ANAIS
A UTILIZAÇÃO DA COMPUTAÇÃO EM NUVENS PELAS ORGANIZAÇÕES
DE TRANSPORTE MARÍTIMO.
DANILO CAVALCANTE DE VASCONCELOS ( [email protected] )
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
ERICO VERAS MARQUES ( [email protected] )
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA
Resumo
Com o desenvolvimento tecnológico e a internet, as organizações modernas devem gerenciar
um grande fluxo de informações em uma velocidade crescente, para atender as necessidades
de seus clientes. Este estudo tem como objetivo identificar a utilização da computação em
nuvem pelas empresas de transporte marítimo que devido à distância geográfica de suas
filiais, desenvolve sistemas informatizados que atuam em nuvem e podem ser acessados em
qualquer lugar. Desta forma foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com profissionais
do setor de logística internacional e tecnologia da informação e identificou-se que a
computação em nuvem já é utilizada nestas empresas.
Palavras Chave: Computação em Nuvem, Sistemas de Informação, Transporte Marítimo
1. INTRODUÇÃO
A partir da invenção do micro processador na década de 60, os sistemas
informatizados difundiram-se pelo mundo e atualmente a Tecnologia da Informação está
presente em praticamente todas as atividades cotidianas. Tornou-se então o principal meio de
transporte de informações e devido a este desenvolvimento tecnológico, este fluxo de
informações está cada vez mais intenso e disponível para a humanidade. Desta forma, “a TI
hoje é tão importante que não existe mais comércio em dólar ou euro que não se utilizem de
um sistema de computador para serem realizadas” (CARR, 2003).
Com o desenvolvimento de novas tecnologias que aumentam a velocidade e
capacidade de utilização das informações, bem como uma mudança cultural na humanidade
que tem na Tecnologia da Informação uma ferramenta que facilita seu cotidiano, sendo esta
utilizada não apenas para a realização de atividades profissionais, mas principalmente para
aplicações caseiras e/ou para a diversão e interação das pessoas (MICHEL e DINOLT, 2010).
Devido à quantidade de informações disponíveis atualmente, a comunicação está mais rápida
e consegue alcançar um número muito maior de pessoas, se comparado há alguns anos.
Segundo Carr (2003), a Tecnologia da Informação possui um caráter mais flexível e
complexo que as tecnologias anteriores e por este motivo a TI passou por um rápido processo
de padronização e “comoditização”, onde se subentende que a aquisição de tecnologia ou a
utilização de sistemas informatizados (software) e computadores (hardware) já deve ser uma
realidade para as organizações modernas, não se caracterizando mais como diferencial
competitivo para o mercado.
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A sociedade moderna possui uma demanda de que alguns serviços sejam entregues de
uma forma bem mais transparente, do que a adotada até então. Visto que o comportamento de
consumo tem sofrido grandes alterações nos últimos anos, onde os clientes globais buscam
cada vez mais, produtos e serviços com uma preocupação socioambiental, bem como
produtos que tenham uma clareza maior quanto a sua destinação após o seu uso.
Abadi (2009) ressalta que os sistemas e a infra-estrutura global estão atingindo seu
breaking point, pois devido a esta explosão de dados, operações, e dispositivos digitalmente
prontos (sistemas padronizados) impactando as infra-estruturas e operações de TI. O aumento
exponencial de assinantes e serviços de comunicações expondo limitações de banda e as
ineficiências de abastecimento e picos de demanda impacta na capacidade de sistemas de
energia e utilidade. Onde se faz necessário controlar os custos crescentes, enquanto são
exigidas melhorias da produtividade e dos resultados.
Serviços de utilidade pública como água, eletricidade e telefone são fundamentais para
a vida moderna e atualmente estão sendo oferecidos através de um modelo de pagamento
baseado no uso. Ou seja, com a infra-estrutura de abastecimento existente e a alta demanda
pelos consumidores, é possível entregar estes serviços em qualquer lugar e a qualquer hora, de
forma que se possa simplesmente acender a luz, abrir a torneira ou fazer uma ligação para
qualquer lugar.
O uso desses serviços é, então, cobrado de acordo com as diferentes políticas
comerciais para o usuário final, de modo que o cliente somente necessita comprar (ou alugar)
a quantidade exata que produtos ou serviços necessários para a sua utilização, partindo do
principio que, caso este cliente queria aumentar ou reduzir o seu consumo, sua conta mensal
será cobrada de acordo com o que foi efetivamente utilizado. A mesma idéia de utilidade tem
sido aplicada na área da informática e uma mudança consistente neste sentido tem sido feita
com a disseminação da computação em nuvem (BINNING, KOSSMANN, KRASKA e
LOESING, 2010).
Este artigo tem como objetivo principal identificar como a computação em nuvem está
sendo utilizada pelas empresas de transporte marítimo que atuam no território nacional e as
principais vantagens da utilização deste sistema. Visto que estas empresas necessitam estar
geograficamente próximas a portos com uma estrutura logística adequada (ferrovias, estradas,
centros de distribuição) para o escoamento de mercadorias, que normalmente significa manter
filiais em diversas cidades diferentes, visando atender a necessidade operacional dos clientes
nos diversos portos brasileiros. Desta forma estas organizações necessitam de uma maior
interação, quanto gerenciamento das informações entre suas filiais, e por isso a necessidade de
utilizar uma modelo de comunicação eficiente para a realização desta operação. A
computação em nuvens caracteriza-se com uma estratégia para intensificar esta comunicação,
aumento a velocidade e buscando a redução de custos.
Inicialmente são caracterizados os conceitos de sistemas de informações gerenciais e
de computação em nuvens, incluindo ai seus modelos de serviço e uma discussão sobre a
segurança das informações disponíveis na “nuvem”. Em seguida é apresentada a metodologia
da pesquisa, a contextualização das empresas que compõem a amostra, a análise dos
resultados e as considerações finais do artigo.
A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas semi-estruturadas realizadas com
profissionais do setor de logística internacional (gestores das filiais) e como os profissionais
responsáveis pela tecnologia da informação (sistemas, infra-estrutura e comunicação) destas
organizações, onde foi possível identificar que a computação em nuvem já é utilizada nestas
empresas e esta é reconhecida como uma ferramenta importante para o desenvolvimento do
negócio.
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2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1. Sistemas de Informações Gerenciais
A gestão estratégica das informações atua como um processo para controlar um
conjunto de recursos informacionais desenvolvidos pela organização, e como a utilização de
Sistemas Informatizados como ferramentas de apoio, têm como objetivo auxiliar ao processo
de tomada de decisão e a busca pela otimização do resultado econômico da organização.
Applegate, McFarlan, e McKenney (1996 apud GOLDSTEIN; SOUSA, 2003, p. 2)
definem Tecnologia da Informação como sendo “às tecnologias de computadores e
telecomunicações utilizadas nas organizações, incluindo aquelas relacionadas ao
processamento e transmissão de dados, voz, gráficos e vídeos”.
Segundo Tsai (2006, p. 74), a Gestão Estratégica das Informações é “um instrumento
gerencial que utiliza as informações que a empresa possui, seja de origem externa ou interna,
para a formação de sua estratégia”, que atua na coleta, no armazenamento, no tratamento e na
interpretação dos dados, transformando esses dados em informações úteis para o processo
decisório, buscando incidir sobre o ambiente organizacional, mudando sua operação e
desenvolvendo estratégias mais adequadas aos seus objetivos estratégicos.
2.2. A Computação em Nuvem
O conceito básico da Computação em Nuvem (cloud computing) consiste em que as
informações de um banco de dados estão armazenadas em um ambiente externo, ou
“suspenso” como em uma nuvem, a rede de infra-estrutura física a qual se está conectado.
Desta forma para que os usuários possam utilizar os serviços, necessita apenas ter em suas
máquinas um sistema operacional, um navegador e acesso a Internet. Trata-se de um modelo
eficiente para utilizar softwares, acessar, armazenar e processar dados por meio de diferentes
dispositivos e tecnologias web (CASTRO; SOUSA, 2010).
Segundo Turion (2009) o termo computação em nuvem surgiu em 2006 em uma
palestra de Eric Schmidt, da Google, sobre como sua empresa gerenciava seus Data Centers.
Hoje, computação em nuvem, se apresenta como o cerne de um movimento de profundas
transformações do mundo da tecnologia. Sendo considerada como uma maneira bastante
eficiente de maximizar e flexibilizar os recursos computacionais. Além disso, uma nuvem
computacional é um ambiente que pode ser definido como a capacidade de um sistema de
informação continuar a funcionar corretamente, apesar do mau funcionamento de um ou mais
dos seus componentes (TURION, 2009).
Todos os recursos e processamentos computacionais ficam disponíveis na Internet,
com isso, o computador (ou outro equipamento) será apenas uma “porta de acesso” a grande
nuvem de computadores. Isso implicará diretamente no custo da aquisição de máquinas por
parte dos usuários, pois desta forma os computadores poderão ser mais simples e “leves”, pois
não será necessária uma grande capacidade de armazenamento, visto que todos os recursos
(programas e arquivos) estarão disponíveis aos usuários e com isso é possível baratear o preço
final destes computadores, fazendo com que mais pessoas possam ter acesso à diversidade de
produtos fornecidos pelas empresas. Muitos destes serviços on-line se tornaram gratuito, e
isto faz com que cada vez mais a internet ganhe destaque (CLOSS, 2009; SOUSA;
MOREIRA; MACHADO, 2009)
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Segundo Armbrust et al. (2009), “A computação em nuvem é um conjunto de serviços
de rede ativados, proporcionando escalabilidade, qualidade de serviço, infra-estrutura barata
de computação sob demanda e que pode ser acessada de uma forma simples e pervasiva”
As características principais da Computação em Nuvem abordadas por Abadi (2009)
consistem na utilização de celulares, desktops, laptops e PDAS com amplo acesso a internet,
onde o usuário desfruta de um pooling de recursos (arquivos e programas), que podem ser
utilizados a qualquer momento e com uma maior flexibilidade (“elasticidade rápida”) para
absorver automaticamente novos recursos, ou diminuir a capacidade já existente, dependendo
da necessidade do usuário e visando a adequação do custo a utilização do serviço, sendo
possível ainda a realização do controle e da avaliação de desempenho do sistema.
Segundo IBM (2010), o cloud computing abrange o pacote tradicional de soluções:
• Cloud Storage — proporciona armazenamento de dados a distância;
• Cloud Infrastructure — permite acessar os sistemas, podendo terceirizar a manutenção
do servidor;
• Cloud Platforms — vai além da infra-estrutura de nuvem permitindo a implementação
de aplicações em plataformas virtuais de software;
• Cloud Software — as aplicações de negócios com um alojamento à distância e se
entregam diretamente nos escritórios dos usuários finais.
Além desta categorização com relação aos serviços oferecidos, existe outra
relacionada a abrangência do acesso a nuvem, que geralmente identifica a nuvem pública
(public cloud), a nuvem privada (private cloud) e a nuvem híbrida (hybrid cloud), que de
acordo com Armbrust (2009):
O software e hardware de um datacenter é a nuvem e se essa nuvem for
disponibilizada para o público em geral no modo pay-as-you-go, ela é
chamada nuvem pública. Por outro lado, o datacenter interno a uma
organização, não disponível ao público em geral, é a nuvem privada.
O modelo de computação em nuvem foi desenvolvido com o objetivo de fornecer
serviços de fácil acesso e de baixo custo e garantir características tais como disponibilidade e
escalabilidade. Este modelo visa fornecer, basicamente, três benefícios: reduzir o custo na
aquisição e composição de infra-estrutura; aumentar a flexibilidade das operações (troca de
recursos computacionais) e prover uma maior facilidade de acesso aos usuários destes
serviços (TAURION, 2009). Neste sentido, os usuários dos serviços não precisam conhecer
aspectos de localização física e de entrega dos resultados destes serviços (SOUSA;
MOREIRA; MACHADO, 2009; BINNING, et al. 2009).
A Computação em Nuvem (cloud computing) é uma ferramenta promissora para
negócios sustentáveis, devido a possibilidade de concentrar os esforços organizacionais em
maximizar o desempenho e a eficiência de suas operações de informática, podendo assim
atingir um desempenho de utilização muito superior, especialmente para pequenas empresas,
e com menos recursos de Tecnologia da Informação (HSM On Line, 2009). Desta forma
alguns aspectos são identificados como vantagens na utilização da computação em nuvem,
são eles:
• Mobilidade - as informações estão disponíveis em qualquer lugar;
• Redução do custo – com infra-estrutura física e aquisição de licenças de programas;
• Novos recursos e novas tecnologias – que serão absorvidas automaticamente pelos
usuários;
• Flexibilidade – a capacidade do sistema (banco de dados e programas) deverá ser
alterada de acordo com as necessidades do cliente;
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• Sustentabilidade - computador mais ecológico e de fácil manutenção.
Uma das características principais da computação em nuvem e o que desperta o
interesse da das organizações em adotar este modelo se dá pelo fato ser possível utilizar os
recursos computacionais de forma mais econômica e otimizada, possibilitando uma redução
de custos operacionais, ou seja, menos máquinas, manutenção simplificada, redução de gastos
com energia e resfriamento (ARMBRUST et al., 2009).
2.3. Modelos de Serviço em Computação em Nuvem
Sousa, Moreira e Machado (2009, p. 7) afirmam que o ambiente de computação em
nuvem deve ser composto por três modelos básicos de serviços. Estes são importantes, pois
definem um padrão de arquitetura para soluções de computação em nuvem, são eles:
• Software como Serviço (SaaS) - softwares com propósitos específicos que são
disponíveis para os usuários através da Internet;
• Plataforma como Serviço (PaaS) - infra-estrutura de alto nível de integração para
implementar e testar aplicações na nuvem. O usuário não administra a infra-estrutura
subjacente (rede, servidores ou armazenamento), mas tem controle sobre as aplicações
implantadas;
• Infra-estrutura como Serviço (IaaS) - torna mais fácil e acessível o fornecimento de
recursos (servidores, rede e armazenamento) fundamentais para construir um ambiente
de aplicação sob demanda, que podem incluir sistemas operacionais e aplicativos. O
termo IaaS se refere a uma infra-estrutura computacional baseada em técnicas de
virtualização de recursos de computação.
Do ponto de vista de economia e aproveitamento do legado, ao invés de comprar
novos servidores e equipamentos de rede para a ampliação de serviços, podem-se aproveitar
os recursos ociosos disponíveis e adicionar novos servidores virtuais à infra-estrutura
existente de forma dinâmica (SOUSA, MOREIRA e MACHADO, 2009).
A utilização da computação em nuvem na concepção dos autores Marinos e Briscoe,
(2009 apud SOUSA; MOREIRA e MACHADO, 2009) deve definir as responsabilidades,
acesso e perfil para os diferentes usuários envolvidos, sendo que o provedor seria o
responsável por disponibilizar, gerenciar e monitorar toda a estrutura para a solução de
computação em nuvem. Desta forma, a IaaS deve fornecer recursos computacionais
(hardware ou software), para a PaaS, que por sua vez fornece recursos, tecnologias e
ferramentas para o desenvolvimento e execução dos serviços implementados, a serem
disponibilizados na visão de SaaS (MICHEL e DINOLT, 2010).
2.4. Gerenciamento da Segurança da Informação na Nuvem
Quando se manipula dados importantes em um ambiente virtual, existe sempre o
temor de como se dá o armazenamento e o tráfego dessas informações. Desta forma a
computação em nuvem prevê a circulação de informações de grandes corporações, que por
estarem “na nuvem” poderiam ser acessadas por pessoas externas a organização, com objetivo
de utilizar estas informações para outros fins que os definidos inicialmente. Ocasionando o
risco de uma grande pane, o que inviabilizaria o acesso ao sistema.
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Carneiro e Ramos (2010) definem a Segurança da informação como "um conjunto de
medidas que se constituem basicamente de controles e políticas de segurança, tendo como
principal objetivo a proteção das informações de clientes e empresa (bens/ativos), controlando
o risco de revelação ou alteração por pessoas não autorizadas". E entendem que o sistema
deve atender aos três princípios básicos da segurança da informação: confidencialidade,
integridade e disponibilidade.
Castro e Sousa (2010, p. 1) ainda defendem que:
A problemática é como adotar modelos de segurança em um paradigma
totalmente novo para as práticas do mercado. Os questionamentos de como
lidar com a segurança das informações armazenadas na nuvem, nos leva à
busca de soluções que visam padronizar a adoção dos serviços da nuvem. A
solução mais adequada está vinculada à definição de padrões de governança
de TI, que permitam as organizações identificar e catalogar as informações
que serão armazenadas na nuvem.
A necessidade de se adotar um modelo de governança da segurança da informação
também é sugerido por Turion (2009) onde defende que este modelo deve ter como finalidade
“mitigar os riscos inerentes dos modelos de prestação de serviços na Nuvem”, considerando a
variedade de serviços prestados pelos provedores de computação em nuvem (e-mails,
aplicativos e armazenamento de dados), é possível considerar que esses são concentrações
maciças de recursos e dados.
Segundo Miller et al. (2009 apud CASTRO; SOUSA, 2010, p. 4) “a adoção de um
modelo de serviço de nuvem mal dimensionado pode representar sérias ameaças de segurança
da informação para as empresas”.
Para garantir a eficácia da Gestão de Riscos na Nuvem é preciso estabelecer requisitos
contratuais adequados e adotar tecnologias capazes de coletar os dados necessários para
informar as decisões de informação de risco, o que vai impactar diretamente na qualidade da
informação que circula pela nuvem.
Miller et al. (2009 apud CASTRO; SOUSA, 2010, p. 4) ainda identifica os principais
objetivos do processo de gestão de risco na nuvem, como:
• O planejamento para proteção da informação baseados em ativos e em Planos de
Mitigação de Riscos;
• Reforçar a capacidade da organização para selecionar e aplicar a proteção baseada no
risco específico e nas ameaças que afetam um determinado ativo;
• Assegurar que uma metodologia de gestão de risco de segurança da informação está
sendo utilizada em toda organização.
Na visão de Michel e Dinolt (2010) a computação em nuvem deve contribuir para
melhorar a capacidade de fornecer serviços de informática com garantia e infra-estrutura
adequada, proporcionando funcionalidade e segurança, onde os fornecedores devem garantir o
suprimento do serviço com um nível adequado de segurança e transparência, visando atender
às necessidades dos clientes.
Cunha (2005 apud CARNEIRO; RAMOS, 2010, p. 9), define as ameaças como sendo
“agentes ou condições que causam incidentes que comprometem as informações e seus ativos
por meio da exploração de vulnerabilidades”. Estas ameaças, quanto a sua intencionalidade,
podem ser divididas nos seguintes grupos:
• Naturais: são decorrentes de fenômenos da natureza;
• Involuntárias: são ameaças inconscientes, normalmente causadas pelo
desconhecimento;
• Voluntárias: são propositais, causadas por agentes humanos.
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As organizações modernas estão constantemente expostas a estas ameaças em seus
sistemas e redes de computadores, o que intensifica ainda mais a necessidade de uma política
de segurança das informações.
A International Organization for Standardization (ISO/IEC 17799, 2005), que
estabelece regras para concessão de acesso e gerenciamento da informação, afirma que a
segurança da informação é importante para os negócios, tanto do setor público quanto o
privado, e para proteger as infra-estruturas críticas a interconexão de redes públicas e privadas
e o compartilhamento de recursos de informação aumentam a dificuldade de se controlar o
acesso. Muitos sistemas de informação não foram projetados para serem seguros. A segurança
da informação que pode ser alcançada por meios técnicos é limitada e deve ser apoiada por
uma gestão e por procedimentos apropriados.
3. METODOLOGIA
O estudo foi conduzido por meio de uma pesquisa exploratória com abordagem
qualitativa, com a utilização de uma metodologia de estudo de casos múltiplo, que segundo
Yin (2010, p. 39) trata-se da “investigação empírica de um fenômeno contemporâneo em
profundidade e em seu contexto de vida real, especialmente quando os limites entre o
fenômeno e o contexto não são claramente evidentes”. Desta forma foram realizadas
entrevistas semi-estruturadas com os representantes de sete agências de navegação (sendo 04
empresas multinacionais e 03 empresas nacionais) que atuam no Brasil e possuem filiais na
cidade de Fortaleza. Estes casos foram selecionados tendo em vista o volume de cargas
movimentado anualmente por estas empresas nos portos cearenses, que correspondem a mais
de 85% do volume de containers movimentados nos portos de Fortaleza e Pecém, bem como
a facilidade de acesso dos pesquisadores aos gerentes destas filiais.
A pesquisa foi realizada no ano de 2010 onde foram utilizados os relatos de
representantes das empresas (usuários dos sistemas informatizados), bem como relatórios
gerenciais, indicadores de desempenho e dados disponibilizados na web, que por meio de uma
análise de conteúdo das fontes identificadas contribui para contextualização e o
esclarecimento de fatores críticos do negócio. (SEVERINO, 2007; YIN, 2010).
Neste estudo, a principal fonte de evidências foram entrevistas semi-estruturadas
realizadas com profissionais das empresas de transporte marítimo que se utiliza de sistemas
informatizados para gerenciamento de suas atividades profissionais nos diversos portos
nacionais. Estas empresas foram selecionadas devido à incidência de muitos escritórios
(filiais) espalhados pelas regiões do planeta, estando localizados em cidades portuárias e / ou
como capacidade de produção e transporte de mercadorias, visando melhorar o escoamento de
produtos via transporte marítimo.
Foram selecionadas sete empresas de transporte marítimo que atuam no estado do
Ceará e são responsáveis pela movimentação da maior parte (85%) dos containers que
circulam pelos portos de Pecém e Fortaleza (CEARAPORTOS; DOCAS DO CEARÁ, 2009).
Estas foram divididas em “Firmas de Longo Curso” (04 empresas), que se caracterizarem
como organizações internacionais que atuam no mercado nacional e que realizam o transporte
marítimo intercontinental, e em “Firmas de Cabotagem” (03 empresas) que são empresas
nacionais e atuam principalmente no transporte marítimo de containers entre os portos
brasileiros.
As fontes de evidências utilizadas na pesquisa de campo buscavam englobar uma
variedade de informações referentes a amostra determinada, onde foi realizada um
triangulação destas informações para o melhor entendimento e análise dos resultados obtidos.
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Foram utilizados, além das entrevistas realizadas com os gerentes e gestores de TI, relatórios
gerenciais, informações disponíveis em web sites e observações diretas, realizadas formal e
informalmente durante visitas de campo e entrevistas, pois são “úteis para fornecer
informações adicionais sobre o tópico que esta sendo estudado.” (YIN, 2010, p.120).
A pesquisa de campo ocorreu por um contato prévio por telefone, seguido de e-mail,
apresentando escopo e propósito do estudo, e assim as entrevistas nos seus escritórios, todos
localizados na cidade de Fortaleza.
A utilização da cabotagem como estratégia de distribuição logística é desenvolvida em
grande escala para distâncias maiores que 1.500 km, pois devido às condições da malha viária
brasileira e os altos custos de impostos, combustível e manutenção de frota, é inviabilizado a
sua realização por meio do transporte rodoviário (CARVALHO, ROBLES e ASSUMPÇÃO,
2010).
Partiu-se então da premissa de que estas empresas deveriam utilizar um sistema
informatizado integrado e que devido a sua distribuição geográfica este sistema poderia estar
“em nuvem” como estratégia de redução de custos com infra-estrutura de TI e pela facilidade
de acesso de localização. Desta forma as entrevistas foram conduzidas tendo como foco
principal a operacionalização dos sistemas internos utilizados pelos armadores (o seu nível de
integração com os departamentos) e na identificação da localização do Banco de Dados deste
sistema.
3.1. Contextualização das Empresas
Devido à crescente abertura dos mercados internacionais, as inovações tecnológicas, a
expansão da utilização da internet e dos meios de telecomunicações, as empresas entenderam
que precisam se atualizar para comercializar seus produtos e serviços em um mercado
globalizado.
Em recentes estimativas a região nordeste alcançou a margem de 165.350.600 tons em
movimentação de cargas no ano de 2009, o que reflete o alto desenvolvimento industrial em
relação às outras regiões brasileiras. O estado do Ceará conta com os portos de Pecém e
Fortaleza que movimentam principalmente: frutas, calçados, couro, castanha de caju,
autopeças, granito e produtos têxteis (CEARAPORTOS; DOCAS DO CEARÁ, 2009).
Gráfico 1: Participação da Região Nordeste na Movimentação do Brasil por Natureza da Carga.
Fonte: ANTAQ (2010).
O gráfico 1 mostra o crescimento na movimentação de containers nos portos do
nordeste entre os anos de 2005 e 2009, onde é possível identificar uma maior utilização desta
modalidade de transporte devido a padronização de sua operação logística e a capacidade de
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se adaptar aos diversos tipos (dimensões) de cargas transportada. A figura do Armador no
transporte marítimo é fundamental, pois se trata da empresa que detêm a posse dos veículos
(navios) e equipamentos (containers) que serão utilizados no processo de transporte.
Segundo Carvalho, Robles e Assumpção (2010, p. 3) a cabotagem possui grande
viabilidade financeira visto que, mesmo ainda utilizando o modal rodoviário como principal
meio de transporte para a movimentação de mercadorias, o Brasil possui extensa malha
aquaviária (42.800 km) e uma estrutura portuária (44 portos nacionais entre marítimos e
fluviais) ainda subutilizada.
Tendo em vista a extensa costa litorânea brasileira navegável, a
concentração de grandes centros produtores e urbanos próximos ao litoral,
seu custo (frete) e emissão de poluentes ao ambiente (se comparado ao
modal rodoviário) menor explicam o crescimento de 227% na
movimentação de embarcações por cabotagem no período de 2003 a 2008.
Atualmente, a cabotagem é fortemente concentrada em granéis sólidos e
líquidos, mas se apresentam sinais positivos no transporte de contêineres.
Segundo Dias (2009 apud CARVALHO, ROBLES e ASSUMPÇÃO, 2010, p. 5) “O
mercado de contêineres na cabotagem cresce de forma consistente acompanhando a expansão
da oferta de capacidade” e, atualmente, segundo o autor, a participação da cabotagem é de
18% e do transporte rodoviário 82%, para cargas com origem e destino num raio de 200 km
dos portos e distância entre a origem e o destino de 1.500 km ou mais.
As empresas de navegação marítima ou armadores foram selecionados como foco
desta pesquisa por se tratarem de empresas departamentalizadas por região geográfica, ou
seja, estão distribuídas pelas diversas regiões do país, visando atender aos serviços logísticos
dos diversos portos brasileiros (cabotagem). Bem como os armadores internacionais que tem
seus escritórios espalhados pelas cidades portuárias de todo o mundo e também se utilizam da
infra-estrutura logística brasileira para movimentar suas mercadorias no país (longo curso).
Por solicitação das empresas pesquisadas, serão utilizados nomes fictícios para
caracterizar cada empresa, para que não sejam divulgadas informações de caráter estratégico.
Desta forma as empresas estão distribuídas como: Empresa 1, Empresa 3 e Empresa 5 são os
armadores do origem nacional que atuam principalmente com a navegação de cabotagem; e as
Empresa 2, Empresa 4, Empresa 6 e Empresa 7 são os armadores internacionais que atuam
principalmente com a navegação de longo curso.
O quadro 1 apresenta de forma sucinta um caracterização geral das empresas
pesquisadas com o objetivo de apresentar a capacidade destas organizações, tendo em vista o
volume de TEUs (“twenty-foot equivalent unit” ou o equivalente a medida de um container de
20 pés) movimentado anualmente, sua frota de navios (com dados até o ano de 2009), a
quantidade de escritórios e sua receita anual (em 2009).
Empresa 1
Empresa 2
Empresa 3
Empresa 4
Origem
Fundação
Gestão da
Qualidade
Brasil
1951
Certificações
ISO
9001:2000 e
ISO
14001:2004
Alemanha
1871
Certificações
ISO
9001:2000 e
ISO
14001:2004
Brasil
2006
Desenvolve
um sistema
próprio de
gestão da
qualidade.
Dinamarca
1928
Desenvolve
um sistema
próprio de
gestão da
qualidade.
Volume
440 mil
TEUs
2.330 mil
TEUs
325.139
TEUs
Não
Divulgado
9/14
Empresa
5
Brasil
1999
Não
Divulgado
39 mil
TEUs
Empresa 6
Empresa 7
França
1977
Desenvolve
um sistema
próprio de
gestão da
qualidade.
Genebra
1970
Desenvolve
um sistema
próprio de
gestão da
qualidade.
7,9 milhões
de TEUs
10,289
milhões de
ANAIS
Frota
19 navios
96 navios
09 navios
500 navios
03 navios
400 navios
Funcionários
1.036
4.791
Não
Divulgado
Não
Divulgado
16.400
Escritórios
13 no Brasil
300 no
Mundo
14 no
Brasil; 01
Buenos
Aires; 01
Uruguai
16.900
(500 só no
Brasil)
325
escritórios
(12 no
Brasil)
07 no
Brasil
650
escritórios
no mundo
(22 no
Brasil)
Receita
581 milhões
(EUR)
3.193
milhões
(EUR)
242,4
milhões
(R$)
28.666
milhões
(USD)
Não
Divulgado
10,521
milhões
(USD)
TEUs
378 navios
30.000
(800 no
Brasil)
421 no
mundo (23
no Brasil)
Não
Divulgado
Quadro 1: Caracterização das empresas
Fonte: Elaborado pelos autores
4. ANÁLISE DOS RESULTADOS
Desta forma identificou-se que os sistemas de todos os armadores entrevistados estão
integrados entre as diversas áreas da empresa (comercial, logística, financeiro e
documentação) o que facilita a operação logística e fluxo de informações internas (entre os
departamentos) e externas (entre clientes e fornecedores). O gerente comercial da Empresa 2
afirmou que:
Inicialmente o cliente entra em contato conosco e solicita uma reserva
(booking) para o embarque de uma quantidade de containers, então
agendamos a coleta desta mercadoria na fábrica deste cliente com um dos
nossos fornecedores de transporte rodoviário até o porto do Pecém. Onde
este container fica em uma área específica de armazenagem aguardando o
navio que deverá embarcar. Desta forma não teríamos como atender nosso
cliente se o sistema não fosse integrado.
Todos os sistemas das empresas pesquisadas funcionam em uma plataforma web, ou
seja, é possível o acesso dos funcionários por meio de um login e senha em um site na
internet. O que auxilia a obtenção das informações disponíveis no sistema, mas ainda não
caracteriza a computação em nuvem. Segundo o gerente administrativo da Empresa 3:
O fato que nosso sistema poder ser acessado pela internet ajuda aos nossos
colaboradores, pois eles podem alimentar as informações de onde estiverem
e em qualquer horário. E garante ao nosso cliente que o sistema terá a
informação que ele deseja em tempo real.
Os armadores ainda disponibilizam em seus web sites uma ferramenta de busca
(tracking) por container, booking (reserva) ou Bill of Landing (conhecimento de embarque
marítimo) que localiza o container em qualquer lugar do mundo, onde estas informações são
alimentadas por todas as filiais da empresa (nacionais ou internacionais) no momento da
entrada ou saída de portos e/ou terminais de containers vazios, durante o processo de
distribuição logística destes equipamentos e durante toda a “vida útil” deste container. Este
sistema de localização é integrado com todas as filiais, onde as mesmas alimentam as
informações diariamente sobre os deslocamentos realizados pelos containers, onde é possível
identificar, por exemplo, se um determinado equipamento está no porto, em um navio, num
cliente ou mesmo na oficina passando por reparos.
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Existe ainda uma ferramenta citada pelos entrevistados das empresas de longo curso
que contempla as informações dos embarques realizados no transporte marítimo internacional.
O INTTRA é um sistema integrado entre todos os armadores internacionais que utilizam esta
plataforma para realizar o agendamento dos embarques (bookings) e controlar as viagens
intercontinentais dos navios.
Com sede em Nova Jersey nos Estados Unidos e com mais de 270 profissionais
localizados em treze países. Atua como a maior operadora de multi-plataforma de comércio
eletrônico para o setor de transporte marítimo, o sistema INTTRA permite que os
carregadores, transitários e operadores logísticos de terceiros, os corretores e os importadores
poderão processar eletronicamente, planejar e gerir as suas remessas com rapidez e eficiência,
substituindo o uso tradicional de faxes e telefonemas. (INTTRA, 2010)
A localização do Banco de Dados dos sistemas foi um ponto divergente nas respostas
dos entrevistados, pois inicialmente nem todas as empresas conheciam o conceito de
“Computação em Nuvem” e alguns tiveram alguma dificuldade em identificar a localização
exata das informações. Mas foi identificado que três das empresas de longo curso tinham seu
sistema localizado na matriz brasileira (São Paulo ou Rio de Janeiro), mas estas informações
também estavam disponíveis nas sedes internacionais (Europa e Estados Unidos) e em apenas
uma delas apresentava as informações estavam localizadas diretamente na sede internacional
na França. Enquanto que nas empresas de cabotagem foi identificado que o Banco de Dados
estava localizado em sua matriz nacional (São Paulo). O analista de TI da Empresa 4
identifica que:
Já utilizamos a computação em nuvem, pois usamos um software específico
para “virtualizar” nossos servidores. Esta ferramenta revolucionaria, é
excelente para economia financeira e os ambientes de data center, bem como
reduz o custo da aquisição de grandes equipamentos para a armazenagem e
manipulação deste volume de dados.
Na Empresa 3 foi identificado que atualmente utilizam dois sistemas de informações
principais, um financeiro e outro que dá suporte a área operacional, e estão interligados a
outros sistemas menores que dão suporte aos vários departamentos da empresa. O gerente de
TI desta empresa explica:
Os bancos de dados destas aplicações estão num data center terceirizado
conectado às filiais da empresa através de uma rede MPLS. Não
consideramos nuvem, mas sim hosting remoto por causa da gestão que a TI
exerce nestes servidores.
Mas conforme foi abordado no decorrer da entrevista, a empresa está migrando para
um novo sistema que tem como objetivo principal integrar todas as áreas da empresa em um
único banco de dados em nuvem privada, como forma de aperfeiçoar os processos de
trabalho, melhorar o fluxo de informação e reduzir custos de informática. Segundo o próprio
gerente de TI “utilizando o conceito de Software as a Service (SaaS)”. Enquanto que o
gerente da filial de Fortaleza da Empresa 3 explica que:
Será o sistema que interligará toda a empresa, ou seja, comercial,
documentação, operacional, administrativo e financeiro. Ele possui a
plataforma Oracle e será interligado com o sistema Oracle utilizado pelo
nosso financeiro. Diferentemente do sistema que utilizamos atualmente, será
possível a troca de informações com outros sistemas via EDI. No sistema
atual tudo tem que ser digitado, enquanto no novo sistema o cliente poderá
enviar um arquivo EDI e as informações serão importadas. O mesmo serve
para os prestadores de serviço.
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Todos os entrevistados foram unânimes que defender a necessidade de garantir a
segurança do sistema e a integridade das informações que utilizam, e para isto desenvolvem
uma política de qualidade direcionada ao gerenciamento das informações, além do que se
trata de uma exigência das entidades certificadoras da qualidade. Todos possuem certificação
ISO e/ou similares internacionais, ou ainda desenvolvem um sistema próprio de gestão da
qualidade que é utilizado por todas as filiais.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mesmo em si tratando de um novo paradigma para as organizações modernas, a
computação em nuvem é um conceito já bastante difundido entre a sociedade empresarial,
onde já é possível identificar a utilização prática desta nova abordagem em alguns segmentos
de mercado.
Este novo modelo de gerenciamento de informações apresenta vantagens, mas também
possui uma série de desafios a ser superados na utilização desse tipo de ambiente, que por se
tratar de uma solução que utiliza a Internet para disponibilizar seus serviços, deve haver uma
preocupação com o acesso não autorizado a informações do sistema e principalmente a
garantia de que a integridade das informações e o acesso dos usuários serão mantidos como
forma de intensificar o nível de qualidade do sistema.
Questões de segurança devem ser consideradas para prover a autenticidade,
confidencialidade e integridade. O gerenciamento de dados é considerado um ponto crítico no
contexto de computação em nuvem, e estes dados, devem estar disponíveis (quanto à
integridade e localização) aos usuários no momento que desejarem.
A pesquisa que foi realizada junto às empresas de transporte marítimo que atuam no
estado do ceará considerou inicialmente que devido à localização geográfica das filiais neste
mercado específico, a aplicação da computação em nuvem seria uma solução para a redução
dos custos de infra-estrutura e gerenciamento do fluxo de informação. Mas identificou-se no
decorrer da pesquisa que os armadores já conhecem os conceitos de computação em nuvem e
utiliza ferramentas nesta plataforma como vantagem competitiva no mercado em que atuam.
Segundo aborda o gerente de TI da Empresa 3, é grande a importância da aplicação da
computação em nuvem nos processo operacionais, como forma de melhoria do sistema de
informações, mas ainda existem algumas barreiras a utilização deste modelo:
A nossa opinião é que computação em nuvem é um serviço versátil, que
pode nos oferecer maior disponibilidade e escalabilidade. Porém, poucos
provedores no Brasil têm maturidade no monitoramento pró-ativo dos seus
recursos para oferecê-lo atualmente. Outra questão é os custos de links no
Brasil ainda é alto, o que é um grande desafio para estas soluções.
Desta forma a pesquisa se justifica como uma tentativa de mapeamento da utilização
do conceito de computação em nuvem em um mercado específico de transporte marítimo,
com o objetivo de desmistificar o conceito e evidenciar a utilização prática desta ferramenta
nos processos das organizações modernas. Ainda sugere-se a realização de novas pesquisas
sobre o tema abordando a aplicação do conceito de computação em nuvem para outros setores
de negócios e com a demonstração de diferentes soluções para a utilização do sistema.
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