TESTE MAKEMUSIC FINALE 2012 então, os dois aplicativos têm rivalizado pela supremacia (para colocar um toque dramático na história) e não é nenhuma coincidência seus preços solicitados serem praticamente idênticos. Ou, de fato, que tanto a MakeMusic quanto a Avid, as empresas responsáveis pelo Finale e pelo Sibelius, ofereçam acordos de crossgrade para tentar fisgar os usuários do concorrente. Uma questão de interpretação A notação tem diferentes significados para diferentes pessoas. Um copista profissional, preparando partituras para impressão comercial, precisa de uma excelente qualidade gráfica e flexibilidade de notação. Enquanto isso, talvez um compositor procure uma plataforma que auxilie experimentações, com bons sons de reprodução. Professores de música também precisam de algo um pouco diferente, incluindo capacidades de layout de páginas para produzir planilhas. O Finale 2012 lida com todas estas capacidades, e outras, com um conjunto de recursos extenso e até certo ponto configurável. Como esperado, não existe praticamente nenhum limite à complexidade da partitura que pode ser produzida – tudo desde uma parte solo de pauta única até uma orquestra sinfônica e coral, e até mesmo notação ‘especial’ para MakeMusic Finale 2012 US$ 600* PRÓS R5Flexível e eficiente notação no padrão de publicações. R5Recursos de reprodução MIDI bastante configuráveis. R5A biblioteca de sons embutida da Garritan é bem integrada e soa ótima, apesar de seu pequeno tamanho de instalação. R5Valiosas otimizações desde o último grande lançamento, incluindo ScoreManager e suporte de texto Unicode. CONTRAS R5A abordagem baseada em ferramentas e algumas terminologias obscuras parecem antiquadas. R5Até mesmo tarefas básicas exigem aprender e decorar atalhos do teclado, com poucas indicações na tela. R5Diversos recursos são obscuros, difíceis de encontrar, controlados por caixas de diálogo ou as três coisas. RESUMO Não há dúvidas sobre a capacidade deste poderoso programa de notação, que faz tudo esperado – mas nem sempre de maneira muito elegante. 30 os vanguardistas. Pop e jazz são lidados com símbolos de acordes, símbolos de guitarra, tablatura e notação de bateria e percussão. Você pode optar por uma respeitosa aparência gráfica ou um elegante estilo de pena e tinta voltado ao jazz, por conta das fontes musicais Maestro e Copyist embutidas. Esta mais nova versão do Finale também oferece fontes dedicadas de mallets e percussão que serão bem recebidas por quem trabalha batendo em coisas. Se estiver escrevendo música para completos iniciantes, você pode até aproveitar a fonte Alphanotes inclusa, que coloca nomes de letras em cabeças de notas. Um Setup Wizard lhe ajuda a começar rapidamente com novas partituras, definindo instrumentos a partir de uma lista impressionantemente abrangente, configurando tonalidade inicial e marcação de tempo e adicionando títulos e informações do compositor/arranjador. Também existe um Exercise Wizard dedicado (que professores vão adorar) para gerar muito rapidamente centenas de diferentes tipos de escalas, padrões de intervalo, arpejos, ritmos e frases de jazz. Muitas planilhas de ensino prontas podem ajudar professores de sala de aula durante meses, e existe até um extenso banco de ‘repertório’ – música clássica, jazz e materiais tradicionais – além de manuscritos em branco. Métodos de entrada Então como inserir notas no Finale? As duas maneiras mais úteis provavelmente são dois métodos sutilmente diferentes, Simple Entry e Speedy Entry. As notas podem ser ‘clicadas em’ pautas depois de primeiro escolher suas durações a partir de uma paleta flutuante usando o mouse ou o trackpad. Alternativamente, você pode escolher durações usando atalhados do keypad numérico e inserir pitches usando teclas ou notas tocadas em um controlador MIDI; esta é uma maneira muito melhor e mais rápida de trabalhar para extensas inserções de dados, mas, sem nenhuma indicação na tela, você precisa decorar pelo menos os principais atalhos do teclado imediatamente. Um A lista de instrumentos que aparece como parte do Setup Wizard de partituras é quase obsessivamente abrangente. Eu sempre quis aprender a tocar flauta japonesa. Dezembro 2012 / w w w . s o u n d o n s o u n d . c o m . b r Ao inserir uma linha de bateria usando o mouse, o Finale confirma o tipo de bateria antes de você colocar a nota e muda automaticamente a aparência da cabeça de nota quando necessário. Isso é um ótimo recurso. pequeno ponto fraco com a abordagem baseada no mouse é que os compassos sempre se ‘preenchem’ a partir da primeira batida independentemente de onde você estiver clicando neles. Então, se você tiver selecionado uma nota semínima, por exemplo, e quiser inserir uma nota na quarta batida de um compasso vazio, primeiro você precisa inserir manualmente as pausas, mesmo se existir alguma notação em outras pautas ou camadas/vozes que claramente localizam o seu clique. Eu também fiquei surpreso em notar que não existe nenhuma solução pronta para usuários (de laptops, por exemplo) que não têm um keypad numérico. Os atalhos de valores rítmicos podem ser reprogramados, mas você precisa se virar sozinho para fazer isso. Mas, no geral, estas são sólidas e flexíveis maneiras de trabalhar e, com experiência, você pode trabalhar de maneira extremamente rápida. O Finale também tem um sistema de inserção em tempo real, um pouco enigmaticamente chamado HyperScribe. Ele pode transcrever performances MIDI em pautas únicas ou uma grande pauta enquanto um clique toca (ou você toca uma referência de ritmo), é razoavelmente preciso e pode ficar ainda mais preciso com extensivas opções de quantização. Entretanto, tentar gravar mais de uma voz ao mesmo tempo em uma única pauta não parece ser possível e, por este motivo, pode esquecer complexas partes de piano. O Finale não é o único que se atrapalha com isso – todos os principais aplicativos