1 Companhia Brasileira de Distribuição RESULTADOS DE 1999 • • • Crescimento de vendas totais de 32,4% em 1999 (4,5% na mesma base de lojas) EBITDA cresce 55,9% (margem de 7,3%) Aumento de 48% na base de clientes São Paulo, Brasil, 15 de Fevereiro de 2000 - A Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) anuncia hoje os resultados do ano de 1999 e do 4º trimestre de 1999 encerrado em 31 de dezembro de 1999. Vendas Líquidas As Vendas Líquidas Consolidadas da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) atingiram no trimestre R$1.799,4 milhões, contra R$1.401,5 milhões no mesmo período do ano anterior, registrando um aumento de 28,4%. As vendas líquidas no ano de 1999 totalizaram R$5.803,2 milhões, o que representou um aumento de 32,4% em relação a 1998. Se considerarmos as vendas da rede Peralta no mês de Fevereiro de 1999, período em que estas lojas já operavam para a CBD mas ainda sob a bandeira Peralta, as vendas líquidas da Companhia totalizaram R$5.830,2 milhões. Evolução de Vendas Líquidas por Divisão – Consolidado* Variação 99/98 (%) Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD Em valores nominais (Legislação Societária) 4o Trimestre Acumulado Ano Todas Lojas Mesmas Lojas Todas Lojas Mesmas Lojas 9,4% 4,7% 19,3% 11,0% 42,5% - 0,5% 51,2% 1,6% 70,4% 3,1% 135,6% 7,4% - 12,8% - 12,5% -3,4% - 16,0% 28,4% 0,8% 32,4% 4,5% Se considerarmos para 1999 as vendas líquidas da rede Peralta no mês de Fevereiro/1999 e para 1998 as vendas da rede Millo´s no 1o Trimestre, o mês de Junho para a rede Barateiro e as vendas da extinta Divisão Superbox – período em que estas lojas ainda não estavam incorporadas às demais Divisões da Companhia – o crescimento total de vendas em 1999 foi de 31,6%. Os valores de vendas mesmas lojas incluem apenas lojas com no mínimo 12 meses de operação. Dentre os fatores que contribuíram para o crescimento das vendas líquidas no exercício de 1999 destacamos: • Crescimento de 41% na área média de vendas em relação a 1998, atingindo 663.237m2 no final do exercício. • Desempenho das lojas adquiridas das redes Peralta, Mogiano/Shibata, bem como das lojas arrendadas das redes Paes Mendonça e do Mappin; • Efeito positivo do contínuo processo de remodelagem de lojas nas Divisões Pão de Açúcar e Barateiro e adequação de formatos em relação à zona primária onde as lojas estão localizadas. • Crescimento de 48% no número de clientes da Companhia, alcançando 256 milhões de transações em 1999. Dentre os fatores que possibilitaram este aumento destacamos o processo acima mencionado de renovação de lojas, juntamente com os investimentos realizados pela Companhia em treinamento de funcionários e melhora no atendimento ao cliente. Companhia Brasileira de Distribuição Resultado do 4o Trimestre de 1999 2 Para efeito de comparação das vendas com o desempenho do mercado, no conceito “todas as lojas”, conforme publicado pela ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), a CBD apresentou um aumento em moeda constante de 18,5% contra uma queda de 2,7% apresentada pelo setor em 1999, demonstrando um significativo ganho de participação de mercado. Em moeda de poder aquisitivo constante (Indexada pelo IGP-DI) CBD 1999 x 1998 Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD (Todas as lojas) ABRAS (Todas as lojas) 4o Trimestre 8,8% - 2,5% Acumulado ano 18,5% - 2,7% Em moeda de poder aquisitivo constante (Indexada pelo IGP-DI) 4o Trimestre Acumulado Ano Todas Lojas Mesmas Lojas Todas Lojas Mesmas Lojas - 7,3% - 11,3% 7,8% 0,4% 20,7% - 15,7% 35,8% - 8,1% 44,2% - 12,7% 111,6% - 4,9% - 26,2% - 25,9% - 13,0% - 24,8% 8,8% - 14,6% 18,5% - 5,7% Em função das divergências hoje existentes entre o IGP-DI e índices de inflação que melhor representem a evolução de preço dentro do setor, a ABRAS vem desenvolvendo estudos visando modificar o indexador. Tão logo haja esta definição, a CBD também estará adotando este mesmo indicador para apresentar ao mercado sua performance em valores reais. Se utilizarmos o IPCA, índice adotado pelo Governo no acompanhamento da inflação, e que em nossa opinião reflete com mais precisão os aumentos de preços no varejo, vendas “mesmas lojas” em moeda constante apresentaram uma variação negativa de 0,2%. No conceito “mesmas lojas”, as vendas líquidas em valores nominais, durante o 4o trimestre/99, cresceram 0,8% comparadas ao 4o trimestre/98. No acumulado ano registraram crescimento de 4,5% contra o ano anterior. A CBD conviveu durante 1999 com uma forte base de comparação no critério mesmas lojas em função do desempenho apresentado no ano anterior (crescimento de 12,5% em relação a 1997). Foi verificado um melhor desempenho dos formatos de supermercado, especialmente com a bandeira Pão de Açúcar, onde além de um grande participação de alimentos no seu mix de vendas, conta com um público alvo menos sensível à oscilações negativas na economia. A Divisão Extra e a Divisão Eletro foram penalizadas pelo fraco desempenho de vendas de produtos não alimentícios, em especial de eletro-eletrônicos. Companhia Brasileira de Distribuição Resultado do 4o Trimestre de 1999 3 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO EM LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA CONSOLIDADO R$ mil Receita Líquida de Vendas 4º Trimestre 1998 1999 % 1999 Acumulado Ano 1998 % 1.799.467 1.401.530 28,4% 5.803.209 4.383.513 32,4% (1.333.482) (1.011.791) 31,8% (4.235.793) (3.194.373) 32,6% 465.985 389.739 19,6% 1.567.416 1.189.140 31,8% (263.315) (60.918) (324.233) (258.053) (64.524) (322.577) 2,0% -5,6% 0,5% (912.292) (231.648) (1.143.940) (726.590) (190.835) (917.425) 25,6% 21,4% 24,7% Lucro Oper. Antes de Depreciação e Rec. (Desp.) Financ. – EBITDA 141.752 67.162 111,1% 423.476 271.715 55,9% Depreciação (30.570) (30.769) -0,6% (142.698) (102.669) 39,0% Lucro Operac. Antes de Impostos e Rec. (Desp.) Financeiras – EBIT 111.182 36.393 205,5% 280.778 169.046 66,1% Impostos e Taxas (12.153) (6.170) 97,0% (31.944) (21.268) 50,2% Receitas Financeiras Despesas Financeiras Variação Cambial Receita (Desp.) Financ. Líquida 115.905 (98.424) (4.477) 13.004 85.396 (81.419) 35,7% 20,9% 263.193 (215.401) 44,0% 91,7% 3.977 227,0% 378.912 (412.847) (152.205) (186.140) 47.792 -489,5% Lucro Operacional 112.033 34.200 227,6% 62.694 195.570 -67,9% (431) 0 1.283 0 0 230 457,8% (1.630) 0 2.210 0 (420) 3.089 -28,5% Lucro antes do I.R. 112.885 34.430 227,9% 63.274 198.239 -68,1% Imposto de Renda (29.499) (845) 3.391,0% (1.242) (39.235) - 96,8% 83.386 33.585 148,3% 62.032 159.004 -61,0% 0,86 0,43 100,0% 0,64 2,04 -68,6% 96.977.709.862 78.116.125.080 24,1% 96.977.709.862 78.116.125.080 24,1% Lucro Bruto 25,9% 27,8% 27,0% 27,1% Total de Despesas Operacionais Despesas com Vendas Despesas Gerais e Administrativas -18,0% -14,6% -3,4% -23,0% -18,4% -4,6% -19,7% -15,7% -4,0% -20,9% -16,6% -4,4% EBITDA 7,9% 4,8% 7,3% 6,2% Depreciação -1,7% -2,2% -2,5% -2,3% EBIT Impostos e Taxas Receitas (Desp.) Financeiras Líquidas 6,2% -0,7% 0,7% 2,6% -0,4% 0,3% 4,8% -0,6% -3,2% 3,9% -0,5% 1,1% Lucro antes I.R. 6,3% 2,5% 1,1% 4,5% Imposto de Renda -1,6% -0,1% 0,0% -0,9% Lucro Líquido (Prejuízo) 4,6% 2,4% 1,1% 3,6% Custo das Mercadorias Vendidas Lucro Bruto Despesas(Receitas) Operac. Com Vendas Gerais e Administrativas Total de Despesas Operacionais Perda c/ Investimento em controlada Equivalência Patrimonial Resultado não-operacional Lucro Líquido Lucro/Prejuízo por lote de mil ações No. De Ações (em milhares) No final do período % de Vendas Líquidas * Os valores de 1998 não incluem vendas de Millo´s no primeiro trimestre e vendas de Barateiro no mês de Junho (período em que essas lojas não haviam sido incorporadas pela CBD). Os valores de 1999 não incluem as vendas da rede Peralta em Fevereiro, período em que estas lojas ainda não haviam sido incorporadas pela CBD. Companhia Brasileira de Distribuição Resultado do 4o Trimestre de 1999 4 BALANÇO PATRIMONIAL EM LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA CONSOLIDADO R$ mil ATIVO Ativo Circulante Caixa e Bancos Aplicações Financeiras Crédito Financiamentos Curto Prazo Cheques Pré-Datados Cartões de Crédito e Outros Prov. p/ Devedores Duvidosos Adiantamento a Fornecedores Impostos a Recuperar Outras Contas a Receber Estoques Despesas do Exercício Seguinte Total do Ativo Circulante Ativos Não-Circulantes Contas a Receber Imposto de Renda Diferido Depósitos Judiciais Contas correntes com controladas Despesas Antecipadas Total dos Ativos Não-Circulantes Investimentos Imobilizado Diferido Variação Cambial Total do Ativo Permanente TOTAL ATIVO PASSIVO Passivo Circulante Fornecedores Financiamentos Moeda Nacional Moeda Estrangeira Obrigações por Compra de Ativos Debentures Impostos sobre Vendas Impostos Parcelados Salários e Encargos Dividendos Juros sobe o capital próprio e imposto de renda na fonte Conta corrente com controladora e outros Total do Passivo Circulante Exigível a Longo Prazo Financiamentos Moeda Nacional Moeda Estrangeira Obrigações por Compra de Ativos Debêntures Imposto de Renda Diferido e Parcelados Outras Provisões Total do Exigível a Longo Prazo Recursos Capitalizáveis – Debêntures Patrimônio Líquido Capital Reservas de Capital Reservas de Lucros Total do Patrimônio Líquido Total de recursos capitalizáveis e Patrimônio Líquido TOTAL DO PASSIVO Companhia Brasileira de Distribuição 4º Trim/99 4º Trim/98 61.937 1.198.598 506.602 162.384 109.638 251.425 (16.845) 18.082 64.635 13.565 538.197 16.979 2.418.595 36.403 333.824 446.996 150.575 134.039 182.904 (20.522) 9.435 63.663 15.740 344.967 5.779 1.256.807 97.755 29.448 50.745 5.108 4.055 187.111 228.814 1.889.441 430.259 58.208 2.548.514 5.154.220 4.951 18.584 34.089 1.721 5.728 65.073 5.622 1.389.822 307.155 1.702.599 3.024.479 792.420 477.991 460.567 17.424 111.148 16.483 25.496 10.684 64.409 15.957 59.559 1.574.147 604.323 347.891 41.317 306.574 44.502 15.813 28.304 9.567 57.515 5.013 40.000 24.629 1.177.557 341.345 294.166 47.179 54.127 285.159 9.469 264.150 954.250 310.387 417.816 232.692 185.124 3.504 314.860 34.099 104.912 875.191 - 1.491.118 348.292 476.026 2.315.436 2.625.823 5.154.220 537.730 4.050 429.951 971.731 971.731 3.024.479 Resultado do 4o Trimestre de 1999 5 Comentários da Diretoria Performance Operacional da CBD em 1999 (dados consolidados) O lucro bruto no ano de 1999 aumentou para R$ 1.567,4 milhões versus R$ 1.189,1 milhões do ano anterior, evoluindo 31,8%. Mesmo diante da maior participação de hipermercados no mix de lojas da Companhia, da crescente competição dentro do setor, além do período intenso de negociações com fornecedores em função da desvalorização cambial verificada em Janeiro/99, a CBD registrou uma margem bruta de 27,0%, praticamente estável em relação a 1998 (27,1%). Os principais fatores que beneficiaram a margem bruta durante o período foram: 1) intenso trabalho realizado no controle e prevenção de quebras, possibilitando a redução deste índice para 1,8% contra 2,0% em 1998; 2) melhores negociações com fornecedores, em função do aumento no volume de compras, bonificações por inaugurações de novas lojas e da maior centralização de compras no Centro de Distribuição e 3) desenvolvimento de produtos com elevada margem de contribuição. Crescimento do EBITDA de 55,9% O lucro antes de impostos, amortização e depreciação e resultado financeiro (EBITDA) cresceu 55,9% no ano de 1999, atingindo R$ 423,5 milhões, equivalente a 7,3% das vendas líquidas, contra 6,2% no ano anterior. A margem do EBITDA superou a meta inicialmente estabelecida pela Companhia de apresentar uma margem entre 6 e 7%, devido basicamente à manutenção dos ganhos de escala refletidos na margem bruta e ao maior volume de vendas, gerando diluição de despesas fixas. No 4° trimestre de 1999, a margem do EBITDA foi de 7,9% das vendas líquidas contra 4,8% no mesmo período de 1998. Destacamos também como ganho de produtividade, o aumento de compras por EDI (Electronic Data Interchange) atingindo 48% contra 32% no final de 1998, com reflexos positivos na administração de estoques, redução de stock out (índice de falta de mercadorias), redução de quebras e maior agilidade em logística. Lucratividade O resultado de R$ 62,0 milhões em 1999, inferior ao resultado de R$ 159 milhões apurado em 1998, foi impactado pela desvalorização do Real frente ao Dólar. A Companhia apurou uma perda cambial de R$210,3 milhões, tendo reconhecido R$152,2 milhões ao longo de 1999, ofuscando no resultado final os ganhos decorrentes do crescimento de vendas e da melhora da margem operacional obtidos. No 4° trimestre de 1999, a CBD registrou um lucro líquido de R$83,4 milhões, contra R$33,6 milhões no idêntico período de 1998, representando um crescimento de 148,2%. O expressivo aumento do lucro líquido do 4° trimestre de 1999 em relação ao mesmo período 1998, pode ser explicado por dois fatores principais: 1) aumento de 111,1% no EBITDA, em função do crescimento da Companhia, ganhos de eficiência e da existência de itens extraordinários no 4° trimestre de 1998 que afetaram a margem operacional daquele período e 2) incremento da receita financeira como resultado do ingresso de recursos provenientes da emissão de debêntures e aumento de capital. O Lucro Líquido por lote de mil ações em 1999 (calculado em legislação societária e baseado nas ações existentes em 31 de Dezembro de 1999) atingiu o valor de R$ 0,64 contra R$ 2,04 em 1998. No 4o trimestre/99 a Companhia registrou um lucro líquido por lote de mil ações de R$0,86 contra R$0,43 no idêntico período de 1998. Dividendos A administração propôs, para deliberação da Assembléia Geral Ordinária, dividendos a serem distribuídos, calculados como se segue: Lucro Líquido do exercício Reserva de lucros a realizar Reserva Legal R$ mil 62.032 4.898 (3.101) Base de Cálculo dos Dividendos (25%) Dividendo Mínimo Obrigatório 63.829 15.957 As ações que têm direito integral, receberão R$0,188 por lote de mil ações, totalizando R$15.002 mil e as ações que tem direito ao dividendo pro rata temporis, referentes ao aumento de capital privado realizado em 1999 , receberão R$0,05469 por lote de mil ações, no montante de R$955 mil. Companhia Brasileira de Distribuição Resultado do 4o Trimestre de 1999 6 Grupo Casino como novo sócio e parceiro estratégico da CBD O ano de 1999 foi particularmente importante para a CBD. A Companhia anunciou a admissão do Grupo Casino como sócio e parceiro estratégico. Esta associação ocorreu através de uma emissão de debêntures conversíveis em ações preferenciais, seguida de uma subscrição privada de ações. A totalidade das debêntures conversíveis (297 mil, equivalentes à 6 bilhões de ações PN) emitidas foram adquiridas pelo Grupo Casino, representando um ingresso de recursos para a CBD da ordem de R$302,9 milhões. Da mesma forma, o Grupo Casino subscreveu 12,57 bilhões de ações ordinárias e bônus de subscrição em ações ordinárias (12,57 milhões), proporcionando recursos para a Companhia de R$1.031,7 milhões. O Grupo Casino também adquiriu 4,8 bilhões de ações preferenciais de um total de 4,9 bilhões de ações subscritas, proporcionando recursos de R$214,6 milhões à CBD. A totalidade de recursos que ingressaram na CBD na primeira fase da transação foi de R$1.549,2 milhões. É com imensa satisfação que recebemos o Grupo Casino como acionista da CBD e ressaltamos que os benefícios não se restringem somente ao ingresso de recursos para o crescimento da Companhia e redução do passivo de curto prazo. Ambas as partes estão sendo beneficiadas por um contínuo processo de troca de melhoras práticas em suas mais diversas áreas de atuação, bem como sinergias em compras globais e marcas próprias, entre outras. INVESTIMENTOS Com a consolidação do processo de expansão, modernização de lojas e aprimoramento dos sistemas de gestão, a CBD investiu, em 1999, R$785 milhões, e manteve sempre seu foco de desenvolvimento nos locais onde já está presente, diluindo custos fixos e administrativos e gerando maior produtividade na sua área operacional. Destacaram-se entre os principais investimentos do período: - Aquisição da Rede Peralta de Supermercados em fevereiro de 1999, décima quarta empresa do setor em faturamento em 1998 (R$ 326 milhões de faturamento bruto), com 48.000 m2 de área de vendas e 38 lojas (37 supermercados e 1 hipermercado), localizadas no Estado de São Paulo. Durante o primeiro trimestre de 1999 a Companhia converteu 23 destas lojas para o formato Barateiro, 14 lojas para o formato Pão de Açúcar e o hipermercado para o formato Extra; - Arrendamento de 25 lojas da rede Paes Mendonça S.A. através da controlada Novasoc, sétima empresa do setor em faturamento em 1998 (R$829 milhões de faturamento bruto), com uma área de vendas de 119.120 m2, distribuídas da seguinte forma: 10 hipermercados (1 loja em MG, 2 lojas em SP e 7 lojas no RJ) e 15 supermercados (3 lojas em SP e 12 lojas no RJ). Do total de 25 lojas, foram reformadas e reinauguradas 20 lojas (9 hipermercados e 11 supermercados) até 31/12/1999. Três lojas desta rede foram fechadas e uma foi transformada em depósito regional no Rio de Janeiro; - Aquisição de imóvel relativo ao hipermercado localizado em Belo Horizonte, anteriormente locado para a rede Paes Mendonça e que pertencia à Caixa dos Empregados da Usiminas (área de vendas de 12.480 m2); - Aluguel dos imóveis e equipamentos de duas lojas anteriormente operadas pelo Mappin Lojas de Departamentos S/A (Mappin), localizadas na cidade de São Paulo, nos endereços Avenida Juscelino Kubitschek (Itaim) e Praça Ramos de Azevedo (Centro), por um período de 20 anos; - Aquisição da Rede Mogiano/Shibata, composta de 6 lojas, com área total de vendas de 18.752m2 e com a expectativa de um faturamento bruto da ordem de R$ 220 milhões anuais; - Inauguração de quatro novos hipermercados Extra, tendo sido um inaugurado em outubro (Santo André) e outros três em novembro de 1999 (Aeroporto, Praça Ramos e Fortaleza), representando um aumento de área de vendas de 37.703 m2; - Ampliação da capacidade do Centro de Distribuição, através da construção de novo depósito em local adjacente ao atual, com área de 31.000 m2, localizado na Rodovia Anhanguera – SP, de forma a direcionar e otimizar as operações de logística de mercadorias de bazar neste novo espaço, bem como, disponibilizar uma maior área para a distribuição de frutas, legumes e verduras, assim como operações de “Cross Docking” no atual Centro de Distribuição; - Construção de um depósito no Rio de Janeiro, com 27.000 m2 de área de armazenagem, que concentrará as operações de mercearia, frutas, legumes e verduras e cross docking para produtos eletrônicos; - Abertura de uma nova loja Pão de Açúcar em Brasília e outra em Fortaleza; Companhia Brasileira de Distribuição Resultado do 4o Trimestre de 1999 7 - Conversão de 26 lojas Pão de Açúcar para o formato Barateiro; - Conversão de uma loja Barateiro para o formato Extra; - Reforma de 13 lojas Pão de Açúcar e 8 Hipermercados Extra; - Fechamento de três lojas Pão de Açúcar (sendo 1 em São Paulo, 1 em Fortaleza e 1 em Piauí), uma loja Barateiro em São Paulo, além de duas lojas da Divisão Eletro (em São Paulo). Movimentação de Lojas por Divisão Pão de Açúcar 31/12/98 Abertas Fechadas Convertidas 31/03/99 Abertas Fechadas Convertidas 30/06/99 Abertas Fechadas Convertidas 30/09/99 Abertas Fechadas Convertidas 31/12/99 149 1 (18) + 14 146 10 (2) 154 154 (1) (8) + 1 146 Extra Eletro Barateiro Peralta CBD 30 1 31 1 32 9 41 6 (1) 46 76 (2) 74 74 74 74 29 23+18 70 2 (1) (1) 70 1 71 4 8 83 38 (38) - 284 39 (2) 321 12 (3) 330 10 340 10 (1) 349 Área de Vendas (m2) Núm. de Funcionários 470.591 31.343 514.229 33.653 514.229 36.539 611.254 36.762 663.237 39.642 Resumo das Conversões de lojas 3º Trim. 98 Peralta ⇒ Pão de Açúcar Superbox ⇒ Pão de Açúcar Pão de Açúcar ⇒ Barateiro Peralta ⇒ Barateiro Superbox ⇒ Barateiro Superbox ⇒ Extra Barateiro ⇒ Extra Peralta ⇒ Extra Extra ⇒ Pão de Açucar Companhia Brasileira de Distribuição 4º Trim. 98 2 1 3 2 1º Trim. 99 14 2º Trim. 99 18 23 2 2 4 3º Trim. 99 4º Trim. 99 8 1 1 1 Resultado do 4o Trimestre de 1999 8 Detalhamento de Vendas Líquidas por Divisão – Consolidado* Em R$ milhares – nominais (Legislação Societária) OUTUBRO Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD 1999 176.892 267.667 61.665 27.451 533.675 % 33,1% 50,2% 11,6% 5,1% 100,0% 1998 162.161 178.349 45.519 30.314 416.343 % 38,9% 42,8% 11,0% 7,3% 100,0% Var.(%) 9,1% 50,1% 35,5% -9,4% 28,2% NOVEMBRO Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD 1999 163.537 258.767 60.946 28.306 511.556 % 32,0% 50,6% 11,9% 5,5% 100,0% 1998 149.751 179.256 34.919 30.672 394.598 % 38,0% 45,4% 8,8% 7,8% 100,0% Var.(%) 9,2% 44,4% 74,5% -7,7% 29,6% DEZEMBRO Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD 1999 222.514 396.925 92.014 42.783 754.236 % 29,5% 52,6% 12,2% 5,7% 100,0% 1998 202.691 290.292 45.549 52.057 590.589 % 34,3% 49,2% 7,7% 8,8% 100,0% Var.(%) 9,8% 36,7% 102,0% -17,8% 27,7% 4o TRIMESTRE Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD 1999 562.943 923.358 214.626 98.540 1.799.467 % 31,3% 51,3% 11,9% 5,5% 100,0% 1998 514.603 647.896 125.987 113.044 1.401.530 % 36,7% 46,2% 9,0% 8,1% 100,0% Var.(%) 9,4% 42,5% 70,4% -12,8% 28,4% ACUM. ANO Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro Peralta CBD 1999 2.057.923 2.753.887 680.514 310.885 27.049 5.830.258 % 35,3% 47,2% 11,7% 5,3% 0,5% 100,0% 1998 1.724.924 1.821.067 288.856 321.807 4.429.230 % 38,9% 41,1% 6,5% 7,3% 100,0% Var.(%) 19,3% 51,2% 135,6% -3,4% 31,6% * Inclui vendas líquidas da rede Peralta no mês de Fevereiro/1999, período em que estas lojas ainda não estavam incorporadas às demais Divisões da Companhia. Da mesma forma o 1o Trimestre/1998 inclui vendas consolidadas com a rede Millo’s. Os totais também incluem as vendas da extinta Divisão Superbox e o mês de Junho da Divisão Barateiro em 1998. * Não considerando as vendas acima mencionadas o crescimento em 1999 foi de 32,4%. Companhia Brasileira de Distribuição Resultado do 4o Trimestre de 1999 9 Índices de Produtividade Em R$ - nominais (Legislação Societária) Vendas por m2/ mês Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD 4T/99 1.066 938 799 845 948 4T/98 1.041 1.159 758 964 1.049 Var (%) 2,4% -19,1% 5,4% -12,3% -9,6% Ano 1999 1.005 888 698 665 878 Ano 1998 894 1.011 597 729 815 Var (%) 12,4% -12,2% 16,9% -8,8% 7,7% 4T/99 14.364 20.867 17.707 21.283 15.670 4T/98 14.376 19.642 15.919 18.535 14.905 Var (%) -0,1% 6,2% 11,2% 14,8% 5,1% Ano 1999 13.334 18.207 14.727 15.434 13.756 Ano 1998 13.373 20.368 12.179 15.227 14.824 Var (%) -0,3% -10,6% 20,9% 1,4% -7,2% 4T/99 17,3 37,1 13,7 194,5 24,4 4T/98 17,4 43,0 15,6 204,8 26,3 Var (%) -0,6% -13,7% -12,2% -5,0% -7,2% Ano 1999 16,9 36,3 12,5 194,2 22,8 Ano 1998 16,7 43,1 15,0 194,5 25,5 Var (%) 1,2% -15,8% -16,7% -0,2% -10,6% 4T/98 97.260 158.487 79.038 199.724 121.460 Var (%) 2,1% -13,6% 15,3% -12,1% -3,3% Ano 1999 93.704 123.040 72.326 138.048 103.313 Ano 1998 83.738 136.953 68.877 149.915 93.747 Var (%) 11,9% -10,2% 5,0% -7,9% 10,2% Vendas por Funcionário/ mês Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD Ticket Médio Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD Vendas por Checkout/ mês Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro CBD 4T/99 99.337 136.936 91.136 175.650 117.413 * Os dados referentes a área de vendas, funcionários e checkouts foram calculados baseado em valores médios proporcionais ao período em que as lojas estiveram abertas. Composição de Vendas (% sobre vendas líquidas) A vista Cartão de crédito Ticket alimentação A prazo Cheques pré datado Crediário 4º Trim. 98 53,8% 21,5% 7,3% 17,4% 11,9% 5,5% 1º Trim. 99 56,2% 22,9% 7,2% 13,7% 10,5% 3,2% 2º Trim. 99 55,8% 23,0% 6,9% 14,3% 10,4% 3,9% 3º Trim. 99 55,9% 22,8% 6,2% 15,1% 10,5% 4,6% 4º Trim. 99 57,0% 22,5% 5,6% 14,9% 9,4% 5,5% 1998 51,6% 21,7% 7,5% 19,2% 13,5% 5,7% 1999 56,3% 22,7% 6,4% 14,6% 10,2% 4,4% Dados por Divisão em 31 de Dezembro de 1999 Pão de Açúcar Extra Barateiro Eletro Total Lojas Administração CBD # Checkouts 1.914 2.410 828 187 5.339 5.339 Companhia Brasileira de Distribuição # funcionários 12.983 15.653 4.412 1.576 34.624 5.018 39.642 # lojas 146 46 83 74 349 349 Área de Vendas (m2) 174.183 350.794 99.391 38.869 663.237 663.237 Resultado do 4o Trimestre de 1999 10 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO EM LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA – NÃO CONSOLIDADO (somente CBD) R$ mil Receita Líquida de Vendas 4º Trimestre 1998 1999 % 1999 Acumulado Ano 1998 % 1.588.489 1.401.530 13,3% 5.548.899 4.383.513 26,6% (1.174.755) (1.011.791) 16,1% (4.059.521) (3.194.373) 27,1% 413.734 389.739 6,2% 1.489.378 1.189.140 25,2% (223.045) (59.895) (282.940) (258.053) (64.524) (322.577) -9,4% -1,8% -7,9% (851.176) (230.668) (1.081.844) (726.590) (190.835) (917.425) 17,1% 20,9% 17,9% Lucro Oper. Antes de Depreciação e Rec. (Desp.) Financ. – EBITDA 130.794 67.162 73,7% 407.534 271.715 50,0% Depreciação (27.215) (30.769) 40,3% (138.365) (102.669) 34,8% Lucro Operac. Antes de Impostos e Rec. (Desp.) Financeiras – EBIT 103.579 36.393 102,0% 269.169 169.046 59,2% Impostos e Taxas (11.312) (6.170) 48,4% (30.496) (21.268) 43,4% Receitas Financeiras Despesas Financeiras Variação Cambial Receita (Desp.) Financ. Líquida 109.855 (85.182) (4.477) 20.196 85.396 (81.419) 3.977 28,6% -30,1% 263.193 (215.401) 47.792 40,7% 82,3% 1117,8% 370.365 (392.590) (152.205) (174.430) -465,0% Lucro Operacional 112.463 34.200 229,8% 64.243 195.570 -67,2% (759) 1.283 230 457,8% (2.806) (1) 2.210 (420) 3.089 -28,5% Lucro antes do I.R. 112.987 34.430 228,2% 63.646 198.239 -67,9% Imposto de Renda (29.601) (845) 3.403,1% (1.614) (39.235) - 95,9% 83.386 33.585 148,3% 62.032 159.004 -61,0% 0,86 0,43 100,0% 0,64 2,04 -68,6% 96.977.709.862 78.116.125.08 24,1% 96.977.709.862 78.116.125.080 24,1% Lucro Bruto 26,0% 27,8% 26,8% 27,1% Total de Despesas Operacionais Despesas com Vendas Despesas Gerais e Administrativas -17,8% -14,0% -3,8% -23,0% -18,4% -4,6% -19,5% -15,3% -4,2% -20,9% -16,6% -4,4% EBITDA 8,2% 4,8% 7,3% 6,2% Depreciação -1,7% -2,2% -2,5% -2,3% EBIT Impostos e Taxas Receitas (Desp.) Financeiras Líquidas 6,5% -0,7% 1,3% 2,6% -0,4% 0,3% 4,9% -0,5% -3,1% 3,9% -0,5% 1,1% Custo das Mercadorias Vendidas Lucro Bruto Despesas(Receitas) Operac. Com Vendas Gerais e Administrativas Total de Despesas Operacionais Perda c/ Investimento em controlada Equivalência Patrimonial Resultado não-operacional Lucro Líquido Lucro/Prejuízo por lote de mil ações No. De Ações (em milhares) No final do período % de Vendas Líquidas Lucro antes I.R. 7,1% 2,5% 1,1% 4,5% Imposto de Renda -1,9% -0,1% 0,0% -0,9% Lucro Líquido (Prejuízo) 5,2% 2,4% 1,1% 3,6% * Os valores de 1998 não incluem vendas de Millo´s no primeiro trimestre e vendas de Barateiro no mês de Junho (período em que essas lojas não haviam sido incorporadas pela CBD). Os valores de 1999 não incluem as vendas da rede Peralta em Fevereiro, período em que estas lojas ainda não haviam sido incorporadas pela CBD. Companhia Brasileira de Distribuição Resultado do 4o Trimestre de 1999 11 BALANÇO PATRIMONIAL EM LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA (somente CBD) R$ mil ATIVO Ativo Circulante Caixa e Bancos Aplicações Financeiras Crédito Financiamentos Curto Prazo Cheques Pré-Datados Cartões de Crédito e Outros Prov. p/ Devedores Duvidosos Adiantamento a Fornecedores Impostos a Recuperar Outras Contas a Receber Estoques Despesas do Exercício Seguinte Total do Ativo Circulante Ativos Não-Circulantes Financiamentos (Crediário) Imposto de Renda Diferido Depósitos Judiciais Companhias Ligadas- Coligadas Despesas Antecipadas Total dos Ativos Não-Circulantes Investimentos Imobilizado Diferido Variação Cambial Total do Ativo Permanente TOTAL ATIVO PASSIVO Passivo Circulante Fornecedores Financiamentos Moeda Nacional Moeda Estrangeira Obrigações por Compra de Ativos Debentures Impostos sobre Vendas Impostos Parcelados Salários e Encargos Dividendos Juros sobre o capital pópio e imposto de renda na fonte Conta corrente com controladora e outros Total do Passivo Circulante Exigível a Longo Prazo Financiamentos Moeda Nacional Moeda Estrangeira Obrigações por Compra de Ativos Debêntures Imposto de Renda e Parcelados Outras Provisões Total do Exigível a Longo Prazo Recursos Capitalizáveis – Debêntures Patrimônio Líquido Capital Reservas de Capital Reservas de Lucros Total do Patrimônio Líquido Total de Recursos Capitalizáveis e Patrimônio Líquido TOTAL DO PASSIVO Companhia Brasileira de Distribuição 4º Trim/99 4º Trim/98 3º Trim/99 54.965 1.198.598 494.527 156.364 102.955 251.341 (16.133) 18.078 60.875 11.462 475.711 15.693 2.329.909 36.403 333.824 446.996 150.575 134.039 182.904 -20.522 9.435 63.663 15.740 344.967 5.779 1.256.807 19.446 1.496.991 391.647 118.698 103.974 184.820 -15.845 19.116 61.037 21.646 369.768 13.275 2.392.926 2.636 29.076 50.731 225.755 4.055 312.253 228.814 1.780.379 393.708 58.208 2.402.901 5.045.063 4.951 18.584 34.089 1.721 5.728 65.073 5.622 1.389.822 307.155 1.702.599 3.024.479 2.368 45.659 84.066 150.851 4.473 287.417 149.605 1.619.642 370.957 62.685 2.140.204 4.820.547 747.531 425.196 407.772 17.424 111.148 16.483 20.973 10.684 59.880 15.957 57.138 1.464.990 604.323 347.891 52.675 295.216 44.502 15.813 28.304 9.567 57.515 5.013 40.000 24.629 1.177.557 535.350 894.627 63.447 831.180 105.183 7.672 16.792 10.685 67.115 27.491 1.664.915 341.345 294.166 47.179 54.127 285.159 9.469 264.150 954.250 310.387 417.816 277.391 140.425 3.504 314.860 34.099 104.912 875.191 - 257.892 196.721 61.171 48.967 346.226 12.150 499.108 1.164.343 - 1.491.118 348.292 476.026 2.315.436 2.625.823 5.045.063 537.730 4.050 429.951 971.731 971.731 3.024.479 1.234.741 347.951 408.597 1.991.289 1.991.289 4.820.547 Resultado do 4o Trimestre de 1999 12 HISTÓRICO DE CONVERSÃO DE DEBÊNTURES Conversão de Debêntures em Ações Preferenciais – Durante o ano 1999 1o emissão 2o emissão Total 2o trimestre 1o emissão 2o emissão Total 3o trimestre 1o emissão 2o emissão Total 4o trimestre Total Ano Debêntures emitidas (saldo) 100.000 175.000 99.950 173.000 99.950 169.150 Debêntures Convertidas (50) (2.000) (2.050) (3.850) (3.850) (14.704) (17.525) (32.229) (38.129) Saldo Final Quantidade de Ações PN convertidas Valor do Aumento de Capital (R$ mil) 99.950 173.000 1.857.067 66.666.000 68.523.067 60 2.153 128.332.050 128.332.050 542.639.036 584.160.825 1.126.799.861 1.323.654.978 4.246 99.950 169.150 85.246 151.625 18.998 20.722 46.179 Fatos Subsequentes 1) Programa de Investimentos para o ano 2000 Em 20 de Dezembro de 1999, a CBD anunciou sua proposta de Programa de Investimentos para o ano 2000, elaborado e discutido na reunião do Conselho de Administração realizada em 7 de Dezembro de 1999 e aprovada em Assembléia Geral Extraordinária no dia 23 de Dezembro de 1999. Este Programa de Investimentos prevê como principais pontos a abertura de 46 a 50 lojas e a reforma de aproximadamente 140 lojas, totalizando R$700 milhões. O aumento estimado na área de vendas da Companhia será de 15 a 20%, com a criação de cerca de 8,000 novos empregos diretos. No formato Hipermercados, a CBD planeja abrir de 6 a 8 novas lojas Extra e reformar 3 Hipermercados. A Companhia também envidará esforços para aquisição de terrenos em pontos estratégicos, visando a continuidade do crescimento orgânico desta Divisão. Para o formato Supermercados, o destaque será para a Divisão Barateiro, que deverá crescer prioritariamente na Grande São Paulo, através da abertura de cerca de 30 novas lojas. Além disso, dando continuidade ao Programa “New Face”, cerca de 30 outras lojas passarão por um processo de renovação. Na Divisão Pão de Açúcar, o principal foco da Companhia será a continuidade do processo de remodelagem de lojas, que contemplará cerca de 59 pontos de venda no ano 2000. Com relação ao crescimento orgânico desta Divisão, a CBD pretende abrir entre 2 e 4 lojas durante este período. A Divisão Eletro, rede de utilidades domésticas e equipamentos eletrônicos, concentrará esforços no Projeto “Eletro do Futuro”, o qual inicialmente envolverá a completa renovação do “lay-out” de 48 lojas. Está prevista também a abertura de 8 novas lojas nesta Divisão. O Programa de Investimentos da CBD também direcionará R$82 milhões (já incluídos no Investimento Total) à logística, distribuição, tecnologia da informação e consultorias para o desenvolvimento de novos sistemas, dando seqüência à contínua busca por ganhos de eficiência operacional. 2) Investimentos em Business to Supplier (B2S) O Grupo Pão de Açúcar acaba de lançar um projeto de E-commerce, o pd@net, que utiliza a Internet para a troca de informações eletrônicas entre a companhia e seus fornecedores. Depois de ter sido pioneiro no lançamento de um sistema de Business-to-Consumer – o Pão de Açúcar Delivery, em 1995 – o Grupo agora investe R$ 6 milhões no Business-to-Supplier (B2S) com o pd@net .Esse sistema permitirá ao Grupo Pão de Açúcar e a seus fornecedores realizar, através da rede, pedidos de compra e venda, emitir e processar notas fiscais, fazer avisos de pagamento e trocar informações em tempo real sobre vendas e posição de estoques, agilizando e reduzindo custos na cadeia de fornecimento. A meta da companhia é que até o final deste ano todos os seus 6.000 fornecedores (mercadorias, serviços e suprimentos) estejam integrados ao sistema – hoje, 48,7% das compras do grupo já são feitas eletronicamente, via EDI (Eletronic Data Interchange). A empresa Companhia Brasileira de Distribuição Resultado do 4o Trimestre de 1999 13 considera como tendência a Internet substituir o EDI como interface no Business-to-Supplier devido a um menor custo para o usuário, maior facilidade de interação e mudança cultural em relação à segurança no tráfego de dados e informações. Para que o fornecedor se integre ao sistema via Internet, basta que tenha um microcomputador e um browser. O Pão de Açúcar entra com todo o suporte e serviço de uma assessoria técnica especialmente para integrar os fornecedores. O lançamento do pd@net está dentro do investimento total de R$82 milhões que o Grupo Pão de Açúcar fará na área de tecnologia e logística este ano. Ricardo Florence dos Santos Dir. de Relações com o Mercado - CBD Fone: 55 (11) 886 0421 Fax: 55 (11) 884 2677 Email: [email protected] Mônica Lopes Edelman Financial Fone: 001(212) 704 4428 Fax: 1(212) 768 1025 Email: [email protected] Fernando Tracanella Email: [email protected] Fone: 55 (11) 886 0421 Website: http://www.grupopaodeacucar.com.br Companhia Brasileira de Distribuição Resultado do 4o Trimestre de 1999