29 de abr
DENGUE
Boletim Epidemiológico Nº 04 202
De 01 janeiro a 19 de Abril de 2014
Dados recebidos até a Semana Epidemiológica 16*
*Dados parciais
SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA 2014
De 1º de janeiro a 19 de Abril de 2014 (16ª semana epidemiológica de início de sintomas),
foram notificados 2.052 casos suspeitos de dengue na Paraíba, dentre eles 05 classificados como
dengue grave e 09 dengue com sinais de alarme.
Até o momento no sistema temos 437 casos
descartados, 456 confirmados e 1.159, que encontram-se em aberto e/ou inconclusivos.
Em relação ao número de notificações em igual período do ano de 2013, observamos uma
redução de 57,37% (4.813 notificações).
Essa diminuição pode ser atribuída à tentativa do Ministério da Saúde de mudar o sistema
de registro dos casos, a qual não será mais feita nesse primeiro semestre.
O trabalho que toda a equipe de vigilância do Estado vem realizando desde o início desta
gestão também vem a refletir nessa redução de números. No ano de 2012 e 2013 trabalhamos
com o foco central na qualificação das informações, para tomada de decisão das ações de
controle vetorial. Neste ano de 2014 estamos trabalhando para o fortalecimento da rede
assistencial e laboratorial.
Dos 223 municípios do Estado, apenas 110 registraram a ocorrência dos mesmos no
sistema, ficando 113 municípios sem notificação até o momento. Importante colocar, que sinalizar
a possibilidade de casos suspeitos é uma forma de manter todas as equipes de vigilância e
assistenciais atentas para os casos suspeitos, o que contribui para o desencadear das demais
ações necessárias para o controle da doença em seu território.
Na tabela abaixo consta a relação nominal dos municípios sem notificação de casos. Essa
informação é importante para que os gestores municipais avaliem essa informação em conjunto
com os dados dos índices de infestação da vigilância ambiental.
Quadro 01 – Municípios sem notificação de dengue até a SE 16-2014
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FONTE: SINAN/SES-PB e PLANILHA PARALELA DA ÁREA TÉCNICA.
*DADOS SEGUNDO ANO DE NOTIFICAÇÃO.
Com o objetivo de identificar o tipo de vírus circulante no Estado o LACEN-PB orienta aos
municípios o envio de amostras para isolamento viral. O quadro abaixo demonstra o quantitativo
de amostras enviadas até 10 de Março do ano em curso.
Quadro 02 – Amostras enviadas para Isolamento-2014
Nº de amostras
Analisadas Isoladas
13
FONTE: LACEN-PB
01
Sorotipos isolados
DENV-1
DENV-2
DENV-3
DENV-4
Município
00
00
00
01
João Pessoa
29 de abr
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Observamos assim, que dos 223 municípios apenas João Pessoa conseguiu identificar o
sorotipo 4. Os municípios de Alhandra, Brejo do Cruz e Mari também encaminharam amostras,
porém sem detecção do sorotipo.
Óbitos Notificados 2014
Quadro 03 – Casos Graves notificados e Óbitos confirmados na PB até SE 16-2014
CASOS GRAVES
ÓBITOS
2013
2014
2013
2014
33
05
06
02
FONTE: SINAN/SES-PB e PLANILHA PARALELA DA ÁREA TÉCNICA.
Na tabela acima observamos, que tivemos reduções significativas tanto para os casos
graves (84%) como para os óbitos (66%) em igual período avaliado do ano passado. Os dados
demonstram o resultado do trabalho realizado pelo Estado no ano passado, quando foram
realizadas várias ações dentre elas, a qualificação no manejo clínico da dengue oferecida aos
profissionais da assistência, que segue também sendo realizada em 2014. Os dados acima são
informações consolidadas junto aos municípios e o sistema Oficial de Notificações (SINAN).
A seguir um breve relato dos óbitos confirmados e em investigação no corrente ano:
•
Caso 01 – E.G.S.M., 27 anos, sexo M, residente no município de Patos, classificado como
Dengue com Sinais de Alarme, data do óbito 05/01/2014 resultado do SVO-PB positivo,
realizada investigação e confirmado óbito por dengue.
• Caso 02 – J.T.G, 64 anos, sexo M, residente no município de João Pessoa, classificado
como Dengue grave,data do óbito 06/02/2014 realizada a investigação e após análise da
área técnica o caso foi descartado para dengue.
• Caso 03 – M. B, 51 anos, sexo M, residente no município de Campina Grande, classificado
como Dengue Grave, data do óbito 06/03/2014, sorologia positiva, realizada investigação e
confirmado óbito por dengue.
• Caso 04 - J. S. S, 26 anos, sexo M, residente no município de Cruz do Espírito Santo,
classificado como Dengue Grave, data do óbito 30 de Março, sorologia não realizada
aguardando resultado do SVO e investigação conforme protocolo do Ministério da Saúde.
• Caso 05 – M. A, 31 anos ,sexo F,residente no município de Esperança,classificada como
Dengue Grave, data do óbito 07/04/2014,sorologia e NS1 não reagente aguardando
encerrar a investigação conforme protocolo do Ministério da Saúde.
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• Caso 06 – A. C. S. C, 01 ano, sexo F, residente no município de Araruna, classificada
como Dengue Grave, data do óbito 10/04/2014, sorologia não reagente, aguardando
encerrar a investigação conforme protocolo do Ministério da Saúde.
SITUAÇÃO DA VIGILÂNCIA AMBIENTAL
De acordo com as Normas Técnicas das Diretrizes Nacional de Controle da Dengue/2009,
é atribuição do ente municipal a visita aos imóveis para eliminar e/ou controlar o vetor Aedes
aegypti, devendo cumprir com a meta de realizar, no mínimo, seis ciclos de cobertura de visitas
domiciliares dos imóveis existentes elegíveis (programados), em cada município durante o ano.
Gráfico 01: Dados referentes ao IIP 2º ciclo-2014
FONTE: LIRAa e LIA – SMS.
O gráfico acima refere-se ao 2º ciclo, que durante o mês de Março, foi realizado em
206 (Duzentos e seis) municípios,com o objetivo para avaliar a infestação predial pelo Aedes
aegypti, através do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) e LIA
(Levantamento de Índice Amostral), este último, para municípios que possuem até 2.000 imóveis.
O índice de infestação predial (IIP) é o indicador entomológico que expressa a relação entre o
número de imóveis positivos e o número de imóveis pesquisados. Municípios acima de 1% de IIP,
sob o ponto de vista da dispersão vetorial, apresentam risco de transmissão da dengue.
Este indicador é estimado na grande maioria dos municípios através da pesquisa
larvária. Classificação de Risco: Satisfatório <1%, Alerta >1 a 3% e Risco >4%. Levando em
consideração a informação supracitada observamos que, dos 206 municípios, 74 (35,9%) estão
em alto risco, 80 (38,8%) em médio risco e 52 (25,2%) em índice satisfatório.
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Quadro 04 – Municípios com redução de IIP do 1º para o 2º Ciclo – 2014
Os quadros acima elencam 61 municípios, que apresentaram IIP acima de 4% no 1º e
2º Ciclo, no entanto destes 47(77,04%) conseguiram reduzir o IIP. Os dados são reflexos do
trabalho realizado (intensificação do trabalho de campo pelos ACE’s, reuniões técnicas com os
supervisores e gerências, além de orientações à população, por meio de informes técnicos). Em
destaque, 14 (22,95%) municípios, que não conseguiram êxito em suas ações.
Segundo dados da Vigilância Epidemiológica apresentados no quadro 01 os
municípios de Água Branca, Aparecida, Arara, Boa Ventura, Brejo dos Santos, Caiçara,
Casserengue, Catingueira, Desterro, Emas, Frei Martinho, Imaculada, Itabaiana, Jacaraú, Juarez
Távora, Junco do Seridó, Pitimbu, Quixaba, Riacho dos Cavalos, Sapé, São José de Espinharas,
São José de Caiana, Serra Grande, Sôlanea e Taperoá, além de apresentarem Alto Risco de IIP,
também continuam sem notificar casos suspeitos de Dengue.
Tendo em vista esse aspecto, é necessário buscar a articulação sistemática da
vigilância epidemiológica, ambiental e a atenção básica, integrando suas atividades de maneira a
potencializar o trabalho, no sentido de definir claramente o papel e a responsabilidade de cada
um, melhorando assim o processo de trabalho de maneira a sinalizar através das notificações os
casos suspeitos.
29 de abr
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A maior parte dos fatores que contribuem para a ocorrência da dengue é produzida
pelo homem no ambiente urbano como, por exemplo: a presença de recipientes descartáveis em
quintais e terrenos baldios, a existência de um grande número de depósitos domésticos como
caixas d’água, cisternas e tanques não vedados, e o não comprometimento da população no
combate ao mosquito propiciam as condições ambientais favoráveis à proliferação do mesmo,
resultando assim, no aumento da incidência de casos.
Esses fatos apontam para a necessidade da intensificação das ações de vigilância em
saúde e assistenciais referenciadas em informações para a tomada de decisões em tempo hábil,
de forma coordenada e articulada com outros setores do poder público e da sociedade civil
organizada.
AÇÕES SES -2014
• Qualificação dos técnicos das GRS (Gerências Regionais de Saúde) e SMS (Secretarias
Municipais de Saúde) nas áreas da Assistência (Médicos e enfermeiros), Vigilância
Epidemiológica no Manejo Clínico da Dengue, a ser realizada em 26 de maio de 2014,
para a 1ª, 2ª, 4ª e 12ª GRS, concluindo 100% dos municípios qualificados no Estado;
• Divulgação das ações e informes técnicos através de boletins epidemiológicos pela
ASCOM – Assessoria de Comunicação da SES-PB;
• Disponibilizar material informativo (elaborar/confeccionar) para profissionais de saúde;
• Parceria com Secretaria Educação nas escolas do Estado trabalhando material educativo
alusivo ao tema dengue;
• Aquisição de 08 Veículos tipo caminhonete para UBV pesado;
• Aquisição 50 veículos tipo ciclomotores para fortalecimento dos trabalhos de campo das
Gerências Regionais de Saúde;
• Aquisição de 08 bombas de aspersão de UBV pesado;
• Implantar 17 salas de Hidratação pactuadas em GT composto por representantes do
COSEMES, GEVS e GEAB;
• Fortalecer a Rede Hospitalar de Referência para atendimento das formas graves da
doença;
• Assessorar os municípios em ações de controle vetorial e de mobilização social para
redução dos IIP em áreas específicas;
• Realizar atualização das metodologias aplicadas no trabalho de campo;
• Garantir larvicida, adulticida e inseticidas às SMS.
• Monitoramento através de visitas técnicas, na execução das ações elencadas nos Planos
de Contingência Municipais;
• Aquisição de equipamento para a implantação de Salas de Hidratação pactuadas em GT
composto por representantes do COSEMS, GEVS e GEAB;
• Implantar a realização da virologia para dengue no LACEN do Estado e/ou em parceria
com UFPB;
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BE nº 04 - 2014 Em Construção