Comunidades de prática como ferramentas de gestão do conhecimento no ambiente de projetos. Uma revisão da literatura Ana Villanueva Llapa de Cardenas Davi Nakano Resumo O avanço da pesquisa de gestão de conhecimento está dando cada vez mais importância aquele conhecimento tácito que só podia ser transferido através da estratégia de personalização, destacando-se muito o aspecto social, nesse sentido é que o termo de comunidades de pratica (CoP) surgiu e deu a GC um novo impulso, convertendo-se um elemento indispensável para os atuais programas de gestão do conhecimento. Na literatura se destaca o papel das Comunidades de Prática (CoP) como um contexto onde o conhecimento flui melhor, como uma ferramenta de gestão de conhecimento em que a geração de conhecimento se baseia nas pessoas que trabalham juntas. Seu interesse de pesquisa no campo acadêmico tem crescido exponencialmente durante esta década, sendo um termo nascido na teoria social da aprendizagem, sua aplicação na organização ainda precisa ser mais explorada e devem ser estudadas em diversos contextos. Neste artigo com o intuito de identificar como a definição de comunidades de prática é trabalhada no contexto de projetos, se realiza uma revisão na literatura que relacionando os termos de projetos e comunidades de prática. Para isto, se revisou três base de dados: Scopus, Web of knowledge e Proquest, inicialmente selecionando os artigos acadêmicos e depois comparando is resultados das bases de dados, e no final ficaram 65 artigos que se relacionam com comunidades de prática dentro de projetos nas e entre organizações. Entre os principais resultados se confirma a ambigüidade de tema e as diferentes abordagens que as comunidades de prática possui; alguns autores falam que simplesmente o conceito não se aplica, outro grupo de pesquisadores tratam o conceito de maneira flexível considerando aos times de projetos como CoP e finalmente existem pesquisadores entre eles o criador do termo Wenger considera que são grupos diferentes porém se relacionam. Se faz necessário maiores trabalhos empíricos que verifiquem os diferentes constructos do tema e construir uma teoria mais sólida. Palavras chave: Comunidades de prática, gestão de conhecimento, projetos 1. Introdução Na literatura se destaca o papel das Comunidades de Prática (CoP) como um contexto onde o conhecimento flui melhor (WENGER et al, 2002; BROWN, DUGUID, 2001; MURILLO, 2011), uma ferramenta de GC onde a geração de conhecimento se baseia nas pessoas que trabalham juntas. Seu interesse de pesquisa no campo acadêmico tem crescido exponencialmente durante esta década, sendo um termo nascido na sociologia, sua aplicação na organização ainda precisa ser explorada e como sugerem Amim e Roberts (2008) as CoP devem ser estudadas em diversos contextos. Do outro lado, o gerenciamento de conhecimento (GC) nos projetos é um desafio; pois eles diferem um do outro, apresentam descontinuidades no fluxo de pessoal, de materiais e de informação; organizados em torno a um conjunto de tarefas especificas com atividades não rotineiras. Essas características limitam o aproveitamento de conhecimento gerado de um projeto para o seguinte (DeFILLIPPI, ARTHUR; 1998; FONG, 2008), pois o conhecimento pode não ter sido adequadamente codificado, as soluções dadas podem ter sido tácitas e muito envolvidas no contexto e o principal é que as pessoas envolvidas são separadas para novos projetos, levando consigo parte do conhecimento que foi gerado. Sabe-se que os projetos são grupos temporais com objetivos imediatos e tempo de vida finita, e em alguns casos espacialmente e culturalmente diferenciados, são caminhos que se opõem à difusão de conhecimento nos projetos via desenvolvimento uma CoP vem estabelecida (BRESNEN, et al., 2003). Frente a este dilema, é interessante e necessário identificar os pontos de vista que existem em relação ao estudos de CoP no contexto de projetos, isso contribuiria ao tema de CoP ainda está amadurecendo (MURILLO 2011). Revisões na literatura das comunidades de prática têm sido realizadas antes, mas de uma forma mais genérica; estudando as CoP dentro de estudos organizacionais e gestão de conhecimento (MURILLO, 2011). Uma revisão que especificamente estuda as CoP no campo do projetos ainda não foi apresentada; Aubry (2011) só menciona no seu artigo que o assunto de CoP está sendo de interesse dos pesquisadores de gestão de projetos, e indica que desde o 2002 existem 40 artigos publicados nos principais jornais acadêmicos especializados em gestão de projetos. Conhecer mais especificamente a relação entre CoP e projetos é o objetivo deste trabalho: identificar os principais temas estudados dentro da literatura que relaciona CoP com projetos dentro do contexto das organizações, para isso se realizou uma revisão da literatura que relaciona as palavras chave de comunidades de prática e projetos. Analisando a relação existente na literatura entre as CoP e os projetos, se enxergam diferentes pontos de vista alguns autores falam que simplesmente o conceito não se aplica, outro grupo de pesquisadores tratam o conceito de maneira flexível considerando aos times de projetos como CoP e finalmente existem pesquisadores entre eles o criador do termo Wenger considera que são grupos diferentes porém se relacionam. 2. Referencial Teórico 2.1. Comunidades de Prática (CoP) O termo Comunidades de Prática (CoP) foi originalmente proposto por Lave e Wenger (1991) no livro “Aprendizagem situacional legitimando a participação periférica”, o foco do livro é a aprendizagem organizacional, onde os autores caracterizam ao processo de aprendizagem como “participação periférica legitima” e os conceitos de identidade e CoP eram importantes para explorar a aprendizagem desde a relação de professor-estudante ou mestre-aprendiz. A CoP se converte num circulo virtuoso, quanto mais a pessoa participa mais ela aprende, se identifica e se motiva, de forma que um membro novo muda sua identidade progressivamente trabalhando junto com os membros já estabelecidos (LAVE, WENGER, 1991). Neste primeiro livro não se define CoP, posteriormente Brown e Duguid (1991) concebem às CoP dentro de uma empresa considerada como: um grupo de pessoas independentes que provê um contexto de trabalho dentro do qual os membros constroem e compartilham identidades e um contexto social que ajuda a que essas identidades sejam compartilhadas mais densamente em relação a toda a organização. O segundo livro de Wenger escrito em 1998 titulado “Comunidades de prática: aprendizagem, significado e identidade” é orientado para uma audiência acadêmica e sua aplicação em organizações foi limitada. Já o livro de “Uma guia para o gerenciamento de conhecimento. Cultivando Comunidades de Prática” escrito nos 2002 por Wenger, McDermott e Synder é orientado aos profissionais, como uma guia de gerenciamento, apresentando às CoP como um caminho prático para gerenciar o conhecimento dentro das empresas, em que os autores pretender preencher o gap entre a teoria e a prática existe no tema. Neste livro se define a CoP: “É um grupo de pessoas que compartilham uma preocupação, um conjunto de problemas, ou paixão em relação a um tópico, e aprofunda seu conhecimento e expertise nessa área através da interação sobre as bases desenvolvidas“ (WENGER et al, 2002:4). 2.2. Projetos e gestão de projetos Um projeto é um esforço temporal que se realiza para criar um produto, serviço ou resultado único, sua natureza é temporal e dizer se define o inicio e o fim do projeto. (PMBOK) Características dos projetos: São únicos e temporais em que dificilmente desenvolvem rotinas e memoria organizacional o que dificulta a aprendizagem organizacional (BRESNEN ET AL. 2003; FONG, 2005; TURNER, MULLER, 2003) Existe uma descontinuidade no trabalho conjunto do time que gera desintegração do conhecimento individual e do projeto (PRENCIPE, TELL, 2001; KASVI et al., 2003), sendo a flutuação de expertos uma coisa comum, em que eles são separados ao final do projeto ou inclusive antes que o projeto finalize (FONG, 2008). O conhecimento gerado é muito diverso, pois os expertos são de diferentes áreas funcionais. Perdem mecanismos de aprendizagem Geralmente sua orientação é de curto prazo, com foco em resultado imediato, embora a gestão do conhecimento precise ter uma perspectiva de longo prazo onde os benefícios de seu investimento são demorados, este contraste gera uma insuficiente transferência de conhecimento entre projetos (FONG, 2005; LOVE et al. 2005). Presencia de stakeholders O gerenciamento de projetos segundo PMI: “O gerenciamento de projetos é a aplicação de conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto a fim de atender aos seus requisitos” (PMI, 2000, p 8). Existem dois pontos de vista para o gerenciamento de projetos (FONG, 2008) Ênfase nos recursos: Esta abordagem tradicional é mais normativa cujo principal interesse é apresentar normas, técnicas, métodos para o planejamento, controle e avaliação do uso dos recursos para o cumprimento dos objetivos do projeto. Essas ferramentas e técnicas são de natureza prescritiva e são desenvolvidas por consultores, gerentes de projetos e engenheiros: analise da rota critica, simulação de monte carlo, histogramas entre outros. Ênfase no conhecimento Esta abordagem é complementar a primeira e destaca o papel do conhecimento no gerenciamento de projetos, colocando a questão da exploração (exploration-exploitation) do conhecimento organizacional. A primeira (exploration) procura novo conhecimento e a segunda (exploitation) aproveita o conhecimento já existente existindo tensão dentro da organização entre estas duas atividades porque competem pelos mesmos recursos escassos (MARCH, 1991), manter um equilíbrio na exploração de conhecimento (desenvolvimento e uso) é importante para responder as rápidas mudanças do ambiente de projetos, sendo necessário criar uma sinergia entre o conhecimento e o uso produtivo dos recursos da empresa. 2.3. Gestão de conhecimento em projetos No contexto atual os projetos não podem seguir sendo vistos como ilhas, em que seus objetivos não podem se limitar ao curto prazo (entrega de resultados) se deve considerar o longo prazo (desenvolver e compartilhar conhecimento) (McDERMOTT, 1999). E quando o gerenciamento do conhecimento no projeto não é considerado, se está limitando a capacidade do projeto de aportar melhoras à organização (FONG, 2008). Dada sua natureza temporal em que as redes sociais são feitas e desfeitas, a organização perde a oportunidade de identificar fontes de conhecimento relevante e expertise. Identificar o quem é o experto melhoraria muito à conformação do projeto. Entre outros benefícios que traz o GC nos projetos os autores Hanisch et al. (2009) resumem: - Acrescentar a eficiência no trabalho e reduz o risco, pela cumulação de experiência ganhada durante outros projetos e a aplicação de conhecimento adquirido em projetos anteriores. - Gerar um processo de aprendizagem contínuo pensando no projeto como um todo, permitindo a constante revisão e desenvolvimento de processos aplicados assim como dos resultados produzidos. - Prevenir a repetição de erros, que podem ter sido parte da experiência de projetos anteriores, além do melhoramento contínuo, declaração de metas em termos de métodos e padrões relacionados com o gerenciamento de projetos. - Favorecer a alocação de pessoal do projeto, levando assim a uma otimização na alocação de recursos disponíveis e implica que desde o começo o projeto tenha pessoal experto e com competência. - Identificar e fomentar multidisciplinares. a inovação, aproveitando especialmente os times O projeto uma atividade intensiva em conhecimento, onde se juntam conhecimento dos diversos stakeholders temporariamente e geram um conhecimento único. Com essa natureza temporal dos projetos a gestão do conhecimento se focou nas lições do passado e com apoio da TI e foram desenvolvidas diferentes técnicas (quadro 1): Quadro 1: Práticas de Gestão de conhecimento em projetos Práticas de GC Revisões depois da ação Sistema de lições aprendidas Melhores práticas Assistência entre colegas Auditorias de projetos Questões dos projetos Contar historia Comunidade de prática Originada na experiência Descreve o processo completo Descreve os erros Descreve os sucessos Orientação Organização Organização Indústria/Organização Organização Organização Organização Organização Inter/intraorganização Fonte: Fong (2008) 3. Metodologia Com o intuito de estudar a relação existente entre CoP e projetos, se realizou uma revisão da literatura relacionando as palavras chave: projetos e comunidades de prática em três bases de dados: Scopus, Web of knowledge e Proquest, considerando todas as datas. Na base de dados Scopus, que foi a primeira a ser pesquisada, se acharam 477 resultados, se realizou uma filtragem para só selecionar os artigos de jornais acadêmicos, resultando em 300 artigos. Depois foram eliminados artigos de algumas áreas que não são de interesse para a pesquisa, que pretende analisar o assunto especificamente nas organizações, (deixando de lado áreas de ciências da saúde, de educação e ensino, geografia, entre outras). Dessa forma resultaram 206 artigos. O seguinte passo foi revisar cada jornal e se eliminou aqueles artigos que foram publicados em jornais de áreas não relacionadas com estudos das organizações (se tirou principalmente revistas de educação, pedagogia e ensino), o que finalmente resulto em 115 artigos. Para fazer uma analise mais especifica se revisou os títulos dos artigos e se tirou artigos que descrevem tecnologias especificas (software) e alguns outros novamente orientados a ensino, que não é o foco da pesquisa, dessa forma ficaram 92 artigos. A segunda base de dados analisada foi a Web of knowledge, e utilizando as mesmas palavras chave resultaram 155 artigos acadêmicos, se realizou da mesma forma uma filtragem das áreas dos jornais ficando com 39 artigos, depois de uma leitura dos títulos se tirou os artigos relacionados com as ciências políticas e o esporte, o que finalmente resultou em 17 artigos. Finalmente se trabalhou com a base de dados Proquest, com as mesmas condições das pesquisas anteriores e só artigos de jornais acadêmicos foram selecionados 236 artigos. Excluíram-se áreas que não estão relacionadas com a pesquisa e ficaram 71 artigos. Numa segunda etapa da revisão da literatura se realizou uma comparação dos artigos selecionados nas três bases de dados, se eliminou os duplicados resultando em 130 artigos acadêmicos. Como seguinte passo se revisou os resumos e se realizou uma nova filtragem, pois o interesse do trabalho é verificar o que se tem estudado em relação às CoP no contexto de projetos no ambiente organizacional, deixando de lado a aplicação do conceito de CoP para a educação e ensino, e abordagens que se focam principalmente ao desenvolvimento de software no aspecto técnico. Depois desta última filtragem se teve 65 artigos selecionados relacionados com o interesse da pesquisa. E se procedeu revisar os textos completos dos artigos que estavam disponíveis. 4. Resultados Qual é seu proposito Estrutura Quem pertence Seus Limites O que os mantem juntos Tempo CoP Criam, expandem e trocam conhecimento e desenvolvem habilidades individuais. Auto-seleção baseado na expertise ou paixão pelo tópico Difuso A paixão, compromisso e identificação com o grupo e sua expertise Evolui organicamente Time de projeto Acompanhar uma tarefa especifica O pessoal que tem um papel direito no acompanhame nto. Claro Metas do projeto Pretende finalizar quando o projeto tinha sido acabado Quadro 2 :Diferencias entre CoP e time de projeto A pesar desta clara distinção que o criador do termo faz entre times de projetos e CoP na literatura se enxergam diferentes pontos de vista: Alguns falam que simplesmente o conceito não se aplica, outro grupo de pesquisadores tratam o conceito de maneira flexível considerando aos times de projetos como de pesquisadores entre eles o criador do termo Wenger que considera que são grupos diferentes porém se relacionam, no quadro 3 se resume as principais relações entre CoP e projetos. Quadro 3: Comunidades de prática nos projetos Autores Ayas e Zeniuk (2001); Alam et al. (2008); Fang e Beufeld (2008); Hall e Graham (2004); Mork et al. (2010) Wenger et al. (2002); Bettiol e Sedita (2011); Love (2009); Aubry et al. (2011) Lindkvist (2005) Relação de CoP com Projetos Times de projetos e CoP constituem o mesmo grupo Consideram que as pessoas envolvidas nos projetos constituem uma CoP, e ela é uma característica da aprendizagem em projetos. Considerada às vezes como sinônimos e os termos são usados indistintamente, sobre tudo em ambientes virtuais. As CoP nos projetos de inovação se re-configuram, segundo as necessidades de conhecimento, pois existem novas práticas e novos expertos. Considerada CoP como time de projeto. Times de projetos e CoP são grupos de diferentes relacionados As redes de times de projetos e as redes de CoP são diferentes, mas se relacionam. Pois uma CoP possa realizar tarefas especificas e projetos ao longo de sua prática. Mas que ela precisa ser independente do time de projetos e permanente (campeões da prática). Poderia ser a formar de CoP no nível de escritório de projetos (PMO) para transferir conhecimento nos projetos CoP não se pode aplicar a times projetos Considera que o conceito de CoP não poder ser aplicado ao contexto de projetos e propõe o termo Coletividades de pratica (ClP) que seriam melhor aplicadas para o contexto de projetos. Fonte: Elaboração própria Neste trabalho se considera à CoP como um grupo diferente ao time de projeto, pois realizando uma comparação entre as características do time e da CoP existem claras diferencias entre os dois, essas diferenças são resumidas por Wenger et al (2002) (Quadro 3). Embora existam trabalhos que os tratam como sinônimos, estes não realizam uma analise dos elementos estruturais que devem sempre estar presentes num grupo para poder ser nomeados de CoP, detalhados no capitulo anterior: domínio, comunidade e prática. 5. Conclusões Depois da revisão da literatura realizada, neste artigo se considera a CoP é um grupo diferente do time de projeto, pois realizando uma comparação entre as características do time e da CoP existem claras diferencias entre os dois, essas diferenças são resumidas por Wenger et al (2002) (Quadro 2). Embora exista trabalhos que os tratam como quase sinônimos, estes não realizam uma analise dos elementos estruturais que devem sempre estar presentes num grupo para poder ser nomeados de CoP: domínio, comunidade e prática. E como sinalam Scarbrough e Swan (2008) que apesar de as CoP e os times de projetos serem grupos diferentes, não se pode negar que as duas formas de estruturas sociais estão inter-relacionados e qualificam que seria muito simplista considerar suas atividades totalmente diferentes, depois de todo o projeto surge dentro das práticas sociais inseridas no trabalho organizacional. Mais trabalhos precisam ser feitos, que ajudem a esclarecer mais o termo no contexto de projetos, 6. Referencias bibliográficas AMIN, A.; ROBERTS, J. Knowing in action: beyond communities of practice. Research Policy, 37(2), 353-369. 2008. BETTIOL M.; SEDITA S. The role of community of practice in developing creative industry projects. International Journal of Project Management, v. 29, 2011. BRESNEN M; EDELMAN L, NEWELL S, SCARBROUG H, SWAN J. Social practices and the management of knowledge in project environments. International Journal of Project Management v 21, pp 157–166, 2003. BROWN J. S.; DUGUID P. Knowledge and organization: a social-practice perspective. Organization Science, v. 12, n. 2, p. 198 – 213, 2001. DEFILLIPPI, R.J.; D ARTHUR, M.B. Paradox in project-based enterprise: The case of film making. California Management Review, v 40, n 2, pp 125–139, 1998. DISTERER, G. Management of project knowledge and experiences. Journal of Knowledge Management, v 6, n 5, pp 512–520, 2002. DRUCKER, P. F. Sociedade Pós-Capitalista. São Paulo: Pioneira, 1993. FONG PATRICK S. W. Can We Learn from Our Past? Managing Knowledge Within and Across Projects. In: IRMA BECERRA-FERNANDEZ DOROTHY LEIDNER (Editores). Knowledge Management: an evolutionary view, 2008 HANISCH B; LINDNER F; MUELLER A.; WALD A. Knowledge management in project environments. Journal of knowledge Management, v. 13 v. 4, 2009. LAVE, J.; WENGER, E. (1991). Situated learning: legitimate peripheral participation. Cambridge: Cambridge University Press. LINDKVIST, L. (2005). Knowledge communities and knowledge collectivities: a typology of knowledge work in groups. Journal of Management Studies, 42(6), 1189-1210. PMI. 2000. A Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBOK guide). Newtown Square, PA: Project Management Institute MURILLO, E. Communities of practice in the business and organization studies literature. Information Research, v. 16, n 1, 2011. SCHULTZE, U. A confessional account of and ethnography about knowledge work. MIS Quarterly, v. 24, n 1, pp.3. 2000 SCHENKEL, A. & TEIGLAND, R. (2008). Improved organizational performance through communities of practice. Journal of Knowledge Management, 12(1), 106-118. SWAN, J., SCARBROUGH, H. & ROBERTSON, M. (2002). The construction of communities of practice in the management of innovation. Management Learning, v 33, n 4, 477-496. THOMPSON, M. (2005). Structural and epistemic parameters in communities of practice. Organization Science, 16(2), 151-164. WENGER, E. (1998). Communities of practice: learning, meaning and identity. Cambridge: Cambridge University Press. WENGER, E. & SNYDER, W. M. (2000). Communities of practice: the organizational frontier. Harvard Business Review, 78(1), 139-145. WENGER, E., MCDERMOTT, R. & SNYDER, W. M. (2002). Cultivating communities of practice: a guide to managing knowledge. Boston, MA: Harvard Business School. WILLIAMS T How Do Organizations Learn Lessons From Projects—And Do They? IEEE Transactions on Engineering Management, v. 55, n 2, 2008. 7. Anexos Tabela com os artigos revisados 200 Gherardi, Silvia & 0 Nicolini, Davide The organizational learning of safety in communities of practice. Journal of Management Inquiry 200 1 200 2 Ayas, K. & Zeniuk, N. Gherardi, S & Nicolini, D 200 2 Applen, J.D. 200 Hildreth, P.M. & 2 Kimble, C. 200 2 Malone, D. Gieskes, J.F.B., 200 Hyland, P.W. & 2 Magnusson, M.G. 200 2 Styhre, Alexander 200 2 McKinlay, A. 200 Kling, R. & 3 Courtright, C. 200 3 200 3 200 4 200 4 200 4 Bresnen, M. et al. Sense, Andrew J Van Vlaenderen, H. Koch, C. Morris, N. & Watson, K. 200 Hall, H. & Graham, 4 D. 200 Baxter, L.F. & 4 Hirschhauser, C. Garrety, K., 200 Robertson, P.L. & 4 Badham, R. 200 4 Wegner, D. 200 4 Huzzard, T. 200 4 Sapsed, Salter Van Baalen, P., 200 Bloemhof-Ruwaard, 5 J. & Van Heck, E. 200 5 Kelly T.B., L.A.T.D. 200 5 Lindkvist, L. 200 6 Ford, M 200 Mørk, B.E., Project-based Learning: Building Communities of Reflective Practitioners. Learning in a constellation of interconnected practices: Canon or dissonance? Management Learning Journal of Management Studies IEEE Transactions on Tacit knowledge, knowledge management, and active user Professional participation in website navigation Communication The duality of knowledge. Knowledge management: a model for organizational learning Organisational learning barriers in distributed product development: Observations from a multinational corporation. The knowledge-intensive company and the economy of sharing: rethinking utility and knowledge management. Information Research International Journal of Accounting Information Systems Journal of Workplace Learning Knowledge and Process Management The limits of knowledge management. Group behavior and learning in electronic forums: A sociotechnical approach. New Technology Knowledge sharing in an emerging network of practice: The role of a knowledge portal. Advancing stages of group development: The case of a virtual nursing community of practice groups Knowledge Communities and Knowledege Collectivities: A Typology of Knowledge Work in Groups. Factors Influencing Knowledge Sharing in Information. Knowledge Creation Diffusion Utilization Constructing, enacting and packaging innovations. European Management Journal Information Society International Journal Social practices and the management of knowledge in of Project project environments. Management Project Management Learning generators: Project teams re-conceptualized. Journal Community development research: Merging communities Community of practice Development Journal The Tyranny of Projects: Teamworking, Knowledge Economic and Production and Management in Consulting Engineering. Industrial Democracy The Extreme Guide to Management: Building a Engineering management community in a multi-project organisation Management Journal International Journal Creation and recreation: motivating collaboration to of Information generate knowledge capital in onine communities. Management International Journal of Operations and Reification and representation in the implementation of Production quality improvement programmes. Management International Journal Integrating communities of practice in technology of Project development projects. Management The collaborative construction of a management report in Journal of Business a municipal community of practice: Text and context, and Technical genre and learning. Communication Communities of Domination? Reconceptualising Journal of Workplace Organisational Learning and Power. Learning Postcards from the edge: Local communities, global programs and boundary objects. Organization Studies Groupwork The Journal of Management Studies E - Service Journal European Journal of Hoholm, T. & 6 Aanestad, M. 200 6 Pardo, T.A. et al. 200 Milne, P. & 6 Callahan, S. Styhre, A, 200 Josephson, P.-E. & 6 Knauseder, I. 200 Assimakopoulos, D. 6 & Yan, J. Innovation Management Information Knowledge sharing in cross-boundary information system Technology and development in the public sector Management Journal of Knowledge ActKM: The story of a community. Management Organization learning in non-writing communities: The case of construction workers Sources of knowledge acquisition for Chinese software engineers. WHEN IS FREQUENT FACE-TO-FACE CONTACT NECESSARY IN INNOVATION? A COMPARATIVE STUDY OF TWO DISTRIBUTED PRODUCT DEVELOPMENT PROJECTS. Management Learning R and D Management Economics of Innovation and New Technology International Journal 200 Gallagher, K. & Reframing information system design as learning across of Technology and 7 Mason, R.M. communities of practice. Human Interaction 200 Loyarte, E. & Journal of Knowledge 7 Rivera, O. Communities of practice: A model for their cultivation. Management Journal of 200 Bogenrieder, I. & Contested practice: Multiple inclusion in double-knit Organizational 7 Van Baalen, P. organizations. Change Management The Learning Organization: the international journal of knowledge and 200 Juriado, R. & Emergent communities of practice in temporary interorganization learning 7 Gustafsson, N. organisational partnerships. management 200 Researching situated learning: Participation, identity and Management 7 Handley, K. et al. practices in client-consultant telationships. Learning IEEE Transactions on 200 How do organizations learn lessons from projects - and do Engineering 8 Williams, T. they? Management International Journal 200 Kimble, C. & Some success factors for the communal management of of Information 8 Bourdon, I. knowledge. Management International Journal 200 Applying sense-making methodology to design of Knowledge 8 Cheuk, B.W.-Y. knowledge management practices. Management The development and delivery of an industry led project management professional development programme: A International Journal 200 case study in project management education and success of Project 8 Alam, M. et al. management Management 200 Schenkel, A. & Improved organizational performance through Journal of Knowledge 8 Teigland, R. communities of practice. Management Journal of 200 Fang, Y. & Neufeld, Understanding sustained participation in open source Management 8 D. software projects. Information Systems 200 Autio, E., Kanninen, First- and second-order additionality and learning 8 S. & Gustafsson, R. outcomes in collaborative R&D programs. Research Policy 200 Studies in Continuing 8 Ha, T.S. How IT workers learn in the workplace. Education Jiwa M., An inclusive approach to raising standards in general BMC Medical 200 D.K.R.J.S.T.W.H.S. practice: Working with a “community of practice” in Research 9 K. Western Australia. Methodology 200 EDITORIAL: Communities and champions of practice: Construction 9 Love, P.E.D. catalysts for learning and knowing. Innovation 200 7 Hildnum, J. 200 Fong, P.S.W. & 9 Wong, K.-C. 200 9 Sense, A J International Journal of Project Management International Journal Ziovas, S. & of Web Based Grigoriadou, M. Communities Automation in Yu, W.-D. et al. Proactive problem-solver for construction. Construction Sage, D.J., Dainty, Construction A.R.J. & Brookes, Who reads the project file? Exploring the power effects of Management and N.J. knowledge tools in construction project management. Economics Forum Qualitative Sozialforschung/Foru Balanced Evaluation: Monitoring the “Success” of a m: Qualitative Social Wolf, P. Knowledge Management Project. Research Negotiations on information seeking in and across Moring, C. communities of practice. Human IT Synergizing expectation and execution for stroke Implementation Poissant, L. et al. communities of practice innovations. Science Veenswijk, M., Van Developing new knowledge in collaborative relationships International Journal Marrewijk, A. & in megaproject alliances: Organising reflection in the of Knowledge Boersma, K. Dutch construction sector. Management Studies International Journal Knowledge management in construction supply chain of Networking and Khalfan, M.A. et al. integration. Virtual Organisations International Journal Sharpe, R. & Evaluating the development of a community of e-learning of Web Based MacKness, J. researchers: From short-term funding to sustainability. Communities A relational approach to understanding knowing in Knowledge and Kakavelakis, K. communities of practice. Process Management Challenging expertise: On power relations within and Management Mørk, B.E. et al. across communities of practice in medical innovation. Learning International Journal Bettiol, M. & Sedita, The role of community of practice in developing creative of Project S.R. industry projects. Management International Journal What practitioners consider to be the skills and of Project Fisher, E. behaviours of an effective people project manager. Management Dahlander, L. & O’Mahony, S. Progressing to the center: Coordinating project work. Organization Science Aubry, M., Müller, Project Management R. & Glückler, J. Exploring PMOs through community of practice theory. Journal Fetterhoff, T., Nila, P. & McNamee, Accessing internal knowledge: Organizational practices Research Technology R.C. that facilitate the transfer of tacit knowledge. Management 200 9 Ruuska I., T.R. 200 9 201 0 201 0 201 0 201 0 201 0 201 0 201 0 201 0 201 0 201 0 201 1 201 1 201 1 201 1 201 1 The social learning character of projects and project teams. Ensuring project success through collective competence and creative conflict in public-private partnerships - A case study of Bygga Villa, a Swedish triple helix e-government initiative. Connecting communities through ICT: Boundary crossing and knowledge sharing in a web-based “community of communities. International Journal of Knowledge Management Studies International Journal of Knowledge Management Studies