DEZEMBRO | JANEIRO | FEVEREIRO | 2010|11 ISSN 1646-6284 39 39 Ficha Técnica Propriedade Santa Casa da Misericórdia de Aveiro Rua de Coimbra, 27 3810-086 Aveiro Direcção e Coordenação Mesa Administrativa Telefone 234 426 732 Fax 234 426 278 E-mail [email protected] Tiragem 500 exemplares ISSN 1646-6284 Execução Gráfica Officina Digital - Aveiro Dezembro | Janeiro | Fevereiro | 2010|2011 Capa Portal da Igreja da Misericórdia de Aveiro antes da alteração efectuada em 1920 http://3.bp.blogspot.com/_41atM6J-2L8/Sa1AcdtavgI/AAAAAAAAAIA/5cOPp0XOhy4/s1600-h/Pc_República_06.jpg editorial De repente o País deu conta que existem inúmeros idosos que vivem sozinhos, que adoecem sozinhos e que morrem sós. De nada valeram os alertas para os ataques que se fizeram e fazem à instituição família, para as consequências inerentes ao aumento da esperança de vida e, sobretudo, para a solidão que para muitos chega cada vez mais cedo. Lentamente fomos perdendo os laços de sentimentos, hoje ditos antiquados, de família, de vizinhança, enfim de proximidade. Não nos preparámos para o que aí vinha e que, de um momento para o outro, demos conta que já cá estava. As conquistas tecnológicas (telefones, telemóveis, televisão, etc.) não substituíram aquilo que íamos perdendo de carinho, atenção e amor ao próximo e o que as actuais condições de vida nos proporcionaram, de aparentes facilidades, apenas confirmam que a nossa condição humana está seriamente prejudicada quando alinhamos pelos estreitos caminhos a que a muita falta de humildade e bom senso nos conduzem. Há muito que se sabia que chegaríamos à primeira década do século vinte e um com elevado número de pessoas com idade superior a setenta anos e que novas doenças do foro demencial estariam presentes. Igualmente foi sendo referido, amiúde, o aumento de pessoas sós e, dizemos nós, de indivíduos carentes de afectos, individualistas por consequência de uma vida que perdeu muitas das âncoras familiares. Afinal hoje a dura realidade de muitas vidas é o abandono, a solidão e uma total impessoalidade na relação com as instituições públicas. Só assim foi possível que os apelos da vizinha e do familiar da senhora, que esteve cerca de nove anos morta no seu apartamento, não tivessem eco nas polícias e nos tribunais. A luz estava acesa e não foi paga, cortou-se sem avisar; os vales da mísera reforma foram devolvidos, deixaram de ser emitidos; a caixa do correio foi enchendo, foi-se vazando para o chão; e como o IMI não foi sendo pago resolveu-se o problema, sem citações, avaliações e verificações para uma venda judicial cujo estabelecimento de preço deverá fazer jurisprudência. Lamentar tanta passividade não basta pois muitas têm sido as promessas de protecção social mas a realidade é de solidão e abandono. O modelo de sociedade que construímos e, que continuamos a construir, não segurou valores e, paulatinamente, foi enfraquecendo e desestruturando as famílias através de leis fracturantes e, normalmente, sem ter em conta a nossa cultura de solidariedade. A culpa é de todos nós e sobre nós cai toda a responsabilidade de não nos demitirmos e questionar sobre o que podemos fazer para evitar tanta burocracia e obviar tanta impessoalidade por parte do Estado. Não temos dúvida de que a situação vai piorar pois além do envelhecimento da sociedade, são cada vez mais os divórcios e os abortos e cada vez menos os casamentos e os nascimentos. O facto de os filhos aparecerem cada vez mais tarde, o facto de os filhos saírem de casa dos pais também cada vez mais tarde (se saírem) e o facto de cada vez existirem mais famílias monoparentais, estas realidades vão trazer consequências que, aliadas ao envelhecimento da população, só serão enfrentadas através do fortalecimento da instituição família, de associações, de paróquias, do verdadeiro espírito de bairro e redes de vizinhança. É aqui que o nosso papel será fundamental ao consciencializar para o fortalecimento de voluntariado capaz de travar o desaparecimento da solidariedade de proximidade. Além de prepararmos as nossas instituições para um amanhã muito próximo, temos o papel de travar a desumanização do Estado trazendo mais vida à sociedade, alertando para onde nos levam os caminhos tortuosos por onde certas orientações legais nos conduzem. Como alguém disse vale mais uma vida que uma dívida. Sabemos que o Estado nunca fará tudo ou seja a responsabilidade social não começa nem acaba no Estado, como referiu a Dra. Leonor Beleza, mas existem pequenas coisas que são constantemente vilipendiadas por medidas que em nada contribuem para a consolidação dum espírito solidário. Quer se queira, quer não se queira as nossas origens culturais cristãs proporcionaram aos nossos antepassados a sobrevivência a catástrofes, peste, pobreza generalizada, ditaduras e outras formas de opressão do nosso povo, a negação desta realidade, através da introdução de directivas contrárias, atacando as famílias e a nossa essência colectiva (cada vez mais o eu está acima do nós), conduz à exclusão, ao abandono e à solidão. Não foi por acaso que os chefes europeus deixaram cair, na redacção proposta por Giscard d’Estaing, a referência à cultura cristã da Europa… O Provedor Dr. Lacerda Pais Acta da decisão do local para a construção da casa da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, na Rua das Laranjeiras Portal da Igreja da Misericórdia de Aveiro (aspecto actual) sede da santa casa da misericórdia Acta de 20 de Novembro de 1598 “Aos vinte dias do mês de Novembro de mil e quinhentos e noventa e outo anos, em esta vila dav.rº e caza da mîa estando em meza o Snõr provedor dioguo doliv.rª e deputados dela por eles todos juntos em a dita meza foj praticado omde seja bem fazer a nova caza da mîa que hora querem fazer dos quatro mil cruzados que Sua mg.d lhe tem consedidos para isso e por m.ell pães bunycho deputado da meza e escrivão que foj o ano pasado da caza foj dito que o provedor migel prz pericão que foj o dito ano pasado tratando se na dita meza onde serya bom fazer se a dita caza da mia se asentou que se chamase a irmendada e que com seu pareser se tomarya o sityo onde se dvia fazer para o que foj junta toda a irmendada e aos mais votos se asentou que fose na rua derejta desta vila do canto da rua das Larangeiras hate as cazas de Salvador dias por ser m.to bom sytyo e ficar na primcipal rua do que se fizera assento no lyvro do ano pasado o qual assento foj visto pelo Snõr provedor e deputados da meza e acharão ser assim pelo que asentarão todos que a djta caza da mja se fizese na dita Rua derejta do canto da rua das larangeiras ate as cazas de salvador dias pois assim ficara asentado do ano pasado e assim lhes paresia a eles bem fazerse ahy a djta mia e de como assim o asentarão asinarão aqui todos Sebastião da rocha p.tell escrivão da caza o escrevj. Diogo de Oliveira; Manuel Mateus; Gaspar Simões; João Pinto; Manuel Pais Bonicho; António Rangel; Simão Lopes; Sebastião da Rocha Pimentel; Manuel Fernandes.” Arq. da SCMA, Livro de registo de actas, 1585-1610, PT-SCMA/B/01/1 3 Contrato celebrado entre a Misericórdia de Aveiro e o mestre Gregório Lourenço, arquitecto do Porto, em 1600 sede da santa casa da misericórdia 4 “Anno do nascymentode nosso Snõr Jesus X.põ de mil e seis sentos annos aos seis dias do mês de Julho na villa Aveiro e na casa do despacho da Santa myzericordia della na mesa estando juntos o Snõr p.º de Tavares provedor da dita casa e joão Roiz feras joão Rib.rº Gaspar de couros camelo pêro Figueiredo e m.ell castanho deputados e conselheiros da dita meza e da menor condisão domjngos marques bertolameu frz Gaspar simõis pêro frz e g.lº frz p. o dito provedor e irmãos foi mãodado vir a dita mesa Gregório Louremso morador na cydade do porto arquyteto pêra consertarem com elle sobre aver de ser mestre das obras da casa nova da Mia desta villa q. ora se comesa nella e tratado do q. se lhe avia de dar p.ª assim ser mestre das ditas obras e as fazer pella trassa q. tem feita e se vio na dita mesa asentarão com elle q. lhe darião p. todos os dias q. andasse na dita obra quatorze vinteis p. cada hû dia e o mesmo pello q. gastasse da vinda do porto a esta villa e da ida com lhe pagarê mais a cavalgadura e barquo e o dito p.esso seria sequo sem lhe dare nê de comer ne de beber, e alem do sobredito pres- so de quatorze vinteis p. dia lhe darão mais cada hû anno de porpina desasseis mil Rs e semdo caso q. a obra não ande p. qualquer causa q. Seia lhe pagarão a dita porpina pro rata a respeito do que a dita obra andou e elle mestre será obrigado a vir a dita obra a darlhe a ordem nessessaria e ao q. comprir todas as vezes q. for chamado e não vindo por sua culpa e detendo se a obra mais de quimze dias p. esse respeito se poderá chamar outro mestre a comta da porpina dos dezasseis mil Rs. E o dito mestre se obrigou a comprir assim p. sua pessoa e beis q. obrigou e de cllararão q semdo caso q a obra ande p. diante nove meses do anno q em cheio lhe pagarão a dita porpina e não lhe descomtarão nada dos tres meses q. deixar de amdar p diamte e quando não amdar mais tempo q. os ditos tres meses emtão se lhe descontara da dita porpina porrata todo o tempo q. deixar de amdar p. diamte como dito he e desta maneira mãodarão fazer o p.te auto de obrigassão q assinarão ao diante assim elle provedor como os deputados e conselheiros – manoel pães bonycho o escrevy.” Arquivo da SCMA, Livro do dinheiro e gastos da obra Casa Nova da Misericórdia, 1599-1601, PT-SCMA/C/07/1 A Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro Alteração da fachada “A igreja da Misericórdia construiu-se «num sítio elevado»1, local condizente com aqueles ditames que se foram desdobrando e chegando até nós. Se hoje as escadas lhe roubam projecção no espaço circundante e rapidamente, sem o espaço-convite, o espaço-contemplação, nos conduzem ao templo ou quase nos precipitam para o passeio público, outrora ligaram-se a um pequeno adro e, posteriormente, a um terraço mais dimensionado protegido por grades, afinal espaços de reunião, de conglomeração - o plano intermédio. A propósito da entrada principal, F. Ferreira Neves refere que uma escadaria em pedra «com um pequeno adro junto à porta»2 permitia o acesso à igreja. José Ferreira da Cunha e Sousa refere-a também na sua «Memória de Aveiro no Século XIX»3. Este manuscrito, datado de 9 de Novembro de 1908, era, então, propriedade de Francisco Ferreira Neves, que o apresenta e divulga uma breve biografia do seu autor nos números do Arquivo do Distrito de Aveiro antes referidos. Cunha e Sousa, na «espécie de prefácio», explicita a razão do seu escrito - «dar à nova geração uma idea do que era Aveiro no primeiro quartel do século passado, e até ao ano de 1834», mas sem explicar a razão deste marco cronológico, que, com razão ou não, associamos ao Decreto de 30 de Maio e consequente extinção das ordens religiosas. No entanto, remete frequentemente para alterações ocorridas em anos posteriores, acompanhando, certamente, o ritmo do seu escrito. Na citada «Memória […]», Cunha e Sousa refere que a «entrada para a igreja da Misericórdia não era como agora está, mas simplesmente constava de uns degraus de pedra, em frente da porta principal»4. De facto, em 1850, ter-se-ia substituído este conjunto por dupla escadaria, colocada em cada um dos lados da fachada, que conduzia a um terraço envolvido por singelas grades de ferro. Marques Gomes publicou uma fotografia com esta alteração5, existindo também uma outra imagem daquela escadaria na colecção de Aníbal Ramos (secção Amadores). Ferreira Neves, em nota ao texto de Cunha e Sousa, salienta que aquele «sistema de entrada para a igreja por um patamar servido por duas escadas foi 1- Francisco Ferreira Neves, «A Igreja da Misericórdia de Aveiro» , Arquivo do Distrito de Aveiro, vol. XXVII, Aveiro, 1967, p. 20. 2 - Ibidem 3 - Publicada no Arquivo do Distrito de Aveiro, vol. VI, n.os 22,23,24,1940. 4 - ADA, n.º 23, vol. VI, 1940, p. 192. - ADA, n.º 23, vol. VI, 1940, p. 192, nota 1. 5 -Veja-se o artigo «Igreja da Misericórdia de Aveiro», Campeão das Províncias Gornal de Aveiro), nº 5466, de 22 de de 1905, reproduzido na integra no mesmo jornal n.o 6834, de 3 de Março de 1923 e apenas excertos em «A Igreja ic6rdia», A Arte e a Natureza em Portugal, vol. IV, ed. Emilio Biel e C·, Porto, 1904 e F. Ferreira Neves, ADA, vol. XXXIII, n.o 129,1967, p. 20. Projecto da alteração do pórtico da Igreja (Ernesto Korrodi, 1920) (PT-SCMA 1 H/06/01/01) çonaria14. A reforma do ensino artístico e industrial de Emídio Navarro trouxe-o até Leiria, onde casou, ficando assim mais profundamente ligado a Portugal, que reconhece como sua segunda pátria, mas onde sente a pequenez do meio e da política de pouca atenção aos assuntos «historico-artísticos», afirmando que o país ainda não teria chegado ao ponto em que a Espanha se encontrara há meio século. É isto que nos revela o texto da carta que escreveu, em 1901, (apenas com 30 anos), a Sousa Viterbo, como resposta ao pedido da sua biografia para constar do «Diccionario». Aí declara ser um interessado pelo estudo «dos monumentos antigos do país» e menciona o trabalho Estudos de reconstrucção sobre o Castello de Leiria (Reconstituiçãao graphica de um notavel exemplo de construção civil e militar portuguesa), um estudo sobre «os restos ainda existentes de uma igreja byzantíno¬latina, hoje capella lateral do extincto convento de S. Francisco, nos arredores de Braga» e ainda a reconstrução dos «paços ducaes» de Barcelos, a instalação de um museu e uma biblioteca, bem como muitas outras notas sobre monumentos antigos do país. Foi igualmente um convicto defensor da criação dos museus municipais, proposta, por Sousa Viterbo15, em artigo do Diário de Noticias. A monografia de Lucília Verdelho da Costa leva-nos pela personalidade e obra de Korrodi que aquela investigadora considera um dos melhores cultores do gótico «arqueológico» em Portugal. Em Aveiro, liga ao professor e arquitecto suíço o projecto do edifício dos Arcos (1903), apesar de ter sido atribuído a Francisco da Silva Rocha e assinado por este; refere que, de facto, «é de Korrodi - o qual, muitas vezes, “dava uma mão” a este artista, professor da escola de desenho industrial de Aveiro e, portanto, seu colega, amigo e colaborador».”16 6 - ADA, n.º 23, vol. VI, 1940, p. 192, nota 1. 7 - ADA, vol. XXXIII, n.o 129,1967, p. 21. 8 - O Democrata, em 6 de Dezembro de 1930, noticia o alargamento da rua em frente dos Paços do Concelho, satisfazendo, desta forma, as necessidades criadas pelo acréscimo do trânsito automóvel. Os arranjos implicaram escavações que fizeram aparecer assadas de cadáveres outrora enterrados na matriz de S. Miguel e no seu átrio; implicaram ainda a substituição dos «candieiros gigantes [. . .] substituidos pelos quatro modernos e elegantes» e das árvores já «deformadas e inestéticas» (Acta de 4 de Dezembro de 1930) protegidas por grades, que, naquele acta, se decidiu encomendar às firmas Alberto Jerónimo, do Porto, e João André da Paula Dias, de Aveiro. 9 - ASCMA, projecto assinado por Korrodi. 10 - Sobre esta alteração não encontrámos qualquer registo em documentos do ASCMA.. 11 - Compulsadas as actas até 1931 não mais voltou a ser referida a obra da Misericórdia. 12 - Câmara Municipal de Aveiro, Arquivo Histórico, Livro de Actas das Sessões, n.º 1, a começar em 1910, fi. 157v. 13 - A notícia alude a outras obras importantes: «Na nova avenida e outros pontos da cidade teem tido grande incremento as obras particulares iniciadas, não restando, por esse facto, duvidas ácerca da transformação por que A veiro está a passar e a dever colocar dentro em breve a par das melhores terras do país». Além da actual Avenida Or. Lourenço Peixinho, procedia-se, então, à substituição do mercado Manuel Firmino. 14 - Lucília Verdelho da Costa, Emesto Korrodí- 1889-1944- arquitectura, ensino e restauro do património, Editorial Estampa, 1997, p. 11 15 - Cfr. Sousa Viterbo, Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses, reprodução em fac-símile do exemplar de 1904 da Biblioteca da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, vol. 11, ed. INCM, Lisboa, 1988, pp. 45-52. 16 - ABRANTES, Ana Paula, “Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro – o legado em talha e outras reflexões”, ed. SCMA, Aveiro, 2004. p. 28-32 5 sede da santa casa da misericórdia eliminado, tendo-se regressado à primeira forma de entrada, há alguns anos.»6. Reportava-se ele, então, aos anos 30 de Novecentos. Concretiza-o num outro escrito muito posterior, na legenda da fotografia onde já se pode ver a escadaria actual: «A modificação no acesso ao portal data de 1930 e o projecto respectivo foi elaborado pelo arquitecto Emesto Korrodi». Ferreira Neves7 sublinha que as dificuldades impostas pela escadaria ao trânsito da rua, levaram a Câmara Municipal8 a substituíla, naquele ano, pelo actual lanço de escadas, repetindo a atribuição da autoria do projecto. De facto, foi Ernesto Korrodi o autor do «Projecto de modificação da actual escada de acesso, mediante o rebaixamento do portico até ao nível da estrada»9. O desenho da secção vertical pelo eixo do pórtico, à escala de 1:20, localizado e datado - Leiria, Junho de 1920 -, está assinado: «Emesto Korrodi». Contudo, as referências a esta alteração que encontrámos na imprensa e documentos camarários não confirmam a data referida por aqueles investigadores, antes a aproximam do ano de elaboração do projecto10. Cruzando o conhecimento que Ferreira Neves teve da obra, uma vez que foi seu contemporâneo, e as referências documentais, o processo de alteração do acesso à igreja ter-se¬-á arrastado por cerca de uma década. Em sessão ordinária de 20 de Novembro de 191911, sendo presidente da Câmara de Aveiro o Dr. José Pereira Tavares, é proposto pelo Presidente da Comissão Executiva Municipal que «se peça auctorisação á meza dirigênte da Santa Casa da Misericórdia de A veiro para demolir o átrio ou patamarexteriôrda sua igreja, que está roubândo à principal artéria da cidade um apreciavel espaço e se julga um aleijão, estéticamente falândo»12. Em 14 de Agosto de 1920, o jornal O Democrata, num breve artigo sobre «Obras», noticia: «Acha-se, finalmente, demolido por completo o morro que dva acesso, pela porta principal, à igreja da Misericordia, e cujo desaparecimento constitue, na Rua Coimbra, algo de importante»13. Nascido em Zurique, ainda que de origem italiana, em 30 de Janeiro de 1870, Korrodi foi arquitecto, escultor, decorador e professor de desenho. À sua naturalidade se liga o nome «Helvetius» que adoptou, em 1911, ao entrar na ma- As várias actuações dos meninos da “Casa da Cruz” casa da cruz Festa de Natal No passado dia 11 de Dezembro, e à semelhança de anos anteriores, reuniu-se toda a comunidade educativa numa Festa de Natal. Este ano, decidiu-se que a realização da festa seria num sábado e que o Complexo Social da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro oferecia todas as condições para uma celebração única. Deu-se início à festa com uma saudação da directora da Instituição. De seguida, cada grupo deliciou os seus familiares com as suas actuações. Os pais e as crianças das salas dos 4/ 12 meses e dos 12/24 meses vestidos a rigor apresentaram um musical da “Branca de Neve e os Sete Anões”. O grupo dos 24/36 meses, apresentou a “Dança dos Pinguins” e, pelo empenho demonstrado, a diversão foi a palavra de ordem. A sala das crianças de 4 e 5 anos apresentaram uma dramatização “Ninguém dá prendas ao Pai Natal”. O grupo dos 3 anos apresentou a dança “Está lá, está lá…” e o grupo dos 4 anos o teatro musical “ Noite de Natal em casa do Pai Natal”. O professor de música juntou o seu grupo de expressão musical e cantaram “Natal das crianças” e “Os meus presentinhos”. Com os grupos todos no palco, a despedida foi feita com votos de um Feliz Natal para todos com a música “ A todos um Bom Natal”. Para finalizar o Pai Natal procedeu à entrega dos presentes. Natal No imaginário de todas as crianças, o Natal é sobretudo uma noite mágica, fria, uma árvore de Natal com estrelas brilhantes e dezenas de presentes num sapato. Nessa noite escura como breu, conta-se que uma Estrela Polar guiou os Reis Magos até ao berço do Menino Jesus numa humilde gruta em Belém. Uma história velha como o mundo, e um símbolo imortal de amor e esperança na Terra. Não é a única… Na Casa da Cruz também se contaram histórias de Natal, com ilustração e tudo para que nada faltasse para alimentar o espírito natalício. Depois de contadas as histórias foram realizados postais gigantes, que estiveram a decorar os espaços comuns da Instituição. Um dos postais gigantes alusivos ao Natal 7 Concursos Árvore de Natal As crianças do pré-escolar responderam ao desafio proposto pela empresa “Primagama”, de construir um veículo automóvel, utilizando materiais recicláveis usados, tais como garrafas, cartão, rolhas, tampas de garrafa; pondo assim a imaginação das crianças à prova. Depois de criado o slogan que iria acompanhar o carro, este seguiu para o concurso…. Já o concurso da “Árvore de Natal” não teve o mesmo desenlace, pois o 1º prémio de decoração de árvores de Natal, as quais se encontravam expostas no Centro Comercial Glicínias, não coube à Casa da Cruz, mas ficou o prazer da participação numa iniciativa que reuniu muitas instituições da cidade de Aveiro. casa da cruz 8 Construção de um carro com materiais recicláveis Concurso – Árvore de Natal Envio da Carta ao Pai Natal Durante o mês de Dezembro, as crianças cumpriram uma tradição de há muitos anos: o envio da carta ao Pai Natal. As cartas tinham como destino o Pólo Norte e seguiram pelo correio. As crianças ficaram a aguardar, cheias de esperança, que os desejados presentes chegassem no dia 24 às suas casas. Hora do Conto “Um presente diferente” Concurso - construção de um carro com materiais recicláveis Foi assim, que dias mais tarde, fomos informados que tínhamos ganho o Primeiro Prémio! É do conhecimento geral que as crianças que, desde muito cedo, contactam com livros e ouvem histórias com assiduidade, têm uma linguagem mais rica e expressamse com mais facilidade. Para além disso, a leitura proporciona momentos de grande afectividade e cumplicidade entre a criança e o adulto. Desta forma, e com o espírito natalício presente, as crianças foram surpreendidas com uma hora do conto, que teve como base a história “Um presente diferente”, dinamizada por uma educadora da Instituição. Cantata das Janeiras O Dia de Reis foi assinalado com pompa e circunstância. As crianças do Jardim de Infância presentearam a comunidade de Esgueira com as suas músicas. A animação não faltou e, uma vez mais, foi dada continuidade a uma tradição tão genuína. A satisfação de quem as recebeu foi notória e houve até quem retribuísse a visita com alguns “miminhos”, que as crianças agradeceram com muita alegria. casa da cruz 9 Os pequenos “Reis” cantaram e encantaram Feira do Livro e Sessões de Contos com pais e familiares Qualquer pretexto é válido para pais e filhos partilharem algo, por isso foram convidados para virem à escola e contarem histórias aos seus filhos e amigos. Alguns pais não conseguiram vir devido ao seu trabalho, mas nesses casos vieram outros parentes, que Um dia diferente e de muita alegria para os mais pequenos foram recebidos com a mesma alegria e expectativa. Ao mesmo tempo que decorriam estas sessões, foram apresentadas na Feira do Livro algumas editoras que têm como objectivo servir os pequenos leitores. “A Quinta vai à escola” A protecção dos animais deve ser uma preocupação de todos os cidadãos, e esta deve-se iniciar no pré-escolar. Por esta razão, as crianças tiveram oportunidade de contactarem com diferentes animais que a Quinta Pedagógica da Escola Equestre de Aveiro trou- xe até à Instituição. Assim, perceberam que eles vivem em diferentes habitats, a alimentação também difere e até os gostos de cada um são distintos. Foi uma experiência diferente que desenvolveu competências de respeito, partilha e responsabilidade. casa da cruz 10 A Quinta Pedagógica da Escola Equestre de Aveiro trouxe até à Instituição vários animais, permitindo às crianças contactarem com eles Visita à Exposição de Arte Contemporânea no Museu de Aveiro No dia 10 de Fevereiro, os meninos da sala dos 4 e 5 anos deslocaram-se ao Museu de Aveiro com a finalidade de assistirem a uma exposição de arte contemporânea nas suas diferentes manifestações: pintura, escultura, desenho, vídeo, som, instalação eléctrica, etc.… Uma forma diferente de passar a tarde! Exposição de Arte Contemporânea no Museu de Aveiro Acção de Solidariedade “Mindjoria du Portuguis” Este foi o slogan que acompanhou esta campanha O resultado de muitos pequenos gestos em nome da Solidariedade “Era uma vez um caderno de que tanto gostava que até rasguei páginas, por tanto o ler. Era uma vez uma régua onde pelas minhas mãos nasceu o cubo e o rectângulo. Era uma vez uma história, que me contou outra história e me abriu para a HISTÓRIA. Era uma vez um livro que me levou a amar ainda mais a Natureza. Era uma vez uma aula que me mostrou o valor da Solidariedade”. O dia 14 de Fevereiro, dia em que se comemora “O Dia dos Namorados” foi mais um pretexto para dar continuidade à campanha para angariar material didáctico para crianças da Guiné, partilhando os nossos livros e os nossos cadernos com crianças que embora tenham muito pouco material escolar têm grande vontade de aprender. Sem querer mudar o rumo desse dia, procuramos reforçar o valor da solidariedade, ajudando a construir um mundo mais justo, onde a palavra Amor faça parte dele. Mais do que dar um presente, é necessário elevar o “Amor”, dar-lhe um significado de verdadeira Solidariedade, traduzindo-a no Amor ao próximo.” 11 casa da cruz O Centro de Educação de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro e toda a sua comunidade educativa juntaram-se para contribuir para a campanha organizada pela ONG “ORBIS”, que vai ajudar a apetrechar uma biblioteca para professores na cidade de Safim na Guiné. Entre os dias 7 e 18 de Fevereiro, foram angariados dicionários, gramáticas e livros escolares que serão enviados para a Guiné no próximo mês. Qualquer pretexto é válido para que se desenvolvam sentimentos de afecto e solidariedade pelo outro e na nossa sociedade é urgente incutir estes valores nas nossas crianças. Trazendo o material pelas próprias mãos as crianças estão, assim, a assumir uma pequena responsabilidade e a cumpri-la com atitudes de iniciativa e disponibilidade. “Sessões de Contos com Finais Felizes” As crianças das diversas salas escolheram uma história para ser contada às outras crianças. Assim, durante três dias foram realizadas pequenas “tertúlias” onde todos demonstraram o seu empenho. Foi uma nova forma de promover o gosto pelo livro e pela leitura em contexto educativo, bem como de desenvolver as diferentes formas de linguagem expressiva. casa da cruz 12 De uma forma lúdica estas iniciativas procuram desenvolver o gosto pela leitura complexo social da moita Auto de Natal “Viver a Idade” Após muitos dias de ensaios, no dia 2 de Dezembro, realizou-se o Auto de Natal no Centro Cultural de Congressos, iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Aveiro através do projecto Viver a Idade. O Auto de Natal foi todo realizado por actores séniores de diversas instituições de Aveiro. A Santa Casa da Misericórdia de Aveiro contou com a participação de cinco utentes que interpretaram na peça o papel de Padeira, de Camponesa e dos três Representação do Auto de Natal no Centro Cultural de Congressos Reis Magos. Em palco estiveram mais de 30 idosos e todos estiveram muito empenhados na representação do Auto. No final, os animadores e técnicos das instituições que participaram apresentaram uma pequena dança, vestidos de vermelho e chapéu de Natal. Foi uma tarde muito animada e reveladora da boa capacidade de concentração, de memória e dinamismo dos utentes. 13 Bazar de Natal complexo social da moita 14 O Complexo Social da Moita participou, à semelhança de anos anteriores, no Bazar de Natal, que se realizou de 3 a 8 de Dezembro, promovido pela Câmara Municipal de Aveiro. Este ano o local escolhido para o evento foi a Praça Marquês de Pombal. Foi possível a todos quantos visitaram este evento conhecerem os artigos elaborados pelos utentes das respostas sociais de Centro de Dia e Lar da Misericórdia de Aveiro, nomeadamente, aventais, tapetes, carpins, meias, panos de cozinha, argolas de guardanapos, toalhas, entre outros. Terminado o Bazar de Natal realizou-se uma pequena feira na Sala de Trabalhos, onde foram expostos os restantes artigos, os quais foram adquiridos por utentes, familiares e funcionários. Exposição dos trabalhos elaborados pelos utentes do Lar da Misericórdia de Aveiro A animadora à espera dos visitantes A animadora e as utentes Pequena feira na sala de trabalhos após o Bazar de Natal Actividade de Culinária em Valongo do Vouga A massa já estava levedada e pronta para fazer os bolos-reis. Seguia-se a pesagem das porções de massa de cada bolo-rei. Após a pesagem abriu-se o buraco do meio do bolo-rei, seguindo-se o enfeite com os tradicionais frutos em calda e por fim açúcar para polvilhar. Era chegada a hora de os colocarem no forno para cozerem. Não foi necessário esperar muito tempo para a sua fragrância deliciosa se fazer sentir em toda a padaria. Passados cerca de 30 a 40 minutos saíram do forno e, após terem arrefecido um pouco, foram servidos no lanche, fazendo as delícias dos utentes. É claro que este bolo-rei tinha um gosto muito especial! Pesagem das porções de massa de cada bolo-rei Enfeite do bolo-rei com frutas cristalizadas Abertura do buraco no meio do bolo-rei Polvilhar o bolo-rei com açúcar 15 complexo social da moita No passado dia 10 de Dezembro, um grupo de utentes de Lar e Centro de Dia, deslocaram-se a Valongo do Vouga para fazerem uma actividade de culinária na Padaria Rosita. A delícia aí confeccionada foi o bolo-rei, como não podia deixar de ser, pois aproxima-se o Natal. Festa de Natal No dia 17 de Dezembro, realizou-se a Festa de Natal no Complexo Social da Moita. Iniciou-se, às 10 horas, com a Celebração Eucarística, que decorreu na Sala de Espectáculos e contou com a presença do coro da Misericórdia. complexo social da moita 16 Às 12h30 houve o habitual almoço convívio que, este ano, juntou a comemoração dos 100 anos de um utente de lar, o Sr. Matos. Para finalizar foi distribuído por todos uma pequena lembrança, elaborada pelas Animadoras - um sabonete decorado com a técnica de guardanapo e embrulhado num saco de tule. Celebração da Missa, e convívio da Festa de Natal Tardes Musicais com a colaboração do Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas Através da colaboração estabelecida com o Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas, têm vindo a ser realizadas actividades no Complexo Social da SCMA, com o objectivo de promover tardes musicais aos idosos das respostas sociais de Lar e Centro de Dia. Desde Dezembro, momento em que o Grupo actuou na Festa de Natal, tem havido uma articulação no sentido de uma vez por mês serem apresentados programas musicais, não só através das actuações e encenações que o Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas dinamiza, mas também através da participação de outros artistas de Aveiro. Neste âmbito, em 2011, já foram promovidas duas actividades. No dia 25 de Janeiro, na Sala de Espectáculos do Complexo Social foi realizada uma tarde de Fados, com a presença dos fadistas: Sr. João Rocha, Dª Elisete e Henrique Lima, acompanhados por Sr. João Carlos (viola) e por Sr. Armindo Fernandes (guitarra). A 19 de Fevereiro, também na Sala de Espectáculos do Complexo Social, a tarde musical foi dedicada às canções tradicionais de Aveiro, através da actua- ção do Grupo Cénico e Etnográfico das Barrocas, que aliando os trajes típicos das salineiras, dos marnotos e das tricanas às melodias aveirenses e à boa disposição dos elementos do grupo fez os idosos da plateia sorrir ao mesmo tempo que seguiam as melodias trauteando. A SCMA agradece a colaboração do Sr. João Rocha pela concretização das actividades acima referidas, assim como a todos os que graciosamente nelas participaram. A Directora do Complexo Social da Moita, o Sr. João Rocha e o Sr. Henrique Lima complexo social da moita 17 Comemoração dos 100 anos do Sr. Matos Os fadistas Sr. João Carlos e Dª Elisete acompanhados pelo Sr. Armindo Fernandes Grupo Cénico e Etnográfico das Barrocas Festa de São Gonçalinho complexo social da moita 18 No passado dia 10 de Janeiro, festejou-se o S. Gonçalinho, padroeiro da comunidade da Beira-Mar. À semelhança de anos anteriores, um grupo de utentes da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, deslocou-se ao local da tradicional festa. Além da satisfação de homenagear o Santo, a diversão e alegria estava estampada nos rostos dos utentes. Também, como já vem sendo hábito, os mordomos da festa ofereceram cavacas que serviram de sobremesa aos utentes que não se deslocaram ao local da festa. S. Gonçalinho, o padroeiro da comunidade da Beira-Mar Janeiras O Grupo Coral “Gaivotas da Ria” deslocou-se ao Centro Social Santo André de Esgueira (Mataduços) e à Fundação da Nossa Senhora da Conceição de Valongo do Vouga, para cumprir a tradição de cantar as Janeiras. Cantaram músicas como “Santos Reis, Santos Coroados”, “Vamos cantar as Janeiras”. Os utentes do Complexo Social visitaram a Capela do S. Gonçalinho O grupo “Gaivotas da Ria” No dia 18 de Fevereiro de 2011, um grupo de idosos do Lar e Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro foi visitar a Exposição de Fotografia “Buen Camino” no Museu da Cidade, em Aveiro. Esta actividade foi a conclusão de uma sequência de sessões de animação e entretenimento dos idosos, que incidiram no tema das peregrinações a Santiago de Compostela. Ao longo de vários episódios, puderam receber a partilha da experiência de peregrinação no Caminho Francês de Santiago de Compostela, que o funcionário da Instituição, Bernardo Conde, realizou durante as férias de 2010. Nesta sessão final, os utentes tiveram uma visita guiada pelo autor e puderam ver as fotografias que ilustraram toda a sua peregrinação e caminhada, assim como um filme, e alguns objectos que foram usados durante o caminho. Foi uma partilha muito gratificante, tendo sido fantástico sentir a curiosidade, interesse e a troca de experiências que houve com os idosos participantes. Dia dos Namorados Para assinalar o dia dos Namorados elaboraram-se uns marcadores de mesa com corações para enfeitar as mesas do refeitório, criando um ambiente alusivo a este dia em que se enaltecem os laços de amor, amizade e respeito pelo outro. Foi distribuído um chocolate a cada utente e à tarde houve uma sessão de cinema na sala de espectáculos do Complexo Social da Moita - “Serenata à Chuva”. nâmico, através de exercícios terapêuticos, baseandose na estabilização segmentar, alinhamento e postura, no sentido de desenvolver o equilíbrio da musculatura, atingir simetria e harmonia corporal. Benefícios: A prática regular destes exercícios, traz benefícios cientificamente comprovados, nomeadamente: - aumentar da tonificação muscular e flexibilidade global; - melhorar a estabilização lombo-pélvica e cervical, o que contribui para uma melhor postura, sem dores nas costas. - melhorar o equilíbrio, propriocepção que contribui na prevenção da reincidência de lesões. - melhorar a capacidade respiratória, concentração e condicionamento físico, o que resulta indirectamente na diminuição do stress. Indicações do Pilates Clínico: Indicado para a população em geral, para tratar, prevenir ou evitar reincidência de dores na coluna (lombalgias, cervicalgias) alterações posturais, hérnia discal, incontinência urinária, esclerose múltipla entre outras indicações clínicas. EXPERIMENTE, CONHEÇA E PERCEBA SE O SEU CORPO SE ADAPTA! Horários: 2ª e 6ª feira - 13h00m 4ª e 6ª feira - 9h30m / 16h15m 3ª e 5ª feira - 9h30m A qualidade do movimento é a imagem do Método Pilates. Pilates Clínico A nossa Unidade de Medicina Física e Reabilitação conta com uma nova modalidade - Pilates Clínico, da responsabilidade do corpo técnico desta unidade. “É um método corpo - mente cujo objectivo é melhorar o equilíbrio entre a performance e o esforço, através da integração do movimento a partir de um centro estável e cinestesia aumentada” O Pilates Clínico tem como base o Pilates tradicional, mas fundamentado em estudos científicos actuais. Consiste fundamentalmente no trabalho postural di- “Em dez sessões sentirá a diferença, em vinte verá a diferença e em trinta terá um corpo novo” Joseph Pilates 19 complexo social da moita Exposição de Fotografia “Buen Camino” Sofre de dores nas costas? Veja aqui como prevenir e melhorar de uma forma simples. 1. A prática regular de exercícios físicos, com adequada orientação, previne as dores nas costas. a) inspire “enchendo a barriga de ar”; complexo social da moita 20 b) deite o ar para fora contraindo os abdominais (expire); - com as mãos apoiadas no chão (inspire), levante os seus ombros contraindo os abdominais (expire), repita 5 vezes; 2. - (inspire) tente levar as suas mãos até aos joelhos levantando os ombros e contraindo os abdominais (expire), repita 5 vezes; 3. - (inspire) com a ajuda das mãos leve os seus joelhos ao peito (expire), repita 5 vezes; 4. - (inspire) eleve as suas pernas e os ombros ao mesmo tempo, não force o pescoço mas sim os abdominais (expire), repita 5 vezes; 5. - deitada de lado (inspire), rode o tronco e levante-o lateralmente (expire), execute este exercício 5 vezes alternadamente ; 6. - (inspire) eleve uma perna, não dobrando os joelhos e tentando ir o máximo que conseguir (expire), repita 5 vezes alternadamente; 7. - agora deite-se de “barriga para baixo”, levante uma perna (inspire), leve a perna para baixo (expire), repita alternadamente 5 vezes; 8. -exercício do gato assanhado, inspire depois expire enrolando a coluna. Repita este exercício 5 vezes; notícias Informamos os irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro e leitores deste Boletim Informativo que de acordo com a Lei nº 91/2009, de 31 de Agosto, esta Misericórdia pode beneficiar da importância resultante da aplicação de 0,5% sobre o IRS liquidado por cada um dos sujeitos passivos deste imposto. Este contributo, que cada um de nós pode dar, não tem qualquer custo/agravamento para o contribuinte. Assim, se for do Vosso entendimento, aquando do preenchimento da respectiva declaração de IRS - relativa ao ano 2010 – poderão preencher o QUADRO 9 do ANEXO H da seguinte forma: Desde já agradecemos todo o auxílio que poderão prestar com este pequeno gesto. **** No âmbito de um estágio curricular em psicologia, da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, que está a decorrer no Complexo Social da Moita, encontra-se em desenvolvimento um trabalho de investigação que tem como finalidade “o estudo da influência da escolaridade e da actividade ocupacional no desenvolvimento das demências”. **** A Mesa Administrativa, em reunião de Mesa do dia 3 de Janeiro, decidiu não actualizar as mensalidades para o ano em curso, procurando, desta forma, contribuir para reduzir as elevadas dificuldades com que se confrontam utentes e famílias. Não obstante a decisão tomada, foi deliberado fazer uma verificação dos rendimentos dos utentes e familiares – de acordo com o determinado no Protocolo de Cooperação para 2010, recentemente assinado pelo Ministério da Solidariedade Social e a União das Misericórdias – permitindo a reavaliação das comparticipações, visando os necessários ajustes. **** Como já aqui foi noticiado, a cozinha e copa do Complexo Social da Moita foi objecto de uma profunda intervenção, com obras de adaptação e aquisição de novos equipamentos. Assim, a confecção de alimentos, nestes espaços renovados, reiniciou-se em Janeiro último após cerca de 2 meses de intervenção. Também o refeitório beneficiou de uma intervenção e nova organização. **** No dia 08 de Fevereiro, deram início quatro formações modulares, no âmbito da candidatura efectuada ao POPH em 2010. Nesse sentido, encontram-se a decorrer no Complexo Social da Moita duas acções de formação do módulo “Saúde Mental na 3ª Idade”, dirigida a ajudantes de Lar e Auxiliares, com uma carga horária de 25 horas cada. Esta decorre em diferentes horários de forma a proporcionar a mesma formação aos funcionários do turno da manhã e do turno da tarde. Na Casa da Cruz também se encontram a decorrer duas formações de 25 horas cada, dos seguintes módulos: “Assistência a Crianças no Domicílio – Saúde e Segurança” e “Técnicas de Expressão e Actividades Práticas de Creches e Jardins de Infância – Expressão Dramática”. **** Está a decorrer, desde o dia 14 de Fevereiro, na Sede da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, uma formação, promovida pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, designada “Geriatria EFA B3”, abrangendo 20 formandos. **** A Mesa Administrativa, considerando o importante impacto que o Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC) tem tido junto das populações mais carenciadas acompanhadas por esta Santa Casa, no âmbito do Rendimento Social de Inserção, deliberou aderir ao PCAAC 2011. **** No dia 28 de Março, pelas 20 horas, realizar-se-á, na Sala de Despacho desta Instituição, a Assembleiageral em sessão ordinária para discussão e votação do Relatório e Contas de Gerência do ano de 2010, bem como do Parecer do Conselho Fiscal. Na Ordem de Trabalhos está também previsto um 2º ponto para discussão de outros assuntos.