CONCURSO
e
ideias
d
revestimentos
cerâmicos
em espaços
públicos
da concepção à
produção
Enquadramento
Com este concurso de ideias pretende-se promover o aparecimento de propostas criativas
que possam ser reproduzidas em revestimentos cerâmicos a aplicar em vários locais
públicos da cidade contribuindo assim para a sua regeneração e embelezamento. Mais
se pretende marcar na cidadeum percurso com referências históricas territoriais, assinalando
antigos edifícios e ofícios.
Abrem-se assim, novas oportunidades aos artistas e criadores contemporâneos.
Normativo
1. Âmbito
O presente Normativo estabelece um conjunto de regras para a realização do Concurso
de Ideias, que a Câmara Municipal de Aveiro se propõe realizar, na área da cultura em
espaço público.
2. Objectivos
Com o Concurso de Ideias pretende-se incentivar a apresentação de propostas criativas,
que contribuam para uma implementação de cultura urbana, cumprindo assim com os
objectivos da iniciativa, nomeadamente no que respeita a:
2.1. Qualificar e valorizar os espaços públicos da cidade;
2.2. Contribuir para o embelezamento e rejuvenescimento da cidade, oferecendo assim,
locais mais cuidados a quem nos visita;
2.3. Promover a cidade enquanto território de tradições, mas também, objecto de abordagem
inovadoras e contemporâneas. Para tal, anexamos um guião com um percurso com
referências históricas que contextualizam os artistas nos espaços de intervenção.
3 . Os espaços propostos para serem intervencionados são:
3.1. Muros da Av. 5 de Outubro (junto à Sé de Aveiro), com as seguintes áreas:
Muro lado da Sé: 136m2, Muro lado do bairro: 197m2;
3.2. Túnel da Forca-Vouga: 251m2 + 269m2
3.3. Túnel da Ponte - Praça: passagem inferior, aproximadamente, 58,78m2 x2
3.4. Túnel do Barreiro Jurássico - 251m2 + 269 m2
3.5. PTs: são 6 na zona do Plano do Centro com as seguintes mediadas:
Frente >
3,14 m2
Trás >
4,6 m2
Laterais >
2 x 1,4 m2
4. Destinatários
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Poderão concorrer pessoas singulares, individualmente ou em grupo, bem como
pessoas colectivas, agentes e associações culturais, instituições e entidades
com objecto artístico, recreativo e social sem fins lucrativos.
Os concorrentes devem apresentar um curriculum destacando as actividades de
carácter artístico já realizadas, que confirme a sua capacidade na elaboração
de projectos desse teor artístico.
Estão proibidas as pessoas pertencentes aos quadros da entidade promotora
do concurso e familiares em linha directa do júri.
Os concorrentes têm de ajustar a sua criação à capacidade de resposta da
empresa que irá produzir a sua obra.
As empresas são: Aleluia Cerâmicas, S.A., Désani, S.A. e Revigrés, Lda.
5. Prazo
A apresentação da (s) proposta (s) até 31 do mês de Março de 2011.
O Júri reúne durante o mês de Abril de 2011.
Durante o mês de Maio de 2011 estará em exposição as maquetas dos trabalhos
vencedores.
A aplicação dos revestimentos cerâmicos será da responsabilidade da Câmara
Municipal de Aveiro.
6. Candidatura
6.1. Dirigida a Artistas e ainda a jovens criadores em processo de formação
educativa e / ou profissionalizante.
- A inscrição no Concurso de Ideias deverá ser formalizada através do preenchimento do
formulário de inscrição disponível no site www.cm-aveiro.pt e respectivos sites das empresas
parceiras do projecto : www.aleluia.pt; www.desani.pt; e www.revigres.pt.
- A candidatura deverá ser entregue no Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro,
edifício dos Paços do Concelho, Praça da República, 3810 – 156 Aveiro, ou ser enviada
por correio registado com aviso de recepção, para o endereço ora referido, desde que
recepcionadas dentro do prazo estipulado (prevalecendo a data do carimbo do correio).
- O concorrente deve entregar uma pequena maqueta de estudo, do trabalho a entregar
a concurso, em suporte rígido à escala de 1/100.
7. Caracterização do material
O tipo de material utilizado nos revestimentos cerâmicos e suas características são
da responsabilidade da empresa que apoia cada projecto.
As dimensões dos azulejos são de acordo com as tipologias usadas por cada uma
das empresas.
8. Apreciação e Avaliação
• A avaliação das várias candidaturas submetidas a concurso será efectuada por um
júri constituído pela Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro; um elemento
do Núcleo de Arquitectos de Aveiro; um elemento do Departamento de Comunicação e
Arte da Universidade Aveiro; um elemento da AIDA – Associação Industrial de
Aveiro, um elemento da APICER – Associação Portuguesa da Industria da Cerâmica,
uma personalidade de reconhecimento da cerâmica artística e um elemento de cada
empresa produtora dos revestimentos cerâmicos.
• A avaliação e selecção das ideias a concurso incidirão sobre a proposta e o respectivo
potencial de desenvolvimento;
• As propostas a concurso serão avaliadas pelo júri, podendo ser pedidos
esclarecimentos ao (s) proponente (s);
• O júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso considere que nenhuma
candidatura é merecedora do mesmo;
• Das decisões tomadas pelo júri não haverá lugar a recurso.
9. Prémios
O prémio a atribuir à proposta vencedora é a reprodução do seu trabalho em revestimento
cerâmico, com a assinatura do autor e aplicação num dos locais previamente escolhidos;
Nota: a alguns trabalhos poderão ser atribuídas menções honrosas, que poderão
dar origem a reproduções parciais da criação em escala a definir.
10.
Divulgação dos Resultados
Os resultados apurados serão divulgados até ao dia 30 do mês Abril de 2011, no site da
Câmara Municipal de Aveiro e no site de cada uma das empresas envolvidas neste
projecto ou ainda, por carta e pelo menos num jornal de divulgação local e nacional.
11.
4
Propriedade Intelectual
O trabalho premiado será propriedade da Câmara Municipal de Aveiro e da empresa
responsável pela produção da obra, podendo estas entidades utilizá-lo sempre que
entenderem, desde que, não sejam desvirtuados os objectivos à criação da imagem.
Os projectos deverão ser acompanhados de uma declaração de cedência de direitos de autor
à Câmara Municipal de Aveiro e respectivas empresa produtora da obra.
Percurso
com referências históricas destinado a servir de suporte a criações artísticas em
diversos locais da cidade de Aveiro.
1. Avenida 5 de Outubro (junto à Sé)
Zona de imediação:
I. Mosteiro de S. Domingos
Instituição que albergou a ordem dominicana1 e cuja2 edifício se deveu ao
Infante D. Pedro, donatário de Aveiro. A Igreja de S. Domingos, que pertencente3
a este mosteiro, assume actualmente o papel de Sé. No largo que lhe é contíguo
ergue-se um cruzeiro de estilo manuelino cuja construção remonta4 à transição
entre o séc.XV e o séc. XVI.
II. Porta do Sol e do Campo (muralha)
As muralhas de Aveiro foram construídas por volta do ano de 1420 por ordem
do Infante D. Pedro, filho de D. João l, e foram em grande parte destruídas no
final do séc. XIX5 para viabilizar as obras da nova Barra de Aveiro. Constituíamse por 8 portas6 – da Ribeira, do Cojo, do Campo, do Sol, da Vila, de Vagos,
de Rabães e do Alboi.
A nascente7 (actual Av. Miguel Bombarda)8 existia a porta do Sol, venerada9
pela ordem dominicana, na qual se podia ler
AVE, GRATIA PLENA. 10
A porta do Campo, alusiva ao campo de S. Domingos (território ocupado pela
respectiva ordem monacal)11, exibia o seguinte letreiro:
A.D. MCDXVIII.
HAEC. MCENIA. 12
INFANS D PETRUS.
FILIVS.INCLITI.
REGIS. D. IOANIS. I.
CONSTRUERE. IUSSIT. 13
2. Cais da Fonte Nova
O Cais da Fonte Nova, no qual se encontra localizada a denominada ponte
de pau14 está associado à laboração das unidades industriais da cidade.
Banhado por um braço da ria que constitui uma importante via de comunicação
e de transporte de materiais, este cais serve de suporte ao funcionamento da
Fábrica de loiça da Fonte Nova entre 1881 e 1937;da Fábrica de cerâmica
Aleluia que inicia a sua laboração neste espaço em 1917; e da Fábrica Jerónimo
Pereira Campos a partir de 1896.
Paralelamente ao centro industrial que constitui a zona da Fonte Nova, este
espaço congrega igualmente outros elementos de referência histórica, como
um pequeno excerto da muralha de Aveiro a suportar os muros do Cemitério
Central15, assim como a capela de S, Tomás de Aquino.
3.
Túnel do Barreiro Jurássico
Zona de imediação:
I. Capela de S. Tomás de Aquino
Capela de invocação de S. Tomás de Aquino, erguida no antigo território do
convento de S. Domingos – local ainda hoje denominado Agra dos Frades16.
A sua fundação remonta a 1638.
II. Barreiro Jurássico
Localizado na parte lateral das instalações da antiga Fábrica Jerónimo Pereira
Campos encontra-se um Barreiro no qual residem 17 fósseis de animais e
vegetais que viveram há cerca de 70 milhões de anos.
III. Fábrica Jerónimo Pereira Campos (ver ponto 4)
4.
Túnel da Forca-Vouga
Zona de imediação:
l. Fábrica Jerónimo Pereira Campos
O início da laboração desta unidade industrial, cuja função era fabricar tijolos
e telhas, está associada ao final do séc. XIX / início do séc. XX 18 .
Esta fábrica, pertencente a Jerónimo Pereira Campos e seus filhos constituiu
um pólo dinamizador da cidade.
II. Empresa de metalurgia Paula Dias
5.
Túnel da Ponte - Praça
Construção adjacente à, denominada Ponte-Praça19 (ou "Duas Pontes"20 ou
"Ponte das Almas"21 e "Ponte dos Arcos"22) e ao Canal Central. Espaço que
outrora representava a separação entre a cidade entre muros e fora de muros.
Local conhecido pelo convívio social e pele trocas comerciais.
Zona de imediação:
I. Edifício da Antiga Capitania de Aveiro
O edifício da antiga Capitania, localizado na passagem do canal central para
o canal do Cojo, remonta ao século XIII23. A sua fisionomia denota a sua
primeira actividade – fábrica de moagem assente no sistema de
moinho de marés. Neste edifício estiveram instalados a Escola Industrial
e os serviços da Capitania do Porto de Aveiro, albergando actualmente
a Assembleia Municipal e um espaço cultural.
II. Alfândega
Edifício construído em 1718, na actual Rua Clube dos Galitos, para albergar
os serviços de alfândega. Era um edifício com características únicas: adornado
com ameias e exibindo as armas de Portugal.
III. Câmara Municipal de Aveiro
Inicialmente instalada num edifício na Costeira (actual Rua de Coimbra)
com a denominação de "Casa da Audiência", viria a ocupar o seu lugar
definitivo em finais do séc. XVIII, na actual Praça da República.
IV. Marinhas do Rossio
V. Porta da Ribeira (muralha)
Esta porta constitui uma importante entrada na vila de Aveiro.
Fronteira à Ponte-Praça, podia-se ler a seguinte inscrição:
LOVVADO.SEIA.O.SANCT
ISSIMO.SACRAMENTO.E.A.
VIRGEM.NOSSE.SENHORA
QUE.FOI.CONCEBIDA.SEM.PECCADO.ORIGINAL.
Considerandos
1 «que albergou a ordem dominicana»? Toda a ordem? Isso não é válido nem para Aveiro,
onde existiam dois mosteiros de religiosos dominicanos:
o Mosteiro de S. Domingos, de frades; o Mosteiro de Jesus, de freiras.
Mais simples e verdadeiro: Mosteiro de frades dominicanos, cujo edifício…
2 cujo
3 pertenceu
4 O cruzeiro que está no adro da Sé não é a peça original, mas sim uma réplica; o original está
dentro da igreja.
5 As muralhas de Aveiro foram desmanteladas, para aproveitamento da pedra nas
obras da barra, no início do século XIX e não no fim. A demolição das muralhas foi
autorizada por provisão régia de 8-04-1802 e teve lugar durante os anos de 1806 e 1807.
6 As muralhas não são constituídas por portas… As muralhas têm portas…
As muralhas de Aveiro tinham 9 portas: da Ribeira, do Cojo, do Campo, do Sol, da Vila
(da Cidade desde 25 de Julho de 1759), de Vagos, de Rabães, do Alboi e do Cais (ou do Norte).
7 «A nascente» de quê? Se considerarmos a vila muralhada, a Porta do Sol ficava a
Sudeste; a Nascente da Porta da Vila (depois da Cidade).
8 Actualmente não existe em Aveiro nenhum arruamento com a denominação Miguel Bombarda.
Existia a Rua de Miguel Bombarda que, depois da demolição dos prédios entre as ruas de
Santa Joana e do Rato, integrou, juntamente com estas, a Avenida de Santa Joana que começa
na Praça do Milenário e termina na Avenida de Artur Ravara.
9 Esta não tem por onde se lhe pegue. A ordem dominicana venerava a Porta do Sol?
Ainda iam parar todos ao inferno. Repito: uma coisa é a ordem dominicana, que tem
dimensão universal ou nacional, outra coisa é um mero mosteiro dessa ordem.
10 Estas inscrições eram normais e habituais em muitas portas de todas as fortificações
portuguesas, pelo menos desde o século XVII.
11 A congregação aveirense não pode ser identificada com a totalidade da ordem.
12 Não é MCENIA, mas MOENIA
13 Tradução: «Ano do Senhor de 1418. O infante D. Pedro, filho do ínclito rei D.JoãoI,
mandou construir estas muralhas.
14 A Ponte de Pau não fica no Cais da Fonte Nova, mas sim na antiga Rua da Fonte
Nova, actualmente denominada Avenida 5 de Outubro, que começa na Praça do
Milenário e termina na Rua do Comandante Rocha e Cunha. O Cais da Fonte Nova
estende-se actualmente pela frontaria da Fábrica Jerónimo Pereira Campos; antes era
perpendicular à mesma frontaria (ver foto com a legenda «Fábrica Jerónimo Pereira
Campos» anexa ao documento em consideração).
15 Falamos de uma mera conjectura, que pode mostrar-se completamente falsa, como
aconteceu aquando da demolição do quarteirão entre as antigas ruas de Santa Joana
e do Rato. Sem prospecções não se pode falar da presença de muralhas nesta zona, A
fazê-lo só utilizando o verbo no futuro do presente ou do pretérito (condicional).
16 A Agra dos Frades abrangia uma zona muito mais vasta, incluindo, por exemplo, todo
o terreno em que foram construídas as novas instalações do Liceu de Aveiro, a actual
Escola Secundária de José Estêvão. O topónimo já não existe na actualidade; o «ainda
hoje» de Rangel de Quadros é uma afirmação datada dos finais do século XIX.
17 Não será o melhor verbo que, metáforas à parte, refere a permanência de seres vivos
e não de fósseis (e daí «residência»).
18 Não há lugar a qualquer dúvida: a Fábrica Jerónimo Pereira Campos começou a sua
laboração em finais do século XIX, possivelmente em 1896. A fábrica chegou a produzir
vidro e material cerâmico variado.
19 Actual Praça do General Humberto Delgado; Ponte-Praça é epíteto popular.
20 Nunca encontrei este topónimo.
21 Foi primeiro Ponte Nova e Ponte do Cojo; ficou conhecida por Ponte das Almas
por estar perto de umas alminhas adoçadas a um edifício contíguo.
22 Começou por ser Ponte da Ribeira, depois Ponte da Praça e, por último, Ponte dos
Arcos, por ficar no seu prolongamento.
23 Este moinho de marés foi mandado construir por José Ferreira Pinto Basto, o
fundador da Vista Alegre, em 1830 (NO SÉCULO XIX). No lugar já tinham existido
umas azenhas, mas nada têm a ver com este edifício.
. passagem
inferior da Forca
. PT’s
11
. túnel do
barreiro jurássico
Designação da pessoa singular, individual ou grupo/ pessoas colectivas
Morada
Localidade
Código Postal
Freguesia
Telefone
Telemóvel
Fax
E-mail
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Nº de Contribuinte
Responsável pela Candidatura
Designação da pessoa singular, individual ou grupo/ pessoas colectivas
Morada
Localidade
Código Postal
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Nº de Contribuinte
Espaço(s) Público(s) a Revestir
I D E I A (S) / P R O JE C T O ( S )
Título (s)
Descrição Pormenorizada
> Caso o espaço seja insuficiente, anexar uma folha ou suporte digital.
Concurso de Ideias
Identificação
revestimentos cerâmicos em espaços públicos
Ficha de Candidatura
E M P R E S A S PA R C E I R A S
Quinta do Simão . Esgueira
apartado 3024 3801-101 AVEIRO
T (+351)234 305 600 f. (+351) 234 305 699
www.aleluia.pt
Zona Industrial de Vagos - lote 31
apartado 39 3844-909 VAGOS
T (+351)234 795 835/6 f. (+351) 234 795 837
www.desani.pt
Apartado 1 . 3754-900 BARRÔ ÁGUEDA
T (+351)234 660 100 f. (+351) 234 666 555
www.revigres.com
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