SATA/16/2014 15 Setembro de 2014 AGRICULTURA Programa de desenvolvimento rural “abre” a 15 de novembro A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas anunciou que as candidaturas para o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR), que vai suceder ao PRODER, abrem no dia 15 de Novembro. Relativamente ao Programa de Desenvolvimento Rural, Assunção Cristas salientou a importância de ter sido negociado com a União Europeia um "período de transição", uma medida que disse ser inédita e que vai permitir a abertura imediata de candidaturas para este "dinheiro novo". "Conseguimos convencer a União Europeia devido à nossa elevadíssima taxa de execução", declarou, referindo que a execução do PRODER ultrapassa os 90%, 4% acima da média comunitária. Cristas, recordou que actualmente as candidaturas estão "em pausa" dada a "avalanche" de 1600 candidaturas mensais, estando em avaliação se voltarão a abrir (Fonte: Notícias ao Minuto). Ver documento A USDA prevê em alta a produção mundial de trigo e revê em baixa a produção do milho O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou a sua informação de previsões de colheita correspondente ao mês de Setembro, na qual prevê uma maior produção mundial de trigo em comparação ao mês de Agosto. Pelo contrário, revê em baixa os valores da produção de milho. A oferta mundial de trigo na campanha de 2014/2015 aumentou 6,6 milhões de toneladas, devido a maiores existências e produção. A informação de Setembro reflecte um aumento da produção mundial face à informação de Agosto. Em relação ao milho, o USDA revê em baixa a sua estimativa para a produção mundial na campanha de 2014/2015, avançando como principal causa a redução esperada na China de cinco milhões de toneladas como consequência da seca no Verão. Para as existências finais de milho para a campanha de 2014/2015 projecta um crescimento de 2,1 milhões de toneladas, com reduções na China, Argentina, Rússia e aumentos nos Estados Unidos e Brasil (Fonte: Agrodigital). Ver documento Preço dos alimentos atinge valor mais baixo dos últimos quatro anos O índice de preços dos alimentos, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), está a cair há cinco meses consecutivos e atingiu, em Agosto, o nível mais baixo dos últimos quatro anos. Com excepção da carne e do arroz, todos os outros produtos incluídos nesta análise registaram descidas. Em termos globais, o índice alcançou uma média de 196,6 pontos, menos 3,6% em comparação com Julho. As maiores quebras são nos lacticínios: menos 11,2% face ao mês anterior e 18,9% em relação a Agosto de 2013. Os resultados reflectem não só o embargo da Rússia aos lacticínios, mas também uma descida das importações de leite em pó integral para a China, o maior comprador mundial deste produto. O aumento da produção de cereais contribuiu para uma queda de preços em Agosto (-11,7% face a 2013) e espera-se que a tendência se mantenha (Fonte: Público). Ver documento 1 Agricultores guardam abóboras à espera de melhor preço Os agricultores da região Oeste, com 74% da produção nacional de abóboras, estão a armazenálas para serem vendidas de Inverno e assim combaterem os actuais preços baixos resultantes da oferta. A elevada oferta, que justifica os baixos preços e quebras estimadas de 20% nas vendas, acontece depois de 2013 ter sido um bom ano de colheita e de lucro, o que levou muitos agricultores a terem apostado na cultura, que aumentou em 20% a área de cultivo em apenas um ano. De uma cultura secundária destinada à alimentação animal, tem vindo a conquistar os hábitos alimentares, ao ser usada sobretudo na confecção de doces e de sopas, e a ganhar valor de mercado. 60% da produção é exportada para Inglaterra, França e Alemanha (Fonte: Agroportal). Ver documento Restrições comerciais prejudicam o sector da batata O COPA-COGECA, em conjunto com a EUPPA e a Europatat, realizaram um seminário, em Bruxelas, para mostrar a importância do sector da batata na Europa (quarta maior cultura) e denunciar as restrições comerciais desleais que existem. A União Europeia é um grande produtor mundial de batata, tem uma grande importância no comércio do produto, quer a nível interno, quer externo, sendo o primeiro exportador de semente para a América do Norte, de batata de consumo para a Rússia e de produtos transformados para a América do Sul. O valor das exportações de batata aumentou 75% nos últimos 10 anos, o que beneficiou a agricultura europeia. O COPACOGECA pediu à Comissão que resolva o problema dos obstáculos não-tarifários ao comércio, da burocracia e das barreiras fitossanitárias no quadro das futuras negociações com países terceiros (Fonte: Agroinfo). Ver documento Phil Hogan é o novo comissário europeu para a Agricultura e Desenvolvimento Rural O irlandês Phil Hogan vai suceder a Dacian Ciolos no cargo de Comissário para a Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia. Hogan foi durante três anos ministro do Ambiente, da Comunidade e do Governo Local da Irlanda, cargo que abandonou em Julho deste ano. A pasta da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia dividir-se-á durante o próximo mandato pelos serviços „DG Agriculture and Rural Development (AGRI)‟ e „Research Executive Agency (REA)‟ (Fonte: Vida Rural). Ver documento Entrega das declarações de colheita e produção - Campanha 2014/2015 Declarações de Colheita e Produção (DCP) são entregues por submissão electrónica no Sistema de Informação da vinha e do vinho (SIvv), no período de 01 de Outubro a 15 de Novembro de 2014. Nesta campanha vai prosseguir o projecto iniciado na campanha 2011/2012 respeitante à ligação das parcelas em exploração constantes do cadastro vitícola ao anexo I da DCP. A apresentação da declaração de colheita e produção (DCP) constitui uma obrigação de todos os operadores económicos que tenham colhido uvas e/ou tenham produzido mosto/vinho. DCP entregue fora do prazo, conduzirá à aplicação de penalizações, nomeadamente com coima que pode ir de € 250 a € 10.000, por força do artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 213/2004 de 23 de Agosto (Fonte: IVV). Ver documento 2 Medidas excepcionais e temporárias - retiradas de produtos de mercado para distribuição gratuita Informa-se que a Comissão Europeia, com base nas comunicações efetuadas pelos Estados Membros a 4 e 8 de Setembro, verificou que o montante de assistência financeira a conceder pela União (de Apoio aos Produtores de Frutas e Produtos Hortícolas da U.E) excedeu os montantes estabelecidos no artigo 2.º do Regulamento delegado (UE) n.º 932/2014. Desta forma, informou os Estados Membros de que não receberá mais comunicações. As comunicações prévias de retiradas, efetuadas ao abrigo deste regime, pelas OP ao IFAP, a partir de 04 de Setembro de 2014, inclusive, não são elegíveis para a assistência financeira da UE (Fonte: IFAP). Ver documento Medidas excepcionais e temporárias de apoio aos produtores de frutas e produtos hortícolas da EU A Comissão Europeia adoptou um conjunto de Medidas Excepcionais e Temporárias de Apoio aos Produtores de Frutas e Produtos Hortícolas da U.E., destinadas a estabilizar as condições de mercado, alteradas em consequência de elevados níveis de abastecimento, abrandamento do consumo, quedas significativas de preços e agravadas pela interdição por parte da Rússia à importação destes produtos. A implementação das medidas tem carácter retroactivo e um período de aplicação que termina a 30/09/2014, para o apoio aos produtores de pêssegos e nectarinas e a 30/11/2014, para o apoio aos produtores de outros frutos e vegetais abrangidos, de acordo com o estabelecido no procedimento de operacionalização (Fonte: IFAP). Ver documento “Enriquecimento de uvas e mostos de uvas” – Campanha 2014/2015 É autorizada, para a campanha 2014/2015, a utilização da prática enológica de aumento do título alcoométrico na vinificação por adição de mosto concentrado ou concentrado rectificado. Na campanha 2014/2015 mantêm-se os limites estabelecidos para a realização da operação definidos para as campanhas anteriores. Para os produtos aptos a DO/IG devem ser consultadas as correspondentes entidades certificadoras (CVR), pois podem estabelecer limites mais baixos. A Declaração de Operação de Enriquecimento é efetuada por submissão electrónica através do Sistema de Informação da vinha e do vinho (SIvv). A Declaração de Intenção deve ser submetida até 2 dias antes da data de realização das operações e Declaração de Enriquecimento até 5 dias depois da data de realização das operações (Fonte: IVV). Ver documento 3 Plantas resistentes à seca Nos últimos anos, o grande debate coloca-se em como alimentar uma população mundial, que não pára de crescer. Uma das linhas de investigação tem sido feita no sentido de encontrar plantas que sejam mais resistentes à seca, de modo a que as modificações meteorológicas não afectem muito a produção. Assim, um grupo de investigadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, acabou de identificar um gene nas plantas, responsável por codificar uma proteína presente na membrana celular das plantas, que detecta as variações de disponibilidade de água, ajustando os mecanismos da planta para poupar e conservar a água. O gene agora identificado foi denominado de gene OSCA1 e o próximo passo é a manipulação deste gene, de modo a ver como podem as plantas responder em caso de seca e tentar que, mesmo em condições adversas, as plantas possam crescer (Fonte: Agroinfo). Ver documento Estudo diz que actuais práticas agrícolas podem causar falta de alimentos em 2050 Investigadores recomendam “dietas mais saudáveis e equilibradas” para impedir desflorestação e perda da biodiversidade. Os gases de efeito de estufa provenientes da produção de alimentos podem vir a aumentar mais de 80% se o consumo de carne e lacticínios continuar a subir como até agora. O alerta é feito por um estudo das universidades britânicas de Cambridge e de Aberdeen, publicado na revista Nature Climate Change, segundo o qual a produção de alimentos por si só pode atingir ou levar mesmo ao aumento dos níveis previstos para o total de emissões de gases de efeito de estufa dentro de 35 anos. A garantia de alimentos para toda a população mundial em 2050 pode também estar em causa. O risco de alterações climáticas dramáticas e que se torne impossível alimentar a população mundial devido ao consumo crescente de determinados alimentos são os principais alertas do estudo (Fonte: Jornal Público). Ver documento Modelo de governação dos fundos europeus estruturais e de investimento para o período de 2014-2020 Decreto-Lei n.º 137/2014. D.R. n.º 176, Série I de 2014-09-12 - estabelece o modelo de governação dos fundos europeus estruturais e de investimento (FEEI), compreendendo o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), o Fundo Social Europeu (FSE), o Fundo de Coesão (FC), o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) e respectivos programas operacionais (PO) e programas de desenvolvimento rural (PDR), para o período de 2014 -2020, bem como a estrutura orgânica relativa ao exercício, designadamente, das competências de apoio, monitorização, gestão, acompanhamento e avaliação, certificação, auditoria e controlo, nos termos do Regulamento (UE) n.º 1303/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de Dezembro de 2013 (Fonte: Diário da República) Ver documento Se deseja receber a ficha directamente no seu mail, por favor CLIQUE AQUI e envie. 4 Programa de desenvolvimento rural “abre” a 15 de novembro A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, anunciou hoje que as candidaturas para o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR), que vai suceder ao PRODER, abrem no dia 15 de Novembro. O anúncio foi feito na "escola de quadros" do CDS-PP, o acontecimento da ´rentrée' política centrista que decorre em Peniche, numa intervenção de Assunção Cristas sobre "como a terra e o mar se tornaram políticas ´cool'". A ministra da Agricultura anunciou igualmente a aprovação de um diploma para "agilizar a execução do Promar", o programa operacional da pesca, na quinta-feira, em Conselho de Ministros. Através desta simplificação, poderão, por exemplo, ser aceites candidaturas antes atribuição de licenças, mas também de melhor agilização entre serviços, referiu a ministra. Relativamente ao Programa de Desenvolvimento Rural, Assunção Cristas salientou a importância de ter sido negociado com a União Europeia um "período de transição", uma medida que disse ser inédita e que vai permitir a abertura imediata de candidaturas para este "dinheiro novo". "Conseguimos convencer a União Europeia devido à nossa elevadíssima taxa de execução", declarou, referindo que a execução do PRODER ultrapassa os 90%, 4% acima da média comunitária. Cristas, recordou que actualmente as candidaturas estão "em pausa" dada a "avalanche" de 1600 candidaturas mensais, estando em avaliação se voltarão a abrir. A ministra explicou aos cerca de 150 jovens que participam na "escola de quadros do CDS" que todos os países do mundo, com excepção da Nova Zelândia, subsidiam a agricultura, combatendo a ideia de uma "subsídio - dependência" do sector, uma das questões que lhe foi dirigida. http://www.noticiasaominuto.com/economia/274539/programa-de-desenvolvimento-rural-abre-a-15-denovembro Voltar 5 A USDA prevê em alta a produção mundial de trigo e revê em baixa a produção do milho O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou a sua informação de previsões de colheita correspondente ao mês de Setembro, na qual prevê uma maior produção mundial de trigo em comparação ao mês de Agosto. Pelo contrário, revê em baixa os valores da produção de milho. A oferta mundial de trigo na campanha de 2014/2015 aumentou 6,6 milhões de toneladas, devido a maiores existências e produção. A informação de Setembro reflecte um aumento da produção mundial em 3,9 milhões de toneladas face à informação de Agosto, até um total de 719,95 milhões de toneladas. Esta subida deve-se ao crescimento na União Europeia (UE), de 3,1 milhões de toneladas e na Ucrânia de dois milhões. Também regista aumentos em Marrocos, com mais 400 mil toneladas e na Argélia, de um milhão. Pelo contrário, na Austrália a produção reduziu cerca de 500 mil toneladas. O USDA estima um consumo mundial de trigo com uma subida de 3,2 milhões de toneladas em relação ao mês de Agosto, devido a uma maior procura na China para a alimentação animal. Para as existências finais prevê um aumento de 3,4 milhões de toneladas até um total de 196,4 milhões. Em relação ao milho, o USDA revê em baixa a sua estimativa para a produção mundial na campanha de 2014/2015, avançando como principal causa a redução esperada na China de cinco milhões de toneladas como consequência da seca no Verão. O Departamento dos Estados Unidos também avança com menores resultados para a Argentina, com - 3,5 milhões de toneladas, pela menor superfície plantada e na Ucrânia e Rússia, menos um milhão e menos 500 mil toneladas, respectivamente. Para as existências finais de milho para a campanha de 2014/2015 projecta um crescimento de 2,1 milhões de toneladas, com reduções na China, Argentina, Rússia e aumentos nos Estados Unidos e Brasil. http://www.agrodigital.com/PlArtStd.asp?CodArt=98148 Voltar 6 Preço dos alimentos atinge valor mais baixo dos últimos quatro anos Índice da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura desceu em Agosto. Só a carne aumentou preços. O índice de preços dos alimentos, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), está a cair há cinco meses consecutivos e atingiu, em Agosto, o nível mais baixo dos últimos quatro anos. Com excepção da carne e do arroz, todos os outros produtos incluídos nesta análise registaram descidas. Em termos globais, o índice alcançou uma média de 196,6 pontos, menos 3,6% em comparação com Julho. As maiores quebras são nos lacticínios: menos 11,2% face ao mês anterior e 18,9% em relação a Agosto de 2013. Os resultados reflectem não só o embargo da Rússia aos lacticínios, mas também uma descida das importações de leite em pó integral para a China, o maior comprador mundial deste produto. O aumento da produção de cereais contribuiu para uma queda de preços em Agosto (-11,7% face a 2013) e espera-se que a tendência se mantenha. Este será mais um ano recorde para a produção de trigo e, no caso do milho, as condições de cultivo têm sido “quase ideais nas principais zonas produtoras, juntamente com reservas abundantes”. No seu relatório mensal sobre a oferta e procura de cereais, a FAO reviu em alta as estimativas de produção para 2500 milhões de toneladas, 0,5% acima do recorde alcançado o ano passado. Este valor exclui o arroz, que contrariou a tendência e subiu os preços em Agosto. “A oferta de arroz parece ser ampla em todo o mundo, mas a produção está muito concentrada num pequeno número de países e, muitas vezes, em propriedades dos governos. Isto significa que estes países podem influenciar muito os preços mundiais e decidir se permitem que a oferta chegue ou não ao mercado", diz Concepción Calpe, economista da FAO. Neste momento, a Tailândia está a “limitar as vendas de enormes volumes de arroz que estão nos seus armazéns públicos”, acrescenta. Quanto aos preços do açúcar caíram face a Julho, mas registaram uma subida de 1% face ao ano passado. Já a carne também foi a excepção à regra: registou ma média de 207,3 pontos, mais 1,2% do que em Julho e uns expressivos 14% acima de 2013. http://www.publico.pt/economia/noticia/preco-dos-alimentos-atinge-valor-mais-baixo-dos-ultimosquatro-anos-1669352 Voltar 7 Agricultores guardam abóboras à espera de melhor preço Os agricultores da região Oeste, com 74% da produção nacional de abóboras, estão a armazená-las para serem vendidas de Inverno e assim combaterem os actuais preços baixos resultantes da oferta. "Ofereceram-me a quatro cêntimos o quilo e nos hipermercados é vendida a 60 cêntimos. Nem dá para o adubo. Há agricultores que não têm a noção daquilo que gastam e entregam o produto a qualquer preço e estão a dar cabo dos preços", lamentou o produtor Adriano Lúcio. À semelhança de Adriano Lúcio, também Carlos Malaquias optou por armazenar as abóboras para as escoar entre os meses de Novembro e Março, quando começam a escassear e têm saída para a exportação. Com a despesa de embalar e carregar a partir do armazém, "se [as conseguir] vender na ordem dos 20 cêntimos já é um bom negócio", admitiu. A elevada oferta, que justifica os baixos preços e quebras estimadas de 20% nas vendas, acontece depois de 2013 ter sido um bom ano de colheita e de lucro, o que levou muitos agricultores a terem apostado na cultura, que aumentou em 20% a área de cultivo em apenas um ano. De uma cultura secundária destinada à alimentação animal, tem vindo a conquistar os hábitos alimentares, ao ser usada sobretudo na confecção de doces e de sopas, e a ganhar valor de mercado. 60% da produção é exportada para Inglaterra, França e Alemanha. Adriano Lúcio, produtor há meia dúzia de anos, produz entre 300 e 400 toneladas numa área de 15 a 20 hectares. "Produzo abóbora para fazer a rotação das culturas e também vejo que é uma das culturas mais rentáveis, desde que haja exportação", explica o produtor. Com 600 a 700 toneladas e 25 hectares, Carlos Malaquias é um dos maiores e mais antigos produtores. À medida que o produto vai tendo procura no mercado da exportação, tem vindo a aumentar a área de cultivo e a diversificar as espécies. "Temos à volta de 15 hectares de abóboras manteiga, que são vendidas para Inglaterra. É o terceiro ano que estamos a apostar nessa variedade, aumentámos a área em 50% do ano passado para este ano em função das exigências do mercado", refere o agricultor, para quem a abóbora já pesa 10 a 15% da sua facturação anual. 8 Por ser o concelho com a maior produção da região, a Lourinhã acolhe de 31 de Outubro a 02 de Novembro o I Festival da Abóbora, organizado pela União de Freguesias de Atalaia e Lourinhã. No pavilhão multiusos, da Atalaia, o evento vai ter "chefs' a trabalhar ao vivo, mostra de doçaria e pratos gastronómicos confeccionados a partir da abóbora, exposição de abóboras do "Halloween" pelas escolas e jornadas técnicas. Na região Oeste, onde existe clima e solos propícios, a abóbora tem vindo a ganhar expressão desde há uma década. Não só a produção aumentou vinte e cinco vezes mais para cerca de 2500 hectares e passou de três mil para 40 mil toneladas por ano, como rende 10 milhões de euros anualmente aos agricultores, de acordo com dados da Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste. http://www.agroportal.pt/agronoticias/2014/09/06c.htm Voltar 9 Restrições comerciais prejudicam o sector da batata O COPA-COGECA, em conjunto com a EUPPA e a Europatat, realizaram um seminário dia 9 de Setembro, em Bruxelas, para mostrar a importância do sector da batata na Europa (quarta maior cultura) e denunciar as restrições comerciais desleais que existem. A União Europeia é um grande produtor mundial de batata, tem uma grande importância no comércio do produto, quer a nível interno, quer externo, sendo o primeiro exportador de semente para a América do Norte, de batata de consumo para a Rússia e de produtos transformados para a América do Sul. O valor das exportações de batata aumentou 75% nos últimos 10 anos, o que beneficiou a agricultura europeia. A campanha de 2014/2015 tem uma grande produção, com um aumento de 7% em relação à campanha anterior e deve atingir as 27,5 milhões de toneladas nos cinco países produtores principais. No mercado os preços baixaram muito, tendo-se agravado a situação com o embargo russo. É esperado um forte aumento da procura de batata nos mercados mundiais. O COPA-COGECA pediu à Comissão que resolva o problema dos obstáculos não-tarifários ao comércio, da burocracia e das barreiras fitossanitárias no quadro das futuras negociações com países terceiros. Foi, também, pedida uma maior protecção para os direitos de propriedade intelectual para as sementes de batata e aumentar as ajudas à promoção, quer a nível interno, quer externo. http://www.agroinfo.pt/restricoes-comerciais-prejudicam-o-sector-da-batata/ Voltar 10 Phil Hogan é o novo comissário europeu para a Agricultura e Desenvolvimento Rural O irlandês Phil Hogan vai suceder a Dacian Ciolos no cargo de Comissário para a Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia. Hogan foi durante três anos ministro do Ambiente, da Comunidade e do Governo Local da Irlanda, cargo que abandonou em Julho deste ano. A pasta da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia dividir-se-á durante o próximo mandato pelos serviços „DG Agriculture and Rural Development (AGRI)‟ e „Research Executive Agency (REA)‟. A nova Comissão Europeia, liderada por Jean-Claude Juncker, é composta por 19 homens e por nove mulheres e terá que aguardar pela aprovação do Parlamento Europeu. O português Carlos Moedas ficará com a pasta da Ciência, Investigação e Inovação. http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=8345&bl=1 Voltar 11 Plantas resistentes à seca Nos últimos anos, o grande debate coloca-se em como alimentar uma população mundial, que não pára de crescer. Uma das linhas de investigação tem sido feita no sentido de encontrar plantas que sejam mais resistentes à seca, de modo a que as modificações meteorológicas não afectem muito a produção. Assim, um grupo de investigadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, acabou de identificar um gene nas plantas, responsável por codificar uma proteína presente na membrana celular das plantas, que detecta as variações de disponibilidade de água, ajustando os mecanismos da planta para poupar e conservar a água. O gene agora identificado foi denominado de gene OSCA1 e o próximo passo é a manipulação deste gene, de modo a ver como podem as plantas responder em caso de seca e tentar que, mesmo em condições adversas, as plantas possam crescer. As secas têm sido as maiores responsáveis pelas perdas de produção de culturas de sequeiro no mundo, pelo que esta investigação pode ser crucial para aumentar a produção agrícola mundial. http://www.agroinfo.pt/plantas-resistentes-a-seca/ Voltar 12 Estudo diz que actuais práticas agrícolas podem causar falta de alimentos em 2050 Investigadores recomendam “dietas mais saudáveis e equilibradas” para impedir desflorestação e perda da biodiversidade. Os gases de efeito de estufa provenientes da produção de alimentos podem vir a aumentar mais de 80% se o consumo de carne e lacticínios continuar a subir como até agora. O alerta é feito por um estudo das universidades britânicas de Cambridge e de Aberdeen, publicado na revista Nature Climate Change, segundo o qual a produção de alimentos por si só pode atingir ou levar mesmo ao aumento dos níveis previstos para o total de emissões de gases de efeito de estufa dentro de 35 anos. A garantia de alimentos para toda a população mundial em 2050 pode também estar em causa. O risco de alterações climáticas dramáticas e que se torne impossível alimentar a população mundial devido ao consumo crescente de determinados alimentos são os principais alertas do estudo. No trabalho, uma equipa de investigadores analisou dados sobre o uso do solo, aptidão agrícola das terras e de biomassa agrícola para criar um modelo que compara diferentes cenários para 2050, incluindo manter as actuais tendências de práticas agrícolas. Com o aumento da população e a tendência crescente de optar por uma dieta mais ocidentalizada centrada no consumo de carne, torna-se impossível que os rendimentos da agricultura respondam às necessidades de alimentos dos 9600 milhões de pessoas que se prevê virem a ser a população mundial dentro de três décadas. Para responder a este problema, a solução é aumentar as áreas de cultivo. Mas o estudo sublinha que esse caminho vai levar a que o ambiente pague um “preço elevado”. “A desflorestação vai aumentar as emissões de carbono, bem como a perda de biodiversidade, e a subida da produção de gado levar a maiores níveis de metano”, aponta o documento, segundo uma nota publicada nesta segunda-feira pelas universidades de Cambridge e de Aberdeen. Os investigadores das duas universidades recomendam que se adoptem “dietas mais saudáveis e equilibradas”. Por exemplo, que se consumam apenas duas porções de carne vermelha e cinco ovos por semana, bem como uma pequena quantidade de lacticínios por dia. “Este não é um argumento vegetariano radical, é um argumento sobre consumir carne em quantidades sensíveis como parte de uma dieta saudável, equilibrada”, defende o professor Keith Richards da Universidade de Cambridge, que colaborou no trabalho. 13 O também professor Pete Smith, um dos investigadores da Universidade de Aberdeen que elaboraram o estudo, adverte que, a “menos que façamos algumas mudanças sérias nas tendências de consumo de alimentos, teremos que descarbonizar por completo os sectores da energia e da indústria para respeitar as metas de emissões que evitam alterações climáticas perigosas”. Para Pete Smith, “isso é praticamente impossível”. “Temos que repensar o que comemos”, propõe. Bojana Bajzelj, da equipa de investigação do Departamento de Engenharia de Cambridge, sustenta uma solução semelhante. "Reduzir o desperdício de alimentos e moderar o consumo de carne em dietas mais equilibradas, são as opções „sem arrependimento‟ essenciais”. Bajzelj afirma que “existem leis básicas da biofísica que não podemos evitar”. "A eficiência média de gado para converter ração vegetal em carne é inferior a 3%, e enquanto comemos mais carne, mais área de cultivo é criada para a produção de alimentos para os animais que fornecem carne aos seres humanos”. A investigadora conclui que com o crescente consumo de carne a “conversão de plantas em alimento torna-se cada vez menos eficiente, conduzindo à expansão agrícola e libertando mais gases de efeito de estufa”. “As práticas agrícolas não estão necessariamente em falha aqui - mas a nossa escolha de alimentos está”, frisa. Com base nos dados recolhidos pelo estudo, dentro de 35 anos a área cultivada terá aumentado em 42% e o uso de fertilizantes, crescido 45% em relação aos níveis de 2009. Mais de um décimo das florestas tropicais do mundo vai desaparecer nas próximas décadas. A crescente desflorestação, uso de fertilizantes e as emissões de gases metano proveniente das fezes e libertação de gases intestinais do gado são “susceptíveis de levar ao aumento dos gases de efeito de estufa resultantes da produção de alimentos em quase 80%”. http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/aumento-de-gases-de-efeito-de-estufa-e-falta-de-alimentos-em2050-com-actuais-praticas-agricolas-1668319 Voltar 14