Ano 3 – Nº 19 – Janeiro/Fevereiro 2011 Publicação Bimestral do Sindipneus 2011 E O SETOR DE PNEUS: O QUE ESPERAR? Serviços – Combate à dengue – Pág. 10 Estratégia – Como tornar sua empresa um fracasso em 2011– Pág. 16 Pneus e frotas – Atenção aos pneus e a revisão geral – Pág. 22 EXPEDIENTE EDITORIAL Pneus & Cia. – Ano 3 – Nº 19 Órgão Informativo do Sindipneus Sindicato das empresas de revenda e prestação de serviços de reforma de pneus e similares do estado de Minas Gerais Diretoria Sindipneus Presidente Paulo César Pereira Bitarães Secretário geral Gláucio T. Salgado Diretor da câmara de reforma de pneus Arilton S. Machado Diretor da câmara de revenda de pneus Antônio Augusto S. Costa Diretor de tesouraria Ana Cristina Schuchter Gatti Conselho fiscal Dênis Oliveira, Júlio César, Wilson Navarro Delegado junto a Federação do Comércio Estado de Minas Gerais Henrique Koroth Delegado junto a Federação do Comércio Estado de Minas Gerais Aureliano Zanon Amirp Rogério de Matos, Fernando Antônio Magalhães, Miguel Pires Matos e Júlio Vicente da Cruz Neto Sindipneus Ronaldo Lídio Navarro, Antônio Domingos Morales e Júlio Coelho Lima Filho Consultor técnico Vanderlei Carvalho Analista de Projetos Eliza Soares Revista Pneus & Cia. Diretora Responsável Mariana Conrado – Reg.: MTb. 013438/MG Editores Mariana Conrado e Ruleandson do Carmo [email protected] Revisão Final José Tarcísio Barbosa Arte e Editoração In Foco Brasil (31) 3226-8463 Impressão Pampulha Editora Gráfica (31) 3465-5300 Tiragem 5.000 exemplares As opiniões expressas nos artigos assinados e os informes publicitários são de responsabilidade dos autores. É proibida a reprodução de textos e de ilustrações integrantes da edição impressa ou virtual, sem a prévia autorização dos editores. Rua Aimorés, 462 • Sala 108 • Funcionários CEP 30140-070 • Belo Horizonte • MG Tel: (31) 3356-3342 / 3213-2909 [email protected] • www.sindipneus.com.br Muitas vezes ouvimos o ditado “a união faz a força”. Verdade, ela faz mesmo. No entanto, somente estarmos unidos, juntos, não basta. Um grupo de pessoas unidas é somente um grupo de pessoas unidas. É preciso que haja ação, atitudes, lutas e, assim, conquistas. Somente agindo unidos é que a união fará a força, pois é a ação de cada um que somada se torna a força de um grupo. Por isso, para este novo ano que se inicia, convidamos você não só a fazer parte do Sindipneus, mas a agir junto conosco. Queremos que você fale, participe, compareça, arregace as mangas e aja pelo setor em que nós atuamos. Ação é o que desejamos para o setor de pneus em 2011. Além de agir, temos que ter em mente também que um setor só avança quando se valoriza. Precisamos, em 2011, não cometer os mesmos erros de 2010, precisamos aprender a cobrar o preço justo pelos nossos produtos e serviços, pois, na concorrência desleal, muitos vendem, cobram valores abaixo do preço de custo, o que por um tempo pode atrair a clientela, mas a longo prazo leva à falência. Ética e profissionalismo é o que desejamos para o empresário do setor de pneus no novo ano. Para este início do ano, a revista Pneus & Cia. traz uma matéria especial sobre a expectativa para o setor de pneus em 2011 com o governo da presidenta Dilma, com a Portaria Inmetro 444, que regulamenta que as empresas reformadoras de pneus terão até dia 19/11/2012 para emitir nos pneus os certificados de garantia do Inmetro, e com as estimativas esperadas da produção de veículos e de pneus. Nesta edição, entre vários outros temas, a palavra-chave também é “prevenção”. Esta época do ano é a mais propícia para a proliferação do mosquito da dengue, portanto, elimine os criadouros e, entre todas as prevenções, cuide também dos pneus após usá-los, não os deixe abandonados em locais impróprios. Previna também a sua segurança no trânsito. Fique atento à manutenção do seu veículo, revise todos os itens antes de pegar a estrada. Uma boa leitura e um próspero ano novo! É que o desejamos a você, leitor! Paulo Bitarães Presidente do Sindipneus 3 | Pneus & Cia. Sindipneus SÓ A UNIÃO NÃO BASTA 10 SERVIÇOS Combate à dengue 16 ESTRATÉGIA Como tornar sua empresa um fracasso em 2011 18 CAPA 2011 e o setor de pneus 4 | Pneus & Cia. 22 PNEUS E FROTAS Atenção aos peneus e à revisão geral Sindipneus em ação O sindicato precisa de você 8 Cenário Setor de pneus parceiro do meio ambiente 14 Conexão Manutenção preventiva 26 Valores & Valores Reflexões 28 Viver bem O caminho do meio 29 Guia dos associados Revendedores e reformadores 30 Leo Burnett Brasil pirelli.com.br NOSSOS CLIENTES LEVAM A PIRELLI A TODOS OS LUGARES. INCLUSIVE À LIDERANÇA. Pirelli, ganhadora do prêmio Os Eleitos da revista 4 Rodas, 7 vezes Top of Mind da Folha de S.Paulo e a marca mais lembrada pelos homens brasileiros. No último ano, a Pirelli ganhou o prêmio Os Eleitos e, pela 7ª- vez, o Top of Mind da Folha de S.Paulo, sendo inclusive, a marca mais lembrada pelos homens. É a líder em pneus no Brasil, escolhida para equipar um em cada dois carros que saem de fábrica e também é a preferida pelos consumidores na hora da reposição. Afinal, a Pirelli tem a linha mais completa de pneus, todos produzidos com alta tecnologia, em cinco fábricas no país. Por isso, quando for trocar pneus, escolha Pirelli. Você vai entender que ninguém é o Nº- 1 por acaso. O Nº- 1 corresponde à posição da Pirelli no setor de pneus e é atestada por informações constantes nos sites da ANIP e ANFAVEA, conforme critério comparativo com dados do setor – dezembro/2008, pela pesquisa Top of Mind do instituto Datafolha (2000 a 2009), pesquisa Autopofmind da revista Autodata, pesquisa Job 200802301 – setembro/2008, realizada pelo instituto IPSOS/Marplan, e estudo Advertising Tracking Trace, realizado pelo instituto Research International – maio/2008. MOMENTO DO LEITOR Este espaço é seu. Está reservado para suas sugestões e opiniões. Fale com a gente: [email protected] Acompanho todas as ações do Sindipneus, e sou fã das atividades que este sindicato exerce junto aos seus associados. Quero parabenizá-los em especial pelo Curso de Borracheiro. Capacitar os borracheiros é uma iniciativa muito importante. 6 | Pneus & Cia. Uma vez precisei montar quatro pneus novos em um automóvel e fui a uma borracharia. Quando o borracheiro começou a desmontagem, ele tinha uma garrafinha com óleo queimado que foi jogando entre o aro e o talão. Perguntei o que era aquilo e ele falou que era para amolecer e o pneu sair facilmente da roda. Ao montar o outro pneu, ele ia fazer o mesmo procedimento e aí eu pedi que ele pararasse e expliquei que o óleo mineral ataca a borracha e daquela forma a borracha se deterioraria e o pneu teria uma vida curta. Ele disse que aprendera assim e que o patrão adota tal prática para não comprar a pasta lubrificante ou grafite. Conversei com o patrão e não deixei desmontar os outros três pneus. Em uma outra borracharia e um auto-center, usava-se o mesmo método. Por fim, fui a cinco oficinas e todas trabalhavam dessa forma errada. Na sexta oficina, encontrei as condições corretas para montar os pneus. Imagine quanto esse povo está dando de prejuízo para a população! Quero parabenizar também a discussão sobre o selo verde. Eu trabalho com o desenvolvimento de materiais e, ao observar o mercado de fornecimento de borracha para reformas, concluí que os reformadores de pneus não questionam seus fornecedores, como o cliente questiona o recapador. Você já ouviu falar em Recall de borracha? Eu não. O recapador nem sempre tem informações sobre o produto que lhe é fornecido e todo fabricante deve ter um laboratório onde se faz o controle de qualidade dos produtos. Eu faço análises (ensaios físicos) de várias fábricas de compostos e tenho encontrado produtos em recapadoras fora de especificação. O recapador deve estar atendo ao peso específico da borracha. Imagine um produto que tenha um peso de 1,19 g/cm³ e outro que tenha 1,12 g/cm³, em um reformador que utilize 10 toneladas mês, vai haver uma diferença de 625 quilos a mais, o que daria para reformar cerca de 40 pneus de caminhões. E custando o quilo do composto em torno de R$10,00, seriam R$6.250,00. Concluindo, o reformador pode economizar e aumentar sua margem, bastando conhecer o material com que trabalha. Todos os fabricantes de borracha fazem o ensaio do Índice de Abrasão e tenho verificado que estes números também variam bastante entre os fabricantes, pois se um produto tiver um índice alto, o pneu terá um desgaste acentuado em curto espaço de tempo, e quanto menor for este índice maior a quilometragem do composto. Outro ponto que me chama a atenção é o ensaio de Reometria, que nos fornece a curva da aceleração utilizada no composto, e o T90, que é o indicativo de tempo previsto para a vulcanização. Muito reformador deixa o pneu mais tempo na máquina sem necessidade, no caso do pneu a quente. A Portaria 444 exige as seguintes informações do fabricante: prazo de validade, condições de armazenamento, especificação dimensional, instrução de aplicação/uso e cuidados no manuseio. Essa Portaria deixa em aberto, pois essas são as exigências mínimas a serem fornecidas pelos fabricantes. Ainda encontramos no mercado muitos recapadores que compram de empresas que trabalham com material rejeitado das fábricas de borracha (principalmente fabricantes de pneus) e que simplesmente passam o material em um cilindro e vendem este material como Camelback. Este material não tem nenhum controle de qualidade e não tem o mínimo necessário das propriedades físicas exigidas para se reformar um pneu, só que o custo fica em torno de 50% a 70% do preço de mercado. No final, o prejudicado é o consumidor e por tabela o próprio recapador que pode ter que repor a reforma. Não só o reformador tem que saber como andam as especificações do produto que compra como deve exigir do vendedor que saiba e repasse estas informações. Estes comentários são apenas um ponto de vista. Os recapadores devem se profissionalizar e parar de reclamar que o lucro é pequeno e o trabalho é muito árduo. Pois só no exemplo de um pequeno parâmetro de qualidade é possível fazer economia e como este existem vários outros que se somados podem gerar uma economia de mais de 50% no custo de produção. Desejo a todos que este ano de 2011 seja cheio de realizações! Equipe do Sindipneus, continue este excelente trabalho. José Pedro Souza Guarujá – SP ERRATA Na edição Nº 18 erramos a legenda da foto na página 12. O entrevistado é o artesão Rubem Machry. SINDIPNEUS EM AÇÃO O SINDICATO PRECISA DE VOCÊ, EMPRESÁRIO Como entidade patronal, um sindicato tem a garantia legal de receber as contribuições anuais (sindical e confederativa) das empresas que exercem atividades relacionadas a seu campo de atuação. O assunto está repetitivo, mas nesta época do ano é preciso lembrar e relembrar os empresários: no dia 31 de janeiro deve ser efetivada a contribuição sindical patronal, no dia 31 de maio deve ser feita a contribuição confederativa e, no primeiro dia útil de cada mês, a contribuição mensal. Consulte o seu contador para esclarecer dúvidas e manter os pagamentos em dia. As arrecadações formam a receita do sindicato. É com elas que o sindicato ganha condições de representar A importância dos sindicatos para o empresário e para o setor Os desafios da indústria moderna para se manter competitiva são enormes no mundo globalizado, onde existe uma constante transformação. Necessário se faz acompanhar os avanços tecnológicos, a qualificação dos recursos humanos, assim como também atender a todas as demandas de ordem legal. 8 | Pneus & Cia. Assim sendo, é transcendental a ajuda do sindicato para que a empresa possa enfrentar todos estes e outros desafios que se interpõem no caminho de um empreendimento empresarial, incentivando a criação de um ambiente que proporcione a expansão dos negócios e promova o crescimento econômico, fazendo com as empresas unidas tenham força e poder de influência junto ao ambiente em que atua. o empresário de forma séria e profissional e consegue manter sua estrutura física e de pessoal para realizar seu trabalho de auxílio ao crescimento e desenvolvimento de todo o setor de pneus. Por isso, é fundamental que o empresário esteja em dia com as contribuições. Porém, mais importante que as contribuições são a união e a participação ativa dos empresários do setor nas atividades do sindicato, pois só assim é possível continuar o trabalho em prol do setor. Presidentes de outras entidades relacionadas ao segmento de pneus no Brasil reconhecem tanto a importância do sindicato quanto a do pagamento das contribuições para o desenvolvimento de todo o setor. setor. Para fortalecer a sua empresa é de fundamental importância que seu sindicato seja prestigiado e fortalecido. Para que um setor seja forte e atuante num ambiente altamente competitivo no mundo de negócios, é necessário que haja entidades de classe com poder de mobilização e influência junto ao ambiente em que atua. E para que uma entidade de classe tenha mobilidade e atuação, há necessidade de fatores básicos, como condição financeira. E esta condição é proporcionada por recursos de várias fontes, sendo uma das mais importantes a contribuição sindical. Esta contribuição paga anualmente pelas empresas ajuda as entidades ligadas ao setor, tais como sindicatos, federações e confederações, a cumprir o seu papel de transcendental importância de manutenção e desenvolvimento dos segmentos econômicos a que pertencem. Todavia, para que o sindicato possa alavancar o setor a que pertence, cabe às empresas se unir em torno dele levando suas demandas, para que a entidade então procure os caminhos para romper os gargalos do Marcos Oliveira – presidente Sindipneus/CE Sindicato das Indústrias de Recauchutagem e Prestação de Serviços e Reforma de Pneus e Similares no Estado do Ceará Sem recursos, nenhuma instituição consegue desenvolver e executar projetos Quando não há essa participação, é natural criticar o desconhecido. A falta de tempo para participação em sindicatos e associações talvez seja a baixa motivação dos empresários em recolher a contribuição social e até mesmo de se associar. Quando o empresário se associa e participa da vida sindical, além usufruir dos serviços oferecidos, tem a possibilidade de encontrar na vida sindical a oportunidade de resolver conflitos que dentro de sua própria empresa ele achava impossível resolver. A contribuição sindical é uma das principais fontes de recursos dos sindicatos. E se o empresário não recolhe em dia essa contribuição, acredito que fica muito difícil para as lideranças sindicais assumir compromissos na representação e defesa da classe que representa. Acredito que uma efetiva participação do empresário nos sindicatos e associações possa gerar além de muita informação do setor, oportunidade de conhecer os serviços oferecidos pelo mesmo. Rogério Pereira dos Santos – presidente Sindibores (Sindicato da Indústria da Borracha e da Recauchutagem de Pneus no Estado do Espírito Santo) Contribuição A importância que os sindicatos têm para nós empresários é vital. Precisamos nos unir para fazer com que a nossa voz seja ouvida onde for necessário. Muitos de nós temos por hábito pensar que não precisamos nos envolver com sindicatos, que isso não tem nada a ver com a nossa empresa, e é aí o grande equívoco. Devemos unir as nossas forças para que juntos possamos fazer com que o nosso setor melhore. Juntos, temos representatividade para cobrar das autoridades competentes mais regulamentações, padronizações e maior e melhor fiscalização no setor – não para multar, mas para que todos tenham as mesmas condições de trabalho. Unidos, temos força para buscar soluções de questões como a falta de mão de obra no segmento, a imagem em relação ao meio ambiente – pela qual constantemente somos taxados de vilões, sendo, na realidade, completamente o contrário, entre tantos fatores mais. E todas essas ações nós só conseguiremos se estivermos juntos, se tivermos os mesmos objetivos, a mesma visão e só através de sindicato podemos realizar essa tarefa. Quanto às contribuições sindicais, elas são essenciais para que os sindicatos consigam sobreviver. Sem dinheiro, não se consegue nada, o dinheiro é o combustível necessário para que toda e qualquer instituição sobreviva e possa fazer as tarefas para as quais ela foi organizada. Não consigo pensar de modo diferente e não consigo imaginar que alguém pense o contrário. O sindicato é formado por nós e para o nosso setor, para buscar benefícios e soluções para todos. Antônio Cláudio Vieira – presidente Sindbor/PR Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha do Estado do Paraná BORRACHEIROS FORMADOS No dia 26 de novembro foi encerrado o Curso de Borracheiro, uma iniciativa do PlanSeQ (Plano Setorial de Qualificação), por meio do IMDC (Instituto Mineiro de Desenvolvimento) e em parceria com o Sindipneus. O curso gratuito de capacitação para montadores de pneus teve início no dia 6 de outubro, contou com aulas teóricas e práticas em empresas associadas e foi ministrado pelo engenheiro mecânico e consultor técnico do Sindipneus, Vanderlei Carvalho. Sete alunos concluíram o curso e empresas associadas já se interessaram em empregá-los. “Foi uma ótima oportunidade para qualificar e profissionalizar gratuitamente o pessoal da função de montagem de pneus, para que eles tenham melhores condições de oferecer um serviço de alta qualidade para os clientes”, diz Vanderlei Carvalho. SERVIÇOS Ilustração (editada): Ministério da Saúde COMBATE À DENGUE 10 | Pneus & Cia. por Mariana Conrado É chegado o verão, e o assunto, necessariamente, volta à tona: a dengue. A doença concentra-se no mesmo período todos os anos no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 70% dos casos acontecem entre janeiro e maio, quando há mais chuvas e aumento de temperatura. O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, infecta, no mundo, mais de 100 milhões de pessoas por ano. No Brasil, a dengue é uma das doenças de maior impacto na saúde pública. Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, em 2009 foram registrados no país 480.919 casos e confirmados 298 óbitos. Em último levantamento, esses dados aumentaram consideravelmente. Até meados de outubro de 2010, foram notificados 936.260 ocorrências, 14.342 casos graves e 592 mor- tes. As estatísticas atuais são preocupantes, no entanto o coordenador ressalta que os números do ano de 2010 ainda são suspeitos, sujeitos a alterações. E enquanto não existem vacinas disponíveis contra a doença, nem medicamentos que impeçam a contaminação, a forma mais eficaz de prevenir a dengue é impedir a proliferação do vetor, eliminando os lugares que facilitam a sua reprodução e, assim, evitando o nascimento de mais mosquitos. Para o Ministério da Saúde, somente uma ação conjunta entre poder público, setor privado e população pode controlar a dengue. Criadouros artificiais – menos foco nos pneus Geralmente resultantes das ações dos homens, os viveiros do Aedes aegypti podem ser formados em qualquer lugar que acumula água. São pontos propícios para o nascimento do mosquito, entre outros, locais como pratos de plantas, caixas d’água, piscinas sem cuidado e desprotegidas, lixeiras abertas e também os pneus abandonados a céu aberto de forma imprópria. Por isso, é preciso atentar para o pneu inservível, ainda que ele não seja o foco predominante da dengue, considerando dados de 2010 do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti – LIRAa, que aponta que o lixo, categoria que inclui os pneus por ser um criadouro removível, foi menos propício ao nascimento de mosquitos em todo o país (141,6%) do que os depósitos domiciliares (145,8%), como vasos, pratos, ralos, piscinas, e do que os abastecimentos de água (212,5%), como caixas d’água, tambores e poços. Giovanini Coelho ressalta que a destinação final dos pneumáticos é uma das questões que recebem atenção especial do Ministério da Saúde para o controle da dengue. O Programa Nacional de Controle da Dengue explica que, de acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, locais como borracharias e ferros velhos são onde as atividades de vigilância devem ser realizadas a cada duas semanas, com monitoramento da presença de larvas e aplicação de larvicidas e inseticidas residuais. “Além disso, é papel dos gestores municipais atuar em parceria com as empresas privadas para a instalação dos ecopontos”, opina o coordenador. Pontos de coleta: reforço para o combate Para Coelho, desde o início dessa política houve uma evolução positiva no número de ecopontos e um resultado bastante animador: “só no primeiro semestre de 2010, houve recolhimento e destino adequado de 29,3 milhões de pneus sem condições de uso. Desde 1999, foram cerca de 270 milhões de pneus recolhidos”, informa. E esses pneus não oferecem mais riscos de se transformar em criadouros para mosquitos transmissores de doenças, significando menos foco para a dengue. O trabalho de coleta e destinação de pneus inservíveis é realizado pela Reciclanip, iniciativa da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – Anip, em parceria com as prefeituras municipais. No último registro, a entidade ressalta a marca de 469 pontos de coleta em todo o país. Em cada um destes locais, os pneus são recolhidos e transportados até as empresas de trituração ou de reaproveitamento e reciclagem. Esse trabalho com os pneus inservíveis evita as queimadas a céu aberto, o abandono em lixões e o acúmulo em rios e lagoas, preservando a saúde pública e o meio ambiente. Isso porque, pneus descartados em locais impróprios, além da possibilidade de se transformarem em locais propícios para criadouros de mosquitos transmissores de doenças, também podem liberar substâncias tóxicas na atmosfera, entre outros fatores. Pela legislação vigente, estabelecida pelo Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, a Resolução nº. 416, para cada pneu novo comercializado, um pneu inservível deve ter destinação ambientalmente adequada. Quando pensar em moldes para pneus não tenha dúvida. Golden Molds. Fabricamos: • Moldes Remold e Recauchutagem para pneu de passeio; • Moldes Remold para pneu de motocicleta; • Moldes Remold e Recauchutagem para utilitários; • Moldes Recauchutagem para pneu de carga (transporte); • Talonetas para saco de ar e Bladder (maq. nacional e importada); • Cone de Bladder (maq. importada) e etc. NOSSOS MOLDES TEM GARANTIA DE 5 ANOS Vendas (21) 3102-6533 www.goldenmolds.com Estrada Gonçalves Dias, 248 • Posse CEP 26020-330 • Nova Iguaçu • RJ Fazendo a diferença Não só em obediência à lei, mas os empresários e demais profissionais do setor de pneus podem fazer a diferença para ajudar no controle da dengue. Para o coordenador Giovanini Coelho, parcerias com prefeituras para instalação de ecopontos, projetos para recolhimento e destinação adequada de pneus, campanhas de informação à população sobre a destinação de pneus e o que é feito com eles quando são entregues em locais adequados, são alguns exemplos de ações para combater a dengue. Mas a colaboração para o controle da doença não é só responsabilidade do poder público e do poder privado, é também da população. “A sociedade tem um papel fundamental na prevenção, já que ela é a principal responsável pela eliminação de criadouros dentro de casa. Isso inclui acabar com o hábito de acumular lixo e armazenar objetos que não são mais úteis, como os pneus”, afirma Coelho. O coordenador ressalta que é importante que as pessoas se conscientizem de que um pneu parado de forma que pode acumular água representa risco à saúde de toda a comunidade. “É preciso evitar guardar pneus desnecessariamente”, alerta Coelho. Para ele, os pontos de coleta são os melhores locais para deixar um pneu que não tem mais serventia, não é nem passível de reforma. 12 | Pneus & Cia. O presidente do Sindipneus, Paulo Bitarães, acredita que outra atitude ideal e prática que a sociedade deve ter é, na hora da compra do pneu, já deixar o pneu trocado na própria loja. “Caso a pessoa já tenha o pneu usado em casa, ela deveria levá-lo para uma loja credenciada a dar a destinação final adequada, de preferência em reformadora, para que os profissionais verifiquem a condição do pneu. Se ele de fato estiver inservível, a empresa se encarrega de encaminhá-lo a um fim ambientalmente correto”, opina Paulo, enfatizando que “o melhor é evitar levar o pneu trocado para casa, para não correr o risco de armazená-lo inadequadamente, podendo, assim, prejudicar o meio ambiente e a saúde de sua família e vizinhança”. Como reconhecer o agente inimigo: O mosquito Aedes aegypti é diferente do pernilongo doméstico, por ser menor, mais escuro (cor marrom ou preta) e ter listras brancas no corpo e nas pernas. A fêmea do mosquito se infecta ao picar a pessoa contaminada. O mosquito então mantém o vírus em sua saliva e o retransmite em novas picadas. Uma vez com a dengue, a fêmea se torna vetor permanente da doença e pode ser que crias já nasçam infectadas. Principais sintomas: Uma pessoa infectada pelo vírus da dengue clássica pode apresentar febre, náuseas, dores de cabeça, no corpo e no fundo dos olhos, entre outros vestígios. Na contaminação pela dengue hemorrágica, o quadro clínico é mais grave. Além dos indícios da doença comum, a pessoa pode apresentar também manchas vermelhas na pele, sangramentos pelo nariz e gengivas, dores abdominais etc. A dengue hemorrágica pode levar a pessoa à morte em até 24h. Tratamento: Não existe tratamento específico para a dengue, são receitados medicamentos para combater os sintomas, mas somente com orientação médica eles podem ser consumidos. Não se pode tomar nenhum remédio por conta própria. É preciso repousar e ingerir muito líquido, principalmente água e soro caseiro. Prevenção Com medidas simples pode-se combater a dengue. Não deixe acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas, garrafas pet, pneus velhos, jarros, vasos de plantas, sacos plásticos, lixos etc. Mobilize toda sua família, vizinhança e colegas de trabalho a fazer o mesmo. Fonte: Ministério da Saúde Novas doenças: mais motivos para a prevenção Recentemente, o Brasil detectou três casos importados de um novo vírus, também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Trata-se da febre da Chikungunya, doença que tem causado epidemias na África e no sudeste Asiático e que exige ainda mais a intensificação das medidas de prevenção. Portanto, não é apenas a prevenção da dengue que ganha com a destinação adequada de pneus e eliminação de outros criadouros. Diminuir os índices de infestação é fundamental também para evitar que haja transmissão sustentada deste novo vírus no país. Fonte: Coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho. Pediu, chegou. In Foco Brasil Produtos, ferramentas e acessórios para reformadoras, lojas de pneus e borracharias. www.gebor.com.br (31) 3291-6979 Rua Cassia, 26 lj.01 - Bairro Prado - Belo Horizonte - MG [email protected] CENÁRIO SETOR DE PNEUS PARCEIRO DO MEIO AMBIENTE O impacto ambiental ainda é uma das principais preocupações de muitos empreendedores do setor de pneus e até mesmo de usuários, por causa da destinação imprópria dos pneumáticos. Conforme dados coletados pela organização internacional, a produção de pneus novos está calculada em aproximadamente dois milhões por dia em todo o mundo e o descarte de pneus velhos chega a atingir, anualmente, a marca de quase 800 milhões de unidades. De acordo com pesquisas realizadas por meio da Internet, estima-se que só no Brasil sejam produzidos cerca de 40 milhões de pneus por ano e todos estes pneus precisam de uma destinação final. A recauchutagem de pneus é atualmente uma das melhores senão a melhor alternativa para os pneus que estão gastos e que por falta de informação são descartados inadequadamente ou não sabem como prolongar a vida útil do pneu. 14 | Pneus & Cia. Você sabia que o Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial de recauchutagem de pneus? Nosso país se aprimorou na técnica de recauchutagem, proporcionando o aumento da vida útil do pneu em 100%, e ainda uma economia de aproximadamente 80% de energia e matéria-prima em comparação aos pneus novos. Todas essas vantagens contribuem ainda com a luta pela conservação do nosso meio ambiente. A recauchutagem é um processo que, por meio de técnicas, produtos de qualidade e tecnologia inovadora, pode garantir a qualidade e durabilidade do pneu. É importante ressaltar que o Brasil possui indústrias que fabricam artefatos de borracha da mais alta qualidade, proporcionando maior tempo de vida útil ao pneu recauchutado. Sendo assim, ao efetuar a compra de matéria-prima como banda pré-moldada, camelback, ligação, cola, antiquebra entre outros produtos, é de suma importância pesquisar a empresa fornecedora destes produtos. Recauchutar um pneu hoje é sinônimo de economia e conscientização ambiental. “A recauchutagem tem sido um mecanismo bastante utilizado para conter o descarte de pneus usados” (KIT RESÍDUOS: Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, 2006, p. 105) O processo de recauchutagem oferece ao usuário a alternativa de renovar o pneu (em condições anteriormente avaliadas pela empresa) em média três vezes para transporte de cargas pesadas, para carro de passeio é aconselhável uma vez, e para pneus de avião, em média 10 vezes por pneu. O fato de a recauchutagem colaborar com a sustentabilidade do planeta não exime o comprometimento da empresa em desenvolver um plano de ação para diminuir a produção de resíduos poluentes os quais também podem ser causados neste processo. Existem várias opções para uma empresa de recauchutagem bem como fabricantes de borracha contribuírem com o meio ambiente, incorporarem uma política ambiental, destinação correta do produto final e descarte, manutenção e calibração dos equipamentos e maquinário, monitoramento e controle da temperatura no ambiente interno bem como a emissão de gases e fumaça, adequação no uso e armazenamento dos materiais utilizados, treinamento e conscientização do quadro de funcionários, controle da poluição sonora e o uso de EPIs, treinamento e esclarecimento das questões ambientais. A realização de pequenas atitudes conscientes pode resultar em grandes lucros para a empresa e o lucro maior será para o nosso meio ambiente. Valderez A. Penna Rank – Gestora de Desenvolvimento e Expansão da Rank Borracha Site: www.rankpneus.com.br E-mail: [email protected] ESTRATÉGIA COMO TORNAR SUA EMPRESA UM FRACASSO EM 2011 E equipe. A sua empresa não precisa de PhD e o mercado está cheio de gente precisando trabalhar, então não é necessário pagar altos salários. No entanto, mostro aqui um caminho inverso. Aposto que já leram muitos artigos sobre como ser um sucesso. Mas é possível listar pelo menos 10 itens em gestão, que, se não tratados com o devido cuidado, provocarão um desastre. Vamos ao processo: “Detone sua empresa”. 7) Controles Não perca muito tempo com a papelada. As duplicatas você manda para o banco já com ordem de protesto e em caso de atraso eles se incumbem de cobrar. Contas a pagar, se os boletos não chegarem, pague com atraso, a culpa não é sua. O fornecedor pode reclamar, mas ele precisa de você e vai lhe dar crédito. 1) Clientes Não lhes dê atenção. Visite apenas para promover vendas. Eles também não têm interesse em conversar sobre outro assunto que não seja “pedir descontos”. Quando lhe disserem que sem atenção você poderá perdê-los, saiba que é tudo lorota. Com um bom desconto, você os recupera. 8) Logística Um modismo. Quando os produtos ficarem prontos é só despachar. O custo do excesso de controle sai mais caro que o frete. Se a transportadora está com custo alto é só trocar. sta é uma época do ano para debates e reflexões sobre estratégias, ações e resultados. Manuais, previsões, simpatias, tudo que puder ser usado para um 2011 cheio de realizações será aproveitado. 2) Marca Pura fantasia. Importante é produto bom. Investir em mídia, divulgação, é para quem tem dinheiro. Para que gastar com propaganda quando as pessoas só procuram preços baixos? 3) Preço Preço cada um faz o seu. Importante é não perder negócio. Bobagem perder tempo com planilhas de custos e margem de lucro. Quanto mais cálculos são feitos, mais gente é necessário contratar e mais gasto tem a empresa. 16 | Pneus & Cia. 4) Qualidade Qualidade é relativa. O consumidor está atrás de preço. Quando o preço é bom, ele não presta muita atenção no produto. Nada dura para sempre, então a qualidade acompanha o preço. Sempre é possível encontrar matéria-prima de qualidade razoável para reduzir custos. 5) Equipe de vendas Todos os vendedores são iguais. Se não está apresentando resultados, contrate outro. Vá trocando até acertar. O cliente quer produto com preço bom, não está preocupado com quem o visita. 6) Equipe interna Simplifique o trabalho, não invente. Quanto mais simples, mais barata a 9) Linhas de crédito Não é necessário conversar com muitos bancos. Escolha um ou dois e pronto. Todos são iguais e têm as mesmas taxas. Não adianta ficar fazendo controles. Estes saem mais caro que as despesas bancárias. 10) Centralize, não delegue. Ninguém conhece a empresa como você, portanto, é bom que façam o que você manda. Pronto, mas ainda não temos o almanaque do desastre. Agora é necessário ter paciência. Neste momento, o dono do negócio vai estar sob fogo pesado e sabe onde vai estar aquele pessoal que ele acha que não é muito competente e precisa receber ordens o tempo todo? Criando soluções inacreditáveis para que a empresa não vá para o buraco. Lutando para garantir o emprego! Pois é, ele vai descobrir talentos que nunca imaginou que existiam. Bom, agora só resta torcer para que a equipe não seja competente e criativa para que o fracasso seja um sucesso! Ivan Postigo – diretor de Gestão Empresarial da Postigo Consultoria Comunicação e Gestão Site: www.postigoconsultoria.com.br E-mail: [email protected] CAPA 2011 E O SETOR DE PNEUS 18 | Pneus & Cia. O QUE ESPERAR DO GOVERNO DILMA E DA NOVA PORTARIA DO INMETRO por Ruleandson do Carmo O ano de 2011 começa com mudanças significativas para o Brasil. O novo ano marca a mudança do governo e o início de uma nova etapa na história do país: pela primeira vez, o Brasil tem uma presidenta, a economista Dilma Rousseff. Mas outras mudanças também acompanham 2011 e afetam o setor de pneumáticos em específico, como a nova Portaria nº. 444, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro, que obriga as empresas reformadoras de pneus a emitir certificados de garantia de seus produtos. Diante dessas mudanças, algumas perguntas são inevitáveis. Como ficará o país com o governo Dilma? O que os empresários podem esperar da primeira presidenta? O que a economia trará como desafios ao novo governo? Como a nova Portaria do Inmetro impactará o setor de pneus? Diante de dúvidas como essas, a Pneus & Cia. preparou uma matéria especial com as expectativas para o Brasil e para o setor de pneus em 2011 e nos próximos anos. A economia em 2011 Há quem diga que para se saber como será o futuro, basta que se olhe atentamente para o passado. Por isso, para se falar em expectativas para 2011, é preciso primeiro avaliar como o Brasil se comportou economicamente em 2010. Segundo o último balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, somente no 3º trimestre de 2010 a economia brasileira cresceu 0,5% se comparado ao mesmo período de 2009, sendo que o total de riquezas produzidas pelo país chegou ao montante de R$937,2 bilhões. Ainda segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto – PIB cresceu 6,7% entre julho e setembro de 2010, se comparado ao mesmo período de 2009. Na coletiva de imprensa, o então ministro revelou que “o ritmo de crescimento está superior a 8% durante o ano de 2010. Isso também se deve à revisão que foi feita no PIB de 2009. A retração, que era de 0,2%, passou para um recuo de 0,6%. Os números de 2010, na comparação, acabam fi- Ministro da Fazenda no último governo Lula, Guido Mantega, também Ministro da Fazenda no governo Dilma, afirmou durante o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC que o crescimento do PIB brasileiro de 8,4%, no acumulado de janeiro a setembro de 2010, representa o segundo maior crescimento registrado dentre as grandes economias mundiais. Na coletiva de imprensa, Mantega disse que “os três primeiros trimestres de 2010 apontam para um crescimento de 8,4%. Portanto, o PIB está rodando a 8,4%. Na comparação com as grandes economias, este é o segundo maior PIB, ficando atrás apenas do PIB chinês. Com 8,4%, ficamos maiores do que a Índia, que, em geral, é a segunda colocada”, analisou Mantega. Para o ministro, o PAC contribui e contribuirá para a economia brasileira ficar ainda mais próxima das grandes potências. Os números da economia brasileira em 2010 são tão otimistas que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, formada por 31 países, elevou em cinco décimos a expectativa de crescimento do país em 2011. No último relatório, a organização estima que o Brasil cresça cerca de 5%. A projeção se aproxima da divulgada pelo Banco Central – BC, realizada por analistas do mercado financeiro. De acordo com o BC, o PIB brasileiro deve crescer 4,5% em 2011. E o otimismo não é somente dos medidores econômicos, de acordo com o Barômetro Global de Otimismo, pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, os brasileiros são o segundo povo mais otimista do mundo em relação à expectativa para 2011. O estudo do Barômetro do Ibope revela que 73% dos brasileiros acreditam que 2011 será um ano melhor do que o ano que passou, ultrapassando em muito a média global de 42% e ficando atrás somente da Nigéria, em que 83% da população está otimista com o novo ano que se inicia. No Brasil, o medidor de otimismo, construído por meio de indicadores de esperança e descrença, é o mais alto da história, desde os últimos 30 anos, quando a medição começou a ser feita. Outros da- 19 | Pneus & Cia. Apesar de os números referentes a todo o ano de 2010 ainda não terem sido fechados, o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, garantiu, em avaliação divulgada pelo governo federal no fim de 2010, que o crescimento do PIB em relação ao último ano será de no mínimo de 7,5%, podendo chegar a 8%”. cando maiores”. Bernardo acrescentou ainda que os investimentos na economia chegaram a 18,3% do PIB no ano passado e que a tendência é que o país continue crescendo em 2011, mesmo que em um ritmo um pouco menor. dos do estudo mostram que 56% dos brasileiros estão otimistas especificamente com a economia brasileira em 2011, sendo o Brasil um dos países nos quais há o menor índice de pessimismo econômico: apenas 9% dos brasileiros pensam que a economia do país será pior em 2011 do que em 2010. Otimismo fundado De acordo com o economista da Fundação Getúlio Vargas, Evaldo Alves, o otimismo brasileiro com o ano de 2011 e, principalmente, com a economia, tem fundamento. Fazendo um balando do governo Lula, que presidiu o país nos últimos oito anos, Alves diz que “o balanço, tanto no aspecto econômico como no empresarial, foi o de aproveitar o momento favorável da economia mundial para incentivar a economia brasileira a crescer também. Quando a crise surgiu em 2008, o direcionamento da economia para o mercado interno também ajudou a atenuar os efeitos da turbulência no âmbito internacional por meio dos incentivos fiscais para os bens de consumo duráveis, como automóveis, eletrodomésticos inclusive os da linha branca”. 20 | Pneus & Cia. Também analisando o governo Lula, que acaba de ser encerrado, o presidente da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – Anip, Eugênio Deliberato, fala sobre os últimos anos para o setor de pneus: “No caso da indústria de pneumáticos, acho importante destacar a decisão do governo de proibir a importação de pneus usados. Esse era um grande problema para o meio ambiente, pois estávamos trazendo lixo para o Brasil. Também foi fundamental a instituição da taxa antidumping para os pneus chineses que estavam chegando ao Brasil com preços abaixo do normal. A decisão do dumping foi séria, fundamentada e foi resultado de um amplo trabalho de membros do governo por meio do Ministério das Relações Exteriores”. Ainda segundo Deliberato, do ponto de vista macroeconômico, o Brasil teve com o governo Lula bons resultados, especialmente durante o período de crise: “É claro que 2009 foi um ano duro para muitos setores, especialmente para o de pneus, mas conseguimos nos recuperar agora em 2010 porque a economia brasileira tem se mostrado sólida”. Expectativas com o governo Dilma O governo da presidenta Dilma apenas se inicia, e os números relativos a ele são somente de expectativas. Segundo o Instituto Sensus, para cerca de 70% da população brasileira, Dilma fará um governo ótimo ou bom. De acordo com os especialistas ouvidos pela matéria, o governo Dilma deve manter a linha de in- vestimentos econômicos do governo Lula. Para o economista da Fundação Getúlio Vargas, Evaldo Alves, “o governo Dilma, teoricamente, deverá ser um governo de continuidade, no entanto, deverá enfrentar o desafio de controlar a inflação que já dá mostras de tendências de aceleração. Ainda não está em patamares que fogem ao controle, no entanto as medidas corretivas deverão ser tomadas o mais rápido possível para que a inflação não se alastre. Considerando que os itens mais atingidos são os relativos aos alimentos, as correções deverão ser tomadas rapidamente em decorrência de seu impacto social”. Segundo o presidente da Anip, Eugênio Deliberato, “como a Dilma possui um perfil desenvolvimentista, espero que ela continue a investir no desenvolvimento do país, protegendo a indústria nacional”. Aspecto empresarial e setor de pneus em 2011 Fortemente relacionado ao setor de pneus está o setor automobilístico. Portanto, se depender do balanço de 2010 e das expectativas para 2011 divulgadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea, o ano de 2011 será promissor para o ramo de pneumáticos. Segundo a Anfavea, o mercado interno de veículos encerrou 2010 com cerca de 3,45 milhões de unidades, crescimento de 9,8% sobre os 3,14 milhões de veículos comercializados em 2009, sendo que a expectativa da associação é que o setor de automobilístico cresça aproximadamente 5% no mercado interno. Para o economista Evaldo Alves, “o ano de 2011 deverá ser um ano de maior competição e disputa por mercados, favorecendo os que forem mais ágeis e inovadores. O cenário deverá ser de crescimento, no entanto, mais atenuado que o de 2010. As oportunidades serão mais generosas para os empresários que buscarem inovar e apresentar soluções criativas para o consumidor”. Para o presidente da Anip, Eugênio Deliberato, “do ponto de vista de produção e qualidade, somos uma indústria madura, sólida e com tecnologia de ponta. Se considerarmos o ambiente no qual estamos nos desenvolvendo, considero que há algumas questões que precisam ser mais bem trabalhadas, como entraves para exportação, melhoria de infraestrutura de transportes e incentivos fiscais”. Selo de garantia para o setor de pneus No Brasil, segundo a Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus – ABR, existem 1,6 mil empresas reformadoras de pneus, responsá- veis pela reposição anual de 7,6 milhões de pneus no mercado, o correspondente a dois terços dos pneus utilizados pelas frotas de ônibus e caminhões. No fim de 2010, o Inmetro publicou uma nova Portaria que vai alterar o setor de pneus, em especial o de reforma. A Portaria nº 444, de 19 de novembro de 2010, obriga as empresas reformadoras de pneus de ônibus e caminhão a serem certificadas pelo Inmetro. De acordo com o texto da Portaria, o objetivo da medida é estabelecer os “Requisitos de Avaliação da Conformidade – RAC para o serviço de reforma de pneus para automóveis, camionetas, caminhonetes, veículos comerciais, comerciais leves e seus rebocados, com foco na segurança, através do mecanismo de Declaração da Conformidade do Fornecedor, visando a propiciar confiança ao consumidor no cumprimento dos requisitos de segurança para o produto”. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Revenda e Prestação de Serviços de Reforma de Pneus e Similares do Estado de Minas Gerais – Sindipneus MG, Paulo Bitarães, a medida do Inmetro vem ao encontro de um anseio do setor de reformas, pois profissionaliza o ramo: “com o certificado do Inmetro, o setor de reforma amplia sua regulamentação, algo do qual ainda carece. A Portaria do Inmetro traz uma garantia de qualidade aos pneus reformados, fazendo com que o setor deixe de ser considerado amador por alguns”. Ainda segundo Bitarães, o certificado do Inmetro aumenta a confiança do consumidor doméstico e do transportador nos pneus reformados: “por isso, quem for reformar o pneu deve ficar atento e procurar empresas certificadas pelo Inmetro, para ter a certeza de pagar por um bom produto”. As empresas reformadores de pneus têm até 19 de dezembro de 2012 para emitir os certificados, informa o Inmetro. PNEUS E FROTAS ATENÇÃO AOS PNEUS E À REVISÃO GERAL DOS VEÍCULOS I 22 | Pneus & Cia. nício de ano, 13º salário no bolso, período de férias. Hora de fazer a revisão no carro. Para quem acompanha o noticiário, sabe que nessa época aumenta o tráfego nas estradas e, com ele, a ocorrência de acidentes causados em grande parte pela imprudência e pelo mau estado de conservação dos veículos o que também é, por si só, uma imprudência. Dentre outras coisas, deve-se verificar o estado da suspensão, se precisa ou não trocar os amortecedores, molas, buchas, coxins e outros componentes do sistema, fazer balanceamento de pneus e alinhamento de rodas. Deles depende diretamente o resultado obtido com os pneus e, se houver algum problema, o desgaste da banda de rodagem será irregular, denunciando a existência de algo errado. Não adianta só trocar os pneus, pois isso é agir apenas sobre o efeito e não sobre a causa. Verifique a profundidade de sulco dos pneus em vários pontos da circunferência e por toda a largura da banda de rodagem. Encontre o ponto mais gasto e então faça a medição. Nunca faça média ou qualquer outro cálculo, a que vale é a menor medida encontrada. E não esqueça que abaixo de 1,6 mm de profundidade de sulco, o pneu já está careca. Dependendo do desgaste apresentado, faça o rodízio dos pneus lembrando sempre que, em se tratando de automóveis, os melhores pneus devem sempre estar montados no eixo traseiro, para sua maior segurança. Não caia em conversa fiada de que o melhor pneu deve estar na tração. Em automóvel, o melhor é sempre atrás, não importa qual o eixo de tração. No transporte em geral, nessa época do ano costuma haver um aumento no fluxo de ônibus rodoviários e na carga urbana, principalmente na distribuição de bebidas, enquanto em outras atividades há uma ligeira diminuição da atividade. Com as férias escolares, o transporte urbano de passageiros tem uma pequena queda, exceto em cidades litorâneas ou turísticas, e, com indústrias e empresas promovendo férias coletivas, cai também o transporte de cargas. E, em algumas regiões do país, é época de entressafra. Tudo isso torna a ocasião bastante propícia a uma revisão geral das condições dos veículos já que sua presença nos pátios e garagens das empresas os deixa à disposição da equipe de manutenção, sempre tão pressionada pelo setor de operações e desprezada em sua importância, fundamental para manter a frota em condições de rodar com segurança, economia e eficiência. Em todos os anos de atividade que tenho com pneus, uma única vez vi uma situação em que se aproveitou a ocasião para fazer uma manutenção geral. Aconteceu numa usina de açúcar no Mato Grosso em que, por ser época de entressafra, praticamente toda a frota de máquinas, caminhões e reboques estava parada. Com isso, foram retiradas as rodas e desmontados os pneus em 100% dos veículos parados no pátio. Os pneus eram examinados, retiradas pedras do meio dos sulcos, verificadas as condições gerais e dos consertos em particular. Se necessário, o conserto era removido e substituído por outro. Uma vez que os pneus estavam à disposição, foi avaliado o desenho da banda de rodagem e medidos o sulco e o diâmetro dos pneus. Com esses dados, os pneus foram separados em grupos de quatro com o melhor emparelhamento possível, para serem montados posteriormente. As rodas foram lavadas, jateadas com areia para remover ferrugem, e pintadas uma a uma, por dentro e por fora. Isso, aliás, foi o que mais me chamou a atenção. É comum vermos, principalmente em em- Com o uso de uma máscara para proteger os pneus, a pintura é feita no local, sem sequer retirar as rodas do veículo e, ao aplicar camada sobre camada de tinta, a película vai ficando cada vez mais espessa, trazendo consequências negativas durante o uso. A camada de tinta excessivamente espessa que se forma ao longo do tempo pela sobreposição de várias demãos aumenta a retenção do calor gerado nas frenagens, sempre uma constante no uso urbano. Esse calor é conduzido pela roda e transmitido aos talões através do flange, e é a principal causa da ocorrência de ressecamento da borracha e do aparecimento de trincas nessa região. Devemos lembrar sempre que consertos na região dos talões são proibidos por lei, caso os arames internos estejam aparentes. Outro problema da repintura é que a tinta, com o calor gerado, acaba por amolecer. Quanto mais espessa for a camada, maior e pior é a possível folga que irá aparecer podendo causar a soltura das porcas. Faz algum tempo que em uma empresa em São Paulo ocorreram três acidentes consecutivos com perda de roda e até de todo o eixo traseiro. Houve inclusive vítimas fatais e o resultado é óbvio. A empresa já não existe mais. Também é o momento de verificar o estado de porcas, castanhas e parafusos (ou prisioneiros, como dizem algumas pessoas). Se a rosca estiver danificada, troque por uma nova. Se trocar castanhas, o ideal é substituir todas ou, pelo menos a metade e, nesse caso, ao fazer a montagem vá intercalando uma nova com uma antiga. Os frisos e anéis devem ser limpos, jateados e pintados. Se houver trinca, troque por outro. Ao desmontar um conjunto pneu e roda, mantenha o friso junto da roda de onde foi retirado. Nunca separe um e outro. O friso deve voltar para a mesma roda em que estava antes, pois podem existir diferenças de largura, espessura e comprimento, e uma montagem forçada, mesmo que seja possível, trará danos futuros. Ao montar, verifique a folga entre as extremidades, que deve ser em torno de 1,5 cm. Nunca faça emendas ou soldas nos frisos. Para quem tem controle de pneus, aproveite para verificar se os dados existentes no sistema coincidem 23 | Pneus & Cia. Câmaras de ar foram lavadas e passaram por avaliação de suas condições e também dos seus consertos. Se necessário, um novo conserto era aplicado ou a câmara era substituída. O mesmo foi feito com válvulas e bicos, e todos receberam tampas. presas de transporte urbano de passageiros, uma preocupação com a pintura das rodas, afinal isso contribui para a apresentação dos veículos e para a imagem da empresa. Mas, com freqüência, cometese um erro muito grande: a repintura feita sem que as rodas sejam previamente jataeadas. Conjuntos pneu e roda devem ser balanceados. Em automóveis e na dianteira de veículos pesados, o ideal é fazer o balanceamento montado no veículo, com a chamada “lambreta”. Isso permite que sejam corrigidas distorções decorrentes dos pneus, rodas, rolamentos, discos de freio, tambor etc. ao corrigir eventuais problemas de peso de todos os elementos do conjunto rodante. Para as montagens geminadas, com pneus duplos, o balanceamento montado não é possível e por isso é comum que nem seja feito, o que é um erro enorme. Nesse caso, deve ser feito o balanceamento nas máquinas de coluna. Esse método corrige diferenças apenas do conjunto pneu e roda, mas não do restante. Se não é o ideal, é muitíssimo melhor do que não fazer. Mas essa visão é de quem não faz as coisas corretamente. Se em cada conjunto pneu e roda for feito o balanceamento na coluna já com o prolongador na roda interna e a presilha na roda externa, ao fazer a montagem, ambas já estarão equilibradas com as diferenças neutralizadas pelos contrapesos adicionados. Uma eventual transferência de peso pelo apoio do prolongador na roda externa é desprezível, quando comparado com o habitual conjunto que sequer foi balanceado. Esse arranjo tem ainda duas grandes e excelentes vantagens: a presença do prolongador possibilita a calibragem do pneu interno, em geral negligenciada pela dificuldade de acesso à válvula, e facilita o trabalho do borracheiro, reduzindo o tempo necessário para calibrar, já que as válvulas estão próximas. Pura logística. Outra providência bastante útil é montar o pneu com a marcação a fogo sempre coincidindo com a posição da válvula, como pode ser visto na imagem abaixo. Tirei esta foto numa empresa de ônibus urbano, no litoral paulista. Fotos: Pércio Schneider com o real dos pneus montados no veículo (veículo x posição de montagem x número a fogo), bem como a descrição dos demais itens de controle, como quilometragem ou hora do veículo, descrição do pneu (marca, modelo, medida, desenho) e profundidade de sulco. Na frota de um frigorífico em Goiás, um caso muito interessante, um cuidado adotado por um borracheiro bastante consciente de suas responsabilidades. Caso raro. Eram todos conjuntos de cavalo mecânico e semirreboque boiadeiro, as válvulas das rodas internas com prolongadores devidamente fixados com presilhas e 100% das válvulas com tampinhas. Ao fazer a montagem, o borracheiro tomava o cuidado de deixar as válvulas próximas uma da outra, como pode ser visto na foto a seguir. Essa prática é especialmente útil em usinas, mineradoras e outras atividades em que os pneus constantemente fiquem sujos. 24 | Pneus & Cia. Já escovei muito pneu para tirar o barro até encontrar o número a fogo, imagine fazer isso num treminhão carregado de cana, debaixo do sol. Com essa montagem, basta achar a válvula para encontrar a marcação a fogo e o número do pneu. Muitas vezes, sou questionado sobre isso, que seria errado, com o argumento de que nessa disposição há um acúmulo excessivo de peso concentrado numa mesma região, provocando desbalanceamento. Aliás, aprendi muito nessa empresa de ônibus com um dos maiores conhecedores de pneus que já tive oportunidade de encontrar, de quem tirei muitas lições que, com o tempo, vou lhes repassar nesse espaço. Pércio Schneider – especialista em pneus da Pró-Sul E-mail: [email protected] CONEXÃO MANUTENÇÃO PREVENTIVA DOS VEÍCULOS por Mariana Conrado D iz um ditado popular que “é melhor prevenir que remediar”. Talvez esse seja um dos discursos mais falados por aí. Mas o clichê é bem aplicado quando o assunto é manutenção dos veículos. Afinal, é sempre melhor evitar que os problemas com o carro aconteçam do que ter que resolvê-los, provavelmente no meio da rua, da estrada, do seu dia, do seu trabalho ou das suas férias. Inclusive, o início do ano é um dos períodos em que os brasileiros mais tiram folga do trabalho e se preparam para viajar. O que nem sempre todas as pessoas se lembram é de que uma viagem tranquila começa antes de pegar a estrada. Mais importante que planejar o destino é fazer a revisão do veículo. 26 | Pneus & Cia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, em levantamento realizado pelo Programa Carro 100% - Caminhão 100% - Moto 100%, iniciativa do Grupo de Manutenção Automotiva – GMA, o descuido com o carro é uma das principais causas de acidentes no trânsito. Essa negligência, que pode ocasionar falha do veículo, ocupa o 4º lugar no ranking dos oito motivos mais citados pelos motoristas quando ocorrem acidentes, atrás da falta de atenção, do excesso de velocidade e da desobediência à sinalização. Baseado em pesquisa, o GMA identificou que o fator veículo foi responsável por 27% dos acidentes em uma amostra de mais de três mil ocorrências. E ainda de acordo com o Programa Carro 100%, uma estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea revela que quase 36 mil pessoas morrem por ano vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. Para o coordenador do GMA, Antônio Carlos Bento, o motorista brasileiro ainda não tem o hábito de cuidar do veículo previamente. A lição, muitas vezes, vem com as manutenções corretivas. Bento, que também é responsável pelo Programa Carro 100%, afirma que o motorista é o maior beneficiado ao cuidar do carro de maneira consciente. Os benefícios da prevenção De acordo com Bento, o uso responsável do veículo pode garantir direção segura, economia de combustível e também redução da poluição. Além dos riscos das rodovias, a segurança da circulação depende não só da prudência dos motoristas ao dirigir, mas também do bom estado das partes mecânicas do veículo. Os itens de segurança, como direção, freios, suspensão, pneus e rodas, em condições ruins podem se transformar em armadilhas. Segundo informações do Programa Carro 100%, o veículo é formado por um sistema integrado de componentes, que sofrem desgastes com o uso, portanto, levar o veículo regularmente para checagem em oficina de confiança permite que as revisões sejam programadas, evitando, assim, quebras inesperadas, o que pode afetar o orçamento do motorista. “A manutenção preventiva chega a ser 30% mais barata, mantém o veículo conservado, o que valoriza o preço para a revenda, e ainda garante economia no consumo de combustível”, afirma Bento. Veículo com motor desregulado e com peças desgastadas perde o desempenho e consome mais combustível. Por isso, cuidar do carro é uma prática também ambientalmente correta. Para Bento, a manutenção preventiva do veículo garante a melhoria da qualidade do ar que respiramos, pois, com a revisão, o carro fica conservado, economiza combustível e, consequentemente, reduz a emissão de gases poluentes. Um levantamento do Programa Carro 100% mostra que com motores regulados há uma redução de 5% no consumo de combustíveis e 30% menos poluentes no ar das regiões metropolitanas, fator que contribuiria e muito para o bem-estar da sociedade. Check list da manutenção Para o motorista não ter aborrecimentos e sustos com o carro, Antônio Bento destaca os principais itens que devem ser revisados. Entre as dicas, Bento ressalta que o motorista deve sempre consultar o manual do proprietário do veículo, frequentar oficinas de sua segurança e adquirir peças de qualidade. O especialista também lembra que o Código de Trânsito Brasileiro já prevê punição para veículos que circulam em mau estado de conservação. Portanto, fique atento! Sistema de freio: recomenda-se trocar o fluido de freio uma vez por ano. As pastilhas de freio precisam ser trocadas conforme a quilometragem estipulada no manual do fabricante do veículo, do contrário, o disco pode ser danificado. Pneus: deve-se verificar a calibragem dos pneus e fazer a regulagem conforme indicação do manual do proprietário do veículo. Os pneus e o estepe devem estar em boas condições de uso. O rodízio de pneus deve ser feito a cada 10 mil km rodados e ao fazê-lo é importante balancear e alinhar as rodas. O motorista deve atentar também para não adiar a substituição dos pneus até que eles fiquem carecas. A legislação brasileira estipula uma profundidade mínima dos sulcos de 1.6mm em toda a extensão da banda de rodagem. Esse nível é verificado pelo identificador de desgaste TWI – Tread Wear Indicator, que é um ressalto de borracha disposto no fundo dos sulcos da banda de rodagem. Quando o TWI ficar desgastado, é hora de trocar o pneu. Pneus carecas comprometem a segurança, pois não aderem ao solo e podem derrapar e fazer o condutor perder a direção. Pneus carecas e falta de estepe ou sem condições de uso são considerados infrações graves – cinco pontos na carteira de habilitação. Sinalização: precisa-se verificar sempre o funcionamento das lâmpadas das lanternas dianteiras, traseiras, de freio e ré. Além de dificultar a sinalização, podendo provocar acidente, estar com uma ou mais luzes queimadas é considerado infração média – quatro pontos na carteira. Faróis: deve-se fazer troca, sempre aos pares, a cada 50 mil km e uma checagem a cada seis meses ou se houver alguma ocorrência que desregule os faróis. Trafegar com o farol desregulado ou com facho de luz alta perturbando a visão de outro condutor é infração grave – cinco pontos na carteira. Cintos de segurança: deve-se observar sempre se há sinais de desgastes no cadarço e verificar se o fecho está fechando e abrindo corretamente. Todos os ocupantes do veículo devem usar o cinto. A infração para quem trafega sem cinto de segurança é grave – cinco pontos na carteira. Palhetas do limpador de para-brisa: recomenda-se trocá-las uma vez por ano e também verificar o nível de água do reservatório do limpador de para-brisa, que deve ser abastecido com uma solução apropriada para limpeza. Se o limpador do para-brisa não estiver funcionando, o motorista pode ser autuado e a infração é grave – cinco pontos na carteira. Extintor de incêndio: deve-se checar a validade do extintor de incêndio. Se estiver vencida, a infração é grave – cinco pontos na carteira. Macaco e Triângulo de segurança: devem estar em perfeitas condições de uso. Caso contrário, a infração é grave – cinco pontos na carteira. Óleo do motor: deve-se checar o nível do óleo do motor e a quilometragem do veículo de acordo com as especificações do manual e também conferir se há vazamento de óleo. Vazamento de óleo na pista é infração gravíssima – sete pontos na carteira. “Adicionalmente, bons hábitos na direção ajudam a manter o veículo conservado. Arrancadas, cantadas de pneus, freadas bruscas, dirigir com o pé na embreagem, além de serem procedimentos inseguros, desgastam o veículo prematuramente”, explica Bento. Inspeção Técnica Veicular O Conselho Nacional de Trânsito – Contran estabeleceu, com a Resolução nº84/98, normas referentes à Inspeção Técnica de Veículos – ITV, mas ainda não foi implementada. “O Brasil é um dos poucos países que possuem uma frota expressiva que hoje tem mais de 28 milhões de unidades e ainda não implantou a ITV, que avalia mais de 300 itens de segurança, ruídos e emissões”, informa Bento. Estudos recentes realizados pelo GMA mostram que a implantação da ITV pode reduzir em até 30% o número de acidentes, salvando 12 mil vidas ao ano – média de 33 pessoas BALANCEAMENTO INTELIGENTE Conheça as vantagens: • Elimina as vibrações na direção/volante e suspensão; • Evita o desgaste irregular dos pneus; • Aumenta a vida útil do pneu e o balanceamento é constante; • Melhora a durabilidade do conjunto de suspensão do veículo; • Produto atóxico e não polui o ambiente; • Instalação fácil, rápida, prática e sem chumbo; • A carcaça tem melhor aproveitamento para recapagem. R. Itália Pontelo, 100 • Telefax: (31) 3773 0654 / 4062-7761 Chácara do Paiva • CEP 35.700-170 • Sete Lagoas • MG [email protected] www.counteractbalancing.com VALORES & VALORES “Você pode dizer que eu sou um sonhador. Mas eu não sou o único. Eu tenho a esperança de que um dia você se juntará a nós. E o mundo será como um só.” John Lennon “Dê sempre o melhor e o melhor virá.” Madre Teresa de Calcutá “Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida. Ninguém, exceto tu, só tu.” Nietzsche “Ser grande é abraçar uma grande causa.” William Shakespeare “No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade.” Albert Einstein “A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitoria propriamente dita.” 28 | Pneus & Cia. Mahatma Gandhi “Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.” Carlos Drummond de Andrade VIVER BEM O CAMINHO E quilíbrio. Talvez esta seja a palavra mais adequada para nortear a vida de qualquer pessoa. Quando trabalhamos com atitude empreendedora, costumamos nos engajar de corpo e alma, labutando 14 horas diárias, negligenciando nossa saúde, família, vida social e cultural. Os dias mostram-se curtos, insuficientes para a realização das atividades propostas. O almoço torna-se supérfluo. Dorme-se pensando nas duplicatas vencidas e a vencer, nos clientes que deixaram de ser atendidos ou nos atrasos na linha de produção. Os finais de semana são comemorados no escritório ou em casa, porém, regados a “trabalho atrasado”. Sentimo-nos quase reféns de uma espiral interminável, mas sempre com a impressão de que ela está por se findar. Enquanto isso, a vida passa. Seus filhos crescem e você deixa de participar de suas apresentações na escola, da perda de seu primeiro dente. Seus relacionamentos pessoais se desgastam, namoros perdem o encanto e casamentos são rompidos. A dieta saudável e as atividades físicas ficam relegadas a um segundo ou terceiro plano. Muitos percebem estes fatos apenas após os 45 ou 50 anos de idade, quando já realizados profissionalmente, porém sem notar que uma lacuna em suas vidas pessoais deixou flancos que não podem mais ser preenchidos, pois ficaram no passado. Sob este prisma, são ricos materialmente, mas estão pobres. O dinheiro pode trazer conforto, mas não constrói uma boa família. A melhor herança que podemos dar a nossos filhos e companheiros são alguns minutos diários de nosso tempo. Por isso, não leve os negócios para casa. Aprenda a separar sua vida profissional de todas as suas outras vidas. Mantenha-se num equilíbrio saudável. E tire férias com regularidade, sem confundir um final de semana emendado com férias de verdade. Leve junto sua família e, o mais importante, leve junto você. Quanto aos amigos, não se consegue construir um relacionamento por telefone ou e-mail. Sempre existirá a necessidade de fazer as coisas “cara a cara” – as pessoas acreditam em quem elas veem com frequência. Saúde é o preceito básico para todas as suas demais atividades. Se você não tomar conta de seu corpo, onde vai viver? Você pode optar por passar metade de sua vida arruinando sua saúde desde que esteja disposto a transcorrer a outra metade tentando restabelecê-la. Por isso, cuide-se. Durma o número de horas que seu organismo exige para se recuperar, respeitando seu biorritmo. Pratique esportes com regularidade. Pode ser uma caminhada diária, um futebol com os amigos duas vezes por semana, uma visita ao clube com seus filhos no final de semana. E sorria. Cultive o bom humor mesmo diante das adversidades. Já sua carreira não é construída exclusivamente pelo seu dia a dia no trabalho. É, na verdade, fora dele que você se projeta. Assim, invista em sua formação. Faça cursos de aprimoramento em outras áreas nas quais você não cultive grande habilidade. Parafraseando Augusto, “Apressa-te devagar”. Se o deadline chegou, mude-o, pois a maioria dos prazos são artificiais e flexíveis. Trabalhe com paixão e com entusiasmo. Com amor e com empolgação. Mas lembre-se: o trabalho irá esperar enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando. Tom Coelho – consultor, autor, educador e conferencista E-mail: [email protected] 29 | Pneus & Cia. A coisa mais importante da vida é saber o que é importante. E apesar de o trabalho ser muito relevante, as coisas fundamentais são a família e os amigos. DO MEIO GUIA DOS ASSOCIADOS LEGENDA REFORMADORA REVENDEDORA ALFENAS RECALFENAS JARDIM BOA ESPERANÇA - TEL.: (35) 3292-6400 PNEUS NACIONAL LTDA. BARRO PRETO - TEL.: (31) 3274-4155 FLORESTA - TEL.: 3273-5590 FUNCIONÁRIOS - TEL.: 3281-2029 PAMPULHA - TEL.: (31) 3427-4907 ANDRADAS RECAUCHUTAGEM ANDRADENSE CONTENDAS - TEL.: (35) 3731-1414 ARAXÁ PNEUARA – PNEUS ARAXÁ LTDA. VILA SILVÉRIA - TEL.: (34) 3661-8571 ARAGUARI FÁBIO PNEUS LTDA. 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JARDIM PIEMONT - TEL.: (31) 3597-1335 TREVISO/RECAMIC BETIM INDUSTRIAL - TEL.: (31) 2126-9200 TC PNEUS CENTRO - TEL.: (31) 3531-2547 CAMPO BELO PNEUPAM LTDA. PAMPULHA - TEL.: (31) 3491-5000 RECABEL LTDA. ZONA RURAL - TEL.: (35) 3882.2770 CAPELINHA CORONEL FABRICIANO PNEUS CAP LTDA. PLANALTO - TEL.: (33) 3516-1512 AUTORECAPE LTDA. DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (31) 3842-3900 CONSELHEIRO LAFAIETE RECAPAGEM RIO DOCE LTDA. CALADINHO - TEL.: (31) 3841-9050 DIAMANTINA CURINGA DOS PNEUS SANTA MATILDE - TEL.: (31) 3762-1715 RG PNEUS MELO VIANA - TEL.: (31) 3841-1176 CONTAGEM ARAÚJO PNEUS LTDA. JARDIM INDUSTRIAL - TEL.: (31) 3363-1840 CARDIESEL– GRUPO VDL GUANABARA - TEL.: (31) 3232-4000 GAMA PNEUS & CIA. CEASA MG KENNEDY - TEL.: (31) 3329-8000 GUANABARA - TEL.: (31) 3329-3700 PNEUSHOPPING LTDA. CAZUZA - TEL.: (38) 3531-2407 DIVINÓPOLIS PNEUMAC LTDA. ORION - TEL.: (37) 3229-1111 PNEUSOLA CENTRO - TEL.: (37) 3212-0777 RECAMAX MÁXIMA LTDA. 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RIACHO DAS PEDRAS - TEL.: (31) 3396-1758 TC PNEUS CINCÃO - TEL.: (31) 3391-9001 VALADARES DIESEL LTDA. – GRUPO VDL JARDIM IPÊ - TEL.: (33) 2101-1500 GUAXUPÉ RENOVADORA DE PNEUS DOIS IRMÃOS VILA SANTO ANTÔNIO - TEL.: (35) 3551-2205 IGARAPÉ RECAPAGEM CAMPOS BAIRRO JK - TEL.: (31) 3534-1552 31 | Pneus & Cia. RECAPE PNEUS LTDA. VILA PARIS - TEL.: (31) 3353-1765 IPATINGA RG PNEUS IGUAÇU - TEL.: (31) 3824-2244 ITABIRA RG PNEUS CENTRO - TEL.: (31) 3831-5055 RECAPAGEM SANTA HELENA AV. MESTRA FININHA SILVEIRA - TEL.: (38) 3212-5945 CENTRO ATAC. REGINA PERES - TEL.: (38) 3213-2051 JD. PALMEIRAS - TEL.: (38) 3213-1940 RUA SETE - TEL.: (38) 3213-2220 ITABIRITO RECAPAGEM ITABIRITO LTDA. AGOSTINHO RODRIGUES - TEL.: (31) 3561-7272 TREVISO/RECAMIC ANEL RODOVIÁRIO - TEL.: (38)3222-8800 ITAMARANDIBA BODÃO PNEUS E REFORMAS LTDA. SÃO GERALDO - TEL.: (38) 3521-1185 JOÃO MOLEVADE RG PNEUS CARNEIRINHOS - TEL.: (31) 3851-2033 RG PNEUS BELMONTE - TEL.: (31) 3852-6121 MURIAÉ RECABOM PNEUS UNIVERSITÁRIO - TEL.: (32) 3722-4042 NANUQUE CACIQUE PNEUS LTDA. CENTRO - TEL.: (33) 3621-4924 NOVA LIMA TC PNEUS MATRIZ CARNEIRINHOS - TEL.: (31) 3851-4222 JUIZ DE FORA FON FON PNEUS POSTO CHEFÃO - TEL.: (31) 3581-2727 RENOVADORA DE PNEUS OK S/A. JARDIM CANADÁ - TEL.: (31) 3581-3294 CURINGA DOS PNEUS POÇO RICO - TEL.: (32) 3215-4547/3215-0029 PARÁ DE MINAS AUTO RECAPAGEM AVENIDA LTDA. CENTRO - TEL.: (37) 3231-5270 PNEUSOLA AV.BRASIL - TEL.: (32) 3216-3419 / 3231-6677 AV. JUSCELINO KUBTSCHECK - TEL.: (32) 3225-5741 INDEPENDÊNCIA SHOPPING - TEL.: (32) 3236-2777 / 3236-2094 RECAUCHUTADORA JUIZ DE FORA LTDA. DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (32) 2102-5000 / 5042 RECABOM PNEUS MARIANO PROCÓPIO - TEL.: (32) 3212-2410 RG PNEUS FRANCISCO BERNADINO - TEL.: (32) 3221-3372 PARACATU RECAPAGEM SANTA HELENA LTDA. 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