UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE ODONTOLOGIA FELIPE BROLESE GILVAN ZANCO AVALIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DOS ELEMENTOS DENTAIS ÂNTERO-SUPERIORES , SEGUNDO O GÊNERO Itajaí, (SC) 2006 1 FELIPE BROLESE GILVAN ZANCO AVALIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DOS ELEMENTOS DENTAIS ÂNTERO-SUPERIORES , SEGUNDO O GÊNERO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção de título de cirurgião-dentista do Curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí. Orientadora: Profª. Amarante Camargo Itajaí SC, 2006 Drª. Denise Arliane 2 AVALIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DOS ELEMENTOS DENTAIS ÂNTERO-SUPERIORES, SEGUNDO O GÊNERO Felipe BROLESE e Gilvan ZANCO Orientadora: Profª. Drª. Denise Arliane Amarante CAMARGO Data da defesa: abril de 2006 Resumo: A aparência estética ideal é influenciada por muitos fatores, e esta influência tem de ser introduzida na composição dental. O objetivo deste trabalho foi comparar as coroas anatômicas de três elementos dentais: incisivo central superior (11), incisivo lateral superior (12) e canino superior (13), entre mulheres e homens, analisando o comprimento cervicoincisal e linha da papila à incisal, largura mesiodistal incisal, largura mesiodistal cervical, a forma dental, forma cervical, ângulo incisal mesial e distal. Foram selecionados 25 mulheres e 25 homens. Foram feitas moldagens com alginato, vazadas com gesso pedra para obtenção dos modelos. Os dados foram submetidos à análise estatística segundo teste “t”. Foi encontrado diferença significativa no comprimento cervicoincisal, largura mesiodistal incisal e largura mesiodistal cervical para o 11, para o 13 apenas o comprimento cervicoincisal foi significativa, para o 12 nenhuma medida foi significativa. A forma encontrada do dente 11, tanto para mulheres e homens foi quadrada. Para o 12, a forma quadrada para mulheres, para homens as 3 formas se equivalem. A forma oval é predominante no elemento 13 para ambos os gêneros. A forma semicircular predomina nos gêneros masculino e feminino para o dente 11. Nos dentes 12 e 13, a forma oval é a que predomina, não havendo diferença entre os sexos. Ângulo distoincisal para o dente 11: 52% obtuso para homens e 68% para mulheres. Para 12: ângulo obtuso predomina para ambos. Ângulo mesioincisal, dente 11: reto para homens e mulheres. Dente 12: 56% reto para mulheres, e agudo 48% para homens. Palavras-chave: dentística, dimorfismo, estética. 3 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO........................................................................................................04 2 REVISÃO DE LITERATURA ..................................................................................07 2.1 Fatores e conceitos morfológicos dos dentes................................................07 2.1.1 Comprimento ..................................................................................................09 2.1.2 Altura e largura ...............................................................................................09 2.1.3 Avaliação da borda incisal.............................................................................10 2.1.4 Cor....................................................................................................................11 2.1.5 Forma................................................................................................................12 2.2 Fatores relacionados aos dentes vizinhos......................................................12 2.2.1 Proporção.........................................................................................................12 2.2.2 Personalidade..................................................................................................13 3 MATERIAIS E MÉTODOS.......................................................................................16 4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS.................................................................20 5 DISCUSSÃO...........................................................................................................24 6 CONCLUSÃO..........................................................................................................29 7 APÊNDICE A...........................................................................................................30 4 1 INTRODUÇÃO Atualmente a busca de tratamentos odontológicos estéticos tem sido priorizada em diversas áreas da odontologia. A busca pela estética tem levado as pessoas a procurar cada vez mais profissionais especializados para a obtenção de um sorriso, que atendam as exigências atuais. (BARATIERI et al., 1995) Mendes e Bonfante (1996) acreditam que a obtenção de um sorriso harmonioso pode, em muitos casos, ser um trabalho multidisciplinar, ou seja, abranger várias áreas dentro da odontologia, como a periodontia, ortodontia, prótese e dentística restauradora. As opções técnicas disponíveis são inúmeras, podendo ser menos invasivas, como o clareamento dental, microabrasão e desgastes, ou mais invasivas como os compósitos ou cerâmicas, seja para facetas ou coroas, empregados de forma direta ou indireta. Mas, o importante para o diagnóstico e planejamento de um tratamento odontológico envolvendo estética, é que o profissional tenha conhecimento de conceitos diversificados para a execução do mesmo. A necessidade estética na odontologia está relacionada ao senso estético do homem. Este senso de beleza determina a maneira como ele quer se apresentar, ser reconhecido e aceito pela sociedade em que vive. (TURANO; TURANO, 1993) A beleza de um sorriso está comumente relacionada a dentes que possuem boas relações de forma, proporção, textura e cor, que constituem um conjunto de fatores para uma melhoria na estética do indivíduo. Dentre as várias etapas necessárias para melhorar a estética, o correto diagnóstico é de fundamental importância, e a cosmética é a subárea responsável pela obtenção da harmonia. (BARATIERI et al., 1995) 5 Sharry (1974) em seu estudo, afirmou enfaticamente que o tamanho dos dentes era um fator muito mais importante que a forma do dente para o alcance da boa estética. Levine, em 1995, conceitua cosmética como todo e qualquer artifício empregado pelo cirurgião-dentista para obter um melhor resultado estético, não ficando restrito apenas à restauração da forma e função dos elementos dentais, mas também à capacidade de restabelecer um novo sorriso que se adapte ao estilo de vida do paciente, ao seu trabalho, posição social, bem como realçar as suas características estéticas positivas, onde ocorre a restauração não somente de dentes, mas a modificação da maneira com que o individuo percebe e sente em relação a si mesmo. Sears (1938) já enfatizava que era imprescindível começar a estudar o planejamento do tratamento odontológico a partir do estudo da face do paciente. Blanco et al. (1999)a/ acrescentaram que as formas dos dentes determinavam a aparência estética, sendo necessário conseguir formas anatômicas naturais, porque pequenas variações nos contornos produziriam diferenças na aparência do individuo. O correto emprego das medidas anatômicas no planejamento de um tratamento restaurador estético, permite termos uma referência inicial, a fim de possibilitar um resultado que transmita harmonia, facilitando ao cirurgião-dentista realizar um tratamento restaurador estético, obedecendo as características morfológicas do sexo de cada indivíduo. (BARATIERI et al., 1995) A aparência estética ideal é influenciada por muitos fatores, e esta influência tem de ser introduzida na composição dental para respeitar os desejos do paciente de se sentir confortável em relação ao padrão que ele tem adotado. 6 Uma das preocupações básicas na estética é a simetria. Simetria refere-se à regularidade na organização de formas e objetos, na qual todos os elementos estão distribuídos com referência ao seu posicionamento em relação à um ponto central. A simetria deve ser introduzida na composição dentofacial para criar uma resposta psicológica positiva. (LEVINE, 1995) A identificação das características, padrões dimensionais e morfológicos que se harmonizam com as características perceptíveis de masculinidade e feminilidade, podem ser úteis para o planejamento de um tratamento estético agradável, que possa estar em proporção adequada no que diz respeito ao dimorfismo entre dentes masculinos e femininos. Este trabalho tem por objetivo a obtenção de medidas do hemiarco superior de pacientes jovens, para posterior tabulação e análise, segundo gênero, possibilitando a identificação da existência ou não de um padrão, que possa facilitar a reprodução de tais características. 7 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Fatores e conceitos morfológicos dos dentes Em 1906, Berry notou que havia uma certa semelhança entre a forma do rosto com a forma do incisivo central superior de cada indivíduo. William, em 1914, interessou-se pelo trabalho de Berry, e depois de uma série de observações chegou a conclusão que a forma do incisivo central superior dos homens podem apresentar três formas: triangular, quadrada e ovóide. (TAMAKI, 1988). De acordo com as pesquisas de Goldstein, em 1991, constatou-se que dentes de forma quadrada apresentam suas faces proximais paralelas; dentes triangulares com faces laterais convergentes e os ovóides com suas faces arredondadas, especialmente a distal. Estudando os dados obtidos sobre a largura mesiodistal dos dentes permanentes de 162 americanos negros, metade homens, metade mulheres, Richardson e Malhotra (1975) verificaram que, ambos os gêneros mostravam padrão similar no tamanho dentário, onde mesmo assim os dentes dos homens eram mais largos que os das mulheres. Em 1911, James Leon William observou também que o contorno da face corresponde à forma das suas figuras geométricas, lançando uma teoria que os incisivos centrais superiores são os dentes mais importantes do ponto de vista estético, assinalando um novo conceito na estética para a fabricação de dentes artificiais. (TURANO; TURANO, 1993). Mendes e Bonfante (1996) afirmaram que o sorriso expressa várias sensações exclusivas do ser humano, aumentando a responsabilidade do cirurgião- 8 dentista em mantê-lo ou até mesmo melhorá-lo, podendo os dentes superiores acompanhar a curvatura do lábio inferior, podendo haver um certo toque do lábio inferior nas pontas dos caninos. Lavelle (1972) mediu a dimensão mesiodistal dos incisivos centrais superiores de 40 homens e 40 mulheres e concluiu que na média, os incisivos dos homens são 0,03mm (8,90mm) maior que os das mulheres (8,87mm). Berry (1906) relatou que a forma da face, quando invertida, assemelha-se à forma do incisivo central superior. Apoiado nessa descoberta, deu-se um fim à teoria temperamental e introduziu o “Método da Proporção Biométrica”. Esses e alguns princípios, alguns válidos até hoje, foram então desenvolvidos e consolidados por William. O “Método da Proporção Biométrica” de Berry, mostra que a forma do incisivo central superior aproxima-se com a forma da face e a distância mesiodistal do dente equivale a 1/16 da largura bizigomática, distância entre os ossos zigomáticos de cada lado do crânio. Em 1914 William introduziu, por meio do “conceito da forma típica”, que visava estabelecer a harmonia do formato do dente com a da face, onde foi aceito por quase 40 anos, como o padrão determinante da forma do dente em todo o mundo. Em 1956, Frush e Fisher, desafiaram esta teoria geométrica, introduzindo a teoria “dentogênica”, na qual a seleção do dente é determinada primeiramente pelo Sexo, Personalidade e Idade (SPA). No entanto, a teoria geométrica ainda é o método de escolha da maioria dos dentistas ao selecionar os dentes anteriores artificiais. Deste modo, a forma da face não é um determinante preciso da forma dental. (CHICHE; PINAULT, 1996) 9 2.1.1 Comprimento Turano e Turano, em 1993, consideraram o comprimento dos incisivos centrais superiores em proporção com o comprimento da face, tomando como referência para mensurar esta última, o gnátio e um ponto que diste 2/3 do supercílio à linha do cabelo. De acordo com estes mesmos autores, o comprimento do dente é muito importante em um indivíduo com uma linha labial alta, embora o comprimento aparente dos dentes possa ser alterado por mudanças na posição súpero-inferior dos lábios. Métodos para aproximar o comprimento dental anterior incluem: 1. O comprimento do incisivo central é 1/16 do comprimento da face desde o contorno do couro cabeludo até a ponta do queixo. 2. O comprimento do incisivo central iguala à distância entre a linha labial alta e o plano de oclusão. 3. A relação normal da borda incisal do incisivo central com linha labial de repouso: a) mulher jovem: o incisivo central estende-se 3mm abaixo da linha de repouso; b) homem jovem: o incisivo central estende-se 2mm abaixo da linha de repouso. 2.1.2 Altura e largura Tench e Clapp mostram que a largura dos seis dentes anteriores superiores, dispostos no arco, deve ser igual à largura da boca, isto é, de comissura a 10 comissura. Por outro lado, para Scolt, a largura da base do nariz, fornece a largura dos dentes anteriores. (TAMAKI, 1988). Berry, em 1906, e Sawage, comparando a altura da face com a do incisivo central, chegaram à conclusão de que o incisivo central superior é 1/16 da altura da face. Wood Clapp cogitou a possibilidade da determinação da altura dos dentes pela posição do lábio superior com sorriso forçado. (TAMAKI, 1988). Santoro et al., (2000), propuseram-se a estabelecer normas do diâmetro mesiodistal dos dentes de 54 pacientes, 36 do gênero masculino e 18 do gênero feminino. O diâmetro mesiodistal mostrou uma alta discrepância entre os dentes, com o primeiro molar apresentando a maior variabilidade. Quanto ao dimorfismo sexual, os pacientes do gênero masculino apresentaram dentes mais largos em relação ao feminino. 2.1.3 Avaliação da borda incisal De acordo com Mendes e Bonfante (1996), a posição da borda incisal dos dentes anteriores é de grande importância estética e funcional, pois possibilita a desoclusão dos dentes posteriores nos movimentos excursivos e a fonação. A margem incisal visível em posição de repouso do lábio superior, na maioria das vezes, é de 1 a 3 mm. A quantidade de exposição dos dentes varia com a idade e sexo. Quanto mais as margens são expostas, mais jovem o paciente parece. Num paciente jovem a quantidade de margem incisal dos incisivos superiores é de aproximadamente 2 a 3 mm. Em média, as mulheres expõem mais os dentes superiores do que os homens – 3,40mm para as mulheres e 1,91mm para os homens. As bordas incisais dos incisivos laterais superiores geralmente são mais 11 curtas em relação aos incisivos centrais. A altura da cúspide dos caninos normalmente se apresenta no mesmo plano ou acima das bordas incisais dos centrais. (LEVINE, 1995) Algumas observações podem demonstrar que o grau de curvatura da borda incisal é mais pronunciado nas mulheres do que nos homens. (RUFENACHT, 1998) 2.1.4 Cor O dente natural apresenta várias cores, sendo assim policromático. É composto por estruturas e tecidos com propriedades ópticas diferentes. A cor dos dentes encontra-se principalmente relacionada com a cor da dentina e com a espessura do esmalte nas diferentes regiões da coroa dental. Outro aspecto, que interfere na cor dos dentes é a espessura da dentina e o grau de translucidez do esmalte. A região mais cervical mostra-se mais escura, diminuindo gradativamente em direção ao terço incisal. A cor pode ser percebida e representada através de parâmetros como matiz, valor e croma. (JOHNSON; STRATTON, 1988) O incisivo lateral superior geralmente é mais claro do que o central, que por sua vez apresenta menor croma em relação ao canino (GOMES et al., 1996) Tamaki (1988) constatou que os dentes naturais, principalmente os anteriores, podem ser divididos em duas zonas, levando-se em consideração a cor, a zona incisal e a zona cervical. A parte incisal é acinzentada, e a cervical, amarelada. Quanto à disposição dos dentes no arco, os incisivos superiores são os dentes mais claros, depois os caninos. Quanto à tonalidade dos dentes, acentua-se à medida que caminha para distal. A cor dos dentes naturais ainda varia conforme o 12 sexo, raça, idade e outros fatores locais. Quanto ao sexo, normalmente os homens têm dentes mais escuros do que as mulheres da mesma idade e raça. 2.1.5 Forma Wheeler, em 1969, constatou que o surgimento das coroas dentais provém de quatro ou mais lóbulos que foram centros de formação primários, onde eles podem ser observados num dente com coroa completamente formada. Os contornos das coroas dentais devem ser reduzidos a figuras geométricas nas três dimensões. Nas faces mesial e distal, todos os dentes anteriores e os caninos apresentam forma triangular. Na face vestibular ou lingual, todos os dentes têm contorno trapezóide, com o maior lado voltado para incisal. Numa vista oclusal, os dentes anteriores têm forma triangular e os caninos, forma circular. (SCHARER et al., 1986) 2.2 Fatores relacionados aos dentes vizinhos 2.2.1 Proporção Os dentes mantêm uma certa proporção entre si e com a face. Através da proporção áurea, se cada dente tiver aproximadamente 60% do tamanho do dente mesialmente localizado, este será considerado esteticamente agradável, mas apenas na largura aparente quando visto de frente, não na sua largura real. (LEVINE, 1995) Busato et al. (1997), após sucessivas medições, observaram que os dentes, quando avaliados em uma vista frontal, tornam-se esteticamente dispostos se 13 enquadrados na proporção dourada. Isto acontece quando os incisivos centrais, laterais e caninos se dispõem no arco em ordem decrescente de aparência, seguindo os valores obtidos por Pitágoras. A utilização desta proporção na odontologia foi primeiramente mencionada por Lombardi (1973) e desenvolvida por Lewin (1978), que observou que nas dentições esteticamente agradáveis, vistas de frente, a largura do incisivo central está em proporção áurea com a largura do incisivo lateral, que por sua vez está em proporção dourada com a parte anterior visível do canino. Lewin também desenvolveu um gráfico para auxiliar o dentista no momento de reconstruções estéticas nos dentes anteriores. Posteriormente, compassos com divisores dourados ou ditos perfeitos foram desenvolvidos e puderam ser empregados na Odontologia. Atualmente recebem o nome de "Régua de Proporção Áurea". (GOLDSTEIN, 2000) A "Régua de Proporção Áurea" trata-se de um compasso que, quando aberto, estabelece uma relação de proporção entre os dois segmentos, um maior e outro menor. O segmento maior representa 1,618 vezes o comprimento do segmento menor, e este, 0,618 vezes o do maior (RICKETTS, 1982). Dentre suas aplicações, destaca-se o estabelecimento das dimensões proporcionais entre os dentes anteriores no momento de procedimentos de reanatomização, como por exemplo, na transformação de incisivos conóides (JAVAHERI; SHASHNAVAZ, 2002; PAGANI; BOTINO, 2003) 2.2.2 Personalidade O relacionamento entre personalidade, posição e forma é difícil de descrever porque a caracterização da personalidade é extremamente subjetiva. Fatores que 14 poderiam ser considerados, incluem desejo pessoal, aparência física. Uma montagem dental para um homem não será idêntica à montagem para uma mulher. (TURANO; TURANO, 1993) Como um componente essencial da imagem corpórea, os dentes podem originar sentimentos que variam desde o constrangimento até uma profunda ansiedade. Os dentes podem não ser a verdadeira causa de distúrbios, mas sim, alvos de ansiedades deslocadas. O primeiro e mais importante efeito psicológico da deformidade dentofacial manifesta-se como um senso de inferioridade. Este senso é um estado emocional complexo e aflitivo, caracterizado por sentimentos de incompetência, desadaptação e depressão, em graus variáveis. Estes sentimentos de inferioridade constituem uma porção significativa da imagem que o paciente tem de si próprio, do desejo em procurar tratamento especializado e de suas expectativas em relação aos resultados do tratamento. (GOLDSTEIN, 1980) De acordo com Baratieri et al., (1995), para a confecção de uma restauração estética de um só dente, é indicado que o profissional tome como referência o dente homólogo. Em restaurações múltiplas é necessário que o dentista apresente critério e conhecimento estético para a reprodução harmoniosa dos elementos a serem restaurados, levando em consideração os aspectos dos dentes naturais, sexo e idade do paciente. Quando a forma do dente é alterada, a direção de reflexão da luz ambiente que incide sobre o dente também muda. Superfícies mais planas e lisas, refletem mais luz diretamente ao observador e, portanto, parecem mais largas, amplas e mais próximas. Superfícies arredondadas e irregulares refletem a luz para os lados, reduzindo a quantidade de luz refletida diretamente ao observador parecendo mais estreitas, menores e mais distantes. 15 Rufenacht (1990) citou o aspecto da morfopsicologia, isto é, como uma pessoa vê a outra. Desse ponto de vista, os incisivos centrais focalizam as características de personalidade, força, energia, autoritarismo, magnetismo, apatia ou retração. Os incisivos laterais concentram o abstrato: elementos artístico, emocional ou intelectual da personalidade. Assim, o profissional pode alterar totalmente a imagem do paciente, positiva ou negativamente. 16 3 MATERIAIS E MÉTODOS Para a realização deste projeto, foram analisadas as arcadas dentárias de 50 alunos do curso de odontologia da UNIVALI, com idade entre 18 e 23 anos, sendo 25 do sexo feminino e 25 do sexo masculino. Após a entrevista com cada integrante da amostra, para leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foram feitas as moldagens da arcada superior, em alginato, as quais foram vazadas com gesso pedra para a obtenção dos modelos. Fotografia 1: moldagem da arcada superior com alginato Fotografia 2: modelo em gesso pedra Os dentes analisados e onde foram tomadas as medidas, em milímetros, das partes de interesse deste trabalho foram: o incisivo central superior (11), incisivo lateral superior (12) e canino superior (13), hígidos, sem que tivessem sido modificados por restauração ou desgaste. Foram utilizados os seguintes dispositivos para mensurar cada elemento dental: compasso de ponta seca e régua milimetrada. 17 Fotografia 3: materiais utilizados para a realização dos estudos práticos (gesso pedra, alginato, régua milimetrada, compasso de ponta seca) Cada dente foi medido com o compasso de ponta seca e verificado o valor obtido com a régua milimetrada. Para a análise das medidas, foi desenvolvida uma ficha cadastral onde os dados foram gravados para posterior análise, (Apêndice A). Nesta ficha constam as seguintes medidas: - distância mesiodistal incisal = largura máxima da coroa clínica. - distância mesiodistal cervical = curvatura cervical mesial à curvatura cervical distal. - distância cervicoincisal = comprimento da coroa clínica – borda incisal ao limite dente/gengiva. - a distância da linha da papila até a borda incisal = curvatura cervical mesial à curvatura cervical distal até a borda incisal. 18 Fotografia 4: distância MDI Fotografia 5: Distância MDC Fotografia 5: distância CI Fotografia 6: distância LPI Foi também observada a forma do dente a qual foi classificada como: quadrada, triangular ou oval e para o canino a forma losangular ou oval. Figura 1: forma quadrada Figura 2: forma triangular Figura 3: forma oval Figura 4: forma losangular A forma cervical foi classificada como semicircular ou oval e os ângulos distoincisal e mesioincisal se era reto (igual a 90°), agudo (menor que 90º) ou obtuso (maior de 90º). 19 Figura 5: Forma cervical semicircular Figura 6: forma cervical oval Figura 7: Ângulo distoincisal e mesioincisal Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística segundo teste t de Student (paramétrico), devido ao fato de termos apenas uma variável (gênero), para cada item analisado. 20 4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS Os resultados apresentados a seguir foram obtidos conforme consta nos Materiais e Métodos através do teste t, para p!0,05. Foram constatadas diferenças significativas. As medidas mesiodistal cervical (MDC), mesiodistal incisal (MDI), cervicoincisal (CI) e linha da papila (LP), obtidas através da mensuração das amostras (modelos), estão apresentadas na tabela 01 e nos gráficos à seguir. Na análise da tabela, verifica-se que apenas as medidas MDC, MDI e CI do elemento 11 (incisivo central) foram significativas entre os dentes masculinos e femininos. Já para o elemento 12, as medidas encontradas não foram significativas, ou seja, não possibilita a identificação desses elementos através do gênero. Enquanto no elemento 13, apenas a medida CI teve valor significativo. Tabela 01 - médias das medidas mesiodistal cervical (MDC), mesiodistal incisal (MDI), cervicoincisal (CI), linha da papila (LP), dos elementos 11, 12, 13 feminino e masculino dist. MDC MDI CI LP dente F M F M F M F M 11 6,26a 7,08b 8,72a 9,1b 9,7a 10,7b 6,80a 7,20a 12 4,74a 5,22a 6,64a 6,8a 8,26a 8,64a 5,82a 5,72a 13 5,7a 6,24a 7,84a 8,1a 9,34a 10,16b 6,24a 6,70a Diferença estatisticamente significativa para p!0,05 21 0,8 1 0,708 0,626 0,624 0,57 0,6 0,522 0,91 0,872 0,9 0,7 0,81 0,784 0,8 0,68 0,664 0,7 0,474 0,5 0,6 0,4 0,5 0,3 0,4 0,3 0,2 0,2 0,1 0,1 0 0 DMDCf DMDCm DMDCf 11 DMDCm DMDCf 12 DMDCm DMDm DMDf 11 Gráfico 01 - medidas masculinas e femininas da distância MDC DMDm 12 DMDf DMDm 13 Gráfico 02 - medidas masculinas e femininas da MDI 0,8 1,2 1,072 1 DMDf 13 1,016 0,97 0,7 0,72 0,686 0,67 0,624 0,934 0,864 0,826 0,582 0,6 0,8 0,572 0,5 0,4 0,6 0,3 0,4 0,2 0,2 0,1 0 0 DCIf DCIm 11 DCIf DCIm 12 DCIf DCIm 13 Gráfico 03 - medidas masculinas e femininas da distância CI LPf LPm 11 LPf LPm 12 LPf LPm 13 Gráfico 04 - medidas masculinas e femininas da distância LP Na tabela 02, está apresentado o resultado da análise percentual da freqüência quanto à forma do dente. Observa-se a predominância da forma quadrada para o elemento 11 em ambos os gêneros. Para o elemento 12, predomina a forma quadrada no gênero feminino, já para o masculino as formas quadrada, triangular e oval, se equivalem. A forma oval é predominante no elemento 13 para ambos os gêneros. 22 Tabela 02 – Percentual de freqüência para a forma dos dentes quadrado triangular oval F M F M F M 11 84% 84% 8% 8% 8% 8% 12 60% 36% 36% 36% 4% 28% 13 64% 68% losangular F M 36% 32% Na tabela 03, observa-se o resultado da análise percentual da freqüência da forma cervical do dente. A forma semicircular predomina nos gêneros masculino e feminino para o dente 11. Nos dentes 12 e 13, a forma oval é a que predomina, não havendo diferença entre os sexos. Tabela 03 - medidas da forma cervical do dente semicircular oval F M F M 11 80% 76% 20% 24% 12 36% 28% 64% 72% 13 12% 24% 88% 76% Os dados relacionados na tabela 04, é o resultado da análise do ângulo distoincisal (DI). Fazendo uma comparação entre os sexos, para o elemento 11, o ângulo obtuso é mais encontrado no masculino. O ângulo reto predomina no feminino e a freqüência do ângulo agudo foi baixa, com uma pequena aparição no gênero feminino. Para o elemento 12, o ângulo obtuso foi predominante para ambos. Tabela 04 – Análise percentual da freqüência para ângulo DI agudo reto F M F M 11 14% 0% 68% 48% 12 8% 4% 20% 12% obtuso F M 28% 52% 72% 84% 23 Os dados apresentados na tabela 05 são os resultados da análise do ângulo mesioincisal (MI). Relacionando este ângulo dos dentes masculinos e femininos, nota-se que para o dente 11, há uma predominância do ângulo reto tanto masculino como feminino. Já para o dente 12 predominou o ângulo reto para o feminino, e o ângulo agudo para o masculino. Tabela 05 - Análise percentual da freqüência para ângulo MI agudo reto F M F M 11 4% 8% 68% 72% 12 32% 48% 56% 36% obtuso F M 28% 20% 12% 16% 24 5 DISCUSSÃO Para a aplicação da odontologia estética dentro da abordagem da dentística restauradora tornou-se primordial ter o conhecimento da anatomia dental. Por isso é de suma importância termos a capacidade de distinguir os ângulos e formas anatômicas naturais, diferenciadas pelo sexo, porque pequenas variações nos contornos e dimensões produziriam diferenças na aparência do indivíduo. A aplicação correta destes ângulos e formas anatômicas no planejamento de um tratamento restaurador estético, possibilita maiores chances de transmitir harmonia ao indivíduo. A freqüência com que se repetiram as diferentes formas para incisivos centrais superiores foram: dentes com a forma quadrada 84%, triangulares 8% e ovóides 8% para dentes masculinos e femininos, resultado similar que mostra mesma predominância de forma encontrada por Wright (1942), que verificou a predominância de dentes quadrados 56,8%, seguidos de triangulares 38,3% e dentes ovóides 4,7%. Já para Souza (1997), a predominância de incisivos centrais superiores com forma triangular teve maior freqüência de 45,9%, seguidos da forma quadrada 40,5% e ovóides com 13,5%. Apesar da inversão da posição de freqüência entre dentes triangulares e quadrados nos trabalhos apresentados acima, foi possível observar que a forma ovóide dos incisivos mostrou a menor ocorrência. Resultados encontrados por Fornaziero e Souza Júnior (2003), mostram uma semelhança estatisticamente significativa entre incisivo central superior e o incisivo lateral superior. Mesmo com a presença de similaridade de forma entre os incisivos 25 centrais e laterais, Miller e Belski (1967), Blanco et al. (1999)b/ e Lombardi (1973), ressaltaram que os centrais deveriam ser dominantes e os laterais, pequenos e irregulares, assegurando que os dentes anteriores não fossem todos de largura semelhante. Para Fornaziero e Souza Júnior (2003), um coerente planejamento deverá colocar os incisivos centrais e os laterais em uma mesma classificação quanto à forma. Desta maneira, o incisivo lateral poderá servir como referência na reconstrução dos incisivos centrais quando ambos estiverem ausentes, porém, não podemos esquecer que os dentes devem apresentar características individuais, respeitando a harmonia e o equilíbrio. Na revisão de literatura, em fatores e conceitos morfológicos dos dentes, Lavelle (1972) mediu a dimensão mesiodistal dos incisivos centrais superiores de 40 homens e 40 mulheres e concluiu que na média, os incisivos dos homens são 0,03mm (8,90mm) maior que os das mulheres (8,87mm). Richardson e Malhotra (1975) verificaram que ambos os gêneros mostravam padrão similar no tamanho dentário. Os valores encontrados nesta pesquisa apresentam uma média de 0,38mm na dimensão mesiodistal entre a média masculina e feminina, onde a média para dentes masculinos foi de 9,10mm e para os femininos de 8,72mm. Santoro et al., (2000) mostrou quanto ao dimorfismo sexual que, os pacientes do gênero masculino apresentaram dentes mais largos em relação ao feminino. O valor médio do incisivo lateral superior, para homens e mulheres, relatado no estudo de Wheeler (1993) em uma pesquisa realizada em uma população Saudita, com oclusão normal, era 6,5mm. No estudo realizado por Baldia e Hashim (2005), a largura mesiodistal média do incisivo lateral superior era 5,5mm. 26 Santoro et al. (2000) em seu estudo intitulado “Dimensões da coroa mesiodistal e discrepância do tamanho do dente da dentição permanente de americanos”, encontraram para o incisivo lateral feminino valor de 6,99mm e para o masculino 6,98mm. Portanto, no presente trabalho ocorreu uma inversão de valores em relação ao trabalho de Santoro et al. (2000), pois a média da medida mesiodistal do incisivo lateral masculino foi 6,8mm e para o feminino 6,64mm, dando uma dimensão maior para o dente masculino. Já para o canino superior, os resultados de Santoro et al. (2000) foram os mesmos encontrados neste trabalho para a medida mesiodistal, onde predominou o gênero masculino sobre o feminino, com valores de 8,15mm para o masculino e 7,84mm para o feminino. Sterrett et al. (1999) encontraram em seus trabalhos que o comprimento cervicoincisal médio do incisivo central superior, em milímetros, dos homens era 10,19mm e das mulheres 9,39mm; para o incisivo lateral superior: 8,70mm contra 7,79mm e para o canino superior: 10,06mm contra 8,89mm. Todas as medidas do comprimento eram significativamente maiores para os homens do que para as mulheres. Neste trabalho foram encontrados os seguintes resultados para o comprimento cervicoincisal: 10,72mm para os homens e 9,7mm para as mulheres para o incisivo central superior; para o incisivo lateral superior 8,64mm para homens contra 8,26mm para as mulheres, e para o canino superior: 10,16mm para os homens contra 9,34mm para as mulheres. Nos resultados deste estudo em relação ao incisivo central e do canino foram significativamente maiores para o gênero masculino, estando de acordo com Sterrett et al. (1999); já para o incisivo lateral as medidas encontradas não foram significativas, indo de encontro aos resultados deste autor. 27 Mandarino (2003) relatou em seu trabalho que o contorno da margem gengival dos dentes forma, geralmente, uma área triangular que tem como base as papilas interproximais. A margem gengival está localizada em diferentes níveis de diferentes dentes. Nos incisivos laterais superiores, o contorno gengival está situado mais para incisal, ou seja, possui a forma semicircular, quando comparado com o central ou canino, sendo que este se apresenta com contorno mais apical, ou seja, forma oval, não havendo distinção entre sexos. Os achados se equivalem somente para o elemento 13 quando comparado com a presente pesquisa, não havendo similaridade para os elementos 11 e 12. Foi encontrado no presente trabalho, a forma semicircular para o elemento 11 e a forma oval para os elementos 12 e 13, também não havendo distinção entre os sexos. Para a distância mesiodistal cervical, o incisivo central superior apresentou resultados significativos, tendo como média 6,26mm para o sexo feminino e 7,08mm para o sexo masculino, porém, para o incisivo lateral superior e o canino com médias 4,74mm e 5,7mm respectivamente para a mulher e 5,22mm e 6,24mm para o homem, não apresentando resultados significativos. Analisando a linha da papila, (curvatura cervical mesial à curvatura cervical distal até a borda incisal), foi observado que os elementos 11, 12 e 13 apresentam resultados com diferenças não significativas. O incisivo central superior obteve a média 6,80mm para a mulher e 7,20mm para o homem. O incisivo lateral apresentou 5,82mm para mulheres e 5,72mm para homens e para o canino, 6,24mm para mulheres e 6,70mm para homens. Esta dimensão é influenciada diretamente pela morfologia dos dentes, sua largura e seus arranjos. Os resultados encontrados na presente pesquisa em relação ao ângulo mesioincisal, mostram uma predominância do ângulo reto para homens e mulheres, 28 quando analisado o incisivo central. Obteve-se 68% de ângulo reto, 28% de ângulo obtuso e 4% de ângulo agudo para mulheres. Para os homens houve uma semelhança, com 72% do ângulo reto, 20% ângulo obtuso e 8% ângulo agudo, Para o incisivo lateral houve uma predominância para o ângulo reto para as mulheres (56%), e para os homens o ângulo agudo (48%). Analisando o ângulo distoincisal, para o incisivo central superior predominou o ângulo reto para a mulher com 68%. Já para o sexo masculino teve uma maior freqüência o ângulo obtuso com 52%. Para o incisivo lateral superior, predominou o ângulo obtuso para ambos os sexos, com 84% para homens e 72% para mulheres. Para Frush e Fischer (1955), estes ângulos mostram que os contornos arredondados dos ângulos incisais, produzindo efeito esférico dos incisivos centrais superiores e incisivos laterais superiores, se harmonizam com o sexo feminino, enquanto os ângulos retos, produzindo efeito cubóide nesses mesmos dentes, se harmonizam com o sexo masculino. Para Schwartz e Dean (2005) em seus estudos, mostram que o dimorfismo sexual é provavelmente devido à presença relativa de mais dentina nas coroas dos dentes masculinos. 29 6 CONCLUSÃO Da análise dos resultados concluiu-se que: - A forma quadrada é predominante para o dente 11 para ambos os sexos. O dente 12 para mulheres apresenta maior predominância da forma quadrada e para os homens as demais formas se equivalem, não apresentando diferenças significativas. Para o dente 13 a forma oval foi a que apresentou a maior freqüência. - Há diferença significativa para as medidas MDC, MDI, CI para o elemento 11 entre homens e mulheres, possibilitando uma identificação deste elemento através do gênero. Para o dente 12 não houve valores estatisticamente significativos para essas medidas. Para o dente 13, apenas a medida CI teve valor significativo. - A forma semicircular cervical foi a que apresentou maior freqüência para o elemento 11. Nos dentes 12 e 13 a forma oval predominou. Nos três dentes avaliados, não houve diferença significativa entre os sexos. - Para o ângulo distoincisal, o dente 11 apresentou maior freqüência para o ângulo obtuso para os homens, para o feminino o ângulo reto foi mais encontrado. Para o dente 12 o ângulo obtuso predominou, não havendo diferença entre os sexos. - Para o ângulo mesioincisal, o ângulo reto predominou para o elemento 11 em ambos os sexos, já para o 12 predominou o ângulo reto para feminino e ângulo agudo para masculino. 30 7 APÊNDICE A Nome: DENTE 11 Forma: do dente: Quadrada ( ) cervical: Semicircular ( ) Ângulos: distoincisal: mesioincisal: agudo ( ) agudo ( ) Triangular ( ) Oval ( ) Oval ( ) reto ( ) reto ( ) obtuso ( ) obtuso ( ) Triangular ( ) Oval ( ) Oval ( ) reto ( ) reto ( ) obtuso ( ) obtuso ( ) Distâncias: DMDC_________ DMDI__________ DCI___________ LP____________ DENTE 12 Forma: do dente: Quadrada ( ) cervical: Semicircular ( ) Ângulos: distoincisal: mesioincisal: agudo ( ) agudo ( ) Distâncias: DMDC_________ DMDI__________ DCI___________ LP____________ DENTE 13 Forma: do dente: Losangular ( ) cervical: Semicircular ( ) Oval ( ) Oval ( ) Distâncias: DMDC_________ DMDI__________ DCI___________ LP____________ * DMDC= distância mesiodistal cervical, DMDI= distância mesiodistal incisal, DCI= distância cervicoincisal, LP= linha da papila 31 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAIDAS, L.; HASHIM, H. An anterior tooth size comparison in unilateral and bilateral congenitally absent maxillary lateral incisors. J Contemp Dent Pract. v.6, n.1, p.56-63, Feb. 2005. BARATIERI, L. N. et al. Estética: restaurações adesivas diretas em dentes anteriores fraturados. São Paulo: Santos, 1995. 397p. BERRY, F. H. Is the theory of temperament the foundation to study of prosthetic art. Dentist’s Mag, Chicago, v. 1, p. 405, 1906. BUSATO, A. L. S. et al. Dentística: restaurações em dentes anteriores. São Paulo: Artes Médicas, 1997. 481p. BLANCO, O. G.; PELÁEZ A. L.; ZAVARCE R. B. Estética en Odontologia part II – papel de los princípios estéticos en la odontologia. Acta Odontol Venez, Caracas, v.37, n.3, p.39-43, 1999a BLANCO, O. G.; PELÁEZ A. L.; ZAVARCE R. B. Estética en Odontologia part III – elementos artísticos de utilidad en odontología. Acta Odontol Venez, Caracas, v.37, n.3, p.44-48, 1999b CHICHE, G.; PINAULT, A. Estética em Próteses Fixas Anteriores. São Paulo: Quintessence, 1996. 62p. FORNAZIERO, C. C.; SOUZA JÚNIOR, M. H. S. e. Odontologia Estética: estudo das dimensões e formas dos incisivos superiores. JBD, v.2, n.8, p.291-300, out/dez 2003. FRUSH, J. P.; FISHER, R. D. Introduction to dentogenic restorations. J Prosthed Dent, Saint Louis, v.5, n.5, p.586-595, Sept. 1955. GOMES, J. C. et al. Odontologia estética: restaurações adesivas indiretas. São Paulo: Artes Médicas, 1996. 213p. GOLDSTEIN, R. E. Estética em Odontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1980. 479p. GOLDSTEIN, R. E. Change your smile. 2.ed. Rio de Janeiro: Quintessence, 1991. 32p. GOLDSTEIN, R. E. A estética em Odontologia. São Paulo, Santos, 2000. 470p. JAVAHERI, D. S.; SHASHNAVAZ, S. Utilizing the concept of the golden proportion. Dent Today, p.96-101, June 2002. JOHNSON, D. L.; STRATTON, R. J. Fundamentos da Prótese Removível. Rio de Janeiro: Quintessence, 1988. 98p. LAVELLE, C. L. B. Maxillary and mandibular tooth size in different oclusal categories. Am J Orthod, Saint Louis, v.61, n.1, p.29-37, 1972. LEVINE, J. B. Esthetic diagnosis. Curr Opin Cosmet Dent, p. 9-17, 1995. 32 LOMBARDI, R. E. The principles of visual perception and their clinical application to denture esthetics. J Prosthet Dent, Saint Louis, v.29, n.4, p.358-382, Apr. 1973. MENDES, W. B.; BONFANTE, G. Fundamentos de estética em Odontologia. 2.ed. São Paulo: Santos, 1996. 53p. MILLER, I. F.; BELSKI, M. W. Cosmetics in restorative dentistry. Dent Clin North Am, Philadelphia, v.10, p.11-18, Mar. 1967. PAGANI, C.; BOTINO, M. C. Proporção áurea e a Odontologia Estética. J Bras Dent Estet, v.2, n.5, p.80-85, 2003. RUFENACHT, C. R. Fundamentos de Estética. São Paulo: Santos, 1998. 375p. RUFENACHT, C. R. Fundamentals of esthetics. Berlin: Quintessenz, 1990. p.137-183. RICHARDSON, E. R.; MALHOTRA, S. K. Mesiodistal crown dimension of the permanent dentition of American negroes. Am J Orthod, Saint Louis, v.68, n.2, p.157-164, Aug. 1975. RICKETTS, R. M. The biologic significance of the Divine proportion and Fibonacci series. Am J Orthod Dentofacial Orthop, Saint Louis, v.81, n.5, p.351-370, May 1982. SANTORO, M. et al. Mesiodistal dimensions and tooth size discrepancy of the permanent dentition of Dominican americans. Angle Orthod, Appleton, v.70, n.4, p.303-307, Aug. 2000. SEARS, V. H. An analysis of art factors in full denture construction. J Am Dent Assoc, Chicago, v.25, n.1, p.3-12, 1938. SCHÄRER, P.; RINN, L. A.; KOPP, F. R. Normas estéticas para a reabilitação bucal. São Paulo: Quintessence, 1986. 240p. SCHWARTZ, G.T.; DEAN, M.C. Sexual dimorphism in modern human permanent teeth. Am J Phys Anthropol, Philadelphia, v.128, n.2, p.312-317, Oct. 2005. SHARRY, J. J. Complete denture prosthodontics. 3. ed. New York: McGraw-Will, 1974. p.248-265. SOUZA, J. C. F de; TAMAKI, T; TAMAKI, S.T. Estudo comparativo da forma do contorno vestibular do incisivo central superior com a forma do rosto. Rev Pos Grad Fac Odontol, Univ Sao Paulo, São Paulo, v.4, n.2, p.114-120, 1997. STERRET, J. D. et al. Width/length ratios of normal clinical crowns of the maxillary anterior dentition in man. J Clin Periodontol, Copenhagen, v.26, n.3, p.153-157, Mar. 1999. TAMAKI, T. Dentaduras completas. 4. ed. São Paulo: Sarvier, 1988. 244p. TURANO, J. C.; TURANO, L. M. Fundamentos de Prótese Total. 3.ed. Rio de Janeiro: Quintessence, 1993. 243p. WHEELER, R. C. Textbook of dental anatomy and physiology. 3. ed. Philadelphia: W.B. Saunders, 1993. WRIGHT, W. H. Correlation between face form and tooth form in young adults. J Am Dent Assoc, Chicago, v.29, n.1, p.1388-1392, 1942.