Ano 3 – Nº 19 – Janeiro/Fevereiro 2011
Publicação Bimestral do Sindipneus
2011 E O SETOR DE PNEUS:
O QUE ESPERAR?
Serviços – Combate à
dengue – Pág. 10
Estratégia – Como tornar sua empresa
um fracasso em 2011– Pág. 16
Pneus e frotas – Atenção aos
pneus e a revisão geral – Pág. 22
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Pneus & Cia. – Ano 3 – Nº 19
Órgão Informativo do Sindipneus
Sindicato das empresas de revenda e prestação de serviços
de reforma de pneus e similares do estado de Minas Gerais
Diretoria Sindipneus
Presidente
Paulo César Pereira Bitarães
Secretário geral
Gláucio T. Salgado
Diretor da câmara de reforma de pneus
Arilton S. Machado
Diretor da câmara de revenda de pneus
Antônio Augusto S. Costa
Diretor de tesouraria
Ana Cristina Schuchter Gatti
Conselho fiscal
Dênis Oliveira, Júlio César, Wilson Navarro
Delegado junto a Federação do
Comércio Estado de Minas Gerais
Henrique Koroth
Delegado junto a Federação do
Comércio Estado de Minas Gerais
Aureliano Zanon
Amirp
Rogério de Matos, Fernando Antônio Magalhães,
Miguel Pires Matos e Júlio Vicente da Cruz Neto
Sindipneus
Ronaldo Lídio Navarro, Antônio Domingos Morales
e Júlio Coelho Lima Filho
Consultor técnico
Vanderlei Carvalho
Analista de Projetos
Eliza Soares
Revista Pneus & Cia.
Diretora Responsável
Mariana Conrado – Reg.: MTb. 013438/MG
Editores
Mariana Conrado e Ruleandson do Carmo
[email protected]
Revisão Final
José Tarcísio Barbosa
Arte e Editoração
In Foco Brasil (31) 3226-8463
Impressão
Pampulha Editora Gráfica (31) 3465-5300
Tiragem
5.000 exemplares
As opiniões expressas nos artigos assinados e os informes
publicitários são de responsabilidade dos autores. É proibida
a reprodução de textos e de ilustrações integrantes da edição
impressa ou virtual, sem a prévia autorização dos editores.
Rua Aimorés, 462 • Sala 108 • Funcionários
CEP 30140-070 • Belo Horizonte • MG
Tel: (31) 3356-3342 / 3213-2909
[email protected] • www.sindipneus.com.br
Muitas vezes ouvimos o ditado “a união faz a força”.
Verdade, ela faz mesmo. No entanto, somente estarmos
unidos, juntos, não basta. Um grupo de pessoas unidas é
somente um grupo de pessoas unidas. É preciso que haja
ação, atitudes, lutas e, assim, conquistas. Somente agindo
unidos é que a união fará a força, pois é a ação de cada um
que somada se torna a força de um grupo. Por isso, para
este novo ano que se inicia, convidamos você não só a fazer
parte do Sindipneus, mas a agir junto conosco. Queremos
que você fale, participe, compareça, arregace as mangas e
aja pelo setor em que nós atuamos. Ação é o que desejamos
para o setor de pneus em 2011.
Além de agir, temos que ter em mente também que um
setor só avança quando se valoriza. Precisamos, em 2011,
não cometer os mesmos erros de 2010, precisamos aprender
a cobrar o preço justo pelos nossos produtos e serviços,
pois, na concorrência desleal, muitos vendem, cobram
valores abaixo do preço de custo, o que por um tempo pode
atrair a clientela, mas a longo prazo leva à falência. Ética e
profissionalismo é o que desejamos para o empresário do
setor de pneus no novo ano.
Para este início do ano, a revista Pneus & Cia. traz uma
matéria especial sobre a expectativa para o setor de pneus
em 2011 com o governo da presidenta Dilma, com a Portaria
Inmetro 444, que regulamenta que as empresas reformadoras
de pneus terão até dia 19/11/2012 para emitir nos pneus
os certificados de garantia do Inmetro, e com as estimativas
esperadas da produção de veículos e de pneus.
Nesta edição, entre vários outros temas, a palavra-chave
também é “prevenção”. Esta época do ano é a mais propícia
para a proliferação do mosquito da dengue, portanto, elimine
os criadouros e, entre todas as prevenções, cuide também
dos pneus após usá-los, não os deixe abandonados em locais
impróprios. Previna também a sua segurança no trânsito.
Fique atento à manutenção do seu veículo, revise todos os
itens antes de pegar a estrada.
Uma boa leitura e um próspero ano novo! É que o desejamos
a você, leitor!
Paulo Bitarães
Presidente do Sindipneus
3 | Pneus & Cia.
Sindipneus
SÓ A UNIÃO
NÃO BASTA
10
SERVIÇOS
Combate à dengue
16
ESTRATÉGIA
Como tornar sua empresa um fracasso em 2011
18
CAPA
2011 e o setor de pneus
4 | Pneus & Cia.
22
PNEUS E FROTAS
Atenção aos peneus e à revisão geral
Sindipneus em ação
O sindicato precisa de você
8
Cenário
Setor de pneus parceiro
do meio ambiente
14
Conexão
Manutenção preventiva
26
Valores & Valores
Reflexões
28
Viver bem
O caminho do meio
29
Guia dos associados
Revendedores e reformadores
30
Leo Burnett Brasil
pirelli.com.br
NOSSOS CLIENTES LEVAM A PIRELLI
A TODOS OS LUGARES. INCLUSIVE À LIDERANÇA.
Pirelli, ganhadora do prêmio Os Eleitos da revista 4 Rodas, 7 vezes Top of Mind
da Folha de S.Paulo e a marca mais lembrada pelos homens brasileiros.
No último ano, a Pirelli ganhou o prêmio Os Eleitos e, pela 7ª- vez, o Top of Mind da Folha de S.Paulo, sendo
inclusive, a marca mais lembrada pelos homens. É a líder em pneus no Brasil, escolhida para equipar um em
cada dois carros que saem de fábrica e também é a preferida pelos consumidores na hora da reposição. Afinal,
a Pirelli tem a linha mais completa de pneus, todos produzidos com alta tecnologia, em cinco fábricas no país.
Por isso, quando for trocar pneus, escolha Pirelli. Você vai entender que ninguém é o Nº- 1 por acaso.
O Nº- 1 corresponde à posição da Pirelli no setor de pneus e é atestada por informações constantes nos sites da ANIP e ANFAVEA, conforme critério comparativo com dados do setor – dezembro/2008, pela pesquisa Top of Mind do instituto Datafolha
(2000 a 2009), pesquisa Autopofmind da revista Autodata, pesquisa Job 200802301 – setembro/2008, realizada pelo instituto IPSOS/Marplan, e estudo Advertising Tracking Trace, realizado pelo instituto Research International – maio/2008.
MOMENTO DO LEITOR
Este espaço é seu. Está reservado para suas sugestões e opiniões.
Fale com a gente: [email protected]
Acompanho todas as ações do Sindipneus, e sou fã das
atividades que este sindicato exerce junto aos seus associados. Quero parabenizá-los em especial pelo Curso
de Borracheiro. Capacitar os borracheiros é uma iniciativa muito importante.
6 | Pneus & Cia.
Uma vez precisei montar quatro pneus novos em um
automóvel e fui a uma borracharia. Quando o borracheiro começou a desmontagem, ele tinha uma garrafinha com óleo queimado que foi jogando entre o
aro e o talão. Perguntei o que era aquilo e ele falou
que era para amolecer e o pneu sair facilmente da roda.
Ao montar o outro pneu, ele ia fazer o mesmo procedimento e aí eu pedi que ele pararasse e expliquei
que o óleo mineral ataca a borracha e daquela forma a
borracha se deterioraria e o pneu teria uma vida curta.
Ele disse que aprendera assim e que o patrão adota tal
prática para não comprar a pasta lubrificante ou grafite. Conversei com o patrão e não deixei desmontar
os outros três pneus. Em uma outra borracharia e um
auto-center, usava-se o mesmo método. Por fim, fui a
cinco oficinas e todas trabalhavam dessa forma errada.
Na sexta oficina, encontrei as condições corretas para
montar os pneus. Imagine quanto esse povo está dando de prejuízo para a população! Quero parabenizar
também a discussão sobre o selo verde.
Eu trabalho com o desenvolvimento de materiais e,
ao observar o mercado de fornecimento de borracha
para reformas, concluí que os reformadores de pneus
não questionam seus fornecedores, como o cliente
questiona o recapador. Você já ouviu falar em Recall
de borracha? Eu não. O recapador nem sempre tem
informações sobre o produto que lhe é fornecido e
todo fabricante deve ter um laboratório onde se faz o
controle de qualidade dos produtos. Eu faço análises
(ensaios físicos) de várias fábricas de compostos e tenho
encontrado produtos em recapadoras fora de especificação. O recapador deve estar atendo ao peso específico da borracha. Imagine um produto que tenha um
peso de 1,19 g/cm³ e outro que tenha 1,12 g/cm³, em
um reformador que utilize 10 toneladas mês, vai haver
uma diferença de 625 quilos a mais, o que daria para
reformar cerca de 40 pneus de caminhões. E custando o quilo do composto em torno de R$10,00, seriam
R$6.250,00. Concluindo, o reformador pode economizar e aumentar sua margem, bastando conhecer o
material com que trabalha.
Todos os fabricantes de borracha fazem o ensaio do Índice de Abrasão e tenho verificado que estes números
também variam bastante entre os fabricantes, pois se
um produto tiver um índice alto, o pneu terá um desgaste acentuado em curto espaço de tempo, e quanto
menor for este índice maior a quilometragem do composto. Outro ponto que me chama a atenção é o ensaio
de Reometria, que
nos fornece a curva
da aceleração utilizada no composto, e o
T90, que é o indicativo de tempo previsto
para a vulcanização.
Muito reformador deixa o pneu mais tempo
na máquina sem necessidade, no caso do pneu
a quente. A Portaria 444
exige as seguintes informações do fabricante:
prazo de validade, condições de armazenamento, especificação dimensional,
instrução de aplicação/uso e cuidados no manuseio.
Essa Portaria deixa em aberto, pois essas são as exigências mínimas a serem fornecidas pelos fabricantes.
Ainda encontramos no mercado muitos recapadores
que compram de empresas que trabalham com material rejeitado das fábricas de borracha (principalmente
fabricantes de pneus) e que simplesmente passam o
material em um cilindro e vendem este material como
Camelback. Este material não tem nenhum controle de
qualidade e não tem o mínimo necessário das propriedades físicas exigidas para se reformar um pneu, só que o
custo fica em torno de 50% a 70% do preço de mercado. No final, o prejudicado é o consumidor e por tabela
o próprio recapador que pode ter que repor a reforma.
Não só o reformador tem que saber como andam as especificações do produto que compra como deve exigir
do vendedor que saiba e repasse estas informações.
Estes comentários são apenas um ponto de vista. Os recapadores devem se profissionalizar e parar de reclamar
que o lucro é pequeno e o trabalho é muito árduo. Pois
só no exemplo de um pequeno parâmetro de qualidade
é possível fazer economia e como este existem vários
outros que se somados podem gerar uma economia de
mais de 50% no custo de produção.
Desejo a todos que este ano de 2011 seja cheio de realizações! Equipe do Sindipneus, continue este excelente
trabalho.
José Pedro Souza
Guarujá – SP
ERRATA
Na edição Nº 18 erramos a legenda da
foto na página 12. O entrevistado é o
artesão Rubem Machry.
SINDIPNEUS EM AÇÃO
O SINDICATO PRECISA DE VOCÊ, EMPRESÁRIO
Como entidade patronal, um sindicato tem a garantia legal de receber as contribuições anuais (sindical
e confederativa) das empresas que exercem atividades relacionadas a seu campo de atuação.
O assunto está repetitivo, mas nesta época do ano é
preciso lembrar e relembrar os empresários: no dia 31
de janeiro deve ser efetivada a contribuição sindical patronal, no dia 31 de maio deve ser feita a contribuição
confederativa e, no primeiro dia útil de cada mês, a contribuição mensal. Consulte o seu contador para esclarecer dúvidas e manter os pagamentos em dia.
As arrecadações formam a receita do sindicato. É com
elas que o sindicato ganha condições de representar
A importância dos sindicatos para
o empresário e para o setor
Os desafios da indústria moderna para se manter
competitiva são enormes no mundo globalizado,
onde existe uma constante transformação. Necessário se faz acompanhar os avanços tecnológicos, a
qualificação dos recursos humanos, assim como também atender a todas as demandas de ordem legal.
8 | Pneus & Cia.
Assim sendo, é transcendental a ajuda do sindicato
para que a empresa possa enfrentar todos estes e
outros desafios que se interpõem no caminho de um
empreendimento empresarial, incentivando a criação de um ambiente que proporcione a expansão
dos negócios e promova o crescimento econômico,
fazendo com as empresas unidas tenham força e poder de influência junto ao ambiente em que atua.
o empresário de forma séria e profissional e consegue
manter sua estrutura física e de pessoal para realizar seu
trabalho de auxílio ao crescimento e desenvolvimento
de todo o setor de pneus. Por isso, é fundamental que o
empresário esteja em dia com as contribuições.
Porém, mais importante que as contribuições são a
união e a participação ativa dos empresários do setor
nas atividades do sindicato, pois só assim é possível continuar o trabalho em prol do setor.
Presidentes de outras entidades relacionadas ao segmento de pneus no Brasil reconhecem tanto a importância do sindicato quanto a do pagamento das contribuições para o desenvolvimento de todo o setor.
setor. Para fortalecer a sua empresa é de fundamental
importância que seu sindicato seja prestigiado e fortalecido. Para que um setor seja forte e atuante num ambiente altamente competitivo no mundo de negócios,
é necessário que haja entidades de classe com poder
de mobilização e influência junto ao ambiente em que
atua. E para que uma entidade de classe tenha mobilidade e atuação, há necessidade de fatores básicos,
como condição financeira. E esta condição é proporcionada por recursos de várias fontes, sendo uma das
mais importantes a contribuição sindical.
Esta contribuição paga anualmente pelas empresas
ajuda as entidades ligadas ao setor, tais como sindicatos, federações e confederações, a cumprir o seu
papel de transcendental importância de manutenção e desenvolvimento dos segmentos econômicos
a que pertencem.
Todavia, para que o sindicato possa alavancar o setor
a que pertence, cabe às empresas se unir em torno
dele levando suas demandas, para que a entidade então procure os caminhos para romper os gargalos do
Marcos Oliveira – presidente Sindipneus/CE
Sindicato das Indústrias de Recauchutagem e Prestação de Serviços e Reforma de Pneus e Similares no
Estado do Ceará
Sem recursos, nenhuma instituição consegue
desenvolver e executar projetos
Quando não há essa participação, é natural criticar o
desconhecido. A falta de tempo para participação em
sindicatos e associações talvez seja a baixa motivação
dos empresários em recolher a contribuição social e
até mesmo de se associar. Quando o empresário se
associa e participa da vida sindical, além usufruir dos
serviços oferecidos, tem a possibilidade de encontrar
na vida sindical a oportunidade de resolver conflitos
que dentro de sua própria empresa ele achava impossível resolver.
A contribuição sindical é uma das principais fontes de recursos dos sindicatos. E se o empresário
não recolhe em dia essa contribuição, acredito que
fica muito difícil para as lideranças sindicais assumir
compromissos na representação e defesa da classe
que representa.
Acredito que uma efetiva participação do empresário nos sindicatos e associações possa gerar além
de muita informação do setor, oportunidade de conhecer os serviços oferecidos pelo mesmo.
Rogério Pereira dos Santos – presidente Sindibores (Sindicato da Indústria da Borracha e da Recauchutagem de Pneus no Estado do Espírito Santo)
Contribuição
A importância que os sindicatos têm para nós empresários é vital. Precisamos nos unir para fazer com que
a nossa voz seja ouvida onde for necessário. Muitos
de nós temos por hábito pensar que não precisamos
nos envolver com sindicatos, que isso não tem nada
a ver com a nossa empresa, e é aí o grande equívoco.
Devemos unir as nossas forças para que juntos possamos fazer com que o nosso setor melhore. Juntos,
temos representatividade para cobrar das autoridades
competentes mais regulamentações, padronizações e
maior e melhor fiscalização no setor – não para multar,
mas para que todos tenham as mesmas condições de
trabalho. Unidos, temos força para buscar soluções de
questões como a falta de mão de obra no segmento,
a imagem em relação ao meio ambiente – pela qual
constantemente somos taxados de vilões, sendo, na
realidade, completamente o contrário, entre tantos
fatores mais. E todas essas ações nós só conseguiremos se estivermos juntos, se tivermos os mesmos
objetivos, a mesma visão e só através de sindicato
podemos realizar essa tarefa.
Quanto às contribuições sindicais, elas são essenciais
para que os sindicatos consigam sobreviver. Sem dinheiro, não se consegue nada, o dinheiro é o combustível necessário para que toda e qualquer instituição
sobreviva e possa fazer as tarefas para as quais ela foi
organizada. Não consigo pensar de modo diferente e
não consigo imaginar que alguém pense o contrário.
O sindicato é formado por nós e para o nosso setor,
para buscar benefícios e soluções para todos.
Antônio Cláudio Vieira – presidente Sindbor/PR
Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha do
Estado do Paraná
BORRACHEIROS FORMADOS
No dia 26 de novembro foi encerrado o Curso de
Borracheiro, uma iniciativa do PlanSeQ (Plano Setorial de Qualificação), por meio do IMDC (Instituto
Mineiro de Desenvolvimento) e em parceria com o
Sindipneus.
O curso gratuito de capacitação para montadores
de pneus teve início no dia 6 de outubro, contou
com aulas teóricas e práticas em empresas associadas e foi ministrado pelo engenheiro mecânico
e consultor técnico do Sindipneus, Vanderlei Carvalho. Sete alunos concluíram o curso e empresas
associadas já se interessaram em empregá-los.
“Foi uma ótima oportunidade para qualificar
e profissionalizar gratuitamente o pessoal da
função de montagem de pneus, para que eles
tenham melhores condições de oferecer um serviço de alta qualidade para os clientes”, diz Vanderlei Carvalho.
SERVIÇOS
Ilustração (editada): Ministério da Saúde
COMBATE À DENGUE
10 | Pneus & Cia.
por Mariana Conrado
É
chegado o verão, e o assunto, necessariamente,
volta à tona: a dengue. A doença concentra-se
no mesmo período todos os anos no Brasil. De
acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 70%
dos casos acontecem entre janeiro e maio, quando
há mais chuvas e aumento de temperatura. O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, infecta,
no mundo, mais de 100 milhões de pessoas por ano.
No Brasil, a dengue é uma das doenças de maior impacto na saúde pública. Segundo o coordenador do
Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini
Coelho, em 2009 foram registrados no país 480.919
casos e confirmados 298 óbitos. Em último levantamento, esses dados aumentaram consideravelmente.
Até meados de outubro de 2010, foram notificados
936.260 ocorrências, 14.342 casos graves e 592 mor-
tes. As estatísticas atuais são preocupantes, no entanto o coordenador ressalta que os números do ano de
2010 ainda são suspeitos, sujeitos a alterações.
E enquanto não existem vacinas disponíveis contra a
doença, nem medicamentos que impeçam a contaminação, a forma mais eficaz de prevenir a dengue é
impedir a proliferação do vetor, eliminando os lugares
que facilitam a sua reprodução e, assim, evitando o nascimento de mais mosquitos. Para o Ministério da Saúde,
somente uma ação conjunta entre poder público, setor
privado e população pode controlar a dengue.
Criadouros artificiais – menos foco nos pneus
Geralmente resultantes das ações dos homens, os viveiros do Aedes aegypti podem ser formados em qualquer lugar que acumula água. São pontos propícios
para o nascimento do mosquito, entre outros, locais
como pratos de plantas, caixas d’água, piscinas sem
cuidado e desprotegidas, lixeiras abertas e também os
pneus abandonados a céu aberto de forma imprópria.
Por isso, é preciso atentar para o pneu inservível, ainda
que ele não seja o foco predominante da dengue, considerando dados de 2010 do Levantamento de Índice
Rápido de Infestação por Aedes aegypti – LIRAa, que
aponta que o lixo, categoria que inclui os pneus por ser
um criadouro removível, foi menos propício ao nascimento de mosquitos em todo o país (141,6%) do que
os depósitos domiciliares (145,8%), como vasos, pratos, ralos, piscinas, e do que os abastecimentos de água
(212,5%), como caixas d’água, tambores e poços.
Giovanini Coelho ressalta que a destinação final dos
pneumáticos é uma das questões que recebem atenção especial do Ministério da Saúde para o controle da dengue. O Programa Nacional de Controle da
Dengue explica que, de acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de
Dengue, locais como borracharias e ferros velhos são
onde as atividades de vigilância devem ser realizadas
a cada duas semanas, com monitoramento da presença de larvas e aplicação de larvicidas e inseticidas
residuais. “Além disso, é papel dos gestores municipais atuar em parceria com as empresas privadas para
a instalação dos ecopontos”, opina o coordenador.
Pontos de coleta: reforço para o combate
Para Coelho, desde o início dessa política houve uma
evolução positiva no número de ecopontos e um resultado bastante animador: “só no primeiro semestre
de 2010, houve recolhimento e destino adequado de
29,3 milhões de pneus sem condições de uso. Desde
1999, foram cerca de 270 milhões de pneus recolhidos”, informa. E esses pneus não oferecem mais riscos de se transformar em criadouros para mosquitos
transmissores de doenças, significando menos foco
para a dengue.
O trabalho de coleta e destinação de pneus inservíveis é realizado pela Reciclanip, iniciativa da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – Anip, em
parceria com as prefeituras municipais. No último registro, a entidade ressalta a marca de 469 pontos de
coleta em todo o país. Em cada um destes locais, os
pneus são recolhidos e transportados até as empresas
de trituração ou de reaproveitamento e reciclagem.
Esse trabalho com os pneus inservíveis evita as queimadas a céu aberto, o abandono em lixões e o acúmulo em rios e lagoas, preservando a saúde pública e
o meio ambiente. Isso porque, pneus descartados em
locais impróprios, além da possibilidade de se transformarem em locais propícios para criadouros de mosquitos transmissores de doenças, também podem liberar
substâncias tóxicas na atmosfera, entre outros fatores.
Pela legislação vigente, estabelecida pelo Conama –
Conselho Nacional do Meio Ambiente, a Resolução
nº. 416, para cada pneu novo comercializado, um
pneu inservível deve ter destinação ambientalmente
adequada.
Quando pensar em moldes para pneus não tenha dúvida. Golden Molds.
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• Cone de Bladder (maq. importada) e etc.
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Fazendo a diferença
Não só em obediência à lei, mas os empresários e
demais profissionais do setor de pneus podem fazer
a diferença para ajudar no controle da dengue. Para
o coordenador Giovanini Coelho, parcerias com prefeituras para instalação de ecopontos, projetos para
recolhimento e destinação adequada de pneus, campanhas de informação à população sobre a destinação de pneus e o que é feito com eles quando são
entregues em locais adequados, são alguns exemplos
de ações para combater a dengue.
Mas a colaboração para o controle da doença não é
só responsabilidade do poder público e do poder privado, é também da população. “A sociedade tem um
papel fundamental na prevenção, já que ela é a principal responsável pela eliminação de criadouros dentro de casa. Isso inclui acabar com o hábito de acumular lixo e armazenar objetos que não são mais úteis,
como os pneus”, afirma Coelho. O coordenador ressalta que é importante que as pessoas se conscientizem
de que um pneu parado de forma que pode acumular
água representa risco à saúde de toda a comunidade. “É
preciso evitar guardar pneus desnecessariamente”, alerta Coelho. Para ele, os pontos de coleta são os melhores
locais para deixar um pneu que não tem mais serventia,
não é nem passível de reforma.
12 | Pneus & Cia.
O presidente do Sindipneus, Paulo Bitarães, acredita
que outra atitude ideal e prática que a sociedade deve
ter é, na hora da compra do pneu, já deixar o pneu
trocado na própria loja. “Caso a pessoa já tenha o
pneu usado em casa, ela deveria levá-lo para uma loja
credenciada a dar a destinação final adequada, de
preferência em reformadora, para que os profissionais
verifiquem a condição do pneu. Se ele de fato estiver
inservível, a empresa se encarrega de encaminhá-lo a
um fim ambientalmente correto”, opina Paulo, enfatizando que “o melhor é evitar levar o pneu trocado
para casa, para não correr o risco de armazená-lo inadequadamente, podendo, assim, prejudicar o meio
ambiente e a saúde de sua família e vizinhança”.
Como reconhecer o agente inimigo: O mosquito
Aedes aegypti é diferente do pernilongo doméstico,
por ser menor, mais escuro (cor marrom ou preta) e
ter listras brancas no corpo e nas pernas. A fêmea do
mosquito se infecta ao picar a pessoa contaminada. O
mosquito então mantém o vírus em sua saliva e o retransmite em novas picadas. Uma vez com a dengue,
a fêmea se torna vetor permanente da doença e pode
ser que crias já nasçam infectadas.
Principais sintomas: Uma pessoa infectada pelo vírus da dengue clássica pode apresentar febre, náuseas, dores de cabeça, no corpo e no fundo dos olhos,
entre outros vestígios. Na contaminação pela dengue
hemorrágica, o quadro clínico é mais grave. Além dos
indícios da doença comum, a pessoa pode apresentar
também manchas vermelhas na pele, sangramentos
pelo nariz e gengivas, dores abdominais etc. A dengue
hemorrágica pode levar a pessoa à morte em até 24h.
Tratamento: Não existe tratamento específico para a
dengue, são receitados medicamentos para combater
os sintomas, mas somente com orientação médica eles
podem ser consumidos. Não se pode tomar nenhum
remédio por conta própria. É preciso repousar e ingerir
muito líquido, principalmente água e soro caseiro.
Prevenção
Com medidas simples pode-se combater a dengue.
Não deixe acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas, garrafas pet, pneus velhos,
jarros, vasos de plantas, sacos plásticos, lixos etc. Mobilize toda sua família, vizinhança e colegas de trabalho a fazer o mesmo.
Fonte: Ministério da Saúde
Novas doenças: mais motivos para a prevenção
Recentemente, o Brasil detectou três casos importados de um novo vírus, também transmitido pelo
mosquito Aedes aegypti. Trata-se da febre da Chikungunya, doença que tem causado epidemias na
África e no sudeste Asiático e que exige ainda mais
a intensificação das medidas de prevenção. Portanto, não é apenas a prevenção da dengue que ganha
com a destinação adequada de pneus e eliminação de
outros criadouros. Diminuir os índices de infestação é
fundamental também para evitar que haja transmissão sustentada deste novo vírus no país.
Fonte: Coordenador do Programa Nacional de Controle da
Dengue, Giovanini Coelho.
Pediu, chegou.
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CENÁRIO
SETOR DE PNEUS
PARCEIRO DO MEIO AMBIENTE
O
impacto ambiental ainda é uma das principais preocupações de muitos empreendedores do setor de pneus e até mesmo
de usuários, por causa da destinação imprópria dos
pneumáticos. Conforme dados coletados pela organização internacional, a produção de pneus novos está
calculada em aproximadamente dois milhões por dia
em todo o mundo e o descarte de pneus velhos chega
a atingir, anualmente, a marca de quase 800 milhões
de unidades.
De acordo com pesquisas realizadas por meio da Internet, estima-se que só no Brasil sejam produzidos
cerca de 40 milhões de pneus por ano e todos estes
pneus precisam de uma destinação final. A recauchutagem de pneus é atualmente uma das melhores
senão a melhor alternativa para os pneus que estão
gastos e que por falta de informação são descartados
inadequadamente ou não sabem como prolongar a
vida útil do pneu.
14 | Pneus & Cia.
Você sabia que o Brasil ocupa o 2º lugar no ranking
mundial de recauchutagem de pneus? Nosso país se
aprimorou na técnica de recauchutagem, proporcionando o aumento da vida útil do pneu em 100%, e
ainda uma economia de aproximadamente 80% de
energia e matéria-prima em comparação aos pneus
novos. Todas essas vantagens contribuem ainda com
a luta pela conservação do nosso meio ambiente.
A recauchutagem é um processo que, por meio de
técnicas, produtos de qualidade e tecnologia inovadora, pode garantir a qualidade e durabilidade do
pneu. É importante ressaltar que o Brasil possui indústrias que fabricam artefatos de borracha da mais
alta qualidade, proporcionando maior tempo de vida
útil ao pneu recauchutado. Sendo assim, ao efetuar a
compra de matéria-prima como banda pré-moldada,
camelback, ligação, cola, antiquebra entre outros
produtos, é de suma importância pesquisar a empresa
fornecedora destes produtos.
Recauchutar um pneu hoje é sinônimo de economia
e conscientização ambiental. “A recauchutagem tem
sido um mecanismo bastante utilizado para conter o
descarte de pneus usados” (KIT RESÍDUOS: Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos,
2006, p. 105)
O processo de recauchutagem oferece ao usuário
a alternativa de renovar o pneu (em condições anteriormente avaliadas pela empresa) em média três
vezes para transporte de cargas pesadas, para carro
de passeio é aconselhável uma vez, e para pneus de
avião, em média 10 vezes por pneu.
O fato de a recauchutagem colaborar com a sustentabilidade do planeta não exime o comprometimento
da empresa em desenvolver um plano de ação para
diminuir a produção de resíduos poluentes os quais
também podem ser causados neste processo.
Existem várias opções para uma empresa de recauchutagem bem como fabricantes de borracha contribuírem com o meio ambiente, incorporarem uma política ambiental, destinação correta do produto final e
descarte, manutenção e calibração dos equipamentos
e maquinário, monitoramento e controle da temperatura no ambiente interno bem como a emissão de
gases e fumaça, adequação no uso e armazenamento
dos materiais utilizados, treinamento e conscientização do quadro de funcionários, controle da poluição
sonora e o uso de EPIs, treinamento e esclarecimento
das questões ambientais. A realização de pequenas
atitudes conscientes pode resultar em grandes lucros
para a empresa e o lucro maior será para o nosso
meio ambiente.
Valderez A. Penna Rank – Gestora de Desenvolvimento e Expansão da Rank Borracha
Site: www.rankpneus.com.br
E-mail: [email protected]
ESTRATÉGIA
COMO TORNAR SUA EMPRESA
UM FRACASSO EM 2011
E
equipe. A sua empresa não precisa de PhD e o mercado está cheio de gente precisando trabalhar, então não
é necessário pagar altos salários.
No entanto, mostro aqui um caminho inverso. Aposto
que já leram muitos artigos sobre como ser um sucesso.
Mas é possível listar pelo menos 10 itens em gestão, que,
se não tratados com o devido cuidado, provocarão um
desastre. Vamos ao processo: “Detone sua empresa”.
7) Controles
Não perca muito tempo com a papelada. As duplicatas
você manda para o banco já com ordem de protesto e
em caso de atraso eles se incumbem de cobrar. Contas
a pagar, se os boletos não chegarem, pague com atraso, a culpa não é sua. O fornecedor pode reclamar, mas
ele precisa de você e vai lhe dar crédito.
1) Clientes
Não lhes dê atenção. Visite apenas para promover
vendas. Eles também não têm interesse em conversar
sobre outro assunto que não seja “pedir descontos”.
Quando lhe disserem que sem atenção você poderá perdê-los, saiba que é tudo lorota. Com um bom
desconto, você os recupera.
8) Logística
Um modismo. Quando os produtos ficarem prontos
é só despachar. O custo do excesso de controle sai
mais caro que o frete. Se a transportadora está com
custo alto é só trocar.
sta é uma época do ano para debates e reflexões
sobre estratégias, ações e resultados. Manuais,
previsões, simpatias, tudo que puder ser usado
para um 2011 cheio de realizações será aproveitado.
2) Marca
Pura fantasia. Importante é produto bom. Investir em
mídia, divulgação, é para quem tem dinheiro. Para
que gastar com propaganda quando as pessoas só
procuram preços baixos?
3) Preço
Preço cada um faz o seu. Importante é não perder negócio. Bobagem perder tempo com planilhas de custos e
margem de lucro. Quanto mais cálculos são feitos, mais
gente é necessário contratar e mais gasto tem a empresa.
16 | Pneus & Cia.
4) Qualidade
Qualidade é relativa. O consumidor está atrás de
preço. Quando o preço é bom, ele não presta muita
atenção no produto. Nada dura para sempre, então
a qualidade acompanha o preço. Sempre é possível
encontrar matéria-prima de qualidade razoável para
reduzir custos.
5) Equipe de vendas
Todos os vendedores são iguais.
Se não está apresentando resultados, contrate outro. Vá trocando
até acertar. O cliente quer produto com preço bom, não está preocupado com quem o visita.
6) Equipe interna
Simplifique o trabalho, não invente.
Quanto mais simples, mais barata a
9) Linhas de crédito
Não é necessário conversar com muitos bancos. Escolha um ou dois e pronto. Todos são iguais e têm
as mesmas taxas. Não adianta ficar fazendo controles.
Estes saem mais caro que as despesas bancárias.
10) Centralize, não delegue.
Ninguém conhece a empresa como você, portanto, é
bom que façam o que você manda.
Pronto, mas ainda não temos o almanaque do desastre.
Agora é necessário ter paciência. Neste momento, o
dono do negócio vai estar sob fogo pesado e sabe onde
vai estar aquele pessoal que ele acha que não é muito
competente e precisa receber ordens o tempo todo?
Criando soluções inacreditáveis para que a empresa não
vá para o buraco. Lutando para garantir o emprego!
Pois é, ele vai descobrir talentos que nunca imaginou
que existiam.
Bom, agora só resta torcer para que a equipe não seja competente e criativa para que
o fracasso seja um sucesso!
Ivan Postigo – diretor de Gestão Empresarial da Postigo Consultoria Comunicação
e Gestão
Site: www.postigoconsultoria.com.br
E-mail: [email protected]
CAPA
2011 E O SETOR DE PNEUS
18 | Pneus & Cia.
O QUE ESPERAR DO GOVERNO DILMA
E DA NOVA PORTARIA DO INMETRO
por Ruleandson do Carmo
O
ano de 2011 começa com mudanças significativas para o Brasil. O novo ano marca
a mudança do governo e o início de uma
nova etapa na história do país: pela primeira vez,
o Brasil tem uma presidenta, a economista Dilma
Rousseff. Mas outras mudanças também acompanham 2011 e afetam o setor de pneumáticos em
específico, como a nova Portaria nº. 444, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro, que obriga as empresas
reformadoras de pneus a emitir certificados de garantia de seus produtos.
Diante dessas mudanças, algumas perguntas são
inevitáveis. Como ficará o país com o governo Dilma? O que os empresários podem esperar da primeira presidenta? O que a economia trará como
desafios ao novo governo? Como a nova Portaria
do Inmetro impactará o setor de pneus? Diante de
dúvidas como essas, a Pneus & Cia. preparou uma
matéria especial com as expectativas para o Brasil e
para o setor de pneus em 2011 e nos próximos anos.
A economia em 2011
Há quem diga que para se saber como será o futuro, basta que se olhe atentamente para o passado. Por isso, para se falar em expectativas para
2011, é preciso primeiro avaliar como o Brasil se
comportou economicamente em 2010. Segundo o
último balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística – IBGE, somente no 3º
trimestre de 2010 a economia brasileira cresceu
0,5% se comparado ao mesmo período de 2009,
sendo que o total de riquezas produzidas pelo país
chegou ao montante de R$937,2 bilhões. Ainda
segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto – PIB
cresceu 6,7% entre julho e setembro de 2010, se
comparado ao mesmo período de 2009.
Na coletiva de imprensa, o então ministro revelou
que “o ritmo de crescimento está superior a 8%
durante o ano de 2010. Isso também se deve à
revisão que foi feita no PIB de 2009. A retração,
que era de 0,2%, passou para um recuo de 0,6%.
Os números de 2010, na comparação, acabam fi-
Ministro da Fazenda no último governo Lula, Guido Mantega, também Ministro da Fazenda no governo Dilma, afirmou durante o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC que o
crescimento do PIB brasileiro de 8,4%, no acumulado de janeiro a setembro de 2010, representa o
segundo maior crescimento registrado dentre as
grandes economias mundiais.
Na coletiva de imprensa, Mantega disse que “os
três primeiros trimestres de 2010 apontam para
um crescimento de 8,4%. Portanto, o PIB está rodando a 8,4%. Na comparação com as grandes
economias, este é o segundo maior PIB, ficando
atrás apenas do PIB chinês. Com 8,4%, ficamos
maiores do que a Índia, que, em geral, é a segunda colocada”, analisou Mantega. Para o ministro,
o PAC contribui e contribuirá para a economia
brasileira ficar ainda mais próxima das grandes
potências.
Os números da economia brasileira em 2010 são
tão otimistas que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, formada por
31 países, elevou em cinco décimos a expectativa
de crescimento do país em 2011. No último relatório, a organização estima que o Brasil cresça
cerca de 5%. A projeção se aproxima da divulgada pelo Banco Central – BC, realizada por analistas
do mercado financeiro. De acordo com o BC, o PIB
brasileiro deve crescer 4,5% em 2011.
E o otimismo não é somente dos medidores econômicos, de acordo com o Barômetro Global de
Otimismo, pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, os brasileiros são o segundo povo mais
otimista do mundo em relação à expectativa para
2011. O estudo do Barômetro do Ibope revela que
73% dos brasileiros acreditam que 2011 será um
ano melhor do que o ano que passou, ultrapassando em muito a média global de 42% e ficando
atrás somente da Nigéria, em que 83% da população está otimista com o novo ano que se inicia.
No Brasil, o medidor de otimismo, construído por
meio de indicadores de esperança e descrença, é
o mais alto da história, desde os últimos 30 anos,
quando a medição começou a ser feita. Outros da-
19 | Pneus & Cia.
Apesar de os números referentes a todo o ano de
2010 ainda não terem sido fechados, o ex-ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo, garantiu, em avaliação divulgada pelo governo federal no fim de 2010,
que o crescimento do PIB em relação ao último ano
será de no mínimo de 7,5%, podendo chegar a 8%”.
cando maiores”. Bernardo acrescentou ainda que
os investimentos na economia chegaram a 18,3%
do PIB no ano passado e que a tendência é que o
país continue crescendo em 2011, mesmo que em
um ritmo um pouco menor.
dos do estudo mostram que 56% dos brasileiros
estão otimistas especificamente com a economia
brasileira em 2011, sendo o Brasil um dos países
nos quais há o menor índice de pessimismo econômico: apenas 9% dos brasileiros pensam que a economia do país será pior em 2011 do que em 2010.
Otimismo fundado
De acordo com o economista da Fundação Getúlio
Vargas, Evaldo Alves, o otimismo brasileiro com o
ano de 2011 e, principalmente, com a economia,
tem fundamento. Fazendo um balando do governo Lula, que presidiu o país nos últimos oito anos,
Alves diz que “o balanço, tanto no aspecto econômico como no empresarial, foi o de aproveitar
o momento favorável da economia mundial para
incentivar a economia brasileira a crescer também.
Quando a crise surgiu em 2008, o direcionamento
da economia para o mercado interno também ajudou a atenuar os efeitos da turbulência no âmbito
internacional por meio dos incentivos fiscais para
os bens de consumo duráveis, como automóveis,
eletrodomésticos inclusive os da linha branca”.
20 | Pneus & Cia.
Também analisando o governo Lula, que acaba de
ser encerrado, o presidente da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – Anip, Eugênio
Deliberato, fala sobre os últimos anos para o setor
de pneus: “No caso da indústria de pneumáticos,
acho importante destacar a decisão do governo
de proibir a importação de pneus usados. Esse era
um grande problema para o meio ambiente, pois
estávamos trazendo lixo para o Brasil. Também
foi fundamental a instituição da taxa antidumping
para os pneus chineses que estavam chegando ao
Brasil com preços abaixo do normal. A decisão do
dumping foi séria, fundamentada e foi resultado de
um amplo trabalho de membros do governo por
meio do Ministério das Relações Exteriores”. Ainda
segundo Deliberato, do ponto de vista macroeconômico, o Brasil teve com o governo Lula bons resultados, especialmente durante o período de crise:
“É claro que 2009 foi um ano duro para muitos
setores, especialmente para o de pneus, mas conseguimos nos recuperar agora em 2010 porque a
economia brasileira tem se mostrado sólida”.
Expectativas com o governo Dilma
O governo da presidenta Dilma apenas se inicia, e
os números relativos a ele são somente de expectativas. Segundo o Instituto Sensus, para cerca de
70% da população brasileira, Dilma fará um governo ótimo ou bom.
De acordo com os especialistas ouvidos pela matéria, o governo Dilma deve manter a linha de in-
vestimentos econômicos do governo Lula. Para o
economista da Fundação Getúlio Vargas, Evaldo
Alves, “o governo Dilma, teoricamente, deverá
ser um governo de continuidade, no entanto, deverá enfrentar o desafio de controlar a inflação
que já dá mostras de tendências de aceleração.
Ainda não está em patamares que fogem ao controle, no entanto as medidas corretivas deverão
ser tomadas o mais rápido possível para que a inflação não se alastre. Considerando que os itens
mais atingidos são os relativos aos alimentos, as
correções deverão ser tomadas rapidamente em
decorrência de seu impacto social”.
Segundo o presidente da Anip, Eugênio Deliberato, “como a Dilma possui um perfil desenvolvimentista, espero que ela continue a investir no
desenvolvimento do país, protegendo a indústria
nacional”.
Aspecto empresarial e setor de pneus em 2011
Fortemente relacionado ao setor de pneus está o
setor automobilístico. Portanto, se depender do
balanço de 2010 e das expectativas para 2011 divulgadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea, o ano de
2011 será promissor para o ramo de pneumáticos.
Segundo a Anfavea, o mercado interno de veículos encerrou 2010 com cerca de 3,45 milhões de
unidades, crescimento de 9,8% sobre os 3,14 milhões de veículos comercializados em 2009, sendo
que a expectativa da associação é que o setor de
automobilístico cresça aproximadamente 5% no
mercado interno.
Para o economista Evaldo Alves, “o ano de 2011
deverá ser um ano de maior competição e disputa por mercados, favorecendo os que forem mais
ágeis e inovadores. O cenário deverá ser de crescimento, no entanto, mais atenuado que o de 2010.
As oportunidades serão mais generosas para os
empresários que buscarem inovar e apresentar
soluções criativas para o consumidor”. Para o presidente da Anip, Eugênio Deliberato, “do ponto
de vista de produção e qualidade, somos uma indústria madura, sólida e com tecnologia de ponta. Se considerarmos o ambiente no qual estamos
nos desenvolvendo, considero que há algumas
questões que precisam ser mais bem trabalhadas,
como entraves para exportação, melhoria de infraestrutura de transportes e incentivos fiscais”.
Selo de garantia para o setor de pneus
No Brasil, segundo a Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus – ABR, existem 1,6
mil empresas reformadoras de pneus, responsá-
veis pela reposição anual de 7,6 milhões de pneus
no mercado, o correspondente a dois terços dos
pneus utilizados pelas frotas de ônibus e caminhões. No fim de 2010, o Inmetro publicou uma
nova Portaria que vai alterar o setor de pneus, em
especial o de reforma.
A Portaria nº 444, de 19 de novembro de 2010,
obriga as empresas reformadoras de pneus de ônibus e caminhão a serem certificadas pelo Inmetro.
De acordo com o texto da Portaria, o objetivo da
medida é estabelecer os “Requisitos de Avaliação
da Conformidade – RAC para o serviço de reforma de pneus para automóveis, camionetas, caminhonetes, veículos comerciais, comerciais leves e
seus rebocados, com foco na segurança, através
do mecanismo de Declaração da Conformidade
do Fornecedor, visando a propiciar confiança ao
consumidor no cumprimento dos requisitos de segurança para o produto”.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de
Revenda e Prestação de Serviços de Reforma de
Pneus e Similares do Estado de Minas Gerais –
Sindipneus MG, Paulo Bitarães, a medida do Inmetro vem ao encontro de um anseio do setor
de reformas, pois profissionaliza o ramo: “com o
certificado do Inmetro, o setor de reforma amplia
sua regulamentação, algo do qual ainda carece. A
Portaria do Inmetro traz uma garantia de qualidade aos pneus reformados, fazendo com que o setor deixe de ser considerado amador por alguns”.
Ainda segundo Bitarães, o certificado do Inmetro
aumenta a confiança do consumidor doméstico
e do transportador nos pneus reformados: “por
isso, quem for reformar o pneu deve ficar atento e
procurar empresas certificadas pelo Inmetro, para
ter a certeza de pagar por um bom produto”. As
empresas reformadores de pneus têm até 19 de
dezembro de 2012 para emitir os certificados, informa o Inmetro.
PNEUS E FROTAS
ATENÇÃO AOS PNEUS E À
REVISÃO GERAL DOS VEÍCULOS
I
22 | Pneus & Cia.
nício de ano, 13º salário no bolso, período de férias. Hora de fazer a revisão no carro. Para quem
acompanha o noticiário, sabe que nessa época
aumenta o tráfego nas estradas e, com ele, a ocorrência de acidentes causados em grande parte pela
imprudência e pelo mau estado de conservação dos
veículos o que também é, por si só, uma imprudência.
Dentre outras coisas, deve-se verificar o estado da
suspensão, se precisa ou não trocar os amortecedores, molas, buchas, coxins e outros componentes do
sistema, fazer balanceamento de pneus e alinhamento de rodas. Deles depende diretamente o resultado
obtido com os pneus e, se houver algum problema, o
desgaste da banda de rodagem será irregular, denunciando a existência de algo errado. Não adianta só
trocar os pneus, pois isso é agir apenas sobre o efeito
e não sobre a causa.
Verifique a profundidade de sulco dos pneus em vários pontos da circunferência e por toda a largura da
banda de rodagem. Encontre o ponto mais gasto e
então faça a medição. Nunca faça média ou qualquer
outro cálculo, a que vale é a menor medida encontrada. E não esqueça que abaixo de 1,6 mm de profundidade de sulco, o pneu já está careca.
Dependendo do desgaste apresentado, faça o rodízio
dos pneus lembrando sempre que, em se tratando de
automóveis, os melhores pneus devem sempre estar
montados no eixo traseiro, para sua maior segurança.
Não caia em conversa fiada de que o melhor pneu
deve estar na tração. Em automóvel, o melhor é sempre atrás, não importa qual o eixo de tração.
No transporte em geral, nessa época do ano costuma
haver um aumento no fluxo de ônibus rodoviários e
na carga urbana, principalmente na distribuição de
bebidas, enquanto em outras atividades há uma ligeira diminuição da atividade. Com as férias escolares, o
transporte urbano de passageiros tem uma pequena
queda, exceto em cidades litorâneas ou turísticas, e,
com indústrias e empresas promovendo férias coletivas, cai também o transporte de cargas. E, em algumas regiões do país, é época de entressafra.
Tudo isso torna a ocasião bastante propícia a uma
revisão geral das condições dos veículos já que sua
presença nos pátios e garagens das empresas os deixa à disposição da equipe de manutenção, sempre
tão pressionada pelo setor de operações e desprezada
em sua importância, fundamental para manter a frota
em condições de rodar com segurança, economia e
eficiência.
Em todos os anos de atividade que tenho com pneus,
uma única vez vi uma situação em que se aproveitou a
ocasião para fazer uma manutenção geral. Aconteceu
numa usina de açúcar no Mato Grosso em que, por
ser época de entressafra, praticamente toda a frota
de máquinas, caminhões e reboques estava parada.
Com isso, foram retiradas as rodas e desmontados
os pneus em 100% dos veículos parados no pátio.
Os pneus eram examinados, retiradas pedras do
meio dos sulcos, verificadas as condições gerais e
dos consertos em particular. Se necessário, o conserto era removido e substituído por outro. Uma vez
que os pneus estavam à disposição, foi avaliado o
desenho da banda de rodagem e medidos o sulco e
o diâmetro dos pneus. Com esses dados, os pneus
foram separados em grupos de quatro com o melhor emparelhamento possível, para serem montados posteriormente.
As rodas foram lavadas, jateadas com areia para remover ferrugem, e pintadas uma a uma, por dentro
e por fora. Isso, aliás, foi o que mais me chamou a
atenção. É comum vermos, principalmente em em-
Com o uso de uma máscara para proteger os pneus,
a pintura é feita no local, sem sequer retirar as rodas
do veículo e, ao aplicar camada sobre camada de
tinta, a película vai ficando cada vez mais espessa,
trazendo consequências negativas durante o uso.
A camada de tinta excessivamente espessa que se
forma ao longo do tempo pela sobreposição de várias demãos aumenta a retenção do calor gerado nas
frenagens, sempre uma constante no uso urbano.
Esse calor é conduzido pela roda e transmitido aos
talões através do flange, e é a principal causa da
ocorrência de ressecamento da borracha e do aparecimento de trincas nessa região. Devemos lembrar sempre que consertos na região dos talões são
proibidos por lei, caso os arames internos estejam
aparentes.
Outro problema da repintura é que a tinta, com o calor gerado, acaba por amolecer. Quanto mais espessa
for a camada, maior e pior é a possível folga que irá
aparecer podendo causar a soltura das porcas.
Faz algum tempo que em uma empresa em São Paulo ocorreram três acidentes consecutivos com perda
de roda e até de todo o eixo traseiro. Houve inclusive vítimas fatais e o resultado é óbvio. A empresa
já não existe mais.
Também é o momento de verificar o estado de porcas, castanhas e parafusos (ou prisioneiros, como dizem algumas pessoas). Se a rosca estiver danificada,
troque por uma nova. Se trocar castanhas, o ideal
é substituir todas ou, pelo menos a metade e, nesse caso, ao fazer a montagem vá intercalando uma
nova com uma antiga.
Os frisos e anéis devem ser limpos, jateados e pintados. Se houver trinca, troque por outro. Ao desmontar um conjunto pneu e roda, mantenha o friso
junto da roda de onde foi retirado. Nunca separe
um e outro. O friso deve voltar para a mesma roda
em que estava antes, pois podem existir diferenças
de largura, espessura e comprimento, e uma montagem forçada, mesmo que seja possível, trará danos
futuros. Ao montar, verifique a folga entre as extremidades, que deve ser em torno de 1,5 cm. Nunca
faça emendas ou soldas nos frisos.
Para quem tem controle de pneus, aproveite para
verificar se os dados existentes no sistema coincidem
23 | Pneus & Cia.
Câmaras de ar foram lavadas e passaram por avaliação de suas condições e também dos seus consertos.
Se necessário, um novo conserto era aplicado ou a
câmara era substituída. O mesmo foi feito com válvulas e bicos, e todos receberam tampas.
presas de transporte urbano de passageiros, uma
preocupação com a pintura das rodas, afinal isso
contribui para a apresentação dos veículos e para a
imagem da empresa. Mas, com freqüência, cometese um erro muito grande: a repintura feita sem que
as rodas sejam previamente jataeadas.
Conjuntos pneu e roda devem ser balanceados. Em
automóveis e na dianteira de veículos pesados, o
ideal é fazer o balanceamento montado no veículo,
com a chamada “lambreta”.
Isso permite que sejam corrigidas distorções decorrentes dos pneus, rodas, rolamentos, discos de freio,
tambor etc. ao corrigir eventuais problemas de peso
de todos os elementos do conjunto rodante.
Para as montagens geminadas, com pneus duplos, o
balanceamento montado não é possível e por isso é
comum que nem seja feito, o que é um erro enorme. Nesse caso, deve ser feito o balanceamento nas
máquinas de coluna. Esse método corrige diferenças
apenas do conjunto pneu e roda, mas não do restante. Se não é o ideal, é muitíssimo melhor do que
não fazer.
Mas essa visão é de quem não faz as coisas corretamente. Se em cada conjunto pneu e roda for feito o
balanceamento na coluna já com o prolongador na
roda interna e a presilha na roda externa, ao fazer
a montagem, ambas já estarão equilibradas com as
diferenças neutralizadas pelos contrapesos adicionados. Uma eventual transferência de peso pelo
apoio do prolongador na roda externa é desprezível,
quando comparado com o habitual conjunto que sequer foi balanceado.
Esse arranjo tem ainda duas grandes e excelentes
vantagens: a presença do prolongador possibilita a
calibragem do pneu interno, em geral negligenciada
pela dificuldade de acesso à válvula, e facilita o trabalho do borracheiro, reduzindo o tempo necessário
para calibrar, já que as válvulas estão próximas. Pura
logística.
Outra providência bastante útil é montar o pneu
com a marcação a fogo sempre coincidindo com a
posição da válvula, como pode ser visto na imagem
abaixo. Tirei esta foto numa empresa de ônibus urbano, no litoral paulista.
Fotos: Pércio Schneider
com o real dos pneus montados no veículo (veículo x
posição de montagem x número a fogo), bem como
a descrição dos demais itens de controle, como quilometragem ou hora do veículo, descrição do pneu
(marca, modelo, medida, desenho) e profundidade
de sulco.
Na frota de um frigorífico em Goiás, um caso muito
interessante, um cuidado adotado por um borracheiro bastante consciente de suas responsabilidades. Caso raro.
Eram todos conjuntos de cavalo mecânico e semirreboque boiadeiro, as válvulas das rodas internas com
prolongadores devidamente fixados com presilhas e
100% das válvulas com tampinhas. Ao fazer a montagem, o borracheiro tomava o cuidado de deixar
as válvulas próximas uma da outra, como pode ser
visto na foto a seguir.
Essa prática é especialmente útil em usinas, mineradoras e outras atividades em que os pneus constantemente fiquem sujos.
24 | Pneus & Cia.
Já escovei muito pneu para tirar o barro até encontrar o número a fogo, imagine fazer isso num treminhão carregado de cana, debaixo do sol. Com essa
montagem, basta achar a válvula para encontrar a
marcação a fogo e o número do pneu.
Muitas vezes, sou questionado sobre isso, que seria
errado, com o argumento de que nessa disposição há
um acúmulo excessivo de peso concentrado numa
mesma região, provocando desbalanceamento.
Aliás, aprendi muito nessa empresa de ônibus com um
dos maiores conhecedores de pneus que já tive oportunidade de encontrar, de quem tirei muitas lições que,
com o tempo, vou lhes repassar nesse espaço.
Pércio Schneider – especialista em pneus da Pró-Sul
E-mail: [email protected]
CONEXÃO
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
DOS VEÍCULOS
por Mariana Conrado
D
iz um ditado popular que “é melhor prevenir
que remediar”. Talvez esse seja um dos discursos mais falados por aí. Mas o clichê é bem
aplicado quando o assunto é manutenção dos veículos. Afinal, é sempre melhor evitar que os problemas
com o carro aconteçam do que ter que resolvê-los,
provavelmente no meio da rua, da estrada, do seu
dia, do seu trabalho ou das suas férias.
Inclusive, o início do ano é um dos períodos em que
os brasileiros mais tiram folga do trabalho e se preparam para viajar. O que nem sempre todas as pessoas
se lembram é de que uma viagem tranquila começa
antes de pegar a estrada. Mais importante que planejar o destino é fazer a revisão do veículo.
26 | Pneus & Cia.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, em levantamento realizado pelo Programa Carro 100% - Caminhão
100% - Moto 100%, iniciativa do Grupo de Manutenção Automotiva – GMA, o descuido com o carro
é uma das principais causas de acidentes no trânsito.
Essa negligência, que pode ocasionar falha do veículo, ocupa o 4º lugar no ranking dos oito motivos mais
citados pelos motoristas quando ocorrem acidentes,
atrás da falta de atenção, do excesso de velocidade e
da desobediência à sinalização. Baseado em pesquisa,
o GMA identificou que o fator veículo foi responsável
por 27% dos acidentes em uma amostra de mais de
três mil ocorrências. E ainda de acordo com o Programa Carro 100%, uma estimativa do Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea revela que quase
36 mil pessoas morrem por ano vítimas de acidentes
de trânsito no Brasil.
Para o coordenador do GMA, Antônio Carlos Bento, o
motorista brasileiro ainda não tem o hábito de cuidar
do veículo previamente. A lição, muitas vezes, vem
com as manutenções corretivas. Bento, que também
é responsável pelo Programa Carro 100%, afirma que
o motorista é o maior beneficiado ao cuidar do carro
de maneira consciente.
Os benefícios da prevenção
De acordo com Bento, o uso responsável do veículo
pode garantir direção segura, economia de combustível e também redução da poluição. Além dos riscos
das rodovias, a segurança da circulação depende não
só da prudência dos motoristas ao dirigir, mas também do bom estado das partes mecânicas do veículo.
Os itens de segurança, como direção, freios, suspensão, pneus e rodas, em condições ruins podem se
transformar em armadilhas.
Segundo informações do Programa Carro 100%, o veículo é formado por um sistema integrado de componentes, que sofrem desgastes com o uso, portanto, levar o
veículo regularmente para checagem em oficina de confiança permite que as revisões sejam programadas, evitando, assim, quebras inesperadas, o que pode afetar o
orçamento do motorista. “A manutenção preventiva chega a ser 30% mais barata, mantém o veículo conservado,
o que valoriza o preço para a revenda, e ainda garante
economia no consumo de combustível”, afirma Bento.
Veículo com motor desregulado e com peças desgastadas perde o desempenho e consome mais combustível. Por isso, cuidar do carro é uma prática também
ambientalmente correta. Para Bento, a manutenção
preventiva do veículo garante a melhoria da qualidade do ar que respiramos, pois, com a revisão, o carro
fica conservado, economiza combustível e, consequentemente, reduz a emissão de gases poluentes.
Um levantamento do Programa Carro 100% mostra
que com motores regulados há uma redução de 5%
no consumo de combustíveis e 30% menos poluentes
no ar das regiões metropolitanas, fator que contribuiria e muito para o bem-estar da sociedade.
Check list da manutenção
Para o motorista não ter aborrecimentos e sustos com
o carro, Antônio Bento destaca os principais itens que
devem ser revisados. Entre as dicas, Bento ressalta
que o motorista deve sempre consultar o manual do
proprietário do veículo, frequentar oficinas de sua segurança e adquirir peças de qualidade. O especialista
também lembra que o Código de Trânsito Brasileiro
já prevê punição para veículos que circulam em mau
estado de conservação. Portanto, fique atento!
Sistema de freio: recomenda-se trocar o fluido de
freio uma vez por ano. As pastilhas de freio precisam
ser trocadas conforme a quilometragem estipulada no
manual do fabricante do veículo, do contrário, o disco
pode ser danificado.
Pneus: deve-se verificar a calibragem dos pneus e
fazer a regulagem conforme indicação do manual do
proprietário do veículo. Os pneus e o estepe devem
estar em boas condições de uso. O rodízio de pneus
deve ser feito a cada 10 mil km rodados e ao fazê-lo é
importante balancear e alinhar as rodas. O motorista
deve atentar também para não adiar a substituição
dos pneus até que eles fiquem carecas. A legislação
brasileira estipula uma profundidade mínima dos
sulcos de 1.6mm em toda a extensão da banda de
rodagem. Esse nível é verificado pelo identificador
de desgaste TWI – Tread Wear Indicator, que é um
ressalto de borracha disposto no fundo dos sulcos da
banda de rodagem. Quando o TWI ficar desgastado,
é hora de trocar o pneu. Pneus carecas comprometem a segurança, pois não aderem ao solo e podem
derrapar e fazer o condutor perder a direção. Pneus
carecas e falta de estepe ou sem condições de uso
são considerados infrações graves – cinco pontos na
carteira de habilitação.
Sinalização: precisa-se verificar sempre o funcionamento das lâmpadas das lanternas dianteiras, traseiras, de freio e ré. Além de dificultar a sinalização,
podendo provocar acidente, estar com uma ou mais
luzes queimadas é considerado infração média – quatro pontos na carteira.
Faróis: deve-se fazer troca, sempre aos pares, a cada
50 mil km e uma checagem a cada seis meses ou se
houver alguma ocorrência que desregule os faróis.
Trafegar com o farol desregulado ou com facho de luz
alta perturbando a visão de outro condutor é infração
grave – cinco pontos na carteira.
Cintos de segurança: deve-se observar sempre se há
sinais de desgastes no cadarço e verificar se o fecho
está fechando e abrindo corretamente. Todos os ocupantes do veículo devem usar o cinto. A infração para
quem trafega sem cinto de segurança é grave – cinco
pontos na carteira.
Palhetas do limpador de para-brisa: recomenda-se
trocá-las uma vez por ano e também verificar o nível
de água do reservatório do limpador de para-brisa,
que deve ser abastecido com uma solução apropriada
para limpeza. Se o limpador do para-brisa não estiver
funcionando, o motorista pode ser autuado e a infração é grave – cinco pontos na carteira.
Extintor de incêndio: deve-se checar a validade do
extintor de incêndio. Se estiver vencida, a infração é
grave – cinco pontos na carteira.
Macaco e Triângulo de segurança: devem estar em
perfeitas condições de uso. Caso contrário, a infração
é grave – cinco pontos na carteira.
Óleo do motor: deve-se checar o nível do óleo do
motor e a quilometragem do veículo de acordo com
as especificações do manual e também conferir se há
vazamento de óleo. Vazamento de óleo na pista é infração gravíssima – sete pontos na carteira.
“Adicionalmente, bons hábitos na direção ajudam a
manter o veículo conservado. Arrancadas, cantadas
de pneus, freadas bruscas, dirigir com o pé na embreagem, além de serem procedimentos inseguros, desgastam o veículo prematuramente”, explica Bento.
Inspeção Técnica Veicular
O Conselho Nacional de Trânsito – Contran estabeleceu, com a Resolução nº84/98, normas referentes à
Inspeção Técnica de Veículos – ITV, mas ainda não foi
implementada. “O Brasil é um dos poucos países que
possuem uma frota expressiva que hoje tem mais de
28 milhões de unidades e ainda não implantou a ITV,
que avalia mais de 300 itens de segurança, ruídos e
emissões”, informa Bento. Estudos recentes realizados pelo GMA mostram que a implantação da ITV
pode reduzir em até 30% o número de acidentes,
salvando 12 mil vidas ao ano – média de 33 pessoas
BALANCEAMENTO
INTELIGENTE
Conheça as vantagens:
• Elimina as vibrações na direção/volante e suspensão;
• Evita o desgaste irregular dos pneus;
• Aumenta a vida útil do pneu e o balanceamento é constante;
• Melhora a durabilidade do conjunto de suspensão do veículo;
• Produto atóxico e não polui o ambiente;
• Instalação fácil, rápida, prática e sem chumbo;
• A carcaça tem melhor aproveitamento para recapagem.
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VALORES & VALORES
“Você pode dizer que eu sou um sonhador.
Mas eu não sou o único. Eu tenho a esperança de que um dia
você se juntará a nós. E o mundo será como um só.”
John Lennon
“Dê sempre o melhor e o melhor virá.”
Madre Teresa de Calcutá
“Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás
passar para atravessar o rio da vida. Ninguém, exceto tu, só tu.”
Nietzsche
“Ser grande é abraçar uma grande causa.”
William Shakespeare
“No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade.”
Albert Einstein
“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido
e não na vitoria propriamente dita.”
28 | Pneus & Cia.
Mahatma Gandhi
“Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças
na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.”
Carlos Drummond de Andrade
VIVER BEM
O CAMINHO
E
quilíbrio. Talvez esta seja a palavra mais adequada para nortear a vida de qualquer pessoa.
Quando trabalhamos com atitude empreendedora,
costumamos nos engajar de corpo e alma, labutando
14 horas diárias, negligenciando nossa saúde, família,
vida social e cultural.
Os dias mostram-se curtos, insuficientes para a realização das atividades propostas. O almoço torna-se
supérfluo. Dorme-se pensando nas duplicatas vencidas e a vencer, nos clientes que deixaram de ser atendidos ou nos atrasos na linha de produção.
Os finais de semana são comemorados no escritório ou
em casa, porém, regados a “trabalho atrasado”. Sentimo-nos quase reféns de uma espiral interminável, mas
sempre com a impressão de que ela está por se findar.
Enquanto isso, a vida passa. Seus filhos crescem e
você deixa de participar de suas apresentações na
escola, da perda de seu primeiro dente. Seus relacionamentos pessoais se desgastam, namoros perdem o
encanto e casamentos são rompidos. A dieta saudável
e as atividades físicas ficam relegadas a um segundo
ou terceiro plano.
Muitos percebem estes fatos apenas após os 45 ou
50 anos de idade, quando já realizados profissionalmente, porém sem notar que uma lacuna em suas
vidas pessoais deixou flancos que não podem mais
ser preenchidos, pois ficaram no passado. Sob este
prisma, são ricos materialmente, mas estão pobres.
O dinheiro pode trazer conforto, mas não constrói
uma boa família. A melhor herança que podemos dar
a nossos filhos e companheiros são alguns minutos
diários de nosso tempo.
Por isso, não leve os negócios para casa. Aprenda a
separar sua vida profissional de todas as suas outras
vidas. Mantenha-se num equilíbrio saudável. E tire
férias com regularidade, sem confundir um final de
semana emendado com férias de verdade. Leve junto
sua família e, o mais importante, leve junto você.
Quanto aos amigos, não se consegue construir um relacionamento por telefone ou e-mail. Sempre existirá a
necessidade de fazer as coisas “cara a cara” – as pessoas acreditam em quem elas veem com frequência.
Saúde é o preceito básico para todas as suas demais atividades. Se você não tomar conta de seu corpo, onde
vai viver? Você pode optar por passar metade de sua
vida arruinando sua saúde desde que esteja disposto
a transcorrer a outra metade tentando restabelecê-la.
Por isso, cuide-se. Durma o número de horas que seu
organismo exige para se recuperar, respeitando seu
biorritmo. Pratique esportes com regularidade. Pode
ser uma caminhada diária, um futebol com os amigos
duas vezes por semana, uma visita ao clube com seus
filhos no final de semana. E sorria. Cultive o bom humor mesmo diante das adversidades.
Já sua carreira não é construída exclusivamente pelo seu
dia a dia no trabalho. É, na verdade, fora dele que você
se projeta. Assim, invista em sua formação. Faça cursos de aprimoramento em outras áreas nas quais você
não cultive grande habilidade. Parafraseando Augusto,
“Apressa-te devagar”. Se o deadline chegou, mude-o,
pois a maioria dos prazos são artificiais e flexíveis.
Trabalhe com paixão e com entusiasmo. Com amor e
com empolgação. Mas lembre-se: o trabalho irá esperar enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o
arco-íris não espera enquanto você está trabalhando.
Tom Coelho – consultor, autor, educador e conferencista
E-mail: [email protected]
29 | Pneus & Cia.
A coisa mais importante da vida é saber o que é importante. E apesar de o trabalho ser muito relevante,
as coisas fundamentais são a família e os amigos.
DO MEIO
GUIA DOS ASSOCIADOS
LEGENDA
REFORMADORA
REVENDEDORA
ALFENAS
RECALFENAS
JARDIM BOA ESPERANÇA - TEL.: (35) 3292-6400
PNEUS NACIONAL LTDA.
BARRO PRETO - TEL.: (31) 3274-4155
FLORESTA - TEL.: 3273-5590
FUNCIONÁRIOS - TEL.: 3281-2029
PAMPULHA - TEL.: (31) 3427-4907
ANDRADAS
RECAUCHUTAGEM ANDRADENSE
CONTENDAS - TEL.: (35) 3731-1414
ARAXÁ
PNEUARA – PNEUS ARAXÁ LTDA.
VILA SILVÉRIA - TEL.: (34) 3661-8571
ARAGUARI
FÁBIO PNEUS LTDA.
DISTRITO INDUSTRIAL - (34) 2109-8000
BARBACENA
PNEUSOLA
ALÍPIO DE MELO - TEL.: (31) 3311-7736 / 3311-7742
AV. AMAZONAS - TEL.: (31) 3311-7772 / 3311-7774
AV. PEDRO II - TEL.: (31) 3311-7732 / 3311-7733
BR 262 -TEL.: (31) 3311-7766 / 3311-7767
CIDADE NOVA - TEL.: (31) 3311-7713 / 3311-7714
FLORESTA -TEL.: (31) 3311-7730 / 3311-7731
JARDINÓPOLIS -TEL.: (31) 3361-2522
LOURDES - TEL.: (31) 3311-7770 / (31) 3311-7771
LUXEMBURGO - TEL.: (31) 3311-7744 / (31) 3311-7745
MINAS SHOPPING - TEL.: (31) 3311-7760 / 3311-7761
NOVA SUÍÇA - TEL.: (31) 3311-7740 / 3311-7741
RAJA GABAGLIA - TEL.: (31) 3311-7750 / 3311-7751
SÃO LUCAS - TEL.: (31) 3311-7783 / 3311-7784
SAVASSI - TEL.: (31) 3311-7720 / 3311-7721
VIA SHOPPING TEL.: (31) 3311-7780 / 3311-7781
ASR RECAUCHUTADORA E COM. PNEUS
CAIÇARAS - TEL.: (32) 3333-0227
RECAPE PNEUS LTDA.
NOVA GRANADA - TEL.: (31) 3332-7778
BQ PNEUS RECAUCHUTADORA E COMÉRCIO LTDA.
PASSARINHO - TEL.: (32) 3332-2988
RODAR PNEUS LTDA.
CALAFATE - TEL.: (31) 3334-4065
BARBACENA CENTRO AUTOMOTIVO
PONTILHÃO - TEL.: (32) 3333-5000
BELO HORIZONTE
CURINGA DOS PNEUS
PAMPULHA - TEL.: (31) 3491-5700
TC PNEUS
BARREIRO DE BAIXO – TEL.: (31) 3384-2030
CALAFATE – TEL.: (31) 3371-1848
GAMELEIRA – TEL.: (31) 3386-4878/3384-1053
LOURDES – TEL.: (31) 3214-2413
SÃO LUCAS – TEL.: (31) 3225-7575
BETIM
AD PNEUS
JARDIM PIEMONT - TEL.: (31) 2125-9100
FON FON PNEUS
CARLOS PRATES - TEL.: (31) 3464-7909
ESTORIL - TEL.: (31) 3373-8344
POMPÉIA - TEL.: (31) 3261-7544
SAVASSI - TEL.: (31) 3281-3066
SHOPPING DEL REY - TEL.: (31) 3415-6166
VENDA NOVA - TEL.: (31) 3495-6000
30 | Pneus & Cia.
JAC PNEUS LTDA.
JARDIM MONTANHÊS - TEL.: (31) 3464-5553
MINAS PNEUS LTDA.
CAIÇARA - TEL.: (31) 2103-4488
GUTIERREZ - TEL.: (31) 3292-2929
PNEUBRASA LTDA.
GRAÇA - TEL.: (31) 3423-4578
CURINGA DOS PNEUS
JARDIM PIEMONT - TEL.: (31) 3591-9899
REDE RECAP RENOVADORA E COMÉRCIO DE PNEUS LTDA.
JARDIM PIEMONT - TEL.: (31) 3597-1335
TREVISO/RECAMIC
BETIM INDUSTRIAL - TEL.: (31) 2126-9200
TC PNEUS
CENTRO - TEL.: (31) 3531-2547
CAMPO BELO
PNEUPAM LTDA.
PAMPULHA - TEL.: (31) 3491-5000
RECABEL LTDA.
ZONA RURAL - TEL.: (35) 3882.2770
CAPELINHA
CORONEL FABRICIANO
PNEUS CAP LTDA.
PLANALTO - TEL.: (33) 3516-1512
AUTORECAPE LTDA.
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (31) 3842-3900
CONSELHEIRO LAFAIETE
RECAPAGEM RIO DOCE LTDA.
CALADINHO - TEL.: (31) 3841-9050
DIAMANTINA
CURINGA DOS PNEUS
SANTA MATILDE - TEL.: (31) 3762-1715
RG PNEUS
MELO VIANA - TEL.: (31) 3841-1176
CONTAGEM
ARAÚJO PNEUS LTDA.
JARDIM INDUSTRIAL - TEL.: (31) 3363-1840
CARDIESEL– GRUPO VDL
GUANABARA - TEL.: (31) 3232-4000
GAMA PNEUS & CIA.
CEASA MG KENNEDY - TEL.: (31) 3329-8000
GUANABARA - TEL.: (31) 3329-3700
PNEUSHOPPING LTDA.
CAZUZA - TEL.: (38) 3531-2407
DIVINÓPOLIS
PNEUMAC LTDA.
ORION - TEL.: (37) 3229-1111
PNEUSOLA
CENTRO - TEL.: (37) 3212-0777
RECAMAX MÁXIMA LTDA.
RANCHO ALEGRE - TEL.: (37) 3216-2000
RENOVADORA SEGURANÇA LTDA.
BALNEÁRIO RANCHO ALEGRE - TEL.: (37) 3222-6565
FORMIGA
LUMA PNEUS LTDA.
JARDIM MARROCOS - TEL.: (31) 3352-2400
AD PNEUS
MANGABEIRAS - TEL.: (37) 3322-1441
MINAS PNEUS LTDA.
CEASA - TEL.: (31) 3394-2559
PNEUCON PNEUS CONTAGEM LTDA.
COLONIAL - TEL.: (31) 3353-9924
PNEUS AMAZONAS LTDA.
VILA BARRAGINHA - TEL.: (31) 3361-7320
RENOVADORA SEGURANÇA LTDA.
VILA SOUZA E SILVA - TEL.: (37) 3322-1239
UNICAP
MARINGÁ - TEL.: (37) 3321-1822
GOVERNADOR VALADARES
PNEUSOLA
CEASA - TEL.: (31) 3311-7788 / 3311-7789
ELDORADO - TEL.: (31) 3311-7778 / 3311-7779
JARDIM INDUSTRIAL - TEL.: (31) 3311-7722 / 3311-7723
RECAPAGEM VALADARES LTDA.
VILA ISA - TEL.: (33) 3278-2160
REFORMADORA BELO VALE
IPÊ - TEL.: (33) 3278-1508
RECAPAGEM SANTA HELENA
ÁGUA BRANCA - TEL.: (31) 3394-8869
REGIGANT RECUPERADORA DE PNEUS GIGANTES LTDA.
RIACHO DAS PEDRAS - TEL.: (31) 2191-9999
SOMAR RECICLAGEM DE PNEUS LTDA.
RIACHO DAS PEDRAS - TEL.: (31) 3396-1758
TC PNEUS
CINCÃO - TEL.: (31) 3391-9001
VALADARES DIESEL LTDA. – GRUPO VDL
JARDIM IPÊ - TEL.: (33) 2101-1500
GUAXUPÉ
RENOVADORA DE PNEUS DOIS IRMÃOS
VILA SANTO ANTÔNIO - TEL.: (35) 3551-2205
IGARAPÉ
RECAPAGEM CAMPOS
BAIRRO JK - TEL.: (31) 3534-1552
31 | Pneus & Cia.
RECAPE PNEUS LTDA.
VILA PARIS - TEL.: (31) 3353-1765
IPATINGA
RG PNEUS
IGUAÇU - TEL.: (31) 3824-2244
ITABIRA
RG PNEUS
CENTRO - TEL.: (31) 3831-5055
RECAPAGEM SANTA HELENA
AV. MESTRA FININHA SILVEIRA - TEL.: (38) 3212-5945
CENTRO ATAC. REGINA PERES - TEL.: (38) 3213-2051
JD. PALMEIRAS - TEL.: (38) 3213-1940
RUA SETE - TEL.: (38) 3213-2220
ITABIRITO
RECAPAGEM ITABIRITO LTDA.
AGOSTINHO RODRIGUES - TEL.: (31) 3561-7272
TREVISO/RECAMIC
ANEL RODOVIÁRIO - TEL.: (38)3222-8800
ITAMARANDIBA
BODÃO PNEUS E REFORMAS LTDA.
SÃO GERALDO - TEL.: (38) 3521-1185
JOÃO MOLEVADE
RG PNEUS
CARNEIRINHOS - TEL.: (31) 3851-2033
RG PNEUS
BELMONTE - TEL.: (31) 3852-6121
MURIAÉ
RECABOM PNEUS
UNIVERSITÁRIO - TEL.: (32) 3722-4042
NANUQUE
CACIQUE PNEUS LTDA.
CENTRO - TEL.: (33) 3621-4924
NOVA LIMA
TC PNEUS MATRIZ
CARNEIRINHOS - TEL.: (31) 3851-4222
JUIZ DE FORA
FON FON PNEUS
POSTO CHEFÃO - TEL.: (31) 3581-2727
RENOVADORA DE PNEUS OK S/A.
JARDIM CANADÁ - TEL.: (31) 3581-3294
CURINGA DOS PNEUS
POÇO RICO - TEL.: (32) 3215-4547/3215-0029
PARÁ DE MINAS
AUTO RECAPAGEM AVENIDA LTDA.
CENTRO - TEL.: (37) 3231-5270
PNEUSOLA
AV.BRASIL - TEL.: (32) 3216-3419 / 3231-6677
AV. JUSCELINO KUBTSCHECK - TEL.: (32) 3225-5741
INDEPENDÊNCIA SHOPPING - TEL.: (32) 3236-2777 / 3236-2094
RECAUCHUTADORA JUIZ DE FORA LTDA.
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (32) 2102-5000 / 5042
RECABOM PNEUS
MARIANO PROCÓPIO - TEL.: (32) 3212-2410
RG PNEUS
FRANCISCO BERNADINO - TEL.: (32) 3221-3372
PARACATU
RECAPAGEM SANTA HELENA LTDA.
CENTRO - TEL.: (34) 3672-3099
PATOS DE MINAS
AUTOPATOS PNEUS E RECAPAGEM LTDA.
IPANEMA - TEL.: (34) 3818-1500
RECALTO PNEUS LTDA.
PLANALTO - TEL.: (34) 3823-7979
RT JUIZ DE FORA REFORMA DE PNEUS LTDA.
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (32) 2102-5004
TREVISO/RECAMIC
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (32)3691-1313
32 | Pneus & Cia.
LAVRAS
LAVRAS RECAP
AEROPORTO - TEL.: (35) 3821-6308
RECAPAGEM SANTA HELENA
CRISTO REDENTOR - TEL.: (34) 3814-5599
JD. PAULISTANO - TEL.: (34) 3823-1020
PATROCÍNIO
AUTOMOTIVA PNEUS LTDA.
MORADA DO SOL - TEL.: (34) 3831-3366
PITANGUI
MATIAS BARBOSA
PNEUSOLA RECAPAGEM LTDA.
CENTRO EMPRESARIAL - TEL.: (32) 3273-8622
SUFER PNEUS E RECAPAGEM LTDA.
CHAPADÃO - TEL.: (37) 3271-4444
POÇOS DE CALDAS
ALBATROZ RECAUCHUTAGEM DE PNEUS
INDUSTRIAL (ÁGUA E SOL) - TEL.: (32) 3273-1599
POÇOS CAP LTDA.
CAMPO DO SÉRGIO - TEL.: (35) 3713-1237
MONTES CLAROS
PNEUSOLA
CENTRO - TEL.: (38) 3221-6070
ESPLANADA - TEL.: (38) 3215-7874 / 3215-7874
TIMÓTEO
REFORMADORA DE PNEUS CACIQUE LTDA.
NÚCLEO INDUSTRIAL - TEL.: (31) 3848-8062
RG PNEUS
OLARIA II - TEL.: (31) 3831-5055
TORQUE DIESEL LTDA.
CACHOEIRA DO VALE - (31) 3848-2000
MURIAÉ
RG PNEUS
BARRA - TEL.: (31) 3722-3788
POUSO ALEGRE
AD PNEUS
JARDIM CAMPOS ELÍSEOS - TEL.: (35) 3713-9293
VADIESEL - VALE DO AÇO LTDA. – GRUPO VDL
NÚCLEO INDUSTRIAL - TEL.: (31) 2109-1000
UBÁ
TREVISO/RECAMIC
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (35) 3422-7020
PNEUSOLA
LAURINHO DE CASTRO - TEL.: (32) 3531-3869
SANTA LUZIA
FRANSSARO PNEUS
SAN RAFAEL II - TEL.: (32) 3532-9894
DURON RENOVADORA E COM. DE PNEUS
CRISTINA C - TEL.: (31) 3637-8688
JACAR PNEUS LTDA.
RODOVIA UBÁ/JUIZ DE FORA - (32) 3539-2800
UBERABA
FON FON PNEUS
BOA ESPERANÇA - TEL.: (31) 3641-4789
SÃO DOMINGOS DO PRATA
RECAPAGEM PNEUS PRATA LTDA.
BOA VISTA - TEL.: (31) 3856-1724
SÃO LOURENÇO
BRISA PNEUS LTDA.
CENTRO - TEL.: (35) 3332-8333
SETE LAGOAS
RECAPAGEM SANTA HELENA
JARDIM INDUBERAVA - TEL.: (34) 3336-6615
SÃO BENEDITO - TEL.: (34) 3336-8822
UBERLÂNDIA
DPASCHOAL
DISTRITO INDUSTRAL - TEL.: (34) 3213-1020
RECAPAGEM SANTA HELENA
CUSTÓDIO PEREIRA – TEL.: (34) 3230-2300
AUTO SETE VEÍCULOS E PEÇAS LTDA. – GRUPO VDL
PIEDADE - TEL.: (31) 2107-5000
UBERLÂNDIA CAMINHÕES E ÔNIBUS – GRUPO VDL
MARTA HELENA - TEL.: (34) 2102-8500
VARGINHA
CURINGA DOS PNEUS
CANAAN - TEL.: (31) 3773-1717
AD PNEUS
PARQUE URUPÊS - TEL.: (35) 3222-1886
RECAPAGEM CASTELO LTDA.
UNIVERSITÁRIO - TEL.: (31) 3773-9099
TYRESUL RENOVADORA DE PNEUS LTDA.
SANTA LUIZA - TEL.: (35) 3690-5511
RECAPAGEM SANTA HELENA
AV. RAQUEL TEIXEIRA VIANA - TEL.: (31) 3773-0639
CENTRO - TEL.: (31) 3771-2491
ELDORADO - TEL.: (31) 3772-2869
RECAUCHUTADORA RIO BRANQUENSE DE PNEUS
BARRA DOS COUTOS - TEL.: (32) 3551-5017
VISCONDE DO RIO BRANCO
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BELO HORIZONTE
GEBOR COMERCIAL LTDA. – ACESSÓRIOS
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TEÓFILO OTONI DIESEL – GRUPO VDL
VILA RAMOS - TEL.: (33) 3529-2500
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6% de ganho
de quilometragem
10% de economia
de combustível
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A Vipal está na estrada há quase 4 décadas e em cada km desse caminho nós nunca deixamos
de evoluir. Sempre investimos pesado em novas tecnologias para garantir bandas de rodagem
cada vez mais seguras, duráveis e econômicas. Uma prova disso é que agora novamente
a Vipal sai na frente com uma das maiores inovações em reforma de pneus: as bandas
Vipal EcoTread. Graças ao seu composto diferenciado, as bandas Vipal EcoTread garantem
mais quilometragem, menor consumo de combustível e mais lucratividade para você.
Com isso, a Vipal reafirma mais uma vez que sustentabilidade no transporte não é apenas
um discurso, é um compromisso com o planeta e com cada um de nossos clientes.
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Banda Vipal
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Revista Pneus e Cia nº19