Uma Viagem pelos Direitos da Criança... ... com que fios se tece... ÍNDICE INTRODUÇÃO Missão/ Visão Numa teia em construção, cada fio é único e participativo Numa teia em construção... ... cada fio... ... é único e participativo O tecer da teia 2 3 4 4 5 6 ACTIVIDADES A Batata Corações diferentes O que E Squeres? PA Ç O A B R I N C A R | C M L / DA S CATEGORIA DOS DIREITOS DE SOBREVIVÊNCIA Urbanização Valeque de se Alcântara Lotes 4 a 6 Construir com aquilo tem Bairro da Liberdade 1070-165 Lisboa Famílias do mundo A minha casa é única [email protected] Construção Telefone: da 21 identidade 817 06 50 Fax: 21 817 06 54 CATEGORIA DOS DIREITOS DE PROTECÇÃO Afasta medos Chapéu das dúvidas O amarrado Silhueta protectora CATEGORIA DOS DIREITOS DE DESENVOLVIMENTO Construir com uma diferença Famílias diferentes Vou à escola Uma expressão por um direito CATEGORIA DOS DIREITOS DE PARTICIPAÇÃO Imagem dos direitos A linguagem da expressão Rever o passado, viver o presente, construir o futuro A rede dos direitos 8 9 10 13 15 16 17 18 23 25 26 27 28 29 31 32 33 34 35 37 38 39 40 Convida-se a percorrer os caminhos de algumas teias já tecidas... Quem tece a “teia”? As Crianças Os Jovens Os Adultos Para continuar a tecer 41 42 42 45 46 51 Bibliografia Indice das Actividades 53 54 ANEXO 55 Convenção sobre os Direitos da Criança (versão adaptada)57 3 MISSÃO O “Espaço a Brincar – Uma Viagem pelos Direitos da Criança”, tem como Missão projectar infâncias, adolescências e adultícias conhecedoras dos seus direitos e deveres, para que se possam apropriar deles à luz dos seus contextos de vida. No nosso espaço, todos são convidados a conhecer, experimentar, viver, sentir e participar. A jogar e a brincar, vamos criar, inventar, expressar e semear. VISÃO O “Espaço a Brincar – Uma Viagem pelos Direitos da Criança”, acredita na construção de um mundo com pessoas que conheçam, exerçam e expressem livremente os seus direitos e deveres, com respeito por si, pelo outro e pelo meio ambiente, em contextos de igualdade, liberdade e responsabilidade. 2 NUMA TEIA EM CONSTRUÇÃO CADA FIO É ÚNICO E PARTICIPATIVO A brochura “Uma Viagem pelos Direitos da Criança… Com que fios se tece” resulta do desejo da equipa do Espaço a Brincar em partilhar as experiências adquiridas nas “viagens” realizadas e do privilégio em trabalhar esta vasta temática com crianças, jovens e técnicos da Cidade de Lisboa. O ponto de partida, são os princípios legais proclamados na Convenção sobre os Direitos da Criança, doravante designada por CDC que, através de labirintos de descobertas assentes nas experiências de vida, tecem o quotidiano idílico onde os direitos são uma realidade para todos. Conheça o Espaço a Brincar através desta brochura. Experimente, viva e sinta. Realize as actividades aqui propostas, divulgue, multiplique em rede e colabore na definição de um mundo mais justo e solidário. Participe em família, entre amigos, na escola, no bairro. Contribua assim, para o exercício de uma Cidadania plena e responsável. 3 Numa teia em construção… Existe uma sabedoria intrínseca em cada ser vivo que constrói a sua teia, “… na maneira como ela estende primeiro os grandes eixos de sustentação da teia e, a partir daí, vai unindo esses fios de suporte e preenchendo os espaços vazios com fios… dando origem a uma estrutura de impressionante geometria além de grande resistência.” * A metáfora da teia, pretende consciencializar para a existência de um lugar único e especial que existe dentro de cada pessoa, onde se constrói ao longo da vida, uma “teia” individual com fios singulares. Ao partilhá-la, a teia cresce formando uma teia colectiva. O projecto “Espaço a Brincar – Uma Viagem pelos Direitos da Criança” nasceu da convicção e compromisso da Câmara Municipal de Lisboa | Departamento da Acção Social, em Tornar amplamente conhecidos os princípios e as disposições da CDC em ordem a uma Cidadania activa e participativa. Neste espaço, cada pessoa é convidada a construir a sua própria “teia” dos direitos e a partilhá-la durante e após as “Viagens”, de modo a divulgar e a implementar os conteúdos da CDC no quotidiano de cada um. Promove-se assim a construção de várias teias na sociedade, garantindo a concretização efectiva dos direitos da criança e do jovem. … cada fio… em construção 4 Em qualquer lugar se podem construir “teias”. Mas é no interior de cada um que começa o tecer de cada fio, a construção da identidade. Ao conhecer-se investiga a sua própria experiência em referência aos seus contextos de vida e constrói os vários saberes, sustentados em direitos e deveres educando para a cidadania. O tecer de cada fio leva à construção da “teia” que, partilhada, promove a construção de outras “teias”. Desta forma, pretende-se que seja tecida por todos, independentemente do estrato social, etnia ou cultura. Contribui para a melhoria da qualidade de vida de todas as crianças e jovens, muitas vezes expostos a situações de risco que comprometem o seu desenvolvimento harmonioso e global. Assim se educa para os direitos, assim se educa para o desenvolvimento ao longo da vida. * http://pt.shvoong.com de cada um … é único e participativo Segundo Claudine Leleux, educar para uma participação pública tem como objectivo proporcionar o desenvolvimento de competências pessoais, incentivando a uma participação activa em questões públicas, de interesse para todos os cidadãos. A metodologia utilizada no Espaço a Brincar é a de participação activa, que reforça de forma positiva e única as experiências e o percurso de cada participante. Mais do que o produto, importa os fios que se tecem individualmente e em grupo. A Pedagogia de Projecto é a bússola orientadora de todo o processo de aprendizagem, promove e respeita as competências de cada criança e jovem, contando com a participação efectiva de cada um na construção da sua “teia”. Participar para aprender de forma livre, consciente, colorida e divertida, é o lema. O que move a acção são os interesses, as necessidades e as motivações de cada participante. Elege-se o viver e o sentir para, através do jogo, do brincar e das múltiplas expressões, desafiar à construção de “teias” com fios especiais, únicos e participativos. O que fica… …é a consciência do respeitado, do partilhado e, claro, do construído dentro e fora de cada um de nós. Realize “viagens” participadas, e construa “teias” únicas, sobre os Direitos da Criança. 5 de Projecto O tecer da teia Quem constrói a sua “teia” enquanto “viaja” no Espaço a Brincar, (re)descobre a CDC e seus artigos agrupados em quatro categorias coloridas - Sobrevivência, Protecção, Desenvolvimento e Participação (Apropriado da UNICEF) - em ambientes de alegria, magia e surpresa. A mesma lógica colorida, é adoptada na realização desta brochura. As primeiras três actividades aqui apresentadas são transversais a todos os artigos, assim, podem ser aplicadas do 1º ao 41º artigo da CDC (em anexo). As restantes encontram-se agrupadas nas 4 categorias e trabalham os artigos previamente definidos. A duração de cada actividade depende do tempo que cada participante necessita na construção das experiências que o ajudam a crescer. Se em qualquer momento um participante optar por não participar, essa intenção tem que ser respeitada pelo facilitador. Devem também ser potencializados outros interesses e propostas para o motivar e assim dar continuidade à sua participação. Convidamos à realização destas actividades práticas, nas quais cada participante tecerá os fios da sua própria “teia”. As metodologias activas e participativas associadas a técnicas pedagógicas criativas, constituem-se oportunidades de conhecimento, para (re)construir a prática, que marca a diferença. 6 oportunidades de oportunidades 7 A BATATA Com esta actividade trabalham-se os Direitos da Criança levando cada participante a reflectir sobre a importância das questões de preconceito, não-discriminação, pertença e do sentido de interdependência. OBJECTIVO Reconhecer a “minha batata” a partir do tacto, através da estimulação da memória sensitiva. 1. Convidar o grupo a sentar confortavelmente em círculo. Cada participante escolhe uma batata a seu gosto; 2. Durante 5 minutos e em silêncio, cada participante através do tacto, cria uma relação de conhecimento e reconhecimento com a sua batata; 3. Recolher e misturar as batatas. Com as mãos atrás das costas, distribuir por cada participante aleatoriamente uma batata; 4. Sem identificação visual, reconhecer a batata através do tacto, circulando pela direita. Cada participante, ao reconhecer a sua batata, retira-a da circulação e continua a cadeia com as outras que recebe; 5. Convidar o grupo à reflexão final. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo Pedagógico. ARTIGOS Do 1º ao 41º. L: MATERIA r ata po t a b a Um ixa ante, ca particip . ou cesto 8 CORAÇÕES DIFERENTES Com esta actividade trabalham-se os Direitos da Criança valorizando cada participante ao escrever características positivas sobre o outro. OBJECTIVO Fomentar pensamentos positivos para com outra pessoa, aumentar a auto-estima e estimular a afirmação de cada participante no grupo. 1. Cada participante escolhe uma caneta e uma cartolina, desenha e recorta “o seu coração” e escreve o nome; 2. Juntar os corações todos dentro de um saco ou de uma caixa, baralhar e distribuir aleatoriamente um por cada participante com o nome virado para baixo.; 3. Ao sinal, todos viram os corações, identificam a pessoa a quem pertence e escrevem no mínimo três características positivas sobre essa pessoa, que justifiquem o que a torna única e diferente. Fica excluído tudo o que for destrutivo; 4. Para manter o anonimato de quem escreveu, voltar a colocar os corações no saco ou na caixa; 5. Distribuir novamente o coração a quem pertence, convidar à partilha em grupo. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo Pedagógico. ARTIGOS Do 1º ao 41º. MATERIA L: Cartolin as cores, c de várias an feltro, te etas de so saco ou uras, caixa. 9 O QUE QUERES? “O QUE QUERES?” Com esta actividade trabalham-se os Direitos da Criança levando cada participante a reflectir e a estar informado sobre eles. Instruções de Montagem OBJECTIVO Sensibilizar para a importância dos Direitos da Criança. 1. Construir um “o que queres”?, seguindo as instruções indicadas em anexo; 2. Juntar e afastar os dedos, alternadamente para os lados e para a frente para mover o “o que queres?” 3. Pedir a um participante para escolher um número e mover o “o que queres” tantas vezes quantas o participante pediu; 4. Convidar o participante a escolher uma das quatro cores; 5. Ler a pergunta correspondente; 6. Abrir o triângulo e ler a resposta; 7. Reflectir em conjunto sobre essa resposta e a importância de todos conhecerem os direitos presentes na CDC. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo pedagógico. ARTIGOS Do 1º ao 41º. AL: MATERI ”, uma ueres? q e u q “O . tesoura este ecortar r s e d o Obs: p ” queres? “o que 10 Dobra a folha ao meio, depois dobra novamente ao meio. A folha fica assim dividida em quatro. Vira o papel ao contrário de forma a que as partes dobradas fiquem viradas para baixo. continuas a ter vincos desenhados. Segura na folha virada para ti, dobraa ao meio (para o lado) e volta a abrir. Faz a mesma coisa, mas agora dobraa ao meio para cima e volta a abrir. Dobra os cantos da folha até ao meio, onde os vincos se cruzam. Volta a dobrar todos os cantos até ao meio, onde os vincos se cruzam. Quando todos os cantos estiverem dobrados, a folha vai ter oito triângulos à vista. Vira outra vez ao contrário, põe os dedos dentro dos cantos e ajeita a folha para ficar no formato do “o que queres”. tud res a ze ? é f ueres ar cip que q rti Pa uilo aq Oq ue q u dire er diz er “ ito de v a um tens n id a dig ível no” ? a, as c N a m o e d ão u . ã r n taç e e a Par e c o tic iv en u a v lim ra q e nos rdo ipa o l a co r it a pa ve re ssu m é da ire boa ene dá d s u pe nto a t r a ns ma higi r sa 7º) ito s q ua tu e t ,u e e t. 2 e . ( u e ma a o c a d u p s es a r ar te tu p q r u o ( a ro d s c z. t. i c a 12 dig rida niã i ifi er id ssa el n a º f d t u ) m e o, g , S i a c po o te o oen ais d p ás est teus o s ra a nd e o pa os Qu é qu zer? e co d qu em fa di ida s. é v de m u co o a c édi a e so m r-t ces tos ) a º v a le as en . 24 h m t m ve ten ata (ar D e u e a tr q e Oq ue é par s sa s en ito e p ire 3º) qu os d t. 1 s o o ar re d . ( ze tan os D i ei t r sp ou re os d a ti l de e iberda xpre de ssão ? nas a is é sp teu sticas os é dar om til? Aj u fas d infan e tar alho as b ef a tr a ar tu st a . sa co to es ris en ue em lvim eq vo ) sd uem en 2º D e o q es . 3 o. ol e d (art Nã ão c de n saú B rin o u c ar é u É m d um d um eve ireit r? o di di re r te ito eito rt a .T e b o m po rinc das a s liv r, d as c r e r e s . s c a i an (a ns ça r s .t 3 ar e têm 1º a ) Éu ob m d rig ir a ei d tó to e ve rio . O m e en g (a freq rat sino r u t . 2 uen ito bás 8 tá , t ic l o o do o é . s º) é um cola er? s e I r à m dev ou u ito dire Os teu s p a is p Nã o t odem eu d pa o , d iár ler r es io? a a t de u qu a in e n te ão g rid ha a ja d e f pe í ri s i c a go . 14 15 14 CONSTRUIR COM AQUILO QUE SE TEM Com esta actividade trabalham-se os Direitos de Sobrevivência sensibilizando para a importância do desenvolvimento sustentável. A partir de material de desperdício variado constrói-se um objecto utilitário respeitando os quatro requisitos base da sustentabilidade. OBJECTIVO Promover a consciencialização acerca da utilidade da sustentabilidade e a importância da sua aplicabilidade. 1. Apresentar os quatros requisitos base para a sustentabilidade*; 2. Facultar uma caixa com 15 elementos de material de desperdício; 3. Individualmente ou em pequenos grupos, decidir o objecto a construir respeitando os quatro requisitos; 4. Construir o objecto utilizando, livremente, o material de desperdício disponível na caixa; 5. Convidar à partilha e explicação dos objectos, avaliando cada um dos requisitos base para a sustentabilidade. * Ecologicamente correcto; economicamente viável; socialmente justo e culturalmente aceite. TÉCNICA PEDAGÓGICA Grupos de trabalho; Jogo pedagógico. ARTIGO 27º. MATERI AL: Materia l de desperd ício var iado, cola e t esoura. 15 FAMÍLIAS DO MUNDO Com esta actividade trabalham-se os Direitos da Criança levando cada participante a reflectir sobre a importância de uma vida digna. OBJECTIVO Promover a reflexão acerca das necessidades básicas e vitais, tendo em conta as diferenças culturais. 1. Convidar o grupo a observar imagens de famílias de vários países; 2. Escolher, individualmente ou em grupo, uma família; 3. Definir as características e identidade da família - alimentação, saúde, habitação; 4. Representar através da expressão plástica e/ou escrita a família; 5. Convidar à partilha e reflexão sobre as diferentes realidades existentes nos diversos países comparando as famílias que: têm uma alimentação mais saudável; tipo de educação; como é que a criança participa na família; o tipo de habitação. TÉCNICA PEDAGÓGICA Trabalho de grupo. ARTIGOS 2º, 7º, 24º e 27º. IAL: MATER el , pap s de s a n li Carto , caneta pis io lá cenár pis de cor, de l lá , a i o feltr mater cina, , a r de ce ício, plasti la, rd co despe tesoura, ou tinta, o s , f o t o s lias í ç a d e r e s de fam n e imag as. variad 16 A MINHA CASA É ÚNICA Com esta actividade trabalham-se os Direitos da Criança através de uma reflexão conjunta sobre os artigos que integram e definem os Direitos de Sobrevivência. OBJECTIVO Tomar consciência e representar através da expressão plástica, a sua casa ou uma outra casa, que no seu interior contemple o necessário para sobreviver. 1. Reflectir em grupo e verbalmente, sobre o que é sobreviver e o que é necessário para sobreviver; 2. Convidar o grupo a fazer uma associação aos Direitos fundamentais presentes nesta categoria, com especial enfoque nos artigos 24º e 27º; 3. Convidar cada participante a ocupar um lugar na sala; 4. Propor a construção individual, através de expressão plástica, da sua casa ou de uma casa imaginária, onde esteja presente o essencial para sobreviver; 5. Convidar à partilha e reflexão final. TÉCNICA PEDAGÓGICA Trabalho de grupo. ARTIGOS 24º e 27º. MATERI AL: Papel c e de cart nário, caixas ão, pla sticinas canetas , d de cor e feltro, lápis , materia d i g i t i n t a s e l de des perdício . 17 CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE Com esta actividade trabalha-se a identidade de cada criança ao reflectir sobre o facto de todos terem direito a um nome, a ser registados e educados, sempre que possível, pelos pais. OBJECTIVO Trabalhar a identidade individual de forma a promover o respeito pelas diferenças individuais e culturais de cada um. 1. Escolher em grupo ou individualmente o desenho a ser trabalhado; 2. Realizar o Bilhete de Identidade da personagem; 3. Integrar e descrever os seus contextos de vida (família, escola e amigos); 4. Dar vida à personagem através da expressão plástica; 5. Convidar o grupo ou cada um/a a apresentar a sua personagem; 6. Reflectir em grupo acerca de cada identidade construída e sobre as diferentes identidades enfatizando o respeito pelas diferenças individuais e culturais. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo pedagógico. ARTIGOS 2º e 7º. IAL: MATER az m rap , u e d iga hos Desen ma rapar a , u r tesou e e de o s , d ç adere canetas e r de co cola, s i p lá feltro, iar a r de ce o: fotocop tã Suges emplar. x e este 18 19 Recorta, pinta com as cores que mais gostares e faz colagens divertidas! 20 Recorta, pinta com as cores que mais gostares e faz colagens divertidas! 21 Recorta, pinta com as cores que mais gostares e faz colagens divertidas! 24 24 AFASTA MEDOS Com esta actividade trabalham-se os Direitos de Protecção levando cada participante a reflectir sobre o medo, quem o protege e como se pode proteger. OBJECTIVO Sensibilizar para a importância de proteger e ser protegido. 1.Convidar cada participante a escrever o medo que tem, anonimamente, numa tira de papel; 2. Construir individualmente um objecto, o afasta medos, utilizando os materiais disponíveis; 3. Convidar livremente à partilha do seu afasta medos; 4.Desenvolver um espaço de palavra e reflexão sensibilizando para a importância da protecção. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo pedagógico. ARTIGOS 16º, 19º, 20º, 21º, 32º, 33º, 34º, 37º, 38º e 40º. MATERI AL: Materia l reci c cola, te soura, c lável, anetas de feltr o, e de c lápis de cor era. 25 CHAPÉU DAS DÚVIDAS Com esta actividade pretende-se trabalhar e reflectir sobre os Direitos da Criança levando cada participante a colocar anonimamente, as suas dúvidas acerca de um tema. OBJECTIVO Promover o respeito pelo Direito à Privacidade 1. Convidar os participantes a escreverem, anonimamente, num quadrado de papel as dúvidas que tenham acerca de determinado assunto; 2. Recolher os papéis de cada participante juntando-os no chapéu ou caixa; 3. O facilitador que está a dinamizar, lê em voz alta cada pergunta, respeitando o anonimato; 4. Convidar o grupo a reflectir acerca de cada pergunta colocada; 5. O adulto que está a dinamizar, esclarece as dúvidas levantadas. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo pedagógico. ARTIGO 16º. IAL: MATER apel, s de p um o d a r d Qua pis, s ou lá a. a t e n a c ou caix chapéu 26 O AMARRADO Com esta actividade trabalham-se os Direitos de Protecção convidando o grupo a reflectir sobre a importância do proteger e ser protegido. OBJECTIVO Promover junto dos participantes a (des)construção de situações onde a protecção está presente, e ausente. MATERI AL: Uma ca deira, um nove lo de lã . 1. Convidar um elemento a sentar-se na cadeira, para em conjunto com o grupo executar um exercício de reflexão sobre a protecção; 2. Um participante de cada vez, começa a enrolar o novelo para “amarrar” o voluntário à cadeira, ao mesmo tempo que verbaliza palavras que representem aspectos negativos relacionados com situações de ausência de protecção. Estas palavras, devem ser registadas numa folha; 3. Após a participação de todos, questionar o “amarrado” sobre como se sente naquela situação. Convidar o grupo à reflexão; 4. “Desamarrar” o voluntário, enrolando o novelo de lã e verbalizando as palavras que reflictam aspectos positivos relacionados com a protecção. Registar numa folha; 5. Convidar o grupo à reflexão final. TÉCNICA PEDAGÓGICA Discussão em grupo. ARTIGOS 19º, 20º, 21º, 32º, 33º, 34º, 37º, 38º e 40º. 27 SILHUETA PROTECTORA Com esta actividade trabalham-se os Direitos de Protecção levando cada participante a reflectir sobre situações em que se sente protegido e desprotegido. OBJECTIVO Consciencializar para a importância de se estar atento às situações de protecção e desprotecção. 1. Reflectir em grupo sobre a importância de proteger e ser protegido, quem nos protege, em que situações…; 2. Convidar os participantes a formarem pares; 3. Um dos participantes deita-se sobre o papel cenário já esticado no chão, o outro contorna a silhueta do seu par; 4. Trocar de posições e repetir o mesmo exercício de contorno; 5. Propor que cada participante intervenha na sua silhueta. Dentro desta, devem representar, através da escrita, colagens de imagens, desenhos…, uma ou mais situações na qual se tenham sentido protegidos. Fora da silhueta devem representar, da mesma forma, uma ou mais situações na qual se tenham sentido desprotegidos; 6. Convidar, livremente, à partilha dos resultados individuais. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo pedagógico. ARTIGOS 16º, 19º, 20º, 21º, 32º, 33º, 34º, 37º, 38º e 40º. 30 AL: MATERI enário, Papel c es, tintas, or marcad era, c lápis de ornais, ,j revistas cola. e tesoura 30 CONSTRUIR COM UMA DIFERENÇA Com esta actividade trabalha-se o “Direito à Diferença” integrado nos Direitos da Criança. Viver, sentir, experimentar e partilhar o sentimento de ser diferente. OBJECTIVO Promover o sentir como é “ser diferente”, enquanto pessoa com participação activa no grupo. 1. Convidar o grupo à realização de uma viagem pela diferença, através de um diálogo livre e participativo; 2. Pedir a cada participante que escolha uma limitação, ex: cegueira, ausência de um membro, surdez, etc…; 3. Criar sub-grupos com o máximo de 5 elementos cada. Cada participante respeita a limitação individual que escolheu, e o grupo define e cria em conjunto um objecto de livre escolha, com plasticinas, em 30 minutos; 4. Convidar o grupo à reflexão e partilha dos trabalhos finais. Pode ser questionado: como cada um se sentiu com a sua diferença? Como resultou a cooperação e o trabalho em grupo? Como interpretam o resultado final? TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo Pedagógico. ARTIGOS 2º e 23º. MATER IAL: Vendas para olhos, os plastic ina de várias cores. 31 FAMÍLIAS DIFERENTES Com esta actividade trabalha-se a importância de ter uma família bem como os seus direitos e deveres. OBJECTIVO Trabalhar o Direito à diferença e à não-discriminação. 1. Convidar o grupo a visualizar vários retratos de diferentes famílias, em diferentes situações e em diferentes épocas; 2. Reflectir acerca das fotos apresentadas e da importância de se ter uma família; 3. Propor a escolha de um objecto por participante, de entre um conjunto de objectos disponíveis num baú, de forma a criar uma família de objectos; 4. Recriar uma cena familiar tendo em conta a identidade da família, o papel que cada objecto representa, e as relações entre si; 5. O facilitador que estiver a dinamizar o exercício introduz na família um novo objecto, que, aparentemente, não tem relação directa com a família previamente criada pelo grupo; 6. Propor ao grupo a integração deste novo elemento na sua família. Reflectir acerca do seu papel na família, bem como, a relação com os outros elementos; 7. Levar à reflexão final, a importância do direito à diferença e à não-discriminação; 8. Tirar um retrato de família com todos os elementos. Incluir no retrato o novo objecto se este tiver sido integrado na família, pelo grupo. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo pedagógico. ARTIGOS 2º e 23º. 32 IAL: MATER com s, baú dos o t a r t Re ria , tos va conjun tos (chaves c s e o j de ob , instrument s escova , vários is o a music plástic e d s o object deira…), a m s, e de evista r , s a n cartoli cera, lápis e lápis d canetas de , , as de cor olas, tesour c ica. feltro, tográf o f a n máqui VOU À ESCOLA Com esta actividade trabalha-se o Direito à Educação a partir de uma reflexão sobre as várias razões que impedem algumas crianças de frequentar a escola. OBJECTIVO Sensibilizar o grupo para a necessidade de o direito à educação se tornar uma realidade para todas as crianças, sem exclusão. 1. Convidar o grupo a realizar em conjunto uma reflexão sobre as razões pelas quais algumas crianças e jovens não frequentam a escola; 2. Dividir o grupo em subgrupos com o objectivo de encontrar soluções para que o Direito à Educação seja uma realidade para todos; 3. Reflectir em subgrupo como cada elemento pode contribuir na aplicação deste direito; 4. Pedir que cada subgrupo escreva as conclusões e as partilhe verbalmente com o grande grupo; 5. Convidar à reflexão final. TÉCNICA PEDAGÓGICA Discussão em grupo. ARTIGO 28º. MATERIA L: Papel e esferogr á fica. 33 UMA EXPRESSÃO POR UM DIREITO Com esta actividade trabalham-se os Direitos da Criança a partir da construção de um retrato onde se expressa uma emoção associada a um direito. OBJECTIVO Associar os direitos de desenvolvimento a vários tipos de emoções. 1. Ler, explorar e debater os artigos 17º, 18º, 28º e 31º da CDC. Convidar os participantes a formarem pares e a sentarem-se frente a frente; 2. Um dos participantes coloca a folha de acetato no seu rosto, o outro contorna-o; 3. O facilitador lê um dos artigos, à sua escolha, e o participante que tem a folha de acetato emite uma expressão facial relacionada com a emoção que associa àquele direito; 4. Pedir que se tornem numa “estátua” para que o outro participante possa desenhar na folha de acetato todos os traços faciais emitidos; 5. Inverter os papéis, repetir o exercício com o outro participante. Agora, com a leitura de outro artigo; 6. Quando todos tiverem realizado o exercício, o dinamizador disponibiliza o artigo respectivo de cada participante e convida à partilha das emoções representadas. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo pedagógico. ARTIGOS 17º, 18º, 28º e 31º. 34 L: MATERIA , acetato e d s a lh Fo ato. de acet canetas direitos viol direitos vi 36 lados iolados IMAGEM DOS DIREITOS Nesta actividade trabalham-se os Direitos da Criança a partir da transformação positiva de uma imagem representativa de direitos violados. OBJECTIVO Sensibilizar para a importância de todas as crianças terem os mesmos direitos. 1. Apresentar várias imagens que representam direitos da criança violados (ex: criança a trabalhar, ou suja, ou com fome, ou presa…) e reflectir acerca do direito que está a ser violado em cada uma; 2. Escolha individual de uma das imagens apresentadas, pedir uma proposta de intervenção sobre esta; 3. Propor a invenção de novas expressões/narrativas, por sobreposição de elementos pintados, desenhados e/ou colados, propondo plasticamente uma solução a esse artigo violado; 4. Convidar cada elemento do grupo, livremente, a expor o seu trabalho e a reflectir sobre ele. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo pedagógico. ARTIGOS 12º e 13º. MATER IAL: Folhas br Image ancas A4 e ns de A revista 3, jornais s e , tinta, c cola, tesou ra, anetas e lápi s de c de filtro or. 37 A LINGUAGEM DA EXPRESSÃO Com esta actividade trabalha-se em pequenos grupos um dos Direitos da Criança através de uma forma de expressão artística à escolha. OBJECTIVO Representar através de uma forma de expressão artística um dos artigos da Convenção adaptada sobre os Direitos da Criança. 38 1. Dividir o grupo em subgrupos, no máximo de 8 elementos; 2. Entregar a cada subgrupo uma convenção adaptada sobre os direitos da criança; 3. Convidar cada grupo a escolher, de forma consensual, um artigo a representar; 4. Escolher em grupo um tipo de expressão artística (corporal, dramática, plástica, escrita, musical) para representar o artigo escolhido; 5. Convidar à partilha dos resultados em grande grupo. Reflexão conjunta acerca dos artigos escolhidos. : MATERIAL TÉCNICA PEDAGÓGICA , papel Cartolinas Grupos de trabalho. anetas de cenário, c r, is de co p lá , o r lt fe ARTIGOS aterial e cera, m d is p lá 12º e 13º. ício, plasti d r e p s e d de s, s, tesoura cinas, tinta os, Conereç colas, ad bre aptada so d a o ã ç n e v a; da Crianç os Direitos , lençol. candeeiro crial é sele Obs: o mate m acordo co cionado de o ã s e expres o tipo d . pelo grupo escolhida REVER O PASSADO, VIVER O PRESENTE, CONSTRUIR O FUTURO Com esta actividade trabalham-se os Direitos de Participação levando cada participante a reflectir acerca da sua participação efectiva nos seus contextos de vida. OBJECTIVO Trabalhar os direitos de participação sensibilizando para a importância de uma participação responsável e consciente. 1. Ler, explorar e debater os artigos 12º e 13º da CDC (em anexo); 2. Convidar cada participante a reflectir, em silêncio, acerca da sua participação durante a infância; 3. Distribuir uma folha branca por cada pessoa e propor a sua representação através de expressão plástica (escrita, colagem, pintura); 4.Quando todos terminarem, recolher os trabalhos e voltar a distribuir uma folha de papel a cada participante e convidar a reflectir, novamente em silêncio, acerca da sua participação na actualidade; 5. Propor a sua representação plástica através da escrita, colagem, pintura; 6. Quando todos terminarem, recolher os trabalhos e voltar a distribuir uma folha de papel MATERI AL: a cada participante e convidar a reflectir, em Folhas silêncio, como perspectiva a sua participação A4 de p na idade adulta; cavalin ho, ma apel rcado7. Convidar, livremente, à partilha dos resulres, tin tas, láp tados individuais. is de cera, revistas , nais, te soura e jorTÉCNICA PEDAGÓGICA cola. Jogo pedagógico. ARTIGOS 12º e 13º. 39 A REDE DOS DIREITOS Com esta actividade trabalha-se em grupo os Direitos da Criança a partir da verbalização individual de um direito importante no seu contexto de vida, com vista à criação de uma rede de direitos colectivos. OBJECTIVO Construir uma rede de direitos colectiva, a partir das vivências/experiências individuais. 1. Convidar o grupo a sentar em círculo; 2. Lançar o novelo e verbalizar um direito da criança importante no seu contexto de vida, construindo uma rede de direitos colectiva; 3. Desenhar no papel cenário as linhas da rede e escrever os direitos escolhidos, ficando representada em imagem, ao mesmo tempo que se enrola o novelo; 4. Cada participante é convidado a escolher uma parte da rede significativa para si, e partilhar uma reflexão acerca da importância desse direito. Quando todos terminarem, o dinamizador lança ao grupo o desafio de reflectir sobre a importância dos direitos enunciados na CDC e representados nesta rede colectiva de direitos. TÉCNICA PEDAGÓGICA Jogo Pedagógico. ARTIGO 12º. : MATERIAL lã, papel Novelo de arcadores m , io r á n e c . cor preta grossos de 40 conte contexto d Convida-se a percorrer os caminhos de algumas teias já tecidas… Sobre a “teia” até agora tecida e partindo de um lugar de reflexão, criação e apropriação, foi possível construir, transmitir e articular vários saberes. Também foi possível criar oportunidades de (re)construção de conteúdos sobre os direitos da criança, posturas, atitudes, formas de ver, analisar, agir e avaliar situações. Reconhecer as causas dos problemas, compromete os seus actores no encontro e direcção de uma solução, valorizando a dignidade e a tolerância, no reconhecimento da pessoa enquanto sujeito de direitos. exto de vida de vida 41 Quem tece a “teia”? AS CRIANÇAS Ser criança, é ser herói, artista, protagonista. É ser pintor, poeta e escritor. É ter a capacidade de inventar o faz de conta e viver num mundo perfeito. É viajar em fantasias, viver em contos de fadas e habitar jardins de alegria. É rir e brincar. É inventar novas formas de ser criança. O “… período dos 6 aos 11 anos não suscita habitualmente conflitos muito graves e a criança não reivindica a sua autonomia como o virá a fazer nos anos da adolescência. Mas, se quisermos atenuar os antagonismos deste período, é desde já que é preciso ensinar à criança o uso dessa liberdade de homem ou de mulher que é o derradeiro objectivo de qualquer educação.” Gallimard, P. A sociologia da infância muito contribuiu para a construção de novos olhares sobre a criança. A infância é vista como uma categoria social e as crianças como sujeitos de direitos, com voz e acção nos seus quotidianos, entendidos não somente na sua dimensão de aprendizes, mas essencialmente na sua dimensão de cidadãos. Respeitando sempre a condição da criança o Espaço a Brincar considera o brincar uma das categorias essenciais para o seu desenvolvimento. É uma ferramenta, por excelência, para que a criança desenvolva as suas qualidades e capacidades. Nas brincadeiras exploram e reflectem 42 sobre a realidade e a cultura na qual estão inseridas, interiorizam e questionam as regras e os papéis sociais. Assim, a criança aprende a conhecer, a fazer, a conviver e a ser. O brincar permite uma transformação criadora do percepcionado para a formação de uma nova realidade que responde às exigências da criança, ela reinventa a realidade. “É através da actividade lúdica que a criança se prepara para a vida, assimilando a cultura do meio em que vive, integrando-se nele, adaptando-se às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a competir, cooperar com os seus semelhantes: a conviver como um ser social.” Gomes, Bruno Pereira As crianças que nos chegam ao Espaço a Brincar mostram acima de tudo muita curiosidade e interesse em conhecer os seus direitos, estão disponíveis para a aprendizagem recorrendo bastante à linguagem verbal de situações que ocorrem no seu quotidiano. A imaginação das crianças é estimulada, despertando ideias e acontecimentos, questionando-as, de modo a procurarem soluções para as várias situações de direitos e deveres que vão surgindo no seu dia-a-dia. invent tar novas formas 43 reflectirmos sobre 44 experiências de vida OS JOVENS Ser jovem, é ter uma imensidão de dúvidas, uma infinidade de coisas a fazer “já”, é querer tudo e ao mesmo tempo não querer nada. Ser jovem, é sentir que o mundo anda a 300Km/h, é levar a vida ao limite, é aproveitar tudo até à “ínfima gota”, e assim ir crescendo. Nos dias de hoje e com as constantes mutações da sociedade, torna-se complicado definir o princípio e o fim da adolescência. É difícil caracterizar os jovens. Segundo Daniel Sampaio (2006), a adolescência é uma etapa do desenvolvimento humano que ocorre desde a puberdade à vida adulta. São também os contextos e as experiências de vida que ajudam nesta definição. Piaget, caracteriza a adolescência como uma fase “não social”, na qual existe uma interiorização de valores e conceitos e um auto conhecimento, onde o “eu” é bastante forte para reconstruir o universo e bastante grande para o incorporar em si. Ainda que as dúvidas e as inquietações façam parte do desenvolvimento dos jovens, é importante esclarecê-los, informá-los e dar-lhes estratégias para ajudar a resolver os seus dilemas e problemas, para assim se tornarem adultos autónomos. Os jovens que chegam ao Espaço a Brincar, estão disponíveis para conhecer os Direitos da Criança. Revelam acima de tudo, necessidade em trabalhar as temáticas: respeito pelas diferenças individuais, não discriminação, gestão de conflitos na escola e na sociedade. Estes jovens com quem a equipa tem vindo a trabalhar, afirmam que se sentem pouco compreendidos, lamentam não ser ouvidos, referem que as suas opiniões pouco importam. E depois, quando olhamos para a realidade, percebemos que são poucas as respostas dadas aos nossos jovens, de acordo com os seus interesses. No entanto, eles são os adultos de amanhã. É importante reflectirmos sobre os motivos que levam os jovens em pleno séc. XXI a ter tanta necessidade de falar de temas como seja o respeito pelas diferenças individuais ou discriminação. Apesar da imensa diversidade de cursos e acções sobre gestão de conflitos que nos chegam através dos e-mails, páginas dos jornais, TV, as questões mantêmse. Os jovens, continuam a ter dificuldade em trabalhar esta temática, e até em família a gestão de conflitos é um dilema. Será que as nossas escolas utilizam a metodologia correcta? Será que a gestão escolar de “hoje” corresponde às necessidades dos jovens? E os pais têm o apoio necessário? Estão preparados para as mutações da sociedade que influenciam a forma como educam os seus filhos? Estas são algumas questões a que procuramos dar resposta no Espaço a Brincar. É assim que ajudamos os jovens a perceber melhor as questões que verdadeiramente os preocupam. É assim que ensinamos aos jovens seus direitos e deveres, ouvindo e respeitando os seus interesses e necessidades. 45 OS ADULTOS Ser adulto é ter atitudes de experimentação, de progressão, de formulação de desejos e concretizar projectos. Ser adulto é ser equilibrado, estável, rotineiro e instalado. O adulto lida com o imprevisto, com o risco, a exclusão e com a inexistência de quadros de referência. “Estas duas lógicas que se opõem e conferem ao adulto uma definição paradoxal também se podem unir produzindo um efeito desmultiplicador numa espécie de desestabilização e, simultaneamente, de potencialização da vida adulta, estando o desafio na capacidade do adulto ser reflexivo, de fazer balanços e agarrar as oportunidades quando elas surgem ou desistir de projectos condenados ao insucesso.” * Actualmente, vivemos numa sociedade de escolhas, de decisões e de concretizações de projectos mas sem a protecção de um quadro estruturado de referências e identificações. Mas, essas escolhas e decisões dependem maioritariamente do indivíduo adulto e da sua capacidade de se auscultar a si próprio, por isso, a ele cabe promover e incentivar a participação das crianças e jovens como actores sociais das suas próprias vidas. É sua responsabilidade a tomada de consciência globa- lizada e efectiva da defesa e protecção dos direitos. “A responsabilidade da nossa exigência face às irredutíveis necessidades das nossas crianças é proporcional à nossa capacidade de entender o desafio que é colocado à cultura da sociedade civil e que se confina às prioridades da criança.” Gomes-Pedro, J. As crianças e os jovens representam o futuro do mundo e devem ser considerados como sujeitos de direitos com voz e acção na construção do seu conhecimento sobre os direitos e deveres, reportando à realidade do seu quotidiano, na sua dimensão de cidadãos. Os técnicos que procuram o Espaço a Brincar, pretendem conhecer e aprofundar os seus conhecimentos acerca dos direitos da criança e do jovem, bem como, aprender a aplicá-los nos vários contextos da sua vida: família, grupo social, trabalho…. “As necessidades da criança são inalienáveis, são irredutíveis, são inquestionáveis. Assegurá-las é, inequivocamente, o nosso mandamento e terá de ser, assim, a nossa missão.” Gomes-Pedro, J. * www.seradulto.com referências e 46 e identificações 47 referências e id em construção experiências de vid direitos violados de cada um participar de fo inventar no contexto dentificações da reflectirmos sobre de Projecto orma consciente ovas formas oportunidades de de vida participar de forma 50 Para continuar a tecer Convidar a participar de forma consciente e responsável na construção de uma sociedade global, conhecedora dos seus direitos, humanizada pelo respeito, liberdade, igualdade e justiça é tornar a Convenção sobre os Direitos da Criança uma directriz para todas as pessoas, sem exclusão! Cabe também a si colaborar e ser mensageiro. Divulgue esta brochura junto de todos aqueles que connosco, e em conjunto pelos direitos da criança, queiram fazer deste caminho uma realidade, promovendo a construção de outras “teias”. participar 51 54 BIBLIOGRAFIA PUBLICAÇÕES BRANDES, Donna, HOWARD, Phillips Manual de jogos educativos, 140 jogos para professores e animadores de grupos Colecção: Psicologia e Pedagogia MORAES Editores, 1977 ABC: Teaching Human Rights - Pratical Activities for Primary and Secondary schools United Nations Decada for Human Rights Educations (1995-2004) Nº4 NY and Genegra, 2004 GALLIMARD, P. A criança dos 6 aos 11 anos Edições Cetop 1ª Edição, 1998 Convenção sobre os Direitos da Criança Publicação do Instituto da Segurança social, I.P. Editada no âmbito da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco Lisboa, Abril de 2008 JARES, Xesús R. Técnicas e xogos cooperativos para todas a idades Edicións Xerais de Galicia Coruña, 2005 LELEUX, Claudine Educar para a Cidadania Edições Gailivro Abril de 2006 LEITE, Elvira; VICTORINO, Sofia Serralves, Projectos com Escolas Fundação de Serralves, Programas Educativos Porto, 2007 Crianças – Pessoas com Direitos Revista Cais, n.º 110 Junho de 2006 Infância e direitos: Participação das crianças nos contextos de vida – representações, práticas e poderes SOARES, Natália Fernandes Tese de Doutoramento em Estudos da Criança Universidade do Minho Junho de 2005 Manual de Formação OIKOS Lisboa, Novembro de 2006 PUGA, P. A condição Juvenil Portuguesa na Viragem do Milénio Instituto Português da Juventude Lisboa, 2006 O que é ser criança? Da génese ao comportamento GOMES-PEDRO, João Revista Análise Psicológica, 1 (XXII): 33-42 Lisboa, 2004 SAMPAIO, Daniel Lavrar o Mar Edições Caminho Lisboa, 2006 SITES DA INTERNET SPRINTHALL, N. and COLLINS, W. Psicologia do Adolescente – Uma abordagem Desenvolvimentista Fundação Calouste Glubenkian Lisboa, 1999 www.seradulto.com www.malhatlantica.pt/ecae-cm/bruno.htm http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1764416-como-aranha-constr%C3%B3i-sua-teia/ 53 ÍNDICE DAS ACTIVIDADES TRANSVERSAIS Crianças | Jovens | Adultos ÀS QUATRO CATEGORIAS DE DIREITOS A batata Corações diferentes O que queres? CATEGORIA DOS DIREITOS DE SOBREVIVÊNCIA Construir com aquilo que se tem Famílias do mundo A minha casa é única Construção da identidade 54 CATEGORIA DOS DIREITOS DE PROTECÇÃO Afasta medos Chapéu das dúvidas O amarrado Silhueta protectora CATEGORIA DOS DIREITOS DE DESENVOLVIMENTO Construir com uma diferença Famílias diferentes Vou à escola Uma expressão por um direito CATEGORIA DOS DIREITOS DE PARTICIPAÇÃO Imagem dos direitos A Linguagem da expressão Rever o passado, viver o presente, construir o futuro A rede dos direitos anexo anexo 57 *O Espaço a Brincar “viaja” com: crianças dos 5 aos 11 anos, pré-adolescentes dos 12 aos 14, adolescentes dos 15 aos 18 anos, e adultos. 58 CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA (Versão adaptada) Espaço a Brincar – Uma Viagem pelos Direitos da Criança Todas as pessoas do mundo têm direito a viver com dignidade, a ser respeitadas e a desenvolver as suas potencialidades. Garantir a todas as crianças as condições necessárias para se desenvolverem de forma harmoniosa, saudável e feliz, é o objectivo de um acordo, que tem o nome de Convenção sobre os Direitos da Criança. Portugal, em 1989, juntamente com outros países aprovou este acordo, que em 1990 passou a ser Lei. Mas, para que todas as crianças e jovens possam gozar dos seus direitos, é importante que cada um de nós colabore e que os governantes dos países cumpram os deveres que lhe estão atribuídos. Esta Convenção é constituída por 54 artigos e está dividida em III partes: Parte I – 41º artigos que protegem as crianças e os jovens, divididos em cinco categorias: civís, políticos, económicos, sociais e culturais. Parte II – 42º ao 45º artigo, define os procedimentos de controlo para que a Convenção seja cumprida pelos países que a adoptaram. Parte III – 46º ao 54º artigo, define as condições requeridas para que a Convenção seja efectiva nas vidas de todas as crianças e jovens. A Convenção sobre os Direitos da Criança foi escrita por adultos, numa linguagem que nem sempre é fácil de entender, mas, também as crianças e os jovens devem conhecer os seus direitos, por isso, fizemos esta Convenção adaptada para todos. PARTE I 1. Os direitos escritos nesta Convenção são para todas as pessoas – crianças e jovens, menores de 18 anos de idade. a vida das crianças e dos jovens, devem sempre ter em conta o seu interesse superior, e garantir o seu pleno bem-estar. 2. Todas as crianças e jovens têm os mesmos direitos, seja qual for a sua cor, raça ou sexo, a língua que falam ou o país em que vivem. Devem ser tratadas de forma igual se forem ricas ou pobres, independentemente das suas capacidades, opiniões políticas ou religiosas ou a dos seus pais. 4. Os governantes dos países são responsáveis por fazer com que os direitos das crianças e dos jovens sejam cumpridos, para assim se tornarem uma realidade. 3. As decisões que os adultos tomam sobre 5. As crianças e os jovens têm direito a que os governantes do país em que vivem ajudem os seus pais a dar as melhores condições de vida. 6. Todas as crianças e jovens têm direito à vida – a viver e a crescer em plena saúde. 7. Todas as crianças e jovens têm direito a um nome próprio e apelido dos pais, a um dia de aniversário e a pertencerem a um país. Tudo isto fica escrito num livro especial, assento de nascimento, que está guardado num sítio chamado Conservatória do Registo Civil. Têm ainda o direito de saber quem são os seus pais e de serem educadas por eles, sempre que possível. 57 8. Se uma criança ou um jovem não souber onde e quando nasceu e não conhecer os seus pais, os governantes do seu país devem fazer tudo o que puderem para conseguir essas informações. 9. As crianças e os jovens não podem ser separadas dos pais, só se estes as maltratarem. Têm o direito de ver e falar com os seus pais, mesmo que estes não vivam juntos. Se, por qualquer razão pais e filhos se separarem, tanto os pais como os filhos têm o direito de saber onde uns e outros estão. 10. Todas as crianças e jovens que vivam em países diferentes dos pais têm o direito de se encontrar ou de irem viver com eles, e assim manterem relações pessoais e contactos regulares. 17. As crianças e os jovens têm o direito de saber o que acontece no seu País e no mundo. Por isso, a televisão, a rádio, os jornais e revistas, e a internet devem informá-las sobre assuntos do seu interesse. Os adultos, devem ajudá-las a compreender o que vêem, lêem e ouvem. 18. A educação e o desenvolvimento das crianças é da responsabilidade de ambos os pais ou, se isso não for possível, das pessoas que cuidam delas. 19. Nenhum adulto pode maltratar uma criança ou jovem. Os governantes do país devem protegê-las de todas as formas de violência, maus-tratos e negligência. 11. Nenhuma criança ou jovem pode ser levada para outra cidade ou país sem o conhecimento e a autorização dos pais. Se isto acontecer, os Estados devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para as libertar. 20. As crianças e os jovens têm direito a que cuidem delas. Se, por qualquer razão, os pais não o puderem fazer ou se não for seguro que o façam, compete aos governantes do país garantir a sua protecção. 12. As crianças e os jovens têm o direito de dar a sua opinião e de serem ouvidas, tendo em conta a sua idade e maturidade, nos assuntos e decisões que lhes digam respeito. 21. As crianças e os jovens que não possam viver com a sua própria família, podem ser adoptadas e assim ter direito a uma nova família. Esta nova família passa a ser responsável pelo bem-estar físico, social e emocional da criança ou jovem que adopta. 13. As crianças e os jovens têm direito à liberdade de expressão, isto é, a dizer o que pensam e sentem através da fala, da escrita, da música, da dança, da pintura ou de outro meio, desde que respeitem os direitos das outras pessoas. 14. As crianças e os jovens têm o direito à liberdade de pensamento, isto é, a pensar livremente e a pertencer a uma religião. Os pais devem ajudá-las a tomar as suas decisões e a compreender melhor o mundo onde vivem. 15. As crianças e os jovens têm o direito à liberdade de associação, isto é, de se reunir com outras pessoas e de criar grupos, desde que respeitem os direitos das outras pessoas. 16. As crianças e os jovens têm direito à privacidade. Ninguém, sem motivo justo, 58 deve meter-se nos seus segredos, na sua família, na sua vida. 22. Se uma criança ou jovem tiver de sair do seu país para proteger a sua vida e garantir a sua segurança, o país que a recebe é obrigado a cumprir todos os direitos escritos nesta Convenção. 23. As crianças e jovens com deficiência física ou mental, têm o direito de receber cuidados e ajudas especiais para poderem viver como as outras crianças e jovens. 24. As crianças e jovens têm direito a ser saudáveis, isto é, devem ter assistência médica, acesso a medicamentos e tratamentos e os cuidados necessários para crescerem com saúde. 25. Os governantes do país devem garantir regularmente que as crianças e jovens que vivem em lares, hospitais ou instituições, estão a receber os cuidados e a protecção que merecem e de que precisam. 26. Todas as crianças e jovens têm direito à segurança social. 27. Todas as crianças e jovens têm direito a um nível de vida digno, com condições para crescerem saudáveis e felizes. Têm direito a viver numa casa, a ter roupa, uma boa alimentação e cuidados de higiene. 28. Ir à escola é também um direito. O ensino básico é obrigatório e gratuito, todos devem frequentá-lo. Se quiserem e puderem, podem ainda frequentar o ensino secundário e a Universidade. 29. A educação que os adultos dão às crianças e aos jovens prepara-as para viver em sociedade com as outras pessoas. Desenvolvem as suas capacidades, aprendem a respeitar as pessoas, costumes e tradições, e a defender o meio ambiente. 30. Nem todas as crianças e jovens falam a mesma língua, praticam a mesma religião ou têm os mesmos costumes. No entanto, todas têm direito a viver em respeito pela sua cultura e tradições. 31. O tempo livre é um direito: brincar, descansar, criar, descobrir e divertir-se. As crianças e os jovens devem participar em actividades e jogos adequados à sua idade. 32. As crianças e os jovens devem ser protegidas contra a exploração económica. Isto é, não podem realizar trabalhos que não sejam próprios para a sua idade, pois prejudicam a sua saúde, o seu desenvolvimento harmonioso. 33. As drogas prejudicam as pessoas e podem matá-las. Como tal, as crianças e os jovens não podem consumir drogas, vendê-las ou distribuí-las a outras pessoas. 34. O corpo das crianças e dos jovens é intocável. Ninguém pode abusar, fotografar ou filmar, se eles não souberem qual o objectivo dessas fotografias e filmes e quem os vai ver. Os adultos não podem convidar uma criança ou jovem a mostrar ou a usar o seu corpo para ganhar dinheiro. crime, ou atentar o bem-estar de outrém, tem direito a ser respeitada e a ter um advogado que defenda os seus interesses. Só deve ir presa se não houver outra maneira de resolver a situação. 35. Nenhuma criança ou jovem pode ser raptada, vendida, dada ou trocada. São pessoas, não são coisas. 38. As crianças e jovens que vivam num país que está em guerra têm direito a protecção e assistência especiais do governo, para garantir que participe directamente nas hostilidades. 36. O bem-estar das crianças e dos jovens deve ser sempre uma prioridade, os governantes do país devem protegê-los contra todas as formas de exploração. 37. Se uma criança ou jovem cometer um tratamento capaz de favorecer o seu sentido de dignidade. Os governantes do país devem fazer tudo para que ela aprenda a ter em conta os direitos das outras pessoas. 41. Os direitos escritos nesta Convenção são universais. No entanto, as crianças e os jovens de cada país podem ainda ter outros direitos criados pelo seu próprio Estado. favoreça a saúde, o respeito por si e pela sua dignidade. 40. Uma criança ou jovem suspeita ou acusada de ter cometido um crime, tem direito a um PARTE II 42. Todas as crianças e jovens devem conhecer os seus direitos. Os governantes do país devem dar a conhecer esta Convenção a todas as pessoas. 43. Os direitos da criança e do jovem aqui definidos são para pôr em prática. Para 44. Os países comprometem-se a entregar ao Comité dos Direitos da Criança um relatório que descreva o que cada um fez para cumprir o que está escrito na Convenção. 45. Nas reuniões do Comité dos Direitos da Criança, podem também participar outras pessoas ou grupos que se preocupem e trabalhem os direitos das crianças como, por exemplo, a UNICEF. PARTE III 46. Todos os países do mundo podem assinar e adoptar esta Convenção. 47. A Convenção só é Lei nos países que depois de a assinarem, a aprovem. 48. Os países que não assinaram esta Convenção, se concordarem podem em qualquer altura aderir e adoptar. 49. Esta Convenção, passa a ter efeito em cada país 30 dias depois de esse país a aprovar ou concordar com ela. 50. Cada país pode sugerir alterações ao texto desta Convenção. Para serem aprovadas em Lei, têm de ser discutidas e aceites pela maioria dos países que assinaram a Convenção, e aprovadas numa reunião onde estão representados todos os países do Mundo - Assembleia Geral das Nações Unidas. 51. Se algum país não concordar com algum aspecto da Convenção e/ou tiver questões relativas à sua aplicação, deve comunicar por escrito ao Secretário-geral das Nações Unidas para que este possa informar os outros países. 52. Qualquer país que tenha adoptado esta Convenção, para deixar de fazer parte dela, tem de comunicar a decisão por escrito ao Secretário-geral das Nações Unidas. Esta decisão tem efeito passado um ano. 53. A Convenção sobre os Direitos da Criança, assinada pelos vários países que a adoptaram, está na posse do Secretário-geral das Nações Unidas. 54. A Convenção sobre os Direitos da Criança está escrita em várias línguas: português, inglês, árabe, chinês, espanhol, francês e russo. 59 62 FICHA TÉCNICA TÍTULO “Uma Viagem pelos Direitos da Criança… com que fios se tece... com que fios se vai tecendo...” PRODUÇÃO Equipa Técnica | Carlos Lourenço | Cláudia Prazeres | Maria Maia | Sílvia Rodrigues Pinheiro Coordenação | Luísa Távora COLABORAÇÃO Ana Sofia Dias | Sónia Marianinho ILUSTRAÇÃO Carlos Lourenço FOTOGRAFIA Espaço a Brincar – Uma Viagem pelos Direitos da Criança DESIGN Maria João Martins | Divisão de Comunicação e imagem | CML PROJECTO Departamento de Acção Social Espaço a Brincar – Uma Viagem pelos Direitos da Criança IMPRESSÃO GRÁFICA Divisão de Imprensa Municipal | CML EDIÇÃO 2010 TIRAGEM 3.000 exemplares 63 Uma Viagem pelos Direitos da Criança... ... com que fios se vai tecendo... Membro: E S PA Ç O A B R I N C A R | C M L / DA S Urbanização Vale de Alcântara Lotes 4 a 6 Bairro da Liberdade 1070-165 Lisboa [email protected] Telefone: 21 817 06 50 Fax: 21 817 06 54 64