso Nacional, dispõe de uma Secretaria de Controle Interno, que, entre outras competências, está incumbida de apoiar o controle externo e, até, representar ao presidente do tribunal em caso de ilegalidade ou irregularidade constatada. Com relação aos tipos de fiscalização exercidos pelo TCU, julgue os itens subsequentes. 45 Ratificando disposições dos anos anteriores, a lei de diretrizes orçamentárias de 2009 prevê a suspensão de obras e serviços com indícios de irregularidades graves, que devem ser apontados em informação prestada pelo TCU. Esses indícios são caracterizados por situações que constituam graves desvios em relação a princípios tais como a publicidade e a eficiência, aplicáveis à administração pública. 46 Quando a União repassa recursos aos demais entes da Federação mediante convênios ou instrumentos congêneres, o TCU examina as prestações de contas dos órgãos ou das entidades repassadores, mas não pode examinar as contas de entes beneficiários dos recursos relativos àquelas transferências em obediência ao princípio da autonomia federativa. A respeito das deliberações e dos recursos no âmbito do TCU, julgue os itens que se seguem. 47 Os responsáveis cujas contas sejam julgadas irregulares, ainda que estejam sob apreciação do TCU, integrarão uma relação que será encaminhada à justiça eleitoral e estarão impedidos de candidatar-se ou tomar posse até a decisão do tribunal em instância final. 48 Caberá embargo de declaração à decisão proferida em processo de prestação de contas em que o responsável se julgar prejudicado em virtude de terem sido suas contas julgadas irregulares, diferentemente das de seus antecessores, em circunstâncias semelhantes. Quanto ao processo em geral, julgue os próximos itens. 49 Na hipótese de as contas serem julgadas irregulares por dano ao erário decorrente de ato de gestão antieconômica, o TCU deverá condenar o responsável ao pagamento do valor atribuído ao dano injustificado, atualizado e acrescido de juros. 50 O relator pode determinar o arquivamento dos processos cujas contas sejam consideradas iliquidáveis, isto é, nos casos em que o julgamento do mérito for materialmente impossível por motivos alheios à vontade do responsável. TFCE/TCU-2009 – Controle Externo - Gabarito definitivo 16 - C 18 - E 38 - E 39 - C 40 - E 41 - C 42 - E 43 - C 44 - C 45 - C 46 - E 47 - E 48 - C 49 - E 50 - C Questão discursiva – 10 linhas Considerando as disposições constantes da Constituição Federal, responda, de forma fundamentada, se, no exercício do controle externo, o Tribunal de Contas da União tem competência para sustar contratos administrativos, quando constatadas irregularidades, e para apreciar a legalidade do ato administrativo de concessão de aposentadoria de servidores da administração pública federal direta e indireta. TFCE/TCU-2007 (15/50 questões objetivas da matéria Controle Externo) Questões objetivas Julgue os itens a seguir, acerca do papel constitucional do Tribunal de Contas da União (TCU). 21 A Constituição Federal estabelece que qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU. 22 Qualquer pessoa, física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária está obrigada constitucionalmente a prestar contas ao TCU. 23 O TCU deve auxiliar o Congresso Nacional no exercício do controle externo e da fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. 24 Os ministros do TCU, por integrarem o Poder Judiciário, detêm as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos ministros do Superior Tribunal de Justiça. 25 O TCU pode, no exercício de suas atribuições, apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público. Julgue os itens a seguir, acerca da natureza, da competência e da jurisdição do TCU. 31 Considere que uma lei federal dispense concurso público para o provimento do cargo de consultor legislativo do Senado. Nesse caso, quando o TCU for apreciar essas nomeações, deixará de aplicar a lei, julgando com fundamento na Constituição Federal. Esse controle feito pelo tribunal é denominado controle abstrato da constitucionalidade. 32 Considere que determinada organização civil de interesse público, que atua na área de defesa e conservação do meio ambiente, tenha sido contratada pela administração pública federal, por meio de termo de parceria. Nessa situação, mesmo sendo pessoa jurídica de direito privado, essa organização civil está sujeita à jurisdição do TCU. 33 Entre as atribuições do TCU, destaca-se o julgamento das contas prestadas pelos administradores públicos e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos federais, que demonstrem prejuízo ao erário. Conforme o entendimento doutrinário e jurisprudencial, essas decisões vinculam a administração pública. 34 É competência do TCU apreciar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República, bem como fiscalizar a aplicação dos recursos tributários correspondentes ao fundo de participação dos estados, arrecadados pela União e transferidos aos demais entes da Federação, incluindo-se os territórios. Além disso, se a entidade fiscalizada não possuir sistema de controle interno, o TCU poderá bloquear as parcelas desses recursos e suspender a transferência de quaisquer outros recursos federais, sem comunicar o fato ao Congresso Nacional. 35 Considere que determinado gestor de receitas públicas, após o devido processo legal, tenha sido condenado pelo TCU a ressarcir o erário. Considere ainda que, na condenação, o tribunal tenha declarado expressamente o agente responsável e o valor a ser devolvido à União. Nesse caso, a competência para executar a decisão do tribunal é da Advocacia-Geral da União, que deverá observar os prazos de cobrança previstos na lei, sob pena de prescrição para atos ilícitos praticados por agente ou servidor público. Julgue os itens seguintes quanto à organização e ao funcionamento do TCU. 36 O TCU apreciará as contas prestadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, consolidadas às contas dos respectivos tribunais, mediante parecer prévio, ao qual caberá recurso, inclusive patrimonial, quanto à adequação. 37 Considere que o TCU, ao examinar a legalidade de determinado ato de concessão de aposentadoria, o tenha anulado por ilegalidade. Nessa situação, competirá ao órgão de origem do beneficiário a interrupção do pagamento dos proventos, não cabendo ao beneficiário o direito ao contraditório e à ampla defesa. 38 O auditor do TCU, quando em substituição a ministro, terá as mesmas garantias e impedimentos daquele, mas não poderá pedir vista de processos. 39 Nas votações da sessão de plenário, as sugestões de alteração da minuta de acórdão poderão ser feitas até a leitura de sua redação final. 40 O TCU tem atribuições de natureza administrativa; porém, quando julga as contas dos gestores e demais responsáveis por bens e valores públicos, exerce sua natureza judicante. Mesmo assim, não há consenso na doutrina quanto à natureza do tribunal. TFCE/TCU-2007 – Controle Externo - Gabarito definitivo 21 - C 22 - C 23 - C 24 - E 25 - C 31 - E 32 - C 33 - C 34 - X 35 - E 36 - E 37 - X 38 - E 39 - C 40 - C Justificativas de anulação do CESPE/UnB ITEM 34 (caderno Delta) — anulado porque permite mais de uma interpretação. ITEM 37 (caderno Delta) — anulado. De forma geral, não compete ao TCU anular ato de concessão de aposentadoria. Questão discursiva – 10 linhas Entre os atos da administração pública relativos à despesa, estão aqueles relacionados com a investidura em cargo ou emprego público, sobre o que a Constituição atribuiu competência específica ao Tribunal de Contas da União (TCU). Disserte, de forma sucinta, acerca dessa competência do TCU definida pela Constituição quanto aos atos de admissão de pessoal, enfocando, necessariamente, os seguintes questionamentos: - Que atos estão subordinados à função fiscalizatória do TCU relativamente à admissão de pessoal? - Qual a abrangência da atuação do TCU, no que tange aos órgãos da Administração direta e indireta federal, nos provimentos de cargos efetivos e em comissão? - Há possibilidade da apreciação do ato de admissão de pessoal pela administração e pelo Poder Judiciário?