A CAPACIDADE DE GESTAO SOB O ENFOQUE DA COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL. Bruna Aparecida de Paula, Unespar – Câmpus de Campo Mourão, [email protected] Yeda Maria Pereira Pavao, Unespar – Câmpus de Campo Mourão, [email protected] RESUMO: O propósito desta pesquisa enseja apresentar as ideias e concepções que conduziram a pesquisa realizada no período de agosto de 2013 a julho de 2014 em micro e pequenas empresas de Campo Mourão – PR. Os autores que ofereceram os principais preceitos teóricos foram Freeman (1984) para capacidade de gestão e Pavão; Bulgacov (2005) para comunicação organizacional. Nesse ínterim, pretende-se compreender a relação entre a capacidade de gestão e a comunicação organizacional, e suas implicações administrativas no meio em que se inserem. Assim, caracterizar as práticas estratégicas na gestão organizacional na comunicação. O levantamento dos dados foi feito por meio de pesquisa exploratória a partir do método survey aplicado aos dirigentes das quatro organizações respondentes. A análise foi a partir de abordagem descritiva A comunicação é relevante para as empresas independente do seu porte e setor, uma vez que é a ligação entre o ambiente interno e externo. Nota-se que existem semelhanças na elaboração das estratégicas das micro e pequenas empresas da cidade de Campo Mourão, e que a maioria está de acordo com os fatores externos. Palavras-chave: Comunicação. Capacidade de Gestão Organizacional. Micro Empresa. INTRODUÇÃO Notoriamente, a comunicação surgiu com a necessidade das pessoas interagirem e ao longo do tempo com a evolução do homem, foi novamente sofrendo transformações. No contexto do ambiente organizacional não é diferente, ou seja, há necessidade de uma boa qualidade na troca de informações exige das pessoas um aperfeiçoamento constante para evitar falhas no dia a dia. A importância da relação entre a organização e o ambiente, decorre primariamente, do processo de sua comunicação, e Freeman (1984) destaca a sua importância a partir da relação com os os stakeholders. O autor explica que o significado para essa palavra representa os indivíduos ou grupos de indivíduos afetados direta ou indiretamente pelas ações da empresa, em que inclui funcionários, clientes, governo, fornecedores, acionistas, bancos, ambientalistas, e outros grupos que poderão ajudar ou prejudicar a empresa. Entretanto, Freeman (1984 apud PAVÃO 2014, p.2). A comunicação humana foi sempre central para a gestão das organizações, para a produção de mudanças organizacionais e para a gestão de projetos. Em uma comunicação gerencial é importante pensar estrategicamente sobre comunicação, a fim de aumentar a probabilidade de obter a resposta desejada e conseguir os objetivos da organização (YOSHIOKA; HERMAN, 1999). Segundo Oliveira (2010) as organizações e seus profissionais devem ficar atentos com a forma que estão estabelecendo seu processo de comunicação, pois inúmeras empresas pensam que informar já é comunicar, sendo que o simples ato de informar não quer dizer que ocorreu a comunicação, a IX EPCT – Encontro de Produção Científica e Tecnológica Campo Mourão, 27 a 31 de Outubro de 2014 ISSN 1981-6480 mesma só estabelecida quando a uma troca, ou seja, quando ocorre o feedback, de modo que a comunicação não pode ser isolada, sempre precisa haver um retorno. Para compor a estrutura deste estudo, além deste já apresentado, foram necessários os seguintes tópicos: (a) concepções teóricas sobre as temáticas abordadas; (b) o descrição dos procedimentos metodológicos; (c) resultados: (d) considerações finais seguida das referências. ORGANIZAÇÃO E A COMUNICAÇÃO Para Clarck (1997) muitos dos problemas que ocorrem em uma organização são resultados direto das pessoas não se comunicarem. O autor acrescenta ainda que uma comunicação defeituosa causa a maioria dos problemas organizacionais e conduz à confusão e pode fazer com que um bom plano falhe. Ainda de acordo com o autor comunicação se refere à troca e o fluxo da informação e das idéias de uma pessoa a outra. Envolve um remetente que transmite uma idéia a um receptor. Uma comunicação eficaz ocorre somente se o receptor compreende a informação ou a idéia exata que o remetente pretendeu transmitir. De acordo com Davis (1999) quando se trata de comunicação nos processos organizacionais e entre pessoas com níveis hierárquicos diferentes, o autor esclarece que estes reconhecem a importância da comunicação e querem fazer algo a respeito, porém não sabem bem como fazer. Pavão e Bulagov (2005) apresentam a necessidade do acompanhamento dos fatores facilitadores e ou dificultadores do processo organizacional e suas implicações nas decisões na organização. Para Bulgacov (2006) o contexto que as organizações se situam, são definidos como cenários ambientais e compreendem as condições do ambiente geral e setorial. Para análise do ambiente geral são considerados os fatores econômicos, demográficos, políticos, socioculturais e tecnológicos; e para o setorial são os fatores concorrenciais, fornecedores e as condições de fornecimento, os mercados futuros e clientes atuais, os governos e agentes regulamentadores. As fontes de comunicação existentes nas organizações devem proporcionar o entendimento, comunicar aquilo que é realmente de interesse para a organização e seus colaboradores e antecipar os ruídos existentes. Segundo Oliveira (2010) as organizações e seus profissionais devem ficar atentos com a forma que estão estabelecendo seu processo de comunicação, pois inúmeras empresas pensam que informar já é comunicar, sendo que o simples ato de informar não quer dizer que ocorreu a comunicação, a mesma só estabelecida quando a uma troca, ou seja, quando ocorre o feedback, de modo que a comunicação não pode ser isolada, sempre precisa haver um retorno. 2 IX EPCT – Encontro de Produção Científica e Tecnológica Campo Mourão, 27 a 31 de Outubro de 2014 ISSN 1981-6480 É importante ressaltar que a organização tem que se preocupar com a comunicação interna e externa, ou seja, é necessário que a comunicação seja eficaz tanto com os clientes como com os colaboradores da empresa. A comunicação seja por meio de palavras faladas ou escritas, gestos, expressão facial e/ou corporal afeta a tomada de decisões das organizações. Desse modo, é necessário que os envolvidos nesse processo tenham conhecimento dos fundamentos básicos e da conseqüência dos fatores que afetam a comunicação interpessoal, para que a mesma seja feita de forma adequada. No tocante a relação entre as características dos indivíduos ou grupos de indivíduos que afetam ou são afetados pelas ações da organização e sua capacidade de gestão (FREEMAN, 1984), se faz presente no ambiente organizacional em que essas organizações se inserem, ou ainda, seu ambiente externo, com suas incertezas, instabilidades e recursos (DESS; BEARD, 1984). A comunicação humana foi sempre central para a gestão das organizações, para a produção de mudanças organizacionais e para a gestão de projetos. Em uma comunicação gerencial é importante pensar estrategicamente sobre comunicação, a fim de aumentar a probabilidade de obter a resposta desejada e conseguir os objetivos da organização (YOSHIOKA; HERMAN, 1999). No que tange ao objeto deste estudo, o mesmo está centrado na caracterização gestão organizacional nas micro e pequenas empresas de Campo Mourão – Paraná. Considerando o seu desempenho e o posicionamento mediante as necessidades de transformações e adequações nesse ambiente, sob o enfoque da comunicação. Mediante a esse contexto, o setor que despertou interesse investigativo é as micro e pequenas empresas devido ao seu crescimento ao longo do tempo. Nos dias atuais existem diversas leis que facilitam o processo de formalização do pequeno empreendedor sob a forma de Microempreendedor Individual. Segundo a Associação Nacional Dos Auditores-Fiscais Da Receita Federal Do Brasil (ANFIP ) as micro e pequenas empresas dispõem de um tratamento diferenciado das demais empresas devido a Lei Complementar Nº 123/2006 a qual foi alterada pela Lei Complementar Nº 147 de 8 de agosto de 2014. Está lei possibilitou inúmeras facilidades no que diz respeito a unificação dos tributos federais, estaduais e municipais, por meio do Simples Nacional, e por disponibilizar acesso aos créditos e preferências em licitações publicas. Atualmente a maioria das micro e pequenas empresas são constituídas por uma estrutura familiar, no qual grande parte apresentam baixa qualificação profissional, que vêem isto como uma alternativa para desenvolver seu próprio negócio, dispor de um emprego formal ou informal, em consequência das dificuldades de encontrar um emprego em empresas de um porte superior (IBGE 2003). 3 IX EPCT – Encontro de Produção Científica e Tecnológica Campo Mourão, 27 a 31 de Outubro de 2014 ISSN 1981-6480 Contudo, atenta-se que inúmeros indivíduos enfrentam dificuldades no que diz respeito a manutenção de seu empreendimento. Segundo Oliveira (2006) o alto índice de falência das empresas é um fator preocupante para a sociedade. Ainda de acordo com o autor as causas pelas quais as empresas encerram suas atividades está relacionada primeiramente as falhas gerenciais na administração de seu estabelecimento, seguidamente pelas causas econômicas e conjunturais. As falhas gerenciais diz respeito ao planejamento ineficaz, no qual o empreendedor não avalia anteriormente requisitos fundamentais, tais como, a existência de concorrentes nas proximidades e a presença do publico alvo. Mediante esse contexto observa-se que as micro e pequenas empresas representam grande parte das empresas existente no Brasil, propiciando a geração de emprego e renda tornando-se relevante para o desenvolvimento socioeconômico do País. Tais empresas representam certa de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), no entanto, o empreendimento é marcado por altas taxas de mortalidade em consequência de uma gestão ineficaz, principalmente nos primeiros anos de existência (SILVA; CUNHA, 2014). Em relação ao critério de classificação da empresa com relação ao empreendedor individual, microempresa e empresa de pequeno porte, pode-se relacionar quanto a sua receita bruta anual e a quantidade de funcionários, de acordo com as informações explanadas pelo SEBRAE (2006) Empreendedor individual – EI - A receita bruta anual igual ou inferior de R$60.000,00 (sessenta mil reais) de acordo com a Lei 123/06. Microempresa – ME - A receita bruta anual igual ou inferior de R$360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) de acordo com a Lei 123/06. Empresa de Pequeno Porte – EPP - A receita bruta anual igual ou inferior de R$3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) de acordo com a Lei 123/06. No que diz respeito ao numero de empregados o SEBRAE utiliza com base os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aplicando como critério de classificação do porte das empresas. Deste modo, o projeto tem por objetivo analisar a relação entre a capacidade de gestão e a comunicação organizacional nas micro empresas de Campo Mourão na percepção dos tomadores de decisões. DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA O estudo da relação entre a capacidade de gestão organizacional e a comunicação em micro e pequenas empresas teve início com busca de material bibliográfico acerca do tema proposto. Inicialmente, as visitas para o levantamento dos dados das empresas foram realizas em órgãos públicos do município, órgãos da classe e órgãos nacionais. Pode-se citar Prefeitura Municipal de 4 IX EPCT – Encontro de Produção Científica e Tecnológica Campo Mourão, 27 a 31 de Outubro de 2014 ISSN 1981-6480 Campo Mourão onde foi protocolado um pedido de levantamento de dados das empresas, não obtivemos resposta que atendesse as necessidades do projeto. Buscou-se também dados das empresas de construção civil da região da COMCAM no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura CREA-PR, o órgão disponibilizou CD e revista contendo essas informações, percebemos que estava incompleta e não apresentava a realidade do setor na região. Outros órgãos foram visitados e contatados para o alcance das mesmas informações, tais como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresas - SEBRAE, Comunidade da Região dos Municípios de Campo Mourão – COMCAM, Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão – ACICAM e Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos. Em todos os órgãos foi unânime a falta de informação ou a presença de dados incompletos e que não representavam a comunidade da construção civil regional. Diante da dificuldade encontrada houve modificação no objeto do estudo. Assim, onde era construção civil passa-se a estudar empresas de pequeno e médio porte da cidade de Campo Mourão. Sob o enfoque teórico este estudo se justifica por visar a necessidade de identificar a relação entre a gestão organizacional e a comunicação em micro e pequenas empresas localizadas em Campo Mourão. Dessa forma, pode ser justificado por Vieira et al., (2013, p.6) quando denotam que: É possível acrescentar ainda mais um contexto, o de empresa local, ou seja, aquele em que a organização está muito mais voltada para ações que englobam apenas a cidade ou comunidade em que está inserida, tendo uma atuação ainda mais restrita que a regional. Tais fatores direcionam essas empresas a buscarem apoio governamental local, pleiteando junto ao poder público melhorias pontuais, através de investimentos, deduções, incentivos e capacitação para o setor. Em relação aos aspectos práticos, a justificativa concentra-se em além da disseminação dos dados, possibilitar às referidas organizações o auxílio necessário à diagnose e provável melhoria de sua estrutura e capacidade de gestão, possível a partir da percepção de seus dirigentes. Durante o processo da pesquisa foi encaminhado via e-mail 1040 formulários solicitando retorno dos empresários. Desse total apenas 5 formulários foram respondidos e 1 formulário foi invalidado por que não foi completamente respondido. Cabe ressaltar a grande dificuldade encontrada para receber as respostas das empresas, uma vez que a um grande desinteresse em participar de pesquisas acadêmicas. 5 IX EPCT – Encontro de Produção Científica e Tecnológica Campo Mourão, 27 a 31 de Outubro de 2014 ISSN 1981-6480 RESULTADOS E DISCUSSÕES Nesta seção serão apresentados os Tabelas que versão os resultados obtidos com a coleta das perguntas encaminhadas as micro e pequenas empresas no período de janeiro a agosto e 2014 com as respectivas análises das respostas. Tabela 1: Comunicação com os stakeholders Questões Fa* Discordo Totalmente 0 Discordo Muito 0 Discordo Pouco 0 Concordo Pouco 2 Concordo Muito 1 Concordo Totalmente 1 TOTAL 4 Fr* % 0 0 0 50,0 25,0 25,0 100 Fonte: Dados da pesquisa. Nota: Fa = Frequência absoluta / Fr = Frequência relativa A apartir da questão “Nossa Empresa desenvolve canais formais (mídia, jornais, etc.) de comunicação com os stakeholders” apresentada na Tabela 1 pode-se perceber que houve 50% dos respondentes que concordam pouco que há o desenvolvimento de comunicação com os stakeholders. Esse resultado poderá implicar em ações etrategicas para que a organização se preocupe em reavaliar os seus mecanismos que envolvem tal sistema, conforme destaca Bulgacov (2005). A seguir a Tabela 2 representa o sistema formal de comunicação. Tabela 2 – Sistema formal de comunicação Fa* Discordo Totalmente 0 Discordo Muito 0 Discordo Pouco 0 Concordo Pouco 1 Concordo Muito 0 Concordo Totalmente 3 TOTAL 4 Fr* % 0 0 0 25,0 0 75,0 100 Fonte: Dados da pesquisa. Nota: Fa = Frequência absoluta / Fr = Frequência relativa Em relação a questão “Nossa Empresa dispõe de um sistema formal de comunicação (ex: emails, informações da empresa, convites para lançamentos de produtos) organizacional para manter contatos diretos com seus stakeholders” observa que a maioria das empresas dispõe de um sistema formal de comunicação. A Tabela 3 a seguir representa os canais informais de comunicação. 6 IX EPCT – Encontro de Produção Científica e Tecnológica Campo Mourão, 27 a 31 de Outubro de 2014 ISSN 1981-6480 Tabela 3 – Canais Informais de comunicação Fa* Discordo Totalmente 0 Discordo Muito 0 Discordo Pouco 0 Concordo Pouco 2 Concordo Muito 1 Concordo Totalmente 1 TOTAL 4 Fonte: Dados da pesquisa. Nota: Fa = Frequencia absoluta / Fr = Frequencia relativa Fr* % 0 0 0 50,0 25,0 25,0 100 Percebe-se que o Tabela 3 referente a questão “Nós usamos os canais informais (redes de relacionamentos com o público interno e externo) de comunicação para o intercâmbio (troca) de informações sobre o ambiente que atuamos” demonstra que 50% das organizações concordam pouco com a comunicação informal. A Tabela 4 demonstra as respostas referente aos relatórios gerenciais de qualidade. Tabela 4 – Relatórios gerenciais de qualidade Fa* Discordo Totalmente 0 Discordo Muito 0 Discordo Pouco 0 Concordo Pouco 1 Concordo Muito 2 Concordo Totalmente 1 TOTAL 4 Fonte: Dados da Pesquisa. Nota: Fa = Frequencia Absoluta / Fr = Frequencia Relativa Fr* % 0 0 0 25,0 50,0 25,0 100 Mediante a questão “Nossa Empresa dispõe de relatórios gerenciais de avaliação da qualidade e adequação dos controles internos e estes são disponibilizados aos cooperados” verifica-se no Tabela 4 que 50% dos respondentes concordam muito com a utilização de relatorios gerencias, uma vez que facilita administração dos processos e aumento da qualidade do serviço e/ou produto oferecido. Esse resultado pode ser comparado com o que apregoa Rossetto (1998). A seguir a Tabela 5 representa as políticas adotadas pelas micro e pequenas empresas. Tabela 5 – Politicas adotadas Discordo Totalmente Discordo Muito Discordo Pouco Concordo Pouco Concordo Muito Concordo Totalmente Fa* 0 0 0 0 0 4 Fr* % 0 0 0 0 0 100,0 7 IX EPCT – Encontro de Produção Científica e Tecnológica Campo Mourão, 27 a 31 de Outubro de 2014 ISSN 1981-6480 TOTAL 4 100 Fonte: Dados da Pesquisa.Nota: Fa = Frequência Absoluta / Fr = Frequencia Relativa Tabela 6 – Informações aos stakeholders Fa* Discordo Totalmente 0 Discordo Muito 0 Discordo Pouco 0 Concordo Pouco 0 Concordo Muito 0 Concordo Totalmente 4 TOTAL 4 FONTE: Dados da pesquisa. NOTA: Fa = Frequencia absoluta / Fr = Frequencia relativa Fr* % 0 0 0 0 0 100,0 100 As Tabelas 5 e 6 foram avaliados conjuntamente por terem as respostas convergentes quanto a “Discutimos amplamente com os funcionários os efeitos das políticas adotadas pela Empresa” e “As informações que transmitimos aos nossos stakeholders são claras e facilmente compreendidas”, conforme explicam Pavão e Bulgacov (2005) acerca da necessidade da comunicação ser acompanhada na organização. CONSIDERAÇÕES FINAIS Atualmente é de suma importância que as organizações aperfeiçoem seu sistema de comunicação, tornando seus processos, produtos e serviços mais eficientes e eficaz, como também obter a vantagem competitiva. Diante dos resultados obtidos, pode-se concluir que o objetivo compreender a relação entre a capacidade de gestão e a comunicação organizacional, e suas implicações administrativas no meio em que se inserem. Assim, caracterizar as práticas estratégicas na gestão organizacional na comunicação, foi alcançado. O que denota que os autores (FREEMAN, 1984; PAVÃO, BULGACOV, 2005) utilizados e que sustentaram teoricamente esta pesquisa, corroboraram com esse trabalho teórico empírico. A comunicação é relevante para as empresas independente do seu porte e setor, uma vez que é a ligação entre o ambiente interno e externo. Isto é relevante devido a velocidade em que ocorrem as mudanças e antecipar-se a isto é de extrema importância e muitas vezes que define própria sobrevivência ou sucesso das organizações. Neste sentido, esse estudo justifica-se pelo fator de trazer um maior conhecimento sobre a comunicação, e como a mesma poderá contribuir a compreender o ambiente das micro e pequenas empresas. Nota-se que existem semelhanças na elaboração das estratégicas das micro e pequenas empresas da cidade de Campo Mourão, e que a maioria está de acordo com os fatores externos. 8 IX EPCT – Encontro de Produção Científica e Tecnológica Campo Mourão, 27 a 31 de Outubro de 2014 ISSN 1981-6480 Para futuras pesquisas sugere-se que esse estudo seja ampliado para outras regiões e outras organizações de outros segmentos, assim como de um único setor da economia. REFERÊNCIAS ABBAD, G.; TORRES, C. V. Regressão múltipla stepwise e hierárquica em psicologia organizacional: aplicações, problemas e soluções. Estudos de Psicologia, Natal, v. 7, n. esp., p. 1929, 2002. BULGACOV, S. Manual de Gestão Empresarial. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2006. CHIAVENATTO, I. Recursos Humanos – O capital Humano das Organizações – 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. CLARK, D. The Art and Science of Leadership. Criado em 11.05.1997. Disponível em: COMCAM. Disponível em: http://www.comcam.com.br/site/ . 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