19 de Novembro de 2015
Agronegócio
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Pequeno produtor é desafio para logística reversa no agro
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'Carne sustentável' no foco do Greenpeace
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Para presidente da CNA, setor agroflorestal tem credibilidade para reivindicar ações
para o produtor
Ambiental
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Atlas da Mata Atlântica revela dados do desmatamento em cidades de Alagoas
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Emissões de CO2 no Brasil em 2014 se mantêm estáveis
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Secretaria de Meio Ambiente detecta 17 pontos de desmatamento
Em destaque
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50 anos de hesitação com o clima
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PIB e sistema de preços são cegos ambientais, diz economista
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Relatório do IEA mostra que produtos florestais tiveram cotações estagnadas em
outubro
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Site monitora em tempo real emissões de CO2 do setor elétrico no Brasil
Empresas
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Suzano planeja investir R$ 1,6 bilhão em dois anos
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Suzano vai investir R$ 2,38 bilhões em 2016
DOCS - 1597163v1
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Após anúncio de balanço, ações da Suzano Papel e Celulose sobem 6%
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Acionista pode esperar política "benevolente", diz Suzano
Executivo
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MMA anunciará dados de desmatamento
Internacional
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EUA descartam novo tratado climático na conferência de Paris
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China quer sistema nacional de comércio de direitos de emissão de carbono
Judiciário
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TCE paulista aprova primeira PPP para gestão de resíduos sólidos no estado
Legislativo
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Metade do País pronta para gerir resíduos
DOCS - 1597163v1
Agronegócio
Pequeno produtor é desafio para logística reversa no agro
Setor tem apostado em coleta itinerante para fazer a recepção de embalagem de
defensivo vindo da agricultura familiar; potencial de avanço no Matopiba
Por conta do clima tropical e da variedade de safras, o Brasil é o maior consumidor de
defensivos, mas também o primeiro no ranking global de logística reversa do setor. No
entanto, atingir a agricultura familiar ainda é o grande entrave que tem sido combatido
através de coletas itinerantes.
A cada 100 embalagens de agroquímicos colocadas no mercado, cerca de 94 têm o retorno
ambiental correto. Nos Estados Unidos - principal concorrente na produção de commodities
agrícolas - a média de retorno é de 33%, conta o gerente de logística do Instituto Nacional de
Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), Mário Fuji.
Mais de 4,8 mil recebimentos itinerantes foram organizados no Brasil, neste ano, "para que
seja viável buscar essa embalagem em lugares em que o produtor não tem como entregar",
diz o executivo. O chamado 'Sistema Campo Limpo', promovido pela entidade, encaminha a
maior parte dos produtos pata a reciclagem (91%) e os demais para a incineração.
Ações
"Até a última sexta-feira de novembro (27), estamos com um programa de recebimento em
São Paulo para atender os pequenos e médios produtores que têm dificuldade de fazer a
devolução das embalagens", informa o gerente da Associação das Revendas de Insumos
Agrícolas de Araraquara (Ariar), Antônio Tadeu. O objetivo desta ação é atingir 150
produtores. Amanhã (18) a central de coleta chega ao município de São Carlos e termina em
Brotas (SP).
Este tipo de processo visa atender, anualmente, de 800 a mil agricultores só entre as
lavouras paulistas. O único procedimento exigido é o da lavagem adequada para que o
produto esteja apto ao sistema de reciclagem.
Desde 2002, uma legislação atribui a cada elo da cadeia (agricultores, fabricantes e canais de
distribuição, com apoio do poder público) responsabilidades compartilhadas que possibilitam
o funcionamento do Sistema Campo Limpo, do Inpev. Com isso, já foram destinadas
corretamente mais de 360 mil toneladas do material.
DOCS - 1597163v1
"Muito antes da lei as empresas [de agroquímicos] já estavam preocupadas com o fim a ser
dado para essas embalagens. Tivemos a oportunidade de fazer [projetos] pilotos e quando
houve a regulamentação, já tínhamos alguma experiência", afirma Fuji.
Resultados e projeções
Dados do Inpev indicam que, entre os meses de janeiro e setembro deste ano, foram
recolhidas 36.925 toneladas de embalagens vazias, um aumento de 6% em relação ao
mesmo período de 2014. O estado do Mato Grosso é responsável, sozinho, pelo volume de
8.536 toneladas e ainda manteve a liderança com um ganho de 4% no período avaliado.
Segundo o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso
(Aprosoja), Nery Ribas, a região mantém um trabalho de conscientização há cerca de 21
anos. "Então, hoje está mais que consolidado", enfatiza. Foram construídos locais para o
armazenamento das embalagens nas propriedades e, agora, mediante um agendamento com
as centrais de coleta os produtos são encaminhados, tal como qualquer outra etapa do
processo produtivo.
Um resultado que chamou a atenção foi o de Tocantins, integrante da nova região agrícola,
Matopiba, ao lado de Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Com 31% de avanço na variação
anual, o Tocantins entregou 402 toneladas, daí o potencial de expansão não só neste estado,
mas em todo o Matopiba.
"Nos antecipamos à realidade do Matopiba e colocamos unidades remotas nesta região. Sem
dúvida, é lá que está o maior potencial de crescimento", estima o gerente do instituto. Em
contrapartida, o Maranhão registrou o menor aumento, de 0,6% no período, em 746
toneladas. "Não significa que recolhemos menos, lá houve menor demanda por defensivos",
completa.
Fonte: DCI | 17.11
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'Carne sustentável' no foco do Greenpeace
Apesar dos avanços obtidos nos últimos anos para impedir que a pecuária impulsione o
desmatamento da Amazônia, há ainda uma boa chance de parte da carne bovina consumida
pelos brasileiros chegar à mesa à custa de árvores. A duas semanas da reunião global mais
importante para discutir as mudanças climáticas - a CoP-21, em Paris -, o Greenpeace
divulga hoje mais um relatório que aponta falhas no controle da cadeia produtiva da pecuária
DOCS - 1597163v1
no bioma. Desta vez, o foco está no varejo - e os resultados foram considerados
decepcionantes.
Intitulado "Carne com gosto de desmatamento: em um supermercado perto de você", o
relatório aponta que um volume significativo da proteína bovina consumida no país ainda não
é monitorada pelos supermercados. A falta de rastreamento aumenta o risco de a carne ser
de animais associados ao desmatamento ilegal e a condições degradantes de trabalho. Nos
últimos sete meses, o Greenpeace avaliou o desempenho de sete grupos com atuações
nacional e regional, que representam quase dois terços das vendas do varejo no Brasil. Três
aspectos foram observados: a existência de políticas de aquisição para as compras de carne
bovina, a avaliação dos critérios dessas políticas e a transparência das ações com os clientes.
"Quando o assunto é carne bovina livre de desmatamento, os supermercados são pura
decepção", afirma o Greenpeace.
"Nenhum atingiu o patamar verde do ranking que corresponde às empresas que atingiram de
70% a 100% em todas as áreas-chave que integram o ranking". No resultado final, o melhor
colocado foi o Walmart, seguido pelo Carrefour. GPA (bandeiras Pão de Açúcar e Extra) e
Cencosud se saíram pior, enquanto os grupos regionais Comper, DB e Y.Yamada, com forte
presença no Norte, sequer responderam o questionário ou telefonemas do Greenpeace,
iniciados já em abril.
Conforme Adriana Charoux, da campanha Amazônia do Greenpeace, a falta de uma política
para a compra de carnes chamou a atenção em quase todas as empresas. "Isso é essencial
para assegurar que todos os fornecedores estão comprometidos com o desmatamento zero",
afirmou ela ao Valor.
Segundo os próprios varejistas, a maior parte da carne bovina adquirida no mercado vem dos
três maiores frigoríficos do país - JBS, Marfrig e Minerva -, que já possuem sistemas próprios
de averiguação da procedência do animal. Em outras palavras, os frigoríficos já conseguem
rastrear com mais facilidade se o animal que eles irão abater foi criado em área socialmente e
ambientalmente íntegra, e ainda longe de terras indígenas.
O Pão de Açúcar, por exemplo, afirma que 70% da carne bovina vendida em suas lojas vem
desses frigoríficos. O problema, diz o Greenpeace, está nos 30% restantes. O levantamento
cita, ainda, que somente a carne da marca própria Taeq é monitorada. Mas o produto,
destinado ao mercado premium, representa apenas de 5% a 7% das vendas de carne bovina
do grupo.
"Por não ter uma política própria para compra de carne bovina, o GPA, que é o maior
varejista no Brasil, só consegue garantir a procedência de parte do produto. Ter a maioria da
carne vinda destes frigoríficos não configura um padrão aceitável", afirma Adriana.
"Extra e Pão de Açúcar compram cerca de 70% dos seus produtos de carne bovina de três
grandes frigoríficos nacionais, signatários do Compromisso Público de Zero Desmatamento do
DOCS - 1597163v1
Greenpeace desde 2009. Além destes, 10% da compra é de produtores do Estado de São
Paulo, ou seja, de regiões que não estão contempladas na Amazônia. Para os demais
fornecedores, é realizado um trabalho de identificação e monitoramento da cadeia bovina,
coordenado pela ONG TFT (The Forest Trust), que deriva da política de compras das redes,
garantindo condições de produção social e ambientalmente corretas para os produtos
expostos nas lojas", disse, em nota, a GPA.
A falta de uma política de compra de carne também foi alvo de questionamento ao Carrefour,
que se comprometeu em 2010 a alcançar o desmatamento zero até 2020. Passados cinco
anos, o Greenpeace afirma que o grupo não avançou no tema. Segundo a ONG, a rede diz
comprar 90% de sua carne bovina de JBS, Marfrig e Minerva, mas não explica quais
mecanismos usa para garantir que o produto não esteja ligado ao desmatamento.
"O Grupo Carrefour possui compromisso global com o desmatamento zero até 2020. Em
relação à comercialização da carne, cerca de 90% de todo o volume adquirido pela rede já é
proveniente de frigoríficos comprometidos com o desmatamento zero. Como medida
adicional, todos os fornecedores de carne são signatários do Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC), do Ministério Público Federal, assegurando que a carne é proveniente de
áreas legalmente autorizadas para a produção. Além disso, o grupo trabalha na ampliação de
seus controles internos com base em iniciativas pioneiras como o programa Garantia de
Origem, que oferece a rastreabilidade total em seus produtos, o que reafirma seu
comprometimento com a meta global estabelecida para todos os produtos que comercializa",
afirmou, em nota, o Carrefour.
A liderança do Walmart nas ações para o combate à "ilegalidade do boi" se deve
principalmente ao fato de a rede varejista ter criado um monitoramento próprio de
checagem. A empresa desenvolveu um sistema que apura o "histórico" do animal no ato do
pedido de compra ao fornecedor - tal como os frigoríficos fazem. "Fazemos isso para todos os
fornecedores, inclusive com os grandes frigoríficos. É uma rechecagem, até porque não
sabemos se eles fazem exatamente todos os nossos passos", diz Luiz Herrisson, diretor de
sustentabilidade do Walmart Brasil.
Em agosto, a empresa incluiu uma cláusula contratual que obriga o pecuarista a também
fazer o seu monitoramento. Há três anos, o Walmart tem treinado os fornecedores médios e
pequenos para esse momento, apresentando novas ferramentas de monitoramento e
melhoria no manejo. São 35 mil fazendas cadastradas. A expectativa é que todos estejam
fazendo sua própria checagem até o mês que vem - para ser rechecado posteriormente pelo
Walmart.
Fonte: Valor | 18.11
DOCS - 1597163v1
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Para presidente da CNA, setor agroflorestal tem credibilidade para reivindicar ações
para o produtor
De acordo com João Martins, Projeto Campo Futuro, que inclui a silvicultura, foi uma
importante ferramenta neste processo
João Martins, presidente da CNA
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse
que, com a ferramenta proporcionada pelo Projeto Campo Futuro, o setor agropecuário
conquistou a credibilidade necessária para reivindicar, junto ao poder público, medidas que
beneficiem os produtores rurais. Com essa manifestação, abriu na última quarta-feira, 18, o
Seminário Nacional do Projeto Campo Futuro 2015, na sede da entidade, em Brasília.
Neste contexto, João Martins destacou o papel do Projeto Campo Futuro no processo. Iniciado
em 2008, o Projeto foi idealizado com o intuito de formar uma base de dados de
levantamentos de custos de produção que pudessem auxiliar os produtores rurais no dia a dia
das suas atividades, para que pudessem aprimorar a gestão dos negócios, além de capacitálos na mitigação dos riscos da atividade rural.
“O Campo Futuro não é só uma maneira de sinalizarmos para o produtor rural o custo da sua
produção. O grande êxito é a credibilidade na coleta de dados para reivindicarmos propostas
aos governos federal e estadual”, afirmou. Na sequência, o superintendente técnico da CNA,
Bruno Lucchi, apresentou todo o histórico do projeto. Desde o seu início, há sete anos, o
Campo Futuro já alcançou 223 municípios em 22 estados, abrangendo 24 atividades.
Hoje foi apresentado o primeiro anuário do Campo Futuro, que traz todas as informações
consolidadas dos levantamentos dos custos de produção em 2015, a partir de informações
coletadas em 127 encontros, em 14 estados e 59 municípios. Os resultados foram
apresentados por técnicos das entidades envolvidas no projeto, com as seguintes culturas:
DOCS - 1597163v1
cana-de-açúcar, café, fruticultura, grãos, silvicultura, aquicultura, aves e suínos, pecuária de
leite e pecuária de corte.
Os resultados dos levantamentos realizados em 2015 foram apresentados pelos técnicos das
entidades que fizeram parceria com a CNA ao longo dos anos: Centro de Estudos Avançados
em Economia Aplicada (Cepea); Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de
Empresas (Pecege); Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal de Viçosa (UFV);
Dendrus Projetos Florestais; Embrapa Pesca e Aquicultura e Embrapa Caprinos e Ovinos.
Fonte: Painel Florestal | 19.11
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Ambiental
Atlas da Mata Atlântica revela dados do desmatamento em cidades de Alagoas
Maceió é a sétima capital do país em conservação de áreas.
Estudo é elaborado através de imagens via satélite.
Maceió é a sétima capital brasileira com maior porcentagem de vegetação natural, segundo o
Atlas da Mata Atlântica, que é resultado de estudo que foi elaborado pela Fundação SOS Mata
Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Segundo o levantamento, entre 2000 e 2014, a capital alagoana conseguiu manter 18% da
vegetação natural do seu território. A vegetação natural inclui, de acordo com os
pesquisadores, variedades de florestas nativas, refúgios, várzeas, campos de altitude,
mangues, restingas e dunas.
DOCS - 1597163v1
De acordo com o estudo, em Alagoas os municípios que apresentaram melhor desempenho
em preservação de áreas naturais foram: Santa Luzia do Norte, Paripueira, Barra de Santo
Antônio, São Miguel dos Milagres, Piaçabuçu, Joaquim Gomes, Barra de São Miguel, Coqueiro
Seco, Rio Largo e Murici.
Já os municípios que mais desmataram foram Penedo, Porto Real do Colégio, São Sebastião,
Teotônio Vilela, Igreja Nova, Marechal Deodoro, Rio Largo, Coruripe e Feira Grande.
O estudo é elaborado através de imagens via satélite que monitora as áreas de bioma que
possuem mais de 3 hectares.
Fonte: Painel Florestal | 16.11
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Emissões de CO2 no Brasil em 2014 se mantêm estáveis
Apesar de queda de 9,7% nas provenientes de mudanças no uso da terra, todos
outros setores, em especial o de energia, subiram
As emissões brasileiras de gases de efeito estufa apresentaram uma leve redução no ano
passado em relação a 2013 e ficaram no patamar de 1,56 gigatoneladas de CO2-equivalente
(Gt = bilhão de toneladas). É o que mostram os dados do novo relatório do Sistema de
Estimativa de Emissões dos Gases de Efeito Estufa (Seeg), divulgado nesta quinta-feira, 19,
pelo Observatório do Clima.
O levantamento, que traz a emissões totais do Brasil e por setor econômico, é oferecido
desde 2013 e feito paralelamente ao oficial do governo federal.
DOCS - 1597163v1
Desmatamento na Amazônia cai
Entre seus principais resultados, o estudo mostra que apesar de ter havido uma queda de
9,7% nas emissões provenientes de mudanças no uso da terra, por conta da queda do
desmatamento da Amazônia no período, todos outros setores, em especial o de energia,
apresentaram alta, o que levou a taxa geral a ficar somente 0,9% menor que em 2013.
Desde 2009, as emissões do País estão estáveis, em torno de 1,5 Gt.
Somente o setor de energia teve um aumento de 6% ao ano, apesar de a economia
praticamente não ter crescido. É um reflexo da crise hídrica, que tem levado a um maior
acionamento das termoelétricas, e também do aumento do consumo de gasolina e diesel no
transporte. O dado confirma uma tendência dos últimos anos.
Como o Estado mostrou na edição desta quinta-feira, as emissões para geração de
eletricidade subiram 171% entre 2011 e 2014. E a intensidade de carbono, ou seja, quanto
CO2 é emitido por unidade de energia gerada, subiu de 32,26 para 133. O dado vem de outro
produto que o Seeg lança Nesa quinta-feira - o Monitor Elétrico. Somente de 2013 para 2014
as emissões provenientes da geração de energia elétrica tiveram alta de 23%.
Por conta desses aumentos, todo o setor energético já responde por 30,7%, o segundo mais
emissor do Brasil. A mudança de uso da terra, categoria onde se encaixa o desmatamento,
ainda é o líder, com 31,2%. Em terceiro vem a agropecuária, com 27%.
Esses dados se referem às emissões diretas de cada setor. Mas quando a lupa recai sobre as
emissões indiretas de cada atividade econômica, a agropecuária se mantém a frente,
respondendo por 60% das emissões do País. Entram na sua conta as emissões do
desmatamento provocado para a abertura de terras para pasto e lavoura. Essa participação,
porém, já foi bem maior, de 82% em 2000.
DOCS - 1597163v1
Fonte: Estadão | 19.11
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Secretaria de Meio Ambiente detecta 17 pontos de desmatamento
Entre os dias 11 e 13 deste mês, foram lavrados quatro autos de infração, quatro
termos de embargo e um termo de apreensão
Madeira apreendida pelos fiscais e técnicos da Secima
A Superintendência de Qualidade Ambiental da Secretaria das Cidades e do Meio Ambiente
(Secima) do Estado de Goiás divulgou, nesta quarta-feira, 18, informações da primeira etapa
da Operação Pasto Sujo II, de combate ao desmatamento na região do Vale do Araguaia.
Entre os dias 11 e 13 de novembro, foram lavrados quatro autos de infração, quatro termos
de embargo e um termo de apreensão, o que resultou em R$ 224,1 mil em multas. Outros
locais também foram multados, mas os dados serão levados à secretaria para identificar os
proprietários e responsáveis.
Foram verificados 17 pontos de desmatamento e apenas dois possuíam licença ambiental. A
Operação Pasto Sujo II continua e utiliza imagens de satélite que são cruzadas com as
licenças emitidas pela Secima para detectar os focos de desmatamento ilegal.
Fonte: Painel Florestal | 19.11
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Em destaque
DOCS - 1597163v1
50 anos de hesitação com o clima
Em novembro de 1965, foi apresentado ao presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, o
primeiro relatório governamental de todos os tempos que advertia para os perigos que a
queima de grandes volumes de combustíveis fósseis poderia acarretar. Cinquenta anos é
muito tempo na política, portanto é notável o pouco que se fez desde aquela épocapara
enfrentar a ameaça que é mantermos tudo como dantes.
Numa linguagem extraordinariamente presciente, a comissão de assessoria científica de
Johnson avisou que a liberação de dióxido de carbono na atmosfera levaria ao aumento das
temperaturas do planeta, acarretando o derretimento das calotas glaciais e o aumento
acelerado do nível do mar. "O homem está realizando involuntariamente um grande
experimento geofísico", alertaram os cientistas. "Dentro de algumas gerações ele estará
queimando os combustíveis fósseis acumulados lentamente na Terra nos últimos 500 milhões
de anos... As mudanças climáticas passíveis de serem geradas pelo aumento do teor de CO2
poderão ser deletérias do ponto de vista dos seres humanos".
A presciência da comissão não surpreende; a existência do efeito-estufa era conhecida pela
ciência desde que o físico francês Joseph Fourier sugeriu, em 1824, que a atmosfera da Terra
agia como um fator isolante, ao aprisionar o calor que, de outra forma, se dissiparia. E em
1859 o físico irlandês John Tyndall fez experimentos de laboratório que demonstraram o
poder de aquecimento do CO2, o que levou o físico sueco Svante Arrhenius, laureado com o
Prêmio Nobel, a prever que a combustão do carvão aqueceria a Terra - coisa que ele encarou
como um desdobramento potencialmente positivo.
Se nada for feito, bilhões de pessoas sofrerão consequências da seca, das quebras
de safra e de eventos climáticos extremos. Os crescentes níveis do mar acabarão
inundando grandes cidades litorâneas e destruindo países insulares inteiros
Os assessores de Lyndon Johnson, por seu lado, não foram tão "poliânicos". Seu relatório
previu, com precisão, que o volume de CO2 presente na atmosfera aumentaria quase 25% no
decorrer do século XX (o percentual real foi 26%).
Atualmente, a concentração de CO2 na atmosfera é 40% superior ao que era no início da
Revolução Industrial - e revela-se, de longe, a mais elevada dos últimos 1 milhão de anos,
como sabemos através de prospecções no gelo antártico.
Além disso, a comissão científica de Johnson refutou objeções que continuam a ser usadas
hoje pelos que negam os perigos da mudança climática, como a afirmação de que os
processos naturais podem ser os responsáveis pelo aumento dos níveis de CO2. Ao
DOCS - 1597163v1
demonstrar que apenas cerca de metade do CO2 produzido pela queima de combustíveis
fósseis permanece na atmosfera, a comissão provou que a Terra age não como fonte de
gases-estufa, e sim como uma pia, que suga metade das nossas emissões.
O que os assessores de Johnson não puderam fazer foi fornecer previsões específicas sobre a
extensão pela qual o aumento do CO2 na atmosfera afetaria a temperatura do planeta; eles
disseram que precisariam, antes de mais nada, de modelos melhores e de computadores
mais potentes. Esses cálculos constituíram a base do relatório seguinte, referencial, de 1979,
"Dióxido de Carbono e Clima: uma Avaliação Científica", elaborado pela Academia Nacional de
Ciências dos EUA.
Conhecido em amplos círculos como o Relatório Charney - inspirado no nome de seu principal
autor, Jule Charney, do MIT -, o documento é um exemplo de cuidadosa ponderação
científica.
O relatório de Charney estimava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera
aqueceria a Terra em cerca de 3° Celsius - número confirmado atualmente. Previa também
que a capacidade dos oceanos de absorver o calor retardaria o aquecimento em várias
décadas. Ambas as descobertas são compatíveis com o aquecimento global observado desde
a publicação do relatório. "Nós tentamos, mas não conseguimos, encontrar quaisquer efeitos
físicos negligenciados ou subestimados capazes de reduzir o aquecimento global atualmente
estimado... a proporções desprezíveis", concluía o relatório.
Desde então as evidências científicas só se fortaleceram; atualmente as descobertas básicas
expostas nesses dois relatórios são corroboradas por mais de 97% de cientistas do clima.
Mesmo assim, apesar de 50 anos de crescente consenso científico, o aquecimento da Terra se
mantém intacto. Grupos de lobby bem financiados semearam dúvidas na opinião pública e
minimizaram com sucesso a premência da ameaça. Por outro lado, a geopolítica obstruiu o
desenvolvimento de uma resposta mundial eficaz. As negociações climáticas internacionais,
que deverão culminar em um acordo na Conferência de Mudança Climática da ONU a realizarse neste mês e em dezembro em Paris, foram atravancadas pela exigência de consenso entre
os 195 países participantes.
Se nada for feito, bilhões de pessoas sofrerão as consequências da seca, das quebras de safra
e de eventos climáticos extremos. Os crescentes níveis do mar acabarão inundando grandes
cidades litorâneas e destruindo países insulares inteiros. Os anos mais quentes desde o
começo da série histórica, iniciada no século XIX, foram 2005, 2010 e 2014, e o recorde do
ano passado quase certamente voltará a ser quebrado neste ano.
É chegada a hora de os dirigentes mundiais porem fim a 50 anos de hesitação. Eles precisam
aproveitar a oportunidade em Paris, deixar de lado seus interesses de curto prazo e
finalmente agir decisivamente para evitar a catástrofe planetária que se aproxima. (Tradução
de Rachel Warszawski) Stefan Rahmstorf é professor de física dos oceanos da Universidade
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de Potsdam, professor-visitante livre-docente da Universidade de Nova Gales do Sul em
Sidney e diretor de departamento do Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam.
Copyright: Project Syndicate, 2015.
Fonte: Valor | 16.11
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PIB e sistema de preços são cegos ambientais, diz economista
Em um mundo assombrado pelas mudanças climáticas e uma série de outros problemas
ambientais, muitos especialistas consideram o PIB (Produto Interno Bruto) uma métrica
insuficiente para dar conta da complexidade dos desafios do desenvolvimento sustentável.
O economista Eduardo Giannetti é um dos que defendem a necessidade de uma nova
medida para calcular a riqueza e o desenvolvimento dos países. “O PIB é cego para os
impactos ambientais das nossas atividades”, afirmou durante debate no EXAME Fórum
Sustentabilidade realizado nesta terça-feira em São Paulo.
"Se uma comunidade tem acesso a água potável de graça com a mesma facilidade que temos
ar, essa água disponível não entra nas contas do país. Mas se esse recurso é poluído e você
precisa tratá-lo e revender água engarrafada, o que acontece com o PIB? Ele aumenta. Tem
alguma coisa profundamente errada nessa contabilidade", apontou o economista.
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Outro exemplo vem dos transportes. Conforme Giannetti, se uma pessoa mora perto do seu
local de trabalho e vai andando para o escritório, isso não entra nas contas nacionais. Mas se
ela precisa pegar transporte, carro, gastar gasolina e poluir, isso entra no PIB.
"A contabilidade do PIB é muito distorcida no que diz respeito ao que interessa à vida
humana", destacou.
Para o economista, a mudança do PIB deve vir acompanhada também de uma reforma no
sistema de preços, para que as mercadorias passem a incluir em seu preço final os custos
ambientais de sua produção.
Isso vale, inclusive, para as decisões sobre a matriz energética. Se tivermos de escolher
entre duas fontes, por exemplo - termelétrica a carvão ou eólica - em geral optamos pela
mais "barata" em kWh. Mas se computarmos o CO2 emitido, é um custo absolutamente
maior. O impacto ambiental acumulativo das nossas ecolhas tanto para produzir quanto para
consumir não estão internalizados no preço dessa energia.
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"Quando eu pego um avião para a Europa eu provavelmente estou emitindo mais CO2 do que
um indiano do meio rural emite ao longo de um ano. No fundo, a contabilização está errada.
Esse impacto tem que ser contabilizada", comparou Giannetti.
O economista reconhece, no entanto, que a precificação do carbono é um exercício complexo.
Ele citou a investida da companhia British Airways que, diante da preocupação global com as
emissões da aviação, resolveu oferecer aos passageiros a possibilidade de pagar um adicional
para compensar as emissões do trajeto. A adesão dos passageiros foi de 3%.
"Seria adorável pensar que as pessoas voluntariamente ajudariam. Mas duvido que isso
aconteça", lamentou.
No final, segundo Giannetti, a nova precificação não só demanda mudanças nos hábitos de
consumo da sociedade como também gera novos comportamentos.
Se um novo sistema de preços entra em cena, produtos como carne e carro veriam seus
preços escalar, uma vez que são originados de atividades com intensas emissões de gases
efeito estufa.
Fonte: Exame | 17.11
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Relatório do IEA mostra que produtos florestais tiveram cotações estagnadas em
outubro
Os segmentos ligados às exportações tiveram desempenho positivo devido ao
câmbio favorável, tendo como destaque a celulose
A celulose foi o grande destaque de outubro
DOCS - 1597163v1
O Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e
Abastecimento, divulga mensalmente as cotações dos produtos florestais de eucalipto,
destinados à energia e processos industriais para o Estado de São Paulo.
Publica também o índice de preços de madeira de eucalipto para indústria e energia, ou seja,
o índice de preços recebido pelos produtores rurais do Estado de São Paulo, que constitui
instrumento que poderá ser utilizado num mercado futuro de produtos florestais, além de
disponibilizar informações sobre o valor da produção florestal estadual e a participação desse
segmento na agropecuária paulista.
As cotações dos produtos florestais permaneceram estagnadas em outubro até pelo
agravamento da crise econômica, principalmente no setor industrial (-1,3% no mês, mais de
6% no ano), onde se salvaram apenas os segmentos ligados à exportação, que se valeram da
taxa de câmbio favorável. Foi o caso da celulose, que tem tido aumento das cotações
internacionais e mantém certo dinamismo no marasmo industrial brasileiro.
O setor de chapas reconstituídas, por outro lado, continuou sofrendo as consequências da
retração de consumo e empobrecimento geral da população. Outro setor que vai manteve um
desempenho razoável e teve reflexos positivos nos mercados madeireiros foi o setor pecuário,
cuja tecnificação demanda muito material para cerca e, portanto, madeira tratada, apesar de
apresentar uma oscilação negativa em outubro de mais de 7%. Malgrado as oscilações das
cotações para energia em menos 5,6% e mais 0,2% para processo, os mercados continuam
desaquecidos. A demanda por madeira para serraria manteve-se firme e mostrou em
algumas regiões a disponibilidade inadequada de matéria prima, o que se refletiu no aumento
das cotações (mais 4,7%).
Cotações dos produtos florestais no estado de São Paulo, outubro de 2015 (Fonte: IEA).
Energia: R$ 41,32
Processo: R$ 40,49
Tratamento: R$ 63,40
Serraria: R$ 110,42
A procura por mudas para plantio esteve firme e aparentemente houve um aumento da
procura por mudas de nativas em função das questões relativas à recomposição das áreas de
reservas e APPs, resultantes do CAR. Com o adiamento para maio de 2016 da entrega do
CAR, houve uma redução na procura por elaboração dos projetos, o que tem permitido maior
preparação das equipes da SAA, dos Municípios e das Cooperativas.
Estima-se que 65% das áreas das propriedades já estejam cadastradas, porém,
aparentemente com níveis ainda muito grandes de incorreções, devidos à relativa
complexidade do cadastro e às oscilações no sistema. Em 2015 completaram-se sete anos
em que o Valor da Produção Florestal (VPF) foi calculado pela primeira vez para o Estado de
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São Paulo, pelo IEA. Para tanto, foi utilizada metodologia própria, ressaltando-se que foi
introduzida uma adequação metodológica a partir de 2013.
Verificou-se que nesses anos a participação setorial vem decrescendo sistematicamente no
Valor da Produção Agropecuária (VPA) estadual, apesar de se manter entre os quatro
principais produtos da agropecuária paulista. A tendência de declínio é bem evidente e diz
respeito principalmente à influência das cotações praticadas no setor.
O índice de preços calculado pelo IEA mostrou uma redução de quase 10 pontos, ou seja, em
sete anos as cotações nominais se reduziram em praticamente 10%. Aliado a isso, a inflação
no período, medida pelo IPCA integral, foi de 61,17%. Explica-se assim, pelo menos em
parte, a redução na participação dos produtos florestais que, de 9,46%, em 2008, caiu para
4,43% no Valor da Produção Agropecuária de São Paulo, em 2015.
Alie-se à perda em valores nominais a redução de valor imposta pela inflação e se verifica
que no período a redução foi maior que 45%. Assim, o valor bruto da produção florestal
recuou de um nível de 4 bilhões de reais, em 2008, para estimados 2,5 bilhões, em 2015, o
que vem se refletindo na perda de dinamismo do setor frente a segmentos da agropecuária
paulista.
Fonte: Painel Florestal | 19.11
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Site monitora em tempo real emissões de CO2 do setor elétrico no Brasil
Ferramenta mostra, por exemplo, que enquanto geração de energia cresceu 11% de
2011 a 2014, a emissão de CO2 subiu 171%
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Produção em termoelétricas cresceu 171,2% de 2011 a 2014
De 2011 a 2014, as emissões de gases de efeito estufa do setor elétrico no Brasil cresceram
171%, enquanto a geração de energia subiu apenas 11%. A quantidade de gás carbônico
(CO2) emitido por gigawatt de energia gerado passou de 32,26 para 133. Hoje o País conhecido por ter uma matriz elétrica mais limpa, por conta da forte presença de hidrelétricas
- está sujando sua geração de energia.
Dados como esses, na escala de anos, meses, semanas e dias, estão disponíveis a partir
desta quinta-feira, 19, em uma nova ferramenta que monitora a geração e as emissões do
setor no País. Trata-se de um subproduto do Seeg - sistema que estima desde 2013 as
emissões anuais de gases de efeito estufa brasileiras. O levantamento, que traz dados totais
e por setor, é feito paralelamente ao oficial do governo federal e tem oferecido essas
informações de modo mais ágil.
Além dos dados anuais, agora também será possível acompanhar praticamente em tempo
real como está se comportando o setor elétrico. A ferramenta entra no ar nesta quinta-feira
junto com o novo relatório anual, que trará os dados de 2014. "Ter os dados anuais mostra a
tendência e é muito importante. Mas aí as coisas já aconteceram. O que vemos no
monitoramento em tempo real é que as decisões que são tomadas no dia a dia têm um
tremendo impacto nas emissões. Isso acontece com o consumo de combustíveis, com a
energia elétrica. Se mudar o preço do álcool ou da gasolina, por exemplo, muda a emissão.
Então a gente queria capturar isso para poder fazer esse debate sobre as emissões e as
decisões que a gente está tomando", explica Tasso Azevedo, coordenador do Seeg.
O produto é o primeiro do que deve se tornar a série Seeg Monitor. "Começamos com o setor
elétrico porque foi onde vimos que houve mais variação. Foi onde mais cresceram as
emissões nos últimos quatro anos", diz Azevedo. "E vemos que varia todo dia, toda semana,
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todo mês, com base nas decisões tomadas. Em três dias às vezes vemos uma variação de
15%", complementa.
Crise hídrica. Ele se refere, por exemplo, à decisão de acionar mais as usinas
termoelétricas, o que vem ocorrendo por conta da seca que atinge o País desde o ano
passado. "Olhando para o monitor a gente consegue visualizar bem o que é a crise do setor
elétrico", comenta Larissa Rodrigues, da campanha de clima e energia do Greenpeace. A ONG
colaborou com a elaboração da ferramenta, que foi capitaneada por técnicos do Instituto de
Energia e Meio Ambiente (Iema).
O levantamento mostra que entre 2011 e 2014, a geração de eletricidade por fontes
renováveis (hidráulica incluída) diminuiu 6,8%, por conta da seca. Outras fontes renováveis,
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principalmente eólica, subiram 67,2% no período. Mas a produção em termoelétricas cresceu
muito mais: 171,2% - número que bate com o aumento das emissões.
"Ficam claros no monitor a sazonalidade das fontes e também como elas se complementam.
Toda vez que a linha das hidrelétricas cai, a da eólica sobe", afirma Marcelo Cremer, do Iema.
Há uma tendência no País, especialmente para o Nordeste, de que se chove, não venta, e
quando está seco, venta mais.
No site é possível acessar diversas informações. Logo no início há um gráfico que mostra os
dados de geração elétrica do dia anterior, dividida pelas principais fontes (hidráulica, eólica,
térmica a combustível renovável, térmica nuclear, térmica a combustível fóssil e térmica a
combustível não identificado). Também dá para ver a geração nas usinas térmicas
subdividida por combustível (carvão, petróleo, gás natural). A informação por dia está
disponível até 1.º de janeiro de 2009. Nos próximos dias devem ser acrescentadas as
informações até 2006.
Ao lado está um gráfico que mostra a evolução total das emissões do setor e por fonte de
energia, também por dia, mês ou ano. Os dados representam a energia que circula na rede
nacional, o chamado SIN (Sistema Interligado Nacional). Fontes isoladas e a geração
distribuída (por exemplo, com solar nos telhados das casas) ainda não são contadas.
Outra opção de visualização é por subsistema gerador de energia: Norte, Nordeste, Sul,
Sudeste e Centro-Oeste. E é possível fazer um zoom ainda maior na rede e olhar as emissões
de cada usina do Brasil. O plano, para os próximos meses é oferecer mais informações, como
outros poluentes emitidos e quanto de água está sendo consumido para o resfriamento de
termoelétricas. A ideia é também traduzir como as escolhas do sistema nacional para a
geração de energia refletem no valor da tarifa paga pelo consumidor.
Fonte: Estadão | 19.11
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Empresas
Suzano planeja investir R$ 1,6 bilhão em dois anos
Beneficiada pela forte geração de caixa, a Suzano Papel e Celulose vai investir R$ 1,625
bilhão em um novo ciclo de expansão até o primeiro trimestre de 2018, ao mesmo tempo em
que deverá manter a alavancagem financeira em trajetória descendente. De quebra, a
companhia vai pagar R$ 120 milhões em dividendos intermediários a seus acionistas.
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"É um momento muito positivo, porque entregamos os resultados pretendidos e nos
preparamos para mais geração de valor aos acionistas no futuro", disse o presidente da
companhia, Walter Schalka.
No terceiro trimestre, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização
(Ebitda) ajustado somou R$ 1,476 bilhão, o maior da história da companhia, e 54% acima do
valor registrado no segundo trimestre, que tinha a melhor marca até agora.
O pacote de projetos anunciado ontem prevê expansão da capacidade produtiva em celulose,
entrada no mercado de tissue (papel para fins sanitários) e expansão e modernização de uma
estação de tratamento de efluentes, na Bahia, até o primeiro trimestre de 2018. Os projetos
já foram aprovados pelo conselho de administração.
O novo ciclo de crescimento vem após o início de operação da fábrica de celulose de
Imperatriz (MA), no fim de 2013, e levará a capacidade instalada da companhia a 5,1 milhões
de toneladas por ano, frente a 4,75 milhões de toneladas anualmente. A Suzano também
poderá produzir 120 mil toneladas por ano de tissue.
De acordo com o diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Marcelo
Bacci, inicialmente, a previsão é a de que 50% do valor total a ser investido seja proveniente
do caixa da Suzano e a outra metade, de linhas de financiamento habitualmente acessadas
pela indústria.
No segmento de celulose, projetos de desgargalamento e modernização em Imperatriz e
Mucuri (BA). Na área de celulose, a capacidade produtiva anual será elevada a 3,8 milhões de
toneladas, mediante investimentos estimados em R$ 1,14 bilhão. Hoje, a companhia está
apta a produzir 3,46 milhões de toneladas de celulose e mais 960 mil toneladas que estão
integradas à fabricação de papel.
Conforme Schalka, esse investimento, com conclusão prevista para o quarto trimestre de
2017, permitirá aumento de capacidade "com redução expressiva de consumos específicos,
de químicos e outros produtos". "Em paralelo, vamos ampliar a operação florestal, com
redução do raio médio e do custo caixa", acrescentou.
Segundo Schalka, o objetivo é chegar a 2018, considerando-se o dólar a R$ 3,80, com custo
caixa de produção de celulose de US$ 150 por tonelada. "Em seis ou sete anos, ao fim de um
ciclo de plantio [de florestas], o custo caixa deve chegar a US$ 125 por tonelada. É esse o
objetivo em que estaremos focados a partir de agora, com aumento de capacidade, diluição
de custos fixos e aumento de competitividade", disse. A taxa interna de retorno (TIR) desse
projeto, conforme o executivo, é de 47%.
As duas fábricas receberão uma linha de produção de tissue, cada uma. Nesses projetos, o
valor do desembolso é estimado em R$ 425 milhões e a taxa de retorno chega a 81%. A
Suzano pretende produzir bobinas desse tipo de papel, que serão convertidas por um cliente
nacional ou internacional com interesse de se estabelecer no mercado brasileiro. "Podemos ir
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para a etapa de conversão se não chegarmos a um acordo com nossos clientes", disse o
executivo.
O terceiro investimento aprovado, de R$ 100 milhões, prevê expansão e modernização da
estação de tratamento de efluentes em Mucuri, com conclusão prevista para o primeiro
trimestre de 2018.
No terceiro trimestre, a receita líquida foi de R$ 2,985 bilhões, alta de 50,8% na comparação
anual. Ela teve prejuízo líquido de R$ 959,2 milhões, quase três vezes acima da perda
apurada um ano antes, diante do efeito negativo R$ 1,85 bilhão das variações monetárias e
cambiais na linha financeira.
A Suzano anunciou reajuste de preço de 24,3% a partir de 1º de fevereiro para a linha de cut
size (papel cortado usado para imprimir e escrever) e de 23,8% para o offset.
Fonte: Valor | 19.11
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Suzano vai investir R$ 2,38 bilhões em 2016
A Suzano Papel e Celulose pretende investir R$ 2,385 bilhões em 2016, conforme
apresentação a analistas arquivada nesta sexta-feira na Comissão de Valores Mobiliários
(CVM). O valor ficará acima dos desembolsos previstos para este ano, que originalmente
estavam estimados em R$ 1,5 bilhão.
Até o terceiro trimestre, a companhia já havia investido R$ 1,33 bilhão em suas operações e
a direção da empresa já indicou que os aportes em 2015 podem se aproximar de R$ 1,8
bilhão.
Conforme a apresentação, o chamado “capex de manutenção” consumirá R$ 1,13 bilhão dos
desembolsos estimados para o ano que vem, dos quais R$ 250 milhões na área industrial e
R$ 880 milhões na área florestal.
Para o projeto de construção da fábrica de celulose de Imperatriz, no Maranhão, serão
destinados R$ 115 milhões, finalizando os aportes no empreendimento.
Conforme a companhia, projetos de “competitividade industrial” receberão R$ 605 milhões ao
longo do próximo ano, dos quais R$ 510 milhões referentes ao novo programa de
crescimento da empresa.
Ontem, a Suzano anunciou que vai investir mais de R$ 1,6 bilhão até o primeiro trimestre de
2018 no Projeto 5.1, que compreende a expansão da capacidade produtiva de celulose, a
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entrada no mercado de tissue (papel para fins sanitários) e a modernização e ampliação da
estação de tratamento de efluentes de Mucuri (BA).
A estação de Mucuri receberá R$ 100 milhões em 2016 e os chamados negócios adjacentes,
de produção de lignina e papel tissue, consumirão R$ 325 milhões. Especificamente no
segmento de papéis para fins sanitários, a previsão é a de investimentos de R$ 275 milhões
ao longo do ano que vem.
Fonte: Valor | 19.11
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Após anúncio de balanço, ações da Suzano Papel e Celulose sobem 6%
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) atingiu R$
1,476 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 140% em relação ao mesmo
período do ano passado
Unidade da Suzano
A fabricante de celulose Suzano, vice-líder do mercado brasileiro, divulgou na última semana
o resultado operacional que surpreendeu o mercado e as ações da empresa tiveram a maior
alta da BM&F Bovespa. Os papéis da Suzano subiram 5,39% e fecharam o dia valendo R$
18,15, em plena sexta-feira, 13.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) atingiu R$ 1,476
bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 140% em relação ao mesmo período do ano
passado. Foi o suficiente para animar o mercado e para bancos divulgarem relatórios
reforçando a recomendação para as ações da companhia, que é altamente exportadora e
lucra com o dólar valorizado no Brasil. Para os bancos, a ação tem bom potencial de
valorização.
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Os preços alvo são de R$ 22 (Haitong), R$ 24 (Itaú BBA) e R$ 26 (BTG Pactual). Segundo
relatório do BTG, o desempenho da companhia veio acima da já alta expectativa do mercado.
Parte do ânimo dos analistas se justifica pelo fato de a melhora no resultado da empresa se
basear fatores operacionais, e não somente na variação do câmbio.
Os analistas Caio Ribeiro e Leonardo Corrêa, do BTG, destacaram os cortes de custos, o
aumento das vendas de celulose (que cresceram 3,3%em relação ao mesmo período do ano
passado) e o forte avanço de 24% nas vendas de papel para o exterior. Para reforçar as boas
notícias, a Suzano anunciou investimentos para incrementar a produção de suas fábricas de
Imperatriz (MA) e Mucuri (BA).
O valor total a ser aplicado é de R$ 1,625 bilhão até 2018. Além disso, anunciou que pagará
dividendos intermediários de R$ 120 milhões a seus acionistas. Nem o resultado líquido
negativo no terceiro trimestre (com prejuízo de R$ 959 milhões) desanimou os investidores,
já que o resultado reflete o efeito do câmbio na dívida da empresa cotada em moeda
estrangeira.
Dívida: mesmo com os investimentos anunciados ontem, o presidente da Suzano, Walter
Schalka, afirmou que a alavancagem – que calcula a capacidade de uma companhia em pagar
sua dívida – deverá continuar em queda. Isso será possível porque, segundo ele, os
investimentos ocorrerão ao longo de três anos, com cerca de 50% do dinheiro oriundo de
linhas de financiamento globais e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES).
O restante dos recursos virá de caixa próprio. “Continuará caindo a alavancagem, porque a
geração de caixa mais do que absorve o investimento que será feito. Claro que depende do
dólar, mas, se continuar entre R$ 3,80 e R$ 3,90, continuará caindo”, disse o executivo. O
diretor executivo financeiro e de relações com investidores, Marcelo Bacci, disse que a meta
da empresa, de reduzir a alavancagem a 2,5 vezes o Ebitda até o fim do ano que vem, está
mantida. Em 12 meses, a geração de caixa operacional da Suzano foi de R$ 3 bilhões.
Somente no terceiro trimestre de 2015 o volume foi de R$ 1,228 bilhão, um avanço de 234%
na comparação com o mesmo período de 2014.
Aumento de preço: o presidente da Suzano admitiu que a empresa não teve muito sucesso
ao aplicar o aumento de US$ 20 no preço da celulose determinado no último dia 1o de
setembro. No entanto, ele afirmou que não há tendência de queda nos preços. No terceiro
trimestre, o preço líquido médio do produto vendido pela empresa foi de US$ 627 por
tonelada, um aumento de 11,9% (equivalente a US$ 67) em relação ao mesmo período do
ano passado.
Fonte: Painel Florestal | 16.11
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Acionista pode esperar política "benevolente", diz Suzano
A Suzano Papel e Celulose disse ser natural esperar da empresa uma política mais
benevolente ao acionista para o ano que vem em relação a dividendos, uma vez que, mesmo
com investimento de 2,4 bilhões de reais estimado para 2016, a fabricante de celulose
seguirá com forte geração de caixa.
"Vamos ter, mesmo com todos os investimentos, uma redução do endividamento no ano que
vem. Temos geração de caixa expressiva e teremos desalavancagem, então dividendos é
uma das áreas que vamos fortalecer", disse o presidente da companhia, Walter Schalka, em
reunião com analistas e investidores nesta sexta-feira.
Segundo ele, nenhuma proposta foi submetida ainda e melhores dividendos ainda estão
sendo estudados, "mas é uma possibilidade". O plano da empresa de não anunciar projetos
"greenfield" (incipientes) no momento corrobora essa perspectiva.
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"Temos floresta no Piauí, mas não pretendemos anunciar uma fábrica nesse momento", disse
Schalka.
Considerando os 120 milhões de reais anunciados em remuneração aos acionistas na
véspera, a Suzano distribuirá 270 milhões de reais em dividendos neste ano, de acordo com o
executivo.
A empresa anunciou na quinta-feira geração de caixa medida pelo lucro antes de juros,
impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado recorde de 1,476
bilhão de reais no terceiro trimestre, mais que o dobro dos 615 milhões de reais registrados
um ano antes.
A alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebitda caiu para 3 vezes, ante 4,5 vezes no
terceiro trimestre de 2014.
Sobre uma eventual consolidação da indústria, que tem sido aguardada pelo mercado há
meses, Schalka disse entender que ela seria "extremamente benéfica para todos os
competidores", mas que a Suzano tem olhado outras formas de gerar valor além de uma
fusão ou aquisição.
"Precisamos ter uma indústria com sustentabilidade de resultados maior e não tão
dependente de demanda e oferta", disse.
As ações da Suzano subiam 1 por cento às 12h24, enquanto o Ibovespa mostrava recuo de
0,4 por cento.
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Fonte: Exame | 16.11
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Executivo
MMA anunciará dados de desmatamento
Informe incluirá novo sistema de monitoramento do corte ilegal de árvores em
todos os ecossistemas
Principal responsável pela redução das emissões de carbono no País, o índice de
desmatamento na Amazônia será divulgado na próxima semana. A ministra do Meio
Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou, nesta quinta-feira (19/11), que apresentará os
números antes da 21ª Conferência das Partes (COP 21), em Paris. A cúpula reunirá, na
primeira quinzena de dezembro, representantes de 195 países com o objetivo de firmar um
novo acordo climático global.
A estratégia incluirá, ainda, novo sistema de monitoramento do corte ilegal de árvores em
todos os ecossistemas brasileiros. De acordo com Izabella, a intenção é avaliar a dinâmica
que ocorre em áreas como o Cerrado. “É um processo para todos os biomas com o intuito de
criar a cultura do monitoramento”, afirmou a ministra, no 3º Seminário Anual Sobre Emissões
Brasileiras de Gases de Efeito Estufa, em São Paulo.
RECONHECIMENTO
O combate ao desmatamento se soma a diversas outras medidas adotadas pelo Brasil e
coloca o País em posição de destaque frente à comunidade internacional. Os dados que serão
anunciados em breve vêm do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites
(Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. “A taxa do Brasil é reconhecida como
um modelo pela Convenção (sobre Mudanças) do Clima”, ressaltou a ministra.
A agenda ambiental se concentra no estabelecimento de uma economia de baixo carbono no
Brasil. Além dos diversos órgãos de governo, a ministra destacou o papel da sociedade civil e
do empresariado na questão. “Ainda há alguns poucos setores mais conservadores que
teremos de seduzir”, afirmou. “Também é necessário um debate inovador que ainda não está
totalmente posto no Brasil sobre adaptação às mudanças climáticas.”
SAIBA MAIS
Com o objetivo de frear o aquecimento global, foi criada a Convenção-Quadro das Nações
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Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), que conta com mais de 190
países signatários. Todos os anos, representantes dessas nações se reúnem na Conferência
das Partes (COP) para elaborar metas e propostas de mitigação e adaptação e para
acompanhar as ações e acordos estabelecidos anteriormente.
Entre 30 de novembro e 11 de dezembro, ocorrerá a 21ª edição da Conferência, a COP 21,
em Paris. No encontro, os representantes dos países negociarão os termos do novo acordo de
corte de emissões de gases de efeito estufa. A previsão é que esse protocolo comece a valer
em 2020. Para isso, os países já anunciaram, ao longo do ano, as metas nacionais de corte
de emissões em seus territórios. Juntas, elas devem ser capazes de limitar o aumento da
temperatura global a até 2°C.
Fonte: MMA| 19.11
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Internacional
EUA descartam novo tratado climático na conferência de Paris
John Kerry disse que Washington não deseja que COP 21 resulte em acordo que
substitua Protocolo de Kyoto
'Definitivamente não será um tratado', disse Kerry
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A 18 dias da abertura da 21º Conferência do Clima (COP 21) das Nações Unidas, o secretário
de Estado americano, John Kerry, descartou nesta quinta-feira, 12, que o evento vá resultar
em um acordo obrigatório, na forma de um tratado para limitar o aumento médio da
temperatura na Terra. A declaração é uma ducha de água fria nas expectativas de sucesso da
conferência, porque o que se esperava até aqui era um acordo internacional, à imagem do
Protocolo de Kyoto, que obrigasse governos a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
A declaração de Kerry foi feita em entrevista ao jornal Financial Times. O secretário de Estado
afirmou que a COP 21 deve decidir pelo investimento de "montantes significativos" na luta
contra o aquecimento global, mas descartou que haja um caráter obrigatório no documento.
"Definitivamente não será um tratado", disse Kerry, reforçando a seguir que "não será um
acordo legalmente obrigatório de metas redução de emissões como Kyoto". O Protocolo de
Kyoto foi firmado na 3ª Conferência do Clima (COP 3), realizada no Japão em 1997.
Dezoito anos depois, é um acordo com a mesma força legal que a comunidade internacional
negociará na COP 21, que será realizada e Paris a partir de 30 de outubro. Por isso as
declarações de Kerry geraram estranheza e críticas na França, país-sede do evento, cujo
governo terá a missão de intermediar as negociações diplomáticas. Ainda pela manhã, o
chanceler francês, Laurent Fabius, lamentou a declaração do americano. "Eu creio que é uma
formulação que poderia ser mais feliz", disse o ministro em tom diplomático. "O fato de que
um certo número de disposições deverá ter efeito prático e ser legalmente vinculante é óbvio.
Logo, não vamos confundir as coisas, o que talvez Kerry tenha feito."
Mais tarde coube ao presidente da França, François Hollande, demonstrar as divergências
entre a expectativa dos Estados Unidos e a da União Europeia. "Se um acordo não for
legalmente vinculante, não haverá um acordo, porque isso significaria que seria impossível
verificar e controlar os compromissos que serão assumidos", justificou o chefe de Estado
francês, advertindo para as dificuldades nas negociações. "Eu sei o quanto é difícil, mas nós
devemos dar ao acordo de Paris, se jamais houver um acordo, um caráter obrigatório no
sentido de que os engajamentos que serão assumidos devam ser respeitados."
À noite, a Casa Branca não quis comentar a polêmica entre os dois governos.
Nas últimas semanas, uma atmosfera de otimismo pairava sobre as reuniões preparatórias da
COP 21, a tal ponto que chefes de Estado e de governo de 117 países - inclusive Barack
Obama, presidente dos Estados Unidos - confirmaram presença em Paris para a abertura do
evento.
Na segunda-feira, Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações
Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC), reiterou ao Estado que "haverá um acordo" em
Paris - mas ainda resta saber a sua amplitude. Dados da ONU indicam que as metas
nacionais de cortes voluntários nas emissões de gases de efeito estufa seriam suficientes
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apenas para conter o aquecimento médio da temperatura na Terra a 2,7ºC até 2100. Esse
patamar fica além do limite de 2ºC, considerado mais seguro pela comunidade científica.
Fonte: Estadão | 13.11
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China quer sistema nacional de comércio de direitos de emissão de carbono
A China indicou hoje (19) o ano de 2017 para a criação de um sistema nacional de comércio
de direitos de emissão de dióxido de carbono, após formar um sistema piloto em sete cidades
do país.
As transações nas áreas onde o esquema está sendo testado desde 2011 alcançaram 1,2 mil
milhões de yuan (a moeda oficial chinesa, 176,8 milhões de euros), representando 40,24
milhões de toneladas de gases poluentes em cotas de emissão, segundo dados oficiais.
O sistema, denominado cap and trade, consiste na fixação de um limite para as emissões de
carbono e a permissão para que as empresas que o ultrapassem possam comprar parte da
cota das que ficarem aquém.
As áreas onde o sistema tem operado incluem Pequim, Tianjin, Xangai, Chongqing,
Shenzhen, Guangdong e Hubei.
O país asiático espera que durante a próxima cúpula sobre alterações climáticas (COP21), em
Paris, se alcance um acordo "juridicamente vinculativo", que leve em conta as "diferentes
capacidades" dos países participantes.
"Deveríamos alcançar um consenso na fase final" das negociações, disse hoje em conferência
de imprensa Xie Zhenhua, representante especial da China para as negociações.
Xie Zhenhua, que esteve recentemente na capital francesa, onde se reuniu com outras
delegações para definir as bases de um possível acordo, expressou a sua confiança em um
pacto global durante a cúpula, que começa no próximo dia 30.
Ao todo, 200 países participarão da COP21, incluindo o presidente chinês, Xi Jinping.
A China é o maior emissor de gases poluentes do mundo.
Fonte: Agência Brasil |19.11
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Judiciário
TCE paulista aprova primeira PPP para gestão de resíduos sólidos no estado
Acolhendo argumentos de economia e uma possível redução de dano ambiental, o Tribunal de
Contas do estado de São Paulo aprovou a primeira parceria público-privada (PPP) no setor de
gestão de resíduos sólidos. Formulado em 2010, o contrato passou quase cinco anos sob
análise técnica e jurídica do TCU até os conselheiros aprovarem o acordo.
“O processo foi bastante inovador, pois naquele momento ainda não se tinha notícia da
utilização do modelo de parceria público-privada para a gestão de resíduos sólidos no estado
de São Paulo”, afirmou o advogado Sebastião Tojal, do Tojal & Renault Advogados, um
dos escritórios responsáveis pela modelagem jurídica do negócio. “A grande tarefa nesse caso
foi demonstrar ao Tribunal de Contas que a opção pela PPP era mais vantajosa do ponto de
vista econômico, se comparada a uma contratação de prestação de serviços comum”,
complementou.
O contrato prevê investimentos da parceira privada na construção de um novo aterro para
comportar a prestação de serviços nos próximos anos. Além disso, foram estabelecidas
regras especiais com a queima do gás metano e obtenção de créditos de carbono como
receitas acessórias, além de campanhas educativas para redução de resíduos, como
incentivos econômicos para a empresa vencedora da concorrência.
“Do ponto de vista da Administração, será gerada uma economia de recursos. Pois no modelo
tradicional, seriam feitas contratações para cada etapa do serviço. Com esse contrato, toda a
gestão de resíduos sólidos será feita pela PPP, o que no longo prazo vai poupar recursos. E do
lado do cidadão tende a promover uma consciência, porque a empresa terá que organizar
campanhas de educação sobre o meio-ambiente e ela irá se beneficiar na medida que se
reduzir a produção de resíduos sólidos — isso está previsto no acordo”, disse o advogado Igor
Tamasauskas, do Bottini e Tamasauskas Advogados, outro escritório que auxiliou na
condução do negócio.
Fonte: Conjur | 13.11
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Legislativo
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Metade do País pronta para gerir resíduos
Há 2.323 planos municipais e 17 Estados organizaram arranjos para atuar em todos
os municípios
O gerente de Resíduos Sólidos do MMA, Eduardo Rocha Santos, prestou informações, na
manhã desta quinta-feira (19/11), na audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, que debate a situação das
cooperativas e catadores de materiais recicláveis, no âmbito de legislações que tramitam no
Congresso.
“Batalhamos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e agora batalhamos por sua
implantação”, ressaltou Rocha. Ele anunciou que o Brasil já tem 2.323 planos municipais para
gestão de resíduos sólidos e que 17 Estados organizaram arranjos para gestão no total de
seus municípios. “Temos 50% do território nacional preparado para a gestão dos resíduos”,
ressaltou.
AÇÃO INTEGRADA
O representante do MMA afirmou que o sucesso das políticas públicas depende da articulação
dos governos federal, estaduais e municipais, além da iniciativa privada, trabalhadores e o
Congresso Nacional para impulsionar especialmente a reciclagem. E lembrou que a PNRS
prevê a responsabilidade compartilhada para a gestão dos resíduos sólidos.
A audiência pública foi requerida pelo deputado Carlos Gomes (PRB-RS), um ex-catador.
Entre os participantes estava Alfredo de Sousa Matos, representante da Associação dos
Catadores de Papel, Papelão e Outros (Asmare), de Belo Horizonte, uma das mais antigas do
País, criada há 25 anos.
“Temos 180 associados e catamos 400 toneladas por mês, que deixam de ser jogadas no
meio ambiente”, acentuou Matos. Ele reivindicou que os trabalhadores sejam reconhecidos
pelos serviços prestados e que as políticas públicas excluam intermediários na
comercialização entre catadores, cooperativas e indústria, para que os resultados beneficiem
os trabalhadores.
O economista Paul Singer, secretário nacional de Economia Solidária, ressaltou durante a
audiência pública: “Os catadores em sua maioria foram moradores de rua, excluídos da
sociedade, que muitas vezes por desemprego perderam moradia e famílias, deram a volta por
cima e encontraram uma forma digna para sobreviver e produzir para nós um ambiente em
que não vamos adoecer. A felicidade se produz em sociedade. Ninguém é feliz sozinho.”
Fonte: Valor |19.11
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