AZUL COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS CNPJ/MF nº 33.448.150/0001-11 Sede: Av. Rio Branco, 80 - 13º, 15º ao 20º andares CEP 20040-070 - Rio de Janeiro RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, acompanhadas do parecer dos auditores independentes. Desempenho econômico-financeiro O mercado segurador atingiu o volume de R$ 44,5 bilhões em prêmios, conforme estatísticas divulgadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, representando aumento de 15,9% sobre os R$ 38,4 bilhões de 2007, desconsiderando os prêmios de VGBL. Prêmios auferidos Os prêmios emitidos líquido da Companhia totalizaram R$ 601,2 milhões em 2008, aumento de 57,9% em relação aos R$ 380,6 de 2007. Investimentos A Companhia fez investimentos, no montante de R$ 10,3 milhões em 2008, destinados a ampliação e modernização do imóvel para uso próprio, em tecnologia e equipamentos de rastreamento. Despesas administrativas e com tributos As despesas administrativas totalizaram em 2008 R$ 47,3 milhões, com um aumento de R$ 9,6 milhões ou 25,4% sobre o montante de R$ 37,7 milhões em 2007. Essa variação deve-se principalmente aos gastos com localização e funcionamento e ao aumento de R$ 2,4 milhões ou 11,3% com pessoal próprio em função do aumento de 5,5% por acordo coletivo e crescimento de 13,6% no quadro de funcionários, devido à expansão dos negócios. As despesas com tributos totalizaram em 2008 R$ 12,5 milhões, com um aumento de R$ 2,9 milhões ou 30,2% sobre o montante de R$9,6 milhões em 2007. Em 2008, o índice de despesas administrativas e com tributos da Azul sobre os prêmios ganhos foi de 12,2%, sendo que em 2007 foi de 13,8%, com uma redução de 1,6 pontos percentual. Resultado financeiro As receitas financeiras totalizaram em 2008 R$ 75,0 milhões, com um aumento de R$ 19,4 milhões, ou 34,8% em relação aos R$ 55,6 milhões em 2007 devido a: (i) As receitas com aplicações financeiras totalizaram em 2008 R$ 36,8 milhões, com um aumento de R$ 6,7 milhões, ou 22,2% em relação aos R$ 30,1 em 2007, que decorre, principalmente, da variação de 28,4% dos montantes médios aplicados, para R$ 351,6 milhões em 2008, em relação aos R$ 273,7 milhões em 2007. Despesas financeiras: as despesas financeiras totalizaram em 2008 R$ 5,9 milhões com uma redução de R$ 1,2 milhão, ou 16,9% em relação aos R$ 7,1 milhões em 2007. Índice combinado O índice combinado (total de gastos com sinistros retidos, despesas de comercialização, despesas administrativas e despesas com tributos, sobre prêmios ganhos), em 2008 foi de 102,6%, aumento de 4,2 pontos percentuais em relação aos 98,4% do ano anterior. O índice combinado ampliado, que inclui o resultado financeiro, em 2008 foi de 68,3%, aumento de 4,3 pontos percentuais em relação aos 84,1% do ano anterior. Este aumento decorre (i) aumento de 4,4 pontos percentuais do índice de sinistralidade para 68,31% em 2008, em relação aos 63,9% do ano anterior; (ii) da redução de 1,6 ponto percentual do índice de despesas administrativas e com tributos, para 12,2% em 2008, em relação aos 13,8% do ano anterior e (iii) do aumento de 1,5 ponto percentual do índice de comissionamento, para 22,1% em 2008, em relação aos 20,6% do ano anterior. Lucro líquido O lucro líquido totalizou em 2008 R$ 47,8 milhões, registrando um aumento de 23,5% sobre R$ 38,7 milhões obtidos em 2007. O lucro por ação foi de R$ 2,6 em 2008, com aumento de 0,5% sobre R$ 2,1 em 2007. Distribuição de dividendos De acordo com o estatuto, são assegurados aos acionistas dividendos mínimos obrigatórios de 25%, calculados sobre o lucro líquido ajustado, os quais são determinados por ocasião do encerramento do exercício. Em 31 de dezembro de 2008 a Companhia distribuiu juros sobre capital próprio no montante de R$ 7,1 milhões, líquido de imposto de renda. Perspectivas Em 2008, o Produto Interno Bruto - PIB brasileiro cresceu aproximadamente 5,6% e a expectativa de crescimento para 2009 é de aproximadamente 1,5%, de acordo com as últimas previsões do mercado. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais) ATIVO Circulante .................................................................................................. Disponível ................................................................................................ Caixa e bancos ...................................................................................... Aplicações (Nota 4) .................................................................................. Créditos das operações com seguros e resseguros ................................ Prêmios a receber (Nota 5) .................................................................. Operações com seguradoras ................................................................ Operações com resseguradoras............................................................ Outros créditos operacionais ................................................................ (–) Provisão para riscos de créditos ...................................................... Títulos e créditos a receber (Nota 6)........................................................ Títulos e créditos a receber .................................................................. Créditos tributários e previdenciários .................................................... Outros créditos ...................................................................................... Outros valores e bens .............................................................................. Bens à venda ........................................................................................ Outros valores........................................................................................ Despesas antecipadas ............................................................................ Operacionais.......................................................................................... Administrativas ...................................................................................... Despesas de comercialização diferidas (Nota 12(a)) .............................. Seguros e resseguros............................................................................ Não circulante Realizável a longo prazo........................................................................ Aplicações (Nota 4) .............................................................................. Títulos de Renda Fixa ........................................................................ Títulos e créditos a receber (Nota 6) .................................................... Títulos e créditos a receber ................................................................ Créditos tributários e previdenciários.................................................. Depósitos judiciais e fiscais ................................................................ Outros créditos a receber.................................................................... (–) Provisão para riscos de créditos.................................................... Despesas de comercialização diferidas (Nota 12(a)) ............................ Seguros e resseguros ........................................................................ Permanente ............................................................................................ Investimentos ........................................................................................ Participações societárias .................................................................... Imóveis destinados à renda ................................................................ (–) Provisão para desvalorização........................................................ (–) Depreciação .................................................................................. Imobilizado (Nota 9) .............................................................................. Imóveis ................................................................................................ Bens móveis........................................................................................ Outras imobilizações .......................................................................... (–) Depreciação .................................................................................. Intangível .............................................................................................. Marcas e patentes .............................................................................. Diferido .................................................................................................. Despesas de organização, implantação e instalação ........................ (–) Amortizações ................................................................................ Total do ativo ............................................................................................ 2008 575.114 4.732 4.732 334.016 163.962 151.558 635 333 12.751 (1.315) 4.276 806 3.101 369 12.765 12.701 64 400 49 351 54.963 54.963 2007 456.529 8.155 8.155 299.826 104.361 98.409 498 83 6.721 (1.350) 2.913 795 1.787 331 5.793 5.753 40 326 63 263 35.155 35.155 147.597 57.646 57.646 89.857 10.452 21.747 65.509 1.031 (8.882) 94 94 75.245 – – 75.211 12.084 15.652 56.008 209 (8.742) 34 34 11.493 1.544 12.849 (225) (2.675) 16.026 7.592 14.383 2.563 (8.512) 367 367 359 840 (481) 750.956 12.520 1.584 13.655 (225) (2.494) 6.231 6.786 4.722 194 (5.471) 367 367 1.677 5.989 (4.312) 552.569 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante .................................................................................................. Contas a pagar (Nota 10) ........................................................................ Obrigações a pagar .............................................................................. Impostos e encargos sociais a recolher ................................................ Encargos trabalhistas ............................................................................ Impostos e contribuições ...................................................................... Outras contas a pagar .......................................................................... Débitos de operações com seguros e resseguros .................................. Prêmios a restituir .................................................................................. Operações com seguradoras ................................................................ Operações com resseguradoras............................................................ Corretores de seguros e resseguros .................................................... Outros débitos operacionais (Nota 8) .................................................... Depósitos de terceiros (Nota 11).............................................................. Provisões técnicas - seguros e resseguros.............................................. Ramos elementares e vida em grupo (Nota 12) ...................................... Provisão de prêmios não ganhos .......................................................... Sinistros a liquidar ................................................................................ Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados ................................ Outras provisões.................................................................................... Provisões técnicas - previdência complementar (Nota13) ...................... Planos bloqueados .................................................................................. Provisão matemática de benefícios a conceder .................................... Provisão de benefícios a regularizar .................................................... Não circulante Exigível a longo prazo .......................................................................... Contas a pagar ...................................................................................... Tributos diferidos (Nota 10(e)) ............................................................ Outras contas a pagar ........................................................................ Provisões técnicas - seguros e resseguros (Nota 12(a)) .................................................................. Ramos elementares e vida em grupo .................................................... Provisão de prêmios não ganhos........................................................ Outros débitos (nota 14) ........................................................................ Provisões judiciais .............................................................................. Patrimônio líquido (Nota 16) .................................................................... Capital social ........................................................................................ Reserva de capital ................................................................................ Reserva de reavaliação ........................................................................ Reserva de lucros .................................................................................. Ajustes com títulos e valores mobiliários .............................................. 2008 502.998 55.051 37.480 13.310 1.308 1.032 1.921 33.915 1 219 131 20.323 13.241 2.928 409.651 409.651 292.795 108.440 5.711 2.705 1.453 1.453 29 1.424 2007 348.749 39.140 28.350 7.658 1.223 885 1.024 25.430 13 151 199 13.678 11.389 1.984 281.086 281.086 181.189 92.485 5.043 2.369 1.109 1.109 23 1.086 73.732 2.959 2.899 60 64.378 2.594 2.534 60 446 446 446 70.327 70.327 174.226 75.045 14.323 4.923 80.019 (84) 136 136 136 61.648 61.648 139.442 55.045 14.323 5.392 64.686 (4) Total do passivo e patrimônio líquido .................................................... 750.956 552.569 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Em milhares de reais) Capital Reserva Reserva Reservas de lucros social de capital reavaliação Legal Estatutária Em 31 de dezembro de 2006 ................................................................................................ 55.045 14.323 322 2.587 33.763 Ajustes de exercícios anteriores - provisão complementar de prêmios .............................. – – – – – Reserva de reavaliação Constituição...................................................................................................................... – – 5.167 – – Realização parcial por depreciação ................................................................................ – – (97) – – Títulos e valores mobiliários Ajustes de títulos e valores mobiliários ............................................................................ – – – – – Lucro líquido do exercício .................................................................................................... – – – – – Destinações do lucro do exercício Reserva legal ...................................................................................................................... – – – 1.938 – Dividendos distribuídos ........................................................................................................ – – – – – Juros sobre capital próprio .................................................................................................. – – – – – Reserva estatutária .............................................................................................................. – – – – 26.398 Em 31 de dezembro de 2007 ................................................................................................ 55.045 14.323 5.392 4.525 60.161 Aumento de capital Aumento do capital com lucros e reservas conforme Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária em 31 de março de 2008 .......................................... 20.000 – – – (20.000) Reserva de reavaliação Majoração da alíquota da contribuição social .................................................................. – – (365) – – Realização parcial por depreciação ................................................................................ – – (104) – – Títulos e valores mobiliários Ajustes de títulos e valores mobiliários ............................................................................ – – – – – Lucro líquido do exercício .................................................................................................... – – – – – Destinações do lucro do exercício Reserva legal ...................................................................................................................... – – – 2.391 – Dividendos distribuídos - R$ 0,24 por ação ........................................................................ – – – – – Juros sobre capital próprio - R$ 0,46 por ação .................................................................... – – – – – Reserva estatutária .............................................................................................................. – – – – 32.942 Em 31 de dezembro de 2008 ................................................................................................ 75.045 14.323 4.923 6.916 73.103 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis Ajustes com TVM 5 – Lucros acumulados – (336) – – – 108 Total 106.045 (336) 5.167 11 (9) – – 38.763 (9) 38.763 – – – – (4) (1.938) (3.583) (6.616) (26.398) – – (3.583) (6.616) – 139.442 – – – – – 104 (365) – – (80) – – 47.834 (80) 47.834 – – – – (84) (2.391) (4.307) (8.298) (32.942) – – (4.307) (8.298) – 174.226 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007 (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando de outra forma indicado) 1. Contexto Operacional A Azul Companhia de Seguros Gerais é uma sociedade por ações e tem por objeto a exploração de seguros dos ramos elementares e do ramo vida, em qualquer das suas modalidades conforme definidos na legislação vigente. 2. Apresentação e Elaboração das Demonstrações Contábeis As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil emanadas da Lei das Sociedades por Ações, conjugadas com as normas expedidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP e pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, e estão sendo apresentadas segundo critérios estabelecidos pelo plano de contas instituído pelas Circulares SUSEP nº 356/2007 e 379/2008 quando aplicável. Conforme orientações da SUSEP, foram instituídas alterações na contabilização das demonstrações contábeis das sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades abertas de previdência complementar. As principais alterações introduzidas foram: • Nova forma de contabilização dos prêmios do consórcio de seguro DPVAT (Seguro Obrigatório Automotor) repassados ao Sistema Único de Saúde - SUS. Essa despesa, até a emissão da Circular SUSEP nº 356/07, era reconhecida na conta prêmios de resseguro cedido, e a partir de janeiro de 2008 passou a ser deduzida diretamente da conta prêmios emitidos. • As antecipações de Imposto de Renda - IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, anteriormente contabilizadas no grupo “Créditos tributários e previdenciários” - ativo, passaram a ser contabilizadas no grupo “Impostos e contribuições” - passivo. Adoção da Lei nº 11.638/07 Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei nº 11.638, alterada pela Medida Provisória MP nº 449, de 4 de dezembro de 2008, que modificaram e introduziram novos dispositivos à Lei das Sociedades por Ações. Essa Lei e a referida MP tiveram como principal objetivo atualizar a legislação societária brasileira para possibilitar o processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil com aquelas constantes nas normas internacionais de contabilidade que são emitidas pelo “International Accounting Standards Board - IASB”. A aplicação das referidas Lei e MP é obrigatória para demonstrações contábeis anuais de exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2008. A Companhia avaliou os impactos da nova Lei para, as principais alterações promovidas pela Lei nº 11.638/07 que podem ser sumariadas conforme segue: • Substituição da demonstração de origens e aplicações de recursos pela demonstração dos fluxos de caixa e inclusão da demonstração do valor adicionado, aplicável para companhias de capital aberto. • Os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de operações de longo prazo e os demais quando houver efeito relevante, deverão ser ajustados a valor presente com base nas taxas de desconto que reflitam as melhores avaliações atuais do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo. Com base em estudo preliminar das principais contas do balanço, a administração entende que não terá impacto relevante de ajuste a valor presente devido, principalmente: (a) As contas do realizável e exigível a longo prazo, estão em sua maioria a valor presente, como aplicações financeiras, depósitos judiciais, provisões técnicas, contingências e obrigações legais. (b) As contas a receber (curto e longo prazo) já estão a valor presente e os prêmios a receber de seguros são apropriados ao resultado pelo período de vigência das apólices, o que resulta em um ajuste a valor presente com efeito praticamente nulo no resultado e no patrimônio, além da maior parte dos valores a receber estarem no curto prazo e os de prazo mais longo, mesmo inferiores a um ano, serem atualizados por juros decorrentes do parcelamento/fracionamento. (c) Reavaliação - a Administração optou pela manutenção dos saldos existentes da reserva de reavaliação até a efetiva realização. No futuro, se os valores reavaliados se mostrarem irrecuperáveis, será diminuído esse saldo, conforme Circular SUSEP no. 356/07, que aprovou pronunciamento técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis nº 01 - redução ao valor recuperável de ativos, item 58. Vide nota 3 item (g). 3. Principais Práticas Contábeis As principais práticas contábeis adotadas pela Companhia para o registro das transações são as seguintes: (a) O resultado é apurado pelo regime de competência e inclui os rendimentos, os encargos e as variações monetárias ou cambiais incorridos a índices ou taxas oficiais. (b) As receitas de prêmios de seguros são contabilizadas e diferidas pelo prazo de vigência das apólices ou faturas dos seguros por meio da constituição das provisões de prêmios não ganhos. As comissões e os outros custos de angariação são diferidos e amortizados de acordo com o prazo de vigência das apólices ou com a estimativa de permanência dos segurados ou participantes e são refletidos no saldo da conta “Despesas de comercialização diferidas”. São contabilizados também as estimativas de receitas de prêmios para as apólices em processo de emissão, bem como as comissões sobre estas estimativas. (c) As aplicações financeiras em títulos e valores mobiliários, classificadas na categoria “títulos para negociação”, são registradas ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos financeiros auferidos até as datas das demonstrações contábeis, e são ajustadas ao valor de mercado, sendo os rendimentos, as valorizações e desvalorizações apropriados ao resultado do período. As aplicações em títulos e valores mobiliários, classificadas na categoria “disponível para venda” são registradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos, os quais são registrados no resultado do período, e ajustados a valor de mercado, sendo o ajuste registrado em conta específica do patrimônio líquido, líquido dos correspondentes efeitos tributários e incorporado ao resultado do exercício em que ocorrer a efetiva realização. (d) Os demais ativos circulante e não circulante são apresentados pelo valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, as variações monetárias, os rendimentos auferidos e as provisões para perda. (e) São constituídas provisões para riscos de créditos em montantes considerados suficientes para fazer face às eventuais perdas na realização de créditos a receber, sobre os prêmios a receber de riscos decorridos vencidos há mais de 60 dias. (f) O investimento é representado pela participação no IRB - Brasil Resseguros S.A. e por outros investimentos registrados ao valor de custo de aquisição e por imóveis destinados à renda, que incluem acréscimos ou decréscimos decorrentes de reavaliação efetuada por peritos independentes, depreciados à taxa média anual de 2% de depreciação. (g) O imobilizado é registrado ao custo de aquisição. Terrenos e edifícios são demonstrados pelo valor reavaliado até 31 de dezembro de 2007, com base em avaliações efetuadas em 15 de janeiro de 2007 por peritos independentes, deduzida a subseqüente depreciação para edifícios. Conforme facultado pela Lei nº 11.638/07 e pelo Pronunciamento CPC 13 - Adoção Inicial da Lei 11.638/07, a Companhia adota o valor residual reavaliado em 31 de dezembro de 2007 como novo valor de custo das edificações e terrenos. A parcela da reserva de reavaliação referente a edifícios é transferida (realizada) para lucros acumulados na mesma proporção em que os edifícios são depreciados. A parcela da reserva de reavaliação sobre terrenos somente será transferida (realizada) para lucros acumulados quando os terrenos forem eventualmente alienados. (h) O ativo diferido é representado, principalmente, por gastos com sistemas logiciais, amortizado à taxa anual de 20%. Conforme disposto no Pronunciamento CPC 13, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, a Companhia efetuou as reclassificações previstas e optou em manter o saldo remanescente até a sua completa amortização. (i) Provisões técnicas - são constituídas em conformidade com as determinações e os critérios estabelecidos pelo CNSP e pela SUSEP, conforme segue: • A Provisão para Prêmios Não Ganhos (PPNG) é constituída pela parcela do prêmio retido, correspondente ao período de risco a decorrer, calculada “pro-rata” dia. • A Provisão de Prêmios Não Ganhos de Riscos Vigentes mas Não Emitidos (PPNG-RVNE) tem como objetivo estimar a parcela de prêmios não ganhos referentes aos riscos assumidos pela Companhia e que estão em processo de emissão, conforme metodologia prevista em Nota Técnica Atuarial - NTA. • A Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL) é constituída com base na estimativa dos valores a indenizar, efetuada por ocasião do recebimento do aviso de sinistro, líquida dos ajustes de cosseguro e resseguro. É constituída provisão adicional para ajuste estatístico da PSL, denominada Provisão de Sinistros Ocorridos Mas Não Suficientemente Estimados (IBNER), cujo objetivo é estimar as alterações que os sinistros avisados poderão sofrer ao longo dos processos de regulação e liquidação. Essa provisão é calculada conforme metodologia prevista em NTA. • A Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNYR) é constituída com base na estimativa dos sinistros que já ocorreram, mas que ainda não foram avisados à Companhia e é calculada conforme metodologia prevista em NTA. A provisão de sinistros ocorridos mas não avisados do ramo DPVAT (seguro obrigatório) é constituída conforme determina a Resolução CNSP nº 174/07. • A Provisão de Oscilação de Riscos (POR) é constituída com os objetivos de minimizar as possibilidades de oscilações no resultado e de reduzir os impactos nas taxas de risco quando da ocorrência de sinistros atípicos e vultosos, nos seguros empresariais, residenciais e condominiais, com base em metodologia prevista em NTA. • A Provisão de Despesas Administrativas (PDA) é constituída com o objetivo de cobertura de déficit administrativo, com base nos recursos originados dos resultados administrativos apurados mensalmente do Convênio DPVAT. • A Provisão Complementar de Prêmios (PCP) é constituída mensalmente com o objetivo de complementar a PPNG, considerando todos os riscos vigentes, emitidos ou não, em acordo com a legislação vigente. Sua estimativa é feita por ramo e tem como base de cálculo as datas de início e fim de vigência do risco e o prêmio comercial retido. O valor da provisão é a diferença, se positiva, entre a média do somatório dos valores apurados diariamente no mês de constituição e a PPNG constituída, para os seguros de ramos elementares e vida. • As Provisões matemáticas relativas aos planos de previdência privada são contabilizadas por determinação da SUSEP, até que se finalize o prazo prescricional da extinta operação previdenciária. (j) O imposto de renda é calculado à alíquota-base de 15% mais adicional de 10% sobre o lucro real tributável acima de R$ 240 anuais. A provisão para contribuição social é constituída à alíquota de 15%. São constituídas provisão para imposto de renda e contribuição social diferido sobre diferenças temporárias e reserva de reavaliação de bens do ativo imobilizado (edifícios), cujo montante é transferido para impostos a pagar, no passivo circulante, na realização ou baixa desses ativos. O imposto de renda e contribuição social diferidos sobre os terrenos não são reconhecidos por não haver expectativa de realização ou baixa desses bens, de acordo com as normas em vigor. (k) Ativos e outros passivos contingentes. • Ativos contingentes - não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração dispõe de total controle da situação de um evento futuro certo, apesar de não ocorrido, e depende apenas dela, ou No mercado de seguros, considerando a perspectiva de desaceleração do nível de atividade da indústria automobilística e das atividades em geral, a estima do órgão regulador e dos órgãos representativos da indústria é de crescimento, mais modesto do que em 2008. O contexto de instabilidade financeira internacional e nacional requer maior atenção da Companhia na subscrição, gestão dos riscos e às oportunidades, o principal desafio para continuar crescendo de forma sustentável no segmento mais relevante do mercado de seguros que é o seguro de automóveis, é manter os esforços concentrados na modernização de processos operacionais e de gestão, nos canais de venda fortalecendo o relacionamento com os corretores e, também, na permanente busca de inovações tecnológicas, que alteram a todo instante as formas de relacionamentos com seus clientes, corretores, investidores, governos e comunidade em geral. A intensificação da concorrência exige mudanças de conceitos e de abordagens, que se traduzem em novas formas de pensar, executar, constituir e estreitar relacionamentos, bem como assumir posições. Em 2009, a Companhia dará continuidade à busca de crescimento com lucratividade, mantendo subscrições conservadoras, em áreas geográficas favoráveis. O crescimento do mercado segurador, os investimentos e a qualificação dos processos de atendimentos a corretores e clientes e a gestão de custos administrativos são estratégias que deverão contribuir com a geração de resultados em 2009. Agradecimentos Registramos nossos agradecimentos aos corretores e segurados pelo apoio e pela confiança demonstrados, e aos funcionários e colaboradores pela contínua dedicação. Aproveitamos também para agradecer às autoridades ligadas às nossas atividades, em especial aos representantes da SUSEP e ao IRB - Brasil Resseguros S.A. Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 2009 A Administração DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais, exceto o lucro líquido por ação) 2008 2007 Prêmios emitidos líquidos ...................................................................... 601.262 380.699 Prêmios resseguros cedidos ...................................................................... (254) (489) Prêmios retidos ........................................................................................ 601.008 380.210 Variação das provisões técnicas ................................................................ (112.174) (39.317) Prêmios ganhos (Nota 17) .......................................................................... 488.834 340.893 Sinistros retidos (Nota 18) .......................................................................... (333.726) (217.915) Despesas de comercialização (Nota 19) .................................................... (108.125) (70.121) Outras receitas e despesas operacionais (Nota 20) .................................. 20.255 7.991 Despesas administrativas (Nota 21) .......................................................... (47.324) (37.794) Despesas com tributos (Nota 22) .............................................................. (12.510) (9.628) Resultado financeiro (Nota 23) .................................................................. 69.174 48.561 Resultado patrimonial ................................................................................ 1.109 2.034 Resultado operacional ............................................................................ 77.687 64.021 Resultado não operacional ........................................................................ (24) 56 Resultado antes dos impostos e participações .......................................... 77.663 64.077 Imposto de renda (Nota 15) .................................................................... (17.070) (13.880) Contribuição social (Nota 15) .................................................................. (6.226) (4.831) Participações sobre o resultado .............................................................. (6.533) (6.603) Lucro líquido do exercício ...................................................................... 47.834 38.763 Quantidade de ações.................................................................................. 17.990.140 17.990.140 Lucro líquido por ação - R$ ........................................................................ 2,66 2,15 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais) 2007 38.763 1.560 (55) Lucro líquido do exercício................................................................................................ Depreciações e amortizações ............................................................................................ Lucro na venda de investimento ou imobilizado.................................................................. Atividades operacionais Variação aplicações.......................................................................................................... Variação dos créditos das operações .............................................................................. Variação de títulos e créditos a receber .......................................................................... Variação de outros valores e bens .................................................................................. Variação das despesas antecipadas ................................................................................ Variação das despesas de comercialização diferidas ...................................................... Variação de contas a pagar .............................................................................................. Variação de débitos de operações com seguros e resseguros ........................................ Variação de depósitos de terceiros .................................................................................. Variação das provisões técnicas - seguros e resseguros ................................................ Variação das provisões técnicas - previdência complementar ........................................ Variação de outros passivos contingentes ...................................................................... Variação de ajustes de TVM, no patrimônio líquido ........................................................ Caixa líquido gerado nas atividades operacionais........................................................ Atividades de investimento Recebimento pela venda de ativo permanente ................................................................ Pagamento pela compra de ativo permanente ................................................................ Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento ................................................ Atividades de financiamento Pagamento de juros sobre capital próprio ........................................................................ Distribuição de dividendos................................................................................................ Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento .............................................. Aumento das disponibilidades ........................................................................................ Disponibilidades no início do exercício ............................................................................ Disponibilidades no final do exercício .............................................................................. Aumento das disponibilidades ........................................................................................ (64.696) (19.550) 5.841 (1.120) (15) (9.245) 847 8.567 1.403 51.916 80 4.711 (9) 18.998 149 (2.568) (2.419) (6.616) (3.583) (10.199) 6.380 1.775 8.155 6.380 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais) 2008 Atividades operacionais Recebimentos de prêmios de seguro .............................................................................. 627.326 Outros recebimentos operacionais (salvados, ressarcimentos e outros) .............................................................................. 35.946 Pagamentos de sinistros e comissões ............................................................................ (457.662) Pagamentos de despesas com operações de seguros e resseguros .............................. (47.698) Pagamentos de despesas e obrigações .......................................................................... (26.812) Pagamento de indenizações e despesas em processos judiciais.................................... (137) Outros pagamentos operacionais .................................................................................... (2.095) Recebimentos de juros e dividendos................................................................................ 678 Constituição de depósitos judiciais .................................................................................. (7.294) Pagamentos de participações nos resultados .................................................................. (4.750) Caixa gerado pelas operações ........................................................................................ 117.502 Impostos e contribuições pagos.......................................................................................... (56.432) Investimentos financeiros Aplicações ........................................................................................................................ (83.550) Vendas e resgates ............................................................................................................ 45.447 Caixa líquido consumido nas atividades operacionais ................................................ (94.535) Atividades de investimento Pagamento pela compra de ativo permanente Imobilizado .................................................................................................................... (10.201) Diferido ...................................................................................................................... (273) Recebimento pela venda de ativo permanente Imobilizado .................................................................................................................... 296 Caixa líquido consumido nas atividades de investimento............................................ (10.178) Atividades de financiamento Distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio .............................................. (16.212) Caixa líquido consumido nas atividades de financiamento ........................................ (16.212) Redução líquida de caixa e equivalentes de caixa ........................................................ (3.423) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício .................................................... 8.155 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício ...................................................... 4.732 Ativos livres no início do exercício ...................................................................................... 92.719 Ativos livres no final do exercício ........................................................................................ 95.487 Aumento das aplicações financeiras - recursos livres ................................................ 2.768 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais) Receitas .................................................................................................... Prêmios emitidos...................................................................................... Outras receitas operacionais.................................................................... Provisão para devedores duvidosos - Reversão/(constituição)................ Receitas não operacionais ...................................................................... Variação das provisões dos prêmios...................................................... Operações de seguros ............................................................................ Prêmios ganhos ........................................................................................ Sinistros retidos........................................................................................ Sinistros.................................................................................................... Recuperação de sinistros ........................................................................ Variação da provisão de sinistros ocorridos mas não avisados .............. Custo dos insumos adquiridos de terceiros .......................................... Prêmios de co-seguros e resseguros cedidos ........................................ Materiais, energia e outros ...................................................................... Serviços de terceiros, comissões líquidas .............................................. Variação das despesas de comercialização diferidas .............................. Valor adicionado bruto ............................................................................ Retenções.................................................................................................. Depreciação, amortização e exaustão .................................................... Valor adicionado líquido produzido pela entidade .............................. Valor adicionado recebido em transferência ........................................ Receitas financeiras ................................................................................ Valor adicionado a distribuir .................................................................. Distribuição do valor adicionado ............................................................ Pessoal e encargos .................................................................................. Impostos, taxas e contribuições .............................................................. Juros e aluguéis ...................................................................................... Juros sobre capital próprio e dividendos ................................................ Lucros retidos .......................................................................................... 2008 649.547 601.260 46.552 116 1.619 (112.140) (112.140) 537.407 (333.726) (372.469) 40.856 (2.113) (156.960) (288) (45.077) (91.728) (19.867) 46.721 (1.464) (1.464) 45.257 75.086 75.086 120.343 120.343 25.914 40.060 6.535 12.605 35.229 2007 430.372 403.265 25.838 (1.138) 2.407 (39.156) (39.156) 391.216 (217.914) (244.505) 25.155 1.436 (124.900) (23.218) (29.775) (62.662) (9.245) 48.402 (1.571) (1.571) 46.831 55.698 55.698 102.529 102.529 23.874 34.087 5.805 10.199 28.564 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo. • Passivos contingentes - são constituídos considerando: (a) a opinião dos assessores jurídicos; (b) a causa das ações; (c) a similaridade com processos anteriores; (d) complexidade da causa e o posicionamento do judiciário, sempre que a perda puder ocasionar uma saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com segurança suficiente. • Obrigações legais - fiscais e previdenciárias - decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis e são atualizados monetariamente de acordo com a legislação fiscal (taxa SELIC). • Depósitos judiciais: os depósitos judiciais são mantidos no ativo sem a dedução das correspondentes provisões para contingências, em razão do plano contábil da SUSEP não contemplar essa reclassificação. (l) Os demais passivos circulante e não circulante são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, das correspondentes variações monetárias e dos encargos incorridos. (m) Para fins societários, as despesas com os juros sobre o capital próprio são usualmente demonstradas como destinação do resultado diretamente no patrimônio líquido. A taxa utilizada no cálculo dos juros sobre o capital próprio limita-se à Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP durante o período aplicável e ao que for maior entre: (i) 50% do lucro líquido da Companhia (depois da dedução da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL e antes de se considerar a referida distribuição e quaisquer deduções referentes ao imposto de renda); e (ii) 50% dos lucros acumulados da Companhia e das reservas de lucros. continua continuação AZUL COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS CNPJ/MF nº 33.448.150/0001-11 Sede: Av. Rio Branco, 80 - 13º, 15º ao 20º andares CEP 20040-070 - Rio de Janeiro NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007 (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando de outra forma indicado) (n) Estimativas contábeis. A elaboração de demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Os ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas envolvem, dentre outros, ajustes na provisão para riscos sobre créditos, imposto de renda e contribuição social diferidos, provisões técnicas e para contingências. A liquidação das transações que envolvem essas estimativas poderá ser efetuada por valores diferentes dos estimados em razão de imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Companhia revisa essas estimativas e premissas periodicamente. 4. Aplicações (a) Composição da carteira de investimentos quanto à natureza dos títulos 2008 2007 Títulos para negociação Fundos abertos não exclusivos Títulos de renda fixa Quotas de fundos de investimentos.................................................. 298.086 269.374 Fundos retidos - IRB......................................................................... 183 208 Total de fundos abertos ......................................................................... 298.269 269.582 Títulos de renda variável Ações de companhias abertas .............................................................. – 335 Total de títulos para negociação............................................................... 298.269 269.917 Títulos disponíveis para venda Certificados de depósitos bancários - CDBs ......................................... 57.646 – Títulos de renda fixa Letras Financeiras do Tesouro - LFTs................................................. 35.747 28.449 Notas do Tesouro Nacional - NTNs ..................................................... – 1.460 Total de títulos disponíveis para venda .................................................... 93.393 29.909 Total das aplicações financeiras............................................................... 391.662 299.826 Ativo Circulante ........................................................................................ 334.016 299.826 Realizável a longo prazo .......................................................................... 57.646 – (b) Títulos disponível para venda - comparação valor de custo com valor de mercado 2008 Valor Valor de de custo mercado Certificados de depósitos bancários - CDBs............................................ 57.766 57.646 Letras Financeiras do Tesouro - LFTs ...................................................... 35.765 35.747 93.531 93.393 O valor de mercado para os títulos públicos foi baseado no preço unitário de mercado informado pela Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro - ANDIMA, em 31 de dezembro de 2008 e de 2007. As quotas de fundos de investimentos, cujas carteiras são, basicamente, representadas por títulos públicos, são apresentadas pelo valor das cotas dos fundos informados pelos seus administradores, principalmente, Portopar, Banco BNP Paribas, Bradesco Asset Management (BRAM), Banco Itaú, Banco Pactual e Banco ABN Amro Real. Os certificados de depósitos bancários emitidos pelo Banco Itaú S.A. são indexados ao CDI e apresentados pelo valor atualizado. Para os títulos classificados na categoria “títulos disponíveis para venda” o ajuste negativo a valor de mercado resultou em R$ 84 (2007 - negativo R$ 4), líquidos dos efeitos tributários, os quais são registrados em conta própria do patrimônio líquido. As Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) e as Notas do Tesouro Nacional (NTNs) referem-se a aplicações efetuadas pela Fenaseg (2007) e pela Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S/A, na qualidade de mandatárias das sociedades seguradoras pela participação no Convênio DPVAT, não existindo pela seguradora gestão na manutenção de venda desses títulos. Como conseqüência, os mesmos foram classificados no Circulante. (c) Composição da carteira de investimentos quanto aos prazos 2008 Sem vencimento 1a 30 dias 31 a 180 dias 181 a 360 dias Acima de 360 dias Total 298.086 183 298.269 – – – – – – – – – – – – 298.086 183 298.269 – – – – 57.646 57.646 – – 298.269 – – – 7.268 7.268 7.268 8.751 8.751 8.751 19.728 77.374 77.374 35.747 93.393 391.662 A vencer ........................................................................................................................................................................................................................................ Vencidos até 30 dias ............................................................................................................................................................................................................................................................ Vencidos de 31 a 60 dias .................................................................................................................................................................................................................................................... Vencidos de 61 a 90 dias .................................................................................................................................................................................................................................................... Vencidos de 91 a 105 dias .................................................................................................................................................................................................................................................. Vencidos há mais de 106 dias ............................................................................................................................................................................................................................................ 2008 144.662 5.833 130 51 27 855 151.558 2007 93.128 4.124 61 38 20 1.038 98.409 Títulos para negociação Fundos abertos não exclusivos Títulos de renda fixa Quotas de fundos de investimentos ................................................................................................................................ Fundos retidos - IRB ...................................................................................................................................................... Total de títulos para negociação........................................................................................................................................ Títulos disponíveis para venda Depósitos bancários a prazo Certificados de depósitos bancários - CDBs .................................................................................................................. Títulos de renda fixa Títulos privados Letras Financeiras do Tesouro - LFT .............................................................................................................................. Total de títulos disponíveis para venda.............................................................................................................................. Total das aplicações financeiras........................................................................................................................................ 5. Prêmios a Receber Composição quanto aos prazos de vencimento: Composição quanto aos ramos de operação: Automóveis ........................................................................................................................................................................ Resp. civil facultativa ........................................................................................................................................................ Compreensivo residencial ................................................................................................................................................ Vida em grupo .................................................................................................................................................................. Transporte Nacional .......................................................................................................................................................... Transporte Internacional.................................................................................................................................................... Resp. c. transportador rodov. - carga ................................................................................................................................ Compreensivo empresarial................................................................................................................................................ Demais ramos .................................................................................................................................................................. 6. Títulos e Créditos a Receber e Provisão para Riscos de Créditos - Circulante e Longo Prazo 2008 2007 Títulos e créditos a receber e provisão para riscos de créditos Aluguéis a receber ................................................................................ 194 253 Juros s/capital próprio a receber - IRB................................................ 390 348 Outros .................................................................................................... 222 194 Total de títulos e créditos a receber, líquido ............................................ 806 795 Créditos tributários e previdenciários Imposto de renda (Nota 7) .................................................................... 2.224 1.316 Contribuição social (Nota 7) .................................................................. 877 451 Outros .................................................................................................... – 20 Total de créditos tributários e previdenciários .......................................... 3.101 1.787 Outros créditos Adiantamentos a funcionários .............................................................. 356 318 Adiantamentos administrativos .............................................................. 13 13 Total de outros créditos ............................................................................ 369 331 Circulante ................................................................................................ 4.276 2.913 Títulos e créditos a receber e provisão para riscos de créditos (i) Créditos a receber ................................................................................ 10.452 12.084 Provisão para riscos sobre créditos a receber ...................................... (8.603) (8.742) Total de títulos e créditos a receber, líquido ............................................ 1.849 3.342 Créditos tributários e previdenciários: Imposto de renda (Nota 7) .................................................................... 13.979 12.953 Contribuição social (Nota 7) .................................................................. 6.606 2.697 Outros .................................................................................................. 1.162 2 Total de créditos tributários e previdenciários .......................................... 21.747 15.652 Outros créditos Outros Créditos .................................................................................... 1.031 209 Provisão para riscos sobre outros créditos a receber............................ (279) Total de outros créditos ............................................................................ 752 209 Prêmios a receber de segurados 113.557 33.522 625 437 268 216 180 126 2.627 151.558 Provisão para riscos de créditos (123) (259) (172) (180) (81) (815) 2008 Prêmios a receber líquido 113.557 33.522 625 314 9 44 126 2.546 150.743 Prêmios a receber de segurados 74.339 20.291 520 642 317 275 180 88 1.757 98.409 Provisão para riscos de créditos (283) (259) (218) (180) 2007 Prêmios a receber líquido 74.339 20.291 520 359 58 57 (82) (1.022) 88 1.675 97.387 2008 2007 Depósitos judiciais e fiscais: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS .......................................... 24.076 20.808 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS .. 10.883 10.743 Programa de Integração Social - PIS .................................................... 6.746 6.675 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL ................................ 9.078 5.286 Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ ............................................ 3.692 3.561 Outros depósitos fiscais ........................................................................ 5.312 3.863 Trabalhistas............................................................................................ 3.672 3.442 Subtotal (Nota 14) .................................................................................... 63.459 54.378 Sinistros.................................................................................................... 2.050 1.630 Total de depósitos judiciais e fiscais ........................................................ 65.509 56.008 Não circulante ........................................................................................ 89.857 75.211 (i) A Companhia possui créditos a receber no montante de R$ 10.452 (R$ 12.084 em 2007), deste montante R$ 5.867 (2008 e 2007) refere-se a ação de execução movida pela incorporada Motor Union Seguros S.A. contra terceiro, por dívida oriunda de Contrato Operacional efetuado tendo por objetivo operacionalizar a cobertura de riscos de seguros. Não obstante a avaliação de êxito provável informada pelo consultor jurídico, a Companhia mantêm, desde 1996, provisão para perda da totalidade deste crédito. 7. Créditos Tributários e Previdenciários A Companhia possui créditos tributários de imposto de renda e contribuição social, registrados no ativo circulante e não circulante em títulos e créditos a receber - créditos tributários e previdenciários (Nota 6), às alíquotas básicas de 25% e 9%, respectivamente, referentes a diferenças temporárias e saldo negativo. 2008 2007 Imposto Contribuição Imposto Contribuição de renda social de renda social Créditos tributários sobre diferenças temporárias e saldo negativo - circulante... 2.224 877 1.316 451 Créditos tributários sobre diferenças temporárias - não circulante ....................... 13.979 6.606 12.953 2.697 Total dos créditos tributários .......................... 16.203 7.483 14.269 3.148 Não há prazo determinado para a realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, pois são originários de passivos contingentes que dependem da finalização dos processos. 8. Partes Relacionadas As transações são decorrentes, principalmente, de recuperação de custos administrativos, e de pagamento de aluguéis, contratados a condições normais de mercado. (i) Passivo 2008 2007 Dividendos Contas a Dividendos Contas a a pagar pagar Total a pagar pagar Total Porto Seguro S.A. .......................................................................................................... 4.307 (i) 4.307 10.330 (i) 10.330 Porto Seguro Cia. de Seguros Gerais ............................................................................ 5.325 (ii) 5.325 5.634 (ii) 5.634 4.307 5.325 9.632 10.330 5.634 15.964 (ii) Resultado 2008 2007 Receitas Despesas Total Receitas Despesas Total Porto Seguro Cia. de Seguros Gerais ............................................................................ 35.338 35.338 17.052 17.052 35.338 35.338 17.052 17.052 (i) Registrado na rubrica “Contas a pagar”, conforme nota 10. (ii) Registrado na rubrica “Outros débitos operacionais”. (iii) Remuneração do pessoal chave da administração O pessoal chave da administração inclui os conselheiros, diretores e membros do comitê executivo. A remuneração paga ou a pagar por serviços de empregados e administradores está demonstrada a seguir: 2008 2007 Honorários de diretoria ........................................................................................................................................................................................................................................................ 670 636 Encargos sobre honorários .................................................................................................................................................................................................................................................. 205 194 Participação nos lucros ........................................................................................................................................................................................................................................................ 5.318 4.307 Planos de aposentadoria e pensão...................................................................................................................................................................................................................................... 38 38 6.231 5.175 9. Imobilizado Móveis, maq. e Outras Total em Obras em Imobilizado Terrenos Edificações Informática Equipamentos Utensílios Veículos Rastreadores Imobilizações operação andamento total Saldos em 31 de dezembro de 2006 .......... 1.076 2.239 860 107 120 154 145 4.701 4.701 Aquisição .................................................. 841 215 179 186 1.421 1.421 Alienação .................................................. (7) (7) (73) (1) (88) (88) Depreciação/exaustão/amortização .......... (83) (357) (51) (29) (54) (574) (574) Reavaliação .............................................. 339 432 771 771 Saldos em 31 dedezembro de 2007 ............ 1.415 2.588 1.337 271 263 213 144 6.231 6.231 Custo total .................................................... 1.415 5.371 3.153 552 666 351 194 11.702 11.702 Depreciação acumulada .............................. (2.783) (1.816) (281) (403) (138) (50) (5.471) (5.471) Valor residual .............................................. 1.415 2.588 1.337 271 263 213 144 6.231 6.231 Saldos em 31 de dezembro de 2007 .......... 1.415 2.588 1.337 271 263 213 144 6.231 6.231 Aquisição .................................................. 817 149 165 22 8.758 9.911 250 10.161 Alienação .................................................. (34) (16) (16) (66) (66) Transferências............................................ 242 533 10 (10) 983 1.758 1.758 Depreciação/exaustão/amortização .......... (70) (495) (90) (44) (55) (1.304) (2.058) (2.058) Saldos em 31 de dezembro de 2008 .......... 1.657 3.051 1.625 340 358 164 7.454 1.127 15.776 250 16.026 Custo total .................................................... 1.657 5.935 3.629 717 708 321 8.758 2.563 24.288 250 24.538 Depreciação acumulada .............................. (2.884) (2.004) (377) (350) (157) (1.304) (1.436) (8.512) (8.512) Valor residual .............................................. 1.657 3.051 1.625 340 358 164 7.454 1.127 15.776 250 16.026 Taxas anuais de depreciação - % ................ (*) 20 20 10 20 33 20 (*) A depreciação de edificações, cuja taxa média anual é de 2%, é calculada de acordo com os prazos de vida útil remanescente dos bens, previstos nos laudos de avaliação. 10. Contas a Pagar (a) Obrigações a pagar - circulante 2008 2007 Participações no resultado ...................................................................... 6.533 6.747 Dividendos .............................................................................................. 4.307 3.583 Juros sobre o capital próprio .................................................................... 6.616 Cheques emitidos e não compensados .................................................. 6.773 3.167 Serviços de assistência............................................................................ 18.590 7.123 Outras obrigações a pagar ...................................................................... 1.277 1.114 37.480 28.350 (b) Impostos e encargos sociais a recolher - circulante Imposto sobre Operações Financeiras - IOF sobre prêmios a receber .. 12. Provisões Técnicas e Despesas de Comercialização Diferidas - Seguros e Resseguros Em 31 de dezembro, os saldos dos principais grupos dos ramos das provisões técnicas e das despesas de comercialização diferidas são: (a) Seguros e resseguros - ramos elementares e vida em grupo 2008 2007 10.042 6.350 Contribuições ao INSS e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS ................................................................ 753 569 Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF .............................................. 1.533 151 Imposto Sobre Serviços - ISS ................................................................ 295 163 Outros ...................................................................................................... 687 425 13.310 7.658 (c) Encargos trabalhistas - correspondem à provisão de férias e respectivos encargos sociais, no montante de R$ 1.308 (2007 - R$ 1.223). (d) Provisão para impostos e contribuições - circulante 2008 2007 COFINS.................................................................................................... 787 704 PIS .......................................................................................................... 195 151 Outros ...................................................................................................... 50 30 1.032 885 (e) Provisão para tributos diferidos no exigível a longo prazo - refere-se aos tributos incidentes sobre a reavaliação de imóveis, no montante de R$ 2.899 (2007 - R$ 2.534). Essa provisão é transferida para o passivo circulante à medida que os imóveis forem sendo realizados por depreciação ou venda. 11. Depósitos de Terceiros Referem-se, principalmente, a valores recebidos de segurados para quitação de apólices em processo de emissão e de recebimento de prêmios de seguros fracionados em processamento. 31 - Automóveis.......................................... 53 - Resp. Civil Facultativa ........................ Outros ........................................................ Automóvel .................................................. 18 - Compreensivo empresarial ................ 14 - Compreensivo residencial .................. 16 - Compreensivo condomínio.................. Outros ........................................................ Patrimonial.................................................. 93 - Vida em grupo .................................... Outros ........................................................ Pessoas ...................................................... 88 - DPVAT ................................................ DPVAT ........................................................ Outros ........................................................ Circulante .................................................. Não circulante ............................................ Provisão de prêmios não ganhos - PPNG 2008 2007 227.479 142.249 59.397 34.447 3.461 1.872 290.337 178.568 1.214 1.198 1.451 1.336 97 97 32 25 2.794 2.656 49 55 49 55 61 293.241 292.795 446 46 181.325 181.189 136 Sinistros a liquidar (*) 2008 2007 42.062 29.430 17.689 16.351 25 20 59.776 45.801 236 1.235 99 219 74 48 4.765 5.654 5.174 7.156 4.061 6.206 18 27 4.079 6.233 33.152 26.440 33.152 26.440 6.259 6.855 108.440 92.485 108.440 92.485 (*) A provisão de sinistros a liquidar está sendo demonstrada pelo valor líquido dos efeitos do cosseguro e do resseguro cedidos. Os sinistros em discussão judicial, no montante de R$ 22.871 (2007 - R$ 29.316) estão provisionados na rubrica “Sinistros a liquidar”, no passivo circulante, com base nos valores estimados pelos consultores legais e pelo departamento jurídico e na experiência histórica das áreas técnicas da Companhia para cada ramo de seguros, conforme demonstrado a seguir: 2008 2007 Riscos de perda (sinistros sob discussão judicial) Provável ................................................................................................ 7.425 9.303 Possível.................................................................................................. 15.446 20.013 22.871 29.316 Quantidade .............................................................................................. 854 881 31 - Automóveis.......................................... 53 - Resp. Civil Facultativa ........................ Outros ........................................................ Automóvel .................................................. 93 - Vida em grupo .................................... Pessoas ...................................................... 88 - DPVAT ................................................ DPVAT ........................................................ 18 - Compreensivo empresarial ................ 14 - Compreensivo residencial .................. 16 - Compreensivo condomínio ................ Outros ........................................................ Patrimonial.................................................. Outros ........................................................ Circulante .................................................. Não circulante ............................................ Provisão de sinistros ocorridos e Não Avisados (IBNR) 2008 2007 1.405 1.284 1.574 1.438 25 22 3.004 2.744 1.095 1.001 1.095 1.001 1.336 1.076 1.336 1.076 23 21 22 22 6 6 58 38 109 87 167 135 5.711 5.043 5.711 5.043 31 - Automóveis........................................................................................ 53 - Resp. Civil Facultativa Outros ...................................................................................................... Automóvel ................................................................................................ 88 - DPVAT .............................................................................................. DPVAT ...................................................................................................... 18 - Compreensivo empresarial .............................................................. 14 - Compreensivo residencial ................................................................ 16 - Compreensivo condomínio .............................................................. Outros ...................................................................................................... Patrimonial................................................................................................ Outros ...................................................................................................... Circulante ................................................................................................ (*) Os saldos considerados como outras provisões referem-se: Provisão de oscilação de riscos .............................................................. Provisão complementar de prêmios ........................................................ Provisão de despesas administrativas .................................................... Despesas de comercialização diferidas 2008 2007 42.296 27.344 10.997 6.420 678 369 53.971 34.133 17 19 17 19 434 580 39 5 1.058 11 55.057 54.963 94 438 543 45 5 1.031 6 35.189 35.155 34 Outras Provisões (*) 2008 2007 700 443 17 717 513 513 1.284 186 3 2 1.475 2.705 2.705 9 452 261 261 1.336 196 119 1 1.652 4 2.369 2.369 2008 1.435 757 513 2.705 2007 1.562 546 261 2.369 (b) Garantia das provisões técnicas De acordo com as normas vigentes, foram vinculados à SUSEP os seguintes ativos em 31 de dezembro: 2008 2007 Total das provisões técnicas .................................................................... 411.549 282.331 (–) Fundos e reservas retidas IRB .......................................................... (183) (170) (–) Depósitos judiciais de sinistros .......................................................... (2.050) (1.631) (–) Direitos creditórios (*) ........................................................................ (113.141) (73.423) Montante a ser garantido ........................................................................ 296.175 207.107 Títulos de renda fixa públicos .................................................................. 34.485 28.971 Certificados de depósitos bancários ........................................................ 57.646 Quotas de fundos de investimento .......................................................... 204.044 178.136 Garantias das provisões técnicas ............................................................ 296.175 207.107 (*) Montante correspondente às parcelas não vencidas componentes dos prêmios a receber e dos riscos a decorrer. 13. Provisões Técnicas - Previdência Complementar De acordo com a Lei Complementar nº 109/01, as seguradoras não podem operar com previdência complementar, devendo constituir uma sociedade independente. No primeiro semestre de 2003, a Companhia transferiu parte de sua carteira para outras entidades no mercado. Para o montante referente ao “Plano Auxiliar Previdência”, comercializado anteriormente pela Auxiliar Seguradora S.A. (empresa incorporada com denominação de Rio Branco Seguradora S.A.), a Companhia mantém na rubrica “Provisão de benefícios a regularizar” a parcela referente aos participantes que ainda não se pronunciaram com relação ao resgate total do citado plano de previdência, após a publicação de convocação em jornal de grande circulação. 14. Outros Débitos - Provisões Judiciais A Companhia é parte envolvida em processos judiciais, de natureza tributária, trabalhista e cível. As provisões para as perdas decorrentes destes processos são estimadas e atualizadas pela Administração, amparada pela opinião do departamento jurídico da Companhia e de seus consultores legais externos. (a) Os saldos das provisões judiciais constituídas são os seguintes: 2008 2007 (–) Depósitos Passivo judiciais (*) Passivo Provisões fiscais (i) .............................................................. 59.994 59.787 51.948 Provisões trabalhistas (ii) .................................................... 6.570 3.672 6.058 Provisões cíveis (iii) ............................................................ 3.763 3.642 70.327 63.459 61.648 (*) Apresentados em conta de ativo, conforme Nota 6. (b) A movimentação das provisões judiciais foram: 2008 Saldo inicial.......................................... Constituições .................................... Reversões ........................................ Atualização monetária ...................... Saldo final ............................................ Quantidade .......................................... Provisões fiscais 51.948 6.567 (122) 1.601 59.994 57 Provisões trabalhistas 6.058 906 (394) 6.570 73 Provisões cíveis 3.642 1.681 (1.560) 3.763 232 Total 61.648 9.154 (2.076) 1.601 70.327 (c) O detalhamento das provisões judiciais por probabilidade de perda, em 31 de dezembro de 2008, é o seguinte: Provisões Provisões Provisões fiscais trabalhistas cíveis Valor estimado/ Valor estimado/ Valor estimado/ provisionado provisionado provisionado Perdas prováveis .......................... 1.855 2.174 671 Perdas possíveis .......................... 50.911 4.396 3.092 Perdas remotas ............................ 7.228 59.994 6.570 3.763 Quantidade .................................. 57 73 232 (d) Apresentamos descrição resumida das contingências passivas: (i) Provisões fiscais - natureza das ações As principais ações fiscais referentes a obrigações legais, bem como suas descrições sumárias, podem ser assim resumidas: 2008 2007 Contribuição Previdenciária - INSS ........................................................ 24.076 20.928 Contribuição para o Financiamento daSeguridade Social - COFINS ...... 10.882 10.743 Programa de Integração Social - PIS ...................................................... 8.629 8.557 Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL.................................. 8.822 5.160 Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ .............................................. 2.286 2.173 Outros ...................................................................................................... 5.299 4.387 59.994 51.948 • INSS A Companhia discute judicialmente o pagamento da Contribuição Previdenciária incidente sobre as importâncias por ela repassadas aos corretores de seguros, exigida com base no inciso III do artigo 22 da Lei nº 8.212/91, bem como ao recolhimento do adicional de 2,5%, previsto no parágrafo 1º do mesmo dispositivo, com a redação que lhes foi dada pelo artigo 1º da Lei nº 9.876/99, sendo que os referidos valores estão sendo depositados em conta judicial para fins de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Em face da sentença que julgou improcedente o pedido, a Companhia interpôs recurso de apelação, que ainda aguarda julgamento. • COFINS Com o advento da Lei nº 9.718/98, § 1º do artigo 3º, as companhias de seguros, dentre outras, passaram a ser obrigadas ao pagamento da COFINS à alíquota de 3% sobre a receita bruta, assim entendido como a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, a partir dos fatos geradores ocorridos em fevereiro de 1999, e à alíquota de 4% após a promulgação da Lei nº 10.684/03. O Supremo Tribunal Federal - STF declarou, em sede de controle difuso, inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, afastando, portanto, a incidência da COFINS sobre as receitas não compreendidas no faturamento, tendo tal decisão servido para o parcial provimento do Recurso Extraordinário nº 400.479 da Companhia. Ainda pende de julgamento os Embargos de Declaração opostos contra decisão que negou provimento ao Recurso de Agravo interposto pela Companhia nos autos do RE supracitado no qual se discute o afastamento da incidência da COFINS sobre as receitas que não sejam oriundas de prestação de serviços e vendas de mercadorias, que conforme lição do STF se prestam para a composição do faturamento. Ou seja, pretende a Companhia a exclusão da base de cálculo da COFINS as receitas de prêmios de seguros, eis que não são consideradas como prestação de serviços e/ou venda de mercadorias. • PIS A Companhia discute a exigibilidade da contribuição para o PIS, instituída nos termos das Emendas Constitucionais - EC nºs 01/94, 10/96 e 17/97 e da Lei nº 9.718/98, as quais alteraram a base de cálculo e a alíquota da contribuição que passou a incidir sobre a receita bruta operacional. No processo em que se discute a Emenda Constitucional de Revisão nº 01/94 e às disposições acrescidas, no tocante ao período de 90 (noventa) dias posteriores à edição da medida provisória nº 517/84. Processo em andamento na instância superior. No processo em que se discute a EC nº 10/96, foi proferida sentença que julgou procedentes os pedidos formulados pela Companhia. Em face desta decisão, a União Federal interpôs recurso de apelação, o qual ainda encontra-se pendente de julgamento. No processo em que se discute a EC nº 17/97, foi proferido acórdão que reconheceu a procedência dos pedidos formulados pela Companhia, o qual transitou em julgado no dia 16 de agosto de 2006. Atualmente, o processo encontra-se em fase de liquidação do julgado, para apuração do valor a ser levantado pela Companhia e do montante a ser convertido em renda da União Federal. No processo em que se discute a Lei nº 9.718/98, foi proferido acórdão julgando parcialmente procedente o pedido formulado pela Companhia. Em face dessa decisão, a União Federal interpôs recursos especial e extraordinário, os quais ainda se encontram pendentes de julgamento. • IRPJ e CSLL A Companhia ingressou com ação visando discutir a legalidade e constitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei 8.981/95, que restringiram o direito da impetrante no que tange a compensação de prejuízos fiscais para fins de IRPJ ou da base negativa da CSLL. Em 18 de dezembro de 1995 foi impetrado o mandado de segurança em referência a fim de que assegurar o direito desta Companhia de proceder à exclusão total dos prejuízos fiscais e da base de cálculo negativa da contribuição social sobre o lucro, afastando-se assim a aplicação dos artigos 42 e 58 da Lei nº 8.981/95, em razão da inconstitucionalidade de sua limitação a 30% do lucro líquido. continua continuação AZUL COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS CNPJ/MF nº 33.448.150/0001-11 Sede: Av. Rio Branco, 80 - 13º, 15º ao 20º andares CEP 20040-070 - Rio de Janeiro NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007 (Valores expressos em milhares de reais, exceto quando de outra forma indicado) Em 22 de março de 2004, visando ao aproveitamento dos prejuízos fiscais mesmo após o decurso do prazo decadencial de 4 anos, foi protocolado pedido de desistência do feito relativamente à discussão acerca do Imposto de Renda (art. 42 da Lei nº 8.981/95), renunciando-se nesta parte ao direito sobre o qual se funda a ação. Em 16 de maio de 2006, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região houve por bem negar provimento ao recurso de apelação interposto pela União Federal, a qual, por sua vez, interpôs Recurso Especial que foi inadmitido. Uma vez que a União Federal não interpôs recurso contra a decisão que inadmitiu o aludido Recurso Especial, o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região transitou em julgado em 28 de fevereiro de 2007. • CSLL A Companhia questiona a legalidade e a constitucionalidade da Lei nº 9.316/96 que proibiu a dedução da despesa da CSLL para a formação da base de cálculo do IRPJ. A Companhia propôs ação visando discutir o direito de calcular a CSLL com base na alíquota prevista no “caput” do artigo 19 da Lei nº 9.249/95, deixando, assim, de atender ao disposto na Emenda Constitucional nº 10, de 4 de março de 1996, e às demais disposições legais que visam impor-lhe alíquotas superiores às aplicadas às pessoas jurídicas em geral, inclusive ao parágrafo único do artigo 19 da mesma Lei nº 9.249/95. Embora a sentença tenha inicialmente sido favorável, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região reformou tal decisão ao dar provimento ao recurso de apelação da Fazenda Nacional. Atualmente, aguarda-se o juízo de admissibilidade acerca dos recursos especial e extraordinário interpostos pela Companhia e do recurso extraordinário interposto pela União Federal. Em 2001, a incorporada Rio Branco Seguradora S.A. foi autuada pela Secretaria da Receita Federal pelo não recolhimento da CSLL no período de 1992 a 2000, no montante de R$ 2.780. A Companhia protocolou Recurso Voluntário requerendo o cancelamento do Auto de Infração que foi julgado em 25 de janeiro de 2007 e que por maioria de votos, foi acolhida a preliminar de decadência em relação aos anos de 1992, 1993 e 1994. Em 29 de maio de 2007, o processo foi remetido para ciência da Procuradoria da Fazenda Nacional, que interpôs Recurso Especial em face da referida decisão. Referido recurso restou admitido apenas no que tange à decadência, tendo sido inadmitido com relação à aplicabilidade da multa isolada. Em face da referida decisão a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso de Divergência nº 154.487. Em 25 de novembro de 2008, os autos foram remetido à Divisão de Controle e Acompanhamento Tributário - DEINF, a fim de intimar a Companhia para oferecimento de contrarazões ao Recurso Especial e ao Recurso de Divergência. No momento aguarda-se a intimação da Companhia. A Companhia questiona a legalidade e a constitucionalidade da Medida Provisória nº 413/2008, transformada na Lei nº 11.727/2008 que majorou, a partir de maio de 2008, a alíquota da contribuição social das instituições financeiras e seguradoras de 9% para 15%. O pedido de liminar foi indeferido e atualmente o processo tramita em 2ª instância aguardando julgamento do Agravo de Instrumento. A Companhia efetuou depósito judicial dos valores discutidos. (ii) Provisões trabalhistas A Companhia é parte em diversas ações de natureza trabalhista, e os pedidos mais freqüentes referem-se a horas extras, reflexo das horas extras e descanso semanal remunerado, verbas rescisórias, equiparação salarial e descontos indevidos. (iii) Provisões cíveis A Companhia é parte em processos de natureza cível, cujas ações judiciais não possuem ligação direta com os negócios da Companhia. 15. Imposto de Renda e Contribuição Social O valor calculado do imposto de renda e da contribuição social pela apuração do lucro real anual e a conciliação entre as alíquotas nominal e efetiva são demonstrados a seguir: 2008 2007 Lucro antes do imposto de renda (IRPJ) e da contribuição social (CSLL), liquido de participações ........................................................................ 77.663 64.077 Alíquota vigente ...................................................................................... 40% 34% Expectativa de despesa de IRPJ e CSLL, de acordo com a alíquota vigente .................................................................................... (31.065) (21.786) (a) Efeito do IRPJ e da CSLL sobre as diferenças permanentes: Impostos sobre dividendos.................................................................. 131 46 Juros sobre capital próprio .................................................................. 3.319 2.249 Impostos sobre participação no resultado .......................................... (487) (781) Outros.................................................................................................. 602 1.324 (b) Efeito do IRPJ e da CSLL sobre as diferenças temporais: ................ 4.204 237 Despesa contabilizada ............................................................................ (23.296) (18.711) Regime tributário de transição Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido do exercício de 2008, as companhias poderão optar pelo Regime Tributário de Transição - RTT, conforme a MP 449/08, que permite à pessoa jurídica eliminar os efeitos contábeis da Lei 11.638/07 e da referida MP, por meio de registros no livro de apuração do lucro real - LALUR ou de controles auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil. A opção por este regime se dará quando da entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica - DIPJ do ano-calendário 2008. As demonstrações contábeis do exercício social findo em 31 de dezembro de 2008 foram elaboradas considerando as melhores estimativas da administração que, neste momento, indicam a opção pelo RTT. 16. Patrimônio Líquido (a) Capital social - o capital social, totalmente subscrito e integralizado, está representado por 17.990.140 ações ordinárias e nominativas, sem valor nominal. Em Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 31 de março de 2008, foi aprovado o aumento do capital social de R$ 55.045 para R$ 75.045, mediante a incorporação de parte do saldo da reserva estatutária de lucros, homologado pela Portaria SUSEP/DECON nº 892, de 21 de novembro de 2008. (b) Política de Distribuição de Dividendos - De acordo com o estatuto social, são assegurados aos acionistas dividendos mínimos de 25%, calculados sobre o lucro líquido do exercício ajustado. Os dividendos foram calculados conforme demonstração a seguir: 2008 2007 Lucro líquido do exercício ........................................................................ 47.834 38.763 (-) Reserva legal - 5% .............................................................................. (2.391) (1.938) Lucro básico para determinação do dividendo ........................................ 45.443 36.825 Dividendos mínimos obrigatórios ............................................................ 11.361 9.206 Juros sobre o capital próprio propostos (líquido de 15% IR) (i) .............. 7.054 5.624 Dividendos propostos .............................................................................. 4.307 3.582 11.361 9.206 (i) Em 19 de dezembro de 2008, foram creditados aos acionistas juros sobre o capital próprio - JCP, no montante de R$ 8.298 (R$ 7.054, líquido de imposto de renda). (c) Reserva de Reavaliação - Em 2007 foi contabilizada reserva de reavaliação no montante de R$ 5.167. A parcela de R$ 104 realizada no exercício de 2008 da reserva de reavaliação, calculada proporcionalmente à depreciação sobre o valor dos bens reavaliados do ativo permanente, foi transferida para lucros acumulados. Em 31 de dezembro de 2008, a conta “Reserva de Reavaliação”, líquida dos efeitos tributários sobre reavaliação de edificações, está representada por R$ 4.923 (2007 - R$ 5.392). (d) Reserva estatutária - Constituída pelo saldo remanescente do lucro líquido não destinado do exercício com a finalidade de manutenção do total do patrimônio líquido da Companhia em montante suficiente ao atendimento das exigências legais de margem de solvência e de cobertura dos passivos não operacionais. A administração irá propor em Assembléia Geral o aumento de capital social em montante equivalente a parcela de reservas de lucros que exceder o valor do capital da seguradora ao final do exercício de 2008. (e) Capital adicional para o risco de subscrição A SUSEP divulgou as Resoluções CNSP nºs 155 e 158, em 26 de dezembro de 2006, que instituíram as regras de alocação de capital de riscos provenientes da subscrição para os diversos ramos de seguros e também os critérios de atuação do órgão regulador em relação à eventual insuficiência de capital para as seguradoras, com vigência a partir de janeiro de 2008. Em dezembro de 2007, a SUSEP editou a Resolução nº 178, do CNSP e a Circular SUSEP nº 355 revogando a Resolução nº 158, aumentando o prazo de adequação do capital mínimo de três para quatro anos. Considerar-se-ão, para efeitos das Resoluções citadas, os conceitos a seguir: • Capital mínimo requerido - montante de capital que uma seguradora deverá manter, a qualquer tempo, para garantia de suas operações e é equivalente à soma do Capital Base com o Capital Adicional. • Capital base - montante fixo de capital que uma sociedade seguradora deverá manter, a qualquer tempo. O Capital Base para garantia de suas operações em todo país é de R$ 15.000. • Capital adicional - montante variável de capital que uma sociedade seguradora deverá manter, a qualquer tempo, para garantir os riscos inerentes à sua operação. A Companhia está devidamente enquadrada. Portanto, não haverá necessidade de aporte de capital. 17. Principais Ramos de Atuação Em 31 de dezembro de 2008, os prêmios ganhos, os sinistros retidos, as despesas de comercialização, com os índices de sinistralidade e comissionamento apresentados nos principais grupos dos ramos foram: Prêmio ganho 2008 2007 31 - Automóveis........................................................................................ 359.781 250.003 53 - Resp. Civil Facultativa ...................................................................... 89.242 57.478 Outros ...................................................................................................... 5.072 3.132 Automóvel ................................................................................................ 454.095 310.613 88 - DPVAT .............................................................................................. 25.780 20.389 DPVAT ...................................................................................................... 25.780 20.389 18 - Compreensivo empresarial .............................................................. 2.237 1.947 14 - Compreensivo residencial ................................................................ 2.545 2.509 16 - Compreensivo condomínio................................................................ 269 156 Outros ...................................................................................................... 111 158 Patrimonial................................................................................................ 5.162 4.770 93 - Vida em grupo .................................................................................. 3.852 4.211 Pessoas.................................................................................................... 3.852 4.211 Outros ...................................................................................................... (55) 910 488.834 340.893 31 - Automóveis.......................................... 53 - Resp. Civil Facultativa ........................ Outros ........................................................ Automóvel .................................................. 88 - DPVAT ................................................ DPVAT ........................................................ 18 - Compreensivo empresarial ................ 14 - Compreensivo residencial .................. 16 - Compreensivo condomínio.................. Outros ........................................................ Patrimonial.................................................. 93 - Vida em grupo .................................... Pessoas ...................................................... Outros ........................................................ 31 - Automóveis.......................................... 53 - Resp. civil facultativa .......................... Outros ........................................................ Automóvel .................................................. 88 - DPVAT ................................................ DPVAT ........................................................ 18 - Compreensivo empresarial ................ 14 - Compreensivo residencial .................. 16 - Compreensivo condomínio.................. Outros ........................................................ Patrimonial.................................................. 93 - Vida em grupo .................................... Pessoas ...................................................... Outros ........................................................ Sinistros retidos 2008 2007 262.048 165.298 50.266 35.125 75 46 312.389 200.469 21.132 16.285 21.132 16.285 425 663 481 502 101 (40) (756) (133) 251 992 240 1.155 240 1.155 (286) (986) 333.726 217.915 Despesas de comercialização 2008 2007 85.725 54.629 17.923 11.030 1.055 615 104.703 66.274 161 181 161 181 914 972 1.153 1.119 86 112 8 10 2.161 2.213 1.114 1.143 1.114 1.143 (14) 310 108.125 70.121 Sinistralidade 2008 2007 72,8 66,1 56,3 61,1 1,5 1,5 68,8 64,5 82,0 79,9 82,0 79,9 19,0 34,1 19,0 20,0 37,6 (25,6) (681,08) (84,2) 4,9 20,8 6,2 27,4 6,2 27,4 (520,0) (108,4) 68,3 63,9 Percentual Comissionamento 2008 2007 23,8 21,9 20,1 19,2 20,8 19,6 23,1 21,3 0,6 0,9 0,6 0,9 40,9 49,9 45,3 44,6 32,0 71,8 7,2 6,3 41,9 46,4 28,9 27,1 28,9 27,1 25,5 34,1 22,1 20,6 18. Sinistros Retidos Indenizações Avisadas ............................................................................ Despesas c/Sinistros................................................................................ Salvados .................................................................................................. Ressarcimentos........................................................................................ Serviços de Assistência .......................................................................... Indenizações Avisadas - DPVAT .............................................................. IBNR - DPVAT .......................................................................................... Despesas c/Sinistros - DPVAT ................................................................ Outros ...................................................................................................... 2008 (328.774) (15.601) 39.633 1.351 (8.667) (17.225) (1.706) (2.202) (535) (333.726) 2007 (214.210) (8.363) 23.393 2.157 (5.169) (14.727) 478 (2.036) 562 (217.915) 2008 (126.033) 17 (1.977) 19.868 (108.125) 2007 (77.037) 20 (2.349) 9.245 (70.121) 2008 33.362 11.858 1.331 46.551 2007 21.322 4.178 337 25.837 (11.304) (4.149) (2.893) (2.323) (2.477) (536) (2.614) (26.296) 20.255 (8.911) 19. Despesas de Comercialização Comissões sobre prêmios emitidos ........................................................ Comissões sobre prêmios emitidos - Resseg. Cedidos .......................... Outras despesas de comercialização ...................................................... Variação das despesas de comercialização diferidas .............................. 20. Outras Receitas e Despesas Operacionais (a) Receitas Custo de apólice ...................................................................................... Custo de serviços .................................................................................... Outras receitas operacionais .................................................................. (b) Despesas Inspeções e prevenção de riscos ............................................................ Despesas com dispositivos anti-furtos .................................................... Cobrança de apólices .............................................................................. Previdência social com corretores............................................................ Administração de apólices ...................................................................... Despesas com apólices .......................................................................... Outras despesas operacionais ................................................................ (2.088) (1.311) (2.664) (291) (2.581) (17.846) 7.991 21. Despesas Administrativas Pessoal .................................................................................................... Serviços de terceiros................................................................................ Localização e funcionamento .................................................................. Despesas administrativas com DPVAT .................................................... Outras ...................................................................................................... 2008 (23.602) (3.469) (17.273) (2.241) (739) (47.324) 2007 (21.216) (1.786) (12.012) (1.949) (831) (37.794) 2008 (9.580) (2.055) (434) (441) (12.510) 2007 (7.457) (1.549) (283) (339) (9.628) 2008 3.766 29.358 724 32.464 1.936 6.837 75.085 2007 3.356 21.623 414 26.413 1.662 2.229 55.697 22. Despesas com Tributos COFINS.................................................................................................... PIS .......................................................................................................... Taxa de fiscalização ................................................................................ Outros ...................................................................................................... 23. Resultado Financeiro (a) Receitas financeiras Títulos de renda fixa ................................................................................ Operações de seguros (*) ........................................................................ Títulos de renda variável .......................................................................... Quotas de fundos de investimentos ........................................................ Variações monetárias dos depósitos judiciais.......................................... Outras ...................................................................................................... (*) Refere-se basicamente a encargos incidentes sobre o fracionamento de prêmios. (b) Despesas financeiras 2008 Encargos sobre tributos .......................................................................... (279) Operações de seguros (*) ........................................................................ (3.632) Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira - CPMF .......... (35) Variações monetárias de contingências passivas .................................... (1.610) Outras ...................................................................................................... (355) (5.911) 69.174 (*) Referem-se, principalmente, à capitalização da provisão do IBNR Convênio DPVAT. 24. Patrimônio Líquido Ajustado 2008 Patrimônio líquido .................................................................................... 174.226 Deduções: Despesas antecipadas .......................................................................... (400) Ativo diferido .......................................................................................... (359) Outras deduções (intangível) ................................................................ (367) Patrimônio líquido ajustado ...................................................................... 173.100 2007 (455) (3.326) (1.803) (1.368) (184) (7.136) 48.561 2007 139.442 (326) (1.677) (367) 137.072 25. Margem de Solvência 2008 2007 Patrimônio líquido ajustado ...................................................................... 173.100 137.072 A) 0,2 prêmio retido anual médio - últimos 12 meses.............................. 120.202 76.042 B) 0,33 sinistro retido anual médio - últimos 36 meses .......................... 77.883 53.710 C) Margem de solvência (valor de A ou B - o maior) .............................. 120.202 76.042 Suficiência ................................................................................................ 52.898 61.030 26. Plano de Previdência Complementar (a) Constituição A Companhia (empresa patrocinadora), a partir do mês de maio de 2007, implantou Plano de Previdência Privada complementar na modalidade de contribuição variável oferecido aos seus colaboradores através da empresa ligada Porto Seguro Vida e Previdência. Nos termos do regulamento desse plano, os principais recursos são representados por contribuições de sua patrocinadora e participantes, bem como pelos rendimentos resultantes das aplicações desses recursos em investimentos. As contribuições efetuadas pelos participantes variam entre 2% e 8% do salário de cada participante e a contribuição da patrocinadora corresponde a 2% do salário fixo do participante. (b) Participantes Os participantes são funcionários da empresa patrocinadora. Em 31 de dezembro de 2008, a patrocinadora contava com 154 participantes ativos, que efetuaram contribuições no total de R$ 164. Nos termos do regulamento desse plano, os principais recursos são representados por contribuições. 27. Instrumentos Financeiros (a) Visão geral A carteira de aplicações da Companhia obedece a critérios de avaliação interna relacionada a cada segmento de negócio da Companhia. Neste cômputo relacionamos a necessidade de alocação de recursos em conformidade com a legislação para o mercado de seguros. Nesse aspecto destaca-se a composição das provisões técnicas para o ramo de seguros. Para a efetiva alocação de recursos a Companhia dispõe de mecanismo de avaliação e acompanhamento de performance dos gestores, com limites estabelecidos com base em informações qualitativas e quantitativas. Também estão inseridas neste contexto a pré-seleção de novos gestores realizada através do processo de Due Diligence para busca detalhada de informações sobre o gestor, como questões técnicas e operacionais e análises comparativas da performance dos gestores. Tais procedimentos fazem parte de um mecanismo de segurança adotado pela Companhia para a definição da estratégia de investimento dentro de limites de risco pré-estabelecidos e constantemente atualizados pelo Comitê de Investimentos composto pelos departamentos de Risco, de Economia e de Investimentos. (b) Administração de risco Considerando a posição atual dos ativos por modalidade de investimentos em 31 de dezembro de 2008, a carteira de aplicações da Companhia está exposta em sua maior parte à flutuação das taxas de juros no mercado doméstico e em menor grau às expectativas de inflação. O grau de exposição está relacionado às variações nos preços dos ativos em função das mudanças nas expectativas de mercado. O acompanhamento dessas mudanças de expectativas de mercado é monitorado diariamente em conjunto com as áreas relacionadas. (c) Demais operações Operações com risco privado são permitidas, assim como operações com renda variável. Nesses casos específicos o acompanhamento é feito pelo departamento para estratégia de investimentos e está restrito ao limite definido pelo Comitê de Investimentos. 28. Cobertura de Seguros A Companhia adota uma política de seguros que considera, principalmente, a concentração de riscos e sua relevância, contratados por montantes considerados suficientes pela Administração, levando em consideração a natureza de suas atividades. A cobertura dos seguros, em valores de 31 de dezembro de 2008, é assim demonstrada: Itens Tipo de segurança Importância segurada Edifícios Quaisquer danos materiais a edificações, instalações e máquinas e equipamentos 17.653 Responsabilidade Estabelecimentos comerciais, Civil empregador e contingência de veículos 13.500 Veículos Responsabilidade civil facultativa 10.350 Fiança Locatícia Aluguel 6 DIRETORIA JAYME BRASIL GARFINKEL Diretor Presidente FÁBIO LUCHETTI Diretor Vice-Presidente Executivo MARCO ANTONIO VETTORI Diretor Vice-Presidente SIDNEY MAURY SENTOMA Diretor Administrativo e Financeiro CASIMIRO BLANCO GOMEZ Diretor Vice-Presidente ROBERTO DE SOUZA SANTOS Diretor Geral FÁBIO OHARA MORITA Diretor Técnico KARINA MIYUKI HONMA NITA - Atuária MIBA nº 1086 JORGE DE OLIVEIRA JUNIOR - Contador - CRC RJ 068029/O-9 PARECER ATUARIAL Aos Acionistas e Administradores da Azul Companhia de Seguros Gerais: (1) Realizamos a Avaliação Atuarial do exercício de 2008, conforme estabelecido na Circular SUSEP nº 272/04, para os Seguros de Danos, Vida em Grupo e Acidentes Pessoais da Azul Companhia de Seguros Gerais. (2) Nossos trabalhos foram conduzidos de acordo com os princípios atuariais e compreenderam avaliar a capacidade da Companhia em cumprir os seus compromissos, passados e futuros, com os segurados. relevantes às práticas atuariais aplicáveis e as Provisões Técnicas constituídas garantem a solvência da Desta forma, verificamos as Provisões Técnicas constituídas, bem como as movimentações na carteira Companhia. durante o período compreendido entre 01 de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2008, considerando o regime de competência atuarial. Por meio de testes de consistência, foram analisadas as metodologias Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de 2009 utilizadas para a obtenção dos resultados apresentados. Karina Miyuki Honma Nita Fábio Ohara Morita (3) Assim, a Avaliação Atuarial, referida no parágrafo (1), apresenta-se adequada em todos os aspectos Atuária MIBA nº 1086 Diretor Técnico Para fins de atendimento ao que estabelece a legislação, especificamente a Resolução nº 118/04 do Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP, foi constituído o Comitê de Auditoria a partir da Porto Seguro S.A., controladora da Azul Companhia de Seguros Gerais, em reunião de seu Conselho de Administração, nos termos do artigo 16, parágrafo 2º, do estatuto social da Porto Seguro S.A. O Comitê de Auditoria é composto por membros independentes, de acordo com as melhores práticas de governança corporativa. A atuação do Comitê de Auditoria inclui a Azul Companhia de Seguros Gerais, bem como as outras empresas do Conglomerado Porto Seguro, essas controladas diretamente pela Porto Seguro S.A.. O presente Relatório tem por objetivo relatar a atuação do Comitê no âmbito da Azul Companhia de Seguros Gerais. Cabe à Administração da Azul Companhia de Seguros Gerais a responsabilidade pela elaboração, apresentação e integridade das demonstrações contábeis da Azul Companhia de Seguros Gerais, bem como pela implementação e manutenção de controles internos adequados à complexidade das operações, com estrita observância das práticas contábeis adotadas no Brasil e das normas e regulamentos editados pelo CNSP e Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. A PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes audita as demonstrações contábeis da Azul Companhia de Seguros Gerais. Por meio do exame de auditoria, conduzido de acordo com as normas de auditoria adotadas no Brasil, o Auditor Independente emite opinião se elas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Azul Companhia de Seguros Gerais, consoante às práticas contábeis adotadas no Brasil e às normas emitidas pelos órgãos reguladores acima mencionados. Ao Comitê de Auditoria compete, principalmente, avaliar, acompanhar e recomendar, de forma independente: (i) o atendimento a dispositivos legais e normativos aplicáveis à Azul Companhia de Seguros Gerais, considerando as particularidades afetas a empresa, além de regulamentos e políticas internas; (ii) os sistemas de controles internos da Azul Companhia de Seguros Gerais; (iii) as demonstrações contábeis da Azul Companhia de Seguros Gerais; (iv) os trabalhos desenvolvidos pelas auditorias interna e externa e (v) a correção ou aprimoramento de políticas, práticas e procedimentos identificados no âmbito de sua atuação. Tomando por base o disposto no seu Regulamento, no período, o Comitê de Auditoria desenvolveu, dentre outras, as seguintes atividades: (a) análise e aprovação do plano anual de atividades da auditoria interna; (b) realização de reuniões com diversas áreas da organização; (c) conhecimento das estruturas: administrativa, financeira e operacional da Azul Companhia de Seguros Gerais; (d) solicitação, análise e acompanhamento de informações e relatórios sobre a estrutura e o funcionamento do ambiente de controles internos e de gerenciamento de riscos; (e) avaliação do nível dos trabalhos realizados pela Aos Administradores e Acionistas Azul Companhia de Seguros Gerais 1. Examinamos o balanço patrimonial da Azul Companhia de Seguros Gerais em 31 de dezembro de 2008 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado correspondentes ao exercício findo nessa data, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. 2. Nosso exame foi conduzido de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil os quais requerem que os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a adequada apresentação das demonstrações contábeis em todos os seus aspectos relevantes. Portanto nosso exame compreendeu: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da Seguradora; b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da Seguradora, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. 3. Somos de parecer que as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Azul Companhia de Seguros Gerais em 31 de dezembro de 2008, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido, os seus fluxos de caixa e os valores adicionados nas operações referentes ao exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 4. Anteriormente, examinamos as demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, compreendendo o balanço patrimonial, as demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos desse exercício, as quais estão sendo apresentadas de forma conjunta com as demonstrações contábeis de 2008, sobre as quais emitimos parecer sem ressalva, datado de 15 de fevereiro de 2008. Conforme mencionado na nota explicativa 2, as práticas contábeis adotadas no Brasil foram alteradas a partir de 1º de janeiro de 2008, sendo as demonstrações das origens e aplicação de recursos substituída pela demonstração dos fluxos de caixa, a qual está dispensada de comparação nesse primeiro ano de adoção. RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA auditoria interna e externa, bem como da política de independência mantida; (f) solicitação e análise de documentos relacionados aos aspectos contábeis e financeiros do conglomerado, aos processos judiciais em andamento, aos controles empregados e sua efetividade e às recomendações da auditoria externa, analisando também as normas especificamente aplicáveis ao setor no qual a Azul Companhia de Seguros Gerais atua e o cumprimento de tais normas. O Comitê reuniu-se com o Auditor Independente e tomou conhecimento do parecer emitido sobre as demonstrações contábeis relativas ao exercício encerrado em 31.12.2008 da Azul Companhia de Seguros Gerais. Assim, baseando suas conclusões nas atividades desenvolvidas no período, o Comitê entende que as demonstrações contábeis auditadas, relativas ao exercício encerrado em 31.12.2008, foram elaboradas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, recomendando sua aprovação. São Paulo, 17 de Fevereiro de 2009 Carlos Atushi Nakamuta Fernando Kasinski Lottenberg Lie Uema do Carmo PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES 5. A demonstração do valor adicionado correspondente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, preparada em conexão com as demonstrações contábeis do exercício de 2008, foi submetida aos procedimentos de auditoria descritos no segundo parágrafo e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada em todos os seus aspectos relevantes em relação às demonstrações contábeis mencionaadas no parágrafo 4, tomadas em conjunto. Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 2009 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 “F” RJ Eduardo Corrêa da Silva Contador CRC 1RJ027760/O-8