Fluido Envirotemp™ FR3™ Guia de Análise de Gases Dissolvidos R2070P Agosto 17, 2006 Cargill Industrial Specialties 9320 Excelsior Blvd Hopkins, MN 55343-3444 www.envirotempfluids.com P: 800-842-3631 Envirotemp™ e FR3™ são marcas valiosas da Cargill, Incorporated. Normas IEEE C57.104™ e IEEE C57.147™ são marcas do Institute of Electrical and Electronics Engineers, Inc (IEEE). IEC® é uma marca registrada do International Electrotechnical Commission (IEC). ©2013 Cargill, Incorporated. Todos Direitos Reservados. 1 Análise de Gases Dissolvidos e Fluido Envirotemp™ FR3™ Quão confiável é a interpretação dos dados de gás? Embora alguns defeitos possam ser diagnosticados com consistência usando a análise de gases dissolvidos (defeitos com produção de arcos, por exemplo), muitas vezes avaliar os dados requer os históricos operacionais, de manutenção e de teste do transformador. Mesmo assim, a interpretação pode não ser nítida. A seção “Limitações” do guia de gás IEEE [1] o sintetiza desta maneira: O que é análise de gases dissolvidos? A análise de gases dissolvidos (DGA) é uma técnica de diagnóstico muito útil na manutenção preventiva, avaliação das condições e identificação de defeitos de transformadores a óleo (equivale a um exame de sangue dos transformadores como parte de um exame físico de rotina). A análise determina a quantidade de gases dissolvidos no óleo: hidrogênio, gases hidrocarbonetos (metano, etano, etileno, acetileno, e às vezes propano, propileno, n-butano e isobutano), óxidos de carbono (monóxido e dióxido de carbono), oxigênio e nitrogênio. “No entanto, deve ser reconhecido que a análise desses gases e a interpretação de seu significado não é, neste momento, uma ciência, mas uma arte sujeita a variações.” Por que é útil? Os tipos de gases dissolvidos no óleo, juntamente com suas quantidades, proporções relativas e alterações com o tempo nos fornecem pistas sobre o que está acontecendo com o transformador. Onde posso encontrar uma apostila clara e concisa sobre DGA? Excelentes discussões sobre a teoria de gases dissolvidos e sua aplicação prática podem ser encontradas nos manuais Facilities Instructions, Standards, and Techniques publicados pelo Bureau of Reclamation [2,3] dos EUA. De onde vêm os gases? Os gases se formam durante os processos normais de envelhecimento, degradação térmica, operação de fusíveis ou chaves, por defeitos elétricos ou durante eventos anormais. - Os gases formados durante a decomposição do óleo são tipicamente hidrogênio e gases hidrocarboneto. - Os gases formados pela decomposição do isolamento do papel (celulose) são tipicamente hidrogênio, óxidos de carbono e metano. - Tipos diferentes de defeitos formam gases com sua própria marca característica e proporção. DGA pode ser utilizada com o fluido Envirotemp FR3? Finalmente alcançamos o ponto principal. A resposta é SIM. INTRODUÇÃO Os dados de gases dissolvidos de milhares de transformadores a óleo mineral em operação normal e com defeitos, coletados, examinados e ponderados em décadas formam a base empírica de um método para ajudar a avaliar a condição de um determinado transformador. O IEEE, IEC, U.S. Bureau of Reclamation e outros, publicam guias para ajudar na interpretação dos dados de gases dissolvido para diagnósticos de defeitos [1-4]. Devido ao fato de transformadores que usam ™ ésteres naturais tais como o fluido Envirotemp ™ FR3 serem um desenvolvimento relativamente recente, as oportunidades para avaliar transformadores realmente defeituosos vão aparecendo vagarosamente. A minoria disponível, juntamente com dados de transformadores em operação normal e uma variedade de estudos laboratoriais ajuda a validar a aplicação de DGA no fluido Envirotemp FR3. Como os resultados são utilizados? A análise de gás determina a quantidade de gases dissolvidos no óleo. Embora todos os dados de gás sejam informativos, os gases combustíveis dissolvidos são mais úteis para diagnósticos de defeitos. Os guias para ajudar na interpretação dos gases dissolvidos usam vários métodos para extrair informações sobre as condições do transformador. As quantidades, as proporções, e as taxas de geração de gás são usadas para ajudar a determinar se uma falha existe e identificar qual é o tipo da falha. Mais importante do que os dados de uma simples amostra de gás são as taxas de geração de gás (como os gases se transformam com o tempo). O esforço expendido para interpretar e atuar nos dados de gás é quase sempre em proporção direta à taxa de geração. 2 RESUMO Envirotemp FR3 usam as taxas de geração de gases combinadas com o método “Gás Chave” do IEEE ou o método Duval da IEC. Amostras do fluido Envirotemp FR3 para determinações dos gases dissolvidos foram coletadas e analisadas usando os mesmos procedimentos e técnicas que os aplicados para óleo mineral [5-7]. Os dados são interpretados de maneira bastante similar aos gases no óleo mineral. Os gases combustíveis gerados pelos defeitos nos ésteres naturais são similares àqueles no óleo mineral: altos níveis de hidrogênio podem ser uma indicação de ocorrência de descarga parcial; óxidos de carbono em certas proporções sugere sobreaquecimento do papel; gases hidrocarbonetos poderiam resultar de um defeito térmico no óleo; acetileno aponta para a ocorrência de arcos. Sempre, o primeiro passo é determinar se existe um defeito usando as quantidades e taxas de geração de gases dissolvidos antes de tentar maiores interpretações dos dados de gás. Os métodos mais usados para análise de gases dissolvidos no fluido DIFERENÇAS DO ÓLEO MINERAL Solubilidade do Gás A solubilidade dos gases no fluido Envirotemp FR3 difere levemente da solubilidade no óleo mineral (Tabela 1). O volume de gases gerado por alguns defeitos, mais notavelmente defeitos com ocorrência de arco, pode ser também diferente. Defeitos com arco de baixa corrente geram volumes menores de gás no fluido Envirotemp FR3 (testes produzem volumes de gás de aproximadamente 75% do volume gerado no óleo mineral). Essas diferenças podem afetar a utilidade de alguns métodos de análises de taxa e estimativas de gases combustíveis contido no headspace. Tabela 1. Coeficientes de solubilidade de gás (Ostwald) para fluido Envirotemp FR3 e óleo mineral Gases 25°C Fluido Envirotemp FR3 [8] óleo mineral [1] Hidrogênio H2 Oxigênio O2 Nitrogênio N2 Monóxido de Carbono CO Dióxido de Carbono CO2 Metano CH4 Etano C2H6 Etileno C2H4 Acetileno C2H2 Propano C3H8 Propileno C3H6 0.05 0.15 0.07 0.09 1.33 0.30 1.45 1.19 1.63 - 0.05 0.17 0.09 0.12 1.08 0.43 2.40 1.70 1.20 - Etano e Hidrogênio Muitos (mas não todos) transformadores em operação normal com fluido Envirotemp FR3 possuem conteúdo de etano maior que seus equivalentes a óleo mineral. Outros gases hidrocarbonetos se mantêm baixos – apenas o etano é elevado. Ocasionalmente, um nível constante, porém um pouco elevado, de hidrogênio é encontrado em transformadores em operação normal com fluido Envirotemp FR3. Isto pode indicar incorretamente um defeito de descarga parcial. Essas anomalias requerem estudos adicionais para serem explicadas de maneira adequada. 70°C Fluido Envirotemp FR3 [8] óleo mineral [8] 0.097 0.255 0.141 0.148 1.187 0.387 1.677 1.389 1.763 4.041 4.078 0.092 0.208 0.127 0.143 0.921 0.432 2.022 1.419 0.992 6.844 5.369 se observa um pico (não identificado) com tempo de eluição próximo ao tempo do acetileno. Às vezes esse pico não é mais do que uma elevação da linha base que se estabiliza rapidamente, podendo facilmente ser distinguido do acetileno (Fig. 1a). Em outros casos, o pico parece ser genuíno (mais que uma elevação da linha base) e elui tão próximo do acetileno que pode ser confundido com o acetileno (Fig. 1b). Como a presença de pequenas quantidades de acetileno sugere um exame mais minucioso do transformador, o responsável pela cromatografia deve estar ciente da possível ocorrência de picos enganosos. Mais estudos e trabalhos devem ser realizados no sentido de identificar esta substância e desenvolver critérios para distingui-lo de maneira confiável do acetileno. Acetileno Durante a adaptação da cromatografia e análise de gases para fluido Envirotemp FR3, frequentemente 3 30 25 etileno 20 pA pico suspeito acetileno 15 etano 10 5 7.0 7.5 8.0 8.5 9.0 9.5 10.0 10.5 11.0 11.5 12.0 Figura 1a. Cromatografia exibindo um pequeno pico de “acetileno falso” eluindo antes do acetileno 60 50 etileno 40 pA pico suspeito 30 acetileno 20 10 5.0 5.5 6.0 6.5 7.0 7.5 8.0 8.5 9.0 9.5 10.0 Figura 1b. Cromatografia mostrando um pico maior de “acetileno falso” que poderia ser confundido com acetileno MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO IEEE A tabela 2 mostra os gases gerados por tipo de defeito do guia de gás IEEE para óleo mineral. A tabela 3 fornece os métodos IEEE de interpretação de dados de gás de óleo mineral e sua aplicabilidade ao fluido Envirotemp FR3. Um prérequisito para aplicar os métodos de interpretação deve ser o de determinar se um defeito existe usando as quantidades e taxas de geração. O guia IEEE divide a taxa de geração de gás em três faixas: <10 ppm/dia, 10-30 ppm/dia, e >30 ppm/dia. A taxa de formação de gás é usada em conjunto com a quantidade de gás presente (método “condição”) para recomendar ações. O guia de gás IEEE [1] foi escrito levando em conta grandes transformadores a óleo mineral. Aplicar os métodos IEEE para transformadores de distribuição pode requerer alguns desvios do guia: chaves e fusíveis geram gases durante sua operação normal; as proporções e quantidades de papel e óleo diferem em transformadores grandes; volumes menores de óleo resultam em maiores concentrações de gás; tensões mais baixas usadas na distribuição são menos prováveis de causar descargas parciais. 4 Tabela 2. Gases por tipo de defeito do guia de gás IEEE Tipo de Defeito Térmico óleo mineral: Temperatura baixa Temperatura moderada Temperatura alta papel Elétrico descargas de baixa energia arcos de alta energia Gases Criado hidrogênio, metano; traços de etano, etileno hidrogênio > metano; etano, etileno hidrogênio, etileno; traços de acetileno monóxido de carbono, dióxido de carbono hidrogênio, quantidade decrescente de metano, traços de acetileno acetileno Tabela 3. Métodos de análises do guia de gás IEEE Método Condição Relação Rogers Doerenburg CO2/CO Gases Chave Análise quantidade de gases combustíveis Aplicação no fluido Envirotemp FR3 parcialmente aplicável, mas limites para etano, óxidos de carbono e hidrogênio devem ser baixos (os limites podem ser baixos para transformadores de distribuição em geral) combinações de várias relações de hidrogênio e hidrocarboneto combinações de várias relações de hidrogênio e hidrocarboneto relação de óxidos de carbono não confiável relação de gases combustíveis frequentemente não aplicável; concorda com método IEC Duval quando este se aplica. aplicável aplicável; as relações para fluido FR3 diferem levemente daquelas de óleo mineral, e normalmente possuem proporção relativa mais alta de etano. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO IEC Taxas de aumento de gás De acordo com o guia IEC, um aumento nas concentrações de gás maior do que 10% ao mês acima dos valores típicos de concentração é geralmente considerado um pré-requisito para declarar um defeito como ativo, na clara condição que a precisão dos valores de DGA é melhor que 10% depois de um mês. Taxas mais altas de aumento de gás, tais como 50% por semana, e/ou evoluindo para defeitos de maior energia (por ex. D2 ou T3), são geralmente consideradas muito graves, especialmente se excederem os valores de concentração de alarme. No caso de transformadores de potência, taxas específicas de produções de gás em mililitros por dia são também registradas (vide tabela A.3). Deve ser dada atenção especial aos casos onde há aceleração na taxa de aumento de gás. Os métodos de relação básica e relação simplificada do guia de gás IEC [4] usam várias relações de hidrogênio e gases hidrocarbonetos para ajudar a identificar tipos de defeito. O método IEC Duval procura as proporções relativas de metano, etileno e acetileno para identificar o tipo de defeito, supondo que uma está presente. O método Duval esboça os dados num gráfico ternário dividido em áreas de tipos de defeitos. Até agora tem sido o método mais confiável de identificação de defeitos para o fluido Envirotemp FR3. Conforme o guia IEEE, o usuário deve determinar se a condição de defeito existe para a interpretação dos dados ser significativa. O usuário estabelece a presença de um defeito usando a taxa de geração de gás e níveis típicos de gás em transformadores em operação normal. O método Duval revisa o desenvolvimento e a aplicação dos métodos IEC [9,10]. A IEC utiliza amplas classes de defeitos detectáveis: descarga parcial, descargas de alta ou baixa energia, defeitos térmicos no óleo e/ou papel. Os métodos básico e Duval subdividem estas em tipos mais específicos. O método simplificado identifica somente o tipo de defeito principal. 5 Tabela 4. Métodos de análises do guia de gás IEC Método Duval Relações Básicas Relações Simplificadas CO2/CO Análise Aplicação no fluido Envirotemp FR3 proporções de metano, etileno e acetileno aplicável (método mais confiável) combinações de relações de metano/hidrogênio, aplicável etileno/etano, e acetileno/etileno relações de metano/hidrogênio, etileno/etano e acetileno/etileno aplicável relações de óxidos de carbono aplicável CONCLUSÕES EXEMPLOS As determinações em laboratório dos tipos e quantidades de gases gerados no fluido Envirotemp FR3, assim como suas características de absorção, vista juntamente com dados atuais de campo, confirmam que os métodos “Gases chave” e “Condição” do IEEE e os métodos IEC podem ajudar a identificar tipos de defeitos em transformadores preenchidos com fluido Envirotemp FR3. O método IEC Duval tem sido até agora o mais confiável. Os dois guias de gás, IEEE e IEC, requerem que o defeito realmente exista antes de aplicar os métodos de interpretação. As quantidades de gases dissolvidos e as taxas de gás no fluido Envirotemp FR3 são utilizadas para ajudar a determinar se existe um defeito ativo similar ao óleo mineral. Talvez, a melhor maneira de se familiarizar com a análise de gases dissolvidos (DGA) do fluido Envirotemp FR3 é verificar alguns exemplos. A seguir dados de gás de vários transformadores com defeitos, em operação normal e protótipos. Transformadores em Serviço com Defeitos A. defeito de fábrica B. descarga de raio C. comutador de derivações sem carga – contatos carbonizados (reenchimento) Transformadores em Operação Normal D. reenchimento tipo pedestal E. pedestal novo #1 F. pedestal novo #2 Estudos de Engenharia e Laboratório G. vida operacional do regulador 6 REFERENCIAS [1] “IEEE Guide for the Interpretation of Gases Generated in Oil-Immersed Transformers”, IEEE Std. C57.104-1991, Institute of Electrical and Electronics Engineers, New York, USA (http://www.ieee.org) [6] “Oil-filled electrical equipment - Sampling of gases and of oil for analysis of free and dissolved gases Guidance”, IEC Standard 60567, Edition 3.0, 200506, International Electrotechnical Commission, Geneva, Switzerland (http://www.iec.ch) [2] “Transformer Maintenance”, Facilities Instructions, Standards, and Techniques, Vol. 3-30, pp. 35-53, Hydroelectric Research and Technical Services Group, Bureau of Reclamation, U.S. Dept. of Interior, Denver, CO, October 2000 (http://www.usbr.gov/power/data/fist_pub.html) [7] “Standard Test Method for Analysis of Gases Dissolved in Electrical Insulating Oil by Gas Chromatography”, D3612, ASTM International, West Conshohocken, USA (http://www.astm.org) [8] Jalbert, J., Gilbert, R., Tétreault, P., El Khakani, M.A., “Matrix Effects Affecting the Indirect Calibration of the Static Headspace-Gas Chromatographic Method Used for Dissolved Gas Analysis in Dielectric Liquids”, Analytical Chemistry, Vol. 75, No. 19, October 1, 2003 [9] Duval, M., "Interpretation of Gas-In-Oil Analysis Using New IEC Publication 60599 and IEC TC 10 Databases", IEEE Electrical Insulation, Vol. 17, No. 2, March/April 2001, pp. 31-41 [3] [4] [5] “Transformer Diagnostics”, Facilities Instructions, Standards, and Techniques, Vol. 3-31, pp. 5-13, Hydroelectric Research and Technical Services Group, Bureau of Reclamation, U.S. Dept. of Interior, Denver, CO, June 2003 (http://www.usbr.gov/power/data/fist_pub.html) “Mineral oil-impregnated electrical equipment in service – Guide to the interpretation of dissolved and free gases analysis”, IEC Standard 60599, Edition 2.0, 1999-03, International Electrotechnical Commission, Geneva, Switzerland (http://www.iec.ch) [10] Duval, M., "A Review of Faults Detectable by Gasin-Oil Analysis in Transformers", IEEE Electrical Insulation, Vol. 18, No. 3, May/June 2002, pp. 8-17 “Standard Practice for Sampling Insulating Liquids for Gas Analysis and Determination of Water Content”, D3613, ASTM International, West Conshohocken, USA (http://www.astm.org) 7 Exemplo A Transformador defeituoso de fábrica Um transformador de subestação novo, a óleo mineral (1,5MVA, 13,2kV-480V), apresentou rápido aumento nos níveis de gases logo após sua instalação (Figuras A1, A2). Após verificar duas vezes os resultados, o cliente tratou o óleo mineral para diminuir os níveis de gases. Isto não corrigiu o defeito conforme demonstrado pela taxa de geração de gases subsequentes (Figura A3). O transformador foi drenado e reenchido com fluido Envirotemp FR3 (na esperança de, talvez, o fluido FR3 remediar o defeito). O fluido FR3 inicialmente limpo desenvolveu os mesmos gases hidrocarbonetos característicos e grandes quantidades vistas no óleo mineral (Figura A4, A5). A figura A6 mostra as proporções de “Gases Chave” do IEEE e mostra os mesmos gases característico de defeito para óleo mineral e fluido Envirotemp FR3. A figura A7 mostra o diagrama ternário IEC (Duval). Novamente o mesmo tipo de defeito é apontado para ambos . Resultados de outros métodos são mostrados nas Tabelas A1 (IEEE) e A2 (IEC). Uma autópsia do transformador revelou uma cinta metálica de 19cm dentro da janela da bobina da fase B, causando a carbonização de um furo através da isolação de 2mm. 100000 antes de energizar Gases Dissolvidos (ppm) 10000 1000 100 10 1 hidrogênio monóxido de carbono metano etano etileno acetylene acetileno gás combustível total dióxido de carbono Figura A1. Níveis de gases dissolvidos do óleo mineral antes de energizar o transformador Gases Dissolvidos (ppm) 100000 10000 Antes de energizar em serviço 1000 100 10 1 hidrogênio monóxido de carbono metano etano etileno acetileno Gás Combustível total dióxido de carbono Figura A2. Níveis de gases após 7, 8, e 9 meses de serviço (barras vermelhas) indicam defeito térmico no óleo mineral. Página A1 100000 Gases Dissolvidos (ppm) Antes de energizar em serviço após tratamento do óleo 10000 1000 100 10 1 hidrogênio monóxido de carbono metano etano etileno acetileno gás combustível total dióxido de carbono Figura A3. Níveis de gases após tratamento do óleo mineral (barras verdes) mostram um declínio inicial devido à retirada de gás do óleo, mas taxas de gás significativas após processamento indicam um defeito ativo. 100000 Gases Dissolvidos (ppm) Antes de energizar Em serviço após tratamento do óleo após reenchimento com FR3 10000 1000 100 10 1 hidrogênio monóxido de carbono metano etano etileno acetileno gás combustível total dióxido de carbono Figura A4. O óleo mineral no transformador foi substituído pelo fluido Envirotemp FR3 (barras amarelas). O fluido inicialmente livre de gás apresentou altos níveis de gases combustíveis após 4 meses do reenchimento. As quantidades de gases gerados pelo defeito no fluido Envirotemp FR3 são equivalentes àquelas geradas no óleo mineral. Página A2 100 Proporção Relativa (%) antes de energizar em serviço após tratamento do óleo após reenchimento com fluido FR3 80 60 40 20 0 hidrogênio monóxido de carbono metano etano etileno acetileno Figura A5. Proporções de gases combustíveis no fluido Envirotemp FR3 e no óleo mineral são similares e típicas de um defeito de metal quente. Figura A6. Exemplo de proporções de “Gases Chave” do IEEE em defeito térmico no óleo. Os produtos da decomposição incluem etileno e metano, junto com quantidades menores de hidrogênio e etano. Traços de acetileno podem se formar se a defeito for severo ou envolver contatos elétricos. Gás Principal: etileno. Proporções Relativa (%) 100 80 60 40 20 0 H2 CO CH4 óleo mineral – em serviço óleo mineral – após tratamento 20 80 Térmico Misto T < 300ºC (ponto quente no papel) 300ºC < T < 700ºC (ponto quente no papel) T > 700ºC (ponto quente no óleo) 30 70 T2 40 60 % CH 4 40 % C 2H4 50 50 T1 T2 T3 60 D1 70 30 DT C2H2 10 T1 90 após reenchimento com fluido FR3 Designação PD D1 D2 C2H4 PD 100 0 óleo mineral – antes de energizar Tipo de Defeito Descarga parcial baixa energia alta energia C2H6 20 80 D2 T3 DT 90 10 0 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 100 0 % C 2H 2 Figura A7. Um diagrama Duval determina o mesmo tipo de defeito para óleo mineral e fluido Envirotemp FR3. Página A3 Tabela A1. Métodos IEEE aplicados num transformador a óleo mineral com defeito de fábrica, reenchido com fluido Envirotemp FR3. Indicações de Defeito são similares para óleo mineral e fluido Envirotemp FR3. Método Condição Óleo Mineral Fluido FR3 Antes Instalação Em Serviço Após Tratamento do Óleo Após Reenchimento Jan '02 Out '02 Nov '02 Dez '02 Fev `03 Mai `03 Jul `03 Out `03 Jan `04 Mai `04 H2 CH4 C2H6 C2H4 C2H2 CO CO2 a TDCG Relação Doerenburg Rogers CO2/CO 1 1 1 1 1 1 1 1 3 4 4 4 4 1 1 4 3 4 4 4 4 1 1 4 3 4 4 4 3 1 1 4 1 2 3 4 1 1 1 2 1 2 4 4 1 1 1 2 1 3 4 4 1 1 1 2 1 3 4 4 1 1 1 2 1 3 4 4 2 1 1 3 3 4 4 4 2 4 2 4 n/a defeito térmico → c d Caso 5 Caso 5 Caso 4 Caso 5 Caso 5 Caso 5 n/a Caso 5 Caso 5 Caso 5 n/a → Gases Chave n/a defeito térmico-óleo→ b a TDCG: gás combustível dissolvido total n/a: não aplicável c Caso 5: defeito térmico > 700 °C d Caso 4: defeito térmico < 700 °C b Tabela A2. Métodos IEC aplicados num transformador com defeito de fábrica produzem os mesmos resultados para o transformador com óleo mineral e após reenchimento do transformador com fluido Envirotemp FR3. Óleo mineral Fluido FR3 Antes Instalação Em Serviço Após Tratamento do Óleo Após Reenchimento Método Jan '02 Out '02 Nov '02 Dez '02 Fev `03 Mai `03 Jul `03 Out `03 Jan `04 Mai `04 a b Duval T2 /T3 T3 T3 T3 T3 T3 T2 T3 T3 T3 Básico T2 T3 T3 T3 T3 T3 T2 T2 T2 T2 c Simplificado T → a T2: defeito térmico, 300°C < T < 700°C T3: defeito térmico, T > 700°C c T: defeito térmico b Página A4 Exemplo B Descarga Elétrica Um transformador de poste de 25 kVA enchido com Envirotemp FR3 falhou após uma descarga de raio próxima. Retornou à fábrica para análise. Os gases dissolvidos encontrados no fluido Envirotemp FR3 estavam consistentes com aqueles esperados para um transformador a óleo mineral com defeito similar. O método de “Gases Chave" do IEEE foi o único método de guia de gás a indicar o defeito. Os métodos IEC Duval e de Relação Simplificada indicaram um defeito de descarga. Gases Dissolvidos (ppm) 10000 1000 100 10 1 hidrogênio Monóxido de carbono metano etano etileno acetileno gás combustível total dióxido de carbono Figura B1. Altos níveis de gases hidrocarbonetos dissolvidos, principalmente etileno e acetileno. Proporção Relativa (%) 100 80 60 40 20 0 hidrogênio monóxido de Carbono metano etano etileno acetileno Figura B2. Proporções de “Gases Chave” do IEEE indicam combinação de defeitos: arco elétrico e defeito térmico no óleo Página B1 Proporções Relativas (%) 100 80 60 40 20 0 H2 CO CH4 C2H6 C2H4 C2H2 (a) Proporções Relativas (%) 100 80 60 40 20 0 H2 CO CH4 C2H6 C2H4 C2H2 (b) Figura B3. Marcas típicas dos “Gases Chave” IEEE para defeito térmico em óleo (a) e arco elétrico (b). PD 100 0 após descarga elétrica 10 T1 90 Tipo de Defeito Descarga parcial baixa energia alta energia Térmico Misto Designação PD D1 D2 T < 300ºC (ponto quente no papel) 300ºC < T < 700ºC (ponto quente no papel) T > 700ºC (ponto quente no óleo) 20 80 30 70 T1 T2 T3 T2 40 60 % CH 4 % C 2 H4 50 50 DT 40 60 D1 70 30 20 80 D2 T3 DT 90 10 0 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 %C2H2 Figura B4. Diagrama IEC Duval indica descarga de alta energia, consistente com descarga de raio. Página B2 100 0 Tabela B1. Resultados dos métodos IEEE e IEC Método IEEE Relação Doerenburg Rogers CO2/CO Gases Chave Condição H2 CH4 C2H6 C2H4 C2H2 CO CO2 e TDCG b fni n/a n/a defeito térmico - óleo, arco elétrico Método IEC a Duval D2 c Básico n/a d Simplificado D 1 2 3 4 4 1 1 3 a D2: descarga de alta energia fni: relação é aplicável, defeito não identificável c n/a: não aplicável d D: descarga e TDCG: gás combustível dissolvido total b Página B3 Exemplo C Transformador reenchido c/ contatos carbonizados (comutador derivação s/ carga) Um transformador com óleo mineral de 28 anos foi reenchido com fluido Envirotemp FR3 em maio de 1998. Não havia disponível histórico de gás dissolvido do transformador. Durante o processo de reenchimento, percebeu-se que os contatos do comutador de derivação apresentavam significante carbonização. Após um ano em serviço, foram encontrados grande aumento nas taxas de gás e altos níveis de acetileno (Figura C1). Após verificar os níveis de gases dissolvidos, uma interrupção foi programada para examinar o transformador. Os contatos do comutador de derivação estavam muito carbonizados. A chave foi substituída e um novo fluido Envirotemp FR3 foi adicionado. Após esta manutenção, os gases retornaram aos níveis estáveis normais (Figura C2). 100000 Gases Dissolvidos (ppm) contatos carbonizados (Jul 1998 - Ago 1999) 10000 1000 100 10 hidrogênio Monóxido de carbono metano etano etileno acetileno gás combustível total dióxido de carbono Figura C1. Níveis de gás combustível dissolvido em transformador com óleo mineral de 28 anos após reenchimento com fluido Envirotemp FR3. A grande quantidade de acetileno encontrada durante amostra de rotina em julho de 1999 foi ratificada ao retirar uma segunda amostra. Uma interrupção foi programada, durante a qual os contatos do comutador de derivações foram encontrados muito carbonizados. O comutador de derivações foi substituído. Gases Dissolvidos (ppm) 100000 contatos carbonizados (Jul 1998 - Ago 1999) após substituição da chave (Jul 2000 - Set 2005) 10000 1000 100 10 hidrogênio Monóxido de carbono metano etano etileno acetileno gás combustível total dióxido de carbono Figura C2. Após substituir o comutador de derivações e reencher com fluido Envirotemp FR3, os níveis de gases dissolvidos subsequentes voltaram ao normal (barras verdes claras). Página C1 100 Proporção Relativa (%) contatos carbonizados (Jul 1998 - Agog 1999) 80 60 40 20 0 hidrogênio monóxido de carbono metano etano etileno acetileno Proporções Relativas (%) Figura C3. Proporções de gases combustíveis no fluido Envirotemp FR3 antes da manutenção da chave são típicos daquelas vistas em defeito de metal quente no óleo mineral. 100 80 60 40 20 0 H2 CO CH4 C2H6 C2H4 C2H2 Figura C4. Exemplo de “Gases Chave” do IEEE das proporções de gases vistas num defeito térmico típica em óleo mineral. Produtos da decomposição incluem etileno e metano, junto com quantidades menores de hidrogênio e etano. Traços de acetileno podem ser formados se o defeito for severo ou envolver contatos elétricos. Gás principal: etileno. Página C2 Proporção Relativa (%) 100 Contatos carbonizados (Jul 1998 - Ago 1999) após substituição da chave (Jul 2000 - Set 2005) 80 60 40 20 0 hidrogênio monóxido de carbono metano etano etileno acetileno Figura C5. Proporções de gases combustíveis no fluido Envirotemp FR3 retornam ao normal após manutenção do transformador. Note que a proporção de etano seria atípica para um transformador com óleo mineral em operação normal, mas é frequentemente visto em transformadores com fluido Envirotemp FR3 em operação normal. Tipo de Defeito Descarga parcial baixa energia alta energia Térmico Misto contatos carbonizados do comutador de derivações chave nova Designação PD D1 D2 PD 100 0 10 T1 90 20 80 T < 300ºC (ponto quente no papel) T1 300ºC < T < 700ºC (ponto quente papel) T2 T > 700ºC (ponto quente no óleo) T3 30 70 DT T2 40 60 % CH 4 40 % C 2 H4 50 50 60 D1 70 30 20 T3 D2 80 DT 90 10 0 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 % C2H2 Figura C6. O diagrama Duval indica defeito T3, ou defeito de metal quente no fluido Envirotemp FR3. Esta indicação é consistente com contatos carbonizados. Página C3 100 0 Tabela C1. Resultados dos métodos IEEE: os métodos “Gases Chave” e “Condição” indicam neste exemplo o tipo correto de defeito no fluido Envirotemp FR3. Método Condição H2 CH4 C2H6 C2H4 C2H2 CO CO2 a TDCG Relação Doerenburg Rogers CO2/CO Gases Chave Jul '98 Fev '99 Jul '99 Ago '99 Jul `00 Jul `01 Jul `02 Jul `03 Set ‘05 1 1 4 4 1 1 2 2 1 1 4 4 1 1 1 2 2 4 4 4 4 3 3 4 1 2 4 4 4 1 1 4 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 4 1 1 1 1 1 1 1 3 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 n/a n/a fnic sem indicação n/a → d e Caso 4 Caso 4 n/a n/a n/a n/a Caso 0 n/a Caso 0 n/a→ b defeito térmico – óleo -→sem defeito → a TDCG: gás combustível dissolvido total n/a: não aplicável c fni: relação é aplicável, defeito não identificável d Caso 4: defeito térmico < 700 °C e Caso 0: sem falta b Tabela C2. Quando a defeito existir, os métodos IEC indicam tipo correto de defeito neste exemplo. Note que a presença de uma defeito deve ser conhecida. As relações indicam um tipo de defeito quando não houver defeito. Método Duval Básico Simplificado Jul '98 Fev '99 Jul '99 Ago '99 Jul `00 Jul `01 Jul `02 Jul `03 Set ‘05 a b T3 T3 T3 DT T3 T3 T3 T3 T2 c d e T2 T2 T3 n/a T1 T1 T1 T1 T1 f T → a T3: defeito térmico, T > 700°C DT: defeitos mistos c T2: defeito térmico, 300°C < T < 700°C d n/a: não aplicável e T1: defeito térmico, T < 300°C f T: defeito térmico b Página C4 Exemplo D Transformador Pedestal Reenchido Um transformador trifásico de 25 anos, com óleo mineral, tipo pedestal, de 225 KVA, foi reenchido com fluido Envirotemp FR3 em maio de 1998. Não havia disponível histórico de gases dissolvidos do transformador. O transformador foi monitorado rotineiramente desde seu reenchimento. As quantidades de gases combustíveis dissolvidos se mantiveram inalteradas, indicando operação estável. A proporção de etano comparada ao metano e etileno é mais alta que a normalmente vista no óleo mineral, mas comum em transformadores com Envirotemp FR3 em operação normal. 10,000 Jul `98 Fev `99 Gases Dissolvidos (ppm) 1,000 Ago `99 Jul `00 100 Jul `01 10 Jul `02 Jul `03 1 Mai `04 0 hidrogênio H2 monóxido de carbono CO metano CH4 etano C2H6 etileno C2H4 acetileno C2H2 gás dióxido de combustível carbono CO2 total Set '05 Figura D1. Quantidades de gases combustíveis dissolvidos estão estáveis durante todo o tempo. Hidrogênio é um pouco mais alto do que o típico para um transformador com óleo mineral em operação normal, mas é ocasionalmente encontrado em transformadores com fluido Envirotemp FR3. 100 Jul `98 Fev `99 Proporções Relativas (%) 80 Ago `99 60 Jul `00 Jul `01 40 Jul `02 20 Jul `03 Mai `04 0 H2 CO CH4 C2H6 C2H4 C2H2 Set '05 Figura D2. Proporções de “Gases Chave” mostram a proporção mais alta de etano normalmente visto em transformadores com Envirotemp FR3. Página D1 Tabela D1. Métodos IEEE aplicados num transformador a óleo mineral em operação normal reenchido com fluido Envirotemp FR3. Método Condição H2 CH4 C2H6 C2H4 C2H2 CO CO2 a TDCG Relação Doerenburg Rogers CO2/CO Gases Chave Jul 1998 2 1 1 1 1 1 1 1 Fev 1999 Ago 1999 Jul 2000 Jul 2001 Jul 2002 Jul 2003 Mai 2004 Set 2005 2 2 1 2 2 1 2 2 → → → → → → 2 → n/a → c d Caso 1 Caso 1 Caso 1 Caso 1 Caso 1 Caso 1 Caso 0 Caso 1 Caso 1 n/a → b n/a → a TDCG: gás combustível dissolvido total n/a: não aplicável c Caso 1: descarga parcial d Caso 0: sem defeito b Tabela D2. Métodos IEC aplicados num transformador a óleo mineral em operação normal reenchido com fluido Envirotemp FR3. Note que as relações indicam um tipo de defeito independente da condição do transformador. Método Duval Básico Simplificado Jul Fev Ago Jul Jul Jul Jul Mai Set 1998 1999 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 a b T3 T3 T3 T3 T3 T3/T2 T2 T2 T2 c d T1 /PD T1/PD T1/PD T1/PD T1/PD T1/PD T1 T1/PD T1/PD e T /PD → a T3: defeito térmico, T > 700°C T2: defeito térmico, 300°C < T < 700°C c T1: defeito térmico, T < 300°C d PD: descarga parcial e T: defeito térmico b Página D2 Exemplo E Transformador Tipo Pedestal Novo Um transformador trifásico novo, tipo pedestal, de 225 KVA preenchido com Envirotemp FR3 foi instalado em junho de 1996 e monitorado periodicamente desde então. As taxas de geração de gás combustível são zero, indicando operação estável. Notar o aumento dos gases de óxido de carbono devido ao envelhecimento normal do transformador. após enchim. 10,000 Set `96 Dez `96 Gases Dissolvidos (ppm) 1,000 Jan `97 Mai `97 100 Mar `98 Fev `99 10 Jul `99 Jul `00 1 Jul `01 Jul `02 0 hidrogênio H2 monóxido de carbono CO metano CH4 etano C2H6 etileno C2H4 acetileno C2H2 gás combustível total Jul `03 dióxido de carbono CO2 Mai `04 Set '05 Figura E1. Os níveis de gases combustíveis permanecem essencialmente inalterados, indicando operação estável. após enchim. 100 Set `96 Dez `96 Proporções Relativas (%) 80 Jan `97 Mai `97 60 Mar `98 Fev `99 40 Jul `99 Jul `00 Jul `01 20 Jul `02 Jul `03 0 H2 CO CH4 C2H6 C2H4 C2H2 Mai `04 Figura E2. Proporções de “Gases Chave” não combinam com um defeito característico. Notar que a proporção de etano seria atípica para um transformador com óleo mineral em operação normal, mas é frequentemente vista em transformadores com fluido Envirotemp FR3 em operação normal. Página E1 Tabela E1. Métodos IEEE aplicados num transformador com fluido Envirotemp FR3 em operação normal. após Set Dez Jan Mai Mar Fev Jul Jul Jul Jul Jul Mai Set Método enchim. 1996 1996 1997 1997 1998 1999 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Condição 1 → H2 CH4 1 → C2H6 1 → C2H4 1 → C2H2 1 → CO 1 → CO2 1 → a TDCG 1 → Relação b Doerenburg n/a → c n/a Caso 0 n/a n/a n/a n/a Rogers n/a n/a n/a n/a n/a n/a Caso 0 n/a CO2/CO n/a ·· Gases Chave n/a → a TDCG: gás combustível dissolvido total n/a: não aplicável c Caso 0: sem defeito b Tabela E2. Métodos IEC aplicado num transformador com fluido Envirotemp FR3 em operação normal. Método após Set Dez Jan enchim. 1996 1996 1997 a Duval n/a Básico n/a Simplificado n/a Mai Mar 1997 1998 b Fev Jul 1999 1999 c Jul Jul 2000 2001 Jul Jul 2002 2003 Mai Set 2004 2005 d n/a n/a n/a D1 D1 T2 T2 T2 T2 T2 T2 T1 T1 T1→ e f n/a n/a n/a D D T → a n/a: não aplicável D1: descarga de baixa energia c T2: defeito térmico, 300°C < T < 700°C d T1: defeito térmico, T < 300°C e D: descarga f T: defeito térmico b Página E2 Exemplo F Transformador Tipo Pedestal Novo #2 Um transformador trifásico novo, tipo pedestal, de 225 KVA preenchido com Envirotemp FR3 foi instalado em junho de 1996 e monitorado periodicamente desde então. As taxas de geração de gás combustível são zero, indicando operação estável. Este transformador exibe tanto a proporção mais alta de etano comumente vista, quanto o conteúdo de hidrogênio um pouco elevado, ocasionalmente visto em transformadores com fluido Envirotemp FR3 em operação normal. Notar o aumento dos gases de óxido de carbono devido ao envelhecimento normal do transformador. após enchim. Out `96 1,000 Nov `96 Gases Dissolvidos (ppm) 10,000 Jan `97 Jan `97 100 Mar `98 Jul `99 10 Jul `00 Jul `01 1 Jul `02 Jul `03 0 hidrogênio H2 monóxido de metano CH4 carbono CO etano C2H6 etileno C2H4 acetileno C2H2 gás combustível total dióxido de carbono CO2 Mai `04 Set '05 Figura F1. As quantidades de gases combustíveis dissolvidos permanecem essencialmente inalteradas. A quantidade de hidrogênio é mais alta do que a esperada num transformador com óleo mineral, mas é vista, às vezes, no fluido Envirotemp FR3. Após enchim. 100 Proporções Relativas (%) Out `96 Nov `96 80 Jan `97 Jan `97 60 Mar `98 Jul `99 40 Jul `00 Jul `01 20 Jul `02 Jul `03 0 Mai `04 H2 CO CH4 C2H6 C2H4 C2H2 Set '05 Figura F2. Proporções de “Gases Chave” compatíveis com um defeito por descarga parcial característico. A taxa de formação de gás baixa indica que nenhum defeito ativo está presente. Notar a alta proporção de etano para metano e etileno, normalmente vista em transformadores com fluido Envirotemp FR3 em operação normal. Página F1 Tabela F1. Métodos IEEE aplicados num transformador com fluido Envirotemp FR3 em operação normal. O conteúdo de hidrogênio levemente elevado está refletido nos resultados de Condição e Rogers. Método Condição H2 CH4 C2 H6 C2 H4 C2 H2 CO CO2 a TDCG Relação Doerenburg Rogers CO2/CO Gases Chave Jun Out 1996 1996 Nov Jan 1996 1997 Mar Jul 1998 1999 Jul Jul 2000 2001 Jul Jul 2002 2003 Mai Set 2004 2005 2 2 2 1 2 → → → → → → → → 1 1 1 1 1 1 1 1 b n/a n/a n/a → c n/a n/a n/a n/a Caso 1 Caso 1Caso 1 Caso 1Caso 1 Caso 1 n/a → corona → a TDCG: gás combustível dissolvido total n/a: não aplicável c Caso 1: descarga parcial b Tabela F2. Métodos IEC aplicados num transformador com fluido Envirotemp FR3 em operação normal. Método Duval Básico Simplificado Jun Out 1996 1996 a n/a n/a n/a n/a n/a PD Nov Jan Mar Jul Jul Jul Jul Jul Mai Set 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 b c n/a n/a D1 DT T2 T1 T2 T2 T2 DT n/a PD/T1 → e PD PD PD/D PD/T PD/T PD/T PD/T PD/T PD/T PD/D a n/a: não aplicável D1: descarga de baixa energia c T2: defeito térmico, 300°C < T < 700°C d T1: defeito térmico, T < 300°C e D: descarga f T: defeito térmico b Página F2 Exemplo G Teste de Vida Operacional do Regulador Dois reguladores de tensão idênticos foram submetidos a um teste de vida operacional. Um regulador foi preenchido com óleo mineral, e outro com fluido Envirotemp FR3. Amostras de fluido foram coletadas após 60.000, 120.000 e 173.000 operações. Cada operação consistiu de um ciclo completo através dos taps do regulador. Os dois fluidos geraram os mesmos tipos e quantidades de gases. Os métodos “Gases Chave” do IEEE e IEC Duval indicaram corretamente descarga de baixa energia nos dois fluidos. Gases Dissolvidos (ppm) 100000 Fluido Envirotemp FR3 óleo mineral 10000 1000 100 10 hidrogênio Monóxido de carbono metano etano etileno acetileno gás combustível total dióxido de carbono Figura G1. Gases dissolvidos gerados nos testes de vida do regulador. As barras verdes escuras são do fluido Envirotemp FR3, as verdes claras são do óleo mineral. Amostras foram coletadas após 60.000, 120.000 e 173.000 operações. Uma operação do regulador consistiu de um ciclo completo através dos taps. Notar a semelhança entre os gases gerados no óleo mineral e no fluido Envirotemp FR3 durante a operação do regulador. Proporção Relativa (%) 100 80 Envirotemp FR3 fluid mineral oil 60 40 20 0 hidrogênio monóxido de carbono metano etano etileno acetileno Figura G2. Proporções de “Gases Chave” do IEEE são as mesmas para os dois fluidos e corresponde à marca característica IEEE de arcos elétricos. Página G1 Tipo de Defeito Descarga parcial baixa energia alta energia Térmico Designação PD D1 D2 óleo mineral 10 T1 90 T < 300ºC (ponto quente no papel) T1 300ºC < T < 700ºC (ponto quente papel) T2 T > 700ºC (ponto quente no óleo) T3 Misto PD 100 0 fluido Envirotemp FR3 20 80 30 70 DT T2 40 60 % CH 4 40 % C 2 H4 50 50 60 D1 70 30 20 80 D2 T3 DT 90 10 0 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 % C 2 H2 Figura G3. Método IEC Duval indica corretamente descarga de baixa energia nos dois fluidos. Tabela G1. Métodos IEEE aplicado aos gases gerados durante testes de vida do regulador. Os métodos Doerenburg e Gases Chave indicaram corretamente a presença de arcos elétricos nos dois fluidos. Método Condição H2 CH4 C2 H6 C2 H4 C2 H2 CO CO2 a TDCG Relação Doerenburg Rogers CO2/CO Gases Chave Número de Ciclos Completos Fluido Envirotemp FR3 Óleo Mineral 60,000 120,000 173,000 60,000 120,000 173,000 2 2 1 4 4 2 1 4 b DA c n/a n/a d A 3 2 3 4 4 2 1 4 2 2 4 4 4 2 1 4 4 4 4 4 4 1 1 4 4 4 4 4 4 1 1 4 4 4 4 4 4 1 1 4 DA n/a n/a A DA n/a n/a A DA n/a n/a A DA n/a n/a A DA n/a n/a A a TDCG: gás combustível dissolvido total DA: descarga de arcos elétricos c n/a: não aplicável d A: arcos elétricos b Página G2 100 0 Tabela G2. Métodos IEC aplicados aos gases gerado durante testes de vida do regulador. Todos os métodos indicaram corretamente para o fluido Envirotemp FR3. O método Básico não identificou consistentemente os arcos elétricos dos taps no óleo mineral. Método Duval Básico Simplificado Número de Ciclos Completos de Regulação Fluido Envirotemp FR Óleo Mineral 60,000 120,000 173,000 60,000 120,000 173,000 a D1 D1 D1 D1 D1 D1 b D1 D1 D1 D1 n/a n/a c D D D D D D a D1: descarga de baixa energia n/a: não aplicável c D: descarga b Página G3