Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(William Okubo, CRB-8/6331, SP, Brasil)
INSTITUTO ARTE NA ESCOLA
Casa da flôr / Instituto Arte na Escola ; autoria de Lucimar Bello Pereira Frange ;
coordenação de Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque. – São Paulo : Instituto
Arte na Escola, 2006.
(DVDteca Arte na Escola – Material educativo para professor-propositor ; 63)
Foco: SE-17/2006 Saberes Estéticos e Culturais
Contém: 1 DVD ; Glossário ; Bibliografia
ISBN 85-98009-64-4
1. Artes - Estudo e ensino 2. Imaginário 3. Artes - Instalações 4. Santos,
Gabriel dos I. Frange, Lucimar Bello Pereira II. Martins, Mirian Celeste III.
Picosque, Gisa IV. Título V. Série
CDD-700.7
Créditos
MATERIAIS EDUCATIVOS DVDTECA ARTE NA ESCOLA
Organização: Instituto Arte na Escola
Coordenação: Mirian Celeste Martins
Gisa Picosque
Projeto gráfico e direção de arte: Oliva Teles Comunicação
MAPA RIZOMÁTICO
Copyright: Instituto Arte na Escola
Concepção: Mirian Celeste Martins
Gisa Picosque
Concepção gráfica: Bia Fioretti
CASA DA FLÔR
Copyright: Instituto Arte na Escola
Autor deste material: Lucimar Bello Pereira Frange
Revisão de textos: Soletra Assessoria em Língua Portuguesa
Diagramação e arte final: Jorge Monge
Autorização de imagens: Ludmilla Picosque Baltazar
Fotolito, impressão e acabamento: Indusplan Express
Tiragem: 200 exemplares
DVD
CASA DA FLÔR
Ficha Técnica
Gênero: Documentário a partir de tomadas no local e depoimentos de Gabriel dos Santos.
Palavras-chave: Arte incomum; imaginário; intuição; imaginação criadora, arquitetura.
Foco: Saberes Estéticos e Culturais.
Tema: A construção da Casa da Flor, aliando imaginário e a
realização do operário-artista-arquiteto Gabriel dos Santos.
Artista abordado: Gabriel dos Santos.
Indicação: A partir da 5a série do Ensino Fundamental.
Direção: Marily da Cunha Bezerra e Sarah Yakhni.
Realização/Produção: Amélia Zaluar, Marily da Cunha Bezerra
e Sarah Yakhni. Co-produção: Terceira Margem Vídeo, Cecip,
TV Maxamboba, Rio de Janeiro.
Ano de produção: 1992.
Duração: 8’.
Sinopse
O documentário mostra a Casa da Flor, seu entorno, a escada
para a chegada, e seu interior visto por inúmeros detalhes. As
falas de Gabriel Joaquim dos Santos, na voz de artistas, ampliam o entendimento da construção deste operário, de “um arquiteto espontâneo”, inter-relacionando o sonho e o sonhado. Em
seu processo criativo, Gabriel, o mestre dos cacos, constrói a
Casa da Flor com ajuntamentos de coisas imprestáveis, restos
de construções, pedaços de louças, lâmpadas queimadas, vidros
quebrados. Ele cria, por uma estética pessoal, uma moradia num
mundo onírico, conectando imaginação, devaneio e realidade.
Trama Inventiva
Há saberes em arte que são como estrelas para aclarar o caminho de um território que se quer conhecer. Na cartografia, para
pensar-sentir sobre uma obra ou artista, as ferramentas são
como lentes: lente microscópica, para chegar pertinho da
visualidade, dos signos e códigos da linguagem da arte, ou lente telescópica para o olhar ampliado sobre a experiência estética e estésica das práticas culturais, ou, ainda, lente com zoom
que vai se abrindo na história da arte, passando pela estética
e filosofia em associações com outros campos de saberes. Por
assim dizer, neste documentário, tudo parece se deixar ver pela
luz intermitente de um vaga-lume a brilhar no território dos
Saberes Estéticos e Culturais.
O passeio da câmera
Os movimentos da câmera nos permitem ver a moradia de Gabriel
dos Santos. A casa, por dentro, nos é mostrada por tomadas ora
lentas, ora em movimento, oferecendo uma visão geral e detalhada. As paredes internas e externas são cobertas de desenhos
realizados com sobras, coisas utilizadas e descartadas, novamente apropriadas e tornadas vivas pelo artista.
Os detalhes são muitos, desde a relação entre natureza e o
espaço-moradia – Casa da Flor – até os nichos da casa, possibilitando que o espectador do documentário perceba um embate constante entre imaginário, sonho e realização deste lócus
de morada, de solidão construtiva, cheio e denso de “objetos
biográficos” pertencentes a outras pessoas em outros momentos e lugares.
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A casa, por fora, nos é mostrada por tomadas de longe e de
perto. Os depoimentos apresentam Gabriel como um colecionador de sobras, de coisas “mortas”, por ele apropriadas e
reavivadas. Gabriel constrói e enfeita uma casa para morar
sozinho nela. Realiza e constrói essa morada, em momentos de
folga, com suas próprias mãos, mãos de operário, utilizando
material educativo para o professor-propositor
CASA DA FLÔR
ferramentas simples, num trabalho de artista-arquiteto,
questionador, propositor, criador.
O documentário abre brechas para proposições pedagógicas
nos territórios de Processo de Criação, abordando a arte como
experiência de vida, processos inconscientes, a imaginação
criadora, a intuição, o devaneio poético; Linguagens Artísticas,
o mosaico e a arquitetura espontânea; Materialidade, a natureza da matéria bruta, não convencional; Conexões Transdisciplinares, a mitologia, o inconsciente coletivo, os arquétipos;
Patrimônio Cultural, focalizando a conservação, a restauração,
o tombamento.
Alocado no território dos Saberes Estéticos e Culturais, o
documentário nos convoca para conhecer mais sobre a arte
incomum, a antropologia do imaginário deste operário-artistaarquiteto, cuja percepção visual descobriu a poética das sobras.
Sobre Gabriel Joaquim dos Santos
(São Pedro da Aldeia/RJ, 1892 - São Pedro da Aldeia/RJ,1985)
Esta casa não é uma casa.
Eu não quero que esta casa seja uma casa.
Isto é uma história,
é uma história feita de pensamento e sonho.
Gabriel dos Santos
Gabriel reafirma verbalmente: a casa-história de vida é história-vivida, construída com uma estética singular. “Sua moradia
era um organismo vivo, um corpo, um coração. O homem e sua
obra se confundem. Ele era a casa. A casa era ele. Conseguiu
habitar dentro do seu sonho, devaneio e realidade”, nos diz a
voz em off no documentário.
A Casa da Flor começa a ser construída a partir de 1912,
por um homem negro, pobre, trabalhador das salinas da
região, que não freqüenta a escola. Entre 1923 e 1985,
Gabriel passa a embelezar seu lar com materiais recolhidos em lixos domésticos e em refugos de obras civis, escolhidas e acolhidas para seus sonhos e imaginação.
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Inicia, em 1912, a construção da casa, próxima a da família:
pequena, de pé-direito baixo e três cômodos: sala, quarto e
depósito para os ajuntamentos, as “quinquilharias”. Enquanto
dorme, sonha com um enfeite para embelezar sua casa. Que
fazer? Desistir do sonho? Apagar essa visão da memória?
Solucionar o fato de não ter recursos para os materiais necessários? Pensa em usar o lixo abandonado em caminhos e estradas, garimpar em detritos, dos quais nos afastamos. Passa a
juntar cacos de cerâmica, louça, vidro, ladrilhos e objetos considerados descartáveis, assim como velhos bibelôs, lâmpadas
queimadas, conchas, pedrinhas, correntes, tampas de metal,
manilhas, faróis de automóveis...
Começa a fazer sua casa “do nada”. Com o auxílio apenas de
uma colher de pedreiro e um pequeno alicate, cria flores, folhas,
mosaicos, cachos de uvas, colunas e esculturas fantásticas, fixando-as dentro e fora da sua morada. Inventa luminárias; nichos para proteção de um osso de baleia e para bibelôs; molduras para retratos fixados à parede; estante chamada por ele de
“altar dos livros”; bancos e armários de alvenaria cobertos de
ladrilhos, em seus fragmentos multicoloridos. Com cimento, grava
ou molda datas e inscrições. O imprestável, estragado, feio, inútil, transforma-se em matéria preciosa para seu processo criativo, “tudo caquinho é transformado em beleza”. Metamorfoseia
“os lixos” em produto artístico: cria a Casa da Flor.
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Gabriel, filho de índia e de ex-escravo africano, desde cedo
manifesta interesse pela arte: canta, toca violão e harmônica, faz flores de papel crepom, desenha e pinta, faz versos. Muito religioso, esculpe santos em barro, para a
capelinha que ele mesmo constrói ao lado de sua casa.
Pressente, desde criança, que tem que viver sozinho para
dar vazão ao seu estado de criação. Gabriel vive a alegria
em todas as tardinhas, ao se recolher a sua casa para descansar. “De noite, acendo a lamparina, me sento nessa cadeira,
oh, que alegria para mim! Quando eu vejo tudo prateado, fico
tão satisfeito... Tudo caquinho transformado em beleza... Eu
mesmo faço, eu mesmo fico satisfeito, me conforta...”
material educativo para o professor-propositor
CASA DA FLÔR
Os olhos da arte
E ali quase por um século, viveu um preto solitário,
transformando a pedra em flor.
Inutilmente. Ludicamente.
Lindamente, com aquela pureza que só os iluminados têm...
Com suas flores de pedra, Seu Gabriel inventava a primavera.
A primavera possível.
Affonso Romano de Sant’Anna1
Gabriel, isolado num recanto da América do Sul, integra-se a
um grupo inovador, que no início do século, na Europa, revolucionou os conceitos de arte, com as pesquisas de Picasso, Paul
Klee, Braque, Kandinski, Miró e outros, ao utilizar detritos recolhidos no lixo.
Profundamente religioso, atribuía a Deus a realização da sua
obra, considerando-a fruto da inspiração divina. “Eu não aprendi
com ninguém. Eu não tive escola. Aprendi no ar, aprendi no
vento... Isso não é de mim. Deus me deu essa inteligência, vêm
aquelas coisas na memória e eu vou fazer tudo perfeitozinho
conforme sonhei.”
Para Philippe Malrieu, o sonho, as artes, os mitos e ritos são os
construtores do imaginário, seja na sua concepção ou reprodução. Ainda segundo Malrieu, o sonho, que é individual, está
impregnado das marcas de certos imperativos. Já “as obras de
arte têm como função realizar, no sentido forte do termo, aquilo que no sonho não passava de uma aparência e, no mito, nada
mais era do que significação”2 .
Nessa perspectiva, o imaginário não é um simples conjunto
de imagens que vagueiam livremente na memória e na imaginação. Ele é uma rede de imagens na qual o sentido é
dado na relação entre elas; as imagens organizam-se de
acordo com uma certa lógica, uma certa estruturação, de
modo que a configuração mítica do nosso imaginário depende da forma como arrumamos nele nossas fantasias. É
dessa configuração que decorre o nosso poder de melhorar o mundo, recriando-o, cotidianamente, pois o imaginá-
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Instituto Cultural Casa da Flor - A casa da flor - Foto: Amélia Zaluar
rio é o denominador fundamental de todas as criações do
pensamento humano.
Gabriel se inclui, com sua estética e poiésis, no grupo dos
“construtores do imaginário”, artistas-arquitetos que relegam
padrões tradicionais e criam formas libertas de modelos. Alguns são de origem popular, como Ferdinand Cheval, na França, e Nek Chand, na Índia; outros de origem erudita, como
Antoni Gaudí, em Barcelona, ou Niki de Saint Phalle, em Paris, ou Antonio Virzi, no Rio de Janeiro. Os trabalhos desses
artistas-arquitetos constituem uma arquitetura surreal, fantástica, insólita e orgânica, que vem sendo objeto de estudos
e de pesquisas.
Em termos de arquitetura, no caso espontânea, Casa da Flor
nos permite falar de um outro tipo de prática construtiva: a
bricolagem, que tem a ver com o acaso e a incompletude. O
acaso é parte integrante da idéia de bricolagem; é o incidente,
ou seja, o pequeno acontecimento imprevisto.
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Ao contrário do homem arquiteto, como bricoleur, Gabriel age
segundo uma prática fragmentária, dando voltas e contornos,
numa atividade não planificada e empírica. A casa de Gabriel é,
então, uma bricolagem. Uma composição inesperada e não planejada de fragmentos de diversas proveniências que tem, como
resultado, algo novo e diferente de cada uma das partes cons-
material educativo para o professor-propositor
CASA DA FLÔR
tituintes. Como bricoleur,
Gabriel não tem uma idéia
preconcebida do que resultará o rearranjo dos cacos. Em
suas flores, uma pétala pode
ser de telha, outra de vidro e
as outras de outros materiais. Sua poesia resiste justamente na dimensão aleatória
do resultado, sempre inesperado. Mesmo existindo sempre uma intenção difusa de
construir, não existe forma
detalhada e predefinida de
início, uma forma a ser atingida, uma projeção.
Para Leonardo Fróes3 , Gabriel
dos Santos
Instituto Cultural Casa da Flor - Uma jarra
de sempre-vivas - Foto: Amélia Zaluar
é um arqueólogo da hora presente que por necessidade recupera e enaltece as sobras apressadas que as cidades vomitam... A sala de uns 5
metros quadrados tem brilho principesco e envolvente de um salão
rococó; o quarto é misto entre lugar de dormir e capela; o ‘guarda-livros’ ou ‘púlpito’ é um barroquíssimo altar de ondas caladas e tortas.
Se associarmos essas palavras de Fróes às de Affonso Romano,
podemos explorar as visibilidades no documentário de “salão
rococó com lixos e sobras”; “altar barroco de coisas descartadas,
sobras sociais e culturais”; pedra em flor – inutilmente, ludicamente,
pedra em flores, primavera possível – primaveras possíveis!
Sem formação e técnica especializada, Gabriel supre todas as limitações utilizando, como recurso principal, a intuição e a imaginação criadora. De certo modo, podemos
aproximar Gabriel a dois artistas: Eli Heil 4 e Fernando
Diniz5 , já que encontramos em ambos semelhante vocabulário instintivo, um conhecimento intuitivo, fértil imaginação e um impulso criador que se manifesta, assim como o
próprio viver, como um processo existencial. Podemos também aproximá-lo de Akiko Fujita6 , com as grandes casas-
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esculturas feitas em argila como a Casa das andorinhas,
Torre de Babel.
Gabriel Joaquim dos Santos, como um arqueólogo, reúne os
fragmentos, cata os cacos do caos, como quem junta flores
despetaladas pelo vento, em sua Casa da Flor.
O passeio dos olhos do professor
No documentário, muitas são as vozes vividas por artistas do teatro brasileiro, sobre o pensamento verbal e visual de Gabriel dos
Santos. Antes de iniciar o planejamento da ação educativa, você
é um espectador e leitor do documentário e pode anotar impressões e idéias, numa espécie de diário de bordo, utilizando os meios com que tiver mais afinidade: escrita, desenho, colagem...
Assistir ao documentário mais de uma vez é um procedimento
recomendado. A pauta do olhar que sugerimos a seguir pode
ajudá-lo no registro inicial, ficando a seu critério consultá-la
antes da primeira observação ou não.
O que o documentário provoca em você?
“O homem e sua obra se confundem. Ele era a casa. A casa era
ele”. Para você, a relação entre “ser a casa e com ela se confundir” possibilita quais reflexões? Casa de morar, casa para morar, casa para brincar, casa para imaginar, casas para sonhar?
Pensando no modus operandi de Gabriel, qual cena externa e
interna da casa lhe chama mais atenção? Quais falas do artista-arquiteto situam a casa-história e não uma casa qualquer?
O documentário lhe traz lembrança de outras imagens de
artistas-arquitetos? Quais?
Você vê a possibilidade de escolher algumas cenas para congelar? Quais cenas você fixaria?
Você sente necessidade de pesquisar sobre algum assunto
para melhor compreender ou aprofundar conteúdos que o
documentário suscita?
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Para você, quais focos de trabalho podem ser desencadeados a partir do documentário?
material educativo para o professor-propositor
CASA DA FLÔR
Suas anotações podem revelar modos singulares de leitura do
documentário. A partir delas, qual o foco você escolhe para
trabalhar com os seus alunos? Quais questões você colocaria
em uma pauta do olhar dirigida a eles?
Percursos com desafios estéticos
O mapa potencial do documentário oferece possíveis caminhos para
o foco Saberes Estéticos e Culturais. As propostas apresentadas são sugestões que convidam você à investigação e experimentação, em consonância com os alunos, seus interesses e seu planejamento. Observamos que não há ordem seqüencial rígida nos percursos e a interpenetração entre os tópicos é pertinente.
O passeio dos olhos dos alunos
Algumas possibilidades:
Coisas na memória: desenhos de casas que já moramos ou
de como as imaginamos ocupadas por outras pessoas, assim como a escola que habitamos e as escolas habitadas
por outras pessoas... Passeios por esses lugares podem
gerar conversas interessantes. É possível que os desenhos
sejam pintados com água e terra sobre jornais, com auxílio
de multimídia, com retalhos e colagens sobre superfícies
rígidas, dentre outros... Em seguida, o documentário pode
ser exibido, desdobrando uma conversa sobre a fala de
Gabriel: “vou fazer tudo perfeitozinho conforme sonhei.”
O que os alunos compreendem por “arquitetura espontânea”?
A pergunta é provocadora para uma conversa na qual os alunos
possam falar sobre a casa de cada um, a casa-escola... Em seguida, exiba o documentário. Entre a Casa da Flor de Gabriel e
a nossa, quais as possíveis semelhanças e diferenças?
Um outro acesso ao documentário pode ser por meio do
mapa da Casa da Flor que está disponível no seu site oficial. Quais mapas imaginários de outras casas podem surgir?
Pedaços, tralhas, restos e outros podem ser lembrados e
associados a trajetos de imaginação?
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arquitetura espontânea
mosaico
linguagens
convergentes
meios
tradicionais
artes
visuais
qual FOCO?
qual CONTEÚDO?
o que PESQUISAR?
Linguagens
Artísticas
conservação,
restauração,
tombamento
Patrimônio
Cultural
preservação e memória
Saberes
Estéticos e
Culturais
Materialidade
sistema simbólico
antropologia do imaginário
criadores e produtores
de arte e cultura
Conexões
Transdisciplinares
história da arte
Processo de
Criação
Zarpando
percepção visual
ação criadora
arte como experiência de vida,
processos inconscientes, bricolagem
natureza da matéria
matéria bruta, matérias não convencionais:
cacos de garrafas, de pratos, de telhas,
lâmpadas queimadas, bibelôs, caramujos,
faróis de automóvel, correntes, conchas
ossos de animais, pedras, ralos de chão
arte incomum
psicologia da arte
ferramentas
não convencionais:
pá de pedreiro, alicate
operário-artista-arquiteto
arte e ciências
humanas
religião, mitologia, arqueologia anímica,
inconsciente coletivo, arquétipo, iconografia
potências criadoras
intuição, imaginação criadora, sonho, memória, solidão construtiva,
pensamento visual, imaginário simbólico, devaneio poético
ambiência de trabalho
casa-ateliê
O documentário pode ser visto, debatido e revisto muitas vezes, com amplitude de olhares, agora, agudos, fundos e largos,
extensos e longos.
Desvelando a poética pessoal
Trabalhei sozinho, todo esse movimento que está aqui não tem ajuda,
eu que fiz tudo com as minhas mãos. Eu quero os cacos porque dos
cacos eu vou fazer as coisas para as pessoas se admirar, pra quê quero
comprar uma jarra nova? Jarra comprada eu não preciso. Isso não
tem graça. E assim levo a minha vida, assim nos sonhos, sonho toda
noite. Eu durmo tarde da noite, mas quando vou dormir assim mesmo
vêm os sonhos. Vêm aqueles sonhos, aquela visão, aquele pensamento... O Brasil é uma nação muito grande, precisa paz, precisa civilização, precisa educação. Precisa muito cuidado com o Brasil. Eu indo
em Cabo Frio, entro na casa daquelas grã-finas, eu trago tudo na
mente que eu vi naquela casa, aí é que está, não tiro retrato não, se
eu tiver o material, chego em casa e vou fazer perfeito. Vem uma
pessoa com um azulejo, eu boto. Vem uma pessoa com um caramujo,
eu boto. Vem uma pessoa com um prato quebrado, quebra uma jarra,
eu faço aquela ramagenzinha, uma rosa, boto prá enfeitar. 7
Gabriel dos Santos
Cacos vivos. Cacos, sobras, memórias. Cacos vidas. Cacos
vividos... Sobras e sobras podem ser acionadas com ligações
culturais e as muitas culturas nelas contidas. Um pedaço de
louça, de onde vem? Época, status, local de comer, rituais de
comida; ladrilho, revestimento de parede, de onde? De qual
lugar? Agora os pedaços são lembranças de coisas ausentes,
reavivadas com outras relações, além da estética, uma vez que
esses fragmentos-inteiros possuem um contexto ampliado que
os engloba.
Entrar nesse mundo imaginário de Gabriel é o convite para seus
alunos. No mundo das casas, construídas com matérias e com
idéias diversas, os alunos podem fazer uma série de trabalhos.
Casa-memória, casa-futuro, casa-flor, casa-brinquedo, casamúsica, casa-cor, casa-escola, casa-gente...
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“Eu tenho um pensamento vivo. Sonho pra fazer e faço. A casa
depende do espírito, é uma casa espiritual.” Essa fala de Gabriel,
o construtor da casa de cacos – Casa da Flor –, pode ser traba-
material educativo para o professor-propositor
CASA DA FLÔR
lhada como temática de leitura das casas construídas pelos
alunos, numa relação de debates estético-culturais.
Ampliando o olhar
Fica tudo escrito
porque é uma coisa que fica aí
pra pessoa mais tarde,
depois a gente vai,
quem chega mais tarde vê.
Gabriel dos Santos.
É possível exibir cenas corridas do documentário que permitam abordar a processualidade de ajuntamentos, de escolhas e acolhimentos dos materiais e suas metamorfoses.
“Como eu fiz uma coisa tão difícil? Tudo caquinho é transformado em beleza. Eu mesmo faço, em mesmo fico satisfeito, me conforta. Refugo de construções, coisas quebradas encontradas no lixo, sonhos concretos, reais, datados”. Mostrando este trecho do documentário aos
seus alunos, ressalte, nas imagens, essa delicadeza de
alguns momentos: olhar “os lixos”, escolher, se apropriar, juntar e construir uma casa-história, a casa do “construtor de cacos”. Converse com os alunos sobre as diferenças entre essa atitude e as construções rápidas e
formatadas, como as das “caixas de morar”, em conjuntos habitacionais populares (hoje tão comuns). Proponha uma reflexão sobre as diferenças entre criação e
reprodução; entre imaginário e controle; entre um percurso poético e percursos reprodutivistas.
A voz do operário-artista-arquiteto nos fala de uma processualidade de muitos tempos, o dos achados e das escolhas; o dos recolhimentos e guardados, das quinquilharias; das associações e junções para formas outras, de pedaços e partes desconexas, para conexões entre imaginação
e ação; invenção e construção permanentes, sem cessar.
Diz ele mais ainda: “o que vale uma lâmpada queimada?
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Nada... Eu apanho... Oh, o abajur feito de lâmpadas, um
conjunto de grande beleza, combinações feitas ao longo
da vida”. A volta ao documentário e a visita ao site oficial
da Casa da Flor permitem ver as “montagens” com essas coisas que sobram, e sua transformação em coisas
cheias de energias-criadora, não de sobras, mas de lócus
de aconchego.
A restauração completa da Casa da Flor foi iniciada em
dezembro de 2000 e concluída em maio de 2001, com as
seguintes etapas: recuperação da cobertura, muros externos, e escadas; restauração das paredes; reintegração pontual das peças soltas conforme iconografia existente;
paisagismo; iluminação; documentário (filmagem). O que os
alunos sabem sobre restauração?
A Casa da Flor, uma obra prima da arquitetura espontânea
no Brasil, foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio
Cultural. A Prefeitura Municipal de São Pedro da Aldeia apóia
a sua manutenção. A Sociedade de Amigos da Casa da Flor
tem algumas ações: pesquisa sobre arquitetura espontânea
no Brasil; exposições Casa da Flor; desapropriação da área
atrás da Casa da Flor; desapropriação da casa que pertenceu aos pais de Gabriel; divulgação pela internet; digitalização
e preservação das fotografias. Alguns caminhos podem ser
feitos por artistas-arquitetos, artesãos-operários, seus marcos criativos, conservações e restaurações. Uma visita ao site
oficial da Casa da Flor pode gerar nos alunos o desejo de
querer saber mais sobre tombamento?
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Antoni Gaudí foi um coletor de cacos e um criador de arquitetura baseada em linhas curvas. Desenvolveu suas idéias
na escala de uma forma corpórea. Fez maquetes em gesso,
barro, tela metálica, cartão molhado e moldado, o que lhe
permitia verificar as formas diretamente na obra e no momento da sua realização. Gabriel dos Santos tem uma trajetória bastante diferente... Conhecer Gaudí em sites da
internet, por exemplo, pode ampliar o olhar dos alunos à
percepção das diferenças entre Gabriel e Gaudí.
material educativo para o professor-propositor
CASA DA FLÔR
Conhecendo pela pesquisa
Um dos desafios deste projeto pode ser a compreensão dessa estética da precariedade como um valor pessoal, cultural
e social de uma pessoa, uma comunidade, em seus tempos e
lugares. Glauber Rocha, cineasta brasileiro, assume e desenvolve essa estética, como também o faz, em muitos de seus
trabalhos, o artista brasileiro Hélio Oiticica que propôs um
projeto comunitário utópico: o Barracão. Pesquisando sobre
esses artistas, quais percursos de criação dessa estética da
precariedade os alunos podem conhecer?
Kurt Schwitters é pintor e escultor, expressionista e dadaísta
alemão, fazendo de sua casa uma ampliação e extensão estética. O que os alunos podem descobrir sobre esse artista?
Uma possibilidade de pesquisa pode ser a exploração dos
períodos históricos e culturais nos quais viveram: Gabriel dos
Santos, Antoni Gaudí, Ferdinand Cheval e Nek Chand, percebendo acontecimentos estéticos e culturais, marcos e
marcas de uma mesma época. Em diversos lugares do mundo, pessoas criativas, de uma certa forma, se desligam de
modelos culturais, criam a moradia em que vivem; constroem para si a casa nascida de idéias e de suas manifestações:
são os “construtores do imaginário”, guiados por uma fantasia que os domina quase obsessivamente.
Paola Berenstein Jacques8 comenta:
As construções numa favela e, conseqüentemente, a própria favela,
jamais fica de todo concluída. A coleta de materiais também nunca
cessa. Ao lado dos barracos, ou se falta espaço, sobre o teto, há
sempre uma reserva de pedaços de madeira, de papelões, de plásticos, de tijolos e de telhas, à espera de uma próxima melhoria. Os
arquitetos-favelados são, antes de tudo, excelentes bricoleurs.
A favela, enquanto arquitetura espontânea, é baseada em
soluções surpreendentes fugindo de padrões tradicionais,
é “nascedoura” de materiais nada convencionais. A partir
da discussão sobre a favela, nessa perspectiva, o que os
alunos podem descobrir sobre essa manifestação estética
em comunidades próximas à sua escola?
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O documentário Casa da Flôr permite associações com uma
casa singular e as inúmeras casas, singulares ou não, nas
muitas cidades de uma mesma cidade. O Projeto Arte/Cidade, coordenado pelo professor e pesquisador Nelson
Brissac Peixoto, em suas diversas versões e acontecimentos, possibilita a criação do diálogo entre as produções dos
artistas, seus dizeres verbais, visuais e estéticos, e a trajetória de Gabriel dos Santos. O site oficial Arte/Cidade pode
ser um ponto de partida para esse diálogo.
Amarrações de sentidos
Gabriel anotava, em cadernos baratos, todos os fatos que o
impressionavam. Escritos em letra de forma, os dados não eram
relatados em ordem cronológica: numa mesma página são
registrados acontecimentos ocorridos em datas diferentes. A
proposta do portfólio é a construção de um caderno de apontamentos que reúna os muitos universos imaginários, surgidos do
documentário Casa da Flôr, em conexão com outras áreas do
conhecimento. Como as de Gabriel, as anotações dos alunos
não precisam estar em ordem cronológica. É interessante que
elas sejam feitas no fluxo da memória visual e corpórea dos
alunos, como se fossem as transformações das coisas achadas por eles durante o projeto. O caderno de apontamentos
como registro de casas de criação: trabalho solitário e solidário; vida de sonho e de trabalho.
Valorizando a processualidade
Ligações de universos, de imaginários e de conceituações para
uma compreensão mais aprofundada de Casa da Flôr. O que os
alunos percebem que conheceram? Como eles avaliam o processo de trabalho?
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O “caderno de apontamentos”, ao ser apresentado e discutido, já oferece elementos para a avaliação. Da mesma forma,
o seu diário de bordo de professor-propositor e as anotações
feitas ao longo do processo levam a reflexões e idéias para
material educativo para o professor-propositor
CASA DA FLÔR
novos projetos. Você poderá re-significar sua ação pedagógica e repensar proposições de trabalho. Este é um momento
de juntar os cacos da memória para reorientar descobertas e
idéias inovadoras ou construtivas que tenham surgido no decorrer do processo.
Glossário
Arte incomum – a expressão Art Brut, traduzida no Brasil por arte
incomum, foi um termo criado pelo pintor Jean Dubuffet para designar as
obras produzidas por “pessoas estranhas ao ambiente cultural e resguardadas de suas influências. Os autores dessas obras têm, em sua maioria,
uma instrução rudimentar. Em outros casos conseguiram, por perda de
memória ou por disposição de espírito fortemente contraditória, libertarse do magnetismo da cultura e reencontrar uma fecunda ingenuidade”. A
primeira mostra de sua coleção, que se encontra hoje no Museu de
Lausanne, foi realizada em 1949, destacando-se Ferdinand Cheval, Adolf
Wölfli, Scottie Wilson, entre outros. No Brasil, podem ser citados: Eli Heil,
Antonio Poteiro, Fernando Diniz e Arthur Bispo do Rosario. Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais <www.itaucultural.org.br>.
Arquétipo/arquetípico – o psicólogo suíço Carl Jung (1875 – 1961) explica que arquétipos são formas universais coletivas, típicas, originárias
de experiências recorrentes da psique. Caracterizam-se como formas básicas de pensamentos e sentimentos universais. Fonte: GRINBERG, Luiz
Paulo. Jung: o homem criativo. São Paulo: FTD, 1997, p.136-137.
Arquitetura espontânea – arquitetura visionária ou extraordinária são algumas expressões usadas para designar o processo criativo de pessoas
nos ambientes em que habitam, fugindo de padrões convencionais. Fonte:
<yonelins.tripod.com/arquiteturaespontnea/>.
Bricoleur – a palavra francesa é empregada para aquele que faz
bricolagem, isto é, aquele que recria a partir da junção de outros objetos.
Para Perrenoud, o educador é um bricoleur que utiliza resíduos e fragmentos de acontecimentos, o que tem à mão, o que guarda em seu “estoque”
como aquelas aparas de papel, aquelas imagens de velhas folhinhas, aqueles artigos de jornal que um dia lerá e, com eles, cria novas situações de
aprendizagem. Fonte: PERRENOUD, Philippe. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: perspectivas sociológicas. Lisboa: Dom
Quixote, 1993.
Iconografia – vocábulo usado para designar o significado simbólico de
imagens ou formas representadas em obras de arte. Também nomeia uma
disciplina da história da arte, dedicada a identificar, descrever, classificar
e interpretar a temática das artes figurativas. Até fins do século 16, a
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iconografia referia-se especialmente ao significado simbólico de imagens
inseridas num contexto religioso. Atualmente, o termo refere-se ao estudo da história e da significação de qualquer grupo temático. Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais <www.itaucultural.org.br>.
Símbolo/sistema simbólico – é portador de significação e se caracteriza pela versatilidade e não pela uniformidade. A linguagem verbal, a arte,
o mito e a religião para o filósofo Cassirer (1874-1945) são parte do universo simbólico construído pelo ser humano. Fonte: CASSIRER, Ernest.
Ensaio sobre o homem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Sempreviva – é uma planta com grande vitalidade, tem uma grande capacidade de sobrevivência nas circunstâncias mais adversas, resistindo ao
frio e ao sol mais quente. Secas, as semprevivas são vendidas como adorno. Fonte: <www.casapia.com>.
Solidão construtiva – expressão usada por Rollo May para designar a
capacidade de “se afastar do mundo ‘por demais presente’, de viver com
a quietude, deixando que a solidão trabalhe em nós e por nós. (...) Quando
o indivíduo teme o irracional, isto é, as dimensões da experiência inconsciente, procura ocupar-se todo o tempo, criando ao seu redor um ambiente de ‘ruídos’. (...) Para que possamos receber a inspiração do inconsciente é preciso saber ficar só. Fonte: MAY, Rollo. A coragem de criar. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1982, p. 66-67.
Tombamento – “Constitui um conjunto de atos legais e de ações práticas
do poder público tendo como objetivo preser var bens culturais
(arquitetônicos, literários, iconográficos, mobiliários) ou naturais (ambientes, paisagens), evitando, por conseguinte, a demolição, a degradação
ou a descaracterização de aspectos ou de configurações originais. De um
ponto de vista jurídico e de ações públicas, o tombamento é um dos modos da política de preservação de patrimônios culturais ou naturais.” Fonte: CUNHA, Newton. Dicionário Sesc: a linguagem da cultura. São Paulo:
Perspectiva: Sesc São Paulo, 2003, p. 647.
Bibliografia
BYINGTON, Carlos. A missão de seu Gabriel e o arquétipo do chamado.
Revista Junguiana, São Paulo, n. 12, 1994.
DURAND, Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginário. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
FRÓES, Leonardo.Casa da Flor. Rio de Janeiro: Funarte: Sesc: INL,1978.
(Coisas nossas).
GULLAR, Ferreira. A casa do sonho. In:___. Argumentação contra a morte
da arte. Rio de Janeiro: Revan,1993.
18
material educativo para o professor-propositor
CASA DA FLÔR
MALRIEU, Philippe. A construção do imaginário. Lisboa: Instituto
Piaget, 1996.
PEIXOTO, Nelson Brissac (org.). Arte/Cidade: intervenções urbanas. São
Paulo: Senac: Sesc, 2002.
RUFINO, Joel. A Casa da Flor. Revista Nova Escola. São Paulo: Ed. Abril,
out. 1993.
SANT’ANNA, Affonso Romano de. A primavera possível. Jornal do Brasil,
Rio de Janeiro, 27 set. 1987. Caderno B.
ZALUAR, Amélia. A Casa da Flor: uma tentativa de compreensão. In:
FUÃO, Fernando Freitas (coord.). Arquiteturas fantásticas. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 1999.
____. Um prato quebrado transformado em flor. Revista Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, n. 2, 1981.
____. Casa da Flor, uma casa de cacos transformada em flor. Arquitetura
Revista, Rio de Janeiro, n. 6, 1988.
____. Gabriel, mestre da arquitetura fantástica e sua casa escultura. In: A
MÃO afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica.
São Paulo: Tenenge, 1988.
Catálogos
BIENAL Internacional de São Paulo, 16., 1981. Arte incomum. São Paulo:
Fundação Bienal, 1981.
GAUDÍ – a procura da forma. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2004.
Seleção de endereços de artistas e sobre arte na rede internet
Os sites abaixo foram acessados em 22 set. 2005.
ARTE/CIDADE. Disponível em: <www.pucsp.br/artecidade>.
ARQUITETURA ESPONTÂNEA. Disponível em: <www.vitruvius.com.br/
resenhas/textos/texto074.asp>.
___. Disponível em: <yonelins.tripod.com/arquiteturaespontanea/>.
CASA DA FLOR. Disponível em: <www.casadaflor.org.br>.
CHAND, Nek. Disponível em: <www.nekchand.com/>.
CHEVAL, Ferdinand. Disponível em: <www.edukbr.com.br/artemanhas/
cheval_ferdinand.asp>.
ESTÉTICA DA FAVELA. Disponível em: <www.vitruvius.com.br/
arquitextos/arq000/esp078.asp>.
___. Disponível em: <anf.org.br/link.php?assunto=urbanismo&artigo=1>.
GAUDÍ, Antoni. Disponível em: <www.gaudiallgaudi.com/>.
19
___. Disponível em: <www.gaudi2002.bcn.es/castellano/index.htm>.
ROCHA, Glauber. Disponível em: <www.tempoglauber.com.br>.
SAINT-PHALLE, Niki de. Disponível em: <www.nikidesaintphalle.com/>.
SANTOS, Gabriel Joaquim dos. Disponível em: <http://contraponto.
nafoto.net>.
SCHWITTERS, Kurt. Disponível em: <www.mac.usp.br/projetos/
seculoxx/modulo1/expressionismo/dada/schwitters/obras.htm>.
Notas
1
Texto capturado no site oficial da Casa da Flor. Disponível em
<www.casadaflor.org.br>.
2
Philippe MALRIEU. A construção do imaginário, p. 125
3
FRÓES, Leonardo. A Casa da Flor, p. 10-11.
4
Consulte na DVDteca Arte na Escola o documentário A arte imaginária
de Eli Heil.
5
Consulte na DVDteca Arte na Escola o documentário Estrêla de
oito pontas.
6
Consulte na DVDteca Arte na Escola o documentário Akiko Fujita.
7
Texto do Caderno de Anotações, capturado no site oficial da Casa da Flor.
8
JACQUES, Paola Berenstein. Estética da ginga: a arquitetura das favelas através da obra de Hélio Oiticica. Rio de Janeiro: Casa da Palavra,
2001, p. 24.
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