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O futuro do seu negócio
está na Bienal
A Bienal dos Negócios da Agricultura evoluiu
e ganhou força. Agora o evento
discutirá os assuntos da Região Centro-Oeste.
Conhecer antes os novos rumos garantirá
o sucesso da sua atividade. Participe!
11 e 12 de agosto - Goiânia - GO
Centro de Cultura e Eventos da UFG
Campus Samambaia - UFG
Informações e inscrições:
62 3941-8307
PATROCÍNIO
APOIO
REALIZAÇÃO
www.bienaldaagricultura.com.br
Palavra do presidente
CAMPO
A revista Campo é uma publicação da Federação da
Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e do Serviço Nacional
de Aprendizagem Rural (SENAR Goiás), produzida pela Gerência de Comunicação Integrada do Sistema FAEG/SENAR, com
distribuição gratuita aos seus associados.Os artigos assinados
são de responsabilidade de seus autores.
Conselho editorial
Bartolomeu Braz Pereira;
Claudinei Rigonatto; Eurípedes Bassamurfo
Editores: Francila Calica (01996/GO) e
Rhudy Crysthian (02080/GO)
Reportagem: Alessandra Goiaz (GO 01772 JP) e
Karine Rodrigues (01585/GO)
Lavoura de plumas
Fotografia: Jana Tomazelli Techio
Revisão: Cleiber Di Ribeiro (2227/GO)
Diagramação: Rowan Marketing
Impressão: Gráfica Talento Tiragem: 12.500
Comercial: Sandro Cardeal e Meire Almeida
(62) 3096-2200 | (62) 3096-2226 | (62) 3096-2220
[email protected]
DIRETORIA FAEG
Presidente: José Mário Schreiner
Vice-presidentes: Mozart Carvalho de Assis; José Manoel
Caixeta Haun. Diretores-Secretários: Bartolomeu Braz
Pereira, Estrogildo Ferreira dos Anjos. Diretores-Tesoureiros:
Eurípedes Bassamurfo da Costa, Nelcy Palhares. Suplentes:
Wanderley Rodrigues de Siqueira, Flávio Faedo, Daniel
Klüppel Carrara, Justino Felício Perius, Antônio Anselmo de
Freitas, Arthur Barros Filhos, Osvaldo Moreira Guimarães.
Conselho Fiscal: Rômulo Pereira da Costa, Vilmar Rodrigues
da Rocha, Antônio Roque da Silva Prates Filho, César Savini
Neto, Leonardo Ribeiro. Suplentes: Arno Bruno Weis, Pedro
da Conceição Gontijo Santos, Margareth Alves Irineu Luciano,
Wagner Marchesi, Jânio Erasmo Vicente. Delegados representantes: Alécio Maróstica, Dirceu Cortez. Suplentes: Lauro
Sampaio Xavier de Oliveira, Walter Vieira de Rezende.
CONSELHO ADMINISTRATIVO SENAR
Presidente: José Mário Schreiner
Titulares: Daniel Klüppel Carrara, Elias D’Ângelo Borges,
Osvaldo Moreira Guimarães, Tiago Freitas de Mendonça.
Suplentes: Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva,
Alair Luiz dos Santos, Elias Mourão Junior, Joaquim Saêta
Filho. Conselho Fiscal: Maria das Graças Borges Silva, Edmar
A
s colhedeiras estão trabalhando a todo vapor nas áreas produtoras de algodão. Um sinal de que a cultura retomou um
espaço que há tempos havia perdido devido ao mercado
desfavorável, câmbio em baixa, custos de produção elevados e vários
outros fatores que inviabilizaram a produção da pluma no País.
Porém, os números da safra 2010/2011 é o resultado de uma reviravolta surpreendente. Somente Goiás aumentou sua área plantada em
87%. Os preços mundiais foram os mais altos dos últimos 140 anos.
Mas o mercado começa a reagir e após o início das colheitas,
os valores ficaram pressionados e a queda foi inevitável, porém,
ainda se mantêm superior às safras passadas. A estimativa agora é de precaução com o custo de produção - pois os insumos estão dando sinal de alta - e atenção às demandas do mercado.
Outra preocupação do cotonicultor é com a mão de obra qualificada e por esta razão, o Senar, em Goiás, desenvolve um projeto
voltado para a área, com o intuito de qualificar e capacitar o trabalhador rural para atuar nas lavouras de algodão. Com técnica e
qualidade, Goiás se manterá na posição de destaque na produção da
fibra natural.
Duarte Vilela, Sandra Pereira Faria do Carmo. Suplentes:
Henrique Marques de Almeida, Wanessa Parreira Carvalho
Serafim, Antônio Borges Moreira. Conselho Consultivo: Bairon
Pereira Araújo, Maria José Del Peloso, Welton José Luiz de
Oliveira, Luiz Becker Karst, Sônia Maria Domingos Fernandes.
Suplentes: Theldo Emrich, Carlos Magri Ferreira, Valdivino
Vieira da Silva, Carlos Eduardo da Silva Lima, Glauce Mônica
Vilela Souza.
Superintendente: Marcelo Martins
FAEG - SENAR
Rua 87 nº 662, Setor Sul CEP: 74.093-300
Goiânia - Goiás
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Alexandre Cerqueira
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painel central
07 Prosa Rural
Idealizador da Frente Parlamentar do Agronegócio, na Assembleia Legislativa, o dep.Valcenôr
Braz (PTB) é o entrevistado deste mês da Campo
Jana Tomazelli
09 Mercado de Produto
18
18
Rodovia
Programa de reconstrução de malha viária recuperará
42 trechos de 28 rodovias estaduais
É tempo de planejar a próxima safra. Decisões
devem passar pelo levantamento de informações aos investimentos empregados
10 Cartão do Produtor
Descontos em eletroeletrônicos para titular
do Cartão
14 Bienal do Agronegócio
Maior evento do agronegócio do Centro-Oeste
terá Goiás como palco para os principais nomes da agricultura brasileira
21 Sistema em ação
29
Marcus Vinícius
Cidadania e nova linha de crédito marcam
Dia Mundial do Leite
Queimadas
Área plantada com cana em Goiatuba foi totalmente destruída por chamas na última safra
22 Colheita do algodão
Área plantada da fibra aumenta em 87% e
cultura se torna a grande aposta na safra
2010/2011
27 Vacinação Aftosa
Até meados de julho, produtor goiano já
havia vacinado mais de 98% do rebanho
33 Delícias do Campo
Peixe marinado no vinho tinto
34 Caso de Sucesso
11
Plano Safra
Marcus Vinícius
Acerto na produção de galinha caipira
36 Cursos e Treinamentos
Senar oferece cursos voltados para o
público feminino
38 Campo aberto
Desafio da cana-de-açúcar sustentável
Faeg alerta para mudanças no Plano Safra. Produtor que
trabalha com mais de uma cultura poderá retirar apenas
um financiamento.
4 | CAMPO junho/2011
www.sistemafaeg.com.br
Agenda Rural
JUNHO 2011
Junho
18 Campo Saúde – às 8 horas, em Silvânia.
Julho
01 Audiência Pública sobre a Reforma da Lei do Código Florestal do Estado de Goiás – em Porangatu.
20 e 21 Curso Mercado Leite – Módulo II – às 10h30, no auditório do Sistema
01 a 10 39ª Expo Aja – em Jataí.
Faeg/Senar.
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01 a 10 13ª Expoacre – em Acreúna.
22 a 03/07 39ª Exposição Agropecuária e 9º Ranking do Nelore – em
01 a 10 28ª Expo Agro – em Uruaçu.
Goianésia.
24 a 03/07 23ª Exposição Agropecuária e 7ª Ranqueada do Nelore – em
01 a 10 40ª Expo Norte, 24ª da Raça
Zebuína, 8º Ranking do Nelore e 7º
Ranking do Tabapuã – em Porangatu.
São Miguel do Araguaia.
25 a 03/07 32ª Exposição Agropecu-
01 a 10 35ª Exposição Agropecuária
– em Pontalina.
JULHO 2011
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29 30
ária e Industrial e Torneio Leiteiro –
em Mineiros.
02 a 10 Exposição Agropecuária – em
Caiapônia.
29 a 01/07 Programa PER “Empreendedor Sindical” 2011 – 3ª etapa:
02 Campo Saúde – às 8 horas, em Luziânia.
Curso Sindicato em Ação – às 8 horas,
29 Lançamento da Bienal do Agro-
04 Lançamento do Plano Safra em
Goiás – às 10 horas na sede do Sistema
Faeg/Senar, em Goiânia
negócio – às 9 horas, no auditório do
Sistema Faeg/Senar, em Goiânia.
04 a 10 16ª Exposição Agropecuária
– em Pires do Rio.
30 Lançamento do Vazio Sanitário
em Goiás – às 14 horas, auditório do
Sistema Faeg/Senar, em Goiânia
05 Audiência Pública sobre a Reforma da Lei do Código Florestal do Estado de Goiás – em Itaberaí.
Como Participar:
Aos interessados em participar dos eventos, recomendamos confirmar as
informações com os organizadores.
abril/2011 CAMPO | 5
Jana Tomazelli
em Goiânia.
Fique Sabendo
Armazém
Divulgação
Adalberto Ruchelle
Pesquisa
Cenoura com alta concentração de beta-caroteno
Com característica rústica, com coloração
alaranjada intensa, o que indica uma alta
concentração de beta-caroteno, a cenoura
BRS Planalto tem conquistado cada vez
mais os produtores brasileiros, especialmente os orgânicos. Desenvolvida pela
Embrapa Hortaliças e comercializada pela
Embrapa Transferência de Tecnologia, o
seu cultivo é indicado para o verão, mas
sua tolerância ao florescimento precoce
permite um maior período de plantio.
Além disso, a cultivar apresenta resistência
à queima das folhas e nematóides. O preço das sementes também é uma vantagem,
bem mais baixo que o de materiais híbridos. A BRS Planalto é recomendada para
as principais regiões produtoras de cenoura do Brasil e pode florescer prematuramente se plantada na primavera nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
Os tratos culturais são similares aos adotados para as cultivares do grupo Brasília.
Raphaele Doghi
Registro
Criada Frente Parlamentar do Agronegócio
O deputado estadual Valcenôr Braz (PTB)
anunciou, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa do dia 31 de maio, a
criação da Frente Parlamentar do Agronegócio. A Frente é suprapartidária e é
formada por 30 parlamentares. Segundo
Valcenôr Braz, um dos objetivos da nova
Frente é mostrar para a sociedade a importância do agronegócio para o desenvolvimento de Goiás. Antes da sessão, o
6 | CAMPO junho/2011
presidente da Assembleia Legislativa, Jardel Sebba (foto), recebeu o presidente do
Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner,
o secretário da Agricultura, Antônio Flávio
Camilo de Lima, produtores e lideranças
do setor rural em seu gabinete. Na ocasião, Schreiner mencionou a importância
da criação da Frente Parlamentar do Agronegócio. “Goiás, mais uma vez dá exemplo
ao País”, disse.
Proposta para Realização de
Audiências Públicas para a discussão do Código Florestal do Estado de Goiás
Com o objetivo de discutir junto à sociedade goiana a reforma
da Lei 12.596/95 que trata do
Código Florestal de Goiás, a Secretaria do Meio Ambiente e dos
Recursos Hídricos (Semarh) e a
Assembleia Legislativa do Estado de Goiás lançaram a cartilha
“Proposta para realização de audiências públicas para discussão
do Código Florestal do Estado
de Goiás”. Ela será distribuída
nas dez audiências públicas que
serão realizadas nas regiões do
Entorno do Distrito Federal,
Central, Sudoeste, Sul, Oeste,
Norte, Noroeste, Sudeste, Nordeste e Metropolitana. Estes
eventos levarão à sociedade informações sobre a lei e as propostas de reforma elaboradas
pelo grupo de trabalho formado
pelos representantes da Semarh,
da Comissão de Meio Ambiente e Agricultura e Pecuária da
Assembleia, da Faeg e demais
entidades voltadas à questão
ambiental. A cartilha apresenta as datas das audiências, os
temas para discussão e pode
ser encontrada na Assembleia
Legislativa e na sede do Sistema
Faeg/Senar.
www.sistemafaeg.com.br
coordenador da Frente Parlamentar
do Agronegócio na Assembleia
Prosa rural
Jana Tomazelli
Valcenor Braz
Agronegócio na
pauta da Assembleia
Rhudy Crysthian | [email protected]
C
iente que o agronegócio é a principal atividade econômica do Estado, o deputado Valcenor Braz (PTB) liderou uma ação na Assembleia Legislativa e criou
a Frente Parlamentar do Agronegócio, com o apoio de 30 dos 41 deputados
da Casa. O deputado acredita que o produtor goiano precisa ampliar sua representação, pois algumas cidades dependem, praticamente, da atividade exercida no campo.
De caráter suprapartidário, a Frente tem ainda o apoio de diversas entidades que representam o setor no Estado, inclusive a Faeg. Valcenor iniciou sua vida pública, em
1982, como vereador de Luziânia, região do Entorno do Distrito Federal. Desde então,
ocupou diversos cargos políticos. Antes de se tornar deputado, exerceu também atividades profissionais de administrador no governo de Goiás e no Senado.
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junho/2011 CAMPO | 7
pROSA Rural
“
Outros segmentos da sociedade têm sua
representatividade na Casa. É importante
que o setor rural também tenha esse respaldo político.”
Campo: Quais são os benefícios que
a Frente Parlamentar pode trazer
para o produtor rural de Goiás?
Valcenor: Nosso intuito foi criar
esse fórum de discussão permanente em prol do agronegócio de Goiás,
já que ele representa mais de 60%
do PIB do Estado. Em alguns municípios, como Cristalina e Rio Verde,
90% do PIB provêm do agronegócio.
Queremos ter um ponto de referência
para o agronegócio na Assembleia.
Outros segmentos da sociedade têm
sua representatividade na Casa. É
importante que o setor rural também
tenha esse respaldo político.
Campo: Já foi definido o cronograma da Frente Parlamentar? Quais
serão os primeiros passos?
Valcenor: Estamos de olho na aprovação do texto do novo Código Florestal Brasileiro. É importante dizer
que o Brasil é um dos poucos países
preocupados com a preservação do
meio ambiente e tudo legislado por
medidas avançadas de proteção à fauna e à flora. A maioria dos países da
Europa não tem se quer um Código sério. Mas temos que trazer essas medidas para a realidade do produtor. Não
podemos permitir que organismos e
instituições estrangeiras venham ditar
as regras que vamos seguir.
Campo: O senhor acredita que a
criação da Frente Parlamentar pode
estreitar os interesses políticos e
ambientais de Goiás com o governo
federal, na liberação de novos recursos para o setor e criação de novas
leis, por exemplo?
8 | CAMPO junho/2011
Valcenor: Com certeza. Nosso intuito é manter esse relacionamento
e buscar parcerias entre o governo
estadual e federal. As demandas
são muito grandes. O Banco do Brasil oferece a maioria das linhas de
crédito para financiamento do agronegócio brasileiro, mas precisamos
cobrar mais agilidade e acessibilidade por parte dos produtores ao banco. Temos uma grande quantidade
de produtores que não consegue escoar sua produção a tempo por causa da falta de condições de tráfego
nas estradas goianas. É preciso que
o governo estadual invista pesado
na recuperação das estradas, que
servem de escoamento da produção
agrícola goiana. Fato que já vem se
realizando, mas precisamos entrar
nessa área e acompanhar os investimentos de perto.
Campo: Até agora, 30 dos 41 parlamentares da Assembleia Legislativa manifestaram seu apoio e
empenho na criação dessa nova
Frente. Esse caráter suprapartidário dá força à iniciativa?
Valcenor: A Frente tem representantes de todos os partidos da
Casa. Nosso objetivo foi buscar a
espontaneidade dos deputados.
Todos vieram de livre e espontânea
vontade. Fizemos o convite e quem
assinou é que tem interesse em
defender o agronegócio. A Frente
Parlamentar é uma comissão suprapartidária mesmo! Todas as legendas estão representadas. Isso é uma
manifestação de apoio a este setor
que gera as riquezas de Goiás.
Campo: Ultimamente têm surgido
ações do governo estadual voltadas para o homem do campo. Medidas de apoio que há alguns anos
não ocorriam. O governo, por meio
de seus representantes, começa
e enxergar a força devida que o
agronegócio tem em fazer girar a
economia goiana?
Valcenor: Acredito que sim. É
nosso papel divulgar essas ações.
Além da produção de alimentos, o
agronegócio é também o maior empregador do Estado. Para cada emprego gerado no campo outras seis
vagas são abertas na cidade. É preciso que se continue criando condições para aumentar nossa produção
e criar avanços na pesquisa de novas tecnologias para que a produção agrícola no Estado continue em
expansão.
Campo: Os produtores têm reclamações sobre algumas alterações do
novo Plano de Safra. Um dos pontos que deixa o setor insatisfeito
é o fato de o plano excluir muitos
produtores das novas linhas de financiamento. A Frente Parlamentar
pode atuar na melhoria desses pontos para os próximos Planos Safra?
Valcenor: É uma das nossas lutas.
Entendemos que não é possível que
isso aconteça de um dia para o outro.
É importante continuarmos a discutir
com o governo federal. É interessante
para o País investir no agronegócio.
Alguns países da Europa subsidiam
fortemente sua produção agrícola. É
preciso que o Brasil também se conscientize sobre a necessidade de criar
alternativas para fixar o homem no
campo para dar condições para ele
produzir, porque só assim teremos
dias melhores na cidade.
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Mercado e Produto
Safra 2011/2012
Momento de planejar
C
Todas estas preocupações na oferta geram grandes incertezas com a demanda, já que esta cresce
constantemente. Ainda de acordo com o USDA, os
estoques mundiais de milho se encontram nos níveis
mais baixos da história. Tais estoques, que já chegaram a ser de 147 milhões de toneladas no fim da
safra 2008/2009, devem chegar ao fim de 2011/2012
em torno de 111 milhões de toneladas, redução de
aproximadamente 25%.
O aumento no uso do milho para o etanol nos EUA
e a mudança do perfil da China, que deixou de ser exportador e passou a ser importador, são as principais
forças motrizes do aumento da demanda pelo cereal.
No caso da soja, as compras chinesas é o destaque. O
USDA aponta que na safra 2011/2012 as compras do
país asiático deverá ser de 61 milhões de toneladas,
ganho de 11% em relação à safra passada.
Apesar de um ambiente de oferta e demanda altamente favorável, não podemos deixar de considerar Leonardo
fatores políticos e econômicos na formação do preço Machado é
agrícola. A forte atuação de fundos de investimento assessor técnico
para a área de
no mercado de commodities proporcionou forte in- cereais, fibras e
fluência do mercado financeiro, processo conhecido oleaginosas da
Faeg
como financeirização dos produtos agrícolas.
Marcus Vinicius
om o fim da safra 2010/2011, uma nova safra
começa a ser planejada. Neste momento, o
processo de tomada decisão passa pelo levantamento de informações importantes para analisar os possíveis cursos de ação no que se referem à
cultura que será semeada e, principalmente, qual o
investimento será empregado.
No que diz respeito às relações de oferta e demanda
para a safra 2011/2012, são observadas complicações
por parte da oferta e aquecimento da demanda. Nos
EUA, o atraso no plantio, devido ao alto volume de
chuva, principalmente na porção leste do cinturão produtor de milho e soja (corn belt), tem causado redução
na área plantada e queda no potencial produtivo das
lavouras de milho e soja. No Oeste do Texas, região
produtora de algodão, o problema climático é outro.
A seca deve aumentar a porcentagem de abandono de
área, o que reduzirá a produção americana da pluma.
A seca também atinge a China e parte da Europa,
principalmente nas regiões produtoras. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima
que o estoque mundial final de trigo na safra 2011/2012
será de 184 milhões de toneladas, 2% menor do que
na safra passada, 7% menos do que a safra 2009/2010.
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junho/2011 CAMPO | 9
Cartão Produtor
Mais Tecnologia
com o Cartão Produtor
A coluna Cartão Produtor deste mês apresenta aos beneficiários
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10 | CAMPO junho/2011
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Marcus Vinicius
Plano Safra
Governo federal acredita que Plano
Safra 2011/2012 é adequado para a
atual conjuntura de preço
Recursos
para plantar
Governo anuncia o plano anual de financiamento da safra de verão
brasileira e garante mudanças importantes para o setor
Karine Rodrigues | [email protected]
O
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) inovou neste ano ao anuncir o
Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 em partes.
No final de maio, foram divulgadas somente as
regras que regulamentam o acesso ao crédito aprovadas pelo
Conselho Monetário Nacional (CMN). A orientação do ministro Wagner Rossi é que após o início da operacionalização
do Plano, em julho, o governo começará a implementação de
ajustes estruturais no modelo de gestão da política agrícola.
Segundo o secretário de Política Agrícola do Mapa, José
Carlos Vaz, o plano será adequado para conjuntura de preços.
Uma das medidas é ‘energizar’ o seguro rural direcionando
um percentual dos recursos de crédito e de comercialização.
O governo liberou R$ 107 bilhões para financiar a agropecuária brasileira, valor 7,2% maior que no Plano passado.
Segundo Vaz, o Plano será divulgado em três etapas, a
primeira foi em maio, com a maior parte das instruções normativas aprovadas pelo CMN, para que os bancos pudessem
ajustar todos os processos operacionais até julho. A segunda
etapa será o evento de anúncio dos recursos e da estratégia
www.senargo.org.br
utilizada para atender tanto a agricultura empresarial quanto
a familiar, ocorreu no dia 17 de junho, em Ribeirão Preto
(SP).
O terceiro momento será a apresentação de uma série
de ações de simplificação do processo de crédito rural que
estão nos últimos arremates pelo Banco Central, Mapa, Ministério da Fazenda e Ministério do Desenvolvimento Agrário. “No conjunto o Plano está tempestivo e vai ser adequado
para conjuntura que existe de preços”, arrematou Vaz.
O secretário de Política Agrícola disse que a principal recomendação do ministro Wagner Rossi lhe fez, após colocar
o Plano Safra em curso é desenvolver uma política agrícola
de médio e longo prazo. “Não será um exercício individual de
criatividade. O que vamos estabelecer é uma metodologia de
discussão com a sociedade sobre os principais pontos que
essa política deve ter, quais são seus atributos, requisitos,
parâmetros e fazer um trabalho de concentração até que concluímos a formulação de como será essa política”, explica
ele. Depois de pronta, a nova política agrícola passará por alterações necessárias e afim de que as medidas se tornem lei.
junho/2011 CAMPO | 11
Marcus Vinicius
mISSÃOsafra
cHINA
Plano
A cultura da cana-de-açúcar será uma das
beneficiadas no Plano Safra 2011/2012
Medidas
Dentre as principais medidas para o Plano Safra
2011/2012, está a criação de duas linhas de crédito, com taxa
de juros fixa em 6,75% ao ano. Uma linha de até R$ 1 milhão
para lavouras de cana e outra de até R$ 750 mil, para a pecuária, destinada à aquisição de reprodutores e matrizes bovinas ou bubalinas. Também foi criada uma Linha Especial
de Crédito (LEC) para estocagem de suco laranja; até R$ 30
milhões por agroindústria. Outra medida é direcionamento
de um percentual maior de recursos para os programas de
investimento.
De acordo com o secretário de Política Agrícola do
Mapa, José Carlos Vaz, a atenção para estes três setores
ocorreu porque, até por carência de recursos, o Plano Safra
tem se concentrado em cereais. Após avaliação das últimas
três safras e considerando as expectativas da próxima, o
governo percebeu que o conjunto dos cereais e do algodão
Incentivos do
BNDES para
estimular
financiamento
12 | CAMPO junho/2011
apresenta perspectivas de boas rendas ao produtor. O secretário explica que a medida de apoio à cana, laranja e matrizes foi uma maneira de direcionar recursos de capital de
giro ou para investimento em algumas cadeias que foram
menos assistidas no passado.
O programa ABC passará a incorporar as linhas de crédito do Propflora e do Produsa, com redução da taxa de
juros para 5,5% ao ano. Também foram fixados os preços
mínimos para as culturas de verão, da sociobiodiversidade
da safra 2011/2012 e para as culturas das regiões Norte e
Nordeste da safra 2012.
Simples
Uma das propostas apresentadas para o plano agrícola
2011/2012 trará a simplificação das normas do crédito rural e a melhoria das condições de taxas e limites para os
produtores. Foi fixado um limite único de R$ 650 mil, em
Para incentivar e estimular o limite
de financiamento de investimentos com
recursos obrigatórios, o crédito rural
foi elevado de R$ 200 mil para R$ 300
mil. Os programas agrícolas financiados com recursos do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), sofreram ajustes para facilitar
a operacionalização das instituições financeiras e o acesso dos agricultores às
linhas de crédito. Entre outras medidas,
as federações e confederações de coope-
rativas agrícolas passarão a ter acesso às
linhas do Procap-Agro desde que atuem
nos moldes de cooperativas centrais.
O Procap-Agro recebeu o reforço de
R$ 350 milhões, remanejados do Prodecoop, a serem aplicados ainda na safra
atual. O Moderagro, que financia a aquisição de corretivos agrícolas, teve os limites elevados de R$ 300 mil para R$
600 mil, nos contratos individuais; e de
R$ 900 mil para R$ 1.200 mil nos coletivos. Para reforçar o apoio ao médio
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João Faria
Faeg alerta para gargalos do
Plano de Safra
José Carlos Vaz, secretário de Política Agrícola do Mapa, explica
porque Plano foi apresentado em três etapas
apenas uma faixa, para o financiamento de custeio de todas
as culturas e atividades por produtor, em substituição aos
limites anteriores.
De acordo com Vaz, cada produtor vai saber o valor
máximo que poderá tirar como empréstimo. Com isso, o
governo vai estimular uma maior diversificação da atividade
agrícola. “Vamos ter mais crédito, com taxas mais baratas,
para quem produz para o mercado interno”, completou Vaz.
Volume de recursos liberados para
o Plano Agrícola
2008/2009 – R$ 78 bilhões
2009/2010 – R$ 100 bilhões
2010/2011 – R$ 116 bilhões
* 2011/2012 – R$ 107 bilhões
*Somente para agricultura empresarial Fonte: Mapa
produtor rural, a renda bruta anual
para enquadramento no Programa
Nacional de Fortalecimento do Médio Produtor Rural (Pronamp) passou de R$ 500 mil para R$ 700 mil.
Questionado sobre o endividamento dos produtores, o secretário do Mapa, José Carlos Vaz,
respondeu que o grande desafio do setor é a construção de um
modelo de garantia de renda para
o produtor ao longo da safra. “Se
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De acordo com o presidente da Federação da Agricultura
e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, o limite de
crédito por pessoa não atende os produtores que realizam
mais de uma safra por ano. Ele ressalta que a novidade limita, inclusive pecuaristas.
“Essa unificação prejudica o homem do campo. O produtor de algodão e milho, por exemplo, podia pegar financiamento nas duas culturas. Agora, ele fica limitado a flexibilizar o limite nas culturas cultivadas”, alerta o presidente.
Outro ponto negativo ressaltado por Schreiner é que o financiamento da safrinha também ficou prejudicado já que agora
o produtor poderá obter crédito apenas uma vez por safra.
Ele reclama também da falta de acesso do produtor rural às lindas de financiamento. No Plano 2010/11 dos R$ 100
bilhões disponíveis apenas R$ 76,5 bilhões foram utilizados
pelo produtor. Em Goiás, no ano de 2010, foi utilizado pelos
produtores R$ 2,79 bilhões, 3,43% do total utilizado no país.
Deste total, R$ 294,49 milhões foram utilizados para comercialização, R$ 2 bilhões para custeio R$ 328,02 milhões para
investimento.
Ressaltando a dificuldade de acesso do produtor rural
goiano à linhas de crédito disponibilizadas pelo governo federal, o presidente da Faeg explica que o custo total da última
safra para as culturas de soja, milho safra e safrinha e algodão foi de R$ 6.935 bilhões. Destes, foram financiados apenas
R$ 1.4 64 bilhão, ou seja, 21,12%. “Todo o restante da safra foi
custeada com recursos do próprio produtor”.
O governo também criou um programa de investimento
para ampliar a produção de cana-de-açúcar, baseado principalmente na renovação dos canaviais. O limite de contratação
será de R$ 1 milhão por produtor, com prazo de cinco anos
para pagar. “Este ponto se refere a financiamentos de produtores que fornecem a cana para as usinas. O governo pretende aumentar os índices de fornecedores de cana no Brasil”,
diz. Em Goiás, apenas 8,7% dos produtores são fornecedores
de cana. A média brasileira é de 23%”, reclama.
tiver esse modelo de garantia de
renda, o produtor não irá ficar com
endividamento fora da capacidade
de pagamento porque já terá uma
previsão de orçamento para quitar a
dívida. Então é uma mudança estrutural que fará com que não tenhamos mais problema no futuro”, diz.
Ele explicou ainda que esse
modelo também permitirá fazer
avaliação dos produtores que estão endividados e para aqueles
que, com a conjugação de mecanismos, mostrem capacidade de
pagamento com alongamento de
dívida. “Temos que ter uma visão macro do processo. Porque
no caso individual dos produtores teremos mecanismo junto aos
bancos para fazer a análise caso a
caso. Acredito que devemos aproveitar o bom momento do agronegócio, mas temos que mexer um
pouco na estrutura”, pontua.
maio/2011 CAMPO | 13
Bienal
Agronegócio
em destaque
O maior evento do agronegócio do Centro-Oeste
terá principais nomes da agricultura brasileira
para discutir os rumos do setor
Karine Rodrigues | [email protected]
P
ela primeira vez, Goiânia vai sediar a Bienal dos Negócios da Agricultura - Brasil Central, evento tradicionalmente realizado em Mato Grosso. Desta vez a
capital goiana será o centro das atenções e referência nas
discussões sobre a produção agropecuária brasileira, cenários e perspectivas. A Bienal vai ocorrer nos dias 11 e 12 de
agosto, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Goiás (UFG). Renomados especialistas vão traçar
um mapa dos caminhos que o agronegócio nacional poderá
atravessar nos próximos anos.
14 | CAMPO junho/2011
O evento é organizado pela Federação da Agricultura e
Pecuária de Goiás (Faeg), Federação da Agricultura, Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF), Federação da Agricultura
e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e Federação
da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do
Sul (Famasul). Juntas, as quatro respondem por 18% das
exportações agrícolas do País e 35% da produção nacional
de grãos. O que totaliza 52 milhões de toneladas.
Diferente dos seminários comuns, a Bienal terá uma programação que visa favorecer o intercâmbio de ideias, pautar
discussões estratégicas de ação política e dar mais visibilidade às demandas dos produtores. O principal assunto será
o futuro do agronegócio no Centro-Oeste, região considerada a mais promissora do País.
A programação está estruturada em quatro painéis: Cenário Macroeconômico e a Demanda Mundial por Alimentos e Biocombustíveis; Campos do futuro: O Que Está Por
Vir; Modelo de Negócio: Como Aproveitar as Aportunidades e Ambiente de Negócio: Desenvolvendo uma Região.
Dentre as discussões estão temas como integração lavoura-pecuária, possibilidades de realizar três safras ao ano, novas práticas de manejo e biotecnologia.
Fará parte das discussões o ambiente em que o agronegócio está inserido e assuntos como empreendedorismo,
proteção social, acesso ao crédito, reforma tributária, modelo viável de crédito e ambiente jurídico. Também será debatido o modelo de produção adequado para o Brasil Central; até que ponto é necessário fortalecer a diversificação
da produção nas médias e pequenas propriedades? O Brasil
será País de grandes conglomerados agrícolas?
São esperadas mais de mil pessoas em dois dias de evento. Especialistas vão apresentar quais os prováveis cenários
econômicos que devem ser considerados na tomada de decisão dos produtores.
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José Mário Schreiner
Eduardo Riedel
A Bienal vai fortalecer
todos os elos do agronegócio e funcionará como
vitrine do setor para
sociedade
Divulgação/Famasul
Alexandre Cerqueira
defende que a Bienal será uma
oportunidade para atualizar as
discussões relacionadas
à agropecuária
Produtor de alimentos
Rui Prado
Divulgação/Famato
afirma que a Bienal
possibilitará a discussão
de onde estamos e onde
queremos chegar
Renato Simplício
diz que a participação dos
governos estaduais na
Bienal é fundamental
Divulgação/Famasul
O presidente da FAPE-DF, Renato Simplício, disse que o Centro-Oeste é um dos destaques da produção nacional e contribui significativamente para exportações, consolidando a região como exímio
produtor de alimentos e de energia proveniente da biomassa. Ele acredita que a participação dos governadores no evento e nas discussões é
fundamental, pois é necessário que eles reconheçam o valor do setor
agrícola e os resultados que gera. “O evento também terá como objetivo estimular e motivar produtores, políticos e empresários a verem o
agronegócio com um novo olhar”, ressaltou.
Para o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, o Centro-Oeste
é a região com a maior vocação para o agronegócio e a bienal é uma
oportunidade para atualizar discussões do que ocorre no setor, no
Brasil e no mundo. Ele ressalta que uma das expectativas é que o
agronegócio seja inserido nas políticas públicas e iniciativa privada.
“A inserção do agronegócio nos níveis públicos e privados é essencial
para o desenvolvimento sustentável e crescimento uniforme do setor
no Centro-Oeste”, acrescenta.
O presidente da Famato, Rui Prado, explica que a Bienal será o
maior evento do setor no Brasil e servirá para atrair atenções de governos e parceiros importantes para o desenvolvimento da agricultura
na região. “O Centro-Oeste é a região que mais tem se destacado nos
últimos anos na produção de grãos. Esse encontro possibilitará a discussão de onde estamos e onde queremos chegar. Buscar essa visão de
futuro é muito importante”, afirma.
Segundo o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, é notório a
importância da agricultura não só para a região Centro-Oeste, mas
para toda a economia nacional. “A realização da Bienal dos Negócios
da Agricultura Brasil-Central vem fortalecer os elos da cadeia do agronegócio, tanto por proporcionar a interação dos diversos atores que
a compõem pela oportunidade de negócios e por ser vitrine do setor
para a sociedade”, ressaltou.
Informações e inscrições:
www.bienaldaagricultura.com.br ou no Sindicato Rural do
seu município.
Telefone: (62) 3941-8307
www.senargo.org.br
junho/2011 CAMPO | 15
Ação Sindical
Santa helena de goiás
Balde Cheio
Cerca de 45 pessoas participaram da visita técnica à unidade demonstrativa do programa Balde Cheio, na Fazenda Córrego da
Ponte, em de Santa Helena de Goiás. O objetivo da visita era conhecer o projeto para instalar o programa nos municípios de Cezarina e Gouvelândia. Os presidentes dos Sindicatos Rurais de Cezarina, Sebastião Franco de Almeida e o de Gouvelândia, Luiz
Gonzaga Vieira participaram do encontro, que contou com a presença
do especialista técnico do Programa Balde Cheio, Carlos Eduardo de
Freitas, e do coordenador do programa, Marcos Bragança.
Cocalzinho
Sindicato Rural do Cocalzinho
Bela vista
Aniversário Sindicato Rural
O primeiro aniversário do Sindicato Rural de Cocalzinho foi comemorado no dia 28 de maio, com apresentações culturais, duplas de músicas regionais e com uma palestra sobre associativismo, funções do
sistema sindical e os programas especiais desenvolvidos pelo Sistema
Faeg/Senar, ministrada pelo gerente Sindical da Faeg, Antelmo Teixeira.
Participaram cerca de 250 pessoas entre produtores e familiares. A comemoração foi encerrada com um almoço.
Santa Rita do Araguaia
Festa da produção
De 8 a 10 de julho, o Sindicato Rural de Santa Rita do Araguaia promove
a 9ª Feira Agropecuária (Feiragro). Recheada de atrações, como a tradicional cavalgada que inicia oficialmente o evento, a exposição vai ocorrer
no Parque de Exposições Agropecuária Manoel Rocha.
16 | CAMPO junho/2011
Alerta aos
Sindicatos Rurais
O Sindicato Rural de Bela Vista de
Goiás foi assaltado no início de junho logo após o encerramento da
exposição agropecuária do município. O presidente do Sindicato Rural, Wanderley de Siqueira, contou
que os assaltantes chegaram em
um carro tipo pick up, renderam os
funcionários e um policial que visitava o local e levaram o cofre da
entidade, que continha R$ 20 mil
oriundos dos recursos arrecadados
com a feira. A polícia foi chamada
após a ocorrência e encontrou o cofre vazio próximo ao município de
Trindade. O presidente da entidade
alerta os dirigentes dos Sindicatos
Rurais sobre o ocorrido e pede a
todos que fizeram ou farão exposições que não deixem os recursos
captados na festa na sede das entidades, pois o perigo é real.
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Caçu
Bezerros
trigêmeos
Arquivo Pessoal
O produtor Eder Jofre Rodrigues,
proprietário da Fazenda Olhos
D’Água, situada no município de
Cachoeira Alta, se surpreendeu
com uma vaca da raça girolando
que pariu trigêmeos, um bezerro e duas bezerras. Os animais
nasceram no dia 11 de maio na
propriedade. Uma das bezerras
morreu, mas os outros animais
estão bem.
Formosa
Exposição agropecuária
Caiapônia
O Sindicato Rural de Formosa promove de 21 de julho à 1º de
agosto, a 61ª Expoagro, 40ª Regional e 21º Rodeio profissional
de Formosa. A festa, segundo os organizadores, é considerada
a maior da região Nordeste de Goiás e tem previsão de público
de 250 mil pessoas. A programação da Expoagro é extensa,
com leilões, parque de diversões, provas funcionais, estandes
de automóveis e de equipamentos agrícolas, exposição de
peças de artesanatos, palestras técnicas e ainda contará com
a com a participação de criadores de diversas raças bovinas.
(Colaborou: Cida Spolti)
Rio Verde
Nota de Falecimento
O setor agropecuário perdeu um grande parceiro. No dia 3
de junho, o ex-prefeito de Rio Verde, Paulo Roberto Cunha,
faleceu aos 68 anos, vítima de parada cardiorrespiratória. Ele
estava internado no Instituto de Neurologia de Goiânia desde
o dia 28 de maio. Em sua carreira, Paulo Roberto foi também
deputado federal e fundador da Cooperativa Agroindustrial
dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo). O político deixou a mulher, Maria das Graças, três filhas e seis netos.
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Negociação
do leite
O preço do leite foi pauta de duas
reuniões sendo uma em Caiapônia
(18 de maio) e a outra em Bom Jardim de Goiás (16 de junho). Em ambas foram discutidos os valores que
os pecuaristas de leite irão cobrar
pelo produto. No primeiro encontro, que contou com a participação
dos representantes dos Sindicatos Rurais de Caiapônia, Piranhas,
Bom Jardim de Goiás, Doverlândia e
Arenópolis e de representantes dos
laticínios Vida, Centro-Oeste e Maroca, ficou definido que os produtores venderiam o produto a R$
0,64 por litro resfriado e R$ 0,57
o litro no latão. No segundo encontro, o valor foi renegociado e
o produto passou a valer R$ 0,62
por litro resfriado e R$ 0,55 o litro
no latão. (Colaborou: Rosângela
Domingos)
junho/2011 CAMPO | 17
Jana Tomazelli
Rodovia
Solução
para os buracos
Máquinas trabalhando: A cena que os
produtores rurais aguardavam há anos
Governo estadual lança programas de reconstrução e
conservação da malha viária goiana. Obras vão se
estender até o próximo ano
Fernando Dantas (Especial para a Campo) | [email protected]
H
á 25 anos produzindo soja e milho na região
de Montividiu (GO), a 288 quilômetros de Goiânia (GO), o agricultor Mário Maria Mateus Van
Den Broek faz parte de uma extensa lista de produtores que tiveram perdas e prejuízos por causa das condições das estradas que cortam o Estado de Goiás. Mário
viu parte da produção se perder nas estradas e o preço
dos fretes crescer devido às dificuldades de transporte
de carga nas rodovias, além do perigo de acidentes por
circular em locais que a atenção deve ser mais do que
redobrada.
Na Fazenda Tropical – propriedade de Mário que tem
1,5 mil hectares -, os investimentos foram feitos na busca por aumentar a produtividade. Porém, como ele diz,
o governo pouco tem feito a parte dele. “Nunca houve
um descaso tão grande com as estradas como nos últimos
anos. Buracos por todo lado, perda de grãos nas rodovias,
quebra de caminhões, sem falar dos acidentes que ocorrem
18 | CAMPO junho/2011
periodicamente. Quem sofre muito com isso são os pais
de alunos da zona rural, como funcionários da minha fazenda, que dependem do transporte escolar para que seus
filhos possam estudar. Eles ficam apreensivos com receio
de que algo possa acontecer no caminho até a escola”,
ressalta Mário.
Outro produtor que sabe bem o que é ter prejuízo com
as condições das estradas é João Van Ass, proprietário da
Fazenda Dois J-1, localizada também na região de Montividiu. João depende das estradas para transportar as sacas
de soja e milho para um centro de estocagem, seja em
Montividiu ou outro município. Ele calcula que o prejuízo
com a perda de grãos nas rodovias, por causa dos problemas de estrutura, chega a 10% do total produzido na
fazenda, que é de 150 mil sacas por ano. “A falta de estradas em boas condições afeta a qualidade do produto, que
demora para ser escoado, e traz ônus para toda uma cadeia
produtiva”, garante João.
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Jana Tomazelli
Marconi Perillo durante lançamento do
programa Rodovida. Em destaque, mapa
dos trechos goianos que serão reformados
De onde virá o dinheiro para o Fundo de Transportes
20% da receita própria do Detran – corresponde a 33% do total arrecadado
100% do que é destinado ao Estado de Goiás pelo Cide;
100% dos recursos obtidos com a exploração da faixa de domínio das rodovias;
Parte do ICMS de combustível – incremento da receita.
Para atender às necessidades dos produtores goianos e não
ver toda a produtividade e a riqueza ficarem perdidas em
buracos, já que o Estado é destaque no setor agrícola, o governo de Goiás resolveu mapear as condições das estradas
e traçar planos e programas de melhoria da malha viária.
Levantamento minucioso da Agência Goiana de Transporte
e Obras Públicas (Agetop) revelou, por exemplo, que 26%
das rodovias estão em péssimas condições e 58% são ruins
para tráfego.
Após esse diagnóstico das condições das estradas, o passo
seguinte foi a criação do Fundo de Transportes que irá garantir recursos anuais de R$ 300 milhões a serem aplicados na
manutenção, conservação e melhoria das rodovias estaduais. Aprovado em abril deste ano na Assembleia Legislativa,
o projeto destina verbas que serão aplicadas na recuperação
de 42 trechos de 28 rodovias pavimentadas consideradas
em piores condições, com extensão de pouco mais de 2 mil
quilômetros.
Reconstrução e conservação
A aplicabilidade dos recursos na execução das obras de
melhoria será possível por meio de dois programas destinados a reconstrução e a conservação das estradas, lançados
em maio, em solenidade realizada em Goiânia, que reuniu
autoridades, representantes dos setores agrícola e industrial, além de produtores de todo o Estado. O primeiro recebe, exatamente, o nome de Programa de Reconstrução
de Rodovias Estaduais. Com início previsto para esse ano,
as obras consistem na retirada do pavimento antigo e na
construção de uma nova capa asfáltica, com a sinalização
horizontal (faixas) e vertical (placas). Depois da conclusão
da primeira etapa, a Agetop prevê o início da segunda fase,
que ocorrerá em 2012. Para esse caso estão selecionados 55
trechos em 41 rodovias estaduais, em um total de 2 mil quilômetros.
Somados os dois grupos iniciais do Programa de Reconstrução de Rodovias Estaduais, a Agetop reconstruirá, em
dois anos, quase 42% da malha viária pavimentada. Essa
renovação, enfatiza o presidente da Agetop, Jaime Rincón,
facilitará e vai melhorar o escoamento da produção agropecuária e movimentação de cargas responsáveis pelo abastecimento de produtos diversos.
junho/2011 CAMPO | 19
rODOVIA
Etapa da manutenções
O programa de conservação rodoviária, que foi intitulado Rodovida, visa a manutenção das estradas, por meio de
atividades conservação rotineira e periódica, de obras emergenciais, reparos e execução de pontes e bueiros, sinalização e adequação de rodovias não pavimentadas.
A manutenção integrada atuará na malha pavimentada
e não pavimentada, com cerca de 10 mil quilômetros cada.
Será direcionado ainda para outros tipos de serviços rodoviários como sinalização, na implantação, renovação e reparos
de placas e sinalização horizontal, com a pintura de faixas
no pavimento.
Nas rodovias pavimentadas, o Programa Rodovida atuará
com serviços na faixa de domínio, com roçagem manual e
mecânica, limpeza e pintura de elementos de drenagem de
pontes e bueiros tubulares e celulares, na reconstrução de
taludes de aterro e de corte e na execução de elementos de
canalização de água e de combate a erosões.
Na pista de rolamento serão executados serviços de tapa-buracos, remendos profundos, selagem de trincas e recomposição de elementos de drenagem superficial e a manuten-
ção preventiva com selagem asfáltica, entre outras ações.
Serão executados ainda serviços de reconformação de plataforma, abertura e limpeza de valetas laterais e limpeza de
bueiros, eliminação de pontos críticos, suavização de taludes e aterros de pequena altura e de execução de valetas.
Será feita ainda a conservação e reconstrução de pontes de
concreto e de madeira.
Para o governador de Goiás, Marconi Perillo, os investimentos em infraestrutura na malha viária vão tornar o Estado mais competitivo e possibilitará a geração de empregos
e riquezas. “Empresas que estavam receosas em se instalar em Goiás agora poderão investir sem risco. Ao mesmo
tempo, o produtor terá melhores estradas para escoar sua
produção”, reforça.
Já o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária
de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, destaca que as melhorias e ganhos em produtividade só serão possíveis com
estrutura de qualidade. “Goiás, com os investimentos na recuperação das rodovias, via crescer e se tornar referência no
País”, conclui.
Rodovias que serão reconstruídas em 2011
Fonte: Programa de Reconstrução de Rodovias Estaduais - 2011
20 | CAMPO junho/2011
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Jana Tomazelli
Sistema EM Ação
Solidariedade marca
Dia Mundial do Leite
Representantes da cadeia produtiva
leiteira em Goiás brindam ao Dia
Mundial do Leite
Comemoração teve doações de produtos lácteos e
anúncio de nova linha de crédito para pecuaristas
Francila Calica | [email protected]
E
m solenidade em comemoração ao Dia Mundial do
Leite, no dia 1º de junho, no Palácio das Esmeraldas,
em Goiânia, o setor produtivo leiteiro do Estado doou
as entidades filantrópicas e à Organização das Voluntárias
de Goiás (OVG), 68 mil litros de leite. A ação faz parte de
uma campanha capitaneada por produtores rurais, indústria de processamento e entidades representantes do setor
para a valorização e incentivo ao consumo.
Ao receber a doação entregue pelos presidentes da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário
Schreiner, do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite), Ananias Justino e da Organização
das Cooperativas Brasileiras do Estado de Goiás (OCB-GO),
Haroldo Max, o governador de Goiás Marconi Perillo anunciou investimentos na base do setor produtivo leiteiro.
A Agência de Fomento de Goiás (Goiás Fomento) disponibilizará uma linha de crédito específica e com condições
diferenciadas aos produtores de leite que pretendem investir em tanques de resfriamento, ordenha mecânica e demais
instalações. O governador também sinalizou que poderá retomar a campanha de marketing “Beba Mais Leite” nos
moldes do que foi realizado há cinco anos no Estado.
Ele ressaltou ainda as questões da tributação sobre o
leite e a guerra fiscal que existe entre os Estados de São
Paulo, Minas Gerais e Goiás quando se trata de ICMS. Marconi Perillo garantiu também que buscará alternativas de
arrecadação fiscal que não prejudiquem os produtores e
que aumentar o ICMS sobre o leite goiano é uma medida
que somente será tomada em último caso.
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Atenção às importações
O presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner alertou os presentes sobre a quantidade de leite em pó
que tem sido importada da Argentina provocando um grande desequilíbrio na cadeia leiteira nacional. Somente no primeiro trimestre deste ano as importações vindo do país
vizinho triplicaram. “Isso desequilibra a cadeia e desestimula a produção. O produtor brasileiro para de produzir e o
impacto disso na cadeia nacional é danoso”, disse.
Ele explicou que 10% da população mundial têm sua
principal renda proveniente da atividade leiteira. Somente
em Goiás são 60 mil produtores envolvidos na cadeia. É
uma atividade que emprega, no Estado, mais de 220 mil
pessoas. Hoje, Goiás é o quarto produtor nacional de leite
com uma produção anual de três milhões de litros.
Doações
O presidente do Sindileite, Ananias Justino explicou que
para que a doação fosse possível, cada elo da cadeia láctea
goiana contribuiu de acordo com sua atividade. A Centroleite e seus produtores rurais cooperados doaram 24 mil litros
de leite in natura e os outros 20 mil litros foram cedidos
pelos laticínios Manacá, Marajoara, Compleite e LBR.
A empresa Tetrapak doou as embalagens e as indústrias
Bela Vista, Italac, Marajoara, Manacá fizeram o envase do
produto. Três toneladas de leite em pó foram doadas pela
Nestlé, Itambé e Brasil Foods. Justino explicou que os 68
mil litros doados foram divididos entre a OVG e mais seis
entidades filantrópicas de Goiânia.
junho/2011 CAMPO | 21
Colheita de Algodão
Algodão recupe
Área plantada de algodão aumenta em 87% e consolida
Área plantada
com algodão
em Goiatuba
22 | CAMPO junho/2011
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ra o seu espaço
J Renê / MC Photofilmes
a cultura como a grande aposta da safra 2010/2011
A
falta de algodão no mercado mundial em 2010 resultou em um aumento
na produção brasileira da pluma como há muitos anos não se via. Terceiro
maior produtor do Brasil, Goiás, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi o que apresentou o maior acréscimo no cultivo na atual
safra. A área plantada saltou de 56,7 mil hectares para 106,16 mil hectares, um
crescimento de 87%. A produção esperada é de 423,52 mil toneladas de algodão em caroço, com uma produtividade média de 265,96 arrobas por hectare.
Alessandra Goiaz | [email protected]
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junho/2011 CAMPO | 23
Colheita de Algodão
Preços em queda
Apesar dos altos preços registrados nos últimos meses,
com o início da colheita da safra de algodão, a oferta está
pressionando os preços para baixo, o que é potencializado
com a redução na demanda por parte das indústrias têxteis.
No mês de junho, segundo o Centro de Estudos Avançados
em Economia Aplicada (Cepea), o indicador acumulou baixa
Segudo Marcelo, os preços praticados
são o dobro do que era registrado nas
últimas quatro safras
24 | CAMPO junho/2011
de 9,07% no Brasil.
A colheita da nova safra no Centro-Oeste tem avançado
e, aos poucos, novos lotes da temporada 2010/2011 começam a entrar de forma efetiva no mercado.
Segundo o assessor técnico para a área de cereais, fibras e oleaginosas da Federação da Agricultura e Pecuária
de Goiás (Faeg), Leonardo Machado, diante deste quadro, o
recuo nos valores no mercado interno foi maior que o recuo
no mercado internacional.
“Sendo assim, o cenário é de queda, que deve permanecer até o fim da colheita brasileira”, diz. Porém, conforme o
assessor técnico, não é esperado que os patamares voltem a
ser como antes do pico.
“Mesmo com a queda, os preços pagos ao produtor ainda
estão superiores às médias dos anos anteriores”, acrescenta.
Atualmente, os preços pagos pela pluma de Goiás giram em
torno de R$ 60 a R$ 65 por arroba.
Para o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Marcelo Swart, apesar dos valores terem reduzidos nos últimos meses, os preços ainda
praticados são o dobro do que era registrado nos últimos
quatro anos.
“Esta é uma grande recompensa para aquele produtor
que nunca desistiu da cultura e que, mesmo nos períodos difíceis, acreditava na potencialidade do algodão”, acrescenta.
Swart diz também que o cenário positivo para o cotonicultor nacional estimula o produtor a não somente investir em
novas tecnologias, como também a planejar melhor e com
Casa do Algodão
No Brasil, a realidade é a mesma. Segundo a Conab, no
levantamento realizado em junho, o país plantou 1,391 milhão de hectares, superior em 66,4% à área cultivada na safra 2009/2010. O maior incremento de área foi constatado
na região Centro-Oeste, que participa com 64% no total da
área plantada. A estimativa para a produtividade nacional
também é positiva, segundo o órgão.
Espera-se que o índice de produtividade média do algodão em caroço deverá alcançar 3.774 quilos por hectare, contra 3.634 quilos por hectare obtida na safra passada, o que
representa um incremento médio de 3,9%. Além do fator
clima, contribui para o aumento de produtividade o pacote
tecnológico aplicado pelos agricultores das diversas regiões
do País.
Quanto à produção brasileira de pluma, o acréscimo deverá ser na ordem de 71,8%. Na safra 2009/2010, a produção
totalizou 1,194 milhão de toneladas. Para esta safra, a produção nacional deverá alcançar 2,051 milhões de toneladas.
Em valores absolutos, serão ofertados para o mercado mais
857,6 mil toneladas de pluma.
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orgânicos
mais tranqüilidade a próxima safra. “São investimentos que
refletirão diretamente na qualidade do produto goiano”, ressalta. O produtor aumentou de 2,5 mil hectares para 4 mil
hectares na atual safra.
Porém, apesar do clima favorável, o assessor técnico, Leonardo Machado, lembra que os produtores devem se precaver com o custo de produção da próxima safra, uma vez
que o mercado de insumos tem demonstrado aumento de
preços dos fertilizantes.
Ele comenta também que a proteção contra risco de preço
na negociação do algodão é muito complicada, já que não há
mercado futuro no País para a cultura. “Porém, a proteção
pode ocorrer quando o produtor tem em mãos o seu custo
de produção e avalia a melhor rentabilidade de seu negócio.
Sendo assim, ele tem subsídio para tomar a melhor decisão”, explica.
Com o desenvolvimento crescente da cotonicultura no
País, o produtor tem demandado cada vez tecnologias que
reduzam o seu custo de produção. Por esta razão, os estudos voltados às novas variedades e manejo de produção tem
sido um dos focos na área de pesquisa.
A Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento
Agropecuário de Goiás – Fundação Goiás e a Embrapa Algodão, por meio de seus pesquisadores, desenvolve ao longo
do ano pesquisas nas áreas de algodão safrinha em espaçamento adensado, sistemas de produção, melhoramento genético, entre outros. Produtividade, precocidade, resistência
a doenças e pragas, tolerância a herbicidas e qualidade da
fibra são algumas das características pesquisas nas variedades pesquisadas nas áreas experimentais da Fundação
Goiás.
Segundo o pesquisador e coordenador do Programa de
Melhoramento Genético do Algodoeiro da Embrapa, Camilo Morello, é importante oferecer aos produtores opções de
variedades que possuam características de fibra compatíveis aos interesses deles. “Buscamos dar ênfase às características de grande relevância na produção atual, bem como
buscar inovações que contribuam para uma maior competitividade no futuro”, disse.
Para o presidente da Fundação Goiás, Ronaldo Limberte,
as pesquisas desenvolvidas durante o ano tem como objetivo atender as demandas do produtor. “As pesquisas têm
dado respostas bastante positivas e contribuirá para que o
algodão goiano se torne mais rentável, com maior índice de
qualidade e mais competitivo no mercado”.
Uma dessas variedades pesquisadas e que conquistou o
seu espaço no mercado foi a BRS 293, lançada no ano passado. Ela tem sido bastante utilizada na produção de adensado, mesmo que não tenha sido desenvolvida para esta modalidade. Agora, o que se espera é que nas próximas safras
novas variedades também sejam lançadas no mercado.
J Renê/MC Photofilmes
Pesquisas desenvolvem o setor
Ronaldo Limberte
ressalta a importância das pesquisas para o
desenvolvimento da cultura no Estado
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junho/2011 CAMPO | 25
Colheita de Algodão
Qualificação e Capacitação
Cursos de qualificação e capacitação no setor cotonicultor serão realizados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em Goiás. O projeto de capacitação de
mão de obra para a produção de algodão, que será colocado
em prática já para a próxima safra, tem como meta capacitar no prazo de dois anos 100% dos trabalhadores da área.
Segundo o coordenador do projeto, Cláudio José de Sousa
Pereira, antes que os cursos iniciem nas regiões produtoras,
um diagnóstico sobre a cadeia produtiva do algodão será
feito para levantar quais as principais necessidades do setor.
“De posse desse diagnóstico, uma equipe composta por
técnicos do Sistema Faeg/Senar formatará a estrutura dos
cursos e dos treinamentos”, explica.
26 | CAMPO junho/2011
Cláudio conta que a forma de atuação será nos moldes da atual metodologia aplicada pelo Senar, em
Goiás, com palestras, aulas práticas e outras formas que atendam a demanda da cotonicultura goiana.
“Deverá ser implantado um sistema de controle e acompanhamento do trabalho realizado, com o objetivo de atingir
os resultados esperados. A supervisão de todo o trabalho
será realizado pelo corpo técnico do Sistema Faeg/Senar,
com vistas a ter agilidade em caso da necessidade de ajustes
de ordem técnica e operacional”, acrescenta.
Outros cursos
Além dos cursos e treinamentos específicos para o setor
cotonicultor, o Senar, em Goiás, também oferece curso que
contemplam o trabalhador rural que atuam no setor cotonicultor. Entre eles estão os voltados à operação e manutenção de tratores agrícolas, aplicação de defensivos, operação
de GPS e de máquinas e implementos em plantio direto, entre outros. Todos eles estão na grade de cursos do Senar e
são oferecidos em todos os municípios goianos, por meio do
Sindicato Rural.
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Marcial Leossi
VacinAção
Todo esforço
para atingir a meta
Produtor Gilberto Sant’Anna Filho vacina
o rebanho para prevenir febre aftosa
Governo de Goiás e Agrodefesa colocam em ação todo arsenal para atingir a meta
de 100% de vacinação do rebanho bovino e bubalino goiano contra febre aftosa
Karine Rodrigues | [email protected]
O
governo do Estado de Goiás realizou uma verdadeira força tarefa para a campanha de vacinação
anti-aftosa etapa de maio. O objetivo da mobilização foi vacinar 100% do rebanho bovino e bubalino estadual, composto por 21 milhões de cabeças, contra a febre
aftosa. Se atingir a meta, Goiás estará a um passo de alterar
a estratégia e realizar apenas uma vacinação em animais
adultos com mais de 24 meses de vida. A campanha de vacinação ocorreu de 2 a 31 de maio, mas os dados da etapa
ainda não foram fechados.
Os dados consolidados até meados de julho mostram que
o índice alcançado foi de 98,84%, porém, algumas regionais onde há escritórios da Agrodefesa onde mais de 99%
do rebanho já foi vacinado. Também há municípios que já
alcançaram 100% de vacinação. Segundo o presidente da
Agrodefesa, Antenor Nogueira, estes índices ainda serão
melhorados, pois a equipe está na fase chamada de “arrastão”, onde são feitas as ações pós-campanha para conseguir
finalizar com índices o mais próximo de 100% para todo
Estado. Estes dados foram finalizados no fim de junho, para
a emissão do relatório final ou VA-1.
www.senargo.org.br
Nogueira diz que atingir a meta de 100% de animais vacinados é importante para Goiás, pois a economia do Estado
tem como base o agronegócio. Por esse motivo, manter a
qualidade do produto ofertado aos compradores é essencial
e ter o rebanho sanitariamente correto é necessário. Outra
justificativa apontada é a manutenção do status sanitário
já conquistado para dar continuidade às exportações e conquista de novos mercados.
Ele também ressalta a participação efetiva e o elevado
nível de conscientização do produtor goiano em relação ao
cumprimento da legislação de Defesa Agropecuária, pois
além de vacinar o produtor também fica atento aos que não
vacinam e fazem denúncias.
A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), há
anos doa vacinas anti-aftosa para comunidades rurais carentes. Em 2011, foram doadas 17 mil doses enviadas à Agrodefesa que as remete para as comunidades. A entrega simbólica das vacinas foi feita pelo diretor tesoureiro da Faeg,
Eurípedes Bassamurfo da Costa, ao governador Marconi
Perillo durante a abertura oficial da campanha na etapa de
maio. O evento ocorreu dia 29 de abril na Cidade de Goiás.
junho/2011 CAMPO | 27
Vacinação
Segundo o superintendente Federal da Agricultura em
Goiás, Helvécio Magalhães, atingir a meta é importante,
mas as ações de fiscalização pós vacinação são tão importantes quanto o alcance dos 100% de vacinação. De acordo
com a Agrodefesa, há vários aspectos considerados pelo
Ministério para que o Estado consiga a alteração para a redução de uma etapa da vacinação.
Para atingir as metas a Agrodefesa elaborou um Plano
de Ação que está em andamento. Dentre as ações está o
reforço da vigilância ativa, intensificar a vacinação assistida
e fiscalizada, aperfeiçoar e fortalecer as ações de educação
sanitária, fiscalização e controle mais efetivo na comercialização de vacinas, o estímulo e a consolidação da participação comunitária nas ações de defesa sanitária animal.
A gerente de sanidade animal substituta da Agrodefesa,
Imara Natalli Chagas, afirma que Goiás, com esse nível de
conscientização dos produtores, não enfrenta muitos problemas, como por exemplo, a não vacinação contra febre aftosa. Ela afirma que também não houve problemas de abastecimento de vacinas nesta campanha. A rede de comércio
recebeu neste ano 26,5 milhões de doses de vacina contra
febre aftosa para atender o rebanho goiano de 21 milhões
de cabeças de gado. Goiás é a unidade da federação que
comercializa a maior quantidade de vacinas do Brasil.
Meta
Antenor não acredita na possibilidade de o Estado não
atingir a meta de vacinação. A maior implicação em não
atingir a marca seria a não concessão, por parte do Minis-
28 | CAMPO junho/2011
Jana Tomazelli
Sanidade reforçada
Parte do rebanho do
produtor Gilberto a
caminho da vacinação
no curral
tério da Agricultura, da alteração na estratégia da vacinação
contra febre aftosa dos animais adultos, em apenas uma etapa. “Mas nós acreditamos que a meta será atingida, pois os
dados atuais obtidos, em relação à vacinação, são superiores
aos da etapa de novembro de 2010”, argumenta.
Outro ponto citado pelo presidente da Agrodefesa é de
o Estado não mede esforços para a melhoria do serviço de
defesa sanitária. Ano passado houve concurso público que
fez aumentar o número de fiscais estaduais agropecuários.
“Hoje o Estado que conta com o maior efetivo de fiscais,
no Brasil, só não é maior que o Ministério da Agricultura
(Mapa)”, ressalta Antenor. Outro aspecto importante são
os convênios firmados com o Mapa, onde recursos superiores a R$ 8 milhões foram disponibilizados no início deste
ano e mais de R$ 15 milhões para o final de 2011.
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Queimadas
Lavoura à prova
de chamas
Parceria entre Sistema Faeg/Senar e Corpo de Bombeiros
orienta produtores a utilizarem medidas que protejam a
propriedade rural contra incêndios
Fernando Leite
Rhudy Crysthian | [email protected]
Plantação de cana, em Goiatuba, acometida pelos incêndios.
Em 2010, houve registro de 4 mil focos no Estado
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junho/2011 CAMPO | 29
Queimadas
C
om a intensificação da temporada de seca aumentam também os riscos de incidência de incêndios no
campo. As queimadas causam empobrecimento do
solo, perda de fertilidade, poluição, destruição de redes de
eletricidade e cercas, acidentes rodoviário, prejuízos financeiros e ecológicos. Só no ano passado, ocorreram mais de
quatro mil focos de incêndio em todo o Estado. De acordo
com dados do Corpo de Bombeiros Militar de Rio Verde,
esses foram apenas os casos registrados. Se considerados os
incidentes não registrados, esse número pode dobrar.
Os produtores devem ter cuidado com as portas de entrada dos focos de incêndios. As áreas próximas a rodovias,
estradas rurais e perto de cidades são consideradas regiões
de alto risco. Em áreas com palhadas, pasto de capim intenso e lavouras secas em geral o perigo é ainda maior devido
à facilidade que esse material tem em espalhar as chamas,
servindo assim de combustível para o fogo.
Segundo o comandante da Operação Cerrado Vivo 2011,
major Douglas Castilho de Queiroz, do Corpo de Bombeiros
e Militar de Goiânia, a expectativa é que o período de seca
este ano seja menor que no ano passado, mas ainda assim
maior que em 2009. A Operação Cerrado Vivo começou em
maio e se estende até o final de outubro. Ela tem como
objetivo prevenir e combater focos de incêndios no campo
e na cidade.
Medidas
Em junho, o Sistema Faeg/Senar, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, preparou uma cartilha que visa orientar
produtores rurais e cidadãos a prevenirem incêndio nas áreas com cobertura vegetal. O material orienta também produtores rurais a manter equipamentos de combate às chamas
em bom estado, manter acesso livre às fontes de água nas
propriedades rurais, cuidados com o aumento de doenças
respiratórias devido às queimadas entre outras orientações.
Serão distribuídas 20 mil cartilhas.
Foi lançado também o Programa de Gerenciamento de
Incêndio (PGI). Trata-se de um sistema que será implantado nos sindicatos rurais para registro e identificação dos
focos do incêndio. Foi apresentado ainda o programa de
treinamento que o Corpo de Bombeiros vai ministrar para
produtores rurais, patrocinado pelo Senar, em Goiás. O curso terá por objetivo preparar brigadas nas propriedades para
combater os incêndios em áreas com cobertura vegetal.
Prevenção é o melhor remédio
Aceiros são as principais formas de blindar a propriedade
rural contra incêndios criminosos ou acidentais. Os aceiros
devem ser feitos no início do período seco, época recomendada para prevenir a entrada do fogo em pastagens e nas
matas. Recomenda-se fazer os aceiros ao longo de cercas
divisórias com outras fazendas, cercas divisórias de pastos
e junto a estradas.
De acordo com o major Douglas, ao longo das cercas,
é recomendável que se limpe uma faixa de quatro vezes a
altura da vegetação existente naquela área. Por exemplo: se
naquele território o capim for de um metro de altura essa
faixa deve conter quatro metros de largura.
“Nessa fase, o produtor deve raspar totalmente o capim
e deixar a área em solo aberto”. O produtor pode usar as
máquinas agrícolas como apoio nessas operações.
Ele recomenda ainda que ao lado dessa faixa, mais próximo na área cultivada, o produtor deve roçar um trecho
equivalente a cinco vezes a largura da área raspada. Ou seja,
se a área raspada foi de quatro metros de largura, essa deve
ser de 20 metros de largura. “Não existe uma receita para
se fazer um aceiro, mas essas medidas ajudam o produtor a
proteger sua lavoura ou pasto”.
Jana Tomazelli
Major Douglas mostra um aceiro
recomendado pelos Bombeiros
30 | CAMPO junho/2011
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Outros métodos
mais utilizados
Nem só de aceiros se protege uma lavoura das queimadas. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Goiás,
é importante o produtor manter os caminhões tanques,
que transportam água dentro das propriedades, sempre carregados nesse período do ano. Outra medida
indispensável é fazer o treinamento dos funcionários da
fazenda para que possam realizar este trabalho de controle e combate aos focos de incêndios.
Os bombeiros orientam o produtor ainda a manter
uma rede de contatos com telefones e meios de localização mais eficientes dos proprietários e gerentes das
fazendas vizinhas. Isso ajuda o produtor a se manter
atualizado quanto à proximidade e agressividade das
chamas ou até a alertar os vizinhos sobre os riscos de
que essas chamas se alastrem para outras localidades.
“Vale lembrar que os equipamentos de combate a incêndios devem estar sempre em boas condições e em
quantidade adequada para atender à demanda da propriedade”, alerta o major Douglas.
O produtor deve deixar preparado o acesso de veículos do Corpo de Bombeiros a tanques de água ou represas para abastecimento. “É preciso mapear quais são
as áreas de risco, cuidar dos aceiros e corredores, ter
em mãos dados meteorológicos como direção do vento, temperatura e mapear pontos de abastecimento de
água”, completa o coronel do Corpo de Bombeiros de
Rio Verde, Cleber Cândido.
Depois de tomar todas as medidas, caso o produtor
não consiga evitar que as chamas de outras áreas rurais
adentrem sua propriedade, ele deve chamar o Corpo de
Bombeiros imediatamente. “Ao chegar ao local, terá que
unir forças entre os funcionários da fazenda e utilizar
os equipamentos que a propriedade dispõe, juntamente
com os nossos materiais, para conter o fogo”, orienta o
coronel.
Sete mandamentos que podem
proteger sua fazenda dos incêndios
1- Manter os caminhões
tanques que transportam
água nas fazendas sempre
abastecidos
nesse
período do ano
2- Treinar os funcionários
da
fazenda
para
combater e controlar os
focos de incêndios
3- Manter uma rede de
contatos das fazendas vizinhas
4- Manter os equipamentos de combate a incêndios sempre em boas
condições e em quantidade adequada
5- Deixar preparado um
acesso de veículos a tanques de água para abastecimento.
6- Ter em mãos dados
meteorológicos como direção do vento, tempe-
Aceiro ideal
ratura, tanques de água,
É recomendável que o produtor raspe totalmente o ca-
etc.
pim em uma faixa de largura quatro vezes a altura da
vegetação existente ao longo da cerca. Ao lado dessa
faixa, mais próximo à lavoura, o produtor deve roçar
7-
um trecho equivalente a cinco vezes a largura da área
abastecimento de água
Mapear
pontos
de
raspada. O produtor pode e deve usar as máquinas
agrícolas como apoio nessas operações.
Fonte: Corpo de Bombeiros de Goiás
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Fonte: Corpo de Bombeiros de Goiás
junho/2011 CAMPO | 31
Custo irrelevante
Custo Abafadores
Questionado sobre o alto custo de manter equipamentos e realizar os aceiros adequados na propriedade, o major
Douglas lembra que o que deve ser levado em consideração
são as perdas e danos. “Se, por exemplo, o aceiro estiver
ladeando uma grande lavoura, vale o investimento em proteção. Isso sem contar as implicações legais que o produtor
pode enfrentar caso o incêndio atinja uma área de preservação ambiental”, alerta.
.
Recentemente, os bombeiros elaboraram a fabricação
própria de abafadores, gerando economia de até 900% em
comparação aos abafadores comprados no mercado. Um
abafador no mercado, vindo de São Paulo, custa em média
R$ 98 enquanto um fabricado seguindo as orientações dos
Bombeiros fica por menos de R$ 10. O equipamento é feito
com borracha de máquinas de esteira inutilizada, bastão de
alumínio e parafusos.
.
.
Fonte: Corpo de Bombeiros de Goiás
32 | CAMPO junho/2011
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Adriano Maciel
Delícias do campo
Receita elaborada
por Adriano Maciel,
instrutor de Cozinha
Rural do Senar
Peixe assado no
vinho tinto suave
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Ingredientes:
Modo de fazer:
1 peixe (peça inteira), tipo tambaqui,
caranha ou tucunaré
2 copos de vinho tinto suave
½ copo de vinagre balsâmico
4 cebolas grandes cortadas em rodelas
Coentro picado
Tempero a gosto (sal, alho, pimenta
bode amassados)
Pegue o peixe, preferível sem escama, fazer tiras
de corte transversais no dorso. Passe o tempero
no peixe por dentro e por fora, principalmente nos
cortes. Coloque o peixe em uma forma, misture o
vinho com o vinagre balsâmico e molhe o peixe
por dentro e por fora. Deixe descansando na geladeira por em média 12 horas, sempre virandoo e cobrir com um plástico para melhor pegar o
tempero. Após o descanso, coloque a cebola cortada em rodelas e o coentro dentro do peixe. Faça
uma cama na forma com rodelas de cebola grossa
e coloque o peixe em cima para assar com papel
alumínio por cima. Leve ao forno pré-aquecido e
deixe em média por 60 minutos em 150º C. Em
seguida, retire o papel alumínio e deixe em média mais 60 minutos na mesma temperatura e está
pronto para servir.
junho/2011 CAMPO | 33
caso de sucesso
Jana Tomazelli
Produtor de galinha caipira de Anápolis, Carlos Gomes, com gaiola
de pintos que aprendeu a fazer durante curso do Senar
Galinhas dos
ovos de ouro
Informações repassadas em cursos e treinamentos
do Senar ajudam produtores e criadores de galinha
caipira a se profissionalizarem
Rhudy Crysthian | [email protected]
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A
s mudanças nos hábitos alimentares das
pessoas têm causado um aumento na busca por produtos de origem mais natural.
Essa demanda por alimentos naturais, orgânicos
ou de cultivo mais ecológico abre uma nova possibilidade para pequenos e médios produtores agrícolas que não teriam como competir com o sistema
industrial convencional. Essa exigência do mercado
tem estimulado produtores a se voltarem para a
atividade de produção de alimentos alternativos,
como a galinha caipira.
Engana-se quem avalia a criação de frango e de
galinha caipira como uma atividade condenada ao
prejuízo. Pelo menos não é mais. Se bem planejada e administrada, e com a utilização do manejo
correto, a produção de carne e ovos caipiras pode
alcançar excelente lucratividade. Foi o que percebeu o pequeno produtor de Anápolis, Carlos Gomes Santos Neto. Depois de seis meses amargando
uma baixa lucratividade, ele descobriu o curso de
Criação e Manejo de Frango e Galinha Caipira promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem
Rural (Senar), em Goiás.
Como para todo bom empreendimento é preciso olhar adiante, Carlos foi buscar no curso do
Senar medidas para aprimorar seus conhecimentos
profissionais no manejo de galinhas caipiras. Ele
conta que aprendeu técnicas de manejo, mistura
de ração, como evitar doenças, construção de alojamentos como gaiolas, galpão de criação, gaiola
de pintinhos e formas mais adequadas de criação.
Segundo o criador, depois que passou a usar
as técnicas aprendidas durante o curso, ele conseguiu aumentar sua comercialização de 150 para
200 aves por semana. Se cada ave pesa em média
1,8 quilo, esse aumento representa um crescimento
de 90 quilos de carne vendida a mais por semana.
“Um dos exemplos de técnicas que aprendi foi que
a criação semi-extensiva é menos onerosa porque,
com o cultivo no pasto, o animal consome menos
ração”, conta.
Ele explica que conseguiu esse aumento nas
vendas porque durante o curso aprendeu, além da
seleção e classificação dos ovos, sobre comercialização do produto final. Bem como, os sistemas
de criação e o manejo de poedeiras e de frangos
de corte.
Sem amadorismo
O instrutor do Senar, Gustavo Milanez, explica que nos três dias de curso o produtor aprende
também as medidas mais adequadas de higiene no
trato com os animais entre outras técnicas. “Esse
curso acaba com o amadorismo do produtor. Ele
aprende até a construir os próprios equipamentos
e alojamentos das aves.”, comenta.
Durante o treinamento, o instrutor conta que
em algumas propriedades eles conseguem administrar erros grosseiros que os produtores cometiam antes de conhecer o curso. “Houve um caso
em que um produtor não estava conseguindo fazer com que os ovos chocassem. Ele investiu em
chocadeiras novas achando que o problema era no
equipamento, mas em uma análise nos ovos pudemos constatar que o problema estava na mistura
de um ingrediente que ele acrescentava na ração e
não estava possibilitando que as gemas ganhassem
consistência adequada para fecundar”, relata.
Como participar
Os interessados em treinamentos e cursos
do Senar Goiás no município de Anápolis devem entrar em contato com o Sindicato Rural
pelo telefone: (62) 3311- 5055
www.senargo.org.br
junho/2011 CAMPO | 35
Cursos e treinamentos
EM MAIO, O SENAR PROMOVEU
210
25
Na área de
agricultura
CURSOS E TREINAMENTOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL
70
9
Em atividaNa área de
de de apoio
silvicultura
agrossilvipastoril
1
5
Na área de
Na área de
agroindústria aquicultura
70
Na área de
pecuária
30
Em atividades
relativas à
prestação de
serviços
Marcus Vinicius
Capacitação
Feminina
Fátima Araújo | [email protected]
E
ducadoras do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em Goiás, participaram da capacitação do programa
Com Licença, Vou à Luta, promovido pelo Sistema CNA/
Senar, em Brasília. Com esta qualificação, as profissionais estão
preparadas para alavancar os trabalhos no Estado, atendendo prioritariamente as demandas originadas pelas Comissões de Mulheres Produtoras Rurais de Goiás. O Com Licença, Vou à Luta tem o
objetivo de capacitar mulheres rurais para as atividades de gestão
do próprio negócio ou contribuir no gerenciamento dos negócios da
família. Com iniciativas como esta, o Sistema Faeg/Senar pretende
qualificar continuamente a família do produtor rural, de maneira
que cada vez mais a mulher assuma o devido papel de colaboradora
junto a sua propriedade, agregando não apenas renda, mas, acima
de tudo, eficiência às atividades desempenhadas no campo.
71
29
Alimentação
e nutrição
Fátima Araújo é pedagoga,
supervisora da Promoção Social
e coordenadora Pedagógica do
Senar, em Goiás
CURSOS E TREINAMENTOS NA ÁREA DE PROMOÇÃO SOCIAL
7
Organização
Comunitária
6
Saúde e
Alimentação
8
Prevenção
de acidentes
21
Artesanato
2.223
PRODUTORES E
TRABALHADORES
RURAIS
CAPACITADOS
Campo Aberto
O desafio
da cana-de-açúcar
sustentável
Alexandro Alves | [email protected]
Itamar Sandoval
D
Alexandro Alves
é engenheiro
agrônomo e assessor técnico da
Faeg para a área
de cana-de-açúcar
e bioenergia.
iante do quadro de crise
na oferta de etanol no
País, volta à tona a questão da melhoria na produtividade da cana-de-açúcar, porém,
os aspectos ambientais também
têm sido relevantes. Assim como
qualquer cultura, a da cana-de-açúcar também apresenta custos
ao meio ambiente e estes precisam ser muito bem avaliados, já
que vivemos em um mundo cada
vez mais exigente em sustentabilidade. O uso de fertilizantes, o
consumo de água, a participação
da cultura da cana na dinâmica
dos gases liberados na atmosfera
e as adversidades climáticas cada
vez mais frequentes são os principais desafios a serem enfrentados no cultivo da matéria-prima
do etanol.
Pelo fato da cultura fazer parte
de uma matriz energética considerada limpa, pesa sobre ela uma
responsabilidade ambiental ainda maior, pois o etanol é considerado um combustível limpo e menos agressivo ao meio ambiente
em detrimento aos danos causados pelos combustíveis fósseis.
A cana-de-açúcar no Brasil
está concentrada em áreas com
boa distribuição de chuvas, terras
de qualidade e condições climáticas que tornam o cultivo apto.
Na maioria dessas áreas, não há a
necessidade de irrigação. Apesar
disso, condições climáticas ad-
38 | CAMPO junho/2011
versas como a seca têm afetado
os canaviais em algumas regiões,
como se verificou em 2010. Ao
contrário do que muitos pensam,
a cana-de-açúcar necessita de
menos água em relação a outros
vegetais, como soja e café. Isso é
extremamente relevante uma vez
que a água tem se tornado um recurso escasso.
Mesmo nas regiões em que a
irrigação é necessária, como no
Centro-Oeste, a irrigação da cana
não é feita em regime intensivo.
Em Goiás, por exemplo, é feita
apenas uma irrigação de salvamento para provocar a germinação ou a brotação da planta.
Por outro lado, a irrigação
constante pode aumentar a produtividade. Experimentos realizados com algumas variedades
específicas sob irrigação plena
possibilitaram a produtividade
de até 300 toneladas por hectare.
Algumas variedades atuais conseguem, em primeiro corte e sob
condições normais, até 150 toneladas por hectare. Obviamente
que esse aumento de produtividade pode reduzir a área plantada e diminuir outros impactos ambientais, mas o desafio é
produzir uma cana tão produtiva
com menos água.
Pesquisas com melhoramento
genético realizadas por várias
entidades, incluindo a Embrapa,
têm procurado desenvolver varie-
dades resistentes à seca, o que
pode contribuir em muito com
a diminuição do uso de água na
produção e promover a abrangência do plantio em áreas ora
condenadas pelo zoneamento de
risco climático.
De um modo geral, a indústria
da cana-de-açúcar e os produtores independentes têm se preocupado com a preservação das
águas superficiais e lençóis freáticos, principalmente quando se
usa subprodutos contaminantes,
como a vinhaça que é reaproveitada como fertilizante. Além do
mais, a política de uso de fertilizantes também tem mudado,
através do uso de mais adubação
orgânica nos canaviais, já que o
excesso de fertilizantes aplicados
no solo é uma preocupação tanto
econômica quanto ambiental.
Como maiores produtores de
cana-de-açúcar do mundo, temos
avançado nas pesquisas para
desenvolvimento de variedades
cada vez mais produtivas, ao
mesmo passo que procuramos
alternativas para tornar a cultura
mais sustentável. Porém, há muito ainda o que se investir. Acreditamos que poderemos mostrar
ao mundo as potencialidades
dessa cultura e que pode mudar
os rumos da segurança energética mundial com a oferta cada vez
maior de combustíveis mais limpos e sustentáveis.
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