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NÚMERO
DO
DIA
OFERECIMENTO
US$ 3,3 bi
S E X TA - F E I R A , 1 6 D E O U T U B R O D E 2 0 1 5
foi o lucro da Nike em 2014-15;
a empresa quer aumentar seu
lucro em 5% ao ano até 2020
EDIÇÃO • 362
Com modelos distintos, Santos e
Palmeiras fecham fornecedores
POR ERICH BETING
Santos e Palmeiras fecharam,
nesta semana, acordos para o fornecimento de uniforme do clube.
Os negócios, porém, são muito
diferentes. Enquanto o Palmeiras
renovou com a Adidas nos moldes tradicionais do mercado, com
o pagamento de um fixo garantido ao clube e um percentual
sobre as vendas, o Santos fez um
negócio inédito com a Kappa.
O clube do litoral paulista será o
dono do negócio de material esportivo. Não terá uma quantia fixa
a ser recebida da empresa, mas
ficará com todo o resultado de
vendas. Na prática, o Santos que
negocia a fabricação do uniforme
e, também, vende a camisa à loja.
Para isso, o clube fechou acordo
com a SPR Confecções, empresa
que será responsável pela gestão
do negócio em parceria com o
Santos. A SPR, que detém a licença da Kappa no Brasil, também é
quem gerencia a rede de lojas oficiais de clubes como Corinthians,
São Paulo, Inter, Vasco, Vitória e
Cruzeiro, entre outras equipes.
O modelo de negócio do contrato, inédito no país, representa
um risco maior para o Santos, já
que o clube vai receber dinheiro
conforme as vendas da camisa. Se
prosperar, porém, o negócio vai
gerar mais receita do que o atual
contrato existente com a Nike. A
Kappa investirá R$ 1,5 milhão para
ajudar a promover as vendas.
O vínculo do Palmeiras com a
Adidas, que vigora desde 2006,
irá até o final do ano que vem,
quando marca e clube celebrarão
dez anos de parceria. O contrato
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é avaliado em preço de mercado
em R$ 15 milhões ao ano. Em
dinheiro, o clube recebe cerca
de metade desse valor. A oficialização do vínculo deverá ser feita
nos próximos dias, por meio de
uma nota oficial. Não há previsão
de lançamento de novo uniforme.
Já Santos e Kappa, que assinaram contrato na manhã de quinta-feira, farão evento para apresentar o uniforme. A previsão é de
que a camisa seja apresentada no
fim de janeiro, próximo à estreia
do Campeonato Paulista de 2016.
Clubes dependem do acaso
para transformar a gestão
POR DUDA LOPES
Diretor de Novos Negócios da Máquina do Esporte
Carlos Miguel Aidar caiu do São
Paulo, mas qual é a real perspectiva
que seu substituto seja alguém capaz de transformar o clube e recolocá-lo na vanguarda da administração esportiva no Brasil? A resposta
é algo próximo do zero.
No atual modelo de eleições na
maioria dos clubes brasileiros, é
muito difícil tirar do poder os que ali
estão. Na verdade, para surgir um
nome capaz de transformar o clube,
é necessária uma obra do acaso, alguém com boa vontade para tal.
O São Paulo é um bom exemplo.
Nesse caso, a sorte foi a presença do
falecido Marcelo Portugal Gouvêa.
O dirigente fazia parte dos bastidores do clube havia décadas, quando
se elegeu em 2002 e levou o time a
ser potência no futebol nacional.
Depois, seu bom trabalho manteve
a situação no poder até esta semana,
mas Juvenal Juvêncio e Aidar estiveram longe de realizar um trabalho que orgulhasse os são-paulinos.
Agora, Carlos Augusto de Barros e
Silva assume o poder, e já arquiteta o adiantamento das eleições para
ser candidato único. Péssimo come-
ço daquele que sempre esteve por lá.
E o clube do Morumbi está longe
de ser exceção. Aliás, é a regra. No
Corinthians, por exemplo, foi preciso uma tragédia esportiva para que
a gestão mudasse. E o responsável
por isso foi Andrés Sanchez, dirigente que fazia parte da situação.
Mais uma obra fruto do acaso.
Pela manutenção do status quo, o
clube paulista nunca abriu as eleições a sócios-torcedores, como prometido. Não por acaso, no futebol
brasileiro, Euricos Mirandas podem
até cair, mas conseguem voltar.
Corinthians lança viagem temática em
hotel de luxo no interior paulista
POR REDAÇÃO
O Corinthians fechou com a agência Sportise
Mkt Esportivo, Turismo e Eventos, que fará um
fim de semana temático no Paradise Golf & Lake
Resort, em Mogi das Cruzes, no interior paulista.
Dois aniversários de títulos
formam o mote do encontro: os 25 anos do Campeonato Brasileiro de 1990 e
os 15 anos do Mundial de
Clubes de 2000. O evento,
chamado de “Campeão dos
Campeões”, terá presença
de ex-jogadores que fizeram
parte dos títulos celebrados,
como Ronaldo (goleiro), Neto, Vampeta e Luizão.
E o clube usou a nova iniciativa para valorizar
os sócios-torcedores. Quem é do programa Fiel
Torcedor terá preferência na compra do pacote,
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que inclui duas noites de hospedagem no resort.
Além da preferência, o preço inicial está reservado para os sócios. Um pacote no quarto triplo,
o mais barato, sai por R$ 1.590 e inclui alimentação, transporte e as atrações,
como a clínica de futebol e
uma partida com os ídolos.
O clube e a agência reservaram 100 quartos no hotel e
esperam preencher cerca de
220 vagas com a iniciativa.
Essa, aliás, não é a primeira
vez que o Corinthians une
o turismo com a temática
do clube. Quando celebrou seu centenário, a
direção do time lançou um cruzeiro para celebrar
a data. Assim como acontecerá agora, o evento
contou a participação de alguns ex-jogadores.
Ex-atleta vence concorrência e
fornece moda praia do Rio-2016
POR ADALBERTO LEISTER FILHO
Pela primeira vez, os Jogos
Olímpicos terão uma coleção oficial de moda praia que chega às
lojas oficiais do evento mês que
vem. A ideia do Comitê Organizador do Rio-2016 foi aproveitar o
estilo de vida carioca para incluir
as peças no catálogo de produtos licenciados do evento.
Para a escolha do fornecedor
oficial do evento, foi feita uma
concorrência, que acabou sendo vencida por uma ex-atleta.
Fabíola Molina, nadadora com
participações nas Olimpíadas de
Sydney-2000 e Pequim-2008, vai
fornecer os produtos por meio de
sua marca de moda praia.
A nadadora ficou conhecida
pelo desempenho nas piscinas e
também por negociar peças customizadas nas viagens que fazia
para competir nos anos
1990 e 2000. Dessa iniciativa nasceu, em 2004, a
grife que leva seu nome.
Atualmente, a empresa,
que possui loja online e
sede em São José dos
Campos (interior de São
Paulo) exporta cerca de
35% de sua produção
para diversos países, entre os quais EUA, França,
Alemanha e Austrália.
“Vencer essa concorrência foi
como conquistar uma medalha.
É um desafio enorme, mas muito
emocionante”, afirmou Fabíola.
Segundo a empresária, a experiência olímpica ajudou na escolha dos desenhos. “Passei a vida
inteira usando maiôs e biquínis,
então sei como eles devem ser.
Para a linha Rio-16, tentei traduzir
um pouco da alegria dos Jogos
Olímpicos misturada com as curvas do Rio”, disse a ex-nadadora.
Dos produtos oficiais ligados
ao modo de vida carioca já foram
lançados cangas e chinelos. Nos
próximos meses serão vendidas
barracas, cadeiras de praia e bola
e raquete para jogar frescobol.
Jogos tiram Global Games da NBA do país em 2016
A pré-temporada da NBA não passará pelo Brasil no ano que vem. Em função da realização dos
Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, cidade que
sedia uma das etapas do Global Games há três
anos, não há previsão de um jogo no país em 2016.
O alto fluxo de estrangeiros para as Olimpíadas,
tanto de turistas, quanto de atletas, é um dos empecilhos para a realização do evento.
Segundo a Máquina do Esporte apurou, as demais plataformas de negócios e eventos da NBA
no Brasil, que tem Arnon de Mello no comando
do escritório nacional, deve ter o seu calendário
mantido na próxima temporada. As negociações
para a definição da agenda, contudo, só acontecerão no fim do ano. O retorno do Global Games
ao país em 2017 também é uma incógnita e só
será definido nos últimos meses do próximo ano.
Neste sábado, Flamengo e Orlando Magic se
enfrentam na HSBC Arena, na Barra da Tijuca,
para cerca de 15 mil pessoas, capacidade máxima do local. A última parcial, divulgada no início
da semana, mostrou que menos de mil ingressos
ainda estavam à disposição do público.
No ano passado, a principal atração foi o confronto entre Miami Heat e Cleveland Cavaliers, do
brasileiro Anderson Varejão, no mesmo ginásio.
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Nike planeja alcançar US$ 5o bi
de faturamento em cinco anos
POR ADALBERTO LEISTER FILHO
Líder da indústria de material
esportivo, a Nike projeta atingir
um faturamento recorde de US$
50 bilhões até 2020. Isso significa
um aumento de mais de 63% na
arrecadação atual da empresa,
que chegou a US$ 30 bilhões.
“A Nike foi feita para crescer”,
disse o CEO Mark Parker.
Para o executivo, em 2015 será
possível à Nike crescer dois dígitos no faturamento, especialmente nos mercados emergentes. Em
regiões em que a marca está mais
consolidada, como América do
Norte, Europa Ocidental e Japão,
o crescimento é mais modesto.
Na América do Norte, a empresa espera alcançar US$ 20 bilhões
em vendas, meta acima da principal concorrente neste mercado, a
Under Armour, que prevê chegar
a US$ 18 bilhões em 2018. Na
China, onde a empresa espera
crescer em ritmo anual de 10% ou
mais ao ano, o objetivo é atingir
US$ 6,5 bilhões de arrecadação.
No Brasil e
outros países dos
Brics, como a
Rússia, a previsão
é que o mercado
retraia por conta
da crise econômica. Para atingir
essas metas ousadas, a Nike tem
como estratégia
investir em duas
áreas vistas hoje
como prioritárias
para o crescimento. O segmento feminino pode
ter US$ 11 bilhões de faturamento em cinco anos. Se chegar a
isso, o setor irá superar a linha de
corrida de rua, que será responsável por US$ 7,5 bilhões das
vendas da companhia até 2020.
Recentemente, a Nike iniciou a
abertura de lojas só para mulheres, vistas como setor promissor
também na concorrência, como
a Under Armour, que tem Giselle
Bündchen de embaixadora.
A outra aposta da Nike é a linha
assinada por Michael Jordan, que
passará a ser independente da
divisão de basquete. A expectativa é que a Air Jordan atinja US$
4,5 bilhões em vendas no mundo.
Outra estratégia é reduzir ainda
mais a dependência dos canais
de distribuição tradicionais e aumentar a venda online e de lojas
prórpias. A meta é que isso gere
US$ 16 bilhões no faturamento.
Ponte Preta fecha parcerias sociais em Campinas
O clube paulista anunciou na tarde de quinta-feira acordos com a Casa Ronald McDonald e
com a Maternidade de Campinas.
A instituição vinculada ao McDonald’s, que
atende 28 crianças em tratamento contra o câncer, terá a marca estampada no uniforme do clube
até o fim do ano e receberá atletas para ações.
Já o hospital fará ações vincluadas ao programa
de sócio-torcedor da Ponte Preta, o TC10+.
“Vamos ampliar a força das duas instituições e
conectar o bebê à Ponte desde o seu nascimento:
a maternidade vai dar um kit de boas-vindas aos
pontepretanos TC10+ que nascerão no local”,
disse Eric Silveira, coordenador do programa.
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