Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação DOMÍNIO DE DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL Nível de Formação – III (UE) Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação FICHA TÉCNICA Edição: Título: Domínio de Desenvolvimento Organizacional – Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança Área Profissional: Serviços Autoria: Coordenação Técnica: NUFEC – Núcleo de Formação, Estudos e Consultoria, Lda. Direcção Editorial: Composição e Impressão: Tiragem: Depósito Legal: ISBN: Data de Edição: Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação ÍNDICE I – Introdução l.1 – Considerações Gerais l.2 – Princípios Orientadores l.3 – Articulação Horizontal e Vertical l.4 – Orientações Metodológicas Gerais l.5 - Avaliação II – Temas Integradores II.1 – Tema Integrador 1 – NATUREZA, AMBIENTE E CONTEXTO ORGANIZACIONAL II.2 – Tema Integrador 2 – OS PRINCIPAIS FACTORES ORGANIZACIONAIS II.3 – Tema Integrador 3 – OS ELEMENTOS E FACTORES DE SUPORTE ORGANIZACIONAL II.4 – Tema Integrador 4 – GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS NAS ORGANIZAÇÕES Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação I – INTRODUÇÃO I.1 – Considerações Gerais Procurou-se que o programa elaborado fosse adequado ao perfil sócio-profissional do Técnico de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança. Assim, os conteúdos e actividades propostos podem responder a algumas das competências específicas que terão de realizar no quadro das suas funções, bem como a uma compreensão mais abrangente dos fenómenos e comportamentos individuais, de grupo e inseridos em contexto organizacional. Esta compreensão afigura-se-nos particularmente relevante a uma saber-ser/saber-estar facilmente reconhecido como crucial nesta formação, face à necessidade e à exigência frequente, se não mesmo constante, de contactos interpessoais e sociais por parte deste técnico. Não podemos esquecer que as suas funções incluem, a título de exemplo, a verificação dos critérios organizativos e disciplinadores da filosofia de actividade económica da organização onde está inserido, assim como o relacionamento e criação de cultura organizacional do seu grupo de trabalho ou com outros sectores da empresa. Por outro lado, tratando-se de um grupo jovem, levou-nos a valorizar metodologias de formação assentes na participação dos próprios formandos e envolvendo as suas capacidades técnicas e ensinamentos adquiridos em outros domínios formativos, enquanto fonte de informação e material para as próprias sessões de formação. A par da maior motivação, e logicamente melhor preparação daí decorrente, pensamos que desta forma a disciplina proporcionará cumulativamente aos formandos ocasiões para o seu auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal. Esta estratégia parece-nos de mais fácil utilização e mais proveitos à medida que o grupo se vai consolidando, assim como os conhecimentos básicos de desenvolvimento organizacional. Ao formador que lecciona este domínio da área técnica do Curso de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança, convém não esquecer o panorama empresarial nacional em comparação com a evolução e actualização de conceitos organizacionais dos diferentes cenários internacionais e ainda a especificidade da aplicação subjacente à tipologia das empresas (micro empresas, pequenas e médias empresas e grandes empresas). I. 2 – Princípios Orientadores Abordaremos nesta introdução alguns aspectos que quisemos designar por “princípios orientadores” do programa e da sua implementação. Assim faremos alusão aos objectivos gerais e finalidades do programa aos domínios abrangidos e às preocupações que devem estar na mente dos formadores ao longo das sessões de formação. Objectivos Gerais e Finalidades O programa de Desenvolvimento Organizacional deverá permitir, em termos gerais, ao futuro técnico (1) ter um conhecimento mais científico e mais aprofundado dos processos explicativos do comportamento humano, do comportamento organizacional e das suas formas de expressão mais significativas ou frequentes, (2) ter um conhecimento mais adequado sobre as variáveis que afectam o comportamento, o desenvolvimento e o funcionamento dos grupos e organizações, (3) compreender os formatos actuais das diversas culturas organizacionais e a sua importância ao nível do impacto na produtividade empresarial, (4) dominar a concepção e revisão de processos de desenvolvimento organizacional em função das mudanças organizacionais e das multiculturas e, por fim, (5) dominar as técnicas organizacionais com vista à qualidade, melhoria contínua e as vantagens competitivas da qualidade em função de níveis crescentes de produtividade. Preparação do Formador O objectivo do curso de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança não se esgota na aquisição de conhecimentos de Desenvolvimento Organizacional por parte dos formandos mas inclui preocupações com o uso que é feito desse mesmo conhecimento. Este objectivo mais lato na formação e desenvolvimento dos formandos deve ser prosseguido através da escolha de actividades, estratégias e materiais mais adequados para as sessões de formação, bem como pelos procedimentos, atitudes e postura do formador. A salvaguarda destes objectivos e orientações metodológicas passa pelos formadores e, mais concretamente, pela sua preparação e disponibilidade para os pôr Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação em prática. Defendida uma formação muito centrada no formando ou no grupo de formandos, o formador será então mais um organizador de experiências, um facilitador da comunicação, um proporcionador de confrontos cognitivos ao nível do aluno e do grupo, do que um professor tradicional, alguém que “dá aulas” ou que centraliza na sua pessoa todo o espaço da sessão ou todo o processo de ensino-aprendizagem. Assim, julgamos ser importante que, face aos conteúdos e aos objectivos, a leccionação do Desenvolvimento Organizacional esteja a cargo de licenciados nesta área sócio-administrativa e que, complementarmente, se organize um programa de formação dos formadores para uma melhor atenção a tais procedimentos metodológicos. I.3 – Articulação Horizontal e Vertical Os conteúdos programáticos evoluem na forma de compreensão, explicação e enquadramento do comportamento humano em contexto de interacção com o comportamento organizacional, no âmbito das organizações e a contínua estruturação e adequação destas aos seus ambientes internos e externos de impacto directo na qualidade e produtividade económica e profissional dos indivíduos. Os conteúdos previstos para o programa de Desenvolvimento Organizacional poderão fornecer aos formandos competências facilitadoras da aprendizagem nas outras disciplinas do curso, bem como outras competências mais gerais requeridas ou facilitadoras do seu exercício profissional futuro. Assim podem estabelecer-se pontes em termos de conteúdos com outros domínios de formação como “Gestão da Qualidade”, “Gestão do Ambiente”, “Higiene e Segurança no Trabalho”, “Organização e Administração de Empresas”, “Comunicação e Relações Interpessoais”, “Gestão e Planeamento Empresarial”, “Gestão de Recursos Humanos”, entre outros. I.4 – Orientações Metodológicas Gerais Face aos objectivos gerais apontados e ao facto de se tratar de um programa de formação de cariz profissionalizante e, essencialmente, destinado a jovens e a jovens adultos, julgamos que a metodologia do seu ensino deve assentar em princípios e em outras metodologias que não as do ensino tradicional (aulas essencialmente expositivas, incidência teórica dos temas). Uma opção de abordagem dos temas poderá se aplicável tomando como referência trabalhos previamente realizados pelos formandos ou o relato das respectivas experiências e posturas, tornando as aulas mais motivantes, com maior rigor de aplicação de cenários e métodos teóricos, de forma a melhor permitir a criação da consciência de desenvolvimento organizacional como desafio estruturante ao nível das organizações e diversas administrações empresariais. Ao mesmo tempo, havendo nos temas a tratar pontos de ligação com outras áreas da formação, podem as aulas de Desenvolvimento Organizacional servir objectivos mais latos da integração de saberes e de motivação ao longo do curso. A planificação da sessão de formação deve, em consonância, prever a utilização de meios, actividades e materiais que facilitem a análise e discussão de situações e a resolução de problemas, aparecendo numa segunda fase ou em paralelo ou ainda como leit-motiv explicativo, a apresentação pelo formador da matéria ou a sistematização da informação constante do manual. Julgamos que este partir da prática ou do concreto para a teorização e sistematização de saberes poderá permitir o desenvolvimento de uma preocupação e um atitude de actualização de conhecimentos no futuro por parte dos técnicos em formação. I.5 – Avaliação É importante que a avaliação se associe aos objectivos e aos procedimentos apresentados nesta introdução ao programa. Devem-se criar condições para uma avaliação contínua e realizada pelo próprio formando (auto-formação). Por outro lado, deve incluir-se na avaliação o processo de envolvimento e de desenvolvimento pessoal e profissional do formando ao longo das sessões. Não sendo uma tarefa fácil, mesmo assim pode operacionalizar-se através de indicadores de presença e participação nas actividades, realizações de pequenos trabalhos ou de súmulas cognitivas, etc. Assim, foi previsto a afectação de duas horas lectivas no final de cada módulo do programa, para as tarefas de avaliação. A classificação final do formando deve traduzir as informações qualitativas e contínuas referentes à sua participação e aproveitamento em geral ao longo da formação, bem assim como as notas obtidas nos testes no final de cada módulo do programa. Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação II – Temas Integradores II.1 –TEMA INTEGRADOR 1: NATUREZA, AMBIENTE E CONTEXTO ORGANIZACIONAL Introdução A globalização e a revolução tecnológica do final do século XX começaram a dilapidar as fronteiras entre os países, soterrando as demarcações políticas e derrubando todo o género de barreiras. A expansão do comércio internacional e a incrível mobilidade dos capitais fazem com que as nacionalidades sejam cada vez mais uma dimensão cultural e cada vez menos uma dimensão económica. Reflexo deste cenário é o facto de que as tecnologias da informação fazerem com que em milésimos de segundos as notícias e as informações cruzem o planeta, criando a ideia plena de uma aldeia global. Tratam-se de tempos de transição e de metamorfose, uma espécie de corrida em direcção ao futuro que incentiva esforços de modernização e de reestruturação de países e de organizações. Neste contexto, as empresas têm pela frente não apenas um simples e pequeno mercado local ou regional, com clientes e concorrentes locais ou regionais, mas um horizonte muito mais amplo e que se estende à sua frente, oferecendo oportunidades e apresentando ameaças, riscos e contingências. Actualmente os paradigmas organizacionais discutem hoje o contexto ambiental que envolve as organizações e empresas e o seu forte impacto sobre a administração, a globalização da economia, a intensa competição e a concorrência de nível mundial, a mudança e a inovação e, sobretudo, a incerteza e a instabilidade que prostram por terra qualquer tentativa e manutenção do status quo. De uma maneira mais específica, hoje discute-se a pertinência da invenção e reinvenção das organizações, como forma de mantê-las ágeis e competitivas, da necessidade de responsabilidade social e até do comportamento ético na administração organizacional. Bibliografia Raju Narisetti. "IBM lança campanha mundial para promover negócios via Internet", The Wall Street Journal, 1997. John Naisbitt. “Global Paradox”, Londres, Nicholas Brealey, 1995 James A. F. Stoner; R. Edward Freeman & Daniel R. Gilbert Jr. “Management” Englewood Cliffs, NJ, Prentice-Hall, 1995 Christopher A. Bartlett & Sumantra GhoshaI “Managing across borders: the transnational solution”, Boston, Harvard Business School Press, 1989 Stephen Covey. “The seven habits of highly effective people” Nova York, Simon & Shuster, 1980 Peter Senge. "The leader's new work: building learning organizations", Sloan Management Review, 1990 Kurt Lewin. “Frontiers in group dynamics: concept, method, and reality in social science, human relations, voI. Nº 1”, 1947 Keith Davis. “Human behaviour at work: organizational behaviour”, Nova York, McGraw-Hill, 1981 Hank Williams. "Learning to manage change", Industrial and Commercial Training, voI. 21, 1989 Miguel Pina e Cunha, Arménio Rego, Rita Cunha e Carlos Cardoso, “Manual de Comportamento organizacional e gestão”, RH Editora, 2003 L. Thomas Hopkins. Integration: its meaning and application, Nova York, Appleton-Century Crofts, 1937. Richard L. Daft. Management, Orlando, FI., The Dryden Press, 1994. Tom Burns & G. M. Stalker. The management of innovation, Londres, Tavistock, 1961 Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação TEMA INTEGRADOR 1: NATUREZA, AMBIENTE E CONTEXTO ORGANIZACIONAL MÓDULO 1: Natureza da Administração/Organização OBJECTIVOS □ Descrever o processo INDICAÇÕES METODOLÓGICAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. O Administrador e o seu papel na Organização; □ conhecimentos dos administrativo no âmbito organizacional; Exploração dos formandos no domínio 2. A Administração/Organização – conceitos; Organizacional através do □ Descrever as habilidades técnicas, humanas e 3.1. A utilização de recursos; conceituais e a sua 3.2. O alcance de objectivos; sobre a administração. importância para os administradores e não- estudo de enquadramento 3. As diferenças entre eficácia e eficiência □ 4. As organizações e os níveis organizacionais; Partir desta informação para demonstrar as necessidades inerentes às organizações. administradores; 5. O processo administrativo; 6. Os papeis do administrador; Desenvolvimento Organizacional INSTRUMENTOS DE SUPORTE □ Registos dos formandos DURAÇÃO 6h OBSERVAÇÕES TEMA INTEGRADOR 1: NATUREZA, AMBIENTE E CONTEXTO ORGANIZACIONAL MÓDULO 2: O Ambiente Organizacional OBJECTIVOS □ Definir o ambiente das INDICAÇÕES METODOLÓGICAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. Conceitos de Ambiente □ empresas e as suas 1.1. Ambiente Geral esquemas e quadros principais 1.2. Ambiente Específico elucidativos, com a participação dos formandos; características. 2. □ Construção em aula de Conceitos de Sistemas 2.1. Classificação de sistemas Reconhecer os tipos de □ à melhor compreensão de ambiente organizacional. Apresentação de dicas úteis 3. conceitos; Dinamismo do Ambiente 3.1. Homogeneidade e Heterogeneidade 3.2. Estabilidade e Instabilidade Ambiental □ Apresentação de Casos para discussão; 4. Relações entre organização e o seu ambiente 4.1. Adaptação ambiental 4.2. Influência ambiental Desenvolvimento Organizacional INSTRUMENTOS DE SUPORTE □ Registos dos formandos DURAÇÃO 6h (2h P) OBSERVAÇÕES TEMA INTEGRADOR 1: NATUREZA, AMBIENTE E CONTEXTO ORGANIZACIONAL MÓDULO 3: MUDANÇA – REINVENTANDO AS ORGANIZAÇÕES OBJECTIVOS □ □ Descrever o processo de □ 1.1. As Organizações que Aprendem 2. □ Apresentação de casos de INSTRUMENTOS DE SUPORTE □ Registo dos Formandos. O Processo da Mudança □ □ Revistas e/ou Jornais Discussão sobre a portugueses e mudanças nas 2.1. Conceito apresentação de avaliações internacionais de organizações; 2.2. O Papel do Administrador na Mudança críticas; ranking de empresas. Descrever como fazer 2.3. As Forças actuantes na Mudança 3. As Mudanças Organizacionais □ Exemplos para Discussão; organizacional; 3.1. O Impulso para a Mudança Saber como preparar as 3.2. Tipos de Mudanças Organizacionais 4. Como preparar as Organizações para a mudança; Mudança Saber como construir 4.1. A Construção de Suportes para a suportes de apoio à Proposta de Casos e Mudança mudança nas 4.2. Tipos de Resistências às Mudanças organizações. 4.3. Como reduzir a Resistência à Mudança Desenvolvimento Organizacional DURAÇÃO 8h (+2h P) apoio empresariais; Reconhecer os organizações para a □ Mudando as Organizações a partir das Mudanças Individuais. acontecer a mudança □ 1. mudança; diferentes tipos de INDICAÇÕES METODOLÓGICAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS OBSERVAÇÕES Referencial da Formação II.2 – Tema Integrador 2: OS PRINCIPAIS FACTORES ORGANIZACIONAIS Introdução O primeiro passo para se conhecer uma organização é identificar a sua cultura. Fazer parte de uma organização é assimilar a sua cultura e conseguir viver nela. De facto, viver numa organização, trabalhar nela, actuar nas suas actividades e desenvolver uma carreira, tudo isto é participar intimamente numa cultura organizacional. O modo como as pessoas interagem numa organização, a missão, a filosofia reinante, os valores sociais, as atitudes predominantes, as pressuposições subjacentes, as aspirações e os assuntos relevantes nas interacções entre os membros fazem parte da cultura da organização. Cada organização tem as suas próprias características, a sua personalidade, o seu modo de ser e as suas peculiaridades. Em resumo, cada organização tem a sua cultura! Por outro lado, falar de planeamento organizacional é falar do futuro da empresa. E falar de futuro é falar de objectivos. Os objectivos constituem a mola mestra da administração, a focalização para onde devem convergir todos os esforços da organização, o ponto onde as coisas deverão chegar. Os planos constituem os meios para se chegar até esse ponto. Porém, os objectivos fazem parte de um contexto mais amplo: a missão e a visão das organizações. Como a actividade organizacional é complexa e envolve uma diversidade de tarefas que precisam de ser coordenadas e integradas, a estrutura assume uma importância fundamental. O sucesso da organização repousa em grande parte na maneira como ela se consegue organizar para funcionar e proporcionar resultados. Bibliografia Edgar Schein, “Organizational culture and leadership”, San Francisco, Jossey Bass, 1992. John B. Kotter & James l. Heskett, “Corporate culture and performance”, Nova York, Free Press, 1992. Wendell L. French & Ceci H. bell, Jr. “Organizational development: behavioural science interventions for organizational improvement”, Englewood Cliffs, HJ, Prentice Hall, 1981. W. J. Heisler, “Patterns of OD programs – What went wrong”, 1974. Peter F. Drucker, “Innovation and entrepreneurship”, NI, Harper & Row, 1986. Joseph A. Schumpeter. “Capitalism, socialism and democracy”, NI, Harper & Row, 1975. Alex Taylor m. "How Toyota copes with hard times", Fortune, 1993. Philip Kotler. Administração de marketing: análise, planeamento, implementação e controle, 1994. Luis Nassif. "Admirável novo mundo", Gazeta Mercantil, 1997 The strategy process: concepts, contexts, cases, upper saddle river, N.J., Prentice-Hall, 1996. Peter Blau & W. Richard Scott. Organizações formais, São Paulo, Atlas, 1970. Frederic M. Biddle. "A Boeing criou seu próprio pesadelo", The Wall Street Journal Americas, 1997. Fremont E. Kast & James E. Rosenzweig. “Organization and Management: a Systems Approach”. Nova York, McGraw-Hill, 1976. John R. Schermerhorn, James G. Hunt & Richard N. Osborn. “Basic organizational behaviour”, Nova York, John Wiley & Sons, 1995. James A. F. Stoner, R. Edward Freeman & Daniel R. Gilbert, Jr. “Managemen”, Englewood Cliffs, N.J., Prentice-Hall, 1995. Samuel C. Certo. “Modern management: diversity, quality, ethics, and the global environment”, Boston, Allyn & Bacon, 1994. John Child. “Organization: A guide to problems and practice”, Londres, Harper & Row, 1984. Richard L. Daft. Management, Orlando, The Dryden Press, 1994 Carrie R. Leana. "Predictors and consequences of delegation", Academy of Management Journal, 1986 Margareth R. Davis & David A. Weckler. “A practical guide to organization design”, Menlo Park, Crisp Pub., 1996 Peter F. Drucker. “Concept of corporation”, Nova York, John Day, 1946, e Alfred Sloan, Jr. Minha vida na General Motors, Rio de Janeiro, Record, 1963 Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação TEMA INTEGRADOR 2: OS PRINCIPAIS FACTORES ORGANIZACIONAIS MÓDULO 1: A CULTURA ORGANIZACIONAL OBJECTIVOS 1. Definir e conhecer os 1. Conceito de Cultura Organizacional diversos níveis da 2. As componentes da cultura organizacional cultura organizacional. 3. Os níveis da cultura organizacional □ 3.1. A Organização Formal 2. INDICAÇÕES METODOLÓGICAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS empresariais. □ mudar a organização 4. A Diversidade através da sua cultura. 5. O Multiculturalismo □ sucedidas Descrever as diversas Elaboração, via debate de técnicas de 5.2. As culturas conservadoras desenvolvimento 5.3. As culturas adaptativas consensos, de esquemas Desenvolvimento Organizacional resumo da matéria com os 6.1. Principais características de formandos. organizacional. 4. Proposta de Casos e Exemplos para Discussão. 5.1. As Características das culturas bem3. Discussão sobre a apresentação de avaliações críticas. 3.2. A Organização Informal Explicar como se pode Apresentação de casos de apoio 6. □ Desenvolvimento Organizacional Definir como se realiza 6.2. Técnicas de Desenvolvimento um programa de Organizacional desenvolvimento 6.3. O Processo de Desenvolvimento organizacional. Organizacional 7. O Empreendedorismo Desenvolvimento Organizacional INSTRUMENTOS DE SUPORTE □ Registos dos Formandos DURAÇÃO 10h (+2h P) OBSERVAÇÕES TEMA INTEGRADOR 2: OS PRINCIPAIS FACTORES ORGANIZACIONAIS MÓDULO 2: OS OBJECTIVOS NA ORGANIZAÇÃO OBJECTIVOS □ Definir e Identificar a 1. A Missão da Organização. Missão e a Visão 2. A Visão Organizacional – O Princípio que rege 3. □ Apresentação de casos de apoio empresariais. As organizações e os seus principais □ 4. Discussão sobre a apresentação de avaliações críticas. beneficiários. Descrever a natureza e as funções dos □ a sua actividade no mercado. Organizacional. □ INDICAÇÕES METODOLÓGICAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS Os Objectivos Organizacionais objectivos 4.1. Objectivos Individuais organizacionais. 4.2. Objectivos Organizacionais □ Proposta de Casos e Exemplos para Discussão. 5. Compatibilidade entre Objectivos Saber como alocar 6. Natureza dos Objectivos Organizacionais objectivos nas várias 7. Hierarquia de Objectivos □ Criação em aula de Glossário de Conceitos-Chave. 7.1. Objectivos Estratégicos áreas da organização. 7.2. Objectivos Tácitos □ 7.3. Objectivos Operacionais Explicar a administração por objectivos (APO). 8. Administração por Objectivos 8.1. Sistemas de Administração por Objectivos 8.2. Benefícios da Administração por Objectivos Desenvolvimento Organizacional INSTRUMENTOS DE SUPORTE □ Registos dos Formandos DURAÇÃO 12h (+2h P) OBSERVAÇÕES TEMA INTEGRADOR 2: OS PRINCIPAIS FACTORES ORGANIZACIONAIS MÓDULO 3: O PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO OBJECTIVOS □ INDICAÇÕES METODOLÓGICAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS Descrever o Processo 1. Conceito de decisão Decisorial. 2. Racionalidade 3. Elementos do Processo Decisorial Explicar o processo 4. A árvore das Decisões racional de tomar 5. Ambientes de Decisão □ INSTRUMENTOS DE SUPORTE Apresentação de casos de apoio □ □ empresariais. □ de avaliações críticas. 5.2. Ambiente de Risco □ □ 6. Tipos de Decisão do Administrador 6.1. Decisões Programadas decisões. □ 6.3. Heurística Saber localizar problemas na 7. Tipos Básicos de Decisão 7.1. As decisões nas Organizações organização. 8. □ Criação em aula de Glossário de Conceitos-Chave. 6.2. Decisões Não Programadas □ Proposta de Casos e Exemplos para Discussão. 5.3. Ambiente de Incerteza Saber como melhorar o processo de tomada de Discussão sobre a apresentação 5.1. Ambiente de Certeza decisões. Soluções de Problemas Aplicar técnicas de 8.1. Localização de Problemas solução de problemas. 8.2. Técnicas de Soluções de Problemas DURAÇÃO Desenvolvimento Organizacional Registos dos Formandos 10h (+2h P) OBSERVAÇÕES TEMA INTEGRADOR 2: OS PRINCIPAIS FACTORES ORGANIZACIONAIS MÓDULO 4: OS FUNDAMENTOS ESTRUTURAIS DA ORGANIZAÇÃO OBJECTIVOS □ Definir a organização INDICAÇÕES METODOLÓGICAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. □ Proposta de um Caso para introdução temática. organizacionais. administrativa. □ 1.2. Os factores envolvidos no desenho Entender o conceito de □ Apresentação de casos de apoio organizacional. organização. empresariais. □ □ □ Descrever a estrutura 2. Estrutura Vertical organizacional. 3. Hierarquia Administrativa. Definir a estrutura 3.1. Os níveis hierárquicos da organização. vertical. 3.2. Divisão do Trabalho. Compreender a 3.3. Cadeia Escalar de Comando. amplitude 3.4. Autoridade, Responsabilidade e □ Aplicação de Dicas conceituais. □ Discussão sobre a apresentação de avaliações críticas. Delegação. administrativa e os seus □ Proposta de Casos e Exemplos 3.5. Estrutura de Linha e Staff. efeitos. para Discussão. □ Descrever as 4. Amplitude Administrativa. organizações altas e as 4.1. Amplitude de Controlo. organizações achatadas. 4.2. Organizações Altas. Salientar as vantagens 4.3. Organizações Achatadas. □ Apresentação de Exercícios de aplicação. □ DURAÇÃO Estrutura Organizacional 1.1. A organização nos três níveis como uma função INSTRUMENTOS DE SUPORTE da centralização e da 5. Centralização/Descentralização. descentralização. 6. Factores de Centralização/Descentralização. □ Criação em aula de Glossário de Conceitos-Chave. Desenvolvimento Organizacional □ Registos dos Formandos 12h (+4h P) OBSERVAÇÕES II.3 – TEMA INTEGRADOR 3: OS ELEMENTOS E FACTORES DE SUPORTE ORGANIZACIONAL Introdução Dependendo do contexto em que é empregue, o temos organização pode sempre assumir dois tipos de significados bem diferentes entre si: organização como uma unidade ou entidade social ou organização como a função administrativa de organizar. O primeiro contexto é aquele que refere a organização como sendo o local onde as pessoas interagem entre si para alcançar objectivos comuns e, nesse sentido, a palavra organização significa qualquer empreendimento humano criado e moldado intencionalmente para atingir determinados objectivos. Curioso e determinante é o facto de que no âmbito deste contexto – social, por natureza – a organização pode ser visualizada sob dois aspectos, i.e., a organização formal – baseada numa divisão racional do trabalho, na diferenciação e integração dos órgãos e representada pelo organograma, e a organização informal – que emerge espontânea e naturalmente de entre as pessoas que ocupam posições na organização formal, assim como também a partir dos relacionamentos interpessoais. O segundo contexto – parte essencial do processo administrativo – significa organização como o acto de organizar, estruturar e integrar os recursos e os órgãos incumbidos da sua administração e estabelecer relações e atribuições a cada um deles. Por outras palavras, as organizações precisam de organização, precisam de ser organizadas para poderem funcionar melhor e produzir melhores resultados. Bibliografia Edwin A. Fleishman & James G. Hunt (orgs). “Current developments in the study of leadership”, Carbondale, Southem Illinois University, 1973 Roberto Shinyashiki. "Liderança em tempo de tempestade", Trevisan, nº 111, 1997 James L. Gibson; John M. Ivancevich & James H. Donnelly Jr. “Organizações: comportamento, estrutura, processos.” SP, Atlas, 1981 Herbert G. Hicks & C. Ray Gullett. “Organizations: theory and behaviour”, Tóquio, McGraw-Hill Kogakusha, 1975 Robert J. Thomas. What machines can't do: politics and technology in the industrial enterprise, University of California Press, 1996 Daniel Goleman & Joel Gurin (orgs.). “Emotional intelligence: Why it can matter more than I.Q.”, NY, Bantam Books, 1994 James C. Collins & Jerry I. Porras. “Built to last: successful habits of visionary companies”. Nova York, Harper Collins Publ., 1994 Peter M. Blau & Richard A. Schoennerr. “The structure of organizations”, Nova York, Basic Books, 1971 Rosabeth Moss Kanter. “The changing masters”, NY, Simon & Schuster, 1983 Henry Mintzberg & James Brian Quinn. “The strategy process: concepts, contexts, and cases”, Englewood Cliffs, N.J., Prentice-Hall, 1996 Max Weber. “The theory of social and economic organization”, NY, Oxford University Press, 1947 Philip Kotler. “Administração de marketing: análise, planeamento, implementação e controlo, 1996 Bill Gates. “The road ahead”, Nova York, Viking Press, 1995 Peter F. Drucker. Post capitalist society. Nova York, Harper Business, 1994 Maria José Pereira & João Gabriel Fonseca. Faces da decisão: as mudanças de paradigmas e o poder da decisão, SP, Makron Books, 1997 Kurt Lewin. “PrincipIes of topological psychology”, NY, McGraw-Hill, 1936 Leon Festinger. A theory of cognitive dissonance, Stanford, Stanford University Press, 1937 Howard Raiffa. “The art and science of negociation”, Cambridge, Harvard University Press, 1982 John S. Oakland. “Total Quality Management”. Londres, Butterworth - Heinemann Ltd., 1989 Raymond E. Miles & Charles C. Snow. "Organizations: new concepts for new forms", California Management Review, 28, 1986 G. Pascal Zachary. "High-tech firms find it's good to line up outside contractors", The Wall Street Journal, 1992 Jay R. Galbraith. “Designing complex organizations”, Reading, Mass., Addison-Wesley, 1977 Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação TEMA INTEGRADOR 3: OS ELEMENTOS E FACTORES DE SUPORTE ORGANIZACIONAL MÓDULO 1: DESENHO DEPARTAMENTAL OBJECTIVOS □ CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS Definir o desenho 1. Desenho departamental. organizacional e as suas 2. Abordagem funcional. □ Proposta de um Caso para introdução temática. 2.1. Estrutura. características. 2.2. Vantagens e Limitações. □ □ Definir as diversas 3. Apresentação de casos de apoio Abordagem divisional. empresariais. estruturas 3.1. Estrutura de Produto/Serviço organizacionais, as suas 3.2. Estrutura Área Geográfica. vantagens e limitações. 3.3. Estrutura em Processos. □ Discussão sobre a apresentação de avaliações críticas. 3.4. Vantagens e Limitações. □ Descrever as 4. Abordagem matricial. □ organizações híbridas e 4.1. Estrutura. as organizações virtuais. 4.2. Vantagens e Limitações. 5. Proposta de Casos e Exemplos para Discussão. Abordagem de equipas. □ Criação em aula de Glossário de 5.1. Equipes Multifuncionais. 5.2. Equipes Permanentes. Conceitos-Chave. 5.3. Vantagens e Limitações. 6. Abordagem de redes. 6.1. Vantagens e Limitações. 7. Organizações híbridas. 8. Organizações virtuais. INSTRUMENTOS DE SUPORTE INDICAÇÕES METODOLÓGICAS TEMA INTEGRADOR 3: OS ELEMENTOS E FACTORES DE SUPORTE ORGANIZACIONAL MÓDULO 2: DESENHO ORGANIZACIONAL Desenvolvimento Organizacional □ Registos dos Formandos DURAÇÃO 10h (+2h P) OBSERVAÇÕES OBJECTIVOS □ Definir os mecanismos CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. □ 1.1. Diferenciação. integração das 1.2. Integração. 2. Desenho Organizacional 3. Desenhos mecanísticos e Proposta de um Caso para introdução temática. □ Apresentação de casos de apoio empresariais. □ Descrever o desenho organizações burocráticas. organizacional e as suas 3.1. Organizações Burocráticas características e 3.2. Desenhos mecanísticos □ Discussão sobre a apresentação de avaliações críticas. variações. 4. Desenhos orgânicos e organizações adaptativas. □ □ Definir as organizações 4.1. Organizações Adaptativas adaptativas e os 4.2. Desenhos Orgânicos Proposta de Casos e Exemplos para Discussão. desenhos orgânicos. 5. Factores que afectam o desenho □ Criação em aula de Glossário de organizacional. Conceitos-Chave. □ DURAÇÃO Diferenciação e Integração. de diferenciação e organizações. INSTRUMENTOS DE SUPORTE INDICAÇÕES METODOLÓGICAS Ajustar os factores que 5.1. Ambiente afectam o desenho 5.2. Estratégia organizacional. 5.3. Tecnologia 5.4. Tamanho e Ciclo de Vida TEMA INTEGRADOR 3: OS ELEMENTOS E FACTORES DE SUPORTE ORGANIZACIONAL MÓDULO 3: COMUNICAÇÃO E NEGOCIAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES Desenvolvimento Organizacional □ Registos dos Formandos 12h (+2h P) OBSERVAÇÕES OBJECTIVOS □ Definir os elementos básicos do processo de CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. A comunicação e o administrador. 2. O Conceito de comunicação □ □ Entender como melhorar administrativa. 3. □ 3.2. Comunicações entre pessoas. 3.3. Barreiras à comunicação. Entender como melhorar Descrever as barreiras à comunicação e como □ Apresentação de Dicas Conceituais. □ Discussão sobre a apresentação de 3.4. Percepção Selectiva. a comunicação □ 4. Canais de Comunicação. 5. Comunicações Organizacionais. 6. Canais Formais de Comunicação. avaliações críticas. ultrapassá-las. 6.1. Comunicações Descendentes. □ □ Proposta de Casos e Exemplos para 6.2. Comunicações Ascendentes. Descrever as Discussão. 6.3. Comunicações Horizontais. comunicações organizacionais e os Apresentação de casos de apoio empresariais. comunicação. interpessoal. O Processo de comunicação. 3.1. Consonância. o processo de □ Proposta de um Caso para introdução temática. comunicação. 7. meios de melhorá-las. Canais Informais de Comunicação. □ Criação em aula de Glossário de 7.1. Comunicação em Equipas. Conceitos-Chave. □ 7.2. Reuniões. Explicar a negociação e como aperfeiçoá-la. 8. INSTRUMENTOS DE SUPORTE INDICAÇÕES METODOLÓGICAS Negociação. 8.1. Estratégia de Negociação. Desenvolvimento Organizacional □ Registos dos Formandos DURAÇÃO 10h (+2h P) OBSERVAÇÕES TEMA INTEGRADOR 3: OS ELEMENTOS E FACTORES DE SUPORTE ORGANIZACIONAL MÓDULO 4: LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES OBJECTIVOS □ Mostrar a influência da CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. A Liderança nas Organizações. INSTRUMENTOS DE SUPORTE INDICAÇÕES METODOLÓGICAS □ Apresentação de casos de apoio □ empresariais. 1.1. As Bases do Poder Decisório. liderança nas 1.1.1. Fontes de Poder da Posição. organizações. 1.1.2. Fontes de Poder Pessoal. □ poder nas organizações. 2. □ Discussão sobre a apresentação de avaliações críticas. Personalidade □ 2.2. Teoria sobre Estilos de Liderança organizações. 2.3. Teorias Situacionais de Liderança da liderança. □ Teorias sobre a Liderança exercê-las nas Explicar as várias teorias Apresentação de Dicas Conceituais. 2.1. Teoria dos Traços de Definir o que é liderança e como □ □ 1.2. Conceito de Liderança Definir as bases do 3. DURAÇÃO Proposta de Casos e Exemplos para Discussão. □ Resolução de Exercícios reais □ Criação em aula de Glossário de Aplicações Organizacionais Conceitos-Chave. Desenvolvimento Organizacional Registos dos Formandos 8h OBSERVAÇÕES II.4 – TEMA INTEGRADOR 4: GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS NAS ORGANIZAÇÕES Introdução A Gestão de Recursos Humanos é uma das áreas que mais tem sofrido mudanças e transformações nos últimos anos. Os paradigmas da produtividade empresarial aperfeiçoaram-se e agora respeitam o trinómio tecnologia-inovação-capital intelectual. A visão que hoje se tem da área é totalmente diferente da sua tradicional configuração quando era conhecida por GRH – Gestão de Recursos Humanos. O objectivo central deste tema integrador é mostrar, ainda que de soslaio, as novas características e o novo perfil dessa tão gratificante área de actividade organizacional. A Gestão de Recursos Humanos tem sido a responsável pela excelência de organizações bem-sucedidas e pelo aporte de capital intelectual que simboliza, mais do que tudo, a importância do factor humano em plena Era da Informação. Com a globalização, o desenvolvimento tecnológico, o forte impacto da mudança e o intenso movimento pela qualidade e produtividade, surge uma eloquente constatação na maioria das organizações: o grande diferencial, a principal vantagem competitiva das empresas decorre das pessoas que nelas trabalham. São as pessoas que mantêm e conservam o estigma das empresas e são elas (e apenas elas), que criam e fortalecem a inovação e o que deverá «vir a ser» na organização – pois são elas que produzem, vendem, servem o cliente, tomam decisões, lideram, motivam, comunicam, supervisionam, gerem e dirigem os negócios das empresas. Com base na noção de que as organizações são no fundo conjuntos de pessoas, ao falar-se de organizações, forçosamente fala-se em pessoas que as representam, que lhes dão vida e que, sobretudo, lhes dão personalidade própria. A maneira pela qual as pessoas se comportam, decidem, agem, trabalham, executam, melhoram as suas actividades, cuidam dos clientes e fazem a gestão dos negócios da empresa, variam em imensas dimensões. Essa variação depende, em grande parte, das políticas e directrizes das organizações acerca de como lidar com as pessoas nas suas actividades. Bibliografia Gary Dessler. “Human Resource Management”, NJ, Prentice Hall, 1997. Gary Dessler. “Management, Leading People and Organizations in the 21 Century”, NJ, Prentice Hall, 1998. George T. Milkovich e John W. Boudreau. “Human Resource Management”, Burr Ridge, 1994. David A .De Cenzo e Stephen P. Robbins. “Human Resource Management”, NY, John Wiley & Sons, 1996. John M. Ivancevich. “Human Resource Management”, Chicago, Richard D. Irwin, 1995. Luis R. Gómez-Mejía, David B. Balkin e Robert L. Cardy. “Managing Human Resources”, Englewood Cliffs, NJ, Prentice Hall, 1995. Henry Mintzberg. “The Nature of Management Work”, Englewood Cliffs, NJ, Prentice Hall, 1980. Robert Saltonstall. "Who' s Who in Personnel Administration", Harvard Business Review, 1983. Dave Ulrich. “Human Resource Champions”, Harvard Business School Press, 1997. Tom Peters. “Liberation Management”, Nova York, Alfred Knopf, 1992. J. Richard Hackman e Greg R. Oldham. "Motivation Through the Design of Work: Test of a Theory", Organizational Behavior and Human Performance, 1976. George T. Milkovich e John W. Boudreau. “Human Resource Management”, NY, Richard D. Irwin, 1994 John R. Schermerhorn, Jr. “Management”, Nova York, John Wiley & Sons, 1996. James Shonk. “Team-Based Organizations”, Chicago, Irwin, 1997. Thomas Cummings e Christopher Worley. “Organization Development and Change”, Minneapolis, West Publishing Co., 1993. Peter Senge. The Fifth Discipline: “The Art and Practice of the Learning Organization”, NY, Doubleday, 1990. James A. Stoner, R. Edward Freeman e Daniel R. Gilbert Jr. Management, Englewood Cliffs, NJ, Prentice-Hall, 1995. Kurt Lewin. "Frontiers in Group Dynamics: Concept, Method, and Reality in Social Science", Human Relations, 1947. Desenvolvimento Organizacional Referencial da Formação TEMA INTEGRADOR 4: GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS NAS ORGANIZAÇÕES MÓDULO 1: A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE PESSOAS EM AMBIENTES DINÂMICOS E COMPETITIVOS OBJECTIVOS □ Descrever a gestão de CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. O Contexto da Gestão de Pessoas; □ 1.1. Objectivos Organizacionais pessoas; Apresentação de casos de apoio empresariais. 1.2. Objectivos Individuais □ Descrever o contexto 2. Conceito de Gestão de Pessoas; 2.1. As Pessoas como Parceiros da funcional da gestão de □ Apresentação de Dicas Conceituais. □ Discussão sobre a apresentação de Organização; pessoas; 2.2. As Pessoas como Recursos da □ Organização Compreender os de Pessoas pessoas; □ Definir as características 3. Objectivos da Gestão de Pessoas. 4. Os Seis Processos de Gestão de □ Resolução de Exercícios Práticos □ Proposta de Casos e Exemplos para Pessoas. da gestão de pessoas nas organizações bem avaliações críticas. 2.3. Aspectos da Moderna Gestão processos de gestão de 5. A Estrutura do Órgão da Gestão de Pessoas. sucedidas; 6. Os novos papéis da gestão de Discussão. pessoas; 7. INSTRUMENTOS DE SUPORTE INDICAÇÕES METODOLÓGICAS A administração de talentos humanos e do capital intelectual. 7.1. As Novas Características da Gestão de Recursos Humanos 7.2. As Novas Necessidades da Gestão de Recursos Humanos Desenvolvimento Organizacional □ Registos dos Formandos DURAÇÃO 10h (+2h P) OBSERVAÇÕES TEMA INTEGRADOR 4: GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS NAS ORGANIZAÇÕES MÓDULO 2: PLANEAMENTO E MODELAGEM DE CARGOS OBJECTIVOS □ Compreender os INDICAÇÕES METODOLÓGICAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. diversos modos de Modelos de Planeamento de Pessoas 1.1. Modelo baseado na procura estimada do planeamento de □ □ produto ou serviço pessoas; Apresentação de casos de apoio empresariais. 1.2. Modelo baseado em segmentos de cargos 1.3. Modelo de substituição de postos-chave □ Definir os processos 1.4. Modelo baseado no fluxo de pessoal de alocação e 1.5. Modelo de planeamento integrado posicionamento de 2. pessoas; □ Apresentação de Dicas Conceituais. Modelagem de Cargos 2.1. Conceito de cargo; 2.2. Desenho de cargos; □ 2.2.1. Modelo de Desenho de Cargos; □ Definir o desenho de cargos, análise, 2.2.1.2. Modelo Humanístico descrição e 2.2.1.3. Modelo Contingencial especificidade de 2.2.2. Enriquecimento de Cargos; cargos; 2.2.3. Aspectos Motivacionais; Discussão sobre a apresentação de avaliações críticas. 2.2.1.1. Modelo Clássico 3. INSTRUMENTOS DE SUPORTE □ Proposta de Casos e Exemplos para Discussão. Descrição e Análise de Cargos; 3.1. Conceitos de Descrição de Cargos; 3.2. Conceitos de Análise de Cargos 3.3. Métodos de Análise; 3.3.1. Método da Entrevista 3.3.2. Método do Questionário 3.3.3.Método da Observação 3.4. Etapas do Processo de Análise de Cargos 3.5. Usos da Descrição e Análise de Cargos Desenvolvimento Organizacional Registos dos Formandos DURAÇÃO 10h (+2h P) OBSERVAÇÕES TEMA INTEGRADOR 4: GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS NAS ORGANIZAÇÕES MÓDULO 3: DESENVOLVIMENTO E RELACIONAMENTO ENTRE PESSOAS OBJECTIVOS □ Saber mostrar como as CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. pessoas e as organizações se □ da actualidade. □ Trabalhos individuais □ Exercícios de grupo carreiras; de desenvolvimento de 3.1. Métodos de Desenvolvimento; carreiras; 3.2. Desenvolvimento de Carreiras; 4. Apresentação de Dicas Conceituais. □ avaliações críticas. Relações com Empregados Compreender os tipos 4.1. Estilos de Administração de relações com 4.2. Relações com empregados – Discussão sobre a apresentação de Definir os programas de □ desenho de programas Proposta de Exercícios de Grupo direitos assistência ao 4.3.1. Disciplina Progressiva empregado; 4.3.2. Disciplina Positiva Explicar a administração de conflitos; □ Proposta de Casos e Exemplos para Discussão. 4.4. Administração de conflitos 4.4.1. Condições Antecedentes ao Conflito □ Compreender a 4.4.2. O Processo do Conflito importância da 4.4.3. Estilos de Administração qualidade de vida no trabalho. □ Aconselha-se a procura de casos práticos empresariais actuais, de local ou regional, para maior e percepção da matéria leccionada. 4.3.3. Direito de Apelo □ 12h (+2h P) OBSERVAÇÕES entendimento 4.3. Disciplina: procedimentos e □ DURAÇÃO dimensão Compreender o processo empregados; □ Criatividade e inovação Desenvolvimento de pessoas e Registos dos Formandos Apresentação de casos empresariais 2.1. O processo inovador; 3. □ □ Organizações; 2. desenvolvem; □ Desenvolvimento de Pessoas e INSTRUMENTOS DE SUPORTE INDICAÇÕES METODOLÓGICAS de Conflitos 4.4.4. Efeitos dos Conflitos Desenvolvimento Organizacional Desenvolvimento Organizacional