GERENCIAMENTO INTEGRADO
DA MACRODRENAGEM EM
AMBIENTE URBANO
 Dr-Eng. Melissa Graciosa
 Prof. Dr. Aluisio Canholi
1
Estrutura da Apresentação
 Tópicos gerais em Drenagem urbana: Princípios e práticas
 Condicionantes da Drenagem na cidade do Rio de Janeiro
 Plano Diretor de Manejo de Águas Pluviais da Cidade do
Rio de Janeiro – PDMAP/RJ
 Drenagem e Urbanização de Favelas
2
Tópicos em Drenagem Urbana
 Tipos de sistemas de drenagem
 Microdrenagem e Macrodrenagem
 Drenagem urbana convencional
 Objetivos da moderna drenagem urbana
 Gerenciamento Integrado
 Unidade de gerenciamento
 Planos Diretores de Macrodrenagem
 Medidas de controle na origem
 Medidas de controle na bacia hidrográfica
 Princípios, Diretrizes e Critérios de projeto
3
Tópicos em Drenagem Urbana
 Sistema de drenagem urbana
 Brasil: Sistema separador absoluto
 drenagem pluvial totalmente separada de esgoto sanitário
 Microdrenagem:
 Captação
 Encaminhamento para a rede de macrodrenagem
 Sarjetas, bocas de lobo, bueiros, poços de visita, pequenas
galerias
 Macrodrenagem:
 Rios, córregos, canais
 Galerias de grande porte
 Reservatórios, lagos
4
Objetivos da Moderna Drenagem Urbana
 1 – Controle da quantidade:
 Coleta, encaminhamento e destinação das águas pluviais
 Alocação de espaços;
 2 – Controle da qualidade:
 interligações com esgoto, lixo transportado, sedimentos
transportados (poluição difusa)
 3 – Restauração dos Rios Urbanos:
 Restabelecimento da paisagem, função de recreação,
integração com o ambiente urbano;
 4 – Recarga dos Aqüíferos:
 Restabelecimento da parcela de infiltração
DESAFIO: COMO INTEGRAR?
5
Importância do Gerenciamento Integrado
 Princípio:

Unidade de gerenciamento  Bacia Hidrográfica
 Ferramenta: Plano Diretor de Macrodrenagem:

Estabelecer Diretrizes para a Drenagem urbana;

Promover ações necessárias de correção;

Buscar medidas de controle multi-objetivo;
Situação nas cidades brasileiras: O controle de
quantidade prevalece sobre os demais objetivos.
6
1ª Etapa: Controle da Quantidade
 Princípios / Ferramentas
Não Transferir Problemas:
 Resolver os problemas da bacia na própria bacia
 Restabelecer a capacidade de amortecimento e infiltração
da Bacia Hidrográfica
 Mudança de Paradigma: Canalização x Retenção;
 Contenção na Fonte: Infiltração, Retenção
 Contenção de Jusante: Bacias de detenção
 Restabelecer a capacidade de amortecimento da rede de
macrodrenagem – aumento do tempo de concentração:
 Canalização lenta, amortecimento em calha
 Impacto hidrológico Zero
7
 Regulamentação para empreendimentos novos

1ª Etapa: Controle da Quantidade
 Sistema de drenagem urbana
 Práticas anteriores:
 Visão higienista
 Águas pluviais = esgoto sanitário
 Encaminhamento rápido das águas pluviais
 Impactos a jusante
 Princípios atuais:
 Gerenciamento do Risco de inundações
Sustentabilidade Sócio-Ambiental  menores impactos
 Sustentabilidade econômica  Relação custo-benefício;
 benefício = dano evitado
 desenvolvimento de metodologias de quantificação do dano
 taxa de drenagem
 seguro para inundações
Não Existe Risco Zero!
8
1ª Etapa: Controle da Quantidade
DEFLÚVIO
DIRETO
DISPOSITIVOS DE CONTROLE
NOS TELHADOS
SUPERFÍCIES
IMPERMEÁVEIS
TUBO
DE
DRENAGEM
BACIAS
DE
INFILTRAÇÃO
SUPERFÍCIES
PERMEÁVEIS
CHUVA
EXCEDENTE
RETENÇÃO/DETENÇÃO
COLETORES
PAVIMENTOS
POROSOS
GALERIAS
CANALETAS
PERMEÁVEIS
PICOS ELEVADOS
Q
Q
PICOS REDUZIDOS
t
t
CORPO RECEPTOR
9
1ª Etapa: Controle da Quantidade
 Exemplos de controle na fonte
 Trincheiras de infiltração
 Telhado verde
 Reservatórios de reuso (piscininhas)
Buckman Heights courtyard infiltration basins (430 NE 16th
Ave.)
Buckman Heights courtyard planter overflow
(430 NE 16th Ave.)
10
1ª Etapa: Controle da Quantidade
 Controle na bacia: Reservatórios de Amortecimento
 Função: amortecer os picos de cheia
11
1ª Etapa: Controle da Quantidade
 Controle na bacia: Reservatórios de Amortecimento – Tipos:
 In-line
 Instalados no eixo do Rio
 Barragens
 Entrada e saída por gravidade
 Saída controlada por vertedouro e orifício de fundo
 O Rio “passa” pelo reservatório
 Requer grandes áreas de implantação
 Baixas profundidades – até 10m;
 Off-line
 Instalados à margem do Rio
 Entrada por gravidade – controle de entrada por vertedor
 Apenas a vazão excedente (de cheia) é vertida para o reservatório, que
fica seco na maior parte do tempo
 Saída por bombeamento

Pequenas áreas – grandes profundidades – 35m ou mais (ex. Japão – 1260m)
1ª Etapa: Controle da Quantidade
 Exemplo: Reservatório Off-line  Pacaembu, 74.000 m³
13
1ª Etapa: Controle da Quantidade
 Exemplo: Reservatório In-line  RT-1A Mauá – 136.000 m³
14
2ª Etapa: Controle da Qualidade
 Princípios / Ferramentas

Eliminação de lançamentos diretos de esgoto e lixo

Controle dos processos de erosão e assoreamento

Redução da poluição difusa – Educação ambiental

Melhoria da Qualidade

Bacias de Retenção / Infiltração

Filtros de Areia / Bacias de percolação

Wetlands
15
2ª Etapa: Controle da Qualidade
 Bacias de Infiltração / Retenção
OMSI, 1992 (1945 SE Water Ave.)
Cascade Station (NE Airport Way & I-205)
16
2ª Etapa: Controle da Qualidade
 Lixo Acumulado nas bacias de detenção – São Paulo
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2ª Etapa: Controle da Qualidade
 Wetland de Escoamento Superficial Típica
18
2ª Etapa: Controle da Qualidade
 Exemplo: Wakodahatchee Wetland, Florida, E.U.A.
19
3ª Etapa: Restauração dos Rios Urbanos
 Princípios / Ferramentas

Valorização do Rio na paisagem urbana

Preservação/Recuperação das várzeas

Revestimentos permeáveis – baixas velocidades

Parques lineares

Ciclovias, lagos perenes, integração com recreação

Vegetação ciliar, traçados naturais
20
3ª Etapa: Restauração dos Rios Urbanos
 Restauração de rios urbanos - exemplo
21
3ª Etapa: Restauração dos Rios Urbanos
 Rio Aricanduva – Obras para redução das velocidades
Antes
Depois
22
3ª Etapa: Restauração dos Rios Urbanos
 Rio Aricanduva – Hidrogramas comparativos - antes e
depois da construção da calha
Hidrogramas no Canal Aricanduva - início da calha
Influência do alargamento da calha e soleiras
140
Vazão no Aricanduva sem obras da
calha
Vazão no Aricanduva com obras da
calha
Vazão (m3/s)
120
100
80
60
40
20
0
0
1
2
3
Tempo (h)
4
5
6
23
4ª Etapa: Recarga dos Aqüíferos
 Princípios / Ferramentas

Infiltração

Ampliação das áreas permeáveis

Incremento nas vazões de base (diluição)

Controle do lençol freático
24
4ª Etapa: Recarga dos Aqüíferos
 Sistemas de Infiltração de águas pluviais
Buckman Terrace Apartments (303 NE 16th Ave.)
SW Scholls Ferry Road
25
4ª Etapa: Recarga dos Aqüíferos
 Sistemas de Infiltração de águas pluviais
Hawthorne Ridge Subdivision (SE 162nd,
South of Foster)
26
Síntese dos Critérios de projeto
Bacia hidrográfica como unidade de planejamento
 Definição do risco aceitável – Período de retorno de projeto
 Não transferência de impactos entre bacias / sub-bacias
 Desconcentrar as vazões
 Conceito de vazão de restrição
 Implantação das intervenções estruturais em fases – Períodos de Retorno
progressivamente maiores
 Priorizar o armazenamento
 Baixas velocidades de escoamento
 Aplicação de medidas não-estruturais complementares
 Estudo da Relação custo-benefício  considerar a operação/manutenção
 Controle do aumento da impermeabilização
Integração com o planejamento urbano
 Valorização das águas em ambiente urbano – tratamento integrado dos cursos
d’água como elemento da paisagem urbana
27
 Prever o monitoramento do sistema
Condicionantes da Drenagem no RJ
 Histórico de grandes inundações na cidade do RJ
 Condicionantes da macrodrenagem no RJ:
 Naturais
 Antrópicas
 Histórico da drenagem no RJ
 Plano Diretor de Manejo de Águas Pluviais:
PDMAP - RJ
28
Histórico de inundações no RJ
Inundação Praça da Bandeira, em 1940. Fonte: blog da Mirian Leitão
Fonte: IG Notícias
Fonte: Revista Veja
Inundação na Praça da Bandeira, 6/4/10.
Fonte: O Dia
29
Histórico de inundações no RJ
Inundação na região do Jardim Botânico em 1988. Fonte: O Globo
Inundação no Jardim Botânico em 6/4/10. Fonte: IG notícias
30
Histórico de inundações no RJ
Inundação na
região do Canal
do Mangue,
Jan/66. Av.
Presidente
Vargas x Rua
Francisco
Bicalho. Fonte:
O Globo
Inundação na
região da
Leopoldina
(Canal do
Mangue), em
6/4/10.
Fonte:
Estadão
Carros arrastados pela correnteza na R.
Inundação na região da Leopoldina (Canal do
Senador Furtado, região da Pça. da Bandeira,
31
Mangue), em 6/4/10. Fonte: Band notícias
em 6/4/10. Fonte: G1 notícias
Histórico de inundações no RJ
Inundação na rua do Lavradio, Centro, 1976.
Fonte: O Globo
Inundação na Favela do Rio das Pedras em
Jacarepaguá, 1998. Fonte: O Globo
32
Histórico de inundações no RJ
Av. Maracanã, 5/4/10. Fonte: G1 notícias
Lagoa Rodrigo de Freitas, 6/4/10. Fonte: G1
notícias
Bairro do Jacaré, 6/4/10. Fonte: G1 notícias
LRodrigo de Freitas, 6/4/10. Fonte: Band
33
notícias
Histórico de inundações no RJ
Rua Lopes de Souza, próx. R. Ceará,
25/4/11  NA = 2,20 m
R. Felipe Camarão, 25/4/11  NA = 0,50 m
Estádio do Maracanã, 25/4/11  NA = 0,75m
34
Histórico de inundações no RJ
 Setembro de 1711  Primeiro registro histórico de uma grande inundação;
 Abril de 1756  Canoas foram vistas navegando pelas ruas do centro
 10 e 17/2/1811  Catástrofe conhecida como “águas do monte”, devido às
fortes enxurradas que desciam de todos os morros da cidade; Morro do Castelo
(Centro) desmoronou; D. João VI ordenou que as igrejas acolhessem os
desabrigados; Primeiro estudo encomendado sobre as causas das inundações.
 Março de 1906  Grande inundação, com transbordamento do canal do
Mangue e desmoronamento do morro de Santa Tereza
 1924, 1940, 1942, 1962  Transbordamento do Canal do Mangue, inundação
na Praça da Bandeira e desabamentos no morro de São Carlos;
 Janeiro de 1966  Maior tragédia em conseqüência das chuvas de que se tem
registro no Rio de Janeiro: Uma semana de temporais causaram enchentes e
deslizamentos em toda a cidade; 250 mortos e 50000 desabrigados.
 Outros eventos: 1967 (500 mortes), 1982, 1983, 1987, 1988 (600 mortes), 1991,
1999, 2010, 2011
35
Condicionantes da drenagem no RJ
Naturais
Planícies
costeiras
entre
montanhas
Precipitações intensas (efeito orográfico)
Escoamentos rápidos (baixos tempos de
Vazões elevadas nos
concentração)
trechos baixos
Baixa permeabilidade (camada de solo
pouco espessa)
Redução de
Efeito de maré
Antrópicas
Aterros sobre o
Expansão
mar, lagoas e
mangues
urbana
Ocupação dos
morros: cortes,
aterros,
desmatamentos
Interferências concentradas em
faixas estreitas (viário, ferrovia)
Concentração dos pontos de
lançamento
capacidade hidráulica
Exemplos: Canal
do Mangue, Canal
do Cunha
Retificação / Prolongamento de
Redução da
canais em baixas declividades
capacidade, maior
deposição
Incremento de detritos
36
Condicionantes da drenagem no RJ
Fonte: Revista Veja, 14/04/2010
37
Condicionantes da drenagem no RJ
38
Evolução da ocupação na Favela da Rocinha. Fonte: Revista Veja, 14/04/2010
Condicionantes da drenagem no RJ
Alternativas de ações estruturais visando a readequação do sistema
Concepção
Características
Benefícios
“Pés” dos morros
Reservação
Redução dos picos
nas áreas baixas
Áreas / cotas
Controle de poluição
intermediárias. Ex.
Obras localizadas
Plano Agache, 1930
Menor poder erosivo
nas áreas baixas
Derivação /
Desconcentração
dos lançamentos
Túneis / Galerias de
Reforço nas
canalizações
existentes
Retirada das
derivação
Redução dos picos
Canais interceptores
nas áreas baixas
Reservatórios a céu
aberto
Reservatórios
tamponados
Túneis-Reservatório
(Osaka, Tókio)
Amortecimento em
calha
(“pés” dos morros)
obstruções (pontes)
Ampliação das
seções hidráulicas
Aumento de
Capacidade
39
Histórico da drenagem no RJ
 1857 – Assinado pelo Imperador D. Pedro II o primeiro contrato para a
implantação de uma rede de esgotos e drenagem pluvial (sistema misto).
 1857 - iniciada a construção de um canal navegável ligando o mar ao Rocio
Pequeno (atual Praça Onze de Junho), o Canal do Mangue, com o objetivo
secar um pântano existente próximo da Cidade Nova.
 1864 – 1929 – Eng. Saturnino de Brito promoveu uma revolução na
engenharia sanitária da época, ao aliar a abordagem higienista com o domínio
da hidráulica de condutos e canais, às intervenções urbanísticas, apresentando
diversas propostas para o escoamento das águas pluviais.
 Entre 1902 e 1906:
 Construção de um sistema de canais artificiais que incluía a retificação
dos rios Joana, Comprido e Maracanã, que desaguavam no Canal do
Mangue;
 Iniciada a canalização do rio carioca (ou Rio das Caboclas), da vertente
norte da Serra do Corcovado até chegar ao mar, num total de 2.200m de
40
galerias de diversos tipos.
Histórico da drenagem no RJ
 1920 – 1922 – Pref. Carlos Sampaio realizou uma série de obras:
 Av. Maracanã (solucionar as inundações freqüentes na Cidade Nova);
 Desobstrução dos rios Trapicheiro, Joana e Maracanã, sem obras;
 Saneamento e embelezamento da Lagoa Rodrigo de Freitas, com a
construção da Av. Epitácio Pessoa, o Canal da Visconde de Albuquerque e
o Canal da Lagoa;
 Construção da Av. do Contorno do Morro da Viúva (atual Rui Barbosa)
ligando o Flamengo pela orla;
 Reconstrução da Av. Atlântica, demolida pela ressaca de 1921;
 Remoção (desmonte) do morro do Castelo para melhorar a ventilação e
o saneamento da cidade;
 Urbanização da Esplanada do Castelo e a área aterrada da Glória.
 1930 – “Plano Agache”  Urbanização e embelezamento, com um capítulo
dedicado aos problemas sanitários, incluindo uma proposta de solução
integrada para os problemas de cheias, com ênfase a obras de montante,
41
visando um melhor funcionamento das redes de drenagem à jusante.
Histórico da drenagem no RJ
 1956 a 1958 - Abertura de avenidas associadas à canalização dos rios FariaTimbó, Maracanã, Joana, Pedras, Jacaré, Ramos e Trapicheiros; obras de
saneamento e canalização dos rios: Acarai, Lucas, Dom Carlos, Cachorros,
Faleiro, Irajá, Méier, Nunes, Piraquara e a dragagem do Canal do Mangue.
 1950 - Criada a Ilha do Fundão, uma ilha artificial, formada pelo aterro de um
pequeno arquipélago.
 1996 - criado o Sistema Alerta-Rio, destinado a emitir boletins de alerta à
população, a partir do monitoramento em tempo real dos índices pluviométricos
em uma rede de 32 postos.
 1996 – Projeto Rio-Cidade, que consistiu da implantação de tubulões de
drenagem pluvial sob as ruas do bairro da Tijuca que recobrem os leitos dos
antigos rio tributários dos canais principais.
 1998 - Criada a Fundação Instituto das Águas do Município do Rio de Janeiro
- RIO ÁGUAS, com o objetivo de gerenciar ações preventivas e corretivas para o
manejo das águas pluviais.
42
Histórico da drenagem no RJ
 Principais Projetos e Obras Atuais:
 Plano Diretor de Enchentes da Bacia do Canal do Mangue. Convênio
com a Fundação Coppetec em conjunto com os técnicos da Rio-Águas, para
traçar as diretrizes e as principais intervenções para solucionar o problema
de enchentes na bacia do Mangue.
 Macrodrenagem da Bacia de Sepetiba. (início em 1993). finalidade de
combater as enchentes nos bairros da Zona Oeste. Neste projeto estão
contemplados 25 rios e canais, com uma extensão total de 144 km.
 Macrodrenagem da Bacia do Jacarepaguá. As obras propostas
compreendem, fundamentalmente, a execução de dragagem e canalização
dos rios de maior porte da bacia, num total de 124 km de extensão.
 Plano Diretor de Manejo de Águas Pluviais da Cidade do Rio de Janeiro PDMAP. Rio-Águas / Consórcio: Hidrostudio/FCTH. Contempla o
planejamento da macrodrenagem para todas as bacias hidrográficas do
município do Rio de Janeiro. Realização: Rio-Águas, 2010.
43
PDMAP – RJ
 Área de Abrangência:
44
PDMAP – RJ
 Área de Abrangência:
45
PDMAP – RJ
 Macro-regiões de drenagem:
GUANABARA
SEPETIBA
OCEÂNICA
0
2000
4000
6000
8000
10.000m
ESCALA
Guanabara: 504 km² 234 km rios 71% pop.
1250 km de rede hidrográfica
Oceânica:
343 km² 208 km rios 17% pop.
250 km de galerias
Sepetiba:
486 km² 217 km rios 11% pop.
7000 km de vias
46
PDMAP – RJ
 Bacias hidrográficas em estudo / Bacias prioritárias
Ilha do
Br ocoió
Ilha de
Paquetá
Ilha do
Boqueirão
Bacia do
Saco do
Bacia da Bacia do SacoValente
do Pinhão
Praia
Gr ande
Bacia da
Praia da
Guanabara
Bacia do Galeão
Bacia do Canal
da Portuguesa
Bacia do Canal
dos Bancários
Bacia da Praia
de São Bento
Bacia Cocota /
Pitangueiras /
Zumbi
Ilha d'Água
Bacia do Jardim
Guanabara
Bacia do Rio
Jequiá
Bacia do rio da
Prata do Mendanha
Bacia do rio
Irajá / Canal da
Penha
Bacia dos rios Acari /
Pavuna / Meriti
Rios Acari
/ Pavuna /
Meriti
Bacia do rio
Sarapuí
Bacia do rio
Ramos
Canal do
Cunha
Bacia do rio
Campinho
Área das bacias dos canais
Guandu, São Francisco e Itá no
município do Rio de Janeiro
Centro
Bacia do canal
do Cunha
Arroio
Fundo /
Rio
Grande
Bacia do
Centro
Bacia do Arroio
Fundo / Rio
Grande
Rio Cação
Bacia do rio Cação
Vermelho
Vermelho
Ilha do
Fundão
Bacia do rio
Piraquê-Cabuçu
Bacia do rio
Guerenguê
Rio
Piraquê /
Cabuçu
Bacia dos rios
Camorim e
Catambé
Bacia do rio do
Ponto
Bacia do
rio Anil
Rio
Anil
Bacia de
Botafogo
Bacia do
rio das
Pedras
Bacia do
Rio
Muzema
BAcia da
Restinga da
Barra
Bacia do rio
Pircacão
Bacia do rio
Carioca
Bacia do rio
dos
Passarinhos
Bacia da
zona dos
Canais
Bacia do rio
Portinho
Bacia do canal
Canal
do
do Mangue
Mangue
Bacia do
rio da
Cachoeira
Bacia de São
Conrado
Bacia da Lagoa
Rodrigo de
Freitas
Bacia da
Praia de Fora
Bacia da Urca
Bacia da
Praia
Ver melha
Bacia de
Copacabana
Bacia do
Vidigal
Bacia do
Rio da
Barra
Bacia da
Joatinga
Bacia da
restinga de
Marambaia
Bacia da zona
dos Canais
Bacia da
Prainha
0
2000
4000
6000
8000
10.000m
ESCALA
47
PDMAP – RJ
 Estudos Hidráulicos e Hidrológicos – Controle de Quantidade
(Por Bacia Hidrográfica)
 Complementação do Cadastro da rede de macrodrenagem;
 Caracterização e diagnóstico estrutural da rede de macrodrenagem
 Manchas de inundação observada;
 Definição e caracterização da rede de macrodrenagem objeto da
modelagem;
 Modelagem e simulação hidráulico-hidrológica:
 Diagnóstico do sistema de drenagem;
 Proposição de ações estruturais para o controle de inundações;
 Proposição de medidas não-estruturais para o controle de inundações
(BMP’s)
 Modelagem e simulação hidráulico-hidrológica dos cenários propostos;
 Ante-projetos e orçamentos preliminares – análise custo benefício 48
PDMAP – RJ
Levantamento de Dados Iniciais
Dados Cartográficos, Topográficos, Hidrografia, Sistema
Viário, Tipo de Solo, Uso e ocupação, População, Dados
Hidrometeorológicos, Estudos/Projetos Existentes
Levantamentos de campo
Mancha de inundação observada
Inspeção da rede de drenagem
Cadastro da rede de drenagem
Estudos Hidráulico-Hidrológicos  Cenário atual:
Simulações hidrológicas  Obtenção dos hidrogramas de projeto
Simulações hidráulicas  Verificação das vazões de restrição
Diagnóstico do Sistema de Drenagem
Comparação Capacidade x Demanda
Estudo de Alternativas Estruturais:
Avaliação da eficiência Hidráulica
Análise custo-benefício
Ações recomendadas
Anteprojetos e Orçamentos preliminares
49
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo Bacia do Canal do Mangue
Bairros:
Alto da Boa Vista
Tijuca
São Cristóvão
Cidade Nova
Grajaú
Maracanã
Rio Comprido
Centro
Pontos de referência:
Estádio do Maracanã
Passarela do Samba
Prefeitura
Praça da Bandeira, Av. Maracanã, Av. Presidente Vargas, Radial Oeste
Cursos d’Água Principais: Extensão (km) Área (km²)
Rio Joana
5,5
12,18
Rio Trapicheiro
5,2
5,29
Rio Maracanã
10,1
31,23
Rio Comprido
4,5
5,90
Rio Papa-Couve
2,3
2,00
Canal do Mangue
2,8
45,43
Ponto mais alto: maciço da Tijuca  1.022 m
Ponto mais baixo: Foz do canal do Mangue na Baía de Guanabara: -3 m
50
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo
Bacia do Canal do Mangue
51
Rio Comprido
Extravasor
Canal do Mangue
SAMBÓDROMO
Gal. do VTO. dos
Marinheiros
Gal. da Flumitrens
Gal. da Rua Com. Mauritis
PRAÇA DA
BANDEIRA
Gal. do Morro
da Mineira
Rio Papa-Couve
Braço Direito do
Rio Trapicheiro
Extravasor
Rio Maracanã
Gal. do Morro
São Carlos
Rio Joana Inferior
Canal do Mangue
Extravasor
Gal. do Horto
Rio Joana
Gal. do J.
Zoológico
Gal. da Radial
Oeste
Rio dos
Cachorros
Gal. do
Banco Real
Rio Trapicheiro
Braço Esquerdo
do Rio Trapicheiro
Rio Trapicheiro
Gal. da Rua J.
Palhares
Gal. da Rua S.
F. Xavier
Gal. da Rua
Sampaio Viana
Gal. da Rua Santana
Gal. da
Rua Alz.
Rio Bananas
Brandão
ESTÁDIO
MÁRIO FILHO
(MARACANÃ)
Gal. da Rua
Aristides Lobo
 Soluções para o RJ – Exemplo
Gal. da Rua
Costa Soares
Gal. da Rua G. E. S. Cardoso
Gal. da Rua
General Roca
Gal. da Rua
Mal. Jofre
Antigo Leito do
Rio Cachorros
Rio dos Cachorros
Gal. da Rua 28
de Setembro
Rio Joana
Gal. da Rua
José Higino
Gal. da Rua D.
Delfina
Gal. do antigo
Joana
Gal. da Rua
Leopoldo
Gal. da Rua
Canavieiras
Gal. da Rua
Petrocochino
Gal. da Rua
Eng. G. Lobo
Gal. da Rua
Torres Homem
Gal. da Rua
Campos da Paz
Bacia do Canal do Mangue
Diagrama Unifilar
Gal. da Rua
Uruguai
Gal. da Rua
Sá Viana
Rio dos
Urubus
Gal. do Rua
Uruguai
Rio Jacó
Rio Perdido
Rio
Andaraí
Rio Cascata Gal. da Rua
São Miguel
Rio Agostinho
Rio São João
PDMAP – RJ
Gal. da Rua V. Sta. Isabel
Baia de
Guanabara
Gal. da Rua São Cristóvão
Gal. da Av. D. Pedro II
Gal. da Rodoviária
Gal. da Rua
Pedro Alves
52
Gal. da Rua
Santana
Gal. da Rua
Caldwell
Gal. da Rua
Navarro
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo
Bacia do Canal do Mangue
Modelo Digital de Terreno
53
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo
Bacia do Canal do Mangue
 Planta de Bacia Hidrográfica
54
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo
Bacia do Canal do Mangue
 Mancha de inundação observada
55
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo
Bacia do Canal do Mangue
 Simulação hidrológica
105
103 104
SB-71
SB-72
Canal do Mangue
SB-33
46
44 45
25
47
SB-34
51 68 69
SB-36
67 SB-49 99
98
49 50
SB-48
97 96
66
48
70
80 95
SB-46
SB-45
SB-31
64
65
63
36
SB-29
SB-28
35
38 39
41
40
SB-30
24
SB-18
SB-57
SB-27
27
28
77
SB-63
SB-55
SB-54
SB-25
26
23
22
20 21
18 19
SB-23
SB-16
SB-21
52 55
53 54
SB-17
17
SB-19
88
SB-41
SB-15
SB-38
SB-39
87
86
72 73
71
SB-62
SB-43
SB-53
16
SB-13
76
75
SB-52 74
SB-40
29 31
SB-56
78
62
61
SB-42
56 58 5960
57
SB-24 33
34
SB-22 30 32
SB-26
SB-58
89
SB-65
79
SB-44
83
82
85 84
81
gue
n
a
90
91
do M
l
a
92
Can
94
SB-64
93
SB-60
SB-68
SB-67 SB-66
SB-47
43 42
37
SB-59
101
100
SB-35
SB-32
SB-69
102
SB-70
SB-51
SB-61
SB-50
SB-14
SB-20
SB-07
SB-05
07
SB-04
15
13 14
09 10 12SB-09
11
08
SB-12
SB-11
SB-37
06
05
02
04
SB-08
SB-02
SB-10
01 03
SB-03
SB-01
SB-06
LEGENDA
RIOS E CÓRREGOS
DIVISOR DE SUB-BACIA
1
SB-03
NÓ DE SIMULAÇÃO
NUMERAÇÃO DE SUB-BACIA
56
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo Bacia do Canal do Mangue
 Simulação hidrológica
57
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo Bacia do Canal do Mangue
 Estudo de alternativas
 Critério de projeto: atendimento ao TR = 25 anos
 Simulações hidráulico-hidrológicas de diversos cenários
 Análise de disponibilidade de áreas
 Análise custo-benefício
Sistema proposto:
 Desconcentração de vazões  Derivação/Desvio de
curso d’água: redução do risco de inundações a jusante
 Controle de vazões a montante por meio de reservação
 Intervenções pontuais em seções restritivas: pontes,
trechos de galeria
58
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo Bacia do Canal do Mangue
 Rio Joana
 Desvio total (99,8 m³/s)  Túnel / Galeria L = 3.160 m, S = 38 m²
 Reforço em galeria até a Av. Octacílio Negrão de Lima
 RJ-1 – Boulevard: Capacidade: 143.000 m³
 RJ-3 – Alto Grajaú  V=50.000 m³
 Rio Maracanã
 Derivação parcial para o Rio Joana (Rua Felipe Camarão) 40 m³/s
 Galeria: L = 3.160 m, S = 22 m²
 Melhorias pontuais: restrições localizadas  alteamento de pontes
 Rio Trapicheiros
 RT-1 - Extra – Extra: Capacidade: 70.000 m³
 RT-2 – Praça da Bandeira: Capacidade: 18.000 m3
 Reforço em galeria
 Investimento total: R$ 300.000.000,00
59
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo Bacia do
Canal do Mangue
 Localização das intervenções propostas
60
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo Bacia do
Canal do Mangue
 Digagrama Unifilar – Situação Atual
61
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo Bacia do
Canal do Mangue
 Digagrama Unifilar – Situação Proposta
62
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo Bacia do Canal do Mangue
 Eficiência das Intervenções propostas
Vazão na Foz (m³/s)
Vazão na Foz (m³/s)
TR = 25
TR = 25
Atual
Projetado
Joana
104.0
6.0
Maracanã
180.0
71.0
Trapicheiros
19.0
7.0
Canal do Mangue
320.0
200.0
Curso d'Água
63
PDMAP – RJ
 Soluções para o RJ – Exemplo Bacia do Canal do Mangue
 Eficiência das Intervenções propostas
Hidrogramas
simulados
na
do
Trapicheiros
Nó
67
Hidrogramas
simulados
naFoz
FozFoz
doRio
RioRio
Maracanã
--Nó
Hidrogramas
simulados
na
do
Joana - Nó
4669
20
250
120
14
80
12
150
10
60
1008
40
6
4
50
20
2
6:00
6:00
6:00
5:30
5:30
5:30
5:00
5:00
5:00
4:30
4:30
4:30
4:00
4:00
4:00
3:30
3:30
3:30
3:00
3:00
3:00
2:30
2:30
2:30
2:00
2:00
2:00
1:30
1:30
1:30
1:00
1:00
1:00
0:30
0:30
0:30
00
0:00
0:00
0:00
QQ(m³/s)
(m³/s)
18
100
16
200
tempo
tempo
(hh:mm)
tempo(hh:mm)
(hh:mm)
Q-TR25 ATUAL
ATUAL (m³/s)
Q-TR25
(m³/s)
Q-TR25
(m³/s)
Q-TR25 PROJETADO
PROJETADO
PROJETADO (m³/s)
(m³/s)
Q-RESTRIÇÃO
NÓ 67
(m³/s)
Q-RESTRIÇÃO
Q-RESTRIÇÃONÓ
NÓ69
46 (m³/s)
(m³/s)
64
Drenagem e urbanização de Favelas
65
Drenagem e urbanização de Favelas
 Diretrizes para projetos de drenagem em favelas
 Objetivos:
 Redução da exposição da população e bens ao risco de
inundações
 Redução dos danos causados por enchentes
 Controle da erosão e assoreamento
 Preservação / Recuperação das várzeas
 Integração com lazer / recreação
66
Drenagem e urbanização de Favelas
 Critérios de projeto:
 Estabelecer critério de desapropriação – delimitação da faixa não
edificante nas duas margens
 Eliminar lançamentos de esgoto e lixo – coleta, educação ambiental
 Controle da poluição difusa
 Garantir a Estabilidade de encostas e taludes
 Possibilitar o acesso entre as margens
 Possibilitar acesso para limpeza
 Instalar Proteção de corpo nos canais
 Cuidados especiais com vandalismo
 Utilizar somente material consolidado – evitar pedras soltas
 Evitar tampas de PV em ferro fundido, soltas
 Uso de escada hidráulica para vencer declividades altas mantendo
baixas velocidades de escoamento
 Uso de Dissipadores de energia – bacias de dissipação
67
MUITO OBRIGADA!
 [email protected]
68
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Melissa Graciosa