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ADMINISTRAÇÃO
1. RELAÇÕES HUMANAS
1.1 Conceito
Onde houver duas pessoas, com certeza teremos um relacionamento.
Diante do crescimento demográfico, multiplicabilidade de aspectos da
vida moderna, contatos rápidos e superficiais que necessitamos manter
com diferentes pessoas de classes sociais, além de outros fatores, vieram
alertar os psicólogos, administradores, educadores e demais profissionais,
quanto à importância do estudo das relações humanas.
Não é surpresa para ninguém que as pessoas diferem umas das outras,
não havendo dois seres iguais no mundo. Veja o exemplo de dois irmãos
que foram gerados por pais de uma única família, tiveram a mesma
criação, a mesma educação social e moral, mas desde pequenos
demonstram características diferentes no comportamento e no caráter
moral e social.
Sendo assim, qualquer atividade destinada a melhorar o desenvolvimento
das relações entre as pessoas precisa basear-se na compreensão dos
aspectos que influenciam o total desenvolvimento. Observar com atenção
os fatores que caracterizam uma relação harmoniosa entre as pessoas é
saber respeitar cada indivíduo com suas características e peculiaridades.
Não é fácil aceitar às vezes nem mesmo as nossas próprias atitudes, então
precisamos aprender que, se quisermos nos relacionar adequadamente
com outro indivíduo, precisamos nos relacionar bem primeiro com nós
mesmos, vencendo nossos obstáculos internos (medos, desconfiança,
insegurança, etc).
Se abordarmos as relações humanas num contexto mais profundo,
perceberemos que as nossas começam quando ainda estamos no útero de
nossas mães. O primeiro contato, a primeira sensação de segurança, vem
deste íntimo uterino, quando estamos sendo gerados. Infelizmente não
nos lembramos das palavras carinhosas e nem dos afagos, mas essas
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primeiras informações nos são registradas no sótão do nosso subinconsciente, e desta fase surgem as nossas primeiras características como
indivíduo.
Para tanto, se levarmos as relações humanas para o campo educacional,
veremos o professor o tempo todo interagindo com seus alunos, ou seja,
interagindo com características, sensações, emoções, comportamentos e
etc., bem diferentes. Desta forma, há que se esperar do professor atitudes
e comportamentos frente a estas relações, então, estaremos abordando
alguns pontos dentro das relações humanas que consideramos relevantes:
assertividade, memorização, postura, ética e motivação.
1.2 Assertividade
A assertividade é um conjunto de atitudes e comportamentos que
permitem ao indivíduo afirmar-se social e profissionalmente sem violar os
direitos de outras pessoas. A pessoa assertiva acredita profundamente no
que diz e faz. É profundo conhecedor de seus direitos e dos outros. É
flexível, razão pela qual tem capacidade para negociar e entra em acordo
para que todos os lados ganhem.
Para melhor entendermos esse conceito vamos analisar uma parábola que
aborda a questão, através de 3 personagens: Sr. Bonzinho, Sr. Bravinho e
Sr. Assertivo:
Algumas pessoas confundem assertividade com austeridade e
autoritarismo. São conceitos diferentes. Algumas pessoas agressivas se
dizem assertivas, diretas ou verdadeiras demais. Talvez falem isso como
forma de se desculparem pelo seu comportamento.
As pessoas denominadas “boazinhas” podem almejar uma forma mais
rápida de serem assertivos e com isso escorregar para o lado agressivo.
Colocam uma máscara de assertivo, e como esta não é uma mudança
verdadeira, logo se vêem agindo de forma oposta ao seu jeito de ser.
1.3 Memorização de Nomes
Como um palestrante, ou professor, é natural nos defrontarmos com a
situação de esquecermos ou mesmo errarmos o nome dos nossos
ouvintes. Geramos os mais diversos sentimentos, como a pessoa achar
engraçado, ou ficar constrangido ou até mesmo com raiva.
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A importância da memorização dos nomes das pessoas vai além de
simplesmente nos sentirmos desconfortáveis. Sabermos o nome das
pessoas com as quais nos relacionamos, está inconscientemente
contribuindo para elevação da auto-estima do outro. Quando alguém nos
chama pelo nome, nos sentimos “importantes”, pois fomos identificados,
ou seja, temos uma indentificação, uma personalidade.
Devemos lembrar que o aluno pela condição de aprendiz,
inconscientemente sente-se em situação de desigualdade em relação ao
professor, então mais uma razão para identificá-lo sempre que tivermos
oportunidade.
Apresentaremos 9 dicas para lembrar o nome de uma pessoa, e assim,
não comprometer o nosso dicurso:
●
Escute com atenção e repita imediatamente o nome da pessoa assim
que ela terminar de falar;
●
Pense em alguém com o mesmo nome;
●
Se você não entendeu ou não escutou direito, peça para que a pessoa
repita ou até mesmo soletre;
●
Olhe imediatamente para os olhos da pessoa ao pronunciar o seu
nome;
●
Use o nome frequentemente durante a conversa;
●
Associe imediatamente o nome a uma característica da pessoa;
●
Pergunte a origem ou história do nome da pessoa;
●
Esteja certo de que você é capaz de realizar esta tarefa facilmente;
●
Não crie barreiras mentais dizendo que é péssimo para guardar nomes.
2. LIDERANÇA
2.1 Conceito
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É a realização de uma meta por meio da direção de colaboradores
humanos.
A liderança consiste em líderes que induzem seguidores a realizar certos
objetivos que representam os valores e as motivações, desejos e
necessidades, aspirações e expectativas.
Liderança é o uso de influência não coerciva para dirigir as atividades dos
membros de um grupo e levá-los à realização dos objetivos do grupo.
2.2 Reconhecendo um Líder
Um professor também é um líder, e esse deve ser reconhecido por
algumas qualidades e também por algumas atitudes tomadas junto a seus
liderados.
Humildade – o professor deve ter sempre em mente que ele não é dono
da verdade absoluta, que a cada turma que for ensinar, ele também
aprenderá algo novo;
Conhecimento – como qualquer profissional é fundamental estar sempre
atualizado;
Coragem – é a virtude que nos capacita a correr riscos, porém com
prudência
Poder de Decisão – é imprescindível saber em que momento tomar
decisões para que alguns imprevistos não prejudiquem o grupo;
Entusiasmo – passar aos seus alunos uma energia vibrante, algo que
contagie a todos, mostrar a eles a importância da paixão naquilo que se
propuseram a aprender;
Iniciativa – a capacidade de criar e conceber novas idéias.
Um professor deve aprender a planejar, deve também ser íntegro,
comunicar-se muito bem, agir com seriedade, e ainda prever possíveis
falhas no processo de ensino.
Podemos dizer que todos os grandes líderes foram bons aprendizes, o
primeiro aprendizado é sobre nós mesmos, sobre nossos talentos e
deficiências, nossas aptidões, nossos preconceitos.
2.3 Líder Coach
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Coach é uma palavra inglesa que significa treinador. Esse estilo de
liderança oferece procedimentos voltados para o treinamento constante
lado a lado com seu liderado (aluno). Treinar, significa passar o
conhecimento, desenvolver potencialidades e acompanhar o
desempenho.
Um professor que se utiliza da liderança coach, fornece a seus alunos um
ombro sólido onde os mesmos se apoiarão para enxergarem o resultado
no futuro de um esforço dispensado hoje nos estudos e aplicação dos
mesmos.
Para resultados significativos, esse líder estabelece metas, e alguns
princípios devem ser aplicados nessa situação:
1.
Dizer sempre o que deseja dos seus alunos e não o que quer evitar;
2.
Fazer metas realistas;
3.
Influenciar diretamente nos resultados;
4.
Medir o seu progresso – avaliação e feed-back;
5.
Checar seus recursos;
6.
Avaliar os custos de uma ação;
7.
Fazer sempre um plano de ação de como auxiliar o aluno.
2.4 O Novo Líder
Abordaremos aqui, dez ferramentas necessárias para a formação do Novo
Líder:
Persuasão – compartilhar razões e fundamentos, mantendo verdadeiro
respeito para com as idéias dos outros.
Paciência – para com os processos e as pessoas. Mantenha uma visão a
longo prazo.
Flexibilidade – nada de severidade ou força ao lidar com as
vulnerabilidades, revelações e experiências que os seguidores podem
expressar.
Aprendizado – partir do pressuposto que ninguém possui todas as
respostas, nem mesmo você.
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Aceitação – abster-se de fazer julgamentos, concedendo o benefício da
dúvida, não exigindo provas ou desempenhos fora de propósitos.
Gentileza – sensível, bondoso, atencioso, lembrando-se das pequenas
coisas (que são grandes coisas) nos relacionamentos.
Abertura - Possibilitando a comunicação de mão dupla, nos variados
assuntos.
Confronto Passivo – reconhecendo erros, enganos e a necessidades dos
seguidores fazerem “correção de curso”.
Consciência – de modo a que seu estilo de liderança não seja uma técnica
de manipulação que você coloca em ação quando não consegue as coisas
do seu jeito.
Idoneidade – harmonizar honestamente as palavras, os sentimentos e as
ações, sem qualquer outro desejo, a não ser o bem dos outros, sem
malícia, sem intuito de enganar, revendo suas intenções à medida em que
luta pela coerência.
3. ÉTICA
3.1 Conceito
A palavra Ética é originada do grego ethos, (modo de ser, caráter) através
do latim mos (ou no plural mores) (costumes, de onde se derivou a palavra
moral.
Então: “modo moral de ser”
Moral e ética não devem ser confundidos: enquanto a moral é normativa,
ou seja ela define normas ou regras. Já ética é teórica, ou seja, explica e
justifica os costumes(normas e regras) de uma determinada sociedade ou
classe de profissionais).
Vale ressaltar que ética não é lei, sendo assim , nenhum individo pode
sofrer sançoes legais se não respeitar um código de ética, exceto se uma
determinada lei foi formulada baseada no código de ética de uma
determinada profissão.
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Ela nasce da reflexão crítica das atitudes humanas e cria parâmetros de
moral que definem tanto o que é correto, aceitável e digno como o que é
reprovável e inaceitável dentro da estrutura social. Estes padrões de
comportamento, comuns a todos que vivem em sociedade, norteiam
negociações, decisões e servem de referência fundamental para qualquer
relacionamento social.
Nós sabemos que os cabeleireiros e outros profissioanais da área da
beleza, não possuem um código de ética, até por conta da falta de
regulamentação da profissão, razão que contribui ainda mais para
responsabilizar civil ou criminalmente um profissional que cometa “falta
de ética”.
Porém, vale lembrar, que há profissões dentro da área da beleza, que já
possuem seu código de ética, como por exemplo, as esteticistas, e nada
impede outros profissionais da área segui-lo, já que ambos lidam com
saúde e beleza.
3.2 Ética Profissional
A aplicação dos princípios éticos ao exercício profissional, criam
verdadeiros alicerces da construção de um prosfissional, distinguindo-se
por seu talento e principalmente por sua moral. Apenas algumas
categorias profissionais tem seu código por escrito, mas todos têm
responsabilidades individuais e sociais no seu dia-a-dia. Agir corretamente
no trabalho depende de sua maneira de pensar, de seu caráter e da
observação constante dos valores éticos.
3.3 Postura
Além da qualificação técnica, o profissional deve possuir em suas aptidões
a POSTURA, em relação ao seu trabalho, bem como, a vida de maneira
geral.
Saber trabalhar e valorizar seu trabalho em equipe: bons resultados no
mundo atual são obtidos através do trabalho em comum, com doses
saudáveis de competição, visando o sucesso profissional de todos os
integrantes da equipe.
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Compartilhar informações e conhecimentos e estar disposto a ajudar, são
atitudes valorizadas no profissional atualizado. Aquele que tem bom
domínio técnico somado a capacidade de ensinar, terá maiores chances
de alcançar o sucesso e reconhecimento profissional.
Abaixo, algumas atitudes que demonstrarão postura profissional:
●
O Cabeleireiro deve atualizar e aperfeiçoar seus conhecimentos
técnicos, científicos e culturais em face do cliente e do progresso de
sua profissão;
●
O profissional deve exercer a profissão com zelo, diligência e
honestidade, observada a legislação vigente e resguardados os
interesses de seus clientes, sem prejuízo da dignidade e
independência profissional;
●
Deve guardar absoluto respeito pela saúde humana, exercendo a
profissão com ética;
●
Ter domínio técnico na aplicação de produtos e conhecimento
profundo na indicação de tratamentos, mudanças etc;
●
Ouvir com boa vontade os desejos do cliente e orientar sobre
tendências de beleza;
●
Evite comentários para autopromoção ou qualquer outro tipo de
cobrança nesse sentido. Permita que o seu o trabalho fale por si.
3.4 Posturas Adequadas para Ministrar Aulas
Com a proximidade de efetivamente dar a primeira aula, é natural que o
professor iniciante se sinta ansioso e com medo. Ele ainda está formando
uma opinião própria sobre o seu desempenho em sala.
A palavra de ordem é Preparação.
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Incluir uma preparação no caminho entre o agora e o momento das aulas,
nota-se que as emoções vão se modificando a medida que a segurança vai
tomando conta de nossas ações.
Abaixo elencamos alguns procedimentos para essa preparação:
●
Planejamento de aulas
Faça um planejamento detalhado do que vai fazer, em conteúdo e
estrutura, o que vai por no quadro, o que vai dizer. Improviso é para
quando você estiver mais maduro e mais à vontade.
Você pode trabalhar também com mapas mentais seja para
planejar, seja para apresentar o conteúdo para os alunos, ou para
estes estudarem. Mapas mentais também requerem prática e
dedicação para sairem bem-feitos. Se você os usar bem, já estará se
diferenciando dos outros professores, para melhor.
Veja o exemplo:
Quanto mais domínio em uma matéria você tiver, melhor será a
parte didática, pois o professor não pode apenas investir tempo no
seu próprio aprendizado sem aperfeiçoar o planejamento, a
comunicação e outros aspectos importantes na hora de ensinar.
A monotonia também dificulta o processo de ensino. Procure variar
as estratégias de ensino, faça os alunos se mexerem de vez em
quando, faça perguntas, faça-os trabalhar em dupla ou grupo. Se
estiverem inquietos, dê 2 minutos para fazerem o que quiserem. De
vez em quando, certifique-se de que estão acompanhando;
conforme o caso, um conceito perdido compromete o restante da
aula. Dirija-se a um aluno específico; alguns alunos nunca abrem a
boca por iniciativa própria, talvez por medo ou timidez.
●
Ensaie
Inicie sua primeira aula para ninguém, para o espelho ou para um
conhecido. Se for com este último, peça para ele criticar e lhe
indicar as oportunidades de melhoria. Grave-se ou filme-se dando
aulas e depois escute ou veja procurando onde melhorar.
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Procure variar o tom de voz, é mais difícil prestar atenção a uma voz
monótona. Repita e/ou enfatize com a voz algumas passagens mais
importantes (no capítulo 7 – Oratória, trataremos o tema mais
profundamente).
●
Prepare-se emocionalmente
Emoções geralmente contém uma mensagem. No caso do medo,
indica que você deve se preparar melhor.
O medo pode fazer parte de um processo de avaliação que de fato é
seu apoio para vencer. Se utilizamos uma estratégia estruturada
podemos aproveitar o impulso e a energia do medo em algo
produtivo para nós, a saber:
a.
Conscientização – tudo começa quando você detecta algo que
pode ser bem descrito pela palavra “medo”. Você sabe que é um
processo da mente, ou seja, medo que alguma coisa aconteça.
Muito do que sentimos tem origem no que pensamos e não no
que notamos, reagimos e tomamos decisões influenciados por
algo que não sabemos que está lá. A conscientização nos ajuda a
ter mais opções em lidar com a situação. Se observe e pergunte:
medo de que? O que pode acontecer de ruim? E com base nas
respostas poderá se precaver de possíveis problemas durante a
aula;
b.
Interpretação – Neste momento uma avaliação deve ser feita: o
medo é um alerta? Procede? A avaliação dirá o momento de agir,
e em caso positivo, o que é melhor para ser feito. Se o medo for
julgado como não procedente, você pode optar por ignorá-lo. No
caso do medo que provoca sensações no corpo, podemo usar a
observação dessas sensações: localização, intensidade,
qualidade. Caso decida canalizar essa energia, veja o próximo
passo;
c.
Escolha do contexto alvo da energia – Aqui define-se onde a
energia do impulso do medo será canalizada. Deve ser um
comportamento executável para você. Por exemplo, você tem
que dar uma aula sobre grupo de cores, misturas e resultados
esperados, escreva tudo o que sabe a respeito, depois leia
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atentamente e veja se você entendeu. Posteriormente, leia em
voz alta e procure escutar o que está sendo dito, e pergunte-se:
“estou entendendo? Está confuso? Reescreva novamente
procurando ser mais objetivo e claro na explicação. Lembre-se
quem receberá a informação sabe menos do que você, então ,
não ignore, canalize a energia para o objetivo, considerando que
existe o medo de você ser questionado pelo aluno, porque ele
não entendeu o que para você parece ser simples.
Transferência da energia – Neste ponto você tem dois cenários
internos: um do medo, e o outro do objetivo. Para transferir a
energia do primeiro para o segundo, você tem várias opções.
Como isto é muito pessoal e para cada um pode ser diferente,
você deve descobrir o que funciona melhor para você. Seguem
algumas sugestões:
- Diminuir a luminosidade de um e aumentar a do outro.
- Visualizar a energia saindo de uma imagem e indo para a outra.
- Dissociar-se de um e associar-se ao outro.
- Repita se necessário os métodos acima.
d.
●
Estabilização – Solte o corpo e fique quieto por um minuto,
permitindo que a mudança se estabilize. Aproveite para usufruir
do prazer desse momento de descanso e também do possível
prazer que possa estar sentindo pela sua atitude e iniciativa.
Ajuste as expectativas
Cuidado com a auto-expectativa irreal de que você tem que saber
tudo e responder a tudo. Quando for questionado sobre coisas que
não tem conhecimento, simplesmente diga que não sabe, mas que
vai em busca da resposta.
A postura de ser sincero e humilde é o que realmente transmite
credibilidade ao aluno, e não o de ser o “Sr. Sabe-Tudo”.
●
Seja firme
Um ponto essencial em sala de aula é reconhecer e saber que você é
a autoridade. As vezes, temos nossos limites testados porque com
base nisso, os alunos se comportarão. Por exemplo, se um aluno
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sempre interferir no meio de uma explicação e você como professor
não se posicionar, abrirá caminho para que ocorra novamente. O
importante nisso é que você tenha bem claro para si mesmo o que
quer e saber que é o responsável por fazer isso acontecer.
Por outro lado é importante preservar um bom e amigável
relacionamento com os alunos, pois isso o permitirá chamar a
atenção se necessário sem que eles o martirizem por isso. Para isso,
procure os lados bons de cada um: estudioso, cordial, respeitoso,
pois, todos tem qualidade, e cabe a você percebê-las e ressaltá-las
sempre que oportuno. Lembre-se: o que você diz é secundário; a
maneira como o diz é muito mais significativa.
Nosso papel em sala é como se fosse de uma boa enfermeira, que
não liga se o paciente é chato ou não, ela tem uma missão e precisa
fazer o que é necessário para cumprí-la, e precisa então, relevar,
ignorar e esquecer as coisas que a tiram do foco e não contribuem
para os objetivos.
●
Timidez
Se acredita ser uma pessoa tímida, permita-se não crer mais nisso,
se observar seu comportamento em certas situações verá que não é
assim o tempo todo.
Dar aula para o professor iniciante é uma situação nova que requer
preparação, e uma vez isso em ordem, a sensação de confiança será
gerada, e isso vai melhorar a medida que se dedica. Não perca o
foco: durante um período priorize a nova atividade e dedique todo o
tempo possível. É o que chamamos de paixão pelo que faz.
●
Melhore Sempre
Sempre leia, pesquise e procure aplicar novas idéias que contribuam
no seu cotidiano.
Não somente com os livros, mas a troca com colegas, os próprios
alunos, e consigo mesmo auxiliará nesse processo.
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4. MOTIVAÇÃO
4.1 Conceito
Se separarmos a palavra motivação teremos a fórmula:
Motivo + Ação = Motivação.
Com base nisso, podemos definir motivação como sendo o que nos leva,
ou qual(is) o(s) motivo(s) que nos impulsionam a agir, a tomar uma atitude
para a realização de um desejo.
É importante salientar que a motivação brota de dentro do indíviduo.
Como professores podemos fornecer estímulos para que nossos alunos se
motivem, porém, esse processo só é completo, se o aluno permitir a
entrada desse estímulo que vai gerar a necessidade de ação de forma
vigorosa.
4.2 Reflexões
A força dominante na vida é a maneira como se pensa. Se um indivíduo
acreditar que vai ser um sucesso (ou não) ele estará sempre certo. Então é
importante se permitir o acesso ao sucesso, livrando-se de bloqueios
pessoais.
Ser um sucesso significa perder o medo de errar, a vergonha e a raiva de
ouvir críticas e simplesmente aceitar que as coisas tem mais de uma forma
de serem realizadas. A vida não é algo estático, é necessário definir uma
direção e avançar em direção a ela.
Todos os dias nos aproximamos ou nos afastamos de nossos objetivos,
com maior ou menor velocidade.
Não temos que temer as novas idéidas e sim as velhas. Se for para errar,
que seja um erro novo. A pessoa que não muda não cresce, e portanto,
não vive. Para que as coisas mudem em sua vida é necessário dar novos
estímulos que recebemos tanto do mundo exterior como no nosso íntimo.
Ao receber esses novos estímulos, nossa memória é acionada,
combinando com os estímulos antigos, gerando novas idéias e
perspectivas diferentes. Porém, notamos que boa parte desses estímulos
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são repetitivos, sem novidades, então entra a nossa criatividade para lidar
com isso.
Uma das características das pessoas criativas é ter muitos interesses em
diversas áreas da vida. Os especialistas dão a isso o nome de “Princípio da
Descontinuidade”.
Então o melhor é desenvolver interesses variados, de preferência em
áreas diferentes do seu trabalho. Por exemplo, leia revistas que não leria
normalmente. Isso faz com que seu cérebro receba informações que
normalmente não receberia.
Não se desespere para resolver um problema sozinho! Peça ajuda! Nossa
sociedade faz parecer que perguntar ou buscar auxílo nos torna
incompetentes ou fracos. Não existe idéia mais longe da realidade.
É inteligente compartilhar conhecimentos.
O problema não é o problema, mas sim como você o encara.
4.3 Técnicas de Motivação
Vamos analisar algumas técnicas que podem nos auxiliar no processo de
geração de motivação, e evitar a desmotivação dos alunos:
1. A aprendizagem cooperativa toma-se mais motivante que a
aprendizagem individualista e competitiva.
2. A organização flexível de um grupo aumenta a motivação intrínseca.
3. As tarefas criativas são mais motivadoras que as repetitivas.
4. Em relação ao êxito de um aluno podemos afirmar que:
●
Conhecer as causas do êxito ou do fracasso em uma tarefa
determinada, aumenta a motivação intrínseca.
●
O reconhecimento do êxito de um aluno ou de um grupo de alunos,
por parte do professor, de uma determinada tarefa, motiva mais
que o reconhecimento do fracasso, e se aquele é público, melhor.
●
O registro dos progressos na consecução das metas propostas
costuma aumentar a motivação intrínseca. As atividades devem
iniciar a partir das mais fáceis, para que o aluno obtenha êxitos
sucessivos.
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5. A elaboração significativa das tarefas gera motivação intrínseca. Não
acontece o mesmo com as tarefas repetitivas e fora de contextos. Isto
acontece quando a aprendizagem tem sentido para o aluno.
6. O nível de estimulação dos alunos tem de ser adequado. Se a
estimulação é muito reduzida não se produzem mudanças, e em excesso,
costuma produzir ansiedade e frustração.
7. Em relação ao nível de dificuldade das tarefas podemos afirmar que:
●
As mudanças moderadas no nível de dificuldade e complexidade de
uma tarefa favorecem a motivação intrínseca em quem a realiza,
pois serão atraentes e agradáveis. As mudanças bruscas são
rejeitadas ao serem identificadas como desagradáveis.
●
O nível de dificuldade de uma tarefa tem de ser adequado,
favorecendo o próximo passo dos alunos. As tarefas percebidas
como muito fáceis ou muito difíceis não criam motivação. As mais
motivantes são aquelas percebidas com um nível médio de
dificuldade.
8. O professor que dá autonomia no trabalho promove a motivação de
sucesso e auto-estima, aumentando assim a motivação intrínseca. Os
professores centrados no controle diminuem a motivação.
9. As expectativas do professor sobre o aluno são profecias que se
cumprem por si mesmas. O aluno tende a render o que o professor espera
dele.
10. A atmosfera interpessoal na qual se desenrola a tarefa permitirá ao
aluno sentir-se apoiado, respeitado como pessoa e capaz de dirigir e
orientar a sua própria ação. Um ambiente de otimismo aumenta a
motivação.
11. Tem de se cuidar a motivação extrínseca nas tarefas rotineiras e à base
de memória, e a motivação intrínseca nas tarefas de aprendizagem
conceitual, resolução de problemas e criatividade.
12. É preciso partir da própria experiência para chegar à formulação de
princípios e leis (método indutivo). Isto consegue-se quando se inserem
ocorrências, fatos e situações ocasionais da vida real dos alunos no
desenvolvimento do tema correspondente; quando se relaciona o que se
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ensina com a realidade vivencial para o aluno; quando se parte de fatos ou
acontecimentos da atualidade que têm grande relevância; quando se
utiliza a experimentação, etc. Trata-se de tornar, na medida do possível, a
teoria mais extraída da prática para não se ficar na pura teoria, indo do
particular para o geral, do conhecido para o desconhecido, dos fatos para
os princípios, do simples para o complexo.
13. Quando se usa o processo dedutivo, os alunos, devem ver na prática a
teoria estudada previamente.
14. O progresso é mais rápido quando os alunos reconhecem que a tarefa
coincide com os seus interesses imediatos.
15. A motivação aumenta quando o material didático que se utiliza é o
adequado.
16. É imprescindível mostrar aos alunos os objetivos que pretendemos
alcançar em cada unidade estudada.
17. Precisamos evitar a repreensão pública, o sarcasmo, as comparações
ridículas, as tarefas em demasia e, em geral, todas as condições
desfavoráveis para a realização de um trabalho ou tarefa. Se necessário.
chamar a atenção em particular com uma conversa que mostre o ponto a
ser melhorado e enfatize os progressos desse aluno, para não desmotiválo.
18. O retorno dos resultados alcançados pelos alunos devem ser
apresentados de imediato sempre que possível. O conhecimento dos
resultados é um forte estímulo para obter mais rapidez e maior exatidão.
19. O professor deve mostrar interesse por cada aluno: pelos seus êxitos,
pelas suas dificuldades, pelos seus planos, e fazer com que o aluno
perceba esse interesse.
20. Os resultados são melhores quando o aluno descobre o entendimento
de determinado estudo, do que ser forçado. É muito positivo
comprometer o aluno numa determinada tarefa ou trabalho.
21. A competição, bem usada, pode ser um bom recurso de motivação
quando utilizado em jogos em grupo, ou quando o aluno joga consigo
mesmo (auto competição).
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22. Quando um motivo forte é frustrado, pode provocar formas
indesejáveis de comportamento.
23. É preciso levar em consideração as diferenças individuais na
motivação. O papel do professor não consiste só em condicionar novos
motivos desejáveis, mas também em explorar convenientemente os
muitos que estão presentes em cada aluno.
24. Entre motivo e valor não existe diferença. A motivação é o efeito da
descoberta do valor. É importante que o aluno saiba o valor da matéria,
tanto a nível pessoal como social.
5. Noções de Empreendedorismo
Quando imaginamos ou melhor sonhamos em ter nosso próprio negócios,
devemos para e fazer uma perguntar aparentemente simples: “sou um
empreendedor?”
Bem, para termos nosso próprio negócio temos sim quer ser
“empreendedores”. E para que saibamos responder a pergunta acima,
conheceremos um pouco sobre o tema.
5.1 O que é empreender
De forma bem resumida, Empreender está consolidado em três atitudes, a
saber:
● Iniciativa para criar um novo negócio e paixão pelo que faz;
● Utilização de recursos disponíveis de forma criativa
transformando o ambiente social e econômico;
● Saber os riscos calculados e a possibilidade de fracassar;
Ou seja, o empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, se
antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização.
Para empreender precisamos conhecer as quatro fases deste processo:
● A identificação da oportunidade
● O desenvolvimento de um plano de negócios
● A determinação dos recursos necessários para começar o negócio
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● O gerenciamento da empresa
5.1.2 Identificação da Oportunidade
Uma idéia por si só não é suficiente para a criação de um negócio de
sucesso os empreendedores devem sempre buscar a identificação de
oportunidades. Considerando o campo da beleza, a globalização permitiu
o crescimento da concorrência com conseqüente aumento do desafio de
criar, ou melhor, recriar algo que já existe.
Entretanto, o empreendedor independe da área de atuação, pois sua
primeira lição é: seja curioso.
Deixe que sua curiosidade fique em evidência e esteja atento(a) a tudo o
que ocorre à sua volta, principalmente aos problemas do cotidiano que
muitas pessoas reclamam a respeito, mas ninguém dá a devida atenção
para resolvê-los. Uma questão coletiva, por exemplo, é a exigência do
mercado de trabalho quanto à especialização dos profissionais, então,
logo se identifica a necessidade das pessoas buscarem cursos
profissionalizantes.
Vamos analisar um exemplo de outra área: imagine que no seu bairro, nos
finais de semana, muitas pessoas acordem um pouco mais tarde e
queiram tomar café da manhã fora de casa. Porém, não existe na região
uma casa de café para suprir tal necessidade de forma completa, que se
diferencie das padarias ou negócios similares que tentam atender esta
demanda. Parece que você está identificando uma oportunidade aqui...
Mas cuidado! Você deve sempre se certificar de que as pessoas realmente
têm esta necessidade ou vontade não atendida, ou ainda, que não estão
satisfeitas com as ofertas existentes na região. Como? Faça uma pesquisa
para saber das preferências das pessoas e identifique o perfil daqueles
que têm este hábito. Procure saber que negócios já suprem ou tentam
suprir esta necessidade e, Bingo, talvez você tenha encontrado, de fato,
uma boa oportunidade de negócios.
Obviamente que antes de criar um negócio você deve fazer um estudo
mais criterioso de investimento e retorno, de análise da concorrência e,
principalmente, do mercado potencial. Mas o início de tudo se dá pela
oportunidade identificada e, a partir daí, para uma análise mais detalhada.
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Nunca comece um negócio sem antes passar pelas fases de identificação
da oportunidade e de planejamento e análise de viabilidade.
5. 1. 3 Características do Empreendedor
O sucesso como empreendedor, depende de oito fortes características
pessoais:
● CRIATIVIDADE
● ENTUSIASMO
● PERSERVERANÇA
● FÉ
● ATITUDE
● DISCIPLINA
● FOCO
● ESPIRITO DE EQUIPE
Vamos entender cada uma delas.
Criatividade
É a capacidade de ter idéias e saber colocá-las em prática. Como se nossa
mente fosse uma “linha de produção” de idéias, e neste momento não
importa se elas são viáveis ou não. O mais importante é saber se somos
capazes de colocá-las em prática. Criatividade ainda é a capacidade de reiventar o que já existe, ou seja, fazer a mesma coisa, porém de forma
diferente, de uma maneira que ninguém a fez.
A criatividade é flui normalmente em momentos de crises, pois temos a
necessidade de buscar soluções, quando a situação atual não permite ou
não nos fornece condições para seguir em frente, então, nos restar reinventar. E aí que surge a oportunidade de sucesso!
●
● Entusiasmo
A palavra entusiasmo vem do grego, Entu: que significa Deus e iasmo: que
segnifica “cheio com espírito de Deus”, que traduzida literalmente
significa "em Deus". Pode ser entendido como um estado de grande
euforia e alegria, refletindo em uma consequente coragem.
Os gregos eram panteístas, isto é, acreditavam em vários deuses. A pessoa
entusiasmada era aquela possuída por um dos deuses e por causa disso
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poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem.
Assim, se você fosse “entusiasmado” por Ceres (Deusa da Agricultura)
você seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita e assim por diante.
Segundo os gregos, só as pessoas “entuasiasmadas”, eram capazes de
vencer desafios do cotidiano.
Uma pessoa estusiasmada está sempre prédisposta a enfrentar
dificuldades e desafios. Não se deixa abater e transmite confiança aos
demais ao seu redor. Portanto o entusiasmo pode ser considerado como
um estado otimista de espírito.
Entretanto, o entusiasmo é diferente do otimismo. Otimismo significa
acreditar que uma coisa vai dar certo, talvez, até torcer para que dê certo,
mas só isto não faz as coisas acontecerem.
Não é o sucesso que traz o entusiasmo, e sim, ao contrário, alcançaremos
o sucesso se formos verdadeiros entusiastas.
● Perseverança
Do latim “preseverantia”, segundo nossa língua portuguesa, perseverança
quer dizer determinação, que por sua vez, significa “estabelecer algo”. É a
firmeza ou constância num sentimento, numa resolução, num trabalho,
apesar das dificuldades e dos incômodos. Então podemos entender que
ser perseverante é determinarmos ou estabelecermos um foco que
queremos ter para nosso objetivo. A perseverança compreende a
continuidade nos esforços feitos na mesma linha, sem o qual o
empreendimento humano está fadado à esterilidade.
A determinação é importante para mantermos a perseverança, pois há
alguns obstáculos que termos que transpor, para não desistirmos do
nosso objetivo, são eles:
● Rotina – É o principal obstáculo. Devemos cuidar para não ficarmos
a fazer as mesmas coisas sempre, pois isto inibe nossa criatividade,
promove a inércia, que é o caminho para a desistência.
● Desânimo – É a grande arma da energia negativa, pois ela quebra a
vontade. A preguiça moral, o gosto da comodidade e a instabilidade
do humor são outros tantos fatores do desânimo.
● Medo da mudança – Todo o esforço desacostumado é penoso e por
isso dá nascimento a uma idéia de incapacidade de avançar.
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Corremos o risco de ficarmos paralisadas e não nos pomos em
marcha para o novo. Em suma temos que ser corajosos.
Resumidamente, perseverar é insistir na sua busca, ou seja, não desistir,
podemos até adiar, alterar o caminho a seguir, buscar novas soluções,
mas jamais desistir, isto é ser uma pessoa perseverante.
● Fé
Por definição, fé vem do grego pistia e do latim: fides, e do hebraico
"emuná" que significa a firme convicção de que algo seja verdade, mesmo
sem provas, mas sim, pela absoluta confiança que depositamos neste algo
ou alguém.
Mas acreditar em algo com base na fé não é apenas acreditar em algo sem
razões. Ter fé em algo implica também um elevado grau de convicção.
Nesse aspecto, ter fé em algo envolve uma forte convicção, semelhante à
convicção que sentimos quando sabemos que, por exemplo, nosso filho
nos ama.
Portanto, o empreendedor tem fé em seu projeto, mesmo sem a certeza
de que se concretizará, e crer em seus sentimentos e capacidade de
realização.
● Atitude e Disciplina
É modo como nos portamos diante de uma situação ou projeto.
Para termos uma atitude disciplinada, devemos inicialmente ter
autocontrole. A disciplina exige determinação e capacidade de
autodomínio para não se deixar levar pelo estado emocional do momento.
É preciso ter convicção daquilo que se quer. Também é necessário manter
o objetivo em mente a fim de superar momentos de desânimo e seguir em
frente.
Uma atitude disciplinada significa assumir a responsabilidade pela própria
vida, consciente de que cada um tem em si as ferramentas necessárias
para mudar padrões de comportamento que não estão funcionando e
substituí-los por outros.
Você toma uma atitude disciplinada quando:
●
Descobre que a dedicação e o compromisso com a sua escolha não
permitem que uma atitude disciplinada seja perturbada.
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●
●
●
●
●
●
Mantém a sua intenção clara e o seu propósito definido.
Segue na direção das suas metas, não importam os acontecimentos
à sua volta.
Organiza o seu tempo de modo a dar continuidade aos esforços de
autoconhecimento.
Incorpora atenção, esforço e responsabilidade no seu dia a dia e faz
da vigilância uma aliada na prática da disciplina.
Torna-se consciente de que o segredo de chegar está na mudança
microscópica. Por isso, faz planos para avançar passo a passo
sabendo que na natureza nada dá saltos.
Confia no seu potencial e vai em frente sem se deter por antigas
limitações ou se deixar paralisar pelo medo ou pela dúvida.
A melhor recompensa de uma atitude disciplinada é perceber que não há
limites para o próprio crescimento e que quanto mais exercita a disciplina,
mais forte e realizado o ser se torna.
A ação é à base de toda mudança e não pode haver ação consistente sem
que se adote uma atitude disciplinada. A disciplina é a alma das
realizações.
● Foco
Foco é um efeito ótico (visual) torna a imagem visualizada nítida no ponto
no qual os raios de luz convergem.
Se exemplificarmos isso no processo fotográfico, o foco é ajustado para
dar mais nitidez ao tema que terá mais importância na foto.
Quando falamos em “tema” para o processo fotográfico, traduzimos isso
para o mundo dos negócios, como “objetivo principal”, ou seja, nosso
projeto. É nele que temos que ter “nitidez” e não em outro ponto. Veja a
parábola:
“Na floresta, corria o boato de que os caçadores estavam atacando. Os
animais entraram em pânico, mas como pouco podiam fazer a respeito,
trataram de reforçar sua competência natural.
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E foi assim que, num piscar de olhos, a floresta se transformou em um
grande centro de treinamento: cada animal exercitando-se na sua
habilidade.
No fim do dia, um pássaro, um peixe, um coelho e um pato reuniram-se
para conversar.
O pássaro disse:
- Amigos, estou na minha melhor forma! Nenhum caçador vai me pegar,
pois sou capaz de voar mais rápido que um foguete…
- A mim também ele não pega - disse o coelho -, pois estou correndo que é
uma maravilha.
- Eu também não serei presa de nenhum caçador - acrescentou o peixe pois ninguém nada melhor do que eu.
Então, o pato, com arrogância na voz, disse:
- Quanta limitação! Enquanto um voa, outro corre e o outro nada, eu faço
as três coisas.
De repente surge um caçador!
O pássaro, o coelho e o peixe conseguiram escapar, mostrando o quanto
eram competentes em suas habilidades. Mas o pato, que tinha todas as
habilidades em potencial, não desenvolveu competência em nenhuma
delas e acabou sendo o prato principal de uma ceia.
Então, ter foco retrata nossa competência como empreendedores.
● Espírito de Equipe
Iniciamos por entender as duas palavras que compõem este termo.
“Espírito” é uma palavra que tem sua raiz etimológica do Latim "spiritus",
significando "respiração" ou "sopro", mas também pode estar se referindo
a "alma", "coragem", "vigor".
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Os religiosos do cristianismo definem espírito como a “alma” das pessoas,
algo em separado do seu corpo.
Já para os chineses, o espírito é a parte de nós que responde pelo nosso
senso global de propósito e identidade. Um espírito “estável” também nos
permite pensar com mais clareza, ter mais concentração, te uma memória
mais desenvolvida e dormir melhor.
Para “Equipe”, temos a definição de ser um conjunto de pessoas
encarregues de qualquer tarefa em comum.
Sendo assim entendemos que “espirito de equipe”, trata-se de um grupo
de pessoas focadas em um mesmo trabalho, com mesmo senso, propósito
e identidade.
Cada vez mais o trabalho em equipe tornou-se fundamental para o
sucesso. Somam-se numa equipe variadas experiências e comportamentos
que, se bem aproveitados, trazem resultados superiores nas mais diversas
situações.
Quando falamos em “espírito de equipe”, devemos lembrar que cada
integrante deve saber qual é a sua atuação no grupo, mas considerando o
todo e colaborando com idéias e sugestões para soluções eficazes e
criativas.
É bom ressaltar que uma equipe perfeita é aquela com maior diversidade
de características e experiências entre os seus membros.
Entretanto, toda equipe tem um líder natural e deve ter também seus
tripulantes (onde cada um tem a sua função) e não só passageiros. A
diferença pode ser sutil, mas é significativa: os passageiros ficam
encostados à janela do avião, esperando a magnífica aterrissagem, dirigida
pelo comandante, mas os tripulantes colaboram com o comandante e
com o sucesso da aterrissagem.
Por isso, é preciso saber que o resultado de um trabalho em equipe, além
de contar com todos os integrantes está também condicionado a alguns
fatores, que resumidamente são:
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● Estabelecer meta (antes de iniciar qualquer trabalho, a equipe
precisa estabelecer um objetivo claro a ser cumprido),
● Comunicação ( transparente e franca)
● Cooperação e execução.
Se algum desses fatores tiver alguma falha e não for corrigida a tempo ela
aparecerá no resultado final, e aí, adeus a todo o trabalho.
Muitos confrontos vão surgir no caminho, mas devem ser resolvidos, pois
nada é impossível quando existe um “espírito de equipe”.
Em resumo, se desejamos serem verdadeiros empreendedores, temos
que ter em mente que antes de ver nossos sonhos trazidos à realidade do
dia-a-dia, é preciso imaginá-los. O segundo passo é traçar um plano de
ação, como fez o Gato de Botas. O famoso personagem dos contos de
fadas traçou um "plano estratégico" para alcançar seu objetivo de viver
comodamente, definindo suas necessidades e as ações devidas. Ou seja, o
Gato tinha um plano e o executou. Antes de "sair pelo mundo em busca
de aventuras", definiu exatamente, ou seja, imaginou onde queria chegar.
O resultado é o "final feliz". Moral da historia: uma atitude imaginativa é
vital para o sucesso.
Mas como transformar a imaginação em ação, criando uma atitude que
nos leve ao sucesso? Podemos definir sucesso como conseguir tudo aquilo
de desejamos em vários aspectos de nossa vida. Sucesso inclui "vencer na
vida", ser reconhecido como uma referência entre seus pares, autorealização, iluminação espiritual. E tudo mais que fizer parte de nossos
anseios.
5.2 Fases do Empreendedorismo
O profissional empreendedor deve entender e praticar os seguintes
passos:
Passo 1: Paixão(sonho) e Iniciativa – o empreendedor precisa ser próativo para concretizar o seu sonho. O sonho é desejo, por esta razão
tem que existir paixão pelo “negócio” que se propôs a fazer. A iniciativa
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é determinação e coragem para dar o primeiro passo, que é a decisão
de fazer acontecer
Passo 2: Conhecer o Mercado – o empreendedor jamais deve investir
sua energia e tempo em algo que não conhece. Entender o mercado e
suas particularidades é fundamental para o sucesso. É necessária uma
visão “holística”, ou seja, geral do mercado, olhar de forma mais
profunda, ter visão estratégica do negócio para saber o que realmente
este mercado oferece. Para entender melhor veja o quadro abaixo:
VISÃO DO MERCADO
EMPRESA
VISÃO RETRAÍDA
VISÃO NÍTIDA
Mc Donald's
Hambúrgueres
Entretenimento/Show
Coca-Cola
Refrigerante
Prazer
Salão de Beleza Serviços de Embelezamento Elevação Auto-Estima
Passo 3: Recursos Disponíveis – utilizá-los de forma criativa
transformando o ambiente social e econômico. Principalmente em
épocas de crise, deve-se ter imaginação para alcançar os objetivos
utilizando muitas vezes os poucos recursos que se tem.
Passo 4: Riscos e Fracassos – ser conhecedor de todos os riscos do seu
projeto, estes devem ser minuciosamente calculados. Considerar
sempre a possibilidade de fracasso, e caso isso aconteça, encarar como
experiência positiva para errar menos da próxima vez.
Ou seja, o empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, se
antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização.
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Para empreender, o profissional precisa conhecer as quatro fases deste
processo:
Fase 1: Identificação da Oportunidade - Para identificar a
oportunidade é necessário que o profissional conheça o seu mercado.
Neste aspecto, mercado, pode significar simplesmente a sua região de
localização onde está estabelecido ou pretende se estabelecer.
Identifique as deficiências de sua região. Pesquise as necessidades de
sua clientela e de sua comunidade. Use a criatividade para re-inventar
o que já existe de serviços e produtos. Seja ousado.
Exemplo: Identificou-se que em sua região, falta determinado serviço
da sua área, como por exemplo, “serviço de massagem”. Há um espaço
pequeno em seu estabelecimento que comporta este tipo de
atendimento. Então, mãos a obra!
Fase 2: Plano de Negócio – Após identificar a oportunidade, o
profissional deve desenvolver um plano de negócios. Neste plano
devem conter todas as informações necessárias para execução do seu
projeto: itens necessários, prazos, valores, responsáveis pela execução,
fornecedores, plano de orçamento de cada item, previsão de aumento
de rentabilidade e produtividade do projeto a ser executado. Podem
ser utilizadas planilhas para acompanhamento e alterações que se
fizerem necessárias.
Fase 3: Gerenciamento/Administração da Empresa(Projeto) – O
profissional que não tiver a habilidade para gerenciar/administrar o
negócio deve contratar alguém que o faça. O negócio precisa de
administração para garantir o sucesso. Devem ser implantados
processos e procedimentos das áreas: financeiras, administrativa e
comercial, para que a administração das finanças e gestão de pessoas
tenham resultados positivos.
6. DIDÁTICA
6.1 Conceito
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Didática é a ciência que estuda o processo de ensino-aprendizagem.
Ensino – transmitir conhecimento
Aprendizagem – orientar o aluno no processo de aplicação do
conhecimento.
A didática pesquisa e experimenta novas técnicas de ensino, sugerindo
formas de comportamento a serem adotadas no processo de instrução.
A instrução é um conjunto de eventos planejados pelo professor com a
finaliade de iniciar, ativar e manter a aprendizagem.
6.2 Introdução
A didática está dividida em:
Didática Geral – estuda os princípios, as normas e as técnicas que devem
regular qualquer tipo de ensino, para qualquer tipo de aluno. Ela nos dá
uma visão geral da atividade docente.
Didática Especial – estuda os aspectos científicos de uma determinada
disciplina ou faixa de escolaridade. Analisa os problemas e as dificuldades
que o ensino de cada disciplina apresenta e organiza os meios e as
sugestões para resolvê-los. Assim, temos as didáticas especiais das
línguas, das ciências etc.
6.2.1 Processo
A aprendizagem consiste em uma mudança no comportamento do aluno
em relação ao processo de instrução, e é o resultado desse processo que,
para ser eficiente, precisa ser planejado.
O planejamento da instrução é um processo de tomada de decisões que
visam à racionalização das atividades do professor e do aluno, na situação
de ensino-aprendizagem. Este planejamento envolve, pelo menos, três
fases: elaboração, execução e avaliação.
Elaboração – dividida em quatro etapas:
- Formulação dos objetivos (o que será ensinado);
- Seleção dos conteúdos (o que será utilizado para ensinar);
- Seleção das estratégias (como será ensinado);
- Seleção das formas de avaliação de aprendizagem (como será avaliado).
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Execução – aplicam-se estratégias instrucionais na situação de ensinoaprendizagem e, na fase de avaliação, verificam-se quais objetivos foram e
quais não foram alcançados, para se necessário, refazer o planejamento
inicial.
O planejamento da instrução é tarefa obrigatório do professor, que
oferece maior segurança para atingir os objetivos e verificar a qualidade e
quantidade do ensino que está sendo aplicado.
6.3 O Papel da Didática
A didática para assumir um papel significativo na formação do educador
não poderá reduzir-se e dedicar-se somente ao ensino de meios e
mecanismos pelos quais desenvolve um processo de ensinoaprendizagem, e sim, deverá ser um modo crítico de desenvolver uma
prática educativa forjadora de um projeto histórico, que não será feito tão
somente pelo educador, mas, por ele conjunto com o educando e outros
membros dos diversos setores da sociedade.
A didática deve servir como mecanismo de tradução prática, no exercício
educativo, de decisões de um projeto histórico de desenvolvimento do
povo. Ao exercer seu papel específico, o professor será um mecanismo
tradutor de posturas teóricas em práticas educativas.
7. NOÇÕES DE GRAMÁTICA E ORTOGRAFIA
7.1 Conceito
Gramática é um sistema de regras utilizadas para um determinado uso
numa língua. É um ramo da Linguística que tem por objetivo estudar a
forma, a composição e a inter-relação das palavras dentro de uma oração
ou frase, bem como, seu apropriado uso.
Do grego Orto = correto e Grafia = ação de escrever, portanto, Ortografia
estuda a ação de escrever de forma correta, através do emprego
adequado das letras e dos sinais gráficos.
7.2 Informações Importantes
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Apresentaremos a seguir, algumas regras tanto de gramática quanto de
ortografia que nos permitirão utilizar as regras e a grafia correta
empregadas na língua portuguesa. Importante frizar que em nossa língua
portuguesa existem várias regras que agregam valor, porém, aqui
estaremos mencionado as mais utilizadas.
7.2.1 Concordância Nominal
A Concordância Nominal é o acordo entre o nome (substantivo) e seus
modificadores (artigo, pronome, numeral, adjetivo) quanto ao gênero
(masculino ou feminino) e o número (plural ou singular).
Exemplo: Eu não sou mais um cabeleireiro na multidão glamurosa
Observe que, de acordo com a análise da oração, o termo “na” é a junção
da preposição “em” com o artigo “a” e, portanto, concorda com o
substantivo feminino multidão, ao mesmo tempo em que o adjetivo
“glamourosa” também faz referência ao substantivo e concorda em
gênero (feminino) e número (singular).
Vejamos mais exemplos:
Minha escola de cabeleireiros é extraordinária.
Temos o substantivo “escola de cabeleireiros”, o qual é núcleo do sujeito
“Minha escola de cabeleireiros”. O pronome possessivo “minha” está no
gênero feminino e concorda com o substantivo. O adjetivo
“extraordinária”, o qual é predicativo do sujeito (trata-se de uma oração
com complemento conectado ao sujeito por um verbo de ligação),
também concorda com o substantivo “escola de cabeleireiros” no gênero
(feminino) e número (singular).
Para finalizar, veremos mais um exemplo, com análise bem detalhada:
Dois cabeleireiros famosos venceram a competição.
Primeiro, verificamos qual é o substantivo da oração acima:
cabelerereiros. Os termos modificadores do substantivo “cabeleireiros”
são: o numeral “Dois” e o adjetivo “famosos”. Esses termos que fazem
relação com o substantivo na concordância nominal devem, de acordo
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com a norma culta, concordar em gênero e número com o mesmo.
Nesse caso, o substantivo “cabeleireiros” é masculino e está no plural e a
concordância dos modificadores está correta, já que “dois” e “famosos ”
estão no gênero masculino e no plural. Observe que o numeral “dois” está
no plural porque indica uma quantidade maior do que “um”.
Então temos por regra geral da concordância nominal que os termos
referentes ao substantivo são seus modificadores e devem concordar com
o mesmo em gênero e número.
Regra Geral
O verbo de uma oração deve concordar em número e pessoa com o
sujeito, para que a linguagem seja clara e a escrita esteja de acordo com
as normas vigentes da gramática. Observe:
1. Eles está muito bem. (incorreta)
2. Eles estão muito bem. (correta)
O sujeito “eles” está na 3ª pessoa do plural e exige um verbo no plural.
Essa constatação deixa a primeira oração incorreta e a segunda correta.
Primeiramente, devemos observar quem é o sujeito da frase, bem como
analisar se ele é simples ou se é composto.
Sujeito simples é aquele que possui um só núcleo e, portanto, a
concordância será mais direta. Vejamos:
1. Ela é minha melhor amiga.
2. Eu disse que eles foram à minha casa ontem.
Temos na primeira oração um sujeito simples “Ela”, o qual concorda em
pessoa (3ª pessoa) e número (singular) com o verbo “é”.
Já na segunda temos um período formado por duas orações: “Eu disse”
que “eles foram à minha casa ontem”. “Eu” está em concordância em
pessoa e número com o verbo “disse” (1ª pessoa do singular), bem como
“eles” e o verbo “foram” (3ª pessoa do plural).
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Lembre-se que período é a frase que possui uma ou mais orações,
podendo ser simples, quando possui um verbo, ou então composto quando
possuir mais de um verbo.
Sujeito composto é aquele que possui mais de um núcleo e, portanto, o
verbo estará no plural. Vejamos:
1. Joana e Mariana saíram logo pela manhã.
2. Cachorros e gatos são animais muito obedientes.
Na primeira oração o sujeito é composto de dois núcleos (Joana e
Mariana), que substituído por um pronome ficará no plural: Joana e
Mariana = Elas. O pronome “elas” pertence à terceira pessoa do plural,
logo, exige um verbo que concorde em número e pessoa, como na oração
em análise: sairam.
O mesmo acontece na segunda oração: o sujeito composto “cachorros e
gatos” é substituído pelo pronome “eles”, o qual concorda com o verbo
são em pessoa (3ª) e número (plural).
7.2.2 Contração ou Combinação
Temos vários tipos de contração ou combinação na Língua Portuguesa. A
contração se dá na junção de uma preposição com outra palavra.
Na combinação, as palavras não perdem nenhuma letra quando feita a
união. Observe:
Aonde (preposição a + advérbio onde)
Ao (preposição a + artigo o)
Na contração, as palavras perdem alguma letra no momento da junção.
Vejamos:
Da (preposição de + artigo a)
Na (preposição em + artigo a)
Agora, há um caso de contração que gera muitas dúvidas quanto ao uso
nas orações: a crase.
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Crase é a junção da preposição “a” com o artigo definido “a(s)”, ou ainda
da preposição “a” com as iniciais dos pronomes demonstrativos
“aquela(s), aquilo”, ou com o pronome relativo “a qual (as quais)”.
Graficamente, a fusão das vogais “a” é representada por um acento grave,
assinalado no sentido contrário ao acento agudo. Exemplo: à.
Para saber empregar a crase, substitua a crase por “ao”, caso essa
preposição seja aceita sem prejuízo para o sentido da frase, com certeza
há crase.
Exemplos:
Fui à escola de cabeleireiros. Uso da crase necessário, pois “escola” é um
substantivo feminino., o uso da crase está correto.
Assisti à peça que está em cartaz. Novamente o uso da crase, pois “peça”
é um substantivo feminino.
Para substantivos masculinos não há uso de crase, mantém os artigos: ao,
aos, e pronomes: aquele , aquilo, aqueles, sem crase.
Exemplo: Assisti ao jogo de vôlei da seleção brasileira. Substantivo “jogo”
é masculino
É importante lembrar dos casos em que a crase é empregada,
obrigatoriamente:
Em expressões que indicam horas, ou nas locuções “à medida que”, “às
vezes”, “à noite”, dentre outras, e ainda na expressão, “à moda”.
Exemplos:
Sairei às duas horas da tarde
À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil.
Quero uma pizza à moda italiana.
Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas, antes de
verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidades que não utilizam o
artigo feminino, da palavra casa, quando tem significado do próprio lar, da
palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras
repetidas (ex.: dia-a-dia)
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7.2.3 Acentuação tônica
A acentuação tônica investiga a intensidade com que pronunciamos as
sílabas das palavras de nossa língua. Aquelas sobre as quais recai a maior
intensidade são as sílabas tônicas; as demais são as sílabas átonas. De
acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa
são classificados em:
Oxítonos – são aqueles cuja sílaba tônica é a última:
Coração procurar pior ruim sabiá também
Paroxítonos – são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima:
Álbum estrada desse posso retrato
Proparoxítonos – são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima:
Amássemos Antártida friíssimo lágrima úmido xícara
Observação:
Para os monossílabos, a classificação é diferente: existem os monossílabos
tônicos – pronunciados intensamente – e os monossílabos átonos –
pronunciados fracamente. Quando isolado todo monossílabo se torna
tônico. Por isso, para diferenciar os tônicos dos átonos e vice-versa, é
necessário pronunciá-los numa sequência de palavras. Observe os
monossílabos tônicos destacados:
“Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor.”
Agora, nos mesmos versos, destacamos os monossílabos átonos:
“Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor.”
7.2.4 Acentuação gráfica
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Os Acentos
Na língua portuguesa, os acentos gráficos empregados são:
Acento Agudo (´) – colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e sobre o “e” da
sequência – “em”, indica que essas letras representam as vogais das
sílabas tônicas: Amapá, saída, fúnebre, porém; sobre as letras “e” e “o”,
indica que representam as vogais tônicas com timbre aberto: médico,
herói.
Acento grave (`) – indica as diversas possibilidades de crase da preposição
“a” com artigos e pronomes: à, às, àquele, àquela, àquilo, por exemplo.
Acento circunflexo (^) – indica que as letras “e” e “o” representam vogais
tônicas com timbre fechado; surge sobre a letra “a” que representa a
vogal tônica, normalmente diante de “m”, “n”, ou “nh”: mês, pêssego,
compôs, câmara.
Trema (¨) – Obs: Eliminado pela novo acordo ortográfico em vigêcia desde
01/01/2009.Permanece apenas para nomes próprios ou palavras
estrangeiras.Exemplo: Müller.
Til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais nasais: órfã,
mãozinha; corações, põe. Também indica que a vogal é tônica em casos
em que, pelas regras a acentuação gráfica é obrigatória: rã, maçã.
7.2. 5 Regras fundamentais
Proparoxítonas
Todas as palavras proparoxítonas são graficamente acentuadas.
árvore, álibi, lâmpada, pêssego, quiséssemos, África.
Paroxítonas
São acentuadas as palavras paroxítonas que apresentam as seguintes
terminações:
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I (s), us: vírus, bônus, júri, lápis, tênis
Um, uns: fórum, álbum, álbuns, médium
R: caráter, mártir, revólver
X: tórax, ônix, látex
N: hífen, pólen, abdômen
L: fácil, amável, indelével
Ditongos: Itália, Áustria, memória, cárie, róseo, Ásia, fáceis, férteis,
Orais: imóveis, fósseis, jérsei (crescentes e decrescentes)
Ão (s): órgão, órgãos, sótão, sótãos
à (s): órfã, órfãs, ímã, ímãs
Ps: bíceps, fórceps
Oxítonas
São acentuadas as palavras oxítonas que apresentam as seguintes
terminações:
A (s): maracujá, ananás
E (s): café, cafés, você
O (s): dominó, paletós, vovô, vovó
Em, ens: armazém, vintém, armazéns, vinténs
Essa regar aplica-se também aos seguintes casos:
a) monossílabos tônicos terminados em “a” “e” “o (seguidos ou não de s)
pá, pé, pó, pás, pés, pós, lê, vê, dê, hás, crês
b) formas verbais terminadas em a, e, o tônicos seguidas de “lo”, “la”,
“los”, “las”:
amá-lo, dizê-lo, repô-la, fá-lo-á, pô-lo
7.2.6 Regras especiais
1. Coloca-se acento nas vogais “i” e “u” que formam hiato com a vogal
anterior.
Ex.: sa-í-da, sa-ís-te, sa-ú-de, ba-la-ús-tre, sa-í-mos, ba-ú, ra-í-zes, ju-í-zes,
Lu-ís, sa-í, pa-ís, He-lo-í-sa
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OBS: Com o novo acordo ortográfico em vigência desde 01/01/2009
observa-se as seguintes regras:
a.
Some o acento dos ditongos abertos “éi” e “ói” da palavras
paroxítonas( as que têm a penúltima sílaba mais forte) Exemplo:
antes idéia, agora ideia.Antes jibóia, agora jiboia. Porém, continua
na última sílaba forte ,como:herói,papéis...
b.
Some o acento no “I” e “U” forte depois dos ditongos(junção de
duas vogais) das palavras paroxítonas.Exemplo: bocaiúva, agora
bocaiuva. Mas pernanece ser for no final da palavra: Piauí.
c.
Some o acento circunfléxo das palavras terminadas em “êem”, “ôo”
(ou ôos).
Exemplo:Antes lêem,vêem,vôo,enjôo. Agora:leem,veem,voo,enjoo.
d.
Some o acento diferencial ( aquele que definia o sentido da frase).
-Feira de beleza pára o trânsito.
-Comprei creme para cabelo.
Exemplo: antes , pára,pêlo,pêra. Agora: para,pelo,pera.
e) Não se acentua o “i” e o “u” que formam hiato quando seguidos, na
mesma sílaba, de “l”, “m”, “n”, “r” ou “z”:
Ex.: Raul, ruim, comtribuinte, sair, juiz .
f) Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem seguidas do
dígrafo “nh”:
Ex.: rainha, ventoinha
g) Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem precedidas de
vogal idêntica:
Ex.: xiita, paracuuba
h)No entanto, se se tratar de palavra proparoxítona haverá o acento, já
que a regra de acentuação das proparoxítonas prevalece sobre a dos
hiatos:
Ex.: friíssimo, seriíssimo
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i) Some o acento agudo da letra “u” forte nos grupos de palavras com
“gue,gui,que,qui”.Exemplo:Averigúe,enxagúe.Agora: averigue,enxague.
Se a letra “u” de tais encontros não for pronunciada, evidentemente não
levará acento algum (nesses casos, temos dígrafos).
Ex.: quilo, quente, guerra, guerreiro, queijo
5. Os verbos ter e vir levam acento circunflexo na terceira pessoa do plural
do presente do indicativo.
singular
ele tem
ele vem
plural
eles têm
eles vêm
6. Os verbos derivados de ter e vir levam acento agudo na terceira pessoa
do singular e acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente
do indicativo.
singular
ele retém
ele intervém
plural
eles retêm
eles intervêm
7.2.7 Utilização de A ou HÁ?
Para saber se você deve usar “a” ou “há” apresentamos aqui algumas
dicas para facilitar a eliminação de dúvidas a esse respeito:
• Usa-se “há” quando o verbo “haver” é impessoal, tem sentido de
“existir” e é conjugado na terceira pessoa do singular.
Exemplo:
Há um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.
Existe um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.
• Ainda como impessoal, o verbo “haver” é utilizado em expressões que
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indicam tempo decorrido, assim como o verbo “fazer”.
Exemplo:
Há muito tempo não como esse bolo.
Faz muito tempo que não como esse bolo.
Logo, para identificarmos se utilizaremos o “a” ou “há” substituímos por
“faz” nas expressões indicativas de tempo. Se a substituição não alterar o
sentido real da frase, emprega-se “há”.
Exemplo:
Há cinco anos não escutava uma música como essa.
Substituindo por faz: Faz cinco anos que não escutava uma música como
essa.
• Quando não for possível a conjugação do verbo “haver” nem no sentido
de “existir”, nem de “tempo decorrido”, então, emprega-se “a”.
Exemplo:
Daqui a pouco você poderá ir embora.
Estamos a dez minutos de onde você está.
Importante: Não se usa “Há muitos anos atrás”, pois é redundante,
pleonasmo. Não é necessário colocar “atrás”, uma vez que o verbo
“haver” está no sentido de tempo decorrido.
7.2.8 Outras Regras
Acerca de ou há cerca de? Tampouco ou tão pouco?
A.“Acerca de” ou “há cerca de”
Na expressão “há cerca de” está inserido o verbo “haver” no sentido de
tempo decorrido, sem saber o período com exatidão de dias, meses ou
anos. Aproxima-se do sentido de “faz” quando também se refere a tempo.
Na dúvida substitua o verbo “há” por “faz”. Observe:
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Ex.: Lembramos que a revolução ocorreu há cerca de meio século atrás.
(faz cerca de)
Já o termo “acerca” ou a locução prepositiva “acerca de” têm significado
de: “a respeito de”, “sobre algo”. Veja:
Ex.: Falávamos acerca de sua resposta à professora.
Não falei nada acerca disso.
B. “Tampouco” ou “tão pouco”
“Tampouco” significa “também não” e é advérbio. Geralmente, é usado na
expressão “nem tampouco” para enfatizar o sentido de negação. Veja:
Ex.: Não sei escrever esta palavra, você tampouco.
Não verifiquei se minha grafia está correta, nem tampouco a
pontuação.
“Tão pouco” significa “muito pouco” e refere-se à medida (de tempo, de
valor). Observe:
Ex.: Faz tão pouco tempo que estamos trabalhando!
Que bom, o sapato que quero comprar custa tão pouco!
7.2.9 Gerúndio
O gerúndio é uma forma verbal que indica uma ação que está em
andamento, algo que não está completo. Essa forma verbal sempre é
formada pela partícula –ndo unida ao verbo.
Ex.: Eu estarei confirmando os dados. Você está sendo redirecionado.
O gerúndio pode ser utilizado com outros verbos ou sozinho, quando
adquire a função de advérbio:
Ex.: Fazendo assim, vai ser fácil. (Gerúndio com função de advérbio).
A grande questão ligada ao uso do gerúndio é que esta forma verbal é
amplamente usada de forma incorreta, principalmente em serviços de
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telemarketing e atendimento ao consumidor. Todos nós já nos deparamos
com situações nas quais um atendente de uma empresa usa o gerúndio de
forma abusiva: “O senhor pode estar respondendo a um questionário?”;
“Nossa empresa vai estar lhe informando”, “Vou estar anotando suas
queixas,”vou estar enviando o relatório para o senhor”,etc.
Esse vício de linguagem tem suas origens na língua inglesa. Seria uma
tradução literal do emprego do verbo “going to”. Ex: “I am going to do
something” (Estou indo fazer algo). No entanto, é preciso ressaltar que em
alguns casos o uso do gerúndio é correto. A questão é que existe uma
falsa impressão de que o gerúndio traz vantagens estilísticas sobre outros
processos, o que não é verdade.
O gerúndio é corretamente usado quando transmite a ideia de
movimento, progressão, duração, continuidade. Alguns casos em que o
gerúndio é empregado corretamente:
- “Em virtude do atraso, estaremos recebendo o pagamento em conta
corrente nos dias 08 e 09 de setembro”
- “O que você vai fazer durante o fim de semana? Vai estar viajando?”
- “Ele está fazendo a prova agora.”
7.3 Regras Ortográficas
7.3.1 Emprego do h
O “h” é uma letra que se mantém em algumas palavras em decorrência da
etimologia ou da tradição escrito do nosso idioma. Algumas regras, quanto
ao seu emprego devem ser observadas:
a) Emprega-se o h quando a etimologia ou a tradição escrita do nosso
idioma assim determina.
Ex.: Homem, higiene, honra, hoje, herói.
b) Emprega-se o h no final de algumas interjeições.
Ex.: Oh! Ah!
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c) No interior dos vocábulos não se usa h, exceto:
- nos vocábulos compostos em que o segundo elemento com h se une por
hífen ao primeiro.
Ex.: Super-homem, pré-história.
- quando ele faz parte dos dígrafos ch, lh, nh.
Ex.: Passarinho, palha, chuva.
7.3.2 Emprego do s
Emprega-se a letra “s”:
- nos sufixos -ês, -esa e –isa, usados na formação de palavras que indicam
nacionalidade, profissão, estado social, títulos honoríficos.
Ex.: Chinês, chinesa, burguês, burguesa, poetisa.
- nos sufixos –oso e –osa (qua significa “cheio de”), usados na formação
de adjetivos.
Ex.: Delicioso, gelatinosa.
- depois de ditongos.
Ex.: Coisa, maisena, Neusa.
- nas formas dos verbos pôr e querer e seus compostos.
Ex.: Puser, repusesse, quis, quisemos.
- nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com s.
Ex.: Análise: analisar, analisado
Pesquisa: pesquisar, pesquisado.
7.3.3 Emprego do z
Emprega-se a letra “z” nos seguintes casos:
- nos sufixos -ez e -eza, usados para formar substantivos abstratos
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derivados de adjetivos.
Ex.: Rigidez (rígido), riqueza (rico).
- nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com z.
Ex.: Cruz: cruzeiro, cruzada.
Deslize: deslizar, deslizante.
Emprego dos sufixos “–ar” e “–izar”
Emprega-se o sufixo –ar nos verbos derivados de palavras cujo radical
contém –s, caso contrário, emprega-se –izar.
Ex.: Análise – analisar
Eterno – eternizar
Emprego das letras “e” e “i”
Algumas formas dos verbos terminados em –oar e –uar grafam-se com e.
Ex.: Perdoem (perdoar),
Continue (continuar).
Algumas formas dos verbos terminados em –air, -oer e –uir grafam-se com
i.
Ex.: Atrai (atrair), Dói (doer), Possui (possuir).
7.3.4 Emprego do x e ch.
Emprega-se a letra “x” nos seguintes casos:
- depois de ditongo: caixa, peixe, trouxa.
- depois de sílaba inicial en-: enxurrada, enxaqueca (exceções: encher,
encharcar, enchumaçar e seus derivados).
- depois de me- inicial: mexer, mexilhão (exceção: mecha e seus
derivados).
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- palavras de origem indígena e africana: xavante, xangô.
7.3.5 Emprego do g ou j
Emprega-se a letra “g”:
- nas terminações –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: prestígio, refúgio.
- nas terminações –agem, -igem, -ugem: garagem, ferrugem.
Emprega-se a letra “j” em palavras de origem indígena e africana: pajé,
canjica, jirau.
Emprego de s, c, ç, sc, ss.
- verbos grafados com ced originam substantivos e adjetivos grafados com
cess.
ceder – cessão.
conceder - concessão.
retroceder - retrocesso.
Exceção: exceder - exceção.
- nos verbos grafados com nd originam substantivos e adjetivos grafados
com ns.
ascender – ascensão
expandir – expansão
pretender – pretensão.
- verbos grafados com ter originam substantivos grafados com tenção.
deter – detenção
conter – contenção.
7.3.6 Por que / Por quê / Porque ou Porquê?
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O uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz muitas dúvidas.
Com a análise a seguir, pretendemos esclarecer o emprego dos porquês
para que não haja mais imprecisão a respeito desse assunto.
Por que
O por que tem dois empregos diferenciados:
Quando é a junção da preposição por + pronome interrogativo ou
indefinido que tem o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Ex.: Por que você não vai ao cinema?
Não sei por que não quero ir.
Quando é a junção da preposição por + pronome relativo que tem o
significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais,
pelas quais.
Ex.: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar.
Por quê
Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o
porquê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual
motivo”, “por qual razão”.
Ex.: Vocês não comeram tudo? Por quê?
Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Porque
É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma
vez que”, “para que”.
Ex.: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova.
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo.
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Porquê
É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem
acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Ex.: O porquê de não estar conversando é porque quero estar
concentrada.
Diga-me um porquê para não fazer o que devo.
8. ORATÓRIA
8.1 Conceito
Oratória é um método de discurso. É um conjunto de regras e técnicas que
permitem apurar as qualidades pessoais de quem se destina a falar em
público.
8.2 História
Foi em Siracusa que nasceu a arte da oratória. Na antiguidade, Siracusa foi
a maior e mais importante cidade da Sicília. Entre as ruínas arquitetônicas,
contam-se um teatro grego, um anfiteatro romano, o altar-mor de Híeron
II e a cidadela do século IV a.C
O primeiro manual sobre a retórica surgiu nesta cidade no século V antes
de Cristo. Este manual foi escrito pelos siracusanos Córax e seu discípulo
Tísias. Corax escreveu a obra para orientar os advogados que se
propunham a defender causas de pessoas que desejavam reaver seus
bens e suas propriedades tomados pelos tiranos.
Existe uma anedota sobre o aprendizado de Tísias. A história conta que
Tísias se recusou a pagar as aulas ministradas pelo seu mestre Corax
alegando que, se fora bem instruído pelo mestre, estava apto a convencêlo de não cobrar. Se este não ficasse convencido, era porque o discípulo
ainda não estava devidamente preparado, fato que o desobrigava de
qualquer pagamento.
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A civilização Grega tinha em alta consideração os homens que dominavam
a arte da oratória. Aristóteles discípulo de Platão escreveu as bases da
oratória em seu famoso tratado intitulado: A ARTE DA RETÓRICA,
Aristóteles não fazia discursos, apenas escreveu sobre o assunto.
DEMÓSTENES, este sim, ficou famoso tornando-se o mais eloqüente
orador da Grécia. Superou suas dificuldades naturais, pois era gago.
Conta-se que Demóstenes corria contra o vento recitando versos e
colocava pedras na boca para aperfeiçoar sua dicção.
8.3 A Voz Humana
A voz humana é produzida pela vibração do ar que é expulso dos pulmões
pelo diafragma e que passa pelas pregas vocais e é modificado pela boca,
lábios e a língua.
A voz é uma característica humana intimamente relacionada com a
necessidade do homem de se agrupar e se comunicar. Ela é produto da
nossa evolução, um trabalho em conjunto do sistema nervoso,
respiratório e digestivo, e de músculos, ligamentos e ossos,
harmoniosamente atuando para que se possa obter uma emissão
eficiente. É importante sabermos que as pregas vocais , que são dois
pares de músculos (formando o tíreo-aritenóideo), primordialmente, não
foram feitos para o uso da voz. Esta foi uma função na qual a laringe (local
onde se encontram as pregas vocais) se especializou. Mas estes músculos
foram desenvolvidos, em primeiro lugar para as funções de respiração,
alimentação e esficteriana.
A voz está associada à fala, na realização da comunicação verbal, e pode
variar quanto à intensidade, altura, inflexão, ressonância, articulação e
muitas outras características.
À emissão de uma voz saudável, damos o nome de eufonia. A uma voz
doente, ou seja, com alguma de suas características alterada, damos o
nome de disfonia. A disfonia pode ser orgânica, funcional ou mista
(orgânica-funcional). Ela não é uma doença, mas um sintoma, uma
manifestação de um mau funcionamento de um dos sistemas ou
estruturas que atuam na produção da voz.
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A disfonia pode e deve ser tratada. O profissional habilitado e responsável
pela intervenção das disfonias é o terapeuta da fala, sendo que
geralmente este profissional trabalha em conjunto (no caso da voz) com o
otorrinolaringologista ou o laringologista. Pode, ainda, trabalhar com o
professor de canto.
A voz sofre muita influência de hormônios e de nossas emoções. É comum
ouvir pessoas que estão muito tristes ou nervosas, roucas. A rouquidão é
um tipo de disfonia.
Nunca devemos esquecer-nos de que falamos para o outro. A
comunicação, a linguagem verbal, o uso da voz, isso só tem sentido
quando temos o outro e quando nos fazemos entender para este outro. A
voz é um recurso importante para esse entendimento. Ela pode dizer
quando estamos interessados em alguém, quando estamos cansados,
quando estamos tristes, alegres, nervosos, quando acabamos de acordar,
quando estamos em um ambiente ruidoso, quando estamos calmos ou
quando estamos exercendo uma atividade em que a voz é o diferencial.
A voz é produzida quando o ar expiratório (vindo dos pulmões) passa
pelas pregas vocais, e por nosso comando neural, por meio de ajustes
musculares, faz pressões de diferentes graus na região abaixo das pregas
vocais, fazendo-as vibrarem. Esse mecanismo se assemelha ao balão,
quando o secamos apertando sua "boca", provocando um ruído agudo,
fruto da vibração da borracha.
Não podemos esquecer que voz é som, e som é igual a onda sonora. O ar
expiratório, que fez as pregas vocais vibrarem, vai sendo modificado e os
sons vão sendo articulados (vogais e consoantes). Depois, emitidos pela
boca, fazem a onda sonora que vai atingir a cóclea do ouvinte. Aí é que a
voz é ouvida.
As pregas vocais vibram muito rapidamente. Nos homens, esse número de
ciclos vibratórios fica em torno de 125 vezes em 1 segundo. Na mulher,
que tem voz, geralmente, mais aguda, o número aumenta para 250 vezes
por segundo. A essa característica damos o nome de freqüência. Vale
recordar que as pregas vocais do homem têm mais massa e são menos
esticadas que as da mulher (como no violão, as cordas mais esticadas são
mais agudas e vibram mais que as cordas mais graves. Daí, inclusive, que
vem a expressão "pregas vocais").
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8.3.1 O Timbre
O timbre da voz humana depende das várias cavidades que vibram em
ressonância com as pregas vocais. Aí se incluem as cavidades ósseas,
cavidades nasais, a boca, a garganta, a traquéia e os pulmões, bem como a
própria laringe.
Os seis timbres vocais mais conhecidos sao os de baixo, baritono e tenor
para os homens e soprano, mezzo e contralto para mulheres, apesar da
existencia do baritenor, da alto, do contra-tenor, entre outros.
8.3.2 A Frequência
A mais baixa frequência que pode dar a audibilidade a um ser humano é
mais ou menos a de 20 hertz (vibrações por segundo), enquanto a mais
alta se encontra entre 10 000 e 20 000 hertz, o que depende da idade do
ouvinte (quanto mais idoso menores as frequências máximas ouvidas). A
freqüência comum de um piano é de 40 a 4000 hertz e a da voz humana
se encontra entre 60 e 1300 hertz.
O recorde de voz mais alta, ou mais aguda, ou, no popular, mais fina,
pertence a Georgia Brown, que possui o registro de aproximadamente 10
oitavas, o que e mais alto do que qualquer nota de piano.
8.4 Cuidados com a Voz
Para evitarmos problemas com esse instrumento imprescindível ao nosso
trabalho de professores, precisamos tomar alguns cuidados garantido a
boca saúde bucal:
●
Beba água, regularmente, em temperatura ambiente, em pequenos
goles. A água hidrata as pregas vocais;
●
Mantenha uma alimentação saudável e regular. Evite achocolatados
e derivados do leite, principalmente quando for utilizar a voz como
instrumento de trabalho, pois estes aumentam a secreção do trato
vocal;
●
Evite café, bebidas gasosas e cigarro. Eles irritam a laringe. Além
disso, o cigarro aumenta consideravelmente a chance de câncer de
laringe e pulmão;
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●
Coma uma maçã – ela é adstringente, ou seja, limpa o trato vocal e
sua mastigação exercita a musculatura responsável pela articulação
das palavras.
●
Na hora de acordar e levantar da cama espreguice e faça
alongamentos para relaxar;
●
Durante o banho, deixe a água quente cair nos ombros, fazendo
movimentos de rotação com a cabeça e ombros. Isso ajuda a
diminuir a tensão do dia-a-dia;
●
Enquanto estiver falando, mantenha a postura do corpo sempre
reta, no eixo, porém relaxada, principalmente a cabeça;
●
Utilize alguns horários do seu dia para descansar e relaxar, tentando
poupar a sua voz;
●
Quando você estiver com uma rouquidão por mais de 15 dias,
procure um otorrinolaringologista e/ou um profissional em
fonoaudiologia.
8.5 Dicção
A dicção é o modo em que a pessoa articula e pronuncia as palavras de
uma língua. Uma boa dicção terá uma pronúncia clara e correta entonação
de um texto no seu meio linguístico.
8.5.1 Exercícios
Abaixo separamos alguns “trava-línguas” divididos em três níveis para
testarmos o grau de dicção. Procure ler em voz alta as seguintes
sentenças:
Nível Fácil
Xuxa! A Sasha fez xixi no chão da sala.
O rato roeu a roupa do rei de Roma; a rainha com raiva resolveu
remendar.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.
O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará.
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Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata doce? Respondi que o
doce que é mais doce que o doce de batata doce é o doce que é feito com
o doce do doce de batata doce.
Nível Médio
Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não
sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente
saberemos se somos sabedores.
O tempo perguntou pro tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo
respondeu pro tempo que não tem tempo pra dizer pro tempo que o
tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.
Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o
pinto pia!
A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não
sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia
assobiar.
Nível Difícil
Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos
desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.
há!
Quem
os
O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria
cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
as
Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos
possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários
permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna
pretárita perfeitíssima.
Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com
ornitologista, ornitologista
com otorrinolaringologista,
porque
ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e
otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.
Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos.
Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma
paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então
uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?
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8.6 Utilizando a Oratória
Fundamental em sala de aula, o domínio do professor em saber como
falar em público, poderá definir o sucesso ou fracasso de uma aula. São
diversos pontos a serem destacados para se tornar um bom orador, mas
três deles merece real atenção: Leitura, Respiração e Postura.
8.6.1 Leitura
Leitura, leitura, leitura, todos os dias, em todo o tempo livre. Durante a
leitura separe, pelo menos, 15 minutos para fazê-la em voz alta.
Diversifique bastante, leia jornais, poesias, textos publicitários, narrativas,
historinhas de crianças etc.
Não leia apenas para praticar dicção e respiração, leia para adquirir
cultura, estar atualizado, bem informado. A leitura enriquece o
vocabulário e a prática da leitura diária é essencial na formação de um
profissional de comunicação.
8.6.2 Respiração
Todos nós sabemos respirar. Ao sairmos do ventre materno somos
instintivamente ensinados a fazer uso do nosso aparelho respiratório.
Respirar é algo que fazemos sem maiores preocupações, o processo
é assimilado naturalmente, no entanto, a respiração do locutor, cantor,
orador, ou qualquer pessoa que faça uso profissional da voz é mais do que
inspirar ar e expirar gás carbônico.
8.6.3 Postura
De acordo com Hermeto Pascoal, um dos músicos brasileiros mais
respeitados, nosso corpo é o instrumento musical mais completo do
mundo. Quando falamos, fazemos uso deste instrumento que, como
qualquer outro, deve estar bem afinado e em perfeitas condições de uso.
Um mal estar, uma doença, distúrbios nervosos, problemas emocionais,
ou dor em qualquer parte do seu corpo, ira comprometer sensivelmente a
produção da fala.
Nossa voz sofre modificações provenientes, a maioria das vezes, do nosso
estado emocional. Por isso, é de vital importância relaxar. Liberar-se de
tensões então, desta maneira, produziremos uma boa locução. O controle
das emoções pode influenciar mais do que qualquer outra coisa na
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produção da fala, é impossível realizar de modo eficaz uma locução, sem
que haja controle emocional.
O nervosismo acarreta em tensão muscular que comprometerá
diretamente o aparelho respiratório e articulações, língua, músculos da
face, maxilar, pescoço, laringe.
É claro que é impossível não ficar nervoso, mas o esforço gerado pela
preocupação em fazer da melhor maneira possível a locução ocasionará
com certeza em alterações na voz.
8.7 Exercícios Vocais
8.7.1 Articulando a Voz
Explorar da melhor maneira possível suas áreas de ressonância, é um dos
segredos para manter a beleza da voz. Quando queremos falar em um
tom mais grave ou aveludado, utilizamos a região do tórax onde ressoam
os tons graves e médios. Os timbres mais altos ressoam na região da face,
onde os tons agudos se amplificam, dando uma aparência mais jovial a
fala.
Articular bem as vogais, abrir a boca de forma correta, também é algo vital
para uma boa impostação da voz. Uma vez que é nas articulações da boca,
(lábios, língua, musculatura da face, dentes), que o som adquiri
características especiais, seja vogal ou consoante.
A - É - Ó - Sons claros e abertos. Para emissão perfeita destas vogais,
temos que ovalar a boca. Com esta posição o som recua para o fundo da
garganta e vibra no palato mole, entrando para a ressonância alta, e
projetando-se timbrado.
Ô - Ê - I - U - Sons escuros e fechados. O movimento labial faz com que
eles se projetem para frente. Nos sons agudos o maxilar cai deixando a
boca ovalada.
Ê - I - Estas duas vogais merecem atenção, pois são horizontais, e para se
projetarem usamos o sorriso, que os mantém vibrando no mordente até o
centro da voz. Para atingir notas agudas, o sorriso permanece, porém a
boca vai se ovalando em busca de um som arredondado e bem timbrado.
8.7.2 Encontros Consonantais
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Tão importantes quanto às vogais são as consoantes. Se as vogais são
responsáveis por uma fala com ótima qualidade de timbre, as consoantes
tornam a leitura ou a locução mais inteligível. Articular bem as consoantes
é imprescindível para uma boa comunicação. Para exercitar as
consoantes, deve-se fazer a leitura em voz alta, exagerando ou
hiperarticulando todas as sílabas. Não se preocupe com o ritmo ou
velocidade de sua leitura, faça o exercício de forma bem consciente e com
calma.
Abaixo transcrevemos algumas frases para praticar os encontros
consonantais de difícil leitura. Leia em voz alta, e uma dica interessante é
morder um lápis durante a leitura, forçando assim toda a musculatura.
1.
O prestidigitador prestativo e prestatário está prestes a prestar a
prestidigitação prodigiosa e prestigiosa.
2. A prataria da padaria está na pradaria prateando prados prateados
3. Branca branqueia as cabras brabas nas barbas das bruacas e bruxas
branquejantes.
4.
Trovas e trovões trovejam trocando quadros trocados entre os
trovadores esquadrinhados nos quatro cantos.
5.
As pedras pretas da pedreira de Pedro pedreiras são os pedregulhos
com que Pedro apedrejou três pretas prenhas.
6. O grude da gruta gruda a grua da gringa que grita e, gritando, grimpa
a grade da grota grandiosa.
7.
No quarto do Crato eu cato quatro cravos cravados no crânio da
caveira do craveiro.
8. O lavrador é livre na palavra e na lavra, mas não pode ler o livro que o
livreiro quer vender.
9. Fraga deflagra um drible, franco franqueia o campo, o povo se inflama
e enfrenta o preclaro júri, que declara grave o problema.
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10. Quero que o clero preclaro aclare o caso de clara e declare que tecla se
engana no que clama e reclama.
8.8 Linguagem Corporal
A linguagem corporal é uma ferramenta de comunicação, sendo assim, se
você consegue entender o que o corpo tem a dizer, conseguirá entender
melhor o que os outros estão dizendo, e também transmitir melhor a sua
mensagem.
Na verdade, devemos tomar muito cuidado, pois muitas vezes a boca diz
uma coisa, mas o corpo fala outra completamente diferente.
Oliver Sacks, em seu livro sobre surdos, comenta sobre como estes, ao
assistir um programa de televisão com a presença de políticos, riam
ininterruptamente da incapacidade de mentir que os "corpos" tinham. A
linguagem corporal era uma grande delatora das mentiras que estes
contavam.
Aqui vemos um exemplo simples. O presidente Clinton nega repetidas
vezes que tenha tido relações com Monica, mas ele procura a todo o
momento esconder a boca enquanto fala, ou manter as mãos
entrelaçadas, sinais de que tem algo a esconder.
Examine as imagens abaixo, você consegue dizer quais os sinais de que há
algo errado com a linguagem corporal? Veja alguns exemplos de
Linguagem Corporal para que fique mais claro estes sinais:
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8.8.1 Exemplos de Linguagem Corporal
No quadro abaixo oferecemos alguns exemplos de como o corpo se
expressa. É importante lembrar que esses são apenas indícios, a
linguagem corporal deve ser sempre interpretada dentro do contexto
comunicativo. Veja o quadro a seguir:
Comportamento não verbal
Movimentação rápida, andar ereto
Parar com as mãos na cintura
Sentar com pernas cruzadas e pequenos
Possíveis Interpretações
Confiança
Incompreensão, agressividade
Cansaço, aborrecimento
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chutes no ar.
Sentar com as pernas abertas
Braços cruzados no peito
Andar com as mãos nos bolsos, olhando
para baixo
Mãos nas maças do rosto
Coçar o nariz, tocar o nariz ao falar.
Esfregar os olhos
Mãos fechadas atrás das costas
Tornozelos fechados
Apoiar a cabeça nas mãos, olhar para baixo
longamente
Esfregar as mãos
Sentar com as mãos para trás da cabeça e
de pernas cruzadas
Mãos abertas, palmas para cima.
Coçar a ponta do nariz, olhos fechados
Batucar com os dedos, olhar o relógio.
Estalar os dedos
Alisar o cabelo
Inclinar/ Virar a cabeça na direção...
Coçar o queixo
Desviar o olhar
Roer unhas
Puxar ou coçar a orelha
Abertura, relaxamento
Defensiva
Falta de entusiasmo, desmotivado.
Avaliação, pensamento.
Dúvida, mentira.
Descrença, Dúvida, mentira
Frustração, ódio.
Apreensão
Aborrecimento
Antecipação, ansiedade
Confiança, Superioridade
Sinceridade, inocência, abertura
Avaliação negativa
Impaciência.
Autoridade
Insegurança
Interesse
Pensando
Desconfiança
Ansiedade, insegurança
Indecisão
9. ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
9.1 Introdução
Tão importante quanto o projeto pedagógico, a administração econômicofinanceira é um dos mais importantes pilares das instituições de ensino.
Saber administrar a escola é uma questão de sobrevivência,
principalmente com o aumento da competitividade no mercado. Deve-se
pensar na planilha de elaboração de custos antes de dar o primeiro passo,
pois isso significa elaborar um planejamento com base na realidade de
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cada escola, garantindo eficiência e, conseqüentemente, lucro para que a
instituição possa investir no seu próprio crescimento.
Tudo começa quando não se sabe bem quando o preço dos serviços
educacionais está certo ou errado. As escolas, muitas vezes, se baseiam
pela concorrência, o que acaba implicando em uma má administração
econômico-financeira, que pode comprometer o futuro da instituição.
Para resolver esta questão, há necessidade de, em primeiro lugar,
elaborar uma planilha de custos, em que seja possível visualizar todos os
gastos da escola.
A partir daí, pode-se descobrir o valor a ser cobrado nas mensalidades
escolares. Se a escola está cobrando um determinado valor, ele é certo ou
errado? Esta é uma grande incógnita para muitas escolas. O que deve ser
levado em conta são os custos de cada uma, que são muito particulares.
Os gastos normalmente advêm de aluguéis; mão de obra, que são os
professores e funcionários; encargos sociais; e infra-estrutura. O primeiro
passo é a planilha de custos; não há como sair do lugar sem ela. Com base
nos custos é que somos capazes de elaborar os preços. É o princípio básico
número um. Comparando uma escola com a outra, notamos diferenças,
por exemplo:
Se uma determinada escola cobra, duzentos reais de mensalidade e, para
a outra escola vizinha, isso não cobre nem os custos com aluguel, existe
algum fator de desequilíbrio. Pode ser que esta escola tenha imóvel
próprio e não tenha de pagar aluguel; ou ainda que a família trabalhe
nela, o que reduz significativamente os custos com encargos sociais.
Uma das maiores preocupações das escolas é com relação à
inadimplência. Na verdade, a principal questão gira em torno de maneiras
eficientes e práticas de cobrança, já que a situação de inadimplência existe
em maior ou menor número em qualquer escola. Não existe fórmula
contra a inadimplência, mas sim avisos. Cada escola tem que ter sua
própria política interna quanto a esta questão. Por exemplo, algumas
enviam o aviso no 15° dia e outras depois de 45 dias a partir da
constatação do não-pagamento.
9.2 Procedimentos para Administrar Escola
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Para manter a organização e rotina da escola, a mesma deve adotar
diversos procedimentos administrativos.
Vamos abordar alguns deles e descrever sua função dentro dessa
organização.
9.2.1 Informações sobre os Cursos
O profissional que atende o futuro aluno deve estar treinando para um
bom atendimento, e um ponto importante é o conhecimento sobre os
cursos.
Visando facilitar o acesso as informações, a escola deverá contar com uma
pasta ou arquivo onde contenham todos os dados dos cursos, com dias e
horários, material utilizado, carga horária, valor, facilidade de pagamento,
etc.
9.2.2 Contrato do Aluno
Para segurança tanto da escola como do aluno, é imprescindível a criação
de um contrato de prestação de serviços, onde constem cláusulas sobre os
direitos e deveres de ambos os lados. Nesse contrato deve ficar claro, o
curso escolhido, o valor, se foi dividido em parcelas, a(s) data(s) de
vencimento, os juros e multa no caso de atraso, e até mesmo informações
sobre premiações, ou bônus que o futuro aluno tenha ganho em função
de alguma promoção.
9.2.3 Prontuário do Aluno
A partir do momento da matrícula cada aluno deve ter sua pasta, ou
prontuário constando cópias de documentos, controle de pagamentos,
foto, carteirinha, ficha de inscrição etc.
Qualquer problema ou necessidade de consulta ficará mais ágil se o
prontuário do aluno estiver organizando e de fácil acesso.
9.2.4 Regras da Escola
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Para que o ambiente da escola tenha ordem e segurança, o aluno deverá
ser avisado ou receber um documento no ato da matrícula sobre como
funciona o estabelecimento de ensino.
O aluno deve ter ciência das regras estabelecidas pela escola e devem
constar as penalidades no caso do descumprimento das mesmas.
9.2.5 Frequência do Aluno
A escola pode optar por diversas formas de controle de freqüência dos
alunos. Pode ser através de uma catraca magnética que informa a entrada
e saída de cada aluno, ou que o próprio aluno assine uma lista de
presença, ou até mesmo na sua carteirinha conste um espaço para
carimbar o dia de sua presença. Esse controle é importante, para futuras
divergências entre o aluno e a escola.
9.2.6 Avaliações
Periodicamente a escola deve fazer as avaliações (prática ou escrita), ou
solicitação de trabalho para avaliar o desempenho e aproveitamento de
seus alunos.
Dependendo do resultado, a escola pode tomar providências para a
melhora do ensino, das dependências, ou do material didático utilizado.
9.3 Plano de Aula/Grade Curricular/Avaliação de Aluno
9.3.1 Plano de Aula
Antes de falarmos sobre como montar um plano de aula, vamos entender
a definição de outra palavra importante no momento da organização:
Planejamento.
O Planejamento é uma atividade que está dentro da educação, visto que
esta tem como características básicas: evitar a improvisação, prever o
futuro, estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente
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a execução da ação educativa, prever o acompanhamento e a avaliação da
própria ação. Planejar e avaliar andam de mãos dadas.
O Plano de Aula é um documento utilizado pelo professor para elaborar o
seu dia letivo, para o registro de decisões do tipo: o que se pensa fazer,
como, quando, com que e com quem fazer. Para existir plano é necessária
a discussão sobre fins e objetivos, culminando com a definição dos
mesmos, pois somente desse modo é que se podem responder as
questões indicadas acima.
Ele é a apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas
relativas à ação a realizar. Plano tem a conotação de produto do
planejamento.
Funciona como uma “guia” e tem a função de orientar a prática do
professor, partindo da própria prática e, portanto, não pode ser um
documento rígido e absoluto. Ele é a formalização dos diferentes
momentos do processo de planejar que, por sua vez, envolve desafios e
contradições.
9.3.2 Planejamento X Plano de Aula
Sendo o planejamento o processo de estruturação e organização da ação
educativa em forma de intervenções sistematizadas e orientadas para
obtenção de resultados através do plano de aula, o mesmo envolve um
conjunto de operações mentais, dinâmicas, estratégicas e contínuas.
É o processo que antecede as ações e tem função de organizador da
prática pedagógica. Para tanto necessita ter dados precisos e claros.
Vejamos como Luiz Alves de Mattos em seu livro Sumário de Didática
Geral, direciona essa busca:
“Previsão inteligente e bem calculada de todas as etapas do trabalho
educacional que envolve as atividades docentes e discentes, de modo a
tornar o ensino seguro e eficiente” (Mattos, 1971, p. 140).
A esse conceito poderíamos hoje acrescentar, ainda, colocar em ordem os
passos que se devem seguir de forma qualitativa e estruturada.
Aqui temos algumas informações necessárias para iniciarmos uma
pesquisa reflexiva para elaboração de um plano de aula diferenciado. Ao
qual apresente uma seqüência de tudo o que vai ser desenvolvido em um
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dia letivo em sala de aula. O plano de aula deve ter detalhes, objetivos a
serem alcançados (conhecimento, competências e habilidades), itens do
conteúdo, as metodologias, estratégias e os procedimentos que serão
adotados, bem como, as atividades que serão desenvolvidas assim como
os recursos, a avaliação e referência.
Porém encontramos uma diversidade de modelos bastante diferenciados,
uma vez que esta atividade muda conforme o modelo de cada instituição,
mas há uma matriz na qual se pode apoiar para a construção do nosso
plano de aula a fim de alcançar nossos objetivos pedagógicos:
Conteúdo (programático):
●
Estabelecimento de tópicos na seqüência em que vão ser
apresentados no decorrer da aula;
●
Considerar que toda aula tem abertura, desenvolvimento e
encerramento (início, meio e fim).
Objetivos:
●
Capacitar, instrumentalizar os alunos para
Estratégias (de aprendizagem e metodologia):
●
Procedimentos adotados para facilitar o processo de aprendizagem.
Recursos didáticos:
●
A designação dos recursos áudios-visuais mostra a dinâmica da aula.
Avaliação:
●
Designa de que forma o professor avaliará os alunos na aula.
Embora represente apenas uma faceta da atividade docente, o plano de
aula proporciona maior qualidade, equilíbrio e segurança ao professor na
sala de aula. Sendo que permite a esse profissional auxiliar de maneira
mais eficaz os alunos; encorajando-os assim, a serem pensadores críticos,
criativos e atuantes, com capacidade para assumirem sua própria e
permanente formação.
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9.3.3 Grade Curricular
A grade curricular é um formulário que tem a função de oferecer
informações sobre as matérias a serem dadas em sala de aula.
Alguns dos dados inclusos na grade são: o nome da matéria, as divisões
que compõem a matéria, o período ou carga horária de cada item, os dias
ou semanas aos quais serão ministradas as aulas.
A grade é flexível podendo ser alterada conforme a necessidade da
matéria. Abaixo oferecemos um modelo de uma grade curricular para
cursos:
GRADE CURRICULAR/2008
MATÉRIA: 1. PENTEADOS
CARGA
HOR.
SEMANAS
1.1 Ética e Postura Profissional/Visagismo
03:00
1a.
1.2 Lavagem/Cabelos Curtos/Cabelos Longos
03:00
2a.
1.3 Noivas/Infantil/Afros
02:00
3a.
CARGA HORÁRIA
08:00
GRADE CURRICULAR/2008
MATÉRIA: 2. CORTES
CARGA
HOR.
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SEMANAS
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2.1 Ética e Postura Profissional/Cabelo/Visagismo
03:00
1a.
2.2 Lavagem/Brushing/Corte/Corte Feminino/Corte
Masculino/Tipos de Rosto
03:00
2a.
CARGA HORÁRIA TOTAL
06:00
9.3.4 Avaliação do Aluno
É fundamental para o desenvolvimento do aluno que o mesmo receba um
retorno (feed back), do professor em relação ao seu desempenho.
Existem vários instrumentos que podem auxiliar na avaliação do aluno. O
mais conhecido é a prova, onde os conhecimentos técnicos do aluno serão
testados.
O professor também pode elaborar um formulário constando informações
que vão desde a aquisição de conhecimentos até a integração sócioafetiva do aluno avaliado. A avaliação poderá ter múltiplas opções para
ver qual o aluno se encaixa, ou poderá ter alternativas, como por
exemplo, satisfatória ou insatisfatória e um campo para explicar o porque
da negativa. Veja o modelo de avaliação a seguir:
9.4 Planejamento para Crescer
O segundo passo para uma administração eficaz, que vem após a
elaboração dos preços a partir da planilha de custos, é o planejamento. No
planejamento da escola, além de toda a parte de custos, entram ainda
todos os objetivos futuros. Ele explica que, se, por exemplo, a escola
desejar construir daqui a dois anos, há a necessidade de formar fundos
para isso, que podem ser obtidos por meio de um processo chamado
depreciação ou conta-construção.
Muitas escolas passam por dificuldades, sejam elas grandes ou pequenas.
Existe uma proporcionalidade entre estas dificuldades. O terceiro passo da
administração financeira é a escola ter um bom controle, o que não
significa só analisar os fatos econômicos, isto é, os fatos que modifiquem
somente a estrutura de balanço. O caixa não significa que você terá mais
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ou menos lucro. Ele pode indicar que você tem uma posição econômica
fantástica, mas nenhum dinheiro na conta bancária. Então, a escola deve
acompanhar sempre as duas situações paralelamente.
9.4.1 Realismo
Agindo com consciência e, principalmente, com a noção exata das metas a
ser atingida, a escola tende a crescer. A cada final de mês, a escola deve
analisar seu desempenho, verificar onde ocorreram distorções e não
tentar achar justificativas pelos erros. O ideal é aceitar o fato, corrigi-lo o
mais rápido possível e buscar novos objetivos.
A grande dificuldade está em conciliar o conhecimento pedagógico com o
conhecimento financeiro. As pessoas que administram a escola, ou são
especialistas em uma, ou o são em outra. É raro encontrar quem tenha
conhecimentos suficientes na área pedagógica e na financeira.
Outro problema a ser analisado com profundidade é a elaboração da
planilha de custos. Se a escola tiver uma boa composição do preço de
venda dos seus serviços, ela terá, pelo menos, uns 20% dos seus
problemas resolvidos.
Para tanto, vamos ver em seguida um resumo de como se faz a gestão
financeira do seu negócio.
10. NOÇÕES DE GESTÃO FINANCEIRA
10.1 Conceito
A gestão financeira é um conjunto de ações e procedimentos
administrativos, envolvendo o planejamento, análise e controle das
atividades financeiras da empresa, visando maximizar os resultados
econômicos - financeiros decorrentes de suas atividades operacionais.
10.2 Principais Funções da Gestão Financeira
As principais funções da gestão financeira são:
a) Análise e Planejamento Financeiro: analisar os resultados financeiros e
planejar ações necessárias para obter melhorias.
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b) Captação e Aplicação de Recursos Financeiros: analisar e negociar a
captação dos recursos financeiros necessários, bem como a aplicação dos
recursos financeiros disponíveis.
c) Crédito e Cobrança: analisar a concessão de crédito aos clientes e
administrar o recebimento dos créditos concedidos.
d) Caixa: efetuar os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo
de caixa.
10.3 Erros mais comuns na Gestão Financeira
A inexistência de uma adequada gestão financeira pelas empresas provoca
uma série problemas de análise, planejamento e controle financeiro das
suas atividades operacionais, entre os quais citamos:
●
Não ter as informações corretas sobre saldo do caixa, valor dos
estoques das mercadorias, valor das contas a receber, valor das
contas a pagar, volume das despesas fixas ou financeiras, etc. Isso
ocorre porque não fazem o registro adequado das transações
realizadas.
●
Não saber se a empresa está tendo lucro, ou não, em suas
atividades operacionais, porque não elaboram o demonstrativo de
resultados.
●
Não calcular corretamente o preço de venda de seus produtos,
porque não conhecem os seus custos e despesas
10.4 Despesas Fixas e Variáveis
São as despesas administrativas realizadas para adequado funcionamento
da empresa, independentemente do valor das vendas.
Exemplos de despesas fixas:
●
Aluguel, condomínio, IPTU;
●
Água, luz, telefone;
●
Salários administrativos;
●
Pró-labore (retirada de dinheiro dos sócios);
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●
Encargos sociais sobre salários e pró-labore;
●
Honorários profissionais (contador, outros);
●
Despesas com veículos;
●
Despesas com alimentação;
Já as despesas variáveis são realizadas em função das vendas realizadas.
Normalmente se caracterizam como um percentual sobre o valor das
vendas efetivas.
Exemplos de despesas variáveis:
●
Impostos sobre as vendas
●
Comissões sobre as vendas
●
Descontos do cartão de crédito.
10.5 Capital de Giro
Recurso destinado para a compra de mercadorias, reposição de estoques,
financiamento a cliente, despesas administrativas etc., que corresponde à
parte do capital utilizada para o financiamento dos ativos circulantes da
empresa.
O capital de giro também é classificado conforme mencionado a seguir:
●
Capital de Giro Associado ao Investimento Fixo – É a parcela de
recursos destinada a cobrir as despesas que a empresa terá com
investimentos realizados. Ou seja, se a empresa financiou uma
máquina, poderá necessitar de matéria-prima para a produção.
Neste caso será financiado o capital de giro.
●
Capital de Giro Próprio – Recursos em giro, normalmente no ativo
circulante, que se originou do capital próprio dos
cotistas/acionistas. Pode ser positivo ou negativo.
O capital de giro tem por finalidade suprir a empresa de recursos
financeiros necessários para a realização das suas operações, ou seja,
comprar e vender mercadorias/produtos.
A necessidade de capital de giro da empresa é calculada da seguinte
forma:
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NCG = “Valor” das Contas a Receber + “Valor” em Estoque –“Valor” das
Contas a Pagar = “Necessidade” Capital de Giro
Exemplo:
Contas a Receber: R$ 25.000,00
Estoque:
R$ 40.000,00
Contas a Pagar: R$ 35.000,00
R$ 25.000,00 + R$ 40.000,00 – R$ 35.000,00 = R$ 30.000,00
10.6 Instrumentos Básicos da Gestão Financeira
Existem vários instrumentos de controle para se fazer gestão financeira,
os básicos são:
1. Contas a Receber: controle de todos os serviços prestados cujos
pagamentos sejam feitos posteriormente. Nele deve conter o nome do
cliente, serviço, data, valor, vencimento e forma de pagamento.
2. Contas a Pagar: controle de todos os débitos gerados pelo negócio:
despesas de água, luz, telefone, aluguel, salários, comissões, produtos,
manutenção, contador, alimentação, combustível, transporte, maquinário,
etc. Nesta planilha coloca-se nome do fornecedor, data, valor, vencimento
e tipo de serviço.
3. Planilha de Estoque: controle de toda a mercadoria adquirida para o
funcionamento do negócio (produtos, material descartável e material de
apoio). Deve-se informar a data da compra, o tipo do produto, valor
unitário, valor total, a data da retirada do produto(saída), o valor do
produto que saiu e o saldo.
10.7 Gestão do Contas a Receber
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O contas a receber representa, fundamentalmente, os créditos da
empresa junto a seus clientes. Assim, entendendo que essa é a sua
principal fonte de recursos de caixa, nota-se que o descuido com essas
contas, implica na falta de receita para o pagamento das obrigações da
própria escola com seus fornecedores e empregados.
Veja alguns procedimentos que se deve adotar:
●
Se o pagamento é efetuado através de depósito em conta corrente,
deve-se pedir o envio de uma cópia do comprovante de depósito.
●
Recibos de pagamento em cheque devem ter a ressalva de
descrição do cheque, bem como o vínculo da quitação com a
compensação.
●
Deve-se oferecer descontos, o que incentivará pagamentos
antecipados.
●
É preciso haver um rigoros controle dos cheques pré-datados para
não depositá-los antes da data.
O Contas a Receber deve ser controlado através de anotações em
planilhas ou outro meio. Neste controle deve contem informações
importantes, para que você fazer análise e acompanhamento. Veja o
exemplo da planilha abaixo:
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10.8 Gestão do Contas a Pagar
Do outro lado da balança, temos o contas a pagar, que também pode ser
visto como um “empréstimo rotativo permanente”, ou seja, os
fornecedores, através dos créditos, se tornam aliados importantes de
qualquer empresa grande ou pequena. Como aliados, devem ser tratados
com respeito.
Aqui também cabem algumas dicas importantes:
●
O princípio fundamental na gestão do contas a pagar é “Não se deve
pagar nenhuma conta antes do vencimento”.
●
Mantenha um sistema de pesquisa constantemente focado na
possibilidade de obter melhores condições de prazo com outros
fornecedores.
●
Estude continuamente a possibilidade de renegociar os contratos de
longo prazo.
Lembre-se: sua empresa não precisa ter uma crise para estar com
problemas de fluxo de caixa. O estrago normalmente é ocasionado por
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uma ação (ou omissão) ao longo do tempo, do tipo “água mole em pedra
dura, tanto bate...”. E você pode controlar essa infiltração! Basta adotar
uma política de controle de gastos e perdas de receitas.
Veja o exemplo de planilha de controle abaixo:
10.9 Gestão do Estoque
Tão importante quanto o Contas a Pagar e Receber, o Controle de Estoque
tem como premissa o controle de “dinheiro em caixa”, razão principal
para o cuidado em especial. O estoque da empresa deve ser mantido em
local fechado com acesso à um número mínimo de pessoas. O controle
deve ser diário ou no máximo semanal, preferencialmente através de
planilhas eletrônicas. Veja o exemplo de planilha:
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À cada compra que se fizer, os dados devem ser lançados na planilha. O
mesmo procedimento deve ser adotado quanto se retira um produto do
estoque para uso ou revenda. O saldo final do estoque deve ser
contemplado as entradas e as saídas do estoque.
O controle de estoque é uma ferramenta fundamental para suas previsões
de compra, pois desta forma você poderá programar seus gastos de forma
provisionada, ou seja, saber hoje o que você terá que gastar amanhã.
Todas estas ações visam o controle de suas finanças. Conhecer estas
ferramentas, utilizá-las e saber analisá-las, propiciará a você o controle
total de sua empresa e dará a você condições de prever o futuro.
11. NOÇÕES DE ATENDIMENTO AO CLIENTE
O cliente é a pessoa mais importante em nosso negócio. Ele pode se
quiser demitir todos em nossa empresa, para isso, basta que não queira
nossos produtos ou serviços.
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O produto mais caro que você tem em sua empresa você entrega de
graça. O atendimento não tem preço, é seu produto mais valioso.
O maior objetivo de sua empresa não é o crescimento ou lucro e sim
encantar o cliente. O lucro e o crescimento são conseqüências do bom
atendimento.
Conheça bem o seu cliente. Descubra o que ele deseja. Seja o melhor, faça
e ofereça o que ele deseja. Faça o certo à primeira vez.
Para conhecer melhor o “cliente/Aluno”, uma entrevista inicial
(anamnese) é fundamental, onde são questionadas informações sobre a
vida sócio-econômico dele e se não for independente, as informações
devem ser dos pais ou responsáveis. Estas informações facilitam indicar ao
“cliente/aluno” o melhor curso e condições para que ele possa freqüentar
a escola e também dará uma visão se será proveitoso ou não tê-lo como
cliente.
Lembre-se: cada cliente insatisfeito custa o equivalente ao lucro dado
por clientes satisfeitos.
Por que se perde um cliente?
●
●
●
●
●
●
1% morte
3% mudam
5% adotam novos hábitos
9% acham o preço alto demais
14% estão desapontados com a qualidade dos produtos
68% estão insatisfeitos com a atitude do pessoal ( má qualidade do
serviço).
O atendimento a clientes é tão eficiente quanto o cliente sente que é:
● O cliente é a pessoa que compra produtos das empresas para
consumo próprio ou distribuição dos mesmos
● O cliente é, sem dúvida, a pessoa mais importante em qualquer tipo
de negócio.
● O cliente não depende de nós, nós é que dependemos dele
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11.1 Qualidade no Atendimento
O que é qualidade? Para responder a esta pergunta você tem que pensar
em todo o seu sistema de trabalho e não apenas em uma faceta dele,
como normalmente fazemos. Temos que ter uma visão macro e ampla e
não uma visão micro e restritiva do sistema.
Para um profissional, ter qualidade significa ser capaz de realizar
tecnicamente bem o serviço. Para o cliente, qualidade quer dizer
satisfação com os serviços recebidos. Para a administração do consultório,
clínica, laboratório, farmácia ou hospital, a qualidade tem a ver com a
informação gerencial. Temos assim num único sistema de trabalho três
tipos diferentes e complementares de qualidade:
● Qualidade técnica – adquirida através de cursos de formação e
aperfeiçoamento
● Qualidade percebida pelo cliente que utiliza os serviços deste
profissional
● Qualidade da informação gerencial utilizada para administrar
11.2 Dicas para um Bom Atendimento
Para um bom atendimento devemos ter em mente:
● O bom atendimento deve gerar auto-realização;
● Uma reclamação é uma nova oportunidade de se fazer certo na
próxima vez.
● Uma reclamação é uma ajuda e não um transtorno
● Uma reclamação bem atendida vale mais do que uma boa venda;
● O cliente é a razão da existência da empresa.
Há ainda mais algumas razões para manter a excelência no atendimento
ao cliente:
● O cliente bem tratado volta sempre.
● O profissional de atendimento tem 70% da responsabilidade sobre a
satisfação do cliente.
● Nem sempre se tem uma segunda chance de causar boa impressão.
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● Recuperar o cliente custará pelo menos 10 vezes mais do que
mantê-lo.
● Cada cliente insatisfeito conta para aproximadamente 20 pessoas,
enquanto que os satisfeitos contam apenas para cinco.
11.3 Importância dos Recursos Humanos no Atendimento
Para administrar uma escola é importante ter uma visão de equipe, desde
o faxineiro até os professores, pois todos eles são importantes para o
trabalho.
É necessário mais profissionalismo, enxergar a escola como uma empresa.
Essa visão já mudou, e o empresário da educação de hoje tem que estar
preocupado com a qualidade e com a competitividade do segmento.
Contratar uma assessoria para fazer um processo seletivo é o melhor
caminho para minimizar erros de contratação. Essas empresas são
especializadas e promovem maior segurança na formação de uma equipe.
Se a verba não for possível para contratação, busque na entrevista dos
candidatos o maior número de informações, peça referências profissionais
e pessoais e firme primeiro um contratado de experiência, assim você terá
um período para avaliar melhor antes da contratação final.
12. SAÚDE X BELEZA (Cuidados com a Saúde do
profissional/dos clientes)
As informações a seguir, tem como propósito garantir a qualidade de
saúde dos que cuidam da beleza (profissionais), e também daqueles que
buscam realçar a aparência (clientes). Este guia, oferece instrumentos
para que o profissional tome medidas ou providências adequadas em suas
atividades diárias no ambiente de trabalho.
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Todo cuidado é pouco quando se lida com o público, em especial quando
o serviço prestado pode prejudicar a saúde do cliente e do profissional,
através da transmissão de doenças, como por exemplo: Hepatite B e C,
AIDS, infecções, reações alérgicas e outros.
Prevenir doenças e promover a saúde é o dever de todos os órgãos de
saúde pública, fabricantes, empresários e prestadores de serviços de
embelezamento.
Os profissionais de beleza não estão isentos de desenvolver reações
alérgicas aos produtos utilizados no salão, uma vez que estão
permanentemente em contato com eles. Há ainda o risco de desenvolver
doenças posturais, como o comprometimento da coluna; varizes nos
membros inferiores em função do longo período que trabalham em pé, ou
sentados. Micoses e infecções de pele também fazem parte da lista de
doenças que podem ser contraídas durante o cotidiano desses
trabalhadores. Já as doenças como Hepatite B e C e a AIDS, transmitidas
pelo sangue, podem passar de uma pessoa para a outra por meio de um
simples sangramento, ocasionado, por exemplo, ao se tirar a cutícula.
Devemos ter claro que é impossível saber, simplesmente pela aparência,
se a pessoa é portadora de algum vírus como HIV; Hepatite B; C ou outro.
Muitas vezes, a própria pessoa desconhece ser portadora do vírus, pois
ainda não mostra nenhum sinal e/ou sintoma, ou ainda não desenvolveu a
doença.
12.1 Produtos
Os produtos utilizados para embelezamento pertencem à categoria dos
cosméticos e são regulamentados pela ANVISA - Agência Nacional de
Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde.
Procure em seus rótulos as seguintes informações:
• Nome do produto;
• Marca;
• Lote;
• Prazo de validade;
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• Conteúdo;
• País de origem;
• Fabricante/importador;
• Composição do produto;
• Finalidade de uso do produto;
• Número de registro no Ministério da Saúde / ANVISA para os produtos
indicados abaixo, conforme determina a Resolução ANVISA n. 79, de 28 de
agosto de 2000:
• Xampu, condicionador e enxaguatório capilar anti-caspa;
• Tintura temporária, progressiva e permanente;
• Enxaguatório colorante;
• Produtos para clarear os cabelos (clareador, descolorante, oxigenada 10
a 40 volumes);
• Produtos para ondular e alisar os cabelos;
• Tônico, loção e máscara capilar;
Antes de aplicar qualquer produto sobre os cabelos, pergunte ao seu
cliente se ele(a) tem algum tipo de alergia aos componentes químicos do
produto que você vai utilizar.
Esses produtos devem ser guardados e protegidos da luz, calor e umidade,
totalmente separados de alimentos e produtos de limpeza.
12.2 Vigilância Sanitária
É órgão que possui um conjunto de ações que visa proteger as saúdes de
pessoas. Trata-se de um serviço de ordem pública, ativo e permanente de
defesa e proteção da saúde
Zela pela qualidade dos serviços direta e indiretamente relacionados ä
saúde e pela qualidade dos produtos expostos ao consumo da população.\
Embora muitos não saibam, a maioria dos procedimentos realizados nessa
área oferece risco à saúde. O objetivo deste trabalho é, portanto, a
preservação da saúde profissional, assim como, dos clientes, com
seriedade e respeito ao desempenho dessas atividades
12.2.1 O Controle das Doenças
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Medidas simples, ao contrário que muitos pensam, são fundamentais para
a prevenção e controle das doenças como:
●
●
●
●
●
●
Lavagem das Mãos
Higiene Pessoal e ambiental
Vacinação
Alimentação
Repouso
Etc
12.2.2 A Importância da Limpeza, Desinfecção e Esterilização nestas
Atividades
Limpeza e Organização
São ações mecânicas que visam à remoção de matéria orgânica ou ouras
sujidades de superfícies e objetos
Normalmente a limpeza é realizada com água e sabão ou detergentes
Desinfecção
E um processo capaz de destruir micro organismo de forma vegetativa. O
álcool a 70% é a solução indicada para desinfecção e assepsia.
Esterilização
E o processo capaz de destruir todas as formas de microorganismos
causadores de doença inclusive os esporos.
A autoclave que esteriliza a partir do calor úmido, necessita de menos
tempo de exposição do material e temperatura mais baixa que a estufa.
12.2.3 Normas Higiênicas Sanitárias
● A limpeza geral, asseio do local e de suas instalações são
fundamentais;
● Os pisos e paredes devem ser laváveis, o ambiente arejado, claro e
agradável;
● Todas as salas/compartimentos devem possuir lavatórios com uso
exclusivo de toalha de papel, sabonete líquido e lixeira com tampa
acionada por pedal;
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● Locais para estoque de materiais cosméticos e de perfumaria não
devem armazenar alimentos;
● Nenhum material pode ser estocado diretamente sobre o chão.
● Os aparelhos utilizados devem possuir registro do MS, manuais e
protocolos de uso disponíveis;
● Os locais de atendimento devem proporcionar privacidade aos
clientes;
Sendo assim temos que conhecer os cuidados com cada instrumental
conforme a seguir:
●
Cuidados com as escovas
●
●
●
●
Remoção do cabelo após cada uso;
Lavar com água e sabão;
Lavar sempre as mãos após cada cliente;
Se possível, deixar em imersão por 30 em produto desinfetante
(hipoclorito a 1 por cento, 1 ml por litro) secar e desprezar a solução
após o uso;
● Limpar o recipiente de imersão com água e sabão;
● Acondicionar as escovas e pentes em recipientes fechados e limpos;
●
Cuidados com as navalhas
● Usar se possível “gilete” ou lamina descartável e desprezar em local
adequado (recipiente rígido). Caso contrário:
● Lavar, enxaguar, secar, embalar e esterilizar, após o uso.
●
Instrumentos de Manicuras e Pedicuros
● Usar toalhas limpas;
● Materias como: alicates, afastadores ou similares, devem ser
esterilizados;
● Uso do auto-clave para esterilização dos materiais;
● Usar protetores plásticos e descartáveis nas bacias.
Preferencialmente utilizar sapatilhas e luvas descartáveis
acondicionadas com cremes e loções antisépticas já disponíveis no
mercado;
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● Lixas e palitos devem ser descartáveis;
● Questionar com o clientes sobre possíveis alergias ao esmalte
devido ao formolídeo constante na composição;
12.2.4 Materiais e Produtos
● Devem ter registro do Ministério da Saúde através da ANVISA –
Agência Nacional de Vigilância Sanitária ou isenção destes órgãos;
● Respeitar a validade e o tempo de ação de cada fabricante;
● Questionar com o cliente possíveis alergias;
● Realizar testes de contato
● Após o uso, todo material deve ser considerado contaminado;
● Deve ser lavado, enxaguado, secado e embalado/
● Após a esterilização, manter os materiais acondicionados até o
momento de novo uso;
Observações:
Todo lixo é contaminado, por mais limpo que possa parecer, sendo assim,
todo o material pérfuro-cortante deve ser desprezado em caixa
apropriada ou recipiente rígido.
Todo lixo contaminado deve ser acondicionado em saco branco leitoso e
identificado.
Todas essas regras e normas, são preventivas, ou seja, devem ser
aplicadas para evitar doenças e problemas sociais. O profissional
consciente as adota como fundamentais para seu sucesso.
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TÉCNICA CAPILAR
13. TRICOLOGIA
13.1 Conceito
Tricologia é uma palavra de origem grega que significa trichos (cabelos) e
logos (estudos), ou seja, é o estudo sobre a natureza e saúde dos cabelos,
através da fusão de vários campos como o da medicina, clínica médica,
endocrinologia, dermatologia e até a psiquiatria.
13.2 História
Através dos tempos os cabelos fascinam toda humanidade e inúmeras
fórmulas, poções mágicas, medicamentos exóticos e milagrosos, foram
criados para a sua manutenção, embelezamento e o tratamento de sua
perda.
Papiros egípcios com mais de 4000 anos, tais como Ebers e de Hearst, já
citavam anatomia do couro cabeludo e fórmulas para a alopecia, como
por exemplo mistura em partes iguais de gordura de leão, hipopótamo,
crocodilo, ganso e cobra.
Por toda a idade média, vários medicamentos foram sugeridos para a
calvície, inclusive urina de cachorro, poções dos mais variados animais, e
infusões de inúmeros vegetais, e até rituais de exorcismo. Porém, uma
fórmula que se tornou muito famosa, foi idealizada por volta do ano de
1.600 dC, era feita de várias plantas medicinais, vinho, semente de
rabanete, bago de uva, óleo de linhaça, trigo, etc. Esta fórmula foi adotada
na época pelo exército alemão, porém adicionaram saliva de cavalo como
complemento. Enfim, em todos os tempos sempre houve preocupação
com o tratamento dos cabelos, obviamente as portas foram abertas para a
exploração comercial e não deixaram de existir os aproveitadores,
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charlatões, curiosos, e inúmeras outras modalidades de promessas de
cura para doenças capilares.
A importância dada à aparência pelos cidadãos gregos, levou a criação de
um espaço adequado para os cuidados com a beleza e o tratamento
capilar. Assim surgiram os primeiros salões de cabeleireiro, construídos
em praça pública. O local era utilizado para encontro de filósofos,
escritores e poetas que conversavam sobre política, esportes e eventos
sociais. Os cabelos eram perfumados com óleos raros e preciosos. A cor
preferida era o louro, por isso muitos gregos tentavaam descolorir suas
madeixas.
A partir da “invenção grega” dos salões de cabeleireiros de beleza, a
profissão do cabeleireiro se tornou célebre. Sua importância atravessa os
séculos, transformando padrões, recriando a beleza e refletindo a imagem
de cada época. Curtos, escovados, soltos, práticos, sensuais...Os cabelos
se modificam, as técnicas se aprimoram e as tecnologias surgem em ritmo
acelerado. Mas para que o cabeleireiro possa exerver seu trabalho com
competência e representar toda esta história dedicação à beleza e à saúde
dos cabelos, é preciso conhecer o nosso organismo. Os cabelos não são
estruturas isoladas, fazem parte de um conjunto: o corpo humano.
13.3 Saúde dos Cabelos
A saúde do cabelo, tanto dos homens como das mulheres, sofre influência
direta da carga hereditária que recebemos de nossos pais e de nossos
hábitos. Alimentos, medicamentos, exposição aos agentes naturais e
também fatores como doenças, depressão e estresse têm reflexos
imediatos – e às vezes permanentes – em nossos cabelos.
Os casos abaixo causam alterações substanciais na aparência e saúde do
cabelo:
●
●
●
●
Anemia – Queda e redução das espessura dos fios;
Regimes radicais e desnutrição – Queda acentuada, afinamento e
clareamento, além da redução na taxa de crescimento dos fios;
Hipertiroidismo – Redução da espessura e queda excessiva;
Doenças neurológicas e estresse – Aumento da oleosidade e
surgimento de caspa;
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●
●
Sífilis – Queda acentuada e difusa, mesmo quando não ocorrem
sintomas na pele;
AIDS – Afinamento, queda e coloração avermelhada.
13.4 Alimentação
Quando ingerimos alimentos erroneamente, os cabelos são os primeiros a
mostrar sinais de que as coisas vão mal.
Cabelos opacos e sem vida, geralmente, são causados por alguma doença
ou por alimentação deficiente. Isso ocorre porque o organismo debilitado
prioriza o envio de nutrientes do sangue para os órgãos vitais, fazendo
com que a pele, unhas e cabelos fiquem em segundo plano.
No que se refere à alimentação, para manter os cabelos saudáveis, as
regras são as mesmas para o organismo como um todo:
1 – Comer alimentos naturais, sem conservantes, corantes, acidulantes e
aromatizantes;
2 – Evitar frituras e alimentos muito cozidos;
3 – Evitar refrigerantes, pois o gás carbônico dessas bebidas interfere na
digestão e causa irritação no aparelho digestivo;
4 – Evitar excesso de açúcar;
5 – Beber sucos naturais;
6 – Substituir o cafezinho por leite;
7 – Substituir as massas por legumes e verduras;
8 – Evitar regimes radicais, pois distúrbios alimentares, como bulimia e
anorexia, são fortes causadores de queda excessiva de cabelo;
9 – Mastigar bem, o que aumenta a produção de saliva, cujas enzimas
auxiliam na digestão;
10 – Procurar se alimentar em horários fixos.
13.5 Distúrbios Capilares
13.5.1 Oleosidade, Caspa e Ressecamento
Seborréia
Apresenta-se como uma oleosidade excessiva da pele, especialmente no
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couro cabeludo ou no rosto. Não apresenta descamação ou vermelhidão.
É influenciada por fatores hormonais, alimentares, emocionais e
climáticos.
Dermatite Seborréica – Pityriasis steatoides
Apresenta-se como uma inflamação que ocorre em áreas com grande
número de glândulas sebáceas: couro cabeludo, sobrancelhas, pálpebras,
lados do nariz, parte posterior das orelhas e meio do peito.
A pele torna-se vermelha e áspera e é recoberta por escamas.
As escamas podem ser secas ou gordurosas, finas ou espessas, geralmente
acinzentadas ou amareladas, quase sempre aderentes, podendo ser
acompanhadas ou não de prurido.
A presença de dois fungos , o Pityrosporum Ovale e o Pityrosporum
Orbicular, estão envolvidos no processo, pois nos pacientes afetados
ocorre uma grande quantidade destes fungos nestas áreas (82% na
dermatite seborréica, 74% na caspa e 47% nos normais).
A Dermatite Seborréica geralmente é crônica. Ela melhora com o
tratamento mas tende a voltar periodicamente.
O vento, o calor, a umidade, o suor, o uso de bonés, o dormir com o
cabelo molhado, o estresse, as alterações hormonais, os xampus
inadequados, a água quente do banho e o clima frio do inverno tendem a
agravar os sintomas.
A exposição à luz solar melhora os sintomas.
Caspa - Pityriasis capitis
Caracteriza-se pelo excesso de descamação do couro cabeludo, não
ocorrendo inflamação. A pele do couro cabeludo passa a eliminar as
células mais rapidamente que o normal .
Alimentos de baixo valor nutritivo e a falta de proteínas e óleos
poliinsaturados podem contribuir.
Atualmente, acredita-se ser a caspa uma forma branda de Dermatite
Seborréica.
Segundo sua intensidade pode ser classificada como:
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Leve - Pequenos flocos esbranquiçados aderentes ao couro cabeludo,
próximos à implantação dos fios, perceptíveis somente após raspagem ou
escovação.
Moderada - Os flocos se encontram soltos entre os fios, mesmo na
ausência de processos que promovam seu deslocamento do couro
cabeludo.
Intensa - Caracteriza-se por descamação acentuada de flocos de tamanhos
variados, abundantes e perceptíveis entre os fios e sobre os ombros do
portador.
A Caspa e a Dermatite Seborréica encontram-se presentes em 40% da
população branca adulta e estão relacionadas com predisposição genética
e fatores ambientais.
Alterações na composição da gordura produzida pelas glândulas sebáceas
do couro cabeludo, que resultam no aumento da alcalinidade da pele
(alteração do PH) parecem predispor o surgimento destas afecções.
Raras e brandas nas crianças, têm suas incidências e gravidades máximas
por volta dos 20 anos, sendo pouco freqüentes após os 50 anos.
Xerose
Aqui, o couro cabeludo apresenta-se ressecado em razão das glândulas
sebáceas hipo-funcionais. Os cabelos também serão secos e sem brilho.
Distúrbios hormonais, falta de óleos insaturados na alimentação, estresse,
falta de vitaminas, banhos seguidos com água quente e xampus
inadequados contribuem para esta disfunção.
13.5.2 O Sol e os Cabelos
Os raios solares se apresentam com vários comprimentos de ondas e com
efeitos diferentes sobre a pele e os cabelos.
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-
Os raios Ultravioleta B (UVB) – na faixa até 280 nanômetros - param na
superfície da pele e provocam danos agudos como queimaduras, eritema
e até mesmo bolhas. Causam perda protéica e ressecamento dos cabelos.
- Os raios Ultravioleta A (UVA) – na faixa até 320 nanômetros - vão até a
segunda camada da pele (derme) e estimulam o bronzeado. Não causam
eritema, mas causam degeneração das fibras de colágeno e elastina,
provocando envelhecimento precoce da pele.
Nos cabelos, atingem a matriz, uma espécie de cimento entre as células
do córtex, prejudicando a retenção da água.
Este mesmo cimento, composto pelas ceramidas e que também une as
diversas camadas da cutícula, degrada-se, deixando as escamas abertas,
resultando em cabelos ásperos, ressecados, sem brilho e com as pontas
duplas.
Os raios Ultravioleta A também degradam a tirosina e a fenilalanina, dois
aminoácidos que dão resistência à queratina, que é a proteína dos
cabelos, deixando-os fracos e quebradiços.
Quando os pigmentos do córtex são atingidos pelos raios UVA, a cor se
altera, sendo que os cabelos escuros ficam mais avermelhados e os loiros
mais dourados. Os cabelos pretos são os mais resistentes aos raios
solares.
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Filtros solares
Os filtros solares para cabelos normalmente bloqueiam as radiações UVA
e UVB.
Deverão ser aplicados 20 minutos antes da exposição solar, pois precisam
de tempo para agir.
Os cabelos danificados
Os primeiros sinais da deterioração da estrutura dos fios são as alterações
da cor e o ressecamento. Muitas são as causas que contribuem para
danificá-los.
Vejamos algumas causas:
Físicas - os raios ultravioleta da radiação solar, a secagem incorreta, a
poeira, o vento, a falta de umidade do ar.
Químicas - xampu com grande concentração de detergente,
descolorações (é o processo químico que mais danifica o cabelo pois, além
de destruir os pigmentos, oxida os aminoácidos, sendo que de 15 a 45%
da cisteina é destruída), alisamentos, tinturas, cloro da piscina.
Quando a cutícula está danificada pelo rompimento das escamas, o brilho
do fio, que é a reflexão da luz, diminuirá.
Quanto mais danificado o cabelo, mais poroso e mais opaco fica.
A elasticidade do fio também se alterará, sendo que, se tracionado, o
cabelo romperá facilmente.
Para avaliar o estado do Córtex e da Cutícula, o terapeuta capilar dispõe
de um microscópio que aumenta a visualização do fio em 140 vezes.
Um questionário qualificado dos cuidados capilares é fundamental nesses
casos
Deverá ser dada atenção especial em relação aos produtos usados nos
últimos meses.
Lembre-se sempre que a amônia, o sódio ou o formol presentes em
fórmulas de relaxamento podem reagir com os metais presentes nas
tinturas, resultando em danos graves aos cabelos.
13.5.3 O Estresse e os Cabelos
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Nosso sistema emocional tem influência direta nos cabelos e no couro
cabeludo.
O estresse induz os fios a entrarem precocemente na fase de repouso.
Altos níveis de tensão contribuem também para problemas como
seborréia, caspa, embranquecimento dos fios e perda capilar.
Nas mulheres, o estresse eleva os níveis dos hormônios andrógenos e da
prolactina, os quais, por sua vez, influem sobre os ciclos capilares.
Em muitos indivíduos, o estresse acelera o processo da calvície e, em
outros, ocasiona a famosa “pelada” (Alopecia Areata), uma perda de
cabelos localizada e circunscrita a certas áreas do couro cabeludo ou do
corpo.
Outros, ainda, apresentam a Psoríase do couro cabeludo, uma doença
dermatológica agravada pelo estresse. A dermatite seborréica é outro
problema crônico influenciado pelo estresse.
Muitos desses problemas capilares podem ser tratados com o uso de
produtos tópicos, loções e óleos essenciais.
Caberá ao terapeuta capilar indicar os produtos cicatrizantes, bactericidas,
fungicidas, emolientes e estimulantes compatíveis para cada caso.
Alguns profissionais utilizam ainda outras técnicas, oferecendo a sua
clientela um setor de equilíbrio energético com música, reflexologia e
shiatsu.
13.5.4 Queda de Cabelos e Calvície
Embora a queda dos cabelos não implique nenhum risco à vida do
indivíduo, muitos sentirão insegurança emocional e perda da auto-estima,
o que comprometerá a qualidade das suas vidas.
Nas mulheres, que socialmente são mais cobradas quanto à beleza física,
as apreensões sempre serão maiores.
Os humanos têm no couro cabeludo de 100 a 150 mil fios de cabelos.
Destes, 85% estão na fase Anágena (fase de crescimento) e os restantes
15% estão nas fases Catágena e Telógena (de repouso).
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A perda diária entre 50 e 100 fios é considerada normal, sendo maior nos
dias da lavagem.
Quando caem mais de 100 fios por dia, algo está acontecendo no
organismo do cliente e terá que ser investigada a causa.
No Brasil, observa-se uma queda maior dos cabelos no período de
fevereiro a junho.
Para tratar a perda dos cabelos, sempre será necessária uma avaliação
cuidadosa e um diagnóstico adequado.
Sabemos que 40% dos homens e 5% das mulheres apresentarão algum
grau de calvície.
Neste caso, assim que se notar os primeiros sinais de afinamento e perda
progressiva dos fios, é importante que se institua o tratamento
preventivo.
13.6 Responsabilidade Médica
Como todo e qualquer problema de saúde, de simples caspas e seborréia
a infecções mais graves, as doenças que afetam a pele (couro cabeludo) e
os cabelos só devem ser tratadas por um médico especializado e não em
um salão de beleza. Fique atenta às questões abordadas aqui, procure
sempre se atualizar sobre esses assuntos e, a qualquer sintoma
identificado em uma cliente, oriente-a para uma consulta médica. NUNCA
tente tratar ou indicar remédios.
13.7 Outras Informações
Vários extratos de raízes e plantas são usados hoje em tricologia para
tratamento de doenças do couro cabeludo e dos cabelos. E os resultados
de recuperação capilar com a utilização de fitoterápicos se mostraram
realmente eficazes. A mais nova técnica para tratar esse problema é a
terapia holística, utilizando fórmulas orgânicas e naturais em recuperação
capilar.
Para cada diagnóstico há um tratamento específico. Problemas de tireóide
devem ser solucionados, como também as alterações hormonais e as
doenças que acometem localmente o couro cabeludo e os cabelos, como
as micoses, por exemplo, devem ser investigadas com exames específicos.
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A ansiedade e a depressão são fatores freqüentemente primários de
queda dos cabelos, portanto é fundamental que o tratamento capilar
tenha foco nesses problemas. Técnicas de relaxamento, meditação e
fitoterápicos orais são indispensáveis no controle do estresse e depressão.
14. QUÍMICA EM GERAL
14.1 Conceito
Química, é a ciência que estuda a matéria, a composição, a estrutura, e
toda a energia envolvida para a transformação do fio de cabelo.
A matéria é entendida por tudo aquilo que tem massa e que ocupa lugar
no espaço, ou seja, tem volume. Toda a matéria é constituída por átomos
e é divida em: sólida, líquida e gasosa. Os átomos são minúsculas
partículas que quando se juntam forma a matéria. Os íons são partículas,
originadas de um átomo que ganhou ou perdeu elétrons, sem sofrer
alterações. Para formar uma substância química, é necessário reunir
diferentes tipo s de átomos de formas variadas, formando uma infinidade
de agrupamentos. As substâncias podem ser simples, formadas por
átomos de um mesmo elemento (O2 – oxigênio) ou compostas, formadas
por átomos de elementos químicos diferentes (H202 – água). A molécula é
a menor partícula de uma substância química. Para se obter o peso
molecular, é necessário, somar as massas atômicas de todos os
componentes de uma mesma substância química.
Nesse capítulo, estudaremos sobre o avanço da indústria, oferencendo
produtos mais eficazes e menos agressivos a saúde dos cabelos. Veremos
também que sem a técnica adequada na utilização desses produtos
poderemos gerar sérios problemas, e acompanharemos soluções para
cada caso.
A composição química de um cabelo se compõe de:
●
2% a 5% de Enxofre (S)
●
+/- 20% de Azoto ou Nitrogênio (N)
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●
+/- 25% de Hidrogênio (H) e Oxigênio (O)
●
+/- 50% de Carbono (C), mais sais minerais em pequenas
proporções.
●
Na cutícula, encontramos dois tipos de ligações:
●
Ligações Hidrogenias
- Facilmente rompidas pela água.
- Permite a deformação temporária.
●
●
●
●
●
Ligações Salinas
- Tem a propriedade de inchar em meio alcalino.
- Também é facilmente rompida pela água e por produtos
químicos alcalinos.
VÁRIOS TIPOS DE LIGAÇÕES ENCONTRADAS NA FIBRA CAPILAR
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Pesquise na tabela periódica abaixo as siglas dos elementos encontrados
nas ligações da fibra capilar:
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14.2 Química de Transformação
14.2.1 Conceito
Basicamente, é quando empregamos algum tipo de substância que irá
alterar permanentemente ou não a estrutura do fio.
14.2.2 Tipos de Deformação
As deformações na estrutura do fio podem ser divididas em:
- Deformação Temporária – A queratina do cabelo, é uma estrutura
elástica, e esta propriedade nos possibilita deformações de pouca
amplitude, totalmente reversíveis. O fato de enrolar ou escovar os cabelos
deformam o cabelo de modo temporário. As fases que o cabelo passa para
sofrer essa modificação são:
- umidificação;
- enrolamento ou escova;
- secagem para fixação de nova forma.
Perceba que neste tipo de transformação somente mexemos com as
ligações de hidrogênio e salinas, deixando totalmente inalterada as
ligações de dissulfetos ou cistínicas.
- Deformação Permanente – Obtida pela ruptura das pontes de
dissulfetos, das ligações salinas e hidrogenas o que torna a fibra
momentanemente plástica, ou seja, deformável, sem elasticidade. Em
seguida, é preciso reconstituir as pontes de dissulfetos para fixá-la na
forma desejada.
Quando trabalhamos com a deformação permanente, um fato se faz
importantíssimo: conhecer bem o princípio ativo que iremos utilizar para
efetuar com sucesso essa deformação. Os princípios ativos mais comuns
no mercado atual são:
●
●
●
●
Tioglicolato de Amônio
Hidróxido de Sódio
Hidróxido de Cálcio + Carbonato de Guanidina
Tioglicolato de Monoetalonamina
Tioglicolato de Amônio
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O Tioglicolato de Amônio (neutralização do Ácido Tioglicólico com
Hidróxido de Amônio, que forma um sal, também chamado de sal do
Tioglicólico), age somente nas pontes de dissulfetos dos fios, tornando-os
aptos a serem modelados. Se essa modelagem for feita com bigoudi,
ficarão anelados. Se forem alisados com escova, ficarão lisos, mas isso
somente ocorreria de maneira perfeita se houver uma perfeita
neutralização, que irá fazer com que a nova forma seja fixada e mantida,
em função do fechamento das cutículas.
Hidróxido de Sódio
O Hidróxido de Sódio (Soda Cáustica), é um alisante extremamente
alcalino com o pH entre 13,0 e 13,5, que promove um rompimento total
das ligações do fio. A ação do Hidróxido de Sódio é voltada no sentido de
corroer os fios, de modo que eles percam a ondulação severa e ganhem o
aspecto de liso. Neste processo, a neutralização é obtida através do
enxague, do reequilíbrio do pH e da eliminação total de resíduos.
Finalizando o processo, os cabelos deixam de ter sua estrutura
fundamental e passam a ter uma estrutura chamada Lantionina.
Hidróxido de Cálcio + Carbonato de Guanidina
O Hidróxido de Cálcio por si só não possui a capacidade de romper as
ligações dos fios de cabelo. Esse princípio ativo, necessita ser combinado
ao carbonato (líquido ativador) para potencializar a sua ação.
Como resultado desta combinação haverá a seguinte reação:
Hidróxido de Cálcio + Carbonato de Guanidina =
Hidróxido de Guanidina com Carbonato de Cálcio
A ação do Hidróxido de Guanidina é semelhante ao Sódio, sendo que, o
Hidróxido de Guanidina é mais seguro para trabalhar, uma vez que não é
cáustico, nos posssibilitando um leque maior de utilização, pois, nos
oferece um maior número de compatibilidade com outros princípios
ativos.
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A desvantagem na utilização deste princípio ativo, é o alto grau de
ressecamento ocasionado nos fios, em função da presença do Cálcio na
composição, tornando-se necessário a constante hidratação e nutrição
dos fios.
Tioglicolato de Monoetalonamina
O Tioglicolato de Monoetalonamina, é um composto orgânico, pois
contém uma substância chamada carbono. Seu processo de utilização é o
mesmo do Tioglicolato de Amônio, porém, o Amônio possui um poder de
penetração mais rápido no fio, já o Monoetalonamina age de forma mais
lenta e suave. A neutralização deste princípio ativo deve ocorrer de forma
eficaz, afim de evitar danos aos fios (quebra).
14.2.3 Tipos de Química de Transformação
Abordaremos alguns tipos de química mais utilizados na atualidade, em
especial, em nosso país.
Relaxamento
O relaxamento tem por objetivo, diminuir o volume do cabelo e ganhar
movimento. Geralmente os produtos utilizados nesse procedimento são
os à base de amônia e guanidina, portanto, não agride tanto a composição
do fio, até em função do tempo de ação que é reduzido em comparação
com outros processos de transformação.
Esse tipo de química não é recomendado para cabelos tingidos ou
descoloridos, em função da incompatibilidade da química da OX, ou
tinturas à base de hena.
O tempo exigindo para retoques vão de 45 a 60 dias, evitando a aplicação
na extensão dos fios, evitando o ressecamento dos mesmos.
Alisamento
Para entendermos esse procedimento, vamos comparar o cabelo crespo a
um asfalto cheio de falhas – na realidade, falhas na distribuição de
queratina. O alisamento distribui a queratina, tornando os fios maleáveis e
com a ação térmica das pranchas faz a reestruturação dos fios, que se
tornam permanentemente lisos.
A química normalmente usada é à base de hidróxido de cálcio, que
misturada ao líquido ativador, resulta na guanidina. O tempo de ação é
bem maior que o do relaxamento, e o retoque leva em média 3 meses.
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Permanente
No ano de 1882, o francês Marcel Grateau, inventou uma técnica de
ondulação para perucas. O cabelo era enrolado em bastões de madeira e
mergulhado em soluções alcalinas.
Após 15 anos, o alemão Josheph Mayer criou a permanente para cabelos
naturais que era enrolado em bigoudins metálicos e ligados a um aparelho
eletríco.
Com o avança da cosmetologia, foi criado soluções químicas para que o
aquecimento dos bigoudins ocorresse através e produtos químicos.
O processo era feito através de umedecer os cabelos com um líquido
amolecedor e era colocado uma flanela úmida com cima de um saché com
permaganato de potássio, e forrado com papel alumínio.
Posteriorme criou-se a permanente “fria”, assim denominada, pois o
aquecimento com a flanela e papel aluminio eram foram dispensados.
O líquido de permanente tem em sua composição o tioglicolato de amônio
e é fator determinante para o tipo de ondulação que se deseja:
●
Forte – indicado para cabelos finos ou impermeáveis
●
Médio – para cabelos normais
●
Fraco – para cabelo grossos e porosos
E, para cada tipo é utilizado um modelo diferente de bigoudin
Note que em cada tipo de cabelo o processo se diferencia:
Cabelos Grossos – tem escamas mais abertas facilitando a penetração do
líquido e asbsorção ocorre em maior quantidade. A ondulação é rápida.
Cabelos Médios: tem a estrutura mediana, tanto a absorção quanto o
tempo de ação é normal.
Cabelos finos – os fios tem escamas fechadas e absorção do líquido é
menor sendo a ondulação mais demorada.
Cabelos Super-Finos – considerados “teia de aranhao ou linha de costura”
a ondulação torna-se praticamente impossível. Mesmo quando feitos com
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o bigoudin, dura em média uma semana e quando secados naturamente
fica com aspecto “bom bril”.
Recomendações
Cabelos Descoloridos – não é aconselhável, pois pode provocar queda dos
fios ou torná-los super ressecados. Cabelos que foram descoloridos e
depois tingidos com tons escuros não deve sem permanenteados.
Cabelos com Reflexos ou Balayagens – a indicação é fazer primeiro o
permanente depois os reflexos, porém, com oxigenada de menor volume,
evitando a porosidade do fio.
Defrisagem
Conhecida também por escova orgânica, tem como princípio ativo o
hidróxido de cálcio. Indica para cabelos cacheados e volumosos, deixa
uma aparência natural e contida, funcionando melhor nos lisos
arrepiados. O nome “orgânico”, vem do fato de conter proteínas vegetais
e animais, mas, como altera a estrutura do cabelo, é sim uma química.
Escova Progressiva
Esse método de alisamento capilar tem como base o uso do formol
(proibida a utilização acima de 0,2% pela Anvisa), que mantém os fios lisos
por mais tempo, podendo durar de três a quatro meses de acordo a
quantidade de lavagens submetidas ao cabelo tratado.
O formol além de desistratar (ele impede que a água seja incorporada ao
fio) e ressecar os fios, pode oferecer sérios problemas de saúde tanto ao
cliente quanto ao profissional, acreditando-se que seja cancerígeno.
Além do formol, a escova progressiva, pode ser feita à base de
tiogliocolato de amônia ou hidróxido de sódio, que também permite o
efeito liso nos cabelos, porém, por possui menor concentração de formol,
a duração chega até dois meses, dependendo do grau de ondulação do
cabelo.
Como alternativa liberada inclusive pelo Ministério da Saúde, existe um
produto que não utiliza o formol, mas oferece o mesmo resultado
utilizando proteínas ácidas. Ele possui uma formulação com polímeros
catiônicos e proteínas ácidas.
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Embora ele também resseque os cabelos, os danos ao fio são bem
menores em comparação com os que o formol pode gerar se mal aplicado.
A etanolamina é o princípio ativo que faz a abertura da cutícula para a
penetração dos ativos, e após o shampoo de limpeza profunda, o fio
recebe um complexo de nanopartículas de queratina e silícios,
responsáveis pela defrisagem.
Escova Definitiva
Recebe também o nome de alisamento japonês, onde os fios são alisados
em definitivo, pois somente através do crescimento do fio que essa
química é retirada.
O princípio ativo é à base de amônia (tioglicolato de amônio) que
redistribuem a queratina do fio uniformemente.
A duração vai de quatro a seis meses.
Photon Hair Uom
Esse sistema modifica a estrutura dos fios por meio de reação química
induzida por luz (LED), também conhecida como reação fotoquímica ou
fotônica. Ele leva de 2 a 3 horas para ser realizado, e sua indicação é para
todos os tipos de cabelo, com exceção dos fios que contenham metais
pesados, em função de determinados tipos de alisamentos, por exemplo.
O tioglicolato de amônia tem seu poder de ação maximizado quando em
contato com a luz. Os cabelos podem ser lavados (a química não sai com
as lavagens), presos ou coloridos no mesmo dia da aplicação.
14.3 Química de Coloração
O objetivo básico da coloração é alterar a cor natural dos cabelos,
alteração que pode ocorrer tanto na parte externa quanto na parte
interna dos fios, em decorrência das reações químicas provocadas pelos
produtos aplicados.
14.3.1 Tipos de Coloração
Somente conhecendo como as colorações agem no fio de cabelo será
possível determinar que tipo de produto será utilizado: coloração
permantente, semipermanente, temporária, vegetal e mineral. Os
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produtos disponíveis no mercado são classificados de acordo com os tipos
de pigmentos utilizados em cada tintura e na forma como trabalham a cor
no cabelo. No fio de cabelo, a cutícula funciona como uma espécie de
barreira contra substâncias externas.
Dependendo do tamanho das moléculas presentes na composição das
tinturas, as substâncias podem ou não ultrapassar tal barreira. Se muito
pequenas, as moléculas entram, mas saem facilmente da estrutura do
cabelo. Se forem muito grandes, não conseguem penetrar entre as
escamas dos fios. Essa diferença é que determina os Mecanimos de Ação
de cada tipo de coloração.
O processo de corte requer um aprendizado contínuo e, como existe uma
variedade infinita de possibilidades, cabe à profissional estudar
constantemente, procurando sempre se aprimorar e conhecer novas
técnicas e modelos.
14.3.2 Coloração Permanente
É o único tipo de tintura que promove uma mudança real na cor do
cabelo, seja cobrindo cabelos brancos, seja clareando, mantendo ou
escurecendo a cor natural. A cor obtida é denominada permanente
porque dura várias semanas e dificilmente é removida por lavagens com
shampoo.
Logicamente, a cada mês o cabelo crece cerca de 1 cm fazendo com que o
tom natural reapareça nas raízes do cabelo, o que exige retoques
constantes.
Outra alteração na tonalidade final é identificada nas pontas dos cabelos,
áreas que normalmente são mais porosas e, por isso, têm dificuldade em
reter a cor.
Além disso, os pigmentos que compõem esse tipo de tintura sofrem a
ação de agentes externos, como a radiação solar e os produtos de
lavagem, que acabam desbotando o tom original da coloração.
Mecanismo de Ação – As tinturas permanentes são formuladas com
moléculas pequenas, que podem penetrar nos fios e não são coloridas
previamente. Uma vez dentro da estrutura capilar, elas sofrem uma
reação de oxidação, aumentando de tamanho e adquirindo uma nova cor.
A oxidação é uma reação que ocorre entre as substâncias que compõem a
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tintura e o oxigênio presente no peróxido de hidrogênio. Com a
transformação química, as moléculas atingem um determinado tamanho
que as impede de passar de volta pela barreira das cutículas durante as
lavagens.
As tinturas permanentes precisam de um agente precisam de um agente
oxidante, uma substância que desencadeie a reação química de oxidação,
fazendo com que todos os componentes da tinta produzam uma nova cor
dentro dos fios. O agente mais usado é peróxido de hidrogênio ou água
oxigenada.
Além do peróxido de hidrogênio, este tipo de tintura também tem em sua
composição hidróxido de amônio, que tem a finalidade de facilitar o
intumescimento do cabelo, abrindo as escamas da cutícula.
Sozinho, o peróxido de hidrogênio leva muito tempo para clarear o
cabelo, mas, em conjunto com o hidróxido de amônio, esse processo é
acelerado, revelando a nova cor. Isso quer dizer que a coloração
permanente clareia e tinge o cabelo ao mesmo tempo.
14.3.3 Coloração SemiPermanente
Este tipo de coloração é utilizado para realçar a tonalidade natural, dar
uma cor-relfexo diferenciada e suavizar os primeiros fios de cabelos
brancos. Resistindo por 4 a 6 lavagens com shampoo, a tintura
semipermante não clareia a cor dos cabelos, e sim acentua os tons.
Mecanismo de Ação – As moléculas da tintura semipermanente são
pequenas e penetram facilmente entre as cutículas. O corante contido
neste tipo de coloração adere à superfície do fio e à sua estrutura interna,
produzindo a nova cor. Entretanto, tal aderência não é muito forte e o
corante acaba sendo removido após lavagens sucessivas.
Para revelar a cor, as tinturas semipermanentes geralmente precisam de
uma emulsão, que varia um pouco de composição química de acordo com
as marcas existentes no mercado, mas normalmente apresentam
baixíssimos teores de peróxido de hidrogênio e hidróxido de amônia. Vale
ressaltar que apesar de serem consideradas semipermanentes, essas
tinturas possuem corantes que permanecem no interior do cabelo,
interferindo em futuros processos de clareamento.
14.3.4 Coloração Temporária
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Utilizados para promover uma pequena alteração na cor natural, produtos
deste tipo melhoram ou corrigem uma tonalidade de coloração existente,
adicionam uma tintura suave ou recobrem a cor natural. A coloração
temporária não possui propriedades para clarear os cabelos e saem na
primeira lavagem.
Mecanismo de Ação – Formuladas com moléculas muito grandes, que não
podem penetrar nos fios de cabelo, as tinturas temporárias ficam na
superfície do cabelo, recobrindo a cutícula e, por isso, são removidas com
uma lavagem.
14.3.5 Coloração Vegetal
São tinturas provenientes de plantas como a camomila e a hena, que
contêm pigmentos naturais com a capacidade de colorir os cabelos.
Mecanismo de Ação – Os corantes naturais possuem moléculas grandes
que se depositam na superfície dos fios e formam uma camada
semelhante ao processo de pintura de uma parede. Há pouco controle
sobre a cor obtida e uma tendência ao acúmulo na cutícula.
As tinturas vegetais são difíceis de serem removidas, mas precisam ser
retiradas antes da realização de qualquer outro processo, pois os corantes
naturais sofrem reações quando em contato com agentes oxidantes ou
redutores, alterando a cor, podendo levar a resultados indesejados. Até
mesmo a reaplicação de uma mesma tintura não dá ao profissional
segurança em relação à tonalidade exata que irá ser obtida.
14.3.6 Coloração Metálica
Estas tinturas são compostas por sais de metais (como sal de chumbo) que
reagem com os fios de cabelo, produzindo compostos coloridos,
normalmente escuros, e insolúveis. À medida que o produto é utilizado,
uma maior quantidade compostos escuros vai se acumulando, e como são
insolúveis não são retirados durante as lavagens. Com o crescente
depósito de uma camada colorida, este tipo de tintura promove a
chamada coloração gradual.
Mecanismo de Ação – As tintas com sais metálicos reagem com o cabelo,
escurecendo-o lentamente. Uma vez aplicadas, estas colorações se fixam
ao fio de cabelo e não podem ser retiradas. A única forma de se livrar
delas é cortando o cabelo.
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O corante presente nessas tinturas pode reagir com produtos utilizados
em futuros processos que utilizem peróxido de hidrogênio, como
colorações, descolorações, ondulações, alisamentos e relaxamentos.
14.4 Descoloração
O objetivo da descoloração é clarear ou retirar completamente a cor do
cabelo. Uma das principais metas deste processo é preparar os fios para
que recebam uma coloração mais clara do que a cor natural da cabeleira.
O procedimento pode ser feito em todo o cabelo (descoloração total) ou
apenas em algumas partes e mechas (descoloração parcial).
Mecanismo de Ação – Os cabelos escuros naturais possuem grânulos
pigmentados que variam de marrom-claro ao preto e uma pigmentação
difusa que varia do amarelo-claro ao marrom-avermelhado. Os grânulos
são aglomerados de pigmentos na estrutura do fio de cabelo, enquanto a
pigmentação difusa se caracteriza por pigmentos espalhados pelo córtex.
Se observarmos o processo de descoloração de um fio de cabelo, através
de um microscópio, verificamos que:
1 – O número de grânulos diminui regularmente;
2 – A pigmentação difusa torna-se mais aparente;
3 – Os grânulos desaparecem gradualmente e a pigmentação difusa
começa a clarear;
4 – A pígmentação difusa desaparece.
No caso da descoloração parcial ocorre quando são feitos efeitos de
contraste, que podem ser obtidos tanto em cabelos naturais quanto em
tingidos.
Tais efeitos são conhecidos como luzes, reflexos e balayage, e consistem
na descoloração de algumas mechas, em uma área ou distruibuídas por
todo o cabelo. Em todas as técnicas, os produtos mais utilizados são o
peróxido de hidrogênio (água oxigenada) ou pó descolorante.
LUZES – Poucos fios de cabelo descoloridos espalhados por toda a cabeça.
Todas as tonalidades são possíveis, sendo que o ideal para cabelos escuros
é utilizar luzes loiras, douradas ou avermelhadas, e para cabelos claros os
tons marrons, acobreados e também os avermelhados.
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REFLEXOS – São mechas finas descoloridas e distribuídas por todo o
cabelo. É mais indicado para cabelos claros, que ficarão mais marcantes
com o contraste obtido com as mechas mais claras, principalmente em
tons de dourado.
BALAYAGE – Mechas mais grossas do que as luzes, que espalhadas em
apenas algumas regiões da cabeça criam um efeito manchado, dando um
belo constrante.
14.5 Efeito Sobre o Fio de Cabelo
A coloração e a descoloração agem nas ligações de hidrogênio, salinas e
cistinas, modificando e diminuindo a resistência do fio de cabelo, pois
todos os produtos utilizados nesse processos são alcalinos e oxidantes.
Além de se tornar mais seco, mais áspero e se embaraçar com mais
facilidade, o cabelo retém mais água, demorando mais para secar, fica
menos resistente e mais poroso, o que deixa mais suscetível à reações
químicas durante outros procedimentos.
15. COSMETOLOGIA
15.1 Conceito
Cosmetologia é a área da ciência farmacêutica que pesquisa, desenvolve,
elabora, produz, comercializa e aplia produtos cosméticos. Estuda os
recursos de tratamento e embelezamento natural baseado no uso de
produtos, substâncias e embalagens, denominados genericamente de
cosméticos de aplicação externa e superficial.
15.2 Os Cosméticos
Os produtos cosméticos são utilizados para o tratamento da pele, cabelo e
unhas e também tratamento dos pés, mãos, aplicação de unhas artificiais,
penteados, lavagem de cabelo, aplicações cosméticas, remoção de pêlos,
relaxamento capilar ou alisamentos, assim como permanentes, apliques e
perucas e design de sobrancelhas. O licenciado em cosmetologia
denomina-se cosmetologista.
15.3 Funções
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A cosmetologia tem três funções principais:
Função Decorativa
Também denominada estética, visa promover um aperfeiçoamento na
aparência do local onde o produto é aplicado.
Função Conservadora
É aquela relacionada com a proteção da pele e seus anexos diante dos
efeitos de radiação, umidade, calor, frio intenso e outros de caráter físico.
Função Corretiva
É aquela relacionada com o produto cosmético com finalidade de corrigir
pequenas imperfeições da estrutura orgânica da pele e seus anexos. Além
disso, também pode ser usada para o equilíbrio de pequenas alterações
funcionais ou fisiológicas.
15.4 Matérias Primas, Formas Cosméticas e Classificação
15.4.1 Matérias Primas utilizadas na Produção de Cosméticos
a) Água
Características:
- Existe na maioria das formulações farmacêuticas;
- Encontra-se em emulsões, shampoos, leite etc;
- Não possui esterilidade em cosméticos;
- Uso de BPF (Boas Práticas de Fabricação);
- Geralmente utiliza-se água destilada;
- No caso de contaminação, podem ocorrer desprendimento de gás e
alterações de aroma e cor;
- Possibilidade de impurezas do ponto de vista físico: sólidos e metais.
Função:
- É um solvente para alguns tipos de susbtâncias;
- Enxaguamento de pele e cabelos;
- Utilizada como veículo para outras substâncias penetrarem na pele e
cabelos;
- Torna-se hidratante quando associada a outras substâncias;
- Provoca sensação refrescante
b) Alcoóis
Características:
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- Miscibilidade, ou seja, mistura-se com a água;
- Ação Solvente;
Função:
- Remoção de sujeiras;
- Antisséptico;
- Conservante;
- Evaporador
b1) Polióis
É um composto químico utilizado na indústria farmacêutica e
cosmotológica para a formação de algumas susbtâncias possui alguns
tipos:
- Sorbitol – geralmente de uso oral com aroma doce;
- Propilenoglicol – geralmente para uso capilar;
- Glicerina – em cremes e emulsões, podendo em alguns casos apresentar
reação alérgica;
- Higroscópicos – para a pele;
- Edulcorantes – usado em preparações ou formulações.
Todos os alcoóis são higroscópicos, ou sejam, possuem a capacidade de
absorver e reter a água.
c) Compostos Lipídicos e Derivados
Características:
- Solubidade – são biomoléculas orgâncias;
- Gorduras vegetais – triglicerídeos, são estéreis de ácidos graxos (ácido
oléico, linoléico e linolênico) e glicerol;
- possuem oxidação;
- São emolientes – promovem o amaciamento da pele, hidratação e
oclusão (diminui temporariamente a perda da água).
Função:
- Utilizado na preparação de shampoos e condicionadores
d) Hidrocarbonetos Animais
Características:
d1) Silicones
- Possui polímeros (siloxano + silício) que são compostos químicos;
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- São hidrófobos (possui água na composição);
- São inertes (não reage diante de outros materiais);
- Possui brilho;
- Formam uma espécie de filme protetor;
- Não provocam reação em contato com a pele;
- Promovem o amaciamento dos cabelos (condicionamento);
- Oleosos (fluídos) – filmógenos e reduzem a “pegajosidade”;
- São voláteis , ou seja, evaporam;
- Possuem propriedade emoliente;
- Possui afinidade com a queratina, não danificando o cabelo
Função:
- Utilizado na preparação de produtos para cabelos e pêlos (máscaras
capilares e de pele).
e) Polímeros Carboxivinílicos
Características:
e1) Carbopol:
- Possui polímeros (ácido acrílico) utilizando um pH mais alto para
alcalinizar;
- Possui dispersibilidade em solventes;
- Propriedade espessante e alcalínica;
- Seu uso em formulações é de 0,5%
- Forma uma película e provoca sensação de refrescância.
Função:
- Utilizado na preparação de produtos shampoos e gel, e em produtos
para pele que não aceitam emulsões.
15.4.2 Formas Cosméticas
Esses produtos possuem nomeclatura diferenciada em função de suas
propriedades e sua destinação:
Produto Cosmético:
Formulação para uso externo destinados à higiene, proteção e
embelezamento da aparência humana. Aplicados sobre pele sadia e seus
anexos (unhas e pêlos), não interferindo nas funções orgânicas vitais,
irritando ou sensibilizando, e nem provocando fenômenos secundários
indesejáveis devido à absorção sistêmica.
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Produto Cosmecêutico:
Formulação de cosmético especial, de base científica, com fórmula e
ingredientes ativos declarados, de finalidade preventiva e com utilização
para dissimular imperfeições cutâneas leves (unhas, cabelos, pele). É uma
interface entre o medicamento e o cosmético.
15.4.3 Classificação dos Produtos Cosméticos
Esses produtos possuem nomeclatura diferenciada em função de suas
propriedades e sua destinação:
a) Emulsão
Características:
- Fases: dispersada e dispersante;
- Aspecto, cor, consistência;
- Propriedade Tensoativo: anfifílico, interface das fases;
- Forma mais utilzada em cosméticos, pois a pele tem necessidade de
componentes aquosos e oleosos;
- Possui versatilidade.
- Emulsão A/O – oferece untuosidade, proteção, mais oleosidade e é
indicada para pele seca;
- Emulsão O/A – proteção, menos oleosidade, sensação de hidratação e
essa versão é a mais utilizada.
Tensoativos:
Aniônicos – sais de ácido graxo, estearato de metais alcalinos e amônio.
Propriedade que retira a gordura (proteção natural da pele) com grau de
agressividade para a pele.
Não-Iônicos – tem por objetivo promover a hidratação de pele e cabelos,
com eficácia, maior versatilidade de produtos, são menos agressivos e
com maior utilização na formulação de produtos.
Tipos de Emulsão:
Leite ou loção cremosa
- Grande quantidade de água (de 85% a 90%) na composição;
- Consistência menos viçosa;
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- Para ser aplicada em grandes áreas;
- Forma bastante utilizada
Oil-free
- Óleo em mínima quantidade na composição;
- Emoliente – propriedades não comedogênicos (evita o aparecimento de
espinhas, por exemplo);
- fluidez
- Utiliza-se espessantes (dão volume a fórmula) no lugar de emulsionantes
(com a mesma função, porém feitos a base de gordura).
- Uso restrito em cosmetologia;
- Indicado para limpeza de pele, pois absorve a oleosidade excessiva
- Podem ser:
Hidrogéis – mais água (%), álcool, glicol e geleficante (alcalino).
Oleogéis – vaselina líquida, óleos e geleficante. Indicado para rosto,
corpo e cabelos.
Serum – composição parecida com os demais, usado na fabricação
de shampoos, sabonetes líquidos, sabonetes para banhos, gel de espuma
etc.
15.5 Princípios Ativos e Fórmulas dos Produtos Capilares
15.5.1 Shampoo
Características
- Indicado para limpeza dos cabelos, eliminando gorduras, suor, poeira,
celulas mortas, microorganismos e resíduos cosméticos;
- São tensoativos aniônicos, facilitam a penetração das substâncias do
produto em solução aquosa;
- Poder detergente;
- Fácil eliminação na água;
- Leve grau de irritabilidade (em função dos tensoativos);
- Brilho;
- Ser veículo para deposição de substâncias no fio;
- Compatível com demais substâncias encontradas em outros produtos;
- O penteado tanto úmido quanto seco deve ser facilitado.
Princípios Ativos
Aniônicos:
A) Alquilsulfatos:
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- álcool graxo da fração detergente  C12-18
- comparação entre cátions
- facilidade de espessamento e maior volume de espuma  diminui para
sódio, NH4, MEA, TEA
- solubilidade em água, compatibilidade com mucosas e estabilidade à
hidrólise em pH ácido  aumenta para sódio, NH4, MEA e TEA
B) Alquiléter sulfatos:
- óxido de etileno  agressividade e viscosidade
- lauril éter sulfato de sódio (um dos mais usados), NH4, MEA e TEA
- espuma, limpeza  não limpam tanto nem formam tanta espuma
quanto os alquilsulfatos.
- uso de associação
C) Alquil sulfosuccinato e alquiléter sulfosuccinato:
- alquiléter sulfosuccinato  solubilidade, espuma intensa e estável,
compatibilidade com pele
- comparação com A) e B): menor solubilidade em água, menor dispersão
de gorduras, menor espessamento, maior custo, são incompatíveis com
catiônicos A), B) e C)
D) Alquil sarcosinatos:
- maior capacidade de limpeza
- maior suavidade
- maior custo
- compatíveis com catiônicos
- mais espuma  auxilia outros detergentes
E) Condensados de ácidos graxos e proteínas:
- menores propriedades tensoativas
- maior suavidade
- compatibilidade com mucosas da pele e olhos
- associação com tensoativos
- limpeza de pele (sabonete líquido)
F) Condensados de ácidos graxos e proteínas:
- propriedades tensoativas
- estabilização da espuma
- suavidade
- compatibilidade com mucosas da pele e olhos
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- associação com tensoativos
- limpeza de pele
G) Acil glutamatos:
- origem natural
- suavidade
- hipoalergenicidade
- biodegradabilidade
- limpeza em água dura
Catiônicos:
- grupo hidrofólico  eletrovalente
- grupo hidrocarboneto  grupo positivo  ionização
- estrutura: [CnHnNH3]+ [CH3COO]
A) Sais de amônio quartenário:
- cadeia graxa do composto nitrogenado + radical alquila  reação de
quarternização
- condicionador e antisséptico
- mais irritante  concentração máxima de 2%
- utilização = para condicionador porque tem carga positiva que neutraliza
a carga negativa que deixa o cabelo mais áspero
- não biodegradável, mas funciona muito bem e é muito usado
Radical:
- metila  menor oleosidade
- etila  aumenta efeito bactericida
- benzila  maior oleosidade e efeito bactericida
Cadeia graxa:
- láurica-mirística  efeito bactericida
- cetílica  emoliência e condicionamento
- estearílica  amaciamento e lubrificação
- utilização na área cosmética
- umectação, espuma e emulsionamento
- atração por cargas negativas  cabelo  usos
- irritação para pele e mucosas  2%
- degradabilidade
B) Ésteres catiônicos (ésterquats):
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- substituição ao A)
- menor irritabilidade para pele e mucosas
- menor efeito condicionador
- biodegradáveis
C) Polímeros catiônicos ou poliquaternários:
- grande deslizamento na pele  uso em sabonete facial  menor
irritabilidade
- compatibilidade com tensoativos aniônicos  performance 
penteabilidade
- volume dos cabelos
- efeito antiestático
- brilho
- maciez
- fixação
- irritabilidade a pele e dano nos cabelos
- umectância
D) Aminas oxidas:
- compatibilidade com aniônicos
- aumento viscosidade
- condicionamento
- efeito antiestático
Anfóteros:
- se comportam como cátions em pH ácido e como ânions em pH básico
- proporciona maior viscosidade
- hidrocarboneto  carga  pH
- ponto isoelétrico
- ex: N-cocobetamina do ácido butírico
- compatibilidade com pele e mucosas
- diminuição da irritabilidade
- viscosidade
- espuma
- alto custo  associação
- performance  acúmulo no cabelo
- tipos: betaínas e imidazolinas graxas anfoterizadas
- ex: cocoamidopropil betaína e cocoanfo-carboxiglicinato
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- outros anfóteros: amino propionatos, diidroxietilalquil glicinato,
sulfonatos de aimidazolinas graxas e sultaínas
Não-iônicos:
- grupo hidrofílico se dissolve sem ionização
- CnHn COOCH2CHOHCH2OH
- classificação
A) Alquil poliglicosídeo:
- origem: milho e coco
- cadeia graxa confere a propriedade de diminuir agressividade do
aniônico
- ex: lauril poliglicose, decil poliglicose
B) Ésteres de sorbitano etoxilados:
- suave
- pouca espuma
- antiirritante  associação de tensoativos
- diminui viscosidade do xampu
C) Álcoois graxos etoxilados:
- emulsionantes e auxiliares no espessamento de xampus e sabonetes
líquidos
- óxido de etileno  maior solubilidade em água, detergência e espuma
- diminui irritação dos aniônicos
D) Glicerídeos etoxilados:
- etoxilação  sobrengordurante, solubilizante de essência e redutor de
irritação dos aniônicos
- ex: PEG-7 gliceril cocoato, PEG-20 glicerídeos de amêndoas
Adjuvantes - Espessantes:
- aumentam viscosidade do produto  2 a 5%
- consumidor acha que é melhor se mais espesso
A) Alcanolamidas de ácidos graxos:
- função sobrengordurante, lubrificante, estabilizam a espuma e
aumentam o volume dos cabelos
- ex: monoetanolamina lauropalmítica e oléica
- todo xampu tem essa substância
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B) Ésteres poliglicólicos:
- suavidade e dispensam sobreengordurantes
- ex: MEG, dilaurato e diestearato de glicerila
C) Espessantes mucilaginosos:
- ex: alginato de sódio, carbômeros e derivados de celulose (MC e HMC)
D) Eletrólitos:
- concentração : 1 a 4%  valor crítico
- ex: NaCl, NH4Cl e (NH4)2SO4
- uso: muitas vezes em associação com mucilaginosos
- o sal não pode ter iodo que é oxidante
- o sal estabiliza a estrutura do tensoativa
- problema: curva da viscosidade
Outras Características
Estabilizantes da espuma e sobreengordurantes:
- ex: mono/ dietanolamida de ácidos graxos de coco
- sobreengordurantes porque se retira a gordura dos fios
Formadores de filme:
- silicones e polímeros
Opacificantes e perolizantes:
- ex: monoestearato e palmitato de propilenoglicol e glicerila
(perolizantes); álcool cetílico e estearílico; ZnO e TiO2, silicatos de
alumínio e mercúrio, sais de cálcio, magnésio e zinco do ácido esteárico
- efeito perolado por reflexão da luz
- usa mais para cabelo seco que para oleosos, uso mais fino
- opacificantes para quando há suspensão; para disfarçar as duas fases
Agentes sequestrantes ou quelantes:
- máximo 1%
- ex: ácido cítrico, tartárico e EDTA
Corretor de pH:
- cabelo gosta de pH ácido
- pH tolerável pelo cabelo: 5 a 7 (infantil deve ser 7)
- pH ácido  necessidade para cabelos danificados
Conservantes:
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- derivados dos parabenos
- o-fenilfenol, formaldeído (problema  0,3% como conservante, é
inofensivo)
- 5-bromo-5-5nitrodioscano
- benzoato de sódio
Aromatizantes e corantes:
- finalidade  aceitação pelo consumidor, mascarar odor do tensoativo
- aromatizantes  viscosidade e compatibilidade (fazer testes)
Formas Cosméticas do Shampoo
Shampoo em pó:
- constituição: detergente em pó (LSNa, Lstrieta), alquilolamidas de ácidos
graxos saturados, EDTA, conservantes, aromatizantes diluídos com
excipientes inertes (pirofosfato, sulfato, cloreto ou bicarbonato de sódio)
- diluído em água  vantagem/ desvantagem
- uso tal qual  para pacientes acamados, uso veterinário, quando não
tem tempo de lavar
- vantagem  excipientes: talco, amido
- acondicionamento
Shampoo líquido:
- muito popular, variedade de formulações
- aplicação, fluidez e viscosidade
- limpeza, espuma e remoção
- constituição
- acondicionamento e uso  frascos de plástico com orifício
Shampoo cremoso ou gel:
- xampu líquido com menor quantidade de água
- gel  transparência ou não
- creme  perolado ou opaco
- constituição: tensoativos, espessantes (estearato de sódio,
propilenoglicol ou PEG-cremes; gomas naturais, derivados da celulose,
acrilatos-gel), suavizantes, perolizantes, umectantes e água
Shampoo aerosol:
- formulações líquidas, cremosas ou pó + propelente
- acondicionamento  aplicação
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- compatibilidade com metal e válvula
15.5.2 Condicionador
Características
- Propiciam: elasticidade, suavidade, corpo, brilho, maciez, movimento aos
cabelos
- Ação contra cargas negativas para melhorar a penteabilidade
Princípios Ativos
Tensoativos Catiônicos
- histórico (1945)  cloreto de cetiltrimetil amônio
- mecanismo  cargas positivas neutralizam queratina (carga negativa) na
cutícula
- incompatibilidade com os aniônicos
- toxicidade para pele  promotor de permeação
- exs: cloreto de cetiletildimetil amônio, benzalcônio, fosfato de amônio
quartenário etoxilado, lactato de estearil amido propildimetilamina
Formadores de filme:
- exs: polímeros PVP, derivados catiônicos da celulose (Polymer JR),
silicones catiônicos e polímeros vinilpirrolidonadimetilamino
Substâncias catiônicas:
- grande afinidade pela queratina (vantagens)
- quanto mais danificado, mais o cabelo aceita o agente condicionador
- tipos de cabelos mais adequados
Proteínas, peptídeos e aminoácidos:
- exs: proteínas hidrolisadas  colágeno, cauda de peixes, queratina
(chifres, casco e pêlo), seda e caseína do leite
- incorporação às fibras  estrutura danificada
- protegem, enriquecem e reparam as fibras
Substâncias lipófilas:
- dão lubrificação
- diminuem atrito, diminuem a formação de cargas negativas
- superfície do cabelo  fricção  penteabilidade
- exs: derivados do silicone, lanolina hidroxilada e acetilada, ceras, álcoois
etoxilados, ácidos graxos e ésteres e óleos
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Formas cosméticas:
Emulsão:
- com ou sem enxágüe
- tipo de forma cosmética  viscosidade
- aplicação e enxágüe (sim e não)
Banho de creme:
- forma cosmética: emulsão mais consistente (maior quantidade de fase
oleosa)
- maior proporção do agente condicionador (sal de amônio quartenário)
- tempo de permanência = 15 minutos
- ação do calor
- vantagem para cabelos secos danificados e antes do tingimento
Mousse:
- condicionamento mais suave
- forma cosmética: aerossol (emulsão)
- aplicação
- sem enxágüe
Loção líquida:
- solução oleosa e aquosa
- forma cosmética: em frascos pequenos
- aditivos: proteínas hidrolisadas e silicones
- pontas e volume dos cabelos
- sem enxágüe
Suspensões:
- hidrocolóides- transparência- oleosidade
15.6 Conservantes
Os conservantes são usados em muitos cosméticos para aumentar a vida
útil dos produtos, impedindo o desenvolvimento de bactérias, fungos,
leveduras e mofos que podem causar doenças ou, simplesmente,
prejudicar o bom aspecto do produto final. Um produto livre de
microorganismos que possam causar danos à saúde humana,constitui
uma exigência crescente, principalmente por parte dos consumidores e
também dos órgãos responsáveis pela vigilância sanitária do país.
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As conseqüências de um creme ou shampoo contaminado recaem sobre
o consumidor, que pode sofrer um dano à saúde devido à população de
microorganismos em sua pele ou cabelos ficar acima do normal, podendo
se tornar patogênico; contudo o crescimento de microorganismos pode
ainda provocar mudanças de cor, odor e consistência, resultando no
abandono do produto pelo consumidor, reclamações de produto junto à
empresa e nas conseqüentes perdas financeiras e de imagem da marca ou
da empresa como um todo.
Embora hajam controvérsias quanto ao seu uso, vários conservantes são
aprovados e aplicados em uma infinidade de produtos cosméticos.
Na cosmetologia, os cosméticos indicados para tratamento capilar
possuem em suas composições, substâncias e nutrientes que visam o
fortalecimento do fio capilar tais como:
●
Vitamina A – aumenta o brilho do cabelo e fortalece. É encontrada
em vegetais verdes-escuro e legumes vermelhos, como, tomate e
rabanete.
●
Vitamina B12 – promove força à fibra capilar. Em geral as
dermatites são originadas pela deficiência desta vitamina.
●
Vitamina B Complexo – também auxilia no fortalecimento do fio,
evitando a descamação da fibra.
●
Vitamina C – auxilia na irrigação e circulação do couro cabeludo.
●
Vitamina E – promove brilho e maciez ao fio.
●
Ceramidas – é um lípidio que assegura a adesão das cutículas,
promovendo melhoria da estrutura capilar.
●
Algas Marinhas – ricas em proteínas, estimula a circulação e
controla a oleosidade do couro cabeludo.
●
Selênio – suas proteínas fortalece a raiz capilar e contribui
positivamente para funcionamento imunológico. É encontrado em
carnes, frutos do mar, nozes e castanhas.
●
Colágeno – é uma proteína que aumenta a resistência do fio, dando
firmeza ao couro cabeludo.
●
Pantenol ou Vitamina B5 – é um nutriente que estimula o
crescimento do fio.
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●
Queratina – é uma proteína que proteje o fio capilar contra as
agressões ambientais, como, sol, vento, cloro da água. Promove a
reconstrução da fibra capilar que se apresenta quebradição e
ressecada.
●
Óleo de Macadâmia – tem a propriedade de selar as escamas do fio
capilar, devido a facilidade que tem de penetração.
16. COLORIMETRIA AVANÇADA
16.1 Conceito
Colorimetria é a ciência que estuda a medida das cores, e que desenvolve
métodos para a quantificação da cor, ou seja para o desenvolvimento de
valores numéricos da cor.
16.2 Aspectos Importantes
Brincar com as cores é mesmo uma tarefa para especialistas, mas antes de
usar sua criatividade na elaboração de diferentes visuais, o profissional de
salão deve aprender não só os segredos da harmonia das cores, como
tudo sobre os efeitos da luz no processo da tintura dos fios.
Uma coloração é sempre resultante da mistura de, no mínimo, duas
nuances: a original dos cabelos e uma nova tonalidade que será aplicada
nos fios. Portanto para transformar os cabelos com segurança, é
necessário entender os princípios da colorimetria. Nesse estudo,
observaremos os efeitos e as leis que regem a harmonia das cores e seus
reflexos. Essas informações permitirão ao profisisonal, o domínio das
misturas de cores com precisão trabalhando com as mais variadas
nuances, sem o risco de cometer estragos nas cabelos.
O primeiro passo é ter em mente que a cor natural do cabelo funciona
como um ponto de partida para a obtenção de um novo tom desejado. É
através dela que o colorista irá identificar que nuances deverão combinar
ao longo do trabalho e quais as técnicas de aplicação serão mais indicadas,
já que uma tonalidade sempre influencia a outra.
16.2.1 Luminosidade Total
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O julgamento da cor depende da definição que podemos dar à luz e aos
efeitos de sua radiação. Afinal, tanto a luz natural quanto a luz artificial
interferem diretamente nas cores dos cabelos.
Quando os fios se mantêm sadios após a aplicação do tratamento
químico, com as escamas fechadas, sua camada externa funciona como
um espelho, refletindo a luz. Mas, se estiverem danificados e com as
escamas abertas e eriçadas, ao invés de refletir, a luz irá destacar as
irregularidades da cor. Resultado: fios opacos e sem vida.
Os especialistas em colorimetria são unânimes em afirmar que a noção de
cor é subjetiva. Parece complicado de se entender, mas, na realidade, a
cor em si não existe. Ela é apenas uma impressão da luz (conjunto de
radiações eletromagnéticas imitadas pelo sol), que chega a nossa retina
ocular. Portanto, não podem ser analisadas separadamente dos seres
vivos. Traduzindo: são nossos olhos que recebem a luz e julgam a cor.
Aliás, esta também é variável, de acordo com a possibilidade de cada um.
Duas pessoas podem até receber o mesmo feixe luminoso, mas isso não
quer dizer que estão lhe atribuindo o mesmo valor. Há, ainda, o caso
daquelas que não são sensíveis a algumas cores, como as daltônicas.
Como duas pessoas nem sempre percebem a cor do mesmo jeito, os
cientistas criaram uma escala padrão para determinar as alturas dos tons,
que determinam a intensidade da cor natural (ou artificial) dos fios de
cabelo. Estes índices, expressados por números de 1 a 10, partem do mais
escuro (preto) até o mais claro (louro claríssimo).
Guardar na memória a classificação ótica e o valor exato de cada uma
dessas cores é muito importante, mas só na prática do trabalho realizado
no dia-a-dia que é possível adquirir essa segurança, base de todo o bom
processo de coloração.
As radiações eletromagnéticas emitidas pela luz situam-se dentro de um
tipo de espectro, semelhante a um arco-íris em forma de leque, onde
podemos encontrar diversas nuances: cada uma em seu lugar e com seu
próprio comprimento de onda.
Hoje, aparelhos de alta precisão, como o Espectro Photo Metro, por
exemplo, já permitem identificar cerca de 200 cores no espectro solar.
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16.2.2 Grupos de Cores
São 4 os grupos que dividem as cores conforme sua funcionalidade:
1- Primárias: chamada de fundamentais ou dominantes, são as cores que
não se decompõem e que, segundo as leis da colorimetria, permitem
definir as secundárias. São elas: Azul, Vermelho e Amarelo.
2- Secundárias ou Complementares: originam-se da mistura de duas
primárias. São elas: Verde (Amarelo com Azul), Roxo (Azul com Vermelho)
e Laranja (Amarelo com Vermelho).
3- Cores Quentes: são as cores que os olhos percebem os reflexos
alaranjados, dourados, acobreados, vermelhos ou acajus. Elas transmitem
sensações de calor, lembrando o fogo e o sol.
4- Cores Frias: são as cores acinzentadas, irisadas e esverdeadas, que
passam sensações psíquicas de frescor (como a água), e de frio (como o
gelo).
16.2.3 As Leis da Colorimetria
1- Todo o complemento de uma cor fundamental é igual à mistura de duas
outras. Assim sendo:
●
Verde complementar do Vermelho = Azul + Amarelo.
●
Roxo complementar do Amarelo = Verde + Azul.
●
Laranja complementar do Azul = Vermelho + Amarelo.
2 - As cores complementares e as fundamentais correspondentes opõemse e se neutralizam entre si. Assim sendo:
●
Verde opõe-se ao vermelho e o neutraliza.
●
Roxo opõe-se ao amarelo e o neutraliza.
●
Laranja opõe-se ao azul e o neutraliza.
16.2.4 Por Dentro da Cor
De um modo geral, uma coloração é composta por um suporte (creme ou
emulsão), agentes cosméticos, agente de textura (que dão a consistência e
proporcionam conforto na utilização do produto), estabilizantes antioxidante (para combater o processo de oxidação da cor), um agente
alcalino (amônia, na maioria da vezes), além dos chamados precursores de
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corantes moleculares incolores, que se transformam em corantes no
interior do fio de cabelo, quando o produto é misturado ao oxidante e se
mistura com os pigmentos naturais, resultando na nova cor.
Ou seja, é a oxidação dos precursores que permite a revelação dos
corantes e, exatamente por isso, essas substâncias são denominadas
corantes de oxidação.
16.2.5 Poder de Cobertura
É o grau de coloração dos cabelos brancos após a aplicação da tinta. Os
pigmentos naturais são aqueles que compõem a cor natural dos cabelos.
Já os pigmentos de reflexos são os artificiais que se revelam nos fios
através do processo de oxidação dos precursores contidos nas fórmulas de
coloração.
16.2.6 As Nuances de Reflexo
Possuem um poder menor de cobertura dos fios brancos, porque têm
menos fundo. Em caso de grande quantidade de brancos, aconselha-se
misturar uma cor fundamental ou de base com a nuance de reflexo.
As nuances de reflexo são:
●
Dourado = Amarelo
●
Dourado Quente = Amarelo + Ponta de Vermelho
●
Acaju = Vermelho + Amarelo
●
Cobre = Vermelho + Amarelo
●
Violine = Vermelho + Azul
●
Acinzentado = Azul
●
Cinza nacarado = Azul + Ponta de Vermelho
●
Cinza = Azul
●
Cinza Prateado = Azul + Ponta de Vermelho
16.2.7 Conclusões
Azul, vermelho e amarelo são cores fundamentais. Misturando-as,
conseguimos obter as cores complementares verde, roxo e laranja.
É com todas elas que se faz a gama de reflexos das técnicas de coloração.
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O castanho, em si, não existe. Ele resulta da mistura de três cores
fundamentais:
Azul + Amarelo = Verde
Verde + Vermelho = Marrom
Quando o castanho não respeita o tempo de pausa suficiente durante a
aplicação da tintura (evitando a revelação completa do colorante), dias
depois, deixa reflexos esverdeados nos fios. Mais algumas lavagens e os
cabelos podem ainda ganhar reflexos avermelhados.
Tinturas pretas ou castanhas também podem deixar a raiz dos fios
avermelhada algumas semanas após a aplicação. Isso também pode
acontecer quando o tempo de pausa não é respeitado pelo cabeleireiro, e
não só pela ação do mar e do sol.
Após a descoloração, reflexos amarelados são neutralizados por
colorantes violetas. Já os fundos alaranjados são neutralizados pelo cinza
azulado.
Os Tons cinzas, combinados com dourados, resultam em cores
esverdeadas.
Uma coloração, sozinha, não é capaz de clarear outras mais escuras. Por
isso, o bom colorista também deve dominar técnicas de pré-pigmentação
para abrir as cutículas dos fios, como a mordassagem e a decapagem.
Na hora de aplicar a coloração, o cabelo deve ser dividido a partir da parte
posterior da cabeça (nuca), exceto quando há muitos cabelos brancos. Aí,
a aplicação deve começar pelas áreas grisalhas.
16.3 Divisão de Cores
Espectro das Cores
Para aferição da cor, esta será divida em 3 características específicas: o
tom; a saturação e a intensidade.
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Tom – é fisicamente o intervalo de longitude de onda entre o qual se pode
escrever uma determinada cor. Na prática, é a característica que faz com
que possa se reconhecer uma cor como sendo vermelha, uma outra como
sendo azul, e assim por diante.
Saturação - é o seu grau de pureza da cor. Uma cor é tanto mais saturada
quanto menor for o seu conteúdo de branco ou cinza. As cores da
natureza são sempre mais ou menos saturadas. As cores mais saturadas
são aquelas que não são originárias de pigmentos, mas sim de fenômenos
interferenciais. No procedimento fotográfico, especialmente no indireto
(negativo-positivo ou positivo-positivo),a saturação do corante tem uma
função determinante na qualidade do resultado final.
Intensidade - ou luminosidade de uma cor é a característica que faz com
que ela apareça mais clara do que uma outra, independente da sua
saturação.
16.4 Colorimetria e Espectrofotometria
16.4.1 Conceito
A Colorimetria e a Espectrofotometria podem ser conceituadas
como um procedimento analítico através do qual se determina a
concentração de espécies químicas mediante a absorção de energia
radiante (luz).
A luz pode ser entendida como uma forma de energia, de natureza
ondulatória, caracterizada pelos diversos comprimentos de onda (,
expressos em m ou nm) e que apresenta a propriedade de interagir com
a matéria, sendo que parte de sua energia é absorvida por elétrons da
eletrosfera dos átomos constituintes das moléculas.
Uma solução quando iluminada por luz branca, apresenta uma côr
que é resultante da absorção relativa dos vários comprimentos de onda
que a compõem. Esta absorção, em cada comprimento de onda, depende
da natureza da substância, de sua concentração e da espessura da mesma
que é atravessada pela luz.
16.4.2 Estrela de Oswald
É a estrela universal das cores e serve como parâmetro ao colorista no
momento da coloração e da neutralização de tons indesejáveis.
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As cores opostas entre si neutralizam-se uma à outra. Por exemplo, se
determinada pessoa possuem reflexos amarelos ou dourados nos fios e o
objetivo é neutralizá-los (retirando a intensidade do reflexo) poderemos
utilizar uma coloração com pigmento violeta, pois na estrela, o violeta está
em oposição ao amarelo.
O conhecimento desta estrela é muito importante para o momento de
neutralização de tons. Algumas colorações costumam acrescentá-la junto
ao seu catálogo de cores para facilitar no momento da escolha das
colorações.
Muitas vezes, num processo de coloração ou descoloração, incluindo
mechas ou luzes, ou até mesmo em uma decapagem dos fios,
necessitamos neutralizar um reflexo indesejado.
O que seria um reflexo indesejado? São nuances ou variações sobre tons
que resultam da combinação de três elementos:
- A cor
- A intensidade de tom da cor
- O reflexo que emite
Sensibilidade é essencial para criar resultados harmoniosos.
Saiba que, para anular um reflexo, a mistura e o tempo de aplicação do
produto são absolutamente indicativos, porque isso vai depender da
intensidade do reflexo a ser anulado e também da porosidade do cabelo.
A neutralização de um reflexo indesejado pode ser feita com tonalizante
ou com a própria coloração permanente. Em ambos os casos, é necessário
um oxidante de baixa volumagem (emulsão reveladora), pois o que
desejamos é neutralizar, anular um reflexo, e não colorir os cabelos.
Voltando a observar a estrela de Oswald, notamos que não estão escrito
os nomes das cores, justamente para que o profissional visualize e grave o
seu desenho. Ela vai ajudar sempre em todo o processo de coloração.
Sabendo discernir entre a cor desejada e a cor a ser aplicada, será possível
conhecer previamente o resultado.
Como podemos perceber na estrela, as cores antagônicas se neutralizam
ou se anulam.
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Vamos a alguns exemplos:
1 - Conforme a estrela, o azul é a cor contrária à laranja; portanto,
neutraliza (anula) a cor laranja e vice-versa;
2 – O amarelo é a cor contrária ou antagônica à violeta que, por sua vez,
neutraliza (anula) a cor amarela e vice-versa. O vermelho, na estrela, tem
a cor verde como contrária e, por isso, ambas cores se neutralizam entre
si.
No centro da estrela, temos a cor marrom, que é a mistura de todas as
cores.
O importante é que se tenha conhecimento do processo de coloração e da
nomenclatura das cores onde encontramos os pigmentos, para que
possamos, num processo de coloração, saber neutralizar as cores.
Estrela de Oswald
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Tabela de Cores
ALTURA DO TOM
1 – Preto
PIGMENTO CONTRIBUINTE
100% azul
3 - Castanho escuro 100% violeta (roxo)
4 - Castanho médio
70% violeta - 30% vermelho
5 - Castanho claro
100% vermelho
6 - Louro escuro
70% vermelho - 30% laranja
7 - Louro médio
100% laranja
8 - Louro claro
70% laranja - 30% amarelo
9 - Louro muito claro 100% amarelo
10 - Louro claríssimo
70% amarelo - 30% branco
Tabela de Fundo de Clareamento
ALTURA DO TOM
COR FUNDO DE CLAREAMENTO
1 – Preto
Vermelho escuro
3 - Castanho escuro
Vermelho escuro
4 - Castanho médio
Vermelho escuro
5 - Castanho claro
Vermelho
6 - Louro escuro
Vermelho laranja
7 - Louro médio
Laranja
8 - Louro claro
Laranja amarelo
9 - Louro muito claro
Amarelo
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10 - Louro claríssimo
Amarelo muito claro
16.5 Tons para Misturas
São cores em cremes concentrados, que segundo as regras, se utilizam em
centímetros lineares ou em pequenas quantidades.
0.55 – Amarelo – ajuda a acentuar a tonalidade existente em outros tons
0.77 – Cobre – acentua a tonalidade acobreada de outros tons.
0.88 – Vermelho – acentua a tonalidae avermelhada existente em outros
tons.
Obs.: as numerações podem variar de acordo o fabricante
16.6 Informações Complementares
O bom profissional tem de aprender a olhar um cabelo e identificar a cor
que está no córtex do fio, pois é ela que de fato interfere no resultado de
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uma coloração. A base interna é vermelha, azul ou cinza. O pigmento mais
comum no cabelo brasileiro é o vermelho. Por isso, aqui é mais difícil
chegar a um louro-claríssimo. Na Europa predominam o cinza e o azul - e
as mulheres fazem reflexo para ganhar luminosidade.
Jamais o profissional deve trabalhar sem medidas. O olho não sabe
identificar a dose exata de água oxigenada. É preciso medição correta do
produto e tempo de pausa seguido à risca. Do contrário, o cabelo pode
manchar. Por exemplo, se utilizarmos uma coloração como a sete, que é
louro-escuro, e retirá-la com apenas 20 minutos após a aplicação, essa
tinta terá penetrado a escama, na cutícula, mas não no córtex do fio. Se o
ciclo completo pede de 35 ou 45 minutos é porque a cor certa depende
disso para apresentar o resultado desejado.
Para perfeito retoque de raiz, não se deve dividir o cabelo em mechas,
porque porque a água oxigenada tem de agir em todo o cabelo ao mesmo
tempo, para evitar que o clareamento fique desigual. O correto é começar
pela nuca, porque nessa região a oxidação é mais lenta, e depois fazer o
restante, por partes, de orelha a orelha.
Massagear o cabelo durante a coloração , pode danificar a fibra porque
quando se coloca oxigênio dentro do fio, a escama incha e a cutícula se
abre, causando pontas duplas. O melhor é não movimentar o cabelo. O
que clareia é o oxigênio do ar, o da água oxigenada e a coloração. De nada
adianta massagear as mechas. A única coisa que ajuda é não deixar o
cabelo colado à cabeça, para que o oxigênio circule.
O acelerador de coloração é bom ser utilizado somente quando se usa
descolorante sem amônia, porque, porque a dobradinha descolorante
convencional mais acelerador promove um desgaste exagerado do fio, da
raiz às pontas. Então não se deve cubrir os fios com touca plástica porque
ela impede que o oxigênio circule, o que pode estragar completamente o
processo.
Observar o estado do fio do cabelo antes de colorir é importante, porque
cabelo nenhum deve receber qualquer tipo de química se não estiver em
boas condições. Antes é preciso fazer um tratamento, como
queratinização, para tampar as fissuras do fio. No mercado já existe um
creme antiporosidade, que é aplicado antes da coloração, protegendo os
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fios e proporcionando luminosidade. Serve tanto para os que estão
danificados quanto para os sadios.
Aplicar alguns conceitos do visagismo, como idade, tipo físico e
personalidade na hora da escolha da cor, pode não ser uma regra, mas o
profissional l e cliente devem trabalhar juntos quando for feita uma
mudança. A coloração bem feita pode até esconder linhas de expressão,
enquanto que uma má escolha deixa o semblante cansado.
"Um bom colorista tem de identificar a cor exata que está no córtex do fio
pois é ela que interfere no resultado da coloração. Essa base interna pode
ser vermelha, azul ou cinza".
17. NOÇÕES DE CORTE COM VISAGISMO – A
PERSONIFICAÇÃO DA BELEZA
17.1 Conceito
O desenvolvimento do visagismo tem sua origem nas artes plásticas, onde
a sensibilidade das pessoas diante de uma arte, como expressões de
gravuras, pinturas e etc, passa a ser traçada através das leis da geometria,
com os conceitos básicos de profundidade, ângulos e perspcetivas.
Inclui-se a este estudo a utilização da ciência psicanalítica do dr. Carl
Gustav Jung, discípulo de Freud, que desenvolveu a tese do inconsciente
coletivo através dos arquétipos. Jung afirmava que os aspectos físicos e
emocionais do seres humanos eram desenvolvidos por características
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comuns à raça, onde havia um inconsciente coletivo que contribuia para
formação de individuos com características semelhantes. Assim através de
arquétipicos fisicos e emocionais as artes plásticas passa a levar em conta
os conceitos arquetípicos, incluindo aí outras áreas como , moda, esporte
educação e até mesmo administração de pessoas.
O termo visagismo surgiu no final dos anos 30, mais precisamente em
1936, e é uma palavra derivada de visage que em francês significa rosto.
Este conceito oferece meios para trabalhar uma imagem pessoal
personalizada, valorizando as próprias características, seguindo o princípio
que cada indivíduo tem sua própria beleza.
O visagismo se aplica não só à beleza e estética, mas também a inúmeras
áreas como, moda, artes cênicas e visuais, esporte, educação e até mesmo
a medicina. Na moda, por exemplo, a imagem do indivíduo é completada
pela roupa e os acessórios, que devem estar em harmonia com o cabelo e
a maquiagem.
Desde o surgimento do conceito de visagismo, muitos profissionais se
encarregaram de fortalecê-lo. Johanness Itten, artista e professor da
escola de Bauhaus, descobriu que havia uma relação entre as cores que
seus alunos usavam e a cor da pele. Ele percebeu que a cor que cada
aluno mais utilizava era aquela que se assemelhava à sua cor de pele. A
partir daí Robert Dorr criou o Color Key System, que revolucionou a
indústria de cosméticos, por classificar os tons de pele em quentes ou
frios.
Mais recentemente, Claude Juillard tem se dedicado a difundir o conceito
pelo mundo.
Aqui no Brasil, o principal representante do visagismo é o artista plástico
Philip Hallawell, autor do livro Visagismo: Harmonia e Estética (lançado
em 2003 pela Editora SENAC-SP)
Na área da beleza, Fernand Aubry, um cabeleireiro e maquiador francês,
foi um dos primeiros que percebeu a necessidade de personalizar a
imagem e harmonizar todos os seus aspectos de acordo com uma única
intenção. Ele alinhou a arte da criação da imagem pessoal a todas as
outras artes visuais aplicadas, que trabalhavam de acordo com o conceito
“a função define a forma”, criado pelo arquiteto Louis Sullivan e
estabelecidas pela famosa escola de arte Bauhaus. Certa vez ele disse que
"não há mulher sem beleza; só há belezas que não foram reveladas".
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O primeiro a aplicar o conceito mais amplamente foi Vidal Sassoon, que,
nos anos 60 e 70 revolucionou o meio, mostrando que era possível
personalizar a imagem. O francês Claude Juillard foi responsável por
divulgar o conceito mais amplamente em cursos e palestras
Em suma, visagismo é a arte de criar uma imagem pessoal que revela as
qualidades interiores de uma pessoa, de acordo com suas características
físicas e os princípios da linguagem visual (harmonia e estética), utilizando
a maquilagem, o corte, a coloração e o penteado do cabelo, entre outros
recursos estéticos.
17.2 Tratamento e Embelezamento
No visagismo, além de ser ater ao formato da cabeça, linhas do rosto,
pescoço, olhos, corpo, cor de pele, ombros, deve-se somar a esta
avaliação a forma como a pessoa se veste, como ela se comporta, os
meios sociais que freqüenta.
Para tanto deve-se levar em conta os 04 tipos de personalidade definido
por Hipócrates:
a.
é caracterizada
pela extroversão e energia. Pessoas com esse temperamento
gostam de se destacar em relação aos outros, gesticulam muito, são
inquietos e falam e riem alto. São curiosos e não gostam de rotina,
por isso preferem trabalhar fora de escritórios. O formato do rosto
é hexagonal com lateral reta, com olhos amendoados, boca larga e
nariz pronunciado, o cabelo é louro dourado. A cor desse
temperamento é o amarelo.
Beleza Sangüínea-
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b.
Beleza Colérica – expressa
muita
atitude, força e decisão. Os indivíduos coléricos são objetivos e
obstinados e têm tendência a serem teimosos. Tem o rosto
retangular, com olhos expressivos, lábios grossos e queixo
pronunciado, o cabelo é ruivo. A cor que os representa é o
vermelho.
c.
Beleza Melancólica – é
elegante,
charmosa, sofisticada e artística. Os melancólicos são sensíveis,
quietos e introvertidos, são profundos pensadores e têm um gosto
refinado. O rosto tem um formato oval, com feições delicadas e
regulares, o cabelo varia entre o louro cinza e o castanho claro. O
elemento principal é a água, por isso a cor é azul.
d.
de
temperamento sereno, espiritualizado, os fleumáticos são
Beleza Fleumática –
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constantes, fiéis, pacificadores e diplomáticos, além de amorosos e
flexíveis. O formato do rosto pode ser quadrado ou redondo, com
olhos cerrados, feições irregulares, queixo pequeno e cabelo escuro.
A beleza fleumática é ligada ao éter, portanto sua cor é o roxo.
Por mais que a aparência física indique a possibilidade um corte de cabelo,
um penteado, uma coloração, de nada adianta fazer essa “produção” se
ela não condiz com a personalidade da cliente em questão. Não estamos
falando apenas em classificar a dona do cabelo em rótulos como
executiva, advogada, dona de casa, socialite, patricinha, roqueira, etc.
Referimo-nos a conhecer o comportamento, gostos e gestos da cliente,
para poder melhor orientá-la e ajudá-la a decidir como será seu cabelo e
maquilagem.
Se a pessoa é extrovertida e gosta de chamar atenção, penteados e cores
mais ousadas podem e devem ser aplicados. Já se a cliente for uma pessoa
mais introvertida e trabalhe em lugar mais formal, o mais indicado é
lançar mão de cortes e tinturas mais tradicionais. Até mesmo, se a
intervenção no cabelo visa apenas um evento específico, deve-se saber
qual o tipo de ocasião e qual o perfil da cliente para melhor utilizar a arte
do Visagismo.
Não existem regras, nem métodos para se ensinar tal arte, somente a
sensibilidade, a prática e o contato direto com as clientes poderão fazer
com que uma cabeleireira se torne hábil no Visagismo. Logicamente que
algumas características físicas sempre serão consideradas, seja em relação
ao tipo de rosto (oval, redondo, quadrado etc.) ou o desenho dos olhos
(redondos, caídos, amendoados, pequenos...), formato do nariz (curto,
arrebitado, longo...), tipo de boca (pequena, larga, carnuda), entre outros
aspectos que orientam a escolha do trabalho a ser feito.
Devemos lembrar que, antes de tudo, a profissional da beleza é uma
amiga da cliente, devendo orientá-la sobre a escolha a ser feita, bem
como entender seus anseios.
Paciência, apurado senso estético, educação, elegância, amabilidade, bom
humor, muito estudo e talento são requisitos fundamentais na profissão
de cabeleireira.
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17.3 Tipos de Rosto
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1. OVAL – Considerado o formato de rosto mais perfeito, sendo adequado
a todo tipo de penteado. O rosto é equilibrado e tem aparência simétrica,
sendo mais longo do que largo.
2. REDONDO – Como diz o nome, todo o rosto, inclusive as partes da linha
do cabelo e queixo, forma um círculo praticamente perfeito. Dividir o
cabelo na diagonal é um penteado eficaz, com um pouco de volume sobre
a testa e pouco cabelo nas laterais, assim como no alto da cabeça e na
nuca. Outra solução é um corte na altura do queixo com as pontas viradas
para baixo ou escovadas em direção ao rosto. Também é indicado um
cabelo repartido na lateral. Nunca monte um penteado redondo, para que
a cabeça não fique parecendo um capacete, ou com os fios esticados para
trás, o que deixará o rosto mais exposto.
3. TRIANGULAR – O rosto é mais largo no maxilar e vai estreitando até a a
testa. Penteie os cabelos, afastando-os da testa e nunca deixe volumes de
cabelo nas laterais do rosto e na altura do maxilar, o que acaba
aumentando a a aparência de triângulo.
4.TRIÂNGULO INVERTIDO – O rosto é mais estreito no maxilar e vai se
alargando em direção à testa. Deixe um pouco mais de volume na altura
do queixo, para disfarçar a forma pontuda. O rosto aceita um pouco de
franja, bem rala, sem muito cabelo na área das têmporas e na testa.
5.QUADRADO – A linha do cabelo é praticamente reta e o osso malar
(maçã do rosto) não é proeminente. As mandíbulas são largas, quase na
mesma largura dos malares. O penteado mais adequado é o cabelo curto
e partido do lado, crespos ou ondulados, com uma certa altura na área do
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maxilar. Uma modelagem assimétrica (com um lado diferente do outro) é
uma boa solução para disfarçar a cara-de-lua. Não utilize penteados retos
e/ou partidos no meio.
6.RETANGULAR OU ALONGADO – Rosto longo e estreito, com as
bochechas aparentemente côncavas (para dentro). Faça um penteado
com volume nas laterais, principalmente nas orelhas e pescoço, e mais
baixo no alto da cabeça. Cortes com franjas, curtos ondulados ou crespos,
na altura do queixo também ajudam a equilibrar o rosto. Evite penteados
longos, lisos e de comprimento único, assim como cabelos totalmente
presos.
7.CORAÇÃO OU CODIFORME – A testa é bem larga e o rosto vai afilando
até o queixo quase pontudo. Deixe mais volume na linha do maxilar e
pouco cabelo na área da testa. O ideal é aplicar um penteado assimétrico.
Uma boa escolha para um rosto neste formato é um corte curto e
espetado.
17.4 Tipos de Perfil
1.CÔNCAVO – O queixo é proeminente (um pouco para frente) e o perfil é
um pouco arredondado na região próxima à orelha e cabelos. No
penteado, as orelhas devem ficar cobertas, com o cabelo projetando-se
um pouco sobre o rosto e sem volume na parte de trás da cabeça.
2.CONVEXO – A testa e o queixo retrocedem (são para trás), deixando o
nariz em evidência. O perfil adquire uma aparência redonda
externamente. Cubra a testa com uma franja de poucos fios e deixe as
orelhas à mostra para que o queixo pareça mais longo.
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3.DESEQUILIBRADO – A linha interna é “normal”, mas o queixo e a testa
são ressaltados deseigualmente, principalmente o queixo. Em relação à
testa, o penteado pode amenizar a aparência com uma franja fina. Já para
o queixo, procure evitar que as pontas do cabelo estejam em direção a
ele, para não ressaltá-lo mais ainda.
4.EQUILIBRADO – A testa e o queixo parecem se alongar a uma mesma
distância quanto vistos de lado. Este tipo de perfil aceita bem quase todos
os tipos de penteado.
17.5 Outras Características
PESCOÇO COMPRIDO E FINO – Os penteados devem ser cheios, com
aparência redonda ou oval, o que disfarça a pouco largura do pescoço.
Deixe o cabelo mais comprido abaixo do maxilar até os ombros e nunca
corte o cabelo em “V” na área da nuca.
PESSOA ALTA – Evite cabelos volumosos no alto da cabeça. O melhor
comprimento é de médio para longo, com um pouco mais de volume na
área do maxilar e queixo.
PESSOAS ACIMA DO PESO OU COM CORPO EM FORMA DE PÊRA – O
cabelo deve ser mais cheio nas laterais e ter um certo volume no alto da
cabeça. Cabelos muitos curtos ou muitos compridos não são
aconselháveis.
SEIOS AVANTAJADOS – Escolha penteados e cortes mais volumosos e
evite os cabelos muito curtos. A não ser que a cliente queira chamar
atenção para os seios.
PESSOAS BAIXAS – Evite cabelos crespos e volumosos, pois darão a idéia
de que a cabeça é muito maior, ficando desproporcional ao corpo.
ORELHAS GRANDES OU DE ABANO – Aplique um penteado e corte que
deixe o cabelo volumoso na região das orelhas.
NARIZ COMPRIDO – Uma solução é disfarçar com um franja em camadas.
QUEIXO DUPLO – Ao invés da utilização de golas altas ou lenços, convença
sua cliente que um penteado mais leve e mais comprido do que o queixo é
ideal para amenizar a aparência.
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OLHOS MUITO JUNTOS – Penteie o cabelo para fora do rosto. Você pode
prendê-lo no alto da cabeça ou fazer um corte na altura do queixo,
deixando um certo volume nas laterais.
17.6 A Importância do Visagismo
Segundo Philip Hallawel, “o rosto é a identidade de uma pessoa”, sendo
assim toda mudança, no rosto ou no cabelo, altera seu senso de
identidade. Por isso, é muito importante que o profissional de beleza
tenha consciência do que as linhas, as formas, as cores e outros elementos
da imagem expressam e como afetam emocional e psiquicamente as
pessoas e saiba qual a imagem mais adequada para cada momento da
vida de seu cliente.
O visagismo permite que o profissional de beleza customize seus serviços,
transformando-os em experiências únicas para seus clientes, porque
consegue adequar à imagem delas de acordo com suas características
físicas, seu temperamento, sua profissão, seu estilo de vida, suas
necessidades e seu momento. Ainda segundo Philip Hallawel, o visagista
usa o conhecimento da linguagem visual para analisar as características
físicas de uma pessoa, sua personalidade, seu comportamento e sua
imagem atual. Sabe como expressar uma intenção visualmente, sem
depender unicamente da sua intuição, e consegue explicar como seu
trabalho afetará a pessoa e seus relacionamentos.
Quando se aplica o visagismo, estamos também conscientizando as
pessoas da importância de sua imagem pessoal frente aos resultados que
ela deseja alcançar em sua vida pessoal e profissional. Afinal, para alterar
sua imagem pessoal uma consultoria adequada afeta não só o aspecto
estético, como, o comportamental, saúde física e psíquica e
relacionamento interpessoal.
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17.7 Visagismo sob a ótica da psicologia analítica
A personalidade e o comportamento humano, segundo o psicanalista
suíço Carl Gustav Jung, tem sua principal base de formação os arquétipos.
O que são arquétipos? Bem, na definição da palavra, arque, que dizer,
início, principio, causa e tipo, é retrato, imagem, molde. Então, arquétipos,
definidos por Jung, são o conjunto de características da raça humana, que
serve de base para modelos, porém, estabelecidas no inconsciente.
Esses arquétipos, por estarem no inconsciente, não são
tangíveis limites do tempo e espaço. Eles trazem à tona uma memória
remota, pertencentes ao coletivo, já que falamos da raça humana, de uma
sociedade, com diferentes culturas, costumes, etc.
Devemos entender que estes arquétipos sofrem mutações, pois parte da
própria vivência humana, razão pela qual Jung discordava de Freud quanto
ao inconsciente, enquanto para o segundo o inconsciente é invididual,
para primeiro o inconsciente é coletivo.
E o que tudo isso tem a ver com visagismo?
Tudo! A imagem das pessoas tem sua base construída nos arquétipos
pertencentes à sua raça e sociedade, incluindo, costumes referente à
vestimenta, profissões, religião, língua, história, criando assim sua própria
identidade
Se os profissionais que trabalham com imagem quer seja pessoal,
ambiental, física e até comportamental, não levarem em conta a história
pregressa das pessoas, podem cometer equívocos por vezes irrevogáveis,
já que a imagem é o reflexo da identidade do ser humano.
Aqui se incluem profissionais da área da beleza, como cabeleireiros,
esteticistas, maquiadores, medicina estética, como os cirurgiões plásticos,
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profissionais de arte, como, artistas plásticos, decoradores, arquitetos, e
até mesmo administradores. E esta é a principal razão, pela qual é
importante esclarecer que visagismo não é uma matéria ou conceito
exclusivo da área da beleza.
Porém, dissertando sobre os profissionais desta área em especial os
cabeleireiros, faremos algumas considerações.
Os cabeleireiros em geral são formados por um sistema educacional, onde
a premissa fundamental é o ensinamento de técnicas e não de conceitos,
por isto, em sua maioria, conforme mencionado por Philip Hallawel em
seu último livro, Visagismo, Indentidade, Estilo e Beleza, SENAC, 2009, são
artesãos, quando deveriam ser artistas. O artesão aprende uma técnica e
a repete em seu trabalho da melhor forma possível. O artista aprende
uma técnica, transforma-a em conceito através de métodos
personalizados, este sim é o verdadeiro “hair stylist”....porém, são
poucos....
Considerando tais observações, o cabeleireiro para utilizar o visagismo em
seu trabalho, deve aprender a desenvolver conceitos, pois desta forma,
saberá personalizar seu trabalho, quer seja em corte, como em
colorações, penteados e etc.
O conceito de visagismo, ainda é muito novo, haja vista, o pouco material
escrito sobre o tema, sendo esta uma das razões por haver interpretações
equivocadas sobre o que é visagismo e como aplicá-lo.
É necessário que o profissional cabeleireiro se dedique muito ao estudo
sobre o tema, busque identificar se realmente tem habilidades ou pelo
menos potencial que possa ser desenvolvido, e assim alcançar a
graduação de “visagista da beleza”.
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18. NOÇÕES DE CORTE COM GEOMETRIA – A
MATEMÁTICA DA BELEZA
A matemática é a “mãe” de todas as ciências. Se formos pensar que todas
as profissões são de certa forma originadas em “ciência”, poderemos
afirmar que a matemática está contidas em todas elas.
E não é diferente com as profissões da área da beleza, mesmo não sendo
uma profissão desenvolvida em nível universitário, assim como pedreiro,
cozinheiro, e etc., o uso da matemática tem oferecido propostas
interessantes para estes profissionais.
Em relação aos profissionais da beleza, temos percebido um interesse pela
profissionalização com vistas a atender um mercado crescente,
decorrente do desejo de homens e mulheres de melhorarem sua
aparência estética.
É prudente esclarecer que, essa matemática foi denominada pelo
economista Richard Posner como “matemática informal”, pois sua
transmissão e aprendizado ocorrem fora do sistema de educação formal,
todavia, conta com os mesmos processos cognitivos, ou seja, processos
em que se usa: atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação
e pensamento.
A matemática informal nasce das experiências trazidas pelo dia-a-dia dos
próprios alunos, e cada vez mais as escolas tradicionais tem se
aproveitado dessas experiências para formatar um novo modelo do uso da
matemática, devido ao fracasso da denominada “matemática moderna”
desde os anos 70.
No caso do cabeleireiro, o serviço de corte é onde podemos encontrar o
uso da matemática. O especialista da área tem denominado de
“engenharia do corte”, que é um dos diferenciais do ensino na Academia
Fernando Alves, onde apesar de não apresentarem uma definição
especifica para o termo, a “engenharia de corte” define como, um
conjunto de técnicas que servem de base para todos os tipos cortes.
18. 1 Geometria e Simetria
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Dos princípios da matemática, a geometria é o que é utilizada no serviço
de corte, envolvendo ângulos, simetria, proporção entre outros.
Para tanto, o profissional cabeleireiro deve ter noções de geometria para
a execução deste trabalho.
Quando falamos na presença da geometria no trabalho destes
profissionais, estamos nos referindo ao ramo da matemática que estuda
os pontos, linhas, sólidos, examinando suas propriedades, medidas e
relações mútuas no espaço.
É fundamental que o profissional ao realizar o corte, faça um estudo
inicial, um trabalho de percepção profissional que exige conhecimentos
referentes às formas geométricas, reconhecendo, por exemplo, rostos
arredondados, ovais, triangulares etc. Para produzir o
melhor corte de cabelo para cada tipo de cliente, utilizam-se aqui inclusive
as técnicas do visagismo. Segundo, a professora S.R. Coelho, autora do
livro “Matemática e Corpo, “o corpo tem certa simetria, ocupa espaço,
tem peso e seus membros movem-se de acordo com certas regras”. Ainda
observa a autora em seu livro, de que existem proporcionalidades
perfeitas entre áreas do corpo. Desta forma, o rosto torna-se uma das
partes do corpo humano que mostra a existência de certa simetria,
porque ocupa espaço e tem peso; seus membros movem-se de acordo
com certas regras. Vale uma visita às medidas do rosto, sua geometria,
relações entre essas medidas, como por exemplo, nos cânones(modelos)
da beleza, ou seja, identificar os modelos considerados belos e analisá-los
nos moldes da geometria.
Usando a geometria, as técnicas de corte baseiam nos pontos de
referência, tais como verticais, diagonais superiores, diagonais inferiores e
horizontais.
Nestas técnicas, as noções de desconexões fundamentais são
importantes, pois indicam linhas de corte que serão seguidas e que estas
se apresentam sob formas geométricas.
Tendo essas linhas como referência, o profissional deve posicionar as
mãos para segurar os cabelos a partir de um ponto referencial, no alto da
cabeça. Seguindo as linhas verticais, procederá ao corte do cabelo que
está à frente da cabeça. Observando as diagonais superiores e inferiores,
do centro para as laterais e a parte posterior da cabeça, ele irá cortar o
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restante do cabelo. Ao final do corte, o profissional deverá ter uma visão
precisa, como se planificasse a forma do cabelo, de modo a verificar se o
mesmo possui simetria em relação à linha que divide a cabeça ao centro.
Para realizar cortes em formas não padronizadas (penteados especiais),
estas mesmas orientações deverão ser seguidas, adaptando-as para
atender aos desejos dos clientes.
18.2 Habilidades e Técnicas
Há pontos fundamentais que o profissional deverá desenvolver através de
suas habilidades para executar este tipo de serviço, conforme a seguir.
1.
O profissional deve fazer mentalmente um traçado
geométrico na cabeça da cliente para executar o seu
trabalho, através de um processo mental de divisão da
cabeça, observando diferentes ângulos a partir dos quais
procederá ao corte.
2.
O profissional deve fazer uso da simetria a partir de um ponto
de referência, destacada no formato do rosto. Ao observar os
pontos destacados, o profissional associará três elementos
indispensáveis para o sucesso do seu trabalho: visão, precisão
e arte.
3.
O profissional da beleza deve possuir uma boa habilidade
espaço-visual, considerada fundamental para perceber
padrões matemáticos e regularidades.
4.
Outro fator importante é que a partir da habilidade espaçovisual o profissional deve desenvolver competências para
realizar estimativas e medidas.
Essas habilidades podem se desenvolver naturalmente, todavia, o
estímulo recebido por meio da instrução formal poderá proporcionar
avanços significativos no desenvolvimento destas habilidades.
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Para a execução deste tipo de trabalho, a geometria contribui desde uma
forma básica para o corte até uma mais complexa, como por exemplo, os
denominados “cortes desconectados”.
Nos cortes básicos, por exemplo, o cabeleireiro utiliza-se da geometria, na
divisão correta do cabelo, observando importância da simetria na
realização de um corte. De modo, que execute o corte, de forma
gradativa, a dar inicio por uma linha pontilhada imaginária e que sigam as
linhas paralelas, mexa por mexa, para que ao final, consiga total simetria.
Segundo, o conteúdo programático do curso oferecido pela Academia
Fernando Alves, há vários tipos de técnicas para auxiliar em diferentes
tipos de corte, utilizando os princípios da geometria, a saber:
●
●
●
●
●
●
Desconexão Básica
Desconexão Vertical
Desconexão Vertical
Degradada Intensivo
Degradada Interno
Degradada Intermediário
Todas elas utilizam-se procedimentos específicos de divisão do cabelo,
análise de ângulo da tesoura e posicionamento das mãos, além, da
capacidade do profissional de desenhar linhas imaginárias considerando o
desenho do rosto da cliente, aplicando assim, a geometria, simetria,
medidas e ângulos.
Referenciando-se à simetria, ressalta-se que do ponto de vista
matemático, o seu estudo é realizado por meio da observação das
transformações dos objetos. Segundo o matemático Keith Devlin, uma
transformação é um tipo especial de função. São exemplos de
transformações, as rotações, as translações, as reflexões, os
alongamentos ou encolhimentos de um objeto. Numa figura, a simetria
consiste numa transformação que mantém a figura invariável na medida
em que, depois de submetida a essa transformação, mantém,
globalmente, o seu aspecto inicial.
Analisando estas afirmações para o trabalho do profissional da beleza,
seus serviços são em sua maioria um “serviço de transformação”, que
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pode ser executado através de um corte, um penteado, uma coloração ou
uma maquiagem. Isso aproxima o seu trabalho ao do matemático, ainda
que o faça de forma intuitiva e sem a precisão com a qual o matemático
planejaria o seu próprio trabalho.
18.3 Matemática – Matéria da Beleza
A aplicação da matemática na profissão do cabeleireiro visa uma educação
diversificada, que depende da imaginação e de uma contextualização do
educador para com seus educandos.
Os estudos da matemática, com os princípios de geometria, simetria,
proporção, estatística e etc, deveriam ser obrigatórios nos centros de
ensino da área da beleza.
As próprias técnicas utilizadas normalmente por estes profissionais têm
em seu conteúdo os princípios da matemática, mesmo que seja de forma
intuitiva. Afinal, o profissional a todo tempo analisa de forma ás vezes
grotesca, se um tom de cor ficará bem ou não para sua cliente, o quanto
de coloração e oxigenada devem ser suficientes para alcançar a cor
desejada, ou se o corte irá deixá-la como rosto mais “pesado”. Enfim, sem
saber, o profissional está se utilizando de princípios da matemática,
porém, de forma ainda deturpada.
Portanto, é de extrema importância a introdução da matéria Matemática,
nos cursos profissionalizantes da área, porém, os professores deverão
utilizar em suas aulas exemplos contextualizados, podendo para isto,
explorar as atividades dos profissionais da beleza.
É de conhecimento de todos que existe um longo caminho a ser
percorrido nesta profissão haja vista que nem mesmo a regulamentação
da profissão se concretizou. Entretanto, ações na área da educação devem
ser tomadas paralelamente à regulamentação da profissão, já que a base
de um profissional está em sua formação.
Frases para Reflexão
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Parceira do Profissional da Beleza!
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
(Cora Coralina)
Um professor influi para a eternidade; nunca se pode dizer até
onde vai sua influencia. (Henry B. Adams)
A morte do homem começa no instante em que ele desiste de
aprender. (Albino Teixeira)
A única coisa que interfere com meu aprendizado é a minha
educação.
(Albert Eisntein)
Você não pode ensinar nada a um homem; você pode apenas
ajudá-lo a encontrar a resposta dentro dele mesmo. (Galileu
Galilei)
Conhecimento é poder. (Francis Bacon)
A escola é uma instituição financeira que vende diplomas, o
aluno é o consumidor interessado em comprar o diploma e o
professor é o cara que quer atrapalhar as negociações. Seja
este cara!(Autor Desconhecido)
Ligações de Disulfato: (S-S) (ligação química). Formada por dois átomos de enxofre.
É uma das ligações mais estabilizadas.
Ligação de Hidrogênio: (ligação física). Causada pela atração entre dois átomos de
hidrogênio, facilmente quebrada por moléculas de água.
Ligação Pepitida: (ligação final). Ligação química a qual uni aminoácidos para
formar uma corrente ao longo da fibra capilar. Se fortalece no córtex.
Ligação Salina: (ligação química). Estas ligações formam íons positivos e negativos.
Elas ajudam dominar as correntes polipepitidas da hélice.
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TIPOS DE ROSTO
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TIPOS DE PERFIL
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