METODOLOGIA PARA ATENDER AOS REQUISITOS DA ABNT NBR 15575 NO PROJETO E CONSTRUÇÃO DE EDIFICAÇÕES 11 de dezembro de 2013 Eng. Maria Angelica Covelo Silva HISTÓRICO DO CONCEITO DE DESEMPENHO O conceito de desempenho teve origem nas exigências de segurança estrutural de produtos da indústria bélica e aeroespacial na Segunda Guerra Mundial. Construção civil - 1962 - 2º Congresso do CIB. Evolução nos congressos de 1965 e 1968. 1970 - Criação da Comissão de trabalho do CIB - W60 “The performance concept in building” 1ª reunião em Oslo - Noruega em 1971. ISO 6240 - “Performance Standards in Building - contents and presentation”, London, 1980. ISO 6241 - “Performance Standards in Building - principles for their preparation and factors to be considered”, London, 1984. ISO 7162 - “Performance Standards in Buildings - contents and formats of standards for evaluation of performance”, 1992. E se incorporou à legislação.... exemplo: Espanha http://www.codigotecnico.org El Código Técnico de la Edificación (CTE) es el marco normativo que establece las exigencias que deben cumplir los edificios en relación con los requisitos básicos de seguridad y habitabilidad establecidos en la Ley 38/1999 de 5 de noviembre, de Ordenación de Ordenación de la Edificación (LOE). Las Exigencias Básicas de calidad que deben cumplir los edificios se refieren a materias de seguridad: seguridad estructural, seguridad contra incendios, seguridad de utilización; y habitabilidad: salubridad, protección frente al ruido y ahorro de energía. El CTE también se ocupa de la accesibilidad como consecuencia de la Ley 51/2003 de 2 de diciembre, de igualdad de oportunidades, no discriminación y accesibilidad universal de las personas con discapacidad, LIONDAU. El CTE pretende dar respuesta a la demanda de la sociedad en cuanto a la mejora de la calidad de la edificación a la vez que persigue mejorar la protección del usuario y fomentar el desarrollo sostenible. El CTE se aplica a edificios de nueva construcción, a obras de ampliación, modificación, reforma o rehabilitación y a determinadas construcciones protegidas desde el punto de vista ambiental, histórico o artístico. Linha do tempo do conceito de desempenho no Brasil Anos 80 Anos 70 • Prof. Teodoro Rosso FAU/USP • • • IPT EPUSP UFRGS 1981 • Critérios mínimos elaborados pelo IPT para os empreendimentos financiados pelo BNH Linha do tempo do conceito de desempenho no Brasil Anos 90 • Tentativas de avaliar sistemas inovadores • Entraves ao financiamento por falta de normas e parâmetros para avaliar Linha do tempo do conceito de desempenho no Brasil Anos 90 • Novos materiais, componentes, subsistemas introduzidos no mercado • Racionalização de projeto Linha do tempo do conceito de desempenho no Brasil Anos 90 • Novos materiais, componentes, subsistemas • Racionalização de projeto A falta do conceito, da metodologia e normas de desempenho, de cultura profissional de avaliação de produtos inovadores antes do uso em escala e da compatibilização do desempenho de materiais, componentes e subsistemas levou a uma série de problemas também nos sistemas convencionais, com as alterações feitas no processo a partir destas inovações e racionalização. Ainda somos um setor que só faz controle tecnológico de concreto sem saber que é necessário avaliar e controlar todos os demais materiais, componentes e subsistemas. Incompatibilidade entre a deformabilidade das estruturas e a vedação (alvenaria + revestimentos) Fonte: Eng. Luiz Henrique Ceotto Exemplo: Laje zero ou lajes de 8cm x desempenho acústico www.chegadebarulho.com 5- Procure saber se o problema é de abuso na utilização do imóvel vizinho ou de defeito construtivo. É muito comum achar o vizinho que seu problema de barulho é de mau uso da propriedade alheia, quando há defeito de construção consistente na falta de isolamento acústico adequado ao tipo de imóvel que utilizam. Fim precoce do desempenho Laudo explica queda de sacadas em Maringá-PR “De acordo com o laudo, o que ocasionou a queda da marquise foi a corrosão das armaduras de sustentação, que estavam em elevado processo de degradação. Outros pontos foram apontados pela comissão no laudo. São eles: a ruptura do sistema de impermeabilização, rebaixamento das armaduras, alteração geométrica, carga excessiva sobre a marquise e a forte chuva no dia do acidente.” Terça-feira, 28/10/2008 Douglas Marçal - O Diário de Maringá Fim precoce do desempenho Edifício em fase de acabamento desaba em Salvador O dono da empresa construtora, e o irmão dele, mestre de obras, responsáveis pela construção do edifício Guaratinga, de sete andares, que desabou em Salvador no último sábado (17 de julho de 2010), prestarão depoimento na tarde desta quarta-feira à polícia. No desmoronamento, três pessoas morreram e duas crianças ficaram feridas. A Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) foi oficiada pela 11ª Companhia de Polícia para esclarecer por que a obra foi realizada mesmo sem a liberação do alvará de construção. Foto: Margarida Neide Agência A tarde A polícia também vai ouvir o engenheiro responsável pela obra, que ainda não foi localizado. Fim precoce do desempenho Belém, 29 de janeiro de 2011. Linha do tempo JUN JUL AGO SET OUT NOV Publicação primeira versão: 12 de maio de 2008 Em vigor: A partir de 12 de maio de 2010 19 de julho de 2013 EXIGIBILIDADE PELO CONSUMIDOR Empreendimentos Devem atender aqueles que tiverem projetos protocolados (Prefeitura Municipal) a partir de seis meses depois da norma entrar em vigor (12 de novembro de 2010) Revisão iniciada em jan. 2011 e concluída em março 2012. Publicada: 19 de fevereiro de 2013 Exigibilidade: 19 de julho 2013 (projetos protocolados a partir desta data) Pisos (não mais pisos internos) Título: não há mais até cinco pavimentos Princípio básico: NORMA TÉCNICA É LEI. Código de Defesa do Consumidor Lei 8078 / de 11 de setembro de 1990 CAPÍTULO V - Das práticas comerciais Seção IV - Das práticas abusivas Art. 39 - É vedado ao fornecedor de produtos e serviços Item VIII - Colocar , no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço, em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial CONMETRO. TRABALHAR COM A METODOLOGIA DE DESEMPENHO É DEFINIR PARA O EDIFÍCIO/ MATERIAIS, COMPONENTES E SISTEMAS: Condições de exposição Exigências de uso e operação Exigências humanas em relação ao comportamento do edifício; exigências do fluxo de uso e operação de processos. Características que os materiais, componentes e sistemas devem atender. Ensaios, simulações, verificações analíticas. Requisitos de Desempenho Critérios de desempenho Métodos de Avaliação Conjunto de ações a que o empreendimento está exposto (externas e decorrentes da ocupação e uso/operação). Grandezas quantitativas que estabelecem padrões e níveis a serem atingidos. Requisitos NBR 15575 a) Segurança 1. Desempenho estrutural 2. Segurança contra incêndio 3. Segurança no uso e operação b) Habitabilidade 1. Estanqueidade 2. Desempenho térmico 3. Desempenho acústico 4. Desempenho lumínico 5. Saúde, higiene e qualidade do ar 6. Funcionalidade e acessibilidade 7. Conforto tátil e antropodinâmico c) Sustentabilidade 1. Durabilidade 2. Manutenibilidade 3. Adequação ambiental O foco do conceito de desempenho e da metodologia de desempenho é o comportamento da edificação e de suas partes quando submetido às condições de uso e operação e às condições de exposição. O foco é o usuário , as necessidades humanas em relação à edificação. Conceito: Desempenho = comportamento de um produto em utilização. O produto deve ter características que o capacitem para cumprir os objetivos e funções para os quais foi projetado. Não importa que a esquadria seja de madeira, aço, PVC ou alumínio, ou de um material revolucionário. O que importa é que ela tenha desempenho acústico adequado, que tenha estanqueidade adequada, permeabilidade, etc, todas as características que precisa ter para a função que desempenha no edifício como abertura e vedação ao mesmo tempo. A especificação deve ser feita para as condições de uso e condições de exposição a que o produto estará sujeito. Um mesmo produto em condições de exposição e uso diferentes apresentará desempenho diferente. Metodologia de desempenho e os requisitos da NBR 15575 PASSO 1 Conhecer características de uso do edifício e suas partes ao longo da vida útil para estabelecer requisitos em função das condições reais de uso.... Como serão usados os ambientes? Salão de festas Sala de ginástica Acessibilidade Segurança ao uso • iluminação • desníveis Quais as operações de limpeza e manutenção que serão necessárias ao longo da vida útil do edifício? Condições de uso: • Cargas. • Tipo de tráfego. • Condição de tráfego (rápido, lento, intermitente, contínuo). • Esforços repetitivos. • Manuseio de alimentos. • Manuseio de substâncias químicas. • Presença de crianças, idosos. • Usos específicos. PASSO 2 Conhecer e registrar no projeto as características de exposição a que estarão sujeitos os materiais, componentes e sistemas e o edifício como um todo.... P R L o n d r i n a B C F I 3 Porto Alegre – Zona 3 NBR 15220 – Desempenho térmico de edificações Parte 3: Zoneamento bioclimático brasileiro e diretrizes construtivas para habitações unifamiliares de interesse social Zonas bioclimáticas Poluição e umidade Exposição a ruídos Proximidade de fontes de ruídos específicas Salinidade As condições de exposição para especificação de esquadrias por exemplo: região de vento e altura do edifício (NBR 10821), classe de ruído (NBR 15575). Desempenho estrutural do edifício; fachadas; esquadrias; grandes coberturas Ventos http://www.ufrgs.br/lac/ Comparação de consumos e custos entre as Estruturas A28 Com Vento e Sem Vento Espessura Média 0,228 m³/m² Taxa de Forma 10,2 m²/m³ Taxa de Aço 112,2 kg/m² Custo Total do Edifício R$ 2.157.537 Espessura Média 0,228 m³/m² Taxa de Forma 10,2 m²/m³ Taxa de Aço Custo Total do Edifício 68,9 kg/m² R$ 1.869.181 A28-3 27 tipos A28-3 27 tipos Diminuição de Custo R$ 288.356 (13,4%) Fonte: Eng. Ricardo França Com Vento de Norma vo=38 m/s Contra a Norma!!!! SEM VENTO Enchentes e alagamentos Chuva de granizo Drenagem de águas pluviais Metz Pompidou Centre, a museum exposed to wind and snow 10,000 m² Pompidou-Metz Centre dedicated to modern and contemporary works of art was inaugurated on May 12. CSTB contributed in its own way to this important structure that will welcome an expected 250,000 visitors per year. Wind forces were studied in the CSTB Jules Verne wind tunnel in Nantes, on a 1:200 scaled model instrumented with 400 pressure sensors. One of the aims of this new Pompidou Centre is to open up the artistic world to the general public and particularly to present works outside the museum, in open spaces of the building or in the courtyard. This is why the client and the project manager wanted to take special care to make users comfortable in outdoor spaces. CSTB thus also used this model to study the climatic environments of the project. In carrying out the study of the distribution of snow loads due to accumulation and redistribution phenomena as a result of wind, CSTB experts combined the statistical analysis of local climatological data (snow and wind) and experimental results of tests carried out on a 1:30 scaled model in a climatic wind tunnel. The experimental phase in the climatic wind tunnel simulated the load on a model of the roof of the Centre using artificial snow. This experimental approach is intended to determine roof load coeffici ents resulting from unusual snowfall events (wind speed and direction). The results derived from the experimental simulations were then used in a "Monte Carlo" simulation that reproduces the statistical approach of random climatological events. This means that the results can be expressed in terms of reference events with long return periods or very low probabilities, and can therefore be used to design a structure conservatively by increasing these reference loads by an appropriate safety factor. Passo 3 – Definir os requisitos e critérios a atender diante das características de uso e das condições de exposição NBR 15575.... Para cada subsistema é necessário verificar quais os requisitos a serem atendidos e quais os componentes deste subsistema que fazem parte dos requisitos. Assim Áticos Alvenaria e revestimentos Ex. Vedações verticais externas Esquadrias e vidros a) Segurança 1. Desempenho estrutural 2. Segurança contra incêndio 3. Segurança no uso e operação b) Habitabilidade 4. Estanqueidade 5. Desempenho térmico 6. Desempenho acústico 7. Desempenho lumínico 8. Saúde e higiene 9. Funcionalidade e acessibilidade 10. Conforto tátil 11. Qualidade do ar c) Sustentabilidade 12. Durabilidade 13. Manutenabilidade 14. Adequação ambiental Guarda-corpo Subsistema Fachada (vedação vertical externa) Condição de exposição para o desempenho acústico: Classe II segundo a NBR 15575 Parte 4 Condição de uso: Dormitório Níveis de ruído permitidos na Requisito: habitação Critério: Nível de desempenho mínimo = Diferença padronizada de nível ponderada, promovida pela vedação externa (fachada e cobertura, no caso de casas térreas e sobrados, e somente fachada, nos edifícios multipiso), verificada em ensaio de campo ≥ 25 dB Método de avaliação: 12.3.1.1 Método de avaliação Devem ser avaliados os dormitórios da unidade habitacional. Devese utilizar um dos métodos de campo de 12.2.1 para a determinação dos valores da diferença padronizada de nível, D2m,nT,w. As medições devem ser executadas com portas e janelas fechadas, tais como foram entregues pela empresa construtora ou incorporadora. • Os requisitos podem exigir que se atendam outras normas de projeto, especificação de materiais, execução de serviços. • Exemplo: no requisito “Acessibilidade” a NBR 15575 exige o atendimento da NBR 9050; no requisito “Durabilidade” exige o atendimento de normas de projeto e especificação dos materiais utilizados no edifício. Responsabilidades 5 Incumbências dos intervenientes 5.1 Generalidades As incumbências técnicas de cada um dos intervenientes encontram-se estabelecidas em 5.2 a 5.5 e na ABNT NBR 5671. 5.2 Fornecedor de insumo, material, componente e/ou sistema Cabe ao fornecedor de sistemas caracterizar o desempenho de acordo com esta Norma. Convém que fabricantes de produtos, sem normas brasileiras específicas ou que não tenham seus produtos com o desempenho caracterizado, forneçam resultados comprobatórios do desempenho de seus produtos com base nesta Norma ou em Normas específicas internacionais ou estrangeiras. 5.3 Projetista Os projetistas devem estabelecer a Vida Útil de Projeto (VUP) de cada sistema que compõe esta Norma, com base na Seção 14. Cabe ao projetista o papel de especificar materiais, produtos e processos que atendam ao desempenho mínimo estabelecido nesta Norma com base nas normas prescritivas e no desempenho declarado pelos fabricantes dos produtos a serem empregados em projeto. Quando as normas específicas de produtos não caracterizem desempenho, ou quando não existirem normas específicas, ou quando o fabricante não publicar o desempenho de seu produto, é recomendável ao projetista solicitar informações ao fabricante para balizar as decisões de especificação. Quando forem considerados valores de VUP maiores que os mínimos estabelecidos nesta Norma, estes devem constar dos projetos e/ou memorial de cálculo. 5.4 Construtor e incorporador 5.4.1 Salvo convenção escrita, é da incumbência do incorporador, de seus prepostos e/ou dos projetistas envolvidos, dentro de suas respectivas competências, e não da empresa construtora, a identificação dos riscos previsíveis na época do projeto, devendo o incorporador, neste caso, providenciar os estudos técnicos requeridos e prover aos diferentes projetistas as informações necessárias. Como riscos previsíveis, exemplifica-se: presença de aterro sanitário na área de implantação do empreendimento, contaminação do lençol freático, presença de agentes agressivos no solo e outros riscos ambientais. 5.4.2 Ao construtor ou incorporador cabe elaborar o Manual de Uso, Operação e Manutenção, ou documento similar, conforme 3.26, atendendo às ABNT NBR 14037, que deve ser entregue ao proprietário da unidade quando da disponibilização da edificação para uso, cabendo também elaborar o manual das áreas comuns, que deve ser entregue ao condomínio. 5.4.3 O Manual de Uso, Operação e Manutenção da edificação (3.26) deve atender ao disposto na ABNT NBR 14037, com explicitação pelo menos dos prazos de garantia aplicáveis ao caso, previstos pelo construtor ou pelo incorporador e citados no Anexo D. NOTA Recomenda-se que os prazos de garantia estabelecidos no Manual de Uso, Operação e Manutenção, ou documento similar, sejam iguais ou maiores aos apresentados no Anexo D. Quem projeta, especifica, precisa: • Saber como o projeto influi sobre este desempenho: A influência da tipologia, espessura, condições de contorno, etc da laje para o requisito de desempenho acústico de pisos. A influência do tamanho do vão no desempenho acústico A influência da porta de entrada no requisito de desempenho acústico E a especificação precisa deixar de ser prescritiva e especificar desempenho Portas NBR 15930 Perfil de Desempenho da Porta de Entrada - PEM Classificação por Desempenho Fonte: Multidoor Cerâmica e porcelanato ABNT NBR 13818:1997 Placas cerâmicas para revestimento Especificação e métodos de ensaios ABNT NBR 15463:2007 Placas cerâmicas para revestimento Porcelanato ABNT NBR 15575: 2013 – escorregamento, estanqueidade, durabilidade, desempenho acústico de pisos NBR 15575 Parte 3 1. Rampas 2. Escadas 3. Áreas molhadas Os materiais, componentes e sistemas construtivos precisam ser especificados em suas propriedades. Não existe produto “similar” se os critérios de similaridade não estão definidos. Se o desempenho for equivalente então podemos dizer que são similares. Marca PISO Modelo LINDO Fabricante: (nome ou logomarca do fabricante) Produto: Janela de correr 02 folhas Espessura e tipo do vidro Dimensão: altura x largura 1 000 x1 200 mm monolítico com 4mm CLASSIFICAÇÃO TÉCNICA DO PRODUTO (ABNT NBR 10821) NÍVEL DE DESEMPENHO O fabricante tem que realizar ensaios de caracterização de desempenho e apresentar os dados que demonstrem verdadeiramente o desempenho de seus produtos. Quem especifica tem que exigir estes dados e saber interpretá-los. RESISTÊNCIA À CORROSÃO ISOLAMENTO ACÚSTICO Mínimo (M) Região do país Quant. pav. III 02 (Específica para esquadrias de aço) – Atenuação Mínima (AM) - < 18 dB APLICAÇÃO: -Edificação com até dois pavimentos (térreo mais um pavimento); -Deve ser utilizada em regiões com baixo ruído externo REGIÃO DE UTILIZAÇÃO: Demarcar a região do mapa - São Paulo – Capital - São Paulo – Litoral - Grande ABC - Norte de Mato Grosso do Sul - Sul de Mato Grosso e Goiás - Norte de Amazonas e Roraima RECOMENDAÇÕES: - Convém que este produto seja utilizado apenas em edificações com até dois pavimentos e altura máxima de 6 m. - Desempenho térmico e acústico mínimo. Características técnicas de acordo com a ABNT NBR 10821: Fonte: Apresentação Eng. Fabiola Rago Beltrame-AFEAL Ensaio: Resultados: - Permeabilidade ao ar: Vazão obtida - Estanqueidade à água: Mínimo 120 Pa - Pressão de vento para o ensaio de deformação: Mínimo 1 000 Pa - Resistência às operações de manuseio: Atende - Isolamento acústico (Rw): ____dB As condições de uso que afetarão o desempenho também precisam ser caracterizadas: Por exemplo na especificação de porta: • Porta externa/interna, exposta a umidade • Porta de entrada entre dois apartamentos • Ciclos de abertura e fechamento • Procedimentos de execução que assegurem que seja atingido o requisito • • • Sistema de instalação Itens de verificação/inspeção na obra Aceitação final 61 • Procedimentos de execução que assegurem que seja atingido o requisito Drywall e alvenaria : a execução deve ter procedimentos para montagem, colocação de caixas de elétrica, etc., de modo a não reduzir o isolamento acústico que a parede proporciona. O conceito de desempenho está baseado em projetar e construir com base nas necessidades de todo o ciclo de vida do empreendimento 102 andares - conclusão em 1931. E dar orientação ao cliente sobre como suas ações podem modificar o desempenho projetado e construído no uso, operação e manutenção Exemplo: 1.As paredes que dividem seu apartamento do apto vizinho foram projetadas para atingir um nível de isolamento acústico previsto na norma técnica da ABNT, NBR 15575. Se você abrir nichos, caixas de instalação elétrica ou outro componente que altere a espessura e composição da parede sem o devido tratamento acústico o isolamento será reduzido. Detalhando alguns requisitos Segurança a) Segurança • Desempenho estrutural • Segurança contra incêndio • Segurança no uso e operação • Desempenho estrutural 7.2.2 Método de avaliação Análise do projeto estrutural, verificando sua conformidade com as Normas Brasileiras específicas e com as premissas de projeto indicadas em 7.2.1.2 e na ABNT NBR 15575-2. Dessa forma, devem ser atendidos todos os requisitos estabelecidos nas Normas a seguir: – ABNT NBR 6118, para estruturas de concreto; – ABNT NBR 6122, para fundações; – ABNT NBR 7190, para estruturas de madeira; – ABNT NBR 8800, para estruturas de aço ou mistas; – ABNT NBR 9062, para estruturas de concreto pré-moldado; – ABNT NBR 10837, para alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto; – ABNT NBR 14762, para estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio; – Ou outras Normas Brasileiras de projeto estrutural vigentes. Parte 4 – Sistemas de vedações verticais externas e internas 7.1 – Requisito: Estabilidade e resistência estrutural dos sistemas de vedação interno e externo. Apresentar nível de segurança considerando-se as combinações de ações passíveis de ocorrerem durante a vida útil do edifício habitacional ou sistema. 7.1.1 - Critério – Estado limite último Vedações verticais internas e externas com função estrutural - 15575 – 2 e normas específicas. Vedações verticais internas e externas sem função estrutural - Tabela 1 – Critérios sob a ação de cargas de serviço. 7.3 – Requisito – Solicitações de cargas provenientes de peças suspensas atuantes nos sistemas de vedações externas e internas Resistir às solicitações originadas pela fixação de peças suspensas (armários, prateleiras, lavatórios, hidrantes, quadros e outros) Critério – Capacidade de suporte para as peças suspensas. Tabela 2 – cargas de ensaio e critérios para peças suspensas fixadas por mão francesa padrão. Tabela 3 - cargas de ensaio e critérios para peças suspensas fixadas segundo especificações do fabricante ou do fornecedor 7.4 – Requisito – Impacto de corpo-mole nos sistemas de vedações verticais externas e internas com ou sem função estrutural. 7.5 - Requisito – Impacto de corpo-mole nos sistemas de vedações verticais externas e internas para casas térreas com ou sem função estrutural. 7.6 – Requisito – Ações transmitidas por impactos nas portas 7.8 – Requisito – Cargas de ocupação incidentes em guarda corpos e parapeitos de janelas 70 360 J Segurança contra incêndio Incêndio em edifício residencial no Leblon RJ - 2013 PARTE 1 74 ABNT NBR 14432:2001 Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações - Procedimento - Tabela 2 Desempenho e critérios de algumas tipologias 76 • Capacidade dos circuitos (de projeto) x potência dos equipamentos disponíveis no mercado Cooktop elétrico 4 bocas Características Gerais - Mesa vitrocerâmica - Controles com toque digital - Função aquecimento rápido - Display digital - Desligamento automático por derramamento e panela vazia - Indicador luminoso de superfície quente - Limpeza fácil com acessório raspador laminado - Trava de segurança, - Potência elétrica: 6.300 W 77 Reação ao fogo Exemplo: 8.2.1 Critério – Avaliação da reação ao fogo da face interna dos sistemas de vedações verticais e respectivos miolos isolantes térmicos e absorventes acústicos As superfícies internas das vedações verticais externas (fachadas) e ambas as superfícies das vedações verticais internas devem classificar-se como: a) I, II A ou III A, quando estiverem associadas a espaços de cozinha; b) I, II A, III A ou IV A, quando estiverem associadas a outros locais internos da habitação, exceto cozinhas; c) I ou II A, quando estiverem associadas a locais de uso comum da edificação; d) I ou II A, quando estiverem associadas ao interior das escadas, porém com Dm inferior a 100. Os materiais empregados no meio das paredes (miolo), sejam externas ou internas, devem ser classificados como I, II A ou III A. Estas classificações constam na Tabela 9 ou na Tabela 10, Parte 4 de acordo com o método de avaliação previsto – Normas ISO, EN ou ABNT. Propagação de chamas e toxicidade A falta de cultura de controle de propagação de chamas no Brasil faz com que nem mesmo os técnicos, engenheiros e arquitetos, que projetam edificações ou apenas seu interior (os chamados “designers de interiores”) tenham conhecimento suficiente para solicitar dos fabricantes de todos os materiais que estão nas superfícies ou interior de paredes, tetos e pisos, as demonstrações de sua condição de propagação de chamas e muito menos ainda de sua densidade ótica de fumaça e toxicidade dos gases emitidos pelos materiais em situação de incêndio. Predomina assim uma especificação que leva em conta as outras propriedades desejadas esquecendo-se na maioria das vezes de observar as propriedades com relação à segurança contra incêndio. A norma ABNT NBR 9178:2003 Espuma flexível de poliuretano Determinação das características de queima, determina as classes deste material segundo as condições que apresentam diante da combustão (velocidade de combustão). . No entanto, é conhecido do meio técnico, acadêmico e de produção, que as espumas de poliuretano em situação de combustão geram gases extremamente tóxicos que são capazes se inalados de levar a morte entre 1 e 3 minutos após a inalação – ver depoimento do Prof. Dr. Miguel Dabdoub, da Universidade de São Paulo. Os produtos deste tipo de espuma que sejam usados em situações sujeitas à presença de fogo devem possuir em sua formulação química necessariamente os aditivos retardadores de propagação de chamas que impedem a formação dos gases pela não propagação das chamas pelo material. Do contrário não atendem a NBR 9178. Neste último aspecto, a única forma de constatar a classe em que se encaixam os materiais é por meio do relatório de ensaios realizados de acordo com as normas mencionadas. Segurança no uso e operação 9.2.3 Premissas de projeto Devem ser previstas no projeto e na execução formas de minimizar o risco de: 1. Queda de pessoas em altura: telhados, áticos, lajes de cobertura e quaisquer partes elevadas na construção; 2. Acessos não controlados aos riscos de quedas. 3. Queda de pessoas em função de rupturas das proteções as quais deverão ser testadas conforme NBR 14718 ou possuírem memorial de cálculo assinado por profissional responsável que comprove seu desempenho; 4. Queda de pessoas em função de irregularidades nos pisos, rampas e escadas, conforme a ABNT NBR 15575-3; 5. Ferimentos provocados por ruptura de subsistemas ou componentes, resultando em partes cortantes ou perfurantes; 6. Ferimentos ou contusões em função da operação das partes móveis de componentes, como janelas, portas, alçapões e outros; 7. Ferimentos ou contusões em função da dessolidarização ou da projeção de materiais ou componentes a partir das coberturas e das fachadas, tanques de lavar, pias e lavatórios, com ou sem pedestal, e de componentes ou equipamentos normalmente fixáveis em paredes. Acessos não controlados ao risco de quedas Irregularidades em pisos 83 84 Ensaios de acordo com a NBR 14718 ou projetista com ART de dimensionamento. Esforço estático horizontal Esforço estático vertical Resistência a impactos 85 Projeto de fachada: detalhamento de juntas, análise de deformações, especificação de argamassas, fixação de calhas, molduras, rufos etc nas coberturas. 86 Especificação dos pisos de áreas comuns e privativas molhadas, rampas e escadas com coeficiente de atrito ≥ 0,4 87 Playgrounds – nova norma A nova norma aplica-se a balanços, escorregadores, gangorras, carrosséis, paredes de escalada, plataformas multifuncionais, “brinquedão” (kid play) e redes espaciais, para uso em escolas, creches, áreas de lazer públicas (praças, parques e áreas verdes), restaurantes, buffets infantis, shopping centers, condomínios, hotéis e outros espaços coletivos similares. Publicada no dia 15 de junho, a norma tem as seguintes partes: · ABNT NBR 16071-1:2012, Playgrounds. Parte 1: Terminologia, que define os termos utilizados para playgrounds · ABNT NBR 16071-2:2012, Playgrounds. Parte 2: Requisitos de segurança, que especifica os requisitos de segurança para os equipamentos de playground destinados a reduzir os riscos que os usuários não sejam capazes de prever, ou que possam ser razoavelmente antecipados. · ABNT NBR 16071-3:2012, Playgrounds. Parte 3: Requisitos de segurança para pisos absorventes de impacto, que especifica os requisitos de segurança para pisos a serem utilizados em playgrounds e em áreas onde é necessária a atenuação do impacto. Esta parte da norma também especifica os fatores que devem ser considerados ao ser selecionado o piso do playground, bem como o método do ensaio pelo qual a atenuação do impacto pode ser determinada. · ABNT NBR 16071-4:2012, Playgrounds. Parte 4: Métodos de ensaio, que estabelece os métodos de ensaio para playgrounds. · ABNT NBR 16071-5:2012, Playgrounds. Parte 5: Projeto da área de lazer, que especifica requisitos para implantação dos equipamentos de playground destinados ao uso infantil individual e coletivo. · ABNT NBR 16071-6:2012, Playgrounds. Parte 6: Instalação, que contém os requisitos para instalação dos equipamentos de playground. · ABNT NBR 16071-7:2012, Playgrounds. Parte 7: Inspeção, manutenção e utilização, que contém os requisitos para inspeção, manutenção e utilização dos equipamentos de playground. A ABNT NBR 16071:2012 cancela e substitui a norma ABNT NBR 14350-1:1999, que continha duas partes. b) Habitabilidade • Estanqueidade • Desempenho térmico • Desempenho acústico • Desempenho lumínico • Saúde, higiene e qualidade do ar • Funcionalidade e acessibilidade • Conforto tátil e antropodinâmico 90 Requisitos NBR 15575 Paredes que separam uma unidade de áreas comuns de trânsito eventual de pessoas, etc – Mín.= 40dB Conjunto de paredes e portas que separam uma unidade de outra pelo hall (Mín.= 40dB) Paredes que separam uma unidade de áreas comuns com permanência de pessoas como áreas de lazer como sala de ginástica, etc. Mín.= 45dB Paredes que separam uma unidade de outra unidade Mín = 40 dB ou Mín.= 45dB quando há dormitório em pelo menos um dos lados Sistema de pisos de dormitórios . Mín (LnTw) = 80dB – ruído de impacto e 40 dB ruído aéreo Conjunto de paredes externas e esquadrias 91 de dormitórios Mín = 20, 25 ou 30dB NBR 15575 Parte 4 Tabela 17 — Valores mínimos da diferença padronizada de nível ponderada, D2m,nT,w, da vedação externa de dormitório Enquadramento do empreendimento nas classes I,II ou III registrado em projeto seguindo a NBR 10151 O Anexo F contém recomendações relativas a outros níveis de desempenho. Também, valores de referência Rw, obtidos em ensaios de laboratório, para orientação a fabricantes e projetistas, constam no Anexo F. Procedimento, equipamento e equipe interna treinada para medição segundo a NBR 10151 Construtora Tarjab -SP Contratação de empresa/profissional especializado que emita relatório de avaliação com ART ou RRT e, se assim, contratado o estudo por simulação sobre a forma como o ruído chegará nas fachadas que contém dormitórios Exemplo: Simulação de desempenho acústico com o uso do software CADNA Fonte: Apresentação Harmonia Acústica, Secovi-SP, out. 2009. 2. DB-HR. NOVEDADES Mapas de ruído - Espanha Fonte: Apresentação Arq. Federico Sottomayor – Secovi-SP, maio de 2011 95 Quanto maior o vão mais isolamento deverá ser proporcionado pela esquadria A construtora/projetista deverá verificar com o Rw do fornecedor se com as características da parede (Rw da parede; dimensões da parede) atingirá o D2m,nT,w requerido para a classe de ruído em que se enquadra o empreendimento. Cálculo a ser feito pela construtora Desempenho acústico das vedações verticais internas 98 99 1. 2. 3. 4. 5. • • Caracterizar as paredes utilizadas para as condições exigidas e verificar nos dados a seguir seu nível de desempenho em campo (DnTw); Caracterizar portas de entrada para situações em que há mais de um apartamento por pavimento – Portas atendendo ao requisito de conjunto de paredes e portas – fabricante deve ensaiar; Definir se a empresa atenderá apenas o nível mínimo ou intermediário e superior; Definir diretrizes para passagem de tubulação, caixas elétricas, quadros de energia ou quaisquer furações nestas paredes que possam causar perda do isolamento proporcionado; detalhar em projeto para execução adequada na obra; Definir diretrizes de projeto para evitar a proximidade de dormitórios com ambientes de difícil solução de isolamento: paredes de geminação entre duas unidades em que há dormitório de um lado: não fazer divisa com parede de banheiro com chuveiro ou descarga, de cozinha com torneiras, com poço de elevador. evitar paredes de unidade divisória com áreas de uso coletivo do edifício. 100 EM SISTEMAS DE VEDAÇÕES DE ALVENARIA UTILIZAR DADOS DE ENSAIOS QUE SÃO PUBLICADOS EM ARTIGO TÉCNICO – ver artigo completo com caracterização das paredes ensaiadas Não atende o caso da parede de geminação em que há necessidade de 45dB – quando há dormitório em pelo menos um dos lados. Ou manual publicado pelos fabricantes de drywall Diretrizes de projeto • Caixas de instalação elétrica, quadros ou outras aberturas são pontos de fuga de isolamento acústico; • As paredes que requerem isolamento acústico precisam evitar a presença destas aberturas ou quando estas forem inevitáveis devem ser solucionadas/detalhadas em projeto para assegurar que não haja perda de capacidade de atingir o isolamento requerido pela norma. Portas Dados de ensaios do fabricante 106 Desempenho acústico dos pisos 107 108 PISOS Tapping Machine Fonte: Apresentação Harmonia Acústica, Secovi-SP, out. 2009. O acabamento pode ser computado se a incorporadora entrega o piso acabado/revestido. Ainda não há conhecimento sobre o comportamento dos diferentes tipos de revestimentos. Há indícios em ensaios realizados de comportamento diferente do que consta de alguns trabalhos acadêmicos. Os ensaios realizados até agora demonstram que o desempenho quanto ao ruído de impacto depende de: •Espessura da laje (+ contrapiso); •Dimensões da laje; •Sistema de ligação entre paredes e lajes; •Revestimento do piso. No entanto, não existem modelos para projetar para um determinado desempenho. Os trabalhos acadêmicos existentes medem diferentes tipos de lajes, mas ninguém desenvolveu modelo de projeto. Conhecem-se os resultados e, por semelhança das variáveis, é possível avaliar, mas as empresas estão ensaiando, pois não há disponibilidade de ensaios organizadamente. Para o desempenho intermediário, em geral, é necessário um sistema massa mola massa • Acital Existem vários tipos de materiais resilientes. Promaflex Aubicon Isover Joongbo • A empresa deve avaliar ensaios a serem realizados pelos fabricantes destes sistemas identificando a melhor relação custo-benefício. Alerta: é preciso ensaiar em campo. Ensaios feitos com amostras de 1m x 1m não representam a realidade do desempenho e vem sendo feitos por alguns laboratórios para fabricantes. Ruído aéreo 114 c) Sustentabilidade • Durabilidade • Manutenibilidade • Adequação ambiental 115 DURABILIDADE 116 PARTE 1 Durabilidade é o desempenho ao longo do tempo e a expressão da durabilidade de um produto é sua vida útil. 117 VIDA ÚTIL (VU) PERÍODO DE TEMPO EM QUE UM EDIFÍCIO E/OU SEUS SISTEMAS SE PRESTAM ÀS ATIVIDADES PARA AS QUAIS FORAM PROJETADOS E CONSTRUÍDOS, CONSIDERANDO A PERIODICIDADE E CORRETA EXECUÇÃO DOS PROCESSOS DE MANUTENÇÃO ESPECIFICADOS NO RESPECTIVO MANUAL DE USO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO (A VIDA ÚTIL NÃO PODE SER CONFUNDIDA COM PRAZO DE GARANTIA LEGAL E CERTIFICADA). NOTA - INTERFEREM NA VIDA ÚTIL, ALÉM DA VIDA ÚTIL PROJETADA, DAS CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS E DA QUALIDADE DA CONSTRUÇÃO COMO UM TODO, O CORRETO USO E OPERAÇÃO DA EDIFÍCAÇÃO E DE SUAS PARTES, A CONSTÂNCIA E EFETIVIDADE DAS OPERAÇÕES DE LIMPEZA E MANUTENÇÃO, ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E NÍVEIS DE POLUIÇÃO NO LOCAL DA OBRA, MUDANÇAS NO ENTORNO DA OBRA AO LONGO DO TEMPO (TRÂNSITO DE VEÍCULOS, OBRAS DE INFRAESTRUTURA, EXPANSÃO URBANA), ETC. O VALOR REAL DE TEMPO DE VIDA ÚTIL SERÁ UMA COMPOSIÇÃO DO VALOR TEÓRICO DE VIDA ÚTIL PROJETADA DEVIDAMENTE INFLUENCIADO PELAS AÇÕES DA MANUTENÇÃO, DA UTILIZAÇÃO, DA NATUREZA E DA SUA VIZINHANÇA. AS NEGLIGÊNCIAS NO CUMPRIMENTO INTEGRAL DOS PROGRAMAS DEFINIDOS NO MANUAL DE OPERAÇÃO, USO E MANUTENÇÃO DA EDIFICAÇÃO, BEM COMO AÇÕES ANORMAIS DO MEIO AMBIENTE, IRÃO REDUZIR O TEMPO DE VIDA ÚTIL, PODENDO ESTE FICAR MENOR QUE O PRAZO TEÓRICO CALCULADO COMO VIDA ÚTIL PROJETADA. VIDA ÚTIL DE PROJETO (VUP) PERÍODO ESTIMADO DE TEMPO PARA O QUAL UM SISTEMA É PROJETADO A FIM DE ATENDER AOS REQUISITOS DE DESEMPENHO ESTABELECIDOS NESTA NORMA, CONSIDERANDO O ATENDIMENTO AOS REQUISITOS DAS NORMAS APLICÁVEIS, O ESTÁGIO DO CONHECIMENTO NO MOMENTO DO PROJETO E SUPONDO O CUMPRIMENTO DA PERIODICIDADE E CORRETA EXECUÇÃO DOS PROCESSOS DE MANUTENÇÃO ESPECIFICADOS NO RESPECTIVO MANUAL DE USO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO (A VUP NÃO DEVE SER CONFUNDIDA COM TEMPO DE VIDA ÚTIL, DURABILIDADE, PRAZO DE GARANTIA LEGAL E CERTIFICADA). NOTA – A VUP É UMA ESTIMATIVA TEÓRICA DE TEMPO QUE COMPÕE O TEMPO DE VIDA ÚTIL. O TEMPO DE VU PODE OU NÃO SER CONFIRMADO EM FUNÇÃO DA EFICIÊNCIA E REGISTRO DAS MANUTENÇÕES, DE ALTERAÇÕES NO ENTORNO DA OBRA, FATORES CLIMÁTICOS, ETC. Vida útil ≠ Prazo de garantia Prazo de garantia = por exemplo, 3 anos. função da confiabilidade dos processos do fabricante. Vida útil = f (durabilidade prevista pelo projeto, durabilidade das peças e componentes, revisões, manutenções, trocas de peças e partes que têm vida útil menor do que o produto completo, estilo de direção, finalidade de uso) VIDA ÚTIL DE UM PNEU Projetar e especificar levando em conta as condições de exposição, de uso e manutenção que afetam a durabilidade e atender todas as normas técnicas pertinentes para a vida útil mínima prevista na NBR 15575. Durabilidade nas estruturas NBR 6118 Mas será que se asseguram as condições para que o cobrimento seja efetivamente atingido? Fonte: Apresentação • O maior desafio da implantação da NBR 15575 = conhecimento técnico. • Os projetos de arquitetura e de engenharia precisam desenvolver soluções, especificações e detalhes que atendam aos requisitos estabelecidos. No Estado do Rio Grande do Sul estão algumas das principais instituições que têm condições de avaliar desempenho e de capacitar engenheiros e arquitetos para projetar, especificar e construir com os requisitos de desempenho. [email protected] 11 5561-2097