Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre Medindo a satisfação do consumidor de nos hotéis Porto Alegre magine a seguinte situação: Um casal vai a passeio à Serra Gaúcha, hospedando-se por um final de semana de inverno em um renomado hotel da região. O atendimento é ótimo, as instalações luxuosas, o café da manhã delicioso; no entanto, a calefação do apartamento é insuficiente, o que torna o final de semana menos prazeroso, pois a temperatura externa está próxima a zero grau. Por não se tratar de uma situação crítica, o casal não faz reclamação à recepção do hotel, utilizando-se dos cobertores disponíveis no apartamento. Porém o frio é grande. Ao fazer o check-out, preenchem a pesquisa de satisfação oferecida pelo hotel, salientando a deficiência da calefação e sugerindo que a consertassem. I Agora imagine os seguintes desfechos: 1. No ano seguinte, o mesmo casal planeja uma viagem à serra novamente. Lembram-se da experiência do hotel, parcialmente satisfatória, e ligam perguntando se foi feita alguma reforma no sistema de calefação desde o inverno passado. A resposta é não, mas o atendente avisa que agora o hotel conta também com recreacionistas infantis. O casal, então, procura outro estabelecimento na mesma cidade, onde a concorrência hoteleira é grande. 2. No ano seguinte, no início do inverno, o casal recebe uma correspondência do hotel, com a assinatura de seu gerente, avisando da reforma do sistema de calefação de todos os apartamentos e agradecendo a eles pela sugestão no inverno passado. A correspondência é também um convite para a hospedagem durante o inverno. O casal, satisfeito, programa a sua ida e faz a reserva no hotel antecipadamente. “A satisfação do consumidor é o resultado fundamental do processo de marketing. Trata-se de um fim em si mesmo, mas que também é a fonte de recomendações boca a boca, podendo desse modo estimular compras futuras.” (Bateson e Hoffman, 2001, p. 49) Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 39 Adriana Friedrich, Felipe Schaan de Quadros e Nereu Viegas A qualidade é definida pelo cliente O consumidor avalia o serviço que recebeu comparando-o com sua expectativa acerca deste serviço. Se a performance é igual ou superior ao esperado, o consumidor fica satisfeito. Ou seja: “A conformidade com as especificações da empresa não é qualidade; a conformidade com as especificações do cliente é qualidade” (Berry, 1992, p. 33) Além disso, devemos lembrar que a expectativa é o resultado da vivência do indivíduo, bem como de recomendações de pessoas de seu convívio social e também da própria propaganda da empresa. Para Bateson e Hoffman (2001), o momento de entender e avaliar as fontes de satisfação e insatisfação do consumidor de serviços é o terceiro estágio de seu comportamento – o póscompra. Neste momento, o cliente é uma fonte de informações preciosa para a empresa. Ele experimentou todas as etapas do ciclo de serviços – pré-venda, consumo e pós-venda –, passou por horas da verdade e analisou os atributos de acordo com suas expectativas e com seu sistema de valores. O cliente pode estar prestes a abandonar a empresa ou então muito satisfeito com o serviço. Cabe à empresa saber medir e monitorar constantemente estes índices de satisfação, orientando os resultados para os investimentos necessários. “...a avaliação constante da satisfação traz excelentes benefícios como forma de realimentar e 40 Suite do Plaza em Porto Alegre controlar o esforço de uma empresa sob o ponto de vista dos seus clientes” (Marchetti e Prado, 2001, p. 57). Entretanto, não se deve esquecer que satisfação é um estado emocional, bastante ligado ao componente afetivo da experiência. Junto com a satisfação pode estar a alegria e a euforia, assim como junto com a insatisfação pode estar a raiva e a indiferença. “Implícita ou Como o consumidor faz sua avaliação? explicitamente, toda decisão de marketing baseia-se em algum modelo de como o consumidor vai se comportar.” Tanto na avaliação précompra como no estágio póscompra, o consumidor deve usar um modelo ou processo para tomar suas decisões, seja na escolha de um serviço ou na medida da satisfação. Nenhum modelo é completamente certo ou errado, todos têm vantagens e desvantagens. Implícita ou explicitamente, toda decisão de marketing baseia-se em algum modelo de como o consumidor vai se comportar. Ao se fazer uma Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre ços também envolvem interações entre empresa e cliente, e essa participação do consumidor no “processo de produção” é fonte do aumento do risco do serviço. A participação do consumidor na operação do serviço está explicitada no sistema servuction , proposto por Bateson (2001). O consumidor como um matemático racional – modelo de atributos múltiplos Suíte do Hotel São Rafael em Porto Alegre alteração de preço em um produto ou um lançamento de um novo serviço, faz-se uma suposição de como o consumidor reagirá. Bateson e Hoffman (2001) descrevem quatro modelos de processo de tomada de decisão do consumidor de serviços, a seguir descritos: O consumidor como um tomador de riscos Qualquer ação do consumidor gera riscos e conseqüências que ele não pode prever. Quatro tipos de riscos foram identificados: financeiro (se a compra não funcionar como o esperado, pode haver custos extras); de desempenho (se o item ou serviço comprado não desempenhar as tarefas para as quais for comprado); físico (se algo der errado e o consumidor se machucar); e social (se houver uma perda de status social associada à determinada compra). Serviços apresentam riscos mais elevados do que produtos, principalmente devido à intangibilidade e à heterogeneidade associadas à sua compra. Servi- “O problema da prestação de serviço sofre influência do cliente e dos fatos ambientais, fora do controle do prestador de serviço.” Vários atributos ou dimensões são usadas pelo consumidor como as referências básicas para a avaliação de um serviço. A preferência por um serviço (ou empresa) é dada pela combinação dos resultados em cada atributo individual multiplicado pelo seu peso (importância). Em um processo de avaliação pré-compra, a comparação entre os atributos ocorre entre as marcas concorrentes. Já na avaliação pós-compra, as várias marcas são substituídas por duas colunas: expectativa e percepção, para cada atributo. Listam-se, então, os atributos para julgamento do serviço, relacionando também a importância relativa de cada um. Para cada atributo, é dada uma “nota” de expectativa e outra de percepção. Totalizando a subtração de uma pela outra (P-E), com a devida ponderação, tem-se o resultado da satisfação do consumidor. Nas comunicações externas da empresa, o bom desempenho do serviço em atributos fundamentais deve ser divulgado, tomando cuidado com a intensidade das expectativas formadas para os atributos de grande importância. Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 41 Adriana Friedrich, Felipe Schaan de Quadros e Nereu Viegas O modelo matemático considera a prestação de serviço como uma estatística. No entanto, uma falha no processo de prestação de serviço pode ser muito difícil de detectar, podendo afetar toda a percepção do serviço. “Qualidade Percebida e Satisfação Pós-Compra, ambos conceitos têm origem no Paradigma da Desconformidade.” Outra restrição desse modelo é a falta de correspondência entre o esforço de uma empresa para aperfeiçoar seus padrões operacionais e a classificação que seus clientes fazem dos atributos do serviço. Os atributos são, muitas vezes, abstratos. O problema da prestação de serviço sofre influência do cliente e de fatos ambientais, fora do controle do prestador do serviço. O consumidor buscando controle Este modelo aborda o encontro de serviços, tanto do ponto de vista do prestador como do consumidor. “Em vez de ser tratado como um atributo do serviço, o controle percebido pode ser conceituado como um superfator, um índice global que resume uma experiência individual do serviço. A premissa básica dessa perspectiva é a de que, durante a experiência do serviço, quanto mais alto o nível de controle da situação percebido pelo consumidor, maior a satisfação com o serviço” (Bateson e Hoffman, 2001, p.61). O consumidor como ator de um roteiro seria uma combinação desses processos. A idéia é a de que, em uma prestação de serviços, os consumidores interpretarão papéis, desempenharão roteiros, e que sua satisfação é gerada pela “congruência de papéis”, ou seja, se os comportamentos desempenhados pelos consumidores e prestadores de serviço são ou não consistentes com os papéis esperados. Encontros de serviço (horas da verdade ) são interações humanas, atividades recíprocas. São estabelecidas regras para a prestação de serviço, mas estas não devem ser rígidas demais, sob pena da insatisfação mútua. Deve existir uma personalização do serviço, e uma maneira de se superar este problema é desenvolvendo os conceitos de papel e roteiro. Para Bateson e Hoffman (2001), o modelo do consumidor como um tomador de riscos e o do consumidor como um matemático racional são mais relevantes para o processo de escolha (précompra), enquanto o modelo do consumidor buscando controle e o da teoria do roteiro se aplicam mais ao tentar entender e medir a satisfação do cliente. O ideal Satisfação pós-compra e qualidade percebida Recepção Sheraton em Porto Alegre 42 Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 O conceito de satisfação do consumidor pode ser visto de duas formas: orientado para o resultado ou para o processo. O primeiro trata da Satisfação do Consumidor como resultado de uma experiência de consumo. Seria a comparação entre as expectativas do cliente e a performance percebida após seu consumo. O conceito de Satisfação do Consumidor orientado para o processo coloca a satisfação na perspectiva da experiência de consumo em sua totalidade. Oliver (Marchetti e Prado apud Oliver, 2001, p. 57) apresenta o conceito de satisfação “como uma avaliação da surpresa inerente à aquisição de um produto/ serviço e/ou à experiência de seu consumo”. A qualidade percebida seria, também, a relação entre as expectativas e a performance percebida de um serviço. Essa relação não é amplamente aceita Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre “Clientes fiéis e dispostos a promover a empresa são o sonho de muitas organizações.” Por que investir na satisfação do cliente? Um dos objetivos centrais de todas as organizações atualmente é satisfazer às necessidades do consumidor. Clientes fiéis e dispostos a promover a empresa são o sonho de muitas organizações. Mas, afinal de contas, quais os benefícios de contar com clientes satisfeitos? Lovelock e Wright (2002) colocam seis benefícios da satisfação do cliente (ver fig. 1), enquanto Bateson e Hoffman (2001) citam três tópicos mais abrangentes. Primeiramente, custo de novos clientes versus clientes antigos, salientando que está cada vez mais caro obter novos clientes, o que torna a manutenção de clientes antigos muito atrativa. Segundo, a demanda competitiva por satisfação, pois espera-se que altos índices de satisfação dos clientes estejam ligados a elevados níveis de retenção. Também deve-se analisar o valor do ciclo de vida dos clientes, sempre buscando sua lealdade. Em suma, a satisfação do cliente (e a qualidade do serviço) fornece importantes benefícios Fig. 1: Benefícios da Satisfação do Cliente e Qualidade do Serviço na literatura. Existe também a idéia de que a avaliação da performance por si só ofereceria resultados mais adequados na mensuração da qualidade percebida – modelo Servperf (Cronin e Taylor, 1992). Não há discordância de que os dois conceitos estejam ligados. Ambos têm sua origem no Paradigma da Desconformidade, que é formado pela relação entre expectativas e performance , gerando assim Desconformidades de Expectativas. “Qualidade Percebida é o julgamento global, ou atitude, relacionada à superioridade de um serviço, e a Satisfação do Consumidor está relacionada a uma transação específica” (Marchetti e Prado apud Parasuraman, Zeithaml e Berry, 2001, p. 58). Lovelock e Wright (2002) também concordam com essa teoria. Entretanto, outros autores (Oliver, Spreng e Mackoy, Teas, Bloemer e Ruyter e Bolton e Drew) propõem que a Qualidade Percebida dos serviços/produtos adquiridos é formadora da Satisfação com a Transação (Marchetti e Prado, 2001). Esse conceito não gera consenso na literatura, nem mesmo para os autores da citação acima. Fonte: Lovelock e Wright, 2002, p.116 Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 43 Adriana Friedrich, Felipe Schaan de Quadros e Nereu Viegas para uma empresa. Pode-se criar vantagem competitiva, principalmente quando a concorrência é grande e os serviços prestados são idênticos ou semelhantes. Uma empresa com altos índices de satisfação de seus clientes tende a estar mais protegida da concorrência, através da criação de barreiras de entrada. Segundo Porter, “... uma barreira de entrada é criada pela presença de custos de mudança ... (que) podem incluir custos psíquicos de desfazer um relacionamento.” (Porter, 1986, p. 28) Em mercados altamente competitivos, pequenas mudanças na satisfação dos clientes podem ser associadas a grandes mudanças em lealdade. Além disso, se a compra de um serviço carrega consigo algum tipo de risco (financeiro, de desempenho, físico ou social), uma maneira de o consumidor reduzir esse risco é repetindo compras da mesma empresa. Assim, uma experiência satisfatória pode ser um bom indício de uma próxima compra. A satisfação, então, aumenta o nível de retenção de clientes antigos. O fato é que se torna cada vez mais caro obter novos clientes. Segundo Bateson e Hoffman (2001), estima-se que, atualmente, custe de 3 a 5 vezes menos manter um cliente do que obter um cliente novo. Esse é um resultado tanto do forte incremento de concorrência como do aumento dos custos de marketing – principalmente do marketing de massa, a ferramenta básica do marketing de conquista. Outro fator essencial da satisfação do consumidor é o estímulo do chamado C2C (consumer to consumer) positivo. O “boca-a- 44 Recepção Hotel Coral em Porto Alegre boca” é o único método de comunicação feito por consumidores e para consumidores, não pago e de cunho pessoal. Os consumidores freqüentemente recorrem uns aos outros, especialmente a amigos e familiares, para obter opiniões e informações sobre produtos e serviços. Na compra de um serviço, essencialmente variável e intangível, as fontes pessoais de informação são de suma importância. Para Neto e Panzeri (2002), a tendência é que as mensagens verbais de pessoas que conhecemos e respeitamos sejam mais dignas de crédito do que qualquer outra propaganda. “Podemos concluir que a comunicação ‘boca-a-boca’ positiva pode tornar-se um dos maiores ativos de uma empresa, e um dos piores ‘passivos’ quando o conteúdo é negativo. A influência pessoal é muito difícil de ser diretamente controlada pela empresa, mas pode ser estimulada e canalizada de diversas formas” (Neto e Panzeri, 2002, p. 35) Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 Mensurando a satisfação do cliente A opinião dos clientes deve ser ouvida antes de se alocar qualquer recurso para melhoria dos serviços. Para isso, a empresa, seja ela de grande, médio ou pequeno porte, precisa realizar um processo de pesquisa que forneça informações oportunas e importantes, que sirvam de base para os gerentes nas tomadas de decisão. Para Berry “as empresas precisam criar um sistema de informações sobre qualidade em serviços, e não apenas realizar um estudo” (Berry, 1992, p. 34). O uso de múltiplos recursos de pesquisa favorece a empresa, pois cada método possui vantagens e desvantagens. Um sistema eficaz de informações sobre qualidade em serviço traz uma série de benefícios à empresa (ver fig. 2). Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre Fonte: Berry, 1992, p.35 são: levantamentos transacioPara Bateson e Hoffman nais, levantamentos em todo (2001), as medidas de satisfação Pesquisa pósmercado, disfarce de cliente, podem ser obtidas por medidas venda = avaliações dos serviços, painéis diretas ou indiretas. Medidas consultivos de clientes, indiretas incluiriam rastreamento Levantamentos levantamentos entre clientes e monitoração de vendas, lucros transacionais= novos, ex-clientes e clientes com e reclamações dos clientes. freqüência em declínio, entreMedidas diretas não são “Pesquisa de vistas com grupos de foco, padronizadas, podendo aparecer satisfação” relatório de campo dos funcioem abordagens com escalas de nários e pesquisa entre os funpontos, com escalas de A pesquisa pós-venda, imcionários. satisfação – muito satisfeito/ pressa e entregue ao cliente após Dentre as abordagens acima muito insatisfeito – ou mesmo a sua compra para que ele citadas, aprofundaremos o estucombinadas. Para esses autores, preencha, é comumente utilizada do nos levantamentos transacioos componentes de um sistema em empresas prestadoras de nais. de informação sobre satisfação serviços tradicionais, como hodeveriam incluir: solicitação de téis, hospitais e restaurantes. reclamações dos clientes, pesquiEstas pesquisas tratam da sas pós-venda, entrevistas com satisfação do cliente enquanto o grupos de clientes, compras realizadas por funcionários disfarçados, pesquisas sobre funcionários e Encoraja e habilita a gerência a incorporar a voz pesquisas sodo cliente no processo de tomada de decisão. bre satisfação total de mercado com serRevela as prioridades de serviços dos clientes. viços. SemelhanIdentifica as prioridades de melhoria dos serviços emente, para Sistema de e orienta as decisões de alocação de recursos. Berry (1992), as informações principais aborsobre a Permite o rastreamento do desempenho em dagens de pesqualidade dos serviços da empresa e dos concorrentes, ao quisa em um longo do tempo. serviços sistema de informações soRevela o impacto das iniciativas e dos bre qualidade investimentos feitos na qualidade dos serviços. em serviços Fornece dados baseados em desempenho para recompensar os serviços de elevada qualidade e corrigir os de baixa qualidade. Fig. 2: Principais Benefícios de um Sistema Eficaz de Informações sobre Qualidade em Serviços Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 45 Adriana Friedrich, Felipe Schaan de Quadros e Nereu Viegas encontro de serviço ainda está fresco na mente. O objetivo é avaliar a satisfação do consumidor com a experiência de serviço e obter as razões para as percepções enquanto a compra ainda for recente. Se os levantamentos forem contínuos, a empresa pode detectar rapidamente as tendências e agir de forma corretiva. Os pontos frágeis do serviço são facilmente localizados. Para os clientes insatisfeitos, é possível trabalhar na recuperação do serviço. O principal benefício da pesquisa pós-venda, segundo Berry (1992), é o acompanhamento, pela empresa, da qualidade dos serviços em tempo adequado. As maiores limitações do método são o foco sobre a experiência de serviço mais recente, em vez de sobre percepções genéricas do desempenho do serviço e a exclusão dos não-clientes. Aliás, o termo Pesquisa Pósvenda é usado por Bateson e Hoffman (2001). Berry (1992) utiliza Levantamento Transacional. Já para Aaker (2001), esse seria um método de enquete pessoal com questionário autoadministrado, ou seja, sem a presença do entrevistador. Isso, teoricamente, seria uma forma de eliminar as tendências nos resultados da pesquisa. Mattar (1996) chamaria o método de Pesquisa Conclusiva Descritiva – caracterizada por possuir objetivos bem definidos, procedimentos formais, ser bem estruturada e dirigida para a solução de problemas ou avaliação de cursos de ação. Mais: seria um método de comunicação de questionamento estruturado não disfarçado, em que as per- 46 Recepção Hotel Master em Porto Alegre guntas são apresentadas sempre na mesma ordem, e com as mesmas opções de respostas a todos os respondentes. Para o autor, nesse tipo de pesquisa deve-se tomar cuidado para que as perguntas não sejam tendenciosas. Quanto à forma de aplicação, Mattar (1996) também chama de questionário autopreenchido. Criando um sistema eficaz de informação A criação de um sistema de informações sobre qualidade em serviços é um passo fundamental no fornecimento de serviços com excelência. As impressões colhidas são a prova final da prestação de serviços, a avaliação da performance. Berry (1992) salienta alguns pontos essenciais neste processo: • Avaliar as expectativas de Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 serviço dos clientes, pois avaliar o desempenho dos serviços somente não é tão significativo quanto comparar o desempenho em relação às expectativas dos clientes. • Avaliar a importância relativa dos atributos de qualidade em serviço, para não correr o risco de investir nas prioridades equivocadas. Deve-se buscar determinar quais atributos são mais relevantes para o público-alvo e, também, em quais atributos a empresa tem um desempenho inferior aos concorrentes. Cumpre salientar que medir a importância dos atributos não é o mesmo que avaliar as expectativas dos clientes, embora estas etapas estejam intimamente ligadas. As expectativas são a expressão do que o cliente deseja (serviço esperado) e do que ele aceitará (serviço adequado). Porém, os atributos de serviço não são igualmente relevantes para todos os clientes, e por isso a necessidade da ponderação dos atributos pesquisados. Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre • Avaliar o impacto da qualidade sobre o mercado, pois o sistema de informações sobre qualidade em serviços deve revelar os ganhos e perdas em termos de mercado relacionados com o desempenho em qualidade de serviços. Além disso, deve avaliar as tendências comportamentais dos clientes. “Um sistema de informações sobre qualidade em serviços deve ser mais que apenas um sistema de captação de dados; deve ser, também, um sistema de comunicação” (Berry, 1992, p. 60) Ou seja: as informações obtidas devem ser compartilhadas na empresa. Deve-se definir quem recebe quais informações e quando, pois as necessidades de informação variam conforme o cargo na empresa. Essa distribuição de informações deve sempre buscar favorecer a capacidade de ação, deixando claro o que deve ser feito e por quem, constantemente motivando a melhoria dos serviços. Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre O serviço hoteleiro é intangível, heterogêneo, perecível e simultâneo. Os clientes não podem tocar nem adquirem propriedade sobre o serviço, porém contam com provas tangíveis de qualidade, como as instalações do hotel e os atributos do apartamento. Estão “Uma empresa com altos índices de satisfação de seus clientes tende a estar mais protegida da concorrência, através da criação de barreiras de entrada.” envolvidos na prestação do serviço – fazem check-in, checkout, solicitam informações, vão ao restaurante –, sempre interagindo com outras pessoas, hóspedes ou funcionários. Falhas na prestação desse serviço são freqüentes e difíceis de ocultar. O serviço hoteleiro também não pode ser estocado, devendo administrar cuidadosamente a oferta e monitorar a demanda. Enfim, o setor hoteleiro presta um serviço tradicional, de alto contato, e essencialmente ligado ao fator humano. Segundo a Associação Brasileira de Indústrias e Hotéis (site www.abih.com.br ), a indústria de lazer no Brasil está em pleno apogeu. Começou a fortalecer-se há pouco mais de seis anos, refletindo modificações mundiais que proporcionaram mais conforto e tempo livre à população. Ainda segundo a ABIH, o crescimento demográfico diminuiu, as nações amadureceram e o número de aposentados vem aumentando consideravelmente. Isso explicaria o crescimento do turismo mundial. De acordo com esta Associação (site www.abih.com.br), os números da indústria hoteleira hoje no Brasil são os seguintes: 18 mil meios de hospedagens existentes, geração de cerca de um milhão de empregos (diretos e indiretos), receita bruta em torno de U$ 2 bilhões, patrimônio imobilizado em torno de U$ 10 bilhões, arrecadação de mais de U$ 400 milhões em impostos e taxas. Nem sempre toda a teoria é realmente aplicada na prática. Após revisar os conceitos de satisfação do consumidor e qualidade percebida, justificar o investimento nesses itens e descrever como se daria a mensuração desta satisfação, passemos para a análise da prática adotada pelos dez hotéis de maior diária de Porto Alegre. Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 47 Adriana Friedrich, Felipe Schaan de Quadros e Nereu Viegas As metas da EMBRATUR para o ano de 2003 são estas (site www.abih.com.br): aumentar para 6,5 milhões o fluxo de turistas estrangeiros; aumentar para 57 milhões o fluxo de turistas nacionais; alcançar US$ 5,5 bilhões em receita cambial turística; gerar 500 mil novos empregos. Trazendo a questão para o âmbito municipal, também se observa o crescimento significativo no setor hoteleiro, inclusive com a entrada de grandes redes hoteleiras internacionais. Com base nisso, buscouse analisar os tipos de pesquisas de satisfação que os maiores hotéis de Porto Alegre estão utilizando com seus clientes. Através de uma Fachada do Hotel Everest em Porto Alegre relação de diárias dos hotéis da cação do hóspede e a forma como cidade fornecida pela Secretaria de foi feita a reserva. Diferem, Turismo da Prefeitura Municipal de entretanto, na formatação das Porto Alegre, trabalhou-se com os perguntas, nas escalas utilizadas seguintes estabelecimentos: Hotel e na profundidade da pesquisa. Sheraton Porto Alegre, Blue Tree Porto Alegre, Hotel Plaza São Grau de Profundidade de Rafael, Hotel Deville Porto Alegre horas da verdade e atributos Aeroporto, Hotel Plaza Porto pesquisados Alegre, Master Palace, Everest Palace Hotel, Grande Hotel Parasuraman, Zeithaml e Express, Hotel Embaixador e Coral Berry (Marchetti e Prado apud Tower – Trade Center Hotel. Parasuraman, Zeithaml e Berry, 2001), em sua escala SERVQUAL, identificaram cinco dimensões dentro da avaliação de um serviço: tangibilidade, prontidão, empatia, garantia e confiabiliAs pesquisas pós-venda, ou dade. Cada dimensão conteria levantamentos transacionais, uma série de itens ou atributos a aplicadas pelos hotéis citados serem avaliados. As pesquisas de apresentam alguns itens em prestação de serviços, na prática, comum, outros bem distintos. devem adaptar essas dimensões Todas foram fornecidas para às suas características, definindo análise sem maiores problemas. os atributos a serem pesquisados, Todas têm qualidade gráfica boa com mais ou menos profundidade. ou ótima, buscando a identifi- E as pesquisas? 48 Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 Para fins de análise, as avaliações dos hotéis podem ser divididas em três grupos, de acordo com o grau de profundidade de horas da verdade e atributos pesquisados. O primeiro grupo (Hotel Plaza São Rafael, Hotel Plaza Porto Alegre e Everest Palace hotel) opta por pedir ao cliente a classificação de itens mais gerais, como bar, limpeza e infra-estrutura, ou então de horas da verdade, como atendimento e alimentação, desdobradas não em atributos, mas sim nos locais de prestação do serviço, como café da manhã e restaurante (ver fig. 3). Pensando na utilidade dos resultados dessas pesquisas, chega-se à conclusão de que será bastante difícil diagnosticar os pontos fracos de prestação do serviço, pois a avaliação geral de uma hora da verdade passa, na mente do cliente, por avaliações Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre Tipos de Perguntas e Escalas Utilizadas A maneira como uma pergunta é feita pode influenciar a resposta correspondente. As perguntas fechadas especificam previamente todas as possíveis respostas, gerando respostas fáceis de serem interpretadas e Alimentação: Ótimo Bom Regular Insatisfatório Não utilizado Café da Manhã Roof Restaurante Lobby Bar Fig. 3 Coffe Shop Room Service Fonte: Pesquisa Everest Palace Hotel ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS FOOD AND BEVERAGE CAFÉ DA MANHÃ BREAKFAST Variedade da composição do buffet Variety of buffet items 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Qualidade e apresentação dos alimentos Food presentation and quality 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Cortesia no atendimento Staff politeness 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Fig. 4 de atributos específicos. Por exemplo, se o consumidor responder que o café da manhã esteve insatisfatório, o que realmente lhe desagradou: o atendimento, o sabor da comida ou a variedade? O segundo grupo de hotéis (Blue Tree Porto Alegre, Master Palace, Grande Hotel Express e Coral Tower – Trade Center Hotel) encontra-se em um nível intermediário de profundidade de pesquisa. Ele desdobra as principais dimensões em atributos, que são classificados pelo cliente. Com isso, a facilidade de utilização dos resultados da pesquisa aumentará. O terceiro grupo de estabelecimentos (Hotel Sheraton Porto Alegre, Hotel Deville Porto Alegre Aeroporto e Hotel Embaixador) vai mais a fundo na exploração dos atributos da prestação de serviço, facilitando a capacidade de ação corretiva da empresa. Esse tipo de pergunta torna-se mais claro até mesmo para o respondente, poupandolhe o trabalho de “somar” sua satisfação geral em uma hora da verdade ou dimensão experimentada (ver fig. 4). No entanto, questionários muito detalhados correm o risco de tornarem-se excessivamente longos e cansativos. Fonte: Pesquisa Hotel Deville Porto Alegre Aeroporto “O serviço hoteleiro também não pode ser estocado, devendo administrar cuidadosamente a oferta e monitorar a demanda.” tabuladas. As perguntas abertas permitem a quem está respondendo fazê-lo em suas próprias palavras, sendo bastante úteis em pesquisas exploratórias, em que se busca saber como as pessoas pensam, e não mensurar quantas pessoas pensam de tal modo (Kotler, 2000). Para a pesquisa de satisfação, que busca mensurar a qualidade percebida do serviço, o mais lógico seria o uso das perguntas fechadas. “A escolha entre as perguntas abertas e fechadas não é necessariamente Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 49 Adriana Friedrich, Felipe Schaan de Quadros e Nereu Viegas Cuidado com as Escalas! A maioria das pesquisas analisadas apresenta escalas tendenciosas, ou seja, com mais respostas boas do que ruins, como, por exemplo, a escala de classificação “Excelente – Bom – Regular – Ruim”. Se o regular é o ponto neutro, então existem duas opções para respostas positivas e apenas uma para 50 negativa. Talvez essa escala seja adotada porque se espera que os hóspedes tenham mais respostas positivas do que negativas, mas cuidado: a forma da pergunta pode distorcer a resposta, de modo que os problemas sejam de difícil diagnóstico. Outra questão considerada problemática em um dos questionários foi a multiplicidade de escalas utilizadas nas perguntas. Em um mesmo levantamento, usou-se escala de intenção de compra, de classifi- Fig.5: Tipos de Perguntas cação (10 a 1), de Local de Aplicação e múltipla escolha, dicotômica e Índice de Resposta uma pergunta aberta. Logicamente, o grau de utilização dos Duas situações de aplicação resultados em ações corretivas é de pesquisa foram identificadas alto, porém o cliente tende a ficar nos hotéis: o questionário deixaconfuso com tantos tipos de do no apartamento, para que o perguntas e respostas. Em um cliente responda durante a sua levantamento complexo como estada, e o questionário entregue esse, a seqüência das perguntas ao cliente no momento do checktorna-se muito importante. out. Segundo os próprios hotéis, Aaker (2001) sugere que as o índice de resposta na segunda perguntas iniciais sejam abransituação é bem maior, o que traz gentes e genéricas. Que as muitos benefícios para a validade seguintes sejam simples e direda avaliação. Para os que utilizam tas, depois passando para as a primeira opção, quem são os mais específicas, cada vez mais clientes que respondem à pescomplexas e, por último, as quisa? Serão os totalmente satisperguntas mais delicadas ou feitos? Ou os que têm algo a pessoais. Contudo, o número de reclamar? perguntas não deve ser muito De qualquer modo, devem-se grande, sob pena de o responbuscar maneiras de aumentar ao dente perder a paciência e a boa máximo o índice de resposta das vontade de resposta. avaliações. O Hotel Deville Porto Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 Fonte: Kotler, 2000:132 mutuamente exclusiva. As perguntas abertas podem ser utilizadas em conjunto com as fechadas para obter informações adicionais. O uso das perguntas abertas como acompanhamento das fechadas é chamado de verificação” (Aaker, 2001, p. 325). De fato, a pergunta fechada é usada em todos os questionários, porém sempre com uma questão aberta complementar. Normalmente, essa questão refere-se ao espaço para sugestões, gerais ou de uma dimensão em particular. Entretanto, algumas pesquisas recorrem a perguntas abertas mais estruturadas, como “Descreva uma característica, serviço ou pessoa do hotel que tenha superado suas expectativas ou que o tenha desapontado (se for o caso)” (pesquisa Hotel Sheraton Porto Alegre) ou “Qual o serviço ou opção de lazer que você gostaria de encontrar em sua próxima estada?” (pesquisa Hotel Plaza São Rafael e Hotel Plaza Porto Alegre). Dentro das perguntas fechadas, a tipologia de abordagem mais encontrada é a escala de classificação. Aparecem também as escalas dicotômica, de múltiplas opções e de intenção de compra (ver fig. 5). Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre Alegre Aeroporto encontrou duas maneiras. O cliente que preenche o questionário concorre a diárias grátis na Costa do Sauípe, ou nos Hotéis Deville. Além disso, o questionário pode ser preenchido fora do hotel e enviado pelo correio, com o selo pago pelo próprio Deville. Idéias muito interessantes. Voltando a Berry Como foi visto anteriormente, Berry (1992) salienta três pontos considerados essenciais na mensuração da satisfação do cliente. Vejamos o que ocorre na prática: • Mensuração da expectativa. Não ocorre em nenhum dos questionários. Mede-se apenas a performance percebida, deixando que o cliente faça a conta da diferença entre expectativas e performance mentalmente. Marchetti e Prado (1991) abordam a dificuldade em mensurar expectativas. Quais expectativas o cliente deve apresentar: o que ele acha que vai receber, o que ele aceitaria receber ou o que ele gostaria de receber? • Mensuração da importância dos atributos. Não ocorre em nenhum dos questionários, pois todos os atributos são medidos igualmente. Assim, grande parte do esforço de pesquisa pode ser perdido, uma vez que a ponderação dos atributos acaba sendo aleatória. Pode-se dar prioridade a itens equivocados, enxergando as respostas de forma distorcida. Algumas formas de se questionar a relevância dos atributos seriam estas: solicitar aos entrevistados que os classifiquem por ordem de importância; solicitar que aloquem um total de cem pontos por todas as dimensões do serviço; solicitar que avaliem segundo uma escala de importância (de não muito importante a extremamente importante); ou então pedir que associem níveis de relevância aos atributos do serviço. Cada forma conta com vantagens e desvantagens, porém alguma delas deveria ter sido utilizada. • Avaliação do Impacto sobre o Mercado e das Tendências Comportamentais. Apenas um questionário cita a concorrência e compara-se com ela explicitamente (e os estabelecimentos citados sequer existem na cidade!). Quase todas as demais pesquisas medem a satisfação global através da intenção (ou não) de recompra, ou seja, de uma nova estada no hotel. Dessa forma, a comparação com o mercado está implícita. Perguntas sobre o valor recebido em relação ao preço pago aparecem em dois questionários. Não esqueça ... Você, prestador de serviços, deu-se conta de como é importante ter clientes satisfeitos. Para tê-los satisfeitos, é preciso saber como deixá-los satisfeitos. Simples: ouça os clientes e acredite no que eles lhe disserem. Se o questionário for bem elaborado, as pistas para o seu sucesso estarão todas ali, nas respostas. Simples? Não, antes fosse. O cliente está A Pesquisa de Satisfação é um instrumento revelador no nosso autoconhecimento enquanto empresa. Ilustração Clube de Ilustradores ESPM - Mário Rosa/5.º semestre CSO Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 51 Adriana Friedrich, Felipe Schaan de Quadros e Nereu Viegas sempre mudando, cada vez mais exigente e com novas preferências. Também a concorrência muda constantemente, em busca da preferência do cliente. Cabe ao prestador de serviços correr atrás, ou melhor, na frente do cliente, surpreendendo-o cada vez mais com excelência de serviço. Tratando dos “GAPS” Dentro desse contexto, é importante lembrar que a diferença entre qualidade percebida e qualidade esperada deve ser entendida e analisada de forma mais profunda do que meramente constatar que existe a desconformidade entre o ocorrido e o desejado. O Gap Model, ou modelo das Lacunas (Bateson e Hoffman, 2001), fornece um modelo genérico e adequado para o entendimento desse problema. Será que não se consegue entender os clientes, suas necessidades e desejos (gap 1)? Ou será que se entende de forma correta, mas não se consegue traduzir essas necessidades em scripts e procedimentos que podem ser seguidos pelo nível operacional (gap 2)? E se a especificação estiver correta mas não se conseguir executá-la, por problemas de seleção ou de treinamento (gap 3)? E, se houver entendimento, especificação e execução correta, mas a comunicação externa não estiver de acordo com o serviço que realmente pode ser entregue ao cliente (gap 4)? Assim, explicar a diferença entre qualidade percebida e qualidade esperada (gap 5) pressupõe uma análise profunda 52 Fachada do Hotel Blue Tree em Porto Alegre da empresa e da percepção do cliente. E tudo isso começa com a pesquisa de satisfação, instrumento revelador do nosso autoconhecimento enquanto empresa. Se não conhecemos nem a nós mesmos, perderemos, no mínimo, 50% das batalhas. (Sun Tzu, em A Arte da Guerra)· Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre Hotéis selecionados para a pesquisa HOTEL SHERATON PORTO ALEGRE GRANDE HOTEL EXPRESS END: Rua Olavo Barreto Viana, 18 BAIRRO: Moinhos de Vento FONE: Geral 3323.3496 / Reservas 3323.6015 FAX: 3323.6020 HOME PAGE: www.sheraton.com e-mail: [email protected] END: Rua Riachuelo, 1070 BAIRRO: Centro FONE/FAX: 3287 4411 TOLL FREE: 0800.7076444 HOME PAGE: www.master-hoteis.com.br e-mail: [email protected] BLUE TREE PORTO ALEGRE HOTEL EMBAIXADOR END: Cel. Lucas de Oliveira, 995 BAIRRO: Bela Vista FONE: Geral 3333.0333 / Reservas 3333.9963 FAX: 3330.5233 TOLL FREE: 0800-150500 HOME PAGE: www.bluetree.com.br e-mail: [email protected] END: Rua Jerônimo Coelho, 354 BAIRRO: Centro FONE: Geral 3228 2211 FAX: 3228 5050 HOME PAGE: www.embaixador.com.br e-mail: [email protected] CORAL TOWER - TRADE CENTER HOTEL HOTEL PLAZA SÃO RAFAEL END: Av. Alberto Bins, 514 BAIRRO: Centro FONE: Reservas 3220-7000 FAX: 3220.7001 HOME PAGE: www.plazahoteis.com.br e-mail: [email protected] HOTEL DEVILLE PORTO ALEGRE AEROPORTO END: Av. dos Estados, 1909 BAIRRO: Navegantes FONE: Geral 3373.5000 / Reservas 3373.5010 FAX: 3373.5010 HOME PAGE: www.deville.com.br e-mail: [email protected] HOTEL PLAZA PORTO ALEGRE END: Rua Senhor dos Passos, 154 BAIRRO: Centro FONE: Geral 3220.8000 FAX: 3220.8001 HOME PAGE: www.plazahoteis.com.br e-mail: [email protected] END: Av. Protásio Alves, 2966 BAIRRO: Petrópolis FONE / FAX: 3334.8922 / 3338.2811/ 33810264 HOME PAGE: www.coraltower.com.br e-mail: [email protected] MASTER PALACE END: Rua Senhor dos Passos, 211 BAIRRO: Centro FONE: 3211.5711 / Reservas 3287.4466 TOLL FREE: 0800.7076444 HOME PAGE: www.master-hoteis.com.br e-mail: [email protected] EVEREST PALACE HOTEL END: Rua Duque de Caxias, 1357 BAIRRO: Centro FONE: Geral 3215.9500 FAX: 3228.4792 HOME PAGE: www.everest.com.br e-mail: [email protected] Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 53 Adriana Friedrich, Felipe Schaan de Quadros e Nereu Viegas Parque aquático do Hotel Deville em Porto Alegre Referências bibliográficas AAKER, David, KUMAR, V. E DAY, George S. Pesquisa de Marketing. Atlas, São Paulo, 2001. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INDÚSTRIAS E HOTÉIS. Site www.abih.com.br . BATESON, John e HOFFMAN, K. Douglas. Marketing de Serviços. 4ª ed. Bookman, São Paulo, 2001. BERRY, Leonard. Serviços da Satisfação máxima – Guia prático de ação. Campus, Rio de Janeiro, 1996. CRONIN, Joseph J. e TAYLOR, Steven A. Measuring Service Quality: a reexamination and extension. Journal of Marketing, vol. 56, 55-68, jul/1992. KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 10ª ed. Prentice Hall, São Paulo, 2000. LOVELOCK, Christopher e WRIGHT, Lauren. Serviços – Marketing e Gestão. Saraiva, São Paulo, 2002. MARCHETTI, Renato e PRADO, Paulo. Um Tour pelas Medidas de Satisfação do Consumidor. RAE, v.41, n.4, 56-67, out/dez 2001. MATTAR, Fauze N. Pesquisa de Marketing – Edição compacta. Atlas, São Paulo, 1996. NETO, Carlos de Barros Monteiro e PANZERI, André R.M. Nem B2B, nem B2C, cuidem do C2C. Revista da ESPM, 33-36, jul/ago 2002. PORTER, Michael E. Estratégia Competitiva – Técnicas para análise de indústrias e da concorrência. Campus, São Paulo, 1986. TZU, Sun. A Arte da Guerra. 23ª ed. Record, São Paulo, 2000. Quem são os autores Alunos do MBA em Marketing de Serviços da ESPM-RS. O presente artigo foi elaborado durante a disciplina “Entendendo o Comportamento do Consumidor de Serviços”, lecionada pelo professor Ms. Roger Born. * Adriana Friedrich – arquiteta, gerente de projetos da Incorpore Planejamento e Construções Ltda. [email protected] * Felipe Schaan de Quadros – mestre em Tecnologia da Informação, gerente de serviços da Service IT Solutions [email protected] * Nereu Viegas – administrador de empresas, chefe de garantia/pós-venda da Springer Carrier [email protected] 54 Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 Medindo a satisfação do consumidor nos hotéis de Porto Alegre Revista da ESPM – Maio/Junho de 2003 55