Comunidades de prática como ferramentas de gestão do conhecimento no
ambiente de projetos. Uma revisão da literatura
Ana Villanueva Llapa de Cardenas
Davi Nakano
Resumo
O avanço da pesquisa de gestão de conhecimento está dando cada vez mais importância
aquele conhecimento tácito que só podia ser transferido através da estratégia de
personalização, destacando-se muito o aspecto social, nesse sentido é que o termo de
comunidades de pratica (CoP) surgiu e deu a GC um novo impulso, convertendo-se um
elemento indispensável para os atuais programas de gestão do conhecimento. Na literatura se
destaca o papel das Comunidades de Prática (CoP) como um contexto onde o conhecimento
flui melhor, como uma ferramenta de gestão de conhecimento em que a geração de
conhecimento se baseia nas pessoas que trabalham juntas. Seu interesse de pesquisa no campo
acadêmico tem crescido exponencialmente durante esta década, sendo um termo nascido na
teoria social da aprendizagem, sua aplicação na organização ainda precisa ser mais explorada
e devem ser estudadas em diversos contextos. Neste artigo com o intuito de identificar como a
definição de comunidades de prática é trabalhada no contexto de projetos, se realiza uma
revisão na literatura que relacionando os termos de projetos e comunidades de prática. Para
isto, se revisou três base de dados: Scopus, Web of knowledge e Proquest, inicialmente
selecionando os artigos acadêmicos e depois comparando is resultados das bases de dados, e
no final ficaram 65 artigos que se relacionam com comunidades de prática dentro de projetos
nas e entre organizações. Entre os principais resultados se confirma a ambigüidade de tema e
as diferentes abordagens que as comunidades de prática possui; alguns autores falam que
simplesmente o conceito não se aplica, outro grupo de pesquisadores tratam o conceito de
maneira flexível considerando aos times de projetos como CoP e finalmente existem
pesquisadores entre eles o criador do termo Wenger considera que são grupos diferentes
porém se relacionam. Se faz necessário maiores trabalhos empíricos que verifiquem os
diferentes constructos do tema e construir uma teoria mais sólida.
Palavras chave: Comunidades de prática, gestão de conhecimento, projetos
1. Introdução
Na literatura se destaca o papel das Comunidades de Prática (CoP) como um contexto onde o
conhecimento flui melhor (WENGER et al, 2002; BROWN, DUGUID, 2001; MURILLO,
2011), uma ferramenta de GC onde a geração de conhecimento se baseia nas pessoas que
trabalham juntas. Seu interesse de pesquisa no campo acadêmico tem crescido
exponencialmente durante esta década, sendo um termo nascido na sociologia, sua aplicação
na organização ainda precisa ser explorada e como sugerem Amim e Roberts (2008) as CoP
devem ser estudadas em diversos contextos.
Do outro lado, o gerenciamento de conhecimento (GC) nos projetos é um desafio; pois eles
diferem um do outro, apresentam descontinuidades no fluxo de pessoal, de materiais e de
informação; organizados em torno a um conjunto de tarefas especificas com atividades não
rotineiras. Essas características limitam o aproveitamento de conhecimento gerado de um
projeto para o seguinte (DeFILLIPPI, ARTHUR; 1998; FONG, 2008), pois o conhecimento
pode não ter sido adequadamente codificado, as soluções dadas podem ter sido tácitas e muito
envolvidas no contexto e o principal é que as pessoas envolvidas são separadas para novos
projetos, levando consigo parte do conhecimento que foi gerado.
Sabe-se que os projetos são grupos temporais com objetivos imediatos e tempo de vida finita,
e em alguns casos espacialmente e culturalmente diferenciados, são caminhos que se opõem à
difusão de conhecimento nos projetos via desenvolvimento uma CoP vem estabelecida
(BRESNEN, et al., 2003). Frente a este dilema, é interessante e necessário identificar os
pontos de vista que existem em relação ao estudos de CoP no contexto de projetos, isso
contribuiria ao tema de CoP ainda está amadurecendo (MURILLO 2011).
Revisões na literatura das comunidades de prática têm sido realizadas antes, mas de uma
forma mais genérica; estudando as CoP dentro de estudos organizacionais e gestão de
conhecimento (MURILLO, 2011). Uma revisão que especificamente estuda as CoP no campo
do projetos ainda não foi apresentada; Aubry (2011) só menciona no seu artigo que o assunto
de CoP está sendo de interesse dos pesquisadores de gestão de projetos, e indica que desde o
2002 existem 40 artigos publicados nos principais jornais acadêmicos especializados em
gestão de projetos.
Conhecer mais especificamente a relação entre CoP e projetos é o objetivo deste trabalho:
identificar os principais temas estudados dentro da literatura que relaciona CoP com projetos
dentro do contexto das organizações, para isso se realizou uma revisão da literatura que
relaciona as palavras chave de comunidades de prática e projetos.
Analisando a relação existente na literatura entre as CoP e os projetos, se enxergam diferentes
pontos de vista alguns autores falam que simplesmente o conceito não se aplica, outro grupo
de pesquisadores tratam o conceito de maneira flexível considerando aos times de projetos
como CoP e finalmente existem pesquisadores entre eles o criador do termo Wenger considera
que são grupos diferentes porém se relacionam.
2. Referencial Teórico
2.1. Comunidades de Prática (CoP)
O termo Comunidades de Prática (CoP) foi originalmente proposto por Lave e Wenger (1991)
no livro “Aprendizagem situacional legitimando a participação periférica”, o foco do livro é a
aprendizagem organizacional, onde os autores caracterizam ao processo de aprendizagem
como “participação periférica legitima” e os conceitos de identidade e CoP eram importantes
para explorar a aprendizagem desde a relação de professor-estudante ou mestre-aprendiz. A
CoP se converte num circulo virtuoso, quanto mais a pessoa participa mais ela aprende, se
identifica e se motiva, de forma que um membro novo muda sua identidade progressivamente
trabalhando junto com os membros já estabelecidos (LAVE, WENGER, 1991).
Neste primeiro livro não se define CoP, posteriormente Brown e Duguid (1991) concebem às
CoP dentro de uma empresa considerada como: um grupo de pessoas independentes que
provê um contexto de trabalho dentro do qual os membros constroem e compartilham
identidades e um contexto social que ajuda a que essas identidades sejam compartilhadas mais
densamente em relação a toda a organização.
O segundo livro de Wenger escrito em 1998 titulado “Comunidades de prática: aprendizagem,
significado e identidade” é orientado para uma audiência acadêmica e sua aplicação em
organizações foi limitada.
Já o livro de “Uma guia para o gerenciamento de conhecimento. Cultivando Comunidades de
Prática” escrito nos 2002 por Wenger, McDermott e Synder é orientado aos profissionais,
como uma guia de gerenciamento, apresentando às CoP como um caminho prático para
gerenciar o conhecimento dentro das empresas, em que os autores pretender preencher o gap
entre a teoria e a prática existe no tema.
Neste livro se define a CoP:
“É um grupo de pessoas que compartilham uma preocupação, um conjunto de
problemas, ou paixão em relação a um tópico, e aprofunda seu conhecimento e
expertise nessa área através da interação sobre as bases desenvolvidas“ (WENGER
et al, 2002:4).
2.2. Projetos e gestão de projetos
Um projeto é um esforço temporal que se realiza para criar um produto, serviço ou resultado
único, sua natureza é temporal e dizer se define o inicio e o fim do projeto. (PMBOK)
Características dos projetos:
 São únicos e temporais em que dificilmente desenvolvem rotinas e memoria
organizacional o que dificulta a aprendizagem organizacional (BRESNEN ET AL. 2003;
FONG, 2005; TURNER, MULLER, 2003)
 Existe uma descontinuidade no trabalho conjunto do time que gera desintegração do
conhecimento individual e do projeto (PRENCIPE, TELL, 2001; KASVI et al., 2003),
sendo a flutuação de expertos uma coisa comum, em que eles são separados ao final do
projeto ou inclusive antes que o projeto finalize (FONG, 2008). O conhecimento gerado é
muito diverso, pois os expertos são de diferentes áreas funcionais.
 Perdem mecanismos de aprendizagem
 Geralmente sua orientação é de curto prazo, com foco em resultado imediato, embora a
gestão do conhecimento precise ter uma perspectiva de longo prazo onde os benefícios de
seu investimento são demorados, este contraste gera uma insuficiente transferência de
conhecimento entre projetos (FONG, 2005; LOVE et al. 2005).
 Presencia de stakeholders
O gerenciamento de projetos segundo PMI:
“O gerenciamento de projetos é a aplicação de conhecimento, habilidades,
ferramentas e técnicas às atividades do projeto a fim de atender aos seus requisitos”
(PMI, 2000, p 8).
Existem dois pontos de vista para o gerenciamento de projetos (FONG, 2008)
 Ênfase nos recursos:
Esta abordagem tradicional é mais normativa cujo principal interesse é apresentar normas,
técnicas, métodos para o planejamento, controle e avaliação do uso dos recursos para o
cumprimento dos objetivos do projeto.
Essas ferramentas e técnicas são de natureza prescritiva e são desenvolvidas por consultores,
gerentes de projetos e engenheiros: analise da rota critica, simulação de monte carlo,
histogramas entre outros.
 Ênfase no conhecimento
Esta abordagem é complementar a primeira e destaca o papel do conhecimento no
gerenciamento de projetos, colocando a questão da exploração (exploration-exploitation) do
conhecimento organizacional. A primeira (exploration) procura novo conhecimento e a
segunda (exploitation) aproveita o conhecimento já existente existindo tensão dentro da
organização entre estas duas atividades porque competem pelos mesmos recursos escassos
(MARCH, 1991), manter um equilíbrio na exploração de conhecimento (desenvolvimento e
uso) é importante para responder as rápidas mudanças do ambiente de projetos, sendo
necessário criar uma sinergia entre o conhecimento e o uso produtivo dos recursos da
empresa.
2.3. Gestão de conhecimento em projetos
No contexto atual os projetos não podem seguir sendo vistos como ilhas, em que seus
objetivos não podem se limitar ao curto prazo (entrega de resultados) se deve considerar o
longo prazo (desenvolver e compartilhar conhecimento) (McDERMOTT, 1999). E quando o
gerenciamento do conhecimento no projeto não é considerado, se está limitando a capacidade
do projeto de aportar melhoras à organização (FONG, 2008).
Dada sua natureza temporal em que as redes sociais são feitas e desfeitas, a organização perde
a oportunidade de identificar fontes de conhecimento relevante e expertise. Identificar o quem
é o experto melhoraria muito à conformação do projeto. Entre outros benefícios que traz o GC
nos projetos os autores Hanisch et al. (2009) resumem:
-
Acrescentar a eficiência no trabalho e reduz o risco, pela cumulação de experiência
ganhada durante outros projetos e a aplicação de conhecimento adquirido em projetos
anteriores.
-
Gerar um processo de aprendizagem contínuo pensando no projeto como um todo,
permitindo a constante revisão e desenvolvimento de processos aplicados assim como
dos resultados produzidos.
-
Prevenir a repetição de erros, que podem ter sido parte da experiência de projetos
anteriores, além do melhoramento contínuo, declaração de metas em termos de
métodos e padrões relacionados com o gerenciamento de projetos.
-
Favorecer a alocação de pessoal do projeto, levando assim a uma otimização na
alocação de recursos disponíveis e implica que desde o começo o projeto tenha pessoal
experto e com competência.
-
Identificar e fomentar
multidisciplinares.
a
inovação,
aproveitando
especialmente
os
times
O projeto uma atividade intensiva em conhecimento, onde se juntam conhecimento dos
diversos stakeholders temporariamente e geram um conhecimento único. Com essa natureza
temporal dos projetos a gestão do conhecimento se focou nas lições do passado e com apoio
da TI e foram desenvolvidas diferentes técnicas (quadro 1):
Quadro 1: Práticas de Gestão de conhecimento em projetos
Práticas de GC
Revisões depois da ação
Sistema de lições aprendidas
Melhores práticas
Assistência entre colegas
Auditorias de projetos
Questões dos projetos
Contar historia
Comunidade de prática
Originada
na
experiência








Descreve o
processo
completo








Descreve
os erros








Descreve
os
sucessos








Orientação
Organização
Organização
Indústria/Organização
Organização
Organização
Organização
Organização
Inter/intraorganização
Fonte: Fong (2008)
3. Metodologia
Com o intuito de estudar a relação existente entre CoP e projetos, se realizou uma revisão da
literatura relacionando as palavras chave: projetos e comunidades de prática em três bases de
dados: Scopus, Web of knowledge e Proquest, considerando todas as datas.
Na base de dados Scopus, que foi a primeira a ser pesquisada, se acharam 477 resultados, se
realizou uma filtragem para só selecionar os artigos de jornais acadêmicos, resultando em 300
artigos. Depois foram eliminados artigos de algumas áreas que não são de interesse para a
pesquisa, que pretende analisar o assunto especificamente nas organizações, (deixando de
lado áreas de ciências da saúde, de educação e ensino, geografia, entre outras). Dessa forma
resultaram 206 artigos. O seguinte passo foi revisar cada jornal e se eliminou aqueles artigos
que foram publicados em jornais de áreas não relacionadas com estudos das organizações (se
tirou principalmente revistas de educação, pedagogia e ensino), o que finalmente resulto em
115 artigos.
Para fazer uma analise mais especifica se revisou os títulos dos artigos e se tirou artigos que
descrevem tecnologias especificas (software) e alguns outros novamente orientados a ensino,
que não é o foco da pesquisa, dessa forma ficaram 92 artigos.
A segunda base de dados analisada foi a Web of knowledge, e utilizando as mesmas palavras
chave resultaram 155 artigos acadêmicos, se realizou da mesma forma uma filtragem das
áreas dos jornais ficando com 39 artigos, depois de uma leitura dos títulos se tirou os artigos
relacionados com as ciências políticas e o esporte, o que finalmente resultou em 17 artigos.
Finalmente se trabalhou com a base de dados Proquest, com as mesmas condições das
pesquisas anteriores e só artigos de jornais acadêmicos foram selecionados 236 artigos.
Excluíram-se áreas que não estão relacionadas com a pesquisa e ficaram 71 artigos.
Numa segunda etapa da revisão da literatura se realizou uma comparação dos artigos
selecionados nas três bases de dados, se eliminou os duplicados resultando em 130 artigos
acadêmicos. Como seguinte passo se revisou os resumos e se realizou uma nova filtragem,
pois o interesse do trabalho é verificar o que se tem estudado em relação às CoP no contexto
de projetos no ambiente organizacional, deixando de lado a aplicação do conceito de CoP para
a educação e ensino, e abordagens que se focam principalmente ao desenvolvimento de
software no aspecto técnico. Depois desta última filtragem se teve 65 artigos selecionados
relacionados com o interesse da pesquisa. E se procedeu revisar os textos completos dos
artigos que estavam disponíveis.
4. Resultados
Qual é seu
proposito
Estrutura
Quem
pertence
Seus
Limites
O que os
mantem juntos
Tempo
CoP
Criam, expandem
e trocam
conhecimento e
desenvolvem
habilidades
individuais.
Auto-seleção
baseado na
expertise ou
paixão pelo
tópico
Difuso
A paixão,
compromisso e
identificação
com o grupo e
sua expertise
Evolui
organicamente
Time de
projeto
Acompanhar uma
tarefa especifica
O pessoal que
tem um papel
direito no
acompanhame
nto.
Claro
Metas do
projeto
Pretende finalizar
quando o projeto
tinha sido acabado
Quadro 2 :Diferencias entre CoP e time de projeto
A pesar desta clara distinção que o criador do termo faz entre times de projetos e CoP na
literatura se enxergam diferentes pontos de vista:
Alguns falam que simplesmente o conceito não se aplica, outro grupo de pesquisadores tratam
o conceito de maneira flexível considerando aos times de projetos como de pesquisadores
entre eles o criador do termo Wenger que considera que são grupos diferentes porém se
relacionam, no quadro 3 se resume as principais relações entre CoP e projetos.
Quadro 3: Comunidades de prática nos projetos
Autores
Ayas
e
Zeniuk
(2001); Alam et al.
(2008);
Fang
e
Beufeld (2008); Hall
e Graham (2004);
Mork et al. (2010)
Wenger et al. (2002);
Bettiol
e
Sedita
(2011); Love (2009);
Aubry et al. (2011)
Lindkvist (2005)
Relação de CoP com Projetos
Times de projetos
e CoP constituem
o mesmo grupo
Consideram que as pessoas envolvidas nos projetos constituem
uma CoP, e ela é uma característica da aprendizagem em projetos.
Considerada às vezes como sinônimos e os termos são usados
indistintamente, sobre tudo em ambientes virtuais. As CoP nos
projetos de inovação se re-configuram, segundo as necessidades
de conhecimento, pois existem novas práticas e novos expertos.
Considerada CoP como time de projeto.
Times de projetos
e CoP são grupos
de diferentes
relacionados
As redes de times de projetos e as redes de CoP são diferentes,
mas se relacionam. Pois uma CoP possa realizar tarefas
especificas e projetos ao longo de sua prática. Mas que ela precisa
ser independente do time de projetos e permanente (campeões da
prática). Poderia ser a formar de CoP no nível de escritório de
projetos (PMO) para transferir conhecimento nos projetos
CoP não se pode
aplicar a times
projetos
Considera que o conceito de CoP não poder ser aplicado ao
contexto de projetos e propõe o termo Coletividades de pratica
(ClP) que seriam melhor aplicadas para o contexto de projetos.
Fonte: Elaboração própria
Neste trabalho se considera à CoP como um grupo diferente ao time de projeto, pois
realizando uma comparação entre as características do time e da CoP existem claras
diferencias entre os dois, essas diferenças são resumidas por Wenger et al (2002)
(Quadro 3). Embora existam trabalhos que os tratam como sinônimos, estes não
realizam uma analise dos elementos estruturais que devem sempre estar presentes num
grupo para poder ser nomeados de CoP, detalhados no capitulo anterior: domínio,
comunidade e prática.
5. Conclusões
Depois da revisão da literatura realizada, neste artigo se considera a CoP é um grupo
diferente do time de projeto, pois realizando uma comparação entre as características do
time e da CoP existem claras diferencias entre os dois, essas diferenças são resumidas
por Wenger et al (2002) (Quadro 2). Embora exista trabalhos que os tratam como quase
sinônimos, estes não realizam uma analise dos elementos estruturais que devem sempre
estar presentes num grupo para poder ser nomeados de CoP: domínio, comunidade e
prática.
E como sinalam Scarbrough e Swan (2008) que apesar de as CoP e os times de projetos
serem grupos diferentes, não se pode negar que as duas formas de estruturas sociais
estão inter-relacionados e qualificam que seria muito simplista considerar suas
atividades totalmente diferentes, depois de todo o projeto surge dentro das práticas
sociais inseridas no trabalho organizacional.
Mais trabalhos precisam ser feitos, que ajudem a esclarecer mais o termo no contexto de
projetos,
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7. Anexos
Tabela com os artigos revisados
200 Gherardi, Silvia &
0 Nicolini, Davide
The organizational learning of safety in communities of
practice.
Journal of
Management Inquiry
200
1
200
2
Ayas, K. & Zeniuk,
N.
Gherardi, S &
Nicolini, D
200
2 Applen, J.D.
200 Hildreth, P.M. &
2 Kimble, C.
200
2 Malone, D.
Gieskes, J.F.B.,
200 Hyland, P.W. &
2 Magnusson, M.G.
200
2 Styhre, Alexander
200
2 McKinlay, A.
200 Kling, R. &
3 Courtright, C.
200
3
200
3
200
4
200
4
200
4
Bresnen, M. et al.
Sense, Andrew J
Van Vlaenderen, H.
Koch, C.
Morris, N. &
Watson, K.
200 Hall, H. & Graham,
4 D.
200 Baxter, L.F. &
4 Hirschhauser, C.
Garrety, K.,
200 Robertson, P.L. &
4 Badham, R.
200
4 Wegner, D.
200
4 Huzzard, T.
200
4 Sapsed, Salter
Van Baalen, P.,
200 Bloemhof-Ruwaard,
5 J. & Van Heck, E.
200
5 Kelly T.B., L.A.T.D.
200
5 Lindkvist, L.
200
6 Ford, M
200 Mørk, B.E.,
Project-based Learning: Building Communities of
Reflective Practitioners.
Learning in a constellation of interconnected practices:
Canon or dissonance?
Management
Learning
Journal of
Management Studies
IEEE Transactions on
Tacit knowledge, knowledge management, and active user Professional
participation in website navigation
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The duality of knowledge.
Knowledge management: a model for organizational
learning
Organisational learning barriers in distributed product
development: Observations from a multinational
corporation.
The knowledge-intensive company and the economy of
sharing: rethinking utility and knowledge management.
Information Research
International Journal
of Accounting
Information Systems
Journal of Workplace
Learning
Knowledge and
Process Management
The limits of knowledge management.
Group behavior and learning in electronic forums: A
sociotechnical approach.
New Technology
Knowledge sharing in an emerging network of practice:
The role of a knowledge portal.
Advancing stages of group development: The case of a
virtual nursing community of practice groups
Knowledge Communities and Knowledege Collectivities:
A Typology of Knowledge Work in Groups.
Factors Influencing Knowledge Sharing in Information.
Knowledge Creation Diffusion Utilization
Constructing, enacting and packaging innovations.
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The Extreme Guide to Management: Building a
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Communities of Domination? Reconceptualising
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Postcards from the edge: Local communities, global
programs and boundary objects.
Organization Studies
Groupwork
The Journal of
Management Studies
E - Service Journal
European Journal of
Hoholm, T. &
6 Aanestad, M.
200
6 Pardo, T.A. et al.
200 Milne, P. &
6 Callahan, S.
Styhre, A,
200 Josephson, P.-E. &
6 Knauseder, I.
200 Assimakopoulos, D.
6 & Yan, J.
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Management
Information
Knowledge sharing in cross-boundary information system Technology and
development in the public sector
Management
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ActKM: The story of a community.
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Organization learning in non-writing communities: The
case of construction workers
Sources of knowledge acquisition for Chinese software
engineers.
WHEN IS FREQUENT FACE-TO-FACE CONTACT
NECESSARY IN INNOVATION? A COMPARATIVE
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Ziovas, S. &
of Web Based
Grigoriadou, M.
Communities
Automation in
Yu, W.-D. et al.
Proactive problem-solver for construction.
Construction
Sage, D.J., Dainty,
Construction
A.R.J. & Brookes,
Who reads the project file? Exploring the power effects of Management and
N.J.
knowledge tools in construction project management.
Economics
Forum Qualitative
Sozialforschung/Foru
Balanced Evaluation: Monitoring the “Success” of a
m: Qualitative Social
Wolf, P.
Knowledge Management Project.
Research
Negotiations on information seeking in and across
Moring, C.
communities of practice.
Human IT
Synergizing expectation and execution for stroke
Implementation
Poissant, L. et al.
communities of practice innovations.
Science
Veenswijk, M., Van
Developing new knowledge in collaborative relationships International Journal
Marrewijk, A. &
in megaproject alliances: Organising reflection in the
of Knowledge
Boersma, K.
Dutch construction sector.
Management Studies
International Journal
Knowledge management in construction supply chain
of Networking and
Khalfan, M.A. et al. integration.
Virtual Organisations
International Journal
Sharpe, R. &
Evaluating the development of a community of e-learning of Web Based
MacKness, J.
researchers: From short-term funding to sustainability.
Communities
A relational approach to understanding knowing in
Knowledge and
Kakavelakis, K.
communities of practice.
Process Management
Challenging expertise: On power relations within and
Management
Mørk, B.E. et al.
across communities of practice in medical innovation.
Learning
International Journal
Bettiol, M. & Sedita, The role of community of practice in developing creative of Project
S.R.
industry projects.
Management
International Journal
What practitioners consider to be the skills and
of Project
Fisher, E.
behaviours of an effective people project manager.
Management
Dahlander, L. &
O’Mahony, S.
Progressing to the center: Coordinating project work.
Organization Science
Aubry, M., Müller,
Project Management
R. & Glückler, J.
Exploring PMOs through community of practice theory.
Journal
Fetterhoff, T., Nila,
P. & McNamee,
Accessing internal knowledge: Organizational practices
Research Technology
R.C.
that facilitate the transfer of tacit knowledge.
Management
200
9 Ruuska I., T.R.
200
9
201
0
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1
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1
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1
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1
201
1
The social learning character of projects and project
teams.
Ensuring project success through collective competence
and creative conflict in public-private partnerships - A case
study of Bygga Villa, a Swedish triple helix e-government
initiative.
Connecting communities through ICT: Boundary crossing
and knowledge sharing in a web-based “community of
communities.
International Journal
of Knowledge
Management Studies
International Journal
of Knowledge
Management Studies
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