VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X IMPACTOS DE UM PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PARA PAIS DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA OU AUTISMO: AVALIAÇÃO DAS VARIÁVEIS FAMILIARES TÁSSIA LOPES DE AZEVEDO, CARIZA DE CÁSSIA SPINAZOLA, FABIANA CIA, ENICÉIA GONÇALVES MENDES Universidade Federal de São Carlos, São Paulo (Departamento de Psicologia, Licenciatura em Educação Especial). Agência de fomente: FAPESP, FMCSV, PIBIC/CNPQ. 1 INTRODUÇÃO Desde meados do século XX, as famílias vêm passando por modificações significativas, a transição de contextos rurais para contextos urbanos é uma delas. Além disso, tais modificações estão relacionadas ao surgimento de novos papéis, as exigências econômicas, as mudanças de tradição e a diversidade da constituição familiar (ARRIAGADA, 2000; BIASOLI-ALVES, 2000; SERRANO, 2007; DESSEN; SILVA, 2008). Por exemplo, as exigências econômicas motivaram a migração das mulheres no mercado de trabalho, principalmente no século XX com a segunda guerra mundial. Isso ocorreu mais marcantemente na Europa e nos Estados Unidos. A guerra afastou muitos homens de suas famílias, consequentemente, as mães tiveram que ocupar posições no mercado de trabalho, sendo necessário deixar seus filhos aos cuidados de outrem (SERRANO, 2007). Essas mudanças também são decorrentes das relações e das constituições familiares, ou seja, o modelo tradicional de família, que é constituído por pai, mãe e filho, não é mais uma regra. Hoje em dia é cada vez mais frequente outras constituições familiares, como por exemplo, famílias sem filhos, casais homossexuais, casais que sofreram separação, família chefiada pela mãe ou pelo pai (monoparental), crianças que são cuidadas por parentes, entre outras (DESSEN; SILVA, 2008; CIA, 2012). Independente da constituição familiar e dos papéis assumidos pelos seus membros, sabe-se que são as relações entre os membros familiares que determinam o desenvolvimento infantil (DESSEN; LEWIS, 1998). Para Kreppner (1992), a rede de relações familiares possui características específicas, únicas e complexas, constituindo um contexto em desenvolvimento. Dada a enorme carga emocional das relações entre seus membros Rey e Martinez (1989) afirmam que a família representa a forma de relação mais complexa e de ação mais profunda sobre a personalidade humana. Por meio da família que são transmitidos as crianças os modelos culturais e os valores sociais dominantes em uma determinada sociedade. Desta forma, o ambiente familiar é um lugar que proporciona crescimento e desenvolvimento de seus membros, é um âmbito natural de educação e interação (TOLEDO; GONZALES, 2007). 1 Tássia Lopes de Azevedo (Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial) - [email protected]/ Cariza de Cássia Spinazola (graduanda do curso de Licenciatura em Educação Especial) - [email protected]/ Fabiana Cia (Professora de PósGraduação em Educação Especial - UFSCar) - [email protected]/ Enicéia Gonçalves Mendes (Programa de Pós-Graduação em Educação Especial - Licenciatura em Educação Especial – UFSCar) - [email protected]. 2231 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X Os resultados alcançados pela criança com relação ao seu desenvolvimento dependerão grandemente dos padrões de interações familiares, da qualidade das interações pais-filhos, das experiências e vivências que a família proporciona à criança e dos aspectos relacionados aos cuidados básicos de segurança e saúde (GURALNICK, 1997). A instituição familiar, tanto pode ser uma rede de apoio, quanto impeditiva na concretização dos processos de desenvolvimento e educabilidade de seus membros. Deve-se considerar que os mecanismos de riscos e protetivos oferecidos pelas famílias são dinâmicos, ou seja, é a intensidade, frequência e acúmulo dos riscos familiares que levam a problemas no desenvolvimento infantil (SILVA et al., 2008). Dessa maneira, uma família não é considerada sempre como um risco ou uma proteção, pois existe uma gama de comportamentos que pode ser classificados como tais. De acordo com Turnbull e Turnbull (2001), as características familiares podem ser influenciadas pelos fatores culturais, como localização geográfica, religião, crença, situação socioeconômica, orientação sexual e eventuais necessidades especiais. Sendo assim, o ambiente familiar influencia na determinação do comportamento humano e na formação da personalidade da criança, o que justifica o investimento na promoção do desenvolvimento infantil, tanto das esferas governamentais e não governamentais, como da ciência e da sociedade em geral (BUSCAGLIA, 1997; DESSEN; BIASOLI-ALVES, 2001). A figura materna e paterna é de suma importância para a criança pequena, já que os pais concedem aos seus filhos auxílio para que conheçam o mundo e se reconheçam como pessoa (BOLSANELLO; SOUZA, 2008). Os pais são responsáveis pela socialização e educação primária de seus filhos, ou seja, com a convivência familiar, a criança se apropria de normas, valores e regras sociais, tornando-se capaz de conviver em grupo. Este contexto é o primeiro a promover na criança o desenvolvimento de padrões de socialização, construção de seu modelo de aprendizagem e de relacionamento com todo o conhecimento adquirido durante sua experiência de vida primária, e que refletirá na sua vida social e escolar (SOUZA; JOSÉFILHO, 2008). Os pais e as mães são figuras importantes na vida da criança, interagem de diferentes formas e contribuem em diversos aspectos para o desenvolvimento de seus filhos (CIA, 2012). Assim, a família se revela não somente como fator indispensável no desenvolvimento geral e estabilidade emocional da criança, como também na sua educação. O sucesso do processo de desenvolvimento global da criança dependerá principalmente de uma colaboração familiar ativa (SOUZA; JOSÉ-FILHO, 2008). Nas diferentes fases do desenvolvimento da criança, a família passa por transformações, no que diz respeito aos cuidados, envolvimento e práticas. No caso de crianças PAEE, essas transformações podem ser mais frequentes e mais intensas, pois exigem maior envolvimento dos pais. Pesquisas realizadas na área têm voltado sua atenção para as mudanças que ocorrem no sistema familiar em decorrência de ter um filho PAEE (YAEGASHI; MIRANDA; KOMAGRONE, 2001), assim como as implicações que têm para pais e mães. Com a chegada de uma criança com deficiência, as reações da família podem depender de diversos fatores, alguns dos quais subjetivos ou condicionados por mecanismos de defesa, outros relacionados a fatores sociais, interação entre os membros familiares, redes de suporte e apoio disponíveis (PALOMINO; GONZALES, 2002). Portanto, a chegada de um bebê com 2232 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X deficiência pode ser traumática, podendo causar uma forte desestruturação na estabilidade familiar (BRITTO; DESSEN, 1999). De acordo com Bolsanello e Souza (2008) é possível encontrar casos de pais que ao descobrirem a deficiência de seu filho sentem vontade de se afastarem da criança, devido a não aceitação da realidade e impacto da notícia. Isso ocorre devido à falta de conhecimento dos pais sobre as características dessa nova condição e pela insegurança diante do inesperado. O nascimento de uma criança deficiente modifica as relações sociais da família e sua própria estrutura, trazendo à tona uma série de complicações advindas de sentimentos de culpa, rejeição, revolta, negação ou desespero (BLASCOVI-ASSIS, 1997). Esses sentimentos são gerados e reforçados pelos preconceitos que a sociedade e nossa cultura atribuem (PANIAGUA, 2004). Diante disso, as famílias de criança com deficiência têm maior probabilidade de vivenciarem situações estressantes (MATSUKURA et al., 2007). Diante das exigências emocionais e da convivência com a criança com deficiência, a vida familiar pode sofrer alterações, provocando conflitos, instabilidade emocional, alteração no relacionamento do casal e distanciamento entre seus membros (BARBOSA; CHAUD; GOMES, 2008). Os pais, portanto, passam por um longo processo de superação até chegar à aceitação da criança com deficiência. Segundo Casarin (1999), a reorganização familiar fica mais fácil quando há apoio mútuo entre o casal. O ambiente familiar influencia no desenvolvimento infantil, principalmente de crianças com deficiência, pois essas crianças necessitam de maior envolvimento em seus cuidados e em sua estimulação (YAEGASHI; MIRANDA; KOMAGRONE, 2001). Contudo, muitas vezes, a educação dessas crianças com deficiência acaba ficando nas mãos de profissionais da área da saúde e educação, relegando à família supostamente um papel secundário (PANIAGUA, 2004). As crianças com deficiência possuem necessidades específicas quanto à sua aprendizagem, desenvolvimento e interação com o meio, tornando-se fundamental que os familiares participem de programas de intervenção que auxiliem seus filhos em atividades educativas e sociais, contribuindo para a superação das barreiras e favorecendo a inclusão social e escolar (SIAULYS, 2007). Portanto, oportunidades e experiências que envolvam as famílias, de forma significativa e produtiva, como tomadas de decisões e escolhas com relação às necessidades de suas crianças, decisões sobre quais são os serviços de apoio mais adequados para seus filhos e a oportunidade de envolvimento ativo nas experiências e oportunidade infantis, são de grande importância no desenvolvimento das competências familiares. OBJETIVO Avaliar as mudanças sobre as necessidades, a estimulação, o nível de estresse e o nível de empoderamento familiar, após a participação dos pais em um programa de intervenção. MÉTODO Participantes 2233 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X Esta pesquisa foi realizada com sete mães (M1, M2, M3, M4, M5, M6, M7) de crianças público alvo da educação especial (duas crianças com síndrome de Down, duas crianças com autismo, duas crianças com mielomeningocele e uma criança com artrogripose), na faixa etária de 11 meses a três anos, com média de idade de dois anos e um mês. A média de idade das mães era de 32,6 anos, variando entre 29 a 56 anos. Quanto ao grau de instrução das participantes (medido pelo instrumento Critério Brasil), três mães cursaram o ensino superior completo, duas mães o ensino médio completo, uma mãe o ensino fundamental completo e uma mãe cursou até a 3ª série fundamental. As participantes tinham poder aquisitivo que variava de médio baixo a alto, segundo Critério Brasil - Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – ABEP, 2008 - (três participantes tinham poder aquisitivo B2 e quatro participantes tinham poder aquisitivo C1). Local da coleta de dados e desenvolvimento do programa de intervenção A coleta de dados com as mães ocorreu nas dependências de uma Universidade Pública, localizada em um município do interior do estado de São Paulo. Aspectos éticos O projeto de pesquisa foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa com seres humanos da UFSCar. Os pais receberam o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para sua participação e as informações acerca dos objetivos da pesquisa. Medidas avaliativas para os pais Medidas avaliativas aplicadas no pré-teste e no pós-teste Questionário sobre as necessidades das famílias - QNF (PEREIRA, 1996). É constituído por 28 itens, distribuídos em seis tópicos: (a) necessidades de informação (07 questões); (b) necessidade de apoio (07 questões); (c) explicar a outros (04 questões); (d) serviços da comunidade (03 questões); (e) necessidades financeiras (04 questões); (f) funcionamento da vida familiar (03 questões). As respostas do questionário podem ser dadas entre uma escala de 1 a 3, sendo 1 (não necessito deste tipo de ajuda); 2 (não tenho certeza se necessito deste tipo de ajuda) e 3 (necessito deste tipo de ajuda). Inventário EC-Home (Early Childhood – The Home Observation for Measurement of the Environment - elaborado por CLADWEL; BRADLEY, 2001, validado para o contexto brasileiro por MARTINS et al., 2004, traduzido por Aiello e adaptado para este estudo). Trata-se de um instrumento que avalia a quantidade e qualidade de estimulação e apoio para uma criança no ambiente familiar. É composto por 55 itens, distribuídos em oito escalas: materiais de aprendizagem (compromisso dos pais em disponibilizar brinquedos, livros e jogos que facilitem a aprendizagem da criança), estimulação de linguagem (encorajamento dos pais do desenvolvimento da linguagem, por meio da conversação, modelagem e ensino direto), ambiente físico (seguro, amplo e atraente), responsabilidade parental (o quanto os pais são responsivos verbal e emocionalmente com as crianças), estimulação acadêmica (envolvimento dos pais com a aprendizagem dos filhos), modelagem (modelagem dos comportamentos adequados), variedade em experiência (oferecimento de experiências e enriquecimento para a criança a partir do estilo da família) e aceitação da 2234 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X criança (habilidades dos pais em aceitarem os comportamentos negativos da criança como algo esperado e não com repreensão). Como o instrumento é direcionado para ser preenchido por meio de observação, o mesmo passou por adaptações e pelo crivo de dois juízes da área, a fim de que possa ser aplicado em forma de questionário. Na versão final, permaneceram 47 perguntas, em que os pais respondem verdadeiro ou falso. As questões que compunham a escala ambiente físico foram retiradas por estarem direcionadas a um observador. Dos itens avaliados, três deles foram consideradas a resposta como invertida, ou seja, se os pais apontaram como Verdadeiro, o item foi computado como Falso, a fim de considerar que quanto maior o número de itens verdadeiros, maior a qualidade e quantidade de estimulação no ambiente familiar. Os itens que sofreram tal alteração foram: "Na semana que passou, houve pelo menos um episódio de punição física com seu filho?"; "Os pais xingaram, gritaram ou depreciaram a criança no último dia?"; "Os pais bateram ou espancaram a criança nesse ano?". Questionário de recursos e estresse na forma resumida (elaborado por FRIEDRICH; GREENBERG; CRNIC, 1983, retirado de SILVA, 2007, traduzido por Aiello e adaptado para esse estudo). O questionário, em sua versão original possuía 52 itens (verdadeiro ou falso) que avaliam o impacto da criança com atraso no desenvolvimento ou cronicamente doentes, sobre os demais membros da família. Para esse estudo, os itens foram adaptados para uma escala tipo Likert, composta por cinco pontos ('discordo totalmente', 'discordo', 'nem concordo e nem discordo', 'concordo' e 'concordo totalmente'). Tal instrumento se refere a uma avaliação geral de adaptação e enfrentamento, pois mede os impactos positivos e negativos da criança na família. Quanto a pontuação máxima, no Fator 1, composto por 20 itens, o respondente poderá obter o valor 100. No Fator 2, composto por 11 itens, o respondente poderá obter o valor 55. No Fator 3, composto por 15 itens, o respondente poderá obter o valor 75. No Fator 4, composto por seis itens, o respondente poderá obter o valor 30. Por fim, na escala total, o valor máximo é o de 260. Escala de empoderamento familiar (Family Empowerment Scale – FES - elaborada por SINGH et al., 1995 e validada para o contexto brasileiro por WILLIAMS; AIELLO, 2004). Esta escala avalia quatro níveis de empoderamento, sendo composta por 34 itens. Os níveis de empoderamento são: (a) sistema de militância; (b) conhecimento; (c) competência e (d) autoeficácia. Trata-se de uma escala, tipo Likert, com cinco pontos, variando de 1 (discordo plenamente) a 5 (concordo plenamente). Seleção dos participantes Inicialmente, a pesquisadora divulgou a intervenção em instituições (unidade saúde escola, pré-escolas municipais e instituição de ensino especial) que possivelmente tinham pais de crianças com deficiência, na faixa etária de zero a três anos de idade. Na unidade saúde escola, após a autorização de um comitê interno, a divulgação do programa de intervenção ocorreu por meio de uma carta, a fim de que os pais apontassem o interesse em participar da pesquisa e deixem telefone de contato. Para entregar a carta aos pais, a pesquisadora, juntamente com uma auxiliar de pesquisa permaneceu no local durante 15 dias, 2235 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X nos horários de atendimentos das crianças, em que abordaram os pais em uma sala de espera. Ao abordar os pais, explicava os objetivos do programa de intervenção, assim como questionava o interesse dos pais na participação, anotando o telefone de contato. Os pais que tinham filhos matriculados em pré-escolas municipais ou em uma instituição de ensino especial foram contatados por meio de telefonemas, em que a pesquisadora explicava os objetivos da pesquisa e questionava-os sobre os horários que poderiam frequentar o programa de intervenção. Os contatos telefônicos dos pais foram fornecidos por meio da dirigente da divisão de educação especial do município e por meio da dirigente da instituição de ensino especial (neste caso, após os pais autorizarem). Programa de intervenção O programa de intervenção ocorreu em 11 encontros semanais, de 120 minutos de duração. A intervenção com as mães ocorreu em dois grupos (G1 e G2), sendo que no G1 participaram quatro mães e no G2 três mães. O programa de intervenção foi estruturado em duas partes: (a) práticas parentais e desenvolvimento infantil e (b) temáticas de interesse dos pais2. Por meio dos encontros, as necessidades das famílias puderam ser reconhecidas e trabalhadas para encontrar soluções para os problemas demonstrados pelas mães, além disso, os encontros auxiliaram na busca de serviços de rede de apoio. Procedimento de análise de dados Por meio dos instrumentos Questionário Critério Brasil, Questionário sobre as necessidades das famílias, Inventário EC-Home, Questionário de recursos e estresse na forma resumida e Escala de empoderamento familiar foram obtidos dados quantitativos, em que foram analisados usando métodos descritivos (medidas de tendência central e dispersão). RESULTADOS A fim de analisar os impactos antes e após o grupo de intervenção para pais, consideraram-se as médias obtidas pelas participantes, considerando o grupo como um todo. A Tabela 1 mostra as medidas de tendência central e de dispersão das necessidades das famílias de crianças com deficiência e autismo, antes e após o programa de intervenção para pais. Tabela 1. Medidas de tendência central e dispersão das necessidades das famílias, antes e após o programa de intervenção para pais. Pré-teste Pós-teste Necessidades das Famílias Média D.P. Média D.P. Fator 1- Necessidades de informação Total da subescala 2,67 0,39 1,85 0,75 Fator 2- Necessidades de apoio 2 As temáticas de interesse dos pais foram coletadas no primeiro encontro do programa de intervenção precoce. 2236 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X Total da subescala 2,34 0,34 2,34 0,33 Fator 3- Explicar a outros Total da subescala 1,64 0,55 1,50 0,47 Fator 4- Serviços da comunidade Total da subescala 2,38 0,82 2,47 0,53 Fator 5- Necessidades financeiras Total da subescala 2,32 0,55 2,53 0,54 Fator 6- Funcionamento da vida familiar Total da subescala 1,76 0,53 1,76 0,56 Total da escala 2,26 0,33 2,08 0,33 Nota: A avaliação das necessidades variou entre 1 (não necessito deste tipo de ajuda); 2 (não tenho certeza se necessito deste tipo de ajuda) e 3 (necessito deste tipo de ajuda). Como elucidado na Tabela 1, de modo geral, as participantes apontaram um nível de necessidade de mediana a mediana alta sobre os diferentes aspectos avaliados. Com relação ao fator 1 necessidade de informação, por meio da pontuação total do pré-teste, as mães demonstraram que necessitavam de informações. Ainda relacionado ao fator 1, demonstra-se que após a finalização do programa, de modo geral, as necessidades das mães diminuíram. No fator 2 necessidade de apoio, nota-se que houve aumento no nível de necessidades das participantes após o programa de intervenção para pais. Houve aumento nos seguintes aspectos: necessito de mais oportunidade para me encontrar e falar com os pais de outras crianças deficientes, necessito de mais tempo para falar com os professores e terapeutas do meu filho e; necessito ter alguém da minha família com quem eu possa falar mais sobre os problemas que a deficiência do meu filho coloca. Quanto ao fator 3 explicar a outros, as médias totais demonstram-se positivas, com uma diminuição das necessidades do pré-teste para o pós-teste. As necessidades que obtiveram maior média foram: necessito de ajuda sobre a forma de explicar a situação do meu filho aos amigos e necessidades de ajuda para explicar à situação do meu filho as outras crianças. No fator 4 serviços da comunidade, verificou-se que as mães tinham maior necessidade em relação a encontrar um serviço que quando tiver necessidade, tenha com quem deixar seu filho. Quando se compara os dados do pré-teste e do pós-teste, notou-se que as mães tiveram um aumento do nível de necessidade em relação a este fator, sendo que aumentou especificamente o nível de necessidade em relação a ter que encontrar serviços sociais e educativos para o filho. Com relação ao fator 5, houve um aumento nas necessidades financeiras das famílias. As mães demostraram aumento das necessidades financeiras nos seguintes aspectos: necessito de maior ajuda no pagamento de despesas como: alimentação, cuidados médicos, transportes, ajuda técnicas (cadeira de rodas, prótese auditiva, máquina Braille, etc.); necessito de maior ajuda para pagar despesas com: terapeutas, estabelecimento de educação especial ou outros serviços de que o meu filho necessita; necessito de maior ajuda para pagar a serviços de colocação temporária. Já, no fator 6 funcionamento da vida familiar, as médias gerais se mantiveram entre o préteste e o pós-teste. As mães demonstraram maior necessidade de ajuda em relação à família 2237 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X discutir os problemas e encontrar soluções. Por fim, analisando a escala de modo geral, notase que houve uma diminuição no grau de necessidades das participantes, após a participação no programa de intervenção para pais. A Tabela 2 mostra a frequência e a porcentagem dos itens respondidos como verdadeiros, com relação à estimulação e ao apoio familiar, antes e após o programa de intervenção para pais. Tabela 2. Frequência e porcentagem da estimulação e apoio familiar, antes e após o programa de intervenção para pais Pré-teste Pós-teste Frequência % Frequência % EC - HOME de itens de itens Verdadeiros Verdadeiros Fator 1MATERIAIS DE APRENDIZAGEM Total da subescala Fator 2ESTIMULAÇÃO DE LINGUAGEM Total da subescala Fator 3- SER RESPONSIVO Total da subescala Fator 4ESTIMULAÇÃO ACADÊMICA Total da subescala Fator 5- MODELAGEM Total da subescala Fator 6-VARIEDADE Total da subescala Fator 7- ACEITAÇÃO Total da subescala Total da escala Nota: Máximo 100%; Mínimo 0% 48 62,3 52 67,5 35 71,4 38 77,5 47 95,9 46 93,8 32 91,4 30 85,7 27 77,1 28 80,0 44 78,5 46 82,1 22 255 78,5 77,5 27 267 96,4 81,1 Com relação ao fator 1 material de aprendizagem nota-se que a pontuação total da subescala aumentou do pré-teste (62,3%) para o pós-teste (67,5%), demonstrando que após a participação no programa de intervenção, as mães ofereceram ou ampliaram a quantidade de materiais de aprendizagem (jogos, brinquedos e livros) aos seus filhos. No fator 2, observa-se que a maioria das mães (77,5%) após a participação no programa de intervenção, passaram a oferecer mais estímulos aos seus filhos com relação à linguagem, notando, assim, a importância de estimular a comunicação pais-filhos. Quanto ao fator 3 ser responsivo, nota-se no total da subescala que a pontuação do pré-teste de 95,9%, diminuiu no pós-teste para 93,8%. Na estimulação acadêmica (fator 4), observa-se, 2238 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X de modo geral, que a pontuação das participantes diminuiu do pré-teste (91,4%) para o pósteste (85,7%). No fator 5 modelagem, de modo geral, nota-se que a pontuação do pré-teste aumentou no pósteste, demonstrando que os pais passaram a compreender melhor a criança com relação ao seu comportamento e a estimulá-la (reforço positivo e impor limites) com maior frequência. Em relação ao fator 6 variedade, observa-se que os pais, após a participação no programa de intervenção, ofereceram mais estímulos internos (brinquedos, jogos, etc.) e externos (ambientais) aos seus filhos. Já, no fator 7, por meio da pontuação total do pós-teste (96,4%), nota-se que as mães demonstraram maior aceitação com relação à necessidade da criança, após participarem do programa de intervenção para pais. De modo geral, pode-se supor que a participação no programa auxiliou as mães na estimulação de seus filhos e no apoio familiar, sendo assim, o total de todos os aspectos obteve pontuação de 77, 5% no pré-teste, aumentando no pós-teste para 81,1%. A Tabela 3 mostra as medidas de tendência central e dispersão dos recursos e estresse das famílias, antes e após o programa de intervenção para pais. Tabela 3. Medidas de tendência central e dispersão do índice de recursos e estresse das famílias, antes e após o programa de intervenção para pais Pré-teste Pós-teste Escala de Recursos e Estresse Média D.P. Média D.P. Fator 1 - Problemas dos pais e das famílias Total da subescala 48,42 12,95 43,42 11,73 Fator 2 – Pessimismo Total da subescala 31,57 4,07 29,57 4,23 Fator 3 - Características da criança Total da subescala 39,85 14,48 33,57 12,80 Fator 4- incapacidade física Total da subescala 17,28 5,49 17,42 6,45 Total da escala 137,12 31,17 124,00 27,97 Nota: A pontuação da escala variou entre 1 'discordo totalmente' a 5 'concordo totalmente'. Como mostra a Tabela 3, de modo geral, observa-se, por meio da média do total da escala, que o nível de estresse das famílias diminuiu do pré-teste para o pós-teste. Isso pode indicar que, as mães utilizaram as informações e os recursos ofertados no programa de intervenção para pais, para lidar com algumas situações de estresse familiar. A Tabela 4 mostra as medidas de tendência central e dispersão do nível de empoderamento das famílias, antes e após o programa de intervenção para pais. Tabela 4. Medidas de tendência central e dispersão do nível de empoderamento das famílias, antes e após o programa de intervenção para pais Pré-teste Pós-teste Escala de Empoderamento Média D.P. Média D.P. Fator 1- Sistema de militância 2239 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X Total da subescala 33,28 5,46 34,85 5,49 Fator 2- Conhecimento Total da subescala 41,28 4,60 44,71 4,53 Fator 3- Competência Total da subescala 35,28 3,03 33,14 2,34 Fator 4- Autoeficácia Total da subescala 26,28 2,69 25,57 2,14 Total da escala 136,14 12,50 138,28 12,02 Nota: a pontuação variou entre 1= discordo plenamente, 2= discordo, 3= não sei, 4= concordo, 5= concordo plenamente. Como mostra a Tabela 7, de modo geral, observa-se, por meio da média do total da escala, que o nível de empoderamento das mães aumentou do pré-teste para o pós-teste. Em relação a cada fator separadamente nota-se que nos fatores 1 (Sistema de militância) e 2 (Conhecimento), as mães, de maneira geral, demonstraram aumento do nível de empoderamento do pré-teste para o pós-teste. Em relação aos fatores 3 (Competência) e 4 (Autoeficácia), nota-se que a média total diminuiu do pré-teste para o pós-teste. DISCUSSÃO Considerando as médias obtidas antes e após a participação das mães no grupo de intervenção, as participantes apontaram diminuição das necessidades familiares, principalmente nos aspectos relacionados às necessidades de informação e de explicar aos outros à necessidade dos filhos, após a participação no programa de intervenção. Tais resultados podem ser indicativos de que o programa de intervenção focou nas necessidades das mães, principalmente em relação às informações sobre as características das crianças com deficiência e autismo. Sabe-se que não basta apenas a presença dos pais em um programa de intervenção, sendo imprescindível que todas as necessidades das famílias sejam identificadas e resolvidas (PEREIRA, 1996). No entanto, também acredita-se que o fato de as mães participarem de um programa de intervenção faz com que muitas necessidades sejam sanadas, mas que outras necessidades surjam, pois as mesmas passam a ficar mais atentas as características e as necessidades dos seus filhos. O envolvimento dos pais em programas de intervenção deve ser visto como uma resposta às necessidades das famílias de uma forma abrangente, portanto não deve ser centrada apenas em preocupações que dependam diretamente das necessidades da criança. Sendo assim, como afirma Petean e Murata (2000), é necessário que os pais recebam o maior número possível de informações, que tenham suas dúvidas esclarecidas para que possam decidir com maior segurança os recursos e condutas primordiais para o bom desenvolvimento de sua família e de seu filho. Com relação à estimulação dos filhos, pode-se afirmar que a participação no programa auxiliou as mães na estimulação de suas crianças, principalmente nos aspectos: materiais de aprendizagem, estimulação da linguagem, modelagem, variedade e aceitação. Após a participação no programa de intervenção, a maioria das mães demonstrou por meio das 2240 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X respostas do questionário EC-Home, que: ampliaram o oferecimento da quantidade de materiais de aprendizagem (jogos, brinquedos e livros) aos seus filhos; proporcionaram estimulação da linguagem com mais frequência; passaram a compreender melhor a criança com relação ao seu comportamento e a estimulá-la (reforço positivo e impor limites) com maior constância; ofereceram mais estímulos internos (brinquedos, jogos, etc.) e externos (ambientais) aos filhos e; demonstraram maior aceitação com relação à necessidade educacional especial da criança. O programa de intervenção direcionou alguns encontros especificamente sobre a temática da estimulação infantil, mudanças de comportamento e limites e regras dos pais para com os filhos. Tais informações possivelmente contribuíram para que as mães estimulassem com maior frequência seus filhos, em relação a esses aspectos. Acredita-se também que as informações e orientações disponibilizadas no programa de intervenção proporcionaram maior segurança às mães, em relação as suas atitudes, favorecendo, assim, a qualidade da interação entre pais e filhos. De fato, um programa de intervenção deve auxiliar as mães a focar sua atenção e interesse nos filhos de maneira mais produtiva, o que pode lhe gerar um sentimento de valorização, de sentir-se capaz de promover o desenvolvimento de seu filho (BRAZELTON, 1998). O aumento do interesse na estimulação da criança pode ter sido gerado pela diminuição do nível de estresse da família. Os pais que recebem apoio emocional e físico dos próprios familiares, amigos e profissionais, são capazes de responder aos filhos de maneira mais carinhosa, mais eficaz e mais controlada (BEE, 2009). Notou-se por meio das respostas das mães que houve uma diminuição do nível de estresse familiar, após a participação no programa de intervenção. Isso pode indicar que, as mães utilizaram as informações e os recursos ofertados no programa de intervenção, para lidar com algumas situações de estresse familiar. As mães diminuíram o índice de estresse nos seguintes fatores: problemas dos pais e das famílias; pessimismo e características da criança. Todos os encontros do programa de intervenção focavam em transmitir informações para as mães sobre as características desenvolvimentais, a fim de que as mesmas de posse de tais informações pudessem ficar mais seguras para estimular seus filhos e para buscar estratégias para resolver problemas diários. Quanto maior o número de informações que os pais possuem sobre seus filhos, maior a probabilidade de os mesmos identificarem potencialidades e formas de maximizar o desenvolvimento de seus filhos, diminuindo possíveis comportamentos pessimistas que tenham diante do futuro dos filhos. Além disso, o programa de intervenção proporcionou que as mães trocassem experiências entre si, o que pode auxiliar no oferecimento de informações, assim como no apoio social oferecido (GOETIEN; CIA, 2012). Como afirma Bee (2009), o efeito do apoio social sobre a família é mais evidente quando os mesmos passam por alguma situação de estresse, como por exemplo: falta de emprego, pobreza, gravidez na adolescência, nascimento de uma criança com deficiência, autismo ou com comportamentos inadequados, etc. Em relação ao nível empoderamento nota-se que na maioria dos fatores as mães diminuíram a pontuação média. Isso pode ocorrer porque as mães ao receberem informações no programa de intervenção ficaram se sensibilizaram mais em relação aos fatores que compõem a escala. É importante que mães de crianças com deficiência ou autismo participem de programas de 2241 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X intervenção e que pomova modificações nas relações estabelecidas entre mães e filhos durante as atividades de vida diária. Os programas devem atingir pontos críticos da realidade familiar, trabalhando com as mães para que as mesmas possam executar atividades e auxiliar seus filhos na promoção de sua independência. De fato, programas de intervenção devem ofertar apoio as famílias, no sentido de auxiliá-las a desempenhar seu papel junto às crianças com deficiencia (ARAÚJO, 2004). CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo buscou desenvolver e avaliar um programa de intervenção com pais de crianças com deficiência ou autismo sobre as necessidades, a estimulação, o nível de estresse e de empoderamento familiar. O programa de intervenção foi proposto para toda a família, principalmente, pai, mãe e cuidadores, porém apenas as mães demonstraram interesse em participar do presente estudo. Isso pode significar que as mães passam a maior parte do tempo com seus filhos com deficiência ou autismo. Acredita-se que tal fato pode causar um aumento do nível de estresse e necessidades nas mães, advindos de uma sobrecarga emocional. Este trabalho, portanto, se mostrou importante, pois o programa de intervenção proporcionado aos pais ofereceu ferramentas e informações que permitiu uma melhora no bem-estar familiar. Como limitação do estudo tem-se a pouca adesão dos pais em um programa de intervenção, mesmo após uma ampla divulgação. Acredita-se que estudos poderiam ser desenvolvidos com o intuito de verificar as motivações dos pais em participarem de um programa de intervenção, a fim de aumentar a adesão dos mesmos. Além disso, estudos com amostras ampliadas poderiam ser desenvolvidos a fim de generalizar os resultados do presente estudo. REFERÊNCIAS ARRIAGADA, I. Nuevas Famílias para um nuevo siglo? (Relatório publicado pela Comisión Econômica para América Latina y el Caribe). Chile: CEPAL, 2000. ANAUATE, C.; AMIRALIAN, M.L.T.M. A importância da intervenção precoce com pais de bebês que nascem com alguma deficiência. Educar em Revista, n. 30, p. 197-210. BARBOSA, M.A.M.; CHAUD, M.N.; GOMES, M.M.F. Vivências de mães com um filho deficiente: um estudo fenomenológico. Revista Acta Paulista de Enfermagem, v. 21, n. 1, p. 46-52, 2008. BIASOLI-ALVES, Z.M.M. Continuidades e rupturas no papel da mulher brasileira no século XX. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 16, n. 3, p. 233-239, 2000. BLASCOVI-ASSIS, S.M. Lazer e deficiência mental. Campinas: Papirus, 1997. BOLSANELLO, M.A.; SOUZA, N.N. A importância da participação das mães e dos pais no atendimento de estimulação precoce. In: BOLSANELLO, M.A. (Org.). Atenção e 2242 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X estimulação precoce. Paraná: I Simpósio Nacional de Atenção e Estimulação Precoce, 2008. p. 21-26. BRITO, A. M. W.; DESSEN, M. A. Crianças surdas e suas famílias: Um panorama geral. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 12, n. 2, p. 429-445, 1999. BUSCAGLIA, L. F. Os deficientes e seus pais: Um desafio ao acolhimento. 3ed. Rio de Janeiro: Record, 1997. CIA, F. Um programa para aprimorar envolvimento paterno: impactos no desenvolvimento do filho. 2009. 333 f. Tese de Doutorado em Educação Especial – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos. 2009. DESSEN, M.A.; LEWIS, C. Como estudar a ‘’família’’ e o ‘’pai’’? Cadernos de Psicologia e Educação Paidéia, v. 8, n. 14/15, p. 105-121, 1998. DESSEN, M.A.; BIASOLI - ALVES, Z.M.M. O estudo da família como base para a promoção da tolerância. In: BIASOLI-ALVES, Z. M. M.; FISCHMANN, R. (Orgs.). Crianças e adolescentes: Construindo uma cultura da tolerância. São Paulo: EDUSP, 2001. p. 183-93. DESSEN, M.A.; SILVA, S. Famílias e crianças com deficiência: Em busca de estratégias para promoção do desenvolvimento familiar. In: BOLSANELLO, M.A. (Org.). Atenção e estimulação precoce. Curitiba: I Simpósio Nacional de Atenção e Estimulação Precoce, 2008. p. 39-58. GURALNICK, M.J. The effectiveness of early intervention. Maryland: Paul H. Brookes, 1997. KREPPNER, K. Developing in a developing context: Rethinking the family’s role for children development. In: WINEGAR, L.T.; VALSINER, J. (Orgs.). Children’s development within social context. Hillsdale: Lawrence Elbaum Associates, 1992. p. 161179. MATSUKURA, T.S.; MATURANO, E.M., OISHI, J.; BORASCHE, G. Estresse e suporte social em mães de crianças com necessidades especiais. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 13, n. 3, p. 415-428, 2007. PALOMINO, A.S.; GONZÁLES, J.A.T. Educación especial: centros educativos y professores ante la diversidad. Madrid: Psicología Pirámide, 2002. PANIAGUA, G. As Famílias de crianças com necessidades educativas especiais. In: COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J. (Orgs.) Desenvolvimento psicológico e educação: 2243 VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X Transtornos de desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2ª ed. v. 3. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 330-346. REY, F.G.; MARTINEZ, A.M. La personalidad: su educación y desarrollo. La Habana: Editorial Pueblo y Educación, 1989. SERRANO, A. M.; CORREIA, L. M. Intervenção precoce centrada na família: Uma perspectiva ecológica de atendimento. In: CORREIA, L.M.; SERRANO, E.A.M. (Orgs.). Envolvimento parental em intervenção precoce. Portugal: Porto Editora, 1998. p. 11-32. SIAULYS, M.O.C. O papel da família na educação e inclusão das crianças com deficiência visual Laramara: A mudança na prática, na atitude e nas relações com a SILVA, N.C.B.; NUNES, C.C.; BETTI, M.C.M.; RIOS, K.S.A. Variáveis da família e seu impacto sobre o desenvolvimento infantil. Temas em Psicologia, v. 16, n. 2, p. 215-229, 2008. SOUZA, A.P.; JOSÉ-FILHO, M. A importância da parceria entre família e escola no desenvolvimento educacional. Revista Ibero-americana de Educación, v. 44, n. 7, p. 7-10, 2008. TANAKA, E.T.O. (Orgs.). Perspectivas Multidisciplinares em Educação Especial II. Londrina: Editora UEL, 2001. p. 409-439. TOLEDO, M.E.; GONZÁLEZ, E. Intervenção no contexto familiar dos sujeitos que apresentam necessidades educacionais especiais. In: GONZÁLES, E. (Org.). Necessidades educacionais específicas: Intervenção Psicoeducacional. Porto Alegre: Artmed, 2007. p. 402436. TURNBULL, A.P., TURNBULL, H.R. Families, profession al sand exceptionality: Collaboration for empowerment. 4. ed. Upper Saddle River, NJ: Merrill, 2001. YAEGASHI, S.F.R.; MIRANDA, N.C.; KOMAGRONE, K.L. Alunos de classes especiais e sua família: Algumas reflexões. In: MARQUEZINE, M.C.; ALMEIDA, M.A.; família. In: MASINI, E.F.S. (Org.). A pessoa com deficiência visual: Um livro para educadores. São Paulo: Vetor, 2007. p. 175-205. 2244